– Máfia do Apito na Europa envolve 200 jogos!

É pra lá de assustador: na Europa, há dias, cogitou-se um mega-escândalo envolvendo partidas de futebol com suspeita de armações de resultados. As autoridades não confirmaram e nem desmentiram. Hoje, na Alemanha, divulgou-se um esquema violentíssimo, envolvendo campeonatos nacionais, Liga Europa e até Champions League!

Que passe longe daqui!

Extraído de: Ig Esporte

Novo escândalo envolve partidas até da Liga dos Campeões, principal torneio continental da Europa

BOCHUM (Alemanha) – Cerca de 200 partidas disputadas em 2009, entre elas 12 da Liga Europa e três da Liga dos Campeões, estão envolvidas em um novo escândalo de manipulação por parte de máfias de apostadores do futebol europeu.

Assim diz nesta sexta a Promotoria de Bochum (Alemanha) e a Polícia da mesma cidade, onde se informou sobre uma batida que levou a 15 detenções na Alemanha e duas na Suíça, além de 50 revistas nesses dois países, na Áustria e no Reino Unido.Os países envolvidos no escândalo são Alemanha – de onde teria operado a máfia de manipuladores -, Bélgica, Suíça, Croácia, Eslováquia, Turquia, Bósnia e Áustria.

As investigações, comandadas pela Promotoria de Bochum, foram apoiadas pela Uefa, que desde junho passado esteve em contato permanente com os investigadores.

Para Peter Limacher, chefe de serviços disciplinares da Uefa, é o maior escândalo de manipulação de resultados do futebol europeu.

A Promotoria não especificou quais partidas estão sob suspeita de manipulação, nem deu informações sobre a identidade dos suspeitos e dos detidos, para não prejudicar as investigações ainda em curso.

No entanto, a imprensa alemã assegura que entre os detidos estão os irmãos croatas Ante e Milan Sapina, figuras-chave em outro escândalo de manipulação, em 2005, que terminou com a prisão do agora ex-árbitro Robert Hoyzer.

Na Alemanha, estão sob suspeita de manipulação 32 partidas e a série mais envolvida é a segunda divisão, com quatro jogos sendo investigados.

Na Croácia, Eslovênia, Turquia, Hungria, Bósnia e Áustria, por outro lado, há também partidas da primeira divisão sob suspeita.

Todas as partidas envolvidas na investigação foram disputadas em 2009. A Promotoria acredita que o grupo de apostadores buscou manipular o resultado de partidas através de subornos a jogadores, treinadores, árbitros e funcionários.

Andras Bachmann, da Promotoria de Bochum, explicou que os detidos estão sob suspeita de formar quadrilha e cometer fraudes sistematicamente.

 

– O Bandeira “Refrigerado”

A falta de respeito com a qual os árbitros de futebol tem convivido ganha contornos alarmantes. No Pará, num jogo do Paysandu, neste final de semana, o bandeira assinalou tiro de meta ao invés de escanteio. O zagueiro, disfarçadamente, vem por trás do assistente e joga água na cabeça dele, justificando que: “Está sol, é para refrescar a cuca do ‘professor’, já que tá marcando tudo errado…

Se a moda pega… Durma-se com um barulho desse!

Enfurecido, o bandeira tentou agredir o zagueiro, que simplesmente nem se preocupou…

Cômico, se não fôsse trágico. Veja o vídeo clicando AQUI.

– O árbitro… de novo!

Amigos, compartilho um interessante texto de Eduardo Fantato, da Universidade do Futebol (fontato@universidadedofutebol), onde o autor explora a tecnologia a favor do apito. Há dias, abordamos neste blog o fato de não entender, como alguns, que o uso da tecnologia fosse um “pecado no futebol” (clique aqui para ler o artigo – Mudanças na Regra, pela óptica do árbitro). Parece que o autor corrobora da mesma forma; o que é bom, afinal o debate deve ser entendido e extensivo a muitos.

Extraído de: Universidade do Futebol

O árbitro… de novo

A introdução da tecnologia para auxiliar a arbitragem seria boa para um futebol limpo, transparente e ético. Pensando bem, talvez, seja esse o problema…

Olá amigos! Depois de um breve período ausente, retornaria hoje com um assunto diferente, falaria do basquete. Isso mesmo, mas apenas para discutir os momentos em que vivem ambas modalidades (o futebol, logicamente, é a outra) no quesito de tecnologia de scout e do processo de gerenciamento.Mas confesso que deixarei para as próximas semanas, afinal, um assunto neste fim de semana ganha novamente as manchetes.

O tema é recorrente. A cada rodada, ainda mais em fase decisiva, virou um hábito, após um resultado negativo, alguém sair disparando contra a arbitragem, uns com razão, outros com muita razão e alguns com nenhuma razão. De despreparo a má fé, os árbitros são alcunhados pelos diversos profissionais do meio.

Então, pergunto (desculpe-me o amigo leitor pela repetição): por que o futebol rechaça a tecnologia como auxiliar da arbitragem?

O que é difícil de compreender é que não são apenas alguns grupos que são contrários às ideias, mas quase todos eles. Todos! Inclusive aqueles que só se beneficiariam com essa questão. Seria bom para um futebol limpo, transparente e ético. Pensando bem, talvez, seja esse o problema…

Para os dirigentes, que investem, planejam (sic), a garantia de que os resultados sejam fiéis ao jogo, sem interferências injustas, serviria como atrativo para investidores e projetos que, às vezes, ficam ressabiados com os equívocos do futebol.

Para as federações, a certeza de que seu produto (os campeonatos) são sérios, coerentes e justos, agrega muito valor, embora muitos ainda acreditem no adjetivo “sem fins lucrativos” que fundamenta muitas federações.

Para os torcedores, a certeza de que seu time não será injustiçado, que derrota ou vitória podem ser cobradas e creditadas a elementos do jogo, desde o imprevisto até a capacidade técnica e de decisão de seus atletas e técnicos.

Para os técnicos e jogadores, a mesma coisa, a sensação de justiça, de reconhecimento de que os resultados são frutos de seu trabalho, seja ele bem ou mal executado.

E para os árbitros, que estão entres os maiores críticos da adoção da tecnologia com o receio de perder sua tão imponente autoridade em campo, seria uma ferramenta para manter a coerência, para ajudá-los a cumprir, com consciência limpa, a sua tarefa. E, para aqueles que acham que um dia a tecnologia poderia substituí-los, basta lembrar que a tecnologia é feita pelos homens. Então, cabe a nós, dentro de cada área do conhecimento, transmitir nossas carências para que a tecnologia seja nosso instrumento e não nosso substituto.

Vai uma dica de um interessante artigo que li apresentado no 1º Encontro da ALESDE “Esporte na América Latina: atualidade e perspectivas”, em 2008, no Paraná[i] intitulado “As regras do futebol e o uso de tecnologias de monitoramento”.

Lá, foram apresentados alguns olhares sobre a aceitação ou não da tecnologia auxiliando a arbitragem no futebol. Uma, em especial, chamou a atenção, o relato de Julian Carosi, da Federação Inglesa de Futebol:

Apesar de eu poder entender as razões comerciais pela defesa do uso de tecnologia, pessoalmente não sou favorável ao uso de [toda e] QUALQUER tecnologia. Tem-se falado particularmente do uso de câmaras para se decidir se a bola cruzou a linha do gol ou não […] Mas, e com relação à maioria dos árbitros que apitam nos estádios comuns onde a tecnologia jamais será usada? Eu sou um grande defensor de que os erros genuínos cometidos pelos árbitros e pelos jogadores são parte fundamental do próprio jogo ? esta é a razão pela qual o futebol atrai tanta gente em todo o mundo. Tire os erros e você pode muito bem ficar em casa sem fazer nada! […] Eu acho que vamos descer uma ladeira muito perigosa com a utilização de tecnologia ?especialmente se nossas decisões forem constantemente mudadas pela opinião de alguma máquina glorificada ou de um grupo que se reunirá dois dias após o jogo ter acabado. Eu acho que essa discussão acerca do uso de tecnologia no futebol bate fundo nos meus nervos, pois pessoalmente sou completa e totalmente contrário pelo seguinte: ?o uso de tecnologia é inversamente proporcional ao desaparecimento do jogo?. Em outras palavras, a grande coisa do futebol é sua imprevisibilidade e os erros cometidos pelos jogadores, técnicos e árbitros. Sobre o que falaríamos se robôs mandassem no jogo?“.

Observando e tentando realmente entender o ponto de vista, a única coisa que me vem à mente é: se errar é humano e, diz o ditado, persistir no erro é burrice, defender o erro seria o que?

Por outro lado, prefiro ficar com a manifestação de um técnico, hoje, referência mundial, ainda que alguns insistam em diminuí-lo (apenas pelo fato de ele aumentar-se exacerbadamente), mas que já provou a importância das ciências humanas e, com essa afirmação, comprova sua preocupação com o desenvolvimento justo e coerente do futebol
Com a palavra José Mourinho, em entrevista ao jornal Expresso de Portugal:

Eu acho que a história dos árbitros é uma história interminável e só a tecnologia poderá melhorar as coisas. Não entendo como numa indústria tão forte como é o futebol, a tecnologia na arbitragem não existe. Ela reduz os erros e ao reduzir os erros, reduz a crítica e a suspeição. E reduz a responsabilidade dos árbitros. Uma coisa é um fiscal de linha decidir um jogo por um fora de jogo mal assinalado, outra coisa é a tecnologia substituir o fiscal de linha numa decisão crucial. A tecnologia no futebol é o fim de todos os problemas que possam existir”.

Talvez esteja pensando de forma equivocada, afinal, como diriam alguns, o que seria do futebol sem polêmica?

O que me incomoda é ouvir isso de quem “defende” um futebol moderno e profissional. Será que polêmica é sinônimo de injustiça…?

 

 

[i] http://www.alesde.ufpr.br/encontro/trabalhos/21.pdf

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br

– Tanto lá como cá, a associação é nefasta

No futebol, alguns folclores surgem e permanecem por muito tempo. Jogar com camisa de tal cor dá azar, não repetir rituais de partidas vitoriosas causa derrota, e ter seu time apitado por determinado juiz é perder o jogo.

Notadamente, existe a história (segundo muitos, verídica) de que o técnico Cuca se recusa a entrar no estacionamento dos estádios com o ônibus da delegação dando ré. E ainda o famoso apito do trem próximo ao Moisés Lucarelli, que faz a Ponte Preta perder.

Há clubes que insistem que se o árbitro Fulano apita a sua partida, é impossível vencer. Mas veja só que artigo interessante publicado no Jornal “Correio da Manhã”, de Portugal: troquem-se os nomes e pareceremos estar no Brasil.

Olha que curioso:

Extraído de: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=1EC226A9-FED1-424A-8707-38337A265C7A&channelid=00000012-0000-0000-0000-000000000012

Árbitros: Os nomes que assustam os clubes grandes – Apitos de estimação

Os benfiquistas são assaltados pelos piores temores quando ouvem anunciar o nome de Jorge Sousa para dirigir o próximo jogo. A pouco e pouco, nos últimos três anos, o mito cresceu e quase se transformou em ciência matemática: o juiz do Porto, considerado o melhor da Liga nos últimos dois anos, esteve na primeira derrota benfiquista de cada uma das últimas três temporadas (Porto em 2007, Trofa em 2008, Braga em 2009).

Independentemente dos erros graves cometidos em Braga, não passa de uma coincidência, que desejariam ver transformada em menos pressão – menos jogos com este árbitro que, de facto, tem dirigido mais vezes o Benfica do que os seus rivais directos.

O relacionamento entre os maus resultados de cada clube e os árbitros produz leituras sempre diferentes, do ponto de vista regional. O árbitro que mais penaliza o Benfica é portuense, o que mais castiga o FC Porto é lisboeta, enquanto o Sporting sofre mais com os oriundos de distritos neutrais como Leiria ou Setúbal. Mas de uma forma geral, o FC Porto é o que tem uma relação mais fácil – traduzida em número quase residual de derrotas – com árbitros da sua área de influência, em contraste com a insatisfação do Sporting com os lisboetas, como Duarte Gomes.

Nos protestos dos grandes clubes não existe, contudo, qualquer tipo de preconceito qualitativo, pois a maior competência dos internacionais nem sequer serve de atenuante quando alguma coisa corre mal. Lucílio Baptista, Olegário Benquerença e Jorge Sousa estão na linha da frente, enquanto dois não internacionais como Pedro Henriques e Paulo Baptista, com muitas derrotas de grandes nos respectivos cacifos, têm beneficiado de enorme indulgência.

Lendo o rodapé destas páginas confirma-se que a maioria das derrotas sofridas pelos clubes grandes são testemunhadas pelos melhores árbitros e existe enorme discrepância entre os mais cotados e os outros. Apesar de os não internacionais aparecerem em quase 50 por cento dos jogos dos três grandes, o rácio de derrotas é ínfimo. Por exemplo, um dos árbitros que poderá ser promovido em breve, Artur Soares Dias, soma 16 vitórias e um empate em todas as partidas que disputou envolvendo os principais emblemas! O próprio Jorge Sousa só começou a ver o Benfica perder depois de ter, ele próprio, ascendido na carreira: os primeiros sete encontros com o árbitro portuense, ainda sem insígnias FIFA, terminaram com triunfos dos encarnados!

O Sporting, mais exigente nesta matéria, praticamente só perde com árbitros internacionais, desde um célebre jogo com o Alverca em Alvalade, precisamente a primeira derrota do longo ciclo do treinador Paulo Bento. Daí para cá, o Sporting só foi derrotado em partidas dirigidas pelos nove internacionais da actualidade.

JORGE SOUSA EM METADE

Jorge Sousa foi o árbitro em cinco das dez últimas derrotas do Benfica na Liga. O ciclo começou no jogo com o FC Porto no final de 2007, com os encarnados a contarem somente duas vitórias e um empate em oito partidas com o juiz portuense, em período coincidente com as duas épocas em que ele foi considerado o melhor árbitro da Liga. 

