– O que Esperar da Arbitragem em 2011?

 

As pré-temporadas já começaram em muitas Comissões de Árbitros do Brasil.

 

Se não tivermos uma visão holística, ou seja, contemporizar de Norte a Sul uma única linha de trabalho, funcionando a CBF como Matriz que delega às Federações (Filiais) as normas e linhas de conduta para a uniformização de critérios, inclusive com enviados da mesma aos seus filiados, nunca teremos um padrão de arbitragem.

 

O que “pega” nessa hora é a ingerência e a vaidade das relações. A renovação forçada pela idade precoce é boa em aspectos físicos, mas danosa na experiência da prática da arbitragem. Não temos nomes em profusão revelados, visto a pressão exercida pelos próprios clubes.

 

Dos dirigentes do apito às práticas de arbitragem, cronograma e planograma de trabalho, deve-se urgentemente promover uma reengenharia. No mundo corporativo, chamamos de “Gestão de Choque”. Agora, vale a questão: interessa tal atitude?…

 

Que 2011 seja menos sombrio e menos político do que 2010. Mas acho que não será.

– A Experiência da Tecnologia do Futebol aos Árbitros na Copa Inovação

 

Ontem, no Estádio Anacleto Campanella em São Caetano do Sul, o Brasil realizou a primeira experiência de uso da tecnologia visual no auxílio para decisões dos árbitros em partidas de futebol. A iniciativa teve o apoio dos Sindicatos dos Atletas Profissionais dos Estados de SP e RJ. Pesa-me observar que não vi em lugar algum a manifestação oficial da experiência por parte da Federação local, Confederação ou Comissões de Árbitros.

 

Deixando essas falhas políticas de lado, vamos ao que verdadeiramente interessa: os testes realizados e seus resultados.

 

Antes do americano Neil Armstrong descer do módulo Eagle e pisar na Lua, a NASA perdeu inúmeras espaçonaves e explodiu diversos foguetes; em outros pontos do mundo e do Universo, a Rússia colocava a cadela Laika em risco até se certificar que Yuri Gagárin estaria em segurança. E, assim, os objetivos louváveis foram alcançados através de testes, erros, tentativas frustradas e persistência. Não seria no futebol que a primeira experiência tecnológica seria marcada pelo sucesso absoluto.

 

Através da partida entre as seleções de Paulistas X Cariocas, no evento chamado de Copa Inovação, testou-se o uso do cartão azul, substituições ilimitadas e a permissão de que os treinadores pedissem revisão da tomada de decisão do árbitro em certas decisões e em número determinado.

 

Ótimo. Testar novidades é importante, até para saber se são úteis ou não. Particularmente, sou um defensor do uso da tecnologia no futebol (adotada paulatinamente e sem radicalismos), e abordei o que achava delas no artigo “A Tecnologia para o Árbitro de Futebol: Demagogia e a Realidade” (clique aqui para acessá-lo) e considerei as minhas dúvidas quanto a forma do uso em: “Fifa autorizará o uso da tecnologia no Futebol?” (clique aqui para acessá-lo).

 

O que pude observar ontem e o que já vi em outras oportunidades:

 

– Cartão Azul: não gosto; pude participar da experiência da FPF na administração Farah e sobre o comando do professor Gustavo Caetano Rogério, a respeito dessa nova punição intermediária. O problema se torna a subjetividade entre as 3 cores de cartões. A regra é muito boa quando se diferencia o Amarelo do Vermelho, e, ao introduzir o Azul, muitas vezes há uma acomodação em não se aplicar a Expulsão por Vermelho. Valeu como tentativa, mas não adotaria.

 

– Substituições Ilimitadas: ótima iniciativa. Talvez a melhor inovação de todas. Visto que cada vez mais o fator “condicionamento físico” é relevante no futebol, permitir um maior número de atletas participando da partida é válido. Até mesmo para os treinadores estrategistas, é legal poder contar com um jogador que outrora foi substituído para que volte mais descansado para a partida. O problema é: Como controlar as substituições e como dinamizá-las? Cá entre nós: se todos os jogadores substitutos participarem do jogo e alguns substituídos retornarem, nos atuais procedimentos de substituições, a cada final de jogo teremos de 10 a 12 minutos de acréscimos…

 

– Uso das imagens de vídeo para correção ou ratificação do árbitro: a mais polêmica de todas as inovações. Na experiência de ontem, muita confusão até mesmo pelo ineditismo das ações. O técnico tinha a permissão de “desafiar” a decisão do árbitro uma oportunidade em cada tempo. No primeiro desafio do jogo, solicitado pelo treinador dos Paulistas, Vágner Mancini, muita demora no recomeço do jogo e muita gente para se decidir. Não gostei do tumulto ocorrido na beira do gramado, em frente ao monitor. Mas, claro, é somente uma primeira experiência, vamos levar em conta isso. A câmera que o amigo Sálvio Spínola tinha no seu peito também leva a um questionamento: o ideal é lá onde ela estava ou mais próxima do campo de visão dele? (Nosso amigo virou o Robert Downey Jr do apito, o Homem de Ferro do futebol… rsrs) De repente, um inusitado capacete (daqueles de mineiros) poderia mostrar a mesma visão do árbitro, pela sua mobilidade, do que estar fixada no tronco. E por que ter a repetição da mesma visão, não era melhor a imagem diferente, de outro ângulo?

Claro, dúvidas e questionamentos necessários e que só testando vamos saber os resultados e melhorar as tentativas de acerto.

 

Talvez, a cada desafio, melhor seria o árbitro fosse em direção do monitor, assistisse o VT com o 4º. Árbitro e imediatamente reconsideraria ou não sua opinião. Sem treinador em cima dele ou capitães pressionando! A própria votação (na primeira ocorrência, 6 X 1 para a confirmação de um lance) não me agradou; não que seja democrático demais, mas sim burocrática demais.

 

Já imaginaram essas regras na partida recente do Campeonato Brasileiro entre Corinthians X Cruzeiro, tão polemizada? O que teria acontecido num momento assim? Imagino o Sandro Meira Ricci cercado por Tite e Cuca, tendo Fabrício e Willian fungando em seu cangote e com Andrés Sanches e Zezé Perrela querendo ir à frente do monitor também! O jogo não teria terminado ainda…

 

Claro, tudo isso é um laboratório que serve para discussão. Extremamente pertinente! Os pontos positivos e negativos só surgirão a partir desse começo, e repito como na introdução, acertando e errando que se iniciará o caminho do aperfeiçoamento. Agora, é lógico que testar em amistoso tem um viés muito grande do que se testar em partida oficial ou decisiva.

 

E você, o que pensa sobre todas essas experiências? Deixe seu comentário:

– O Motivo do Erro do Goleiro Júlio César!

 

Um erro pode ser decisivo num jogo e fazer com que os acertos possam ser apagados. Muitas críticas são feitas ao goleiro Júlio César pela não-vitória em Goiânia contra o rebaixado Goiás. As belíssimas defesas nos últimos jogos foram esquecidas por muitos…

 

Mas o erro me parece não ser o do “bico pra frente”, mas sim pelo desconhecimento de regra.

 

Vejo e revejo o lance e me parece que o lateral-esquerdo Roberto Carlos recua a bola para o goleiro Julio Cesar. Goleiro não pode pegar bola recuada pelos pés. Mas pode quando ela vem pela coxa.

 

Se realmente veio passada do lateral para o goleiro pela coxa, ele poderia pegá-la com as  mãos. A Regra 12, Faltas e Incorreções, diz que será concedido um tiro livre ao adversário quando o goleiro cometer a seguinte infração: tocar a bola com as mãos, depois de ela ter sido intencionalmente passada com o pé por um jogador de sua equipe ou depois de tê-la recebido diretamente de um arremesso lateral executado por um companheiro.

 

Assim, se a imagem mostrar que a bola foi recuada intencionalmente pela coxa, Julio Cesar poderia ter usado as mãos. Não o fez por opção (resolveu dar um bico para sair jogando) ou por desconhecimento da regra?

 

Aproveitando, não posso deixar de relatar uma hipocrisia: Roberto Carlos ironizou o esforço dos reservas do Goiás dizendo que “os jogadores devem ter recebido 100 mil para jogarem assim”. Clara alusão à mala branca. Mas o seu companheiro de clube, Ronaldo, não disse que isso é válido? Nesta semana, ele disse inclusive que pagaria até do próprio bolso ao Guarani… Discurso de mau (aliás, péssimo) perdedor.

 

Duas últimas perguntas:

 

– Cadê o Perrela agora falando sobre armação pró-Corinthians?

 

– Ricardo Teixeira entregará a taça ao seu desafeto Horcades, ou o novo presidente do tricolor carioca a receberá amanhã?

 

E você, acha que está em boas mãos o título de Campeão Brasileiro de 2010 nas mãos do Fluminense? Deixe seu comentário:

– Impunidade aos Dirigentes Escangalha a Moral do Brasileirão

 

São os jogadores que decidem o Campeonato Brasileiro; às vezes, com mais ou mesmo facilidade (erros de arbitragem, mudanças de tabela, salários atrasados, e outros tantos contratempos). A integridade do Brasileirão não pode ser colocada em dúvida; e, entenda-se “Integridade” como “Honestidade”.

 

Entretanto, me dá um incômodo muito grande quando vejo que por R$ 15 mil, neste mesmo campeonato, tem-se a permissão de chamar um árbitro de safado, ladrão e mal-intencionado. Por esse mesmo valor também você pode acusar a Comissão de Árbitros de armar esquema e do adversário manipular o campeonato por corrupção.

 

Pelo noticiário do contra-golpe da Força de Segurança no Rio de Janeiro sobre os traficantes de drogas, e até mesmo pelas emoções da penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, não repercutiu como devia a levíssima punição imposta pelo STJD ao dirigente cruzeirense Zezé Perrela: 1 mês de gancho (ou 2 jogos apenas) e uma multa de R$ 15.000,00.

Lembro que Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras em lua-de-mel com a CBF, após uma partida envolvendo Fluminense X Palmeiras, chamou o árbitro Carlos Eugênio Simon de “vigarista, crápula e safado (…); está na gaveta de alguém”. Pegou 870 dias de punição.

 

Perrela fez a mesma coisa, mas acrescentou além do árbitro Sandro Meira Ricci o nome de Sérgio Correia da Silva, presidente da CA-CBF e a instituição SC Corinthians Paulista. A pena não deveria ser maior?

 

Ambos estavam de viagem marcada para chefiar a delegação da Seleção Brasileira no Oriente Médio (Omã e Catar, respectivamente). Ambos mantinham boas relações com a CBF. Belluzo rompeu, Perrela não.

 

Às vésperas do julgamento, Belluzo disse que estava nervoso na hora, mas o argumento foi irrelevante para a sua defesa. Perrela, também às vésperas, repetiu as acusações! Ou seja, o palmeirense refugou e o cruzeirense reiterou.

 

Qual foi a diferença do “crime” de um e do crime de outro?

 

Será que como Perrela poupou a CBF, a pena foi outra?

 

Ou a pena de Belluzo foi severa, ou a de Perrela foi branda…

 

O que você achou da pena de Zezé Perrela? Deixe seu comentário:

 

Obs: Ainda não vi manifestação pública da CA-CBF sobre Zezé Perrela. Um ato de repúdio em defesa do árbitro não era necessário? Cadê as ações da ANAF?

– O Fim de uma Mentalidade Feliponesca

Árbitro de Futebol, em geral, detesta Luiz Felipe Scolari. Calma, separe o sentimento pessoal do profissionalismo da categoria, nada a ver com perseguição deliberada. Mas é Felipão, nos anos 90, quem foi um dos grandes incentivadores (junto com Vanderlei Luxemburgo) da estratégia de culpar os árbitros por suas poucas derrotas em campo, em meio suas campanhas vitoriosas.

 

Normalmente, após uma derrota, Felipão criticava (e critica) os árbitros responsabilizando-os. O Pós-Jogo destes técnicos se resumia à critica para a arbitragem. O Pré-Jogo, entretanto, era da imprensa, onde se iludia e criava um clima de teoria conspiratória dos jornalistas para com suas equipes.

 

Em suma, a estratégia era a mesma: a busca de um inimigo comum formado pelo congraçamento entre torcida, jogadores e comissão técnica, a fim de buscar motivação. E esse inimigo invariavelmente sempre foi a categoria dos árbitros ou as dos jornalistas.

 

Como treinador, Felipão sempre teve um esquema de jogo contestado. É mais um vitorioso pseudo-psicólogo do que técnico. Sim, pseudo, pois não creio que a honrada categoria dos psicólogos busque covardemente a eleição de inimigos entre profissionais que respeitosamente estão trabalhando.

 

O ano de 2010 pode ser marcado pelo mico de técnicos consagrados: Luxemburgo lutou para não cair; Felipão parece que perdeu a mão no ofício; Leão pagou mico no Goiás; Dunga elegeu a antipatia como sua bandeira; Jorginho demonizou a imprensa…

 

O que esses treinadores têm em comum? Talvez a brutalidade na relação com as pessoas que trabalham fora do seu cercadinho. Nisso, árbitros e jornalistas são sempre os eleitos para suas desforras.

 

Na noite desta quarta-feira, Felipão assumiu a responsabilidade pela vexatória eliminação da Sulamericana (torneio, aliás, em que os adversários do Palmeiras eram os candidatos ao rebaixamento no Brasileirão). Nada mais do que justo, pois não dava para culpar os outros. Me lembrou Ronaldo, que certa vez disse quando a coisa complicou: “eu tenho costas largas”…

 

E agora, José? Se o Palmeiras ganhar do Fluminense (para amenizar a crise), ajuda o Corinthians e a Torcida Organizada (que no Palmeiras tem peso) fica fula. Se perder o jogo do Campeonato Brasileiro, o vexame continua. O que o guia-mestre Felipão planejará?

 

E você, se fosse o Scolari, o que faria a partir de agora? Deixe seu comentário:

– O Problema é: Interpretar ou Cumprir?

 

A subjetividade das interpretações das Regras do Jogo faz com que o futebol seja um esporte polêmico, não há dúvidas. Mas muitas vezes nós nos deparamos com o não-cumprimento da Regra versus interpretação pessoal. E aí vamos cair na seguinte questão: a universalidade de critérios dos árbitros.

 

Vou dar 3 exemplos simples onde pode existir descumprimento da regra ao invés de má interpretação: Ontem, na partida entre Vitória/BA X Corinthians/SP, Carlos Eugênio Simon viveu as seguintes polêmicas situações:

 

1) Bola na área do Corinthians e Ralf a toca com a mão. Houve a intenção de dominá-la e ele marcou pênalti. Marcado o tiro penal, não houve aplicação da advertência com o cartão amarelo. Nem todo pênalti e nem toda a mão na bola resulta em amarelo, correto. Mas todo toque de mão que impeça seu adversário de ter a posse da bola é cartão amarelo, segundo o IFAB. Simon interpretou que não haveria domínio do Vitória ou simplesmente descumpriu a regra ao não punir o corinthiano?

 

2) Ataque do Vitória/BA, Junior recebe a bola e prossegue a jogada até que demoradamente é marcado o impedimento. Os corinthianos não abandonam o lance, pois não havia sido ainda confirmado o impedimento (muitas vezes, o “gol” sai por força dos adversários verem o assistente com a bandeira levantada e abandonam o prosseguimento do lance, possibilitando que o atacante conclua sem dificuldades; não é este o caso, pois todos permaneceram em disputa). Há 20 anos, a ação era de que “apareceu sozinho na área e o bandeira, de imediato, levantava seu instrumento”. Hoje, se existir dúvida de mesma linha ou não, o ataque deve prosseguir. O árbitro assistente interpretou que o impedimento era claríssimo ou descumpriu a regra ao não deixar a jogada ser confirmada como gol?

 

3) Júlio César, goleiro corinthiano, disputa uma bola com o seu adversário, excede e comete falta, sendo que dentro da área é pênalti. Lance idêntico da semana passada, entre o cruzeirense Gil e o corinthiano Ronaldo. Simon interpretou que o lance foi de disputa legal pelo domínio da bola ou descumpriu a regra ao entender que o atacante baiano “caiu de maduro”? (a propósito, Sandro Meira Ricci foi crucificado por lance similar; um deles – Simon ou Ricci – erraram; ou seria critério diferente?)

