– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

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Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

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Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– O Simbolismo da Contratação de Tardelli: Modismo, Necessidade ou Modernidade?

Leio e ouço pela mídia que o Clube Atlético Mineiro contratou o (agora ex) árbitro Wagner Tardelli para fazer parte da sua Comissão Técnica, chefiada pelo treinador Wanderlei Luxemburgo.

Um especialista em arbitragem para fazer parte de uma equipe de futebol. Seria novidade? Talvez. Mas, sinceramente, tal adoção de um profissional que entenda das Regras do Jogo não deveria ser uma necessidade? Há poucos meses, o Real Madrid tentou contratar um árbitro da Liga Espanhola, mas a ideia acabou não vingando.

Wagner Tardelli pendurou o apito neste ano. Está livre e desimpedido para novos desafios. Não há nenhum empecilho ético, já que assume tal condição. Nos primórdios do futebol, a situação era contrária: os ex-jogadores é que viravam árbitros (Já imaginou Marcelinho Carioca, Viola, Djalminha ou Raí apitando jogos? Seria curioso, mas neste tempo e realidade, improvável…). A única condição que poderia trazer discussões seria se ele fosse árbitro atuante e desse consultoria à equipe mineira. Claro, situação incompatível.

Mas por que os clubes de futebol não tem em suas comissões técnicas um profissional de arbitragem? Cultura, despreocupação com a regra ou comodismo?

Em todas as atividades profissionais, a pessoa deve estudar cada vez mais para melhorar seu rendimento e ter ascensão na carreira. O futebol talvez seja uma das poucas atividades em que os profissionais pouco sabem sobre as regras do seu ofício. Pergunte a um jogador quantas regras o futebol possui? Boa parte poderá acertar a resposta: 17 regras. Mas não pergunte quais são… Se você perguntar de bate-pronto qual a Regra 9, a chance de acerto é quase nula!

Por fazer parte do meu universo profissional, gosto de comparar temáticas da Administração de Empresas com as do Futebol. E o exemplo que vou citar é perfeito quanto ao significado da contratação de Tardelli:

Em meados da década de 10, no século passado, o turco radicado francês Henry Fayol, um dos pais da Administração Moderna (Abordagem Clássica da Adm), cuja formação era a Engenharia, questionou: Por que não ensinamos a Administração em universidades? (naquele tempo, não existiam cursos acadêmicos de tal ciência). E isso impulsionou a criação das primeiras faculdades de Adm. Entretanto, surgiram dúvidas: ADMINISTRAÇÃO É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Refaça essa mesma pergunta para o esporte bretão que tanto admiramos: FUTEBOL É CIÊNCIA, ARTE OU TÉCNICA?

Entenda os 3 termos para poder responder:

– CIÊNCIA é o conjunto de estudos necessários para a compreensão de um assunto ou fenômeno;

– ARTE é a vocação, o dom, a habilidade inerente ao ser;

– TÉCNICA é a prática adquirida pelo costume e o exercício da atividade.

Hoje, na Administração, os autores enfatizam um ou outro desses 3 fatores; mas para o perfeito exercício profissional, deve-se ter a harmonia e a existência deles.

No futebol, vemos claramente a ARTE (afinal, o jogador tem que ter algum dom, gostar de exercer o ofício e certa habilidade) e também a TÉCNICA (que é o treinamento, o aprimoramento e a prática do jogo de futebol). Mas e a CIÊNCIA, onde fica? Fica para os profissionais que assessoram os jogadores (nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores físicos). Mas o próprio atleta não se preocupa com a CIÊNCIA, o estudo do seu ofício, que é conhecer as regras do futebol.

Canso de debater com colegas de arbitragem e amigos de jogo, o quão diferente seria o futebol se jogadores e treinadores conhecessem detalhes da regra. Novas jogadas ensaiadas surgiriam, um número menor de cartões amarelos e vermelhos, talvez menos reclamações em campo e maior prazer no esporte. Quanto se economizaria em advogados nos tribunais, por cartões e suspensões que poderiam ser evitados? Quanto se prejudica a um clube uma atitude inconveniente causada por desconhecimento da regra?

Costumo ouvir falar se as opções táticas no futebol e se os esquemas de jogo estão esgotados. Dá para fazer algo novo no futebol ou não?. Talvez dê, dependendo do treinador e do seu nível de conhecimento de regra. Não estão exauridos novos sistemas, se repensarmos as possibilidades e permissões das regras do futebol.

