– Santacruzense X Batatais: Aprendendo com os Erros!

 

Ontem, uma situação desconfortável ocorreu pela série A3 do Campeonato Paulista. A árbitra Katiucia da Mota Lima cometeu um grave equívoco e depois consertou o seu erro. Durou quase 5 minutos a confusão, e, claro, com muita discussão. Mas 2 coisas me chamaram a atenção: o bisonho erro inicial e a covarde tentativa de agressão pós-jogo.

 

Entenda o lance:

 

Time do Santacruzense tem uma falta a seu favor. O jogador arruma a bola, adversário catimba, jogador ajeita novamente e… aquela demora costumeira.

Quando estava pronto para cobrar a falta, o jogador resolve ajeitar pela enésima vez a bola. Ao colocar a mão na bola novamente para arrumá-la, eis que o jogador adversário (Batatais) e aparentemente a árbitra também, entendem que ali foi cometida uma infração. O jogador do Batatais cobra a falta em favor do seu próprio time, e ainda por cima marca um gol! Circo totalmente armado…

 

Entenderam o erro?

 

Após autorização para a cobrança, o jogador colocou a mão na bola novamente. E a árbitra entendeu que ali houve uma mão na bola (pelas imagens, ela deve ter interpretado dessa forma ou foi levada a interpretar pela esperteza do time do Batatais, que reclamou de mão e cobrou o lance como se fosse dele). Houve uma espécie de “reversão da falta”.

 

Na verdade, a árbitra parece ter entendido que, após o apito, colocar a mão na bola seria uma infração. Entretanto, após um tiro livre, a bola só entra em jogo a partir do momento em que ela é tocada e se move. Assim, a bola só estaria em jogo quando alguém a chutasse. O uso das mãos naquele momento não coloca a bola em jogo, e, sendo assim, não é falta, já que a bola não entrou em jogo e a partida está parada aguardando um reinício. Ali, simplesmente, a árbitra poderia dar uma advertência com Cartão Amarelo por Retardamento e mandar o atleta agilizar a cobrança.

 

Como vocês poderão ver nas imagens do link abaixo, o jogador do Batatais cobra rápido a “falta”  (que não existiu ao seu favor, pois a partida não tinha sido legalmente reiniciada) e faz, para azar da árbitra, o gol. Chega a impressionar como os atletas do Santacruzense acuam a árbitra, sendo que em determinado momento o time inteiro (junto com a Comissão Técnica e outras pessoas) a colocam num cantinho do estádio, tendo o bandeira e o quarto árbitro como companheiros de defesa.

 

Após tanta discussão, o gol é anulado acertadamente, e aí a reclamação passa a ser do time do Batatais. A partida é reiniciada com um bola ao chão (erroneamente, pois se nada daquilo valeu, e a falta originariamente marcada a favor do Santacruzense foi cobrada pelo adversário, deve-se reiniciar o jogo com o tiro livre direto marcado anteriormente (num primeiro momento, dá a entender que há até erro de direito, caso o gol fosse confirmado. Mas, como argumento a favor da árbitra, pode alegar que, de repente, um bandeira houvera avisado o erro e por isso o fato de se voltar atrás).

 

Erros incomuns como esse que fazem com que a Regra de Jogo seja apaixonante. Mas vale registrar:

– o vacilo inicial da árbitra;

– a coragem final da árbitra;

– a pressão que deu certo do Santacruzense;

– as tentativas covardes de agressão pós jogo do Batatais sobre a moça (vide no relatório em: http://sumulaonline.fpf.org.br/sistema/sumula_file/getpdf.php?f=tmp7A16.tmp)

– a não manifestação do Sindicato dos Árbitros ou da Cooperativa (logo após a partida Prudente X São Paulo, eles se manifestaram prontamente em seus sites contra as reclamações de Paulo César Carpegiani. E agora, quando quase bateram numa moça, ficarão quietos?)

por fim: a urucubaca que é a relação Mulheres X Santacruzense. E justo naquele gol! É o mesmo palco em que Sílvia Regina foi acusada do famigerado “Gol de Gandula”, que nunca foi de gandula (eu estava lá… sei bem da história).

 

Veja o lance: http://www.youtube.com/watch?v=p_zbowoeolo

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

– Cadê os Resultados da Eleição da Coafesp?

 

Democracia é bom por causa disso: As eleições da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do estado de São Paulo, cujo candidato único era Silas Santana, ocorreu na última segunda dia 28. Não bastasse o fato do atual presidente da Cooperativa dos Árbitros ser também funcionário da FPF (o que traz, no mínimo, incompatibilidade de funções); não bastasse o fato do seu diretor, Arthur Alves Júnior, ser também o novo presidente do Sindicato dos Árbitros (o que traz uma incompatibilidade ainda maior, pois são, na verdade, 2 funcionários da FPF), ainda não se tem o resultado divulgado das eleições publicamente!

 

Claro que Silas Santana deve ter ganhado de lavada. Mas não custa nada os árbitros terem idéia de como foi a eleição na Cooperativa. No Sindicato, o placar foi de 260 X 0 ! Unanimidade sensacional…

 

No Rio de Janeiro, árbitros cariocas estão entrando na Justiça contra Jorge Rabelo, que, coincidentemente, trabalha na Federação Carioca e ao mesmo tempo é presidente da Cooperativa e do Sindicato local.

 

Como Rio e São Paulo são parecidos, não? Felizmente, lá, ao menos, alguém se manifestou…

 

Não posso deixar passar batido, embora com certo atraso, o excelente artigo do ex-árbitro Euclides Fiori, extraído do Blog do Paulinho: http://www.midiasemmedia.com.br/paulinho/?p=26226

 

COLUNA DO FIORI – FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

 

Ouvidor e Presidente da COAFESP

COAFESP

Continuo convicto que o surgimento da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo – COAFESP – ocorreu após algumas conversações coordenadas pelos “impolutos” dirigentes da FPF que em determinado momento decidiram:

Silas Santana – será o presidente  e Artur Alves Junior – secretário geral

HISTÓRIA

Silas Santana nunca participou de qualquer movimento em defesa dos árbitros alegando que sua função profissional – estrelinha da PM – impedia que participasse destes movimentos.

SEGURANÇA

O ex-árbitro Silas Santana sempre usou da sua condição profissional para fazer segurança direta ou indireta para Eduardo José Farah ex-presidente da Federação Paulista de Futebol.

Silas Santana foi e continua sendo abotoado com o ocupante do poder, seja DEUS, o Diabo, ou, o Talvez.

VANTAGENS

Com o serviço da segurança para Eduardo José Farah, repentinamente, Silas Santana foi subindo até chegar ao “admirável” quadro de Aspirante FIFA que nada representa, serve para premiar aqueles que estiveram ao lado dos mandatários, continua sendo premiar financeiro e satisfação para o egocentrismo.

OUVIDOR

Conforme postados anteriores, ratifico que Silas Santana enquanto presidente da COAFEP não pode e não deve ser ouvidor da FPF.

AVALIAR

O ouvidor analisa o desempenho do árbitro dentro do campo de jogo, sendo assim, em muitos casos poderá opinar pela punição ao árbitro.

CONFLITO DE FUNÇÕES

O exercício da presidência da COAFESP exige do ocupante total desincompatibilizar com funções antagônicas. Silas Santana, não o fez.

SAFESP

O futuro presidente Artur Alves Junior não teve concorrentes, foi candidato único, contando com apoio dos dirigentes da federação e dos clubes.

POSSE

Artur Alves Junior será empossado proximamente, sou convencido que deve pedir demissão da CEAF-SP, do cargo de secretário da COAFESP, bem como, de todas as funções que venham a conflitar com o cargo de presidente da principal entidade dos árbitros de futebol do estado de São Paulo.

BALANÇO

Em rápido passar de olhos pelas escalas anteriores, verifiquei que alguns dos árbitros que divulgaram a candidatura de Artur Alves Junior para a presidência do SAFESP, foram e são laureados pelas bolinhas que ostentam seus números quando do sorteamento.

ÁRBITROS DO INTERIOR

Em meu tempo sempre lutei por igualdade de condições entre os árbitros da capital e interior por abominar as intrigas que eram incentivadas pelos politiqueiros.

EM TEMPO

Sempre exigi que os dirigentes do SAFESP socorressem todos os árbitros fossem ou não associados por entender que é assim que se conquista credibilidade.

ATUALIDADE

Não podemos nos esquecer que os dirigentes da federação obrigam que os árbitros se filiem e paguem mensalidades para as duas entidades, caso não o façam, não são escalados.

– Amanhã é o dia! Boa Sorte e Parabéns, Cooperados

 

Está chegando o dia das eleições da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo. Amanhã, certamente, Silas Santana se reelegerá. E por muitos votos a zero.

 

Não dá para reclamar dos árbitros. Afinal, como alguém vai criticar a Cooperativa se o presidente é o Ouvidor da FPF? Mesma coisa com o Sindicato: como criticar o presidente se ele é membro da Comissão de Arbitragem? O medo das represálias é lógico.

 

Fica mais fácil criticar estando fora da arbitragem. Como, eu, lógico. Como muitos outros que saem da FPF. Respeitosamente, é claro.  Não que estávamos todos contentes, alegres e sorridentes quando apitávamos. Mas éramos impedidos pela obviedade. Garantidamente, não nos omitimos. Mas as críticas eram discretas, e, até pela pequena notoriedade dos nossos nomes, de pouca ressonância.

 

Parabéns aos eleitores. A democracia tem dessas também.

 

Ops: ao amigo que enviou um email dizendo que sou candidato de oposição: não busco e nem buscarei cargo algum, ok? Apenas posso manifestar a minha opinião. Ter liberdade é bom para isso. Aliás… tem oposição?

 

Sobre o assunto e detalhes da incompatibilidade de cargos da FPF, aqui: http://bit.ly/hxE4O2

– Árbitros Paulistas em Concentração

 

Louvável a iniciativa da FPF em concentrar 7 sextetos de arbitragem em hotéis para a 16ª Rodada. A iniciativa, segundo o Presidente da CEAF-SP, Cel Marcos Marinho, é preservar os árbitros da pressão e do clima de decisão.

Para o propósito ser perfeito, deveriam concentrar TODOS os 10 sextetos e nas rodadas derradeiras também. Mas, tudo bem, é uma experiência.

Ações desse tipo levam a discutir as condições de trabalho dos árbitros sulamericanos e europeus. O fator cultural será muito relevante no debate!

Um exemplo: o árbitro de Chelsea-ING X Copegnague-DIN, pela Champions League, levou 8,000.00 euro por seu trabalho. Aqui, pelo jogo Fluminense-BRA X América-MEX, o árbitro recebeu 800.00 dólares (valores aproximados).

Sensível a diferença, não?

Se lá na Europa temos belos e seguros estádios como Old Trafford, San Siro ou Santiago Bernabeu, aqui nós temos modestas arenas como a de Ibagué, Táchira ou Bombonera. Se a fidalguia ocorre num clássico como Bayern X Intenazionale, a selvageria rola solta em jogos do Banfield ou do Peñarol.

Em suma, a questão é: preparar psicologicamente o árbitro e concentrá-lo num hotel são atitudes profissionais;  entretanto,  não é muito pouco pelas cobranças que ele recebe, num pseudo-profissionalismo travestido de semi-profissionalismo?

Imagine a hipotética partida Prudente X Corinthians numa quarta-feira 22:00h. O árbitro teria que se concentrar na terça e praticamente perder a quinta para o retorno. Como ele não é profissional, depende das suas atividades profissionais particulares. Se empregado, esqueça. Qual empresa permite faltar de terça a quinta no serviço. Se profissional liberal, o reagendamento de seus compromissos o levaria à loucura!

A própria FPF cobra muito com excessivas reuniões e treinamentos, de eficácia duvidosa e planos de carreira obscuros. Pergunte aos árbitros categoria 2 e 3 se estão contentes com tal situação? O retorno em escalas, muitas vezes, não compensa.

E qual a solução? Profissionalizar? Mas com que modelo?

A FPF seria “o patrão”, arcando com os encargos sociais? Haveria um salário mensal adequado e resguardo contra pressões? Teriam um contrato mínimo de trabalho, assegurando a desistência das atividades que exercem na atualidade em seus ofícios?

É difícil responder. Mas o certo e curioso é de que: enquanto os jogadores de futebol discutem com os clubes o fim das concentrações, os árbitros passam a adotar tal regime. Quem estaria certo? Deixe seu comentário:

– Ranking dos Árbitros 2011 FPF

 

Saiu o Ranking da FPF para 2011. Mas quase em Abril?

 

Tá tudo errado… Ao invés de ser no começo, só agora?

 

Muitos ex-colegas me ligaram. Os antigos “pratas”, que se transformaram em Categoria 2, estão bravos. Muitos “Categoria 1”, de repente, não teriam condições de estarem nesse ranking, só estando por outros motivos…

 

Quais?

 

Aos árbitros, a palavra.

– FPF, Coafesp e Safesp: Incompatibilidade que Atormenta os Árbitros Paulistas.