PEDRO HENRIQUES

O lisboeta Pedro Henriques, por muitos considerado o melhor árbitro português, está para o FC Porto como Jorge Sousa para o Benfica. Com ele, os dragões perderam (muito) mais vezes do que com qualquer outro em idêntico número de jogos.

AS MÁS MEMÓRIAS DOS LEÕES

A nomeação de Duarte Gomes para o Porto-Sporting gerou enorme contestação leonina, perante a indiferença dos portistas. Não obstante tratar-se de um lisboeta, o FC Porto não tem razões para desconfiar: é o único internacional com quem os dragões nunca perderam, num total de 16 partidas (11 vitórias e cinco empates). Já o Sporting, apresenta um registo bem diverso, com cinco derrotas em 19 jogos. Para lá das razões directas do caso do treinador de guarda-redes, os sportinguistas não conseguem apagar memórias negativas de árbitros, por mais antigas que sejam, e facilmente seleccionam um jogo com Duarte Gomes que não correu bem.

MAL-ESTAR POR FALTA DE VITÓRIAS

Pedro Proença levanta sempre reservas aos benfiquistas por causa de algumas derrotas marcantes, nomeadamente num célebre dérbi com o Sporting, não obstante o longo período que se seguiu à última derrota na Liga. Ele é, a par de Carlos Xistra, o internacional que há mais tempo não vê o Benfica perder, mas talvez a desconfiança advenha da percentagem baixa de vitórias (8 em 16 partidas). Em paralelo com os últimos tempos de Jorge Sousa, também com Proença o Benfica ganhou apenas quatro dos últimos dez jogos e as más experiências vão-se somando no subconsciente dos adeptos, como um mal-estar oculto, mas muito presente.

– A proposta de Beretta

Nesta semana, repercutiu por várias mídias a declaração de um atleta italiano sobre arbitragem.

Samuele Beretta, jogador da Internazionale de Milão, propôs algo diferente para fiscalizar a idoneidade dos árbitros: obrigá-los a dar entrevistas coletivas pós-jogo. Segundo ele, “os árbitros não podem ser questionados pela honestidade, mas ao menos que justifiquem suas marcações publicamente e tenham oportunidade de dizer ‘eu errei’ para todos“.

A ideia é polêmica.

Na prática, vários problemas: Daria tempo dos árbitros reverem os lances para falarem sobre eles? Lances interpretativos poderiam gerar discussões ainda maiores? Os árbitros que assumissem publicamente que erraram seriam boicotados por outros clubes, que não se sentiriam seguros em suas escalas? Ou aqueles que sustentassem determinadas marcações errôneas poderiam ser taxados de mentirosos ou colocados em suspensão?

Por outro lado, daria mais transparência aos olhos do público; possíveis desentendimentos de marcações seriam ali solucionados; aprender-se-ía, por parte dos leigos, mais sobre Regra de Jogo.

No fiel da balança, qual sua opinião sobre essa proposta?

Até a acho interessante. Gosto de transparência. Mas a aplicabilidade dela é algo a se pensar.

– O Gandula Atrevido

Experiência, Paciência e Cultura: esses 3 fatores fizeram o goleiro Lehmann, do Stuttgart (ex-Arsenal e Seleção da Alemanha) a não dar uns tapas no gandula atrevido. O garoto iria devolver a bola ao goleiro, e simplesmente a jogou por cima, pingando nas costas. Lehmann não reagiu, e o gandula permaneceu no seu trabalho.

Narrando, parece tudo controlável. Mas imagino o lance aqui no Brasil: metade do time partiria para cima do gandula, o jogo ficaria alguns minutos parados; gandula expulso e jogador advertido. Certamente, esse panorama se configuraria.

Veja a cena e a imagine num Fla-Flu, num Grenal ou num Derby:

Clique em: http://www.youtube.com/watch?v=NUw9uThftjw&feature=player_embedded

– Gol com tabela entre… as Bolas!

O que é pior? Duas bolas em campo na hora que sai o gol ou o árbitro que não conhece regras e valida uma suposta “tabelinha” entre as redondas?

Por incrível que possa parecer, isso aconteceu duplamente na partida Sunderland X Liverpool, pela Premier League, neste final de semana! Na oportunidade, na hora em que o goleiro do Liverpool defenderia um chute a gol, uma segunda bola foi jogada em campo; esta bateu na bola que iria ser defendida, desviou-a e entrou na meta! Detalhe: o árbitro, erroneamente, não considerou a bola como um corpo estranho mas como um corpo neutro, e validou o gol. Erro grosseiro…

Veja o lance, clicando em: http://videos.sapo.pt/ZMR90G6sOSljv5FV9jFH

(Na imagem da primeira câmera, você nem percebe a segunda bola; mas nos outros dois ângulos, você se assusta com o desconhecimento da Regra do Jogo por parte do quarteto de arbitragem!

– A Paradinha e a Paradona

Nesta semana, a Revista Veja trouxe mais uma vez o assunto “paradinha” no futebol. O assunto já foi cansativamente debatido aqui. Não vejo nada contra, pois a regra de jogo permite várias saídas ao goleiro. Basta aprendê-las…

Abaixo, matéria da Revista Veja e minha carta à Redação com opinião pessoal:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/141009/goleiros-estao-maior-torcida-p-118.shtml

Pênalti: Fifa quer o fim da Paradinha

O pênalti é um momento decisivo do futebol. “Coisa tão séria que deveria ser batido pelo presidente do clube”, na frase atribuída ao lendário Neném Prancha, “filósofo da bola” e roupeiro do Botafogo. Em meio segundo – tempo médio que a bola leva para percorrer os 11 metros que a separam da linha do gol -, pode-se definir o resultado de uma disputa de 90 minutos. Para o cobrador do pênalti, as chances de gol são, em teoria, de 50%. Ou ele acerta, ou o goleiro pega. A tensão sobre o jogador é enorme. Tudo pode influir: o cansaço, o nervosismo, o vento, as irregularidades do campo, o modo como o pé bate na bola. Se chutar para fora, o jogador pode sair do campo sob vaia. “No momento de cobrar o pênalti, as pernas tremem, o gol diminui e o goleiro cresce”, disse Pelé em 1989, já na sua fase de comentarista esportivo. Na prática, mostram as estatísticas, o goleiro está em nítida desvantagem. O gol é grande demais para ser inteiramente defendido. O goleiro deve permanecer na linha do gol, entre as traves, olhando para o batedor até que a bola seja chutada. Ele só tem tempo para uma manobra. Se pular para um lado e o atacante chutar do outro, não tem como impedir o gol. O resultado: quatro de cada cinco cobranças de pênalti terminam sacudindo as redes (veja os estudos e estatísticas sobre pênaltis nos quadros destas páginas).

Por causa das chances escassas dadas ao goleiro, a regra da penalidade máxima pode ser revista. Na semana que vem, o International Board, o colegiado responsável pelas regras do futebol, se reúne em Zurique, na Suíça. Na pauta está o destino da paradinha, tática de cobrança cuja invenção é creditada a Pelé. Em termos gerais, trata-se do seguinte: o jogador corre para a bola, mas não a chuta de imediato. Espera o goleiro jogar-se para um lado e, só então, mira no lado oposto. A chance de defesa é zero. Por isso, Joseph Blatter, presidente da Fifa, quer que esse recurso seja banido. Na opinião dele, “a paradinha é irregular. É uma forma de o jogador ludibriar o goleiro. Isso tem de ter punição”. O cartola suíço propõe que a paradinha seja punida com o cartão amarelo e, no caso de reincidência, com o vermelho. Se depender de Blatter, a nova regra começará a vigorar nas competições do ano que vem.

A rejeição à paradinha é quase unânime entre goleiros e juízes. Atacantes costumam ficar em cima do muro, mas até entre eles há insatisfeitos. “A bola está parada. É só ficar tranquilo que a possibilidade de errar um pênalti é mínima”, disse a VEJA o atacante Djalma Feitosa Dias, o Djalminha, que só errou dois pênaltis em quinze anos de carreira no Brasil, na Espanha e em outros países. “Se, além de todas as vantagens, o batedor usar a paradinha, aí já é covardia”, completa. Pelé não pode ser responsabilizado pela farra atual. Em seu tempo de jogador, ao ouvir o apito do juiz autorizando a cobrança, o rei corria com velocidade, mas desacelerava ao se aproximar da bola, para só então chutá-la. Um curto-circuito de confusão atingia a mente do goleiro, fazendo que pulasse com atraso. O que se está vendo atualmente nos campos de futebol de todo o mundo é uma versão em que o jogador para inteiramente. Um exemplo do excesso foi dado pelo atacante Maicosuel num jogo entre Botafogo e Fluminense, em março. O pé do então botafoguense passou por cima da bola, voltou e chutou. “A meta do jogador não deve ser eliminar qualquer chance do adversário, e sim superá-lo, assim como fazia Pelé”, diz o físico Ronald Ranvaud, do Laboratório de Fisiologia do Comportamento da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho árduo, caso a proibição vingue, será encontrar uma fórmula efetiva para distinguir a paradinha leal da desleal. Os goleiros estão na maior torcida.

A/C Diretor de Redação
Seção: LeitorA respeito da matéria “Os goleiros estão na maior torcida”, pg 118 (Copa), em relação a “Paradinha no Pênalty”

Interessante matéria publicada pela Veja sobre a paradinha nas cobranças de pênalty. Mas a estimada revista esquece-se de algo relevante: a permissão da regra para efetuar a chamada “paradinha”. Em Diretrizes das Regras do Jogo 2009/2010 FIFA, há o texto em que diz: “é permitido aos batedores realizarem fintas na hora da execução do tiro penal“. A dita paradinha é um dessas fintas, aceitas pela regra. Desde o ano passado, a CA-CBF procurou alertar aos árbitros de que o mesmo texto fala sobre “cuidados com a finta excessiva“, que é o que chamamos de “paradona”: ou seja, quando o jogador corre, pára, e depois chuta a bola (vide a cobrança de tiro penal do atleta Fred no jogo do último sábado entre Santo André X Fluminense). Esta sim é proibida!
Se os goleiros acham a paradinha excessiva, que busquem recursos dentro da regra do jogo para dificultar a vida dos cobradores! Por exemplo: a mesma regra permite que o goleiro possa ficar se mexendo lateralmente embaixo das traves, atrapalhando a cobrança, desde que não avance ou recue sobre a linha de meta. Já imaginou se na hora de bater o pênalty o goleiro resolve ficar encostado em uma das traves? O que faria o batedor? Chutava no canto aberto, mesmo sabendo que o goleiro acertaria o canto, ou arriscaria no contrapé do goleiro, já que ali ele poderia ficar?
Para isso, faltam 2 coisas: coragem para arriscar tal posicionamento e estudar a regra do jogo.
Atenciosamente,
Rafael Porcari
Jundiaí-SP
Árbitro de Futebol
rafaelporcari@terra.com.br
professorrafaelporcari.blog.terra.com.br

 

– Vice da FIFA quer alterações na Regra

O Vice-Presidente da FIFA Jack Warner quer suspensão temporária para atletas que simulem ter recebido faltas! Também deseja ver campos menores e futebol com 10, ao invés de 11 jogadores, além da proximidade do soccer com rúgbi.

Extraído de: http://www.maisfutebol.iol.pt/internacional—outros/jack-warner-fifa-simulacoes-teto-salarial/1094311-1490.html

JACK WARNER QUER MUDAR REGRAS

E se um jogador fosse expulso temporariamente por dez minutos nos casos de simulação na área? É esta a proposta que Jack Warner, vice-presidente da FIFA, quer ver implementada no futebol para acabar com as simulações. «É desonesto. As pessoas pagam para ver um jogo, não uma récita de actores», defende o dirigente que também é presidente da Confederação da América do Norte, Central e Caraíbas (Concacaf).

 

Warner defende que o futebol deve inspirar-se no râguebi, que já prevê a expulsão temporária por jogo violento, para combater as simulações. «A FIFA tem de ser mais severa. Um jogador que simula deve ficar dez minutos fora de jogo», destaca o dirigente.

O vice-presidente da FIFA não faz apenas esta proposta. Warner também gostava de ver implementado um teto salarial no futebol, tal como existe na NBA, de forma a equilibrar os campeonatos e dar a todos os clubes as mesmas possibilidades de vitória, além de ser a favor da implementação das novas tecnologias na modalidade.

O dirigente originário de Trindade e Tobago vai mesmo mais longe e avança com uma proposta de reduzir as equipas a dez jogadores. «Não há nenhuma razão para que o futebol fique estático por quinhentos anos. Pelo contrário, devemos desenvolvê-lo e evoluir com ele», defendeu no decorrer de um encontro com jornalistas em Londres.

Mas é o teto salarial que motiva mais Jack Warner que se manifesta preocupado com o acentuado domínio dos clubes ingleses e espanhóis. «O teto salarial deve ser introduzido para aumentar a concorrência entre os clubes, caso contrário, os clubes mais pequenos nunca poderão lutar com os mais ricos. Na Liga Premier são apenas quatro os clubes que dominaram nos últimos dez anos e vai continuar a ser assim», lamentou.

– 10 Coisas que um Árbitro de Futebol NÃO DEVE FAZER

Compartilho vídeo engraçadíssimo do “Midiagol”, enviado pelo colega árbitro Daniel Destro do Carmo, sobre 10 coisas que devemos evitar em campo:

  1. Agir como Cheeleader;
  2. Comemorar um Gol;
  3. Se empolgar com a trave, achando que é “bastão de dança”;
  4. Usar o apito como flauta;
  5. Usar o gramado como horta;
  6. Desejar aparar a grama durante a partida;
  7. Andar no carrinho da maca;
  8. Ajudar o goleiro a defender o gol;
  9. Apitar sentado confortavelmente na sombra;
  10. Chutar o atleta machucado caído no chão!

Veja um exemplo bacana do árbitro fazendo tais coisas nesse vídeo. É de morrer de rir!http://www.youtube.com/watch?v=NGC-Kj3DlZo

– Comportamentos Distraídos e Diversos

Por que tanto os comentaristas de arbitragem Arnaldo César Coelho, José Roberto Wright e Oscar Roberto de Godoy estão, atualmente, brigando com a imagem?

