– Que pênalti é esse?

A suspeita de manipulação de resultados na série C do Brasileirão assusta. Dessa vez, envolve Jhonata Varela, do Sampaio Corrêa, que saltou o máximo que pode para agarrar uma bola na grande área (não, ele não é goleiro, mas… volante).

Desconfiado do forçoso e bizarro pênalti cometido, seu próprio clube o denunciou. Veja o lance e a reportagem em: https://ge.globo.com/ma/futebol/times/sampaio-correa/noticia/2024/08/31/procurador-ve-indicios-de-infracao-disciplinar-em-penalti-na-serie-c-e-pede-abertura-de-inquerito-no-stjd.ghtml?_gl=1*vmr8ym*_ga*Rm0tVTY3a0UtdkM4U1JMWUF5ak40aF9Lc1ZBc0NRcGRtVDd6dFlTQjhLN2w3VnBnRlFGLU1PaEtlc01tT01kTA..*_ga_K8B6Y0T4CS*MTcyNTE5OTY3NC4xLjEuMTcyNTE5OTY3NC4wLjAuMA

Jhonata Varela, Sampaio Corrêa x ABC, pênalti bizarro — Foto: Reprodução/Nosso Futebol

– Análise da Arbitragem de Internacional 0x3 Paulista: e viva o acesso do Galo!

Uma ótima arbitragem do jovem Murillo Tarrega Victor (um único erro, relatado abaixo), que já está confirmado na A1 de 2025 (e agora, o Galo confirmado  para a A4 de 2025).

Sobre os lances “do apito”:

Aos 3 minutos, Vitinho pulou na área e tentou cavar pênalti. Não foi nada e acertou o juizão.

Aos 15m: Na falha da zaga do Paulista, há uma falta para tentar matar o contra-ataque de Vinícius (BEB). Os atletas do time da casa pediram Cartão Amarelo, mas o árbitro deu acertadamente vantagem, que se concretiza num ataque (posteriormente desperdiçado). Não se dá mais Amarelo quando uma falta técnica vira vantagem. Correto.

Aos 24m: Cartão Amarelo a Miguel Elias: reclamou com o árbitro e ainda empurrou o atacante de Bebedouro. Levou cartão Amarelo corretamente pela infantilidade.

Aos 35m: Mateus Goiano (BEB) recebeu Amarelo por falta mais dura em Miguel Elias (correto).

Aos 48m: Léo Souza (PFC) cometeu uma falta temerário desnecessária, na frente do banco adversário. Recebeu Amarelo corretamente.

Aos 56m: Marolla (PFC) também cometeu falta forte, agora em Negueba (BEB), e também recebeu Amarelo. Calma, lateral…

80m: O erro do árbitro! Carioca (BEB) chutou Christopher (PFC) no chão. O corpo do atleta caído estava encobrindo o árbitro Murillo Tarrega Victor, que aplicou Amarelo e não o Vermelho. O quarto-árbitro Camilo Moraes Zarpaleão deveria ter chamado o juizão, pois ele estava com a visão aberta. Se tivéssemos VAR, certamente interveria.

Observações: O goleiro Lucas Gomes, logo no começo da partida, falhou numa defesa, a bola foi para o gol, bateu no travessão e voltou para as suas mãos. Dissemos: não existe vencedor azarado, era sorte de campeão. E foi!

E o Araçatuba? Apostava as fichas em Araçatuba x Paulista disputando a final. Para mim, uma surpresa o Colorado fazer 3×0 diante de 7.000 torcedores adversários.

Parabéns pelo acesso, Galo. Vamos festejar! Mas ainda penso: o lugar do Galo é na série A2 e/ou A1 do Paulistão… que seja o começo de um renascimento.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Internacional de Bebedouro x Paulista FC:

Para o jogo entre o Lobo e o Galo, a FPF escalou:

Árbitro: Murilo Tarrega Victor
Árbitro Assistente 1: Anderson José de Moraes Coelho
Árbitro Assistente 2: Henrique Perinelli Oliveira
Quarto Árbitro: Camilo Morais Zarpelão
Quinto Árbitro: Robson Ferreira Oliveira
Analista de Vídeo: Márcio Verri Brandão
Analista de Campo: Douglas Perrone Katayama

Tarrega é um jovem árbitro com apenas 5 anos de carreira, e faz parte do projeto de renovação semi-profissional da arbitragem da FPF. Com 30 anos, foi eleito o melhor árbitro da série A2, e estará trabalhando na série A1 no ano que vem.

É um juiz que faz o jogo correr, dá dinâmica à partida e está bem “afinado” com as regras do jogo (especialmente com as questões disciplinares). É uma boa escolha para essa importante partida,

Torço para uma boa arbitragem e um grande jogo!

Acompanhe Internacional de Bebedouro x Paulista de Jundiaí pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa as 16hoo (31/08), mas desde as 15h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Quem pode falar com o árbitro?

A Regra do Futebol diz: ninguém pode contestar as decisões dos árbitros, e reclamações insistentes ou que passem do aceitável devem ser punidas com cartão amarelo.

Isso, lembre-se, inclui os capitães. Eles servem apenas como referência aos árbitros para que comuniquem algo para as equipes que representam, não podendo reclamar com eles.

Acontece que na última Eurocopa, a UEFA aproveitou uma “modificação de regra em teste” pela FIFA (a de permitir que capitães possam conversar educadamente com os árbitros, questionando alguma decisão, e fazendo valer advertência por cartão amarelo a qualquer outro atleta que queira conversar com ele) e o “mundo do futebol” gostou da ideia.

Não é regra, mas a Comissão de Arbitragem da CBF, na última semana, adotou o mesmo critério, usando tal artifício. Os árbitros continuam podendo falar com qualquer atleta (o que aconteceu com Vini Jr, na Espanha, claramente foi uma ironia que o jogador fez), mas somente os capitães podem conversar com ele.

No último jogo do Internacional-RS, houve um “rodízio de capitães” (3 atletas usaram a faixa) para que, de pouco em pouco, alguém reclamasse com o juizão. Uma clara burla ao espírito da regra (mesmo sendo uma regra em teste) que, se for ser levado à risca, deveria ser aplicado Cartão Amarelo pela insistência de reclamações.

IMPORTANTE: não é porque os capitães podem conversar, que está permitido queixas exageradas / desmedidas e ou insistentes. São igualmente passíveis de cartão amarelo (de certo, algum capitão pode equivocadamente entender que está permitido fazer o que quiser e não levar o Amarelo).

– Quem pode falar com o árbitro?

A Regra do Futebol diz: ninguém pode contestar as decisões dos árbitros, e reclamações insistentes ou que passem do aceitável devem ser punidas com cartão amarelo.

Isso, lembre-se, inclui os capitães. Eles servem apenas como referência aos árbitros para que comuniquem algo para as equipes que representam, não podendo reclamar com eles.

Acontece que na última Eurocopa, a UEFA aproveitou uma “modificação de regra em teste” pela FIFA (a de permitir que capitães possam conversar educadamente com os árbitros, questionando alguma decisão, e fazendo valer advertência por cartão amarelo a qualquer outro atleta que queira conversar com ele) e o “mundo do futebol” gostou da ideia.

Não é regra, mas a Comissão de Arbitragem da CBF, na última semana, adotou o mesmo critério, usando tal artifício. Os árbitros continuam podendo falar com qualquer atleta (o que aconteceu com Vini Jr, na Espanha, claramente foi uma ironia que o jogador fez), mas somente os capitães podem conversar com ele.

No último jogo do Internacional-RS, houve um “rodízio de capitães” (3 atletas usaram a faixa) para que, de pouco em pouco, alguém reclamasse com o juizão. Uma clara burla ao espírito da regra (mesmo sendo uma regra em teste) que, se for ser levado à risca, deveria ser aplicado Cartão Amarelo pela insistência de reclamações.

IMPORTANTE: não é porque os capitães podem conversar, que está permitido queixas exageradas / desmedidas e ou insistentes. São igualmente passíveis de cartão amarelo (de certo, algum capitão pode equivocadamente entender que está permitido fazer o que quiser e não levar o Amarelo).

