– Gol de Vento Vale?

E aí, o que o goleiro vai justificar?

Em pré-temporada, o Dínamo de Kiev jogou amistosamente em Israel contra o Maccabi Haifa. O goleiro do Maccabi vai repor a bola, chuta a frente… e aquilo que todo árbitro diz que nunca vai acontecer, enfim acontece: o vento é tão forte que faz a bola retornar e entrar no próprio gol.

Gol contra de goleiro válido, pois a bola estava em jogo. Se fosse de tiro de meta – atenção – não valeria!

A prova do lance está em: http://mais.uol.com.br/view/dkjtur21ntam/goleiro-repoe-a-bola-vento-ajuda-e-faz-gol-contra-espirita-04028D9B3766D4A92326?types=A&

Obs: Se uma bola entrar direto no próprio gol a partir de um tiro de meta, marca-se escanteio para o adversário; se ela bater num companheiro do goleiro (e ele estiver dentro da área), repete-se a cobrança de tiro de meta; se ela bater no companheiro do goleiro fora da área, valida o gol.

– Análise de Arbitragem: Palmeiras X São Paulo, 26/02/2012. Como foi a Arbitragem?

Antes do Choque-Rei de hoje, muita coisa extra-campo: por exemplo, as reclamações do São Paulo de que a viagem de avião para Presidente Prudente houvera custado R$ 75.000,00, despesas de R$ 25.000,00 com hotel e outros custos que totalizaram R$ 120.000,00. O Palmeiras não teve esse custo, já que foi bancado pela Prefeitura Local. De fato, a questão de ‘venda de mando’ é complicada. O time da capital paulista mandar seu jogo a quase 600 km não está errado? Sua sede não é Prudente!

Imagine as dificuldades do árbitro Wilson Luís Seneme, que passou dias na Granja Comary realizando uma série de treinamentos da FIFA, e desgastado após tal encontro, ter que viajar de Teresópolis, na Serra Fluminense, para quase a divisa do estado de SP?

Sugestão: já que a Federação Paulista de Futebol permite tais situações, por que não otimizar a logística e promover um só voo, com as duas equipes, arbitragem e fiscais da Federação? Economia e inteligência para todos.

Outra questão: uma lista de “erros de arbitragem contra o Palmeiras” divulgada pela equipe alviverde, contendo pênaltis contra e a favor, foi divulgada na véspera. Irrelevante se considerarmos que foi feita pelos estudos de Luís Felipe Scolari, que, evidentemente, não falaria sobre números contra sua equipe. Além, claro, do fato do próprio Felipão colocar sua equipe no vestiário de visitante, mesmo estando na condição de mandante, nitidamente para efeito motivacional.

Vamos ao jogo dentro de campo:

– 4 minutos, falta que originou o gol do Palmeiras: Força desproporcional no tranco de Casemiro no João Vitor; aquilo é o tranco que não pode, pois, na regra, tranco tem que ser uma disputa de força leal. Se o atleta que tem a posse não poder disputá-la para a continuidade do domínio, vira infração.

– Lance aos 16m entre Willian José e Henrique dentro da área: não foi nada, jogador sãopaulino se desequilibra e cai.

– Aos 33minutos, um ato coletivo de desinteligência, que passou desapercebido por muitos. Seneme estava durante a partida sinalizando o local correto de todas as saídas de bola para a correta cobrança de lateral. O jogador palmeirense cobrou o arremesso lateral num local incorreto, antes do ponto que a bola saiu (mais na sua defesa). Não importa se ele cobra mais a frente ou mais atrás, o erro é cobrar no local errado. Seneme parou o jogo e deu reversão. Mas como jogador não conhece detalhes da regra, novamente o palmeirense pega a bola e aí cobra no local correto – o que está errado, pois a bola passa a ser do São Paulo. Na “re-cobrança”, Seneme novamente pára o jogo, dá uma bronca e manda o São Paulo cobrar a falta. E o lateral do São Paulo, sem entender direito, vai cobrar o lateral e fica vacilando. Não é que o adversário, vendo a bobeada, pega a bola das mãos dele e cobra o lance? Situação de várzea, que levou quase 1 minuto do jogo, e que Seneme, cansado da incompreensão dos atletas, relevou.

– Gol do São Paulo: Legal, embora um ou outro conteste a posição de Willian José na hora do cruzamento: ele está na linha da bola (esqueça linha de zagueiro ou qualquer outra bobagem), portanto, não está em posição de impedimento. E mesmo se estivesse, estaria como passivo, pois, afinal, seu companheiro Cícero veio de trás.

– No minuto 39, Daniel Carvalho se projeta tentando a área, e quando vai entrar, Piris tenta parar o adversário obstruindo-o. O jogador poderia manter o equilíbrio, mas visivelmente ele aproveita o contato e cai. É essa a chamada falta infantil do marcador. Quase não faz a falta; quase ela não tem força suficiente para derrubar; quase o adversário pode continuar a jogada. Mas com inteligência, o atacante prefere a queda ao sentir o toque do que continuar a jogada. Claro, sua equipe tem bons cobradores de falta.

– Segundo tempo: Infantilíssimo pênalti de Cicinho sobre Cortês. O atleta do São Paulo tenta driblar com um chapéu seu adversário, e por força da jogada, o sãopaulino esbarraria em Cicinho (afinal, não dá para um corpo transpor fisicamente outro). O lance seguiria normalmente, sem infração. Mas Cicinho não permite que Cortês avance, e barra o adversário com um empurrão no peito! E empurrar o adversário é infração; sendo na área, naquelas condições, pênalti sem aplicação de cartão. Acertou Seneme, e uma ressalva: o palmeirense Cicinho certamente, ao assistir o lance, se autointitulará: BURRRROOOO.

– 61m: Lucas avança para ao ataque, dribla dois e João Vitor vai com o corpo contra o sãopaulino. A falta poderia ser acompanhada de cartão amarelo, não pela violência da jogada, mas pela posição do lance, momento da partida e intenção do atleta. Como PODERIA não é DEVERIA, tudo bem, já que Seneme deve ter levado em conta o ambiente tranquilo do jogo até aquele momento.

– 66m: Marcos Assunção atinge Lucas, falta para Cartão Amarelo por ação temerária, bem aplicada pelo árbitro. A imagem de Lucas com a mão na perna, se lamentando de dor, é forte, mas o lance nem tanto.

– Falta de Rodrigo Caio em Barcos: bem marcada, atleta deixa a perna para que o adversário se atrapalhe. Sem contestação alguma.

– 71m: Cartão Amarelo ao Paulo Miranda por agarrar Barcos: bem aplicado, pelo agarrão e pela quantidade de faltas no argentino seguidamente realizadas (rodízio de faltas). Na sequência, o lance é cobrado e Barcos, sozinho na área, faz o gol. Leandro Amaro e Rodolpho se enrolam no lance, mas nenhuma infração.

– 77m: Leandro Amaro calça Fernandinho, que estava no ataque e após ter driblado dois adversários. Deveria ter recebido cartão amarelo. Errou o árbitro (Leandro Amaro acabara de fazer falta em Lucas poucos minutos antes).

– 79m: Falta pró-Palmeiras com mesma intensidade, e que Seneme usou o mesmo critério. Deveria também dar amarelo. Errou de novo.

– 81 m: Fernandinho tenta passar sobre Cicinho, que estabanado, não alcança a bola, nem o atleta. Mas Fernandinho não sofre falta e cai, por força da própria velocidade/disputa de bola. Seneme marca falta erroneamente. Três erros seguidos da arbitragem, não relevantes pelo que aconteceu na conclusão das jogadas.

– Aos 82m, Paulo Miranda faz falta em Henrique, acertou o árbitro.

– Henrique obstrui Fernandinho no ataque, que pela jogada em velocidade, merece amarelo, bem aplicado pelo árbitro, aos 85 minutos.

– 90 minutos: atacante palmeirense cai num bololô, e Rodrigo Caio leva um amarelo. Não foi nada, errou o árbitro, que deu a falta e ainda o cartão. Imaginem se Marcos Assunção marca, o que faríamos?

EM SUMA:

Primeiro tempo de calmaria para a arbitragem; segundo tempo mais movimentado, com Seneme se colocando muito bem em campo, mostrando autoridade e cometendo alguns poucos erros técnicos aceitáveis, com questionável distribuição de cartões no final da partida. Razoável arbitragem no contexto da partida (pela capacidade dele, poderia ter errado menos).

Detalhes negativos:

1) A REDE das metas não existe obrigatoriamente no futebol. Se o gol estiver sem redes, tem que fazer o jogo. Mas se elas existirem (como existem em 100% dos jogos profissionais), não podem ter publicidade ou qualquer outra coisa apoiada nelas (é por esse motivo que há insistência para que toalhas de goleiros não sejam penduradas nelas). Infelizmente, se faz vista grossa no Brasil a algumas situações, e muitas vezes a emissora que transmite o jogo tem a permissão de fixar microcâmeras nelas (mesmo sendo irregulares). Mas nesse domingo, a coisa foi absurda! Houve nítida propaganda nas redes, totalmente irregular.

2) Parada para hidratação é diferente de parada técnica. Os treinadores não podem passar instrução, nem os atletas saírem de campo. E foi uma bagunça, principalmente no primeiro tempo! Membros da comissão técnica do Palmeiras estavam dentro de campo, Leão e Felipão passaram orientação a vontade nesse momento, o que não é permitido.

A parada é para os atletas irem à beira do campo e se hidratarem, sem receber instrução ou qualquer outra intervenção.

Na prática, durante a partida, eles podem receber copos d’água durante o jogo, desde que se aproximem da lateral e os copos sejam colocados à margem externa da linha lateral. Assim, eles podem se hidratar normalmente, sem sair de campo. O problema é que o goleiro ou os atletas que jogam do outro lado do campo não conseguem ir à lateral dos seus bancos (embora os copos possam ser distribuídos perto das linhas lateral / meta que atuam).

– O Escudo da Discórdia: O caso Ricci

E a confusão ‘em tempo de retardo’ envolvendo o árbitro FIFA do DF, Sandro Meira Ricci?

O site especializado em arbitragem Voz do Apito divulgou uma matéria contendo documentos mostrando que, em 2006, Ricci entrou para a CBF de maneira irregular, não atendendo a solicitação de número de partidas e tempo de atuação em jogos profissionais de sua federação para tal indicação (vide documentos e matéria no original, em: http://is.gd/RICCI). Na prática, foi como se um jovem árbitro amador fosse galgado repentinamente para o quadro nacional.

Agora, estamos em 2012, e Sandro Meira Ricci pertence ao quadro internacional e é considerado um dos melhores do país!

O que fazer?

Punir com efeito retroativo? Desconsiderar a burla anterior e fazer vista grossa? Multá-lo ou multar os dirigentes? Cassar a insígnia FIFA?

Curiosamente, nessa mesma semana, o jornalista Juca Kfouri divulgou documentos sobre uma combinação de placares de 1968, onde o Palmeiras aceitava ceder atletas para o Guarani de Campinas, desde que o Bugre jogasse com o time reserva e garantisse o não-rebaixamento do time alviverde para a segunda divisão do Paulistão. Pior que a picaretagem, foi o fato de registrarem em cartório tal falcatrua, com assinatura com firma reconhecida! Veja em: http://is.gd/SEPeGFC

O que Palmeiras, Guarani e Sandro Meira Ricci têm em comum?

Ambos estão atuando na elite dos campeonatos que atuam. Retirar hoje o escudo FIFA do árbitro teria o mesmo peso de rebaixar o Palmeiras e o Guarani nesse atual Paulistão.

O árbitro é o menos culpado de tudo isso. Culpa sim tem os dirigentes que o indicaram / aceitaram seu nome, por culpa de terem desobedecido as normas da época.

Entretanto… cada regra esdrúxula temos para indicar árbitros para postos mais altos! Sandro Ricci foi o melhor árbitro do Brasileirão anos atrás, mas ficou de fora da FIFA pois Péricles Bassols houvera sido indicado. Como explicar a meritocracia nesse caso?

Nesse ano, Wilton Sampaio foi de excepcional regularidade, mas o instável Chicão de Alagoas, de tantos erros cometidos, alcançou a FIFA! De que forma se justifica tal indicação? Com qual regra?

Creio que o excesso de regras e normas obscuras, levando a incríveis subjetividades, faz com que tudo isso aconteça. A ascensão de Sandro, ocorrida através da maneira exposta pela matéria acima citada, é de fato irregular. Quiseram os deuses do apito que por vias tortas tivéssemos um grande árbitro se destacando (é inegável a qualidade de Ricci). Mas não podemos nos esquecer: a dúvida é- consertar o erro de que jeito, se é que o erro deva ser reparado hoje?

Lembro-me de 1998: na época, um árbitro estagiário estava se destacando na arbitragem de SP! Antes da própria formatura, já mostrava qualidades APITANDO NA A1. Hoje, ele, Seneme, é um dos nomes para a Copa do Mundo de 2014, por sua imensa competência. E não precisou de critérios de CBF ou Ranking da FPF para aparecer… Necessitou sim das suas próprias qualidades e do olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que o lançou.