Foram grandes árbitros, são excelentes comentaristas, mas não dá para iludir a todos.

Domingo, no jogo Santo André X São Paulo, o zagueiro sãopaulino Miranda dá um carrinho legal (na bola) e posteriormente o adversário Fernando tropeça na mesma. Segue o jogo. Mas o Arnaldo diz: pênalty claríssimo, tesoura irresponsável, cartão vermelho ! ! !  Pô, assustei! Será que estava distraído? Revendo o lance, Arnaldo manteve sua opinião e mantive a minha, igual a do árbitro, que foi certeira.

Ontem, no jogo do Cruzeiro X Palmeiras, o atacante Kléber escorrega no campo e Wright de pronto: pênalty, o zagueiro puxa o braço. Por todas as câmeras, não era nada disso! Na Band, Godoy queria invadir o campo para dar o pênalty! A IMAGEM ERA REPETIDA E ELES INSISTIAM…

O problema é que os árbitros que estão assistindo sabem que o comentário foi errado, mas o povão acaba crendo piamente neles. E isso é um perigo!!!

Agora, já que o assunto é arbitragem, e o cartão vermelho redondo que o árbitro inglês Petter Walton inventou? Quem teve a honra de recebê-lo pela primeira vez foi o brasileiro Fábio, do Manchester United (quase nunca joga, e quando joga, é expulso no primeiro tempo…):

Frescura, não?

Outra loucura do mundo da bola: na Suécia, um goleiro diminuia o tamanho das traves para tomar menos gols! E a malandragem funcionava!

Veja só, extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1316028-9842,00-NA+SUECIA+GOLEIRO+DIMINUI+LARGURA+DO+GOL+AO+EMPURRAR+TRAVES+PARA+DENTRO.html

Na Suécia, goleiro diminui largura do gol ao empurrar traves para dentro

Kim Christensen, do IFK Gotemburgo, admite ter usado o expediente em diversos jogos do campeonato local até ser descoberto por um árbitro

Líder do Campeonato Sueco e finalista da Copa da Suécia, o IFK Gotemburgo saiu de campo sem levar gols em metade das 28 partidas que disputou na temporada. A explicação pode estar com o goleiro dinamarquês Kim Christensen. Não por defesas milagrosas, mas por um truque que foi descoberto no empate em 0 a 0 fora de casa com o Örebro, na noite desta quarta-feira. Antes de a bola rolar, Christensen diminuiu a largura do gol chutando e empurrando com os pés a base das traves para o lado de dentro. Ele fez diminuir a largura em 10 cm de cada lado na base do gol.

CLIQUE AQUI PARA VER A ARTIMANHA

Alertado sobre a malandragem do goleiro, o árbitro Stefan Johannesson interrompeu a partida aos 20 minutos do primeiro tempo e ele mesmo chutou a base das traves de volta para o lugar. O goleiro, no entanto, não foi punido. No intervalo do jogo, em entrevista a uma TV sueca, Christensen admitiu não ter sido a primeira vez em que ele diminuiu o tamanho da baliza.

 – Eu já fiz antes e até agora nunca tinha sido descoberto.

Perguntado se esse seria o motivo de tantos jogos sem levar gols, o dinamarquês sorriu e disse: 

– Talvez, sim.

Para não atrapalhar os atacantes do IFK no segundo tempo, o goleiro botava as traves no lugar certo ao fim da etapa inicial. Companheiro de equipe de Christensen, o atacante da seleção sueca Tobias Hysén afirmou que já sabia do truque.

– Nós não só sabemos disso como também tentamos aproveitar alguns momentos de descuido para fazer o oposto e alargar o gol adversário. Isso pode fazer a diferença entre uma bola que bate na trave e sai e outra que bate na trave e entra.

A seis rodadas do fim do Campeonato Sueco, o IFK lidera com os mesmos 47 pontos do AIK mas leva vantagem exatamente no saldo de gols. 

– O Gesto Obsceno de Bussaca 2

Que maluquice! Mal coloco o link do árbitro Massimo Bussaca sobre o fato dele fazer gesto obsceno na Suiça (aqui), vejo que o mesmo apronta novamente!

Convidado a apitar no Catar, durante a cobrança de escanteio, ele “arriou o calção” e começou a fazer xixi na Grande Área! Ao vivo, sem constragimento! E os atletas ali, esperando…

Alguém sabe o que está acontecendo com esse árbitro?

Clique e Veja o vídeo, nítido e claro:

http://www.jp.com.br/media/online/index.php?view=35321&categoria=4

– O Gesto Obsceno de Bussaca

Para quem milita no futebol, sabe quem é Mássimo Bussaca. O árbitro ítalo-suiço que apitou a final da última Champions League, nome forte para a próxima Copa do Mundo e um dos mais respeitados apitadores do mundo, cuja frieza e seriedade são marcantes.

Entretanto, nosso amigo esqueceu-se do equilíbrio emocional e “perdeu a linha”… Após ser ofendido por torcedores durante um jogo, virou-se para a torcida e fez, digamos, um gesto muito feio…

Creio que as vezes temos vontade de fazer isso para alguns torcedores chatos, mas não devemos… Estamos acima de provocações!

Veja só:  

Globoesporte.com

Globoesporte.com

Extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1312155-9842,00-JUIZ+SUICO+PEGA+TRES+JOGOS+DE+SUSPENSAO+POR+GESTO+OBSCENO+PARA+A+TORCIDA.html

Juiz suíço pega três jogos de suspensão por gesto obsceno para a torcida

Massimo Busacca reconhece que ‘perdeu a linha’ ao reagir às provocações durante jogo da Copa da Suíça

Árbitro da final da última Liga dos Campeões, o suíço Massimo Busacca foi suspenso por três partidas por ter feito gestos obscenos para a torcida durante a partida entre Baden e Young Boys, sábado, pela Copa da Suíça.

A federação de futebol do país decidiu suspender Massimo por três jogos do campeonato local. O árbitro “perdeu a linha” depois que alguns torcedores do modesto Baden, da Terceira Divisão, invadiram o campo quando o time fez 1 a 0 sobre o Young Boys.

– Eu me deixei provocar pelos insultos verbais dos torcedores e fiz um gesto nada esportivo. Isso não deveria ter acontecido – disse o árbitro.

Massimo apitou a vitória do Barcelona sobre o Manchester United na final da Liga dos Campeões da última temporada. O suíço também participou da Copa do Mundo de 2006, quando trabalhou na partida entre Ucrânia e Espanha.

 

Que coisa feia…  Imaginou fazer um gesto desse no Maracanã lotado?

– O Inconformismo dos Argentinos desforrando em Coadjuvantes

Nesta semana, um verdadeiro show de horrores no jogo entre Lanus X River Plate pela Copa Sulamericana. A todo instante, jogadores se empurravam e se socavam, às costas do árbitro Federico Beligoy. Mas o detalhe não foi esse: o Lanus se classificou, eliminado consequentemente o River Plate, e o goleiro classificado (Mauricio Caranta, do Lanus) creditou o fato da classificação a não-marcação de 2 pênaltys que ele cometera sobre o atacante Ortega, do River! E ainda fez o desserviço de recomendar que o adversário derrotado cobrasse o árbitro.

Conclusão: vestiário invadido, a polícia tendo muito trabalho para intervir contra os jogadores do River Plate, que ao ouvirem a entrevista saíram de seu reservado e foram (em equipe) tirar satisfação com o árbitro no seu próprio vestiário. Cenas de amadorismo, pela inconsequente declaração do adversário vencedor.

(Ops: infelizmente, para nossa categoria, os pênaltys existiram sim…)

Mas como o calvário argentino continua, também o Boca Jrs está fora da Sulamericana. E tanto River Plate como Boca Jrs, neste momento, estariam fora da zona de classificação para a Libertadores 2010.

Enquanto isso, don Diego Armando Maradona está lá na Itália, num Spa, onde pretendia “refrescar a cabeça e afinar a cintura”. Mas parece que a polícia italiana não deixou! Devido aos seus débitos fiscais com o fisco italiano, desde seus tempos de Nápoles, teve que penhorar os brincos e correntes que usava no hotel, a fim de não ser preso… A coisa está feia mesmo.

Extraído de:

http://www.ole.clarin.com/notas/2009/09/18/futbolinternacional/02001248.html

http://www.ole.clarin.com/notas/2009/09/18/futbollocal/02001338.html

Terra Esportes

http://www.futebolportenho.com.br/2009/09/17/lanus-river-sulamericana/

– Mudanças na Regra, pela óptica do Árbitro de Futebol

Nesta semana, a UEFA determinou a inclusão de 2 novos oficiais em jogos da “nova Copa da UEFA”, a Liga Europa, a fim de testar a funcionalidade da experiência. Serão árbitros que estarão atrás de cada gol, avaliando lances polêmicos de pênaltys ou simulações de faltas, além das chamadas situações de “gol-não-gol”.

 

Ora, tais ações são obviamente tentativas de se evitar a entrada de novos meios tecnológicos para o uso do árbitro dentro de campo. E isso é bom ou ruim?

Avalie duas situações, mas de maneira técnica, à luz da experiência futebolística que você adquiriu, e se imagine um árbitro de futebol:

 

SITUAÇÃO 1: Numa partida envolvendo o inglês Arsenal, dias atrás, o atacante brasileiro (naturalizado croata) Eduardo da Silva invadiu a área, o goleiro tentou tirar a bola dos seus pés, e quase que imediatamente ele deixou-se cair, cavando magnificamente o pênalty (digo magnificamente pois me convenci após assistir o lance algumas vezes).

Como árbitro, percebi que o nosso colega que apitou o jogo estava correndo atrás do Eduardo, tentando alcançá-lo, como se fosse um zagueiro que houvera perdido a bola. Sua visão era das costas do Eduardo e frontal do goleiro. Pela sua colocação, impossível ter certeza do que marcou. Se estivesse a esquerda do lance (um lance muito rápido de jogo, diga-se de passagem), a uma distância razoável (o excesso de proximidade atrapalha o senso de profundidade da jogada – sabemos disso), teria percebido de imediato a simulação.

Mas se estivesse um outro árbitro atrás do gol, na linha de meta, observando a jogada? Se já valesse a experiência da UEFA, o que aconteceria? Provavelmente, a mesma marcação de pênalty. Sim, porque apenas se inverteria a frontalidade do atacante e a visão das costas do goleiro. Seria um elemento a mais para errar em campo.

Tal lance só seria resolvido pela lateralidade do posicionamento do árbitro, ou uma câmera bem posicionada. Se o recurso televisivo fosse permitido, tal erro capital poderia ser evitado.

SITUAÇÃO2: Copa de 1998, França, jogo Brasil X Noruega. O zagueiro Júnior Baiano divide pelo alto uma bola com o centroavante adversário, e para surpresa geral da nação tupiniquim… Pênalty. Mas como pênalty? Recordo-me que imprensa, torcedores e jogadores não conseguiam entender a marcação, as imagens eram claras e contundentes. O árbitro da partida, Esfandiar Baharsmast (EUA) estaria louco, mal intencionado ou despreparado?

Após o jogo, surge uma imagem reveladora: uma câmera despretensiosa de uma TV suiça flagrara a mão do zagueiro puxando a camisa do atacante. Foram 23 câmeras contra a visão do árbitro. Nessa, o recurso tecnológico errou.

 

Citei 2 lances extremados para fazer algumas considerações. A inclusão dos “árbitros assistentes 3 e 4”, ou “assistentes de meta 1 e 2”, não importa a nomenclatura, poderão ajudar ou atrapalhar o jogo. Isso é do futebol. Trabalhei em muitos jogos do Campeonato Paulista de Aspirantes, competição que servia de preparação e teste para a implantação de 2 árbitros em campo no Paulistão do ano seguinte, onde se percebia que quando tudo ocorria bem, as reclamações diminuiam em “regressão aritmética”. Quando ocorria alguma polêmica, cresciam em “progressão geométrica”.

Lá dentro de campo, quando um árbitro deixava o jogo correr e o outro parava mais a partida, já começavam as comparações. Quando uma bola era tocada ou resvalada na mão, mesmo não sendo lances idênticos, os atletas queriam mesmas decisões. Aí caiu-se no problema persistente até hoje: UNIFORMIZAÇÃO DE CRITÉRIOS. Mas justiça seja feita: no fiel da balança, foi extremamente válida a utilização de 2 árbitros. Corria-se menos, maior proximidade das jogadas, menos desgastes com reclamações; entretanto, quando o jogo era de um time muito superior contra um “fraquinho”, o árbitro do outro campo “esfriava-se” como um goleiro que se sente espectador. Coisas do futebol.

 

Não é pecado algum defender o uso da tecnologia. Argumentos prós e contras existirão aos milhares. Alguns dirão que a regra é universal, e que uma mudança, se acontecer, deve ser plena a todos os campeonatos, sejam ricos e pobres. E isso tem custo. Mas existe contra-argumento: no Campeonato Paulista Sub 20 da 2a. Divisão (que é uma competição amadora, mas oficial e regrada pelas Leis do Jogo), há árbitro e 2 bandeiras. É trio de arbitragem. Na Copa do Mundo, que é o torneio máximo do futebol, há quinteto: árbitro, 2 bandeiras, 4o. árbitro e 5o. árbitro. Ou seja, inclua-se ou faça-se valer o “poderão ser utilizados mais árbitros em torneios de maior importância, ou recursos tecnológicos para tais eventos de proporção maior”.

Que mal há?

A regra muda. E muito! Embora alguns não percebam, anualmente detalhes são alterados. É que a repercussão, evidentemente, só acontece nas grandes “revoluções da regra”. Alteração sempre há! Revolução, por exemplo, é a mudança das regras do impedimento (3 zagueiros, depois 2 zagueiros, depois mesma linha). Desde a criação da International Board, inúmeras revoluções aconteceram; antes silenciosas, hoje mais alardeadas.

 

Quer um exemplo de tecnologia que ajuda o árbitro? O uso de bandeiras eletrônicas!