– Análise da Arbitragem para Criciúma 1×0 Red Bull Bragantino.

Falamos que o árbitro André Luiz Skettino Policarpo Bento precisava de uma boa atuação para voltar a se firmar na Série A do Brasileirão. E conseguiu!

Em Criciúma x Red Bull Bragantino, deixou o jogo correr, não marcou qualquer faltinha e foi bem. Não tivemos lances polêmicos (e nem VAR). Tudo ocorreu sem complicações.

O que fica é: mais uma derrota para o Massa Bruta... que fase!

Criciúma recebe o Red Bull Bragantino

– A UEFA contra o Unfair-play e contra os pênaltis de queimada.

  • Há 1 ano, mas extremamente atual. Leia:

Reclamar da arbitragem? Tem que ser punido.

Simular falta ou agressão? Idem.

Marcar pênalti em toque involuntário da bola na mão? Absurdo.

Vejam as duras palavras do ex-árbitro italiano Roberto Rosetti, chefe da arbitragem da UEFA (e analise: precisamos disso aqui no Brasil). Abaixo, extraído de: https://www.abola.pt/futebol/noticias/uefa-avisa-jogadores-e-treinadores-nao-podem-manter-os-comportamentos-2023090317423043080

UEFA AVISA JOGADORES E TREINADORES: NÃO PODEM MANTER OS COMPORTAMENTOS.

Roberto Rosetti, diretor de arbitragem da UEFA, deixou esta quarta-feira claro aviso a treinadores e jogadores: o comportamento incorreto perante os árbitros é para ser punido com cartão amarelo e, em casos mais graves, vermelho. Com tolerância zero.

Essa é, aliás, a principal instrução que vai passar no seminário para árbitros de elite e de primeira categoria na próxima semana, na Suíça, revelou em conversa com vários órgãos de comunicação social, entre os quais A BOLA, no Mónaco. Nas várias diretrizes que todos os anos são distribuídas para aplicação das leis de jogo, e que indicam as preocupações da UEFA, acima de todas as outras está a que se refere ao comportamento antidesportivo. A principal preocupação, assumiu o italiano, é proteger a imagem do jogo e das competições.

«Os jogadores e os treinadores são os heróis dos jovens e não podem manter os comportamentos que têm tido. É tempo de agir, já!»

As diretrizes da UEFA vão ser reforçadas no seminário da próxima semana, mas já foram distribuídas pelas 55 federações – incluindo a russa, apesar de suspensa. Foram definidas depois de várias conversas com os líderes da arbitragem dos principais campeonatos europeus, entre os quais o português José Fontelas Gomes, confirmou Rosetti.

No que diz respeito ao comportamento de jogadores, as instruções da UEFA são claras: «protestos verbais, desacordo por gestos, correr em direção ao árbitro, rodeá-lo ou mostrar falta de respeito» são infrações puníveis com cartão amarelo, tal como «tentar enganar o árbitro», simulando faltas ou lesões, exagerando ou atrasando o reinício do jogo. «Atitudes abusivas, insultuosas ou ofensivas» para com os juízes devem ser punidas com cartão vermelho.

Em relação aos treinadores, a UEFA também quer ver punida com expulsão a linguagem ofensiva para com o árbitro mas também «as ações provocatórias», ou seja, o «comportamento inflamatório». A saída da zona técnica e/ou a entrada em campo, mesmo no intervalo e no final do jogo, para «confrontar o árbitro de forma agressiva ou mostrar falta de respeito» exigem também ações disciplinares.

Questionado sobre se teria falado com alguns dos treinadores cujo comportamento tem sido menos controlado nos últimos tempos – foram dados os exemplos de Jurgen Klopp, do Liverpool, e José Mourinho, da Roma -, Rosetti garantiu que não. «Estou a falar convosco [jornalistas] e vocês espalham. E vou falar com os árbitros para agirem. Os treinadores sabem bem como devem comportar-se.» Já quanto à ineficácia dos castigos, não quis pronunciar-se: «Em relação a quantos jogos de suspensão recebem, ou a se podem ficar do lado da bancada a dar instruções, não é o meu papel…»

A outra indicação que vai ser passada aos árbitros diz respeito à mão na bola – para lembrar que nem todos os toques são faltas e que «é preciso ter atenção à mecânica do corpo». Fora das indicações estão referências ao tempo útil de jogo – e Zvonimir Boban, diretor de desenvolvimento técnico da UEFA, que acompanhava a conferência, não teve problemas em admitir que considera o aumento das compensações como um exagero. «Com os aumentos que estão a ser feitos, há jogadores que vão fazer mais 500 minutos por época, na prática dá mais 6 ou 7 jogos», alertou. «A Liga dos Campeões teve tempo útil de 60 minutos na época passada. O que queremos é o que tivemos aí, mais intensidade. O que pedimos aos árbitros é para acelerarem os recomeços», confirmou Rosetti, cuja conversa com os jornalistas aconteceu no âmbito do lançamento de uma campanha da UEFA para captar jovens e menos jovens para a arbitragem – entre os alvos estão antigos jogadores, como possibilidade de prosseguirem uma carreira no futebol.

Imagem: Divulgação UEFA.

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Criciúma x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Tigrão Carvoeiro contra o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento – MG
Árbitro Assistente 1: Leonardo Henrique Pereira – MG
Árbitro Assistente 2: Ricardo Júnior de Souza – MG
Quarto Árbitro: Anderson Ribeiro Gonçalves – GO
Assessor: José Antonio Chaves Franco Filho – RS
VAR: Philip Georg Bennett – RJ
AVAR: Andrea Izaura Maffra Marcelino – RJ
AVAR2: Dyorgines José Padovani de Andrade – ES
Observador de VAR: Emerson Augusto De Carvalho – CBF
Quality manager: Lucas Dias Almeida – CBF

O jovem árbitro mineiro André Luiz Skettino Policarpo Bento teve todas as oportunidades sonhadas em 2023, e foi apenas irregular. Em 2024, viveu um inferno astral ao ir mal em Atlético Goianiense 1×2 Flamengo (lembram daquela lambança no início do Brasileirão?).

Enfim: foi suspenso e depois de tanto tempo “deixado de lado” nas escalas por aquela atuação ruim. Meses depois, o árbitro voltou a apitar um jogo importante: São Paulo x Grêmio no Morumbis, apitando razoavelmente. Depois voltou para a Série B e acabou desprestigiado. Criciúma x Red Bull Bragantino é a chance de retomar a carreira.

(Sobre o jogo do ACG x CRF citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/04/14/o-lances-polemicos-de-atletico-goianiense-1×2-flamengo-e-de-novo-o-medo-de-se-expulsar-fagner/)

Acompanhe conosco o jogo entre Criciúma vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta, 28/08, 19h30. Mas desde às 18h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– O “Fala que eu te escuto” do apito!

Falamos na semana passada sobre a reunião convocada pela CBF para conversar com os clubes sobre o VAR e a arbitragem em geral (está aqui: https://wp.me/p4RTuC-ZSX).

Pois bem: o resultado dela foi que, a partir de agora, toda semana a Comissão de Árbitros, representada por Wilson Luís Seneme, se reunirá virtualmente com representantes de TODAS as equipes da série A e série B para discutirem a rodada, falando sobre o que deu certo e o que deu errado na arbitragem de cada jogo. A ideia é que os cartolas não externem suas queixas contra os árbitros na imprensa, mas diretamente a CBF, com hora marcada.

Se alguém tiver um erro a favor, vai dizer?

Se alguém se sentir prejudicado, certamente dirá.

É apenas uma forma política de tentar se resolver algo que não é solucionado dessa forma. Mas, diferente do “Programa do Seneme” do ano passado (onde se falava de erros e acertos na CBF TV), agora teremos um “Programa ‘Fala que eu te escuto’ da arbitragem”.

O grande jornalista Wanderley Nogueira teve uma sacada genial: comparou tudo isso a um SAC, onde a CBF trabalharia como um Reclame Aqui. E ainda ressaltou: “nesse caso, nem sempre o cliente tem a razão…”.