 

O grande problema nas decisões dos árbitros é esse: INTERPRETAR EQUIVOCADAMENTE (onde há muita subjetividade) ou NÃO CUMPRIR (onde há omissão).

 

E você, o que achou do jogo de ontem? Deixe seu comentário:

– A Palavra do *… sobre a Escala da Rodada!

Tenho um danado amigo que entende pra caramba de arbitragem e bastidores. O pior que sei o seu pseudônimo (acho que é pseudônimo) mas não sei quem é. Não importa, me parece isento.

 

Sobre as escalas da próxima rodada do Brasileirão, não teve como conter a fina ironia que lhe é peculiar. Por isso, reproduzo aqui um email enviado por ele, de certo, por mala direta:

 

DE: ****

Para: Und Recpt.

 

“Um torcedor vascaíno na platéia tirou as bolinhas que presentearam os árbitros para as escalas da CBF nesta rodada do Brasileirão.

 

Em uma ata de sorteio repleta de Jornalistas, me chama a atenção tal fato: só um torcedor no sorteio (nunca vão torcedores) e curiosamente do Vasco (que, cá entre nós, cumpre tabela e não reclama de erros de arbitragem).

 

Outra curiosidade: Simon era um dos nomes pedidos pelo Cruzeiro para o jogo contra o Corinthians. E, por ironia do destino, não é que o Simon foi sorteado para o jogo do Coringão? Vai lá para o Barradão, no quarto jogo do Corinthians neste campeonato (se ele não tivesse se ausentado tanto tempo do Campeonato Brasileiro pelos treinamentos no exterior pela FIFA para a Copa do Mundo, quantos jogos ele teria apitado do Corinthians? (os jogos: FLU 1 X 2 COR, SAN 2 X COR 3, SPO 0 X 2 COR – para quem é supersticioso, é “gato no saco” – mais 3 pontos!) Imagino a cara do Perrella quando viu que Simon foi sorteado com 1 semana de atraso (atraso para o Cruzeiro, claro).

 

Mais uma: Botafogo X Internacional e Prudente X Ceará serão os únicos jogos cujos quartos árbitros serão locais. Nos outros, os quarto-árbitros serão neutros e os quinto-árbitros da casa. Por que não se uniformizar? No jogo do Palmeiras, por exemplo, árbitro gaúcho e quarto-árbitro do DF !

 

Quer outra? Wilton Sampaio, o rei do resultado caseiro (nada de caso pensado, é a coincidência de jogos que fez isso, desde o ano passado) estará no jogo do Flamengo X Guarani. Hummmm……..(me perdoem o hummm, não resisti)!

 

Pra terminar: Vuaden no jogo do Cruzeiro. Ué, o Perrella não alardeou que houvera pedido Paulo César (mesmo sendo paulista), Simon e Marcelo de Lima Henrique no jogo do Corinthians? Como nossa Comissão é séria, pediu, tá fora! Vuaden era o único não pedido pelo Cruzeiro. Claro, afinal, é sorteio!”

– O Estilo Jabuticaba de Apitar

 

Gostei demais da coluna de Luiz Zanin, no Estadão de hoje (15/11/2010, pg E2), intitulada “O Estilo Jabuticaba de Apitar”, referente ao pênalti de Corinthians X Cruzeiro e a polêmica.

 

É bem próximo do que eu penso. Recomendo a leitura! Nos posts desses últimos dias, escrevi sobre como interpretar o lance e as nuances da regra. Vale procurar na internet ou ir à banca para ter em mãos a matéria do ótimo jornalista na sua coluna “Boleiros”.

 

Sobre o link do meu post, está em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2010/11/15/entendo-o-lance-de-ronaldo-e-gil/

– Entendo o lance de Ronaldo e Gil

 

Confesso que há tempos não vejo um lance tão polemizado por imprensa, árbitros, torcedores e dirigentes quanto ao de sábado, no jogo entre Corinthians X Cruzeiro. Fiz minhas considerações em: ANÁLISE DE COR x CRU.

 

Porém, vamos pensar à luz da regra do jogo sem o fator “calor da partida”?

 

Agora, você é o árbitro que acaba de visualizar o lance entre o zagueiro cruzeirense Gil e o atacante corinthiano Ronaldo e tem a fração de segundos para decidir o que marcar.

 

Avalie os seguintes fatores: CASUALIDADE, IMPRUDÊNCIA, AÇÃO TEMERÁRIA ou FORÇA EXCESSIVA:

 

1) CASUALIDADE: quando, por acaso sem ser descuido mas inevitavelmente o adversário derruba um jogador (por força da jogada, esbarrão, desequilíbrio, ou, enfim, literalmente casualidade) – independe de estar em disputa ou não de bola, em domínio do adversário ou não. Neste caso, NÃO É FALTA.

 

2) IMPRUDÊNCIA: quando, que por descuido mas sem intenção deliberada, o jogador derruba ou impede seu adversário de jogar a bola, em lance que poderia ser evitado. Não queria fazer a falta, mas, por exemplo, perdeu o tempo da bola e o atingiu. É FALTA, SEM APLICAÇÃO DE CARTÃO.

 

3) AÇÃO TEMERÁRIA: quando o adversário impede o adversário de jogar intencionalmente, como, por exemplo, indo de vontade própria contra o corpo do adversário. É FALTA COM CARTÃO AMARELO.

 

4) FORÇA EXCESSSIVA: quando um atleta excede na força física e torna o lance violento, podendo levar o atleta a lesão. FALTA COM CARTÃO VERMELHO.

 

Lembre-se que para marcar uma infração ou não, você tem que saber a regra 12 (infrações e indisciplinas), que diz textualmente:

 

“Será concedido um tiro livre direto para a equipe adversária se um jogador cometer uma das seguintes sete infrações, de maneira que o árbitro considere imprudente, temerária ou com o uso de força excessiva [dentro da área, será um tiro penal]:

a) Dar ou tentar dar um pontapé (chute) em um adversário.
b) Passar ou tentar passar uma rasteira em um adversário.
c) Saltar sobre um adversário.
d) Dar um tranco em um adversário.
e) Agredir ou tentar agredir um adversário.
f) Empurrar um adversário.
g) Dar uma entrada (carrinho) contra um adversário.

 

Não esqueça: todos estes itens devem ser avaliados como IMPRUDENTE, TEMERÁRIO OU FORÇA EXCESSIVA. Se eles aconteceram por CASUALIDADE, então não é falta.

 

E aí, internauta-árbitro? Na sua fração de segundos dentro do campo, o que você decidiu? Deixe seu comentário:

– Análise de Corinthians X Cruzeiro

 

O que podemos falar sobre o jogo Corinthians X Cruzeiro?

 

Sandro Meira Ricci teve trabalho com o comportamento dos atletas. Muito falatório, jogador simulando e falta de cooperação dos jogadoes. Mas nada que justifique críticas ao trabalho do árbitro até aos 85 minutos de jogo. Mas como a partida tem 90 minutos…

 

Aliás, começou muito bem o jogo! Thiago Ribeiro, logo aos 15 minutos, entra na área, adianta um pouco a bola, e na saída do goleiro Julio Cesar vai se jogando. Realmente há um toque entre o Julio Cesar e Thiago Ribeiro (detalhe: não disse DO Julio César NO Thiago Ribeiro – disse ENTRE), mas toque depois da simulação efetiva. Já em queda por ter se jogado, a perna do atacante bate na do goleiro. (há uma imagem lateral da TV que mostra isso com clareza). Acertou Ricci em aplicar o cartão amarelo por simulação.

 

Aos 16 minutos, Dentinho divide uma bola e cai. Adivinha se não ficou reclamando de falta? Não foi nada! Na sequência, num tranco legal, reclamou de novo. Mas aos 22 minutos, depois de uma firula, sofreu uma falta (ombro do adversário no peito; por baixo, não foi nada) e cai. Sandro não marca (dessa vez errou). Mas cabeça de árbitro: Dentinho caiu e reclamou duas vezes de “falta que não foi”, e nessa “falta que foi” ele põe a mão na canela reclamando de dor? Ora, a falta foi por cima… O árbitro errou por ter visto o excesso de caras e bocas que Dentinho faz. Encostou nele, grita como se tivesse quebrado a perna. Amadureça, Dentinho!

 

O mau comportamento dos atletas pode ser visto com o Bruno César: ele fez uma falta clara para cartão amarelo aos 20 minutos. Reclamou da falta, recebeu o cartão amarelo e ficou enchendo o saco do árbitro assim mesmo. Se pega um Godói ou um Dulcídio, iria ser expulso por ser chato.

 

No segundo tempo, Dentinho fez uma falta forte nos primeiros segundos e levou o amarelo. Acertou Sandro M Ricci. Mas já pensou se ele tivesse tomado amarelo no começo do jogo pelas simulações e reclamações? Jogador tem que ser mais esperto…

 

Aos 13 minutos da etapa final, Wellington Paulista sofreu uma falta clara na entrada da área. O árbitro (que sempre estava próximo do lance, mas não neste) bobeou e não marcou. Era falta e para amarelo. Errou e Cuca ficou louco! Vale lembrar que Cleber Abade, 4o. árbitro da partida (onde chegamos… Abade virou quarto-árbitro pra valer!) foi embora com a orelha quente, de tanto ouvir o Cuca reclamar.

 

Montillo fez jus ao nervosismo dos atletas. Perdeu uma bola fácil em disputa e ficou reclamando de pênalti. Aliás, reclamando, reclamando…

 

Aos 38 minutos, Thiago Ribeiro divide na área, cai e reclama de novo (mas com menos veemência, afinal, sabia que poderia ser expulso).

 

Aí vem a cáca: 40 minutos. O zagueiro cruzeirense Gil vem em direção a bola, pelo alto, para cabeceá-la. O atacante corinthiano Ronaldo vem também, de costas à ele. É claro que no encontrão o Ronaldo vai cair, pois estará com o corpo mais frouxo e ambos estão pulando (é uma lei da física, não dá para contestar). Não é pênalti, é dividida, mas Sandro interpreta como força excessiva e dá tiro penal. Ali saiu cartão amarelo para dois ou três cruzeirenses e um vermelho, pois formou-se um bololô! A Sportv não identificou-os, infelizmente. Mas uma coisa ficou nítida: Fabrício, no. 5, dá um empurrão por trás no Sandro, e depois uma nova peitada. Sandro se vira e dá amarelo. Era vermelho!

 

Pênalti cobrado aos 43m…. (3 minutos de confusão…)

 

No gol, o banco todo do Cruzeiro se levanta e aplaude ironicamente o árbitro. Não daria para expulsar o banco e a comissão técnica toda, e como o Cuca já tinha enchido bem a paciência, sobrou pra ele. Expulso “simbolicamente” por todos os outros.

 

Fabrício, na sequência, abandona o campo e uma substituição é modificada (sairia o Thiago Ribeiro, mas como o zagueiro abandonou o jogo…, alterou-se a substituição – curiosidade: abandonar o campo como ele fez é passível de cartão amarelo; como o atleta já saiu, mostra-se o cartão amarelo ao capitão como simbolismo).

 

Infelizmente, o árbitro ficou nitidamente nervoso depois do lance e acabou o jogo aos 50m (para ele, esses minutos foram uma eternidade…).

 

Um detalhe do jogo foi o número de lances de impedimentos de muita dificuldade para os bandeiras. Erraram a maioria, mas em pouquíssimos centímetros (erros aceitáveis); um ou outro impedimento fácil que foi marcado errado (erro condenável, mas que não comprometeu).

 

Sandro tirava 8,5 até aos 40m do segundo tempo. Uma pena.

 

ACRÉSCIMO POSTADO EM 15/11/2011

 

Com menos convicção de que o lance não foi pênalti, compartilho um post que escrevi nesta segunda-feira. Sinceramente, após muitas análises, cheguei até a mudar de opinião (devido a complexidade do lance). Mas… a não-marcação do pênalti não seria absurda e fico com essa impressão. Aceito o argumento de que o atleta foi imprudente. Digamos que minha convicção está entre 51% não-pênalti e 49% pênalti (no sábado era 60-40 e na madrugada 40-60). Percebam como essa jogada é complicada para o árbitro! Abaixo:

 

Confesso que há tempos não vejo um lance tão polemizado por imprensa, árbitros, torcedores e dirigentes quanto ao de sábado, no jogo entre Corinthians X Cruzeiro. Fiz minhas considerações em: ANÁLISE DE COR x CRU.

 

Porém, vamos pensar à luz da regra do jogo sem o fator “calor da partida”?

 

Agora, você é o árbitro que acaba de visualizar o lance entre o zagueiro cruzeirense Gil e o atacante corinthiano Ronaldo e tem a fração de segundos para decidir o que marcar.

 

Avalie os seguintes fatores: CAUSALIDADE, IMPRUDÊNCIA, AÇÃO TEMERÁRIA ou FORÇA EXCESSIVA:

 

1) CASUALIDADE: quando, por acaso sem ser descuido mas inevitavelmente o adversário derruba um jogador (por força da jogada, esbarrão, desequilíbrio, ou, enfim, literalmente casualidade) – independe de estar em disputa ou não de bola, em domínio do adversário ou não. Neste caso, NÃO É FALTA.

 

2) IMPRUDÊNCIA: quando, que por descuido mas sem intenção deliberada, o jogador derruba ou impede seu adversário de jogar a bola, em lance que poderia ser evitado. Não queria fazer a falta, mas, por exemplo, perdeu o tempo da bola e o atingiu. É FALTA, SEM APLICAÇÃO DE CARTÃO.

 

3) AÇÃO TEMERÁRIA: quando o adversário impede o adversário de jogar intencionalmente, como, por exemplo, indo de vontade própria contra o corpo do adversário. É FALTA COM CARTÃO AMARELO.

 

4) FORÇA EXCESSSIVA: quando um atleta excede na força física e torna o lance violento, podendo levar o atleta a lesão. FALTA COM CARTÃO VERMELHO.

 

Lembre-se que para marcar uma infração ou não, você tem que saber a regra 12 (infrações e indisciplinas), que diz textualmente:

 

“Será concedido um tiro livre direto para a equipe adversária se um jogador cometer uma das seguintes sete infrações, de maneira que o árbitro considere imprudente, temerária ou com o uso de força excessiva [dentro da área, será um tiro penal]:

a) Dar ou tentar dar um pontapé (chute) em um adversário.
b) Passar ou tentar passar uma rasteira em um adversário.
c) Saltar sobre um adversário.
d) Dar um tranco em um adversário.
e) Agredir ou tentar agredir um adversário.
f) Empurrar um adversário.
g) Dar uma entrada (carrinho) contra um adversário.

 

Não esqueça: todos estes itens devem ser avaliados como IMPRUDENTE, TEMERÁRIO OU FORÇA EXCESSIVA. Se eles aconteceram por CASUALIDADE, então não é falta.

– FIFA Autorizará ou Não o ‘Tira-Teima’ do Gol?

 

Está em estudos deste o final de outubro, e até o ano que vem sairá uma resposta oficial (dependendo da tecnologia que as empresas oferecerão), se os árbitros poderão ter o auxílio de sensores de linha para confirmar ou não possíveis gols em lances duvidosos.

 

É um primeiro passo para o aceite de ferramentas da computação nos jogos de futebol. Mas algumas coisas chamam a atenção: como definir TECNOLOGIA NO FUTEBOL.

 

Tecnologia quer dizer “Estudo das técnicas”. Portanto, existem várias técnicas (avançada ou de ponta; simples ou rudimentar).

 

Se você observar um árbitro assistente com a bandeira levantada marcando um impedimento, perceberá que é uma técnica manual; se você ouvir o sinal de bip da bandeira  no braço do árbitro marcando outro impedimento, perceberá que é uma técnica eletrônica. Ambas técnicas, timidamente, convivem com o futebol. A simplória tecnologia dos sprays demarcatórios da distância para se cobrar tiros livres e a comunicação por técnica eletrônica entre os árbitros via rádio durantes os jogos, também coexistem pacificamente. Se é utilizada na 1ª ou na 5ª divisão, o certo que a estas tecnologias a FIFA nem se manifestou (exceto a uma: a comunicação com ponto eletrônico entre técnicos e jogadores, que, confesso, eu autorizaria – parto do princípio que, se os treinadores podem se comunicar para fora do estádio com celulares, por que não dentro do estádio, com seus comandados?)