Perceberam como os grandes árbitros de hoje surgem à margem de rankings burocráticos e engessados, que trazem mais dúvidas e desconfianças do que credibilidade? Aí ficamos com a reflexão: as regras criadas promovem o sucesso dos bons árbitros, ou a falta de dirigentes com feeling para novos talentos atravanca a revelação de outros Riccis e Senemes?

Deixe seu comentário:

– Quem Vai Administrar a CBF e a que Custo?

Boatos dizem que Ricardo Teixeira sairá, após anos, do comando da CBF. Alguns dão conta que o fará em breve; outros, que sairá quando definir um sucessor.

Aí fica a questão: quem vai mandar na entidade?

Infelizmente, não ouvimos personalidades do esporte como Zico, Parreira ou Brunoro sendo ventilados como gestores. Mas temos na disputa Marco Polo Del Nero, Rubem Lopes, José Maria Marin, Fernando Sarney ou Reinaldo Carneiro Bastos, em nomes tirados dos jornais de hoje.

Meu Deus… Trocaremos Seis por Meia Dúzia!

Além da triste perspectiva de que não teremos novidade positiva na direção da entidade, fica a constatação: Ricardo Teixeira, por tudo o que fez e ouvimos falar, não saiu. Mas sairá agora, PORQUE QUER. Ou alguém duvida que se batesse o pé, se sustentaria até 2014?

Outro ponto polêmico: a que custo será a negociação dos candidatos dirigentes? Politicamente, o que esses players oferecerão? Algo que me assustou: o ótimo Ricardo Perrone, no seu blog pelo UOL, relatou que até a troca de árbitros entre Federações faz parte dos acordos!

Justamente nessa virada de ano, onde as vagas FIFAS foram tão discutidas (a troca do árbitro Gutemberg de Paula / Péricles Bassols e a ascensão de Francisco Carlos do Nascimento – AL, mesmo tendo realizado péssima temporada), novas negociatas políticas com a tão fraca categoria dos árbitros?

Aí fica a questão: recentemente Goiás importou árbitros de destaque; Pernambuco terá assessoria de SP; Matogrossense trocando de estado…

Xiii… tudo coincidência com o que o bem informado Perrone escreveu?

Será?

É como na Política, e em específico, no Congresso Nacional: mudam os nomes, mas os costumes se mantém…

DISPUTA POR PODER DA CBF TEM AMEAÇADA DE CORTE DE MESADA E LOBBY DE ÁRBITROS

Por Ricardo Perrone (extraído de: http://is.gd/MFF5cK )

A guerra pela cadeira de Ricardo Teixeira, que ainda nem está vaga, já tem golpes baixos. O blog ouviu relatos de pressões e ameaças veladas nos bastidores do conflito entre dirigentes em volta da presidência da CBF.

Presidente de uma das federações rebeldes afirmou, sob a condição de anonimato, que um recado sutil chegou aos ouvidos dos descontentes. Se um grupo se delcarar contrário à presidência, não fará sentido a confederação continuar repassando dinheiro às federações amotinadas. A “ajuda de custo” seria cortada.

Como já escrevi aqui, há uma ala que ameaça romper definitivamente com Ricardo Teixeira por achar que foi abandonada pelo presidente ao mesmo tempo em que o cartola adotou a Federação Paulista.

Publicamente, ninguém mostrou ainda os dentes para o chefe, mas o blog apurou que Rio Grande do Sul, Santa Catarina e algumas federações do Nordeste fazem parte do grupo entrincheirado.

A pressão por apoio na sucessão de Teixeira, caso ele peça licença ou renuncie, envolve até os homens do apito. Teve federação grande oferecendo jogos de seu campeonato para árbitros de Estados menores apitarem em troca de aliança política. Um exemplo claro de como a guerra nos gabinetes pode rapidamente ter reflexos em campo.

– Sorteios e Mais Sorteios: a Corrupção era o alvo, mas…

Cada vez mais começo a repensar sobre a importância do sorteio de árbitros.

Quando a imposição começou, perdi 13 rodadas seguidas, e depois venci 6. Poderia reclamar da sorte, da oportunidade, disso, daquilo…

Mas, quando criado, a ideia do legislador é de que o sorteio evitasse esquemas de corrupção, pois, escalado pela sorte, não existiria possibilidade de que o árbitro fosse previamente “vendido”.

Crendo-se que 100% dos árbitros de futebol sejam honestos, tal sorteio é uma rotulação desnecessária de preocupação com corrupção. E, enfim, o sorteio limitaria a capacidade de desenvolvimento das carreiras de jovens árbitros.

Duas observações:

1) De nada impedirá um dirigente corrupto em escalar árbitros passíveis de pressão. Ou as formas e modalidades de sorteio espalhadas pelo Brasil afora não permitem isso? A criatividade para elaborar o sorteio é assustadora!

2) Dirigente ADORA SORTEIO! É uma forma de justificar a má escala. Se o árbitro vai mal: “Pois é, é culpa do sorteio” Já viu treinador de futebol dizer: “Perdemos por minha culpa porque montei errado o time?” Não, é claro. Tampouco cartola do apito dizer: “Escalei mal ou elaborei mal o sorteio da rodada”.

A não-normatização padrão de sorteios permite tudo isso. Se a CBF, a FPF, a FERJ e outras tantas são entidades de direito privado, não deveriam dar satisfação de como escolhem seus árbitros. Mas ao mesmo tempo em que elas recebem tantos benefícios governamentais, geram tantos recursos financeiros e estão envolvidas até em Loterias, deixam de ter tanta liberdade.

A frouxidão do sistema permite que o árbitro seja passivo e aceite tudo isso. Ele não é empregado das Federações, é um prestador autônomo de serviço. Quanto mais escala, melhor para ele!

Um amigo (que não importa o nome) comentou sabiamente sobre os escândalos de arbitragem mundo afora, onde propinas milionárias são gastas (mais ou menos com essas palavras):

Aqui, a gente não vê isso; quem sabe no Brasil a corrupção é mais barata, pois ao invés de dinheiro se contentem com mais jogos nas escalas”.

Não acredito em corrupção (até, claro, se prove o contrário). Mas acontece que também não acredito em categoria 100% idônea. Certa vez, ouvi do excepcional Cláudio Carsughi:

Se Deus não poupou nem a própria Igreja, por que houvera de poupar justamente a categoria dos árbitros de futebol [e seus dirigentes]”.

Enfim: com ou sem sorteio, se o dirigente quiser, pelas inúmeras metodologias, escala quem quer e dentro da lei! O problema é: se tivéssemos bem definidos e gabaritados igualmente árbitros de 1ª, 2ª, 3as divisões, e por aí em diante, nada disso aconteceria.

Qual o problema em se sortear, se teoricamente Ouro é Ouro, 1 é 1, A é A?

Ou não é bem assim?

Se não existe árbitro de nível suficiente para atender as divisões de elite, aí é outro problema… ou isso também não é problema?

É muito cômodo atacar sorteio do que defender a meritocracia em rankings que, ao invés de serem objetivos, são subjetivos e com fórmulas confusas.

Na Administração de Empresas, utilizamos o termo “Destruição Criativa” para repensarmos novos métodos. Entretanto, de nada adianta novas práticas gerenciais se os que atuam não abandonam costumes/hábitos anteriores.

Aliás… tal assunto é tão cansativo que se torna repetitivo, não? O futebol, infelizmente, está tão mal dirigido; os clubes em nível técnico tão baixo; a alegria das arquibancadas tão ameaçada pela violência e intolerância, que, falar de futebol, cansa. E de dirigente, mais ainda!

– Mais um Árbitro Banido por Corrupção

Há pouco tempo, o árbitro equatoriano Byron Moreno foi preso por porte de drogas nos EUA. Ele houvera sido banido do quadro da FIFA e da Federação Equatoriana por corrupção. Moreno se notabilizou por “desastrosas” arbitragens na Copa de 2002.

Agora, Lu Jun, maior nome da arbitragem chinesa e que também apitou em 2002 (eleito 2 vezes “o Melhor da Ásia”), foi preso por “fabricar resultados”.

Curiosidade: ele alega que o Shanghai Shenhua (time que contratou recentemente Anelka e que supostamente fez proposta por Kaká) já gastou quase 1 milhão de dólares com subornos no futebol chinês.

Na Grécia e na Turquia, também se questiona sobre esquemas de manipulação de resultados. Mas… será que só nesses lugares há problemas?

Extraído de: “O GLOBO” (http://oglobo.globo.com/blogs/planetaquerola/posts/2012/02/16/juiz-que-apitou-na-copa-de-2002-condenado-432032.asp)

JUIZ QUE APITOU A COPA DE 2002 É PRESO

Por Marcelo Alves

Primeiro chinês a apitar um jogo de Copa do Mundo, o árbitro Lu Jun foi condenado a cinco anos e meio de prisão por aceitar suborno e manipulação de jogos. O juiz é uma das nove pessoas acusadas de corrupção no futebol do país.

Apelidado de apito de ouro, Lu Jun apitou na Copa de 2002 e foi duas vezes eleito o árbitro do ano da Confederação Asiática de Futebol. Ele foi preso acusado de ter aceitado US$ 128 mil (cerca de R$ 220 mil) para manipular sete partidas da liga em 2003.

Entre os clubes beneficiados está o Shanghai Shenhua. Em depoimento no tribunal de Dandong, no nordeste chinês, Lu Jun disse que o clube de Xangai gastou quase US$ 1 milhão subornando dirigentes e juízes.

Outros três árbitros e cinco dirigentes da Associação de Futebol do país receberam multas e sentenças de até sete anos de prisão.

– O que é Ganhar Vantagem quando em Posição de Impedimento?

Ontem, um gol anulado na partida do Corinthians na Libertadores da América contra o Táchira levou a discussão: acertou ou errou o árbitro ao anular o gol venezuelano aos 19 minutos?

A resposta é: Errou.

No momento em que a bola é lançada à direita, há um jogador em posição de impedimento (que naquele momento NÃO TOCA NA BOLA, NÃO INTERFERE NA JOGADA e nem GANHA VANTAGEM DA SUA POSIÇÃO – portanto, está em impedimento passivo). A bola vai ao seu companheiro, em posição legal, junto a linha lateral. Ambos correm, e o atleta que domina a bola cruza para o atleta que anteriormente estava em posição de impedimento, mas que agora se encontra em mesma linha. Na sequência, sai o gol que é anulado.

No primeiro lance, o atleta está em posição de impedimento (lembre-se: POSIÇÃO DE IMPEDIMENTO NÃO É INFRAÇÃO). No segundo lance, de acordo com essa câmera (vide: http://www.youtube.com/watch?v=C39RN9aKnrM ) , o atleta está em mesma linha.

Portanto, o gol não poderia ser anulado pelo segundo lance, pois mesma linha não é impedimento. Tampouco pelo primeiro lance, pois, segundo a Regra do Jogo, deve-se avaliar se o atleta em posição de impedimento está:

1- Interferindo no jogo (tocar a bola de fato),

2- Interferindo num adversário (atrapalhar ou obstruir),

3- Ganhando vantagem por estar naquela posição, que significa “jogar a bola que rebate em um poste, no travessão ou em um adversário, depois de haver estado em uma posição de impedimento”.

Portanto, no primeiro lance, em impedimento passivo, ele não realiza nenhuma das ações acima.

Uma corrente defende que ele ganhou vantagem da posição. GANHAR VANTAGEM DA POSIÇÃO é sempre em referência a lances imediatos. Sempre que houver um segundo lance, uma segunda jogada e o atleta sair da posição de impedimento, deixa de existir esse conceito.

Veja o gráfico da situação 13 do Livro de Regras da própria FIFA: um atleta outrora em posição de impedimento, mas que na sequência da jogada sai dessa condição, deve ser considerado LEGAL NO JOGO.

Portanto, o árbitro errou ao anular o gol. Mas, ali, o lance é difícil para o árbitro, pois nitidamente o responsável é o bandeira.

Veja no link oficial das Reghras do Jogo 2011/2012, pg 79-81, as situações referentes a “Ganhar Vantagem da Posição”, nas ilustrações 10,11,12 e 13.

Em: http://www.cbf.com.br/media/58890/regras%20de%20futebol%202012-internet-ok.pdf

– Futebol de Primeiro Mundo onde 1/3 dos árbitros já foram agredidos!

O que dizer sobre tal número: 35% dos árbitros da Federação Paulista já foram agredidos, sendo que neste universo, 1% de premiados árbitros já passou essa experiência por mais de 10 vezes!

É o que a Folha de São Paulo traz na matéria de Lucas Reis (aliás, como assinante da Folha, parabenizo pelas oportunas matérias em seu caderno de esportes que recentemente tem sido publicadas, fugindo da discussão comum dos jogos).

Na matéria, apenas uma curiosidade: clubes e dirigentes estariam sendo responsáveis pela diminuição da violência, bem como as punições mais severas. Ok. Mas e o trabalho concreto dos sindicatos e das cooperativas de árbitros nesta história, onde é que fica?

Não vale dizer que encaminha a queixa ao Tribunal, pois isso é obrigação…

Extraído de: Folha de São Paulo, 14/02/2012, pg E5-6.

