– Neymar: Culpado ou Vítima?

 

Na noite de ontem, mais uma partida onde Neymar ganhou as páginas de destaque. Cada vez mais ele é amado ou odiado; meio-termo não há. E os motivos são as supostas simulações e/ou supostas faltas marcadas, dependendo do ponto de vista, da análise fria ou até mesmo da simpatia de quem o vê.

 

No começo da carreira, a “Jóia Santista” abusava das simulações de faltas. Por ser franzino, cada dividida era uma queda. Mais ou menos o estilo “a lá Bebeto”, porém, este tentava as jogadas mesmo apanhando, e quando caia, ninguém duvidava da falta.

 

Mas aqui a situação é diferente. Pelo carisma conquistado por parte da imprensa, pelo apelo dos torcedores e pelo seu inegável potencial (ter potencial não é afirmar que já é craque), aproveita-se do rótulo de “queridinho” e cava faltas.

 

Me recordo perfeitamente que quando se firmou como titular, Neymar desabava em campo; fazia firulas e caia; driblava, partia para o gol mas não finalizava. Trocava tentativas de gols por faltas.

 

Os árbitros ficavam em dúvida. Os adversários, com bronca.

 

Porém, como toda a novidade passa a deixar de sê-la após algum tempo, os adversários aprenderam a marcar Neymar e explorar seus pontos fracos. Lembram-se de um jogo no Ceará, onde o zagueiro João Henrique anulou o santista? E por ser bem marcado irritou-se e teve chilique? E aí as faltas começaram a ocorrer de verdade, pois, afinal, as intimidações naturais do futebol aconteceram.

 

Surge um novo problema: como distinguir falta e simulação de Neymar? Ele costumava misturar faltas sofridas com quedas simuladas. Apitar jogos do Neymar passou a ser um verdadeiro inferno para a arbitragem. E, faça-se justiça, também os árbitros foram culpados por pouco punirem o atacante com cartões amarelos pós-simulação. No Campeonato Paulista, nenhum. Em amistoso internacional, a punição se deu por vaias da torcida. Na Libertadores, ontem, Amarilla cumpriu o riscado (e foi criticado por muitos).

 

Neymar alega ser perseguido pelos árbitros. Ora, ele não está reclamando a toa?

 

Considere o seguinte: em lances de jogadas divididas, costumeiramente há quedas. Mas…

 

se num lance de dificuldade na interpretação (falta ou não), o atleta cai na dividida, segue o jogo. Cair é natural para quem disputa;

 

se no mesmo lance cair e pedir pênalti, o árbitro deve mandar levantar, sinalizar que o lance foi normal e não marcar nada;

 

se a reclamação for acintosa e o árbitro entender que está jogando a torcida contra ele (ter o famoso ‘chilique’), deve punir o atleta com cartão amarelo pela atitude inconveniente ou reclamação contra a arbitragem;

 

se o atleta forçar a queda se atirando contra o adversário ou ao chão, é nítida simulação e se deve apitar o lance, além de aplicar o cartão amarelo.

 

Neymar, infelizmente, costuma forçar as duas últimas situações. O excesso de lances em que cai sem ser falta e que reclama desnecessariamente é absurdo. Tanto que, quando é falta realmente, o árbitro é levado a desconfiar.

 

O atleta – é necessário lembrar – havia melhorado o seu comportamento desde a chegada de Muricy Ramalho. Mantinha-se mais de pé no jogo, fazia jogadas mais objetivas e diminuiu os lances de infantilidade em campo. Evoluiu. Mostrou que estava a caminho da consolidação de ser chamado de craque.

 

Porém, há 10 dias, no amistoso em Goiás contra a Holanda, ele teve uma recaída. Cavou uma falta tão grotesca, que deu dó do zagueiro holandês. Mais pena deu do árbitro, que aplicou o cartão amarelo por acreditar que Neymar tinha realmente sofrido a falta. Na mesma partida, Neymar caiu de novo e o árbitro fez vista grossa. O menino reclamou (pra variar…). No final do jogo, Neymar desabou pela 3ª vez em campo após uma lance nornal e o árbitro marcou simulação de jogo, aplicando o amarelo. Neymar gesticulou, reclamou, fez que não gostou…

 

O nome do árbitro? Carlos Amarilla. O mesmo que apitou ontem Peñarol X Santos.

 

Será que Neymar não teve inteligência suficiente para pensar que o árbitro deve ter assistido o VT da sua atuação e visto que foi enganado por ele? E que não deveria praticar novamente tal atitude antidesportiva?

 

Não é que Neymar voltou a simular ontem? E, mesmo recebendo corretamente o cartão amarelo, resolveu justificar seu erro em cima da arbitragem, dizendo que é perseguido?

 

Ora, os árbitros que assistiram a partida e que conheço (todos os que conversei) dariam o cartão amarelo a ele. Só ele que não se puniria?

 

Se fosse um jogador comum, tal discurso seria choro que passaria batido. Mas como Neymar tornou-se “intocável”, a confusão foi criada.

 

Na semifinal São Paulo X Santos, Neymar invadiu a área, passou por Xandão, sofreu o pênalti do zagueiro sãopaulino e continuou de pé, conseguindo cruzar a bola para Ganso finalizar. Na Liga dos Campeões da Europa, Messi passou por 3 adversários no gol que fez na partida final contra o Manchester United, sendo que no primeiro foi empurrado e no último levou um pontapé; preferiu fazer o gol do que cair.

 

Se nas jogadas em que há falta se continuasse no lance, certamente se tiraria mais proveito das vantagens. Então por que tentar cavar a todo instante, se há habilidade?

 

Parece mais burrice do que estratégia. Aliás, a desinteligência foi tão grande em Montevidéu que, se Amarilla fosse rigoroso (ou, para alguns, caso prefiram, ‘perseguisse verdadeiramente Neymar’), teria aplicado o segundo amarelo nas outras oportunidades em que simulou durante a partida. Sua irresponsabilidade poderia custar a participação no jogo final aqui no Pacaembu.

 

Alguns dizem que os árbitros são corporativos e que há “perseguição”. Com jogador desconhecido nas 3as 4as divisões, não nesse patamar de visibilidade, acontece o seguinte: O árbitro fraquinho comenta com seu colega: “lá em Xiririca da Serra o camisa 5 é mala, me encheu o saco, fique atento se apitar lá”. E o seu colega encherá o peito e dirá: “Deixa comigo que eu não entro na dele” (isso seria persiguição?)

 

Nas divisões de cima, o que vale é o cuidado com as características dos atletas. Se algum árbitro amigo meu me diz que em tal time alguém se joga, ou bate, ou joga limpo, ou faz linha de impedimento… ou qualquer outra coisa, É INFORMAÇÃO para uma boa arbitragem.

 

Mas, cá entre nós… Alguém vai falar para árbitros conceituados: cuidado com o Neymar do Santos FC? Todos o assistem, ninguém precisa falar. Ronaldo, Romário, Zico, Ronaldinho Gaúcho… todos sabem quem eles são e quais são suas características.

 

O bom árbitro assiste campeonato. Sabe, por exemplo, que fora de forma Ronaldinho Gaúcho está muito chorão, já que como não ganha na velocidade, tenta ganhar no grito. Sabe que o time do Palmeiras tenta cavar faltas na área para o Marcos Assunção tentar fazer gol. Sabe que o garoto Lucas prefere a vantagem do que a falta e que tem que ter bom preparo físico em jogos do São Paulo. E sabe, claro, que Neymar é cai-cai. DEVE SE PREPARAR PARA ESTAS SITUAÇÕES.

 

Claro que estar preparado não é estar predisposto. Essa é outra história…

 

E você, o que pensa sobre isso? Neymar fez por merecer a sua fama de simulador de faltas ou não? Deixe seu comentário:

 

(Fico pensando: se Neymar jogasse no Campeonato Argentino, 3 situações prováveis: ou não seria titular, ou ficaria de pé, ou já teriam lesionado ele seriamente).

 

Ops: faltou falar: desde quando advertência verbal é perseguição? Dizer ao jogador: “se você pular de novo eu te expulso” é bronca, não é nada contra a Regra do Jogo.]

 

Daqui a pouco, dirão que os árbitros estão praticando assédio moral ou bulling sobre o Neymar… Se ele amadurecer, o futebol brasileiro será grato. Se continuar assim, teremos mais uma promessa que virou jogador comum.

– Quantas Palavras um Treinador de Futebol Precisa Conhecer?

 

Recentemente, Fábio Capello, treinador da Inglaterra, retrucou as críticas de um jornalista que alegou que, por ser italiano, deveria aprender a se expressar melhor na língua inglesa.

 

Capello não titubeou e respondeu:

 

“Se tivesse que discutir economia, poderia ter problemas. Mas, quando se fala de futebol, 100 palavras são suficientes para me comunicar”.

 

E não é que ele tinha razão?

 

Um estudo da Universidade Cambridge, utilizando-se de pesquisas, detectou que 96 palavras são necessárias para um treinador se fazer entender em campo. Destas, 44 são essenciais (como gol, trave, atacante, adversário), e as demais complementares (como árbitro, escanteio, regra). Ao todo, costuma-se usar 935 vocábulos!

 

Abaixo, extraído do próprio blog da Universidade de Cambridge:

(http://dictionaryblog.cambridge.org/2011/03/31/fabio-capellos-100-words-of-football/)

 

FABIO CAPELLO’S 100 WORDS OF FOOTBALL

 

England football manager Fabio Capello has recently come under criticism for his poor grasp of English despite being in the job for over 3 years, but this week he has hit back, claiming he requires “maximum 100 words” to communicate tactics to the England footballers. This comment has been seized on by the English media, keen to criticise the error-prone manager, but also amused at what this tells us about the size of the average English footballer’s vocabulary.

But is Capello’s statement so absurd? Well, as many have pointed out, you need to know far more than 100 words to communicate effectively in English – just the most basic words such as the, to, be, of, in etc amount to far more than that. But let’s be generous to Capello: let’s assume he was not including these words, sometimes referred to as function words, in his putative 100. Let’s assume that in fact he was referring only to the content words, those nouns, verbs and adjectives that provide the meat on the bones of communication. Would it really be possible to talk football with only 100 of these?

At Cambridge University Press, to ensure that our English teaching materials always reflect the real, authentic language, we maintain a vast database of English texts, the Cambridge International Corpus, which now contains over 1 billion words of English in any form in which it occurs – newspaper articles, emails, transcribed conversations, websites, books…furthermore, every such document is coded for the subject area it deals with, allowing us to automatically pull out all the documents relating to football – that’s over 8.5 million words’ worth of football-talk. What’s more, using our smart corpus analysis software we can then compare these documents with the rest of the corpus to pull out those words which are most significantly over-used within the domain of football. Note, this is not the same as just pulling out the most commonly used words – these will be that same set of basic words – the, a, of, be, in etc – mentioned above, which are the most commonly used words in any area of language. Rather, this is identifying those words that are used much more frequently within football English than they are in normal, everyday English.

The resulting list makes for interesting reading; but as many of these come more from non-footballers writing about football rather than footballers themselves writing or speaking, let’s consider which you would really need to coach footballers. There’s the absolute basics, for starters: ball, cup, player, game, match, win, lose, play, team. You’d need to refer to their various positions, of course: so that’s goalkeeper, defender, fullback, midfielder, winger, striker, forward as well as groups – defence, midfield and attack. You wouldn’t be able to get very far without knowing what to call different areas of the pitch – the goal, made up of the goalposts and the crossbar (collectively the woodwork), the box, the touchlines, and of course left and right. Then there are the actions players do in the game – kick, pass, tackle, cross, dribble, shoot, strike, score, equalise, foul, defend, attack, header, touch, mark and of course dive (although we would not wish to suggest England players are ever instructed to do that). That makes 44 words so far.

Then there are words referring to the laws of the game and their enforcement: referee, linesman (these days referred to as the assistant referee), offside, handball, free-kick, penalty, corner, goal-kick, caution, suspension, plus the yellow and red cards (though you could probably get by without knowing any other colours). As international football is all about tournaments, he would need to refer to the various stages of the competition: the friendlies, the qualifiers, the group stage, quarter-finals, semi-finals and, in the unlikely event that England should ever progress that far, the final itself – probably by means of a penalty shootout somewhere along the way. That gets us up to 70.

Then there are the words relating specifically to tactics and training: formation, possession, pressure, defensive, attacking, patience, fitness; the different parts of the game, first-half, second-half, half-time, injury-time, extra-time. Words describing footballers’ qualities: physical, technical, clever, pace, skill, talented. Then those elusive qualities that the viewing public, the fans or supporters, always demand: passion, spirit, pride, excitement. Which leaves just 4 more, and since we’re talking about England, no list of essential vocabulary would be complete without the inevitable defeat, disappointment, humiliation, and the one word England managers live in fear of: sack.

So there you have it, international football in 100 words. And if you need any help with them, Fabio, you know where to come.

 

A lista dos 935 vocábulos em: http://dictionaryblog.cambridge.org/corpus-football-words/

– Quando um Desvio Anula um Gol

 

Não pude assistir, por motivos pessoais, a nenhum jogo do Campeonato Brasileiro. Mas ouvi alguma coisa com meu bom e velho radinho e li nas mídias disponíveis.

 

Gostaria de chamar a atenção para um lance polêmico na partida Cruzeiro X Santos. Borges teve um gol anulado pelo impedimento assinalado de Roberto Braatz. Pelo que li e ouvi (não vi), uma bola foi lançada ao atacante santista, que não estava em posição de impedimento e que marcou o gol. Porém, o lance foi invalidado por, supostamente, um desvio de jogador santista durante o lançamento para Borges.

 

Se isso realmente ocorreu, acertou o bandeira. E vamos cair num detalhe da regra: torcedor, povão, massa em geral, tem o conceito dúbio de “bola que bate em barreira tira ou não impedimento”. Claro que não tira. E talvez seja por isso que o comentarista da única rádio em que eu conseguia sintonizar tenha sido levado à confusão ao dizer “desviou no próprio santista mas ele não tinha intenção”. Nem sei se desviou; alguns disseram que sim e outros nem citaram. Mas acreditando que desviou…

 

São situações de desvios diferentes, que nada tem a ver uma com a outra. Vamos ilustrar:

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição de impedimento e a bola bate num adversário, e cai para o próprio companheiro ou para outro que também estava impedido, marca-se o impedimento.

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição de impedimento e a bola bate num adversário, e cai para outro companheiro que não estava em impedimento, segue a jogada.

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição de impedimento e a bola bate num companheiro, e cai para o que estava em impedido originalmente, marca-se o impedimento (o desvio não mudou nada, pois continua impedido).