 

A FIFA não sabe ainda como será a tecnologia a ser oferecida, mas pede uma condição: a de que as empresas que desenvolverem o equipamento projetem algo que comunique a informação ao árbitro em 1 segundo! Motivo: claro que é para o jogo não parar, para não se correr o risco de árbitro e jogadores ficarem na frente da TV, para a não-perda de autoridade da equipe da arbitragem como um todo, etc…

 

Sou a favor de certas evoluções no futebol. Tardiamente chegará avanços mais profundos na tecnologia em campo. “Como elas serão” é o grande dilema. Não gosto de mudanças radicais, apesar de ser a favor de inovação. E claro, deve-se ter o cuidado de se definir quando e onde a tecnologia será usada. Gosto da idéia de que, por exemplo, o capitão da equipe possa pedir a reconsideração de um árbitro sobre uma decisão polêmica após a conferência por imagem do lance duvidoso (uma possibilidade em cada tempo). Mas aí cairemos na universalização da regra: todos os campeonatos devem ter a mesma regra e mesmas possibilidades…

 

Ué, aí contradigo a própria FIFA: Nos jogos do Campeonato Brasileiro da série A (nosso principal torneio), temos TODOS os quartetos de arbitragem equipados com bandeira eletrônica e rádios-comunicadores? Não. E como fica a regra?…

 

E você, o que pensa disso: o que você acha da tecnologia no futebol? Deixe seu comentário:

– A Importância ou não de um Quarto Árbitro

 

Amigos, após a participação ousada e inusitada do quarto-árbitro Francisco Neto na partida entre Internacional X Santos (já publicado no blog quanto a sua oportuna ou inoportuna ação em: O MICO DO 4º. ÁRBITRO), surgiu uma polêmica muito grande: o que faz de verdade um quarto-árbitro? Até onde ele é importante? O árbitro precisa mesmo dele?

 

Vamos em 2 tópicos: na teoria e na prática

 

a) NA TEORIA

 

As Regras de Jogo regulam o trabalho do Quarto Árbitro. Embora ele não esteja entre as 17 regras (Regra 5 – o árbitro, Regra 6 – os árbitros assistentes), ele ganhou há anos um capítulo especial: O Quarto Árbitro. Há quase 2 anos, esse capítulo passou a se chamar: O Quarto Árbitro e o Árbitro Assistente Reserva. Há 4 meses, esse mesmo capítulo sofreu alterações e ganhou importância maior. Vamos lá:

 

– O quarto árbitro é o substituto imediato de qualquer um dos outros membros da equipe de arbitragem; exceto se existir um árbitro assistente reserva (o popular 5º. Árbitro); se este existir, torna-se substituo exclusivo do árbitro.

 

– Ele é o ajudante de todos os trabalhos administrativos do árbitro (confecção de súmula, relatórios, comunicações de penalidades, etc)

 

– Será responsável pelos procedimentos de substituições de atletas; é ele quem confere equipamentos e a permissão dos reservas para entrarem em campo, após sinalizar para o árbitro.

 

– O quarto-árbitro é responsável pelo controle da dinâmica de reposição de bolas (trocando em miúdos: se as bolas são repostas a contento, sem cera dos gandulas e se estão localizadas em pontos estratégicos).

 

– O MAIS IMPORTANTE: antes, o texto dizia que era função do quarto-árbitro indicar ao árbitro se adverte errado um jogador, se há confusão na distribuição dos cartões, se ocorre algum lance fora do campo visual do árbitro e dos árbitros assistentes, se há conduta indevida dos atletas substitutos e comissão técnica. Tal texto questionava a existência de limites ou não para o quarto árbitro. Entretanto, a partir de 01 de junho de 2010, após a reunião de 06 de março do mesmo ano, o texto passou a ser: ‘o quarto-árbitro ajudará o árbitro a dirigir o jogo conforme as Regras do Jogo. Entretanto, o árbitro mantém sua autoridade para decidir sobre qualquer fato relacionado ao jogo’. Essa modificação esclareceu que o quarto-árbitro pode informar o árbitro sobre toda e qualquer ocorrência, sem limites para isso; claro, com a decisão final cabendo ao árbitro (acatar ou não a informação).

 

b) NA PRÁTICA

 

Na prática, o quarto-árbitro é aquele que antes do jogo providencia a súmula e, muitas vezes, já entra em litígio com os treinadores (lembram-se de Corinthians X São Paulo, onde Mano Menezes e Muricy Ramalho liberaram a escalação oficial somente dentro do gramado, sem cumprir os 45 minutos de antecedência exigidos pelo regulamento? Tivemos o absurdo de ter 13 jogadores do Corinthians perfilados para cantar o Hino Nacional, a fim de confundir o adversário). É o mesmo quarto-árbitro que tenta organizar o banco de reservas, fazendo com que os treinadores e atletas se comportem adequadamente; é o fiscal dos gandulas, que usualmente são orientados a trabalhar com desempenho diferente, mediante o resultado da partida. É também o quarto-árbitro uma espécie de “dedo-duro”, fofoqueiro, alcagüete do jogo; pois, afinal, é ele quem denuncia as ofensas e xingamentos que extrapolam a boa educação fora das quatro linhas. Vide os treinadores e reservas expulsos – na sua maioria, a expulsão se dá após o árbitro receber o chamado do quarto-árbitro. Por fim, é ele quem deve ficar atento a lances fora do campo visual do árbitro (uma agressão não vista pelo árbitro; a opinião de um lance duvidoso e que ele tenha convicção, etc). Pode ele estar presente em todos os lugares da periferia do campo, embora sua base seja a equidistância dos bancos (não pode ser estático, senão, ao invés de “árbitro”, “vira mesário”). Também não deve irresponsavelmente abandonar a sua posição a qualquer situação, pois, afinal, a sua maior área de atuação é próxima às comissões técnicas.

 

 

Abaixo, elenco alguns lances interessantes envolvendo decisões relevantes dos quarto-árbitros:

 

Copa das Confederações 2009 – Brasil 4 X 3 Egito: quando o jogo estava 3×3, Lucio chutou para o gol e uma mão na bola do zagueiro egípcio tira a bola em cima da linha do gol. Howard Webb, árbitro inglês, não vê a mão e dá escanteio, mas o quarto-árbitro informa pelo rádio que foi mão intencional. “Desmarcou” o escanteio e marcou o pênalti. (nesse jogo, houve polêmica pois acreditava-se que o quarto-árbitro avisou o árbitro após ver a repetição no telão; FIFA alegou que o telão não tinha replay).

 

Copa do Mundo 2006: Final Itália X França – fora do lance de bola, Matterazzi e Zidane discutem. O atento quarto árbitro vê a forte discussão, e quando ia chamar a atenção deles, Zidane cabeceia a barriga do italiano. Ato contínuo, o quarto-árbitro espanhol Medina Cantalejo avisa Horácio Elizondo que sem titubear expulsa o francês.

 

Corinthians X Barueri: Série B 2008- zagueiro Duílio fez falta na meia lua em Herreira, que caiu dentro da área. Pênalti marcado pelo árbitro Domingos de Jesus Viana Filho. Imediatamente o quarto árbitro avisou ao árbitro que tinha certeza que a falta houvera sido fora da área (detalhe: quarto-árbitro paulista). Árbitro crê no quarto-árbitro, volta atrás e marca tiro livre direto (fora da área).

 

Benfica X Vitória de Guimarães: Campeonato Português 2010/11 (há 1 mês, processo em julgamento): O jogador Romeu do Vitória Guimarães agrediu seu adversário fora do lance de jogo. Na primeira paralisação, o quarto árbitro João Ferreira avisa o árbitro Duarte Gomes do ocorrido. Agressor expulso, e protesto da equipe de Guimarães (o clube pede anulação da partida por erro de direito, alegando que o quarto árbitro, antes de informar ao árbitro, tirou suas dúvidas num monitor da TV que transmitia o jogo).

 

Santa Rita X União de Palmares: Campeonato Alagoano da Segunda Divisão: o árbitro Francisco Carlos do Nascimento (Aspirante à FIFA atualmente e que apitará Corinthians X Avaí nesta quarta-feira), encerra a partida após o quarto árbitro denunciar que a equipe mandante, em vantagem no placar e com 7 atletas em campo, estava orientando o goleiro a simular uma contusão (pelo tempo de jogo, se o goleiro contundido não pudesse continuar na partida e com as 3 substituições já realizadas, a equipe sairia de campo vitoriosa). O goleiro cai e o árbitro não espera o tempo de recuperação (que é de direito nesse caso). Ele encerra a partida imediatamente por atitude inconveniente e antidesportiva (o árbitro considerou a relevante informação do quarto árbitro; assim, ao invés do mandante levar os pontos, o adversário, por causa do quarto árbitro, conseguiu a vitória).

 

Coritiba X Santos: Campeonato Brasileiro 2008: o árbitro recém promovido à FIFA na época, Marcelo de Lima Henrique, se dirige ao treinador do Coritiba, Dorival Júnior, que insistia em reclamar veemente de todas as marcações do árbitro. Após uma advertência verbal de Marcelo de L Henrique, o quarto-árbitro (que era paranaense) diz ao árbitro que Dorival havia extrapolado, que o correto era expulsá-lo. O árbitro aceita a sugestão do quarto-árbitro e o expulsa. Curiosidade: no STJD, a testemunha de defesa do técnico Coxa Branca Dorival Júnior era o então treinador do Santos, Cuca (seu adversário naquela partida).

 

Vasco X Flamengo: (Campeonato Brasileiro 2010, dias atrás) PC Gusmão, descontente com a arbitragem de Gutemberg de Paula, faz gestos incitando a torcida do Vasco a pegar no pé do árbitro. O quarto-árbitro flagra, informa o árbitro que expulsa PC Gusmão. O treinador vascaíno insiste que seria impossível o árbitro ver tais incitações, já que deveria estar prestando atenção no jogo.

 

Botafogo X Boa Vista: Campeonato Carioca 2009 – lateral botafoguense Alessandro chuta para o gol, a bola fura a rede e entra no gol. Árbitro e bandeira dão gol. Mas aí vem o quarto-árbitro e alega ter certeza que foi por fora. Após muito tempo paralisado e o árbitro duvidando da informação do quarto-árbitro, o árbitro resolve voltar atrás e confiar na acertada informação. Foi, inclusive, jogo de TV da Globo, que rendeu elogios do Arnaldo César Coelho à atenção do quarto árbitro.

 

Finalizo repetindo a questão: Até onde o quarto-árbitro é importante? O árbitro precisa mesmo dele? Deixe seu comentário:

(você pode acompanhar este e outros textos no Blog do Rafael Porcari no portal da Rede Bom Dia, em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3947&blog=6&nome_colunista=963)

– A Insensível Manifestação de Benjamin Back em relação ao término da carreira de Gaciba

 

Gaciba encerrou a carreira como árbitro de futebol. Será comentarista da RBS.

 

Ótimo árbitro, acabou se vitimando pelo exagerado, rigorosíssimo e desnecessário FIFA TEST, onde o fator psicológico fala mais alto do que o fôlego. Seria irônico duvidar da sua condição física.

 

Se eu que parei nesse ano senti (e ainda sinto) saudades dos 14 anos como coadjuvante, imagino o Gaciba como protagonista de grandes jogos nacionais e internacionais!

 

Repudio a infeliz declaração do Benjamim Back, no Jornal Lance de hoje, página 2:

 

“BOIA IDEIA

 

Leonardo Gaciba resolveu abandonar prematuramente a carreira de árbitro para ser comentarista de arbitragem. Excelente ideia! Que outros ainda em atividade, hoje no Brasil, façam o mesmo…”

 

Respeito a opinião do jornalista, mas acho infeliz e preconceituosa a declaração. Poderia ficar quieto e respeitar esse momento que é de dor indiscritível a um árbitro. Faltou sensibilidade.

 

Boa sorte, Gaciba!

 

E você, o que achou de tal declaração? 

– O Mico do Quarto Árbitro de Internacional/RS X Santos/SP

 

Estou escrevendo acompanhando a partida entre Internacional X Santos. Provavelmente encerrarei esse texto ainda com a bola rolando. Mas o lance do jogo até agora (15 minutos do segundo tempo nesse exato momento) não foi o gol não assinalado pela arbitragem em favor do santos, mas A BOBAGEM FEITA PELO QUARTO ÁRBITRO.

 

Vejam só: o Santos chuta para o gol e o Internacional tira a bola da meta em posição duvidosa: fora do gol, dentro do gol ou em cima da linha (que é gol)? Se o lance é rasteiro, mais fácil; lance por cima, mais difícil.

 

Nas câmeras da TV, é impossível se dizer algo. Somente uma câmera na posição da linha de meta poderia nos dar uma resposta certeira. Com tecnologia e sensores, nenhuma polêmica. Imaginaram a bola passar pelos postes e um sensor disparar um alarme indicando que entrou no gol? Seria fantástico, eficaz e justo. Mas a FIFA não quer de verdade, sabemos disso.

 

ENTRETANTO, após o congelamento da imagem e o computador fazendo a projeção, percebe-se que o lance não era tão difícil assim. A bola entrou significativamente dentro do gol. O problema foi o posicionamento do bandeira, pois ele estava muito atrasado em relação à linha da bola. Se tivéssemos um dos novos árbitros de meta, ele poderia indicar o gol.

 

Mas o que me chamou a atenção é a entrevista coletiva do Quarto Árbitro Francisco Neto, no intervalo do jogo, falando que ajudou na não-marcação do gol. A FIFA, CBF, FPF e outras tantas entidades têm horror à imprensa, e proíbem veementemente os árbitros de darem entrevistas, principalmente em referência a lances do jogo após a partida. Durante a partida, então, o pecado é pior!

 

O problema não foi o quarto árbitro falar, mas o que falou. Disse que teve certeza que a bola não entrou e pôde colaborar com a equipe de arbitragem. Colaborar como, cara-pálida? Foi gol. Aliás, o mais curioso é a posição em que ele se encontrava. O que um quarto árbitro faz atrás do poste de escanteio? Se ele fosse um quinto árbitro, entenderia-se de que estivesse por lá por força de uma situação extraordinária. Mas o quarto-árbitro? Normalmente ele fica no meio de campo, tomando conta dos bancos e assistindo ao árbitro a todo instante. Se sai daquele posicionamento, é para resolver algum problema.

 

Ele disse (e a todo instante louvava) que a Federação Gaúcha e o presidente da Comissão de Árbitros sugeriam esse procedimento durante as partidas. E quem faz a função do quarto árbitro no banco então? Tudo muito estranho…

 

Alguém que seja árbitro acredita que ele fica 90 minutos correndo pela lateral em campo? É incoerente o que ele disse, pois, em muitos momentos, teríamos 2 árbitros correndo juntos (o bandeira e o quarto árbitro).

 

O pior é ver o quarto árbitro todo pimpão na TV dizendo que acertou. Não era sua função; não estava na sua posição; não era o momento e não mostrou competência.

 

Como diria meu sobrinho, ‘pagou mico’.

 

E você, o que acha disso: o quarto-árbitro desse jogo quis aparecer ou foi realmente infeliz naquele momento? Deixe seu comentário:

 

Ops: acabei de escrever o texto com 24 minutos do segundo tempo, justamente quando Neymar é “agarrado”. Respeito mas discordo do Marsiglia: ao sentir o braço do adversário, Neymar desiste da jogada. Ele teria condições de disputar aquela bola, e se não conseguisse, sofreria (de fato) o pênalti. As mãos e braços do adversário colorado não o fariam desabar tão facilmente como caiu. Lance normal e simulação do atacante santista.

– Ministério Público quer Mudanças no Sorteio de Árbitros. Como fazê-lo?

 

Quando árbitro, fui uma das poucas vozes a favor dos sorteios de árbitros (e olha que já cheguei a ficar 2 meses sem apitar por ‘perder’ seguidamente nos sorteios). Embora a manifestação de tal opinião era (e é) tolhida veladamente pelas Federações e Comissões de Árbitros. Os dirigentes detestam tal medida, colocando diversos empecilhos e justificativas. Todas elas são verdadeiras; se, claro, acreditarmos que o quadro de árbitros é fraco.