O Atlético Mineiro inova, naquilo que é uma necessidade não percebida pelos clubes e se torna uma modernidade. Teremos novos anúncios de contratação de ex-árbitros em comissões técnicas? Abrir-se-á um novo campo de trabalho? A ideia vingará com bons resultados a médio e longo prazo?

A resposta não sei. Mas torço para que dê certo e desejo o sucesso ao pioneirismo da empreitada de Wagner Tardelli. Boa sorte à ele.

Finalizando, a pergunta inevitável que já surgiu: teria sido a contratação de Tardelli um artifício para a conquista da simpatia de árbitros por parte do clube? Ora, grande bobagem pensar nisso. O árbitro está preocupado em seu trabalho, não em fazer graça para amigo ou simpatizante. O profissionalismo deve estar acima de tudo, e sua carreira e desejo próprio de realização comprovam esse pensamento no meio da arbitragem.

– Fair Play exemplar de final de ano!

Olha que bacana: ontem, no Campeonato Francês, durante a partida Olympique de Marselhe X Auxerre, uma atleta foi expulso por desferir uma cotovelada contra o seu adversário. O jogador atingido se dirige ao árbitro, pede para não expulsá-lo pois o golpe foi involuntário. A atitude de grande espírito desportivo do jogador valeu a “desexpulsão” do jogador!

Extraído de: IG Esportes

JOGADOR FAZ ÁRBITRO VOLTAR ATRÁS SOBRE EXPULSÃO DE ADVERSÁRIO 

por Gian Oddi

Um raro exemplo de fair play ocorreu no jogo entre Olympique de Marselha e Auxerre, nesta quarta-feira, pela 19ª rodada do Campeonato Francês: um jogador do Auxerre fez o árbitro voltar atrás na decisão de expulsar um atleta do time adversário.

O lance aconteceu aos 34 minutos do segundo tempo, quando o árbitro Philippe Malige resolver mostrar cartão vermelho ao marfinense Bakary Kone, do Olympique, por uma suposta cotovelada desferida sobre o esloveno Valter Birsa.

Birsa, contudo, alertou o árbitro que a cotovelada desferida por Kone não havia sido intencional. Philippe Malige, então, voltou atrás em sua decisão e retirou o cartão vermelho aplicado para o jogador do time da casa.

Apesar disso, os visitantes levaram a melhor e venceram a partida por 2 x 0, com dois gols de Oliech. Com a vitória, o Auxerre chega aos 32 pontos e alcança justamente o Olympique de Marselha, que ocupa hoje a quarta colocação na tabela do Campeonato Francês.

O líder do torneio é o Bordeaux, que venceu o Tolouse por 2 x 1, de virada, fora de casa, e soma agora 43 pontos.

– Palavras Ditas sem Razão, no Calor da Emoção, poderão dar Punição

Nesse ano, pudemos observar alguns excessos quanto à conduta de alguns dirigentes de futebol. Da prática esportiva ao sentimento de ódio, perdeu-se totalmente a razão em nome da competitividade, desprezando-se o espírito desportivo. Já pudemos, outrora, falar da covardia em se comparar rendimento entre atletas e árbitros (clique aqui para a matéria). Entretanto, algumas ações para o Paulistão-2010 serão adotadas: declarações contra árbitros ou questionamentos sobre a moral, darão possibilidade para envio do declarante ao TJD-SP.

Extraído de: http://www.safesp.org/Noticias/novosbelluzzos.htm

ÁRBITROS SE ORGANIZAM CONTRA NOVOS BELUZZOS

Ofensas de cartolas contra arbitragem serão levadas a TJD e Ministério Público. FPF e sindicato da categoria, que temem por casos de agressões contra juízes, irão monitorar declarações de dirigentes no Paulista-2010.

Para evitar novos “casos Belluzzo” em 2010, a Federação Paulista de Futebol e o sindicato dos árbitros vão monitorar declarações de dirigentes, técnicos e jogadores de futebol.

Autores de discursos mais exaltados contra juízes e assistentes, antes ou após as partidas, serão denunciados ao TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) paulista e até mesmo ao Ministério Público Estadual.

