– O árbitro zambiano na Final foi decisivo ou não? Ou foi a tecnologia?

Muito se tem criticado a não expulsão de Sérgio Ramos no jogo entre Real Madrid 4×2 Kashima (a partida estava 2×2), e foi decidida na prorrogação.

Foi uma “pipocada” do juizão? Provavelmente. Mas e o árbitro de vídeo, acompanhado de outros árbitros que estavam na cabine de imagens? Não poderiam ter “dado um toque” a ele que era necessário punir disciplinarmente com rigor o atleta merengue? Afinal, essa é uma atribuição do VAR.

A tecnologia de nada adiantará se for feito mau uso dela. Ela ajuda, mas o fator humano é ainda mais importante.

A propósito: que frescura essa idéia de continente neutro na decisão. Qual experiência tem o árbitro Janny Sikazwe, de Zâmbia, para apitar tal jogo?

Nessa eu insisto em criticar o chefe dos árbitros, Massimo Bussaca: quer fazer média política com outros países e esquece-se que uma final, seja do que for, tem que escalar os melhores.

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– A Lei do “Limite de Temperatura no Futebol” funcionará?

Em 2017, os jogos de futebol às 11h terão que ter “limite de temperatura” em todo o Brasil. A juíza Marcella Alves de Villar, do TRT, atendendo ao pedido do Presidente do Sindicato dos Atletas (Fenapaf), Felipe Augusto Leite, determinou que as partidas terão que ser interrompidas (ou até suspensas em definitivo) se o calor ultrapassar 28oC.

Funcionará?

E aí surge outra pergunta: e nos jogos da tarde, onde a temperatura eventualmente pode ultrapassar esse limite? Paralisa ou suspende também?

Taí um problema a ser resolvido. Somente a parada para a hidratação, comumente vista, e os copinhos de água à beira do gramado, permitidos pela Regra do Jogo (desde que o jogador não saia de campo), parece que não adiantarão…

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– A Estreia do Video Assistent Referee OFICIALMENTE em uma partida de futebol

Os árbitros de vídeo (VAR) foram bem preparados para, pela 1a vez, trabalharem numa competição oficial da FIFA. Eles foram convocados com o critério de terem a mesma competência técnica do árbitro central (caso fossem novatos, a chance de equívocos seria maior).

E o primeiro lance ocorreu em uma situação NÃO COMBINADA originalmente! A FIFA queria o recurso para, em um primeiro momento, 4 situaçõespênaltis ou simulações; dúvida se o lance seria para cartão amarelo ou vermelho; gol mal anulado ou não; dúvida de quem seria o infrator de uma falta (vide essas situações mais detalhadas em: http://wp.me/p55Mu0-Q5). Entretanto, durante os testes, a FIFA achou importante que se permitisse ao VAR comunicar ao árbitro outros lances relevantes da partida, como, por exemplo, agressões fora do campo visual. E foi justamente o que ocorreu no jogo entre Atlético Nacional x Kashima!

Aos 27m, Mosquera (NAC) tromba com Nishi Daigo (KAS). Supostamente durante a trombada, o atacante do time japonês é também calçado (confesso que tenho dúvidas se ocorreu a infração ou não). O detalhe é que o árbitro central Vitor Kassai (húngaro) não viu o lance pois, conforme seu posicionamento em campo, estava com a visão encoberta. O árbitro de vídeo Damir Skomina (esloveno) é quem viu e relatou. Avisado, na primeira paralisação da partida o juiz correu à beira do gramado e assistiu o lance em um monitor junto ao quarto-árbitro (isso também não estaria originalmente disponível, já que a primeira ideia era de que a informação fosse somente por rádio).

Tecnicamente, o sistema de uso da tecnologia funcionou perfeitamente, com os ajustes acrescentados durante as experiências: o árbitro foi informado do lance, e em dúvida da informação consultou a jogada em um monitor à beira do gramado. Simples.

Mas outro grande detalhe não foi somente o uso da tecnologia, mas de conhecimento da regra: no mesmo lance, o atacante Nishi ESTAVA EM IMPEDIMENTO!

Acertou ou errou o árbitro então?

Vamos lá: acertou!

Explico: a bola é cruzada na área e não vai para Nishi. Ele está em impedimento passivo! Se a bola fosse a Nishi e ele estivesse tentando dominá-la, seria impedimento ativo – e essa condição precederia o pênalti. Dessa forma, você não pode marcar o pênalti, mas deve confirmar o impedimento. E dependendo da violência da infração, pode dar a sanção disciplinar (cartão amarelo ou vermelho), mesmo não marcando o pênalti pois o jogo já estava paralisado com o impedimento ativo.

Assim, o pênalti (se realmente houve o toque infracional) foi duplamente bem marcado: pelo uso da tecnologia em um lance fora do campo visual do árbitro e por ser em uma jogada de pouco conhecimento teórico de muita gente. Reitero: se estivesse em impedimento ativo, não seria pênalti; mas em impedimento passivo, é infração fora do lance de bola e falta (como está dentro da área, é pênalti).

Lembrando: se o uso do VAR fosse como anteriormente discutido no começo do ano em Cardiff (as 4 situações citadas), esse pênalti não seria avisado ao árbitro.

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– MT e MS decepcionam na reta final do Brasileirão

Os árbitros expoentes de seus estados, Wagner Reway (MT) e Paulo Volkopff (MS), decepcionaram nesta última rodada do Brasileirão.

Reway apitou razoavelmente Cruzeiro 3×2 Corinthians, sendo que acabou “iludido” por faltas forçadas em alguns lances. Para alguém que já é aspirante à FIFA, não pode cair nessas bobeadas. Repito o que tenho sempre dito: tem bom porte físico, sabe apitar, mas há de melhorar tecnicamente e ganhar regularidade.

Volkopff já tinha ido muito mal no Atlético Paranaense x Internacional, na rodada 24. No Pacaembú, em São Paulo 5×0 Santa Cruz, ao invés de marcar pênalti em Cueva, marcou simulação e aplicou o amarelo (sendo o 2o cartão amarelo do peruano, expulso).

Enfim, que a arbitragem tenha novos ares em 2017mas para melhor!

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– VAR da FIFA é real. VAR da CBF é balela.

O texto é comprido, mas vale a leitura bem atenta para ver o quanto se mente no futebol brasileiro.

Você já deve ter ouvido a lorota de que a CBF utilizaria o recurso de vídeo neste Campeonato Brasileiro e, de conhecimento público, não usou. Pois bem, vamos lá:

Tudo começou em 5 de março deste ano, em Cardiff, quando o lobby feito por Gianni Infantino (o novo presidente da FIFA) obteve êxito e na reunião promovida pela Internacional Board houve a aprovação do uso (em fase de testes nos campeonatos profissionais) de V.A.R. (vídeo árbitros assistentes).

A priori, foram discutidas 4 situações para tal intervenção da tecnologia:

1- Confirmar ou anular um gol discutível (por exemplo: se o atleta usou a mão na bola para fazer um gol e o árbitro possa ter sido enganado e acreditado que foi de cabeça);

2- Confirmar ou anular uma penalidade máxima (por exemplo: o árbitro crê que um atleta tenha sido tocado e na verdade ocorreu uma simulação de infração);

3- Aplicar ou não um cartão vermelho de maneira justa ou injusta (por exemplo: se um árbitro expulsa um atleta por um carrinho violento e na verdade o jogador tenha ido única e exclusivamente na bola);

4- Identificar atletas de maneira correta quando for aplicar uma punição com cartão (por exemplo: um atleta agarra um adversário e deve receber o cartão amarelo, mas o juiz se confunde e não memoriza quem foi o infrator para dar a advertência).

A proposta inicial foi a de que o árbitro de vídeo poderia interpelar o árbitro principal ou o árbitro principal procurar o árbitro de vídeo (via rádio). Porém, a decisão final continuaria (como continua sendo) do árbitro principal, aceitando ou não a informação do vídeo-árbitro.

Com o avanço das discussões e de jogos-testes, definiu-se a necessidade de um monitor à beira do gramado para o árbitro rever os lances e a possibilidade de uso do recurso em outras situações. Na oportunidade, postamos as primeiras decisões nesse texto: http://wp.me/p55Mu0-Q5.