 

Evidentemente que o quadro não é fraco e nem enxuto. Sobram árbitros! O que falta é boa vontade. Dá para fazer sorteio sem burla sim!

 

Vamos a um exemplo: Corinthians X Fluminense vão jogar: não pode se colocar árbitro paulista nem carioca. E se colocar um mineiro ou um gaúcho e estes forem mal, dirão que os árbitros estão prejudicando deliberadamente as equipes em prol dos clubes do estado da sua federação de origem. A ética manda evitar tais escalas por prudência; a mesma ética diz que você não pode levantar suspeitas da idoneidade dessas pessoas.

 

Mas só há árbitros destes 4 estados das federações?

 

Crie-se um quadro de árbitros da primeira divisão (por exemplo, 40 árbitros). Descarte do “globo da sorte” os árbitros que apitaram o jogo das 2 equipes na rodada passada; tire os lesionados e aqueles que são do mesmo estado. Se sobrarem 25 para sorteio, ótimo!

 

Mas e se o sorteado for um novato ou alguém que possa não dar conta do jogo?

 

Então não é digno de apitar a primeira divisão e pertencer ao quadro. Ninguém quer colocar 350 árbitros no globinho e escolher um aleatoriamente, pois poderia colocar um jovem árbitro num jogo difícil. A capacitação dos árbitros da divisão é o elemento fundamental.

 

Atualmente, você escolhe 2 árbitros para 2 jogos: campeão de um sorteio apita o jogo 1 e perdedor apita jogo 2. Em alguns outros sorteios, escolhia-se previamente 10 nomes e sorteava 10 jogos. E outras burlas para referendar a lei.

 

O promotor José Antonio Baeta interveio na questão do sorteio dos árbitros e pede sorteio sem ser dirigido (árbitros-jogos), e que as federações e confederações adaptem os processos de sorteio sem direção em até 90 dias. Mais ou menos, coincidirá com a Rodada 03 do Paulistão.

 

Como a Federação Paulista escolheu 60 árbitros para a categoria 1 (que já têm os trabalhos de pré-temporada definidos e ela já os começou treinar), esperasse que a categoria 1 seja de fato 1. Afinal, os árbitros Ouro de 2010 eram, vez ou outra, “folhado a Ouro”, “Ouro de pouco quilate…”

 

Se o trabalho for bom, que coloquem os 60 no globinho e quem cair poderá apitar tranquilamente Palmeiras X Corinthians. Afinal, crê-se que exista competência. Ou, de repente, há árbitros que são elevados de categoria por favores políticos?

 

O sorteio dirigido permite alguns desvios: de repente, árbitros caseiros com certa constância em determinados jogos… ou rigorosos demais na mesma proporção. Ou, ainda, o aceite de vetos. Como aceitar o veto se a bolinha pode cair aleatoriamente?

 

Parabéns ao promotor. Certamente, muitos árbitros que anonimamente são a favor dos sorteios também estão felizes. A lisura no esporte agradece.

 

E você, o que pensa sobre o sorteio dos árbitros de futebol? Deixe seu comentário:

– Discussão de Arbitragem é Essencial, segundo Blatter!

 

No jornal Lance de hoje, em entrevista exclusiva (perdoem-me por perder a página e citação do jornalista, não consegui memorizar o autor da matéria), Joseph Blatter, presidente da FIFA, disse que: Se não existir discussão de arbitragem, não é futebol, em meio a uma pergunta sobre a tecnologia do futebol.

 

Se aqueles que torcem por mudanças tecnológicas nos próximos dias se sentiram esperançosos dias atrás com o anúncio de testes com tecnologia para determinar lances duvidosos de gols, é melhor aguardar. O CEO da FIFA não está entusiasmado com mudanças.

– Atlético/MG X Palmeiras/SP (Sulamericana)

 

E a vacilada do bandeira Bandeira (o trocadilho foi inevitável… me refiro a Erich Bandeira, árbitro assistente FIFA), no jogo do Atlético Mineiro X Palmeiras pela Sulamericana?

 

Para quem não viu: Lincoln recebeu a bola em impedimento, prosseguiu na jogada, bandeira não deu nada, palmeirense entra na área e… pênalti. Vai cobrar e… PÁRA TUDO! O bandeira avisa ao árbitro que a origem da jogada foi fruto de um lance em que o atleta estava em impedimento ativo.

 

Ué, por que a marcação com “efeito retardado?”

 

A regra permite tudo isso. O árbitro “desmarca” o pênalti e reinicia com o tiro livre indireto por força do impedimento a favor do Atlético (e reinício em local ERRADO, pois o lance se originou entre o meio campo e a linha da grande área e foi cobrado dentro da área).

 

Vale lembrar que Erich Bandeira houvera sido afastado do Brasileirão por 20 dias após a partida Corinthians-SP X Botafogo-RJ

 

Gosto muito dos comentários do Rubão, que useira e costumeiramente escreve no blog do jornalista Fernando Sampaio (link à esquerda nos sites recomendados). Ele é uma espécie de ghost writer de algum árbitro ou instrutor de futebol. Um ilustre anônimo, fake ou sei lá o quê do mundo virtual. Mas, não importando sua origem, foi bem em sua análise. Compartilho abaixo:

 

Extraído de: http://blogs.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/corinthians-arranca-bom-empate-contra-o-fraco-flamengo/

 

“Lincoln estava impedido quando recebeu a bola, não há duvida. Neste lance o jogo devia ser paralisado pelo arbitro após o arbitro assistente Erich Bandeira indicar a posição de fora de jogo. Mas ele ( o bandeira ) não assinalou. Impossível para o arbitro saber se estava ou não e chamar a responsabilidade para ele. Na seqüência, lincoln sofre o pênalti . Tudo bem, bola na cal e… O bandeira resolve chamar o arbitro para informar o impedimento . O arbitro aceita a informação do assistente e não permite a cobrança do tiro penal, recomeçando o jogo com o tiro livre indireto .
A regra respalda este procedimento, desde que o jogo não tenha sido reiniciado após uma paralisação .
Onde esta o erro? No vacilo do bandeira. Evidente que ele ficou em duvida no lance e deixou seguir . Só depois ele resolveu chamar o arbitro. E logicamente só fez isso pois teve a duvida sanada por um fato ou fator. Crise de consciência ou aviso da informação do erro, qual o fator?
Esquisito. Pega muito mal algo assim. O Palmeiras não foi prejudicado por esse lance , mas pode apenas reclamar do procedimento de marcação ( afinal, estava impedido).
No pênalti para o Atlético, aí sim pode reclamar. O palmeirense (seria o Marcio Araújo ) nem encostou no Obina.

Desculpe os erros de acentuação, teclado desconfigurado totalmente rsrsrs’

– Novos Critérios da Escolha dos Árbitros da FPF para o Paulistão 2011

 

A Federação Paulista de Futebol praticamente sepultou o famigerado ranking da arbitragem. Nunca acreditei no mesmo (assim como a boa parte dos árbitros de futebol experientes da FPF). A classificação era feita às escuras, não-transparente e atendo interesses sabe-lá-Deus de onde e de quem. Que raio de ranking era aquele em que os árbitros eram elevados de categoria antes da realização das provas?

 

Sobre o “diálogo flácido para acalentar bovinos” que era o ranking (ou melhor, “conversa mole pra boi dormir”), escreveremos sem saudades em outra oportunidade. O que vale é o seguinte: 2011 já começa mal! Afinal, agora teremos 60 árbitros e 70 bandeiras para a série A1, contra 30 apitadores do ano passado.

 

Se divididos igualitariamente e acreditando em sorteio, todos apitarão perto de 7 partidas no Paulistão. É claro que teremos aqueles que teimosamente a bolinha não cairá; e outros que o universo sempre conspirará para a sua escala.

 

Vejo muitos amigos que há anos labutam e que enfim foram chamados para o quadro principal. Tardiamente, justiça foi feita. Mas há outros que, se fizermos uma apuração rigorosa, chegam à A1 sem passar pela experiência de outras divisões. É o efeito-foguete: da 3ª para a 1ª divisão em meses!

 

O que incomoda é a pré-temporada que foi planejada: 2 dias de novembro e 2 dias de dezembro não preparam ninguém adequadamente. Saudades das pré-temporadas com o prof Gustavo Caetano Rogério, onde depois de 10 dias treinado duro, o árbitro saía da sala de concentração para o jogo.

 

Pensei que nunca diria isso: mas até o Farah está fazendo falta na Federação Paulista…

 

Boa sorte aos amigos e muito trabalho. Àqueles agraciados sem justiça, idem! E, não se esqueçam, se precisarem, confiem nas instituições. Afinal, 260 votos X 0 votos na Eleição do Safesp mostra a satisfação da categoria.

– Eleições SAFESP 2010

 

A polêmica eleição para presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo se dará amanhã. O que se pode falar já foi falado, e resumo em 3 artigos bem esclarecedores todo o conturbado processo e as questões éticas que o envolvem.

 

Pela Ordem, os textos (clique sobre eles para a citação completa e textos do original):

 

Eleições do Safesp vem chegando. Mas é Democracia ter Candidato Único? – por Rafael Porcari

 

Vergonha na Arbitragem Paulista – por Fernando Sampaio

 

A “Independência” dos Árbitros – por Wanderley Nogueira

 

 

ELEIÇÕES DO SAFESP VEM CHEGANDO. MAS É DEMOCRACIA TER CANDIDATO ÚNICO?

Na próxima segunda-feira, os árbitros de futebol terão uma prova de Democracia (talvez ás avessas). Haverá a eleição no Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). E poderão prazerosamente escolher o único candidato ao cargo, Arthur Alves Júnior.

Nada contra o Sr Arthur, mas… só ele concorre? Não há na comunidade dos árbitros nenhuma outra opção para representá-los? Os árbitros FIFAs do estado de São Paulo aceitam esse nome em unanimidade? As centenas de outros árbitros do quadro profissional e amador não manifestam nenhum nome alternativo?

Não gosto da criação de currais eleitoreiros e nomes únicos para escolhas ditas democráticas. Arthur assumirá a presidência do Sindicato, é atualmente diretor da Cooperativa, membro da Comissão de Árbitros da FPF e secretário da ANAF. Tal acúmulo de funções não é prejudicial para o bom trabalho das mesmas? Não há outros nomes? Ainda: não são cargos incompatíveis?

O Sindicato é um órgão de negociação com a FPF, e na maioria das vezes, há delicados embates. Porém, o Arthur negociaria consigo mesmo? A Cooperativa, por exemplo, é uma entidade que representa os árbitros. Os árbitros o escolheram e o colocaram lá por iniciativa própria ou fomentados pela própria direção atual?

Custa a crer que os árbitros manifestem o desejo que uma única pessoa os representem em todas as searas e sejam ainda subordinados a ela mesma. Mas… vivemos uma democracia. Ou não?

Assim como Serra virou verde e Dilma tornou-se carola, por que não o Arthur torna-se o mais querido? Boa sorte a ele e aos árbitros que apareceram dando depoimentos no site www.oarthurzinhotachegando.com.br. Façam bom proveito das decisões escolhidas. E festejem a vitória garantida!

Sugestão: cervejada para a comemoração é uma boa pedida.

Não para mim.

Mas bastante gente gosta…

A bom entender, meia palavra basta.

 

 

VERGONHA NA ARBITRAGEM PAULISTA – por Fernando Sampaio

Vou publicar aqui texto do Wanderley Nogueira sobre as eleições na Safesp:
“Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial”. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.”

Adiciono ao texto do Wanderley algumas informações:

A FPF realiza eventualmente um teste físico chamado COFFES, normalmente na pista de atletismo do estádio de Caieiras ou no Centro Olímpico de São Caetano do Sul. Normalmente, o Coffes é uma corrida de 2.700m em 12 minutos, tiros curtos de 30, 60, 90 metros. Além disso, há a medição de gordura e dobras cutâneas.

Aproveitando que a eleição é dia 18, segunda-feira, a FPF CONVOCOU os árbitros para realizaram o COFFES na sede da FPF. Detalhe: a sede do sindicato faz fundo com a da FPF. Ela está trazendo todos os árbitros, de todos os pontos do estado, para poderem assim votar no Artur. Mas a gozação é o seguinte: o COFFES será realizado no salão nobre da FPF. Dá para acreditar? Como é que vai correr dentro da sede da FPF?

Incrível, só falta ir buscar o árbitro em casa para votar.

Até o fotógrafo da FPF está pedindo voto ao candidato do Marco Polo Del Nero. Leia o e-mail:

Boa tarde caros amigos Árbitros de Futebol.

Gostaria de dizer a todos que tiveram seu trabalho registrado pela lente da minha câmera que recebo do Arthur muito apoio e incentivo nesse trabalho fotográfico que tenho feito e dedicado a Arbitragem. Por isso gostaria que todos o apoiassem nas eleições a presidência da SAFESP no próximo dia 18/10/2010.

Um grande abraço a todos e sucesso.

Eduardo – ECM PRODUÇÕES

Só faltou dizer: “Quem não votar, não tem foto”. rsrsrsrs

Diferente do Brasileirão de pontos corridos, 380 jogos em 9 meses de competição, a fórmula do Campeonato Paulista tem uma enorme influência da arbitragem. O formato é dirigido para ter os quatro grandes nas finais. Para tristeza da FPF, isso só aconteceu uma vez. Em 2007, quase deu Bragantino x São Caetano. Foi um corre-corre para evitar o fracasso de mídia e público. Para que isso não aconteça, tabela e escala de arbitragem são dirigidas. Os grandes são sempre favorecidos. É turno único. O Tapetão Paulista é ainda pior que o STJD. Faz vista grossa para os tumultos e bombas nos estádios, gramados, cartões, suspensões e demais casos.

É uma pena. São Paulo está decadente. Os bons árbitros paulistas foram formados numa geração anterior. Há anos a FPF não revela novos bons árbitros. Há exceções é claro. Além disso, vale lembrar que os dois últimos escândalos surgiram na sede da FPF: Edilson e os tais convites da Madonna, estória mal contada pelo Marco Polo para influir no Brasileirão. Foi suspenso. Apesar do escândalo, Marco Polo continua presidente da FPF.

É uma vergonha. A Federação Paulista virou um lixo.

 

A “INDEPENDÊNCIA DOS ÁRBITROS” – por Wanderely Nogueira

Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial” .

Ai do árbitro que não votar no isento candidato. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.

– Eleições do Safesp vem chegando. Mas é democracia ter Candidato Único?

 

Na próxima segunda-feira, os árbitros de futebol terão uma prova de Democracia (talvez ás avessas). Haverá a eleição no Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). E poderão prazerosamente escolher o único candidato ao cargo, Arthur Alves Júnior.

 

Nada contra o Sr Arthur, mas… só ele concorre? Não há na comunidade dos árbitros nenhuma outra opção para representá-los? Os árbitros FIFAs do estado de São Paulo aceitam esse nome em unanimidade? As centenas de outros árbitros do quadro profissional e amador não manifestam nenhum nome alternativo?

 

Não gosto da criação de currais eleitoreiros e nomes únicos para escolhas ditas democráticas. Arthur assumirá a presidência do Sindicato, é atualmente diretor da Cooperativa, membro da Comissão de Árbitros da FPF e secretário da ANAF. Tal acúmulo de funções não é prejudicial para o bom trabalho das mesmas? Não há outros nomes? Ainda: não são cargos incompatíveis?

 

O Sindicato é um órgão de negociação com a FPF, e na maioria das vezes, há delicados embates. Porém, o Arthur negociaria consigo mesmo? A Cooperativa, por exemplo, é uma entidade que representa os árbitros. Os árbitros o escolheram e o colocaram lá por iniciativa própria ou fomentados pela própria direção atual?

 

Custa a crer que os árbitros manifestem o desejo que uma única pessoa os representem em todas as searas e sejam ainda subordinados a ela mesma. Mas… vivemos uma democracia. Ou não?

 

Assim como Serra virou verde e Dilma tornou-se carola, por que não o Arthur torna-se o mais querido? Boa sorte a ele e aos árbitros que apareceram dando depoimentos no site www.oarthurzinhotachegando.com.br. Façam bom proveito das decisões escolhidas. E festejem a vitória garantida!

