– Educação do Futebol Inglês X Cultura Brasileira

Há situações que lamentavelmente não veremos em breve no Brasil.

Na Inglaterra, há 15 dias, Howard Webb, árbitro da final da última Copa do Mundo e o número 1 da Inglaterra, apitou o confronto entre Sunderland 1 X 1 Everton. O gol do Everton nasceu num lance curioso: O atacante Osman chuta o ar e cai sozinho, dentro da área. O experiente árbitro (mal posicionado no lance) erra e marca o absurdo tiro penal.

Veja no link a seguir que no primeiro ângulo, existe certa dúvida. No segundo ângulo, a dúvida diminui. Mas no terceiro ângulo (imagem detrás do gol), chega a ser cômica a queda do atleta, que sequer é tocado e cai espalhafatosamente. O link pode ser acessado em: http://is.gd/eRWAXl

Onde está o fato curioso?

Martin O’Neil, técnico do Sunderland, equipe prejudicada, perdoou o árbitro pelo grave erro. Disse ao site do clube que:

Erros acontecem. Ele é ótimo árbitro e não vejo porque repercutir. Nós erramos mais do que ele em campo”.

(extraído do blog oficial no site do Sunderland: http://sunderlandforum.co.uk/)

O treinador sugeriu ainda que a Premier League punisse Osman, pelo fato de induzir o árbitro ao erro.

E aí, o que achou da declaração? Se o lance fosse aqui, treinadores como Felipão ou Luxemburgo agiriam da mesma forma que Mr O’Neil? Deixe seu comentário:

– Choque de Gestão ou Reinvenção na Condução da Arbitragem?

A primeira quinzena de Janeiro foi marcada por inúmeras denúncias contra Federações nas Comissões de Arbitragem no Brasil. Problemas na Comissão Nacional, após revelações do árbitro Gutemberg de Paula. Também sobre benesses a amigos, na Comissão Paulista. No Distrito Federal, revolta dos árbitros.

Estamos vivendo um ineditismo ímpar. Será que o “efeito Gutemberg” contagiou os árbitros?

Tomara. O fim da administração por cabresto se faz necessária. “Democratizar pra valer” as instituições que lidam com a figura do árbitro de futebol, sendo patrões como Comissões de Arbitragem ou de defesa como Sindicatos e Cooperativas se faz necessário. E isso depende se as denúncias se concretizam ou não.

Desvincular os dirigentes das instituições com a dependência das Federações é necessário. Ser voz ativa em defesa do associado, idem. E nesse novo momento, vejo questionamentos dos árbitros frente posições equivocadas de instituições como a ANAF, que ao invés de apoiar o árbitro e procurar a investigação se outros árbitros sofrem ou não assédio moral, resolveu apoiar incondicionalmente o acusado pelo seu associado. É a ‘mortadela fatiando a máquina’, ou o mesmo que dizer que a ‘linguiça tenta jantar o cão’. Inversão total de valores!

No mundo organizacional, termos como “Reinvenção ou Reengenharia” estiveram na moda dos anos 90. Ele se referia a repensar as instituições, começando do zero, fazendo tudo de novo. Depois, nos anos 2000, tivemos o conceito de “Choque de Gestão”, onde as empresas deveriam parar tudo e mudar radicalmente o patamar administrativo, em processos e pessoas. Agora, na década de 10, utilizamos o termo “Destruição Criativa”, abandonando velhas práticas e recomeçando.

Reengenharia, Choque de Gestão, Destruição Criativa… não importa o nome. Importa que os conceitos dessas ferramentas da Administração de Empresas deveriam com urgência serem aplicadas no futebol brasileiro, incluindo não só a Arbitragem mas a estrutura do futebol como um todo.

Estamos perdendo tempo em se passar o futebol a limpo, ou esse novo momento será, de fato, um marco?

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– Efeito Gutemberg: Árbitros de São Paulo falam sobre a Federação Paulista

Parece que Gutemberg de Paula foi o estopim que faltava para uma série de denúncias de árbitros esportivos.

Após suas incisivas denúncias na Rádio Jovem Pan, árbitros de voleibol também denunciaram situações indevidas em seu meio. E, ontem, um novo e importante episódio: árbitros do quadro da Federação Paulista de Futebol resolveram denunciar queixas de assédio moral, supostos privilégios a terceiros e possíveis apadrinhamentos.

Sobre essa denúncia aqui em SP, 5 coisas importantes:

1- Essa ação corajosa dos árbitros, evidentemente motivada pela atitude do ex-árbitro carioca da FIFA, poderia ser o começo de uma revolução que não pode parar? Estamos num momento onde as queixas nunca antes tornadas públicas começam a vir a tona, possibilitando novos horizontes menos ditatoriais? (Escrevi isso no artigo: “PRIMAVERA ÁRABE NO FUTEBOL BRASILEIRO EM PLENO VERÃO?” Em: http://is.gd/NOVOSTEMPOS).

2- Na matéria, percebe-se o porquê de muitos árbitros se calarem. O próprio título fala do silêncio necessário para subir na carreira. A submissão não é vista nem sabida pelo torcedor, que não imagina a dificuldade dos árbitros de menor expressão.

3- Claro que todas as queixas devem ser apuradas, embora, no meio da arbitragem elas sejam conhecidas. Não há novidade para os árbitros. E isso só reforça uma situação delicada: a incompatibilidade de cargos dos dirigentes, seja em São Paulo, Rio de Janeiro ou qualquer outro lugar. Como um presidente de entidade de defesa do árbitro pode ir em defesa do associado contra uma situação questionada quando esta se refere a um membro da Comissão que é o próprio dirigente da entidade? Samba-do-crioulo-doido…

4- A meritocracia é algo subjetivo. Como entidade de direito privado, a Federação Paulista tem o direito de promover ou rebaixar qual árbitro quiser, sem dar satisfação à sociedade. E, por este conceito, deveria inclusive assumir os custos da profissionalização dos árbitros, o que não ocorre e ela não deseja (ao menos, não quer ser a responsável). Se assim fosse, FGTS, férias, salário mensal, Pis, Cofins, 13º e outras coisas mais deveriam ser pagos. Os árbitros são cobrados como profissionais, mas não remunerados como tal. Entretanto, por divulgar processo de promoção e punição, por tratar de um patrimônio histórico imaterial (o futebol), e pela metodologia adotada, deveria sim dar satisfação e respeitar os critérios estabelecidos.

Ora, estamos em 12 de janeiro, e o Ranking 2012, que no regulamento consta que deveria ser divulgado em dezembro de 2011, ainda não foi ao ar. Não é justo que os árbitros reclamem ao Sindicato ou à Cooperativa que os representa? Fazem isso? Se não, quais os motivos?

5- Que espécie de ranking que não tem pontuação? A quantos pontos está distante o 2º colocado para se tornar o número 1 do quadro? Por quê a colocação de cada um não é divulgada para a imprensa?

Vale a pena dar uma conferida na excepcional reportagem. Abaixo:

Extraído de: Marca Brasil, 12/01/2012, pg 20-21

SILÊNCIO EM TROCA DA ASCENSÃO NA ARBITRAGEM

Juízes dizem que só crescem se apitarem jogos de séries inferiores em que até perdem dinheiro

Por Daniel Carmona

Na esteira das acusações de Gutemberg de Paula Fonseca, árbitros de São Paulo ganharam coragem para questionar a forma como os chefes da Federação Paulista de Futebol (FPF) tratam a escala. De acordo com Davi Balsas e Jeimes Willie Catini, só chega ao primeiro escalão quem se submete a perder dinheiro e se arriscar em jogos de campeonatos amadores e de séries inferiores, cuja arbitragem também é comandada pelos que escalam para a Série A1 do Paulista. O silêncio sobre os problemas é imperativo para a ascensão.

“Você mantém um sonho quando está arbitrando, evita falar publicamente, expor os problemas e as mazelas da entidade. Até por orientação da Federação, um árbitro não pode falar”, explica Jeimes, 33 anos, de Araras. A declaração ajuda a entender as denúncias de Gutemberg. Criticado por não ter falado quando pertencia ao quadro da Fifa, o ex-árbitro promete divulgar em breve as provas que diz estar apresentado sigilosamente à Justiça desde 2007.

“Os árbitros não querem se comprometer com os dirigentes. Todo mundo vive a expectativa de chegar ao topo da carreira. Por isso existe esse silêncio”, afirma Davi, 29 anos, na FPF desde 2006. Dia 2 de outubro, ele foi escalado para jogo do campeonato amador de São Paulo, em Brodowsky (Brodowsky x Sem Segredo). Alegando problemas financeiros, já que pagaria para trabalhar, pediu dispensa. Por conta de uma pancadaria generalizada o jogo, que acabou sendo apitado por Gustavo Turra, terminou no 1º tempo, de acordo com súmula no site da Federação. Junto com a partida, terminou também a carreira de Davi.

Em novembro, ele saiu de Campinas para reunião na capital com Arthur Alves Junior, um dos diretores da arbitragem e braço direito do Coronel Marinho, chefe da comissão. Em pauta, a razão de seu desligamento. “Fiz os cálculos e vi que o dinheiro que receberia (R$ 188) mal dava para pagar o deslocamento e a alimentação”, diz ele, que andaria, em um dia, 500 km, ida e volta — isso se economizasse na diária de um hotel. Só de gasolina e pedágio, saindo de Campinas, ele gastaria R$ 200.

No encontro, Davi recebeu uma recomendação de Arthur. “Ele disse: ‘Faça uma carta para o Coronel Marinho se humilhando. Vai dar tudo certo. Mas quero deixar claro que seu caso vai servir de exemplo para os demais. Quero você falando bem de mim depois’”. Pensando em preservar anos de investimento e trabalho, fez o combinado. O retorno ao quadro, no entanto, nunca aconteceu e ele decidiu fazer a denúncia.

“Os responsáveis pela arbitragem ganham as licitações de campeonatos amadores e a gente tem que se virar para trabalhar. Mas aí você nega e eles te desligam do sistema. Te colocam na parede para servir de exemplo aos colegas. É assim que funciona”, finaliza. Jeimes condorda: “É um jogo, mas não dá para entender os critérios”.

CENTRALIZAÇÃO: Chefe do apito tem presença forte em quatro órgãos

“Em quem nós podemos confiar? Vamos reclamar para quem?”. A indagação de Davi está pautada na hierarquia das entidades que comandam a arbitragem paulista. Segundo os árbitros, as entidades são administradas pelas mesmas pessoas. “O Arthur (Alves Junior) é responsável pela escala dos árbitros da FPF, é o presidente do Sindicato dos Árbitros (Safesp) e tesoureiro da Cooperativa dos Árbitros (Coafesp). Você fala de um lado, o outro escuta”, pondera Jeimes. Sucessor de Sérgio Corrêa na presidência do Sindicato dos Árbitros, Arthur também ocupa a cadeira de Secretário Geral da Associação Nacional dos Árbitros (Anaf).

“Tem muita coisa errada. Desde a metodologia aplicada aos árbitros no ranking, até o acumúlo de cargos com motivação política de alguns diretores do apito”, pondera ex-árbitro Rafael Porcari, que há anos mantém um blog no qual debate sobre as irregularidades do meio.

OUTRO LADO: Dirigente nega conflito

A reportagem entrou em contato com Arthur Alves Júnior, principal alvo das acusações, que garantiu não existir conflito (ou convergência) de interesses no acúmulo de suas funções. “Não prejudico ninguém. O Sindicato dos Árbitros existe porque a Federação dá um apoio. Se isso não acontecer, o sindicato já teria fechado. O dia que eu me sentir em uma posição conflitante, aí vou sair da comissão de arbitragem (da FPF)”, disse ele, que em seguida completou: “Como presidente do Sindicato dos Árbitros, tenho conseguido fazer muito mais coisas dentro da comissão de arbitragem do que antes. O processo funciona com transparência”.

Na presidência do Sindicato dos Árbitros, Arthur é o sucessor de Sérgio Corrêa, atual chefe da comissão de arbitragem da CBF, e acusado de corrupção e favorecimento por Gutemberg de Paula Fonseca em declarações à rádio ‘Jovem Pan’ na semana passada.

– Primavera Árabe no Futebol Brasileiro em Pleno Verão?

A Mudança de Nomes e Conceitos na Condução da Arbitragem Brasileira é Utopia ou Possibilidade Real?

 

Nos últimos dias, muito se tem falado sobre as denúncias do ex-árbitro FIFA Gutemberg de Paula à Rádio Jovem Pan. Em suma, cita um gigantesco tráfico de influências na Comissão de Árbitros da CBF, onde, segundo ele, o presidente da entidade, Sérgio Correa da Silva, sugestionaria facilidades para clubes politicamente fortes.

Em contrapartida, surgem novas denúncias, agora contra Gutemberg de Paula, alegando que o mesmo manipulava resultados. Árbitros encapuzados apareceram na ESPN Brasil fazendo as acusações.

Nesse fogo cruzado, quem perde e quem ganha?

Se as denúncias fossem apuradas, ganharia o futebol brasileiro. Mas os perdedores já são conhecidos: a credibilidade da CBF e seus parceiros, a categoria dos árbitros e o prazer dos torcedores em assistir futebol.

Gutemberg de Paula diz que está documentado e pronto para provar. Seus acusadores, não identificados, dizem que a prova são seus depoimentos. E quem está com a razão? Pela disposição dos órgãos que deveriam agir no caso, não saberemos.

O que dizer da ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, que ao invés de resguardar o seu filiado, defendeu a CBF? Ou do procurador Paulo Schmidit, que alegou não ver nada de importante para ser apurado (mesmo com Gutemberg ter dito que protocolou reclamações e o STJD nada fez).

Pior: o argumento maior é que outros árbitros não apoiaram Gutemberg em suas palavras. Ora, e alguém espera que os árbitros atuantes trabalhem contra seus chefes? Ilusão.