O objetivo é evitar que episódios como o protagonizado pelo presidente do Palmeiras no Nacional. Luiz Gonzaga Belluzzo criticou e ameaçou publicamente o árbitro Carlos Eugênio Simon após a anulação de um gol palmeirense em jogo contra o Fluminense no Brasileiro.

“Declarações precisam ser dadas com cuidado, principalmente quando envolvem torcedores”, afirmou ontem o coronel Marcos Marinho, chefe da arbitragem paulista, durante evento em que foram anunciadas novas medidas para o setor no Campeonato Paulista.

Para o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, os árbitros paulistas precisam usar o Estatuto do Torcedor para coibir declarações ofensivas.

“O sindicato [dos árbitros] tem sido bastante atuante nisso. Toda vez que algum dirigente infringir o Estatuto do Torcedor, pressionando o árbitro antes da partida, haverá uma representação no STJD e no Ministério Público”, afirmou.

Declarações contra árbitros devem ser encaradas com mais firmeza, afirmou o presidente do Safesp (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo), Dárcio Pereira. Ele explica que não haverá radicalismo -nem toda crítica aos juízes será denunciada ao STJD ou Ministério Público. Mas diz que ofensas não podem ser vistas com naturalidade.

“Há certas declarações de técnicos e dirigentes contra árbitros que o sindicato deveria ter uma posição mais firme”, disse. “Sempre que houver algo polêmico, que possa atingir a moral, a dignidade e o respeito do árbitro, e o árbitro nos permitir, vamos contestar”, disse.

O sindicalista também cita casos de agressões. No jogo entre Coritiba e Fluminense, o trio de arbitragem foi agredido por torcedores. Uma semana antes, em Campinas, um torcedor chegou a trocar socos com um assistente na derrota do Corinthians para o Flamengo.

“Temos um departamento jurídico e prestamos assessoria gratuita aos árbitros sindicalizados. Neste campeonato [Brasileiro], tivemos até agressões contra árbitros. Isso é inadmissível”, declarou Pereira.

Belluzzo, suspenso por nove meses pelo STJD, não foi o único a disparar contra árbitros no Campeonato Brasileiro-09. O vice de futebol do Flamengo, Marcos Braz, chamou de “canalha” a arbitragem de Nielson Dias na vitória sobre o Santos -Dias marcou dois pênaltis a favor do Santos. O dirigente foi absolvido por falta de provas.

– Fair Play que levou a uma Punição

Há pouco mais de 3 anos, numa partida em que jogavam Ajax X SMVC, na Holanda, um fato inusitado marcou o futebol: um atleta vai devolver uma bola para o adversário, em atitude de fair play, e acaba marcando um gol sem querer. O Ajax, com tremendo espírito desportivo, permite que seu adversário marque um gol como pedido de desculpas pelo erro. A imagem correu o mundo, e se você não se lembra, pode clicar AQUI para recordá-la.

Pois bem: nesse final de semana, na partida que envolveu Reggina X Ascoli (equipe que o Casagrande jogou), um fato inusitado: um jogador da Reggina se contunde, a equipe pede para colocar a bola para fora, o adversário continua na jogada e sai o gol. Os jogadores batem-boca, e quem soluciona o problema é o treinador do Ascoli: ele manda seus atletas permitirem que a Reggina marque um gol, como pedido de desculpas pelo unfair-play.

Entretanto, seus torcedores detestaram o fato. A diretoria, mais ainda! Resultado: o treinador do Ascoli foi demitido pelo “excesso de espírito desportivo”, segundo a cartolagem italiana.

Veja o lance, clicando aqui: ASCOLI X REGGINA

Abaixo, extraído do Blog “Tempo Extra”

Em: http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/tempoextra/

AULA DE FAIR PLAY?

por Paulo Passos

Aconteceu na série B do campeonato Italiano, no último domingo. Um jogador do Reggina se machucou no primeiro tempo e tentou colocar a bola para fora. Ela não saiu e um atacante do Ascoli pegou a bola e foi em direção o gol, sob protesto dos adversários, parados. Ele tocou para um companheiro, que marcou o gol.

Indignados, os atletas do Reggina, entre eles o brasileiro Gleison Santos, foram para cima dos adversários. Em meio à indiferença dos rivais, resolveram reclamar com o técnico do Ascoli, o italiano Bepi Pillon, que não teve dúvida: mandou seus comandados deixarem o adversário empatar a partida.