 

 

Dia 28, a Cooperativa dos Árbitros terá eleições. Silas Santana será candidato e ganhará certamente. Aposto na vitória com quem quiser; podem escrever, replicar a mensagem ou desafiar. Mas não é que eu seja vidente, é que todo árbitro só poderá votar nele; afinal, exerce incompatibilidade de cargos sendo o Ouvidor da Federação Paulista de Futebol, cargo que assusta aos árbitros pelo poder de se fazer média com dirigente de clube.

 

 

No começo do Campeonato Paulista, o árbitro Flávio Guerra foi criticado veementemente pelo Ouvidor Silas e o Noroeste adorou! (Em: http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem.php?sec=52&sub=117&cod=45374)

 

A quem Guerra reclamaria? Ao Presidente da Cooperativa, o próprio Silas? Processo idêntico ao do Safesp. No Sindicato dos Árbitros está Arthur Alves Júnior, que ao mesmo tempo é membro da Comissão de Árbitros. Ou seja: incompatibilidade total de cargos!

 

 

Aos amigos, tudo a favor. Quem for contra…

 

 

Veja um exemplo de que a Cooperativa e Sindicato não trabalham para os árbitros: Na partida entre União Barbarense X São Bento (A2), Alessandro Darcie e seus bandeiras foram pisoteados pelos dirigentes, em: http://sumulaonline.fpf.org.br/sistema/sumula_file/getpdf.php?f=tmpE152.tmp

 

O árbitro foi covardemente agredido, chutado e humilhado! Cadê a Cooperativa ou o Sindicato dos Árbitros?

 

 

Alguém viu alguma manifestação dessas entidades ou da FPF? E depois eles vêm pedir – ou melhor impor o desejo de voto!

 

 

Interessante que, dias atrás, o São Bernardo esteve na FPF criticando o (agora ex) árbitro Milton Etsuo Ballerine, pela arbitragem de Santos X São Bernardo (o fato foi divulgado pela coluna ‘De Prima’, Lance, 17/03/2011, pg 02). E não é que entrou no site da Ouvidoria uma análise do Silas Santana detonando o árbitro, depois que ele pediu baixa da FPF? Em: http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem.php?sec=52&sub=117&cod=46500

 

Ué, mas o presidente da Cooperativa, que é o mesmo da Ouvidoria, não deveria se auto-criticar e fazer um auto-memorando de repúdio, já que é o mesmo que ataca e quem deveria defender?

 

Lógico, afinal o Silas-Ouvidoria da FPF critica um árbitro depois de encerrar a carreira (análise feita a pedido do Cel Marcos Marinho, segundo o próprio site) e deveria ser prontamente repreendido pelo Silas-Cooperativa, pois, afinal, cadê o direito do árbitro se manifestar? A Cooperativa deveria brigar por isso!

 

E o pior é que no dia 28 o Silas vai ganhar de lavada… ou melhor, com nenhum voto contra. Afinal, na eleição do Arthur na Safesp, o resultado foi de 260 votos dos 261 possíveis (1 corajoso anulou; ou não quiseram dizer que ganhou de zero?)

 

 

E você, o que acha disso: os árbitros não se manifestam contrariamente por medo de punição, falta de coragem, acomodação ou por gostarem desse sistema de dominação? Deixe seu comentário:

– FPF passa “Recibo” aos Clubes Chorões?

 

Ser atencioso e educado aos dirigentes de clubes, politicamente correto e ao mesmo tempo não abrir mão da firmeza de suas decisões, são virtudes de uma Comissão de Arbitragem!

 

Defender seus comandados também, pois os árbitros, em si, não são adversários ou inimigos dos clubes, mas atores tanto quanto os jogadores e precisam de respaldo dos seus superiores para trabalharam sem preocupações de veto.

 

Na última segunda-feira, o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, esteve na FPF reclamando da arbitragem com a CEAF-SP. Entretanto, nesta quinta-feira, leio com espanto a notícia da agência Lancepress (do site Lancenet), de que o Cel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Árbitros, apontou como acerto a decisão de Flávio Guerra em não marcar pênalti contra o Corinthians no jogo contra o Mirassol, declarando que: Não se incomoda com a reclamação por parte dos clubes; não em relação ao Corinthians, mas às duas partes. Na distribuição de cartões, ele (árbitro) acabou adotando um estilo neste jogo que não deu certo”. Ele afirma ainda que o árbitro “não receberá nenhuma punição ou suspensão por parte da comissão de arbitragem”, que confia na revisão dos conceitos por parte de Flávio Guerra e que a Comissão concordou com a decisão do árbitro durante o jogo, no último domingo, que não marcou pênalti após a bola atingir o braço do meia corintiano Morais, dentro da área:

 

“- O lance de pênalti foi discutível, então acabamos não apontando como um erro. Ficou apenas a parte disciplinar.” – Marcos Marinho

 

Ora, respeito a decisão do amigo Guerra e a fala do Cel Marinho, mas o erro é indiscutível! O jogador corre com os braços levantados, num movimento anormal de quem está em velocidade ou que vai disputar lealmente a bola. Há a clara intenção em evitar o cruzamento do adversário, indo contra todos os princípios da regra 12 sobre o discernimento de lances de ‘mão na bola’ ou ‘bola na mão’ (Faltas e Incorreções)!

 

Sinceramente, gostaria de entender: do que o Corinthians se queixou? Da expulsão ao Jorge Henrique? Talvez sim, já que o corinthiano foi expulso por receber o segundo cartão amarelo, ao invés de ter recebido o cartão vermelho direto, por carrinho frontal nas pernas do adversário…

 

Lamentável a CEAF-SP dizer indiretamente de que o erro contra o time do presidente Andrés Sanches não aconteceu, mas as supostas queixas contra o time são justas!

 

É claro que esse tipo de pressão é “preventivo”, já que novamente houve erro (não intencional) de não marcação de pênaltis contra o Corinthians (vide Ouvidoria da Arbitragem da FPF, onde há o pedido de desculpas ao Noroeste por 2 pênaltis não-marcados contra o Corinthians – também apitado por Guerra). Tal fato nada mais é do que justificativa contra a chiadeira dos adversários e resguardo para as fases finais do campeonato.

 

E você, o que acha disso: a FPF dizer que o árbitro vai rever os seus conceitos a um presidente de time que vai reclamar indevidamente a ela é “passar recibo”, ou seja, ceder a pressão do clube grande? Deixe seu comentário:

– Valeu, Ballerine

 

O amigo e ótimo árbitro de futebol Milton Etsuo Ballerine resolveu encerrar a carreira. Pendurou o apito!

 

O futebol fica sem um árbitro moderno, que sabia deixar o jogo correr. Porém, parece que os compromissos da vida pessoal falaram mais alto.

 

Valeu, companheiro. O importante é sair por cima, limpo, sem precisar baixar a cabeça para ninguém.

 

Boa sorte nessa nova fase da sua vida!

– Árbitros FIFA 2011 e as Novas Categorias!

 

Amigos, a CBF divulgou novos aspirantes ao quadro de árbitros da FIFA: um matogrossense, um capixaba e outro gaúcho. Também divulgou as novas árbitras e bandeiras brasileiras no quadro FIFA, bem como as aspirantes.

 

Abaixo a relação, com uma ressalva: com o discurso de integrar o Brasil, repare que estados como Sergipe, Maranhão ou Espírito Santo ganham bastante destaque. Já o estado de São Paulo parece não ter a mesma representatividade e importância no quadro de árbitros, se compararmos à força dos clubes e da riqueza da Federação Paulista de Futebol.

 

Abaixo:

 

ÁRBITRAS FIFA

Ana Karina Marques – PE

Eveliny Pereira de Almeida – CE

Francielli da Costa Bento – MG

Simone Xavier da Silva – RJ

 

ÁRBITRAS ASSISTENTES FIFA

Cleidy Mary Nunes Ribeiro – SE

Katiuscia Mayer Berger Mendonça – ES

Márcia Bezerra Lopes Castro – RO

Maria Elisa Correia Barbosa – SP

 

   ASPIRANTES ÁRBITRAS FIFA

   Ateliane Soares Milles – MA

   Daniella Coutinho Pinto – BA

   Regildênia Holanda de Moura – SP

   Thayslane de Melo Costa – SE

 

   ASPIRANTES ÁRBITRAS ASSISTENTES FIFA

   Janete Mara Arcanjo – RJ

   Lilian da Silva Fernandes Bruno – RJ

   Nadine Scharam Bastos – SC

   Tatiana Jacques de Freitas – RS

 

ÁRBITROS FIFA

Evandro Rogério Roman – PR

Gutemberg de Paula Fonseca – RJ

Heber Roberto Lopes – PR

Leandro Pedro Vuaden – RS

Marcelo de Lima Henrique – RJ

Paulo César de Oliveira – SP

Ricardo Marques Ribeiro – MG

Sálvio Spínola Fagundes Filho – SP

Sandro Meira Ricci – DF

Wilson Luís Seneme – SP

 

ÁRBITROS ASSISTENTES FIFA

Alessandro Rocha Matos – BA

Altemir Hausmann – RS

Carlos Berkenbrock – SC

Dilbert Pedrosa Moisés – RJ

Emerson Augusto Carvalho – SP

Erich Bartolomeu Bandeira – PE

Marcelo Van Gassen – SP

Márcio Eustáquio Santiago – MG

Roberto Braatz – PR

Rodrigo Pereira Jóia – RJ

 

   ASPIRANTES ÁRBITROS FIFA

   Bruno Boschila – PR

   Cleriston Caly Barretos Rios – SE

   Fabiano da Silva Ramires – ES

   Fábio Pereira – TO

   Fabrício Vilarinho da Silva – GO

   Guilherme Dias Camilo – MG

   Kleber Lúcio Gil – SC

   Marrubson Freitas – DF

   Thiago Brígido – CE

   Vicente Romano Neto – SP

 

   ASPIRANTES ÁRBITROS ASSISTENTES FIFA

   2010 André Luís de Catro – GO

   2010 Arilson Bispo da Anunciação – BA

   2010 Célio Amorim – SC

   2010 Cláudio Luiz Mercante – PE

   2010 Francisco Carlos do Nascimento – AL

   2010 Luiz Flávio de Oliveira – SP

   2011 Márcio Chagas de Souza – RS

   2010 Nielson Nogueira Dias – PE

   2011 Pablo dos Santos Alves – SE

   2011 Wagner Reway – MT

   2010 Wilton Pereira Sampaio – DF

 

ESPECIAIS (ex-FIFAS, recebendo taxas FIFA)

Alício Pena Jr – MG

Djalma Beltrami – RJ

Péricles Bassols Cortes – RJ

Hilton Moutinho Rodrigues – RJ

 

CBF 1

30 árbitros + 80 árbitros assistentes

 

CBF 2

Demais Árbitros do Quadro da RENAF

 

Obs: A relação com os CBF’s 1 e 2 pode ser obtida na lista da RENAF, em: www.cbf.com.br/media/75321/renaf_2010.pdf

 

E você, o que acha disso: os nomes dos futuros FIFA’s representam bem o futuro da arbitragem brasileira ou não? Deixe seu comentário:

(abraços ao amigo Wagner Reway – fizemos juntos o 1o. Curso para Novos Árbitros CBF na Gestão do Dr Edson Rezende, na Granja do Comary – Teresópolis/RJ – árbitro esforçado e valoroso!)

 

 

 

– Palmeiras e a Sorte com os Árbitros

 

Calma, não é nenhum artigo-denúncia ou bomba a ser detonada. Apenas uma observação curiosa, calcada em números e comprovações. Mas, pelos resultados, torna-se muito interessante.

 

A Folha de São Paulo do último sábado trouxe o seguinte dado: passado pouco mais da metade do Campeonato Paulista de 2011, o Palmeiras era a 2ª equipe mais faltosa do Paulistão (o 1º é o Bragantino). Entretanto, é apenas o 17º em cartões amarelos recebidos. E até a Rodada 11, nenhum cartão vermelho fora aplicado contra os palmeirenses! E, sendo time de Luiz Felipe Scolari… (lembra de quando ele treinava com 10 jogadores, se prevenindo de possíveis expulsões?).

 

Ao olhos da arbitragem, parece que o Palmeiras ganha com a benevolência da não-punição do rodízio de faltas – sim, aquelas faltas bobas, ditas “de jogo”, e que numerosas (embora não violentas) picam o jogo e passam desapercebidas pelos árbitros, matando jogadas e beneficiando o antijogo. Claro, essa análise é empírica mas válida, já que os números são frios e exatos.

 

Tal situação me remete ao Paulistão de 2009. Foram 19 pênaltis a favor em 19 jogos. Claro que se os 19 foram cometidos, tudo bem. Mas é curioso ver que o São Paulo, no mesmo campeonato e com o mesmo número de jogos, teve apenas 1 marcado a seu favor. Se somados 2008 e 2009, 38 pênaltis ao Verdão!

 

Ainda como número interessante: em 2009, o Palmeiras teve a sorte de ter todos os árbitros categoria Ouro C, recém-promovidos da série Prata, sorteados para seus jogos no Palestra Itália. Jovens árbitros em seu primeiro ano na divisão maior, com o Luxemburgo no banco, “fungando no cangote”?… hum… pode pesar! Quantos novatos em seus jogos no mesmo torneio os outros grandes tiveram?