Brilhante! Melhor definição, não há. Assista em: https://twitter.com/Wanderley/status/1827407671714099269

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Criciúma x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Tigrão Carvoeiro contra o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento – MG
Árbitro Assistente 1: Leonardo Henrique Pereira – MG
Árbitro Assistente 2: Ricardo Júnior de Souza – MG
Quarto Árbitro: Anderson Ribeiro Gonçalves – GO
Assessor: José Antonio Chaves Franco Filho – RS
VAR: Philip Georg Bennett – RJ
AVAR: Andrea Izaura Maffra Marcelino – RJ
AVAR2: Dyorgines José Padovani de Andrade – ES
Observador de VAR: Emerson Augusto De Carvalho – CBF
Quality manager: Lucas Dias Almeida – CBF

O jovem árbitro mineiro André Luiz Skettino Policarpo Bento teve todas as oportunidades sonhadas em 2023, e foi apenas irregular. Em 2024, viveu um inferno astral ao ir mal em Atlético Goianiense 1×2 Flamengo (lembram daquela lambança no início do Brasileirão?).

Enfim: foi suspenso e depois de tanto tempo “deixado de lado” nas escalas por aquela atuação ruim. Meses depois, o árbitro voltou a apitar um jogo importante: São Paulo x Grêmio no Morumbis, apitando razoavelmente. Depois voltou para a Série B e acabou desprestigiado. Criciúma x Red Bull Bragantino é a chance de retomar a carreira.

(Sobre o jogo do ACG x CRF citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/04/14/o-lances-polemicos-de-atletico-goianiense-1×2-flamengo-e-de-novo-o-medo-de-se-expulsar-fagner/)

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– O “Fala que eu te escuto” do apito!

Falamos na semana passada sobre a reunião convocada pela CBF para conversar com os clubes sobre o VAR e a arbitragem em geral (está aqui: https://wp.me/p4RTuC-ZSX).

Pois bem: o resultado dela foi que, a partir de agora, toda semana a Comissão de Árbitros, representada por Wilson Luís Seneme, se reunirá virtualmente com representantes de TODAS as equipes da série A e série B para discutirem a rodada, falando sobre o que deu certo e o que deu errado na arbitragem de cada jogo. A ideia é que os cartolas não externem suas queixas contra os árbitros na imprensa, mas diretamente a CBF, com hora marcada.

Se alguém tiver um erro a favor, vai dizer?

Se alguém se sentir prejudicado, certamente dirá.

É apenas uma forma política de tentar se resolver algo que não é solucionado dessa forma. Mas, diferente do “Programa do Seneme” do ano passado (onde se falava de erros e acertos na CBF TV), agora teremos um “Programa ‘Fala que eu te escuto’ da arbitragem”.

O grande jornalista Wanderley Nogueira teve uma sacada genial: comparou tudo isso a um SAC, onde a CBF trabalharia como um Reclame Aqui. E ainda ressaltou: “nesse caso, nem sempre o cliente tem a razão…”.

Brilhante! Melhor definição, não há. Assista em: https://twitter.com/Wanderley/status/1827407671714099269

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Flamengo x Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Mengão contra o  Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Gustavo Ervino Bauermann – SC
Árbitro Assistente 1: Bruno Boschilia – PR
Árbitro Assistente 2: Gizeli Casaril – SC
Quarto Árbitro: Andreza Helena De Siqueira – MG
Assessor: José Mocellin – RS
VAR: Rafael Traci – SC
AVAR: Éder Alexandre – SC
AVAR2: Antonio Dib Moraes de Sousa – PI
Observador de VAR: Márcio Eustáquio Sousa Santiago – MG
Quality manager: Lucas Dias Almeida – CBF

Gustavo Bauermann tem somente 28 anos e é de Francisco Beltrão / PR (embora apite por SC). Ele apitou a série C e D em 2022. Em 2023, apitou dois jogos da série B. E, sem muita experiência, estreou na série A em 2024 no Bahia × Red Bull Bragantino. Depois apitou vários outros jogos que não apresentaram dificuldade. Especificamente, além da partida do Bahia, trabalhou em outros dois do time bragantino: Botafogo x Red Bull Bragantino e Vasco da Gama x Red Bull Bragantino (será seu 4º jogo, o 3º envolvendo Cariocas contra o time de Bragança Paulista nesse Brasileirão).

Dos novatos, sem dúvida, tem sido o melhor árbitro até agora. Especificamente, fez uma ótima arbitragem em São Januário no jogo citado acima, sabendo deixar a bola rolar, não marcando qualquer falta e dosando bem os cartões. Ele tem usado corretamente a advertência verbal.

Que seja bem trabalhado, nesse momento tão difícil para a arbitragem brasileira.

Acompanhe conosco o jogo entre Flamengo x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 25/08, 20h00. Mas desde às 19h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista FC x Internacional de Bebedouro:

Para o jogo entre o Galo e o Lobo Vermelho, a FPF escalou:

Árbitro: Gabriel Henrique Meira Bispo
Árbitro Assistente 1: Ricardo Pavanelli Lanutto
Árbitro Assistente 2: Ítalo Magno de Paula Andrade
Quarto Árbitro: Ricardo Bittencourt da Silva
Quinto Árbitro: Ricardo Luis Buzzi
Analista de Vídeo: Gustavo Cesar Pedrozo
Analista de Campo: Philippe Lombard

Gabriel é um caso curioso: em 2018, apitava categorias amadoras, e, de repente, em 2023 pulou para a A2, e nessa temporada atual apitou vários jogos da A1.

Com bom porte físico, mas sem tanta experiência profissional, foi escolhido como um dos 14 “árbitros promissores” da FPF, em um programa-piloto de profissionalização chamado “Jovens Árbitros”, recebendo um salário de R$ 2.600,00, além das taxas, estadias e reembolso por jogo.

Razoável tecnicamente, Gabriel, por estar ainda ganhando experiência, aplica irregularmente os cartões. Em 2024, nos jogos que vi no Paulistão, ora deixa de dar cartões, ora dá muitos cartões.

No ano passado, Gabriel apitou União Barbarense x Paulista, onde deu muitos cartões amarelos para o Galo (vários por reclamações). E é aí que mora o perigo: árbitro que “gasta cartão” com atletas que “gostam de levar cartão”.

Nada de indisciplina para essa partida, jogadores!

Torço para uma boa arbitragem e um grande jogo.

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Internacional de Bebedouro pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começa as 18hoo (24/08), mas desde as 17h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Flamengo vs Red Bull Bragantino.

E para o confronto do Mengão contra o  Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Gustavo Ervino Bauermann – SC
Árbitro Assistente 1: Bruno Boschilia – PR
Árbitro Assistente 2: Gizeli Casaril – SC
Quarto Árbitro: Andreza Helena De Siqueira – MG
Assessor: José Mocellin – RS
VAR: Rafael Traci – SC
AVAR: Éder Alexandre – SC
AVAR2: Antonio Dib Moraes de Sousa – PI
Observador de VAR: Márcio Eustáquio Sousa Santiago – MG
Quality manager: Lucas Dias Almeida – CBF

Gustavo Bauermann tem somente 28 anos e é de Francisco Beltrão / PR (embora apite por SC). Ele apitou a série C e D em 2022. Em 2023, apitou dois jogos da série B. E, sem muita experiência, estreou na série A em 2024 no Bahia × Red Bull Bragantino. Depois apitou vários outros jogos que não apresentaram dificuldade. Especificamente, além da partida do Bahia, trabalhou em outros dois do time bragantino: Botafogo x Red Bull Bragantino e Vasco da Gama x Red Bull Bragantino (será seu 4º jogo, o 3º envolvendo Cariocas contra o time de Bragança Paulista nesse Brasileirão).

Dos novatos, sem dúvida, tem sido o melhor árbitro até agora. Especificamente, fez uma ótima arbitragem em São Januário no jogo citado acima, sabendo deixar a bola rolar, não marcando qualquer falta e dosando bem os cartões. Ele tem usado corretamente a advertência verbal.

Que seja bem trabalhado, nesse momento tão difícil para a arbitragem brasileira.