O jogo terminou 3 a 1 para o Reginna e o técnico “fair play” teve que ouvir as reclamações do torcedores do Ascoli, que jogava em casa.

– Sobre Boleiros e Apitadores, Tolerância e Vocação

Cada vez mais vivemos situações de disparates no futebol brasileiro. Nesse ano, tivemos de tudo em todos os campeonatos: partidas arranjadas do Maranhão em esquemas de mala preta à máfia de apostadores na Europa, confusões e polêmicas com árbitros desde os regionais até a definição de Seleções nas Eliminatórias da Copa do Mundo – Zona Europeia.

Não há local, temporalidade ou sazonalidade para a discussão que envolva arbitragem de futebol. Tudo é, sem dúvida, paixão. Paixão em algo profissional, onde os próprios dirigentes se tornam apaixonados torcedores e urram difamando contra adversários e até mesmo partem para o incentivo a agressão.

Esse sentimentalismo misturado ao profissionalismo levam a certos conformismos no imaginário popular e na literatura do futebol. Nesse ano, por diversas vezes, ouvi o ótimo jornalista Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan, massificar que “dizer que o juiz roubou, no futebol, tem outra conotação“. Sim, é verdade, embora seja incômoda tal afirmação. Os “roubos” popularmente conhecidos, que nada mais são do que os erros de uma partida de futebol, sem intenção ou previa disposição de prejuízo a outrém, acontecem. Assim como um goleiro falha e acaba tomando os “frangos”, usando da mesma literatura futebolísitca popular. Idem para o centroavante que na cara do gol erra o chute e desperdiça o gol da vitória. E também para o treinador que escala mal ou realiza uma substituição equivocada.

De fato, o futebol é um esporte de erros e acertos, onde a sua condição de “esporte” tem sido substituída por “jogo”. É a relação distinta entre o jogar e o disputar, o “play” x “game”. E isso tem trazido a intolerância em muitos casos.

Voltemos aos erros dos árbitros e jogadores. Quem erra mais? Um  atacante erra mas o torcedor tem esperança que na próxima jogada ele acerte. O árbitro erra e o torcedor eterniza o erro como determinante para a derrota da sua equipe.

Já imaginaram quantas vezes um árbitro e um jogador erram ou acertam numa partida?

Talvez esse seja um desafio interessante: quantas decisões um árbitro toma numa partida de futebol? Foi falta ou não? Foi escanteio ou tiro de meta? É lateral? Para quem? Cartão Amarelo ou Vermelho? Quanto de acréscimos?

Leve em conta o número de decisões a serem tomadas em segundos, sem o auxílio de uma TV, suado, cansado, desconfortavelmente em muitos casos, que um árbitro toma, por exemplo, num lance de falta próximo à área penal:

1- Foi falta; ou o jogador caiu sozinho por força da jogada; ou simulou?

2- Se foi falta, haverá vantagem ou não?

3- Se não vantagem, o lance foi dentro da área ou fora? Se dentro é pênalty, se fora é tiro direto.

4- Se foi falta mesmo, foi por imprudência, ação temerária ou uso de força excessiva?

5- Simplesmente marco a falta, aplico uma advertência verbal, aplico o cartão amarelo ou o cartão vermelho?

6- Ôpa: permito a rápida cobrança ou é prudente mandar esperar o apito para uma eventual formação de barreira?

Cronometre o tempo que você leu essas possibilidades de tomadas de decisões e tente cronometrar numa partida de futebol o tempo real que o árbitro tem para pensar e decidir sobre tudo isso.

Vamos ao comparativo com os jogadores: a preparação física, mental / motivacional e a questão sobre remuneração.

Jogadores de grandes equipes têm à sua disposição: preparador físico, fisiologista, fisioterapeuta, médico, podólogo, nutricionista, psicólogo e palestras motivacionais. Treinam em horários e dias específicos. Hospedam-se em bons hotéis e sempre que possível (de SP a P.Prudente, por exemplo) viajam de avião. Recebem, se time grande, entre R$ 200.000,00 a R$ 300.000,00/ mês. Milhões de brasileiros torcem por eles.