 

Sorte. Seria esse o resumo de tudo isso? Ou competência do treinador em montar um esquema que burla a percepção do árbitro? Deixe seu comentário:

– FIFA proíbe os Snoods

 

Na reunião promovida pela FIFA com o International Board em Newport, País de Gales (neste sábado) as decisões referentes à tecnologia no futebol ficaram adiadas por mais um ano. A única certeza é de que na Euro-2012 Ucrânia e Polônia, haverá a utilização dos árbitros adicionais.

 

Mas, depois de tanta discussão, houve sim uma decisão relevante na Europa e totalmente boba para o Brasil. A proibição dos SNOODS.

 

Snood é aquele cachecol utilizado por jogadores em partidas de frio extremo, encobrindo o pescoço envolvendo-o sem nenhum pedaço de tecido solto. A FIFA alega que tal vestimenta, em caso de acidente, poderia estrangular o atleta.

 

Tanta coisa para discutir… e a FIFA proíbe cachecol? Tenha dó

– No Paulistão, Jogador tem medo de qual Árbitro?

 

Mano Menezes convocou a Seleção Brasileira de Futebol, e, ao mesmo tempo em que trás de volta alguns jogadores que participaram da Copa-2010, busca a renovação com nomes emergentes, como Lucas e Neymar.

 

Neymar já é bem conhecido na América do Sul, além de sua fama começar a se espalhar mundialmente. Recentemente, um amigo meu esteve na fria Eslovênia, a fim de ganhar uns trocados no campeonato local; e lá Neymar é famoso! Os garotos da sua equipe perguntavam sobre o “brazilian bad boy que jogava no “Pelé’s team. Ou seja, a fama de cai-cai se confunde com a de rebelde lá no fim do mundo…

 

Digo isso pois “ter nome de respeito” é importante. Se a fama de craque prosperar como a de “bad boy”, tudo bem. O adversário respeita o nome famoso. Domingo passado, no clássico entre São Paulo X Palmeiras, o zagueiro Danilo disse que o time ficou preocupado quando viu Rivaldo se aquecer. Mesmo sem a bola ter chegado no sãopaulino, a respeitabilidade fica nítida.

 

Assim, trago o mesmo exemplo para o mundo da arbitragem. Quais árbitros paulistas conseguiram adquirir respeito tão grande quantos os craques? De bate-pronto, quem você acha que os jogadores respeitam?

 

Sem dúvida alguma você ouvirá dos boleiros: Paulo César de Oliveira, Sálvio Spínola Fagundes Filho, Wilson Luís Seneme, Cléber Wellington Abade (mesmo esse último estar sendo muito mal aproveitado nesse ano, sabe-lá-Deus-pq!).

 

Se um desses nomes entrar em campo, o comportamento dos atletas é diferente. Veja como em alguns jogos os árbitros agüentam reclamação ao pé-do-ouvido dos jogadores, e como isso não acontece com esses grandes árbitros.

 

Agora fica a pergunta: em 2005, quando ocorreu o episódio da Máfia do Apito, quais eram os nomes de grande respeitabilidade da arbitragem paulista?

 

Eram Paulo César de Oliveira, Sálvio Spínola Fagundes Filho, Wilson Luís Seneme, Cléber Wellington Abade (até dei CTRL C + CTRL V para facilitar.)

 

Passaram 6 anos, e os nomes não se renovaram! Aí fico pensando… os nomes dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol eram bem diferentes dos de 6 anos atrás. Do clube de seu coração, certamente também. Mas os nomes importantes da arbitragem…

 

Um detalhe: nesse período tivemos inúmeras divisões e inúmeros campeonatos amadores na FPF. Não havia espaço para se testarem outros nomes? Cadê a meritocracia? Surgiu o famigerado Ranking da Arbitragem. Deu em algo? Nada, a não ser um vexatório modelo burocrático onde árbitros não eram classificados por pontuação, mas por fórmulas obscuras contestáveis cuja colocação era pública mas não o motivo do acesso.

 

Por fim, um detalhe importante: enquanto muitos tentam se firmar há anos e outros que estão “renovando o quadro forçosamente”, ganhando oportunidades mais do que outros (talvez por motivos políticos), observo que os nomes de respeito que persistiram possuem uma característica em comum: surgiram no tempo em que os professores Gustavo Caetano Rogério e Antonio Cláudio Ventura estavam a frente da arbitragem.

 

Hum… passou a gestão de José Manuel Evaristo e nela o advento do Edilson Pereira de Carvalho como FIFA. Entrou o Cel Marcos Marinho, e nenhum nome se firmou nacionalmente (ao menos, que esteja atuando). Aliás, desde que o Farah saiu, qual grande nome de árbitro surgiu na administração Marco Polo Del Nero?

 

E você, acha que o jogador se comporta diferente com árbitro de nome ou não? Deixe seu comentário:

– São Paulo X Palmeiras: de 8 a 80!

 

Como é difícil avaliar arbitragem. Em partidas normais, já é complicado dar uma nota ao árbitro. Imagine em jogo atípico?

 

Quer um exemplo prático disso: No Marca Brasil de hoje, o árbitro foi o destaque negativo da partida (pg 02). No Lance, o árbitro foi aquele quem tirou a melhor nota do jogo (pg 04). Ou um dos avaliadores se equivocou profundamente, ou podemos afirmar que a subjetividade é maior do que pensamos.

 

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza é um bom árbitro. Se fosse jogador de futebol, não seria nenhum Zico, mas também não seria nenhum Jatobá. Tem rodagem (rodagem nem sempre é sinônimo de experiência adquirida, atenção! Você pode trabalhar anos numa micro-empresa e ter dificuldade em exercer o mesmo ofício numa multinacional…) e ótimo porte físico. Mas a pressão que sofreu foi muito grande, somando-se a necessidade de grande equilíbrio emocional e, por que não, boa colaboração esportiva dos atletas (que nitidamente não ocorreu).

 

Os problemas começaram antes do jogo. Duvido-e-oh-dó que a decisão de iniciar ou não a partida foi “exclusivamente dele”, conforme disse em entrevista o presidente da FPF Marco Polo Del Nero. Teria que ser, mas… leve em conta o seguinte: ninguém gosta de remarcar jogo prestes a iniciar. Motivo: dificuldades em logística e bilheteria (ressarcir torcedor é trabalhoso), arranjar datas, boa vontade das equipes, entre outras coisas. A ordem é: FAÇA O JOGO E SÓ SUSPENDA EM ÚLTIMO CASO. Essa ordenação não está no papel, mas nas reuniões a portas fechadas.

 

Considere: se chovia muito antes da partida, o árbitro tem que entrar em campo (mesmo com seu paletó de viagem) e fazer o teste com a bola, rolando-a pelos diversos espaços do gramado e principalmente nos pontos críticos. Se julgar que a quantidade de água é muito grande e a drenagem não funcionará a contento até o horário da partida ou próximo dele, ADIE A PARTIDA IMEDIATAMENTE. Assim, evita-se a criação de expectativa entre torcedores (comprar ou não o ingresso), e, principalmente, trabalhos de aquecimento e re-aquecimento de atletas.

 

Se por ventura a tempestade ocorrer num tempo muito próximo do início da partida, aguarde NO MÍNIMO 30 MINUTOS. O motivo é que, se todos estão prontos e não dá para jogar, espere esse tempo para verificar a possibilidade de melhora climática e escoamento da água. Claro, bom senso é importante, mas também intangível. Esperar 1 hora seria exagero? Talvez sim, talvez não.

 

Se é perceptível que os clubes não querem jogar, e o motivo é logicamente as condições do campo, por que não levar em conta tal importante manifestação? O peso dessa negativa deve ser relevante na hora do árbitro decidir! E, cá entre nós, será que somente o árbitro decidiu? O jogo é pela TV Globo, e por muito menos a FPF já adiou jogo. Não me esqueço que um dia ocorria jogos na Javari e no Nicolau Alayon num sábado de manhã chuvosa, e que neste mesmo dia, as 9h da matina, suspendeu-se Palmeiras X Sertãozinho á tarde. Aliás, o Corinthians e a Portuguesa se lembram bem de quase tirarem seus atletas do banho, após o árbitro Flávio Rodrigues Guerra ter suspendido uma partida chuvosa no Pacaembu e terem que retornar ao gramado.

 

Nesses casos, a partida é remarcada para o dia seguinte, às 15:00h. Imagino o desconforto do Palmeiras jogando na segunda-feira contra o São Paulo e entrando em campo na quarta-feira pela Copa do Brasil…

 

Se falamos tudo isso dos problemas iniciais do jogo, é melhor não falar da partida em si. O jogo foi difícil e deixamos a avaliação técnica para outra ocasião. Mas lembre-se: não foi Zico e nem Jatobá quem entrou em campo. Fica a subjetividade no ar, principalmente nos critérios da aplicações de cartões e interpretação de possíveis agressões ou não.

 

Felizmente, nenhum atleta se lesionou por conta do gramado. Não falo de poças d’água, mas do fato de estar excessivamente liso e pesado, onde possíveis contusões podem ocorrer frente as condições e pelo excesso de carrinhos e escorregões.

 

E você, o que achou do clássico? Deixe seu comentário

– Estudar a Arbitragem para São Paulo X Palmeiras?

 

Hoje teremos mais um Choque-Rei (com arbitragem de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, assistência dos amigos Márcio Luís Augusto e Marcos Gonzaga, auxílio de Claus – que apitou o clássico de domingo passado – e Leonardo Ferreira Lima, além do trabalho do quarto árbitro Bizzio) e sobre isso vale a fala na visão de um árbitro: como se preparar para apitar esse jogo?

 

Primeiro vamos a uma questão pertinente: há duas correntes no mundo da arbitragem – uma, mais antiga, de que o árbitro deve ser alheio de tudo o que envolve as equipes para apitar sem influência alguma; a outra, mais européia, de que você deve estar atento a tudo o que influenciará o jogo.

 

Confesso que gosto da segunda corrente. Estudar os times, estar informado de situações possíveis ajudará a conduzir a partida com mais sabedoria. Certa vez, disse que gostava de estudar não só a arbitragem mas também os esquemas táticos das equipes. Fui advertido de que isso era irrelevante, pois você deve cumprir a regra. Ora, é essa mentalidade retrógrada (a mesma que pune quem dá entrevistas ou quer obscuridade nas comissões de arbitragem) que faz o árbitro ser tão antipático e odiado.

 

Cito o jogo de hoje: se eu souber como o São Paulo ou o Palmeiras jogarem, posso me preparar para mais contra-ataques ou não, para mais marcações de faltas ou não. Se um time joga no 4-4-2 ou no 3-5-2 posso mudar meu posicionamento em campo. Se há em campo jogador que aceita ou não provocação preciso ficar atento para o unfair-play do adversário. Isso só ajuda o árbitro e ao espetáculo.

 

Por exemplo: estudando o jogo, lembro dos incidentes de um Palmeiras X São Paulo recente, onde Kléber acertou uma cotovelada em André Dias e Alex Silva tomou as dores. O palmeirense mandou o sãopaulino dançar balé, literalmente! Ora, não é o caso de eu avisar ao árbitro de meta de que, na primeira discussão entre ambos, adverti-los para o bem do clássico? Ou, ainda, estar atento às possíveis simulações de Valdívia, que, diga-se de passagem, parou com o costumeiro cai-cai. Mas, num clássico como esse, encostou na área…

 

Por que não estudar as características dos atletas?

 

O jogo entre essas equipes tem sido há muito tempo polêmico, desde o episódio do gás no vestiário, onde a  FPF se calou e não puniu ninguém. A equipe de arbitragem estar atenta a todos esses lances e acontecimentos é vital para um bom jogo.

 

Boa sorte aos amigos!

 

E você, acha que é importante para o árbitro estudar os atletas antes de um jogo? Deixe seu comentário:

– Envolvidos no caso “Máfia do Apito” terão que pagar R$ 160 mi!

 

Árbitros, FPF, CBF e apostador: os envolvidos no escândalo “Máfia do Apito”, segundo a Justiça Brasileira, terão que pagar R$ 160 milhões ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

 

Trabalhei algumas vezes com os árbitros Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon. Felizmente, em nenhum dos ditos jogos suspeitos e posteriormente suspensos. Eram personalidades opostas, e ninguém os via junto na pré-temporada da FPF e nem em conversas informais nas reuniões. Edilson era introvertido, estúpido e antipático. Danelon era piadista, alegre, sorridente. O primeiro amigo íntimo do pessoal da FPF ligado ao Vale do Paraíba. O segundo, ajudava a CEAF.

 

A decisão é de primeira instância. Mas… opinião pessoal: ninguém vai pagar nada, e a impunidade vingará! Infelizmente…

 

Tomara que minha sensibilidade tenha me enganado.

 

Extraído de IG: http://bit.ly/hY3sPm

 

RÉUS DA MÁFIA DO APITO SÃO CONDENADOS A PAGAR 160 MILHÕES DE REAIS

 

A 17ª Vara Cível da Justiça de São Paulo condenou os réus no processo da “Máfia do Apito”, como ficou conhecido o caso de manipulação de resultados no futebol brasileiro e sul-americano que aconteceu em 2005. O ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) terão que dividir uma multa de R$ 160 milhões, enquanto o empresário Nagib Fayad, o ex-árbitro Paulo José Danelon e a FPF (Federação Paulista de Futebol) foram condenados a pagar o equivalente R$ 20 milhões.