AGRESSÕES ATINGEM 1/3 DOS JUÍZES

Pesquisa de psicólogo da federação diz que 35% dos árbitros do Estado foram vítimas de violência

Pedro Santilli, técnico do Comercial em 2009, via seu time ser rebaixado à terceira divisão do Paulista, deu um encontrão em um jogador do Catanduvense e foi expulso. Entrou no gramado e deu um soco no queixo do árbitro Flávio Rodrigues de Souza.

Nenhuma ocupação no futebol parece ser tão insalubre quanto a de juiz: 35% dos árbitros e assistentes de todas as divisões do Campeonato Paulista já foram agredidos.

É o que revela pesquisa com mais de 500 profissionais feita em 2010 pelo psicólogo Gustavo Korte, que trabalha para a FPF (Federação Paulista de Futebol).

O total representa quase 180 juízes e/ou bandeirinhas que sofreram algum tipo de agressão em estádios ou suas imediações. Segundo a pesquisa, 2,5% já foram agredidos de três a cinco vezes, e 0,98%, acima de dez vezes.

“Deixei ele chegar muito perto de mim, e aconteceu. Foi a única vez na minha carreira. Agora, com mais experiência, não deixo ninguém chegar tão próximo”, contou Flávio Rodrigues, o árbitro agredido em Ribeirão Preto. O técnico Santilli acabou suspenso por seis meses.

Agressões e ameaças são mais comuns em campeonatos de divisões inferiores, afirmam árbitros e ex-árbitros ouvidos pela Folha.

De acordo com o sindicato paulista, punições mais rigorosas e o reforço da segurança diminuíram as queixas.

“As condições nos estádios estão melhores. Também houve uma evolução dos clubes e dos dirigentes. Até bem pouco tempo [atrás], era difícil até para entrar no estádio”, disse Arthur Alves Júnior, presidente do sindicato. “É aquela antiga máxima: se você nunca saiu de camburão do estádio, não é árbitro.”

Segundo a Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), casos de agressão ainda são comuns pelo país. As ausências de televisionamento e imprensa aumentam a violência, disse o sindicato.

“Isso infelizmente ainda existe, principalmente em jogos de clubes menores e que não têm mídia, campeonatos de categorias de base, amadores”, disse José Pessi, vice-presidente da associação.

Na última quarta-feira, um árbitro foi agredido em Manaus, em partida pelo Estadual do Amazonas.

Jogadores do Fast Club se irritaram com Djalma Silva de Souza reclamando de pênalti não marcado em jogo contra o Nacional. O goleiro Naílson o empurrou, Djalma foi ao chão e acabou cercado pelos jogadores, que tiveram de ser contidos por policiais.

Não são apenas agressões que ameaçam os árbitros. A maioria deles, 84,2%, declarou que já teve ao menos uma lesão considerava grave em toda a sua carreira, segundo a pesquisa feita com os árbitros de São Paulo.

Korte levantou esses dados para utilizá-los na preparação dos árbitros do Estado.

“O trabalho envolve controle emocional, concentração, controle de distrações e melhoria na comunicação verbal. São várias as habilidades psicológicas”, disse.

– Fluminense X Arbitragem: todos estão corretos!

E o mundo do futebol pega fogo no Rio de Janeiro! De um lado, Peter Siemsen presidente do Fluminense. Do outro, Jorge Rabello, pela Comissão de Árbitros.

O pivô de tudo isso foi a péssima atuação do árbitro Antônio Schneider na partida Fluminense 1 X 2 Vasco da Gama. Nela, a equipe tricolor carioca reclama de 2 pênaltis não marcados (um claríssimo, outro duvidoso).

Em qualquer clássico, qualquer erro de arbitragem tem proporções maiores. E se eles forem claros, mais ainda. Se numerosos, será o assunto da semana! O Fluminense reclamou da arbitragem veementemente, e, o presidente da Comissão de Árbitros Jorge Rabello respondeu as críticas dizendo:

Eles reclamam de arbitragem porque é melhor falar sobre isso. Por que não explicam que o Fluminense não vem jogando nada? Por que com uma folha salarial de R$ 7 milhões empata com o Duque de Caxias, que tem uma folha de R$ 100 mil? Por que o Fluminense é sempre dominado no segundo tempo? Foi assim contra Duque de Caxias, Boavista, Vasco. Por que o centroavante (Fred) cai mais do que chuta? Mas isso não vale a pena eles questionarem. Como o time não vem jogando nada desde o começo do campeonato, rezam para ter erro de arbitragem e terem o que falar

Imediatamente, a fala de Rabello apareceu em todos os sites. Pelo comportamento ousado na resposta (cá entre nós, não é costume ouvirmos dirigentes da arbitragem retrucando com tal ímpeto), o Fluminense divulgou uma carta pedindo exoneração imediata de Jorge Rabello, ameaçando ir à Justiça Desportiva, e caso necessário, à Justiça Comum.

Uma reflexão: claro que as palavras de Rabello foram impróprias, pois o erro da arbitragem foi nítido e grave. Poderia defender seu subordinado de maneira mais polida, sem comprar briga com um clube, afinal, a cada próxima escala de arbitragem nos jogos do Fluminense, o árbitro estará extremamente pressionado: se errar contra, dirão que foi perseguição; se errar a favor, o adversário alegará que a pressão do tricolor surtiu efeito.

Mas, no fundo, lá no fundo…

Jorge Rabello não tem razão?

Claro que o dirigente dos árbitros não poderia dizer isso, mas o torcedor comum, certamente, comunga dessa opinião: é cômodo desviar a péssima produtividade de um time milionário a erros de arbitragem.

A conta é simples: a equipe de arbitragem recebe, ao todo, por volta de R$ 8.000,00 e não marca um pênalti que poderia ou não se converter em gol. Mas Thiago Neves, Fred ou Deco, que recebem mais de R$ 700.000,00 podem perder um gol na cara do gol, que poderia ou não decidir a mesma partida.

E aí, o que acha dessa questão: o erro é da equipe que muito investiu e pouco produziu, ou ela é vítima exclusiva das más atuações da arbitragem? Deixe seu comentário:

– Análise da Arbitragem de Corinthians X São Paulo, Paulistão 2012

Ótima atuação do árbitro Raphael Claus no Majestoso desta tarde. Em um jogo que começou com os atletas se excedendo em número de faltas, sendo todas as mais fortes marcadas com aplicação correta de cartão amarelo, o árbitro conseguiu conter os ânimos e conduzir com correção a partida. Esteve bem posicionado, correu bastante mesmo com o campo pesado devido as chuvas, e, sua principal virtude hoje: vibrou com a partida. Acertou em todos os cartões e na penalidade ao São Paulo.

A grande dificuldade do jogo é o cuidado redobrado em Jorge Henrique. O atleta costuma exagerar nas faltas recebidas (que são muitas), fazendo caras e bocas de dor desproporcional às infrações. Em outros lances, simula faltas e agressões. Nesta tarde, em lances específicos de Jorge Henrique, o São Paulo recebeu diversos amarelos, além do cartão vermelho. Sobre este, correto, pois foi um nítido pontapé após o jogador ter tocado a bola. Não se entende tal lance como “Jogo Brusco Grave”, pois se classifica nas Regras do Jogo como “Conduta Violenta, punível com Expulsão” (quando não tem como o atleta se defender em lance sem bola).

Parabéns ao árbitro Raphael Claus. No ano passado, fez a melhor arbitragem do campeonato de 2011, na semifinal do Paulistão entre São Paulo x Santos no Morumbi. Agora em 2012, até a rodada atual, pegou um jogo difícil e fez a melhor arbitragem desse início de campeonato.

Curioso: por que ele não foi aproveitado pela CBF no último ano? Enquanto que algumas péssimas arbitragens até credenciaram árbitro para a FIFA, Claus ficou a ver navios. O que será que aconteceu? Desculpas de que nunca apitou grandes jogos, certamente, não pode ser.

Para quem quiser, aqui vai a análise em tempo real via Twitter durante a partida. Confira:

LANCE A LANCE VIA WWW.TWITTER.COM/RAFAELPORCARI

Começa o jogo! Boa sorte ao sexteto de arbitragem.

Aos 5m, cartão bem aplicado ao Wellington. Mas no lance da falta, não deveria ter dado vantagem, pois o jogo estava pegado e nem sempre ter posse de bola é vantagem. Atenção, é no Jorge Henrique… lembram-se quantos cartões Jorge Henrique conseguiu para os adversários no último Palmeiras X Corinthians?

7m: o árbitro Raphael Claus ignora falta de Cortês sobre Alessandro, sendo avisado pelo bandeira Vicente Romano Neto.

8m: na cobrança de falta pró-Corinthians, o AAA Leandro Bizzio Marinho mostrou boa participação: atento, chamava a atenção preventivamente do agarra-agarra na área.

9m: Cícero temerariamente dá um carrinho em… JH de novo! Cartão Amarelo bem aplicado. E a chuva aumenta!

14m: Paulinho faz falta em Willian José. Claus acertadamente pára o jogo. Jogadores extremamente imprudentes.

16m: falta de ataque do Corinthians bem marcada.

19m: carrinho imprudente do jogador do Corinthians. Torcida sãopaulina pede cartão, mas não é para tanto.

21m: Gol do Corinthians, de Danilo. Tudo limpo.

23m: 1º carrinho de Casemiro legal, e o 2º foi falta. Claus está muitíssimo seguro na partida neste momento.

26m: marcada falta do atleta corinthiano por mão na bola. Errou, foi involuntário.

28m: depois dos ânimos exaltados, parece que os atletas colocaram a cabeça no lugar.

29m: na marcação de uma falta boba, jogadores se estranham e o árbitro se impõe.

30m: falta da Fábio Santos, bem marcada.

31m: falta de Alessandro em cima do Lucas. Obstrução com contato físico. Tranqüilo, sem cartão.

34m: Willian José reclama de cama-de-gato. Não foi. Na sequência, Corinthians arma o contraataque e Paulo Miranda faz falta.

38m: falta bem marcada para o SPFC. O sexteto de arbitragem domina o jogo. Muito bom!

40m: atacante corinthiano escorrega no campo molhado e pede falta. Nada, acertou juizão.

A TV mostra uma imagem recuperada de Paulo Miranda segurando “braço-a-braço” o adversário. Ou falta dupla ou nada. Foi nada, acertou.

42m: Fabio Santos faz falta sobre Lucas que estava no ataque, agarrando. Falta bem marcada com aplicação de Amarelo.

43m: Pênalti bem marcado de Alessandro em Cortês. Bem posicionado e convicto marcou o árbitro.

45m: Casemiro domina a bola com a mão. Bem marcado pelo árbitro, não necessitava de cartão Amarelo. Acertou.

46m: Fim de 1º tempo: MELHOR EM CAMPO: ÁRBITRO RAPHAEL CLAUS. Foi senhor da partida até agora. Parabéns.

Começa o segundo tempo. Vamos juntos!

45m07s : Casemiro caiu e Claus entrou. Não foi falta. Mas Claus está com crédito.

46m: falta de ataque em Júlio César . Correto.

47m: Elton se enrola com Paulo Miranda. Também não foi nada. Cavou Paulo Miranda – 2 minutos, duas falta sinexistentes cavadas por sãopaulinos.

48m: Cícero tenta cavar a 3ª, não consegue e árbitro manda seguir. Acertou.

49m: falta em Willian José. 4 faltas pró-SPFC em 4 minutos. Treinador inteligente orientou a busca de faltas, evidente.

53m: apesar da imagem pressionar, Rodolpho pratica carrinho legal. A queda é conseqüência da jogada. Tudo tranqüilo.

55m: Jorge Henrique cai sozinho, simula que recebe falta mas ele é quem faz a falta agarrando Paulo Miranda. Marcação correta do árbitro.

58m: João Felipe atinge com um pontapé por trás Jorge Henrique, depois do atleta ter tocado a boal para seu adversário. Expulsão correta…

… Não se classifica tal expulsão como “jogo brusco grave”, pois tal lance é com disputa de bola. A bola já não estava em disputa. Portanto, é agressão.

O problema é um só: JH é odiado por adversários. E, qdo podem, descem o sarrafo nele. Motivo: em faltas bobas, ele simula demais!

Lembrem-se que tuitamos no começo do jogo: será que JH conseguirá cartões para o adversário em grande número como em PAL X COR no ano passado?

65m: Leão reclama do gandula, é contido pelo 4º árbitro Robério Pereira Pires. Treinador tem razão, gandula da casa tem que acabar. Tão caro que é o futebol, e deixar o mandante responsável por gandulas é bobagem. Sou a favor de que estagiários da Escola de Árbitros sejam gandulas. É importante para sentirem grandes jogos e na sua formação.

68m: Corinthiano avança no ataque e a bola corre pela linha lateral. SPFC pede saída de bola. Tem que sair inteira. Ali está o FIFA Emerson Augusto. O que ele der, eu acompanho.

72m: outra falta em jogador do Corinthians. Em quem? SIMMM… Jorge Henrique. Foi falta, mas a cara é de atropelamento. Quem é árbitro sabe o que quero dizer.

77m: no contra ataque do Ralph, uma imagem desapercebida me chamou a atenção: Raphael Claus, na imagem aberta, é quem mais corre no lance. Está bem.

79m: Chicão faz falta em Cortês. Clássico cartão amarelo.

84m: Osvaldo fez uma falta imprudente no adversário, que reclama, mas Claus acerta na vantagem.

85m: Alessandro pede falta. Nada, segue o jogo.

89m: Falta de ataque de Elton em Cortê,s marcada pelo bandeira Emerson. Acertou. Na sequencia, falta de Lucas: acertou de novo.

91m: falta de Gilsinho no ataque, acertou o árbitro, que marca tudo no finalzinho. Correto.

92m: Cortês disputa bola com Jorge Henrique que cai. Não foi nada, mas JH conseguiu cvar e o árbitro marcou. Depois não quer que peguemos no pé dele…

Fim de jogo! Daqui a pouco preparo e coloco o relatório da arbitragem. Parabéns ao sexteto.

– Inovar é Preciso. Mas e o Aceite da Inovação e a Paciência para Testá-la?

Na última sexta-feira, nosso companheiro de Bom Dia / Diário de SP, Jorge Nicola, reproduziu uma conversa com o Cel Marcos Marinho, presidente da CEAF-SP (FPF), onde ele diz que pediu à FIFA o fim da experiência com os árbitros adicionais (AAA), pois ela, segundo o dirigente, não deu certo.

Dias atrás, emiti minhas sugestões sobre o uso dos AAA (leia o texto em: http://is.gd/v6EcMu). Em suma, me referi a necessidade de que estes sejam árbitros mais experientes, que já estouraram a idade-limite para apitar e que poderiam contribuir muito com o árbitro central, não só com o know-how de uma carreira inteira, mas também com decisões seguras e corretas.

Me surpreende tal opinião da CEAF-SP. Há quanto tempo os AAA estão sendo testados por aqui? Sou a favor do uso da tecnologia no futebol, seja ela eletrônica, áudio-visual ou humana. E, claro, para que elas dêem certo, devem ser usadas, testadas e criticadas após os resultados ao longo de um certo período. Aqui no Paulistão, temos apenas 3 meses de teste do ano passado (duração do Campeonato) + as rodadas de 2012. Não seria precipitado?

No Rio de Janeiro, a CEAF-RJ foi pioneira no uso dos adicionais com a adoção dos mesmos na gestão de Jorge Rabello, há um tempo maior do que SP, num mesmo período aproximado da UEFA com o trabalho da Liga Europa. E no Cariocão, vemos que não está se utilizando os AAA na fase 2 do teste, onde muda-se o lado deles atrás da meta (agora, mais próximo dos gols).

Tal persistência não mostraria que algum resultado positivo esteja ocorrendo?

Me recordo que assisti algumas partidas da experiência com os árbitros adicionais na fase 1 envolvendo equipes europeias. E por lá, os resultados foram excepcionais! Por que aqui não são satisfatórios, em particular, para a Federação Paulista?

Talvez não seja a fórmula dos AAA, mas sim a qualidade dos AAA escalados, ou ainda o treinamento deles! E aqui um assunto importante: não temos árbitros que foram adicionais que treinem adicionais nas comissões de árbitros. Como a função é nova, são professores ex-árbitros e bandeiras que dividem seus conhecimentos. Também para eles isso é novidade!

Para você lecionar arbitragem, tem que ter passado pela experiência dela. Diferente de um comentarista de futebol, que aprende e conhece do esporte sem nunca ter jogado profissionalmente (e ainda assim pode se arriscar nos gramados como treinador, por exemplo), na arbitragem você precisa que os especialistas que estão ensinando e regrando os árbitros tenham estado lá dentro do campo de jogo. Você pode comentar a atuação de um árbitro, sem ter estado lá; mas formar árbitros é diferente. Precisa-se de especialistas! Se já é difícil treinar os AAA tendo sido árbitros, imagine não sendo…

Mas já que ao assunto é inovação, e a figura do AAA é uma delas, por que tanta resistência em inovar no futebol?

Perto dos seus 150 anos de idade, o futebol do século XXI é muito diferente do final do século XIX, dos uniformes, passando pelos esquemas táticos às Regras do Jogo. É uma tolice afirmar que o futebol não mudou ao longo da história! É claro que mudou, e muito! Mas parece existir um conservadorismo ímpar atualmente. Não tínhamos nem árbitro em campo, por muitos e muitos anos de profissionalismo. E hoje, com tantos recursos disponíveis, por que não usá-los?

Parabéns aos que têm coragem de inovar, que aceitam e têm disposição em experimentar ou tentar possíveis benefícios aos futebol.

Um adentro: apesar de todos os defeitos, Eduardo José Farah, ex-presidente da FPF, foi o que mais ousou em inovar: dois árbitros em campo, tempo técnico, spray para a marcação das faltas, cartão azul e limite de faltas em campeonato de aspirantes…

Custa tentar?

– Como o Árbitro de Futebol é Visto

– A Ilusão do Regulamento Paulista da Arbitragem de Futebol divulgado nesta semana!

A FPF divulgou nesta semana o Regulamento da Arbitragem 2012. E, novamente, desagrada.

Quando você quer complicar algo, você normatiza em excesso, engessa, burocratiza e cria inúmeros artigos e parágrafos cheios de detalhes e escapes. Claro, feitos para que qualquer tipo de ação seja justificada por algum ponto ali citado no emaranhado de detalhes. E esse novo regulamento (como gostam de alterar regulamentos!) justamente parece isso: um composto de pontos de discussão que não leva ao árbitro mais otimista a ter crédito no cumprimento dele.

Desde que surgiu o Ranking da Arbitragem, com categoria Ouro, Prata e Bronze, a descrença sobre o ideal funcionamento dele foi ano a ano aumentando, até se tornar motivo de chacota entre os próprios árbitros. Agora, surgem as novas subcategorias: Especial, 1,2,3,4 e 5. E todas com subjetividade: a Especial terá de “10 a 20 árbitros”. Ué, por quê não determinar a quantidade exata? Assim, virará coração de mãe: sempre vai dar para encaixar mais um na lista quando precisar…

A categoria 1 será a de árbitros da primeira divisão, mas que não apitará clássicos e jogos de maior apelo (estes, só para os Especiais). São os árbitros de times pequenos?

Como ex-árbitro e apreciador do assunto, não tenho dúvidas em emitir a minha opinião democrática e respeitosa: não gostei do novo regulamento, e entendo que mais uma vez toda a patavina dita pelos dirigentes dos árbitros é demagógica, pois, no fundo, nem os próprios árbitros acreditam na subjetividade travestida de objetividade do conjunto de normas. E, se tudo fosse claro, porquê não divulgar a pontuação semanal dos árbitros no ranking, já que esses pontos existem e nunca ninguém sabe e ninguém viu?

Se transparente fosse, teríamos as categorias e posicionamento do ranking divulgados antes do início do Paulistão. Ora, estamos em fevereiro, o regulamento foi divulgado dia 06 e POR MAIS INCRÍVEL QUE POSSA SER, não tem ranking 2012, apenas regulamento com validade retroativa!

Bagunça total…

Para o sorteio de logo mais a tarde, para o clássico entre São Paulo X Corinthians, escolha-se um dos 10 ou 20 árbitros especiais cujos nomes não foram divulgados (quer mais subjetivo que isso? Quantos árbitros estão habilitados, hoje, como especiais? Oficialmente, de 10 a 20, não revelados). O problema é que os árbitros categoria 1, da A1, não poderão ir para o sorteio. Então, como antes se dizia que “nem todo Ouro é Ouro”, nem todo “categoria 1 é categoria 1…”

Onde está Sindicato ou Cooperativa dos Árbitros para defendê-los? Só falta manifestarem-se a favor de tal regulamento!

– Por que o árbitro tem que ser Mudo?

Aqui em São Paulo, nos dois últimos jogos envolvendo o Corinthians, dois lances polêmicos, onde os árbitros foram espancados moralmente num primeiro momento à exaustão e tiveram que se calar por força das autoridades da arbitragem! Mas os árbitros estavam corretos, e ainda assim são impedidos de falar.

A CBF e as Federações Estaduais orientam por suas comissões que seus árbitros não falem sobre lances técnicos. Marcelo Rogério apitou Corinthians X Linense, anulando um gol do visitante em lance preciso e detalhado, quase invisível aos olhos da TV mas certeiro à vista do árbitro (em: http://is.gd/qP2lWd). Leonardo Ferreira Lima apitou Corinthians X Bragantino, com o assistente Fábio Luiz Freire, e confirmaram um gol da equipe visitante de dificílima mas correta interpretação de impedimento passivo (em: http://is.gd/pS8h7J ).

Ambos acertaram seus lances.

Ambos lances eram de difícil interpretação das regras pelo torcedor comum e por alguns jornalistas.

Ambos foram taxados de desonestos.

Ambos tiveram que se calar.

Não deveríamos ter a permissão para que o árbitro, CASO QUEIRA, vir a público explicar a sua marcação? O silêncio imposto aos árbitros leva ao mais desavisado a crer que o apitador seja arrogante e antipático. E nada disso é verdade! O coitado do árbitro, até quando está certo e prima pela virtude de cumprir a obrigação em lance difícil, ao invés do elogio, acaba sendo crucificado. Tudo por culpa do medo das Comissões de Árbitros de que os homens de preto falem coisas que elas não queiram.

está na hora de mudarmos esse conceito. De pensarmos numa mini-coletiva, ou pronunciamento para explicações técnicas pós-jogos, caso o árbitro tenha desejo de fazê-lo. Isso se chama Transparência e Direito de Resposta, valores imprescindíveis à democracia.

Pena que os dirigentes do apito não comunguem de tal idéia. Mas os árbitros estão se manifestando a favor dela?

Vale a reflexão!

– Entendendo o Polêmico Impedimento Passivo de Corinthians X Bragantino

Leonardo Ferreira Lima teve trabalho no jogo do Pacaembú nesta tarde. Difícil arbitragem com excepcional participação do assistente Fábio Luís Freire no gol do Bragantino.

Um lance típico de Escola de Arbitragem: Romarinho cobra falta para o Massa Bruta, André Astorga tenta interceptá-la e não consegue; tenta utilizar a mão e não tem sucesso; e ainda por cima está em posição de impedimento! Na sequência, o goleiro do Timão faz a defesa e no rebote o Bragantino faz o seu gol.

A equipe de arbitragem errou ou acertou?

Entendam como funciona a avaliação de tal lance:

A mais difícil das Regras do Jogo para o torcedor é a Regra 11- o Impedimento. Muitos a conhecem superficialmente, mas poucos conhecem os detalhes (e muitas vezes, o próprio árbitro se inclui aqui). Ela se resume em:

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha da meta adversária exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral, tiro de meta ou quando o jogador é lançado de seu próprio campo.”

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance (tocando na bola);

2-    Interferir contra um adversário (obstruindo um goleiro ou um zagueiro);

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição (aproveitando um rebote, por exemplo).”

Em qualquer outra situação, ele estará em posição de impedimento passivo, ou seja, quando não interfere no jogo ativo, e a partida não deve ser paralisada.

Neste domingo, André Astorga estava em impedimento passivo, pois não toca a bola (situação 1), mesmo correndo em direção a ela; não interfere contra ninguém (situação 2), pois não atrapalha nem zagueiro, nem goleiro do Corinthians; além de não tirar proveito da sua posição (situação 3), já que seu posicionamento é irrelevante na conclusão do gol. Acertou a arbitragem.

Importante- Sobre os dois pênaltis reclamados pelo Corinthians:

No primeiro tempo, Castán invade a área, a bola é dividida e por força da jogada há contato físico, desequilibrando. Em seguida, há o toque, e nesse momento o atleta reclama pênalti. Não foi, acertou o árbitro, pois ele já estava em queda, apesar de ser calçado.

No segundo tempo, Paulinho faz bela jogada e ao bater para o gol, o atleta do Bragantino Guilherme leva a mão à bola. Jogada rápida, mão deliberada e pênalti. Errou o árbitro.

Nota:

Parabéns aos jogadores do Vasco da Gama, líder do Campeonato Carioca mesmo com os salários atrasados.

Parabéns à diretoria, comissão técnica e jogadores do Paulista de Jundiaí, líder do Campeonato Paulista mesmo com recursos minguados e de disparates valores se comparados com os grandes clubes da capital, os quais teoricamente tem mais recursos técnicos e financeiros.

– O caso Braguetto & Corinthians: árbitro pode ou não ter relação comercial com clube?

Ontem, na matéria de Daniel Lian, o árbitro da FPF e da CBF Rodrigo Braguetto declarou que sua empresa de arbitragem prestou serviços ao Corinthians no último final de semana. Sua entrevista está disponível no link http://is.gd/arbitro.

A questão discutida ficou sendo: o árbitro de futebol pode ter relação comercial com um clube, cujo time pode estar envolvido nas competições que apita? É legal? É moral? Há alguma consideração contrária?

Vamos lá: no exercício da arbitragem de futebol, o indivíduo se torna um verdadeiro sacerdote na função- tem regramentos exclusivos, necessidade de se policiar e cuidados extremados que talvez nenhum outro elemento envolvido no futebol tenha que ter.

O árbitro não deve apenas ser honesto; deve parecer ser honesto! Como ficarão as explicações para os demais envolvidos no futebol sobre a relação comercial entre árbitro e clube (aqui, independe se é Braguetto e Corinthians, mas poderia ser qualquer outro árbitro e qualquer outro clube)? Torcedor enfurecido não quer saber se a ação comercial foi profissional e independente, ele mistura a coisa. E não adianta fazer vistas grossas, pois a repercussão sempre é grande. Sendo assim, para quê o desgaste?

Imaginem 2 jogos envolvendo Corinthians X Palmeiras:

1) na semifinal do último campeonato paulista, Paulo César de Oliveira foi criticado por sua atuação, mesmo fazendo uma grande arbitragem em jogo difícil. A expulsão de Scolari é lembrada até hoje. E se o árbitro fosse Braguetto? Infelizmente, alegariam que o vínculo da sua empresa de arbitragem teria influência na sua atuação.

2) no último jogo entre ambos, pelo Campeonato Brasileiro: Seneme expulsou Valdívia em lance sobre Jorge Henrique. E se tivesse sido Braguetto?

Diante de tudo isso, não há como negar que é um desgaste impreciso. Concordo que o árbitro é um prestador de serviços autônomo, que não tem sua atividade reconhecida profissionalmente, que não é considerado funcionário da Federação Paulista de Futebol, e, por isso, todo trabalho honesto realizado fora dos campeonatos oficiais não deva ser contestado. Mas dentro da sua atividade, moral e eticamente, muitos cuidados devem ser tomados. E se manter longe de vínculos mais próximos com os clubes se faz necessário.

Lembro fato semelhante ocorrido anos anteriores, já na gestão da atual Comissão de Árbitros: o árbitro Anselmo da Costa foi contratado pelo Instituto Wanderley Luxemburgo para lecionar aulas de arbitragem em seus cursos. O Cel Marinho, presidente da CEAF-SP, não escalou mais o árbitro em partidas nas quais o treinador estivesse envolvido, como que se rotulasse Anselmo a um subordinado de Luxemburgo, mesmo como árbitro.

E agora, nesse episódio?

Se escalar Braguetto em jogos do Corinthians, terá sido uma decisão contraditória à tomada no episódio Anselmo.

Se não escalar, acaba aceitando o argumento que o árbitro está envolvido com o clube e impedido de atuar em jogos da equipe.

Um problema a mais para a Comissão de Árbitros. Nessa próxima rodada, na qual alguns árbitros TOPs enfim estrearão (terá sido pelo excesso de reclamações das primeiras rodadas?), mais um assunto para ser discutido…

Um detalhe: Braguetto afirmou na entrevista que se isso for um problema, se aposentará.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Arbitragem & Homossexualismo: a Crítica do Dirigente

(…) um dos primeiros requisitos que se tem para chegar às altas esferas da arbitragem colombiana é ser homossexual, e isso sim me parece muito grave”.

Veja que maluquice: Álvaro Gonzales Alzate, presidente da Liga que congrega as equipes fora da primeira divisão colombiana (Difútbol), declarou que a arbitragem colombiana pratica um péssimo exemplo ao país: além da promoção / preferência de árbitros gays na 1ª Divisão, incentiva o comportamento homossexual dos jovens na Colômbia!

À Rádio Caracol, o dirigente lembrou ainda que não só no futebol, mas em toda a sociedade, as pessoas fazem o que for para conseguir ascensão na carreira, e, em particular na arbitragem, tal evento vem acontecendo.

Extraído de: http://www.vozdoapito.com.br/homofobia_na_colombia.php

HOMOFOBIA COLOMBIANA

O presidente da Divisão Amadora do Futebol Colombiano (Difútbol), Álvaro González Alzate, insinuou nesta terça-feira que, para ser árbitro na primeira divisão do país, é requisito ser homossexual, numa alusão ao processo por assédio sexual contra Óscar Ruiz.

Para ele, o problema maior de restringir o quadro de árbitros a homossexuais não é fechar as portas para heterossexuais, e sim influenciar os mais jovens a adotarem a mesma opção sexual, algo que o dirigente considerou ser uma doença.

‘Há um mal-estar muito grande entre um bom número de árbitros do país por conta desse tema, porque ninguém apresenta provas e tampouco se atrevem a falar. Mas se comenta que um dos primeiros requisitos que se tem para chegar às altas esferas da arbitragem colombiana é ser homossexual, e isso sim me parece muito grave’, declarou Alzate à emissora de rádio local ‘RCN’.

‘A mim, pessoalmente, o assunto tem preocupado muito, porque estamos há muitos anos administrando seres humanos e aprendemos mais ou menos a conhecer um pouco o que é a essência da vida humana. Por isso, posso dizer que não há nada com maior possibilidade de se contagiar, não há doença, se é que podemos chamar assim, com todo o respeito a quem a sofra, que a homossexualidade’, acrescentou.

O presidente da Difútbol disse que muitas pessoas fazem o que for necessário para fazer parte de uma equipe ou para ter uma camisa.

‘Infelizmente, muitas pessoas, jovens e inclusive menores de idade, fazem o que quer que for para terem uma oportunidade, terem uma bola, uma carteira de um clube profissional ou para estarem em divisões de base. E na arbitragem há algum tempo está acontecendo algo parecido, pois, segundo os rumores que escutamos diariamente, quem não atender as preferências de personagens da arbitragem colombiana, não chega longe’, disparou.

Alzate acredita que o assunto merece maior atenção da Federação Colombiana de Futebol (Colfútbol).

‘No meio esportivo, os dirigentes não remedeiam isso. Se não prestarmos atenção, não revisarmos a situação e promovermos uma reestruturação total do manejo logístico da arbitragem nacional, vamos terminar muito mal’, comentou o presidente da Difútbol.

‘Acho que existe uma anarquia total na arbitragem colombiana, porque foram criados muitos colégios arbitrais os quais a federação leva em conta para partidas em nível profissional, sem nenhum controle’, completou.

O dirigente opinou ainda que a Colômbia há alguns anos estava em terceiro lugar em arbitragem na América do Sul, atrás apenas de Argentina e Brasil, mas que isso mudou nos últimos tempos.

‘Hoje não estamos nem sequer no décimo lugar, resultado da distração da federação em relação à arbitragem’, finalizou. EFE

– Uma Imagem e Uma Análise: o Gol Anulado de Corinthians X Linense visto por um Ângulo Alternativo.

Sempre procuramos tomar cuidados com os pontos de vista diversos nas análises de futebol. Quando da análise do lance polêmico (gol anulado) em Corinthians X Linense, ponderamos várias hipóteses do acontecido (em: http://is.gd/juizpudessefalar), procurando entender motivos de erro e de acerto. E parece que uma delas (imagem não flagrada de lance faltoso antes da cabeçada, mas durante a trajetória da bola), se embasa na foto abaixo:

 

A imagem é clara. Um clic foi mais certeiro no flagra do que uma imagem mal dirigida da emissora de TV. Por mais que costumemos contestar que a imagem é fria e não dá para retratar a dinâmica do jogo, o braço do atleta Fabão se apoiando no ombro de Danilo, deste ângulo fotografado, é claríssimo! Além, do que, não há um vídeo por detrás do gol para analisarmos.

Essa foto é preciosíssima para entendermos como as críticas curtas, grossas e incisivas são proporcionalmente injustas, incoerentes e radicais! Há sempre de se analisar, e, claro, se entender como erro, não misturar equívoco com a honestidade do árbitro. Mas isso é tarefa cumprida por poucos jornalistas… Infelizmente!

Confesso que não tenho o nome do fotógrafo. Alguém sabe de quem é o crédito?

Abaixo, compartilho um caso igual de “ilusão de ótica coletiva”. Lembram-se quando Carlos Eugênio Simon não deu um suposto pênalti claro para o Flamengo e foi condenado, ficando até na geladeira? Naquela oportunidade, uma câmera da ESPN mostrou que o único quem estava certo era o árbitro…

Extraído de 27/08/2008, do Blog do Professor Rafael Porcari (http://is.gd/INJUSTICA)

A CÂMERA REVELADORA DE CRUZEIRO x FLAMENGO

Lembram que, na Copa de 98 na França, em uma transmissão com 20 câmeras de TV, no jogo Brasil X Noruega, um árbitro americano marcou um suposto pênalti cometido pelo Júnior Baiano, e o mundo o criticou? Após dois dias, uma imagem de uma câmera suiça “perdida” no estádio tinha o exato momento em que o zagueiro brasileiro praticava infantilmente a infração dentro da área. Ninguém pediu desculpa ao juizão, que acertara na ocasião.

No último domingo, o Flamengo reclamou veementemente contra Carlos Eugênio Simon, em um lance que pelas imagens da Globo e Bandeirantes era claríssimo pênalti a favor do Mengão (o atacante era Tardelli). Como um árbitro do nível do Simon deixara de marcar? O Flamengo reclamou, esperneou, brigou e disse ter mandado uma fita à FIFA para vetá-lo na Copa de 2010 na África do Sul !

E não é que o Simon acertou o lance? Ontem, no Sportscenter da ESPN Brasil, uma despretenciosa câmera flagrou perfeitamente que o atacante Diego Tardeli PISA BISONHAMENTE NA BOLA, e não é tocado por ninguém do Cruzeiro!

Àqueles que acompanharam a polêmica vão rir do lance. É uma verdaderia trapalhada do Diego Tardelli.

E como fica o Flamengo? Vai mandar uma outra fita à FIFA recomendando o Simon para a Copa? E os “comentaristas de arbitragem” que detonaram o árbitro gaúcho?

O lance já está no YouTube. Veja: http://br.youtube.com/watch?v=FC3nomUzmZI

O ACERTO DE MARCELO ROGÉRIO EM CORINTHIANS x LINENSE

Primeiro, execra-se um árbitro em horário nobre.

Depois, cria-se a teoria da conspiração.

Trata-o, absurdamente, como bandido!

E ensurdecem-se à voz dos mais ponderados, que entendem as dificuldades existentes em apitar um jogo de futebol.

Poucos respeitam o erro humano do árbitro.

Muito poucos sabem criticar respeitosamente.

Pouquíssimos sabem pedir desculpas.

Afinal, alguns programas televisivos criam verdadeiras redes de compartilhamento sobre histórias de “apito amigo” e desonestidade dos árbitros, que faz com que a audiência aumente.

Na Copa do Mundo da França, Galvão Bueno bradava contra um árbitro americano que marcou um pênalti inexistente na partida Brasil X Noruega. Uma câmera da TV da Suíça, dois dias depois, do outro lado do estádio, mostrou que o árbitro havia acertado.

Tempos atrás, o mundo flamenguista sentenciou o árbitro Simon por não dar pênalti sobre Diego Tardelli, contra o Cruzeiro. Três dias depois, a ESPN achava uma imagem onde Tardelli, literalmente, pisava sozinho na bola e caía (Simon houvera inclusive sido colocado na temida “geladeira”).

No último domingo, Marcelo Rogério foi pivô de mais um “causo” destes: quantas câmeras da Sportv flagravam Fabão e Danilo durante a trajetória da bola, após a cobrança do escanteio?

Nem precisa responder: a imagem atrás do gol de Júlio César diz tudo. Um detalhe que muda o julgamento de muitos!

Em: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2012/02/01/torcedores-pedem-desculpas/

– Inadimplência e Descaso no Pagamento de Taxas de Arbitragem na CBF

Se um árbitro for caloteiro, não apita por estar com o nome negativo no SPC ou Serasa (em campeonatos estaduais ou nacional). Mas e se o árbitro levar calote?

As associações de defesa do árbitro devem dar a vida pelos seus associados. Na luta pelos direitos de quem pertence a um sindicato, cooperativa ou associação, sempre a mesma deve se esforçar contra aqueles que prejudicam um árbitro, seja ele qual for.

Me custa a crer que árbitros que deixam o quadro nacional ou a carreira, SEM RECEBER TAXAS, deixam de ter apoio destas! Ué, não trabalharam vinculados a ela?

Um caso que me assombra justamente pelo… descaso: Em 31 de Julho de 2010 (1 ano e meio atrás), Brasília X Araguaína jogaram pela Série D do Campeonato Brasileiro. Um trio paulista apitou o jogo, formado por Robério Pereira Pires (bom árbitro que apitou as duas primeiras rodadas iniciais do Paulistão, mas sacado do quadro nacional), Dante Mesquita Júnior (outro caso curioso: número 13 do ranking paulista, de muitíssimos jogos da série A do Campeonato Brasileiro, e que curiosamente não figurou na lista da Renaf – tendo encerrado prematuramente a carreira aos 39 anos) e Giovani Canzian (que também parou).

Quanta gente boa fora da lista nacional, não?

Imagine os árbitros de pontos diversos do estado de São Paulo se encontrando no aeroporto, bancando deslocamento até o embarque, custeando passagem de avião, hospedagem, alimentação, além dos dias fora de casa e a ausência do lar. E na hora de receber…

Onde está a Associação Nacional dos Árbitros para brigar com o time do Brasília, equipe que não pagou as despesas?

Onde está a Comissão de Árbitros da CBF para agilizar o processo, defendendo seus árbitros?

Onde está o respeito às pessoas que tiram o minguado dinheiro do bolso para trabalhar e não recebem o que é justo?

Perceberam que aqui os árbitros pagaram para apitar?

Absurdo.

Por mais que elas estejam trabalhando, estamos em 2012. Demora tanto para executar um calote de Julho/2010?

Ao menos, o Sindicato Paulista poderia tentar fazer um contato com a Associação Nacional para ajudar. Será que é tão difícil (quase 18 meses) para cobrar o time da Capital Federal? Talvez o próprio Arthur Alves Júnior, secretário da ANAF e presidente do SAFESP, fosse o canal ideal de intercessão para o recebimento dessas taxas atrasadas. Acredito que deve estar trabalhando para isso.

Importante: tentado o contato por email com Robério, e nada obtido. Tentado o contato telefônico com Dante, e o mesmo tudo confirmou. Tentado contato telefônico com Canzian, e nada obtido.

Será que a culpa muitas vezes não é dos próprios árbitros, que não exigem com toda a sua força o direito que têm? Afinal, as entidades estão lá, independentes, para servi-los.

Ou não funciona bem assim, não só no futebol como na sociedade?

Tomara que os árbitros consigam receber logo suas taxas. São gente honesta, trabalhadora, cujo soldo é justo e necessário.

– Corinthians X Linense: Ah, se o Árbitro Pudesse Falar…

Há situações no futebol as quais o tempo mostra que precisam ser modificadas. Uma delas, indubitavelmente, é o comportamento do árbitro por imposição das Comissões de Árbitros, referente a entrevistas.

Sempre fui a favor de que o árbitro pudesse dar uma mini-coletiva após o jogo, para elucidar situações polêmicas. Na Itália, após a partida, os árbitros ficam a disposição para explicar algumas decisões. Nada de sabatina, apenas uma satisfação de poucos minutos e poucas palavras para esclarecer dúvidas.

Ontem, tal medida seria importante para o sexteto de arbitragem capitaneado por Marcelo Rogério na partida entre Corinthians X Linense, válido pela Rodada 03 do Paulistão 2012.

Marcelo tem um dos melhores preparos físicos (se não o melhor) de todo o quadro. Firme em suas decisões, posiciona-se bem em campo; não faz parte do quadro nacional da CBF unicamente pela burra política da idade.

Porém, um lance “esquisito” fez com que as críticas à sua arbitragem fossem ressonantes. Após a equipe do Linense cobrar um escanteio, o jogador Fabão, com 2,04 m pula e cabeceia para o gol, abrindo o placar. Entretanto, o gol é anulado por suposta falta no jogador do Corinthians (Danilo).

Veja o lance: http://is.gd/ANULADO

Marcelo Rogério está bem posicionado. Fabão pula sem se apoiar em Danilo, permitindo que ele participe normalmente da disputa de bola. O árbitro adicional (AAA) está olhando para o lance também. Tudo parece legítimo, mas o gol é anulado.

Mas… Alguém ouviu o árbitro para afirmar que o gol foi anulado por suposta infração contra Danilo? Claro que não. É por isso que as mini-coletivas pós-jogo seriam fantásticas para evitar as teorias da conspiração que hoje predominam sobre a partida. Se pudéssemos ouvi-lo, talvez a repercussão seria menor.

Repare no lance que além da boa colocação, há algo importante: somente dois jogadores comemoram o gol do Linense. Os demais, já estão voltando para a sua posição. Será que a jogada não estava parada antes? E dessa situação, surge a hipótese 1:

– Por ventura, quando da cobrança do escanteio, não houvera acontecido uma falta fora do lance de bola entre Fabão e Danilo, e quando a bola é cabeceada, o árbitro já teria apitado? Se sim, justificaria a passividade da maioria dos atletas.

Outro detalhe, de onde pode vir a hipótese 2:

– O AAA2 Adriano de Assis Miranda está olhando para o lance frontalmente; já o árbitro Marcelo Rogério está um pouco mais longe, os enxergando de lado. Quem se encarrega de observar a cobrança do escanteio é o árbitro, bem como a trajetória da bola até a grande área. Com os AAA, é possível dividir aquela zona de disputa entre AAA e árbitro assistente, que no caso, era a bandeira 2 Tatiane Sacilotti, que os vê de outro ângulo ainda. Teriam árbitra assistente ou AAA visto algo e informado ao árbitro? Se sim, há a explicação da rápida reposição de bola, pois o árbitro nem foi ao local da infração e Julio Cesar cobrou o tiro livre a seu favor imediatamente.

Se formos ainda mais detalhistas, podemos perceber que Danilo não alcança a bola e Fabão o faz com facilidade. E dela nasce a hipótese 3:

– Teria entendido o árbitro que Fabão usou de força desproporcional ao disputar a bola com Danilo, e nessa diferença de força marcou falta? Se sim, considerou a desigual diferença de tamanho do atleta do Linense, usada para se sobrepor ao “baixinho” Danilo.

São 3 hipóteses de defesa do árbitro, e, aparentemente, a mais popular e elementar seria a hipótese 4 (ao qual, num primeiro momento, comungo):

Por um equívoco, o árbitro entendeu que Danilo sofrera infração de Fabão pelo fato do mesmo não dividir a jogada com boa disposição. Árbitros buscam muitas vezes entenderem reações de atletas para decidirem, e ao ver Danilo totalmente passivo, pode ter se iludido de que ele recebeu a falta. E falta não foi… Danilo bobeou, e o zagueiro Fabão aproveitou-se da altura e pulou legalmente em busca dela, sem impedir que o corinthiano a disputasse.

Pode ser que uma imagem diferente apareça hoje ou alguém manifeste uma 5ª situação. Mas o certo é que o silêncio forçado ao qual os árbitros são submetidos impede o esclarecimento, força a imagem de antipatia e nem permite o mea culpa caso quisesse assumir um erro, coisa natural aos seres humanos que não são dotados de replay nas suas decisões.

Diante de tudo isso, fico imaginando; ontem, escrevi sobre a importância dos adicionais e a sugestão de AAA mais experientes (http://is.gd/gYMvwb). Respeitando os AAAs de ontem, mas já imaginaram se tivéssemos Cleber Abade, agora com 46 anos, ou qualquer outro mais rodado naquela posição? Se Marcelo se equivocou, este poderia ter sido corrigido pelo ex-árbitro central e agora AAA de elite.

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

– Paulista X Santos: a Pendenga dos Uniformes

Na partida deste último domingo, o árbitro Vinícius Dias Gonçalves Araújo e seu Quarto Árbitro Junior César da Silva cometeram um grande erro ao forçar a mudança de uniformes do Paulista FC na tarde/noite em Jundiaí, na partida contra o Santos.

Funciona assim: o time visitante OBRIGATORIAMENTE deve vestir uniformes de cores diferentes da equipe mandante. Quem joga em casa escolhe a sua roupa, e sendo assim, o Paulista poderia vestir seu uniforme no. 1.

Normalmente, quando as equipes chegam ao estádio, o Quarto Árbitro vai aos vestiários e confere os uniformes das equipes. Todas as peças do uniforme devem ser diferentes entre os times (Camisa, calção e meias). Os goleiros devem vestir cores que os diferenciem dos jogadores de linha da sua equipe e da adversária, lembrando que, em dificuldade de encontrar cores tão diferentes, ao menos a camisa deve ser diferente, podendo o calção e a meia serem iguais ao da sua equipe.

Se o Paulista quisesse jogar (pela ordem Camisa-calção-meia) com as cores: listrada tricolor-branco-branco, o Santos deveria evitar a camisa listrada bicolor (pois seria escura como a do Paulista), bem como calções  e meias brancos. Assim, a equipe da Vila Belmiro deveria jogar de branco-preto-preto. Tanto o goleiro santista quanto o jundiaiense deveriam usar cores diferentes de todas acima citadas, e na impossibilidade, poderiam jogar com calções e meias das cores dos seus companheiros de linha.

Em havendo dúvidas sobre os uniformes, o Quarto Árbitro informa ao Árbitro que decidirá a situação. O procedimento padrão será o de alertar a equipe visitante para providenciar o uso de cores distintas a do mandante, à pena de não iniciar a partida. Na impossibilidade de uso do uniforme ideal por motivos inusitados (roubaram o fardamento, tamanho que não entra, ou qualquer outra coisa), a decisão do árbitro deve ser flexibilizada pelo problema ser pontual.

No Jaime Cintra, o Santos se negou a trocar de uniforme por questões estéticas. Se o Paulista mudou o seu uniforme por gentileza entre os dirigentes, que chegaram nesse acordo, tudo bem. Mas se o time de Jundiaí foi obrigado pela arbitragem, tal ação foi equivocada. Errou o árbitro, sucumbiu ao time grande.

Caso insistisse, o Paulista poderia ter entrado em campo com o seu uniforme número 1, o Santos teria que voltar ao vestiário para a troca e o árbitro deveria relatar o atraso da partida a fim de que a equipe santista fosse multada.

– Sugestão às Federações sobre os Árbitros Assistentes Adicionais (AAA)

Debatendo com amigos, consegui formar uma opinião sobre os árbitros adicionais. A boa experiência, testada a algum tempo na Europa e também no Brasil, deveria sempre se utilizar de árbitros mais experientes e calejados do que o árbitro principal.

Explico: percebam que nos jogos em que há mais participação dos árbitros assistentes adicionais (AAA), estes são geralmente do mesmo nível ou mais rodados que o árbitro central? E se fizermos uma discussão sobre o tema, levantamos as seguintes reais hipóteses:

um árbitro adicional jovem, em um lance duvidoso, se sentiria mais intimidado a dirimir uma dúvida de um árbitro experiente. E, por lógica, dificilmente um árbitro experiente, em dúvida, acataria uma opinião duvidosa de um novato.

em dúvida, o árbitro central experiente, entre a sua própria opinião e a do novato, ficará com a dele mesmo.

um AAA experiente poderia ser mais contundente, incisivo e preciso na hora de informar a um árbitro central do que um novato, e justamente a contundência adquirida pelos anos de carreira faz com que a decisão seja mais precisa e melhor tomada.

imaginaram o lance em que um AAA jovem informe o árbitro experiente e ele não tome a decisão baseada na informação? O time que se sentir prejudicado irá infernizar a atuação daquele AAA pelo resto da partida.

uma decisão do árbitro central tomada por ajuda do AAA experiente, claramente será acatada com maior aceite.

imaginaram a segurança de um árbitro novato em seu primeiro clássico, tendo como AAA os veteranos Seneme e Paulo César de Oliveira? Para uns, exagero na escala. Para o árbitro, respaldo para o seu debute. Para o jogo, segurança garantida.

Vou além. Penso na autorização da FIFA para árbitros que deixem o quadro por idade-limite de 45 anos, possam trabalhar por mais tempo na função de AAA. Já imaginaram um clássico nacional de grande apelo (Fla-Flu, por exemplo), com os AAA como Cléber Abade e Carlos Eugênio Simon?

Utopia para você? Talvez para mim também. Mas é inegável que esses árbitros, com experiência maior do que os demais, salvariam o árbitro central e o jogo de muitas situações de erro. A propósito, quando o árbitro tem maior experiência, já viveu de tudo no campo e sabe dos atalhos para não precisar correr tanto, tem que parar de apitar por culpa da idade… Não é curioso?

Quem sabe o tema não seja interessante para ser discutido pelas instituições que cuidam dos árbitros? Já que o uso dos AAA é em caráter experimental, as Federações, Sindicatos e Associações poderiam solicitar a permissão do uso de árbitros com até 50 anos de idade para essa função.

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– 10 Coisas que um Árbitro de Futebol não deve fazer

Já publiquei anteriormente, em 2009, mas vale o resgate: compartilho vídeo engraçadíssimo do “Midiagol”, enviado pelo colega árbitro Daniel Destro do Carmo, sobre 10 coisas que devemos evitar em campo, quando árbitros:

1-Agir como Cheeleader;

2-Comemorar um Gol;

3-Se empolgar com a trave, achando que é “bastão de dança”;

4-Usar o apito como flauta;

5-Usar o gramado como horta;

6-Desejar aparar a grama durante a partida;

7-Andar no carrinho da maca;

8-Ajudar o goleiro a defender o gol;

9-Apitar sentado confortavelmente na sombra;

10-Chutar o atleta machucado caído no chão!

Veja um exemplo prático do árbitro fazendo tais coisas nesse vídeo. É de morrer de rir!

Em: http://www.youtube.com/watch?v=NGC-Kj3DlZo

– Vale Pênalti Cobrado com o Calcanhar?

Já respondi esta questão algumas vezes no Blog “Pergunte ao Árbitro” (http://is.gd/kZWxzb), mas novamente ela aparece. Claro, é inusitada e gera curiosidade. Vamos lá, repetindo a resposta anterior…

Sim!

Vale pênalti de calcanhar, de cabeça, de barriga, de joelho… e até de pé! Com qualquer parte do corpo que seja permitido jogar.

A regra diz que a bola tem que ser chutada para frente (aqui, o termo “chutada” se estende a “cobrada”, e cobrar é fazê-la se mexer, rolar). Também exige que o jogador que irá cobrar o tiro penal seja identificado.

Qual o problema então?

O problema é: haja coragem do cobrador… será achincalhado por todos!

Detalhe: chutar pra frente quer dizer que ela pode ser passada para um companheiro; ou seja, pênalti em dois lances! Me recordo que o jogador Euller, o “filho-do-vento”, no final de sua carreira, tocava a bola para um companheiro que vinha na corrida a fim de fazer o gol.

Bobagem, não?

– Você acredita em Listas no Futebol?

Comparar é um desafio ímpar. Uma tarefa árdua, e ao mesmo tempo, tola.

Sim, tola, pois em alguns casos, há situações incomparáveis, pois as bases de comparação são mutáveis e diferentes no tempo.

Imagine o universo do futebol. Como alguém pode querer comparar Di Stéfano com Maradona? Jogaram com chuteiras de outras tecnologias, regras com algumas modificações, qualidade dos gramados, outros esquemas de jogo e companheiros diferentes (se levarmos em conta os 50 anos que distam suas atuações).

Quer outro problema? Poucos puderam ver Leônidas da Silva e Ronaldo, por exemplo. Quem seria melhor? O Diamante Negro, inventor do gol de bicicleta (que o fez ao receber a bola descalço – seu gol seria invalidado pelas regras hoje), ou o Fenômeno, recordista de gols em Copas do Mundo? Quantas pessoas assistiram os dois em campos? Não se esqueça: leve em conta os fatores acima (gramado, chuteira, esquemas).

A mídia também tinha outros recursos. Quantas pessoas assistiram em suas casas a transmissão “Ao Vivo” da Final da Copa do Mundo de 58 e quantas assistiram Barcelona X Santos no mês de dezembro?

Um grande viés: o evento contemporâneo encanta! Os jovens de hoje tem na retina Messi; os de 30 anos têm Ronaldo e Zidane; os quarentões têm Maradona; o pessoal de 50 anos lembra de Cruyff e Beckenbauer; os sexagenários têm Pelé.

Portanto, é bobagem querer comparar. Só dá para fazer qualquer tipo de análise aqueles que possuem mais de 80 anos. E com várias considerações!

Tudo isso foi dito pois a Sport Illustred, conhecida revista americana, fez um ranking mundial de todos os tempos e o maior jogador da história é… Messi (que ainda não terminou a carreira, mas é comparado). Pelé ficou em quarto lugar. Veja a lista:

1 – Lionel Messi (ARG)
2 – Diego Maradona (ARG)
3 – Johann Cruyff (HOL)
4 – Pelé (BRA)
5 – Franz Beckenbauer (ALE)
6 – Lev Yashin (URSS)
7 – Michel Platini (FRA)
8 – Bobby Moore (ING)
9 – Zinedine Zidane (FRA)
10 – Ferenc Puskas (HUN)
18 – Zico (BRA)
19 – Ronaldo (BRA)
22 – Roberto Carlos (BRA)
24 – Ronaldinho (BRA)
28 – Garrincha (BRA)
29 – Carlos Alberto(BRA)
34 – Falcão (BRA)
40 – Romário (BRA)
45 – Nilton Santos (BRA)
57 – Cafu (BRA)

Ainda sobre listas: o que dizer da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol), que fez a eleição do melhor árbitro do Quarto de Século? Eis a lista:

1.º – Pierluigi Collina (Itália).

2.º – Markus Merk (Alemanha).

3.º – Kim Milton Nielsen (Dinamarca).

4.º – Peter Mikkelsen (Dinamarca).

5.º – Oscar Ruiz (Colômbia).

6.º – Sandor Puhl (Hungria).

7.º – Urs Meier (Suíça).

8.º – Anders Frisk (Suíça).

9.º – Pier-Luigi Pairetto (Itália).

10.º – Helmut Krug (Alemanha).

Para nossa tristeza, os árbitros brasileiros desse período foram classificados bem atrás:

45.º – Marcio Rezende de Freitas.

50.º – José Roberto Wright.

58.º – Romualdo Arppi Filho.

72.º – Arnaldo David César Coelho.

93.º – Carlos Eugenio Simon.

98.º – Sálvio Spínola Fagundes Filho

100º- Renato Marsiglia.

E você, gosta da ideia de listas? Deixe seu comentário:

– Os Árbitros Adicionais: Uma diferença observada entre o Paulistão e o Cariocão

Nada de bairrismo, mas sim uma observação importante: o comportamento dos árbitros adicionais atrás da linha de meta no RJ e em SP.

Nesses jogos iniciais, percebi que no Campeonato Paulista os árbitros adicionais não estão gesticulando, mas conversando via rádio com os árbitros principais. Se há um pênalti duvidoso, primeiro ocorre a discreta conversa, para, logicamente, não atrapalhar a decisão final do árbitro. Ou seja: o adicional é um auxiliar, que informa com cuidado, mas não toma decisão.

Em alguns poucos jogos que vi do Campeonato Carioca, vejo o inverso: árbitros adicionais gesticulando bastante e até entrando em campo! Confesso que não sei se é uma orientação diferente da FERJ em relação a FPF, mas a curiosidade me atiçou. Tal comportamento seria por orientação das Comissões de Árbitros de cada estado? A CEAF-SP trabalha diferente da CEAF-RJ?

Insisto nesta questão pelo simples fato de que essas federações estão podendo utilizar tais árbitros de acordo com a permissão da FIFA, na chamada FASE 2 da experiência com adicionais. A FASE 1 tinha abandonado a tradicional diagonal do árbitro com árbitros adicionais à direita dos goleiros. Agora, estão à esquerda das metas, mais próximos dos árbitros assistentes.

E aí fica a dúvida: quem está trabalhando de acordo com o ideário da FIFA?

Outra questão: o que é melhor para os árbitros?

Penso que toda marcação do árbitro deve ser bem sinalizada para que os envolvidos no jogo entendam o que foi marcado (isso evita os “perigos de gols” tão nefastos no futebol). Entretanto, não gosto da idéia da sinalização explícita do árbitro adicional, justamente pelo fato de que se ele entender que ocorreu um pênalti, entrar em campo e sinalizar que é tiro penal, mas o árbitro entender que não foi, os jogadores irão reclamar muito, muito mesmo!

Aqui, fico com a discreta comunicação dos adicionais de São Paulo, que, respeitosamente, entendo ser muito mais adequada do que a extravagância de forçar uma sinalização inadequada.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Há Vida Fora da Arbitragem!

Conversei com um grande amigo e ótimo árbitro assistente (ou melhor, ex-árbitro assistente), Dante Mesquita Júnior.

Fiquei triste por saber que não está mais no quadro de árbitros da CBF, tampouco da FPF. Com excepcionais notas nas provas escritas, ótimo desempenho nos testes físicos e altas notas nas avaliações de jogos, com larga experiência na 1ª divisão, muito bem ranqueado no ranking da Federação Paulista de Futebol, aos 39 anos não está mais na ativa. Uma pena.

Fico pensando: Sálvio, Gutemberg, Dante, Davi, Marcos Joel, José Maria, Jeimes… conheçam, gostem ou não desses nomes, ambos tem algo em comum: foram descartados em um certo momento da carreira. Nada de incompetência, de relaxo ou relapso… Você pode até julgar ser abandono dos dirigentes, má condução dos presidentes de comissões de árbitros ou qualquer outra coisa (em alguns casos, isso é latente). Mas considere também outro fator: vontade divina! Para muitos, ser retirado ou tolhido de um meio impróprio pode redirecioná-los a coisas maiores, que independente da crença, levem à busca das coisas do Alto!

Após essa divagação, queria compartilhar alguns pensamentos que surgiram desse bate-papo produtivo: estar dentro ou estar fora da arbitragem.

Confidenciei que ainda sonho que estou em campo, vestindo o uniforme ou em viagem. Mas nunca sonho com as enfadonhas e burocráticas reuniões (aí seria pesadelo…). E isso passa na cabeça de muitos árbitros: quando e como parar; se preparar para parar ou ser parado!

Citei nomes acima de árbitros desde a FIFA até iniciantes no meio, só para mostrar que esse sentimento, um misto de temor e de repugnância, assombra a qualquer um. Será que o fim da carreira de árbitro é o fim do mundo? Paulo Roberto Falcão disse, certa vez, que “o atleta de futebol morre duas vezes: quando morre de verdade e antes, quando encerra a carreira de jogador”. O que difere isso do árbitro? Nada.

Mas estando de fora, a depressão, a tristeza ou a saudade importunam. Carece-se de apoio familiar, preparo e tudo mais. Nos EUA, é comum a existência de profissionais que preparam atletas para o encerramento paulatino das carreiras esportivas. Aqui, isso inexiste.

Uma constatação em nossa conversa, lembrada sabiamente por Dante:

Arbitragem é um vício, e a droga que a sustenta são as escalas (…) Quando seu nome não está na escala, na quarta ou quinta-feira, como você se sente? E quando, na semana seguinte, você vê que foi escalado, aquilo passa…

Perfeito! A analogia da arbitragem com vício resume plenamente uma dura realidade: vivemos de escalas de jogos, e morremos semanalmente quando não somos escalados! Administrar, ou melhor, lidar com isso, é um problema não só para o árbitro, mas para a família dele. E principalmente, para as Comissões de Árbitros!

– Vantagem ou Posse de Bola?

A pergunta vem de Ruben: quais as semelhanças / diferenças entre vantagem e posse de bola?

Vamos lá: Nem sempre a situação em que um atleta sofrer uma falta e seu companheiro permanecer com a bola dominada será vantagem. Ou seja, nem toda a posse de bola é uma vantagem.

Quanto a isso, outro dia escrevi que precisamos desmistificar a idéia de que vantagem é posse de bola. Se um jogador do São Paulo ou Palmeiras está na entrada da área tentando lançar uma bola para o atacante e sofre uma falta, a vantagem seria deixar seu companheiro ficar com a posse da bola e terminar o lançamento ou marcar a falta para o Rogério Ceni ou o Marcos Assunção cobrar?

Percebeu como “dar vantagem” é subjetivo? A Regra diz que você deve avaliar as seguintes condições para deixar de marcar uma falta e deixar o jogo seguir:

O local da falta (se a bola está na defesa, o zagueiro sofre uma falta e seu companheiro, rodeado por muitos atacantes, fica com a posse de bola, não deve dar vantagem).

O local onde se encontrava a bola no momento da falta (nem sempre a bola está na jogada em que ocorre a falta. Por exemplo: a bola está pingando, pingando, pingando na pequena área, não tem goleiro, ela está pedindo para ser chutada e um jogador da equipe que ataca sofre falta no bico da grande área. Entretanto, havia um atacante próximo da bola com chance de chutá-la. Tem que dar a vantagem!)

A intensidade da falta (A bola sobrou livre para o companheiro do jogador que sofreu a falta, mas ele levou um chute tão forte que precisa de atendimento médico urgente; não é prudente parar o lance?)

O clima do Jogo no momento da falta (tá todo mundo batendo em todo mundo? Cuidado ao não marcar faltas…)

Mas não se esqueça: se você der uma vantagem, na primeira paralisação tem que aplicar o cartão caso o infrator mereça. Você pode deixar de marcar a falta, mas não pode deixar de puní-la.

– Capacidade de Incapaz?

Hoje, teremos Oeste X São Paulo. O time de Itápolis não jogará na sua casa, no Estádio dos Amaros. Mandará a partida no Estádio Eduardo José Farah (Presidente Prudente).

Ué, a partida não poderia ser jogada num estádio mais próximo, como na Arena Fonte Luminosa (Araraquara), totalmente reformada, com ótimo gramado e excelentes condições para a imprensa? Além, claro, da proximidade entre Itápolis e Araraquara. Ou, por mais Caxias que se possa ser quanto à capacidade do estádio, no Teixeirão (São José do Rio Preto), que são praças muito mais próximas do que Presidente Prudente?

Uma curiosidade: Oeste tem população de 40.000 habitantes. A capacidade do Farahzão é de 44.414 torcedores…

Não é uma nítida inversão de mando? Será que teremos mais torcedores de Itápolis em Presidente Prudente do que sãopaulinos?

Lembro-me que um dia Oeste X Santos mandou seu jogo no Pacaembú… Como a FPF permite isso?

Gostaria que meu Paulista FC pudesse ter esse privilégio de pegar times como o Oeste em P. Prudente também. Claro, quem jogou ou apitou em Itápolis sabe como é difícil trabalhar lá. O Oeste faz valer os benefícios de estar em casa (quando lá está).

Ainda: imagine o torcedor de Itápolis que esperou para ver Luís Fabiano, Lucas… terá que o fazer em outro ano. Provavelmente, em 2014, já que os remanescentes deste ano tem inversão de mando em 2013.

E você, o que acha dessa inversão de mando? Deixe seu comentário:

Em tempo:

– em pleno feriado na capital paulista, e ninguém pensou em marcar alguma partida as 16h? Jogos às 22h, no final do feriado?

– quando sai o ranking dos árbitros da Federação Paulista de Futebol?

– Redes Sociais e Arbitragem: o Uso e Desfruto das Ferramentas Eletrônicas

Dias atrás, a FIFA determinou que seus árbitros encerrassem as contas em Redes Sociais Eletrônicas, como Twitter e Facebook (informações disso em: http://is.gd/0x921a). E isso é bom ou ruim?

Ninguém melhor que os árbitros para falarem sobre o assunto. No meu Facebook, tenho cerca de 230 árbitros e ex-árbitros. Sabe como a notícia repercutiu entre os árbitros atuantes? Péssima, de mau gosto, e com muita chiadeira. Já os árbitros aposentados, nenhuma objeção.

Os motivos de quem critica a medida são de que o árbitro é um ser comum e elemento do futebol que deve ser visto sem diferenciação na sociedade. Conversei com muitos sobre o assunto, e a maior parte deles alega o seguinte: nas redes sociais, os árbitros não comentam assuntos de jogo e nem temas polêmicos.

Já os ex-árbitros alegam que o árbitro é um ser diferenciado, mais visado e que todos os cuidados para se preservar a imagem são necessários. Os desabafos indesejados pelas entidades desportivas seriam evitados.

E o que eles escrevem atualmente nessas redes sociais? No Orkut, não tão usado pelos árbitros hoje (puxa, parece até que a rede caiu em desuso –e caiu mesmo), os árbitros atuantes ali escreviam nomes disfarçados e se escondiam para opinarem sobre lances de jogo e situações de desagrado da carreira; algumas comunidades foram criadas em defesa da categoria, mas poucas prosperavam. No Facebook, há a divulgação das escalas e torcida entre os árbitros entre si; como exemplo, o jogo Corinthians X Palmeiras, onde os clubes ficaram de lado e fotos de Seneme e louvores à sua arbitragem foram destacados. Por fim, no Twitter, há muito menos árbitros do que se possa imaginar, e ali não há muita polêmica no Brasil. Mas vale o lembrete: Carlos Eugênio Simon, na África do Sul, divulgou via microblog a escala do japonês que apitaria Brasil X Holanda antes da divulgação da FIFA; no Paraguai e na Colômbia outros problemas ocorreram. Seriam essas situações determinantes para a entidade decretar a proibição?

Há exemplos de árbitros que se utilizam da ferramenta para sua promoção fora do futebol, buscando destacar seus trabalhos. O paulista Guilherme Ceretta de Lima e o baiano Diego Pombo, bons árbitros, são modelos profissionais, e estão não só nas redes sociais mas também na TV e em outras mídias. A recomendação os proibiria de tais ações, mesmo que não misturassem as atividades? Se sim, oficializaríamos a questão de ofícios indesejados pela FIFA na conciliação com a arbitragem?

Muitos criticam o uso de tais ferramentas como escada para outros interesses: ou seja, do uso da atividade e da imagem do árbitro para promoção particular. Ué, é só profissionalizar os árbitros e promover plano de carreira, que as atividades paralelas minimizariam. Portanto, a proibição das Redes Sociais tem dois objetivos não claros, mas perceptíveis, aos olhos da FIFA: evitar polêmicas geradas pelos próprios árbitros na Web e a não promoção particular dos árbitros em outras atividades utilizando a imagem da FIFA.

O que penso? Que a proibição oficial é uma atitude antipática, além de grande bobagem. Claro, bobagem, afinal o árbitro sabe que se polemizar, não apitará. E aquele que não tiver inteligência para saber do seu limite nas redes, cá entre nós, deve estar fora da atividade.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

– Diferença Técnica dos Clubes nos Regionais

Os Principais campeonatos estaduais de futebol começaram ontem. E sem dúvida não há como não abordar:

A diferença técnica entre as equipes. No RJ, os times-reservas de Fla e Flu ganharam dos seus adversários. Aqui em SP, o Santos empatou em Piracicaba e o Coringão ganhou no Pacaembu.  Nenhuma surpresa. Há quem diga que a vitória do Paulista de Jundiaí sobre a Portuguesa tenha sido surpreendente, pela fase “Barcelusa”. Esses, certamente ignoraram a árdua rotina de treinos do Galo.

– A questão de cotas aos grandes: as cotas ao quarteto de times grandes são altas, e lhes permite colocar time reserva?

– No interior do estado, praticamente o jogo da vida dos times pequenos é a visita dos grandes. E como fica quando estes vão com o “segundinho” / time misto?

– Não é muito termos 20 clubes no Paulistão?

Sinceramente, sou defensor dos regionais, desde que bem melhor elaborados. O que não pode é durarem 3 meses e os times pequenos deixarem de existir. Algo deve ser mudado, a fim de ajudar esses clubes tradicionais do interior e não prejudicar os grandes, que dividem seu tempo com Copa do Brasil e Libertadores, sem contar com a Pré-temporada adequada e necessária.

entrosamento dos árbitros adicionais: na partida entre XV de Piracicaba X Santos, pra mim, ficou nítido que o adicional atrás do gol (nome a disponibilizar aqui) ajudou o árbitro Thiago Duarte Peixoto, na marcação do pênalti a favor do XV. Foram bem!

Jogos aos sábados no horário das 19:30h? Sem transmissão de partidas em TV aberta no sábado a tarde?

– Árbitro pode aplicar 2 Cartões Amarelos Simultâneos?

Não, deve aplicá-los individual e claramente, para que seja bem identificado. Mas esse lance veio pela indicação do amigo Denis Garcia, e certamente você nunca viu. Eu, pelo menos, não.

Marco Antonio Rodriguez apitou Santos X Tigre, pelo Campeonato Mexicano, dias atrás. E não é que o juizão inovou? Num determinado lance, ao advertir com cartão amarelo um jogador de cada equipe, quís ser prático: arrancou dois cartões do bolso e aplicou-os simultaneamente!

A matéria está no GloboEsporte.com (em: http://is.gd/D0plOV), e o lance no Youtube: http://is.gd/DuploAmarelo.

E aí, o que você achou do árbitro? Deixe seu comentário:

Obs:

1) ele é Fifa, e bem conceituado internacionalmente; levou 5 jogos de “gancho”.

2) repararam nos patrocínios? Nas costas, nas mangas e NA CINTA DA BERMUDA. Quase igual aqui…

(Você pode acessar essa matéria também em: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2012/01/22/arbitro-pode-aplicar-2-cartoes-amarelos-simultaneos/)

 

– O Desafio de Fortalecer os Árbitros Paulistas em 2012

Em 2005, São Paulo contava com um grande leque de árbitros TOP para clássicos: Seneme, Paulo César de Oliveira, Sálvio Spínola, Cleber Abade, Anselmo da Costa, Romildo Correia e Rodrigo Martins Cintra. Dos clássicos disputados no Campeonato Paulista, raramente o sorteio fugia do nome deles.

Anselmo e Romildo pararam. No ano passado, Rodrigo Martins Cintra foi para o Nordeste; Cleber Abade encerrou a carreira. Idem para Sálvio Spínola. Assim, faz-se necessário o surgimento de novos nomes, que sejam unanimidade entre clubes, torcedores, jornalistas, especialistas e próprios árbitros (claro, entenda ‘unanimidade’ como ‘nome aceito em jogo importante’, pois ela inexiste na arbitragem).

Nomes como os dos experientes Rodrigo Braguetto ou Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza ganharam mais força; Luís Flávio de Oliveira, aspirante a FIFA, se firmou ainda mais. Flávio Guerra, de alguns clássicos, perdeu espaço. Guilherme Ceretta vem como o emergente da vez: bom árbitro, criticado por muitos pela dedicação à sua carreira de modelo (aqui, em tom de inveja de muitos), mas que precisa se manter no desempenho em alto nível. Outros, como os bons Rodrigo Guarizzo, Phillipe Lombard, Leonardo Ferreira Lima ou Robério Pereira Pires ainda não foram sorteados para o clássico das suas vidas, apesar da grande rodagem. Ainda, novos nomes como Vinícius Furlan (que já atuou em um clássico) ou Leandro Bizzio ganham força e sequência de escalas. Claro, não nos esqueçamos dos novatos, quase anônimos da grande imprensa (mas conhecidos no meio) que, apesar do pouco tempo de A1, são experientes nas divisões de acesso.

A questão é: conseguiremos ter novos nomes de árbitros, incontestáveis pelo trabalho e mérito, sendo escalados em grandes clássicos, e, principalmente, FIRMANDO no conceito de Árbitro TOP?

Eram 7 árbitros citados acima que apitavam os principais clássicos em todo o Brasil. Temos 7 nas mesmas condições hoje? Falhou-se na reposição? Não podemos nos limitar aos ótimos Seneme e família Oliveira nas finais, precisamos de mais nomes, em quantidade proporcional ao tamanho do estado de São Paulo. Na primeira rodada, novos nomes foram colocados nas escalas. Ótimo. O caminho é esse. Mas perdurará até o final? Tomara!

Por fim: nada da divulgação do Ranking 2012 dos árbitros até agora… Por que a Federação Paulista insiste em mantê-lo no formato e nas regras de hoje? Um verdadeiro tiro no pé! No modelo atual, os árbitros da elite apitam muitos jogos, enquanto que o bloco intermediário tem poucas partidas. Há um inchaço absurdo no quadro, como “se da quantidade se tirasse qualidade”. Ledo engano dos dirigentes do apito.

Aguardemos. Que 2012 seja de sucesso aos árbitros e que possam fazer valer suas instituições com força e independência, pois, provavelmente, esse é o calcanhar de Aquiles da arbitragem: a independência da sua representatividade.

Boa sorte!

– Pacotão do Gutemberg

Li que o Gutemberg levou duas pessoas para carregar os documentos no STJD contra Sérgio Correa da Silva. Está no site “Voz do Apito” (citação no atalho de links ao lado).

Alguns falam que seriam recortes de jornais. Se mentira, vão processar os jornais? Claro, teoricamente foi uma difamação do jornal.

Não importa. Ele parece bem embasado. Mas sem dúvida teremos outra batalha: a transformação de tudo isso em provas concretas, claras e objetivas.

Evidentemente, uma grande guerra jurídica acontecerá. E acho que todos os lados estarão preparados.

Vamos aguardar, como diria Prudêncio Prudente.

– Novos Árbitros no Paulistão 2012

Definiu-se as equipes de arbitragem dos primeiros jogos do Paulistão-2012. São eles:

Corinthians x Mirassol – Márcio Henrique de Gois

Portuguesa x Paulista – Rodrigo Bragheto

Ituano x Guaratinguetá – Júnior César Lossavaro

XV Piracicaba x Santos – Thiago Duarte Peixoto

Guarani x Oeste – Marcelo Aparecido R. de Souza

Comercial x Linense – Vinicius G. Dias Araújo

Bragantino x Palmeiras – Leandro Bizio Marinho

São Paulo x Botafogo – Robério Pereira Pires

São Caetano x Ponte Preta – Cássio Luiz Zancopé

Catanduvense x Mogi Mirim – Flávio Rodrigues Guerra

Fico feliz por ver vários amigos escalados. Em especial, vejo o Junior Cesar Lossavaro estreando em seu primeiro jogo na série A1. Parabéns a todos e boa sorte.

Entretanto…

Tenho sido crítico de muitas ações da condução da arbitragem. Em especial, vejo árbitros categoria “Prata” que lutam uma vida inteira e não tem oportunidades; debato sobre a incompatibilidade de cargos nas relações entre as instituições patronais e de defesa dos árbitros; defendo a meritocracia e critico o modelo atual de ranking. Porém, quando é para se elogiar, sejamos justos e elogiemos: houve coragem para lançar novos árbitros e novos bandeiras. Parabéns! Mas, alguns questionamentos também são necessários:

Serão trios fixos? Mas por que não se aproveitou todo o tempo de pré-temporada para entrosar os trios?

Irão até o fim com árbitros estreantes? Ouro tem que ser Ouro. Se está na A1, tem que ir ao globinho no dia da final. A Comissão de Árbitros irá levar os nomes até o fim da competição?

Terão respaldo? Se outros árbitros não escalados forem reclamar, poderão usar as instituições, como Sindicato e Cooperativa? Estarão isentos e descomprometidos?

– Por fim: onde está a relação do Ranking 2012, que deveria ser divulgado em dezembro e ainda não foi?

Vamos torcer para um ótimo Campeonato, sem contratempos e com boas atuações. E, quem sabe, com manifesto de árbitros buscando a profissionalização, pois, afinal, desde Outubro estão gastando muito dinheiro com treinos, viagens e reuniões, que sai do próprio bolso do apitador.

Hoje, sem dúvida, se apita por prazer, não por dinheiro. Quem for pobre, estará fora da elite da arbitragem.

Torçamos para que a renovação dos árbitros ocorra, pois os nomes dos novos árbitros são bons. Pena que não ocorra com os dirigentes. Esses, nem em âmbito estadual ou nacional… Triste!