Há quanto tempo não se vê lances em que o assistente fica lá, com o braço erguido, gritando para ser notado, e o juizão bobeando na confirmação do impedimento? Isso não acontece mais.

 

O que vier de tecnologia, só ajudará o árbitro e o esporte. Mas o grande desafio é: Como, quando e onde implantá-la?

O discurso de que os erros de arbitragem trazem polêmica, e consequentemente audiência e paixão ao esporte, é quase que um desejo e incentivo ao próprio erro; é um não-querer melhorar! Erros sempre existirão. Minimizá-los é o desafio… E, acima de tudo, lembrar que a verdadeira prática esportiva deve ocorrer com o espírito desportivo, constituído de Fair Play, e logicamente, senso de justiça. Desejar o erro é injusto, é contraditório, antidesportivo e burrice.

Por fim, numa consulta informal que se faça aos árbitros de futebol, a maioria é a favor do uso de tecnologia. Mas há de se respeitar opiniões e argumentos contrários.

 

Entretanto, aproveitando o espaço, enquanto se discute a qualidade técnica dos árbitros, um esquecimento importante: AS CONDIÇÕES DA CARREIRA E PREPARAÇÃO.

Recordo e chamo a atenção disso devido a seguinte notícia curiosa: os árbitros da NBA (a Liga Americana de Basquetebol) estão planejando greve! Reclamam das condições de trabalho, da remuneração e dos fundos de aposentadoria. Os dirigentes sindicais negociam com o departamento de árbitros as modificações e vencimentos da atividade.

 

Já imaginou “greve de árbitros no Brasil?” Claro, impossível, pela desunião da categoria.

 

Extraído de: http://www.nba.com/2009/news/09/10/refs.talks.ap/index.html?rss=true

 

NBA referees preparing to be locked out for start of season

NBA referees are prepared to be locked out for the start of the season after negotiations with the league on a new contract broke down this week when David Stern ended the latest bargaining session.

No further talks are scheduled — and when they do resume, it’ll be without the commissioner.

Referees spokesman Lamell McMorris accused Stern of acting childish and not negotiating in good faith, so Stern removed himself from the process.

Stern said Thursday he told McMorris that, “In fact if it was going to get personal — which apparently he’s decided to make it by calling news media and leveling a series of inaccurate allegations — that I would absent myself from the negotiations, which I have.”

“Hopefully we’ll make a deal with the referees, or we won’t, but it won’t be on the basis of personality, it’ll be on the basis of economics,” Stern added.

The league’s contract with its referees expired on Sept. 1, and McMorris said the sides have basically agreed on salary issues for a new two-year deal. He said the league wanted to freeze salaries for the first year with a 1 percent increase in year two.

The officials were willing to go along with that, McMorris said, because of the economic difficulties the league is facing, but the NBA was still asking for significant reductions in the referees’ budget.

“We’ve laid $2.5 million back on the table,” McMorris said. “Some things we have to be able to go back to our group and to say that we collectively bargained in good faith. Our goal is not to take all the hits, we can’t do that.”

ESPN.com first reported that talks ended after Stern abruptly halted Tuesday’s session at league headquarters. Stern said the officials reneged on something previously agreed upon, but McMorris was critical of the way the commissioner handled things.

Stern said the league would be well represented even without him, but didn’t leave much hope that a resolution would come soon.

“On the basis of the last series of proposals, it doesn’t appear that there’s any point at this time to further negotiations, but obviously it still remains our goal to start this season with our existing referees working,” Stern said.

The NBA released a statement later Thursday criticizing the referees union for its attacks through the media, and said the referees backed out of previously agreed upon proposals involving retirement benefits at Tuesday’s meeting.

“Then, after we offered additional economic movement in order to progress toward a deal, the NBRA refused to make any additional concessions,” NBA general counsel and lead negotiator Rick Buchanan said. “At this point, and after several months of negotiations, all the union has offered to us is minimal concessions that are neither consistent with economic reality nor with the information it is currently distributing to the media.”

Referees are due to open their training camp on Sept. 20, and the league’s first preseason game is scheduled for Oct. 1 at Utah. Without a deal soon, the NBA will begin the season with replacement officials for the first time since 1995.

The league is seeking cuts in areas such as the referees’ benefits, travel budget and their per diems, which Stern said would “bring their numbers in line with other league employees.”

McMorris feels there is more to it, with the league possibly trying to rid itself of older referees or perhaps send a strong message to the players, whose collective bargaining agreement with the NBA expires after the 2011 season.

He also said the NBA gave a combined $100,000 in raises, which Stern could not confirm, to the three men who were hired to oversee the referees operations department in the league office following the betting scandal involving former official Tim Donaghy.

Already, the referees will miss next week’s two-day seminar with league coaches, and McMorris said the officials will meet again sometime after that.

Officials from the NBA Development League could end up calling NBA games as the league scrambles for replacements. Stern denied McMorris’ charge that backup refs were being called even before Tuesday’s meeting ended, while McMorris said the league had even called a referee it fired three years ago to see if he would be available.

Even with Stern not involved, McMorris said his side won’t come to New York for further talks.

“If the league wants to start up talks again, our door is open, so we’d gladly look forward to meeting them in Washington D.C. for the next meeting,” McMorris said. “You can’t be disrespectful and childlike and ask us, when you’re already cutting our wages and expenses, to use our hard-earned money to come and you’re kicking us out of meetings.”

– Hoje é Dia do Árbitro de Futebol!

E também do de vôlei, basquete, críquete, pólo-aquático… É dia do Árbitro Esportivo.

Orgulho-me de estar incluído nesta lista. Feliz 11 de setembro, nosso dia! Que tenhamos o que comemorar!

OPS: Minha princesinha Marina acaba de me dizer: “Papai, vou te dar um apito de chocolate, um cartão amarelo de abacaxi e o vermelho de morango. Parabéns!”

Criança não tem maldade mesmo…

– Calcio X Pallacanestro, Brasile X Italia

Amigos, é irresistível falar sobre esse assunto e não fazer analogia entre basquetebol e futebol. Na Itália, a Federação Italiana de Basquetebol (Federazione Italiana de Pallacanestro) determinou um manual de conduta aos árbitros locais. Nessa cartilha, estão proibidos a manifestação pública dos oficiais em programas televisivos ou radiofônicos sobre basquetebol, além da expressa ordem de retirada do ar de páginas em sites de relacionamento (como o Orkut), blogs, e-mails, fóruns de discussão ou quaisquer outros meios de comunicação virtuais e similares.

O jornalista Guido Guida, do respeitadíssimo ‘La Gazzeta dello Sport’, classifica tal medida como absurda, alegando que “é abissal a diferença entre os árbitros terem um site que dê receitas de peixe e  outros que critiquem seus colegas (…) sendo que a discussão para o aprimoramento da categoria é inevitável”.

Ao contrário, a Federação Italiana de Futebol (Federazione Italiana de Gioco di Calcio), promove e incentiva as entrevistas coletivas pós-jogos, visando a transparência de seus árbitros.

Nesta última rodada, particularmente, acompanhei bons trechos dos jogos Milan 0 X 4 Internazionale e Roma 1 X 3 Juventus. No derby de Milão, o árbitro Rizzoli não anotou um pênalty claríssimo, digno de exemplo didático a ser usado em escola de árbitros, contra o brasileiro Ronaldinho. Na mesma partida, Ronaldinho cometeu uma falta violenta no segundo tempo, e não foi expulso (detalhe a parte: o milanista Seedorf, que estava no banco como reserva, encontrava-se sem caneleiras, descalço, com as pernas cruzadas – nem parecendo estar pronto para entrar em campo, caso o treinador Leonardo o chamasse a participar da partida). Já em Roma, o brasileiro Fellipe Melo da Juventus recebeu a bola, errou o domínio da mesma, se enrolou todo e ao perder a redonda, deu um pontapé por trás violentíssimo contra o adversário. Falta marcada, Fellipe Melo com o dedo em riste vai contra o árbitro Rocchi, fala “alhos e bugalhos” e nem cartolino giallo recebe.

Devido aos placares dessas duas partidas, não houve tanta repercussão dos erros dos árbitros italianos. Mas após os jogos, ninguém se interessou em ouvir os árbitros em ambas as partidas, mesmo eles se dirigindo às salas de imprensa para falar aos jornalistas.

Culturas e comportamentos diferentes: entre árbitros, jornalistas e jogadores. Mas seriam culturas ou comportamentos forçosos que se repetem?

Fica à livre interpretação.

Extraído de: http://www.gazzetta.it/Sport_Vari/Basket/Italia/31-08-2009/b-501178698097.shtml

Facebook vietato ai fischietti Fip

Una direttiva del Cia (Comitato Italiano Arbitri) minaccia sanzioni a carico dei tesserati iscritti a social network o mailing list. E scoppia la polemica.

MILANO, 31 agosto 2009 – Sembra uno scherzo di Carnevale o un pesce d”aprile e invece non lo è. Eppure si fatica credere che quanto apparso sabato sul sito della Fip (Federazione italiana pallacanestro), nella pagina del Comitato Italiano Arbitri, possa essere frutto di seria meditazione e non di una goliardata fuori luogo oppure dell’intervento malandrino di qualche hacker.

disposizioni — L’antefatto risale al 25 agosto quando sono state diramate, a firma del presidente Cia Luciano Tola, le norme di comportamento per la stagione 2009-10 destinate ad arbitri, ufficiali, di campo, commissari e istruttori Tra i numerosi punti del regolamento ce n’era uno in cui si faceva assoluto divieto alle categorie citate di “rilasciare dichiarazioni in luogo pubblico, anche a mezzo e-mail o propri siti Internet, di partecipare a gruppi di discussione come quelli di ultima generazione (FACEBOOK, ecc.), di prendere parte a mailing list, forum, blog o simili, e tantomeno di esprimere giudizi sull’operato dei colleghi e di qualsiasi altro tesserato della Federazione Italiana Pallacanestro, salvo espressa autorizzazione del Presidente del CIA”.

di male in peggio — Tra il buon senso di lavare i panni sporchi in casa e il divieto di azioni come avere una pagina Facebook o abbonarsi a una mailing list di cucina giapponese la differenza è abissale, così in molti hanno chiesto lumi e il Cia, anziché correggere come previsto il tiro e circoscrivere i divieti all’attività cestistica, ha sceso il carico e il 29 agosto ha specificato: “Si rappresenta, pertanto, che i tesserati appartenenti alle categorie sopraindicate, già registrati/iscritti a FACEBOOK e/o altri social network, blog, mailing-list e simili dovranno disattivare il proprio account, cancellandosi in maniera definitiva; i tesserati non ancora registrati/iscritti non dovranno procedere all’attivazione di alcun account personale sui predetti siti, blog e simili. Si invitano pertanto tutti gli interessati, ad ottemperare a quanto previsto, dalla data odierna e comunque entro e non oltre il 5 settembre p.v., rammentando loro che il mancato rispetto delle Norme di Comportamento comporta provvedimenti in base alla gravità e alla ripetitività della mancanza”.

L’imbarazzo tra le molte migliaia di arbitri e ufficiali di campo, nessuno dei quali è professionista e la stragrande maggioranza agisce per passione in cambio di rimborsi che a stento coprono le spese, è forte. Per evitare sanzioni in teoria tutti dovrebbero limitare il proprio modo di socializzare in maniera ben superiore a quella del buon senso, con imposizioni che arrivano a sfiorare la limitazione della libertà personale. Chiamato in causa, Luciano Tola minimizza: “Negli ultimi mesi è accaduto di tutto e si sono lette cose incredibili anche a proposito di baskettopoli, persino sulle pagine dei forum dei Comitati Regionali della Fip. E’ una cosa che non possiamo accettare, così come non vogliamo che ci sia amicizia tra tesserati Cia e dirigenti di società o che i nostri tesserati ricevano le mail dei club. Vogliamo evitare che siano divulgate le valutazioni dei commissari o che ci siano commenti in merito, su ciò che non è basket i tesserati sono liberi di fare quello che vogliono. Rileggendo la disposizione mi rendo conto che non è chiara e che andrà corretta immediatamente perché non possiamo vietare determinate cose”. Già, la disposizione non è chiara: o meglio, è chiarissima come è chiarissimo che si sia trattato di un imbarazzante autogol. Per fortuna emendarsi non è peccato.

– Gol em Impedimento e Atacante Agradece o Árbitro

A vida de árbitro não é fácil. Se competente, é criticado. Quando vai mal, piorou…

Mas nesse lance deu dó! Ontem, no clássico russo entre CSKA (com o treinador Zico, centroavante Vágner Love e muitos outros brasileiros) e Lokomotiv (na estreia do ex-cruzeirense Wagner e também com outros tantos brasileiros), quando a partida estava empatada em 1 X 1, o atacante do Lokomotiv partiu em impedimento e marcou o gol. Consciente de que o gol fora válido erroneamente, o atleta foi comemorar o gol com o… árbitro!

Imagina se num Fla X Flu, Inter X Grêmio, Ponte Preta X Guarani, o centroavante marca o gol decisivo e comemora abraçando o juizão? Estaria no vestiário até agora…

Veja o lance e leia a matéria abaixo:

Lance do gol e do abraço em: http://colunas.globoesporte.com/brasilmundialfc/2009/08/16/abraco-no-juiz/

Matéria do jogo abaixo, extraída de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1268814-9842,00-JOGADOR+DO+LOKOMOTIV+ABRACA+JUIZ+APOS+GOL+DA+VITORIA+SOBRE+O+CSKA+DE+ZICO.html

Jogador do Lokomotiv abraça juiz após gol da vitória sobre o CSKA de Zico

Ex-cruzeirense Wagner faz sua estreia no clássico moscovita. Eterno ídolo rubro-negro reclama bastante do nível da arbitragem russa

Na estreia do ex-cruzeirense Wagner, o Lokomotiv levou a melhor no clássico de Moscou e derrotou o CSKA por 2 a 1, neste domingo, em duelo válido pela 18ª rodada do Campeonato Russo. No entanto, o triunfo só foi alcançado graças a uma ajudinha do juiz que não deu impedimento claro de Sychev, autor do gol salvador aos 44 minutos do segundo tempo. O detalhe é que, na comemoração, Gatagov, jogador do Lokomotiv, abraçou o árbitro Layushkinym.