Acompanhe conosco o jogo entre Flamengo x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 25/08, 20h00. Mas desde às 19h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A Reunião da CBF para apaziguar as reclamações contra a arbitragem.

💭 “De medida efetiva, nenhuma. Através de tentativa de acordos políticos, quem, sabe!”

Acima,  o pensamento do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, sobre como melhorar a arbitragem brasileira

Eu vi a postagem na rede social X do amigo Sálvio Spinola sobre uma reunião da CBF junto a cartolas. Conversando com colegas árbitros, abaixo, o entendimento do evento:

Não dá mais para tentar, nessa altura do Campeonato, descobrir árbitros novos ou reciclar os veteranos. Os vícios da arbitragem estão aparentes para todos e, uma solução utópica, seria importar árbitros. Como isso não acontecerá (e sabedor que muitos árbitros não apoiam o atual chefe da arbitragem, Wilson Luís Seneme, num processo de fritura muito parecido com o que houve com Leonardo Gaciba), eis que a presidência da CBF determinou que Seneme e Péricles Bassols conversassem com os dirigentes.

Assim, foi convocada uma reunião para sexta-feira com todos os presidentes dos clubes da série A e B do Brasileirão. A ideia é pedir paciência, melhor comportamento e não externalização das queixas. Ou seja: ao invés de, no pós-jogo, se falar de erros e broncas com a arbitragem, reservar essas queixas apenas para a CBF, reportando-as oficialmente, sem alarde.

Vai dar certo? Obvio que não. Alguém acredita que Abel Ferreira ou Zubeldía serão mais “doces e afáveis” à beira do campo, por conta dessa reunião?

No primeiro erro contrário (e às vezes, mesmo sem erro), as queixas se avolumarão como têm ocorrido.

– Se dá para jogar bem, por que jogar mal? Sobre estrangeiros no Brasil, arbitragem e filosofia de jogo.

Cada vez mais o futebol brasileiro está “preguiçoso” ou “medroso”. 

Se é possível jogar bem, por que jogar mal?

Vide pela Libertadores da América, Palmeiras 2×2 Botafogo: uma partida emocionante, prazerosa para se assistir, parecendo UEFA Champions League. Mas na semana passada, pelo mesmo torneio, jogaram Nacional 0x0 São Paulo: enfadonho, cansativo e interminável… 

Aí, precisamos fazer algumas considerações: muito se fala em contratar treinador estrangeiro. Mas para não trazer novidades, não adianta!

Qual a diferença de Tite no Allianz no jogo Palmeiras x Flamengo com Zubeldía no jogo do Uruguai? Ou ainda do próprio Abel Ferreira no Maracanã, pela Copa do Brasil? Ambos montaram times retranqueiros, tentando ser resultadistas e abdicaram de jogar. Já o igualmente português Arthur Jorge (assim como Abel, oriundo do Braga), jogou ambas partidas “para frente”, buscando o gol. 

É a nacionalidade do treinador que faz a diferença, ou no fundo, a filosofia de trabalho?

Aliás, há muita louvação indevida a alguns treinadores. Quem fez a diferença aqui? Eu diria Jorge Jesus. Ou Sampaoli, na sua passagem pelo Santos FC, mesmo se perdendo no enorme ego.

Há de se pensar no custo-benefício dos altos salários pagos a treinadores estrangeiros… igualmente a alguns jogadores: há atletas gringos que só tiram a oportunidade de alguns jovens garotos e que não agregam diferencial em campo. 

Insisto derradeiramente: intercâmbio, estrangeirismos, gastos enormes em dólar, sem aprendizado ou com experiência válida, aí é bobagem. 

Em tempo, quanto a arbitragem no jogo de ontem, descobriu-se a solução para acalmar o jogo: trazer árbitros estrangeiros (mas os bons) para partidas do Palmeiras. Quando Abel começou a causar, o árbitro Facundo Tello foi serenamente ao banco, advertiu verbalmente com firmeza, e o treinador se comportou (viu como ele sabe se comportar sem chilique?)

ACRÉSCIMO: o jovem árbitro colombiano Jhon Ospina, que é inexperiente em tempo de carreira, mas tem potencial, apitará São Paulo x Nacional. Ele até fez uma boa partida no ano passado, quando apitou Red Bull Bragantino x América, mas foi traído pelo pêssimo VAR e não teve personalidade para manter a decisão de campo. Compartilho aquela atuação em: https://wp.me/p55Mu0-3k7 .

Abel Ferreira (Alexandre Schneider/Getty Images), clique extraído de: https://veja.abril.com.br/brasil/veja-essa-2871

– A Reunião da CBF para apaziguar as reclamações contra a arbitragem.

💭 “De medida efetiva, nenhuma. Através de tentativa de acordos políticos, quem, sabe!”

Acima,  o pensamento do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, sobre como melhorar a arbitragem brasileira

Eu vi a postagem na rede social X do amigo Sálvio Spinola sobre uma reunião da CBF junto a cartolas. Conversando com colegas árbitros, abaixo, o entendimento do evento:

Não dá mais para tentar, nessa altura do Campeonato, descobrir árbitros novos ou reciclar os veteranos. Os vícios da arbitragem estão aparentes para todos e, uma solução utópica, seria importar árbitros. Como isso não acontecerá (e sabedor que muitos árbitros não apoiam o atual chefe da arbitragem, Wilson Luís Seneme, num processo de fritura muito parecido com o que houve com Leonardo Gaciba), eis que a presidência da CBF determinou que Seneme e Péricles Bassols conversassem com os dirigentes.

Assim, foi convocada uma reunião para sexta-feira com todos os presidentes dos clubes da série A e B do Brasileirão. A ideia é pedir paciência, melhor comportamento e não externalização das queixas. Ou seja: ao invés de, no pós-jogo, se falar de erros e broncas com a arbitragem, reservar essas queixas apenas para a CBF, reportando-as oficialmente, sem alarde.

Vai dar certo? Obvio que não. Alguém acredita que Abel Ferreira ou Zubeldía serão mais “doces e afáveis” à beira do campo, por conta dessa reunião?

No primeiro erro contrário (e às vezes, mesmo sem erro), as queixas se avolumarão como têm ocorrido.

– O detalhe mais importante escrito por Raphael Claus na súmula de Palmeiras x São Paulo, além do problema dos gandulas:

Um árbitro pode mostrar cartão vermelho no vestiário?

Não!

Leia a Regra do Jogo (Regra 5), e depois falaremos do detalhe da súmula do Choque-Rei:

1• O árbitro tem autoridade para tomar medidas disciplinares desde o momento em que entra no campo de jogo para a inspeção prévia à partida até sair do campo após o fim do jogo, incluindo a disputa de pênaltis. Se, antes de sua entrada no campo de jogo ao início da partida, um jogador cometer uma infração passível de expulsão, o árbitro tem autoridade para impedir que esse jogador participe do jogo (ver a Regra 3, item 6); o árbitro registrará na súmula quaisquer outras condutas incorretas;
2• O árbitro tem autoridade para mostrar cartões amarelos e vermelhos e, quando o regulamento da competição permitir, para excluir temporariamente um jogador, desde o momento em que entra em campo no início do jogo até depois de seu encerramento, incluindo o intervalo de jogo, a prorrogação e a disputa de pênaltis;
3• O árbitro poderá tomar medidas contra os membros da comissão técnica que não agirem de forma responsável e adverti-los verbalmente ou com CA, ou expulsá-los do campo de jogo e de seu entorno imediato, incluindo a área técnica; se o infrator não puder ser identificado, o treinador principal presente na área técnica receberá a sanção por ele. No entanto, o médico da comissão técnica que cometer uma infração passível de expulsão poderá permanecer e atuar no caso de um jogador necessitar atendimento e sua equipe não contar com outro médico;
4• Com relação aos incidentes que não observar, o árbitro atuará de acordo com as indicações dos outros membros da equipe de arbitragem.
Diante disso, veja na súmula de Claus os detalhes interessantes (súmula na imagem abaixo): o árbitro escreveu que ainda estava em campo (portanto, poderia tomar medidas disciplinares, ou seja, expulsar um atleta, mesmo sem poder mostrar o cartão por algum motivo específicoparágrafo 1 acima do texto da regra). Alegou que foi avisado pelo VAR naquele momento, de uma briga que não tinha visto (parágrafo 4, acima). Foi ver a imagem, pois a confusão ainda não era algo interno, mas estava no acesso do túnel que leva ao vestiário – ou seja, ainda nas redondezas do campo de jogo (parágrafo 2, acima, podendo mostrar cartões vermelhos naquele momento). Aos ver a agressão, considerou que foram merecedores de expulsão, mas não poderia mostrar o cartão vermelho, já que os atletas, quando ele concluiu a revisão no monitor, já estavam no vestiário.
Perceba:
1- Se Raphael Claus dissesse que tudo aconteceu dentro do vestiário, ele não poderia considerá-los expulsos, mas apenas relatar em súmula e o Tribunal decidiria uma punição ou não.
2- Se os atletas estivessem dentro de campo no pós-jogo e permanecessem, ele poderia exibir o cartão vermelho a ambos; mas como “passou do tempo” e os atletas estavam no vestiário, não houve tempo hábil para mostrar os cartões, embora tenham sido considerados expulsos (e isso implica no cumprimento da suspensão automática, igualmente da forma que se tivesse mostrado).
Se Claus fez a súmula juntamente com a sua equipe para a precisa e exata redação, não sei. Mas ela foi muito bem feita, sem deixar “buracos” para que os clubes revisassem a decisão contestando-a.
Sobre os gandulas, repito: não podem ser funcionários do clube, agindo de maneira passional, agilizando ou retardando o jogo ao interesse do seu time, muito menos torcendo à beira do gramado. Deveriam ser ALUNOS da Escola de Arbitragem, para serem isentos e aprenderem um pouco mais do mundo do futebol profissional.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Corinthians x Red Bull Bragantino (Copa Sulamericana):

E para o confronto do Coringão contra o Massa Bruta, a Conmebol escalou:

Árbitro: Andrés Rojas – COL
Bandeira 1: Richard Ortiz– COL
Bandeira 2: David Fuentes – COL
Quarto-Árbitro: Carlos Betancur – COL
VAR: Maurício Perez – COL
AVAR: Maria Victoria Daza – COL
Assessor de Arbitragem: Pedro Saucedo– BOL

No ano passado, Rojas apitou Fortaleza x Corinthians – e foi bem! Para mim, uma surpresa, pois ele não é “primeira linha”, não apitava jogos importantes e apenas estava escalado em jogos fáceis

Aliás, o jogo mais importante que ele havia trabalhado foi aquele Atlético Mineiro x Boca Jrs, quando anulou um gol legítimo dos argentinos e foi suspenso (Libertadores 2021).

Inegavelmente, ele evoluiu, pois passou a ser muito mais escalado pela Conmebol. Sinal que está com moral, depois de um tempo difícil. Mas precisa corrigir um defeito: a falta de critérios nos cartões (especialmente quanto a disciplina).

Acompanhe conosco o jogo entre Corinthians vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/futeboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Terça, 20/08, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– As indisciplinadas Comissões Técnicas do Choque-Rei e o gol anulado.

Dias atrás, falamos do quanto os atletas e jogadores brasileiros estão indisciplinados em campo (está no link: https://wp.me/p55Mu0-3vz). No clássico Palmeiras x São Paulo, de novo as comissões técnicas dos dois times dos treinadores mais chatos da América do Sul causaram (Abel e Cia, com a “Cia de Zubeldía”, que estava suspenso).

A cada lance, por menor que seja a dúvida, gestos e gritos das Comissões Técnicas. Um escândalo por qualquer coisa, uma vergonha para esportistas, um constrangimento de se ver.

Sim, é apelativo. Quando têm razão (pois a arbitragem brasileira está em péssima fase), eles se esbaldam nas caras e bocas. E quando não têm razão, querem também ter!

Quem os disciplinará? Como fazer João Martins, por exemplo, ter um comportamento respeitoso e não irônico (muitas vezes raivoso) em uma partida de futebol?

DUVIDO, que se na Premiere League, os clubes manteriam em seus cargos Abel ou Zubeldía, mesmo com bons resultados. É muito chilique, histeria e mimimi. Até para arremesso lateral fazem escândalo!

Em tempo: o que seria o segundo gol do Palmeiras, anulado por impedimento, eu discordo da marcação de Claus. É interpretativo, e entendo que àquela distância, naquele posicionamento, não houve nenhuma interferência do atacante palmeirense na tentativa de defesa do goleiro são-paulino.

Questione-se: qual a dificuldade “a mais” houve para Rafael defender o chute, pelo fato do atacante estar ali? Ele atrapalhou?

Para mim, gol legal.

Acréscimo: nos erros a favor (porque se alguém tem erro contra, o outro tem a favor), ninguém faz mea culpa e diz que foi favorecido?

Acréscimo 2: sobre a declaração de “Arbitragem Desastrosa”, cito aqui: https://wp.me/p4RTuC-ZMy

– O detalhe mais importante escrito por Raphael Claus na súmula de Palmeiras x São Paulo, além do problema dos gandulas:

Um árbitro pode mostrar cartão vermelho no vestiário?

Não!

Leia a Regra do Jogo (Regra 5), e depois falaremos do detalhe da súmula do Choque-Rei:

1• O árbitro tem autoridade para tomar medidas disciplinares desde o momento em que entra no campo de jogo para a inspeção prévia à partida até sair do campo após o fim do jogo, incluindo a disputa de pênaltis. Se, antes de sua entrada no campo de jogo ao início da partida, um jogador cometer uma infração passível de expulsão, o árbitro tem autoridade para impedir que esse jogador participe do jogo (ver a Regra 3, item 6); o árbitro registrará na súmula quaisquer outras condutas incorretas;
2• O árbitro tem autoridade para mostrar cartões amarelos e vermelhos e, quando o regulamento da competição permitir, para excluir temporariamente um jogador, desde o momento em que entra em campo no início do jogo até depois de seu encerramento, incluindo o intervalo de jogo, a prorrogação e a disputa de pênaltis;
3• O árbitro poderá tomar medidas contra os membros da comissão técnica que não agirem de forma responsável e adverti-los verbalmente ou com CA, ou expulsá-los do campo de jogo e de seu entorno imediato, incluindo a área técnica; se o infrator não puder ser identificado, o treinador principal presente na área técnica receberá a sanção por ele. No entanto, o médico da comissão técnica que cometer uma infração passível de expulsão poderá permanecer e atuar no caso de um jogador necessitar atendimento e sua equipe não contar com outro médico;
4• Com relação aos incidentes que não observar, o árbitro atuará de acordo com as indicações dos outros membros da equipe de arbitragem.
Diante disso, veja na súmula de Claus os detalhes interessantes (súmula na imagem abaixo): o árbitro escreveu que ainda estava em campo (portanto, poderia tomar medidas disciplinares, ou seja, expulsar um atleta, mesmo sem poder mostrar o cartão por algum motivo específicoparágrafo 1 acima do texto da regra). Alegou que foi avisado pelo VAR naquele momento, de uma briga que não tinha visto (parágrafo 4, acima). Foi ver a imagem, pois a confusão ainda não era algo interno, mas estava no acesso do túnel que leva ao vestiário – ou seja, ainda nas redondezas do campo de jogo (parágrafo 2, acima, podendo mostrar cartões vermelhos naquele momento). Aos ver a agressão, considerou que foram merecedores de expulsão, mas não poderia mostrar o cartão vermelho, já que os atletas, quando ele concluiu a revisão no monitor, já estavam no vestiário.
Perceba:
1- Se Raphael Claus dissesse que tudo aconteceu dentro do vestiário, ele não poderia considerá-los expulsos, mas apenas relatar em súmula e o Tribunal decidiria uma punição ou não.
2- Se os atletas estivessem dentro de campo no pós-jogo e permanecessem, ele poderia exibir o cartão vermelho a ambos; mas como “passou do tempo” e os atletas estavam no vestiário, não houve tempo hábil para mostrar os cartões, embora tenham sido considerados expulsos (e isso implica no cumprimento da suspensão automática, igualmente da forma que se tivesse mostrado).
Se Claus fez a súmula juntamente com a sua equipe para a precisa e exata redação, não sei. Mas ela foi muito bem feita, sem deixar “buracos” para que os clubes revisassem a decisão contestando-a.
Sobre os gandulas, repito: não podem ser funcionários do clube, agindo de maneira passional, agilizando ou retardando o jogo ao interesse do seu time, muito menos torcendo à beira do gramado. Deveriam ser ALUNOS da Escola de Arbitragem, para serem isentos e aprenderem um pouco mais do mundo do futebol profissional.