Nesse interim, a CBF fez uma grande divulgação do fato, levando a crer que ela própria quem houvera influenciado a FIFA. Ledo engano…

No dia 08 de março, chamamos a atenção para a propaganda enganosa da CBF: a entidade prometia usar o recurso do Vídeo Árbitro até em Agosto de 2016. Dissemos ser impossível, simplesmente pelo tempo inábil e pelo fato de você não poder mudar a regra de um campeonato profissional no meio da competição. A FIFA não deixaria e a Regra do Jogo ser alterada sem treino e com tamanho despreparo dos cartolas brasileiros envolvidos. Lembre-se dessa postagem em:  http://wp.me/p55Mu0-QM.

Em 13 de abril, quando a Comissão de Árbitros se gabava da iminente utilização, reiteramos que a CBF estava mentindo (registrado em: http://wp.me/p55Mu0-Tt).

Em 02 de junho, falamos sobre o fato da CBF não ter sido autorizada pela FIFA a usar o árbitro de vídeo de maneira oficial, apenas na condição em OFF (claro, o campeonato estava em andamento e não poderíamos mudar a regra em meio a competição). Os testes seriam realizados, mas o VAR não poderia se comunicar com o árbitro principal (relembre esse texto em: http://wp.me/p55Mu0-X5).

Ao longo dos meses, a CBF resolveu divulgar que poderia utilizar o recurso em Setembro, em Outubro ou Novembro, ou ainda na série B de 2017.

Ué, mas não tinha insistido que era em Agosto de 2016?

Pois bem: em Novembro, a FIFA divulgou os árbitros que atuarão no Mundial de Clubes de 2016 no Japão, e que usará o recurso do VAR. O Brasil, país integrante da Conmebol e “precursor” do árbitro de vídeo (que nunca testou de verdade) não teve nenhum representante indicado. Entretanto, o Paraguai representará nosso continente com o árbitro Enrique Cáceres e o vídeo árbitro sulamericano será o uruguaio Andrés Cunha (a relação completa em: http://wp.me/p55Mu0-1bW)

Que feio… não éramos os pioneiros do uso da tecnologia, como a CBF e seus cartolas diziam?

Dia 11 de dezembro o Brasileirão se encerrará, e o árbitro de vídeo não pisou em nenhum gramado brasileiro.

Motivos?

Alguns são óbvios: despreparo da Comissão de Árbitros da CBF, falta de treinamento, inexistência de empresa contratada para a tecnologia e cronograma para implantação em branco.

Outros motivos podem ser descobertos com a publicação relevante do jornal “Lance” da Edição de 08/12/2016, na Coluna “De Prima”: o fato da CBF não concordar com a forma de implantação já realizada pela FIFA!

A CBF quer que o árbitro de vídeo só atue nas 4 situações acima elencadas e mandou uma carta a Zurique pedindo essa restrição. A FIFA (que havia ampliado a permissão do árbitro de vídeo para qualquer lance interpretativo e relevante para legitimar uma decisão do árbitro, durante o ano) nem deu bola ao pedido brasileiro. Outra situação: a CBF quer que o árbitro de vídeo informe da sua cabine o árbitro central via rádio, sem a permissão do próprio árbitro (que é quem toma a decisão final) ver as imagens. A FIFA desprezou tal colocação, permitindo que um monitor esteja próximo ao 4o árbitro para que, em caso de dúvida ou para referendar a informação do VAR, o próprio árbitro possa assistir esse lance à beira do gramado.

Quem está com a razão: a CBF ou a FIFA?

E pensar que a CBF falou, falou, falou e nada fez. Enquanto isso, a FIFA já usará oficialmente no Mundial de Clubes e deve utilizar na Copa da Rússia em 2018.

Sugestão: que tal Marco Polo Del Nero, com a força de representante da presidência da casa, embarcar para a Suíça a fim de discutir essa situação? A propósito, se existir escala nos EUA, poderá fazer visita a José Maria Marin.

Na foto, o exemplo bem sucedido de um dos testes, na partida entre Red Bull NY versus Orlando City (veja o árbitro central tirando suas dúvidas).

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– E se o Futebol inovasse na disputa do título como faz a Fórmula 1?

As decisões do pilotos campões da Fórmula 1 nas temporadas de 2015 e 2016 se deram no paradisíaco Emirado de Abu Dhabi. Mas no ano passado, houve uma novidade da Regra: no último Grande Prêmio, OS PONTOS FORAM DOBRADOS

O propósito foi o de levar emoção até o fim do torneio. E se essa idéia fosse adotada no futebol, imaginaram que curioso?

Todos os jogos da última rodada premiando os vencedores com 6 pontos? Título, Classificação para a Libertadores e Rebaixamento decididos num super desfecho?

Claro que seria complicado e inviável. Afinal, o time grande que jogar em casa contra o pequeno gostará. Mas o clube que for visitante e tiver que encarar “uma pedreira”, certamente chiará.

Já pensaram se a CBF resolve “apimentar” o campeonato com algo assim? Aliás, me recordo quando Eduardo José Farah resolveu incrementar o Paulistão com algumas novidades e criou a Regra do Empate decidido nos pênaltis. Empatou, tiros penais e dois pontos para o vencedor. Mas se o empate fosse 0x0, o perdedor da disputa não levaria nenhum ponto e o vencedor, 1.

Haja calculadora para as contas dos interessados… Aliás, a própria Fórmula 1 fez uma experiência mais radical ainda em 2009: o vencedor não era quem tivesse o maior número de pontos conquistados nas corridas, mas sim o que vencesse mais GPs. Imaginaram um time chegar na última rodada com mais pontos do que outro, e perder o título pelo número de vitórias? Uma coisa é certa: o empate seria a mesma coisa que uma derrota.

Gosta de idéias assim? Deixe seu comentário:
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– Vascão sobe e Timbu permanece!

A série B se encerrou de forma dramática. O Vasco da Gama subiu, e o Náutico (curiosamente na mesma data de aniversário da “Batalha dos Aflitos”) fracassou.

No Maracanã, a torcida vaiou por 5 minutos a equipe carioca após o apito final. Justo, pois time grande não pode cair, e se for para a 2a divisão, deve subir no mesmo ano e como campeão! Nada em comemorar, já que o acesso é para diminuir a grande vergonha da temporada anterior.

Na Arena Pernambuco, a torcida local invadiu o gramado para bater nos jogadores. Aí é exagero, nada de violência contra frustação.

A questão é: com o atual elenco, o Vasco permanecerá firme na série A do Brasileirão ou corre o risco de sofrer o efeito “iô-iô”, muito comum aos times médios?

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– Com a voz do povo e o apito de Daronco para a “decisão” entre Palmeiras x Chapecoense

Anderson Daronco apitará a “final” do Brasileirão entre Palmeiras x Chapecoense. Claro, final entre aspas pois um campeonato se conquista ao longo do torneio.

Gozado, para Flamengo x Corinthians, quando todos reclamavam das arbitragens e se pedia Daronco, o “universo conspirou para ele” e saiu sua bolinha (relembre em: http://wp.me/p55Mu0-18U). Agora, quando nada pode dar errado e no momento no qual em todas as arbitragens temos reclamações, o clamor popular pede Anderson Daronco para o jogo decisivo. Sendo assim, “a voz do povo é a voz de Deus”. O melhor árbitro do torneio foi escalado, digo, sorteado, para o jogo mais importante da rodada. O gaúcho Daronco apitará Palmeiras x Chapecoense.

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– O pênalti inexistente em Corinthians 1×0 Internacional

A gestão da arbitragem brasileira está em crise. Depois da ruim administração de Sérgio Correa da Silva por anos, agora o Cel Marcos Marinho, Policial Militar que nunca foi árbitro e que foi inventado por Marco Polo Del Nero na FPF e trazido para a CBF, vem ajudando a sucatear o apito brasileiro.

O exemplo disso foi: Rodolpho Toski Marques (que é aspirante à FIFA) foi escalado para o importante jogo entre o Timão X Colorado e marcou um claro pênalti inexistente de Ernando (SCI) em Romero (SCCP). Nada a discutir, erro patético, onde até o atacante corintiano ficou constrangido. Mas era uma escala evitável, já que Toski apitou aquele hiper-polêmico Corinthians X Fluminense pela Copa do Brasil, com 8 situações debatidas nas quais Levir Culpi e Peter Siemsen surtaram? Relembre esse recente e complicado jogo aqui: http://wp.me/p55Mu0-171.

O mais impressionante é que o Internacional reclama mas não se recorda que tivemos também recentemente erros a favor dele, como a atuação horrorosa de Rodrigo Raposo (também aspirante à FIFA, pasmem!) contra o Santos; ou a inesquecível sessão de trapalhadas do árbitro carioca Cavaleiro no Moisés Lucarelli contra a Ponte Preta, quando não perdeu por culpa da arbitragem.