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição de impedimento e a bola bate num companheiro, e antes/durante desse desvio ele sai da posição de impedimento e acaba recebendo a bola, segue a jogada (criou-se, com o desvio, um segundo lance).

 

– Se você lança seu companheiro que está em posição legal e a bola desvia num companheiro, e nesse momento quem receberia a bola está a frente da linha da bola antes de dois adversário (portanto, impedido), deverá marcar-se o impedimento, pois, afinal, criou-se também um segundo lance.

 

Bola desviada em companheiro pode ter situação diferente da que desviada em adversário, nesse caso específico. Vale a atenção.

 

Pelo que li nos jornais, Borges não estava impedido, mas quando a bola toca no seu companheiro (independe se voluntaria ou involuntariamente), passa a ser um novo momento e assim o atleta se torna impedido de participar do lance.

 

Apaixonante os detalhes da Regra do Jogo, não?

 

Quer dizer algo sobre esse lance? Deixe seu comentário:

– Campeonato Italiano da 4ª Divisão assiste a lance inusitado!

 

No jogo de acesso à Série C do Campeonato Italiano, as equipes do Termono X DRO Calcio decidiam a última vaga na disputa de tiros penais.

 

Eis que um lance extremamente raro (e confuso para alguns) ocorreu: o atleta chuta muito forte a bola, ela bate no travessão e sobe. O goleiro sai comemorando o chute desperdiçado do adversário… e pula, e comemora, e vibra…

 

Mas…

 

Já que tudo que sobe teoricamente tem que descer, a bola cai ainda na grande área, pula, pinga, pinga mais um pouco e… entra no gol, para incredulidade de todos, aos olhos de um goleiro desesperado.

 

Tal decisivo lance custou o acesso à equipe, que promete recorrer.

 

Veja o incrível lance neste site encurtado do GloboEsporte.com, com as devidas citações: http://is.gd/la3Hlx

 

Vale lembrar: desde a Copa de 1986, devido ao lance em que a bola bate na trave e nas costas do goleiro Carlos, a FIFA deixou bem claro: na decisão de tiros penais, o efeito da cobrança só cessa quando a bola parar.

 

Aqui, o goleiro italiano deu azar. Mas dá para dizer que foi precipitado ao comemorar? Deixe seu comentário:

– Gestos, Gestuais e Gestação da Seleção Brasileira

 

Parece que o “gestual”, o “simbólico” ou a “interpretação das imagens” norteia a vida de alguns jogadores da Seleção Brasileira de Futebol.

 

Digo isso pelas declarações e ações de alguns atletas. Veja o caso do atacante Fred, que declarou na sua saída de campo à imprensa após ser vaiado:

 

“A torcida vaia mesmo porque ainda vive da imagem de um futebol de 100 anos atrás, mas o pouco a gente vai cativando o torcedor”.

 

Em outras palavras, o atacante quis dizer que o “futebol de balé, espetáculo e beleza” não existe mais. Os jogadores querem a simpatia do torcedor por esse futebol apresentado no último sábado?

 

Destaco 4 fatos importantes:

 

1) Neymar pulou, caiu, gesticulou e reclamou. Nas imagens rápidas, Neymar apanhou. Na realidade, contracenou com a bola, já que simulou faltas pelo menos em 4 lances. No primeiro, cavou um cartão amarelo injusto ao adversário. No último, esgotou a paciência do árbitro paraguaio Carlos Amarilla ao dar o pulo canastrão tentando outra falta (e olha que para árbitro dar esse tipo de cartão em amistoso é porque o cara passou da conta…). Sempre o garoto foi assim, mas parecia que Muricy o teria feito amadurecer. Queremos na Seleção o Neymar decisivo e objetivo, de pé. Não o Neymar molequinho pula-pula, que ao receber o amarelo, ficou emburrado chiando do árbitro. Ué, errou o paraguaio?

 

2) Ramires jogava muita bola no Cruzeiro. Está bem também no Chelsea. Mas não tem noção da força de suas entradas. Como pode bater tanto e querer ficar em campo? A desculpa, lógico, será contra a arbitragem. Até bico para longe ele deu após um apito. Poderia ter recebido 4 cartões amarelo no jogo. Tanto que o próprio treinador o repreendeu publicamente por prejudicar sua equipe (na Copa, também foi expulso bisonhamente).

 

3) Já repararam como Fred faz caras-e-bocas a cada gol perdido? Faz tempo que não vejo um jogador fazer tanta careta numa partida. O bom atacante está perdendo muitos gols, mas seu repertório de expressões e gestos impressionam.

 

4) Por fim, Mano Menezes. Tem um esquema bacana para time de futebol limitado. Faz sempre bons trabalhos técnicos. Mas dirigir Seleção, com o leque total de atletas a sua disposição, é diferente de dirigir clube com elenco limitado e sem dinheiro.

Dá para fazer mais.

Claro que a Seleção Brasileira está em Gestação, mas a Copa América será decisiva para saber quem será o pai da criança, que deve nascer em 2014: Mano ou um substituto… Até agora, não me lembro de vitórias sobre equipes Top. Na terça, pegará a fraquinha Romênia que vem sem técnico!

 

E aí, quer comentar sobre o assunto? Deixe seu comentário e responda: concorda com a frase acima de Fred?

– O Gol anulado do Brasil: as Partes Jogáveis!

 

Estou tentando assistir ao amistoso Brasil X Holanda, em meio a muito trabalho. Vi um gol anulado, que para mim errou o bandeira, pois, aparentemente, estava na mesma linha. O Arnaldo César Coelho, pela Globo, disse que a cabeça estava a frente. Pra mim, em mesma linha com o pé do zagueiro.

 

Um amigo meu de imediato perguntou: mas o corpo dele não está na mesma linha?

 

Calma lá, não se vê impedimento com o corpo; a Regra é detalhista, se vê com as partes jogáveis. Explico: se a mão estiver mais adiantada, não está impedido, pois você não pode jogar com a mão. Se a cabeça do atacante estiver na mesma linha do dedão do zagueiro, não é impedimento, embora o tronco possa representar outra coisa.

 

Difícil, não? É tudo questão de segundos…

 

Se você estiver assistindo, diga: gol ou não? Deixe seu comentário:

– Um Cartão Inevitável?

Sempre defendi que os clubes de futebol devam ter instrutores de arbitragem. E não levanto essa bandeira em causa própria… Penso que os clubes evitariam cartões e tirariam proveito de certas manhas que a regra permite. 

Mas nessa noite tivemos um cartão polêmico na partida entre Santos X Cerro Porteño, envolvendo Neymar. 

Desconhecimento da regra ou detalhe maroto? Ou, ainda, erro do árbitro?

Vamos lá: não existe punição prévia para certos lances, e, para muitas situações, onde não há especificamente o relato da possível infração, você deve fazer a avaliação entendo a Regra do Jogo pelo Espírito da Regra. 

Quando você tira a camisa na comemoração de um gol, você não está recebendo o cartão por retardamento do jogo ou por comemoração excessiva do gol, mas sim por DESCONFIGURAR O UNIFORME. 

Se um jogador troca o seu uniforme em campo, ele recebe amarelo, pois, afinal, ele está em jogo e desconfigurou o mesmo. Se ele pedir ao árbitro para arrumar (trocando as peças), ele deve sair, e lá fora de campo pode arrumar e pedir para voltar. 

Se um jogador tem uma camisa de mangas compridas por baixo da camisa de mangas curtas e quer tirá-la, ele deve seguir o princípio acima. Afinal, para fazer isso, precisa desconfigurar o uniforme. 

Mas, nesta quarta-feira, Neymar desconfigurou o uniforme? Ele viveu a situação contrária, pois tinha a comprida sobre a curta. Se ele está em campo, tira a camisa e permanece uniformizado, onde há a infração?

Ele não fez nada de irregular. Poderia jogar a camisa para a lateral ou para alguém (fora de campo). Neymar só poderia tomar cartão ali se ele saísse de campo sem pedir ao árbitro. E aí independe se foi tirar a camisa, trocar a chuteira ou tomar água: o erro consiste em abandonar o campo de jogo sem comunicação. Neste caso, no momento em que o árbitro for avisado da irregularidade, o atleta deve receber a ordem de sair de campo (pois voltou sem autorização), ir até a lateral e retornar o gramado com a permissão oficial – e, na seqüência, receber o cartão amarelo. Se a bola estivesse rolando e isso acontecesse, a partida deveria ser paralisada e reiniciada com o tiro livre indireto para o adversário, no local onde a bola se encontrava.

Alguns podem até se utilizarem de um detalhe da regra em que ela fala que “sair de campo para comemorar o gol ou por força da jogada são ações permitidas”. Ok, mas não tem nada a ver com a Regra 4 – equipamentos dos atletas, que traz a específica ordem: se o atleta arrumar o uniforme fora de campo e não pedir ao árbitro, deve levar cartão amarelo!

Então, a questão é simples: já que Neymar não desconfigurou o uniforme, mas simplesmente tirou uma idêntica, fica a dúvida: foi fora ou dentro de campo? Se dentro, não deveria ter tomado cartão. Se fora, por mais dura e antipática que seja a regra, acertou o árbitro. 

O cartão só se justifica por sair de campo sem autorização. 

Aproveitando, escrevo esse post sem saber o resultado final (falta 30 min para o término do jogo), mas algo pode ser dito sobre a arbitragem: ruim. Jorge Larrionda é rigoroso demais em alguns lances e conivente demais em outros. Cáceres, por exemplo, já poderia ter sido expulso no primeiro tempo. Árbitro da experiência dele não pode deixar tanto jogador buzinar em seu ouvido…

E você, o que acha desse detalhe da regra? Deixe seu comentário:

– Pitacos Futebolísticos da Rodada

 

Assisti os melhores momentos dos Jogos da Rodada; não pude fazer análise de jogo específico, pois, afinal, é injusto avaliar o árbitro por lances isolados e não pela partida inteira. Vamos lá:

 

Fluminense X São Paulo: lances tranqüilos para a arbitragem, Heber Roberto Lopes ‘ganhou fácil’ a taxa de arbitragem (que, aliás, aumentou significativamente!).

 

Palmeiras X Botafogo: o gaúcho Márcio Chagas, que havia aparecido no final do ano no cenário nacional, manteve a atuação discreta. Sem comentários.

 

Grêmio X Corinthians: sabe aquela história de “mais ou menos” pênalti? Ou aquele discurso fantasioso de que “fora da área o juizão dá, mas dentro não”? No jogo, dois pênaltis bobos e difíceis de marcar por motivos diferentes.

No primeiro, o centroavante gremista é desequilibrado (por cima, com chance de manter o equilíbrio, mas claramente abdica de se manter de pé para tentar o pênalti). Alguns dirão que cavou, mas o jogador, de maneira inteligente, aproveita da disputa com Castán. Foi esperto e o árbitro acertou.

No segundo, a dificuldade se encontrou justamente por Liedson ter sofrido uma falta simples (que dentro da área é pênalti sem aplicação de cartão), mas que dá a impressão que uma Caterpillar, daquelas que levam tudo o que encontra pela frente, o atropelou! É o pênalti “Daiane dos Santos”, onde só faltou o segundo giro no ar! Que canastrão… Desde quando quem é pisado no pé acaba saltando? Tamanho exagero das caras-e-bocas do Levezinho faz com que todos tenham dúvida. O árbitro fica até constrangido em marcar algo assim! Foi pênalti, mas excessivamente valorizado.

Agora, verdade seja dita: o árbitro pernambucano Nielson Nogueira torceu para um lance de mesmo grau de dificuldade para avaliação para o lado corinthiano e usar o mesmo critério. Não digo que ele queria compensar, pois, afinal, acertou. Digo que queria “acertar de novo”.

 

E você, o que achou da rodada inicial? Deixe seu comentário:

 

(Não posso deixar de comentar: vendo Fluminense, Grêmio e Botafogo jogarem, vejo que os Estaduais cada vez mais iludem o torcedor!). São arremedos de times! E olha que São Paulo, Corinthians e São Paulo também são limitados…

– Brasil: o País das Incoerências Futebolísticas: 10 fatos da semana!


Algumas coisas são incríveis no futebol brasileiro. Parecem incoerentes, mas são verdadeiras. Veja 10 curiosidades:


1- Leandrão, centroavante do ABC de Natal, dias atrás quando foi eliminado pelo Vasco da Gama na Copa do Brasil, escreveu no Twitter:

“Qual turista vai ao RJ e não é roubado?”

O STJD determinou 4 partidas de punição e 1 mil reais de multa ao atleta. Em SP, Scolari disse (ao vivo, por rádio e TV) que o arbitro Sálvio Spínola estava encomendado. Na festa da FPF, ao invés de reprimenda, levou o troféu de melhor treinador do Campeonato (Scolari vai a julgamento hoje por ofensas ao Paulo Cesar de Oliveira; mas sobre a declaração ao Salvio, não deu nada…)


2- Andrés Sanches, presidente do Corinthians, disse em uma gravação não autorizada durante um encontro do Clube dos 13, que:

“sou amigo do Ricardo Teixeira mesmo, sou amigo da Globo mesmo, apesar de ser gângster (…) eu vejo o meu clube.” .

É amigo e o chama de bandido? E gosta disso?


3 – Orlando Silva, Ministro do Esporte e grande incentivador da construção do Estádio do Corinthians para a Copa do Mundo, disse à Folha de Sao Paulo na edição de hoje:

“O Governo de SP ainda não atingiu o seu limite”,

em referência a demora das obras. Mas… ele é um dos responsáveis pela Copa, está a frente do Ministério há 3 mandatos e a culpa é do Alckmin que assumiu o mandato há 5 meses?


4 – Deputado Jovair Arantes quer limitar número de jogadores brasileiros que atuam no exterior em 10% dos nomes convocados para a Seleção Brasileira.

Ué, Brasília tem tanta ociosidade no Congresso para que sobre tempo para nobres parlamentares pautarem discussões sobre as convocações de Mano Menezes?


5 – Na final da Liga Europa, 2 equipes portuguesas. Mas 17 atletas brasileiros em campo! O vice-campeão foi o luso-brasileiro Braga, com uma verdadeira seleção do interior paulista: Artur e Marcio Mossoró (Paulista), Vandinho (Ponte Preta), entre outros tantos.

Os clubes brasileiros vendedores desses atletas ficam com o pires na mão, já os empresários…


6 – Jogadores corinthianos foram vice-campeões paulistas em campo. Mas a FPF só entrega a medalha da premiação para quem cai receber a mesma na festa oficial da entidade. Quer dizer que o suador em campo não valeu, só vale se for no regabofe do Marco Polo?


7 – A “troca de pele” de certos atletas impressiona. Por exemplo: Ronaldo, Adriano e Emerson Sheik eram assumidamente flamenguistas de coração. Após assinarem contratos com o Corinthians, descobre-se um novo amor. Precisa ser ex-torcedor do Flamengo para jogar com a 9 no Pq Sao Jorge?