Árbitros que apitam jogos de grandes equipes: preparam-se por conta própria; esforçam-se na contratação de personal trainer e plano de saúde bancado do próprio bolso. Treinam ou de dia, de noite ou no almoço; ou quando puderem! Viajam de carro ou ônibus normalmente na madrugada ou no mesmo dia dos jogos. Recebem, se FIFA, R$ 2.800,00. A família e amigos são sua torcida.

Leve em conta que o árbitro tem sua vida profissional no dia-a-dia paralela ao futebol; para o jogador, a vida profissional e o dia-a-dia são o futebol. Considere ainda a não frequência em escalas, pressões e torcida contrária que o árbitro sofre. Antes dele entrar em campo já é questionado, mesmo se ilustre desconhecido.

Confidencio uma experiência própria: meu pai, apaixonado por futebol, tempos atrás resolveu ir assistir a uma partida da série A2 em que eu estava escalado. Foi por conta própria, comprou seu ingresso na bilheteria, misturou-se na torcida e ali permaneceu, aguardando o início do jogo, como único e legítimo torcedor do árbitro. Imediatamente a entrada do quarteto de arbitragem em campo, um senhor idoso que sentava ao seu lado, acompanhado do netinho, gritava: juiz ladrão, safado, vai morrer… o garotinho, sem papas na língua, emendava: seu fdp, não vai roubar aqui, sem vergonha… e o vovô todo orgulhoso! Meu pai cutucou o velhote e perguntou: o senhor conhece o juiz? E ele: nunca vi na vida… Após o jogo, e depois de muitos xingamentos, novamente meu pai o abordou: o que senhor achou do juiz? E o vovô: apesar de todo juiz ser safado, até que esse foi bem. Com confiança, meu pai disse: ele é meu filho, e tenho certeza que não é ladrão. E a sabedoria do velho: Parabéns ao seu filho, suportar um velho chato como eu que até ensinei meu netinho a xingar o juiz, é para vocacionados.

É esse o termo: vocacionado! O árbitro que ganha 1% do salário de um atacante que divide na área com o zagueiro e que deve em segundos analisar inúmeras hipóteses e marcar ou não o pênalty que decide o campeonato, é, de fato, um abnegado! Apesar de todos os contras, sabe e gosta do que faz. Com a TV contrária a ele, com a torcida e os jogadores o tendo como inimigo (logo ele, que é responsável por defender as regras e o fair play), mesmo assim ama apitar futebol (e tal narrativa acontece à maioria dos árbitros)

Senhores dirigentes, um pouquinho mais de compaixão e tolerânica com os árbitros em 2010. Os papais e as mamães, filhos e filhas dos árbitros agradecerão!

– Violência e Preconceito no Futebol Feminino

Foram 5 oportunidades para expulsar o “becão”, mas nenhum vermelho…

Imagine como seria esse truculento zagueiro: um jogador que na mesma partida dá um soco no lombo do adversário; depois, em outro lance, puxa o cabelo do centroavante pelo rabo de cavalo e o derruba; ainda no primeiro tempo divide a bola e chuta o peito. No segundo tempo, carrinho nas pernas e dá tapa na cara!

Pois é, esse jogador não é zagueiro, mas zagueira: Lisa Lambert, que protagonizou uma das piores e mais violentas partidas do futebol. Entretanto, ela reclamou ser vítima de preconceito: “Eu definitivamente acho que porque sou mulher isso atraiu muito mais atenção do que se fosse um homem”, disse Lambert. “É mais comum que um homem seja bruto. A mulher ainda é vista como se apenas chutasse a bola de um lado para o outro para marcar um gol. Mas não é assim. Nós treinamos muito para chegar ao nível mais alto possível. O aspecto físico aumentou com os anos. Eu não quero dizer que isso é ruim. É um jogo. Esportes são práticas físicas”.

Veja os lances violentos dessa atleta, uma verdadeira seleção de botinadas. Clique em: LISA LAMBERT AND SOCCER

Obs; o juizão não a expulsou… geladeira nele!

– Novas Cobranças, Provas da Federação Paulista de Futebol e Aprendizado do Jogo do Corinthians

Amigos, não está fácil a vida de árbitro de futebol. Que pressão sobre os apitadores nesta reta final de campeonato! E temos que estar preparados, lógico. Somos cobrados, até por coisas indevidas, mas sabemos que é do ofício…

Fora de campo, também estamos em reta final para a chegada de mais provas, já visando o Paulistão-2010. No próximo sábado, teremos mais uma avaliação teórica; na segunda, dia 30, é a vez da escrita.