 

Sugestão: cervejada para a comemoração é uma boa pedida.

 

Não para mim.

 

Mas bastante gente gosta…

 

A bom entender, meia palavra basta.

– Sobre árbitros Tiriricas e árbitros Esporádicos

 

O futebol é um micro-universo social; qualquer sociólogo confirmará isso. E, imitando a política, não é que aparecem os “árbitros Tiriricas” também?

 

Tiririca foi eleito o deputado federal mais votado no estado de São Paulo. Sua candidatura foi bancada pelo PR, que investiu, segundo a Revista Época (já citado em post anterior), quase R$ 3,5 milhões em sua campanha, apadrinhada pelo ex-deputado Waldemar da Costa Neto (segundo a mesma publicação), que se beneficiou com os votos dele no coeficiente eleitoral.

 

O palhaço-deputado é acusado de ser analfabeto funcional. Incapaz de fazer algo mais do que assinar o nome, bancado por outrém e dito incompetente. Assim também ocorre com vários árbitros. Sabem o básico sobre as regras, incapazes de apitarem jogos de grande responsabilidade e bancados por alguém. Esse “alguém” não seria necessariamente uma pessoa, mas um fato, por exemplo.

 

Esse fato pode ser observado: verifique se Sergipe, Alagoas, Pará, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e alguns outros estados, possuem clubes de futebol na série A ou B? Não. Dessa forma, torna-se interessante dar acesso a esses estados através de outros fatores. A elevação de um árbitro desses estados às divisões maiores do futebol é um caminho. Traz dividendos políticos, agrada as federações…

 

O problema é a escolha dos árbitros e a planificação de sua carreira. Não se pode pegar um árbitro cujo estado não é de forte tradição futebolística e lançá-lo na 1ª. divisão, pois as conseqüências podem ser gravíssimas. Recentemente, vimos um árbitro de SE fazendo notória lambança no Palestra Itália. Que experiência ele tinha que o credenciou a apitar uma importante partida da série A? Qual seu histórico nos últimos anos?

 

Temos contrapontos. Podemos usar um exemplo de ótima planificação da carreira de um árbitro. O DF, respeitosamente, tem tanta tradição no futebol quanto o mesmo SE. Sandro Meira Ricci, brasiliense que vem se destacando há pelo menos 2 anos em grandes jogos da série A, não caiu de paraquedas. Mas o que difere um do outro? Simples: a planificação da carreira! Sandro apitou jogos importantes em seu estado, depois ficou um bom tempo na série C, se especializou na série B, chegou a jogos entre clubes pequenos na série A, até alcançar o patamar de aspirante à FIFA apitando grandes clássicos nacionais.

 

Portanto, o problema não é a origem do árbitro, mas a sua preparação. O árbitro faz sua carreira se solidificar passo-a-passo, ganhando experiências ao longo do tempo, subindo degrau-a-degrau.

 

Árbitro de estado sem tradição, cá entre nós, é até bom para a CBF. A origem neutra ajuda a formular as escalas. Se jogarem Cariocas X Paulistas na última rodada, com o resultado sendo interessante para Mineiros e Gaúchos, escale um árbitro de MS ou ES. Sidrack Marinho e Dacildo Mourão ganharam notoriedade por estes motivos…

 

Grande parte dos problemas da arbitragem brasileira se dá pelo fato de se acelerar o processo de renovação sem critérios técnicos e preparação adequada. Quem correr mais, terá mais chance! Coloquemos então o Robson Caetano para apitar, Maria Zeferina para bandeirar e Usain Bolt como instrutor FIFA.

 

É claro que a preparação física é importante. Mas a FIFA (e a CBF e FPF) tem demonstrado exagero na cobrança deste item. O árbitro estoura fisicamente, se contude, entra em campo machucado (dificilmente o árbitro pede licença de escalas – a vaidade o obriga a querer apitar tudo), e, todos nós sabemos, terá pouca vida útil; afinal, o esporte de alto rendimento não é saudável! Pergunte a um médico especialista da área. Quer um exemplo disso? Leonardo Gaciba. Ele ‘voa’ em campo, é respeitado e ótimo árbitro. Mas no dificílimo teste FIFA, ele reprova e fica fora das escalas. O que fazer?

 

Obs: citei o árbitro Tiririca. Mas e os “jogadores Tiriricas”? E alguns “jornalistas Tiriricas”? Torcedores Tiriricas, então… nem precisa falar.

 

Pergunte ao centroavante artilheiro do seu time qual é a regra que gosta de melhor cumprir? Dificilmente ele dirá que é a regra 10 (o Gol), mas sabe fazê-lo com maestria. Jogador não estuda a regra e poderia evitar muitos cartões e se beneficiar dela. São analfabetos funcionais também! Nessas últimas rodadas, vimos o goleiro Zé Carlos do Avaí dando mostra disso: com a bola em sua mão, jogo valendo, provocando Kleber Gladiador.

 

E você, o que pensa disso? Há muitos analfabetos funcionais na seara do futebol, ou é exagero? Deixe seu comentário:

– A Burrice e a Fragilidade durante uma Partida de Futebol

 

Um lance didático e curioso, de fraqueza da arbitragem e de burrice do jogador.

 

Momento 1 – Na partida Palmeiras X Avaí, realizada ontem pelo Brasileirão, o palmeirense Rivaldo entra na área, escorrega na grama molhada e pisa sobre a bola. Cai pelo deslize, nem tranco sofre. O árbitro, num ponto cego de seu posicionamento, marca erroneamente pênalti. O bandeira 1, na sua frente, em lance aberto e fácil, se omite e não informa ao árbitro o grave erro que cometera. FRAGILIDADE…

 

Momento 2 – Antes da cobrança de pênalti, Valdívia estava com a bola nas mãos. O goleiro avaiano Zé Carlos, na típica situação de catimba, dá um tapa na bola que vai pra longe. Começa uma discussão, e acertadamente cartão amarelo para o arqueiro. Mas aplicado de maneira fria, sem vibração. Cara feia e bronca ajudariam e muito o árbitro nessa hora. FRAGILIDADE… (num lance como esse, uma bronca de árbitro de nome como Vuaden, Simon ou Seneme, resolveria todo o problema. Jogadores os respeitam e se comportariam melhor).

 

Momento 3 – Pênalti cobrado, goleiro espalma, Kleber tenta pegar o rebote, sofre um tranco normal do zagueiro do Avaí, cai na área e… o goleiro Zé Carlos, querendo pressionar o palmeirense, fala poucas e boas sobre uma tentativa de “encenar pênalti”. E dá um tapa no rosto do atleta, justamente onde ele se queixava de dor na queda. A bola estando em jogo, após defender um pênalti mal marcado, com seu time perdendo, e fazer isso? BURRICE…

 

Hipótese 1 – O Cartão Vermelho foi bem aplicado e a marcação de um novo pênalti correta, à luz da regra do jogo, se o árbitro entendeu ter sido agressão.

 

Hipótese 2 – Se o árbitro entendeu ter sido atitude inconveniente e/ou conduta antidesportiva (ofensa e/ou ameaça ao adversário, sem agressão), teria que ser aplicado um tiro livre indireto a favor do Palmeiras e consequentemente o segundo cartão amarelo ao goleiro (que resultaria no vermelho). A popular “falta em 2 toques dentro da área” deveria ser cobrada no ponto mais próximo da confusão, sobre a linha paralela à linha da área de meta (a distância mínima de 5,5m da linha de fundo, conforme a regra 08).

 

Hipótese 3 – Se o árbitro tivesse entendido que o lance é normal de jogo, mandava o lance prosseguir, e na primeira oportunidade que a bola estivesse fora de jogo, advertia verbalmente os dois (a famosa ‘comida de rabo’ em atletas indisciplinados).

 

E você, o que achou do lance? O árbitro acertou ou não ao dar um segundo pênalti ao Palmeiras? Deixe seu comentário:

– Richarlysson: um incompreendido?

Já atuei em jogos com o atleta sãopaulino Richarlysson em algumas oportunidades. Ele é o típico “chato de vestiário”: não dá atenção ao quarto-árbitro, esnoba para assinar a súmula, e outros detalhes que não vem ao caso (é assim desde o tempo de Santo André).

 

Mas embora contestado por suas atuações e expulsões por boa parte da sua torcida, o cara tem sido vítima… Ontem, foi expulso à toa. Quer dizer, mais ou menos à toa… Li em algum lugar e tento reproduzir uma correta observação (veja a cronologia, só neste ano):

 

– Dois pênaltis no Paulistão em jogadas dele (em lances duvidosos).

 

– Na Libertadores, contra um time peruano, apanhou que deu dó e o árbitro o expulsou! (foi no jogo em que teve chilique, precisando ser retirado pelos companheiros).

 

– No Brasileirão, contra o Goiás no 1º. turno, a bola bateu em sua mão involuntariamente e o árbitro deu pênalti.

 

– Quarta, contra o Grêmio, quase quebraram a sua perna e o adversário não recebeu nem amarelo!

 

– Ontem, sofreu uma falta e ficou quieto; na sequência foi agredido e acabou sendo expulso! Claro que levou o vermelho merecidamente por xingar o árbitro. Mas… depois desse histórico todo, há de se entender que o xingamento – que não deveria ter feito – era compreensível a um jogador que vem passando por erros onde é a vítima.

 

Na saída do campo, desabafou contra tudo e contra todos. E aí vem a questão: ele sugeriu que o São Paulo vem sendo perseguido!

 

E você, o que acha disso? O São Paulo vem sendo perseguido nesse Brasileirão? Deixe seu comentário:

 

Sobre a expulsão: acho que foi justa, ironicamente, num momento injusto!

– Como Fraudar uma Partida de Futebol

 

 

Amigos, há tempos que desejava escrever tal post sobre esse assunto. Faltava-me um pouco de competência intelectual e coragem. Mas, enfim, aqui vai uma abordagem delicada sobre o tema: fraude em partidas de futebol.

 

COMO SE LESA UMA PARTIDA DE FUTEBOL?

 

Quando um clube perde uma partida de futebol em lances polêmicos, muitas vezes se ouve a expressão: “perdeu roubado”, ou “o juiz roubou”. No esporte, a palavra “roubo” tem uma outra conotação, não criminal, mas no sentido de revolta por determinada atuação ruim.

 

Assim, muitos torcedores mais exaltados entendem o “roubo” como algo corriqueiro, e teorias conspiratórias são levantadas a cada rodada, dependendo de quem é o time “escolhido” para ser campeão.

 

Mas, existe “roubo”, no sentido pleno da palavra, no futebol?

 

É difícil provar. Militei 14 anos no futebol profissional como árbitro. Vi e vivi muita coisa. Esquema organizado não há. O que ocorre são: a interferência política e os interesses em se agradar certos nichos, através da utilização dos árbitros, como instrumento de manipulação.

 

E como funciona?

 

Ninguém pedirá para alguém ‘fazer o resultado’ para time x ou time y. Se algo for solicitado a algum árbitro, o desejo de denunciar o pedido, de ir à imprensa e escancarar tal golpe é maior do que a vontade em se realizar tal solicitação corrupta. Mais: como dirigente de futebol conversa com seus pares, o nome do apitador sempre causaria arrepios em cada escala, já que se você se vende para um clube, por que não para outro? Em tempos passados isso até seria possível; mas com o advento da informática e inúmeras câmeras de TV, todo mundo vê possíveis desvios de conduta, algo não tão perceptível antes pela menor influência e visibilidade através das comunicações.

 

Mas há algo que importuna: o uso das características dos árbitros dentro dos seus perfis. É aí que mora o perigo.

 

Tento classificar 4 tipos de árbitros:

 

1) Caseiros

2) Mediadores

3) Narcisistas

4) Cumpridores

 

Vamos falar de cada um deles, e aí fica claro como se usa determinado nome para determinado tipo de jogo.

 

1) CASEIRO

 

Seu time precisa ganhar o jogo e joga em casa contra time pequeno? Garanta um árbitro caseiro. Está cheio de cartões amarelos e não pode perder atletas para a próxima partida? Ele garante!

O CASEIRO é aquele medroso, onde na dúvida sempre decidirá pelo time grande ou quem joga em casa. Ele quer evitar gritos da torcida contra si, se previne contra chutes na porta do vestiário e se preocupa com o sorteio da próxima rodada. Para que se preocupar com reclamações do time grande, que tem mais peso num suposto pedido de veto? Time grande ganhar de pequeno é natural, então… Não há porque correr riscos. O árbitro caseiro é o “banana”, que tende a favorecer o grande.

 

2) MEDIADORES

 

É o que não se compromete com ninguém. Ou se compromete com os 2. Clássico de peso, times em situação delicada? Escale o mediador: em lances duvidosos, utilizará o mesmo critério sempre (mas o critério que agrada o clube: se tiver que expulsar ou não atletas, não expulsará ninguém; precisará dar falta no meio de campo em vários lances; se preocupa muito com a reação dos bancos e treinadores…) Tal árbitro não será questionado pelos cartolas, pois administra o jogo. É o árbitro que dá o nefasto “perigo de gol” em todo o jogo e faz vista grossa em diversos lances.

 

3) NARCISISTAS

 

Já viu aquele árbitro que quando o jogador tenta abordá-lo ele já tem chilique? No melhor estilo “otoridade”, quer ser rotulado como o ‘bonzão’, que não aceita outra pincha a não ser a de ‘porra-louca’. Adora um holofote! Clube mandante sofre com ele, pois, para mostrar que não aceita pressão, faz de tudo para que este perca (até mesmo inconscientemente), na idéia errônea de que quanto mais vitória o visitante tiver, melhor o seu histórico de jogos apitados. No fundo, morre de medo de ser taxado como fraco e acaba prejudicando o espetáculo. Pode abusar da autoridade e às vezes se esconde através de cartões. Todo time grande quer um árbitro desse tipo quando se joga fora de casa contra pequenos; ninguém o quer em seus domínios.

 

4) CUMPRIDORES

 

São herméticos quanto à pressão. Não se preocupam com a camisa, se é grande ou pequeno, se está agradando ou desagradando. Normalmente é respeitado pelos jogadores e dirigentes. Todo time pequeno o quer quando se joga como visitante. Os grandes o querem apenas quando é clássico. São poucos, mas valorosos. Pela fama adquirida, se sustentam e são pedidos até mesmo por imprensa e torcida. Costumam ser preservados para grandes jogos, para se evitar risco de erros significativos involuntários. Também são tirados de exposição excessiva, pois, afinal, quando mais se apita, mais se tem chance de errar. São os árbitros necessários para o futebol.

 

Se você quiser analisar o quadro de árbitros e classificá-los conforme esses 4 tipos, o trabalho será fácil. Mas veja: a maior preocupação em si não é a conduta pessoal do árbitro, mas, por motivos óbvios, a escala dos árbitros. Não dá para tirar leite de pedra; então, logicamente, se você escalar um árbitro caseiro, não pode cobrar dele grande coisa. Cobre de quem é bom, do CUMPRIDOR. Destes, até os erros são perdoáveis.

 

Por fim, é claro que falamos de seres humanos. É obvio que devem existir laranjas podres por aí; mas estes se revelam facilmente pela fragilidade dos esquemas montados. Vide Danelon e Edilson, banidos pela sociedade por fraudes em resultados mas absolvidos pelas autoridades da Justiça.

 

Diante de tudo isso, responda: Você acredita em manipulação de jogos? Se sim, de que forma?

Deixe seu comentário:

 

(Obs: de nada adiantará tudo isso se o time for bom. Quem joga bola ganha até do árbitro)

– Os Apelos Vexatórios de Luiz Felipe

 

Há certas ironias no futebol que impressionam. Craques viram cabeças-de-bagre e vice-versa num único jogo. Renomados entram em situação calamitosa e pendurados se sustentam ganhando um pouco mais de fôlego.

 

No Choque-Rei deste domingo, presenciei algo surreal: um técnico campeão de Copa do Mundo, reclamando (a ponto de ser expulso) de uma barreira que não tinha 11 metros (claro, ela deve ter 9,15 m). Pior: depois de sua expulsão, após um tempo e meio de jogo, durante a coletiva, repetia como um mantra que na falta tem que ter 11 metros de distância. Incrível, não percebeu a bobagem que falava? Na S.E. Palmeiras não havia um profissional que conhecesse a regra e o alertasse do erro que insistia? Ou os seus pares também desconheciam disso?