8 – O RJ é o único lugar onde os árbitros de futebol se mobilizaram contra a incompatibilidade de cargos do dirigente-mor Jorge Rabelo, que preside a Comissão de Árbitros, o Sindicato e a Cooperativa (tem um estado onde as siglas começam com S e terminam com P cujo nome mantenho em sigilo, onde o chapa-branquismo é semelhante…). Entretanto, os clubes de futebol de lá adoram Jorge Rabelo e, coincidentemente, pedem a cabeça do Sergio Correa, presidente da CA – CBF. Alegação? Correa privilegiaria os paulistas. “Privilegia mesmo”! Nenhum paulista escalado na serie B na primeira rodada e invasão de cariocas e árbitros do Norte-Nordeste.

Será que eles viajarão pela Pallas, empresa parceira da CBF?


9 – Ranking de Clubes da Conmebol: O país do futebol está atrás do Equador…
Rodrigo Bueno, no Caderno Esporte da FSP, pg D9, com base no ranking de clubes divulgado pela entidade, pontuou os países melhores colocados nos últimos 5 anos (que é a base de cálculo da Sulamericana). Assim, a Argentina teria 134 pontos, o Equador 133 e o Brasil 123.

Se usássemos os mesmos critérios utilizados pela UEFA para a distribuição da Champions League, teríamos 4 vagas para Argentina, Equador e Brasil. Depois temos o Paraguai, Chile e Uruguai com 3 clubes e os demais com 2 times.

Estamos no mesmo nível do Equador, pelos critérios técnicos!


10 – Os 3os colocados carioca e paulista (Fluminense e São Paulo) se enfrentam domingo às 18:30 pelo Brasileirãoo. O confronto dos vice-campeões de RS e SP será no domingo às 16h. Já os campeoníssimos dos mesmos estados de enfrentam às 21h de sábado (Santos X Internacional). E ainda querem torcedores nos estádios?

 

E você, o que acha dessas incoerências? Quer deixar um comentário?

– Seleções dos Campeonatos Estaduais: fizeram por merecer?

 

Amigos, compartilho aqui as escolhas realizadas pelas Federações Estaduais (através de seus critérios próprios), dos melhores jogadores, treinadores e árbitros dos seus campeonatos.

 

Algo impagável: em São Paulo, a Federação Paulista premiou Felipão, aquele mesmo que insinuou bagunça, esquema e corrupção na entidade. Ele, que após a eliminação do Palmeiras frente ao Corinthians, acusou o árbitro Paulo César de Oliveira de premeditação contra sua pessoa; ou, se preferir, o treinador que esbravejou aos jornalistas dizendo que Sálvio Spínola estava encomendado.

 

A pergunta que não pode deixar de ser evitada: Felipão foi ao tribunal?

 

Carpegiani reclamou de 2 pênaltis não marcados contra seu time e foi levado ao TJD-SP; voltará 5ª feira para ser julgado por ter dito que “quem fez o regulamento brincava de boneca”.

 

Felipão, ao contrário, ganhou um troféu!

 

Abaixo as seleções estaduais. Aproveite e responda: qual é o melhor selecionado regional?

 

Seleção do Campeonato Paulista:

 

Goleiro: Rogério Ceni (São Paulo),

Laterais: Cicinho (Palmeiras) e Leo (Santos),

Zagueiros: Chicão (Corinthians) e Edu Dracena (Santos),

Meias: Ralf (Corinthians), Elano (Santos) e Lucas (São Paulo),

Atacantes: Neymar (Santos), Liedson (Corinthians) e Kleber (Palmeiras),

 

Técnico: Luiz Felipe Scolari (Palmeiras)

 

Melhor árbitro: Raphael Claus (200 Mil para o trio).

Segundo melhor árbitro: Luís Flávio de Oliveira (100 Mil para o trio).

Terceiro melhor árbitro: Guilherme Cereta de Lima (50 Mil para o trio).

 

Seleção do Campeonato Carioca:

 

Goleiro: Felipe (Flamengo),

Laterais / Zagueiros: Léo Moura (Flamengo), Dedé (Vasco), Anderson Martins (Vasco), Cortês (Nova Iguaçu);

Meias: Willians (Flamengo), Renato (Flamengo), Felipe (Vasco), Thiago Neves (Flamengo); Atacantes: Ronaldinho (Flamengo) e Fred (Fluminense).

 

Técnico: Vanderlei Luxemburgo (Flamengo)

 

Melhor árbitro: Marcelo de Lima Henrique

Segundo melhor árbitro: Luís Antonio Santos

Terceiro Melhor árbitro: Patrice Wallace Maia

 

Seleção do Campeonato Gaúcho:

 

Goleiro: Fábio (Cruzeiro),

Lateral-direito: Suéliton (São José),

Zagueiro pela direita: Léo (Cruzeiro),

Zagueiro pela esquerda: Mateus (Ypiranga),

Lateral-esquerdo: Gerley (Caxias),

Primeiro volante: Fábio Rochemback (Grêmio),

Segundo volante: Edenílson (Caxias),

Meia direita: Diego Torres (Cruzeiro),

Meia esquerda: Douglas (Grêmio),

Segundo atacante: Leandro (Grêmio),

Primeiro atacante: Leandro Damião (Grêmio),

 

Técnico: Leocir Dall’astra (Cruzeiro)


Melhor
Árbitro: Márcio Chagas

 

Seleção do Campeonato Mineiro:

 

Goleiro: Fábio (Cruzeiro);

Zaga: Marcos Rocha (América-MG), Réver (Atlético-MG), Victorino (Cruzeiro) e Guilherme Santos (Atlético-MG);

Volantes: Leandro Ferreira (América-MG), Henrique (Cruzeiro),

Meias: Luiz Fernando (Guarani-MG) e Montillo (Cruzeiro);

Atacantes: Fábio Júnior (América-MG) e Magno Alves (Atlético-MG).

 

Melhor Treinador: Cuca (Cruzeiro)

 

Melhor Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira.

 

E você, quer falar algo sobre essas listas? Deixe seu comentário:

 

Fontes: Federações Estaduais, Apitonacional.com.br, Diário de São Paulo, O Globo, Zero Hora e Portal UAI.

– Presos Argentinos Viram Árbitros de Futebol!

 

Esta vem do meu amigo Prof Ari Grecco, Estudioso, Treinador e Cientista do Futebol:

 

Na Argentina, uma inusitada iniciativa da AFA causa polêmica: devido a escassez de interessados jovens em se tornarem árbitros de futebol, a entidade firmou convênios diversos para recrutar novos candidatos nos… presídios!

 

Em um primeiro momento, os detentos de bom comportamento saem das cadeias para apitarem jogos em outros presídios. Ao evoluírem no ofício, mediante forte estudo do histórico comportamental, passa a apitar partidas amadoras; e, no último momento, ingressam na AFA em divisões inferiores através dessa medida sócio-educativa.

 

No Brasil, sobram candidatos a árbitro. A ilusão do sucesso certeiro e de uma carreira afortunada motivam. E as Federações abrem quantas vagas forem necessárias, em cursos anuais ou até mesmo de um único final de semana, no que se transformou numa verdadeira indústria das Escolas de Árbitros, obtendo receitas às instituições mas nem sempre revelando competência.

 

Lá na Argentina, se os torcedores portenhos chamarem o árbitro de “juiz ladrão”, penso que teremos alguns problemas…

 

E você, o que pensa sobre essa ação de reeducação e inserção à sociedade? Deixe seu comentário:

– Análise da Arbitragem de Santos X Corinthians > 15/05/11, Vila Belmiro

 

Congratulo o sexteto de arbitragem da final do Paulistão. Um pequeno relato sobre a arbitragem de Santos X Corinthians:

 

Luiz Flávio de Oliveira foi bem na partida, como esperado. Dentro das características abordadas em outro artigo (http://is.gd/NrKJ7n), mostrou quase todas: frieza, bom posicionamento e uma pequena dificuldade em deixar o jogo correr com “dar as vantagens e as não dar” no momento adequado. Isso pode ser observado aos 21m, em lance de Edu Dracena e Jorge Henrique e na sequência de duas faltas não marcadas. O clima esquentou, mas felizmente o árbitro conseguiu tomar as rédeas. Se desse a primeira falta, os dois lances seguintes de discussão não ocorreriam. Mas daí por diante mudou o critério: vide 23, 24 e 25 minutos, onde “encostou” – ele marcava. Era um recado de que não soltaria mais a partida. Entretanto, acabou dando diversas “faltinhas de ataque” desnecessárias, das quais não vimos na primeira partida. Foi o único defeito.

No final da partida, Neymar tomou cartão amarelo por retirar a camisa ao comemorar o gol. Fazer o quê… é a regra. Mas ali ele poderia ter tomado o cartão por retardar o reinício do jogo, pois, afinal, demorou a atravessar o campo adversário para recomeçar a partida. O santista está na dele, tentando ganhar minutos preciosos. Aliás, que diferença o Neymar do Muricy e o do Martelote. É outro jogador! Que continue assim, nunca é tarde para amadurecer.

No frigir dos ovos, muito boa atuação do Luiz Flávio.

 

Já o assistente 1 David Botelho não teve muito trabalho. Num lance exigido no primeiro tempo acertou um difícil impedimento e mais tarde, no gol anulado do seu lado, idem. No finzinho de jogo acabou invertendo um lateral, corrigido rapidamente!

 

Destaque para a assistente 2 Tatiane Saciloti (perdoe-me se erro a grafia). Se fosse uma jogadora, diria que foi a melhor em campo! Por alguns motivos:

– superou a desconfiança da pressão: jovem, não é fácil no ano da estréia da A1 estar numa final;

– acertou todos os impedimentos; anulou corretamente um gol e nos lances de grande dificuldade acertou todos; e,

– competentes também tem sorte. Há um lance do chute do Arouca no primeiro tempo onde a bola bate na trave e tem dois santistas em impedimento passivo. Ela ergueu a bandeira (segundo o comentário da Globo, deu a entender que foi durante a trajetória da bola) e a bola cai em disputa entre zagueiro e atacante, que se tornou SOMENTE ALI ativo na jogada. Mas já pensou se sai o gol, ao invés de bater na trave?

Não vi a imagem claramente, e confesso que acredito que ela tenha levantado a bandeira DEPOIS DE BATER NA TRAVE. Estou comentando segundo o relato de que ergueu antes (Luiz Flávio deu vantagem ao Corinthians e mandou ela abaixar o instrumento).

Se ergueu antes ou depois, o lance, felizmente, não deu em nada (comentei de pronto: Cléber Wellington Abade, na partida passada, foi perfeito, exceto numa falta simulada do Neymar. Na oportunidade, quase saiu o gol do Santos em cobrança de falta – já pensou se também no único erro – se é que a Tati errou – sai um gol do Santos?)

 

Para aqueles que querem detalhes maiores, comentei o primeiro tempo pelo Twitter e o segundo, tentei. Abaixo: (pela lógica, comece da base do post para cima, pois, afinal está em ordem de tuite.

 

 

rafaelporcari Rafael Porcari

Fim de jogo. Fui tb! Volto mais tarde.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Gol do SCCP; novo lance difícil que a bandeira acertou!

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rafaelporcari Rafael Porcari

Ó: Neymar tinha que tomar cartão: por desconfigurar o uniforme e por retardar o reinício do jogo (atitude inconveniente). Tomou.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Tô vendo o gol do Santos num azar do goleirão (apesar das imagens). Neymar tirou a camisa? Tem que dar amarelo.

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rafaelporcari Rafael Porcari

80 minutos e é impossível assistir o jogo…

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rafaelporcari Rafael Porcari

Ôpa, TV Tem voltando aos poucos… Deve ter 75m de jogo.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Ó, comentários impossíveis de se fazer desde os 60m..

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rafaelporcari Rafael Porcari

Forte chuva em Jundiaí e a Sky sai do ar, a Tv em UHF não está passando nada e a Internet oscila. Nada como o bom e velho rádio AM…

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rafaelporcari Rafael Porcari

59′ Falta de ataque do santos com dracena no ataque. Acertou.

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rafaelporcari Rafael Porcari

55′ – Neymar quís ganhar a falta segurando a bola na mão para cobrá-la rapidamente, e juizão deu mão do Neymar, pois não tinha dado falta.

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rafaelporcari Rafael Porcari

54′ Falta atrasada pois não concretizou a vantagem. Acertou.

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rafaelporcari Rafael Porcari

53′ Alessandro e Neymar. Santista tenta cavar mas levanta e sai jogando. Neymar do muricy é muito melhor do que Neymar de Martelote.

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rafaelporcari Rafael Porcari

51′ Nova falta de ataque do Corinthians.

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rafaelporcari Rafael Porcari

50′ – falta de ataque de Willian, eu não daria.

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rafaelporcari Rafael Porcari

49′ – Gol bem anulado. Boa David Botelho.

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rafaelporcari Rafael Porcari

48′ – Boa vantagem aplicada.

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rafaelporcari Rafael Porcari

47’30” é esse LF que quero ver, dando advert verbais e vibrando com a partida. Beleza.

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rafaelporcari Rafael Porcari

47′ – Nova falta, Adriano em Fábio Santos. Bem aplicado.

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rafaelporcari Rafael Porcari

46′ – Pará faz falta em Liedson. Amarelo bem aplicado.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Segundo Tempo. Vamos lá!

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rafaelporcari Rafael Porcari

(cont ) e na cobrança quase sai o gol. Se entra, só reclamações. Assim a Tati hoje. Está bem, mas se sai o gol nesse lance…

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rafaelporcari Rafael Porcari

Foi igual ao Abade domingo passado: matou a pau, mas se um dos poucos erros no jogo, uma falta do Neymar que não foi (cont)

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rafaelporcari Rafael Porcari

Se entra no gol, tem q dar o gol. Somente deveria erguer a bandeira caso 1 dos 2 atletas participassem da jogada (atrapalhando gol, por ex)

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rafaelporcari Rafael Porcari

Rapaz, a TV mostra o replay do lance da bola na trave do Arouca. Tinha 2 impedidos passivamente e a Tati levantou. Se sai o gol, dava bode!

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rafaelporcari Rafael Porcari

44m – Léo impedido. Vejam só: melhor em campo tem sido a bandeirinha! Parabéns, torçamos para uma sequência de jogo assim.

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rafaelporcari Rafael Porcari

43m – Ótimo lance da Tatiane Saciloti! Neymar apareceu sozinho e ela acertou em permitir a jogada, não estava impedido.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Saiu.

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rafaelporcari Rafael Porcari

40m – falta do Elano para Amarelo. Vai sair?