Infelizmente, a categoria é desunida e só quer saber das suas escalas. E não há quem os defenda, quando atacados, por culpa do próprio sistema. Quer exemplos? Em SP, o Sindicato dos Árbitros é presidido pelo Sr Arthur Alves Júnior, membro da Comissão de Árbitros da Federação Paulista. A outra entidade, a Cooperativa dos Árbitros, é presidida por Silas Santana, funcionário da FPF. Por mais que sejam e aleguem independência, moralmente não se dá para discutir incompatibilidade de cargos? No RJ, a situação é idêntica: tanto Cooperativa de Árbitros quanto Sindicato da categoria são presididos pelo Presidente da Comissão de Árbitros da Federação Carioca, Sr Jorge Rabello. Alguém imagina árbitro indo ao SAFERJ reclamando do presidente da CEAF-FERJ?

Em sã consciência, não dá para acreditar que há independência total, abrangendo política, moral e eticamente entre árbitros e suas instituições.

Que ninguém se iluda: não se vê autoridades brasileiras apurando os fatos até agora, nem movimento de rebeldia. Apenas poucos se levantando desorganizadamente para tentar mudar o triste panorama da arbitragem nacional, que é de: o de árbitros aparentemente assediados moralmente, passivos e lutando pelo interesse pessoal, nunca coletivo.

Esqueçam uma primavera árabe em pleno verão brasileiro. Na África Árabe e no Oriente Médio, a população saiu a rua à caça e queda dos ditadores que estavam no poder. Uma versão futebolística da revolução que mudou aquela região, lamentavelmente, pode estar longe se o caso ficar esquecido e se a desculpa de desqualificação do acusador for levada adiante.

Uma pena. Estaríamos perto de uma reviravolta nunca vista na arbitragem brasileira.

A esperança: Chris Eaton, chefe de segurança da FIFA destinado aos esquemas de manipulação de resultados, declarou que está interessado nesse caso brasileiro e já encaminhou agentes para o Brasil. Enquanto nossas autoridades relutam em agir, alguém de maior repercussão se interessou pelo caso.

O problema, cá entre nós, é que a própria FIFA não tem muita moral… Ou os casos de corrupção envolvendo ISL, Ricardo Teixeira, João Havelange e Joseph Blatter foram totalmente esclarecidos?

Pobre futebol brasileiro…

IMPORTANTE:  REITERANDO UMA POSIÇÃO, A PARTIR DE UMA RESPOSTA A PERGUNTA DE INTERNAUTA: Acho que qualquer dirigente, independente do bom ou ruim trabalho, deve se descompatibilizar de cargos que possam ser contraditórios. É saudável para a categoria. E isso deve ser contestado no RJ, SP ou qualquer outro estado.
Não critico aqui o trabalho de Arthur, Silas, Rabello ou qualquer outro citado; critico a compatibilização ou não do cargo. Sobre os nomes, respeito. Se são competentes ou não, aí é com seus associados!

– A Denúncia sobre o Denunciante

Estopim aceso e… PUMMMMMMM

Não é que agora o circo pegou fogo pra valer?

A ESPN divulgou agora há pouco, em seu site, matéria polêmica que irá a noite no seu programa Bate-Bola. Nela, árbitros encapuzados (a que situação chegamos…) denunciando jogos supostamente fraudados pelo árbitro Gutemberg de Paula. Falam das partidas e de um processo de negociação. Relatam com detalhes os bastidores de um ‘encomendado’ jogo que, segundo eles, seria Brasiliense X América/RN.

Aí fica a questão: é retaliação, denúncia vazia para desqualificar as denúncias feitas pelo árbitro carioca, ou um novo capítulo a também ser investigado?

Aqui um comentário particular: não deveria se apurar tudo? Não necessitamos urgentemente de um choque de gestão?

Se estivéssemos num país sério, as investigações teriam começado. Até agora, só se fala em punir o primeiro denunciante… Mas porque não apurar as queixas realizadas. Custa algo?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

VÍDEO EM: http://ht.ly/8oLzH

– Destrinchando as Denúncias da Arbitragem

Ontem, o jornalista Fernando Sampaio, da Rádio Jovem Pan, conseguiu uma brilhante entrevista com o árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca, retirado da relação de árbitros do quadro da FIFA para 2012. Dias atrás, o árbitro havia dito ao site ‘Voz do Apito’ que abandonaria a carreira, caso fosse excluído sem explicação da lista (matéria em: http://is.gd/MR98LP). E, o agora ex-árbitro não só falou, como fez importantes revelações na matéria veiculada na Rádio Jovem Pan.

Em aproximadamente 10 minutos de entrevista, Gutemberg abalou o meio esportivo com denúncias fortes, firmes, e segundo ele, embasadas. Mas e os quase 40 minutos gravados, o que teriam de mais surpreendente?

Quem ouviu o Jornal de Esportes, programa esportivo da emissora paulistana, ficou impressionado. Hoje, a Jovem Pan colocou a entrevista inteira em sua programação, onde Sampaio aborda outros temas pertinentes e Gutemberg responde a todos os questionamentos sem titubear.

Confesso que me impressionou a firmeza nas respostas, teor das queixas e a certeza garantida pelo árbitro das provas a serem apresentadas. Gostem ou não da arbitragem ou da pessoa de Gutemberg de Paula, inegavelmente sua atitude pode ser classificada como corajosa. Claro, pois assumiu a responsabilidade de tudo o que falou.

O link da reportagem pode ser acessado via Jovem Pan, em seu site, ou pelo caminho abaixo:

1 – clique em http://is.gd/gutembergdenunciaafsampaionajp

2- clique, abaixo da imagem do vídeo, em PodCast (o vídeo, que abre automaticamente, tem a apresentação de 3 minutos. Feche-o. O Podcast, na barra em cor verde, possui a íntegra, com 38 minutos e 02 segundos.

3- clique em, Play no Podcast.

Abaixo, 15 tópicos relevantes da longa e bombástica entrevista, divididos pelos minutos do aúdio do link:

1) CRITÉRIOS DA CBF (00:00 a 01:30)

Gutemberg questionou o por quê, com notas altas e acima da média proposta pela CBF, foi excluído. Qual o critério que levaria um árbitro a ser FIFA ou não?

(Transparência em critérios é algo difícil em algumas relações. Se levarmos em conta exclusivamente as notas, um mesmo avaliador pode fazer a nota de um árbitro ir de 0 a 10 com muita facilidade. Entretanto, certamente não são só as notas que levam um árbitro a ser FIFA. André Castro-GO teve atuações muito melhores do que Chicão de Alagoas, mas o segundo entrou para a FIFA em 2012…)

2) ACUSAÇÕES (01:30 a 01:40)

Mentiroso, mariquinha e corrupto”.

Esses foram alguns adjetivos dirigidos ao presidente da Comissão de Árbitros, Sérgio Correa da Silva. Ao longo dos tópicos, entenderemos as queixas.

3) INTERESSES PESSOAIS (01:40 a 02:00)

Quando faz algo pelos anseios pessoais, não precisa dar dinheiro. Corrupção pode ser por presente também”.

Fala em referência a supostas vaidades, interesses pessoais e questionamentos da ética do presidente da Comissão.

4) RELAÇÕES POLÍTICAS E DESRESPEITO AOS ÁRBITROS (02:00 a 05:20)

Os árbitros atuais sabem da sacanagem da comissão atual”.

Gutemberg defendeu o ato de Sálvio Spínola encerrar a carreira, por não concordar com a retirada do nome dele do quadro internacional. Falou sobre o desrespeito à figura do árbitro de futebol, onde os mesmos são usados e descartados pelas comissões. Aqui, não tenho como não me solidarizar com Gutemberg. Corretíssimo.

5) LIGAÇÕES PÓS-ESCALA E RECOMENDAÇÕES (05:20 a 08:20)

Sérgio inventou a situação de quando receber a escala, ligar para ele para receber recomendações”.

Falou sobre a constrangedora necessidade de, após a escala, ouvir conselhos. Citou ainda que logo após ter sido escalado para Corinthians X Goiás (5X1), Sérgio disse: “Vai lá, boa sorte. Vai apitar o jogo do Timão, hein?

Se fosse Corinthians X Grêmio, FlaXFlu, ou outro grande clássico, entendo normal o fato da Comissão de Árbitros ligar e dizer: “Atenção, boa sorte, você está em um jogo importante”. Mas o árbitro ter que ligar? E se fosse São Paulo X Paulista de Jundiaí? Ligaria?

Tal frase, pela experiência de árbitro, não soa bem. Parece intimidação, assédio moral ou qualquer outra coisa indevida. O Goiás lutava na época contra o rebaixamento. Não deveria dizer para ter atenção com o time goiano também?

Agora, não podemos dizer que o campeonato foi encomendado. Teria que combinar com todos os árbitros do quadro que apitaram o Corinthians e os times que brigavam diretamente pelo título. O problema é: sugestionar uma atenção, um privilégio ou um carinho maior com o time grande ou afinado politicamente. Se isso ocorreu, é antiético.

6) PAULO JORGE ALVES E A LAN HOUSE (08:20 a 13:32)

Gutemberg contou um assustador episódio onde Paulo Jorge Alves, ex-bandeira e atual membro da CA-CBF, forjou de maneira cinematográfica certidões negativas contra ele, descobertas em investigação policial! Tudo virou ação criminal e com o depoimento na Polícia por parte do Sérgio Correa de que Paulo seria afastado, o que não houve. Segundo Gutemberg, Paulo continua firme em seu cargo até hoje. As acusações atingiram inclusive Pablo dos Santos Alves, filho de Paulo, que é aspirante à FIFA e que tivera feito as consultas sobre certidões criminais.

Medonho o caso, não?

7) SANTA CRUZ DENUNCIANTE (13:32 a 14:20)

Lembrou-se de uma denuncia do Santa Cruz/PE contra uma suposta atitude de corrupção de Paulo Jorge Alves, onde curiosamente o caso foi encerrado quando o presidente da equipe pernambucana assumiu um cargo diretivo.

Seria o famoso cala-boca?

8) MOTIVAÇÕES (14:20 A 15:24)

Contribuir para que toda a sujeira seja lavada”. Esse foi o mote de Gutemberg, segundo ele próprio.

9) CRIAÇÃO DE SITE CHAPA BRANCA (15:24 A 19:30)

Algo delicado foi a denúncia de que um site chapa branca levantou suspeitas sobre uma negociação do escudo FIFA. Tal site, segundo Gutemberg, dizia que o escudo FIFA foi oferecido a ele em troca de um CT de excelência à arbitragem. E que o mesmo fez inúmeras denúncias falsas e caluniosas.

O árbitro lembrou que é assessor de vereador no Rio de Janeiro, e que solicitado pelo Sindicato dos Árbitros, negociou dentro dos trâmites legais a doação de um terreno para os árbitros, com aproveitamento para toda a categoria, respeitando todos os processos burocráticos. O site teria levantado suspeitas e, segundo Gutemberg, ameaçado sobre questões “hierárquicas”.

Se verdade a negociação, Sérgio Correa seria o negociante? Claro, se há corruptor, há corrupto também.

10) FORTALEZA X CRB (19:30 a 24:48)

Num jogo denunciado pela grande imprensa, onde supostamente as equipes teriam combinado o resultado, e numa contenção de despesas num momento impróprio, bandeiras locais foram escalados no jogo decisisvo para o não-rebaixamento do time do Fortaleza. Foi a partida onde Carlinhos Bala pediu para o zagueiro ajudar (e parece que ajudou…). E se a partida tivesse erro a favor da equipe cearense? Gutemberg era o árbitro escalado nesse jogo.

No mais, a partida foi ao TJD e o árbitro também. As equipes foram absolvidas, junto com o próprio árbitro, Mas a CA manteve-o na geladeira.

11) SAÍDA ANUNCIADA ANTECIPADAMENTE (24:48 a 27:17)

Sua saída foi avisada primeiramente por Ubiraci Damásio, que alertou que ele sairia de qualquer forma. Gutemberg falou de vários colegas de arbitragem que tiveram a carreira encerrada prematuramente.

12) PESSOAS DA CBF (27:17 a 28:20)

Uma lista de pessoas consideradas de bem e corretas foi citada: Manoel Serapião, instrutores e o Dr Edson Rezende.

13) VAGAS FIFA (28:20 a 32:00)

A briga de escudos e atendimento de pedidos políticos foi debatida, com a disputa da vaga de Carlos Simon, número de vagas para o Rio de Janeiro e a ascensão de Péricles, Sandro Ricci e ele próprio à categoria.

14) COMANDANTE CONTROLADOR (32:00 a 34:02)

Gutemberg ironizou a autoridade de Sérgio Correa, lembrando que

se pudesse controlaria o árbitro por controle remoto, sentado em uma poltrona”.

Disse também – e aí concordo plenamente – que Ricardo Teixeira tem coisas muito mais sérias envolvendo Copa do Mundo do quese preocupar com a arbitragem. Ou seja, o mandatário-mor não está nem aí, desde que não se leve o problema a ele.

15) CORRUPÇÃO NO FUTEBOL (34:02 a 38:02)

A entrevista é finalizada com frases de efeito:

Não se seduz por dinheiro apenas, mas por presentes.”

Ou:

Árbitro não pode errar quando o interesse do dirigente é outro”. Ou ainda: “Árbitros são desmotivados pelos sistema atual”.

Mas a principal foi: “

Nas reuniões, não pode gravar, filmar e fotografar nada (…), estamos respirando com canudinho numa lagoa cheia de lama”.

Aí é complicado: tenho todas as ressalvas àqueles que proíbem registros. Por quê proibir? Há algo a esconder?

Recordo-me que um dia, Francisco Dacildo Mourão, então árbitro CBF pelo Ceará, gravou numa vexatória palestra Armando Marques, presidente da CA-CBF na ocasião, onde dava orientações absurdas e pedidos de vistas grossas a certos detalhes da regra e demais situações.

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ACRÉSCIMO: Rubens Pozzi, da ESPN, conseguiu posteriormente falar com Gutemberg, ontem a noite. E, acrescentou algo a mais: Segundo Gutemberg, as escalas para os jogos mais importantes SÃO TODAS VICIADAS. O vídeo está disponível em: http://ht.ly/8ljxr

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Tudo o que foi relatado acima está registrado na entrevista nos links citados. Não tem nenhuma informação particular minha (até porque não sou jornalista, mas ex-árbitro). Em meio aos respeitosos pitacos, quero acrescentar uma opinião bem clara: Gutemberg está sendo criticado por denunciar somente agora, o quê, para muitos, levantaria-se suspeitas dos propósitos. A perda do escudo traria um misto de mágoa e vingança? Para muitos, sim. Ora, fui árbitro e digo: qualquer um que critique atuando, é engolido pelo sistema. Se faz necessário abdicar da carreira para fazê-las. Poucos se arriscaram a isso: os valorosos Cláudio Vinícius Cerdeira e Evandro Rogério Roman, em seus estados, conseguiram herculeamente denunciar e sobreviver.

Independente do momento, todas essas denúncias graves e críticas que são reveladas ao público são feitas com o lembrete de Gutemberg que há provas! Me parece bem fundamentado e embasado para corajosamente vir ao público e fazê-las. Ademais, aquilo que é denunciado é mais grave do que a discussão sobre o valor do momento de quem a faz.

Conheço inúmeros ex-árbitros que nunca reclamaram pois sabem que há a necessidade de comprovação das queixas, que muitas vezes são difíceis de serem obtidas. O assédio moral não deixa rastros e é subjetivo. Não posso citar nenhum nome, claro, pois não tenho autorização. Mas falo por mim: a arbitragem e os dirigentes têm o seu encanto. Sobre o caso, Arnaldo César Coelho disse que “o árbitro acha que dirigente de arbitragem é bonito quando tem escala, quando sai fica feio”. Não é bem assim. Você pode ser confundido com a beleza exterior da categoria, e descobrir a feiúra interior com a convivência, suportando-a por um tempo limitado.

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Por fim, encerro com a reflexão: apurando-se tudo (por caminhos e entidades sérias, julgando e punindo os responsáveis), não está na hora de um choque de gestão? Urgente? Que tal?

Vamos repassar a arbitragem em todas as searas: Comissões, Sindicatos e Cooperativas viciadas, e em todas as esferas: nacional e estadual.

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E aí, depois de tudo isso, o que você tem a comentar? Deixe sua mensagem.

REITERO: AS INFORMAÇÕES E DECLARAÇÕES DESSA MATÉRIA NÃO SÃO DE MINHA AUTORIA, MAS REPRODUZIDAS / TRANSCRITAS DO ORIGINAL CITADO NOS LINKS ACIMA. NESSE ESPAÇO, HÁ APENAS O DEBATE, POIS O BLOG NÃO É DE CARÁTER JORNALÍSTICO, MAS SIM OPINATIVO, DENTRO DE TODO O ESPÍRITO DEMOCRÁTICO E RESPEITOSO.

– Ranking de Árbitros da FPF

Por quê a Federação Paulista de Futebol mantém os dizeres enganosos (já há alguns anos) de que “o Ranking de Árbitros da entidade é divulgado em Dezembro”, se nunca ele é? Estamos no dia 05 de janeiro, e ele se mantém inalterado.

No site, claramente é dito isso. Em: http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem/ranking (se não estiver, é porque tiraram depois da queixa).

Todo ano a mesma agonia. Gente treinando antes das provas finais como Categoria Ouro (mesmo ainda não sendo), alguns se iludindo com a suposta aprovação, e quando a imprensa pega no pé, a entidade diz que o treino independe do ranking e os nomes podem ser outros (e quase nunca são).

 Pra quê iludir? Acabe logo com o Ranking. A Entidade é de Direito Privado, não precisa dar satisfação à sociedade. Ou não é bem assim?

Aí o ranking é divulgado a posterior (e se justificará que o “Regulamento” sofreu alterações ou qualquer outra baboseira para se ajustar a situação constrangedora) e tudo fica pelo dito / não dito.

Assunto que cansa, não?

E você, o que acha do Ranking da FPF? Ela expressa a realidade da competência dos árbitros? Deixe seu comentário:

– Copa SP de Futebol Jr: um engodo dos tempos atuais…

Com pesar, escrevo esse post. Mas sejamos realistas: o que vale a Copa SP hoje?

No campo futebolístico, não revela mais ninguém. No campo da arbitragem, idem. E olha que apitei diversas partidas em diversas temporadas da Copinha.

A Copa SP é deliciosa para se apitar: estádios cheios, gente empolgada, jogadores com os olhos brilhando em busca dos sonhos, mas… Vejo as escalas de árbitros, e colegas que há anos apitam a Copinha. E nos jogos decisivos, árbitros da série A1 acabam sendo escalados. Aí não vale…

Os destaques “sem-nome” devem ter oportunidade de ir até a final. Na verdade, indevidamente a competição é usada para treinar árbitros de mais nome, ao invés de revelar. Discordo desses critérios utilizados, mas respeito-os.

Em relação aos jogadores, muitos ficam devendo futebol. Alguém disse que Neymar foi revelado na Copinha. Lêdo engano, ele era reserva e não jogou quase nada quando entrou em campo. Djalminha e Zico foram revelados nela? Mas será que se a Copinha não existisse, eles também não existiriam?

Pura ilusão.

Ontem, o Corinthians goleou por 9 X 0 o Santos da Paraíba, e o São Paulo enfiou 10 X 0 no Palmas de Tocantins. Isso só ocorre por culpa dos clubes de empresários e times de aluguel. E essa exposição leva o próprio atleta, teoricamente em formação, se expondo ao ridículo.

Respeitosamente, mas… precisava ter “Sociedade Unida da Rondônia”, ou outros times montados sem estrutura nenhuma e com perenidade duvidosa? Lembram-se de algum nome do glorioso Roma, que um dia ganhou a Copinha? Qual jogador de lá vingou?

Reduza-se drasticamente os times, deixando os tradicionais e mantendo as sedes de cidades que tem representatividade histórica no futebol. Acabem com os convites indevidos, antes que esses mesmos clubes acabem com a Copinha.

E, de coração, torcendo para o segundo título do Paulista de Jundiaí na competição!

– Os Novos Árbitros FIFA brasileiros para 2012

Em tempos de Pré-Temporada nos clubes, um assunto do futebol pouco debatido: a importante troca de nomes no quadro de árbitros brasileiros na FIFA! Vamos analisá-la?

A FIFA anunciou os novos árbitros para 2012. Nenhuma surpresa na lista.

Durante todo o Campeonato Brasileiro, especulou-se a entrada de Francisco Carlos Nascimento, árbitro da Federação Alagoana de Futebol, no quadro internacional de árbitros. A questão era: no lugar de quem?

Muitos sites especializados lembraram uma suposta saída do árbitro Gutemberg de Paula, da Federação do Estado do Rio de Janeiro. Sua saída abriria uma vaga para o árbitro que ficou conhecido como “Chicão de Alagoas”. Entretanto, era impensável politicamente admitir que São Paulo permanecesse com 3 vagas FIFA e o Rio de Janeiro apenas 1 vaga. Assim, as especulações, fofocas e boataria correram soltas durante o final do Campeonato Brasileiro, já que se precisaria equacionar a lista regionalmente.

Péricles Bassols, árbitro carioca que era FIFA no ano passado e foi trocado em 2011 por Gutemberg de Paula, também era cantado nas apostas como um nome que retornaria no lugar do próprio Gutemberg (uma troca RJ por RJ). Mas como Chicão entraria na vaga de algum outro árbitro, ficou a dúvida: de quem?

O gaúcho Vuaden quase perdera o escudo, devido as dificuldades na aprovação do teste físico. Mas alguém em sã consciência acharia que o RS ficaria sem uma vaga na FIFA, com todo o bom trabalho da escola gaúcha de arbitragem? Ricardo Marques Ribeiro, de MG, teve atuação apagada. Mas seria interessante politicamente tirá-lo do quadro? O DF está bem representado por Sandro Meira Ricci; O PR tem Heber Roberto Lopes e Evandro Rogério Roman (este, em ótima fase na etapa final do torneio). Nenhum desses poderia ser substituído, se esquecermos a competência e pensarmos na estratégia política.

Sobrou analisar São Paulo, o estado com maior número de vagas, com Seneme, Paulo César e Sálvio. Francisco Carlos Nascimento seria melhor do que algum desses nomes?

Se compararmos ‘carreira’, não.

Se compararmos ‘as atuações de 2011’, também não.

Mas com a saída antecipada de Sálvio Spínola aos 43 anos (que o levou ao encerramento da carreira), uma vaga ficou ‘pingando’. A bola estava ali, para ser chutada… Assim, Francisco Carlos Nascimento entra no quadro da FIFA e a região Nordeste ganha sua vagaSão Paulo se parelha ao Rio de Janeiro com 2 árbitrosPéricles entra no lugar de Gutemberg.

Teremos, portanto, para 2012:

Paulo César de Oliveira – SP

Wilson Luís Seneme – SP

Marcelo de Lima Henrique – RJ

Péricles Bassols Cortes – RJ

Evandro Roman – PR

Heber Roberto Lopes – PR

Leandro Pedro Vuaden – RS

Sandro Meira Ricci – DF

Ricardo Marques Ribeiro – MG

Francisco Carlos do Nascimento – AL

Provavelmente, a Federação Paulista de Futebol não lamentará a perda da sua 3ª vaga, já que tivemos a compensação da (ótima) árbitra Regildênia de Holanda entrando no quadro internacional feminino.

E você, o que achou da troca de Sálvio Spínola por Francisco Carlos Nascimento e de Gutemberg de Paula por Péricles Bassols? Os árbitros foram merecedores da promoção ou não? Deixe seu comentário:

– E o Mundo do Futebol se Prepara para 2012?

Clubes, Jogadores, Árbitros e Dirigentes: o que estão fazendo para o ano novo?

Será que o mundo do futebol está pronto para 2012, ou tudo começará como acabou?

Vejam só: no período de férias das atividades profissionais, os jogadores estão liberados para o descanso. Mas não é irônico ver um boleiro jogar amistoso em Natal/RN e no dia seguinte estar de novo em campo em Porto Alegre/RS? Depois vai alegar cansaço, ritmo forte na temporada… Tudo bem que é jogo beneficente, mas ao mesmo tempo se vê que descanso não há nada.

Até mesmo no mundo das fofocas da bola não se cansa: Adriano é incansável, típico pararraios. Quando não procura problemas, os problemas o procuram! A moça em que se envolveu em confusão mudou o discurso e diz que “ela própria atirou em si mesma”. Doidinha a danada, não? E pelas atividades da moça, vê-se que o Imperador escolhe a dedo suas amigas de noitada.

Mas não são só os atletas: as torcidas organizadas também não conseguem ficar de férias! Ou vamos nos esquecer que esses profissionais torcedores foram pressionar os dirigentes do Palmeiras para não contratarem Richarlysson? Mesmo sem atividade, as organizadas continuam agindo e mantendo o futebol rancoroso, odioso e homofóbico.

Já que falamos de dirigentes, a volúpia em trabalhar deles é incrível. Tirone disse que não tira férias, e só viaja no final de ano se for a serviço do Palmeiras. Andrés Sanches, novo diretor da CBF, se licenciou do Corinthians só por 1 mês (ele não iria abandonar o cargo diretivo pra sempre?). E como esses caras vivem, se não dá para trabalhar no clube e em suas atividades profissionais ao mesmo tempo? Não devem ter 13º salário, né?

Até a imprensa está na ativa! Por tudo isso, o jornalismo esportivo não pode parar. Sempre haverá alguém para registrar mazelas, noticiar os fatos ou estar atento ao que muitos terão passado desapercebidos. Embora, cá entre nós: para eles, assim como eu, não ter futebol aos domingos é muito desalentador…

Por fim, estão lá os árbitros treinando em muitos estados. Eles também não param. Em muitos lugares, as pré-temporadas ocorrerão no começo do ano. Todo mundo segurando a gula para não começar o ano gordinho. Em SP, a pré-temporada com os árbitros OURO 2012 (mesmo sem ranking divulgado e antes das provas – fantástico, não?) ocorre desde outubro. Respeito e discordo da metodologia. Treina, treina, treina, e na hora do intensivão de 10 dias… Nada! Gosto do modelo de internato: fica concentrado treinando fisicamente cedo, praticando posicionamento a tarde e estudando regra a noite. E depois de uma semana nesse ritmo, sai direto do hotel para o jogo! Respeito mas não aprecio a metodologia atual: treina em 4 meses uma vez por semana sem ser profissional nem receber por isso. Imagina o coitado que mora em Presidente Prudente, e que tem que fazer uma quantidade de viagens caríssimas nesse período e pedir licença ao patrão. Se não tiver grana, não consegue se bancar para apitar!

E você, o que acha dos envolvidos no mundo do futebol? Estão se preparando bem para 2012? Deixe seu comentário:

– Quem disse que o Esporte Profissional é Saudável?

Normalmente, jogo golfe aos domingos. Não posso correr mais. Esse é o meu esporte”.

Ronaldo Nazário.

Estou com meu joelho em recuperação por culpa do menisco. Ainda não decidi se opero ou não, mas o desgaste dele tem uma origem indubitável: o desgaste dos treinos para a arbitragem profissional de futebol.

Quando eu atuava, nós, árbitros, sempre nos debatíamos sobre os excessivos exercícios e das cobranças quando ao condicionamento físico. A planilha de treinos não é algo saudável. Hoje, o resultado é esse: problemas físicos em decorrência dos inviáveis treinos.