No site oficial do técnico Zico, a nota sobre a partida mostrava revolta com a atuação do juiz, dizendo que a derrota no dérbi foi única e exclusivamente por culpa do árbitro. Já o eterno ídolo do Flamengo foi um pouco mais comedido, mas não deixou de reclamar.

 – Mais um daqueles jogos em que tivemos as chances para vencer e acabamos sendo castigados. E no final da partida, o que é pior. Nosso time fez um bom segundo tempo. Já sei que o segundo gol aconteceu em impedimento e não vi o abraço do atacante ao árbitro. Mas temos sido constantemente prejudicados com erros de arbitragem. Os critérios por aqui são complicados de se entender. Mas só nos resta trabalhar – afirmou o treinador.

Bilyaletdinov, aos 43 do primeiro tempo, abriu o placar para o Lokomotiv, que também teve em campo o brasileiro Rodolfo (ex-Fluminense). Dzagoev, aos 16 minutos da etapa final, empatou para o CSKA após receber assistência do chileno Mark Gonzalez, recém-contratado junto ao Bétis-ESP.

No entanto, aos 44, Sychev recebeu pelo lado direito e, impedido, anotou o gol do triunfo do ‘Loko’. Com o resultado, o CSKA segue com 30 pontos, na terceira colocação do Campeonato Russo. O algoz deste domingo aparece em quinto, com 28.

– Obrigação de Cooperativismo ou de Sindicalismo?

Para quem não sabe, nós, árbitros da Federação Paulista de Futebol, somos convidados a pertencer ao quadro associativo da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (COAFESP) e do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). É uma das condições documentais para pertencer ao quadro da entidade. Na prática, a funcionalidade maior da primeira é a intermediação nas relações financeiras entre árbitros e FPF; da segunda, é o relacionamento jurídico entre árbitros e FPF.

Sem emitir qualquer opinião ou juízo de valor à nota, reproduzo abaixo texto do jornalista Eduardo Ohata, colunista do Painel FC da Folha de São Paulo, edição de 14/08/2009, pg D2 (O intuito é apenas a troca de informações entre os árbitros de futebol):

FIM DA TAXA DOBRADA

O Ministério Público do Trabalho elabora termo de ajustamento de conduta segundo o qual a FPF terá de tornar pública a informação de que não é mais necessário que os juízes sejam filiados ao Sindicato dos Árbitros de Futebol de SP e à Cooperativa dos Árbitros de SP para trabalhar nos torneios estaduais. Os árbitros reclamaram de bitributação, e a Justiça derrubou a obrigatoriedade exigida pela FPF. Mas, como a federação não divulgou de forma ostensiva, a procuradora Sandra Lia Simón prepara texto pedindo isso agora.

PERDIDOS- O MP foi procurado por árbitros confusos. Apontavam que a FPF deixara de publicar a exigência em seu site na Internet, mas nada informou sobre desobrigação. Ficaram sem saber o que fazer.

CONSTRANGIMENTO- Outro argumento da arbitragem é que ficava chato desfiliação sem contar com um comunicado oficial. Ninguém queria fazê-lo, por medo de represália.

LIBERDADE- A FPF esclareceu que, ao saber que a situação anterior era inconstitucional, alterou o artigo 14 do Regulamento Geral da Arbitragem. Nele, a FPF deixa claro que só trabalha com juízes filiados à Cooperativa.

NA REDE- O chefe de arbitragem da FPF, Marcos Marinho, ressaltou que o regulamento está disponível no site da FPF na Internet.

– O Difícil Conciliamento Extra e Intra-Gramado no Futebol

Como é difícil regular as relações entre alguns jogadores, treinadores, árbitros, e por que não, imprensa?

Cada vez mais existe um melindre muito grande. Nada pode, tudo se condena. Mas em determinados momentos, isso muda: tudo pode, nada se proibe

Os exemplos são inúmeros e constantes. Na década de 70, por exemplo, quando lendas vivas do futebol apitavam, se falava de tudo em campo. Ou alguém imagina um árbitro como Dulcídio Wanderley Boschilla, solicitando gentilmente para um jogador se levantar e não tentar simular penalidades? Era palavrão e xingamento em alta frequência… Mas com um detalhe: respeitosamente! Jogadores e Árbitros se ofendiam sim (e alguns até hoje), mas dentro de limites informais impostos pelas próprias categorias e até mesmo pela sociedade da época. Digo mais: se errava e acertava do mesmo jeito; tanto os jogadores como os árbitros. A parte física talvez seja a responsável, já que o futebol está competindo com o atletismo em muitos casos. O número de câmeras aumentou, além da tecnologia delas.

Hoje o futebol se tornou um negócio caro, e com isso a lealdade e respeito se modificaram. Os padrões são outros! Há 20 anos, o Flamengo terminava de jogar e o Zico falava com cada repórter em campo, pacientemente, um a um. É claro que o número de jornalistas aumentou, mas qualquer cabeça-de-bagre, hoje, só fala em “coletiva”. E esse mesmo Zico ou Sócrates ou Cerezo gozavam de carisma e talento inigualáveis graças ao respeito transmitido. As polêmicas se iniciavam e morriam nos gramados. Treinador era um figurante. Meramente figurante. Ou alguém acha que o vitorioso Lula, técnico do Santos, foi o responsável pelas grandes conquistas? Ele fazia parte de um grupo vencedor.

Digo isso pois vejo muitos treinadores protagonistas no futebol. Para esses, jogador é só um detalhe. Luzes e foco para a beira do gramado; pelo gestual, pelas broncas, caras e caretas; pelos protestos contra a arbitragem e pelas entrevistas polêmicas. Lá está o treineiro moderno, pautando muitas vezes a imprensa e rotulando irresponsavelmente pessoas.

Lembra do início do texto? Antes, se xingava e resolvia tudo em campo. Hoje, isso ocorre muito antes: quando do sorteio dos árbitros (a insatisfação é manifesta antes do apitador ser designado). Mas também principalmente no pós-jogo, onde treinador tem elenco de desculpas para a derrota, que vão do gramado ruim, da bola redonda ao árbitro suspeito.

Por fim: por 5 dias uma imoralidade se torna aceita por estouro no prazo. E pessoas honestas são rotuladas e fica por isso mesmo… Já diria (se não me engano o sociólogo Roberto da Matta – corrijam-me se estiver errado) de que o “futebol é um microuniverso da sociedade”. Pelo jeito, é mesmo! A Impunidade que o diga…

Na Inglaterra, haverá punição para contestações pré e pós-jogo, oficializadas desde a semana passada. Veja só, extraído de: http://www.cidadedofutebol.com.br/2009/08/2,11660,ARBITRAGEM+E+POUPADA+EM+MEDIDA+DA+FEDERACAO+INGLESA+.aspx

ARBITRAGEM É POUPADA EM MEDIDA DA FEDERAÇÃO INGLESA
Os árbitros ingleses terão momentos de paz, especialmente antes das partidas em que atuarão. Pelo menos é essa a garantia que a federação de futebol local (FA) busca conferir com o anúncio de um veto a jogadores, treinadores e dirigentes das principais agremiações do país.
 
Esses representantes não poderão fazer comentários sobre a arbitragem antes dos jogos. Durante, o cerco também estará mais fechado. As argumentações posteriores seguem permitidas, contanto que exista o mínimo respeito.
 
“Quaisquer comentários à imprensa em relação à escolha dos árbitros para as partidas não serão mais permitidos. Tais comentários antes dos jogos serão considerados impróprios e julgados de acordo”, diz comunicado da FA.
 
Durante os 90 minutos, presente no texto do regulamento, a orientação ao trio contestado pelos atletas era que houvesse um relato específico quando o mesmo sofresse de “assédio ou intimidação” de três ou mais jogadores. A partir de agora, os atletas estão impedidos de abordem os árbitros de “maneira confrontativa”.
 
“Declarações pós-jogo sobre árbitros e lances das partidas ainda são permitidos, desde que não sejam de natureza pessoal ou ataquem a integridade dos árbitros”, completa a nota da federação.
 
Um caso recente teria mobilizado tal postura da FA. Na temporada 2008/9, David Moyes, no comando do Everton, questionou a escalação do árbitro Mike Riley para a semifinal da Copa da Inglaterra no duelo diante do Manchester United: acusou-o de ser torcedor do clube do Old Trafford.
 
Os londrinos acabaram se classificando para a final ao vencer o confronto nos pênaltis, e Alex Ferguson, técnico do Manchester United, condicionou a não marcação de um pênalti a favor de sua equipe no tempo normal aos comentários de Moyes.

– Máfia do Apito: Mal Entendindo ou Impunidade?

Em 2005, houve o já conhecido e discutido escândalo no futebol brasileiro marcado pelo nome de “Máfia do Apito”.

As esferas da Justiça Desportiva puniram os responsáveis (ao menos, alguns dos citados). Entretanto, na Justiça Comum, ontem, um dos desembargadores pediu mais prazo para dar prosseguimento ou arquivar o processo. Outro desembargador chegou a declarar, em outras palavras que manipular resultados de uma partida de futebol não é crime, muito menos fomação de quadrilha.

Ora, se os acontecimentos não se configuram em crime, os resultados anulados no Campeonato Brasileiro foram indevidos. As partidas que tiveram que ser jogadas novamente, inválidas. Mais: Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon foram vítimas do escracho social e deveriam retomar suas carreiras na arbitragem! Quem sabe pedir indenização ao STJD!

É o samba do crioulo doido. Lamentavelmente. Alguém disse e é verdade: estamos a um voto da impunidade… não só da impunidade, mas da desmoralização das instituições da Justiça Brasileira.

DECISÃO DA MÁFIA DO APITO É ADIADA,

por Bruno Dieiro (OESP, Cadero Esportes, pg 04, 07/08/09.

SÃO PAULO – O escândalo de arbitragem que abalou o futebol brasileiro há quatro anos está a um voto da impunidade. Após decisões favoráveis de dois desembargadores, o arquivamento do caso que ficou conhecido como Máfia do Apito só não foi concluído nesta quinta-feira, no Tribunal de Justiça de São Paulo, porque o terceiro magistrado, Christiano Kuntz, pediu um prazo maior para análise.Até terça-feira, Christiano Kuntz decidirá se vai revelar seu voto ou se pedirá que o processo seja retirado da pauta por tempo indeterminado. Caso o desembargador opte por mais uma votação, a questão será definida na sessão da próxima quinta no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Para que processo prossiga, é necessário que Christiano Kuntz vote contra o trancamento da ação e que ao menos um dos outros dois desembargadores, Fernando Miranda e Francisco Menin, mude de ideia. Ao justificarem seus votos favoráveis ao arquivamento, Fernando Miranda e Francisco Menin alegaram que o caso não possui legislação específica e não pode ser tratado como estelionato e formação de quadrilha.

Revelada em outubro de 2005, a Máfia do Apito foi um esquema que envolveu árbitros de futebol e golpistas de sites de aposta durante o Campeonato Brasileiro daquele ano. Após confirmar a manipulação de resultados, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD, sob a presidência de Luiz Sveiter, remarcou 11 partidas da competição e puniu os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon com o afastamento definitivo do quadro da CBF.

– A Vaga que não se Preenche

Quem milita no meio do Futebol, e principalmente na Arbitragem, sabe da importância do professor Gustavo Caetano Rogério e da força de suas palavras. Leio (um pouco tardiamente) a sua inspiradíssima coluna sobre os requisitos para se tornar árbitro de futebol, publicada em seu espaço mensal na Web, e corroboro plenamente com sua irônica “necessidade de contratação” do “ser humano perfeito” para o exercício desse cargo.

Sem dúvidas, um belíssimo e certeiro texto sobre a real condição da figura do árbitro de futebol, o qual compartilho abaixo com os amigos.

Extraído de: http://www.aagsp.com.br/coluna_gustavo.asp?id=62

PROCURA-SE UM HUMANO PERFEITO

As vagas estão abertas em todos os estados brasileiros, para admissão imediata e urgente, pois farão parte de quadros que requerem perfeição em todas as decisões e atitudes tomadas durante o exercício de suas funções.
Porém, destacamos que os inscritos que forem admitidos não poderão, em hipótese alguma, cometer falhas comuns aos seres humanos até então conhecidos, devendo, portanto, em toda e qualquer decisão ou atitude que vier a tomar ser entendido e aplaudido por todos que analisarem seu trabalho, bem como por todos os envolvidos durante a execução das funções.
Não poderá, seja em que situação for, ser “desmentido” por eventuais imagens gravadas de seu trabalho e se isto acontecer será afastado sumariamente e sem direito a nenhum tipo de contestação.
Terá que conhecer todas as regras e interpretações exigidas por seu trabalho e não terá razão mesmo quando quem o analisa delas nada saiba a respeito.
Como seu raio de ação na atividade é de aproximadamente 7.480 metros quadrados terá sempre que encontrar meios para ver tudo que acontece, sempre deverá estar ao lado do acontecimento principal e sempre, nestes momentos cruciais, acertar naquilo que se decidir a fazer.
Se nestas situações não estiver próximo e tiver a sorte de nada mais grave acontecer poderá, a critério de uma comissão, ser perdoado e voltar em trabalhos futuros.
Independentemente de sua atividade paralela, pois somente desta não conseguirá sobreviver, deverá treinar constantemente, pois será muito exigido em sua condição física durante o trabalho e deverá estar ciente que o tempo para tal treinamento é problema exclusivamente seu.
Além do acima destacado deverá sempre estar à disposição para reuniões de trabalho, receber “novas” instruções e sem que os “empregadores” se importem se terá tempo ou não.
Quando no exercício de sua função, mesmo acertando no que fizer, estará sempre correndo o risco de ser afastado por solicitação de terceiros, deverá respeitar tal decisão calado e uma comissão informará a todos que foi afastado para preservar sua imagem em ocasiões outras, pois nestas situações não será “demitido’ sumariamente, pois o “empregador” demonstrará compreensão.
Mesmo assim, e como ser humano perfeito, deverá sempre ter a inteligência suficiente para entender que, a critério das comissões, muitas vezes será preferível omitir-se numa decisão para “salvar” a si próprio e as próprias comissões. Enfocamos que “a critério das comissões”, pois será ou não punido dependendo de como será a repercussão do fato através dos interessados.
Se eventualmente for ofendido em sua honra após executar seu trabalho não deverá processar aos ofensores, pois, invariavelmente quem lhe ofenderá é exatamente quem lhe paga pela função exercida, e seu “empregador” ficará em situação incomoda se isto ocorrer.
Como ultima informação destaque-se que a função não terá salários fixos, não terá “carteira assinada”, e não fará jus a décimo terceiro salário ou férias.
Os seres humanos perfeitos interessados nas “facilidades” e reconhecimentos que lhes serão proporcionados pela função deverão, em seus estados, procurarem as Federações de Futebol e suas Comissões de Arbitragem para inscrição imediata.
Após aceitar as condições e entregar provas de trabalho, exames médicos e oftalmológicos, certidões negativas provando ser honesto e não ter nome sujo na praça, além de passar por uma pré seleção você poderá será aprovado.