A verdade é: os dirigentes são hipócritas ao reclamarem das más arbitragens somente quando lhes são contrárias. Quando o erro é a favor, fazem de conta que está tudo bem. Sobre isso também falamos em: http://wp.me/p55Mu0-1dm.

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– A Hipocrisia do Chororô dos Clubes

Vemos algumas situações extremamente desagradáveis por parte dos cartolas dos times de futebol.

No último domingo, o Santos reclamou do gol de empate do Cruzeiro, através de impedimento de Manoel. Queixa justa, foi erro (assim como em outros lances do campeonato). Mas quando foi beneficiado (como no pênalti “Gasparzinho” de Lucas Lima, quando tropeçou sozinho no ano passado contra o Avaí), não se falou nada e nem se foi à TV pedir melhores arbitragens?

Casos idênticos ocorreram recentemente: em 2015, o Corinthians teve um número muito grande de erros a favor. Roberto de Andrade protestou por árbitros mais capacitados naquela oportunidade? Claro que não. Mas agora, com erros contra…

Já o Internacional, useiro do envio de DVDs à CBF, foi extremamente ajudado (pela incompetência, não má-fé) no Moisés Lucarelli contra a Ponte Preta. Alguém viu o DVD dos erros a favor do Internacional, enviado para a Comissão de Árbitros por Fernando Carvalho, em nome da contribuição da melhora dos árbitros? Neca.

Idem ao virtual Campeão Brasileiro 2016, o Palmeiras. Depois de erros contrários e queixas de Paulo Nobre à imprensa, o Verdão teve erros a favor. Alguém viu pronunciamento em coletiva lamentando os equívocos em prol?

Assim, convenhamos: só se reclama quando se interessa. Melhorar a qualidade da arbitragem brasileira não é interessante aos dirigentes de clubes, pois sempre se usará esse argumento como justificativa de maus resultados (O Santos, por exemplo, perdeu pontos importantes contra equipes do Z4). E o pior: nem a CBF tem interesse em solucionar isso, pois esquiva-se da profissionalização, tão necessária à todos.

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– Yuri deveria ter sido expulso em Santos 3×2 Vitória?

Acerto do árbitro Wilton Sampaio ao não expulsar Yuri, do Santos FC.

Explico: a bola é cruzada e o atleta, de maneira infantil, tenta e consegue tocá-la deliberadamente com o braço dentro da área. Pênalti e nada a reclamar.

O treinador da equipe do Vitória, Argel, reclamou que o santista (que já tinha cartão amarelo), deveria receber o segundo cartão e, por consequência, o vermelho.

Nada disso. Nem todo pênalti e nem toda mão na bola devem ser punidas com cartão amarelo. A advertência (obrigatoriamente) deve ser aplicada quando um jogador evitar um domínio iminente do seu adversário ou quando ele próprio tentar marcar um gol com a mão. E só!

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– Análise do Gol Anulado de Robinho em Atlético Mineiro 1×1 Palmeiras. Erro ou acerto?

Aos 14 minutos do 1o tempo, Fred (CAM) chuta ao gol, Robinho (CAM) está em posição de impedimento passivo neste momento, vendo o desenrolar da jogada de seu companheiro. Durante a trajetória da bola, ela desvia em Vitor Hugo (SEP) e bate na trave. Robinho pega o rebote e faz o gol.

Gol válido ou não?

NÃO É VÁLIDO! E a explicação é simples, mas com considerações importantes. Vamos lá, de maneira didática: 

Bater na trave não tira impedimento. Bater / desviar / rebotar em jogador adversário (de linha ou goleiro) também não. Assim, Robinho passa de impedimento passivo para ativo quando tenta o domínio da bola (e ele consegue e ainda faz o gol). Portanto, o lance deve ser paralisado e marcado o tiro livre indireto ao Palmeiras devido a essa situação.

O gol seria válido somente em duas condições

  1. Se Vítor Hugo dominasse a bola e a tocasse para trás.
  2. Se Vítor Hugo a desviasse e ela caísse para Robinho sendo que o atacante não estivesse na jogada, embora em posição de impedimento passivo. Lembrem-nos que essa nova situação (uma novidade da Regra de Jogo de mais ou menos 3 anos) diz que: se um jogador não estiver participando da jogada, em impedimento não-ativo, sem a expectativa de receber a bola ou participar do lance, e seu companheiro chuta para o gol e no desvio ela cai para ele despretensiosamente, aí sim o lance deve ser validado.

Bráulio da Silva Machado, o árbitro do jogo, acertou ao invalidar o lance, pois Robinho estava esperando um possível rebote da jogada ou desfecho do lance. Talvez o grande problema tenha sido o fato da bandeira Neuza Inês Back, a assistente número 2 (que estava muitíssimo bem posicionada), ter anotado corretamente o impedimento e, sabe-se lá qual o motivo, ter adentrado ao campo e conversado com o árbitro (mesmo tendo o recurso do rádio comunicador para evitar essa situação de demora e desnecessária).

Em tempo: Bráulio é catarinense, aspirante à FIFA, com excelente desempenho físico e técnico (já o vi muito bem atuando em jogos fáceis), mas disciplinarmente É UM DESASTRE. Faltou autoridade, não aproveitou o ótimo porte físico e fraquejou em advertências verbais.

O Palmeiras já teve um gol semelhante a este anulado acertadamente, contra a Ponte Preta. Rememore o lance em: http://wp.me/p55Mu0-Vp. Entretanto, um outro lance parecido (Botafogo x Corinthians), também pode ser discutido comparando a jogada (também falamos sobre ele em: http://wp.me/p55Mu0-17N).

IMPORTANTE: você não vê essa discussão fora do Brasil. Talvez a CBF (assim como criou equivocadamente a Regra 12B dos “pênaltis de queimada”) esteja orientando esses lances  de maneira errada por algum motivo diverso (por erro de tradução do livro em inglês, má recomendação ou outro qualquer) criando a Regra 11B?

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– Brasil sem representantes no Mundial de Clubes

Vai virar rotina?

Quando o Brasil não conseguia ir ao Mundial de Clubes da FIFA, ao menos o árbitro que representava a Conmebol no evento era brasileiro. Mas nos últimos tempos, neca de brazuca no apito.

Neste ano, de novo, nem clube e nem árbitro do Brasil no Japão. Representará a América do Sul o paraguaio Enrique Cáceres. O uruguaio Andrés Cunha irá também, mas como árbitro de vídeo.

Não era alguém da América do Sul que gaba-se de ter projeto de árbitro de vídeo há meses e ao longo do ano prometeu implantá-lo em seu campeonato, mesmo em OFF?  Onde eles estão?

Valeu, CBF, Marco Polo e seus comandados. Perdemos totalmente o prestígio.

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem de Brasil x Argentina

O superclássico entre a Seleção Brasileira versus a Seleção Argentina apitará o chileno Júlio Bascuñán, 37 anos. Um árbitro fraquinho…

Bascuñán, na temporada do Campeonato Chileno de 2014, foi chamado de “caseiro” pelo Audax Italiano, que o acusou de, em 5 jogos como visitante no campeonato local, perder todos (a equipe pediu punição eterna à Federação Chilena e ameaçou que não entrará em campo caso ele volte a ser escalado alguma outra vez em seus jogos). No último jogo, Bascuñán teria apitado o fim de jogo antes dos acréscimos anunciados quando o Audax estava em ataque.

Em 2015, trabalhou pela Libertadores em Danúbio x Corinthians (e foi muito mal). Voltou a apitar em 2016 no Monumental de Nunes em River Plate 1×1 São Paulo. Naquela ocasião, não deu um pênalti em Calleri, teve dificuldade na interpretação de faltas e, quando deveria expulsar PH Ganso, fraquejou.

Por fim, recentemente ele apitou Argentina x Uruguai e expulsou Dybala, sendo muito criticado por Messi (que não costuma reclamar da arbitragem), que disse: Não pudemos jogar pois o árbitro não deixou”.

Se ele irá bem hoje, no Mineirão?

Só Deus sabe.

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– O caos proporcionado por Del Nero e sua turma (no jogo e no apito). Até quando os clubes o aceitarão numa boa?

Só agora tive a oportunidade de escrever sobre a lambança da CBF na última rodada do Brasileirão. Marco Polo Del Nero e sua trupe “capricharam”!