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rafaelporcari Rafael Porcari

Site da FPF é sensacional! Está dando gol do Neymar!!! Ué, aqui em casa vi do Arouca. Tô maluco???

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rafaelporcari Rafael Porcari

34’ Falta de ataque santista bem marcada.

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rafaelporcari Rafael Porcari

33’ – Gosto do zagueirão Chicão, mas falta ali na lateral e com essa força no Zé Love? Ficou pendurado de graça… Burroooooo…

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rafaelporcari Rafael Porcari

31’ – falta pró-Corinthians bem marcada.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Que a moça é bonita, tudo bem. Mas valorize a competência. Agora Neto, comentando arbitragem… é brincadeira!

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rafaelporcari Rafael Porcari

Mudei para a Band e o “Comentarista de Arbitragem” Neto só faz elogio para a beleza da Tatiane… E lá iá..

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rafaelporcari Rafael Porcari

30 minutos e tem bate-boca até em tiro de meta. Vai lá, Luizão, faz cara feia e manda eles se comportarem. Vamos vibrar!

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rafaelporcari Rafael Porcari

23, 24 e 25’ – mudou o critério, fez releitura do jogo (acertou) – vai apitar tudo que ver. É a necessidade.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Aí, por demorar para apitar (não deu ao Corinthians e não ia dar a do Santos), corinthianso aproveitaram para pressionar.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Tudo começou na falta do Dracena no Jorge Hnr, depois uma jogada mais forte e ele não ia dar a outra. Apitou atrasado tentando uma vantagem.

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rafaelporcari Rafael Porcari

21′- na análise pré-jogo e no comentário que fiz na JP, disse: cuidado nas vantagens…

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rafaelporcari Rafael Porcari

20′ falta pró-Corinthians, ok.

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rafaelporcari Rafael Porcari @ @rt_serra Entenda meio de campo entre as laterais próximas da grande área, nada a ver com círculo central. Já me questionaram aqui… kkk

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rafaelporcari Rafael Porcari

Ah, desvio foi no coritnhiano. Esquece o comentário. Pensei que tinha batido num santista. Tudo ok.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Gol. Hum… parece legal, mas vejamos o desvio!

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rafaelporcari Rafael Porcari

Difícil mesmo até no replay. Se acertou ou errou, não vale crucificar.

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rafaelporcari Rafael Porcari

14′ Xiiiii… lance dificílimo do gol anulado. Tem um jogador no meio de campo. Serrá que ele não dava condição ao Zé Love?

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rafaelporcari Rafael Porcari

13′ Luiz Flávio achou uma falta em disputa de bola no campo santista. Marcações dessas “faltinhas bobas” eu não gosto. Abade não daria domg.

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rafaelporcari Rafael Porcari

A imagem cortada da Globo de Muricy e Tite mostra bem claro: o Gordo e o Magro. Que pança do treineiro santista!

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rafaelporcari Rafael Porcari

10’12” Lance de difícil impedimento de Dentinho, que voltava. Acertou David Botelho, assistente 1

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rafaelporcari Rafael Porcari

7’41” Falta de ataque do Dentinho em Léo. Acertou.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Não tenho dúvidas que é uma prova de fogo uma jovem estreante da A1, mesmo com bastante experiência em outras divisões, atuar em uma final.

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rafaelporcari Rafael Porcari

4′ – a bandeira Tatiate Saciloti acerta bem na marcação de impedimento santista. Parabéns, torço por ela, pois está numa fogueira!

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rafaelporcari Rafael Porcari

1’30” nova falta pró-Corinthians, ok!

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rafaelporcari Rafael Porcari

10 segundos e primeira falta! Léo perdeu o tempo da bola e deu jogo perigoso. Não pegou o Bruno César, senão seria tiro livre direto.

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rafaelporcari Rafael Porcari

Arnaldo disse que LF é calmo. Acho “frio” uma palavra melhor para o ambiente futebolístico. Espero que vibre, caso o jogo peça. Começou.

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rafaelporcari Rafael Porcari

A propósito: jogo está atrasado. Será por causa da Globo?

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– Santos X Corinthians: Análise da Arbitragem Pré-Jogo

 

Devido a instabilidade do Terra e do Blogger, caso não consiga ler o link com as análises pré-jogo da arbitragem para Santos X Corinthians, clique aqui: http://is.gd/NrKJ7n

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Santos X Corinthians > Jogo de Volta da Final

 

Amigos, saiu a escala para a final do Campeonato Paulista: Luiz Flávio de Oliveira é o árbitro da finalíssima!

 

Em 25 de janeiro de 2004, estreávamos juntos na A1. Ele como Árbitro e eu como seu quarto-árbitro na partida Mogi Mirim X Guarani. Fomos companheiros de pré-temporadas e colegas de quarto por dias numa delas. Trabalhamos juntos em vários jogos. No primeiro deles, Luiz Flávio bandeirou para mim em Itaquaquecetuba, pela 5ª divisão, numa partida repleta de histórias que ficarão para outra ocasião.

 

Sendo assim, fico a vontade para analisar o que espero da arbitragem para a Final. Vamos lá:

 

Ser parente de gente famosa ajuda e atrapalha. No automobilismo, temos o caso dos Fittipaldis, Sennas e Piquets (com seus descendentes não conquistando as mesmas glórias dos seus parentes). No futebol, há casos semelhantes. E no apito, temos os “irmãos Oliveira”. É impossível falar do Luiz Flávio sem citar Paulo César. E assim, duas breves observações para daí falarmos da análise técnica-

 

Primeiro: Se num instante inicial pode-se crer que ser irmão do PC abriu portas à LF e isso o fez árbitro, pode estar enganado. Talvez para início da carreira, sim. Mas para a afirmação e solidificação do seu nome, não. Ao crescer como árbitro, tomou asas próprias e amadureceu no apito. Esqueça uma relação fraternal de benesses nos dias atuais.

 

Segundo: Luiz Flávio é muito comparado (logicamente seria) com seu irmão. Mas nada de taxarmos a mesma relação entre Pelé e Zoca. Assim como PC é excelente árbitro e não existirá um Pelé do apito, Luiz Flávio não se rotula como Zoca nem se distancia das potencialidades do irmão. Há a distância pelas características como árbitro. Achar que o mais novo é cópia do mais velho é bobagem (ainda mais se pensarmos em cópia diminuta).

 

Falemos do que esperar para a final. Para tanto, vejamos que Luiz Flávio não teve problemas com nenhuma das equipes. Assim, apesar de ser final, o clima é propício para o árbitro. Seu histórico nesse ano é muito curioso: nos jogos envolvendo Santos X Corinthians, ele apitou no começo do campeonato:

 

– Rod 01: COR 2 X O POR

– Rod 03: PON 2 X 2 SAN

– Rod 06: PRU 2 X 4 SAN

– Rod 06: COR 4 X 0 ITU

 

Bom histórico: nenhum dos clubes perdeu com ele nesse ano. Menos animosidade por parte dos dirigentes que se apegam a esses resultados. Mas observe que ele apitou 2 jogos na mesma rodada. Motivo: no jogo adiado do Corinthians na rodada 06 (por conta do jogo do Tolima), o “sorteio da FPF” permitiu tal distorção.

 

Nos clássicos, LF foi adicional com todos os grandes: PAL 0 X 1 COR, SÃO 2 X 1 COR e SAN 0 X 1 PAL.

 

Percebamos que Luiz Flávio não apitou os clubes nas rodadas mais próximas do período da definição da classificação. Estaria preservado? Os ‘astros’ o ajudaram a não se meter em encrenca para estar sem veto na fase decisiva? Não sei. Mas assim como Seneme, tudo conspirou a favor. Ótimo, deu certo. LF entrará em campo só dependendo dele.

 

Suas características: LF não corre demasiadamente em campo, apenas quando é chamado a um contra-ataque. Entretanto, nem sempre está longe das jogadas, pois se posiciona muito bem. É bem criterioso na aplicação dos cartões. Mas tem um defeito: a vibração. O que Abade fez no começo da partida, esbravejando e se impondo com advertências verbais (resultando numa partida tranqüila para o sexteto) é algo que falta ainda para o amigo. A frieza demonstrada em campo pode, de repente, trazer uma estratégia muitas vezes não adequada para o jogo. Mas atenção: isso não é o fator exclusivo e preponderante para o sucesso ou fracasso da sua arbitragem no próximo domingo, pois afinal, possui grandes virtudes. E, às vezes, é exatamente essa frieza o fator que faz um árbitro ganhar uma partida.

 

Nas interpretações de jogadas, sempre percebi em LF um árbitro que gosta de aplicar a vantagem. Às vezes, a leitura de uma vantagem não adequada pode resultar numa reclamação, já que há atletas que buscam cavar faltas para seus batedores, trocando a continuidade da jogada por uma cobrança de tiro livre.

 

Das partidas que assisti do Luiz Flávio em jogos do Santos e Corinthians, saiu-se bem em lances normais e razoavelmente bem em lances mais apurados.

 

Assim, espero que as credenciais de LF o permitam uma grande partida. Está bem indicado para a final. Seus assistentes serão:

 

1 – David Botelho Barbosa, experiente e bem rodado, dispensa qualquer comentário.

2 – Tatiane Sacilotti dos Santos, jovem bandeira de 25 anos. Embora trabalhe desde 18 anos no quadro profissional (trabalhei algumas vezes com ela e me impressiona a simpatia e forte personalidade), o questionamento será inevitável: a moça está preparada para, no ano de sua estréia na série A1, suportar a pressão de uma final? Desejo que sim. Mas fico imaginando se jogadores experientes e malandros (malandragem no sentido futebolístico) tentando ludibriá-la e se estaria pronta… Ou treinadores como Felipão e Luxemburgo fungando no cangote? Acertada a decisão de escalá-la como assistente 2, ficando longe dos bancos.

 

Boa sorte ao sexteto de arbitragem. Até o término do post, não tenho ainda os nomes dos adicionais e reserva. Por que a FPF não os divulgou junto com o sorteio?

 

E você: o que espera da arbitragem para a Final do Campeonato? Deixe sua opinião:

– Quem vai ser o Sortudo?

 

Hoje teremos o sorteio do árbitro para o último jogo do Paulistão. Quem levará: Seneme, Luiz Flávio ou Marcelo Ap Ribeiro?

 

Os 3 são bons e meus amigos. Não vale emitir opinião por torcida… Mas vale torcer por boa arbitragem!

 

Aguardemos logo mais.

– Análise de Corinthians X Santos: Jogo de Ida da Final do Paulistão 2011.

 

Amigos, abaixo a análise da arbitragem da primeira finalíssima do Paulistão. Para ser fidedigno ao calor do jogo e as minhas impressões durante a partida, escrevi esse texto com os tuites do comentário da partida (escrever na linguagem do Twitter é ruim, mas abaixo, após as análises, justificarei a metodologia).

 

03 min: um toque de mão involuntário de Elano, que tentou tirar a mão da bola. Mas respeito outras interpretações. Lance bobo, insignificante pelo local do lance e importância da partida.

 

05 min: Adriano faz falta e Abade corre em direção ao atleta advertindo-o verbalmente e gesticulando. Beleza. É um cartão de visita mostrando que está ligado.

 

06 min: Abade dá bronca no goleiro Rafael que faz uma gracinha, deixando a bola de lado e indo buscar outra lá fora. Cera precoce? Não importa, árbitro não se acomodou e chamou a atenção.

 

14 min: choque entre Bruno César e Adriano não foi nada. Abade manda seguir. Acertou de novo. Faltinha boba não tem.

 

15 min: Wallace abraça/agarra Neymar, que partia para o ataque. Amarelo bem aplicado.

 

16 min: outra falta de Wallace, agora na intermediária. Xi… nesse ritmo…

 

18 min: Falta de Wallace em cima do Ganso, no ataque do Corinthians. Correto. Já são 3 seguidas, Wallace?

 

20 min: Elano tromba com Dentinho. Choque normal, Elano nem presta atenção e Dentinho parece ter sido atropelado por uma Catterpillar. Não foi nada e Abade não deu. Como fantasia esse garoto! Todo jogo ele simula agressões em lances normais.

 

Metade do primeiro tempo. Cleber Wellington Abade está excepcionalmente bem. Espero que mantenha o ótimo ritmo.

 

24 min: Falta normal de Bruno César em Ganso. Abade deu. Acertou.

 

25 min: Corinthiano pega somente a bola em ataque de Santista (não consegui visualizar o rosto dos atletas). Abade não deu. Na sequência, falta de Dracena em (Liedson?) . Bem marcado.

 

31m: falta em Bruno César bem marcada. Abade esperou uma possível vantagem que nãos e concretizou, por isso a demora. Acertou.

 

35m: falta para o Corinthians na meiúca bem marcada. Jogo fácil. Pelosa  atletas e pela arbitragem.

 

36m : Danilo e Ralf dividem. Danilo pede falta mas não foi. Aliás, acho até que foi simulação do santista.

 

37m: Dentinho vai disputar uma bola com Durval e dá um carrinho desnecessário. Ele próprio se machuca! Nada a marcar.

 

40m: Bandeira Fausto Viana marca impedimento, Abade num primeiro instante não dá (talvez esperando uma vantagem em contra-ataque não acontece) e em seguida confirma. Correto.

 

45m+1m: Falta pró-Santos bem marcada.

 

Fim de Primeiro Tempo. Excelente arbitragem, mostrou autoridade e coibiu indisciplina.

 

No apito final, com Abade de costas, desinteligência entre Zé Eduardo e Castan. Bobagem dos atletas.

 

Comentário a parte: Paulistão já deu “lucro” para o Santos. Ganso de fora da partida na Libertadores?

 

Voltamos ao segundo tempo. E Abade adverte Castan e Zé Eduardo antes do reinício. Graaande Abade, mais pontos para chegar à nota 10.

 

46m: falta de Alan Patrick em Bruno César. Começou acertando de novo.

 

48m: Jorge Henrique cai (simula falta?) e Abade não marca nada. Tive a imprensão de que correu mais do que podia.

 

Na sequência, falta de Danilo em Paulinho. Amarelo bem aplicado.

 

51m: atacante Santista cai e pede falta. Nada, na em esguida, Bruno César coemte falta. Acertou de novo.

 

52m: Neymar mata contra-ataque de Liedson e recebe amarelo. Acertou! É agora que Neymar não vai mais simular…

 

56m: Jogo pega fogo e arbitragem continua bem.

 

63m: não saiu o gol, mas estava impedido. Acertou o Zanardo!

 

66m: Leandro Castan roubou a bola limpamente de Neymar. Tudo normal.

 

70m: jogo nas mãos do árbitro. Isso é muito bom. Mostrou autoridade no começo da partida e se garantiu.