FUNÇÃO: ÁRBITRO DE FUTEBOL
ET. O “anuncio” foi lançado mesmo sabedores de que todos nós somos humanos e obviamente nenhum candidato se apresentará, porém você que direta ou indiretamente trabalha, dirige, comenta, analisa ou assiste as partidas deste esporte precisa, cada vez mais entender que aquela figura por todos odiada é acima de tudo um SER HUMANO FALIVEL como você. Erros e acertos fazem parte da falibilidade humana e é a isto que lhes quero chamar a atenção.

– Sensacionalismo Barato

Ontem, falamos sobre declarações irresponsáveis no futebol (http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2009/07/27/o-inimigo-do-futebol/); pois bem, agora o Vasco da Gama, segundo matéria publicada no RJ, quer punição ao árbitro de jogo que não era dele!

Incrível como as coisas são…

Extraído de: http://odia.terra.com.br/portal/ataque/vasco/html/2009/7/vasco_pede_punicao_contra_arbitro_26063.html

Vasco pede punição contra árbitro

Rio – A suspeita de que o árbitro Leonardo Gaciba teria dito durante Corinthians x Palmeiras de que iria ‘compensar’ o Verdão pelos erros que cometeu nas semifinais da Copa do Brasil a favor do Timão, prejudicando o Vasco, soou mal em São Januário.

Ontem, o diretor executivo Rodrigo Caetano disse não crer em má intenção, mas pediu por punição ao juiz. “Quando os jogadores erram eles são punidos”.

Já Dorival Júnior prefere não julgar, mas alerta: “Quando muitos falam a mesma coisa é porque algo aconteceu”.

– O Inimigo do Futebol

Há muitas relações informais no futebol. Quem vive no meio, sabe disso. Há coisas que nunca são abertas ao grande público, outras que a imprensa sabe e acaba segurando; outras ainda que nunca ninguém sabe ou saberá. E nelas, estão os partícipes do futebol: jogadores, dirigentes, empresários, árbitros, jornalistas, entre tantos outros!

E nada disso é por força de atitude corruptiva ou corruptora, mas pelo “habituè”. Ou seja, normas costumeiras estabelecidas pelo convívio que não tem nada demais; bobas, simples, mas que preferem se manter na surdina.

Um dos casos mais clássicos disso pode ser o momento de diálogo entre árbitro e jogador. Quem não teve curiosidade de saber o que o juiz está falando com o centroavante no intervalo? Ou ainda, o que se passa nas conversas e reclamações durante o jogo?

Normalmente, são tolices: comentários sobre lances (de qualquer jogo ou dele próprio), lembranças de outras partidas e até brincadeiras e/ou piadas!

Recordo-me de que certa feita, um jogador “sacaneava” o juizão durante o intervalo pois em determinado jogo “cavou” uma falta e o juiz entrou. Claro, as palavras eram medidas e o clima cortês. Tudo bem, tudo tranquilo.

Mas algo me chamou a atenção nessa última rodada: o jogador Chicão, zagueiro do Corinthians, disse que o árbitro Leonardo Gaciba o recordou de uma suposta infração não-marcada no seu jogo contra o Vasco, e para ele, jogador, era motivo de perseguição!

Quanta bobagem acreditar que um árbitro erraria na frente das câmeras de todo o Brasil, num jogo dessa magnitude e sendo o Gaciba o apitador, justamente para prejudicar intencionalmente alguém!

Maior bobagem ainda: externar essa fala à imprensa. Até a mãe do jogador marcaria o pênalty que ele cometeu no Derby, que a propósito, foi muito bem arbitrado pelo gaúcho Gaciba e seus colegas paulistas Corona, Van Gassen e Guarizzo!

Novamente chororô na rodada. Até quando? Parece que tais manifestações viraram moda. Tudo é culpa do árbitro! Daqui a pouco, a Crise Econômica, a Gripe Suína e o acidente do Massa também serão creditados aos árbitros!

Faço minhas as palavras do jornalista Fernando Sampaio, proferidas há pouco durante o programa “Esporte em Discussão” da Rádio Jovem Pan: Tem jogador que pensa que o árbitro é inimigo dele…

– Contentar Descontentando no Futebol

Como é difícil “ contentar” os elementos presentes na estrutura do futebol brasileiro. Harmonizar as relações entre árbitros, dirigentes, jogadores e clubes, sem dúvida é uma tarefa hercúlea. Não que se deva procurar o contentamento, pois isso é impossível, mas sim a boa relação entre todas as partes.

É como um grande quebra-cabeça: às vezes, se encaixa de um lado, desencaixa do outro. E cada vez mais este grande jogo de relacionamentos acaba influindo no propriamente dito jogo de futebol.

Quer exemplo mais claro de tudo isso? Sem dúvida, o episódio mais discutido nos últimos dias: “o caso Beltrão X Simon”!

Cá entre nós: a coerência não parece ser o forte do dirigente pernambucano. No começo do Campeonato Brasileiro, “exigiu” que árbitros experientes, ao invés de nomes emergentes, apitassem os jogos de sua equipe, o Sport. Agora, reclama dos próprios experientes “exigidos”. Clama por justiça, chia pela suposta perseguição. Segundo ele, está sendo prejudicado por solicitar a Conmebol árbitros estrangeiros para apitar seus jogos na Libertadores, em confrontos contra equipes nacionais. Ora, será que o dirigente acredita piamente que a Conmebol atendeu seu apelo e que teve força política? É praxe, nos últimos anos, a escalação de árbitros estrangeiros em confrontos domésticos. Vide as escalas da Sulamericana, em confronto envolvendo outros países. Sendo assim, parece no mínimo demagogo seu discurso.

Pior: suas atitudes extrapolam o senso esportivo e passaram por lamentável discurso preconceituoso. De onde pode vir a acusação de “discriminação nordestina?”. O Campeonato Brasileiro é nacional, e bem sabe o dirigente que os clubes nordestinos e nortistas lotam os estádios. Se houvesse interesse, não seria o do prejuízo financeiro ao próprio campeonato!

Por fim, inadmissíveis foram suas declarações pesadas contra a pessoa do árbitro Carlos Eugênio Simon. Chamá-lo de bandido e safado publicamente, questionar a honestidade dele e a lisura do próprio campeonato, são coisas sérias. Tal gravidade nas suas palavras precisam ser comprovadas: se correto, anula-se todo o campeonato e entregue-se a ele um busto em louvor à sua coragem e espírito denunciativo pela defesa do campeonato e coragem em desmascarar um esquema muito bem montado. Como essa alternativa não parece ser comprobatória, puna-se a irresponsabilidade em acusar pessoas honestas e pais de famílias, além da “molecagem” em criar tanta confusão em prol da incompetência de sua direção esportiva.

Se a moda pega, mudar-se-á toda a metodologia de sorteio: para a próxima rodada, convida-se dirigentes de cada equipe e ambos escolhem 2 nomes em comum para apitar seu jogos. O que for sorteado, contentará a todos.

Alguém acredita nisso como solução? O perdedor sempre encontrará uma desculpa, um subterfúgio, um bode expiatório. É assim no Campeonato Brasileiro; foi assim no Campeonato Paulista; será assim na Libertadores, na Copa do  Mundo ou até em torneios amistosos. O espírito desportivo está em baixa… O futebol-business deixou de lado o futebol-esporte. O jogar perdeu espaço para o disputar. É um novo momento do futebol, onde as altas cifras que envolvem o esporte bretão tornam-o um negócio que extrapola a racionalidade. Mas algo passou batido em meio a tudo isso: uma declaração, no último sábado, do treinador Emerson Leão à Rádio Jovem Pan, ao jornalista Flávio Prado: em outras palavras, disse “ter medo do que pode acontecer aos árbitros que forem à Ilha do Retiro”… Tal discurso parece ser tão infeliz como o do treinador Paulo Autuori, dito logo após a derrota da sua equipe para o Cruzeiro e o imbróglio do suposto “racismo”: “Temo pelo que pode acontecer no Olímpico…Não seria incitação à violência?

Assim, convido aos amigos a um questionamento: O que você pensa das excessivas discussões e acusações pós-jogo? As justificativas para uma seqüência de derrotas a fatores extra-campo são válidas, ou é apenas “chororô”?

 

Obs: nesse espaço, abstenho-me de analisar os lances das partidas referidas, justamente pelo impedimento ético da minha atividade como árbitro. Não coloco em questão boa ou má atuação deste ou daquele árbitro, a fim de evitar o corporativismo tão alardeado por muitos. Apenas uma sadia, democrática e necessária exposição de opiniões que podem contribuir para o entendimento do funcionamento do futebol e suas relações.

– Várias Críticas e Punições de Ordens Culturais

Sair pela tangente nas derrotas é algum comum no futebol. Criticar o árbitro, o gramado, o tempo e até a bola são desculpas corriqueiras.

Mas veja estes dois casos ocorridos ontem: Brian Ching e Emerson Leão!

Brian Ching, atacante da MLS e maior goleador do campeonato de futebol dos Estados Unidos, criticou o árbitro da partida de sua equipe via Twitter, chamando-o de “Ladrão”. Minutos após a postagem da mensagem no seu miniblog, pediu desculpas. Foi punido imediatamente (detalhe, ele não havia nem jogado a partida!)

Emerson Leão, conhecido treineiro, após a derrota da sua equipe (Sport) para o Corinthians, pela enésima vez criticou a arbitragem, dizendo que “Simon administrou em favor do time da casa”. Guilherme Beltrão, diretor pernambucano, em entrevista às rádios, disse que Simon é “bandido”.

Só para tirar a dúvida: ladrão e bandido são sinônimos, não?

Para tirar mais uma dúvida: Ching e Beltrão também não entraram em campo, não?

Por fim: os times que reclamaram perderam os jogos, não?

Abaixo, as referidas citações das matérias:

Atacante é multado por criticar árbitro no Twitter

(extraído de: http://www.trivela.com/Noticias.aspx?view=FqdC1nihoDQ=&id=28718)

O atacante Brian Ching, do Houston Dynamo, foi multado em US$ 500 pela Major League Soccer (MLS) por criticar o árbitro de uma partida através de sua página no Twitter.

Ching não jogou na derrota por 2 a 1 para o Seattle Sounders, no último sábado, porque está na Copa Ouro com a seleção norte-americana. Ele assistiu à partida pela televisão e reclamou do gol de Fredy Montero aos 32 minutos do primeiro tempo. O defensor Mike Chabala tirou a bola em cima da linha, mas a arbitragem marcou gol para o Seattle, que naquele momento perdia por 1 a 0.

“O árbitro em Seattle acaba de roubar o Dynamo”, disse Ching em seu perfil. “Que piada. Não chegou nem perto. O árbitro é um ladrão”. Na manhã seguinte, o atacante se desculpou, também no Twitter, culpando “o calor do momento”.

Ching, de 31 anos, é o maior artilheiro da história do clube, campeão da MLS em 2006 e 2007.

Sport se revolta com arbitragem de Carlos Eugênio Simon

As derrotas do Sport fora de casa continuam. As reclamações contra a arbitragem também. O técnico Émerson Leão, o presidente Sílvio Guimarães e o vice-presidente de futebol, Guilherme Beltrão, apontaram a atuação de Carlos Eugênio Simon como preponderante para a derrota diante do Corinthians, por 4 a 3, na noite desta quinta-feira.Os rubro-negros reclamaram da expulsão do atacante Guto, minutos depois que o Sport havia empatado a partida e perdido uma chance clara, justamente com o camisa 9. Na seqüência, Moradei marcou o gol da vitória do time paulista. Mas, para Leão, o que mais pesou na atuação de Simon foi o fato de o árbitro ter utilizado de dois pesos e duas medidas, pois deveria ter expulsado Ronaldo, por uma falta de Durval, e Douglas, que teria ofendido o árbitro e sido apenas advertido verbalmente.

Ao ser perguntado se o Sport teria perdido por causa da atuação de Simn ou se pelos gols marcados por Ronaldo, o técnico Leão foi direto. “Pelas duas coisas. No segundo tempo marcamos direito e ele [Ronaldo] não apareceu. Você viu o Ronaldo botar a sola por cima do nosso jogador? Tinha que ser expulso. O Douglas falou um palavrão para ele. Seriam dois expulsos. O quarto árbitro disse que ele [Simon] é o melhor árbitro do mundo. Eu não vivo no mesmo mundo que ele vive”, disparou Leão.

O treinador do Sport procurou medir as palavras, por temer uma possível suspensão, mas foi incisivo nas críticas a Carlos Eugênio Simon. O curioso foi que Leão revelou para os jornalistas um suposto diálogo que teria travado com Mano Menezes, ao término da partida. De acordo com o treinador do Sport, o comandante do Corinthians teria admitido que o árbitro ‘administrou’ o jogo em favor da equipe da casa.