Sempre se metendo em momentos decisivos e inoportunos, aquele que não sai do país quer ser a estrela intervencionista. Veja se não é verdade:

Final do Brasileirão com mudança de árbitro na véspera do jogo devido ao caso Madonna e Wagner Tardelli;

Final do Paulistão com mudança do árbitro na antevéspera da partida devido ao caso “Braguetto e Corinthians”;

Final da Série C (Boa x Guarani) em Varginha com mudança de jogo na série A entre Ponte Preta x Santos, privilegiando a Terceirona em alteração desnecessária e contra o Estatuto do Torcedor.

Aqui destaco a frase de Dorival Jr, que foi perfeito quando questionado:

Não tem que ir à CBF [reclamar com Del Nero]. A CBF tem que sair do pedestal e vir aos clubes.

Ótimo! Mas o patrão de Dorival, o presidente Modesto Roma Jr, é amigo de Del Nero e fez lobby pelo Cel Marinho (que escalou o árbitro paraense no jogo do Peixe contra o Palmeiras que Modesto tanto reclamou, além do sergipano que deu um pênalti inexistente contra o Corinthians, a favor do SPFC).

E sobrou até para o árbitro mato-grossense Marcos Mateus (que apanhou na Série C). O juizão apitou em SP, comandado pelo Coronel Marinho, não foi bem e voltou ao seu estado de origem, Mato Grosso. Marinho escalou ele justo numa final e expulsou equivocadamente o bugrino Ferreira. Acabou agredido…

Escalas sem critério. Intervencionismo sem critério. Administração sem critério. Futebol sem critério. Ou melhor, com critério: o de nunca fazer a coisa de maneira profissional.

E os clubes, o que fazem para mudar essa situação?

ABSOLUTAMENTE NADA.

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– Não existe favorecimento para o Palmeiras ser campeão.

O ex-árbitro Marçal Mendes é um batalhador. Foi corajoso e peitou o poderoso Jorge Rabello no Rio de Janeiro, que usava na FERJ o mesmo expediente que muitos usaram na FPF: a Comissão de Árbitros Carioca, presidida por Jorge Rabello, estava muito próxima do Sindicato dos Árbitros (presidido por Rabello também) e irmanada com a Cooperativa dos Árbitros, do próprio Rabello.

Já na CBF, infernizou Sérgio Correa da Silva. Tudo o que fez foi de maneira praticamente solitária e sem grande apoio. Marçal Mendes (não confunda com Marcelo Marçal, proprietário do site de arbitragem Apitonacional.com) criou o Sindicato dos Trabalhadores da Arbitragem Esportiva do Estado do Rio de Janeiro, uma espécie de “entidade paralela”.

Admiro e respeito demais o trabalho de Marçal, embora tenha algumas respeitosas divergências quanto o seu posicionamento político de extrema-esquerda (insisto: respeito, pois na democracia todos podemos gostar ou não de determinados partidos e ideologias). Mas não concordo com a declaração que deu na audiência pública de estudos sobre o futebol retratada pelo UOL. Ele disse que:

Se o árbitro erra contra o Palmeiras, lá dentro [do estádio do clube], fica fora da escala [para outros jogos]. Duvido que seja indicado para uma vaga da Fifa (…) Todo mundo sabe o motivo. Sabe que Marco Polo é sócio benemérito do Palmeiras.

Aqui, discordo. Ricardo Teixeira é flamenguista, Marco Polo é palmeirense, José Maria Marin é são paulino. Esses senhores não pensam no clube (o único que abertamente faz isso é Eurico Miranda, que extrapola a ação ética em vários momentos). Teixeira, Marin e Marco Polo pensam nos seus umbigos e nos seus bolsos, não no bem do futebol brasileiro. Quando estava na FPF, Marco Polo Del Nero e o “escalado de árbitros” Cel Marcos Marinho sofreram com a invasão da Mancha Verde na sede da entidade. Erros aos montes aconteceram contra e a favor do Palmeiras (e ao Santos, ao Corinthians, ao Flamengo, ao Fluminense…).

A verdade é: erra-se por assédio moral a favor de time grande, não por intenção deliberada ou a mando de Marco Polo. A camisa dos grandes pesa, e quando o árbitro é fraco e mal preparado (como a maioria), tende-se a errar. As geladeiras (verdadeiras ou as de mentirinha) sempre existiram.

Cá entre nós: qualquer time de massa que vença contentará Del Nero, que tem muitos outros milhões e negócios a lidar do que com que vai ser campeão brasileiro. Ou você acha que Del Nero está com a camisa alviverde debaixo do paletó dentro de seu bunker? As preocupações dele são outras…

Enfim: quando o erro é a favor do Corinthians, é porque a CBF e os árbitros promovem o “apito amigo”. Na semana seguinte o discurso é do Flamengo, na outra do Internacional, e assim vai. Esqueça o blablabblá de torcedor, pois tudo isso é ruindade mesmo da juizado mal formada.

Volto a repetir: nessa, o amigo Marçal Mendes “viajou”. O campeonato não está direcionado a um time, pois quem quer que seja o campeão (Atlético, Flamengo, Santos ou Palmeiras), terá sido pelos méritos dos seus jogadores e comissão técnica.

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– A Pisada na Bola do Presidente Modesto

Respeito muito Modesto Roma Jr, presidente do Santos FC.

Nesta 5a feira, o mandatário santista participou do programa “Esporte em Discussão“, da Rádio Jovem Pan. A entrevista foi muito interessante, mas sua participação final foi com uma colocação extremamente equivocada.

Questionando sobre possíveis “prejuízos direcionados” às equipes do Brasileirão (foi o próprio Modesto quem deixou isso no ar), ele resolveu exaltar o Coronel Marinho como alguém partícipe de uma positiva mudança que evitou maiores percalços.

Me marcou muito a frase de que “o Coronel Marinho fez um trabalho maravilhoso em São Paulo” e a colocação, na resposta seguinte, de que era “necessário profissionalizar a arbitragem“.

Vamos lá:

1- Modesto fez campanha para a queda de Sérgio Correa da Silva desde o ano passado, por culpa de erros graves contra a sua equipe. Sim, ele tinha razão de todas as queixas, e deu a entender que o Santos FC continuou a ser supostamente lesado após as reclamações (Modesto chegou a dizer textualmente que queria o ESCALPO de Sérgio, e pediu em público a substituição dele pelo Coronel Marcos Marinho, com que já almoçou também publicamente na FPF com Reinaldo Carneiro Bastos e Marco Polo Del Nero).

2- Qual o “maravilhoso” trabalho do Coronel Marinho? Antes, o estado de São Paulo tinha 4 árbitros da FIFA no quadro e vários outros em condição de galgar o escudo internacional. Hoje… Turbinou-se o número de jovens parrudos árbitros mas que têm muita deficiência técnica. Aliás, o próprio Modesto detonou o árbitro da última partida, o paraense Dewson Freitas que apitou Santos x Palmeiras. Ora, ele esqueceu que quem o escalou foi o própio Cel Marinho?

3- Por fim, o presidente santista disse que o caminho era a profissionalização do árbitro. Concordo, e os argumentos que Modesto citou são igualmente os que penso. Mas aquele que ele defende, o Cel Marinho, pensa contrariamente a isso (é só buscar as entrevistas recentes em qualquer site de informação)!

Não pude deixar de escrever sobre tal contradição das ideias e dos ideais. Repito: respeito muito o presidente Modesto Roma, o Coronel Marcos Marinho e o ex-comandante Sérgio Correa. Mas a questão é uma só: COMPETÊNCIA, e neste quesito falta muito à cúpula da CBF.

Só resta aos árbitros rezarem…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Corinthians

“Se é possível complicar, por que facilitar?”, diriam ironicamente os mais antigos.

E não é que mais uma vez (talvez para a inclusão de estados não tão relevantes no futebol de ponta do Brasil) a bolinha da arbitragem caiu para um nome não tão desejável em clássico paulista?

Na semana passada, para o Clássico da Saudade (Santos x Palmeiras), tivemos o paranese Dewson de Freitas. Nesta rodada, para o Majestoso (São Paulo x Corinthians), veremos a atuação do sergipano Cláudio Francisco de Lima e Silva. Será seu 4o jogo no Brasileirão 2016 (apitou Fluminense 1×2 Chapecoense, Grêmio 1×1 Atlético e Coritiba 2×1 Santos).

Cláudio é categoria “Especial” (aqueles que por algum motivo, como idade, por exemplo, não serão mais indicados à FIFA).

Há 4 anos, o árbitro apitou Santos x Figueirense na Vila Belmiro e se envolveu em uma lambança com Neymar. Relembre em: http://wp.me/p55Mu0-98.