Para quem não sabe, somos avaliados ao logo do ano por:

– 2 testes físicos oficias da FIFA,
– 2 testes escritos,
– 1 Avaliação de gordura X massa (pesagem ou COFES)
– Média das notas de jogos apitados.

Fisicamente tudo bem, mas a minha carga de trabalho me obriga que daqui há pouco (às 04:30h) levante nesse domingão (talvez) chuvoso e vá treinar. É o custo do gosto pelo que se faz!

Mas vamos falar de coisas bacanas. Como sou impedido por questões éticas  de fazer comentários sobre lances das partidas profissionais de meus colegas, então compartilho uma explicação didática da jogada à luz das regras de jogo. E, claro, o assunto predominante foi sobre o jogo há pouco, no  Corinthians X Náutico, num lance que resultou em pênalti à equipe do “Timbu”. A polêmica foi a seguinte: Escudeiro segurou o atacante adversário. Se marca a falta onde ela começa ou onde ela termina? Nessa noite, alguns programas pós-jogo divergiam do lance.

Sem querer julgar acerto ou erro da marcação do árbitro, a regra de jogo diz o seguinte:

– Você tem que marcar a falta no local de origem da infração. Exemplo: se um atacante avança para dentro da área (corpo, cabeça e um pé dentro da área) e o outro pé ainda está fora, e o zagueiro o toca justamente neste pé, tem que marcar fora da área, ou seja, na origem (ou com um termo melhor: no local do ato).
 
– Se a falta é estendida, ou seja, o local é prolongado, você tem que marcar onde o ato infracional se consome de fato. Exemplo: se um atacante avança em direção a área, é puxado pela camisa estando fora da área, mas consegue entrar dentro da mesma ainda puxado, entretanto o agarrão o desequilibra ali dentro, é pênalti, pois tem que se marcar onde ocorreu o ato infracional. Isto foi orientado mais objetivamente em 2002, e passou a se chamar “falta continuada”. Assim, nestes lances se marca onde se consome a falta.
 
Portanto, você tem que marcar a falta na origem do lance; mas se for um ato prolongado (uma falta continuada), deve se marcar onde termina. Vide o lance do centroavante Luizão naquele polêmico Brasil X Turquia. Muitos, na oportunidade, disseram que o árbitro errou; mas só quem estava bem atualizado na regra sabia que ele acertou.

Outro lance: a cobrança de pênalti do atacante Aílton. Não julgarei se o árbitro errou ou acertou; mas a regra diz que é permitido ao batedor realizar fintas, desde que não sejam excessivas. Como estamos relembrando o milésimo gol de Pelé nesta semana, será fácil exemplificar: aquela paradinha na cobrança do pênalti é o limite aceito. Acima disso, vira “paradona”, o que não é válido.

Apenas para avaliar ponderadamente as situações polêmicas, se alguém perguntar sobre o erro ou acerto do árbitro na jogada que resultou na expulsão do atleta do Náutico, Bruno Mineiro, no segundo tempo, leve em conta a seguinte consideração para marcar uma falta: Você deve analisar a imprudência, temeridade, ou uso de força excessiva.

Jogar de maneira imprudente é quando o atleta não se dá conta das consequências da sua ação; desatento. Por exemplo, se você corre mais do que pode, o campo está molhado e você escorrega e atinge um atleta, é lance imprudente! Marca-se tiro livre direto e não se aplica cartão.

Jogar de maneira temerária é quando o atleta não leva em conta o risco de lesão ao adversário. Por exemplo, se você dá um carrinho (que sempre é um lance onde há temor de machucar). Marca-se tiro livre direto e se dá cartão amarelo.

Jogar de maneira com força excessiva é quando o atleta emprega uma ação completamente desproprocional na disputa de bola, tornando os lances violentos. Por exemplo, um carrinho certeiro por trás nas pernas de um adversário, que se encontra parado e não tem como “se defender” (entenda como “se defender” o ato de fugir da falta). Aqui, independe se o atleta atingiu ou não o adversário. Marca-se tiro livre direto e cartão vermelho.

Viu como não é fácil apitar?