Você que é árbitro: cuidado. Siga as recomendações do seu profissional de confiança. Não se deixe levar por pedidos indevidos de federações. Em SP, a FPF possui a equipe do Fedato, que é excepcional. E lembre-se: não abuse, afinal, você deve ser árbitro, não corredor.

– O caso Beltrami: uma Singela Opinião

O ex-árbitro Djalma Beltrami foi preso no RJ ontem. Por falta de tempo, não foi possível comentar aqui no Blog.

Conheci ele superficialmente na carreira de árbitro, em eventuais encontros e desencontros quando estava em SP apitando. Confesso que conversei com ele mais vezes por email do que pessoalmente.

Tomo sempre muito cuidado quando alguém é acusado. Levo em conta o histórico (teria condições de fazer algo como fez ou não?); a família (que na maior parte dos casos não tem nada a ver com o suposto crime e sofre junto); a repercussão (alguém tira vantagem do fato?) e, principalmente, a seriedade das provas.

Não tenho condições (e nem me deve tal ato) de acusá-lo ou de absolvê-lo. Penso que as provas dos crimes devem ser claras e evidentes. Todo cuidado é pouco para que injustiças não sejam cometidas.

Leio que ele foi preso por supostamente facilitar o tráfico de drogas em alguns lugares. Mas leio também que já está solto. Aí, ficam claros dois itens:

Dificilmente alguém seria preso com tal pompa ‘de graça’; as provas deveriam ser incontestáveis, pois tal prisão foi bastante divulgada.

Ao mesmo tempo, já foi solto hoje, e sendo assim, quer dizer que as provas podem ser contestadas.

Difícil fazer qualquer juízo. Mas quero dizer algo: se provada a culpa, puna-se com o máximo rigor da lei. E se não tiver culpa, que apareçam e sejam punidos os responsáveis.

O curioso: ele havia substituído o antigo comandante afastado por suspeitas do crime envolvendo a morte da juíza de direito Patrícia Acioli.

Li em diversos fóruns de discussão alguns torcedores já levantando suspeitas de manipulação de resultados. Natural que isso aconteça. Mesmo demonstrando honestidade, qualquer árbitro é acusado. Imagine ele nesse momento, como estará sendo acusado de todas as derrotas dos diversos times que apitou.

Fica a pulga atrás da orelha: se aceitou corrupção do tráfico, que dirá dos clubes ou apostadores?

E novamente a ponderação: e se inocente, como fica a vida do sujeito?

Não queria estar na pele dele.

Quer comentar? Deixe sua opinião:

– 7 Questões Interessantes sobre a Goleada do Barcelona sobre o Santos

O que dá para falar da decisão do Mundial FIFA de Clubes? Um time que beira 80% de posse de bola nos leva a crer em duas coisas: que ele é excepcional e que seu adversário é muito fraco!

Pense bem: 76% é como brincadeira de bobinho, onde um sujeito fica fazendo papel de tolo tentando recuperar a bola. Acontece que o adversário do Barcelona era o Campeão da Libertadores, o Santos!

Será que o futebol sulamericano está tão por baixo? O Barcelona é bom demais, tudo bem, mas a ponto do campeão europeu enfiar 4 gols de diferença no campeão da América do Sul?

Neymar sumiu. E ainda há gente que dizia que o Puyol era caneludoA Jóia da Vila, segundo o Footstats, teve 55 segundos de posse de bola em 90 minutos de jogo!

Visivelmente, o Santos estava assustado; Muricy errou em escalar um time o qual nunca treinou (será que ele não ponderou os riscos de tentar uma formação inédita justo contra o Barça?); e, o pior: a nítida percepção de que o nível entre futebol jogado na Europa hoje é muito diferente do que o daqui.

Não concordava quando diziam que o Neymar precisava jogar na Europa para provar sua qualidade, afinal, ganhou a Libertadores. Acho que estou mudando de idéia…

Mas algo bacana e polêmico, a fim de uma reflexão. Questões imaginárias:

1- O que Muricy pôde falar aos seus atletas no vestiário, depois do acachapante 1º tempo?

2- Há 6 meses, Muricy “era o cara”, o comandante da Libertadores. Para muitos, hoje, ele deveria ser demitido… De bestial à besta em 3 gols. Tem fundamento a sua culpa?

3- Este Barcelona de Messi e Cia (2010) se iguala em majestade com o Santos de Pelé e sua trupe (anos 1960)?

4- Ao invés de time da casa ser convidado para o Mundial, por que não o detentor do título? Seria legal termos a certeza de que em 2012 o Barcelona estará em campo defendendo a permanência da posse do troféu!

5- Neymar, na entrevista FIFA, exaltou o Barça e disse que o Santos é o “segundo maior time do mundo”. Puxa, a diferença entre o futebol do primeiro time para o segundo (segundo a lógica do Neymar) é tão grande assim?

6- Puyol disse que o Barça tem que melhorar a cada dia. Como é que faz, para um time perfeito como o dele?

7- Léo disse bobagem na saída: que o Barcelona seria vaiado se tocasse a bola assim, caso jogasse no Brasil. Seria mesmo?

Por fim, uma observação bacana: na maior parte do tempo, ouvia-se os gritos de “Santos, Santooooss’ sobrepondo as vozes dos torcedores do Barcelona, maioria no estádio. Pena que de nada adiantou..

Sobre a arbitragem: Mundial de Clubes com árbitros do Azerbaijão, Nova Zelândia, Kirguistão, El Salvador? É a globalização do apito…. $ó pode $er i$$o. Mas justiça seja feita: nos lances em que apareceram, o árbitro Ravsham Irmatov (UZB) e o bandeira Bakhadyr Kochkarov (KSG) foram bem. O outro, cujo nome até omiti, nem apareceu no jogo (partida fácil de se apitar, diga-se de passagem!)

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

– Verdadeira Copa do Mundo de Clubes: a fase decisiva da Champions League…

Hoje, ao assistir a exibição do Barcelona contra o Santos pelo Mundial de Clubes da FIFA, me convenço, com dor no coração: o Verdadeiro Mundial de Clubes é a Liga dos Campeões da Europa, em sua fase decisiva.

Os melhores jogadores estão lá; os maiores clubes, a grana e o futebol mais competitivo também. Digo isso sem sentimentalismo pois é a realidade.

E digo mais (isso já estava convencido): nos próximos 100 anos, não teremos um atleta jogando na América do Sul vencendo o Bola de Ouro da FIFA. Não há dúvidas.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– O Maomé do Apito e os Clubes da Montanha

Aquele dito árabe antigo sobre ‘Maomé e a Montanha’ é perfeito para uma discussão interessante sobre a conduta dos clubes e das comissões de arbitragem.

Muitas vezes, os clubes reclamam de critérios de arbitragem. Mas quantas agremiações têm em seus quadros Instrutores de Arbitragem ou Professores de Regra de Futebol na sua Comissão Técnica? Alguns, diz o folclore, têm até Pai-de-Santo oficial, mas acham caro ter algum profissional que ensine o jogador a evitar uma expulsão ou suspensão por cartões.

Ouço o seguinte: no Mundial de Clubes da FIFA, a Comissão de Arbitragem da FIFA chamou as equipes para ‘aula de regras’, mostrando lances a serem evitados e revelando critérios do torneio.

Por que aqui não se deixa a vaidade de lado, e faz-se o mesmo nos campeonatos regionais? Espera-se o clube pedir uma palestra para a Comissão de Arbitragem ir visitá-lo, ao invés das próprias Comissões obrigatoriamente visitarem os clubes. E olha que o torneio FIFA é muito mais importante para os clubes (logo, acredita-se que os times estariam mais atentos com critérios de arbitragem, e a Comissão de Árbitros FIFA não deveria se dar ao trabalho de ir ao encontro deles) do que com os estaduais.

Custa muito os instrutores de árbitros irem até as agremiações, orientando-as, durante as pré-temporadas? Dúvidas seriam esclarecidas, o árbitro seria poupado de “jogadores desavisados” e o número de cartões e jogadas de unfair play diminuiriam.

E você, o que acha disso? As Federações Estaduais deveriam dar palestras aos seus clubes filiados sobre critérios da arbitragem antes dos jogos? Deixe seu comentário:

– O Troféu do Site Placar Real: válido ou não?

Há coisas curiosas que acontecem no futebol brasileiro. Ao invés de aceitar o mérito do vencedor, busca-se o defeito dele. E imputam coisas que beiram o exagero. Por exemplo: a ajuda ou prejuízo deliberado à equipe X ou Y.

Pois bem: o site Placar Real (www.placarreal.com.br) “refaz” placares de partidas considerando o resultado sem erros de arbitragem. E, na tabela refeita, o Vasco da Gama seria Campeão Brasileiro e o Cruzeiro estaria rebaixado. Também alguns dados curiosos: Santos e Flamengo são líderes numa ferramenta chamada Favorecimômetro, onde se analisa quem mais foi beneficiado no campeonato em pontos. E os rabeiras dessa lista são Botafogo e Atlético Mineiro.

Para torcedor fanático, é “açúcar no mel”. Mas, para pessoas que militam na Arbitragem da Futebol, é uma mera brincadeira bobinha. Não que os erros não existam, mas pelo desfecho criado na realidade alternativa oferecida pelo site.

Por exemplo: quem garante que pênaltis não-marcados seriam chutados e se converteriam em gols? Ou que atletas expulsos injustamente fariam diferença caso permanecessem na partida?

Tudo bobagem. Sabe quando a arbitragem decide? Quando, por exemplo, nos acréscimos de um jogo o gol é feito, comemorado, e anulado após a marcação atrasada e errada de um bandeira ou de um apito equivocado.

Nem sempre o árbitro decide no fim do jogo. Ele pode influenciar no começo da partida em alguns casos pontuais. Imagine um time fraco tecnicamente, que logo aos 5 minutos de jogo tem um pênalti a seu favor (marcado equivocadamente) e que acaba convertido. O adversário, mais forte, terá 85 minutos para reverter o resultado. Mas o time fraco que fez o golzinho jogará o restante da partida atrás, chutando a bola para o mato e praticando a cera e o antijogo. Quem garante o placar revertido ou não?

Não dá para dizer que um time que teve uma marcação contrária sempre é prejudicado. Quer um exemplo cabal? O jogo acaba 0X0 numa partida onde um zagueiro botinudo é expulso injustamente. De repente, se esse mesmo zagueiro permanecesse em campo, poderia cometer um pênalti ou até fazer um gol contra! Isso não é benefício a quem teve um suposto erro contrário? Se ficasse em campo, o atleta poderia ter cometido uma infração decisiva ou outro erro crasso contra sua própria equipe!

Em todos os jogos, por mais perfeita que possa ser a arbitragem, acontecem erros. E quem garante qual seria o resultado com os diversos lances marcados de outra forma?

Sugerindo lances e marcações ditas erradas, com a expectativa de criar supostos placares alternativos, podemos até direcionar um campeão como Atlético-GO ou Avaí-SC. Basta o conhecimento e a intenção de quem escreveu essas realidades refeitas.

Uma das funções do árbitro é legitimar um resultado. Se até ele tem essa dificuldade, quiçá leigos (em tempo: os analistas do site Placar Real são: engenheiro de produção e economista)!

E você, acredita que a tabela com resultados ‘corrigidos’ possa ser respeitada ou não passa de uma brincadeira? Deixe seu comentário:

– Vamos fazer a Copa do Mundo em 2 meses!

E o Ministro Aldo Rebello?

Sexta-feira, talvez um pouco aborrecido, ele desabafou em um evento.

Questionado sobre atrasos na Copa do Mundo, disse que:

Se o Brasil quiser, pode fazer a Copa do Mundo em 2 meses”.

Questionado novamente sobre qual seria o estádio da capital paulista, disse:

O Morumbi podia ser sede, sem problemas”.

Questionado pela 3ª vez, sobre oficialmente o Itaquerão ter sido escolhido ao invés do Morumbi, respondeu:

A escolha foi da FIFA, nunca nossa”.

Ah… quantos ‘causos’ devem estar sobre a penumbra das negociatas escusas dessa Copa do Mundo.

E você, acredita que daria para fazer uma Copa em 2 meses?

– Copa do Mundo: Cartão Vermelho para o Twitter e Facebook!

A FIFA determinou na última reunião em Zurich: os árbitros deverão encerrar suas contas em quaisquer redes sociais.

Sinceramente?

Apenas oficializaram o que era feito na surdina…

A informação vem do ex-árbitro Oscar Ruiz, no Footecon, ontem (na cidade do Rio de Janeiro, onde ocorre o evento), segundo matéria do Lancenet, Ed 08/12/2012, pg 26, pelos jornalistas do núcleo “Futebol brasileiro”.

O atual instrutor FIFA aproveitou e anunciou: em setembro de 2012, ocorrerão os primeiros testes físicos com os árbitros para a Copa do Mundo do Brasil em 2014.

E você, concorda com a FIFA? Os árbitros devem apagar suas contas nas redes sociais para poderem continuar atuando? Deixe seu comentário:

– Fenômeno no Campo, Fenômeno da Cartola, Fenômeno do Apito

Ronaldo Nazário foi excepcional jogador. Esqueçam da imagem dele no final da carreira, completamente gordo e desmotivado. Não se recordem do Tolima. Lembrem-se do maior recordista de gols em todas as Copas, ou do atleta que venceu 2 gravíssimas contusões e renasceu para a conquista do Penta.

Nesse momento em que Ronaldo se tornou a voz e a imagem do COL (Comitê Organizador Local para a Copa do Mundo do Brasil 2014), uma frase de alguém que deveria permanecer calado:

Acho que se gasta em tudo. Está sendo gasto também muito dinheiro em saúde, segurança, mas vamos receber uma Copa. Sem estádio não se faz Copa. Não se faz Copa do Mundo com hospital. Tem que ver o que você quer, o que é melhor?

Responda a indagação do Fenômeno.

Eu? Eu quero Escolas, Hospitais e Segurança. Não quero estádios. Nem Copa.