Em 2014, o sergipano apitou a partida São Paulo 2 x 2 Coritiba e teve péssima atuação. É o mesmo árbitro que certa feita foi suspenso por má atuação em um Palmeiras x Avaí no Pacaembu. Na sua volta “da geladeira”, apitou Bahia x Grêmio, teve nova arbitragem ruim e foi suspenso de novo.

A pergunta é: para clássico paulista, não pode por árbitro de São Paulo ou FIFA “1a linha”?

No esperado Flamengo x Corinthians, aguardava-se Anderson Daronco e o mesmo foi sorteado. A bolinha só deu sorte naquela partida?

Mexe o globinho, “Coroné Marinho”!

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– Sobre Dewson Freitas estar escalado para o clássico Santos x Palmeiras. Haja coração!

Para Santos x Palmeiras, apitará o árbitro paranese Dewson Freitas, de irregulares arbitragens e que precocemente foi indicado ao quadro da FIFA. Será auxiliado pelos menos experientes conterrâneos Márcio Gleidson Dias e Hélcio Neves (em tempos nos quais os bandeiras têm sido protagonistas…).

Nesse ano, não deu um claríssimo pênalti do goleiro Cássio em Ábila em Corinthians x Cruzeiro no Itaquerão (vide em: http://wp.me/p55Mu0-12M), não deu um pênalti por mão na bola tão claro quanto o lance anterior citado a favor do Verdão em Flamengo x Palmeiras no Mané Garrincha (vide em: http://wp.me/p55Mu0-Xv). No final do ano passado, deu um ridículo pênalti de bola que não bateu na mão a favor do Mengo em Flamengo x Ponte Preta (vide em: http://wp.me/p55Mu0-E3), um inexistente pênalti onde a bola bate no cotovelo de Matheus Reis em São Paulo x Vasco (vide em: http://wp.me/p55Mu0-Bt) e uma horrorosa atuação na Arena da Baixada em Atlético Paranaense 3×3 Palmeiras (vide em: http://wp.me/p55Mu0-Dl).

A normalidade é que sua arbitragem, pela competência técnica, seja polêmica (e torcemos para que seja o contrário: que ele tenha uma boa atuação).

E você, o que espera do clássico?

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– Nova Comissão de Árbitros e Velhas Lambanças no Domingo

Já era previsto: Marco Polo Del Nero faz o que melhor sabe fazer com a arbitragem nacional reconstruí-la com pilares frágeis.

Em São Paulo, quando presidente da FPF, “inventou” o Cel Marinho, que cuidava das brigas de torcidas organizadas, como chefe dos árbitros (para dizer que não existia desonestidade dos juízes de futebol). Sem conhecer as 17 regras do jogo, Marcos Marinho se apoiou em algumas pessoas, como o seu braço direito Arthur Alves Jr (o “Arthurzinho”, presidente do Sindicato dos Árbitros e ex-tesoureiro da Cooperativa), nomeando-o membro da CEAF. Marinho ganhou força dentro da FPF e outros cargos de confiança de Del Nero. Claro, ter militares ao seu lado quando lhe é imputada culpa é um bom respaldo.

Na CBF, após anos no poder, Sérgio Correa da Silva, outro cartola do apito amado por Marco Polo, foi remanejado para mais uma diretoria: a da “Criação do Árbitro de Vídeo”. Cel Marinho assumiu, dessa forma, a chefia dos árbitros brasileiros (mesmo sem ter tido mérito em SP).

Um adentro: o Árbitro de Vídeo foi prometido para Maio de 2016 e cobrado aqui nesse espaço. Adiado para Agosto, passou para “em OFF” em Setembro, virou projeto para a série B em 2017 e agora previsto para Outubro do Ano que Vem! Você acredita na promessa desses dirigentes?

No domingo, vimos o que fez Francisco Carlos do Nascimento (o Chicão de Alagoas), que foi “ressuscitado” para o Brasileirão pelo Cel Marinho justo num GreNal! “Cantamos a bola que “ía dar circo”, e deu… Rodrigo Dourado apanhou, levou soco e… Cartão Vermelho! Pode?

No Allianz Arena, o Palmeiras venceu o Sport mas o time pernambucano não se conforma com o pênalti cometido por Mina, onde há a clara intenção de bloquear a bola erguendo o braço em direção a ela (isso sim é movimento antinatural). Com tantos pênaltis de queimada sendo marcados, Ricardo Marques Ribeiro não deu justo esse que foi, errando novamente a favor de um time grande frente a um time pequeno. Despreparo técnico e pressão aceita, não dolo proposital, entendo eu (ruindade, se preferir).

No Maracanã, o bandeira Aspirante à FIFA Rafael da Silva Alves deu uma incrível bobeada e não marcou o claríssimo impedimento do ataque do Flamengo validando o gol irregular contra o Corinthians. O juiz Anderson Daronco poderia chamar a responsabilidade para sim? Talvez, mas eu penso que não, pois o lance é prioritário ao bandeira.

No Couto Pereira, o Coritiba reclama da expulsão de Kleber Gladiador contra o Fluminense e da atuação de Raphael Claus. Como não assisti, não posso comentar.

OUTRAS OBSERVAÇÕES:

  • Disse em minha participação no Futebol Esporte Show do SBT (VTV e TV Sorocaba) que a torcida do Guarani deveria ir ao Brinco de Ouro aplaudir o time pelo acesso à série B, mas que depois da derrota por 4×0 contra o ABC de Natal, não se entristecesse por não fazer a final da Terceirona. ERREI redondamente. Pouco mais de 3000 pessoas viram a mais incrível virada dos últimos tempos num jogo de volta: Guarani do surpreendente técinco Marcelo Chamusca (não é o Péricles) e do interminável Fumagalli fez 6×0 no ABC de Geninho e do “não tão menos” interminável Lúcio Flávio.
  • Perguntar não ofende: a crise é tão grande assim que a edição do Lance que circula aqui em Jundiaí não traz mais os jogos iniciados depois das 18H?
  • E o Mourinho, hein? Quatro gols e justificou que a equipe teve erros individuais? Ô professor...

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– O pênalti polêmico marcado em São Paulo 2×0 Ponte Preta

Via de Regra, sempre que você ver um carrinho de zagueiro e a bola bater em sua mão despretensiosamente, é “bola na mão” e não “mão na bola”. Entretanto, com a orientação de movimento antinatural publicada há 3 anos, alguns árbitros confundem a intenção disfarçada com casualidade e erroneamente marcam a infração. Isso tudo foi fomentado por um equivocado vídeo da CBF TV onde a Diretora da Escola de Árbitros Nacional, Ana Paula Oliveira, relata em um carrinho numa partida Fluminense x Palmeiras uma mão na bola involuntária num carrinho como lance faltoso. Isso desandou uma demanda incrível de pênaltis errados, criando uma regra brasileira: a 12B.

Um lance parecido com esse aconteceu na tarde de sábado no Morumbi: o zagueiro Fábio Ferreira dá um carrinho e a bola acerta a mão. A primeira pergunta é: houve intenção?

Nesse caso, é lance de interpretação. A mim pareceu que sim. Fábio dá o carrinho, abre os braços e nem esboça evitar o contato. A propósito, reparem que ele dirige o braço para que ele bata na bola. Isso sim é movimento antinatural / intenção disfarçada. O que NÃO É PÊNALTI é o movimento natural ou a imprudência (lembre-se: não se avalia pênalti por correr risco, somente por intenção). Acertou o árbitro Marcelo de Lima Henrique ao marcar o pênalti para o São Paulo.

Aproveito a oportunidade e chamo a atenção para o apito final de Marcelo. Ao encerrar o jogo, ele parecia vibrar! E estava mesmo. Alguns trolls na Internet creditaram que o juizão estava comemorando a vitória do Tricolor Paulista contra a Macaca. Nada disso, quem é árbitro ou amigo dele sabe o quanto lutou desde o último teste físico (no qual teve que ficar parado) para voltar a apitar. Foi seu momento de extravasar, de comemorar, de agradecer a Deus pela volta em bom estilo e com boa atuação. Digo mais: para quem vive a arbitragem, foi de arrepiar esse momento. Aplausos (como eu fiz em frente à TV) para a luta do Marcelo de Lima Henrique.

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– Se pensar não apita?

Mirandinha, aquele que veio do Payssandu e jogou no Corinthians, um dia disse: “se eu correr não dá para pensar”.

E não é que o Coronel Marcos Marinho repete aos árbitros esse discurso?