 

A divisão dos valores será conhecida na sentença do juiz, que será publicada na próxima segunda-feira. A decisão foi em primeira instância e, por isso, cabe recurso. Inicialmente, a promotoria havia pedido indenização de R$ 34 milhões, mas a Justiça entendeu que esse valor deveria chegar a R$ 180 milhões.

 

A CBF afirmou ao iG, por meio de sua assessoria de imprensa, que irá recorrer. “A CBF ainda não foi notificada, mas informa que essa é a primeira instância e vai recorrer. Temos certeza que a Justiça irá analisar o caso corretamente”, afirmou o diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Paiva. Os outros condenados não foram encontrados para comentar a decisão.

 

O procedimento aponta que em casos como esse, uma ação coletiva na qual não há um beneficiário específico, o dinheiro da sentença é enviado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que é controlado pelo Ministério da Justiça.

 

O Fundo recebe indenizações provenientes de processos que envolvem danos morais e patrimoniais causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. O caso da “Máfia do Apito” se encaixa no direito do consumidor. Se o réu não tem dinheiro para pagar, bens são penhorados. Nenhum dos envolvidos foi preso.

 

O processo criminal sobre a “Máfia do Apito” foi arquivado em agosto de 2009. Os desembargadores Christiano Kuntz, Fernando Miranda e Francisco Menin entederam que não havia na legislação um artigo que enquadrasse o caso. Com a decisão, nenhum dos envolvidos no esquema de apostas colocou sob supeita o Campeonato Brasileiro de 2005 foi punido criminalmente.


A decisão na esfera Cível foi comemorada pelo promotor José Reinaldo Carneiro Bastos, que comandou as investigações no Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) e acusou os envolvidos na esfera criminal.

 

“Muitas pessoas falam que a investigação não deu em nada, e não é verdade. Foi a maior investigação da história do futebol brasileiro, se não foi do futebol mundial, e teve consequências na esfera desportiva e agora na cível. E na criminal ainda estamos tentando reverter no STJ (Superior Tribunal de Justiça)”, disse Bastos ao iG. Os envolvidos no escânda-lo foram banidos do futebol (os árbitros Carvalho e Danelon). Bastos também se referiu aos 11 jogos anulados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (leia mais abaixo).

A “Máfia do Apito”

 

Em outubro de 2005, a revista “Veja” revelou investigação conjunta entre Ministério Público e Polícia Federal sobre esquema de manipulação de resultados de jogos de futebol, encabeçado por empresários que apostavam pela internet. Jogos do Paulista, da Libertadores, da Copa Sul-Americana e Brasileiro estavam sob suspeita. Os acusados eram os árbitros Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, ambos filiados à FPF.

 

Outro acusado era o empresário Nagib Fayad, que com outros três empresários combinava com os árbitros resultados de algumas partidas que apostariam em sites clandestinos na internet. Pela acusação, Carvalho e Danelon recebiam de R$ 10 mil a R$ 15 mil para que o time certo vencesse.

 

No sábado, dia 25 de setembro de 2005, a PF prendeu Edilson Pereira de Carvalho e Fayad. Carvalho trabalhou em 25 partidas em 2005, sendo 11 do Campeonato Brasileiro, que já estava no segundo turno. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu em 2 de outubro anular as 11 partidas comandadas por Carvalho, que foram repetidas. O fato beneficiou o Corinthians, que venceu jogos que havia perdido e acabou na frente do Internacional como campeão brasileiro.

– Choque-Rei de Domingo

 

Boa sorte ao amigo Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, bem como à toda equipe de arbitragem para o clássico São Paulo X Palmeiras, no próximo domingo.

 

Caprichá lá, Marcelão!

– Paulistão no Último Domingo e outras Notas

 

1) – Segundo Eduardo Ohata e Bernardo Itri, na Coluna Painel da Folha de São Paulo (21/02, D8), Luis Paulo Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians, diz que só em 2012 o clube negociará o “naming right” do novo estádio.

Ué, mas não foi o presidente André Sanches quem disse que só com o valor da venda dos direitos do nome do novo estádio, o custo se pagaria? Na época, ele sugeriu absurdos 20 milhões anuais por 15 anos.

Se (por ventura, talvez, quem sabe, quiçá), o Corinthians alcançasse esse valor utópico, como é que faz para pagar os fornecedores se a data limite para o início da obra é abril de 2011 (e a negociação começaria em 2012)?

 

2) – Corinthians X Santos: o amigo Raphael Claus foi bem no clássico de ontem, embora, única ressalva, algum exagero de rigor nos cartões amarelos. Mas reparou que o Edu Dracena grudou no Liedson, e que após receber o Cartão Amarelo, desgrudou? E quando isso ocorreu, o “Levezinho” deixou o dele! O trocadilho é infame mas não se perde a piada: boa troca do Gordo camisa 9 para o Magro 9 (dentro de campo, lógico).

 

3) – Ainda no clássico: sei que os Quarto-Árbitros é quem controlam a contagem do número de faltas nas partidas, e sei também da dificuldade em marcá-las até pela correria do jogo. Mas consta na súmula apenas 15 faltas do Santos na partida toda???

 

4) – E o Adilson Baptista, treinador do Santos, exorcizando seus fantasmas contra os jornalistas? Ao ser questionado sobre o fato de Maikon Leite ter ficado no banco, reclamou dizendo que a imprensa instigava esse tipo de polêmica. Quando ganha o mérito é do time, e quando perde é dos outros?

 

5) – Alguém já reparou que, se o Campeonato Paulista acabasse hoje, o Paulista de Jundiaí seria o campeão do Interior? Mas o regulamento é tão gozado que, numa improvável situação, se os grandes não ficassem entre os 8 primeiros, fora a Portuguesa, o 14º. Colocado do campeonato, seja quem for, seria automaticamente Campeão Paulista do Interior? Ainda, pelo regulamento, a única forma antecipada de não termos 2 grandes clubes na final seria a também improvável classificação eqüidistante dos mesmos (Primeiro e Segundo contra Último e Penúltimo)? Capricharam, hein?

 

6) – Ontem o Milan ganhou do Chievo, pelo Campeonato Italiano, e um gol ocorreu após ajeitada de mão do atacante brasileiro Robinho e que não foi anulado. Um diretor italiano do clube de Verona disse: “o problema é que aqui na Itália os grandes jogam com uma regra e os pequenos com outra, e os árbitros nunca se esquecem disso”. Só na Itália, amigo?

 

7) – Por fim: a Seleção da Palestina fará sua primeira partida oficial de futebol em seu território, na história! Será contra a Tailândia. Nem antes da criação do Estado de Israel a seleção palestina havia disputado um jogo na região das Cisjordânia. Já que a Palestina é reconhecida pela FIFA, a entidade máxima do futebol não deveria seguir o mesmo princípio com a Seleção da Catalunha, Caxemira, Nepal ou Taiwan?

– Torcedores X Árbitros: Processo contra o Juizão?

 

Se a moda pega…

 

Leio, até mesmo com certa surpresa, que a Justiça Brasileira ainda dá respaldo a chororô de torcedores. A mesma Justiça que nada faz em relação a torcedores armados nas arquibancadas na Paraíba (no jogo Treze X são Paulo), que fecha os olhos para os atos violentos de torcedores corinthianos contra a sua própria equipe, e por fim, que deve estar sem processos judiciais mais importantes para analisar.

 

Digo isso pois, segundo o site mineiro “Superesportes” (citação abaixo), o árbitro Sandro Meira Ricci está sendo processado por torcedor cruzeirense devido a sua atuação na partida Corinthians X Cruzeiro, pelo Brasileirão 2010.

 

João Carlos Fonseca, torcedor de Belo Horizonte, viajou à SP a fim de acompanhar a partida. Descontente com a atuação do árbitro, o processou baseado no Estatuto do Torcedor e Código de Defesa do Consumidor. Pede reembolso das passagens aéreas e do ingresso, além de um valor a ser estipulado por danos morais.

 

Márcio Rezende de Freitas passou por este mesmo perrengue, respondendo a processos de vários pontos do país em referência à partida Corinthians X Internacional, no fatídico lance que envolveu a expulsão de Tinga. Todos, logicamente, deram em nada.

 

Sugestão utópica ao amigo Sandro Meira Ricci: que tal um processo a todos os torcedores que o ofenderam, aos dirigentes que o caluniaram e aos comentaristas que o criticaram?

 

Claro que sugiro de brincadeira, apenas para mostrar o seguinte: se a lei permite que um torcedor processe um árbitro por discordar da sua marcação, faz ele sair de casa, arranjar advogado, viajar, perder dia de trabalho, por que não o árbitro fazer o torcedor mal-educado passar pela mesma situação, se sentir ofendido pelo xingamento da arquibancada?

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a matéria do Superesportes (http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2011/02/18/noticia_cruzeiro,177438/arbitro-sandro-meira-ricci-comparece-a-audiencia-em-bh-e-apresenta-sua-defesa.shtml)

 

ÁRBITRO SANDRO MEIRA RICCI COMPARECE A AUDIÊNCIA E APRESENTA SUA DEFESA

 

O árbitro Sandro Meira Ricci, do quadro da Fifa, compareceu nesta sexta-feira ao Juizado Especial das Relações de Consumo, em Belo Horizonte, e participou de audiência de conciliação marcada pelo juiz Paulo Barone Rosa relativa à ação movida pelo torcedor do Cruzeiro João Carlos Fonseca.


O cruzeirense se sentiu lesado pela atuação de Sandro Meira Ricci na partida realizada em 13 de novembro do ano passado, no Pacaembu, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, em que o Cruzeiro saiu derrotado pelo Corinthians por 1 a 0, com gol de pênalti de Ronaldo. Naquele dia, o árbitro e seus auxiliares tiveram uma atuação muito contestada pelo clube mineiro e pela imprensa.


Para mover a ação, João Carlos Fonseca se baseou no artigo 30 do Estatuto do Torcedor e no artigo sexto do Código de Defesa do Consumidor. Por ter se deslocado de Belo Horizonte a São Paulo para assistir à partida, ele exige indenização por danos materiais de R$ 110 (passagens e ingressos) e morais, cujo valor seria arbitrado.


Sandro Meira Ricci compareceu à audiência de conciliação com o seu advogado e permaneceu calado. Por escrito, ele apresentou uma defesa, em que considera o torcedor parte ilegítima para questionar a sua arbitragem na partida em questão. Além disso, o árbitro entende que não poderia ser incluído como réu no processo, com base no Estatuto do Torcedor e no Código de Defesa do Consumidor.


Como não houve acordo na audiência, o juiz Paulo Barone Rosa deu prazo de cinco dias úteis para o autor da ação se manifestar. O advogado Fabrício Reis, que representa o torcedor João Carlos Fonseca, vai apresentar prova testemunhal para reforçar sua tese.


A princípio, nova audiência foi marcada para 26 de abril, às 16h10.


”Eu pedi um prazo de cinco dias para apreciar essa preliminar. Se o juiz entender que, de fato, o Sandro  não pode ser acionado, ele extingue o processo e cai a audiência. Se o juiz entender que procede, a audiência será mantida”, disse o advogado Fabrício Reis ao Superesportes.


Na saída da audiência, Sandro Meira Ricci se recusou a dar entrevista.


Em dezembro, o árbitro se dizia tranquilo em relação ao trabalho feito na polêmica partida entre Corinthians e Cruzeiro, pelo Brasileiro. “A gente está com a consciência bem tranquila, principalmente quando a gente viu depois as imagens na televisão”, comentou Sandro Meira Ricci. (UAI)

– A Incompatibilidade de Cargos na FPF

 

Há tempos se faz necessária essa discussão, e talvez o momento adequado seja este.

 

Atualmente, os árbitros de futebol da FPF são acuados por um sistema covarde, de submissão à entidades ditas representativas e que na prática, nada os representa.

 

Converso regularmente com muitos amigos que continuam no quadro de arbitragem da FPF, e sempre ouço da maior parte deles a reclamação da relação “oficiosa” das entidades representativas.

 

Cito dois exemplos inacreditáveis:

 

Primeiro- A Ouvidoria da Arbitragem da FPF declarou que no jogo Corinthians X Noroeste, no Pacaembu, pela série A1, o árbitro prejudicou o time de Bauru não marcando dois pênaltis, e afirmando ainda que tal fato “pode ter interferido no resultado”. O ofício está disponível em:

http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem.php?sec=52&sub=117&cod=45374

 

Pois bem: apitou a partida o árbitro Flávio Rodrigues Guerra, que, por constrangimento ou por outros motivos, poderia discordar do ouvidor (Flávio Rodrigues Guerra continua apitando normalmente pelo Campeonato Paulista, apesar da situação vexatória de ‘incriminá-lo’ indiretamente pelos erros involuntários que poderiam ter favorecido o Corinthians). Se Guerra for à Cooperativa dos Árbitros, que é uma das entidades representativas da categoria, pedir ou reclamar do fato, ele acionará o presidente da Coafesp, Sr Silas Santana. Normal, caso o ouvidor que o acusa é… Sr Silas Santana, Ouvidor da Arbitragem da FPF!