 

72m: Atacante santista (quem?) rola no chão após dividida. Isso é unfair-play, gritar ao dividir tem que coibir. Nada.

 

73m: Neymar avança e dobra as pernas. Jogador do Corinthians se aproxima e santista cai. Errou Abade… o primeiro erro mais significativo.

 

Ufa! Ainda bem que não saiu o gol. Para o bem da boa arbitragem.

 

77m: falta do Ramires em Alan Patrick. Bem marcada.

 

80m: falta de Durval que não merecia cartão. Acertou.

 

82m: Zé Love se enrola com Chicão que cai. Nada,. Na sequência, Castan faz falta no santista.

 

83m: 1X1 se trave fosse gol…

 

86m: atacante santista adianta a bola, corinthiano rouba e adversário pede obstrução! Fala sério… Novo acerto da arbitragem.

 

90m+1m: Jogo limpo hoje, bem diferente de domingo passado. Parabéns aos atletas e treinadores. Que sirva de exemplo.

 

Fim de Jogo. De carreira também. Amigos árbitros que estão me seguindo por este Twitter, aqui fica a maior virtude: EXPERIÊNCIA e AUTORIDADE.

 

Fico feliz, pois nas minhas análises pré-jogo comentei: Abade coíbe indisciplina, corre bem e estará onipresente no campo. Não me decepcionou. Falei sobre sentir pressão antes e que tiraria de letra. Tirou.

 

Prometi acima e respondo abaixo: Sabem porque escrevi o texto utilizando os tuites dos comentários que fiz durante a partida? É que está fresca na minha memória um comentário do árbitro Cléber Weelington Abade de 6 anos atrás, durante uma pré-temporada, onde fiz questão de anotar. Em nossas discussões, ele disse:

 

“Comentar arbitragem depois de ver o VT e replay é fácil. No campo é outra coisa. Do sofá da minha casa, eu não erro nenhum lance”.

 

Concordo e assino embaixo. Lá dentro o jogo é outro e há diversos fatores: cansaço, posicionamento, pressão… Poucos são aqueles que comentam ponderadamente, e ser ponderado não quer dizer “deixar de ser objetivo”. Me irrita ver lances difíceis, milimétricos ou que só podem ser vistos por exaustivas repetições, e na sequência alguém sentencia: ERROU o árbitro e prejudicou tal equipe… Aí é covardia.

 

Parabéns Abade! Ótimo árbitro e pessoa boníssima. Sei que leu este post, e, se puder, me diga: O que fará no futebol ‘pós-arbitragem’?

 

Abraços ao amigo e congratulações pela brilhante carreira. Em nossas aulas, me lembro do prof Gustavo dizendo: “tenho certeza que aqui tem uma mosca branca” em referência a você.

 

Sucesso.

– Pré-Jogo da Final do Paulistão: Análise da Arbitragem para Corinthians X Santos

 

Cleber Wellington Abade apitará o primeiro jogo da final do Paulistão-11, em sorteio realizado na FPF na última quinta-feira.

 

Os astros conspiraram a favor dele, pois, seria desagradabilíssimo que atuasse na Vila Belmiro (jogo de volta e última partida). Quando das partidas remarcadas pela CBF por determinação do STJD, em 2005, Abade apitou um trágico Santos X Corinthians. Mesmo com boa arbitragem, o clima era desfavorável (pois, afinal, faziam ilação das partidas canceladas com esquema de favorecimento ao Corinthians) e em campo – e fora dele –  jogadores e diretores não colaboraram.  A partida terminou tumultuada (sem culpa da arbitragem, que foi o bode expiatório do episódio) e Abade foi perseguido por diretores e torcedores do Santos até a sede da FPF. Depois de apitar um clássico difícil e de viajar na madrugada, tê-lo que fazer de camburão é “dose”…

 

Feito o registro histórico, digo que Abade merece a final pelo conjunto da obra. Ótimo árbitro e pessoa boníssima, no final dos anos 90, junto com Paulo César, Sálvio e Seneme fizeram uma espécie de “Quarteto Fantástico” do apito. Brasil afora só dava eles! Paulistão, Brasileirão e finais de regionais pelo país, estavam em todas! Confesso que não entendo (e ficou faltando) seu nome na relação dos árbitros da FIFA. Seria por excesso de Paulistas na Lista? Nesse período, surgiram árbitros como Anselmo da Costa, Romildo Correia, Luis Marcelo V Cansian e tantos outros… Bons tempos em que se revelavam árbitros em São Paulo!

 

Por motivo de idade, Abade se aposentará aos 45 anos (é o que determinam as normas do futebol). Infelizmente, foi pouco aproveitado nos últimos anos pela CBF. Parece que a máxima “quanto mais velho, melhor”, se referindo à experiência, não foi transformada em realidade. Mesmo no Campeonato Paulista (tanto deste quanto do ano passado), Abade ficou meio que esquecido nas escalas. Em 2011, fez pouquíssimos jogos e passou pela experiência de ser adicional (e comparado aos nomes que trabalharam nessa função, não deveria ter sido escalado como tal).

 

Seu sorteio vem a ser uma homenagem para o término da carreira. Mesmo estando com poucos jogos no Paulistão-11 (embora o Cel Marinho justifique que está com ótimo ritmo de jogo, pois fez a semi-final em MG), gostaria de que a homenagem se desse ao longo do torneio, não em uma única rodada.

 

CARACTERÍSTICAS / OBSERVAÇÕES PARA O JOGO

 

Abade costuma deixar o jogo correr, está sempre em cima dos lances, não gosta de gracinha em campo e não dá qualquer tentativa de cavar falta. Ou seja: se ficar caindo em campo (viu Neymar), ele tende a dar cartão amarelo por simulação (coisa que ninguém fez ainda, por incrível que possa parecer). Se ameaçar jogar com os cotovelos, é rua (viu Dentinho)!. E se pressionarem ele com bate-boca, ele faz cara feia e encara.

 

Torço pela boa arbitragem. Abade a fará. Rogério Pablo Zanardo e Fausto Viana Moreti, seus assistentes, são gratas revelações do Campeonato. Aliás, este último, há tempos precisava de tal chance, pois merecimento vem tendo!

 

Em tempo:

 

– Palmeiras foi prejudicado por Vuaden contra o Coritiba. Onde já se viu não dar aquele pênalti do zagueiro Coxa Branca após cruzamento de Marcos Assunção, no segundo tempo? E por que será que Felipão não chamou a imprensa para reclamar esse lance? Ah? Pq? Não entendi? Qto? (ironia, claro…)

 

– Na Europa, Mourinho foi suspenso por 5 jogos e multa pelo circo que criou criticando a arbitragem. Aqui Felipão disse que Sálvio estava encomendado e que Paulo César era mal-intencionado. Cadê as punições?

 

– PC apita a final em Minas Gerais. Ele estará em alguma final, já Kléber Gladiador, que disse em coletiva “nunca ter visto arbitragem tão ruim na vida dele”…

 

E você, o que espera do 1º jogo da final do Paulistão? Deixe seu comentário:

– Exclusivo: Novo Árbitro Para a Final do Paulistão-11!

Após sorteio realizado nesta quinta-feira, a FPF resolve mudar a arbitragem da final do Paulistão. Sai Abade, sorteado e entra… (enviado por Fulanomontagem feita por árbitro, claro)

 

LUIZ FELIPE SCOLARI APITA FINAL ENTRE SANTOS X CORINTHIANS

 

Parece que a Federação Paulista finalmente resolveu atender aos anseios de Luiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras, em coro que ecoava por todos os treinadores.


Depois de ser expulso mais uma vez de campo por tentar “apitar o jogo” do banco de reservas alviverde, como ocorreu no Palmeiras x Corinthians do último domingo, a entidade inovou: resolveu incorporar experientes e vencedores professores de futebol para dirigir a final do Paulistão-11. E sorteou
Felipão para apitar ao primeiro jogo da final do Campeonato Paulista (foto ao lado, já uniformizado e no aquecimento)! No globinho, estavam ainda Wanderley Luxemburgo e Emerson Leão.

 
Felipão aceitou o convite para mediar Corinthians e Santos com grande satisfação. Disse após o sorteio:
“Agora os torcedores, a imprensa e os atletas entenderão porque eu reclamo tanto das arbitragens”, comentou o comandante.

 
Sobre sua postura, o novo treinador-juiz alertou:
“Todo esse pessoal terá a oportunidade de assistir a como um árbitro deve se comportar em campo. Se já berro do banco, que os caras se preparem pra ouvir bastante”.

 
Scolari complementou que deve usar o estilo da escola gaúcha de arbitragem
. “Não adianta esses guris magrelos e rápidos, como Neymar e Dentinho, ficarem se jogando que não darei falta. Uma final é uma guerra. Entradas ríspidas fazem parte do jogo”, ponderou.

 
Quem não gostou nada da novidade foi Tite, técnico do Timão.
“O Felipão fala demais, é muito chororô. Com certeza, o que ele fará no domingo será assoprar demais o apito. O nível de jogabilidade da partida certamente será prejudicado; além do que, ele não é neutro.”. Ouvido, Andrés Sanches disse que esperava Seneme na decisão, mas que confia no sorteio.

 
Do lado santista da decisão, nenhuma reclamação.
“O Felipão é dos meus: barrigudo, usa aqueles agasalhos de tiozinho e boné velho. Com certeza vai fazer uma grande arbitragem. Aqui é trabalho, meu filho”, declarou Muricy Ramalho, terminando com seu famoso bordão.

– A incoerência do discurso de Marco Polo Del Nero nos casos “Tardeli” e “PC”

 

O caso dos sorteios duvidosos de árbitros da FPF, e em especial o episódio “Paulo César”, será relembrado hoje. Afinal, é dia do sorteio de árbitros para as finais. E com todos em cima, não temos dúvida de que a sorte realmente sorteará os árbitros.

 

Mas coisas curiosas e contraditórias chamam a atenção. Dentre alguns comentários que recebo no blog e no meu email pessoal, um se destaca! Um internauta trouxe a lembrança sobre o contexto do email enviado pelo presidente Marco Polo Del Nero à Sérgio Correia da Silva (CA-CBF), por conta do “caso Tardeli”. O email foi divulgado publicamente por Marco Polo à imprensa dias depois da mudança de árbitro da partida São Paulo X Goiás. A incoerência do discurso de agora com o de 2008 é gritante! Abaixo:

 

“Quero aqui ratificar oficialmente o que lhe passei via celular ontem à noite, sobre a preocupação que nos atinge em relação ao ato relatado, ontem à noite por minha secretária de nome Lilian sobre suposto envelope que deveria chegar às mãos do vice-presidente Reinaldo Bastos para ser entregue ao árbitro Wagner Tardelli. Como lhe disse, comuniquei o fato ao GAECO do Ministério Público de São Paulo na pessoa do Dr. José Reinaldo Carneiro, cujo telefone lhe passei.

A sugestão do Ministério Público, que também adoto, é a de trocar o árbitro da partida para preservá-lo. É uma questão humanitária, pois Wagner Tardelli pode não estar a par do envelope e se ocorresse um erro comum da arbitragem poderia acarretar sérias dúvidas. E a troca do árbitro iria transformar um fato delicado a nada, sem outras consequências, pois estaria sanada a nossa preocupação. O campeonato terminaria sem qualquer mácula ou dúvidas. Vou procurar entrar em contato com Dr. Ricardo Teixeira pra transmitir a nossa preocupação.

 

Ué, de duas uma: Ou Paulo César não teve a preocupação humanitária citada por Marco Polo, ou houve uma mudança abrupta de conceitos do dirigente da FPF…

 

Porém, agora temos uma fala interessante: Silas Santana, presidente da Cooperativa dos Árbitros de Futebol (e, coincidentemente, Ouvidor da FPF – não seria cargo incompatível?) declarou que esteve na platéia do sorteio e pode atestar a lisura! No site da Cooperativa, diz que na imprensa há “blefadores de truco”, alegando que é mero acaso.

 

Sendo assim, vamos descartar TODOS ESSES “BLEFES” expostos aqui nesse link: http://is.gd/HR4g72 , pois, afinal, são coincidências. Silas clareou tudo: a culpa, de fato, é (ou deve ser) da imprensa…

– Hoje é o Sorteio dos Árbitros para as Finais do Paulistão-11

 

Como vou me ausentar durante todo o dia, muitos lerão esse post que entrará automaticamente nesta quinta.

 

Hoje é o sorteio dos árbitros. A credibilidade dele foi arranhada, não pelo episódio Prósperi e PC, mas por diversos motivos que se encontram em: http://is.gd/HR4g72

 

Como todos estão fiscalizando as bolinhas, se não havia, agora haverá “sorteio pela sorte”. No globinho estarão: Abade, Marcelo Apdo Ribeiro, Seneme e Luiz Flávio.

 

Para quem torço? Para todos, pois são ótimos árbitros e, confesso, meus amigos.

 

Como prêmio, espero que em um dos jogos dê Cleber Wellington Abade. Merece. Pelo árbitro e homem, além da justa homenagem pela sua carreira.

 

Felizmente, a diretoria santista que um dia o perseguiu não é mais a mesma e não haverá veto.

 

Boa sorte aos sextetos de arbitragem nas finais!

 

E você, torce para algum árbitro na final? Deixe seu comentário:

– Você acredita em Sorteio? 7 Furos do Globinho!

 

Amigos, ainda ‘rende assunto’ a história do Sorteio de Árbitros da FPF.

 

Muito se questiona sobre a lisura dos mesmos. E na mesma proporção, levantam-se coincidências.

 

Algumas delas (7 situações constrangedoras para o danado do Globo da Sorte):

 

1- Palmeiras com maior número de árbitros inexperientes sorteados em 2009 (coincidentemente, justo no ano em que teve o maior número de pênaltis em casa).

 

2- José Henrique de Carvalho “escalado” pela Rádio Jovem Pan uma semana antes do sorteio do jogo Santos X Corinthians, em 2010 (o Jornalista Fernando Sampaio, em seu blog, taxou por dias a sigla ‘JHC’ em diversos posts, a fim de mostrar que conhecia a escala). Na data do sorteio, deu JHC!

 

3– Nas finais de 2009 (dois anos, hein?) Seneme, Sálvio, José Henrique, PC, Bragueto e Abade foram selecionados para as semifinais e finais do Paulistão. O mesmo Fernando Sampaio bancou que apenas 2 árbitros iriam ser sorteados em todas as partidas dessas fases. E não é que acertou? Chance de 1/6 elevada a 6ª potência para cada! Chances matemáticas de 0,023328% (não dava 1% – probabilidade confirmada pelo meu colega docente Prof Dr Antonio Gervásio Campos, titular em Estatística).