Ao GloboEsporte.com, disse o novo chefe dos árbitros da CBF:

Você ensina aos assistentes, aos árbitros, para sempre marcar o que viu primeiro. Se começar a pensar no lance, vai começar a errar. Certo ou errado, é o que viu. O Emerson quis fazer uma justiça, ‘se eu errei tenho de voltar atrás’. Isso bateu na cabeça dele. Mas na sequência ele foi na primeira visão, no impedimento. Ele quis tentar fazer justiça e acabou prejudicando toda uma situação“.

Respeitosamente, mas o Coronel (que nunca apitou e tardiamente virou chefe dos árbitros do Marco Polo Del Nero em São Paulo sem nunca ter lido um livro de regras), começa muito mal no seu discurso.

Aliás, não só no discurso, mas nas escalas: Chicão de Alagoas volta ao cenário nacional justo no… Grenal!

Haja emoção!

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– STJD anulará Figueirense 1×2 Palmeiras?

Pensei que não era séria a informação, mas ao ver nos principais noticiários, assustei!

Quer dizer que o Figueirense quer imitar o Fluminense e pedir a anulação de seu jogo junto ao Tribunal?

Mas aqui é diferente: o time carioca, mesmo a contragosto de muitos, possui um argumento válido para pedir o cancelamento do jogo contra o Flamengo (já falamos sobre isso, vide em: http://wp.me/p55Mu0-19a). 

Já o Figueirense não tem um argumento coerente, pois quer transformar erro de fato em erro de direito para anular o jogo contra o Palmeiras. Na oportunidade, falamos sobre 3 lances polêmicos daquela partida (vide nossa análise em: http://wp.me/p55Mu0-18M). 

Porém, existe a queixa de que o 2o gol palmeirense surgiu de um arremesso lateral irregular, onde o atleta do Palmeiras cobra o lateral, a bola supostamente não entra em campo num primeiro momento, tocando do lado de fora do gramado, entra em campo e aí na sequência sai o gol.

E por que isso não anularia o jogo? Pois isso é erro de fato!

Erro de direito vale a anulação, pois é quando o árbitro desconhece / descumpre intencionalmente uma regra, despreza a norma ou se omite de atendê-la. 

Erro de fato é quando há equívoco na interpretação de um lance. O árbitro Igor Junio Benevenuto (aspirante à FIFA) e o bandeira FIFA Guilherme Dias Camilo conhecem a Regra 15 (Arremesso Lateral), e entenderam que a bola pingou dentro (lembremo-nos que: se a bola não entrou em campo, o jogador deve COBRAR NOVAMENTE o arremesso. Se ele cobrar errado, como não passar a bola sobre a cabeça, soltar ela só com uma mão ou a mesma entrar em campo incorretamente, é REVERSÃO).

Assim, é claríssimo que o bandeira entendeu que a bola estava em campo. É erro de interpretação (portanto, erro de fato e que não anula o jogo) ao invés de desconhecimento de regra (erro de direito que cancela a partida).

Se o STJD anular o jogo, é pura média!

– Vai anular o FlaFlu? O Tricolor Carioca tem razão?

Gostemos ou não, achemos simpático ou não, moral ou imoral, mas… se o Fluminense PROVAR que o árbitro Sandro Meira Ricci usou de recursos externos para tomar a decisão da anulação do gol de Henrique contra o Flamengo, a partida poderá ser sim anulada.

Entenda:

  1. Quando o árbitro toma uma decisão no jogo por desconhecimento ou de maneira que exista proibição da Regra do Jogo, é erro de direito e isso é motivo para anular um jogo. Exemplo: se ele tomou a decisão de anular o gol do Fluminense após informação externa.
  2. Quando o árbitro toma uma decisão equivocada por interpretação de lance, é erro de fato e nada pode se fazer. Exemplo: o pênalti de Egídio em Rafael Silva, no qual o árbitro não marcou a penalidade por entender erroneamente que o lance foi na bola.
  3. Quando um atleta ou membro de Comissão Técnica usa de um artifício ilegal, a punição é individualizada e não cabe anulação de partida. Exemplo: o Ponto Eletrônico de Cuca.

Dessa forma, se (reforço: SE) o Tricolor Carioca demonstrar que Sandro Meira Ricci tomou sua decisão baseada numa informação externa ou por imagem de TV, mesmo que sua decisão for acertada (ou seja, o gol estava realmente impedido), a forma na qual o fez foi irregular e grave.

Será interessante: em 2005, o STJD remarcou partidas sob suspeitas de manipulação mas que cujos resultados, na prática, não foram mexidos. Os jogos não tiveram ação criminosa, pois não se via lances polêmicos em todas elas. Sob o argumento de legitimidade, jogou-se desnecessariamente de novo. Agora, 11 anos depois, corre-se o risco do STJD mandar disputar um jogo em que, por vias tortas, a decisão estava correta.

Na prática, se jogará uma partida (se for remarcada) onde o placar foi confirmado pelo método irregular mas corretamente legitimado na decisão. Quem estuda regras e regulamentos está exercendo o direito dele, mesmo que achemos isso antidesportivo.

Mas reitero: o Fluminense terá razão SE PROVAR. Caso contrário, nada muda e ficará marcado como chororô.

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– Uma manchete antiga que eu queria ter vivenciado…

Imagine o Santos de Pelé jogando contra o Corinthians de Mané Garrincha? Sim, poucos se lembram mas no final de carreira “o anjo de pernas tortas” (bem debilitado) saiu do Botafogo e jogou (ou tentou jogar) pelo Timão.

Na seção “Há 50 anos” da Folha de São Paulo dessa semana, um deleite do então forte Paulistão:

SANTOS DE PELÉ TIRA CORINTHIANS DE GARRINCHA DA PONTA DO PAULISTÃO

Após derrota para o Santos por 3 a 0 no Pacaembu, o Corinthians deixou a liderança do Campeonato Paulista na 20a rodada.

O Santos aproveitou as falhas da defesa rival e fez os 3 gols, todos do atacante Coutinho, no 1o tempo.

Mesmo com chances mais claras, o Corinthians não quebrou o jejum diante do rival, que até agora não perdeu o duelo com Pelé em campo.

Os 45 minutos da segunda etapa se resumiram ao esforço corintiano em vão em busca de gols. A derrota deixa a liderança do torneio com o São Paulo, que pega neste domingo o Palmeiras.

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– Previsível situação… O prêmio ao Ricci!

Escrevemos na postagem da semana passada que o árbitro Sandro Meira Ricci poderia ser suspenso (devido a confusão do FlaFlu) coincidentemente em época de algum bom torneio internacional (vide em: http://wp.me/p55Mu0-18G).

E não é que o árbitro foi convidado e topou apitar por 1 mês na Super Liga Indiana, aquele milionário torneio asiático que tem sido realizado na Índia (no período em que ficar de fora do Brasileirão)?

Valeu o gancho!

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foto: O GLOBO

– Quem apitará Flamengo x Corinthians?

Pela grandiosidade do clássico nacional, nervosismo dos bastidores e momento crítico da arbitragem nacional, teremos provavelmente 10 nomes pré-selecionados para o sorteio dos árbitros de Mengão x Timão.

Os nomes serão:

  • 1- Anderson Daronco
  • 2- Anderson Daronco
  • 3- Anderson Daronco
  • 4- Anderson Daronco
  • 5- Anderson Daronco
  • 6- Anderson Daronco
  • 7- Anderson Daronco
  • 8- Ricardo Marques Ribeiro
  • 9- Ricardo Marques Ribeiro
  • 10- Ricardo Marques Ribeiro

Brincadeiras à parte, é essa a proporção de quem acho que estará escalado: 70% de chances para Daronco e 30% para Ricardo.

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– A Grita que Compensa e a Necessidade da Ética e Coerência: sobre Figueirense 1×2 Palmeiras

Na partida realizada no último domingo em Santa Catarina, 3 lances polêmicos:

  1. Pênalti reclamado por Dudu – exagero da queixa, lance normal de disputa de bola, sem qualquer tipo de complicação para o árbitro. Acertou ao não marcar, era lance de fácil interpretação.
  2. Pênalti marcado em Gabriel de Jesus – Bruno Alves bate com o braço / cotovelo no adversário, sem qualquer tentativa de agredi-lo ou acertá-lo por dolo. É contato físico normal do futebol. Errou o árbitro ao marcar, era lance de média dificuldade de interpretação.
  3. Pênalti reclamado por Rafael Silva – o atacante sofre o toque intencional de maneira clara, é infração sem aplicação de cartão. Sendo dentro da área, é pênalti. Errou o árbitro ao não marcar, lance de facílima interpretação e de visualização também aberta ao bandeira.