 

Quero crer que, por ter passado muito tempo no exterior, Felipão houvera confundido a unidade de medida “Metro” por “Jardas”, usual lá fora (mesmo assim, a distância é 10 jardas). A única distância de 11 metros no futebol é a do ponto penal à linha de meta.

 

O mais contraditório é que o técnico que impede a imprensa de entrevistar seus jogadores, pede à mesma para defendê-lo de uma ilusória conspiração dos árbitros!

 

Está ficando feio. Um treinador com essa experiência, após perder um duelo para um treinador iniciante (quantos anos e títulos no futebol profissional tem Felipão e quantos tem Baresi?) ir a público e convocar a imprensa para sustentá-lo é algo apelativo.

 

Quanto ao jogo, José Henrique de Carvalho o expulsou após o chamado de Emerson Augusto Carvalho, seu assistente no. 1. Trabalhei com o Emerson em algumas partidas. Ele é FIFA, e um dos melhores do quadro. É do tipo “bandeira-surdo”, que não entra na pilha dos treinadores reclamões. Quando cansa, chama a atenção veementemente deles. A TV Globo mostrou a orientação de Felipão ao seu jogador Tadeu, como uma possível confusão de gritos do treinador para com o seu jogador, ao invés do árbitro. Mas antes já houvera acontecido reclamações contra a arbitragem. Pelo rádio, antes desse lance, já havia o registro da insistência do unfair-play de Luiz Felipe Scolari. Sem lances polêmicos, a partida foi apitada com cautela (jogo picado, com muitas faltas marcadas e a não permissão de maiores divididas – talvez estilo adotado por prudência / cautela do árbitro) e com apenas 2 lances mais discutíveis: um escorregão do atacante sãopaulino Lucas, onde pediu-se pênalti e que acertadamente nada marcou; um toque involuntário de mão do também sãopaulino Casemiro dentro da área, onde o jogo prosseguiu com correção.

 

Dias atrás escrevi: Felipão se gabava de nunca ter sido expulso na Inglaterra ou no Uzbequistão pelos árbitros. Relembro: os ingleses e uzbeques não entendem português…

 

E você, acha que Felipão está ofuscando o seu brilho com tais atitudes, ou que isso vale para ganhar tempo até remontar sua equipe? Deixe o seu comentário:

 

(Você pode acessar esse texto através do Portal Bom Dia, em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3662&blog=6&nome_colunista=963)

– Neymar… de novo?

Estou cansando ver os atos de indisciplina dentro e fora de campo do jogador santista Neymar. Definitivamente, a ‘jóia santista’, como gosta de ser chamado, perdeu a noção do ridículo e do respeito.

 

Não vou repetir o que venho escrevendo sobre ele. Procure sobre isso no sistema de busca do meu site pessoal e verá quanta coisa já foi dita! (em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/?s=Neymar).

 

Entretanto, é irresistível escrever sobre ontem! Fiz algumas observações a um amigo e reproduzo abaixo sobre o jogo de ontem e sobre a confusão:

 

Olá Wanderley. Assim como você, também gosto do estilo Vuaden, que é o típico anti-Neymar. Curiosamente, ambos se encontraram ontem.


Vamos falar rapidamente dos lances, e, na sequência, de Neymar?
Vuaden tirava 10 até os 29m do segundo tempo. Marcou todas as faltas recebidas em Neymar, e não marcou as faltas simuladas nele. Ótimo, não entrou na onda do garoto (Dorival Jr fez a reclamação preventiva na véspera, alegando rodízio de faltas). Mas você percebeu que nas faltas não-marcadas o Neymar não esboçou nenhuma reclamação? Sabia que poderia ser punido a qualquer amarelo por reclamação, conforme a regra (nos últimos jogos, havia reclamação por todo lance simulado; ontem, não).


Aos 29m, Vuaden erra ao não marcar o pênalti de Léo sobre o adversário no. 11, após a furada do atacante Elias. Estava 1×2, com possibilidade de ser ampliado para 1×3 caso o pênalti fosse assinalado.


Já o pênalti a favor do Santos, embora de difícil interpretação, não ocorreu. Neymar tenta parar a bola para o dribe e se desequilibra. Repare que ele é tocado após o seu próprio desequilíbrio! Vuaden errou, mas confesso que talvez eu também erraria, até mesmo pela rapidez da jogada.


E justamente esse pênalti mal marcado foi o gerador da discórdia. Não lhe parece um menino mimado? Não tinha nada, e agora que tem tudo, se lambuza!
Você reparou que aos 41m do segundo tempo, na lateral e no meio campo, ele começou a dar rolinho, passar o pé sobre a bola, fazer graça e exibicionismo? Se o drible ou jogadas assim são para o ataque, visando o gol, tudo bem. Mas na lateral do campo, parar e rebolar com 4×2, é desrespeitoso ao adversário, que jogou uma partida inteira sem dar pontapés!


Daqui a pouco, vai querer dar embaixadinhas como o Edilson fez num COR X PAL e achar que está tudo bem…


Abraços,
Rafael Porcari

 

Este amigo é o jornalista Wanderley Nogueira, que reproduziu brilhantemente em seu blog a seguinte matéria que corroboro integralmente! Penso como você, Wanderley:

 

(Extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2010/09/16/estamos-criando-um-monstro/)

 

ESTAMOS CRIANDO UM MONSTRO

 

O texto abaixo (”O Santos precisa da Supernanny!”) foi publicado no meu blog no dia 3 de Agosto. Estava muito fácil diagnosticar que era preciso colocar, verdadeiramente, limites aos jogadores mais jovens do Santos. 

De lá para cá, Neymar foi protagonista de situações constrangedoras.

Talentoso, é considerado intocável na Vila Belmiro. Instantes depois de cometer suas molecagens e indelicadezas é acariciado por alguns “companheiros de time”, parte da imprensa, pelos pais, pela diretoria do Santos e pelo treinador Dorival Júnior, que ontem sentiu mais uma vez o tamanho do problema que está ajudando a construir.

Neymar não aceitou ser preterido por Marcel, na cobrança de uma penalidade. Ofendido pelo jogador, o treinador disse que vai resolver o assunto internamente “com o Neymar, com diretoria e com o pai do Neymar” .

Depois de Antônio Lopes, ontem foi a vez de Renê Simões afirmar que “estamos criando um monstro”. Revelou que poucas vezes viu um jogador tão sem educação. Seria muito bom ouvir sobre Neymar que ali estava um jovem herói, um cavaleiro, defensor do bem, com virtudes ilimitadas com a bola nos pés.

 

O SANTOS PRECISA DA SUPERNANNY! (publicado no dia 3 de agosto)

 

Novamente, alguns “meninos” do Santos criaram problemas para o clube e levaram “fumaça” para o ambiente do time, horas antes de uma importante disputa. Foi mais uma molecagem, dizem alguns. Coisa de garotos levados, inocentes e brincalhões, afirmam vários analistas.

Dirigentes do Santos não viram nada tão importante no gesto da “garotada”. É verdade, também, que alguns cartolas do clube reconhecem que ficaram incomodados diante de mais uma brincadeirinha indigesta.

Eu, confesso, já cansei dessa historia de passar a mão na cabeça dos chamados garotos do Santos. Não são garotos, são profissionais. Ganham muito bem, têm procuradores, agentes, gestores e familiares. Um grupo para cada um. Cada menino tem um staff. Coisa de astro. Todos eles têm assessores de imprensa. São tratados como intocáveis e tudo é perdoado. Sempre aparece alguém para dizer que eles não fazem por mal…

Concluí que lá na Vila Belmiro está faltando a Supernanny. Esse programa foi criado na Inglaterra para mostrar em capítulos como impôr disciplina aos “garotos”.  A Supernanny é chamada quando os responsáveis pelas “crianças” não têm autoridade e não sabem colocar limites nos meninos. Ela certamente diria aos dirigentes do Santos que não colocando limites o prejuizo será muito grande para todos.

De longe a impressão que eu tenho é que os responsáveis pelos moleques da Vila têm medo de “perder” o amor dos pimpolhos. E diante desse temor não colocam regras, limites, disciplina e rotina.

A solução é mesmo a Supernanny. Ela vai explicar aos peraltas quais são as regras que devem ser seguidas dentro e fora do campo.  Se a diretoria estabelece algumas regras e os meninos fazem birra, não adianta impôr sua vontade pela força. Ela vai explicar que os responsáveis precisam falar com autoridade e amor. Mas devem manter as regras até o fim. A cartolagem não pode voltar atrás em uma decisão, vai demonstrar falha na autoridade e os meninos ficarão confusos.

A molecada do Santos, diria a Supernanny, precisa ouvir todo dia, com paciência, que não pode deixar de arrumar os seus brinquedos e que devem fazer seus deveres corretamente. Ela vai recomendar que os dirigentes falem olhando nos olhos dos meninos. Eles precisam saber quem manda.

Se depois de vários dias insistindo eles continuarem não cumprindo o combinado, podem ser punidos. Primeiro avise-os da punição, caso eles continuem desobedientes. Depois, vem o castigo. Podem proibir o videogame, a TV, a internet ou algo que eles adorem. Mas nunca use a violência. Isso vai deixar marcas negativas nos moleques da Vila. Prefira sempre a disciplina, diria a Supernanny.

Mas, além estipular regras e castigos, tambem é importante oferecer prêmios quando as crianças obedecem e acertam. Pode ser um brinquedo novo, um passeio ou guloseimas. Antes, combine com os meninos quais os prêmios adequados. Lá na concentração do Santos poderia ser criado o “Cantinho da disciplina”. Nesse local a criança deverá permanecer e refletir sobre o que fez. Deixe o rebento sair apenas quando reconhecer o erro e pedir desculpas.

A Supernanny vai dizer aos dirigentes do Santos que é preciso dizer não. Lembrará que aceitar tudo é um bom caminho para uma má educação. Os responsáveis, que não cuidam direito dos meninos, farão com que as crianças só entrem em confusão no mundo externo e nas relações com outros garotos.

Está muito claro que a Supernanny acabaria com a dominação dos moleques. Hoje os pimpolhos sentem-se donos do pedaço. Os dirigentes precisam mostrar que ficaram bravos quando os moleques fizeram algo errado e mostrar felicidade quando tem atitudes certas. Colocar esses “malinhas” sob uma redoma vai fazer com que um dia a sociedade cobre limites .

O Santos não tem  escolha: precisa da Supernanny. Ela é a salvação…

– Neymar: Vítima, Vilão ou Mimadinho?

Acho que pararei de escrever. Agora vou fazer como o Neymar, só vou “Twittar”. Ontem, imediatamente após a partida contra o Ceará, o garoto já escrevia no Twitter. Será que ao menos já havia terminado o banho? Sim, pois pelas suas postagens – e pelas respostas aos seguidores que o criticavam – parece que saiu do campo direto ao aparelhinho.

 

Toda a confusão no estádio foi originada, não tenha dúvida, por um lance de garoto mimado. O menino é bom jogador, não há dúvida; representa o futebol-arte desejado por todos, ok… Mas precisa ser mais homem e menos criança dentro de campo.

 

Após uma dividida leal e legal com o adversário João Marcos, ele reclamou de falta. O árbitro Herbert Roberto Lopez, nosso Colina Paranaense, estava próximo do lance. E aí vai uma grande observação: todo mundo fala que deixam bater no Neymar e não o protegem, que deveria-se dar maior atenção ao garoto em campo… Pois bem: O árbitro permaneceu parado, assistindo o bate-boca entre Neymar e João Marcos, por quase 2 minutos (até o final do jogo). Se acontecesse um pênalti na área santista, quem marcaria seria o bandeira, já que Herbert estava presente na discussão (claro que é uma brincadeira, mas o Herbert ‘grudou’ nos dois e ali ficou, acertadamente).

 

Terminada a partida, poderia até mesmo dar cartão amarelo aos atletas, por atitude inconveniente. Nos termos da Polícia Militar, essa discussão se chamaria ‘desinteligência’; afinal, o jogo acabou e o lance passou. Daí depois a confusão gerada, que é outra história…

 

O fato é que Neymar realmente apanha, mas suas faltas são na maioria marcadas. O problema é que muitos querem que se marque as faltas simuladas! Aí não dá… Pior ainda: qualquer falta comum no jogo torna-se um apelo nacional pelo cartão amarelo. Ora, a dimensão de cada falta boba ou falta de jogo marcada torna-se ainda maior se for no Neymar.

 

Ontem, numa disputa normal entre atacante e zagueiro, viril e leal, Neymar reclamou. O tranco, a marcação dura e viril, a disputa e a força física valem no futebol. Será que ele quer que os adversários peçam “com licença” para roubar a bola ou ganhar uma jogada? Se a reclamação não foi pela entrada mas sim por provocação verbal, aí a coisa é mais grave: jogador é como árbitro: tem que ser surdo nessas horas. Quem se dói por frases provocativas precisa repensar a conduta emocional.

 

Garoto: humildade. ‘Baixe a bola e jogue sério. De futuro Pelé poderá virá um futuro Denílson (sem demérito algum – vitorioso, mas cujo ápice não foi aquele imaginado).

 

Poxa, prometi não escrever em texto, então vou reescrever em 140 caracteres, como o próprio Neymar gosta de fazer no Twitter. Então vai abaixo, em 6 twittes:

 

“Antes, Neymar reclamava de faltas e simulava. Depois, virou cai-cai para ganhar as faltas recebidas. Agora, reclama até de disputa viril.”

 

“O grande erro do garoto santista é não aceitar o fato de que o futebol tem contato físico. Tranco, dividida e disputa de bola também valem.”

 

“Na visão de um árbitro, é insuportável agüentar um jogador simulando faltas e depois querer a marcação delas. Quando for, haverá dúvidas.”

 

“Precisa amadurecer e não só ter Gestor de Carreira, mas “Gestor Social”. Moleque que ganha milhões de reais por ano tem que ser adulto.”

 

“Apanha, é verdade, mas qual craque não apanha? Só se afirmará como craque idolatrado por todos quando fugir das faltas e ficar de pé.”

 

“E para encerrar: não vale perder jogo e ficar chiando no Twitter: virou “lenço” o micro-blog? Tem wi-fi no Castelão? Liberou?”

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– ‘Cousas’ do País da Copa

– 3 coisas que incomodaram nessa semana no mundo do futebol:

 

1) Leio na edição de Setembro da Revista Placar (pg 77 – por Jonas Oliveira): O estádio Mané Garrincha, que será o palco da Copa de 2014 na capital federal e se chamará “Estádio Nacional”, terá capacidade para 70.000 espectadores. Detalhe: em 2009, o estádio recebeu 24 partidas profissionais, TOTALIZANDO um público de 12.495 pagantes e renda de R$ 39.443,00. Ou seja, média próxima de 500 torcedores por jogo e de R$ 1.500,00 de renda. É assim que um estádio quer ser auto-sustentável? Em Brasília, ainda temos o Bezerrão e o Serejão, além de 8 estádios menores.

 

2) Vejo a regularidade dos atrasos no início das partidas de futebol do Campeonato Brasileiro! Se existem multas a pagar por atrasos, não vale a pena cobrá-las? Veja que interessante os horários de início dos jogos (os marquei me baseando pelo horário de Brasília – meu relógio está bem regulado e eu mesmo fiz a marcação):

ATLÉTICO MINEIRO X SÃO PAULO (18:30) – 18:35:27

ATLÉTICO PARANAENSE X CORINTHIANS (22:00) – 22:03:59

SÃO PAULO X FLAMENGO (22:00) – 22:05:24

SANTOS X BOTAFOGO (21:00) – 21:01:39

Será que 5 minutos de atraso são aceitáveis? Na Argentina, a punição é com a expulsão do treinador de quem atrasou (veja em: PUNIÇÃO DA AFA PELO CUMPRIMENTO DO HORÁRIO)

 

3) Amanhã, sábado, é dia do árbitro esportivo. E justo numa semana turbulenta para os árbitros de futebol, com má atuações e diversos problemas, nada há para comemorar. A propósito, aí vai a pergunta: O que você daria de presente aos árbitros de futebol?

 

Deixe seu comentário sobre estas 3 questões. Aguardo seu comentário!

– Jogo Corinthians X Goiás mostra que uma virtude está em extinção na Arbitragem. Qual é ela?

Amigos, um fato interessante no jogo Corinthians X Goiás mostrou claramente o problema que as Comissões de Arbitragem, Árbitros e Entidades Esportivas enfrentam: a falta de uma específica virtude.

 

Antes de falarmos dela, é importante pontuar o caso: Corinthians no ataque, zagueiro do Goiás dá um carrinho na bola e sai jogando; o árbitro entende como infração e dá tiro penal. Erro claro, nada a discutir.

 

Lances como os de ontem mostram a existência de dois tipos de erros comuns de arbitragem (tanto em jogos nacionais como em campeonatos de todo mundo):

 

Os erros ACEITÁVEIS- por exemplo: lances em que o jogador está impedindo por poucos centímetros; jogadas duvidosas aonde após exaustivas repetições se chega à conclusão do erro, ou ainda lances que dividem a opinião publica (entre tantos lances difíceis de se decidir).

 

Os erros CONDENÁVEIS- por exemplo: atleta impedido com 2 metros à frente do penúltimo ontem; bola que bate na mão e se marca tiro penal; lances claros de jogadas não-faltosas onde se assinala infração, entre outros.

 

Sobre “erros aceitáveis não dá para discutir; fazem parte do jogo e pela própria natureza do esporte, acontecerão sempre, pela falibilidade humana – estes devem ser relevados. Agora, erros condenáveis poderiam ser evitados. E por que ocorrem? Por três motivos:

 

1) Dificuldade técnico-disciplinar (árbitro fraco, que interpreta mal as jogadas ou que apita sem critério na distribuição dos cartões);

 

2) Despreparo emocional (árbitro que aceita pressão de jogadores famosos ou que apita ao barulho da torcida);

 

3) Infelicidade no dia da partida (o popular “dia em que nada dá certo”; azar; urucubaca).

 

Especificamente, no dia de ontem, o lance estava na frente do bandeira. Sei das dificuldades de se apitar uma partida de futebol, militei dentro dos gramados por 14 anos! Não seria ingênuo de desprezar as nuances de uma tomada de decisão na partida. Se o árbitro deu uma bobeada na marcação do pênalti, por que o seu assistente não corrigiu a tempo? Será que ele interpretou a mesma coisa do que o árbitro?

 

Claro que os árbitros são limitados pela não-permissão da tecnologia. Mas dentro do que se pode utilizar, por que não se aproveitar, como, por exemplo, o uso do rádio-comunicador? Aliás, não estou vendo o rádio nas partidas do Brasileirão; ele é um eficiente instrumento de auxílio à arbitragem. E aí vem a falta da virtude tão carente que citamos acima: a CORAGEM. Com 3 X 1 no placar, um jogador a mais e a torcida motivando o time, tal pênalti mal assinalado não influenciou significativamente na partida. Mas o erro não poderia ser evitado? Na rapidez do lance, o bandeira não poderia ter comunicado o árbitro (com ou sem rádio) de que estava equivocado, já que ele estava na frente da jogada?

 

Finalizando, me relembro perfeitamente: Fui escalado com certo árbitro importante que hoje não apita mais para um jogo no interior. Eu seria quarto-árbitro e conosco estava um dos árbitros assistentes da partida. Acabávamos de sair de uma reunião da FPF, onde se pregava que a arbitragem deveria ser em equipe, e que o bandeira não era mais auxiliar, mas sim assistente, com responsabilidades em arbitrar a partida conjuntamente, dentro das suas limitações. Durante nossa viagem ao estádio, o assistente perguntou ao árbitro: ‘Quer falar alguma coisa do nosso plano de trabalho agora?’ E ele: ‘Sim. Esquece tudo o que você ouviu na reunião. No meu jogo você é só bandeirinha, marque lateral e impedimento. Se marcar falta, eu mando baixar a p. da bandeira. Entendido?’

 

Precisamos dizer mais alguma coisa? Ainda há muitos árbitros que determinam esse plano de trabalho. E por que os assistentes não ‘se rebelam’ em campo? Pela falta da virtude… Coragem!

 

E você, concorda que falta essa virtude ou há outras observações?

– João Mendonça Falcão Vive!

 

Calma, esse post nada tem a ver com vida pós-morte. Mas falamos de ideários, principalmente no esporte. E, como nunca, a figura de um ex-dirigente esportivo, mesmo pouco lembrado atualmente, é atualíssima: João Mendonça Falcão, deputado e ex-presidente da FPF.

 

Poucos sabem dessa história, mas convivi semanalmente com o “Dr Falcão”. Ganhei chaveirinhos dele na sua última campanha a Deputado Federal pelo PTB no início da década de 80.

 

João Mendonça Falcão se recolhia aqui em Jundiaí, no nosso Bairro Medeiros (onde minha família se instalou e permanece até hoje), em sua aprazível chácara. Hoje, coincidentemente, moro bem em frente a ela, que se transformou no saboroso e aprazível restaurante campestre Noz Mostarda.

 

Falcão pontualmente chegava na loja de materiais de construção do meu pai às 9:00h, trazido pelos folclóricos motoristas Ivan ou Toco (este, figura carimbada do futebol paulista, corinthiano doente). Lembro-me sempre do Del Rey azul estacionando no pátio, ou em situações estratégicas, da Brasília bege! Quando o então ex-dirigente entrava na loja, fazia questão de sentar na cadeira do escritório, encostar sua bengala (já era bem idoso), e ficava lá contando suas histórias. Hoje tenho como certeza que, alijado dos holofotes, ele buscava simplesmente companhia para contar suas experiências (ele sempre se queixava da família e outros problemas particulares; enfim, um homem solitário no final da vida).

 

Imagine uma criança fanática por futebol (sem noção do que era a Federação Paulista de Futebol ou a política no esporte), ganhando bolas oficiais do Campeonato Paulista, ouvindo contos e passagens daquele senhor de idade sobre nomes famosos do futebol, além de perceber que era uma figura importante? Me deliciava com as histórias, mesmo que não as entendesse.

 

Naquele tempo, não havia telefone no bairro todo, e a linha só chegava até a nossa loja. Falcão ia lá, ligava para Deus e o mundo, e ficava até à hora do almoço. Cansei de vê-lo esbravejar com seus pares políticos, sem ter noção do que era importante ou não. E quase toda semana, ele dizia algo que de tanto contar, gravei na mente até as mesmas palavras: “se o Santos ganhou do Milan, tem que me agradecer para o resto da vida…” , em referência ao jogo-desempate do Mundial de 63, onde ele não permitiu o jogo em campo neutro e sim no domínio santista.

 

Digo tudo isso para lembrar do fato que torna Falcão atual: ele repetia sempre, mais ou menos com essas palavras, que “Futebol é muito mais do que um jogo jogado no campo, é vencido fora dele”.

 

Hoje, adulto e tarimbado, entendo perfeitamente o que ele queria dizer. Ex-árbitros daquele período, que tive o grande prazer de conhecer e que hoje são octagenários, diziam que quando o João Mendonça Falcão chamava alguém em sua sala, lá na sede da FPF na Brigadeiro… xi… lá vinha confusão. Muitos deixaram de apitar por não concordar com determinadas ordens.

 

Cada vez mais a política está presente no futebol. Não há manipulação de resultados oficial, pois seria perceptível àqueles que entendem e militam na área. Mas há entraves dificultosos políticos, que deturpam o espírito esportivo. Nesta semana, por exemplo, o ex-piloto finlandês Kimi Raikkonen declarou que “Na F-1, há muitos fatores mais importantes do que a corrida. É muita política e ninguém diz o que pensa”.

Traga essa frase da F-1 para o mundo futebolístico e compare com a frase de efeito do ex-presidente da FPF, citada acima. Falcão não é atual?

 

E você, o que pensa disso: há muitos mais fatores políticos no futebol do que o próprio jogo? Deixe sua opinião:

– Se o time atrasar, treinador será expulso!

 

Calma, isso não vale para o Brasil, mas sim para a Argentina.

A AFA, preocupada com os inúmeros atrasos nas partidas do campeonato Argentino, resolveu inovar na punição: se uma equipe entrar fora do horário estabelecido, o treinador deverá ser expulso pelo árbitro.

Aqui no Brasil, as equipes devem se apresentar dentro do campo de jogo com 8 minutos de antecedência, a fim do cumprimento dos protocolos iniciais (cantar o hino, conferência de equipamentos e sorteio do tiro inicial). Para o reinício do jogo, 2 minutos de antecedência. O atraso acarreta em multa por minuto.

Percebam que no nosso país vizinho, nas partidas de Libertadores da América e Copa Sulamericana, NUNCA os horários de início da partida são cumpridos, justamente pela demora na entrada das equipes argentinas. É um problema cultural, pois as pessoas “já haviam se acostumado”. A equipe que mais atrasa na entrada para o início e no retorno para o segundo tempo, disparadamente, tem sido o Boca Juniors.

Vale uma observação: que tal fazer um levantamento sobre os horários de entrada das equipes, início e reinício de jogo nas partidas no Campeonato Brasileiro? Puxe qualquer jogo pela memória em que você tenha certeza que a partida atrasou, e verifique o que está na súmula… Você pode se surpreender! Muitas vezes os árbitros se omitem (principalmente por 1 ou 2 minutos de atraso), a fim de evitar chiadeira de dirigentes, e colocam horários dentro do prazo.

Infelizmente, a pontualidade britânica não é característica dos organizadores do futebol brasileiro.

 

– E você, concorda com este tipo de punição? Time que atrasar na entrada em campo deve ter o treinador expulso?

 

(Particularmente, acho um exagero. Atrasar é desrespeitar o torcedor, mas a equipe jogar sem seu treinador uma partida inteira por tal motivo traz um prejuízo técnico considerável. Sou a favor de uma rigorosa punição administrativa, que deve ser cumprida a risca.)

 

A nota informativa da AFA sobre a decisão está abaixo, no link: http://www.afa.org.ar/index.php?option=com_content&view=article&id=12420:sobre-orden-y-puntualidad&catid=180:afa&Itemid=219

 

SOBRE ORDEN Y PUNTUALIDAD

 

El Comité Ejecutivo resolvió a partir de la próxima fecha, en todas las categorías, la siguiente normativa con el objeto de que se cumplan fielmente los horarios previstos para la iniciación de cada encuentro y el estricto cumplimiento de los 15 minutos sin tolerancia del entretiempo. El director técnico que no cumpla será sancionado por el resto del partido, y en caso de reincidencia se expedirá el Tribunal de Disciplina.

 

REGLAS DEL JUEGO – HORARIO DE INICIACIÓN Y PERIODO DE DESCANSO EN EL INTERVALO DE LOS PARTIDOS.

 

De conformidad con las normas reglamentarias previstas en las Reglas del Juego las que consecuentemente se encuentran incorporadas en el Reglamento General de esta Asociación, el Comité Ejecutivo recordó por unanimidad de los presentes que las Instituciones deberán arbitrar los recaudos pertinentes para dar estricto cumplimiento con la hora que se fije para la iniciación de cada partido así como con el intervalo entre ambos períodos que es de quince -15- minutos.
La decisión ha sido adoptada en razón de los serios inconvenientes que ocasiona el incumplimiento de dichas normas, al no poder cumplirse con la programación horaria de los encuentros, en especial los que se emiten por televisión debido a los contratos vigentes que fueran suscritos por esta Asociación.
Por lo expuesto, para evitar la repetición de esta irregularidad, y siendo que el ingreso tardío es atribuible al Director Técnico en su condición de responsable del plantel, se dejó establecido que de no cumplirse con las disposiciones aludidas, el Arbitro deberá expulsarlo antes del inicio del partido y/o del segundo período, segun corresponda, elevando el correspondiente informe al Tribunal de Disciplina Deportiva de esta entidad.
Por lo tanto, se dispuso requerir al Tribunal de Disciplina Deportiva que adopte los recaudos pertinentes para dictar una “ACORDADA” que disponga la suspensión del Director Técnico o de quien lo reemplace, por desacato a una resolución emanada de las autoridades de la A.F.A., dejándose aclarado en la misma que la sanción no resultará redimible por multa.

 

Buenos Aires, 24 de agosto de 2010

– Reeducadores Sociais para Boleiros

“Juiz Ladrão, vai sair de camburão”

 

Ontem, após o jogo Vitória 4 X 2 Santos, o atleta santista Neymar colocou no micro-blog de relacionamento social twitter essa mensagem, em referência ao árbitro Sandro Meira Ricci, que houvera apitado a partida.

 

Se um atleta ofende o árbitro após a partida, ainda dentro do campo, pode receber o cartão vermelho. Se for na escadaria que dá acesso ao vestiário, o árbitro pode relatar o ocorrido, sem a aplicação do cartão (e terá o mesmo peso).

 

Claro que Neymar nem jogou ontem. Claro que estamos em uma democracia. Claro que a liberdade de expressão deve ser inquestionável. Mas… fico pensando: ninguém fala ao menino Neymar, cujo futebol vale 35 milhões de euro, que é prudente não falar isso?

 

Parece piegas ou discurso politicamente correto em excesso, mas cá entre nós: imaginem o clima na próxima partida em que se encontrarem (se se encontrarem…). Os árbitros são profissionais (embora não sejam reconhecidos como tais na lei), não devem ter espírito de vingança ou guardar mágoa. Entretanto, são humanos. Vai que…

 

Entenderam?

 

Custa muito o departamento de futebol do Santos contratar um profissional para orientar esses garotos? Valem tanto, e custaria tão pouco. Não uma babá, mas, digamos, um “reeducador social”?

 

A grande preocupação, não só válida para o futebol, é de que quando se ganha muito dinheiro sem preparo para tal, a pessoa perde a noção da responsabilidade e respeito ao próximo. Não tem limites sociais, e vale tudo! O deslumbramento é inevitável para despreparados.

 

Me parece que o Jorge Henrique também reclamou da arbitragem via Twitter. A moda está pegando?

 

O que você acha disso: Jogador pode ou não falar pelo Twitter o que ele queria falar pessoalmente ao árbitro? Deixe sua opinião!

 

Ops: sobre os lances de pênaltis a favor do Corinthians e contra o Santos:

 

– AVA X COR: Jorge Henrique caiu por força do toque do seu adversário? Se sim, é pênalti. Mas se ele sente o toque e abandona a jogada a fim de cavar o pênalti, mesmo podendo continuar o lance, não se marca nada. Lance chato para o Péricles Bassols Cortês (é verdade que o histórico do Jorge Henrique não ajuda muito, embora ninguém pode apitar fazendo mal julgamento do atleta).

 

– VIT X SAN: Edu Dracena tinha tempo de tirar a mão da bola na hora em que ela foi chutada? Ele pôs a mão na bola ou a bola bateu nele? Tinha distância suficiente para se esquivar da bola? Respeito o excelente Sandro Meira Ricci, mas em casa, do sofá, eu não daria. Mas como ele estava em campo, suado, sentindo o calor da partida e próximo do lance, não critico a sua decisão, embora não concorde.

– A Polêmica do Fim dos Replays em Lances Duvidosos no Futebol

Abolir o Replay ajudará o Árbitro de Futebol?

 

No final de julho, a RAI, emissora de TV de sinal aberto da Itália, anunciou que não mostrará o replay de lances polêmicos que envolvam arbitragem nas partidas de futebol que transmitirá no Campeonato Italiano. De imediato a Associação Italiana de Árbitros aplaudiu a decisão. Na última segunda-feira, a emissora ratificou a decisão.

 

A idéia é de que o jogo seja muito mais discutido e menos reclamado. Sem a repetição da imagem, os torcedores discutiriam mais os lances, polemizariam, já que estariam em dúvidas, e não ficariam sempre reclamando de que foram prejudicados. A dúvida do prejuízo ficaria no ar.

 

Sabem o que penso disso? Sinceramente, uma idiotice. Querem blindar erros de arbitragem como que se assim eles deixassem de existir.

 

Alguns motivos para discordar dessa decisão devem ser explicados através dos erros e sua tolerância:

 

1) Existe um mito de que os árbitros de hoje são ruins. Ora, existem fases e ciclos no futebol, de bom e de ruim desempenho. Acontecem com os clubes, com os jogadores e com os árbitros também. Mas será que os árbitros de hoje (que correm muito mais do que os de antigamente, que apitam mais jogos que os de antes, que tem mais concorrentes no apito do que anteriormente, que tem melhor material esportivo e mais recursos para os auxiliarem, sem falar na própria subjetividade da interpretação de algumas regras) são piores do que os de ontem? Não tenho dúvida alguma que os de hoje são tão bons (ou melhores) dos de antigamente, pelo simples fato de que os de ontem (não estou tirando o mérito de árbitros como Dulcídio, Goycocheia e outros) tinham menos câmeras para flagrar seus erros. Todo árbitro erra; com 1 ou 2 câmeras de 30 anos atrás flagra-se muito menos do que com 20 câmeras atualmente.

 

2) Como o futebol tem maior visibilidade, um arremesso lateral marcado para o time errado já ganha status de erro grave ao fanático torcedor. O mundo vê e os erros se tornam imperdoáveis.

 

3) Pelas altas cifras, é claro que os dirigentes esportivos justificam nos erros de arbitragem suas derrotas.

 

4) Por fim: se durante o jogo não houve replay, pós-jogo eles serão discutidos e reclamados da mesma forma. As emissoras mostrarão o lance exaustivamente como já fazem hoje.

 

Essa medida, portanto, é uma grande bobagem. O que me parece é que a RAI quer evitar a seguinte situação: num lance de suposto pênalti não marcado, o replay é mostrado e imediatamente um cartola que assiste o jogo da sua casa ou no seu camarote liga no celular do treinador e diz: o Arnaldo falou que foi, esse f… está roubando nosso time!” – essa é uma frase padrão e posso garantir que ela é constante nos gramados.

 

A verdade é uma só: a informação de erros e acertos dos árbitros divulgada instantaneamente pela TV chega para dentro de campo. É ilusão acreditar que os atores da partida – árbitros, jogadores e treinadores – fiquem imunes a ela. Sem o replay, ela demorará um pouco mais a chegar. E para ser preciso, será o tempo de 30 segundos de uma fita rebobinada (fita é bom, hein? DVD, professor…).

 

Leve em conta ainda outro fator: quem garante o acerto do “comentário do comentarista”? Canso de ver erros de avaliação de comentaristas. Lances faltosos como dito normais e vice-versa. Não por má-fé ou por incompetência, mas pela própria natureza do futebol.

 

É o que costumamos dizer quando avaliamos um jogo que apitamos e discordamos do comentário do analista de arbitragem: “Ele está brigando com a imagem…”

 

E você, o que pensa disso? No que vai mudar no futebol (dentro e fora de campo) se tirar o replay das transmissões televisivas?

 

(Obs.: se realmente for o caso de evitar tumultos intra-campo, proíbam jornalistas atrás do gol de soprar informação aos goleiros, tirem os celulares das comissões técnicas (idéia essa já levantada há algum tempo no Brasil) e obriguem o uso de protetores auriculares.

 

Me parece mais uma daquelas absurdas medidas da FIGC, como a da proibição de palavrões durante o jogo.

 

Alguns detalhes sobre a medida, extraídos do jornal La Stampa:

http://www.lastampa.it/sport/cmsSezioni/calcio/201007articoli/28286girata.asp

 

RAI, ADDIO MOVIOLA NEI PROGRAMMI SPORTIVI

 

La Rai dice basta alla moviola nelle trasmissioni sul campionato di calcio. La consueta rubrica che analizzava i casi controversi di serie A e serie B sarà sostituita da approfondimenti tecnici, a scopo didattico, affidati non più ai noti ex arbitri.


La notizia è riportata da un quotidiano e confermata dal presidente della Rai, Paolo Galimberti, che ha già espresso la sua approvazione per la decisione presa dal direttore di Rai Sport Eugenio De Paoli.


Le immagini televisive serviranno solo a chiarire la norma applicata in quel determinato episodio, ma senza dare spazio al solito dibattito per «pensare ad un calcio meno urlato e più ragionato» spiega Galimberti. Il commento sarà affidato ad esperti dei regolamenti, che potrebbero anche essere suggeriti dall’Associazione italiana arbitri. Ogni domenica, verranno mostrate le immagini di tre-quattro casi e non di più.


Spiegare il calcio attraverso la tecnica e la tattica e non con polemiche buone solo a tirare fuori al tifoso il peggio di sè. È questa la filosofia che ha portato il direttore di Rai Sport, Eugenio De Paoli, a dire basta alla moviola come annunciato dal presidente della Rai, Paolo Garimberti. «Ma noi – spiega De Paoli – non ignoreremo i fatti: tanto che è in arrivo un accordo in esclusiva con l’associazione italiana arbitri per istituire la Cassazione, un organismo che analizzerà e spiegherà, regolamento alla mano, tre casi controversi per turno di campionato individuati da noi della Rai».


Il primo a mandare i complimenti al direttore della svolta, Eugenio De Paoli, è stato Pierluigi Collina. Una vita sotto la lente d’ingrandimento del ralenty, l’attuale commissario arbitrale Uefa ha mandato in mattinata un sms di complimenti a De Paoli, felicitandosi perchè per la gente questo può significare «il ritorno al piacere di sentire parlare di calcio». «È fondamentale che uno strumento come la tv contribuisca a fare cultura calcistica. Il concetto della “Cassazione” mista Aia-Rai, ovvero una chiarificazione sulle interpretazioni regolamentari, è importante per quello che può significare non solo in serie A ma anche tra i ragazzini», ha spiegato l’ex designatore arbitrale. «Lo scopo non deve essere – ha continuato – quello di evitare di parlare di arbitri, ma di evitare la ricerca spasmodica dell’episodio da rilevare per fare polemica. In ogni gara si cercano 4-5 episodi, questo non avviene in nessun altro paese oltre all’Italia. E da responsabile della commissione arbitrale dell’Uefa mi fa piacere che anche nel nostro Paese ci si sia resi conto della stortura di questo stato di cose».


Anche Marcello Nicchi ha apprezzato la svolta della Rai. Il presidente dell’Associazione italiana arbitri (Aia) «plaude alla iniziativa oggi comunicata dalla Rai. Lascerà spazio alla visione di gesti tecnici e atletici, abbandonando così le polemiche che scaturivano da commenti e dibattiti da Bar Sport attorno alla moviola, deleteri per la crescita dei nostri arbitri e dei giovani calciatori. L’Aia si rende disponibile a dare il proprio contributo alla rivoluzionaria iniziativa culturale».

– São Paulo X Internacional: uma análise e alguns pitacos

Boa partida para se assistir nesta Libertadores. Mas vamos deixar de papo-furado e fazer algumas considerações?

No gol do SPFC, 3 observações:

– Como um goleiro experiente se torna um verdadeiro treinador dentro de campo (Ceni mandou Alex para a área e saiu o gol);

– como a saída do Pato Abondazzieri (que jogou bem a Libertadores inteira e foi sacado pelo Roth) foi um erro. Se o Inter fosse eliminado, o treinador seria questionado, além do próprio goleiro, é claro;

– e como é legal o marcador do gol comemorar sem buscar câmeras ou soltar palavrões (comemorou mandando beijos e com o grupo; nada de ofensas, coreografias com frescuras ou camisas com mensagens).

Sobre o árbitro: Amarilla picou bastante o jogo no começo, querendo mostrar pulso. Aos poucos, se soltou e soltou também o jogo, com maestria. A partida, convenhamos, não teve tanta dificuldade nem lances polêmicos. Não gostei da aplicação dos cartões amarelos de forma agressiva! Isso é feio e desrespeita o atleta. Erga-se o cartão com elegância e a autoridade não se perde.

Tecnicamente, o árbitro foi muito bem no jogo. Achei que a falta de ataque do Dagoberto sobre o Nei, no começpo da partida, não deveria ser marcada, afinal, aquela mão nunca faria o jogador se projetar como ele pulou. Um erro mais significativo foi na não marcação de falta aos 27m do segundo tempo do Guinazu sobre o Hernanes. Aquilo é ser atropelado na linguagem do futebol. Infração clara, poderia ter sido auxiliado pelo bandeira.

Um lance discutível foi a expulsão do Tinga. Ao ver o jogador do Internacional levar um primeiro amarelo infantil e depois um segundo amarelo duvidoso (aquele cartão na linha lateral e ainda por cima no meio-de-campo é complicado, já que nem sempre empurrar é lance para cartão – eis o risco de se vulgarizar o cartão – embora o árbitro tenha o direito de interpretar que ali ele matou o contra-ataque e daí vale o cartão, ou usar o critério de excesso de faltas). A propósito, lembrei-me na hora do Márcio Rezende de Freitas e do próprio Tinga no Brasileirão de 2005, no Corinthians X Internacional. Dois meses depois daquele jogo, Márcio Rezende respondeu a uma pergunta minha sobre esse lance (estávamos em uma platéia de 40 pessoas num Congresso) e o ex-árbitro disse crer que era pênalti, e ao se aproximar do Tinga, ele teve mais certeza ainda porque o atleta desesperadamente fazia sinal de “não” com os dedos (igual o jogo de ontem) e dizia: “não foi pênalti mas eu também não me joguei professor, cai sozinho, não me dá cartão não”… E aí todos sabem o que aconteceu!

Aos 47m do segundo tempo, um erro que me deixou chateado, justamente por ter acontecido por um árbitro tão experiente: Rogério Ceni vai à área e é empurrado por Kleber, e se desvencilha dele com um safanão. Aquilo não é cotovelada! Mas o atleta colorado cai e “consome” 40 segundos do acréscimo de 3 minutos (que deveria ser novamente acrescido e que logicamente não foi). Por fim, quando da cobrança do escanteio, o árbitro marca falta do goleiro sãopaulino no goleiro Renan. Nada. Ali foi “perigo de gol”, não houve obstrução alguma. Detestei a atitude do Amarilla nesse minuto final, me pareceu árbitro de campeonato amador que tem medo de responsabilidade. Foi árbitro durante todo o jogo e mediador na hora derradeira.

Fica uma discussão futura: no placar agregado deu 2×2. A FIFA permite que as Confederações escolham 3 formas de decisão em partidas eliminatórias: número maior de gols marcado fora de casa; prorrogação de 15×15 minutos e disputa de tiros penais (antes existia a possibilidade de sorteio por moeda para se decidir um vencedor!). Estão na regra essas possibilidades, você pode escolher uma, duas ou três das opções. Mas confesso não gostar da primeira. Empate, não importando quem marcou mais ou menos gols como mandante ou visitante, é sempre empate!

 

Parabéns ao Internacional. Sem esquecer: a sina de Celso Roth acabou!

 

Será que teremos em dezembro Internazionale X Internacional no último jogo profissional e decisivo do ano? Há 3 anos, também nos EAU, eles jogaram amistosamente e vitória dos brasileiros. Repetição possível?

– Análises Passionais e Profissionais sobre Palmeiras X Corinthians

Após uma partida de futebol com muitas polêmicas, é interessante ver como os torcedores sempre reagem acreditando que foram prejudicados. Teorias da conspiração, má-fé e premeditação dos erros. Chega a ser hilário.

Vamos fazer um exercício de análise olhando como torcedores? Ontem jogaram Palmeiras X Corinthians, e com muita polêmica. Vamos entrar na onda do torcedor apaixonado?

Abaixo, uma visão corinthiana e outra palmeirense:

 

VISÃO DO CORINTHIANO FANÁTICO:

 

Na partida de ontem o árbitro foi muito mal no jogo. Aos 4 minutos o juizão não marcou um pênalti claríssimo para o Timão. O lateral Armero praticamente agarrou a bola com as mãos. Começava a roubalheira! Sem contar que o Chicão recebeu uma cotovelada do Danilo naquela jogada. Logo depois, Elias apanha de Danilo e o PC só dá amarelo! Precisa quebrar o Elias para dar Vermelho? Danilo carniceiro… Aos 21m, gol do Timão em jogada rápida. Só tira-teima para saber se estava impedido ou não, não dá para cornetar o juiz nesse lance. Na sequência, o Chicão disputa a bola com o Kleber e toma Amarelo? Tá de sacanagem, ele foi na bola e o Kleber é cai-cai. E o Ewerthon? Faz falta no Jucilei e ainda pede pênalti? Não pode dar cartão para o Palmeiras por reclamação? Cartão pelo jeito só pro Timão.

Mas aí vem o gol do Palmeiras. Pô, o Edinho tá sozinho pra pegar o rebote. O bandeira tá cego? Não viu o impedimento? Acho que são dois impedidos num lance só! A arbitragem definitivamente é pró-Palmeiras.

No segundo tempo, o capitão William funga no cangote do Kleber e a mocinha cai de novo. Cadê o Amarelo pra ele, juizão? Vai ser difícil ganhar de 12, cartão só para o Coringão. O Kleber deve ser amigo do juiz. Cai, reclama, dá um pontapé no Ralf e o PC não faz nada… Sem contar o pênalti que o Defederico sofreu.

Resumindo: o Derby teve influência direta do árbitro, que prejudicou descaradamente o Corinthians.

 

VISÃO DO PALMEIRENSE FANÁTICO:

 

Na partida de ontem o árbitro foi muito mal no jogo. Aos 4 minutos, Armero é atropelado e ninguém marca falta de ataque do Corinthians. No mesmo lance, o Chicão quer tumultuar e fazer a cabeça do juiz. Xi, já sentia que o Palmeiras ía sofrer. Logo depois, o Danilo encosta no Elias e já toma o amarelo. Que isso? PC costuma ferrar o Palmeiras mesmo.

Pronto. Gol do Corinthians. Se o juiz é o PC, tá na cara que o gol ia ser roubado, o cara tá 2 metros a frente e o bandeira cego não viu nada. Vai ser difícil ganhar de 14. Sem contar que depois o Chicão tenta aleijar o Gladiador e só toma amarelo. Aí não dá.

Aos 27m, Jucilei segura o Ewerthon com as duas mãos e o cegueta do PC não viu. O bandeira tá fazendo o que ali? Na minha conta já era para estar 1X0 pro Verdão. Sorte que o Palmeiras é persistente e numa jogada bonita empata. Só faltava o árbitro não dar também.

No final do Primeiro Tempo, cada vez que o Kleber tocava na bola ele levava uma sarrafada. E o juiz dá falta de ataque. Cadê a diretoria do Palmeiras para tomar providências? Absurdo!

No segundo tempo, o Willian agarra, abraça, segura, dá por baixo e por cima no Kleber. Só nesse lance foram 2 pênaltis em 1 lance, e o Mr Magoo do apito não marcou nada! Era por trás, Cartão Vermelho e pênalti. Cansei, não dá para assistir esse assalto à mão armada.

Resumindo: o Derby teve influência direta do árbitro, que prejudicou descaradamente o Palmeiras.

 

Amigos, percebem como na arbitragem dá para crucificar o árbitro dependendo da visão? Paulo César de Oliveira trabalhou em uma partida de alto grau de dificuldade, com os jogadores demonstrando total falta de Fair Play, seus dirigentes dispostos à reclamação (pré e pós-jogo), além de lances de difícil análise. O pênalti reclamado do Armero (a favor do Corinthians) e o gol em impedimento (contra o Palmeiras), seria o erro que poderiam questionar. Mas, cá entre nós: se você for árbitro, sabe que aquele pênalti é de difícil marcação e de interpretação complicada. Só no sofá e com algumas câmeras auxiliando para acertar. E sabe também que o impedimento não assinalado é lance muito rápido, de dúvida (e se há dúvida, deve decidir pró-ataque). Ali é no tira-teima mesmo.

Assim, PC foi muito bem no jogo. Teve que apitar contra tudo e contra todos e os erros reclamados (os coerentemente reclamados, a chiadeira de torcedor não vale) são os chamados “erros aceitáveis” no mundo da arbitragem. Nada escandaloso a contestar!

Nas duas análises, o torcedor vê o que quer. É paixão, e é normal. Aceitável, desde que não leve a violência. O que não pode é jornalista, dirigente e atleta entrando nessa onda, pois, afinal, são profissionais do esporte.