“Eu não estava nos anos anteriores no Sport, mas o clube está traumatizado com o Simon. Ele vem do Sul e seu auxiliar vem de Roraima. Perto, não? Eu não aguento mais. Quem se manifestar, vai fazer isso de forma ofensiva. Eu não vou e pedi aos meus jogadores para não fazerem isso. Nosso diretor tem esse direito de manifestar a sua ira. Nós não, pois podemos ser suspensos. Estou repetindo essas palavras já há algum tempo. O Mano tem bom senso. Disse que foi um excelente jogo e falou’: ‘sabe que quando eles querem administrar, eles administram’. É só o que posso falar”, declarou.

Os dirigentes do Sport utilizaram um tom um pouco mais forte para comentar a arbitragem. O presidente Sílvio Guimarães bateu forte no diretor da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa. Já o vice-presidente de futebol, Guilherme Beltrão, chamou Carlos Eugênio Simon de “bandido”.

“Está provado porque eu pedi árbitro de fora na Libertadores. Se fosse com esses árbitros que são manipulados pelo Sérgio Corrêa, nós não tínhamos chegados na segunda fase. Com Carlos Eugênio Simon, os times de Pernambuco não ganham jogo. A arbitragem brasileira é boa, existem muitos árbitros bons, mas alguns só fazem o que o ‘Serginho Raivoso’ quer”, detonou Sílvio Guimarães.

– A Dura Realidade dos Árbitros (Especial do Sportv Repórter)

Os sofrimentos e dificuldades daquele que é a “unanimidade negativa” no futebol: o árbitro. Malquisto, renegado pela fama, o menos remunerado do meio e o mais criticado. Assim foi o especial exibido no último sábado pela Sportv, no programa “Sportv Repórter“, intitulado “COMO SÃO TRATADOS OS ÁRBITROS DE FUTEBOL DO BRASIL“.

A seguir, o link do interessante programa, com cenas e fatos curiosos (dos gozados aos tristes) da carreira de árbitro de futebol (clique abaixo): http://sportv.globo.com/Sportv/2009/sportvreporter/0,,17065,00.html

– Minha Derrocada no Teste Físico

Desde o meu início de carreira como árbitro de futebol pela Federação Paulista de Futebol, participei (contando hoje) de 30 avaliações físicas. E pela primeira vez, infelizmente, reprovei, queimando a penúltima volta.

Não me conformo.

Estou triste, raivoso, e sinceramente, decepcionado comigo mesmo.

Se estive relaxado nos treinos, com sobrepeso, má vontade ou qualquer outro problema, talvez estivesse aceito minha reprovação com naturalidade. Mas não é isso que aconteceu.

Para ser franco, nem eu sei o que aconteceu. Travei. Tive um bloqueio. Sei lá.

Inexplicavelmente, perdi rendimento no término (e beeeem no término da prova). Claro, queimar a prova no começo ou no fim é irrelevante, pois a perda da prova e o consequente prejuízo é o mesmo. Comecei num ritmo forte (que é o mesmo do treino), e não consegui todos os tempos. Treino nesse esforço há anos, 2 vezes por semana, revezando com outros treinos. Então, falta de treino não foi a causa.

Overtraining, ou excesso de treino? Não, pois eu tinha fôlego.

Só sei que a sensação é horrível, um misto de crise nervosa e vontade de jogar tudo para o alto! Pensar nos treinos intensos, debaixo de sol e de chuva, de calor e de frio, de manhã, noite e até de madrugada! Nos momentos que deixei de estar com a minha família, e reprovar por única e exclusiva incompetência minha

É claro que desanima. O desequilíbrio mental acaba chegando, e há de se ter calma e controle emocional nesse momento. Respirar fundo, e recomeçar… Tentar entender o que aconteceu, ou quem sabe, tentar esquecer tudo para não ficar sofrendo mais.

O dia está terrível para mim. Quero apagar da memória esse péssimo resultado e tentar dar a volta por cima. Mas o meu desgaste psicológico foi grande. Encarar meus familaires (que sempre me apoiaram) foi difícil. Não pela cobrança deles, lógico; mas a minha própria cobrança.

– Zezinhos Carrapatos e Jorginhos Dedos-Leves

Amigos, à todos nós que militamos e gostamos do futebol, um sensacional artigo do Blog “Olhar Crônico Esportivo”, por Emerson Gonçalves, que retrata perfeitamente quem podem ser os verdadeiros protagonistas do futebol e ao mesmo tempo os principais adversários dos árbitros: os EDITORES DE IMAGEM.

Deixando um pouco de lado a discussão “tecnologia ou não no futebol“, mas sutilmente a imbutindo nesta crônica, compartilho inteligentíssimo e propício texto, abaixo.

Extraído de: http://colunas.globoesporte.com/olharcronicoesportivo/2009/07/01/as-novas-feras-do-futebol/

AS NOVAS FERAS DO FUTEBOL

À guisa de explicação: Ultimamente, a chiadeira com arbitragens tem atingido um nível que começo a achar doentio. Reclamam torcedores, reclamam jornalistas e reclamam dirigentes. Estes, é bom que se diga, sempre reclamaram, sempre reclamarão. Reclamam, também, técnicos e jogadores, preparadores físicos e massagistas, gandulas e Cia. Bela.

Na base para tanto tititi, as imagens da TV. Puxadas na zoom, editadas em slow motion, dramatizadas, cortadas, separadas de seu contexto. Juízes dos tribunais diversos valem-se delas, deletando a autoridade de quem esteve em campo, ao lado da jogada.

E de volta aos dirigentes: está virando moda as imagens gravadas e editadas servirem de base para dossiês, cartas, memorandos, entrevistas, conversas ao pé de ouvidos privilegiados, etc.

O futebol começa a perder sentido. Na nova disputa que se instala, “meu time foi mais prejudicado”, vale tudo, até mesmo imagens de outras eras. Se bobearmos, logo logo veremos imagens exumadas de arquivos mortos das cinematecas.

Diante de tudo isso, claro fica que as imagens das TVs já não serão suficientes e todo time que se preza vai querer gravar e editar suas próprias imagens para acusar a arbitragem – claro que só em caso de derrota. Porque estamos chegando ao ponto de nem mesmo as imagens das emissoras serem suficientes. Cada um vai querer as próprias imagens para comprovar o quão roubado foi.

Essas, portanto, são as novas feras do futebol: o pessoal das imagens. Serão eles que definirão os resultados considerados reais por cada cartola desse Brasil varonil. Serão eles as próximas grandes estrelas do show business futebolístico no Brasil.

E haja dossiês…

Kaká?

Cristiano Ronaldo?

Ronaldo?

Ramires?

Nilmar?

 

Bobagem.

O futebol tem novas feras, novas estrelas, novos astros. Não são ainda conhecidos do grande público, embora suas jogadas encantem e desencantem e sejam decisivas. Esses caras são os novos caras. Um joga pra frente, exposto, correndo atrás de tudo e de todos, chegando junto e às vezes até antes. Outro fica na retaguarda, arruma aqui, arruma ali, remonta, reconstroi, aprimora e apresenta. Raramente vê a luz do sol ou dos refletores, mas suas ações são decisivas.

Um é o “Zezinho Carrapato”, cinegrafista de mão-cheia, que segundo a legislação deve ser chamado de repórter cinematográfico. Carrapato porque ele gruda e não desgruda das cenas do jogo. Aciona a zoom de sua lente poderosa e aproxima a imagem até nos sentirmos dentro dela. Se os jogadores não usassem chuteira e meião, muitas imagens permitir-nos-iam a visualização em detalhe das veias e calos dos jogadores. Zezinho tem noção perfeita de perspectiva e enquadramento. Enquadramento é tudo, não importa o quão fechada ou aberta esteja a zoom.

O outro é o “Jorginho Dedos Leves”, editor de dedos tão ágeis quanto sua mente. Tudo que o Zezinho captou, implacavelmente, ele transforma, dramatiza, aumenta às raias do infinito. Para ele, o tempo é apenas uma mera referência de trabalho, pois um mísero segundo pode ser transformado em 30 segundos. Ou eternizado num frame frizado – quero dizer, uma cena, uma imagem congelada, parada. Se nós contamos nosso tempo em horas e montes de minutos, ele conta seu tempo em frames – um frame é 1 trigésimo de segundo, ou um trinta avos. O slow motion valoriza e dramatiza qualquer cena. Na ilha de edição é a salvação do diretor, que diante de uma cena que ficou mais pobre que o previsto e visto na gravação, vira-se para o editor e comanda:

“Põe um “islouzinho” aí, dá uma valorizada, dramatiza um pouco.”

Essas são as feras do momento.

Time nenhum pode ir a campo sem que os dois, no mínimo, estejam concentrados, de preferência escalados como titulares.

Depois, caso o esquadrão perca, basta recorrer às imagens e detonar a arbitragem. Nenhum time mais será derrotado pelo adversário, todas as derrotas terão o árbitro como responsável. Teremos um futebol só de vencedores: metade favorecida, metade garfada.

Todavia, estimadíssima leitora, estimadíssimo leitor, não ouse mudar de lado da mesa, pois você terá a mesma situação com sinal invertido.

Espantoso, não?

Todo cartola esperto – epa, isso é uma redundância; todo cartola é esperto, mesmo porque ele teve que ser mais esperto que enorme bando de pretendentes ao mesmo cargo; quem conhece um clube, qualquer clube, sabe bem a que humilhações e absurdos se submetem provectos e respeitáveis senhores, em troca do cargo de vice-diretor de pebolim e da carteirinha correspondente, que vai dar-lhe o direito de diferenciar-se dos mortais comuns e ganhar uma vaguinha pro possante lá no fundão do estacionamento – dos dias de hoje, vale dizer, todo cartola, já tem em seu planejamento de contratações imediatas uma boa dupla de cinegrafista e editor.

Sua planilha de custos prevê atrasos de salários, mas não comporta, nem por brincadeira, um atrasinho sequer no pagamento do equipamento de vídeo e edição.

Porque este é o futuro próximo, abrir mão das imagens das emissoras e gerar e editar as próprias imagens.

Finalizando, repetirei uma frase que deve ser lida e pensada com mais cuidado e vagar do que da primeira vez:

Estimadíssima leitora, estimadíssimo leitor, não ouse mudar de lado da mesa, pois você terá a mesma situação com sinal invertido.

Observação: “Zezinho Carrapato” e “Jorginho Dedos Leves” são nomes fictícios e uma pequena homenagem aos excepcionais profissionais com quem tive e tenho a honra e o prazer em trabalhar.

– A FIFA e a Manifestação Religiosa no Futebol Brasileiro

No livro das “Regras do Jogo de Futebol”, há uma observação de que estão vetadas manifestações políticas e religiosas em campo, e que o organizador deverá tomar as providências, caso isso aconteça.

 

Basicamente, elas ocorriam nas comemorações de gol, cujo momento de atenção ao marcador era maior, e sua imagem atrelada. Na própria Regra 12 (Infrações…), em “Diretrizes aos Árbitros”,  há um alerta para excessos em comemorações de gol e descaracterização do uniforme. Ora, o fato de tirar a camisa e mostrar “I Love Jesus” é fato para cartão amarelo.

É claro que o espírito da regra não é “caçar” pregadores, mas nortear a ordem. Imagine o patrocinador que paga milhões para aparecer em campo, e na hora do gol, o centroavante artilheiro arranca a camisa e ninguém vê sua publicidade?

 

Considerações a parte, reproduzo 2 textos que ajudam nesse debate: O primeiro, uma matéria da BBC falando sobre o fanatismo religioso dos jogadores de futebol brasileiro, onde ele mostra uma grande indignação aos créditos da vitória a Deus. O segundo, uma matéria informando que a FIFA solicita ao Brasil cautela nessas comemorações, pois a Federação Dinamarquesa não gostou do proselitismo proporcionado pelos brazucas em campo.

Claro, dentro de uma democracia, temos que respeitar a convicção religiosa de todos. Mas o amigo leitor há de concordar com algo indiscutível: se os dois times rezam pela vitória, como Deus atenderá as preces de ambos?

Já lembraria a sabedoria popular de um velho pensamento já batido: “se macumba ganhasse jogo (Macumbaria também é prática religiosa), o Ba-Vi na Bahia sempre terminaria empatado.”

Abaixo, os dois links:

1-(texto em vermelho) -BBC (campo como templo religioso): TÍTULO: DIVINO FUTEBOL: http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/06/religiao.shtml

2- (texto em azul) -IG/FIFA (Dinamarca reclama e FIFA pede atenção): TÍTULO : FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL: http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/07/01/fifa+repreende+comemoracao+religiosa+do+brasil+na+africa+7068924.html

1- DIVINO FUTEBOL

A conquista da terceira Copa das Confederações pela seleção brasileira foi intensamente comemorada pelos jogadores e comissão técnica. Afinal, o título veio com uma vitória de virada, conquistada com muita determinação por um time que se por um lado não tem o brilhantismo de outras seleções brasileiras, por outro mostra espírito coletivo e grande união.

A vitória do Brasil sobre o esforçado time dos Estados Unidos era esperada e portanto não chegou a surpreender.  

Os comentaristas da BBC que acompanharam a final também não estavam preparados para a reza coletiva, com todos ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica. 

Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.

Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.

Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do “manto sagrado” que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.

Será que a tolerância da entidade teria sido a mesma se ao final do jogo algum jogador mostrasse uma camiseta dizendo “Eu não acredito em Deus” ? Ou se outro fosse um pouco além e gravasse no peito algo como “Essa vitória foi obtida graças ao esforço dos jogadores sem nenhuma interferência divina ou sobrenatural”?

É comum ver atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com manifestações individuais. Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público, a uma instituição tão democrática como a seleção brasileira.

A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida.
Se a moda pega, a Fifa corre o risco de ter a Copa do Mundo do ano que vem cheia de manifestações religiosas, com missas, cultos e pregações diversas após cada partida.

O povo merece continuar torcendo pelo futebol de sua seleção, independente da reza, sessão espírita, ponto, ritual de sacrifício, sermão ou pregação.

Afinal, futebol é bola na rede, o resto é conversa.

2- FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL NA ÁFRICA

Queixa é de que a seleção brasileira estaria usando o futebol como palco para a religião; entidade pede moderação aos jogadores

RIO DE JANEIRO – A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião.