O jogador Fenomenal só não é mais Fenômeno do que o mentor do convite, o presidente da CBF Ricardo Teixeira. A quanto tempo esse cartola é acusado, achincalhado e indesejado? Ao mesmo tempo, nada é provado, sempre condecorado e reeleito pela cartolagem. Essa contradição pode ser explicada por qual fenomenalidade?

Fenômeno mesmo é o andamento da nossa Copa em todos os aspectos. Se fora do campo já está dando o que falar, imagine dentro de campo. Se questionamos ainda a construção dos estádios e, claro, o desenvolvimento e fraco desempenho da seleção de Mano Menezes, o que diremos de outro fator representativo para o futebol brasileiro: a arbitragem?

Para a Copa de 2014, virando o ano para 2012, qual(is) é(são) o(s) árbitro(s) brazuca(s) para a Copa do Mundo? Muito se fala de pré-selecionados. Mas em que documento constam? Quais são? O que farão? Como hoje estão?

O tempo é curto e o futuro nebuloso. Claro. Quem foi a grande revelação do apito no ano? Qual a unanimidade?

Apesar da torcida para que tudo dê certo, mesmo com chance de insucesso, volto a reforçar a minha resposta nas linhas de cima indagadas: Eu quero Escolas, Hospitais e Segurança. Afinal, na Copa do Mundo com mais investimentos públicos em obras privadas da história dos mundiais, fico com a convicção de que é um despropósito termos uma Copa em nosso país.

Para quê serve a Copa?

É só lembrarmos do fenomenal discurso:

Não se faz Copa do Mundo com hospital. Tem que ver o que você quer, o que é melhor”…

O que você, leitor, quer?

– TV em Campo. Pode ou não? No Vasco X Flamengo não pode

Domingo, durante o jogo Vasco X Flamengo, algo inusitado: uma TV foi instalada no banco de reservas para que o time vascaíno pudesse acompanhar o Derby paulista, cujo resultado lhe interessava. Descoberto o fato, o quarto-árbitro pediu na retirada do monitor.

Quem disse que isso é proibido?

Me recordo que Telê Santana trabalhou em algumas partidas com uma pequena TV no banco. Onde está na regra que não pode ter uma TV no banco de reservas?

O árbitro não pode usar recursos eletrônicos para tomar decisões. Isso é diferente.

Treinadores não podem usar ponto eletrônico para se comunicarem com atletas em campo. Luxemburgo o fez num Corinthians X Santos com o meia Ricardinho e a FIFA proibiu. Aí, é o princípio da equidade: um time não pode tomar vantagem em cima de outra por esses meios. Mas leve em conta que a FIFA ainda proíbe explicitamente meios de comunicação eletrônica em campo.

O fato de você ter uma TV no banco de reservas não é como estar usando o telefone celular na área técnica? Ué, se não pode TV, deve proibir o celular. Ou não?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Análise da Arbitragem de Corinthians X Palmeiras, Pacaembu, 04/12/2011, 38º Rodada do Brasileirão

Futebol é ingrato. O melhor árbitro brasileiro em partidas internacionais do ano, e um dos melhores do Campeonato Brasileiro, Wilson Luís Seneme, tirava nota 10 até os 43 minutos do 1º tempo. Mas foi traído por um lance difícil (pênalti para o Corinthians) e por uma interpretação errada (expulsão do Valdívia). No restante, foi bem como esperado em jogo difícil de se apitar.

Numa partida com muitíssimas faltas e nervosismo à flor da pele, logo o árbitro tomou conta da partida. Foi muito bem discernindo faltas e lances de simulação. Aplicou os amarelos no momento que devia e poupou-os na hora certa.

Percebe-se no jogo que ocorreram faltas em excesso. Se tivéssemos o critério do basquetebol, onde falta coletiva e/ou soma de faltas individuais contasse saída de atleta, o jogo não acabava. Curiosidade: Jorge Henrique foi responsável por 4 cartões amarelos e pelo vermelho ao Palmeiras.

Os dois lances de erro maior:

1) Final de primeiro tempo: Corinthians reclama de pênalti em Willian, onde o braço de Henrique teria derrubado o atacante. Por cima, nada. Porém, por baixo, o joelho do palmeirense toca na chuteira do adversário quando ele estava correndo. E, mesmo sem intenção, desequilibra-o. Isto é infração por imprudência, onde não há aplicação de cartão (pela regra 11: não queria, mas acaba fazendo a falta sem querer). E dentro da área, pênalti. Aliás, pênalti difícil de se marcar. Errou o árbitro.

2) Início de segundo tempo: Valdívia vem dividir com Jorge Henrique, ergue a perna depois da bola passar sem intenção de atingir o adversário (lance para falta normal), mas com o braço aberto empurrando o adversário (poderia dar o cartão amarelo). Seneme entende que foi agressão e o expulsa. Detalhe: o árbitro sinaliza que interpretou como cotovelada (foi o gesto que fez). Não foi, errou.

Alguns lances de acerto maior:

1) Expulsão do Wallace: corretíssima! Após inúmeras faltas no jogo, o corinthiano vem com o pé levantado e atinge com a sola nas costas de Maikon Leite. Não venham dizer que foi média, esse é o típico lance que o árbitro não deve tolerar. Acertou no cartão Vermelho.

2) Expulsão do João Vitor: Jorge Henrique imita o “chute no vazio” que Valdívia costuma dar. Seu adversário João Vítor não gosta e atinge com um pontapé o corinthiano. Seneme tenta expulsar, ocorre muita confusão e tem que aguardar vários minutos para poder aplicar o Cartão Vermelho. Neste ínterim, Luan, sem bola e na frente do bandeira Marcelo Van Gassen, dá um pontapé em Jorge Henrique (todos no meio de campo, aos 90 minutos). Antes de retomar a partida, aos 93 minutos, com a confusão dissipada, Seneme expulsa João Vitor. Leandro Castán, na confusão, foi expulso (e os motivos são difíceis de se entender pela transmissão na TV; só pela súmula saberemos). Luan não recebeu o cartão vermelho, mas deveria ter sido expulso. Resta saber se Seneme foi ou não informado pelo bandeira da agressão do palmeirense, afinal, o lance foi visto pelo assistente.

Parabéns ao árbitro, pois a partida foi de alta dificuldade e o número de acertos foi bem maior do que os dos erros. Mas fico imaginando: e se fosse um árbitro de pouco nome escalado? O jogo não terminaria… A bolinha foi feliz no sorteio.

Abaixo, a análise lance-a-lance dos lances da partida para quem quer mais detalhes, analisados no calor do jogo, com outros erros e inúmeros acertos:

04m – Patrick vai com o corpo em cima do Jorge Henrique, sem visar a bola, numa 6ª falta praticamente consecutiva. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 7m, falta comum de Paulinho em Gerley. Alessandro queria tumultuar por reclamação e Seneme advertiu verbalmente, mostrando ‘cara de mau’ e que estava atento.

O jogo está nervoso, duro. Os beijos e abraços entre Felipão e Tite ficaram apenas nas formalidades iniciais.

Aos 10 minutos, o bom trabalho da equipe de arbitragem fica evidente, com o árbitro atendendo ao chamado do bandeira Emerson Carvalho para marcação de falta e o quarto árbitro pedindo calma ao Felipão. Aliás, Scolari está gritando com os seus atletas e com os do adversário. Nítida ‘pilha’…

15minutos- Não tem média: o critério está claro, as faltas cavadas corretamente não são marcadas e as faltas que ocorrem são bem discernidas. Nada de “mais ou menos falta”. Ótimo plano de trabalho do Seneme, arbitragem a ‘la Sulamericana’.

Entre 15 e 20 minutos, não teve futebol. Só faltas. Aliás, muita demora para a cobrança delas, mas nada de retardamento das equipes ou falta de zelo do árbitro, mas cautela de todos.

22m – onde a bola está, há sempre meia dúzia de jogadores. Jogo chato, não há espaços.

Aos 24m, lance polêmico: bola chutada na área do Palmeiras, supostamente bate na mão. Portanto, mesmo se bateu, não foi falta. Mão só pode marcar se intencional.

Aos 27m, no campo de defesa, Alex “Passou o rodo” em Ricardo Bueno. Falta bem marcada. Nossa, perdi as contas da faltas. Aliás, se a conta fosse falta por minuto jogado (não por minuto corrido)….

28m: jogador cai de um lado, outro tropeça, todo mundo ergue os braços… e se o sorteio desse um árbitro sem nome? Xi… jogo não acabaria não.

Aos 34m: Alex tenta um drible, cai sozinho e simula falta. Fica no chão lamentando. Seneme nem bola dá. Repentinamente, levanta e sai jogando novamente… Claro, o empate é do time dele. Qualquer lance é cera dele.

Aos 38m: Leandro Amaro atropela Jorge Henrique e recebe amarelo. Dois cartões para o Palmeiras, dois originados em faltas de Jorge Henrique.

42m: duas faltas no mesmo minuto. Isso é futebol?

44m: Corinthians reclama de pênalti em Willian, onde o braço de Henrique teria derrubado o atacante. Por cima, nada. Porém, por baixo, o joelho do palmeirense toca na chuteira do adversário quando ele estava correndo. E, mesmo sem intenção, desequilibra-o. Isto é infração por imprudência, onde não há aplicação de cartão (pela regra 11: não queria, mas acaba fazendo a falta sem querer). E dentro da área, pênalti. Aliás, pênalti difícil de se marcar. Errou o árbitro.

45m: Na sequência, Fábio Santos matou o contra-ataque palmeirense com falta dura. Deveria dar o cartão amarelo. Errou de novo, agora ao não aplicar o cartão.

Fim de primeiro tempo. Tecnica e disciplinarmente, Seneme deu conta do recado, como esperado, mas ressalvas pelos últimos 2 minutos. Se fosse pelos 43 minutos iniciais, teria sido ótimo. Posicionou-se bem e manteve o fôlego.

Segundo tempo começa. E quente, muitas faltas iniciais.

47m: Valdívia expulso. O chileno vem dividir com Jorge Henrique, ergue a perna depois da bola passar sem intenção de atingir o adversário (lance para falta normal), mas com o braço aberto empurrando o adversário (poderia dar o cartão amarelo). Seneme entende que foi agressão e o expulsa. Detalhe: o árbitro sinaliza que interpretou como cotovelada (foi o gesto que fez). Não foi, errou.

49, 50, 52m: sequência de faltas e tentativas de cavar faltas. Jogo bruto, feio. Palmeirenses começam a reclamar excessivamente.

55m: Jorge Henrique faz falta dura no meio campo e recebe amarelo. Em cartões: 3X1 para ele…

58m: Luan e Wallace se desentendem. Antes da confusão ganhar volume, acabou com o bate-boca advertindo verbalmente.

67m: quase na metade do segundo tempo, o jogo está um pouco (só um pouquinho) menos faltoso. Um homem a menos em campo faz diferença…

70m: Alessandro acerta o lombo de Luan. Cartão amarelo bem aplicado pelo Seneme.

73m: Wallace é expulso: após inúmeras faltas no jogo, o corinthiano vem com o pé levantado e atinge com a sola nas costas de Maikon Leite. Não venham dizer que foi média, esse é o típico lance que o árbitro não deve tolerar. Acertou no cartão Vermelho.

74m: Liedson pisa forte no pé de Henrique numa dividida. Cartão amarelo acertado.

78m: João Vitor recebe cartão amarelo após fazer falta em… Jorge Henrique. De novo! É o 4º cartão que o jogador consegue para o adversário.

79m: Cartão Amarelo ao Chicão. Quantas faltas e quantos cartões! Cada enxadada, uma minhoca.

80m: Dificílimo lance para o bandeira Emerson Augusto, onde o atacante do Palmeiras Fernandão chutou para o gol com o lance já parado. Era impedimento, acertou o assistente, mas podia dar cartão amarelo ao centroavante, por chutar a bola ao gol depois do jogo já parado.

88m: Jorge Henrique imita o “chute no vazio” que Valdívia costuma dar. Seu adversário (e companheiro de time do chileno) João Vítor não gosta e atinge com um pontapé o corinthiano. Seneme tenta expulsar, tem que aguardar vários minutos para poder dar o cartão. Luan, sem bola e na frente do bandeira Marcelo Van Gassen, dá um pontapé em Jorge Henrique (todos no meio de campo, aos 45 minutos). Antes de retomar a partida, aos 48 minutos) Seneme consegue expulsar João Vitor. Leandro Castán, na confusão, foi expulso. Luan não, mas deveria ter sido.

94m: reiniciado o jogo, mas logo após o anúncio do final da partida no Engenhão, nada mais significativo em campo.

– Árbitros de São Paulo estão em Paz

Na Revista Virtual Terra Magazine, há o blog do jornalista Luciano Borges (Blog do Boleiro, acesse-o em: http://is.gd/SoLNih). E ele entrevistou o Cel. Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da FPF.

Na oportunidade, foi questionado sobre árbitros terem medo de não serem escalados por pressão política. E ele respondeu que:

Hoje em dia, isso é quase impossível de acontecer (…) Hoje, o nível de preparação que o árbitro tem aqui, em São Paulo, e a cultura que nós colocamos fazem com que ele trabalhe tranquilo, sem nenhuma influência”.

Ora, em qualquer atividade profissional existe a pressão em diversas formas. Vendedores, por metas. Policiais, pela represália. Professores, pelo aprendizado. E árbitros, pela necessidade de maior número de acertos, pela manutenção do excepcional condicionamento físico, pela pressão do jogo em si, e, claro, pela pressão política.

Seria utopia crer que a pressão política não existe. Se assim fosse, todos os árbitros da categoria Ouro estariam indo a sorteio nas finais do Campeonato Paulista de 2011. Também não ocorreria o fato de suspeitas terem sido levantadas pelo Jornal da Tarde no episódio entre Palmeiras X Corinthians onde Paulo César de Oliveira foi sorteado. Aliás, lembremo-nos que um dia Paulo César de Oliveira foi suspenso por errar num jogo Grêmio Prudente X Palmeiras – mas por questões técnicas, nunca políticas, correto?

O grande problema em geral de todas as federações é: independência. Presidente de Comissão de Árbitro NÃO DEVE receber dirigente de clube para ouvir queixas. Mas isso é permissível hoje.

Todo árbitro, após o jogo, tem o seguinte ritual:

1º) Agradece a Deus pelo término da partida.

2º) Se questiona se foi bem ou mal.

3º) Levanta a dúvida: será que alguém da Comissão de Árbitros está aqui? Será que viram meus acertos ‘in loco’?

4º) Se intranqüiliza: será que algum dirigente do clube A ou B vai reclamar na Federação por algum lance?

5º) Projeta: estarei na rodada de domingo ou do meio de semana escalado novamente?

6º) Debate sobre tudo isso no coletivo, colocando essas idéias e dúvidas com os bandeiras.

7º) Liga para alguém da família e pergunta: e aí? Fui bem?

8º) Volta pra casa ansioso para saber dos desdobramentos de sua atuação.

Tais indicadores não são indícios de que se vive sobre pressão? E num futebol cada vez menos esportivo e totalmente business, a pressão política cada vez é maior. Antes, se preocupava em não errar contra os times grandes. Hoje, dependendo da situação, até erros contra equipes pequenas mas emergentes, como São Bernardo, Americana, entre outras, são preocupantes.

Sem dúvida, a maior pressão estará no próprio comandante da instituição: o presidente da Comissão de Árbitros, que ouvirá os lamentos dos reclamantes. Mas, como disse e reafirmo, NÃO DEVERIA RECEBÊ-LOS, como prova da sua independência. Só o fato de permitir que reclamem é uma demonstração de possível aceite.

Felizmente, como dito pelo Cel Marinho, os árbitros da FPF podem trabalhar tranqüilos. Não será erro contra time grande, assédio político, lamentações de equipes médias, fixação de política demagógica e nem a possibilidade de punições por calções de temporadas passadas que vetarão um árbitro. Amém.

E você, também acredita que não exista pressão política?

Abaixo, a matéria citada:

CHEFE DA ARBITRAGEM DE SP: É QUASE IMPOSSÍVEL POLÍTICA INFLUENCIAR ÁRBITRO

Jogador do Corinthians até este ano, Ronaldo tornou-se, nesta quinta-feira, membro do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. O presidente do clube, Andrés Sanchez, já havia sido anunciado como diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Essa ascensão alvinegra ao poder do futebol nacional intensificou a discussão sobre a pressão aos árbitros para a última rodada do Campeonato Brasileiro, domingo (4), quando o Corinthians disputa o título com o Vasco.

Presidente da Comissão Estadual de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Coronel Marcos Marinho garante que os árbitros não apitam influenciados por questões políticas, como, por exemplo, o medo de não serem escalados para jogos futuros: “Hoje em dia, isso é quase impossível de acontecer”.

Vasco e Flamengo se enfrentam sob mediação de Péricles Bassols, do Rio de Janeiro. O clássico entre Corinthians e Palmeiras caberá ao árbitro paulista Wilson Luiz Seneme, de 42 anos, um dos cotados para apitar a Copa do Mundo de 2014 junto com Paulo César Oliveira, também de São Paulo, e Sandro Meira Ricci, do Distrito Federal.

Hoje, o nível de preparação que o árbitro tem aqui, em São Paulo, e a cultura que nós colocamos fazem com que ele trabalhe tranquilo, sem nenhuma influência – assegura Marinho, que assumiu essa função logo depois do escândalo de manipulação de resultados nas Séries A e B de 2005, ganhando autonomia.

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Uau: estou tomando um remédio forte, e assim como José Simão tem seu colírio alucinógeno, o meu comprimido leva aos mais impressionantes delírios. Tive a impressão de estar na Vila Xurupita, no jogo dos Anjos X São Belarmino. E o juizão, um moreno forte, arrebentou. Mas não é que o coitado do homem se deu mal? Vi um francês que apitou de bermuda cinza e se escafedeu. E um branquelo na geladeira por cair um coqueiro. E outro que passou pelo freezer após um temporal em São José (dos Campos ou do Rio Preto?). Na escuridão vi uma cartela de bingo. E a câmera chegou às 14h. Santa Bárbara, protetora dos raios, rogai por nós.

Vou mudar de medicamento, virei apocalíptico. Cruz credo.

(No Apocalipse de São João, existe a forma literária de linguagem chamada ‘apocalítica’. São João, o Evangelhista – não o Batista – o escreveu de maneira figurada, com termos da cultura do meio que vivia, usando dos simbolismos de sua gente para se comunicar. Soldados romanos, que o encarceravam, nada entendiam; achavam inclusive que o discípulo que se intitulava “aquele que Cristo mais amava” teria enlouquecido…)

– Os Árbitros dos Jogos Decisivos da Última Rodada do Brasileirão

Teremos na derradeira rodada do Brasileirão “finais de título” e “finais de rebaixamento”. E saiu a escala dos árbitros. Vamos comentá-las?

Wilson Luís Seneme e Péricles Bassols apitarão as “duas finais de título” do Campeonato Brasileiro. Claro, se o Corinthians vencer a final paulista, a carioca de nada valerá. Mas iremos conhecer o estilo dos árbitros:

Seneme é o melhor árbitro do país hoje e apitará Corinthians X Palmeiras. E, talvez por ter apitado muitos jogos da Libertadores da América, Eliminatórias da Copa 2014 e outras partidas internacionais, quase não apareceu em jogos do Brasileirão. Dos que trabalhou, foi muito bem.

A marca desse árbitro, paulista de São Carlos, é: apita poucas faltas, deixa o jogo fluir, não tolera indisciplina e costuma fazer vista grossa às reclamações dos treinadores.

E isso é bom para qual time?

Para os dois e para o espetáculo. O jogo corre mais, os jogadores, por o respeitarem, procuram evitar jogadas mais violentas e simulações. O Palmeiras poderá não usar as fatais cobranças de falta de Marcos Assunção, nem o Corinthians com Alex, afinal, tais jogadas são artifícios muito usados pelas equipes e as vezes essas mesmas faltas surgem de simulações. Tite e Felipão, um duelo visto no Campeonato Paulista com desfecho tumultuado, poderão berrar à vontade pois o árbitro estará blindado.

Por fim, me preocupa a questão física. Se o jogo for muito corrido, Seneme pode sentir, afinal, estamos em final de temporada e ele foi bastante exigido.

Já no Rio de Janeiro, Vasco X Flamengo terá a arbitragem de Bassols. Tenho minhas restrições sobre sua performance técnica e disciplinar. Costuma errar em lances bobos e ter dificuldade em relação aos cartões. É muito bem condicionado fisicamente. Mas, fica o alerta: a torcida vascaína não morre de amores por ele por eventuais erros no 1º turno, onde apitou tal partida.

As outras finais do campeonato (pelo rebaixamento) serão:

– Bahia X Ceará, com arbitragem de Wilton Pereira Sampaio-DF, melhor aspirante FIFA de 2011 e em ótima fase (se a vaga aberta na FIFA pela desistência da carreira de Sálvio Spínola não for para ele, será uma pena, pois está fazendo por merecer).

– Atlético MG X Cruzeiro, com Marcelo de Lima Henrique, árbitro que vem de uma boa sequência de jogos, e, principalmente, de um difícil Fluminense X Vasco na última semana (a observar: não tínhamos árbitro mineiro para o jogo?)

– Atlético PR X Coritiba: Sandro Meira Ricci, que vem direto do Mundial Sub15 do Uruguai e é ótimo nome. Dispensa comentários.

Observação: teremos o jogo de despedida de Cléber Wellington Abade em Avaí X Figueirense, que encerra sua carreira por idade. Um excelente árbitro que não foi FIFA mas sempre respeitado como tal.

E você, o que achou dos árbitros dos principais jogos? Deixe seu comentário:

– Apelação da FPF?

A Federação Paulista de Futebol está realizando os testes físicos para os árbitros, visando a temporada 2012. Ocorrerá nos dias 30/11, 01/12, 02/12 e 03/12.

Nos 3 primeiros dias, ocorrerá aqui em Jundiaí, na nova Pista de Atletismo entregue pelo Prefeito Miguel Haddad há 10 dias. Moderna, com os padrões internacionais, substituiu a antiga pista de areia do Complexo Esportivo Nicolino de Luca (o “Bolão”). No último dia, ocorrerá em São José do Rio Preto.

Tudo muito bom. Oferecer aos árbitros uma pista de ótima qualidade é importante. Mas aí vem a observação de como falta profissionalismo à entidade, que muito cobra dos árbitros e pouco oferece à eles.

Vejamos:

1-O teste ocorre em Jundiaí na 4ª, 5ª e 6ª feira, em dias de virada de mês. Ora, se o árbitro não é profissional, fica fácil pedir à empresa para que o libere nesses dias tão importantes, não? Solicitar ao patrão uma folga no dia 30 ou dia 01 é sensacional…

2-Árbitros que moram vizinhos de Jundiaí terão 3 dias de escolha. Árbitros vizinhos de S. J. do Rio Preto só o sábado. Mas e quem mora em cidades mais distantes? E os outros pontos do Estado de São Paulo? Só duas sedes?

3-São Paulo será o centro dos árbitros da Copa do Mundo de 2014. Mas terão um centro de treinamento adequado para eles? Custa crer que a cidade de São Paulo não tenha uma pista de atletismo disponível para seus árbitros e tenha que pedir emprestado às outras cidades. A propósito, se a FIFA desejar, pode concentrar os árbitros aqui na Terra da Uva, pois, afinal, a cidade é bem localizada, a pista de atletismo é boa, o estádio Jaime Cintra pode ser utilizado para outros treinos técnicos, possuímos bons hotéis, além, claro, da boa qualidade de vida de Jundiaí e seus belos pontos turísticos.

4-É incrível imaginar que a Federação de futebol mais rica do Brasil não tenha seu próprio Centro de Treinamento. Acordos com clubes e utilização de estádios para treinamento de árbitros mostra a fraqueza da infraestrutura. Já não era tempo de construir um?

Cobra-se muito profissionalismo dos árbitros; mas não se devolve nada à eles…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Quando Sair e Voltar do Campo é Permitido?

Sempre que um atleta sair de campo por força de uma jogada e de imediato voltar, não existirá qualquer tipo de punição.

Tal discussão vem do prof Ari Grecco, com um vídeo bem interessante para abordar uma situação polêmica de jogo. Abaixo:

Um lance muito discutido no meio esportivo é este do link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=rGs8VKQ0Ng0

Gostaria que elucidasse para os participantes do curso de Arbitragem de Morungaba-SP. As perguntas são:

1-É válido o gol do modo que o vídeo apresenta?

2-Pode um jogador sair de campo, entrar sem autorização, participar do lance de reinicio e fazer o gol?

3-Ele estaria impedido ao entrar em campo?”

Um abraço ao competentíssimo Prof Ari e aos amigos de Morungaba (olha que o Renato Pé–Murcho, que é daí, está cotado para assumir o time principal do Paulista FC na A1). Vamos às respostas e algumas observações:

1-O gol é válido, pois a bola está em jogo e ele só saiu de campo por força da jogada. Ao voltar naturalmente ao campo, não demonstra dolo. Se ele cai atrás da linha de meta, fica no chão dizendo que está lesionado e volta, aí configura uma burla. Nas condições do vídeo, tudo normal (imagine a situação contrária: um zagueiro sai de campo e corre de volta para dentro para disputar uma bola; normal).

2- Nas Regras do jogo, algo curioso: entende-se “reinício” (Regra 8 – Início e reinício da partida) quando a bola está fora de jogo (regra 9), ou seja, o jogo está parado, e precisa da autorização do árbitro (com um apito ou, dependendo do lance, com um mero sinal) para ser reiniciado. Quando um goleiro defende um cruzamento e a mantém pelos seis segundos a bola em suas mãos, ela está em jogo. Quando ele a solta, não há reinício de jogo, pois o jogo não parou. Simplesmente a bola estava em posse do goleiro. Dessa forma, no lance do link, o jogo estava rolando e não houve reinício (mesmo com ela estando nas mãos do goleiro, que a tem em posse, mas não pode ser disputada quando junta do corpo). Não precisa de autorização para o atleta voltar porque ele saiu e voltou ao campo pelas explicações da resposta 1.

Diferente seria a situação onde um atleta sai de campo para trocar a chuteira, beber água, ou receber atendimento médico, volta ao campo de jogo sem autorização, e participa de qualquer lance (nem precisa fazer o gol). O árbitro deve: paralisar a partida e ordenar que ele saia de campo; ao sair, permitir que retorne ao campo; adverti-lo com o cartão amarelo e reiniciar o jogo com tiro livre indireto no local onde o atleta cometeu a infração (um verdadeiro ritual).

3- Não existe impedimento no lance acima, já que a bola estava na posse do goleiro. Lembremo-nos que uma bola que venha do time adversário não configura impedimento.

Entretanto, se o atleta voltasse ao campo e a bola fosse tocada por um companheiro, e ele estivesse mais próximo do que a linha de meta adversária do que a bola e dois defensores (é o conceito da Regra 11 – Impedimento), o jogador estaria em impedimento ativo.

Outras considerações:

-Se um jogador sair de campo para trocar qualquer equipamento, só pode voltar ao campo com autorização do árbitro durante uma paralisação da partida e pelo meio de campo, próximo ao 4º árbitro (motivo: averiguar se o equipamento trocado não infringe a regra).

-Se um jogador sai de campo sangrando, idem (motivo: verificar se o sangramento estancou).

-Se um jogador sair de campo para atendimento médico sem sangramento, pode voltar com o jogo em andamento por qualquer lugar, desde que não seja próximo a jogada e que o árbitro autorize.

-Se uma bola é disputada na lateral do campo, e o atacante e zagueiro saem do campo e retornam, a partida deve prosseguir. Mas se alguém empurrar o outro durante essa saída, não se pode marcar a falta. Deve-se paralisar a partida (advertir o infrator caso exista gravidade) e reiniciar com bola ao chão, no local onde a bola se encontrava. Motivo: para se marcar falta, ela deve ocorrer entre os atletas, com a bola rolando e dentro do campo de jogo.

IMPORTANTE:

Toda a saída e todo retorno do campo de jogo necessitam de autorização. Muitos atletas se esquecem que para sair de campo deliberadamente, necessitam da autorização do árbitro. Não solicitá-la é punível com o cartão amarelo.

– Contratação do Novo Diretor da Seleção é demonstração de Trilhar Sucesso ou Fracasso em 2014?

Já falamos ontem sobre as implicações éticas quanto a ‘arbitragem’ da contratação de Andrés Sanches, presidente do Corinthians, como novo diretor da CBF (disponível em: http://is.gd/VhDLaK).

Mas gostaria de abordar um outro tópico: ontem, na Rádio Bandeirantes, Andrés disse que uma decisão de demitir ou não Mano Menezes será dele, caso exista a necessidade de discuti-la.

Quando técnico do Timão, Mano foi contratado pelo Andrés, com aceite do treinador mesmo estando bem no Grêmio e o Corinthians caindo para a Segundona. Bancado mesmo com a perda da Copa do Brasil, foi mantido, e só saiu de lá para ir à Seleção.

Sinceramente? Acho que Mano Menezes chega em 2014 como treinador mas a Seleção não leva o caneco. A contratação do presidente corinthiano é prova disso. Sem ele, Mano cairia.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Sanches diretor da CBF? Uma Opinião, a ser desmentida ou não pelos Árbitros

Andrés Sanches nomeado diretor da CBF?

Faltando duas rodadas para o término do Brasileirão?

Aiaiai… errar contra o Timão será um problema. Calma! Nada de Teoria da Conspiração, explico:

Um dirigente com ligação umbilical a determinado clube de futebol (seja ele qual for), tornando-se gestor em Federação ou Confederação, tem lá suas implicações.

Infelizmente, as Federações de Futebol, formadas por Associações Profissionais, têm ainda gestões amadoras. Não há executivos do ramo, mas pessoas ligadas aos clubes. Passionalidade fere a Razão e pode extrapolar na relação de trabalho.

Exemplos? Marco Polo Del Nero é ligado ao Palmeiras. Alguém se lembra de algum árbitro vetado por reclamações do São Paulo FC durante o período de sua gestão? Nenhum. Mas temos Paulo César de Oliveira suspenso em Presidente Prudente, depois do erro de Grêmio Prudente (Barueri) X Palmeiras, contra o Verdão. Calma de novo: PC foi suspenso por um erro técnico pela Comissão de Árbitros (embora o Palmeiras tenha reclamado e muito!); entretanto a sensação é de que o pedido de punição tenha sido facilmente aceito. Não dá a impressão de que, se o SPFC é desafeto e reclama, não dá nada. Mas se erra contra o time do presidente… Xiiiiii…

Percebem como um dirigente de clube em cargo executivo de Federação pode ser polêmico?

Exemplo 2: Árbitros da FPF diziam que as cidades de Taubaté e São José dos Campos eram verdadeiros cemitérios de juízes, devido ao fato de José Evaristo Manuel, presidente da Comissão de Árbitros da FPF na gestão anterior, ter sido presidente do Taubaté. Entretanto, o tradicional time taubateano amargurou nesse período a 3ª e 4ª divisão. Mas errasse contra para ver… todo mundo queria fazer a ligação do dirigente da FPF com suposta má-fé.

Andrés Sanches é fortíssimo em questões políticas. O anúncio desse novo cargo não poderia ser feito APÓS o término do campeonato? O cargo dele não terá nada a ver com o da Comissão de Árbitros da CBF, mas pergunte a qualquer árbitro se a nomeação antecipada não faz pensar em pressão? Não se estará errando contra o time do espanhol, mas contra o time do novo diretor da CBF.

Vai encarar?

Claro que tudo isso é suposição. Mas… em off, pergunte aos árbitros o que pensam sobre isso?

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

– Lista Coerente da CBF?

Saiu a lista dos melhores do Brasileirão. Não vou palpitar quanto aos jogadores, mas sim sobre a arbitragem.

Causou-me surpresa a ausência do Wilson Luís Seneme. Meu voto seria para ele, por regularidade e competência. Embora, sejamos francos: às vezes ficamos com as últimas impressões.

Paulo César de Oliveira está na lista, e em diversos fóruns de discussão, ouço e leio que ele foi uma surpresa. Claro, estão com a lembrança dos dois últimos jogos, onde PC foi mal. Mas e o restante de ótimas partidas, não se leva em conta?

Se contássemos as últimas 10 rodadas, o bola da vez seria o Evandro Rogério Roman. Foi o melhor na reta final. Mas assim como os 3 pontos da Rodada 1 valem tanto quanto os 3 pontos da Rodada 38, a qualidade das arbitragens idem. A avaliação deve ser sistêmica, nunca pontual!

Ops: na lista estão Sandro Meira Ricci, Leandro Pedro Vuaden e Paulo César de Oliveira. Deles, quase dá empate triplo. Gostaria de votar no amigo PC, mas creio que o Ricci foi um pouco melhor no campeonato todo.

– Árbitro Alemão, Congresso de Arbitragem Brasileiro e Ações Práticas: a distância é extrema…

Dias atrás, na Alemanha, o árbitro da 1ª Divisão da Bundesliga (Campeonato Nacional), Barak Rafati, tentou o suicídio. Ele estava escalado para o jogo entre Colônia X Main e os bandeiras o encontraram com os pulsos cortados no banheiro do hotel em que se hospedavam, horas antes da partida.

Muito se especulou sobre os motivos. Mas o presidente da Comissão de Árbitros alemã, Herbert Fandel, declarou, segundo o Uol Esportes (clique em http://is.gd/uXQRNq para a citação):

Os árbitros são criticados e colocados na opinião pública (…) Nos últimos anos, as decisões dos árbitros estão sendo colocadas no centro das atenções da mídia e muitas situações que não são claras são interpretadas contra o árbitro, e isso se soma ao comportamento desrespeitoso de alguns treinadores, funcionários e jogadores.”

Ou seja: tanto lá como cá, os árbitros são culpados por tudo. E a queixa do dirigente é objetiva, já que ele lembra que erros de grande dificuldade, não-claros, sempre são criticados (às vezes, por pessoas que nem entendem das Regras do Jogo). E o árbitro citado houvera sido eleito, pela 3ª vez, como o pior árbitro do Campeonato Alemão pela conceituada revista Kicker. Tudo isso, somado ao ambiente de unfair-play e desrespeito criado contra os árbitros de futebol, poderia ter culminado nessa tentativa de suicídio, segundo Herbert Fandel.

Claro, seria exagero afirmar que ele tentou se matar por culpa dos percalços da carreira na arbitragem… mas… o que isso tem a ver com o tema do post?

Tudo a ver!

Concomitantemente, em Florianópolis, era realizado um Congresso de Dirigentes Sindicais de Árbitros, organizado pela ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol). Presidentes de Sindicatos de Árbitros de quase todo o Brasil estavam na aprazível capital catarinense (ninguém faz Congresso em Cubatão, Franco da Rocha, Francisco Morato… – só em local turístico de belezas naturais incontestáveis) e, ao invés da concentração de esforços sobre temas que busquem respeito aos árbitros de futebol, priorizando tópicos como os do relato crítico do dirigente alemão (que são situações idênticas às nossas), houve tempo para homenagens a dirigentes do apito, entre eles, o presidente da Comissão de Árbitros, Sérgio Correa da Silva.

Nada contra a figura do presidente. Mas ‘homenagear por bons serviços prestados à arbitragem o presidente da CA-CBF’ não é esnobar o tempo escasso, em oportunidade não corriqueira, onde coisas mais importantes deveriam ser discutidas? Aliás, é curioso: confesso ser ignorante o suficiente em ter na lembrança algum sindicato homenageando o patrão.

A pergunta é: o que de prático resultou do Congresso da Anaf? O que mudou e mudará na vida de cada árbitro? Afinal, quem manda e os que representam os mandados estavam juntos reunidos.

Infelizmente, a resposta parece ser evasiva mesmo…

– Gol de Mão, Intencional, vale?

Parece pegadinha. E ‘é’; e ao mesmo tempo, ‘não é’.

Claro que centroavante não pode fazer gol com a mão de propósito. Um gol de mão só valeria se fosse marcado sem intenção: ou seja, bola cruzada, bate despropositalmente no braço/mão do atacante e entra. Nessa circunstância (sem intenção), tudo bem.

Mas há uma possibilidade: Gol de goleiro.

Repararam que a gente automaticamente pensa em jogador de linha? E com o goleiro existe a hipótese (dificílima de se concretizar) de um gol de mão proposital acontecer: o arqueiro de uma equipe lança com força a bola para o ataque (fazendo uso das mãos), ela atravessa o campo e cai na outra área; o goleiro adversário dá uma bobeada e a bola entra. Gol. E gol de mão!

Sabem quando isso vai acontecer em um jogo oficial? NUNNNNNNCAA. Ou melhor: a chance existe, embora seja ínfima.

*ATENÇÃO: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM.

– Regra 11: a Obscuridade que mostra que nem sempre a ‘Regra é Clara’: quais as mãos que ‘tiram’ ou não um impedimento?

A expressão cunhada pelo ex-árbitro Arnaldo Cézar Coelho de que a “Regra é Clara”, caiu há tempos no gosto popular. Claro, repetida como um mantra nos jogos da TV Globo, tinha que se tornar uma verdade pelo senso comum. Mesmo que ela não seja em alguns casos.

Uma situação que contraria o bordão pode ser um detalhe da Regra 11 (Impedimento): Discernir a famosa “mesma linha” de um impedimento. O que é a ‘mesma linha’?

Tenho num caderno de anotações de uma das Pré-temporadas que participei em preparação ao Campeonato Paulista (2004), onde está grifada a expressão: “tronco, cabeça e pé devem ser levados em conta e MAIS NADA” (rabiscos de uma discussão sobre o tema). Isso se refere a distinguir a mesma linha: se o tronco, cabeça e pés do atacante da equipe A e os equivalentes do zagueiro da equipe B (que é o penúltimo jogador adversário) estão em mesma linha, segue o jogo. Mas estando o pé do atacante à frente, mesmo com o tronco em mesma linha, dá-se o impedimento. Entretanto, se for a mão desse mesmo atacante ao invés do pé, não se dá o impedimento, pelo fato de que o atacante não pode dominá-la (seria falta, pelo uso indevido das mãos na bola, infração da regra 12).

Mas e se a mão fosse do adversário?

Ôpa! Aqui vem a discussão inteligente. Vamos lembrar a Regra 11? Em suma:

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha da meta adversária exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral, tiro de meta ou quando o jogador é lançado de seu próprio campo.”

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance, tocando-a;

2-    Interferir contra um adversário;

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição.”

A polêmica começa a surgir nas diretrizes da Regra do Jogo 2012:

– impedimento “mais próximo da linha de meta adversária” significa que qualquer parte de sua cabeça, corpo ou pés encontra-se mais próxima da linha de meta adversária do que a bola e o penúltimo adversário. Os braços não estão incluídos nessa definição.

Se preferir o texto original, está na pg 102 do livro de Regras que a FIFA disponibiliza em seu site, na seção de “interpretação das regras” (Interpretation of the Laws of the Game and Guidelines for Referees):

nearer to his opponents’ goal line” means that any part of a player’s head, body or feet is nearer to his opponents’ goal line than both the ball and the second-last opponent. The arms are not included in this denition.

Portanto, não há dúvida na tradução: braços (e consequentemente mãos) do jogador da equipe que ataca são proibidos. Claro, afinal, se ele tocar a bola com as mãos ou braços, é infração punível com tiro livre direto ao adversário. Portanto, não podem ser levados em conta no impedimento pois não se joga com esses membros.

Porém…

Quem disse que isso vale também para a equipe que defende?

Toda a atualização, não só na carreira de um árbitro mas na vida profissional e pessoal de qualquer cidadão, se faz necessária. E quando se tem amigos mais competentes que você, nada melhor do que trocar informações, ouvir, discutir e aprender. Sendo assim, liguei ao Prof Gustavo Caetano Rogério, meu formador como árbitro de futebol (e de centenas de outros árbitros – e que curioso- os FIFAS de São Paulo de hoje são todos formados por ele, quando a frente da CEAF-SP e da EAFI, em conjunto com Antonio Cláudio Ventura). No bate-papo, a lembrança da existência do Espírito da Regra do Jogo para se elucidar dúvidas do texto (no futebol, deve-se buscar e privilegiar o gol sem nunca produzir benefícios ao infrator). E o consenso (aliás, dois consensos):

CONSENSO 1a regra é obscura se há equivalência na interpretação da mão do zagueiro estar na frente da mesma linha do corpo (ela importa ou não para avaliar o impedimento?), pois, afinal, o texto só fala da exclusão da mão do atacante, mesmo estando mais próxima da linha de fundo adversária. Portanto, a regra não é clara (nem sua diretriz) sobre CONSIDERAR OU NÃO A MÃO/BRAÇO DO ZAGUEIRO. Você pode interpretar que se ele não é um atacante, e pela omissão da regra, poderia levar em conta esse mesmo braço do zagueiro adversário e considerá-lo um elemento que dê condição ao atacante. Só que também pode interpretar que, assim como o atacante não pode fazer uso das mãos, o penúltimo jogador zagueiro também não. O consenso é: a redação da diretriz deixa a dúbia interpretação.

CONSENSO 2e se o penúltimo jogador da defesa for o goleiro? A regra fala em second-last opponent, ou seja, o segundo último oponente, que pode ser zagueiro ou goleiro. Imagine o lance: Bola lançada para o centroavante da equipe A, que é o jogador mais avançado da equipe que ataca, e está posicionado dentro da área penal. Quando a bola é lançada, por motivos quaisquer do jogo, o zagueiro da equipe B, que defende, está embaixo do travessão, e o goleiro da equipe B na mesma linha do atacante A. Se o goleiro estiver com a mão esticada em direção à sua linha de meta, DEVE-SE CONSIDERÁ-LA; afinal, ele pode usá-la dentro da área penal (coisa que o zagueiro não pode).

E aí, confesso que fico na dúvida: o ‘dito-cujo’ que escreveu a regra não cita nada em relação ao adversário propositalmente, pela específica situação do goleiro, acreditando que os especialistas dirimiriam facilmente essa questão (zagueiro não leva em conta a mão e goleiro leva, portanto a não especificação no texto), ou simplesmente redigiu de maneira duvidosa e inconscientemente, não levando em conta a discussão “se do atacante pode, do zagueiro também poderia ou não?”

Penso que a segunda hipótese é a correta. E entendo o seguinte (aqui, é interpretação pessoal): apesar do texto citar a mão/braço do atacante e se omitir em relação ao zagueiro, ambas não podem ser levadas em conta no impedimento (exceto o goleiro da equipe que defende, pois pode fazer uso delas). A questão de se citar o atacante seria apenas um reforço para a afirmação da idéia de que só podem ser analisadas as partes ‘jogáveis’ para saber se alguém está a frente (por isso a citação de cabeça, tronco e pés, e o lembrete: braço/mão não pode). Valeriam, por tabela, a um suposto zagueiro.

Cá entre nós: 47m do 2º tempo, um time precisando ganhar e no ataque, o outro tem até o presidente dentro da área pois não pode perder… Será que os jogadores e torcedores teriam paciência em lembrar desses detalhes da regra e da discussão se ‘pode ou não pode’? Vai poder para quem interessar e não vai poder para quem se sentir prejudicado…

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

(visite esse artigo também no Blog “Pergunte ao Árbitro”: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/11/22/regra-11-a-obscuridade-que-mostra-que-nem-sempre-a-%e2%80%98regra-e-clara%e2%80%99-quais-as-maos-que-%e2%80%98tiram%e2%80%99-ou-nao-um-impedimento/)

– Depois de saber do Sálvio… Até tu, Dante? Por quê mais um cara bom parou?

Depois de saber que o Sálvio parou em protesto contra a CBF (para quem não viu, leia aqui: http://is.gd/DeyYtr), soube que o amigo Dante Mesquita também parou.

Não dá para entender o porquê. Pessoa da mais alta qualidade, bom árbitro, caráter excepcional, estudioso…

O que deve ter acontecido?

Aliás, que raio de mistério é esse? Pessoas de bem parando?

Fica até a sugestão para uma pesquisa ou post posterior sobre o assunto…

– Sálvio Spínola Fagundes Filho abandona o apito. Quais as implicações imediatas?

Fiquei surpreso, assim como a maciça maioria dos árbitros de futebol.

Com exclusividade, o jornalista Wanderley Nogueira noticiou: “Sálvio Spinola renuncia” (link do blog do Wanderley Nogueira, com a informação completa, abaixo).

Mas o que isso representa?

Muita coisa. Muita mesmo!

Primeiro: Sálvio, segundo o jornalista, estava preocupado em perder o seu escudo FIFA, pois a CBF queria repassá-lo a algum árbitro apadrinhado politicamente.

Tal fato impressiona. Sálvio é hoje o árbitro brasileiro mais atuante e respeitado internacionalmente, tendo apitado a final da Copa América. Certamente, se o Santos estivesse fora da Libertadores, também seria o árbitro da final da competição sulmericana. E quem herdaria o escudo? Ora, vide as escalas do Campeonato Brasileiro: há aspirantes da FIFA com péssimas atuações que não saem das escalas. Francisco Carlos Nascimento é um deles. E aqui não é informação, mas levantamento de hipóteses: seria “Chicão” o destinatário desse distintivo? Ou tem algo a ver com uma ‘suposta troca de escudos’ ou luta pela manutenção, alardeada por sites de arbitragem, jornais e demais noticiários entre a vaga de Gutemberg de Paula e Péricles Bassols?

(segue matérias dos sites Voz do Apito – http://is.gd/uCjigA e do Apitonacional – http://is.gd/yFCluV, sobre Gutemberg, FERJ, CBF e FIFA )

Sem reprovação de árbitros em teste físico, dificilmente uma das 10 vagas da FIFA ao Brasil seria disponibilizada a outro oficial fora do quadro atual.

A CBF tiraria uma vaga paulista e a remeteria para Alagoas?

Sálvio teria ainda 2 anos de arbitragem, e como ex-FIFA, ganharia a condição de “especial”. A desculpa da Comissão de Árbitros seria a de que, como ele não poderia ir à Copa do Mundo, daria o escudo dele a alguém mais jovem, para treinar o novo árbitro com mais tempo?

Segundo: Na matéria, Sálvio não aceitou “pedidos e sugestões” da Comissão de Arbitragem.

Uau. Combina com o caráter do Sálvio demonstrar e praticar a honestidade. Mas há algo gravíssimo: quais os pedidos e sugestões? O que seria isso? A outros árbitros isso também ocorreu e/ou ocorre? Será que ninguém aceitou?

Fora as informações com a credibilidade de Wanderley Nogueira, o resto é especulação. Penso que Sálvio deveria vir urgentemente a público se manifestar, pois, afinal, a bola ficou pingando:

Há pedidos de fabricação de resultados?

O campeonato perdeu a lisura?

O que realmente está acontecendo?

Se acontecer algum erro crasso que possa influenciar ou beneficiar equipes, a primeira coisa que se lembrará é: Sálvio deixou no ar que algo estava acontecendo... – Por isso a importância da manifestação, que, particularmente, creio que ocorrerá no momento adequado!

Em tempo: parabenizo a decisão do Sálvio. Nada mais do que a corajosa ação se podia esperar de alguém como ele. E, como disse em sms ao próprio, espero que possa se adaptar rapidamente à nova rotina, coisa que, segundo ele me respondeu, já estava preparado.

Boa sorte ao íntegro homem e cidadão Sálvio Spínola.

Abaixo, extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2011/11/18/

ÁRBITRO SÁLVIO SPÍNOLA RENUNCIA

Depois de 917 jogos, 20 anos de carreira e os 8 últimos anos com o distintivo da Fifa, o árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho renunciou à arbitragem. Uma decisão surpreendente e preocupante.

Logo após o último jogo entre Colômbia e Argentina, vencido pelos argentinos, Sálvio pediu que os árbitros assistentes fizessem um brinde com ele. Os auxiliares pensaram que o árbitro estava comemorando a boa atuação.  Não era. Com o rosto entristecido informou naquele momento quase solitário que estava encerrando a carreira.

Sálvio informou à Conmebol da sua irrevogável decisão.  A CBF e os chefes da arbitragem brasileira já sabiam que o experiente árbitro “faria alguma coisa”. Ele já estava fora das últimas escalas.

Dentro de alguns dias, Sálvio Spínola promete esclarecer os reais motivos da sua decisão. Mas, já é possível garantir que são vários os componentes. Um deles: a intenção da CBF em tirar o “seu” escudo Fifa para atender o pedido de um influente político a favor de um apadrinhado.  Sálvio ainda poderia apitar os dois próximos anos.

Outro fator que serviu de gatilho para a renuncia foi não aceitar, digamos, pedidos e sugestões da comissão de arbitragem. Algo que ele repudia.

Agora, só resta ficar de olho nesse “jogo.”

– Fabrício, do Cruzeiro, chama o árbitro de ‘Babaca’ e incita agressão!

Dias atrás, falamos sobre o rigor das punições na Premier League, preocupada em evitar reclamações típicas de chororôs ou de incitar a violência. André Villas-Boas, treinador do Chelsea, foi indiciado por dizer que o árbitro sentia a pressão da torcida adversária, após derrota de sua equipe (em: http://is.gd/gOASUN ).

Aqui no Brasil, se fala a vontade e quase nunca deu nada. E, às vezes, se extrapola. Hoje, o jogador do Cruzeiro-MG, Fabrício, incitou publicamente a agressão contra árbitros. Veja:

Todo mundo recrimina o Falcão por tentar dar um chute num árbitro, mas um cara desse merece. Não pude fazer nada dentro do jogo. Esse cara é um babaca. Prejudicou, inverteu um monte de falta. Eu não consegui jogar. É complicado. Esse dentista tem que trabalhar na profissão dele.

E você? Acha que declarações como essas são perigosas ou esse tipo de reclamação não incita ninguém? Deixe seu comentário:

Lembre-se da agressão ao árbitro Jean Pierre… A ANAF se pronunciará?

Extraído de: http://ht.ly/7wLTG

FABRÍCIO PEDE JUIZ CARIOCA DE VOLTA AO CONSULTÓRIO E DISPARA “ESSE CARA É UM BABACA”

Insatisfeito com o trabalho da arbitragem no empate sem gols entre Cruzeiro e Avaí na noite de quarta, o volante Fabrício se disse perseguido e não poupou críticas à atuação do juiz carioca Péricles Bassols Cortez. O jogador da equipe mineira ainda afirmou que o árbitro é seu inimigo número um e que deixou de marcar várias faltas em cima dele no jogo.

“Queria deixar só um comentário sobre esse babaca desse Péricles: esse cara é meu inimigo número um. Ele avisou aos jogadores na hora que entrei que eu não poderia nem falar com ele. Então não pude falar, recebi faltas e ele não deu”, declarou Fabrício, que lembrou da tentativa de agressão do jogador de futsal Falcão a um árbitro na final da liga futsal, no jogo entre Santos e Carlos Barbosa.

“Todo mundo recrimina o Falcão por tentar dar um chute num árbitro, mas um cara desse merece. Não pude fazer nada dentro do jogo. Esse cara é um babaca. Prejudicou, inverteu um monte de falta. Eu não consegui jogar. É complicado. Esse dentista tem que trabalhar na profissão dele”, seguiu com os ataques o atleta.

Fabrício ainda sugeriu que Péricles Bassols Cortez não precisa do trabalho como árbitro. “Ele esculhamba com a partida. Não sei se é porque ele não precisa dessa profissão. Ele é dentista e deve ter grana pra caramba. Então, acho que tem que procurar fazer outra coisa, assim não dá”, concluiu.

– Quando um Jogador pode “jantar” um Árbitro? Atlético-PR X São Paulo, Brasileirão.

Na linguagem do futebol, as expressões “jantar, engolir, ganhar, dominar, anular” um juiz de futebol, se referem ao fato de um atleta usar de malícia e sabedoria para ludibriar a arbitragem.

Nesta quarta-feira, na Arena da Baixada, Paulo Baier jogou muito bem e “jantou” o árbitro Pablo dos Santos Alves.

O carioca, que atualmente é aspirante à FIFA e está locado na Federação Capixaba, é um bom árbitro. Nada de excepcional. Mas algo tem sido um pecado: a inexperiência. E isso é fácil observar, basta responder a seguinte pergunta: Paulo Baier, com quase 40 anos de idade, tem quanto tempo de futebol (desde as categorias amadoras?). Não duvido que o tempo de jogador de futebol do atleta seja maior do que a idade do árbitro. E isso foi preponderante!

Nas inúmeras faltas marcadas a favor do Atlético, o jogador ía lá, conversava com o árbitro; pressionava, dava sua sugestão, pedia um cartão, e… demorava para reiniciar a partida. Nas faltas contrárias, Paulo Baier também conversava com o árbitro, questionando as marcações!

Pablo dos Santos Alves não pode sucumbir à pressão. É difícil apitar na Arena da Baixada. Diferentemente do Morumbi, onde o árbitro nada sente, alguém inexperiente pode sentir lá no estádio atleticano, mesmo o jogo não tendo lances polêmicos. Pressão pode acontecer até em jogo fácil, como este. E Antonio Lopes, treinador esperto, malaco, rodado, soube tirar proveito de tudo isso.

Lopes de um lado, Leão do outro? Coitado do 4º árbitro…

Um jogador pode “jantar” um árbitro quando sente fragilidade nele. O erro de Pablo foi não vibrar com o jogo, ser passivo, permitir a fala contra ele. Deixou Antonio Lopes reclamar e gesticular a vontade, sendo que por 4 vezes no 1º tempo o Quarto Árbitro teve que conter os ânimos. Paulo Baier, com toda a sua experiência, ficou ao pé do ouvido do árbitro na partida inteira.

Ainda sobre o jogo, 3 observações importantes:

1- Excessivo retardamento na reposição de bolas por parte do Atlético (se fosse Futsal, onde o cronômetro pára, estaríamos até agora jogando). A ‘cera’ só foi coibida com o cartão ao Paulo Baier (quantas vezes eu o citei, hein?) quase no apito final! Retarda o jogo inteiro e o adverte próximo do término?

2- A inexistência de Advertências Verbais. Ou era cartão, ou não era nada. A ‘bronca do árbitro’ não apareceu.

3- Pênalti no Rivaldo, no segundo tempo. Titubeou o árbitro.

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

Ops: não posso deixar de observar: que jogaço no Engenhão, não? E lá, o árbitro Francisco Carlos Nascimento – AL, deu um pênalti ao Fluminense que resultou no quarto gol, que certamente invejaria o lance dele próprio na partida Santos X Atlético-PR, no Pacaembu. Se não foi nada o tranco de Cleber Santana em Neymar (jogo apitado também pelo Francisco), o lance de Fluminense X Grêmio menos ainda! Nenhum árbitro marcaria aquele ‘pênalti’ para o Flu; talvez nem o próprio atleta… Lamentável!