– Arbitragem de Palmeiras 2×1 São Paulo foi desastrosa?

Calma, Abel… não foi desastrosa não.

Falamos aqui: https://youtu.be/u8XfbgBXJYI?si=0IfGkwC7Mjjwn6q-

– Minha Coluna Esportiva no Jornal de Jundiaí:

Para quem não pode ler, meu texto no JJ dessa semana, onde abordo a confusão e falta de critérios para se dar os acréscimos no futebol:

Regras e orientações para isso, obviamente há. Se não se cumpre, é outro assunto

Em: https://sampi.net.br/jundiai/noticias/2850479/opinioes/2024/08/de-onde-vem-os-acrescimos-exagerados

– E o Pikachú?

Inexplicável o Cartão Amarelo para Yago Pikachú na entrada por jogo brusco grave na partida Red Bull Bragantino 1×2 Fortaleza.

O jovem árbitro Alex Stéfano, que já havíamos adiantado que não costuma ser rigoroso disciplinarmente em campo, não o expulsou. O VAR deveria ter chamado para revisão, pois a sola levantada numa disputa de bola, sempre é um lance perigoso. Atingindo o adversário àquela altura, torna-se tiro livre direto com Cartão Vermelho (e não é nem questão de interpretação, pois existe a orientação para lances dessa natureza resultarem em expulsão).

Errou a arbitragem.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Corinthians x Red Bull Bragantino (Copa Sulamericana):

E para o confronto do Coringão contra o Massa Bruta, a Conmebol escalou:

Árbitro: Andrés Rojas – COL
Bandeira 1: Richard Ortiz– COL
Bandeira 2: David Fuentes – COL
Quarto-Árbitro: Carlos Betancur – COL
VAR: Maurício Perez – COL
AVAR: Maria Victoria Daza – COL
Assessor de Arbitragem: Pedro Saucedo– BOL

No ano passado, Rojas apitou Fortaleza x Corinthians – e foi bem! Para mim, uma surpresa, pois ele não é “primeira linha”, não apitava jogos importantes e apenas estava escalado em jogos fáceis

Aliás, o jogo mais importante que ele havia trabalhado foi aquele Atlético Mineiro x Boca Jrs, quando anulou um gol legítimo dos argentinos e foi suspenso (Libertadores 2021).

Inegavelmente, ele evoluiu, pois passou a ser muito mais escalado pela Conmebol. Sinal que está com moral, depois de um tempo difícil. Mas precisa corrigir um defeito: a falta de critérios nos cartões (especialmente quanto a disciplina).

Acompanhe conosco o jogo entre Corinthians vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Terça, 20/08, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– As indisciplinadas Comissões Técnicas do Choque-Rei e o gol anulado.

Dias atrás, falamos do quanto os atletas e jogadores brasileiros estão indisciplinados em campo (está no link: https://wp.me/p55Mu0-3vz). No clássico Palmeiras x São Paulo, de novo as comissões técnicas dos dois times dos treinadores mais chatos da América do Sul causaram (Abel e Cia, com a “Cia de Zubeldía”, que estava suspenso).

A cada lance, por menor que seja a dúvida, gestos e gritos das Comissões Técnicas. Um escândalo por qualquer coisa, uma vergonha para esportistas, um constrangimento de se ver.

Sim, é apelativo. Quando têm razão (pois a arbitragem brasileira está em péssima fase), eles se esbaldam nas caras e bocas. E quando não têm razão, querem também ter!

Quem os disciplinará? Como fazer João Martins, por exemplo, ter um comportamento respeitoso e não irônico (muitas vezes raivoso) em uma partida de futebol?

DUVIDO, que se na Premiere League, os clubes manteriam em seus cargos Abel ou Zubeldía, mesmo com bons resultados. É muito chilique, histeria e mimimi. Até para arremesso lateral fazem escândalo!

Em tempo: o que seria o segundo gol do Palmeiras, anulado por impedimento, eu discordo da marcação de Claus. É interpretativo, e entendo que àquela distância, naquele posicionamento, não houve nenhuma interferência do atacante palmeirense na tentativa de defesa do goleiro são-paulino.

Questione-se: qual a dificuldade “a mais” houve para Rafael defender o chute, pelo fato do atacante estar ali? Ele atrapalhou?

Para mim, gol legal.

Acréscimo: nos erros a favor (porque se alguém tem erro contra, o outro tem a favor), ninguém faz mea culpa e diz que foi favorecido?

Acréscimo 2: sobre a declaração de “Arbitragem Desastrosa”, cito aqui: https://wp.me/p4RTuC-ZMy

– Análise da Arbitragem de Flamengo de Guarulhos 0x0 Paulista de Jundiaí: Galo na semifinal.

Na partida no “Ninho do Corvo”, em uma partida sofrível para se assistir, o árbitro Lucas Canetto Belotte fez um bom trabalho. Frio, técnica e disciplinarmente muito bem, não comprometeu com o seu trabalho.

Sem lances polêmicos, não há muito do que se comentar. Parafraseando nosso grande comandante Adilson Freddo: “foi muito árbitro para pouco jogo”.

Agora, classificado para as semifinais (dois jogos para um possível acesso), fica a racional impressão: felizmente, conseguiu o resultado da classificação, mas “precisa jogar mais bola”. O Paulista é o “grandão da divisão”, tem que se impor nas próximas partidas…

– Palmeiras x São Paulo, de novo, com Claus.

Abel Ferreira e Zubeldía (acompanhados de suas comissões técnicas) são recordistas de cartões. Para “acalmar os ânimos” de quem estiver a frente de Palmeiras x São Paulo, escalou-se Raphael Claus.

A questão é: diminuirão o ímpeto das reclamações?

Estou curioso para ver o comportamento de Raphinha, que tem dado péssimo exemplo em campo na disciplina, e que um dia falou que Claus era palmeirense…

Equipes se reencontram na Copa do Brasil depois do duelo emocionante de 2022

Imagem: Esporte News Mundo

– Sobre os pênaltis de mão na bola na Premiere League: nenhuma novidade! E sobre os times do coração…

Segundo o jornalista Henry Winter, que cobre a Premiere League, os pênaltis acidentais de mão na bola não deverão ser marcados pênalti na próxima temporada.

Aqui, uma obviedade. Mas leia o texto no original, publicado na Rede Social X:

“There were too many hand-balls last season. Players now advised by PL that not every touch of a player’s hand/arm with the ball is an offence and they are not expected to move with their arms behind back or by their side like pogoing penguins (not an official description in the Laws). Handball Law is simplified. No hand-ball if: justifiable position or action; a clear change of trajectory when touched by, or deflected from, the same player; played by a team-mate; hits supporting arm when a player falls; or proximity. Handball still fairly complicated but this should prove an improvement.”.

Traduzindo de uma forma didática: só deverão ser marcados os pênaltis de mão intencional ou de movimento antinatural, como a regra manda. Mas, infelizmente, começaram a surgir pênaltis de “queimada” por lá, como no Brasil (que são equivocados) – e esse é o motivo de alerta.

Sobre isso, lá em 2014, Massimo Bussaca, antes da Copa do Mundo do Brasil, assustado com os pênaltis marcados aqui, bradava:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo.” (O Estado de São Paulo, 10/06/2014).

Com pesar, aqui quase tudo virou pênalti, pelo erro da orientação de Larrionda aos árbitros brasileiros (onde tudo era pênalti) e que já falamos à exaustão… 

Portanto, nenhuma novidade quanto a isso na Inglaterra, é só o cumprimento da regra.