A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

A religião não tem lugar no futebol“, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora“, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está “monitorando” a situação. E confirma que “alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto”. A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo. 

 

 

Após tantas considerações, gostaria da sua argumentação sobre o difícil tema: O que você pensa da mistura “Religião X Futebol”?

 

– Quando dá Para Anular uma Partida de Futebol

Pois é, a “Regra do Jogo”, no futebol, é algo apaixonante para se discutir!

E convido aos amigos para uma análise dessa mensagem que recebi, sobre o jogo Santos X Atlético Mineiro. Não entrarei, por questões éticas e óbvias, no mérito desportivo do resultado ou da avaliação da arbitragem (nem posso assim fazê-la). Mas como buscamos crescer no conhecimento da regra do jogo, e esse espaço deve ser um fórum democrático e científico de debates, compartilho a interpretação que segue, no qual é chamada a atenção para o seguinte fato: há erro de direito no jogo derradeiro da Vila Belmiro?

Abaixo, ipsis litteris, mas com o nome em sigilo, a pedido do remetente:

Porcaria, velho de guerra! Veja só: o texto da regra diz o seguinte (Regra 5 – o árbitro, último parágrafo de Poderes e Deveres):

“O árbitro somente poderá modificar uma decisão se perceber que a mesma é incorreta ou, a seu critério, conforme uma indicação do quarto árbitro ou árbitro assistente, SEMPRE QUE NÃO TIVER REINICIADO O JOGO (foi o caso do pênalty do Brasil e Egito – voltou atrás acertadamente antes de reiniciar) OU TERMINADO A PÁRTIDA (foi o caso do jogo do Santos, onde erradamente o árbitro voltou atrás, já que isso não é possível.”

Sabe, esse é um detalhe importante, mas daqueles que estão escondidos, quietinhos no livro de regra. E coincidentemente, numa discussão na FPF, questionei este texto (que surgiu há uns 5 anos), porque dizia que essa era uma orientação da regra que ninguém lembrava ou cobrava (muito menos nós, árbitros!)
Isso surgiu pois um árbitro encerrou a partida numa partida internacional (não me recordo onde), e voltou atrás saindo o gol. Naquela época, surgiu muita polêmica, e a FIFA resolveu nortear isso.

IMPORTANTE: esse erro não é ERRO DE FATO (aquele no qual o árbitro dá uma falta que não foi, cuja justificativa é interpretação da regra). É ERRO DE DIREITO, onde há desconhecimento de regra por parte do árbitro. Isso dá anulação da partida.

E aí, Porcaria, falei bobagem ou não! Pode colocar publicamente essa consideração, estudei bem antes de te enviar. Agora, se for errado, não vale me sacanear. Se quiser colocar no blog, omita meu nome. Só que eu ou ler depois, ocá?

Valeu,

E então? Será que o “bem-humorado” amigo está com a razão? E pesquisei antes de postar essa posição, autorizado por ele.

Para nós, que conhecemos e militamos a área, concordamos que não poderia se reiniciar jogo encerrado, ou há um problema na interpretação da regra?

Canal aberto para seus comentários:

OBSERVAÇÃO: A RESPOSTA SOBRE ERRO OU ACERTO NO REINÍCIO  DO LANCE E A POLÊMCIA DA REGRA 5 ESTÃO NO 11º COMENTÁRIO DESTE POST, ATRAVÉS DA RESPOSTA DO PROFESSOR ROBERTO PERASSI, INSTRUTOR FIFA E PROFESSOR DA EAFI-FPF

– O Quarto Árbitro, seu Poder de Decisão e a Tecnologia em Campo

Amigos, nosso colega de arbitragem Howard Webb nos propiciou, involuntariamente, um tópico bastante interessante para discussão: a colaboração de todos os elementos do quarteto de arbitragem na condução de uma partida.

Não podemos nos esquecer de que os árbitros assistentes e o quarto árbitro tem poder de informação, e que o poder de decisão é exclusivo aos árbitros. Vide no último domingo, no jogo Palmeiras X Cruzeiro, onde o gaúcho Vuaden recebeu a informação de que o atacante Keirrison estava em posição de impedimento, mas como a bola foi para o outro atleta palmeirense que vinha em condição legal, deu sequência à jogada ,dispensando a informação do seu bandeira (resultando no terceiro gol do Palmeiras).

Futebol é assim mesmo, uma equipe de arbitragem busca maximizar os acertos, e às vezes, assumir uma postura humilde para salvar o lance. Assim como Vuaden recebeu uma informação, discordou da mesma e decidiu pela sua, no jogo entre  Brasil X Egito, Webb recebeu uma informação, acatou-a e desprovido de vaidade modificou sua decisão, salvando sua arbitragem.

Na jogada, para quem não viu o lance, o zagueiro egípcio intercepta a bola com a mão, impedindo uma situação manifesta de gol, desviando a bola para um tiro de canto a favor do Brasil. Mesmo tendo apontado o escanteio, o árbitro posteriormente muda sua decisão (não há prejuízo no lance, pois a partida não fora reiniciada), e marca tiro penal para a Seleção Brasileira. Segundo o ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho, que houvera conversado posteriormente com o árbitro, ele disse que mudou sua decisão devido sua “consciência”. Para quem milita nos gramados, percebe-se (e é apenas uma opinião, não uma informação), de que o árbitro assistente ou até mesmo o quarto árbitro informaram que houvera sido toque de mão. Se foi isso mesmo que aconteceu, onde está o erro? É um quarteto de arbitragem, e se assistente ou quarto árbitro estavam convictos, e passaram a informação, deve-se elogiar a postura dos mesmos! 

Se foi pênalti ou não, não discutiremos. Mas me lembro do amigo Cléber W Abade, em uma pré-temporada em 2005 para o Paulistão na qual participei, que disse uma frase marcante: “do sofá da minha casa, não erro um lance!“. Sábias palavras… pondero minhas opiniões na lembrança desta citação. Culpar o árbitro da não-marcação inicial do pênalti pode parecer fácil, mas sabemos das dificuldades lá de dentro.

Mas tudo isso foi dito porque a Seleção do Egito protestou por outro motivo: segundo Zidan, atacante egípcio, “foi pênalti sim, mas a informação veio de fora”. Supostamente, alegaram que o pênalti foi marcado com o auxílio da tecnologia, ou por alguém que fazia a vez de “árbitro de sofá”

A tecnologia de usar rádios comunicadores para os árbitros conversarem em campo funciona, e a fazemos muito bem nos nossos campeonatos, como no Paulistão. Isso é permitido. O que se questiona é que a informação veio através da observação do telão (A FIFA proíbe uso dessa tecnologia para o árbitro tomar decisões). Ora, estamos esquecidos de que a própria FIFA permite os telões nos estádios, mas proíbe os replays ou qualquer repetição de lances polêmicos? Do telão, teoricamente, não veio a decisão. Creio que nenhum jornalista estivesse atrás do bandeira ou do quarto árbitro “soprando” a informação no seu ouvido. Então, aceite-se o trabalho em equipe como fator de sucesso.

Agora, se, de repente, na surdina, o árbitro assistente ou quarto árbitro, com uma informação externa confirmasse a sua dúvida, e “marotamente” informasse o árbitro, teria ele também salvo a partida! Claro, de maneira não recomendável. Mas, o bom – e justo – quarto árbitro não teria dúvidas em bater no peito e afirmar: “Eu estou convicto e informei ao árbitro o que vi, sem dúvidas”, descartando publicamente o uso de imagens externas, embora tenha feito uso delas. Tal postura sem vacilo evitaria qualquer complicador de que usou imagens de TV para decidir (sei que aqui terei muitas opiniões contrárias, mas…). Aos árbitros iniciantes, isso se chama “experiência” ou “boa malícia”. Deve-se cumprir a regra, e claro, respeitar o espírito do jogo.

Mas se o assunto maior é o uso ou não da tecnologia externa, lembro outra frase de outro amigo, Wilson Luís Seneme, que em uma jornada, informalmente, falávamos do uso de TV, e posteriormente o ouvi na Rádio Bandeirantes mantendo a mesma idéia e dando tal parecer: “se a tecnologia é para ajudar o árbitro a tomar a decisão correta, por que não usá-la?”

Há algum pecado nessa inteligente e respeitosa opinião?

Talvez a questão não seja o por quê, mas o como usá-la. As regras do futebol são universais. Então, se a regra fosse mudada, deveria ser no mundo todo, e isso tem custos. Mas, a mesma regra, apenas como ilustração, diz que o jogo poderá ter um quarto árbitro, desde que o regulamento da competição assim o designe. Nos campeonatos SUB 20 da segunda divisão de SP, por exemplo, não há quarto árbitro. Já final da Copa do Mundo de 2006, houve até o quinto árbitro, designado pelo regulamento!

A cada importância de competição, muda-se a estrutura da realização do jogo. De repente, para torneios “premium”, não deveria se utilizar alguma metodologia nova, permitida pelo regulamento específico do torneio?

Voltemos ao jogo do Palmeiras X Cruzeiro citado acima. No lance resultante em primeiro gol do Palmeiras, uma bola difícil que “bate na linha ou dentro do gol” (não julgo o lance por ética) na primeira paralisação do jogo, não se poderia utilizar o vídeo para ratificar ou retificar a decisão do árbitro, antes do reinício da partida?

Vale-se a discussão!

– FIFA usará Mais 2 Bandeiras Experimentais.

A Fifa anuncia: na “Nova Copa da UEFA”, testará dois árbitros assistentes atrás do gol, para minimizar erros de arbitragem.

 

Veja como funcionará, extraído de: http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2008/interna/0,,OI3803264-EI11621,00-Europa+testara+novos+bandeirinhas+atras+dos+gols.html

 

Europa testará “novos bandeirinhas” atrás dos gols

 

Allen Chahad, direto de Nassau

 

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou nesta quarta-feira, em Nassau, durante a realização do 59º congresso da entidade, que os gramados europeus servirão de teste para o uso de dois novos auxiliares de arbitragem durante as partias de futebol. Na Taça Guarabara 2008, primeiro turno do Estadual do Rio de Janeiro, a medida já foi testada.

Os dois “novos bandeirinhas” ficarão atrás das traves com a missão principal de observar se a bola ultrapassa ou não a linha do gol. O objetivo da Fifa é diminuir o número de lances polêmicos de gols não-assinalados pela arbitragem.

“Testamos sistemas diferentes, como o chip na bola, mas nenhum se mostrou adequado”, disse Blatter, que agradeceu o presidente da Uefa, o ex-jogador francês Michel Platini, por aceitar os novos testes com auxiliares extras no futebol europeu.

A Copa da Uefa, que mudará de nome para Liga Europa na próxima temporada, servirá de laboratório. É a segunda competição de clubes mais importante do Velho Continente, depois da Copa dos Campeões.

– O Árbitro Justificador

De outros esportes surgem idéias compatíveis ou não com o futebol; e vice-versa. Nesta última quinta-feira, o vôlei ganhou sua “bola inteligente”, com chip, para identificar se ela está dentro ou fora da quadra.

Mas uma polêmica a parte foi levada à discussão: o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, defendeu que os árbitros de vôlei deveriam ter um microfone para justificar suas marcações, a fim de que os torcedores e jogadores ouçam e entendam o que foi marcado, consequentemente mostrando sua atenção no jogo e entendimento das regras.

A óbvia pergunta é inevitável: e se fôsse no futebol?

Nesse espaço, a busca do debate inteligente e produtivo no futebol se faz presente. Mas confesso que muitas opiniões diversas e divergentes podem ter um rico valor. Portanto, convido ao amigo blogueiro a responder:

– Como árbitro ou como torcedor, o que você pensa disso?

Claro que a viabilidade de tal implantação seria utópica. O futebol possue regras que devem ser universais, e os custos seriam altíssimos. Mais: imaginou um Maracanã abarrotado tentando ouvir a voz do juiz logo após ele expulsar um jogador?

Particularmente, penso que toda e qualquer ação que obrigue a transparência no futebol é válida. Imagino um número menor de “perigos de gol” e “regra 18” sendo marcados. Mas é importante lembrar: a própria regra do jogo sugere algumas sinalizações (ou melhor, obriga) por parte dos árbitros. E comunicação não é apenas por sonoridade, mas por linguagem gestual.

Aguardo sua opinião!

– Orientações aos Árbitros do Brasileirão – séries A, B, C e D

Foi realizado no Rio de Janeiro, pela CBF, o Seminário de Abertura do Campeonato Brasileiro. Através da CA, Sérgio Corrêa da Silva passou orientações importantes aos árbitros que trabalharão nas quatro divisões. Não são novidades, mas pontos de atenção em concordância com as regras do jogo, que devem ser priorizados.

Abaixo, extraído do email distribuído pela própria CA:

Orientações passadas no Seminario de Abertura do Brasileiro 

Primeira
Pontualidade – Ingressar com 10 minutos antes do início programado
para a partida e dinamizar o máximo para que a partida inicie dentro
do horário determinado.
Segunda
Análise apurada dos denominados “carrinhos”, considerando a força
empregada, a velocidade, a posição do corpo do adversário e, acima de
tudo, o objetivo único que deve ser o de alcançar apenas a bola.
Atenção nestas jogadas.

Terceira
Atentar para a os infratores persistentes (um atleta de uma equipe usa
o sistema de parar o jogo com faltas táticas)e para o Rodízio de
faltas. O quarto árbitro tem participação fundamental e deve auxiliar
a arbitragem na marcação das faltas durantes a partida.

Quarta
Observar o denominado “agarra-agarra”, por meio de atitude preventiva
e firme, sem ameaça quanto à marcação dessa ou daquela falta.

Quinta
Observar na cobrança de pênalti: a “invasão da área”. No Seminário de
abertura enfatizamos que os árbitros estariam atentos. Considerando
que a “finta” é permitida, não deixem de observar os excessos
cometidos na invasão.

Sexta
Observação acerca da perda de tempo, que deve ser evitada com atitudes
firmes e dinâmicas, bem como sobre acréscimos “padronizados” (ex:
2min. no 1º e 3min. no 2º tempo).