 

Ué, quem acusa pode ser o mesmo que teoricamente deveria defender? A quem o árbitro reclamará?

 

Essa mesma Ouvidoria reconheceu um absurdo erro do árbitro Magno de Sousa Alves, na partida entre Paulista X São Bernardo. O time jundiaiense protestou e o ouvidor Silas Santana reconheceu o erro e pediu providências à CEAF, que o afastou. A quem Magno deverá reclamar? Ao presidente da Coafesp… Silas Santana!

 

Perceberam a incompatibilidade?

 

Há outra entidade representativa, o Safesp (Sindicato dos Árbitros). Seria representativa, caso o presidente da entidade, Sr Arthur Alves Jr, não fosse o mesmo integrante da Comissão de Árbitros da FPF, Sr Arthur Alves Jr.

 

Se um árbitro se sentir acuado pela CEAF ou desprestigiado, poderá reclamar ao seu Sindicato? Imagine a “cena-pastelão”, de um árbitro chegando na sala da presidência do Sindicato:: – Sr Arthur, presidente do Safesp, gostaria de reclamar do Sr Arthur, membro da FPF…

 

Desde janeiro/2011, a FPF passou a descontar 6% das taxas dos árbitros para a Cooperativa, sendo que 2% das mesmas são repassadas ao Sindicato. Ora, quer dizer que para apitar o árbitro precisa bancar a Cooperativa e o Sindicato, que de maneira anti-ética é dirigida pelos próprios membros da CEAF?

 

Assim, como muitos árbitros fazem para continuar apitando, são obrigados a se calarem e aceitar tal prostituição financeiro-esportiva. E muitos acabam escrevendo nos diversos fóruns com pseudônimos. Seja nesse humilde blog, no Blog do Fernando Sampaio ou nos outros que defendem a moral no esporte e que simplesmente são chacoteados pelos dirigentes, que incrivelmente ainda nos lêem.

 

Me recordo das reações pós-sorteios de árbitros feitos pela Rádio Jovem Pan (AM 620 SP), sempre irônicas de alguns dirigentes do apito, que viam com escracho a cobrança de sorteios não-dirigidos. Lembro-me da repercussão de um artigo escrito no blog do Wanderley Nogueira sobre as eleições do Safesp, onde árbitros gravaram depoimentos de apoio à candidatura única na entidade (A propósito, um dos garotos-propaganda é um iluminado ganhador de sorteios!). Lembro, ainda, das notas da Coluna De Prima, do jornalista Marcelo Damato no diário Lance!, expondo um encontro do mesmo com o Arthur onde disse que não acumularia funções. Por fim, recordo-me de uma matéria-denúncia da Folha de São Paulo sobre a obrigatoriedade da dupla sindicalização, imposta pela FPF, em brilhante trabalho do jornalista Ricardo Perrone, na qual o Ministério Público proibiu tal irregularidade.

 

Passado tanto tempo, os nomes continuam lá, e os árbitros continuam financiando duas instituições. E, acreditem, o aumento do valor das taxas, segundo essa mesma entidades, seu deu por “clamor dos árbitros”!

 

Alguém acredita que os árbitros pediram para ganhar menos por querem financiar Cooperativa do Ouvidor-FPF Silas e Sindicato do membro da CEAF-FPF Arthur?

 

O pior é que essas entidades são ditas “dos árbitros”. Pergunte o que cada árbitro pensa sobre isso e as respostas serão unânimes no aceite da situação. Preserve-o da identidade, e verá que ninguém concorda com isso.

 

Uma pena não termos árbitros para representar os próprios árbitros e que deixemos funcionários da FPF fazê-los por eles…

 

E você, o que pensa sobre isso: “patrões da FPF” podem representar os árbitros como sindicalistas dos mesmos? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, o parecer final (último parágrafo) da carta do Ouvidor da FPF ao presidente do Noroeste, Damião Garcia:

 

O equivoco do árbitro na não marcação destes pênaltis pode ter interferido no resultado final do jogo.

Lamentando os equívocos cometidos pelo árbitro aproveito a oportunidade para renovar os votos da mais elevada estima e respeito.

Cópia será remetida à Comissão de Arbitragem para avaliação da conduta do árbitro.

Cordialmente,

Silas Santana

OUVIDOR DA ARBITRAGEM

 

Gostaria de saber se o árbitro Flávio Guerra acionou a Coafesp, do presidente Silas Santana, para defendê-lo do posicionamento tomado pelo Ouvidor da FPF, Silas Santana.

– A ordem é: ACUSAR!

 

Parece que está virando moda. Em Pernambuco, a Comissão de Árbitros local está colocando árbitros na geladeira após chiadeira dos clubes. Em diversos campeonatos, ao menor sinal de reclamação, aceita-se o veto. Mas o pior é que os árbitros ficam desprotegidos e os acusadores, impunes!

 

Zezé Perrela, presidente cruzeirense, acusou Sandro Meira Ricci no final do ano passado e chamou Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF, de “ladrão, safado”. Aconteceu alguma coisa ao dirigente Perrela?

 

Nada. E sobre a penumbra da impunidade os dirigentes persistem.

 

No RS, nesta última semana, houve o jogo Juventude X Internacional, arbitrado pelo árbitro Luís Teixeira Rocha. Descontente com a marcação de um tiro penal contra a sua equipe, o presidente do Juventude, Milton Scola, acusou o apitador de má fé e que o mesmo dissera ao seu zagueiro que “precisava dar o pênalti para o Inter, não interessava de quem”, na entrevista coletiva pós-jogo.

 

Uma acusação assim é muito grave. Mas seria verídica?

 

E aí, ninguém toma providências? Cadê sindicato, associação, cooperativa, ou o qualquer entidade que seja?

 

Torcedor xingar da arquibancada é uma coisa. Mas presidente de clube acusar de esquema de favorecimento, é algo inadmissível! Ou se averigue o árbitro e prove algo contra ele (se culpado), ou as mais severas punições ao presidente do Juventude por irresponsabilidade.

 

Como é que fica a imagem do árbitro, se se provar que é apenas choro do dirigente e uma idiota acusação para tirar a culpa da incompetência do seu time e da sua gestão?

 

E você, o que pensa dessas leviandades no futebol? Deixe seu comentário:

– Libertadores: Vexame do Coringão, Conhecimento de Regra e o Marketing de Emboscada

 

E a derrota do Corinthians para os colombianos do Tolima?

 

Parecia tragédia anunciada. Antes do jogo, a diretoria do Corinthians anunciou que o time iria desembarcar em Viracopos. Ué, mas o time é campineiro para descer lá? Então desembarque em São Paulo, nos braços da torcida após uma brilhante vitória (sic…). Pode falar que a marcação do retorno para o Aeroporto de Viracopos era meramente preventiva; mas é nítido que a própria diretoria desconfiava do time.

 

E para quem vai sobrar? Bom, já sobrou para as dependências do Parque São Jorge, pichadas e depredadas durante a madrugada. Mas o treinador Tite, com seu tom professoral, deve “pagar o pato” (aliás, ouvi uma bela entrevista do professor Pasquale C. Neto, a respeito do termo ‘treinabilidade’ criado pelo técnico corinthiano – vocábulo inexistente na língua portuguesa e muito usado por ele).

 

O presidente do Corinthians, André Sanches, confirmou Tite no cargo. E quando cartola confirma treinador… xi… Dinamite confirmou PC Gusmão no domingo, e na segunda, o técnico vascaíno ficou desempregado. Leio que o lateral-esquerdo Roberto Carlos disse que não foram as dores que o tiraram do jogo decisivo, mas sim foi Tite que optou por poupá-lo do jogo, a fim de não agravar as dores para o Derby de domingo. A torcida sempre fez vista grossa à ele, brincadeiras com seu nome surgiam na rede (como EmpaTITE), e, claro, será difícil mantê-lo.

 

Ronaldo, no ‘auge’ da sua forma física, reclamou do gramado. Tá bom, então… O estádio de Ibagué foi culpado?

 

Pior foi a estupidez do peruano Ramirez: ficou 1 minuto em campo, deu uma cotovelada e foi justamente expulso. Aliás, o uruguaio Roberto Silveira foi muito bem na partida; exceto em um ou outro lance de divididas, onde, na dúvida, deu a favor do Coringão (nada de má intenção, ok? Lances de meio campo e irrelevantes). Os bandeiras foram melhor ainda: quanto lance difícil! Uma tática do Tolima (é evidente que isso foi jogada treinada) era de deixar dois jogadores nitidamente em posição de impedimento; assim, os zagueiros corinthianos relaxavam e iam a frente, forçados por uma linha-burra. Com a posse de bola, os colombianos sempre lançavam a bola para um elemento surpresa, vindo de trás; ato reflexo, ao ver alguém com a bola dominada e vários jogadores adversários à frente, a zaga corinthiana parava e pedia impedimento. Jogada de quem estuda a Regra do Jogo! Parabéns para quem pensou nisso, e fica a dica: por quê não as equipes se utilizarem dessa inovação? Deixe atacantes parados sem condição de jogo lá na frente, de propósito, e iluda o adversário.

 

Já que falamos de ações inteligentes, deve-se falar sobre a ação também inteligente, mas antiética, bancada por duas marcas de roupas brasileira no jogo de ontem. Ao invés de pagarem aos organizadores para estamparem suas marcas nas placas publicitárias, PANICO e LEMIER amarram faixas com suas logomarcas nos alambrados. É o chamado “marketing de emboscada”. Eles não patrocinam a Libertadores nem são anunciantes da Rede Globo, mas apareceram durante o jogo com muita intensidade. E o interessante: para as autoridades locais não desconfiarem de que é propaganda, suas faixas têm a cor da equipe local e até o escudo do Deportivo Tolima! Quem não conhece, pensa que é de torcedores. Mas quem é do mercado, fica revoltado com esse oportunismo…

 

E você, o que achou do jogo de ontem e dessas considerações? Deixe seu comentário:

– Luiz Flávio de Oliveira é o Destaque até agora!

Após 6 rodadas do Paulistão, estou vendo um ótimo Luiz Flávio de Oliveira em campo. O paulista aspirante à FIFA tem sido o destaque regular das rodadas que apita, principalmente pelo cumprimento da regra e discrição em campo.

 

Ontem, no jogo Ponte X Preta X Santos, ótima atuação! Expulsou muito bem o goleiro Rafael e esteve atento a uma esperta cobrança de falta de Elano.

 

Autorizado a cobrar uma falta, Elano erguia os braços como se reclamasse, aproximou-se da bola calmamente, e os atletas pontepretanos, imaginado que ele não cobraria, ficaram surpresos com a cobrança rápida.

 

Árbitro bom também tem sorte. A cobrança resultou em gol num bom jogo com boa arbitragem.

– FPF, Coafesp e Safesp: Uma Imoralidade na Surdina

 

Antes, no meu tempo de árbitro, a FPF obrigava aos árbitros a se sindicalizarem para poder apitar. Quem não era do SAFESP, não apitava jogos de futebol profissional. “Morriam” 5% das taxas, além da anuidade.

 

Há alguns anos, criou-se um grande imbróglio político entre os grupos de dirigentes do apito. O ex-dirigente do SAFESP e integrante da Comissão de Árbitros da FPF, Arthur Alves Jr,  juntamente com Silas Santana, Ouvidor da Arbitragem da FPF, “atendendo ao clamor dos árbitros” – de quais eu não sei dizer  criaram a Cooperativa dos Árbitros. Esta passou a ser a entidade oficial entre a Federação Paulista e os árbitros. Desde então, quem não é cooperado não apita os jogos da FPF. E o discurso era de que a Cooperativa viria a substituir o deficitário trabalho do Sindicato.

 

Pois bem: agora o sindicato será administrado por Arthur Alves Jr, eleito por unanimidade no final do ano passado. O dirigente da Coafesp e da FPF, agora como representante do SAFESP, negociou com o presidente da Federação Paulista, Marco Polo Del Nero, o aumento do desconto de 6% nas taxas dos árbitros, sendo que 2% irão para o Safesp.

 

Nesse país, é proibido obrigar-se à dupla filiação sindical. Claro, nem todo mundo que é Cooperado (que é obrigado pela FPF) é Sindicalizado; mas todo árbitro obrigatoriamente estará financiando as duas entidades, do mesmo dirigente.

 

Dois anos atrás o Ministério Público, após denúncias do jornalista Ricardo Perrone, então na Folha de São Paulo, proibiu o fato de se exigir dupla filiação (os árbitros chegaram a ser, num primeiro momento, obrigados a se filiarem na Cooperativa e no Sindicato). Agora, descobriram uma burla: você não se filia as duas, mas tem que pagar.

 

E com quem os árbitros poderão reclamar? Se a entidade que os representa é a mesma que as golpeia? Ou alguém vai dizer que é um “clamor dos árbitros cooperados em querer pagar o sindicato?

 

Se eu estiver errado, e alguém souber que foram os árbitros que pediram para que se desconte mais dinheiro das suas taxas, por favor, me corrijam!

– Sorte, apenas?