Aliás, outra novidade: a PL deseja que os árbitros revelem seu time do coração, a fim de evitar conflitos de interesses nas escalas! Mas isso funcionará?

É muita ingenuidade achar que um árbitro apitará contra ou a favor do seu time de infância. O árbitro, quando trabalha no futebol profissional, pensa acima de tudo na sua carreira! Ele não quer que desconfiem que ele estaria favorecendo o time que torcia quando criança. Aliás, é uma preocupação muito grande do juiz de futebol evitar até mesmo ser rigoroso demasiadamente com seu “ex-time”, como uma prova de que não é “torcedor enrustido” (ou seja: prejudicá-lo na preocupação de não favorecimento).

Na FPF ou na CBF, na sua ficha cadastral, você coloca o nome do seu time de coração. Mas fica só lá, pois você realmente não consegue torcer dentro de campo. Depois da carreira profissional, alguns árbitros, até mesmo para “encerrar o ciclo”, voltam a ser torcedores. Outros, acabam torcendo para os amigos que fizeram no futebol, independente do time. O mais comum é: torcer contra aqueles que dão trabalho para a arbitragem.

Não sei se surtiria efeito no Brasil tal medida, se anunciada, pois ela já existe. Revelar ao torcedor? Isso seria um absurdo, claro. Afinal, aqui, mesmo o árbitro internacional (que é da FIFA, e em tese poderia apitar qualquer partida no mundo), é barrado pela origem da sua federação (por exemplo: Raphael Claus, de Santa Bárbara do Oeste/SP, não poderia apitar Palmeiras x Flamengo, por estar alocado na FPF).

O futebol é complicado, não?

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– Palmeiras x São Paulo, de novo, com Claus.

Abel Ferreira e Zubeldía (acompanhados de suas comissões técnicas) são recordistas de cartões. Para “acalmar os ânimos” de quem estiver a frente de Palmeiras x São Paulo, escalou-se Raphael Claus.

A questão é: diminuirão o ímpeto das reclamações?

Estou curioso para ver o comportamento de Raphinha, que tem dado péssimo exemplo em campo na disciplina, e que um dia falou que Claus era palmeirense…

Equipes se reencontram na Copa do Brasil depois do duelo emocionante de 2022

Imagem: Esporte News Mundo

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Flamengo x Paulista.

Disparadamente, a FPF escala uma equipe de elite para o importante jogo da Bzinha: não há outra partida com árbitros de série A1 do Paulistão ou A do Brasileirão, como Flamengo de Guarulhos x Paulista de Jundiaí (portanto, a Comissão de Arbitragem entende essa partida como a mais complicada para se escalar).

Lucas Canetto Bellote é um árbitro muito experiente, apesar de jovem. Já apitou clássico paulista e está com moral elevada na CEAF-SP. Deixa o jogo rolar bastante, não dá qualquer falta e detesta indisciplina. Frequentemente está no Brasileirão das outras divisões, e terá chance inclusive na série A.

O bandeira 1 Anderson “Bocão” Coelho é um dos recordistas de clássicos importantes na série A do Brasileirão. Dispensa apresentações. 

O bandeira 2 Raphael Lima tem tido uma ótima temporada, não há qualquer restrição. Repare, ainda (abaixo), que teremos quarto e quinto árbitro (ambos experientes) escalados.

Teremos uma boa arbitragem e espero um ótimo jogo!

Acompanhe conosco o jogo do AA Flamengo x Paulista FC pela Rádio Difusora AM 810 ou pelos Apps.
Narração de Rafael Mainini, reportagens de Luís Antonio “Cobrinha” de Oliveira, comentários de Robinson Berró Machado e análise da arbitragem com Rafael Porcari. Comando de Adilson Freddo! Sábado, 17/08, 15h. Mas desde às 14h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Atenção: o novo VS não substituirá o VAR no futebol.

A FIFA está mudando o VAR? Seria um novo árbitro de vídeo?

Não! É uma nova ferramenta, sem árbitro: o VS, ou se preferir, o suporte de vídeo.

A idéia será testada no Mundial de Seleções Sub 20 Feminino (na Colômbia, em Setembro), e basicamente é um sistema eletrônico de vídeo, como “o olho do falcão” do Tênis, sem árbitros dedicados. Disse Pierlugi Collina, o ex-árbitro italiano que está à frente do projeto:

“O VS e o VAR basicamente podem ser usados para o mesmo tipo de incidente, mas não podem ser comparados, pois foram projetados para cenários completamente diferentes. O resultado do teste na Blue Stars/FIFA Youth Cup foi muito positivo. (…) O Football Video Support (VS) não é substituto ao VAR, mas uma alternativa para competições de menor orçamento”.

Ele se referiu aos primeiros testes realizados numa competição em maio (na cidade de Zurich), onde se testou o chamado “desafio”. O sistema conta com 3 a 5 câmeras, e tudo é automaticamente armazenado. Se os jogadores quiserem contestar o árbitro, comunicam ao técnico que pede revisão. Serão permitidos 3 momentos: gol, cartão vermelho e pênalti. Cada time terá direito a dois pedidos, e se o árbitro concordar com a reclamação, ao analisar o pedido do time e alterar a sua decisão, o time continua tendo direito a dois pedidos. Se a decisão não for alterada,  o time perdeu uma chance do desafio e fica apenas com uma oportunidade.

Eu acho uma boa ideia, mas penso: surgiria a discussão se o VS será melhor do que o VAR, e se escolherá o modelo. Como custo, sem dúvida, é bem mais barato.

Não duvidarei se levarem a ideia do “desafio” do VS também para o VAR, caso ela agrade.

Pierluigi Colina é chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa — Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

– Sobre os pênaltis de mão na bola na Premiere League: nenhuma novidade! E sobre os times do coração…

Segundo o jornalista Henry Winter, que cobre a Premiere League, os pênaltis acidentais de mão na bola não deverão ser marcados pênalti na próxima temporada.

Aqui, uma obviedade. Mas leia o texto no original, publicado na Rede Social X:

“There were too many hand-balls last season. Players now advised by PL that not every touch of a player’s hand/arm with the ball is an offence and they are not expected to move with their arms behind back or by their side like pogoing penguins (not an official description in the Laws). Handball Law is simplified. No hand-ball if: justifiable position or action; a clear change of trajectory when touched by, or deflected from, the same player; played by a team-mate; hits supporting arm when a player falls; or proximity. Handball still fairly complicated but this should prove an improvement.”.

Traduzindo de uma forma didática: só deverão ser marcados os pênaltis de mão intencional ou de movimento antinatural, como a regra manda. Mas, infelizmente, começaram a surgir pênaltis de “queimada” por lá, como no Brasil (que são equivocados) – e esse é o motivo de alerta.

Sobre isso, lá em 2014, Massimo Bussaca, antes da Copa do Mundo do Brasil, assustado com os pênaltis marcados aqui, bradava:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo.” (O Estado de São Paulo, 10/06/2014).

Com pesar, aqui quase tudo virou pênalti, pelo erro da orientação de Larrionda aos árbitros brasileiros (onde tudo era pênalti) e que já falamos à exaustão… 

Portanto, nenhuma novidade quanto a isso na Inglaterra, é só o cumprimento da regra.

Aliás, outra novidade: a PL deseja que os árbitros revelem seu time do coração, a fim de evitar conflitos de interesses nas escalas! Mas isso funcionará?

É muita ingenuidade achar que um árbitro apitará contra ou a favor do seu time de infância. O árbitro, quando trabalha no futebol profissional, pensa acima de tudo na sua carreira! Ele não quer que desconfiem que ele estaria favorecendo o time que torcia quando criança. Aliás, é uma preocupação muito grande do juiz de futebol evitar até mesmo ser rigoroso demasiadamente com seu “ex-time”, como uma prova de que não é “torcedor enrustido” (ou seja: prejudicá-lo na preocupação de não favorecimento).

Na FPF ou na CBF, na sua ficha cadastral, você coloca o nome do seu time de coração. Mas fica só lá, pois você realmente não consegue torcer dentro de campo. Depois da carreira profissional, alguns árbitros, até mesmo para “encerrar o ciclo”, voltam a ser torcedores. Outros, acabam torcendo para os amigos que fizeram no futebol, independente do time. O mais comum é: torcer contra aqueles que dão trabalho para a arbitragem.