 

4- Em 2011, no dia 20 de março, num post do domingo que precedia o clássico São Paulo X Corinthians em Barueri, já estava o nome de Guilherme Ceretta de Lima no jogo a ser sorteado na quinta-feira posterior. Ou seja: uma semana antes, o nome do árbitro já era divulgado no Blog do Fernando! Estava lá! Coincidência também? Até um árbitro tirou sarro do sorteio, em: http://is.gd/7LQWi1

 

Algo que se faz necessário: Não é segredo para ninguém que em muitas conversas abertas no blog, Fernando Sampaio e o seu amigo Rubão estão dando muitas escalas do campeonato a serem sorteadas (para uma provável repulsa da Federação Paulista). Rubão é uma espécie de “Avatar” de alguém, uma figura que vale aposta na FPF. Muitos apostam em diversos árbitros e antigos dirigentes; até eu entrei na conta – mas garanto que não sou, pois estou fora da FPF há 1 ano e o Rubão fala sobre bastidores recentes de reuniões que participa. Mas comparar-me a ele não é ofensa, afinal, ele também já escreveu por aqui e nunca o vi defender gente suspeita.

 

Mas o que importa: se você, assim como eu, lê o blog do Sampaio, percebeu que há meses os nomes já foram destacados para as finais. Dando uma fuçada nas conversas entre Fernando Sampaio e Rubão, ambos discutiram o seguinte:

 

5- Na rodada 14, após o Seneme estrear num jogo qualquer, FS escreveu: Luiz Flávio e Seneme nas finais (confirmados pelo Cel para as Rodadas 22 e 23 ontem)

 

6- Na rodada 15, ambos conversavam sobre os 12 que iriam para as quartas de final (só errou Aurélio Sant’Anna Martins no lugar do Flávio Rodrigues Guerra) – (Cel os confirmou na Rodada 20)

 

7- Na rodada 18, falaram de 6 nomes a serem levados a sorteio na final. Ontem, a FPF divulgou 4. Acertaram todos!

 

Dito isso, há quanto tempo eles estão falando de Seneme e Luiz Flávio nas finais e que agora se confirma com a indicação de seus nomes a sorteio? Final de Fevereiro!

 

Chamo a atenção para algo curioso: Ontem, na sede da FPF, o presidente Marco Polo Del Nero se exaltou contra o jornalista Luiz Carlos Quartarolo e esbravejou sobre a transparência do sorteio. Ele preferiu dizer que Prósperi acertou ao acaso o jogo da semana passada. Mas e o principal: rebater as coincidências acima entre Fernando Sampaio e Rubão? Meras coincidências também de 0,223328%?

 

O acerto do Jornal da Tarde é apenas um dos muitos casos sempre citados.

 

DETALHE: Marco Polo disse que pediu 30 árbitros para o Cel Marinho colocar no globinho, mas ele só quís 4 e não topou! Será que pediu mesmo? Por que não colocá-los?

 

E você, é a favor do sorteio de árbitros ou deveria ser escala direta? Deixe seu comentário:

– Felipão & PC ou Bin Laden & Obama?

 

O que mais será comentado nesta segunda-feira?

 

Será o vexame de Felipão e suas graves denúncias contra a FPF, além da polêmica da arbitragem de Paulo César de Oliveira? Se sim, o artigo está em: http://bit.ly/liu1pi

 

Ou será a morte do terrorista Osama Bin Laden e o pomposo anúncio de Barack Obama? Se sim, o artigo está em: http://bit.ly/mP2fvA

 

Boa Semana a todos! Segundona de muitos assuntos…

– Análise da Arbitragem: São Paulo X Santos, 30/04/2011 > o Pós-Jogo

 

Alunos regulares são aprovados com nota 6. Por alguns, nota 7. Ótimos alunos conseguem mais do que isso. Talentos beiram a nota 10. Nesta tarde, Raphael Claus na arbitragem da primeira semi-final do Paulistão levou 9.

 

Antes da partida, analisei as características dele (até mesmo por tê-lo assistido ao vivo por algumas oportunidades e em outros jogos pela TV): deixaria o jogo correr, não daria qualquer falta boba e, principalmente, estaria atento por saber das dificuldades que poderiam lhe ocorrer.

 

O que pesava contra sua escala, evidentemente, era o fato da importância da partida. Já estreara em clássico, mas agora, neste, seria pra valer. Citei até exemplo que a prova de fogo seria se impor à possíveis reclamações do capitão sãopaulino Rogério Ceni (a pressão normal e inteligente em campo) e às simulações de Neymar. Passou muito bem no teste.

 

Vamos à partida:

 

A primeira impressão numa partida pode fazer com que os jogadores sintam segurança no árbitro. É isso o que aconteceu a 1 minuto de jogo, onde Ilsinho tentou cavar um pênalti ao tentar driblar Durval e Claus, próximo da jogada, passou pelo sãopaulino e mandou levantar. Se Ilsinho reclama, tem que dar amarelo. Ótimo, mostrou que estava ligado! Aos 8 min, um pisão nas costas em Zé Love muito bem interpretado como acidente de trabalho. Mas o detalhe aos 10 min foi decisivo para mostrar que havia autoridade em campo: a bronca entre Xandão e Neymar! Ali o árbitro “ganhou o jogo”, fez algo que Aurélio Sant’Anna Martins deixou de fazer e pecou na semana passada: PARTICIPOU da partida; vibrou, sentiu o clima, fez a leitura correta do jogo! Foi o momento de afirmação na partida.

 

Daí até o final do 1º tempo o jogo ficou morno e os jogadores colaboraram com o árbitro. Diga-se de passagem: o ótimo comportamento de Muricy Ramalho e Paulo César Carpeggiani.

 

 Casemiro X Neymar faziam um bom e limpo duelo. Aos 37m, Casemiro fez falta em Neymar derrubando-o e matando o contra-ataque. Bem marcada e cartão amarelo bem aplicado. Mas o time inteiro do São Paulo foi reclamar e Ceni quis pressionar. Acertou Claus na marcação da falta, na aplicação do cartão, e, PRINCIPALMENTE, na bronca à Rogério Ceni. Ali o árbitro mostrou que, o que poderia ser o receio de sua escala (sentir a pressão) foi muito bem trabalhado. Parabéns!

 

Logo no início do segundo tempo, comentei (fiz o comentário on-line do jogo via Twitter) que Neymar houvera puxado Casemiro numa saída de bola; na sequência, falta devolvida. Seria prenúncio do segundo amarelo e a conseqüente expulsão de Casemiro? Não sei se sim, mas ato contínuo Casemiro foi substituído.

 

Vale lembrar: o ritmo do jogo mudou após o gol; e as características das jogadas também. Como o Santos recuou um pouco para jogar no contra-ataque, Ganso ficou mais atrás e deu um carrinho desnecessário em Carlinhos Paraíba: amarelo bem aplicado (atacante e craque não sabem mesmo marcar...)! Mas o detalhe foi: esperando o São Paulo descer para o ataque, o meia santista lançava Neymar no contra-ataque e aí o atacante fez festa na zaga: em 8 minutos, ‘cavou inteligentemente’ amarelos para ¾ da zaga sãopaulina! Aos 67m, Miranda agarrou Neymar na correria; aos 70m, Juan ‘passou o rodo’; aos 75m, foi a vez de Alex Silva. Que inferno para a defesa Tricolor! Neymar fez 3 jogadas em cima dos zagueiros e os fez tomarem 3 amarelos.

 

Para dizer que não esqueci: na jogada do segundo gol, Xandão toca Neymar. Seria pênalti. E não é que Neymar desequilibrou-se, não caiu, persistiu na jogada e saiu o tento? Trocar a falta pela continuidade da jogada, na carreira da Jóia Santista, é novidade para mim. Será o efeito Muricy amadurecendo o garoto?

 

Aos 90 minutos, falei: assisti, SEM DÚVIDA, a melhor arbitragem do Paulistão. Mas… 10 segundos depois disse: “oh-oh…” Aos 45m10s, Fernandão e Edu Dracena disputaram uma bola. O zagueiro pulou com carga sobre o sãopaulino, num lance de difícil interpretação e num momento derradeiro do jogo. Por estar vindo por trás da jogada e pelo meio do campo, Claus não viu o lance (a imagem da TV é clara). Porém, nessa sequência, a bola cai próximo ao goleiro Rafael, mas Danilo e Willian José ainda tentariam alcançá-la, mesmo a jogada não estando ao seu alcance. E não é que o santista dá um infantil empurrão no adversário? A bola estava sob o domínio do goleiro, mas está em jogo! É pênalti bobo, infantil, desnecessário, nos acréscimos… mas é pênalti! O adicional poderia de imediato informar o árbitro ou até mesmo o assistente. Vacilo total da arbitragem.

 

Tudo bem que estava no acréscimo; que o lance não seria decisivo; que a arbitragem foi excepcional. Mas o jogo não tinha acabado. Não se pode relaxar nesse momento! Não levou a nota 10 por esse lance. Teria sido pênalti duplo?

 

No frigir dos ovos, até os 90 minutos, excepcional arbitragem. A melhor do Campeonato. Nos acréscimos, um certo desgaste por descuido. Mas não tenho dúvida: Raphael Claus garantiu uma ótima atuação ao tomar os devidos cuidados com o que poderiam ser os pontos negativos citados acima.

 

Temos agora mais um árbitro na lista dos selecionáveis para um grupo Vip.

 

E você, o que achou da arbitragem de São Paulo X Santos? Deixe seu comentário:

 

(Àqueles que desejarem, estarei comentando o Derby desde domingo via twitter. Siga @rafaelporcari)

– Entrevista à Rádio Jovem Pan: a Polêmica sobre a Arbitragem

 

Amigos, estive ontem na Rádio Jovem Pan em entrevista ao jornalista Wanderley Nogueira. Tema: A Polêmica da arbitragem!

 

Em: http://t.co/TuN1dFE

 

Se você não assistiu, aqui vai o Vídeo de 30 minutos de interessante discussão sobre o assunto, com abordagem sobre as escalas das semi-finais do Campeonato Paulista e problemas políticos e técnicos da arbitragem, além dos bastidores.

 

Att

 

Rafael Porcari

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para as Semi-Finais do Paulistão

 

A FPF sorteou agora a tarde Paulo César de Oliveira e Raphael Claus para comandarem a arbitragem do Derby e do Sansão, respectivamente.

 

O que esperar desses árbitros em suas partidas?

 

Vamos a uma análise pré-jogo:

 

Palmeiras X Corinthians:

 

Ótima escala pra o jogo; péssima escala para o árbitro.

 

Simples: Paulo César de Oliveira, junto com Wilson Luís Seneme e Sálvio Spínola (os 3 FIFAs) são excepcionais árbitros no quesito “técnica”. No quesito disciplinar, PC é mais austero. Tem ótimo preparo físico. Ambos gozam de boa reputação. Mas…

 

O histórico de jogos envolvendo Paulo César e Palmeiras compromete. Nada de ilegal, calma. É que não há “química”, ambos não dão certo por mais que tentem! Lembro-me que no primeiro jogo do PC em partidas do Palmeiras, nos anos 90, ele saiu de Camburão. Foi num jogo noturno, onde expulsou corretamente 3 jogadores palmeirenses (incluindo o Djalminha, que na ocasião quís crescer contra o árbitro e o desafiou). Dali, de ilustre desconhecido passou a ganhar notoriedade.

 

Depois de tanta celeuma entre Palmeiras e Paulo César (ocasionada mais por birra e antipatia da equipe palestrina), o auge do péssimo relacionamento se deu no ano passado, após Grêmio Prudente X Palmeiras, onde Paulo César errou num lance inusitado e bisonho com seu assistente Alberto Poleto. Luiz Gonzaga Beluzzo, presidente da SEP, pediu a cabeça de Paulo César que foi suspenso (no período em que ele, coincidentemente, estava escalado para apitar Libertadores da América e se ausentaria do Paulistão).

 

Hoje, o Jornal da Tarde publicou, as emissoras de rádio repercutiram e a internet alardeou: Paulo César de Oliveira seria sorteado á tarde para o Derby. Haveria um acordo entre FPF, Corinthians e Palmeiras.

 

E não é que foi mesmo?

 

De manhã, o Corinthians se dizia preocupado com a provável escala. Bobagem, era clara e evidente reclamação para prevenção. O Palmeiras, decerto, chiará (já deve ter chiado). Chiadeira protocolar, lógico.

 

Isso me fez recordar o seguinte: historicamente, o povo judeu sacrificava a Deus um bode, a fim da expiação de seus pecados e justificar suas faltas. PC tem tudo para ser esse bode expiatório! Se o Corinthians for eliminado, dirá: “nós já dizíamos sobre o cuidado com a arbitragem antes mesmo do sorteio”. Se for o Palmeiras, dirá: “ele nos persegue…”

 

E se não fosse PC, seria o Sálvio? Não, pois apitou o Corinthians na última semana e, segundo Felipão, está encomendado por alguém (CADÊ SINDICATO DOS ÁRBITROS OU TJD-SP PARA PEDIR JUSTIFICATIVA DE TAL DECLARAÇÃO? Ah, o presidente do Sindicato é funcionário da FPF…) Seria Seneme? Não, está fora por problema de saúde. Seria um novato? O universo e os astros não conspirariam a sorte para essa possibilidade…

 

PC era a melhor opção. Pelo clima do jogo, talvez a única disponível. Afinal, costuma ser a solução para a falta de árbitros experientes. E pela força das duas diretorias na FPF, é evidente que não entraria novato para uma possível indisposição…

 

Pena que, mesmo se fizer a melhor arbitragem da sua carreira, será culpado. E num julgamento sem defesa.

 

SÃO PAULO X SANTOS

 

Raphael Claus será o comandante deste clássico decisivo. Decisiva também será sua atuação, pelas peculiaridades do jogo.

 

Vamos lá:o bom árbitro deve procurar estudar os atletas. Ele estudou as manhas públicas dos jogadores? A pressão do capitão sãopaulino Rogério Ceni e as molecagens de Neymar serão bem controladas?

 

Claus é jovem, e como tal, carece experiência na A1. Neste ano, apitou muitos jogos e foi muito bem na maioria deles. Porém…

 

Será que seria o momento de escalá-lo num jogo dessa envergadura? Ele já apitou um clássico durante o campeonato, mas em outras condições. Clássico de meio de tabela, num campeonato de 19 rodadas onde se classifica 8 e com os grandes pré-garantidos pela debilidade dos adversários, é bem diferente de jogo eliminatório que vale uma final.

 

Quando subiu, Claus estava naquela pré-lista dos árbitros Prata que ascenderam à Categoria Ouro antes mesmo das provas finais. O blog do jornalista Fernando Sampaio divulgou a relação bem antes das mesmas serem realizadas (http://bit.ly/eZ4N5F – em um dos comentários está a lista). Daqueles árbitros contestados, talvez Claus tenha sido o único a vingar verdadeiramente. Boa pessoa, bom árbitro, bom porte físico. Está junto com Luiz Flávio de Oliveira, durante toda a semana, em Curso de Aprimoramento para Árbitros na Granja Comary. Sairá de Teresópolis direto para o Morumbi.