O árbitro Igor Junio Benevenuto subiu muito rápido para a série A. É aspirante à FIFA sem experiência em grandes e importantes jogos. Quando a partida é modorrenta, se sai bem apitando o “feijão-com-arroz”. Mas quando é exigido, peca demais. Ele tem apenas 36 anos e é assessor parlamentar em MG. Teria sentido a pressão dos dirigentes durante a semana e a camisa do time grande pesou?

IMPORTANTE – não cito desonestidade, mas fragilidade inerente ao ser humano. Na arbitragem, dizemos que “sentiu o jogo”.

Por questão de justiça e coerência, os cartolas (não só do Palmeiras, mas de qualquer outra equipe) que reclamaram de que sentiram-se prejudicados por alguma atuação de árbitro na semana passada, PELO BEM E ÉTICA do futebol, deveriam vir a público dizer, na mesma intensidade das queixas, que lamentam os benefícios conseguidos nessa rodada.

É utopia?

Sim, certamente.

Lembrando: o outro time queixoso da semana foi o Fluminense, que hoje enfrentará o São Paulo.

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– Conto com sua audiência no Plantão de Domingo da Rádio Jovem Pan

Neste domingo, das 12h30 às 16h00, estarei participando do Programa “Plantão de Domingo” da Rádio Jovem Pan.

Para mim, motivo de satisfação por estar nesta tão estimada emissora. E conto com a audiência de vocês!

Sintonize via AM 620 / FM 100,9 / http://www.jovempan.com.br / App Android e iOS / Sky 405

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– A CBF convencerá o Flu em desistir de anular o jogo?

Não tenho dúvida que, por experiência, o enredo da confusão em Volta Redonda poderia ser escrito assim:

  • O Fluminense reclama da anulação do seu gol de empate no FlaFlu por ter sido com evidência de ajuda externa (mesmo o gol estando irregular). Claro, terá que provar…
  • O Flamengo reclamará para se proteger. Está fazendo a parte dele.
  • O Palmeiras chia pois tem interesse no jogo, já que o Mengo é seu adversário na luta em busca do título.
  • Na CBF, Marco Polo Del Nero manda o Coronel Marinho afastar Sandro Meira Ricci das escalas (assim como o mesmo Marco Polo fez com o mesmo Cel Marinho no caso Braguetto pela FPF).
  • Peter Siemsen se sente prestigiado por ter afastado o árbitro e desiste de tentar anular o jogo e cessa-se a dor de cabeça à CBF. E nos próximos jogos como mandante, um árbitro novato apita o Flu e erra (não por ato deliberado ou desonestidade, mas por inexperiência e aceite de pressão).
  • Sandro Meira Ricci aceita a suspensão e aproveita o período para se preparar melhor e ser chamado para o Mundial de Clubes Japão 2016.

Ótima história, não? Claro, não estou afirmando que será assim, estou apenas criando um enredo hipotético…

ATUALIZANDO: NIELSON NOGUEIRA DIAS apitará Fluminense x SPFC. Em 2016, apitou 9 jogos – sendo 2 série A, 4 série B, 1 série C e 2 Copa do Brasil. Foram 8 Vitórias do Mandante e 1 Empate.

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– A confusão de Fluminense 1×2 Flamengo. Dá para anular o jogo ou não?

Nossa, que confusão no Estádio Raulino de Oliveira no Fla-Flu de ontem, não? Tudo por conta de um gol anulado, depois confirmado, e por fim novamente anulado que seria o empate do Fluminense aos 39 minutos do segundo tempo (placar de 1×2 naquele momento).

Vamos lá: Gustavo Scarpa cruza a bola e alguns jogadores do Fluminense estão em posição de impedimento. Todos eles vão para a disputa de bola e Henrique finaliza para o gol. O bandeira Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP) corretamente anula a jogada. O Fluminense reclama e Henrique alega estar em posição legal (mas não estava). O árbitro Sandro Meira Ricci conversa com Emerson e resolve confirmar o gol. 

Importante: não se sabe o teor da conversa, impossível dizer se Emerson mudou de opinião ou não. Aparentemente, a decisão foi de Ricci que chamou a responsabilidade para ele, pelo visto nas imagens.

Aqui, uma consideração relevante: mesmo se Henrique estivesse em condição legal, o gol deveria ser anulado pois os demais atletas do Fluminense participam ativamente da jogada. Não precisa esperar definir quem vai tocar a bola, pois a defesa flamenguista não pode ficar esperando o bandeira dizer quem milimetricamente está impedindo ou não para deixar de marcar o adversário. É diferente de quem está explicitamente à frente e não está participando da jogada.

Após a confirmação do gol, foi a vez do Flamengo reclamar. Muito bate-boca e com 10 minutos de paralisação resolveu-se invalidar o gol. Por ter esperado tanto tempo e depois de tanta gente entrar em campo, ficará a dúvida: qual o motivo preponderante para confirmar o impedimento?  Três hipóteses:

  • A. Sandro resolveu atender a 1a informação do bandeira e humildemente se redimiu do erro?
  • B. Chegou uma informação externa confirmando o impedimento?
  • C. Uma análise fria da conversa entre o quarteto de arbitragem decidiu o lance?

Infelizmente, pelo “modo da coisa”, parece-me que houve interferência externa. Como o árbitro não pode dizer que decidiu por imagem (SE FOI ISSO QUE ACONTECEU), ficará apenas na discussão. Se o árbitro afirmar que na dúvida recebeu uma informação de fora, a partida pode ser anulada por erro de direito (chance mínima de isso acontecer).

Enfim, por vias tortas ou não, o gol reclamado do Fluminense foi ilegal e invalidado. A priori, palmas para Emerson Carvalho que decidiu pelo olhômetro e mostrou competência e um puxão de orelha ao árbitro Ricci que deu uma vacilada em demorar a confiar no seu assistente.

Se ressalte duas coisas:

  • 1. Não nos esqueçamos que Sandro Meira Ricci era vetado pelo Flamengo, criticado pela diretoria e só voltou a ter o aceite de sua escalação após boa atuação no Morumbi na partida entre São Paulo x Flamengo. Isso foi confirmado pelo gerente de futebol Rodrigo Caetano em entrevista à Fox Sports na última segunda-feira, após questionamento do jornalista Fábio Sormani no programa Fox Sports Rádio.
  • 2. Na súmula, o árbitro relata a paralisação de 10 minutos do jogo, sendo acrescentado 5 minutos por ele e mais 2 para as substituições e perdas de tempo diversas. Como o jogo parou aos 40 minutos do segundo tempo, há lógica (já que a partida terminaria aos 45 minutos). Se o jogo ficasse paralisado 20 minutos a partir deste tempo, também deveria-se acrescentar os 5 apenas.

Em tempo: e o “mico do intervalo”? Torcedores das duas equipes são convidados para uma disputa de pênaltis no intervalo e o pau comeu solto!

Meu Deus…

ATAQUE EM IMPEDIMENTO

– 3 anos que “Profissionalizaram de Mentirinha” os árbitros de Futebol

Já faz três anos que alguns árbitros, ilusoriamente, comemoraram a profissionalização da categoria.

Mas mudou o quê?

Leia sobre o que escrevemos na oportunidade:

A REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE ÁRBITRO DE FUTEBOL

Vejo muita gente comemorando a regulamentação da profissão de árbitro de futebol. Mas quem milita no meio sabe que esse projeto sancionado pela presidente Dilma Rousseff é, na verdade, uma hipócrita e demagógica ação que nada mudará no dia-a-dia dos árbitros de futebol, tampouco trará melhorias práticas.

Assustou com minha opinião? Explico a ilusão desse projeto:

1 – Ao árbitro será permitido se associar em cooperativas de trabalho e sindicatos. Mas já não é assim? E, pasmem: se um árbitro não se sindicalizar e/ou cooperar, não apita jogos profissionais nesse país! No Rio de Janeiro, Jorge Rabello, funcionário da FERJ, é o responsável pelo departamento de árbitros da entidade. Porém, é ele quem dirige o Sindicato e a Cooperativa de lá! Em São Paulo, Arthur Alves Júnior é o presidente do Sindicato dos Árbitros e Silas Santana trabalha na Cooperativa, sendo que ambos são funcionários da FPF! Claro que tudo está dentro da lei; e, mesmo sendo legal, poder-se-á contestar: não é imoral? A mim, tal situação desagrada muito, já que entendo como incompatibilidade de cargos. Se o árbitro tiver que brigar com a Comissão de Árbitros de SP ou do RJ, e quiser recorrer ao Sindicato, terá que recorrer à mesma pessoa. Dá para imaginar o Rabello do Sindicato discutindo com o Rabello da Federação Carioca?

Reforço: nada contra essas pessoas, mas entendo ser impossível que se tenha condição de trabalhar antagonicamente em cargos tão distintos, sendo o mesmo dirigente.

2- A Lei reza que o árbitro poderá trabalhar em Ligas e Entidades de prática do Futebol. Ué, cadê a novidade?

Na verdade, se festeja única e exclusivamente o fato de que, no papel, existe uma profissão chamada de “árbitro de futebol”. A lamentar que nada se fez para que o árbitro receba FGTS, tenha direito a 13o e Férias, fruto de registro na Carteira de Trabalho, sendo as Federações e/ou a CBF o(s) patrão(ões).

Aliás, me causa curiosidade: por quê os Sindicatos e Cooperativas que agora podem representar o árbitro (mas que já representavam) não lutam para que as Federações e a Confederação assumam o árbitro como empregado? Que banquem os treinos para melhorar o desempenho em campo e os assumam como funcionários profissionais para que se dediquem integralmente a profissão e não cometam tantos erros.

Reitero: a Lei é demagógica, já que ilude o cidadão comum a pensar que algo vultuoso foi feito; e hipócrita, pois se comemora para disfarçar o que está em situação calamitosa, que é a péssima condição dos árbitros do Brasil, resultando em arbitragens no nível que se vê.

Gozado: para apitar em São Paulo, os árbitros assinam um documento de próprio punho dizendo que são prestadores autônomos de serviços aos clubes, sendo que a FPF é quem os paga, via Sindicato (descontando-se taxa sindical), alegando que o dinheiro é repassado das verbas que o clube receberia a fim de evitar calote.

Isso não é contestado por quê?

Portanto, torcedor comum, não se anime: nada mudará nos jogos que você assistir. E aos árbitros, vale o lembrete: você não ganhou nada com a nova lei.

Invejo a Inglaterra. Lá sim o árbitro é profissional, com contrato de trabalho e tudo mais.

Abaixo, compartilho o texto da lei:

LEI nº 12.867, DE 10 DE OUTUBRO DE 2013

Regula a profissão de árbitro de futebol e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º
A profissão de árbitro de futebol é reconhecida e regulada por esta Lei, sem prejuízo das disposições não colidentes contidas na legislação vigente

Art. 2º
O árbitro de futebol exercerá atribuições relacionadas às atividades esportivas disciplinadas pela Lei no 9.615, de 24 de março de 1998, destacando-se aquelas inerentes ao árbitro de partidas de futebol e as de seus auxiliares

Art. 3º
(VETADO)

Art. 4º
É facultado aos árbitros de futebol organizar-se em associações profissionais e sindicatos.

Art. 5º É facultado aos árbitros de futebol prestar serviços às entidades de administração, às ligas e às entidades de prática da modalidade desportiva futebol.

Art. 6º
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de outubro de 2013;

192º da Independência e 125º da República

DILMA ROUSSEFF

Manuel Dias

Aldo Rebelo

Luís Inácio Lucena afana 

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– O 1o Cartão Verde da História é aplicado na Itália.

No ano passado, falamos sobre a busca do Fair Play no Campeonato Italiano e a experiência da criação do Cartão Verde para ser aplicado a jogadores que tivessem atitudes honestas e plausíveis em campo (o inverso do cartão amarelo). Relembre isso em: http://wp.me/p55Mu0-B0.

Pois bem: enfim saiu o primeiro “cartolino verde” do torneio. O bom moço a recebê-lo foi o atacante Galano, do Vicenza, na partida entre Vicenza x Entella pela Segunda Divisão, ao confessar que o escanteio para a sua equipe estava equivocado, pois a bola batera nele antes de sair – portanto, tiro de meta a favor do adversário.

Quais as chances de vermos algo assim no Brasileirão?

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– Pênaltis de Movimento Antinatural: Entenda a diferença do que a FIFA quer e o que a CBF inventou!

Se você está assustado com os pênaltis de bola na mão/ mão na bola, assista os vídeos que compartilho abaixo (não pense que o mundo enlouqueceu e que, como bem observou o jornalista Mauro Betting, somente a Vênus de Milo pode jogar futebol com as orientações de Sérgio Correa na Comissão de Árbitros da CBF. Aqui no Brasil, deturpamos a regra mesmo…):

Dias atrás explicamos que a Regra 12, quando trata de “infrações com bolas na mão”, era clara na questão da intencionalidade e que nada havia mudado na Regra do Jogo, exceto a nova orientação que pede atenção ao movimento antinatural do jogador malandro (aquele que disfarçadamente força a barra para a bola bater em sua mão e tirar proveito). Porém, no Brasil, criou-se o erro de interpretar lances imprudentes como antinaturais, inventando a Regra 12B, algo exclusivo para o Futebol brasileiro. Nada de marcar lance de mão por jogador ser imprudente e correr risco, já que a FIFA pede cuidado com a trapaça da intenção disfarçada (a infração por mão é a única na Regra em que se avalia somente a intenção, nunca a imprudência).

Eis que a CBF divulgou 8 vídeos de lances da FIFA instruindo os árbitros sobre o que se deve marcar com a orientação de mão antinatural. O interessante é que são diferentes do que os 4 lances explicados e interpretados pela diretora da Escola de Árbitros, Ana Paula de Oliveira, em vídeo oficial aos árbitros pela CBF TV.

Assista-o (abaixo) e avalie: são todos lances em que há a intenção de tocar a mão na bola (de maneira deliberada, seja com o movimento explícito ou anti-natural)? Aqui, a CBF recomenda pênalti. Alguém viu no restante do mundo tais lances?

Não me assusta… afinal, há quem de alto escalão (acredite se quiser) que justifica que a culpa é dos jogadores brasileiros, não dos árbitros, pois os atletas lá fora já aprenderam a correr e dar carrinho com as mãos para trás…

Entretanto, se você avaliar os oito vídeos da FIFA apresentados aos árbitros brasileiros pelo ex-árbitro Oscar Ruiz em 2015 (lembre-se que o ex-árbitro Jorge Larrionda também esteve por aqui fazendo a mesma coisa em 2014), perceberá que não existe essa história de que tudo é pênalti.

Assista-os e veja o que a FIFA recomenda:

1- Não é Pênalti (mas aqui o pessoal anda marcando): 

2- Pênalti sem cartão amarelo (olha o movimento de espalmar a bola): 

3- Pênalti com cartão amarelo (explícito para não levar o chapéu): 

4- Não é pênalti (mas a gente vê toda rodada aqui no Brasil marcando…): 

5– Pênalti com cartão amarelo:

6- Pênalti com cartão amarelo:

7- Não é pênalti (eita, que eu já vi um monte de lances como esses no Brasileirão indo pra cal…), em: 

8- Pênalti com expulsão: 

Diante de tudo isso, há alguma dúvida que enquanto o mundo continua respeitando a Regra 12, no Brasil criou-se a Regra 12-B?

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– Mando de Campo de Jogo no Brasileirão e na Inglaterra: qual é mais justo?

O mineiro América será mandante no Paraná contra o Palmeiras. O carioca Flamengo será mandante em São Paulo contra o pernambucano Santa Cruz, que por sua vez será mandante no Mato Grosso contra o Corinthians.

É um campeonato itinerante ou não?

Dito isso, reproduzo um material do ano passado (03 de agosto), na minha coluna do Jornal Diário de São Paulo / Rede Bom Dia, sobre o mesmo tema na Inglaterra. Veja a diferença:

MANDO DE CAMPO NA INGLATERRA

Eis que na endinheirada Premier League, uma decisão que bate de frente com o assunto “mando de jogo”: o Tottenham fechará o seu estádio, o White Hart Lane, a fim de aumentar a capacidade para 61 mil lugares. O clube planeja mandar suas partidas em alguns estádios durante a temporada 2015/2016: o mítico Wembley (90.000 lugares) e o Milton Keynes Stadium (30.500 lugares) estão na pauta, além de outras praças que fizeram convite ao clube.

Entretanto, Richard Scudamore, o CEO da Premier League, declarou ao “The Guardian”:

“Eles terão que jogar todos jogos no mesmo estádio a temporada inteira. Pela integridade da competição. Você não pode ser mandante em 19 partidas sendo que 10 no Stadium MK e 9 em Wembley. Isto seria completamente injusto. Eles não serão autorizados na nossa competição.

Preste atenção: o Tottenham têm dois estádios com acertos financeiros e pretende (ou pretendia) aceitar mais convites; mas a Liga, em nome da igualdade de disputa a todos os adversários, proibirá.

O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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