Não sei se surtiria efeito no Brasil tal medida, se anunciada, pois ela já existe. Revelar ao torcedor? Isso seria um absurdo, claro. Afinal, aqui, mesmo o árbitro internacional (que é da FIFA, e em tese poderia apitar qualquer partida no mundo), é barrado pela origem da sua federação (por exemplo: Raphael Claus, de Santa Bárbara do Oeste/SP, não poderia apitar Palmeiras x Flamengo, por estar alocado na FPF).

O futebol é complicado, não?

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– De onde estão vindo os acréscimos exagerados no futebol?

De onde surgem os minutos de acréscimo dos árbitros?

Em suma: da cabeça dos próprios juízes, apesar de existir um regramento.

Um dos grandes problemas que estamos vendo ultimamente no futebol brasileiro, é a subjetividade do tempo extra. Mas afinal… existe critério?

É óbvio que temos isso textualmente na regra, mas até para tal objetividade, há uma subjetividade. Explico essa incongruência:

Antigamente, passavam os 45 minutos e todo mundo ficava olhando para o árbitro, pois não se precisava anunciar a minutagem que seria acrescida. Isso mudou, com o juiz tendo que informar previamente até quando a partida duraria e uma placa passou a ser levantada para conhecimento de todos. Chegou a ser praxe nos anos 90 (e que virou motivo de crítica): 1 minuto no primeiro tempo (no máximo 2) e 3 minutos no segundo (vez ou outra, 4 ou 5; mais do que isso, jamais).

A regra prevê que se acrescente tempo gasto em:

substituições;
• avaliação ou retirada de um jogador lesionado;
• desperdício deliberado de tempo;
• sanções disciplinares;
• paradas médicas autorizadas pelo regulamento da competição, como as paradas para hidratação, que não deveriam exceder um minuto, e as paradas para resfriamento (noventa segundos a três minutos);
• atrasos relacionados com as checagens e as revisões do VAR;
• a comemoração de um gol;
• qualquer outra causa, incluindo o atraso significativo para o reinício do jogo — por exemplo, devido à interferência de um agente externo.

As situações são objetivas, mas quem fica anotando o tempo perdido, para o árbitro acrescentar exatamente o relatado acima e quem o avisa? Não dá para quem está no calor da partida, entre tantas atribuições, se preocupar com essa tarefa. Só se conseguiria isso se alguém lá na cabine do VAR (quem sabe um dos vários AVARes que compõe a equipe), ficasse travando um cronômetro cada uma das situações relatadas. Como isso não existe, fica o disparate de tempos diversos. Incluindo, obviamente, os incomuns 8, 9, 10 minutos solicitados…

Isso surgiu na Copa do Mundo do Catar. A FIFA queria aumentar o tempo de bola rolando, e propôs 2 tempos de 50 minutos. Não conseguiu a mudar a Regra (As “Leis do Jogo” têm dono: a International Football Association Board – IFAB, que não gostou da ideia). Então, surgiu a cobrança para que os árbitros dessem mais acréscimos.

Para aumentar o tempo de bola rolando, existem várias propostas na gaveta atualmente: 2 tempos efetivos de 30 minutos com paralisações de relógio, por exemplo. Mas ninguém resolve a questão ainda da subjetividade, que é o problema atual.

Aqui no Brasil, reside ainda outra discussão (que não deveria existir): se deve acrescentar o tempo perdido com cera ou não? Afinal, muito jogador adora matar alguns minutos quando está ganhando, prejudicando o adversário.

Óbvio que não se deve acrescentar pela cera! Retardou o jogo, pune-se com cartão amarelo e se agiliza o reinício. E vejo muito árbitro sinalizando que vai dar acréscimo de tempo por cera… Isso não pode, e nem deve, pois a cera quebra a dinâmica do jogo e esfria uma equipe que pode estar num melhor momento. É unfair-play puro.

Eu imagino que com a introdução da tecnologia de inteligência artificial no futebol for inevitável, a cronometragem de tempo, num tempo razoável, também será.


IN ENGLISH – Where do referees’ added time minutes come from?

In short: from the referees’ own heads, despite the existence of rules.

One of the biggest problems we’re seeing lately in Brazilian football is the subjectivity of extra time. But after all… is there a criterion?

It’s obvious that we have this written in the rules, but even for such objectivity, there is a subjectivity. I’ll explain this inconsistency:

In the past, when 45 minutes passed, everyone looked at the referee because there was no need to announce the amount of time to be added. That changed, with the referee having to inform beforehand how long the match would last, and a board was raised for everyone to know. It became a practice in the 90s (and a reason for criticism): 1 minute in the first half (at most 2) and 3 minutes in the second(occasionally 4 or 5; never more than that).

The rule provides for time to be added for:

  • substitutions;
  • assessment or removal of an injured player;
  • deliberate time-wasting;
  • disciplinary sanctions;
  • medical stoppages authorized by the competition’s regulations, such as hydration breaks, which should not exceed one minute, and cooling breaks (ninety seconds to three minutes);
  • delays related to VAR checks and reviews;
  • the celebration of a goal;
  • any other cause, including significant delay in restarting the game—for example, due to interference from an external agent.

The situations are objective, but who keeps track of the lost time for the referee to add exactly what is reported above, and who informs him? It’s not possible for someone in the heat of the match, with so many duties, to worry about this task. This would only be possible if someone in the VAR booth(perhaps one of the several AVARs that make up the team) were to pause a stopwatch for each of the reported situations. Since this doesn’t exist, we get a disparity of different times. Including, obviously, the unusual 8, 9, 10 minutes requested…

This emerged at the Qatar World Cup. FIFA wanted to increase the time the ball was in play, and proposed two 50-minute halves. It was unable to change the Rule (The “Laws of the Game” have an owner: the International Football Association Board – IFAB, which did not like the idea). So, the demand for referees to give more added time arose.

To increase the time the ball is in play, there are several proposals currently in the drawer: two effective 30-minute halves with clock stoppages, for example. But no one has yet resolved the issue of subjectivity, which is the current problem.

Here in Brazil, another discussion still exists (which shouldn’t): should time lost to time-wasting be added or not? After all, many players love to kill a few minutes when they are winning, harming the opponent.

It’s obvious that you shouldn’t add time for time-wasting! Delaying the game should be punished with a yellow card, and the restart should be sped up. And I see many referees signaling that they will add time for time-wasting… This cannot and should not happen, because time-wasting breaks the dynamism of the game and cools down a team that may be in a better moment. It is pure unfair-play.

I imagine that with the introduction of artificial intelligence technology in football being inevitable, timekeeping will also be, within a reasonable timeframe.

– Sobre o árbitro de Botafogo x Palmeiras pela Libertadores:

O uruguaio Esteban Ostojich Daniel Vegah (42 anos de idade, há 8 temporadas no quadro da FIFA) será o árbitro de Botafogo x Palmeiras. O problema dele foi: nas Eliminatórias da Copa de 2022, no Argentina x Brasil, Otamendi deu uma cotovelada em Raphinha e Ostojich, trabalhando como VAR, ao analisar o lance de cotovelada, sugeriu ao árbitro Andrés Cunha apenas Cartão Amarelo para a agressão. Acabou sendo suspenso.

O curioso é que Ostojich ficou migrando de árbitro para VAR e novamente como árbitro central.

Na função de VAR, ele foi mal no jogo citado e também em um Flamengo x River Plate. Como árbitro, apitou a final da Copa América 2021, além de ter apitado (bem) a semifinal da Libertadores entre Palmeiras x River Plate e conseguido ir à final do Mundial de Clubes FIFA entre Bayern x Tigres.

Esteban tem ótimo condicionamento, deixa o jogo rolar, mas tecnicamente é um árbitro comum. Experiência, ele tem de sobra (inclusive para “segurar o jogo”, caso ele entenda que esteja muito pegado).

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Imagem de Marcos Brindicci, do lance em que o árbitro, na função de VAR, errou.