 

Gosto muito de ler um especialista em arbitragem (ou árbitro, ou ex-árbitro, ou ainda dirigente), que utiliza o nome de “Rubão”. Essa personagem frequentemente aparece no blog do jornalista Fernando Sampaio, sempre denunciando situações que envolvam a arbitragem de futebol ou analisando jogos de futebol. Já li e vi tudo sobre especulações sobre quem poderia ser o “Rubão” (até eu entrei na lista de candidatos à Rubão… kkk, mas sou café pequeno, perto dos outros tantos especulados).

 

Seja lá quem for, ele levantou um assunto muito interessante: como certos árbitros têm tanta sorte nos sorteios de escalas e como, às vezes, caem sempre nos mesmos times.

 

Não tecerei minha opinião, pois, TODOS OS CITADOS, são/foram colegas meus de arbitragem e alguns se tornaram até amigos. Mas reproduzo mesmo assim até pela coerência do texto e curiosidade:

 

O texto foi extraído do Blog do Fernando Sampaio (tão conhecido entre os árbitros e até mesmo ironizado por alguns dirigentes…). Em: http://blog.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/sao-paulo-tera-primeiro-teste-no-classico/#comments

Rubão Diz:
27/janeiro/2011 às 18:23

Sálvio no SanSão?

Justo ele que é vetado pelo SPFC?

Da boca do cel Marinho, em julho de 2009: “só por que o Marco Aurélio pediu para vetar o Sálvio, aí eu o escalei” – em referências às semifinais onde só deu Seneme e Sálvio naquele ano. (há árbitros testemunhas sobre isso…; aliás, foi uma de nossas conversas há muito tempo…)

Nada contra o Sálvio, mas êta bolinha danada. E olha que a FPF diz que atende ao MP (seria Ministério Público ou Marco Polo?).

Com tanto nome (25 para jogo comum e 12 para clássico), dá Sálvio mesmo assim? O SPFC precisa se benzer urgente. Afinal, sorteio é “lance de sorte”…

Mas a indignação de boa parte dos árbitros se deve ao sortudo do texto abaixo. Fernando, como você bem sabe, os árbitros lêem atentamente ao seu blog. E estão bravos com esse fato:

GRATIDÃO DA FPF

Quem disse que a FPF não é grata?

Há um fenômeno no globinho da FPF. Toda rodada cai Vinícius Furlan! Ele não perde um jogo.

No domingo, apita São Bernardo X Corinthians. Mas veja que maravilha: em 19 dias, 8 jogos!

11/01 – Copa São Paulo
12/01 – Amistoso Palmeiras X XV Piracicaba (como AAA)
15/01 – A1 – Rodada 01 – São Bernardo X Prudente
19/01 – A1 – Rodada 02 – Bragantino X Corinthians (como AAA)
23/01 – A1 – Rodada 03 – Prudente X Santos (como AAA)
25/01 – Final da Copa São Paulo
27/01 – A1 – Rodada 04 – Palmeiras X Paulista
30/01 – A1 – Rodada 05 – São Bernardo X Corinthians

Repare que a sequência foi boa: domingo, terça, quinta, domingo.

Sabe o que é curioso? No ano passado, em seu blog, há o seguinte comentário:> “vale ver o futuro desses árbitros que gravaram vídeos no paulistão 2011 para a Campanha do Arthur” (está em : http://blog.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/vergonha-na-arbitragem-paulista/ ) Vinícius Furlan gravou um belo vídeo dizendo que apoiava Arthur. Esse vídeo estava no site da Campanha, foi visto por muitos árbitros, e sempre convidados a participar da Srta (ou sra?) Renata Ruel (árbitra asssitente que trabalhou na A1 neste ano, veja só que coincidência…)

A rodada para o próximo domingo:

Santo André x Ituano – Leandro Bizzio Marinho
Ponte Preta x São Caetano – Paulo Roberto de Sousa Jr.
Oeste x Mirassol – Cleber Wellington Abade
Noroeste x Americana – Robério Pereira Pires
Santos x São Paulo – Sálvio Spinola
Portuguesa x Palmeiras – Raphael Claus
Linense x Paulista – Welton Orlando Wohnrath
São Bernardo x Corinthians – Vinicius Furlan
Botafogo x Bragantino – Rodrigo Guarizo do Amaral
Mogi Mirim x Grêmio Prudente – Aurélio Sant’anna Martins

Ops: semana passada, no jogo do Santos, o Guerra tb deu pênaltis polêmicos. Lembre-se que ele se notabilizou por ter dado 3 pênaltis num Choque-Rei. Agora, dar um monte de pênalti QUE FOI, tudo bem. O problema é PROCURAR PÊNALTI. Aí é outra história…

E o pior que parece ser tudo verdade…

– Preconceito & Futebol: Árbitro Travesti é Sucesso no Ceará!

 

O homossexualismo no futebol é um grande tabu. E, talvez, por muito tempo ainda será.

 

Mas uma matéria da Folha de São Paulo do último sábado (FSP, 22/01/2011, pg D6, por Adriano Fernandes) me chamou a atenção: um árbitro de futebol do Ceará, Valério Gama, além de exercer o ofício do apito, se transforma á noite como travesti Laleska. E faz sucesso dentro e fora de campo!

 

O árbitro-travesti, assumido e bem resolvido, diz que nunca sofreu preconceito (curioso, já que o nosso país – e o futebol em particular – é taxado de machista e preconceituoso). Antigamente, tínhamos o assumido Jorge Emiliano (imortalizado como Margarida) e seus trejeitos (aliás, recentemente apareceu um Margarida 2, catarinense, que é casado e pai de 3 filhos). Hoje, fico curioso o que aconteceria se na FPF ou CBF um árbitro de ponta se declarasse homossexual.

 

E você, o que pensa sobre o assunto: quanto a homossexualidade no futebol – existe ou não preconceito? Deixe seu comentário.

 

Abaixo, a história do árbitro Valério Gama, ou, se preferir, da travesti Laleska:

 

AUTORIDADE – árbitro cearense que se traveste à noite já apitou mais de cem partidas

 

Por Adriano Fernandes

 

Eu descobri que era gay aos dez anos. Fui percebendo que não gostava de mulher. Brincava com meninos e sentia interesse por eles. Nunca contei para a minha família. Minha mãe já percebeu, meu pai até hoje é contra.


Comecei a me interessar por futebol assistindo aos jogos da Copa de 1994, nos EUA. Eu tinha 15 anos. Entrei no futebol pra ser goleiro. Eu era o terceiro goleiro de um time aqui da minha cidade.


Na época, faltou juiz e o meu treinador pediu pra eu apitar. Eu apitei e gostei. Não sabia as regras, aprendi dentro do futebol, na marra. Não sou formado [em arbitragem], mas já marquei o curso com o Dacildo Mourão, um juiz daqui. Ele me chamou.


Já apitei mais de cem jogos: campeonatos e amistosos entre times locais. Mas não estou no quadro de árbitros da federação cearense.


SEM PRECONCEITO


Toda a equipe de árbitro só tem homem, e eu sou o único homossexual. Nunca me envolvi com eles, eles nunca me cantaram, me respeitam como se eu fosse uma mulher mesmo. Porque o que eles sabem fazer eu também sei.


Eu bandeiro e tudo. Gosto mais de apitar, mas eu bandeiro quando é feito sorteio.
No futebol, eu não sofro preconceito, nunca sofri.


Quando eu chego ao campo, as pessoas acham que eu sou mulher. Vêm conversar comigo e perguntam: “E aí, mulher?”. Eu digo: “Gente, eu não sou o que vocês estão pensando. Eu ainda não sou mulher. Sou homem”.


Aí, quando descobrem, ficam passados, caem pra trás, se assustam. Mas nunca fizeram nada que me ofendesse. Pelo contrário, sou um dos mais chamados para apitar os jogos, todo sábado e domingo eu apito uma partida.


Eles chamam os héteros de veado, de baitola, mas a mim só chamam de ladrão, dizem que estou roubando. De veado ninguém chama porque todos já me conhecem.


LALESKA

Meu nome de mulher é Laleska. Quando eu estou de Laleska, gosto de ser chamado assim. Mas só à noite, quando eu saio para baladas.


O time do Ferroviário [clube cearense] me reconheceu uma vez. Eu fui pra praça de vestido, de salto, de bolsa.


Eles me olharam e falaram: “Olha a juíza!”. Só que eles não sabiam que eu era homem. Uma amiga deles conversou [com eles] e contou. Aí eles me chamaram e disseram: “Você me desculpa por eu chamar você de moça no campo”.


No campo, achavam que eu era mulher. Quando eu falava [durante o jogo], eles estranhavam por causa da voz, mas não descobriram. Se os jogadores acham que sou mulher, são mais educados.


Nós conversamos. Eles disseram que me viram de biquíni na praia, mas não acreditavam que eu era homem.


Eu falei que me transformava à noite em mulher. Eles gostaram, disseram que era muita coragem minha apitar um jogo profissional. Me deram parabéns. Fiquei feliz.


Vou te contar uma coisa que vai te deixar de queixo caído. Você está sentado?
Na minha casa somos oito irmãos e quatro homossexuais, dois em forma de homem e dois travestis.


“BICHA-HOMEM”

Só metade de nós são “normais” [héteros], como diz o povo daqui. Estou acostumado a não ser aceito. Meu pai disse que vai morrer e não vai aceitar. Não admite o filho ter peito, querer ser mulher.


Meus amigos travestis dizem que eu quero ser homem por gostar de futebol. Eles me chamam de “bicha-homem”. Dizem: “Olha essa bicha que quer ser homem”, “Essa bicha fala de futebol como se fosse homem”. Eles não entendem nada de futebol. Eu sou totalmente diferente deles. Eles ficam passados.


Tem muito homossexual no futebol, mas são incubados, não se assumem. Eu não. Eu rasguei logo. De que adianta eu viver a vida dos outros? Tenho que viver a minha, não vou mostrar para as pessoas uma coisa que não sou. Se perguntam, assumo.


“O” ERRO, “O” JOGO


O maior erro da minha carreira foi uma falta fora da área que eu marquei pênalti.
Logo depois, eu percebi que tinha sido fora, mas não dava para voltar atrás. Os jogadores puxaram meu cabelo. Já levei tapas, empurrão.


Meu jogo mais importante foi Ferroviário contra a seleção de Beberibe [no último dia 8]. O Ferroviário joga a primeira divisão daqui. Me chamaram e fiquei empolgado. Encarei da forma que encaro qualquer briga na vida.


Quando entrei no jogo, parece que incorporou um espírito na minha pessoa, um espírito de homem. Eu não tenho aqueles trejeitos do [ex-árbitro] Margarida, por exemplo. Faço os gestos todos direitinho, mas, depois que eu saio de campo, ninguém mais me segura.


RESUMO

Valério Fernandes Gama tem 32 anos e é juiz de futebol desde os 23.


Homossexual, à noite vira Laleska. Como travesti, sai para as boates de Beberibe, sua cidade natal, no interior do Ceará. Nunca sofreu preconceito nos gramados. Seus amigos travestis estranham seu interesse por futebol. Dizem que Valério é um gay “que quer ser homem”.

– O Lance Polêmico de Paulista X São Bernardo

 

Hoje a tarde, pela 3ª. Rodada do Paulistão 2011, aconteceu o primeiro lance polêmico desde a adoção dos Árbitros Assistentes Auxiliares (ou Adicionais, como a FPF tem chamado, cuja sigla é AAA).

Vamos lá: bola no pé do atacante do Tigre do ABC, que chuta ao gol. O goleiro do Paulista, Cristiano, não consegue a defesa, e ela vai em direção à meta. Rodrigo Sabiá, zagueiro do Galo Jundiaiense, tenta desviá-la de cabeça e pula com os braços abertos. A bola bate no poste e sai pela linha de fundo. O árbitro Magno de Souza Lima Neto imediatamente marca pênalti e expulsa o zagueiro. Confusão armada!

Visualize o posicionamento dos envolvidos no lance:

– Rodrigo Sabiá era o último homem da defesa do Paulista e estava à frente do gol.

– O árbitro estava bem de frente à jogada.

– O árbitro assistente no. 2 (bandeira) estava na linha lateral mais próxima do lance (portanto, com a visão aberta da jogada).

– O árbitro ‘aaa’ Aurélio Sant’Anna (que quarta-feira apitou muito bem Bragantino X Corinthians) estava na linha de meta contrária ao lance (portanto, num posicionamento não privilegiado para esse lance).

Quando da marcação do pênalti, o lance foi entendido da seguinte forma pela arbitragem: o zagueiro do Paulista deliberadamente evitou o gol do adversário tirando a bola fazendo o uso da mão. Assim, tiro penal e cartão vermelho.

Mas foi isso o que aconteceu?

Pela câmera da Sportv (sei como o jogo ‘do sofá’ é muito mais fácil do que lá no gramado, então sempre tomo cuidado em analisar lances sem o calor do jogo e após muita repetição), a imagem é de que o zagueiro pula de maneira estabanada e a bola passa próximo da mão dele.

Digamos que ela tenha batido na mão do zagueiro. Ele teve intenção de desviá-la? Quando você avalia se um lance foi de infração ou não, você analisa IMPRUDÊNCIA, AÇÃO TEMERÁRIA ou FORÇA EXCESSIVA. Mas no caso de lances de uso indevido das mãos na bola, você obrigatoriamente só avalia a INTENÇÃO. É regra!

O jornalista Heitor Mário, da Rádio Cidade 730 AM, no difícil lance entendeu que a bola poderia ter sido desviada pela cabeça do zagueiro e resvalado nas mãos. Se essa leitura foi a real situação de jogo, não é pênalti, pois resvalão, desvio, toque sem intenção, enfim,  não é pênalti.

Esqueça se a bola teve a trajetória desviada, se a mão estava grudada no corpo ou não, se o zagueiro era último homem ou não. Você só pode marcar o pênalti se a bola foi tocada intencionalmente. Em todos os outros casos, não se marca nada (e agüente chiadeira…). Se a mão foi intencional, avalie: se a bola estava indo ao gol e se o evitou, é cartão vermelho. Se não há a certeza de que o lance era uma situação clara e manifesta de gol, cartão amarelo.

Vi cansativamente essa imagem e entendo que a bola não bate na mão do Rodrigo Sabiá. Mas lembro: a imagem da TV não ajuda muito e o árbitro estava próximo (muito próximo mesmo da jogada). E, durante a transmissão, surgiu a dúvida: o AAA disse ao árbitro que foi pênalti ou não (afinal, o atleta Rodrigo Sabiá correu em direção ao AAA Aurélio Sant’anna)? Mas, pela Sportv, o Árbitro houvera dito que a marcação foi decisão única dele, sem participação do AAA.

Sinceramente, pela dinâmica do jogo e pela introdução dos novos assistentes, entendo que o AAA poderia avisar o árbitro do equívoco, ou ainda o próprio Bandeira (afinal, eles podem exercer essa função consultiva).

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

– Arbitragem: O Desempenho dos AAA e as Mulheres do Paulistão

 

Amigos, estamos no meio da Rodada 03 do Campeonato Paulista. E a experiência com os AAA (os dois novos integrantes da equipe de arbitragem, localizados atrás do gol) tem sido proveitosa.

 

Vamos para algumas considerações:

 

Nenhuma reclamação desses árbitros até agora; aliás, escrevo no domingo de manhã,  portanto antes dos jogos da tarde e depois dos de sábado; e as queixas contra a arbitragem são praticamente inexistentes;

 

– Efeito da implantação dos AAA: acabou o agarra-agarra dentro da grande área. Lógico, com mais olhos para fiscalizar o comportamento dos atletas, zagueiros e centroavantes ficam intimidados em cometer infrações e se policiam mais.

 

Concordância total entre árbitro e os árbitros atrás do gol: não sei se isso é bom; afinal, poderia-se levar a crer que estes estariam intimidados a falar com o árbitro principal, cuja decisão prevalece. Aguardemos um jogo mais polêmico para saber se haverá poder de correção de uma decisão ou não.

 

– Cá entre nós: o Paulistão ainda está morno e os jogos têm sido fáceis de se apitar…

 

A não-uniformidade dos AAA: assisti in loco PAU X ITU: praticamente, esses AAA criaram raízes no chão, já que não foram exigidos e nem se movimentaram. Assisti pela TV SÃO X PON: um dos AAA correu que nem um maluco da intersecção da linha de meta com a pequena área até a grande área! E ia pra frente e pra trás! Não precisa fazer isso para mostrar que está atento… Cuidado não só com a pasmaceira, mas com o excesso de vibração também!

 

Uma sugestão interessante: que tal se esses AAA fossem árbitros que estouraram o limite de idade? Eles não precisam do mesmo condicionamento físico do árbitro principal (poderiam ser senhores barrigudos… rsrs) e, devido a experiência de tanto tempo de carreira, agregariam muito à partida. Sempre questionei isso: com 45 anos, onde o árbitro transborda vivência e discerne muito melhor os lances de dúvida de uma partida, ele é obrigado a parar. Que tal aproveitá-los nessa função?

 

Aproveito esse post para falar sobre a matéria da Folha de São Paulo de hoje sobre as Mulheres no Campeonato Paulista. Bela abordagem da carreira das moças, falando ‘com e sobre’ as colegas e amigas Maria Elisa Correia e Regildênia de Holanda e suas trajetórias na primeira divisão. A matéria abordou ainda a árbitra Graziele Criisol (que, curiosamente, apesar de competente, bonita, inteligente e bem condicionada fisicamente, não tem tido oportunidades na A1 – o que acontece?). Pena que não destacaram as árbitras assistentes Renata Ruel e Maísa Teles, que estrearam nesse ano, nem abordaram as árbitras-ícones dessa geração: Sílvia Regina e Ana Paula de Oliveira.

– Para que serve a Copa São Paulo de Jrs à Arbitragem?

 

Com dor no coração constato: neste ano, a Copa São Paulo de Jrs tem sido um desperdício para os árbitros de futebol. E explico: qual o propósito das escalas deste torneio?

 

Se é treinar os árbitros para a série A1, por quê não utilizaram os árbitros de meta nessa competição? Não precisa pedir autorização para a FIFA, já que é uma competição não-profissional.

 

– Na última sexta-feira, na fase de 16ª-de-finais, apitou Paulo César de Oliveira. Ué, o que agrega a um árbitro consagrado como ele apitar tal jogo (aliás, assisti a partida e, como sempre, ótima atuação do amigo PC)? Mas se o propósito era dar ritmo de jogo, escale-o num jogo como Oratório X Cacerense, que somente cumpre tabela.

 

É em um jogo decisivo da Copa São Paulo Jr que você deve dar a oportunidade de árbitros novatos ganharem experiência, nunca em jogos que não valem nada. Cruzeiro x Flamengo pela Copinha vale a escala de um jovem árbitro que se destaque na primeira fase. Aí vai testar o cara na A1? Não pode…

 

Chega a ser covarde deixar jovens motivados que apitaram na Copinha de fora nas fases eliminatórias e dar jogos aos figurões. Parafraseio o Felipão, que na última semana disse que “preferia trabalhar com jovens talentos vindos de time pequeno porque dão o sangue e se matam para aparecer”.

 

Para o Sálvio Spínola, Cleber Abade ou Paulo César em suas carreiras brilhantes, apitar um jogo desse nível é apenas “mais um jogo em suas rotinas”, mesmo que o discurso politicamente correto seja diferente. Mas imagine a motivação aos ex-árbitros prata da FPF em apitar tais jogos? Eles comem grama dentro de campo buscando um lugar ao sol!

 

Boa sorte aos colegas árbitros nessas rodadas finais da Copinha e nesse início de Paulistão. Que possa existir critério para a indicação dos árbitros e não se queime nenhum nome por uma má preparação ao lançá-los em campo.

 

E você, o que acha dos critérios para a escalação dos árbitros dessas competições? Deixe seu comentário:

– Novas e Curiosas da 1ª. Rodada do Paulistão!

 

Amigos, um rápido apanhado sobre 3 assuntos pertinentes da primeira rodada do Campeonato Paulista (a pseudo-polêmica de COR X POR; Rivaldo X Felipão e os Árbitros atrás dos Gols):

 

a) O “Vai-e-Vem” de Paulinho no gol do Corinthians:

 

Corinthians no ataque: Paulinho divide a bola com o zagueiro da Portuguesa, caem fora do campo e o corinthiano ganha o escanteio. Roberto Carlos cobra rápido e marca um gol Olímpico.

Detalhe do lance: Paulinho estava fora do campo, e quando Roberto Carlos cobra o tiro de canto, ele retorna, a bola passa por ele que abre as pernas e resulta no gol.

 

Um princípio de discussão: ele pode fazer isso?

 

Antes de polêmica, vale o registro: lance legalíssimo. Se o jogador sai de campo por força da jogada, ele pode retornar ao campo assim que se levantar ou equilibrar, sem pedir autorização ao árbitro. Uma emissora de rádio em que eu ouvia o jogo disse que o ”problema era saber se ele voltou antes ou depois da cobrança do Roberto Carlos”. Nada disso, independe da bola estar rolando ou não, participado da jogada ou não (até mesmo porque no escanteio não existe impedimento, caso alguém desatentamente possa ter dito que Paulinho atrapalhou o goleiro ilegalmente).

 

A única irregularidade seria caso o atleta saísse propositalmente de campo e voltasse sem avisar ao árbitro (mesmo com o árbitro adicional próximo dele, a permissão tem que ser a do árbitro principal). Se fosse assim, o jogo seria paralisado onde Paulinho abriu as pernas, o jogador deveria se retirar de campo; o árbitro ordena que ele volte e lhe aplica o cartão amarelo. O jogo seria reiniciado com um tiro livre indireto a favor da Portuguesa no local da participação da jogada do Paulinho.

 

b) o desabafo de Rivaldo:

 

Durante a manhã, ouvi Rivaldo desabafar ao jornalista Milton Neves na Rádio Bandeirantes AM. Entre as lamúrias, o pentacampeão disse que Luiz Felipe Scolari só foi ao Afeganistão por sugestão dele, Rivaldo, ao presidente do clube, sendo que os próprios advogados do Rivaldo intermediaram a negociação.. Entretanto, quando Rivaldo voltou ao Brasil e iria iniciar negociações com o Palmeiras, Felipão vetou-o. Fica a observação: como é difícil a relação “Gratidão X Profissionalismo no futebol. Por diversas vezes na entrevista, Rivaldo ressaltou o fato de ter jogado machucado algumas vezes no Azerbaijão a pedido de Felipão, a fim de ajudá-lo no campeonato local.

 

c) Árbitros Adicionais atrás da Meta:

 

A experiência é válida. Estive no Jayme Cintra assistindo Paulista X Ituano (o clássico dos Galos de origem ferroviária). Aliás, primeiro inteiro do Galo da Japi e segundo tempo só deu Galo Ituano.

Mas nessa partida ficou difícil avaliar o trabalho da arbitragem, tamanha a facilidade do jogo (vale o ditado, às vezes, é o árbitro quem faz a partida ficar fácil para apitar). Raphael Claus, Luis Alexandre Nielsen, Márcio Jacob, Alessandro Balieiro, Luciano Monteiro dos Santos e Thiago Scarascati (o sexteto de arbitragem) mostraram entrosamento (principalmente do Claus em relação às vantagens em impedimentos). Os árbitros assistentes adicionais praticamente nem precisaram tomar banho para voltar ás suas casas, pois a exigência foi zero.

Já em Mogi-Mirim, Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral e Márcio Henrique de Góis foram bem na decisão do pênalti no jogo MMEC X SPFC. Se alguém duvidasse da marcação do árbitro, estava ali seu assistente para dirimir as dúvidas.

O detalhe que vale registrar: até agora nós vemos situações de confirmações de lances. Está sendo positivo, mas ainda se aguarda uma prova de fogo, uma situação de correção de lances, como: uma bola que bateu no travessão e depois no chão dentro-ou-fora do gol, ou ainda a divergência numa marcação de bola na mão e / ou mão na bola).

 

Conversando com o amigo e jornalista da TVE Reinaldo Oliveira, ilustramos as duas seguintes situações:

 

Pacaembu lotado, Corinthians X Vila Xurupita, fase eliminatória do Paulistão:

 

1) Ronaldo entra na área e é atropelado pelo voluntarioso zagueiro adversário. Árbitro central manda seguir e é avisado pelo rádio pelo assistente de meta que foi pênalti claro. Para-se o jogo e marca o pênalti. Um provável “bolinho de atletas” do Vila Xurupita reclamando que “quem manda é o árbitro, não o assistente”. Normal e tudo bem, o que vale é a correta marcação da jogada e as reclamações pararão por aí.

 

2) Ronaldo entra na área e escorrega sozinho na frente do zagueiro adversário. Árbitro dá pênalti. Torcida vibra na arquibancada, Ronaldo pega a bola para cobrar e enquanto isso o assistente atrás do gol avisa: o Fenômeno caiu sozinho…

E aí, o que vai acontecer?

Uma muvuca, certamente, apesar da correção. O problema será única e exclusivamente a pressão. “Desmarcar” pênalti pode ser mais difícil dependendo do peso da camisa de quem se desmarca (coisa que não deveria existir).

Finalizando: na situação 2, o jogo será reiniciado com bola ao chão, ali mesmo na frente do gol, conforme a regra 8.

Ainda assim, prefiro essa muvuca correta do que a tranqüilidade errada.

 

Aproveitando o texto e audiência: e a camisa feia que a Nike lançou para Seleção Brasileira? Quem inventou uma faixa verde no peito? Que mau gosto…

– Twitter como Ferramenta para Críticas aos Árbitros

 

No ano passado, Jorge Henrique (jogador do Corinthians) criticou a arbitragem de um de seus jogos através do microblog Twitter. Na oportunidade, surgiu a polêmica: qual o peso das reclamações através dessa ferramenta eletrônica?

 

Pois bem: com a perceptível popularização desse instrumento de comunicação, cada vez mais personalidades esportivas se manifestam sobre diversos assuntos. Um jogador de futebol que faz uma crítica generalizada (como, por exemplo: “acho que o árbitro foi mal na partida e perdeu o controle do jogo”) não deveria ser motivo de represálias por parte dos organizadores; afinal, é uma espécie de desabafo, diferente de uma acusação de manipulação.