 

Fica a pergunta: quem escalar, caso não fosse ele? Foi destaque no Paulistão, não há dúvida. E aí vai um desafio: Neymar, depois de 20 rodadas do Campeonato, não tomou cartão amarelo por simulação! Teria Claus bagagem suficiente para advertir o santista, caso pratique essa antidesportividade? Ainda: seria maduro e experiente o suficiente para não cair no unfair-play do time do Santos? Se não tiver, o discurso sãopaulino estará pronto.

 

Torcerei para que sim. Me decepcionarei se ver, como tenho visto, Neymar simular e os árbitros ignorarem essa conduta antidesportiva. SIMULAÇÃO É ADVERTÊNCIA COM CARTÃO AMARELO. Espero que Raphael Claus possa quebrar essa situação de não punições aos infratores.

 

CURIOSIDADE: Alguém me chamou a atenção e é verdade- nas duas partidas eliminatórias do Corinthians, dois árbitros da FIFA. Nos dois eliminatórios do São Paulo, jovens árbitros.

 

Calma… é sorteio. Acontece.

 

Magno de Souza Lima na semifinal do Torneio do Interior (Ponte Preta X São Caetano) não dá… Respeitosamente, a temporada não fez jus a esse sorteio. Vide em Paulista X São Bernardo o lance bizarro que rodou o Brasil.

Na outra semi, Marcelo Aparecido Souza é ótimo nome para Oeste X Mirassol.

 

E você, o que acha dos nomes escalados, digo, sorteados para as semi-finais do Paulistão? Deixe seu comentário:

– Mudança de Regra no Triste Paulistinha e a Falência dos Estaduais

 

Regra 12 do Futebol: Infrações e Indisciplinas – fala-se do que “pode” e “não pode” no jogo, em relação ao campo disciplinar.

 

muita coisa subjetiva permitida por interpretações dentro da Regra do Jogo, e nestes momentos, você se apega ao Espírito da Regra. Em contrapartida, há também muita objetividade nela, tanto que o ex-árbitro e comentarista Arnaldo Cezar Coelho cravou um bordão que se popularizou: a “Regra é Clara”.

 

Dito isso, vamos ao que interessa: o não cumprimento da Advertência por Cartão Amarelo às simulações de faltas.

 

Quando um jogador tenta enganar o árbitro, DEVE receber Cartão Amarelo. É anti-jogo, desrespeito às regras, unfair-play, desportividade… chame do que quiser. É Regra!

 

Simular ter recebido falta (e se dentro da área é pênalti), não é caso para a Advertência por Amarelo imediatamente? Enganar é desrespeito à Regra do jogo, ao adversário e ao público pagante. Na Inglaterra, a própria torcida vaia o seu jogador quando usa desse artifício.

 

Aí fica a pergunta: por que estamos esperando 2 ou 3 lances de simulação para aplicar o Cartão Amarelo (se é que aplicamos…)?

 

Não dá para falar de outra pessoa senão o “Simulator-player” do momento: Neymar!

 

Está se tornado irritante ver o atacante santista, dotado de tanta genialidade no campo, mascarar seu futebol com a molecagem e a “má malícia”. Refiro a “má” pois existe a “Boa Malícia” do futebol: a malandragem, o segurar a bola, o cavar a falta, o irritar o adversário de maneira inteligente. CAVAR é diferente de SIMULAR. E é aí que discutimos a relação “respeito e desrespeito”.

 

Kléber Gladiador está na relação destes jogadores que ora cavam, ora simulam. Ele busca receber pancada para ganhar a falta, e quando não recebe, finge que recebe ou procura a perna do jogador para se enroscar nela. Corre o risco de que quando for falta mesmo, o árbitro ficar em dúvida (ou com bronca) e não marcar.

 

CAVAR é ser inteligente, é a malandragem positiva do jogador. Aloísio Chulapa se virava de costas para o zagueiro pendia sobre ele e o agarrava por trás. No limite do atacante cometer uma falta de ataque, o adversário se irritava e cometia a falta antes. E ela normalmente acontecia na entrada da área, onde Rogério Ceni adorava cobrar… Se não conseguia que o zagueiro fizesse a falta, Aloísio tinha a jogada impugnada, saía do lance, fazia um gesto de positivo para o árbitro e dava um sorriso maroto. Foi inteligente: tentou chamar a falta e não jogou o árbitro contra a torcida.

 

SIMULAR é ser negativamente malandro. Neymar adora fazer isso. Ao invés de esperar receber a falta, cai antes de apanhar ou, ao sentir a tentativa frustrada de concretizar uma jogada, desaba. E isso ocorre com freqüência no jogo, já que é um jogador participativo em campo. Quando o árbitro não entra na dele, bate as mãos no chão e grita como uma criança mimada que quer chupeta e a babá não dá. Acaba jogando a torcida contra o árbitro, revolta o adversário e cria animosidade.

 

Kléber Gladiador é da mesma estirpe de Marcelinho Carioca: simula muito bem e traz dificuldade para o árbitro. Neymar é canastrão, não sabe cair e precisa encenar melhor. O problema é que a frequência das simulações de Neymar é muito maior do que a dos demais atletas.

 

Se isso acontece, é por culpa dos árbitros: se todos nós falamos que Neymar simula, e se simulação merece Cartão Amarelo, por que temos visto tanta simulação sem punição? Logicamente porque não se cumpre a regra. Mude-se a Regra para justificar a não punição e crie-se um capítulo: “Em simulação, exceto a Neymar, aplica-se a Advertência por Cartão Amarelo”.

 

Dê Amarelo quando ocorrer a primeira simulação. Dê o Segundo Amarelo (consequentemente o Vermelho) na segunda simulação. O time inteiro do Santos vai reclamar, mas você estará cumprindo a Regra e ajudando a reeducar a “Jóia Santista” (que apelido brega colocaram, não?).

 

Por fim: que tragédia os Estaduais! Cruzeiro enfiou 8 no América de Teófilo Otoni (e ainda tem jogo da volta)! Vasco eliminou o Olaria. Grêmio despachou o Cruzeiro de Porto Alegre. E, se der a lógica, em São Paulo se confirmará os 4 grandes nas semifinais.

 

Estamos quase em Maio, e tirando os poucos clássicos, não tivemos nada de futebol que valesse a pena até agora. Os times pequenos estão falidos (falo com dor no coração pois sou caipira que ama time do Interior), não se revelou ninguém e nem para Pré-Temporada os torneios servem. Se ganhar o Estadual, não serve para nada, pois o nível técnico é baixo. Se perder, gera crise. Pré-Temporada que vale Taça e derruba técnico é demais…

 

Contudo, veremos o que os times médios tradicionais podem fazer até 2012… O Paulista de Jundiaí, que tem estádio próprio, categorias de base e trabalho sério, beirou a classificação e não a conseguiu. Agora, ficará parado até o final do ano, disputando torneios tapa-buracos com time misto ou sub20?

 

É necessário repensar urgente o futebol brasileiro… Separar torneio que vale dos que não valem, time tradicional do time de aluguel e repensar periodicidade dos torneios e divisões.

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– O “Mais Roubado” pelos Árbitros

 

Há choros e chororôs no futebol.

 

Para você que não soube, Botafogo-RJ se auto-rotulou como “o mais prejudicado pelos árbitros”, e fez um fuzuê danado.

 

Tentei explicar o que são realmente erros de arbitragem e porque todos os clubes querem se intitular como “garfados”. Está em: BOTAFOFO: O MAIS PREJUDICADO DO BRASIL. VOCÊ CONCORDA? (Clique aqui)

– Botafogo: o Mais Prejudicado do Brasil? Você Concorda? (Como Mensurar o Prejuízo com a Arbitragem?)

 

Cada vez mais o profissionalismo exigido pelo futebol faz com que a busca por resultados seja uma obsessão, e conseqüentemente, a não-obtenção destes faz com que se procure bodes-expiatórios para jogar a culpa pela incompetência.

 

E, claro, o caminho mais fácil para se justificar derrotas é jogar a culpa no “erro do árbitro”.

 

Mas aí vem a pergunta: desde quando os “erros” usados pelos dirigentes são “erros de verdade” e desde quando eles influenciam realmente no resultado da partida?

 

Digo isso pois o Botafogo-RJ há tempos não conquista títulos significativos, e após ser eliminado na Copa do Brasil se intitulou em nota oficial que é o “time mais prejudicado do Brasil nos últimos 3 anos”.

 

Além disso, pediu a demissão do presidente da Comissão de Árbitros, Sérgio Correia da Silva e criticou duramente o trabalho do dirigente da CBF.

 

Antes das discussões: algumas considerações:

 

– Ricardo Marques Ribeiro, FIFA-MG, há tempos está em péssima fase e, sinceramente, o escudo que ostenta no peito da FIFA é muito maior do que sua qualidade no apito. No jogo Avaí X Botafogo, partida eliminatória, errou no pênalti. Lembrando: erro nos minutos finais pode ser decisivo.

 

– Em pontos corridos, é evidente que os erros podem se contrabalancear ao longo do torneio. Além do que, um erro no início da partida pode ser recuperado caso a equipe tenha boa qualidade e tempo para tal.

 

– “Erro” do árbitro pode ser algo muito subjetivo. Às vezes, uma falta pode ser interpretada com a aplicação do cartão vermelho ou até mesmo nem marcada é! O relativismo existe no futebol, é fato! Assim, “erros” aos quais os árbitros possam ter cometido, na verdade, podem ser “acertos” injustamente criticados por quem desconhece a regra.

 

Dito isso, voltemos às lamentações do Botafogo: O São Paulo reclama há tempos de má vontade da arbitragem; já o Palmeiras é acusado de boa vontade. O Corinthians é acusado por Inter e Cruzeiro de favorecimentos sistemáticos por política; e, se formos verificar, há DVDs de erros produzidos por quase todas as equipes.

 

Sendo assim, responda: o Botafogo realmente é o time mais prejudicado no Brasil nos últimos 3 anos? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a íntegra da queixa do Botafogo FR:

 

NOTA OFICIAL (extraído do site do Botafogo)

 

Nos últimos anos, as arbitragens das competições nacionais têm sido alvo de críticas incontestáveis e justas por parte da grande maioria dos dirigentes dos clubes brasileiros, como reconhecido pelos meios de imprensa esportiva.

Levantamentos efetuados por reportagens especializadas mostram que o Botafogo tem sido nos últimos três anos o clube mais prejudicado quando este assunto é abordado.

Como postura, a Direção do Botafogo tem adotado um discurso de serenidade em relação ao tema. Entretanto, no limite do aceitável e do compreensível, depois do lamentável erro de arbitragem no jogo de volta contra o Avaí pela Copa do Brasil – a não marcação de um escanteio claro a favor do Botafogo e na sequência uma penalidade inexistente -, que decidiu o futuro do Botafogo na competição, algumas perguntas se fazem necessárias:

– O que, afinal, o Sr. Sérgio Corrêa faz no comando da arbitragem brasileira?

– Quais as mudanças na preparação dos árbitros efetuadas pelo Presidente da Comissão que tem qualificado a arbitragem nacional?

– Será que todos os dirigentes esportivos estão equivocados em suas reclamações e apenas o Sr. Sérgio Corrêa tem razão em suas explicações inúteis e pueris?

Transformações profundas na preparação da nossa arbitragem devem ser efetuadas e elas passam obrigatoriamente pela mudança no seu comando. O atual Presidente desta Comissão, Sr. Sérgio Corrêa, tem se mostrado incapaz de ajudar neste processo. Já passou da hora de pessoas capacitadas, preparadas e com experiência comprovada no tema assumirem a responsabilidade por esta transformação.

A arbitragem brasileira não merece ser tratada de forma amadora como tem sido pelo Presidente de sua Comissão Nacional. Efetivamente, não são apenas 30 minutos de uma palestra infrutífera em uma sala de hotel na Barra da Tijuca, antes do inicio do Campeonato Brasileiro, que fará esta transformação.

A Direção do Botafogo lamenta a reincidência de erros grosseiros e mais ainda a forma como a arbitragem nacional tem sido conduzida e coordenada ao longo dos últimos anos.


Conselho Diretor

Botafogo de Futebol e Regatas

– O Virtuoso Presidente da FPF e os 2 pontos marcantes do Paulistão: Regulamento e Adicionais

 

Uma das virtudes que mais aprecio é a Inteligência. Eu admiro gente que sabe usar as palavras e que tem carisma. Aprendo com elas, sou humilde em dizer que as observo para ver como usam o talento que Deus lhes deu.

 

Quer um exemplo? Paulo Maluf.

Quer outro? Edir Macedo.

Quer mais um? Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol.

 

É claro que esses nomes foram escolhidos a dedo, pois, afinal, são personalidades notórias da sociedade e que formam o tripé “Política, Religião e Futebol”, as ditas coisas que não se deve discutir neste país. E por serem assim apregoadas, levam para as polêmicas. E, independente da sua preferência particular, é indiscutível que esses senhores destacados acima sejam pessoas inteligentes.

 

Neste ano, duas coisas que se destacaram mais (entre outras tantas) no Campeonato Paulista, incorporadas por mente inteligente (no caso, o presidente da Federação – o mesmo que consegue se manter a tanto tempo no poder graças a seu carisma):

 

1- O Regulamento do Campeonato, e

2- os Árbitros Assistentes Adicionais.

 

1- Ontem, em entrevista à imprensa sobre a segunda fase do Paulistão, Marco Polo Del Nero afirmou que no ano que vem, o mesmo regulamento (esdrúxulo, verdade seja dita) continuará. Segundo ele, “o Estatuto do Torcedor obriga que quando um novo regulamento entra em vigor, este deve durar ao menos 2 anos”. Ora, é claro que a FPF se preocupa em cumprir a lei. Assim, ano que vem, pode ser, quiçá, por ventura, talvez, quem sabe, os 4 grandes estarão classificados novamente e os estádios continuarão vazios.

 

2- Sobre os Adicionais: está aí a mais perfeita definição de “obra sanitária”, aquele serviço que ninguém vê pois está enterrado e você se esquece dele!

Para muitos, parece que a experiência não funcionou. E é justamente por isso que ela está funcionando.

Simples: você tem visto agarra-agarra na área? Não.

Simulações na Grande Área? Só as do Neymar em jogos do Santos.