 

Entretanto, na Premier League, Babel, do Liverpool, postou uma mensagem criticando o árbitro e com uma fotomontagem dele com a camisa do Manchester United! Aí não dá… A F.A. (Federação Inglesa) o puniu por 3 partidas.

 

E você, o que acha disso? É exagero punir críticas via Twitter ou depende da crítica?

 

Abaixo, extraído de: http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2010/noticias/0,,OI4883263-EI16651,00-Atacante+do+Liverpool+e+advertido+por+criticar+arbitro+no+Twitter.html

 

ATACANTE DO LIVERPOOL É PUNIDO APÓS CRITICAR O ÁRBITRO VIA TWITTER

 

O holandês Ryan Babel, atacante do Liverpool, foi penalizado pela Federação de Futebol da Inglaterra (FA) por sua má conduta após criticar no Twitter o árbitro de seu último jogo.

O jogador publicou uma foto manipulada do árbitro, Howard Webb, vestindo a camiseta do Manchester United, rival histórico do Liverpool e equipe que acabava de eliminá-los da Copa da Inglaterra.

Durante a partida, o juiz marcou um pênalti a favor do Manchester, o que levou Babel a escrever no Twitter: “e esse é chamado de um dos melhores árbitros? Deve ser uma piada”.

O jogador pediu desculpas pouco após receber a advertência da FA, mas mesmo assim poderá ser punido. No entanto, por não existir uma situação semelhante por críticas via internet, é difícil prever o que irá ocorrer.

Após o sucedido, Babel deixou uma mensagem aos seus 170 mil seguidores no Twitter: “estou algemado”, disse, em referência ao castigo imposto pela Federação.

– Sobre a IFFHS e seus Rankings (Ranking dos Árbitros)

 

Muitas vezes ouvimos listas sobre “Maior Clube”, “Melhor Treinador”, ou “Craque do ano”. A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, conhecida como IFFHS, é uma dessas entidades que frequentemente divulga diversos (e sempre polêmicos) rankings.

 

Essa instituição é uma pequena entidade localizada em Bonn, na Alemanha, tendo como seu presidente o próprio fundador: Alfredo Poge. Mas você sabia que em seu Comitê Executivo existe um brasileiro chamado Clóvis Martins da Silva Filho (que por ignorância minha nunca ouvi falar)?

 

Dando uma fuçada na internet, é possível achar em alguns sites (dentre eles, a Wikipedia – que particularmente não confio), a informação de que a IFFHS é reconhecida pela FIFA como órgão oficial de estatísticas do futebol, tendo todo o aval da entidade.

 

Para mim, esse reconhecimento por parte da FIFA é uma surpresa, pois, afinal, a FIFA também tem seus rankings.

 

Na última semana, a IFFHS divulgou a lista dos melhores treinadores de 2010. Porém, em breve, deve divulgar a dos melhores árbitros 2010. A última atualização destaca os melhores de 2009 em todo o mundo: o suíço Massimo Bussaca e o brasileiro Carlos Eugênio Simon como os Tops daquele ano. Aliás, entre os brasileiros de todos os tempos, Simon só perde para Romualdo Arppi Filho e José Roberto Wright (os únicos a figurarem 2 anos entre os 10 melhores do mundo).

 

Abaixo, a lista da IFFHS em relação aos árbitros brasileiros (apenas os anos em que tivemos brasileiros entre os Top10):

 

1987: Romualdo Arppi Filho – 1º.

1988: Romualdo Arppi filho – 7º.

1988: Arnaldo césar Coelho – 9º.

1990: José Roberto Wright – 1º.

1991: José Roberto Wright – 2º.

1994: Renato Marsiglia – 10º.

1997: Márcio Rezende de Freitas – 7º.

2009: Carlos Eugênio Simon – 2º.

 

A lamentar a lacuna de 12 anos entre Márcio e Simon na lista da IFFHS.

 

Os melhores árbitros brasileiros da primeira década do século XXI, segundo a entidade, são Márcio Rezende de Freitas (28º.) e Carlos Eugênio Simon (30º.)

 

E você, o que achou da lista? Deixe seu comentário:

– A “Compra” da Copa de 62. Um escândalo que estoura com retardo de 48 anos?

 

Sempre ouvi falar da “compra e venda’ de Copas do Mundo. Como árbitro, sempre duvidei mas também nunca refutei as hipóteses. O meio não é imaculado, infelizmente.

 

Seja na Argentina 78, com regulamentos pró-hermanos e entregadas de jogo, seja na Coréia-Japão 02, onde visivelmente os sul-coreanos foram ajudados pelos árbitros (italianos que o digam! Vide a atuação do árbitro equatoriano Byron Moreno), as dúvidas persistem.

 

Agora, retoma um tema da “Revista FourFourTwo” sobre a possível compra da Copa de 62 por parte dos brasileiros. Mas o problema é que existem mais detalhes sobre subornos e golpes.

 

Nesta Copa, 2 fatos marcantes: o lance marcante do Nilton Santos “dentro ou fora da área” contra a Espanha (erro grosseiro da arbitragem), e a absolvição de Garrincha para que jogasse a final da Copa do Mundo.

 

Se fosse nos dias atuais, certamente as imagens mostrariam com clareza o erro e a marmelada do julgamento de Garrincha seria um escândalo inaceitável e contestado. Mas, em 62, o mundo não era tão globalizado…

 

A matéria com fotos e explicações mais apuradas está em: http://blogdoodir.com.br/2010/03/materia-historica-reforca-a-tese-de-que-o-brasil-subornou-arbitros-para-ganhar-a-copa-de-1962/ (é o blog do Odir Cunha)

 

E você, o que pensa disso: Copas são vendidas ou não?

 

(Rússia e Qatar, escolhidas como sedes de 2018 e 2022, por exemplo, foram escolhidas por, digamos, critérios tecnico-financeiros…)

– Os novos árbitros da FIFA 2011 e demais relações

 

Amigos, a relação dos árbitros FIFA – 2011 foi divulgada nesta última semana. Sem muita badalação, vemos o anúncio com alguns detalhes interessantes:

 

Entra para a vaga do aposentado Carlos Eugênio Simon – RS o árbitro Sandro Meira Ricci – DF. Merecido e esperado.

 

O outro nome é o de Gutemberg de Paula Fonseca – RJ, que entra na vaga de Péricles Bassols Cortez, também carioca. O motivo da troca? Ninguém sabe… ao menos, oficialmente.

 

Já na relação dos árbitros aspirantes à FIFA, Temos agora 50% do quadro compostos de árbitros do NE:

Cláudio Mercante – PE,

Nielson Nogueira Dias – PE,

Francisco Calos do Nascimento – AL

Arilson Bispo Anunciação – BA

(juntaram-se a Célio Amorin – SC, André Luiz Freitas de Castro – GO, Wilton Pereira Sampaio – DF e o único paulista, Luiz Flávio de Oliveira).

 

Na relação dos bandeiras da FIFA, entra na vaga do aposentado Ednilson Corona – SP o também paulista Marcelo van Gassen. Na vaga de Hilton Moutinho- RJ, o carioca Rodrigo Jóia.

 

Apenas, como paulista, lamento o fato de não termos árbitras na relação FIFA. São elas:

Ana Karina Marques – PE

Eveliny Pereira Almeida – CE

Francielli Costa Bento – MG

Simone Xavier de Paula – RJ

 

As bandeiras da FIFA em 2011 permanecerão as mesmas:

Márcia Bezerra Costa – RO

Cleidi Mary N Ribeiro – SC

Katiúscia Mayer B Mendonça – ES

Maria Elisa Correia Barbosa – SP

 

Boa sorte aos novos e novas integrantes da FIFA.

– Só lá na Argentina?

 

Espero e desejo que sim. Mas…

 

Javier Ruiz, árbitro da primeira divisão argentina, denunciou um esquema de favorecimento entre a AFA e o Boca Juniors. O Globoesporte.com trouxe uma matéria interessante sobre o assunto, de difícil trato e que pode manchar o nome de algumas pessoas e instituições. Compartilho:

 

Extraído de: http://globoesporte.globo.com/platb/futebolargentino/2010/12/18/boca-e-envolvido-em-suspeita-de-compra-de-campeonatos/

 

BOCA JRS É ENVOLVIDO EM SUSPEITA DE COMPRA DE CAMPEONATOS

 

Por Renato Zanata Argos e Wagner Vinicius Bordim

Uma denúncia do ex-árbitro Javier Ruiz na tarde da última sexta-feira sacudiu o futebol argentino. Em entrevista ao programa “El última de la final”, da Rádio Nacional, Ruiz afirmou que conhece episódios do futebol argentino de suborno e incentivos (as conhecidas malas brancas), e destacou que o campeonato conquistado pelo Boca Juniors em 2008, o Apertura, teria sido comprado.

– A subida do Chacarita (2009) e do San Martín de Tucumán (2008) foram acertados. Pode-se acertar campeonatos inteiros, como o do Boca de Ischia (Apertura de 2008) – destacou Ruiz.

Na ocasião, o Boca Juniors conquistou o título do Apertura em um triangular final com o San Lorenzo e Tigre, já que as três teriam empatados em número de pontos no final da fase regular, com uma diferença de apenas um gol.

Ademais, Ruiz denunciou numerosas situações de acertos e de subornos, sem dar mais nomes, nos campeonatos argentinos e reconheceu que recebeu ameaças por parte de Julio Grondona, presidente da AFA, e ressaltou que inúmeros veículos de comunicação teriam fechado a porta para ele.

– Não dá para entender que árbitros que há pouco tempo estavam pagando hipoteca, agora andem de carro do cano – assegurou Ruiz.

No entanto, levantamento realizado pelo jornal Olé deste sábado, mostra que o Boca Juniors teria sido mais prejudicado do que beneficiado no campeonato. Em seis partidas (contra o Newell’s Old Boys, Indpendiente, Tigre, Godoy Cruz, San Lorenzo e Arsenal) teria sido prejudicado, e somente em dois duelos (San Martín de Tucumán e Racing) teria sido beneficiado.

– As Notas dos Árbitros de Futebol no Brasileirão 2010!

 

Amigos, o site “Apito Nacional” (vide abaixo o link), publicou uma interessante matéria com os dados das notas dos avaliadores envolvendo a arbitragem brasileira nos últimos anos.

 

Abaixo, os índices que surpreendem: para os observadores de árbitros, tanto na Copa do Brasil quanto nos Brasileirões das Séries A e B, as arbitragens foram classificadas como “Ótimas” e “Excelentes”, se somadas, em mais da metade dos jogos! Em seguida, por volta de 40%, ocorreram arbitragens “Boas”. Mas um detalhe interessantíssimo: em apenas 5% dos jogos as arbitragens foram consideradas “regulares”, e somente em 0,5% foram “ruins” (média dos 3 últimos anos).

 

Em 2010, as arbitragens foram avaliadas (percentualmente):

 

EXCELENTES: 20,53

ÓTIMAS:        49,47

BOAS:            25,26

REGULARES:  4,47

INSUFICIENTES: 0,26

 

No email divulgado aos árbitros, há a ressalva de que ”a evolução global está diretamente relacionada ao Plano de Modernização idealizado pelo presidente RICARDO TEIXEIRA”.

 

E viva o Gestor da Copa 2014! Ainda reclamam dele… (essa ironia final foi irresistível, desculpem-me)

 

A seguir, a matéria e também a enquete do blog: a sua sensibilidade diz o quê: você concorda com esses números finais dos avaliadores dos árbitros? Deixe seu comentário.

 

CONAF REVELA PLANILHA COM EVOLUÇÃO DE NOTAS NOS ÚLTIMOS 3 ANOS

 

A Conaf enviou a todos do quadro de árbitros da CBF uma planilha contendo gráficos comparativos das atuações dos árbitros nos últimos 3 anos. No documento, podemos observar uma evolução na média dada pelos Observadores. No e-mail enviado, o presidente da Conaf destaca o seguinte:

“Senhores (as),

Para conhecimento encaminho anexo uma planilha contendo os gráficos comparativos das atuações dos árbitros do Brasil, nas Series A, B e Copa do Brasil, referentes ao período de 2008 a 2010.

A evolução global está diretamente relacionada ao Plano de Modernização idealizado pelo presidente RICARDO TEIXEIRA, cujo pontapé inicial se deu com o Dr. Edson Rezende, EBF, etc, porém sem a participação dos Instrutores (RAP-Fifa, CBF e estaduais), presidentes das Federações e das Comissões, assim como aos Árbitros, Assistentes e Observadores não chegaríamos ao resultados obtidos”.

O apitonacional teve acesso ao documento enviado por um árbitro do quadro CBF1 da região nordeste do país. O apitonacional agradece ao árbitro por ter enviado o documento com o qual podemos repassar a informações aos nossos internautas. Segundo informações, esse material foi enviado a mais de 6 centenas de pessoas, acreditamos que não estamos agindo de forma anti-ética em publicá-lo.

Parabenizamos a todos da arbitragem pela evolução.

Acompanhe abaixo o gráfico recebido pelos árbitros:

 

 

(http://www.apitonacional.com.br/noticias/revelaplanilha.htm)