Os Adicionais, verdade seja dita, não estão se exercitando. Mas a função é essa mesma: a de estar presente para intimidar. Naquela região do campo, pouca coisa de irregular está acontecendo nos jogos, já que o jogador sabe que está sendo vigiado. A seguinte analogia é perfeita- são como motoristas em alta velocidade: podem infringir o limite de velocidade em alguns momentos, mas quando sabem os pontos de radares fixos, reduzem sensivelmente. Assim, o jogador pode vir se agarrando nos pontos cegos do árbitro, mas quando entra na zona de observação do Adicional, se comporta melhor.

 

E você, o que acha do Regulamento e da Experiência dos Adicionais? Deixe seu comentário:

– Aclamados?

 

Se no Sindicato dos Árbitros houve 260 votos a 0, na eleição de Arthur Alves Júnior, a da Cooperativa dos Árbitros… xiiii…

 

Nem eleição houve. Simplesmente ACLAMAÇÃO. Vide (do site da COAFESP):

 

“A chapa COAFESP, TRANSPARÊNCIA E UNIÃO foi eleita por aclamação e em seguida o Presidente do Comitê Especial Jair de Godoy declarou empossado o novo Conselho de Administração da COAFESP.”

 

Silas Santana, Arthur Alves Junior e Almir Alves de Melo são os “novos-mesmos” dirigentes.

 

Curiosamente, são: Ouvidor da FPF e os 2 assessores do Cel Marinho na Comissão de Árbitros da FPF.

 

Sensacional a independência dos mesmos!

– O Lance Curioso e Difícil de Americana X Santos

 

Um lance de difícil interpretação chamou a atenção na partida Americana X Santos neste domingo à noite. Aliás, lance onde o árbitro só pode tomar uma decisão correta se tiver pleno conhecimento em detalhes da Regra do Jogo e PRINCIPALMENTE sorte!

 

Vamos lá: esqueçamos os nomes e visualizemos apenas as equipes: Atacante do Americana avança para o ataque com a posse de bola. Há um companheiro seu a frente da linha da bola em posição de impedimento, mas não participando do lance (portanto, está em impedimento passivo). Na seqüência, o defensor do Santos tenta interceptar este mesmo adversário que tem a posse de bola. Eis que o atacante adianta a bola e ela bate no jogador santista que involuntariamente a lança para o adversário, que estava em impedimento passivo. Este faz o gol, que posteriormente é anulado.

 

Lance chato, hein?

 

É sabido que não há impedimento por bola lançada pelo adversário. Mas entendamos à luz da Regra do Jogo:

 

Regra 11 – Impedimento: “Um jogador em posição de impedimento somente será sancionado se, no momento em que a bola for tocada ou jogada por um dos seus companheiros, ele estiver, na opinião do árbitro, envolvido em jogo ativo interferindo no jogo, ou interferindo num adversário, ou ganhando vantagem por estar naquela posição (…) Exceto se receber tiro de meta, arremesso lateral ou tiro de canto”.

 

Se a bola fosse tocada por um jogador santista (tem o domínio de bola e toca para o atacante adversário), não é impedimento. Mas a bola veio de um domínio do adversário ou veio de uma disputa de bola? São situações diferentes.

 

Existe uma publicação da FIFA (é a chamada TRÍVIA-FIFA), com perguntas e respostas pertinentes do jogo. Na página 57, questão 238 desta publicação, há exatamente o lance de Americana X Santos. Abaixo:

 

– QUESTÃO: Um jogador em posição de impedimento recebe a bola rebatida por um adversário. Antes desse toque, a bola foi chutada por um companheiro de equipe. Qual será a decisão do árbitro?

– RESPOSTA: O árbitro marcará o impedimento. A partida será reiniciada com um tiro livre indireto.

 

Justificativa: Bola Rebatida é diferente de Bola Dominada. Imagine o lance em que um jogador cobra a falta com intuito de marcar um gol diretamente do seu chute (ele não queria lançar para nenhum companheiro) e esta bate na barreira e cai nos pés de um jogador que estava em impedimento passivo e nem esperava recebê-la. É o mesmo princípio.

 

Assim, entendamos:

 

– Se a bola foi tocada de atacante para atacante, logicamente é impedimento.

– Se o lateral santista chutou a bola para trás (dominou ou a interceptou) e ela foi ao atacante, é gol.

– Se a bola foi “prensada” e sobrou ao atacante, é impedimento.

– Se a bola foi adiantada pelo atacante, bateu no adversário (desviando ou por força da jogada fazendo o santista servir de “tabela”) e sobrou para o atleta que estava em impedimento passivo, é impedimento.

 

Como devemos sempre crer no mérito das pessoas, parabenizo a equipe de arbitragem por acertar em um lance tão difícil, rico em detalhes e, porque não, traiçoeiro para com o cotidiano do futebol.

 

Por fim, espero que o treinador Toninho Cecílio, iluminado pela Regra do Jogo e pelos princípios de cidadania e respeito, faça o seu mea culpa e pedido de desculpas na mesma proporção do que foram suas reclamações.

 

Será que o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo tomará as medidas cabíveis e a Comissão de Árbitros da FPF indiciará o treinador? Afinal, por muito menos, Carpegiani foi citado no TJD-SP…

 

Ironia: as 18h publiquei um post (o primeiro anterior a este) a respeito de jogadores não conhecerem a Regra…

– Os Bobos Pênaltis / Cartões do Futebol Brasileiro nesta Semana

 

Perceberam como os jogadores estão “colaborando” com a arbitragem? Digo “colaborar” no sentido de que estão fazendo faltas tão claras e merecendo cartões tão indiscutíveis que isso ajuda aos árbitros.

 

Na última quarta-feira, o zagueirão do Santa Cruz conseguiu empurrar o adversário sãopaulino dentro da área mesmo com a bola estando na posse do seu goleiro. Neste domingo, tanto no Noroeste X São Paulo e Corinthians X São Caetano, 2 pênaltis idênticos! Zagueiros empurram infantilmente os atacantes em lances claros, nitidamente apelativos e que não deixam dúvida da marcação. Na sequência, tomam o Cartão Amarelo acertadamente.

 

Será que os clubes não estão preocupados em evitar que seus atletas tomem cartões tão bobos e cometam erros tão bisonhos?

 

Não é possível que ninguém diga ao atleta que puxar a camisa ou empurrar o adversário na área é pênalti e leva cartão? Em muitos casos, esse lance é evitável e o time fica no prejuízo. No clube, não tem nenhum instrutor de regra? Em particular, Francis, do Noroeste, praticamente “pediu” seus cartões ao reclamar acintosamente e depois cometer uma falta clara.

 

Mas, sem querer tirar o “peso das costas” dos clubes, o jogador não deveria ter um conhecimento mínimo de regra? É ofício dele! Em qualquer atividade profissional, o cara tem que se especializar, evoluir. E jogador, muitas vezes, pensa que jogar futebol é “só chutar bola”… Sem dizer que na ociosidade das concentrações, onde só se joga videogame e carteado. Não poderiam aproveitar esse tempo para estudar?

 

Agora, um detalhe: nas últimas rodadas, tem muito cartão forçado- jogador de time classificado que quer limpar os 2 anteriores, a fim de começar zerado na próxima fase; e jogador que quer abandonar o barco logo! Time vai cair? Xi… O próximo jogo é longe demais? Hum… Se já não bastassem os cartões bobos, temos os cartões desejados.

 

Cansei de ver jogador, da 1ª à 5ª divisão, pedindo cartão amarelo à arbitragem. E na maior parte das vezes é sem conhecimento do clube (claro, pedido para folgar). Quando é o clube que quer que o jogador tome o 3º cartão, normalmente ele não pede ao árbitro: comete alguma indisciplina em campo…

 

E você, o que acha disso? Jogador precisa conhecer melhor a Regra do Jogo? Como exemplo: Neymar foi expulso ridiculamente por desconhecer a regra e o Santos, em jogo tão decisivo contra o Cerro Porteño, ficará desfalcado por ter ignorado o risco da comemoração…

 

Aproveito e faço a brincadeira. Responda rápido: quantas são as regras?

 

Ah… fácil: 17. Mas quais são elas???

 

– Ih, complicou… né?

– Parceiros da FPF em festa na Sexta-Feira!

 

O Safesp convida aos árbitros de futebol a festejarem a posse do novo presidente do Sindicato, Arthur Alves Júnior, eleito por 260 votos a 0, a se realizar na próxima sexta –feira, na sede da FPF.

 

Sindicato camarada é assim mesmo. Parceria total com o patronato. E ainda por cima, a força do nosso Sindicato é louvável: afinal, o presidente do SAFESP é funcionário da FPF.

 

Lá estará também o presidente reeleito da Cooperativa dos Árbitros, Silas Santana, que irmanado com o Sindicato, também é funcionário da FPF. Aliás, não há a divulgação no site da Cooperativa do resultado das eleições? Ainda não? Puxa…

 

Haveria outro lugar mais propício do que a festa ser na sede da Federação Paulista? Claro que não. Dois órgãos tão representativos e fortes da arbitragem só poderiam festejar lá. Os mais radicais já diriam: os camaradas estão tomando a sede de Marco Polo…

 

Que sejam felizes!

– E o Resultado das Eleições da Coafesp?

 

Já faz 1 semana que ocorreram as eleições da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo.

 

Cadê os resultados?

– Neymar e Kleber provam que o Craque do Paulistão é… Lucas!

 

No clássico deste domingo, tivemos uma demonstração clara de que 2 atletas são sinônimos de unfair-play puro: Neymar e Kleber.

 

São ótimos jogadores? Sim.

São maliciosos em campo? Muito.

Decidem? Ambos o fazem. Entretanto, Kleber mostrou muito mais experiência do que Neymar. Logicamente, o tempo de profissionalismo ajudou a ganhar rodagem e saber disfarçar lances ilegais. Mas vamos lá:

 

Kléber usa muito os braços. Foi expulso diversas vezes por escancarar tapas e cotoveladas ao longo da carreira. Parou com tais lances? Não, apenas sabe usá-los com inteligência e maestria. O palmeirense apanha muito, e aí fica a dúvida: bate porque apanha (a autodefesa), ou apanha porque bate (a virilidade excessiva em campo)?

 

Neymar apanha tanto quanto Kléber. A diferença é que Neymar revida escancaradamente, não sabe bater e torna-se alvo dos adversários pelas inúmeras simulações e quedas em campo. Não me convenceu em nenhum jogo contra os grandes. Contra time fraco, faz chover. Em clássicos, a “magia” some.

 

Lucas mostrou o que o diferencia: a busca pela conclusão das jogadas. Ele abdica de cavar as faltas, mesmo tendo um grande batedor no time como Rogério Ceni, e segue nos lances. Prova disso foi o belo gol contra o Mirassol. Sofreu uma falta no meio de campo e permaneceu de pé; driblou, correu e foi deslocado. Buscou o equilíbrio mesmo após a segunda falta e continuou. Resultado: um golaço decisivo para seu time. E sem precisar simular agressões, desrespeitar adversários e/ou ser polêmico e agressivo. Eis o jogador que todo árbitro quer ter em seu jogo. Não dá trabalho em campo e troca a queda pela vantagem no lance. Aliás, a maior parte dos jogadores brasileiros não sabem aproveitar a lei da vantagem.

 

SANTOS x PALMEIRAS: análise da arbitragem

 

Primeiro lance polêmico: Elano dribla e Rivaldo passa lotado. Na sequência, Elano tropeça no corpo do palmeirense. Muito cuidado para esse lance: Rivaldo passa do lance, sem atingir certeiramente o santista. Entretanto, se o corpo dele caído no chão derruba Elano, isso é pênalti por imprudência. Porém, nesse caso, Elano tem como sair da trombada com o corpo caído mas não o faz (claramente busca bater em Rivaldo para cavar o pênalti). Acertou o árbitro.

 

Segundo lance polêmico: Danilo e a bola que bate nas mãos. Costumeiramente, buscamos diferenciar lances usando os termos “bola na mão e mão na bola”. Só que aqui, poderíamos até interpretar o lance com um detalhe da regra (inserido no espírito do jogo): o jogador pode sim usar as mãos contra a bola deliberadamente como proteção. O melhor exemplo é de um chute que vem forte contra o rosto do adversário ou contra as partes íntimas: você pode usar as mãos para proteger-se. Não é pênalti. Desviará a bola? Sem problemas, isso não é relevante para determinar uma infração deliberada. No lance de Danilo, se ele não quís proteger o corpo, ainda assim não teria tempo de fazer com que os braços sumissem do espaço. A proximidade do chute é outro fator para não se dar o pênalti.

 

Os Gols Anulados: na dúvida, pró-ataque. Entretanto, nos lances de extrema dificuldade (o primeiro mais difícil do que o segundo), observa-se que os bandeiras corretamente assinalaram impedimento. Mas se tivessem errado, não poderia culpá-los. Aliás, seria covardia julgá-los.

Importante: um jornalista (que respeito mas discordo de seus comentários) disse que no gol anulado santista, Deola houvera cometido pênalti. Esqueça, nada disso. A partir do momento em que o lance está parado, não vale mais nada; entretanto, vale a advertência pela entrada perigosa.

 

Árbitro: tecnicamente, a partida exigia muito. Não dá para condenar os erros do árbitro (que ocorreram na mesma proporção das inúmeras situações de jogo – o que é normal – e que foram muitos pelo fato de muitos lances). Mas neles, Vinícius Furlan foi muito bem. Não é fácil segurar Neymar e a patota santista reclamando a cada queda, nem as preventivas reclamações palmeirenses como contra-reclamações santistas.

O problema do árbitro, sinceramente, pareceu-me na condução disciplinar. Kleber acertou Neymar no começo e houve a advertência verbal. Neymar revidou e houve a advertência com cartão amarelo, aos 7 minutos. ERROU, era cartão vermelho! Neymar chutou por trás, não visou a bola em momento algum. É a chamada expulsão clássica. Depois desse lance, Neymar fez inúmeras faltas bobas que, acumuladas, renderiam o Amarelo por reincidência. Ou, se Caxias, o Amarelo pelo lance do tapa em Cicinho por ação temerária (e nada de  Vermelho Direto no lance do cicinho, que valorizou em demasia). Ficou de graça o Neymar terminar o primeiro tempo em campo.

A propósito, muita conversa em campo. Não se deve fazer respeitar em campo com xingamentos ou, ao contrário, se fazer todo-ouvidos aos atletas, mas sim com postura que transmita segurança em campo. Em muitos momentos os jogadores exerceram uma pressão absurda contra o árbitro, que, ao final das contas, conduziu bem o jogo.

 

Futebol tem dessas: o santista mais fanático reclamará de meia dúzia de pênaltis pró-Santos; o palmeirense fanático reclamará de que Neymar deveria ser expulso ao menos 3 vezes no mesmo jogo. Nada de radicalismos, pessoal.

 

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário: