– E o Paulista FC jogou a toalha!

Ainda não caiu, mas está por questão de horas. Infelizmente, o Paulista de Jundiaí amargará mais um rebaixamento na sua história. E este, certamente, o mais vergonhoso, cercado de trapalhadas e de atuações pífias. De 30 pontos disputados, somou 2. Nenhuma vitória após jogar 2/3 do campeonato. Dizer o quê?

O vice-presidente Cristiano Mingotti confirmou que mais 8 jogadores foram dispensados. Nos últimos 15 dias saíram muitos atletas e vários funcionários do departamento de futebol. Ontem, concretizou-se a saída futura de José Macena e do treinador Márcio Bitencourt.

Para o jogo com o Rio Claro, provavelmente o time deverá ir a campo com os jogadores que tem vínculo com o Galo (e que podem ser negociados gerando algum dinheiro) além de vários juniores. Já que tem que ganhar todas as partidas restantes e torcer para o tropeço de todos os rivais, a diretoria achou por bem começar a reduzir os gastos e dispensar o pessoal mais caro.

Matematicamente, existe esperança. Utópica, é claro. O problema é que a série ruim de atuações deixou desesperançoso até o mais ufanista torcedor do Tricolor Jundiaiense. No próximo domingo a matemática também morrerá e se confirmará o triste decesso.

A derrota contra o Sorocaba fez com que os dirigentes desistissem. E no sábado de Carnaval, após o apito final do árbitro Luiz Vanderlei Martinuccio no Estádio Schmidtão na Cidade Azul, se antecipará um clima de Quarta-Feira de Cinzas: Jayme Cintra e sua coletividade estarão contidos, recolhidos, pensativos, tristes…

Que esse longo tempo quaresmal que o Galo passará e que durará até Janeiro de 2015 frutifique em uma nova filosofia de trabalho e de vida, a fim de ressuscitar da A2 para a A1 em Abril do futuro ano.

Força Galo! Que sejamos na próxima temporada mais jundiaienses, mais profissionais, mais competentes e mais abraçados pelo município. E para isso, que o Paulista procure desejar abraçar a cidade indo de encontro às forças vivas locais, não adormecendo na Praça Salim Gebram à espera de que o apoio caia em seu colo.

Lembremo-nos: o clube muda de patamar com o rebaixamento, mas ainda vive e há de voltar a ser glorioso.

Como, com quem e quando? Aí só o tempo nos dirá.

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– Entendendo os 8 lances polêmicos de São Paulo x Santos

Duas duplas de treinadores de futebol me chamam a atenção no Paulistão 2014: a primeira é formada pelo chato mas competente Fernando Diniz no Audax e o boa praça e surpreendente Wagner Lopes no Botafogo: ambos pelas boas campanhas. A segunda é por Mano Menezes e Oswaldo de Oliveira: ambos pelas reclamações contra a arbitragem.

Depois que saiu da Seleção Brasileira, Mano chia de tudo com os juízes! Mudou seu comportamento… Mas quem radicalizou foi Oswaldo de Oliveira; sempre calmo, discreto e bom treinador, já foi expulso duas vezes e ontem desabafou contra os árbitros em geral.

Porém, no Sansão desse domingo, após o jogo, Oswaldo reclamou que contestava o pênalti apitado por Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e depois desmarcado ao perceber que o bandeira Marcelo Van Gassen marcara impedimento de Rildo na jogada. Ele deu a entender nas entrelinhas que estava errado, que isso não era possível e que o goleiro Rogério Ceni havia influenciado a decisão! Caramba, Oswaldinho…

Entenda: todo árbitro tem o direito de repensar a sua decisão e voltar atrás da marcação sempre que perceba um equívoco e que o jogo não tenha sido reiniciado. A Regra do Futebol permite isso. O que não pode é autorizar um reinício de jogo (concretizar a cobrança de uma falta/ pênalti, de arremesso lateral, bola ao chão ou qualquer outra coisa que o valha) e depois querer voltar atrás.

Mas se Oswaldo não tem razão nesse lance específico, junto com Muricy Ramalho teve outros tantos lances para juntos reclamarem. Vamos a eles? São 8:

– 1o Tempo: Jogada 1 – Impedimento de Osvaldo: lance difícil, de TV. Osvaldo é lançado por Maicon e está com o tronco na mesma linha do pé direito do adversário santista. Portanto, condição legal. Errou Marcelo Van Gassen ao marcar impedimento. Creio que foi traído pelo corpo do santista estar mais atrás do corpo do são-paulino. Porém, são as partes jogáveis que determinam a condição ou não, e esse mesmo pé foi determinante para dar condição ao atacante.

– 1o Tempo: Jogada 2 – Impedimento de Luís Fabiano (o 1o dele): lance simples. Há dois sãopaulinos em posição de impedimento dentro da área; o último jogador de linha do Santos é Cicinho que está em cima da risca da grande área, mas o centroavante do São Paulo (que foi quem dominou a bola) estava na meia lua. Errou de novo, aqui era mais fácil.

– 1o Tempo: Jogada 3 – Impedimento de Álvaro Pereira: O jogador recebe na lateral esquerda a bola em boa condição. Havia uma referência para ajudar o bandeira: o corte da grama. Mas repare que Van Gassen está adiantado no seu posicionamento, há 1 metro da linha que deveria fazer. E quando se está em profundidade (repare que Álvaro está há pelo menos 70 metros do bandeira, já que o Morumbi tem 72m de largura) esse 1 metro adiantado na sua linha trai mesmo o assistente. Errou feio.

– 1o Tempo: Jogada 4 – Impedimento de Luís Fabiano (o 2o dele): Apesar das reclamações do são-paulino, esteva à frente do zagueiro santista. Acertou Van Gassen (quarto lance seguido para o mesmo bandeira).

– 1o Tempo: Jogada 5 – Bola salva por Osvaldo (33m): o atacante do São Paulo tenta e consegue salvar uma bola lançada em profundidade e que quase sai por inteira. O bandeira Emerson Augusto se equivoca e marca lateral.

– 2o Tempo: Jogada 6 – Pênalti para o Santos (2m): Paulo Miranda e Leandro Damião disputam a bola e o são-paulino consegue impedir o domínio com o braço. Quando ela cai no ombro tudo bem, mas deliberadamente o zagueiro dá um tapa para ter a posse. Ambos estavam voltados de costas para o árbitro, somente o Adicional poderia ajudá-lo. Errou a arbitragem.

– 2o Tempo: Jogada 7 – Pênalti em Rildo (28m): Rodrigo Caio e Rildo disputam uma bola dentro da área que vem pelo alto, mas repare que enquanto o santista busca o cabeceio e procura a bola olhando para cima, Rodrigo Caio mira o corpo do atleta com um tranco de força desproporcional. Eu marcaria pênalti (e sem cartão amarelo) pois nitidamente largou a disputa de bola para somente deslocar o adversário. Erro do árbitro.

– 2o Tempo: Jogada 8 – Pênalti desmarcado (45m): A zaga santista lança a bola para o ataque; Damião dá um desvio e ela vai para Rildo que avança e sofre pênalti. Porém, Rildo estava em posição de impedimento. Não importa se ele foi atingido, pois o jogo teoricamente é parado nesse instante. Se o árbitro não se atentou imediatamente, pode corrigir a marcação antes do reinício do jogo, que foi o que ele fez. Aqui algo importante: se a bola tivesse ido direto da zaga para Rildo sem o toque de Damião, posição legal; mas como o desvio é uma nova jogada, impedimento bem marcado. E sempre lembrando: se o árbitro entendeu que, mesmo em impedimento a pernada do zagueiro são-paulino foi forte, pode aplicar o cartão amarelo pela a ação temerária e recomeçar a partida com o tiro livre indireto do impedimento (não é que pelo fato do jogo não estiver valendo que se abona um cartão).

O grande problema desse lance é que pelo fato de existir o rádio, Van Gassen fica com a bandeira levantada até Marcelo Aparecido ouvir pelo aparelho o seu chamado. Assim que o árbitro se atenta, o bandeira baixa o instrumento para poderem conversar (vai deixar levantado para quê?). Muitos entenderam essa ação como uma indecisão do bandeira e não é nada disso, é simplesmente por não precisar manter o braço erguido depois do árbitro comunicado. Outro fator que contribui para a confusão é o experiente Rogério Ceni “enchouriçando” a conversa entre árbitro e bandeira. Imagine eles tentando conversar com o Morumbi lotado e o goleiro gritando e gesticulando para todo lado?

Enfim, jogo difícil para a arbitragem. E partidas assim duram mais do que 90 minutos…

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2 x 3 Atlético Sorocaba

Dois clubes com muita coisa em comum: origem ferroviária, galo como mascote, limitados tecnicamente, de futebol ruim e sofrível de se assistir e que tentam fugir da A2. A única coisa de bom nível na partida no Jayme Cintra nesse domingo foi a arbitragem de gala da A1.

De todos os jogos do Paulistão em 2014, neste jogo em que o Paulista venceu o primeiro tempo por 2 x 0 mas levou a virada por 2 x 3, Marcelo Rogério conseguiu a perfeição em todos os quesitos. Tínhamos na 1a rodada assistido a uma arbitragem muito boa de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza em Paulista 0 x 0 Audax; as demais foram boas/ razoáveis e uma ou outra ruim. Mas a de ontem superou todas.

FISICAMENTE, o árbitro esteve próximo de todos os lances sem atrapalhar os jogadores. Nenhum encontrão com atleta, se posicionou perfeitamente na diagonal imaginária e soube sair dela quando necessário. Em especial, aos 87 minutos, em um momento mais nervoso da partida, o zagueiro do Atlético Sorocaba foi se queixar da marcação de uma falta e ao procurar o árbitro para reclamar eis que ele estava no “pé da jogada”. Maior intimidação do que esta não há.

DISCIPLINARMENTE excelente. Acertou em todos os cartões aplicados e em todos reclamados que deixou de dar. Perfeito nas Advertências Verbais e coerente nos Amarelos de João Paulo – SOR (por falta em Jô), Tiago – SOR (idem em Carlão), Mineiro e Márcio Pitt – PAU (ambos por ação temerária). Corretíssimo no de Emerson – PAU (retardamento ainda no 1o tempo) e certeiro no goleiro jundiaiense Juliano no pênalti cometido. Acertou em não aplicar cartão na falta de Ivan, que originou o 2o gol do Paulista.

TECNICAMENTE, discerniu muito bem as entradas mais duras, as simulações e as infrações reais. Usou bem a vantagem num lance de ataque do 2o tempo e abriu mão de uma vantagem não concretizada no final da partida voltando atrás e marcando a falta. Não entrou na onda de “pula-pula” do atacante Jô do Paulista, que por diversas vezes tenta cavar falta e interpreta muita mal.

Acertou ao marcar o pênalti a favor do Sorocaba cometido infantilmente pelo goleiro Juliano, que ao invés de apenas cercá-lo, o derrubou. Naquele lance, um árbitro novato poderia ter expulso o arqueiro por entender que era o “último homem”. Nada disso, para Vermelho tem que ser situação clara de gol e o atacante corta para a esquerda próximo da linha de fundo, perdendo o ângulo e o árbitro interpretando muito bem isso, aplicando o Amarelo. Se corta para a direita, na cara do gol, aí sim o cartão seria de outra cor.

OBSERVAÇÕES DIVERSAS – um bom árbitro não se incomoda e fica ligado nos detalhes. Marcelo indicou o local correto das cobranças de laterais em TODOS os lances. Deu reversão no 2o tempo em Pacheco (há quanto tempo você não vê isso em jogo profissional?). Chamou a atenção dos jogadores no agarra-agarra na grande área, vibrou quando necessário e transmitiu tranquilidade na carência das equipes. Soube lidar com as ceras em campo e colocou os lesionados sem demora para serem atendidos fora do gramado. Demonstrou um grande senso de equipe no trabalho com os bandeiras e demais integrantes do sexteto (aliás, excelente participação de Daniel Luís Marques com 3 difíceis impedimentos – um deles seria pênalti a favor do Paulista em cima de Carlão, se o lance não estivesse parado) e de Patrícia Carla. Ambos ajudaram na marcação de faltas.

Em suma, Marcelo Rogério teve ótima postura, mostrou autoridade (sem confundir com autoritarismo) e qualidades indiscutíveis.

Fico pensando: um árbitro com 42 anos de idade (portanto, maduro e preparado em todos os aspectos emocionais, físicos e técnicos), com quase 20 anos de arbitragem e tendo apitado diversos clássicos ao longo da carreira, que transmite SEGURANÇA – e o principal – que não mostra qualquer tipo de acomodação, menosprezo ou relaxamento num jogo de baixa qualidade, por quê não tem apitado os principais jogos da A1 em 2014?

Nos clássicos deste ano não o vi figurar em nenhuma lista. Se ele foi preterido pela Comissão de Arbitragem devido a idade (e isso é dispensar a experiência) a fim de lançar algum novo nome para grandes jogos, seria entendível. Mas nenhum novato também foi para sorteio!

Incompreensíveis os motivos que levam a CEAF-SP a abrir mão de mão-de-obra altamente qualificada. Até parece que sobram grandes árbitros no quadro da FPF…

Abaixo, o lance-a-lance da partida com os rascunhos dos comentários realizados durante a transmissão da Rádio Difusora Jovem Pan Sat AM 810, onde comentamos o jogo:

Paulista x Sorocaba – Rodada 10

Árbitro: Marcelo Rogério

Bandeira1: Daniel Luís Marques

Bandeira2: Patrícia Carla de Oliveira

AAA1: Vinícius Gonçalves Dias Araújo

AAA2: Regildênia Buarque d eHolanda

4o árbitro: Cristiano de Lazzari

Paulista

1 Juliano

2 Pacheco

3 Diego Santos

4 Emerson

5 Mineiro

6 Victor Hugo

7 Jô

8 Dodó

9 Carlão

10 Diego Rosa

11 Crystian

Faltas 1o tempo: 10

Faltas 2o tempo: 6

Total : 16

Sorocaba

1 Deola

2 Ivan

3 Tiago

4 João Paulo

5 Danilo Santos

6 Mateus

7 Fernando

8 Douglas

9 Michel

10 Marcinho

11 Danilo Alves

Faltas 1o tempo: 10

Faltas 2o tempo: 7

Total : 17

1o Tempo

2m: Danilo Alves faz falta de ataque e bandeira Patrícia Carla ajudou, correto.

3m: João Paulo faz falta em Jô por ação temerária. Bandeira Daniel Marques atento marcou e o árbitro acertadamente deu o Amarelo.

4m: Árbitro chama a atenção no agarra-agarra na área – está atento, tô gostando. Começou bem.

13m: Tiago atropela Carlão. Amarelo correto.

18m: Ivan faz falta em Carlão, que apesar da queda feia não era para Cartão. Certo.

22m: de novo o atacante Danilo reclama com Marcelo, que dá uma bronca e gesticula: “acabou”. É isso aí, jogador não pode fazer o árbitro de bobo.

26m: Jó tenta cavar a falta e Marcelo manda levantar.

29m: Cartão Amarelo para Emerson por retardamento. Time ganhando de 2 x 0… muitos árbitros só mostram o Amarelo aos 47 do 2o tempo ao goleiro adversário em tiro de meta demorado. Árbitro de hoje é cumpridor.

38m: vantagem bem aplicada a favor do Paulista.

2o Tempo

2m: bandeiras começam tão bem quanto o primeiro tempo: ambos marcando faltas e ajudando o árbitro.

11m: pênalti bem marcado, era para Amarelo e não para Vermelho.

14m: dificílimo lance de impedimento, Victor Hugo dava condição e o bandeira Daniel acertou.

19m: Jô se joga na área, árbitro nem dá bola e ele tenta reclamar com a AAA Regildênia. Em vão.

24m: reversão na cobrança de lateral e Pacheco, ergueu o pé.

34m: Victor Hugo comete falta infantil, marcado pelo bandeira. Bom o trabalho de equipe da arbitragem. Coeso e entrosado.

35m: Mineiro mata contra-ataque, Amarelo bem aplicado.

40m: Deixou de aplicar uma vantagem pois dois jogadores se lesionaram. Correto, foi sensível e acertou.

47m: 3 jogadores do Sorocaba em impedimento mas um 4o atleta veio de trás. O assistente Daniel Luís Marques esperou o tempo certo e mandou seguir. Parabéns, importante acerto.

48m: ainda deu tempo para Amarelar Márcio Pitt.

Fim de jogo – um Galo chora, outro Galo respira por aparelhos. E a arbitragem hoje foi de Gala (não deu para evitar o trocadilho). Árbitro transpira confiança e competência, bem como seus ajudantes.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de São Paulo x Santos – Rodada 10 (jogo 96)

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza apitará o SanSão deste domingo no Morumbi.

Ótima escolha. Marcelo está em seu melhor momento na carreira e, particularmente, penso que é o árbitro com o maior rendimento no Paulistão 2014.

Conversei com ele dias atrás e senti algo que ajuda o bom desempenho: CONFIANÇA. E assim irá para o clássico de hoje. Fisicamente está bem; disciplinarmente também e tecnicamente melhor ainda. O avaliei na Rodada 1 no jogo Paulista x Audax (vide em: http://is.gd/MarceloApdo) e o que me deixou impressionado é que não tem medo de expulsar, seja no primeiro tempo ou por carrinho leve. Que os atletas não joguem com o bumbum no chão.

Emerson Aparecido Augusto e Marcelo Van Gassen serão os bandeiras. Tudo bem, são ótimos, incontestáveis, FIFAs de elite e que irão à Copa do Mundo. Mas… em 100% dos clássicos eles foram escalados. Não há outros? Como renovar assim? Nenhum nome alternativo competente?

Disparadamente são os assistentes mais escalados. Gostaria de que outros nomes também tivessem oportunidade.

Eu espero boa arbitragem e um grande jogo. E você?

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– Pré-Análise da Arbitragem de Paulista x Atlético Sorocaba – Rodada 10 (jogo 97)

Para o importante confronto entre o Galo da Terra da Uva e o Galo Sorocabano, apitará Marcelo Rogério, tendo como bandeiras Daniel Luís Marques e Patrícia Carla de Oliveira. Seus adicionais serão Vinícius Gonçalves Dias Araújo e Regildênia Buarque de Holanda. O quarto-árbitro será Cristiano De Lazzari.

Marcelo é rodado, com vários clássicos apitados em sua carreira. Bem condicionado (tem o melhor preparo físico de todo o quadro de árbitros), é filho do ex-diretor da escola de Árbitros da FPF e instrutor FIFA Gustavo Caetano Rogério. Mas aqui um adentro: sempre esteve escalado pelos próprios méritos, sendo até cobrado em excesso pela competência do pai. Rigoroso, não costuma bater boca com jogadores nem fazer média. É o árbitro que todo time quer para apitar seu confronto como visitante.

Daniel Luís Marques começou muito jovem na FPF, ainda menor de idade. Tem muitos jogos no seu histórico, sem problema algum.

Patrícia Carla de Oliveira é prima dos árbitros Paulo César e Luís Flávio de Oliveira. Não tem atuado muito bem ultimamente. Torçamos para uma boa apresentação.

Duas curiosidades com os AAA (árbitros assistentes adicionais): teremos a competente Regildênia pela 3a vez em Jundiaí como Adicional2, e o Adicional1 será o mesmo árbitro que apitou Comercial 3 x 0 Paulista na última 5a feira, Vinícius Gonçalves. Fico pensando: sorte que David Batista não jogará, pois imagino como o árbitro o encararia 3 dias após não expulsá-lo pela cusparada no goleiro ribeirãopretano, cujo vídeo rodou o Brasil.

Por fim, Cristiano De Lazzari estreará como 4o árbitro na série A1. Dará conta de segurar os ânimos (que logicamente estarão aflorados) de Márcio Bittencourt e Roberto Cavalo (treinadores de Paulista x Sorocaba)?

O jogo, teoricamente, é difícil para a arbitragem, devido à situação delicada na tabela de ambas equipes. Façamos nossas preces para uma grande partida.

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– Análise da Arbitragem de Comercial 3 x 0 Paulista

Jogo de um tempo só. É assim que se pode resumir a partida desta 5a feira a noite, já que depois do primeiro tempo de 3 x 0, o segundo virou treino. Comercial x Paulista fizeram um jogo muito fraco, de nível da A2. E o árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo quando exigido também decepcionou.

Em partida de nível ruim, se vê de tudo. Até um lance raro: no tiro de meta a 1 minuto, o zagueiro Diego Macedo pega a bola antes dela sair da área. Tem que voltar a cobrança, é lance irregular. Seria falha / bobeada ou estratégia pois a saída de bola estava pressionada? Para mim, prenúncio de horrores…

TÁTICA/FISICAMENTE, o árbitro começou mal. Até os 13 minutos, tinha dificuldade em “sair da jogada”, isto é, não atrapalhar o posicionamento da bola e a passagem dos jogadores. Trombou levemente três vezes com os atletas. Depois melhorou.

DISCIPLINARMENTE, errou ao dar cartão amarelo a David Batista por falta normal aos 16m; não deu amarelo que deveria dar na falta sofrida por Diego Rosa. Nos demais foi correto.

TECNICAMENTE, não teve problemas pois o jogo ajudou.

A GRANDE FALHA: Errou feio ao não expulsar aos 87m David Batista, que cuspiu na cara do goleiro Marcelo Henrique.

A DIFICULDADE: aos 2 minutos do 2o tempo, no ataque do Paulista, a bola foi salva na linha do gol. “Na linha”, pois ficou a dúvida: entrou ou não entrou? Aqui o lance era para o bandeira Camilo Zarpelão. Covardia dizer que errou ou acertou pelo grau de dificuldade.

Bandeiras: Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilloti não tiveram trabalho. A moça foi mais participativa e acertou quando precisou mostrar serviço.

Pra mim, foi nítido: o jogo não exigiu para a arbitragem, e se exigisse, a temeria. Não gostei do árbitro.

Abaixo, o lance-a-lance da partida e os rascunhos do jogo:

Comercial x Paulista – Rodada 9

Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo

Bandeira1: Vicente Romano Neto

Bandeira2: Tatiane Sacilotti Camargo

AAA1: Flávio Guerra

AAA2: Camilo Zarpelão

4o árbitro: Eduardo Pereira de Araújo

Comercial

1 Marcelo Henrique

21 Marcos Pimentel

34 Edimar

4 Luiz Eduardo

23 Willian Simões

5 Chaves

7 Marcus Vinícius

35 Marcone

40 Mateus

17 Cleber

9 Edson

Reservas

12 João Guilherme

13 Bruno Alves

25 Levi Silva

8 Patrick

20 Leandrinho

87 João Henrique

30 Rodrigo

Faltas 1o tempo: 8

Faltas 2o tempo: 5

Total : 13

Paulista

1 Juliano

2 Pacheco

3 Diego Macedo

4 Emerson

5 Mineiro

6 Márcio Pitt

7 Dodó

8 Umberto

9 David Batista

10 Diego Rosa

11 Jô

Reservas

12 Ian

13 Diego Carlos

14 Christian

15 Lusmar

16 Diego Mendes

17 Carlão

18 Bachin

Faltas 1o tempo: 9

Faltas 2o tempo: 6

Total : 15

1o Tempo

Falta de ataque: Marcone divide no ar e faz falta de ataque em Diego Macedo. Infração leve, mas não marcada.

1m: No tiro de meta, o zagueiro toca na bola antes dela sair da área. Aí não vale, tem que voltar a cobrança. Bobeada ou estratégia pois estava tendo a saída de bola pressionada?

3m: Primeira falta de Luiz Eduardo em Jô. Acertou o árbitro.
5m: Falta de Márcio Pitt no lateral, correto.

7m: árbitro trombou duas vezes com os jogadores. Está mal posicionado, quer estar em cima do lance mas precisa manter distância.

13m: árbitro não consegue passar pelo jogador, o posicionamento tem sido um problema.

16m: David Batista faz falta no seu adversário quando estava no campo de defesa. A bandeira Tatiane Sacilloti e o árbitro deu Amarelo. Eu não daria. Esteticamente a queda pareceu forte, mas foi uma falta comum.

20m: David Batista avança em ataque, marcador chega por trás e rouba a bola. O árbitro não dá e acerta, pois o jogador caiu.

21m: Falta em Diego Rosa no meio campo. Se foi Amarelo em David Batista minutos antes, deveria dar agora.

26m: Jô perde a bola e se joga colocando a mão no rosto simulando um tapa. Não foi nada. Acertou o árbitro, mas faltou Amarelo por simulação.

28m: Gol do Comercial: o jogador de Ribeirão apareceu sozinho, mas ele passou pelo meio dos dois jundiaienses no lançamento. Gol legal e acertou a bandeira Tatiane

31m: Mateus comete uma falta bem forte em Mineiro. Acertou no Amarelo.

36m: lateral do Comercial empurra Jô na frente do bandeira Vicente Romano que não ajuda o árbitro. Falta não marcada.

38m: inocência de Pacheco: está marcando o jogador na lateral, segurando a camisa dele. Pra quê? Adversário caiu e ganhou a falta.

43m: Cartão Amarelo para Jô por reclamação. Por quê não advertência verbal?

Intervalo

– Cartão Amarelo ao David Batista foi desnecessário, o árbitro se impressionou com a queda valorizada aos 16 minutos. Mas 5 minutos depois um jogador comercialino matou o contra-ataque de Diego Rosa e não levou. Se foi rigoroso demais lá, deixou de ser aqui. Aos 31m, Mateus recebeu corretamente Amarelo por falta em Lusmar. Já Aos 44m Jô recebeu a advertência por reclamação. Falta advertência verbal do árbitro, que não vibra. Cartão evitável.

No segundo tempo, Marcos Pimentel recebeu Amarelo por reincidência em Márcio Pitt Correto; Emerson também recebeu o seu corretamente por entrada desnecessária e temerária em Marcus Vinícius e Umberto levou o seu pra casa.

– Acertou o árbitro em não entrar na simulação do Jô aos 26 minutos. O atacante perde a bola e simula ter recebido um tapa, o árbitro pára a jogada posteriormente e verifica que não foi nada. Deveria ter recebido Amarelo.

– Vicente Romano deixou de ajudar o árbitro numa falta não marcada em empurrão em Jô; foi na frente dele aos 36m – bem ao contrário de Tatiane, que esteve atenta.

– Inocência de Pacheco: está marcando o jogador na lateral, segurando a camisa dele. Pra quê? Adversário caiu e ganhou a falta, aos 38 minutos.

2o Tempo

Lance do AAA Camilo Zarpelão, aos 2 minutos – a bola entrou ou não entrou? Lance difícil!!!

18m: Prova do nervosismo: Emerson cai sozinho na proteção da bola, permite o escanteio e ainda reclama do árbitro.

19m: Amarelo correto por reincidência em Márcio Pitt.

Não tem mais jogo, virou treino. Facílimo para a arbitragem.

26m: Vantagem bem aplicada a favor do Paulista.

30m: Falta desnecessária e temerária de Emerson, cartão amarelo bem aplicado.

34m: Amarelo para Humberto correto.

42m: David cuspiu no goleiro e ninguém fez nada. Ridículo.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Comercial x Paulista

O sexteto de arbitragem para o importante jogo entre o Leão da Califórnia Brasileira e o Galo da Terra da Uva será capitaneado por Vinícius Gonçalves Dias Araújo, tendo como bandeiras Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti Camargo, sendo os adicionais de meta Flávio Rodrigues Guerra e Camilo Moraes Zarpelão. O quarto-árbitro será Eduardo Pereira de Araújo.

E o que esperar deles?

Vinícius é jovem, tem 35 anos, e há pouco tempo começou apitar a série A1. Tem sido extremamente discreto. Você não vê reclamações ou erros de arbitragem chamativos. Seu principal jogo até aqui foi apitar Santos x XV de Piracicaba. No último domingo foi AAA no clássico Corinthians x Palmeiras.

Vicente Romano Neto por anos foi assistente aspirante à FIFA. De baixa estatura mas de gigante experiência, é bem técnico / preciso nas marcações.

Tatiane Sacilotti é muito capacitada. Tenho na mente um lance dificílimo e polêmico que ela acertou (e muitos criticaram e entenderam como erro) na Vila Belmiro num Santos x São Paulo, envolvendo Luís Fabiano x Neto. A considero a melhor assistente paulista hoje.

Flávio Guerra é “velho de guerra” (desculpem-me, o trocadilho foi inevitável) e será o adicional de luxo, já que é bem mais experiente que o árbitro. Camilo Zarpelão é experiente o suficiente para o jogo, bem rodado nas outras divisões. Eduardo Pereira de Araújo, confesso, não o conheço e tenho poucas informações.

Espero que tenhamos uma boa arbitragem para a dificílima partida, já que o jogo promete ser nervoso pela posição das equipes na tabela.

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– O Direito Entre Aspas dos Árbitros

Fiquei atônito.

Semprei pensei que “direito conquistado” era “direito prá valer”, independente de questionamentos e autorizações dependentes de alguém. Ao menos, é assim que povos civilizados vivem em países democráticos.

Vamos ao fato espantoso: navegando na Web, vi um link destacado na página pessoal do ex-árbitro assistente (meu xará e amigo) Rafael Ferreira da Silva. Nele, uma ilustração com a chamada: “Safesp orienta a utilização da carteira do associado”.

Para grande surpresa, nada mais era do que uma aviso do presidente do Sindicato dos Árbitros, Arthur Alves Júnior (ou “Arthurzinho”, como gosta de ser chamado), impondo que o árbitro de futebol deve pedir a ele autorização para assistir partidas de futebol em estádios usando o benefício da gratuidade conquistado pela categoria e assegurado outrora pela FPF (e registrado pela mesma).

Pessoas esclarecidas e com boa formação intelectual/ cidadã devem ter caído da cadeira. Faço minhas as palavras do próprio Rafael Ferreira, que é advogado e tem excepcional instrução acadêmica, profissional e social, que disse, ao reparar muitos árbitros ‘curtindo tal aviso no Facebook’:

exceto por uma questão de amizade ou para agradar o atual presidente do Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo, não vejo porque promover/apoiar algo que representa um retrocesso para a categoria”.

Pois é. Lhes tiram um direito e os árbitros ainda curtem? Lógica não há…

A situação portanto é essa: o árbitro atuante na FPF, CBF ou FIFA tem o direito adquirido de ir assistir a qualquer jogo de futebol, desde que esteja com as mensalidades em dia com o Sindicato (não pense que o árbitro vai ao estádio para torcer, nem que vai em grupo de 20, 30 ou 50 juízes – ele vai para aprender, assistir a arbitragem de alguém que admira, com frequência diminuta, irrelevante perto das carteiradas frequentes por aí).

A partir de agora, o árbitro vai ter que mandar um email ao presidente 48 horas antes pedindo autorização para ir ao jogo e usar seu benefício; espera por email uma resposta e COM LIMITE DE ENTRADAS. Ou seja, se o presidente achar que o árbitro usa muito do seu direito, pode vetar.

Ridículo… Bola nas costas do associado. E o que me surpreende é que tudo isso parece discurso de bilheteiro querendo evitar evasão de renda; atitude de patrão, não de empregado.

Imagino que o presidente da FPF deve ficar feliz ao ver o SAFESP agir em colaboração com a casa. Mas o Safesp não deveria lutar pelo árbitro, e não contra?

Críticas virão. É isso que dá o presidente do Sindicato dos Árbitros ser tesoureiro da Cooperativa, secretário da Associação e ao mesmo tempo ser funcionário da CEAF-FPF: acúmulo de cargos, e, certamente, incompatíveis.

Nada contra a pessoa do sr Arthur. É honesto, trabalhador… mas falando pelo ponto de vista de gestão profissional de uma entidade, tal fato é discutível e crítico.

Fico pensando: ele foi eleito com 260 votos a Zero há 4 anos. Será que hoje se reelegeria?

Não sei por quê, mas meu feeling diz que se elegeria sim.

Abaixo, a reprodução do aviso:

Extraído de: http://www.safesp.org.br/pt/noticias/pg_view_noticias.php?id=545

O Presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior, esclarece aos associados adimplentes que desejarem assistir as partidas organizadas pela Federação Paulista de Futebol, de maneira gratuita deverão seguir os seguintes procedimentos;

1º Enviar e-mail ao presidente (dirarbitros@hotmail.com) com 48 horas de antecedência mencionando a data e a partida que deseja assistir;

2º Aguardar a resposta do presidente através do mesmo e-mail;

3º Caso positivo, comparecer munido da CARTEIRA DE SÓCIO SAFESP/2014, sem acompanhantes, veículos e pelo portão que será determinado no estádio;

Atenção: Teremos um limite de inscrições por partida para atender, as chamadas “CARTEIRADAS”  não existem, temos um direito concedido pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, que consta no Regulamento Geral das Competições, porém não nos dá o direito de entrarmos nas partidas ministradas pela CBF, CONMENBOL e/ou FIFA, entrarmos com veiculo, com acompanhantes, escolhermos o local no estádio, utilizando essa carteira.

Contamos com a compreensão dos nossos companheiros.

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– Árbitros Assistentes Adicionais: uma luta inglória?

A Rodada dos Estaduais serviu para criar uma polêmica: e os Adicionais (ou AAA, ou juízes de meta, de linha, do que você quiser chamar), servem para algo?

Há defensores deles como ajudantes legítimos dos árbitros de futebol. Porém, existem outros que fazem vista grossa, consideram como gasto desnecessário e jocosamente os tratam como “cones”.

São duas linhas de pensamento claras:

1) A de que eles são uma inovação positiva: mais olhos para cuidar do jogo ajudando o árbitro em lances na grande área (e até mesmo fora dela), tirando o fardo que o bandeira tinha em prestar atenção se uma bola entrou ou não no gol e vigiando os jogadores durante disputas em área (o famoso agarra-agarra entre atletas durante cobranças de bola parada).

2) A de que eles são uma invenção negativa: se intimidam e não chamam o árbitro, se omitem de responsabilidades maiores, assistem ao jogo e nada fazem, e sua não existência não mudaria em nada o jogo. Ainda: um mau AAA poderia atrapalhar o árbitro.

Sou defensor dos Árbitros Assistentes Adicionais, mas confesso que estou me tornando voto vencido. Vide 3 situações:

A) No Maracanã, jogaram Vasco x Flamengo. Na cobrança de falta de Douglas (VAS) aos 11m, a bola bate no Travessão e em seguida no chão (bem dentro do gol). O AAA2 estava muito bem posicionado, e não avisou o árbitro que a bola entrou (as imagens correram o mundo). Porém, 28 minutos depois em uma falta cobrada por Elano (FLA) a bola entra e, dentro do gol (com alguns pouquíssimos centímetros) é tirada pelo goleiro Martin Silva. Nesse lance o AAA1 titubeia mas avisa o árbitro (repare que ele não informa de bate-pronto). Conclusão: em dois lances de muita dificuldade para o árbitro, um erro gravíssimo e um acerto importante. E se façam as seguintes observações:

A1) o próprio juizão não poderia ter confirmado o gol do Vasco (ou o bandeira avisado) devido ao tanto que a bola entrou? E quando não existiam Adicionais e se confirmavam lances assim?

A2) para quem não gosta dos Adicionais, a queixa é clara: ele não poderia ter sido substituído pelos novos sistemas de tecnologia desenvolvidos pela FIFA, onde o sensor da bola ao passar pela meta manda a informação ao árbitro confirmando se a bola entrou ou não?

A3) o azar do árbitro! Caramba, tem jogo que o juiz tem que esquecer… na linguagem da arbitragem: “pára-raios”, tudo acontece em seu jogo!

B) Comentei a partida do Paulistão entre Linense x Paulista de Jundiaí. Durante a transmissão, falamos das enésimas situações de agarra-agarra dentro da área ainda no 1o tempo. O zagueiro Lucas Pivato e o atacante Anselmo se engalfinharam, agarraram, grudaram, se uniram numa única maçaroca em todas as cobranças de escanteio (seja para um time quanto para o outro) e nada se fez! Tudo aos olhos dos AAAs… O Adicional 2 teria apenas avisado ao árbitro no final do jogo que somente depois dos 35 do 2o tempo deu uma advertência verbal? Ninguém poderia se impor, dar uma bronca preventiva e fazer algo para acabar com isso? As imagens eram até engraçadas, pois em todos os lances um impedia o outro de se posicionar ou de disputar a bola. Dança de salão, rosto e corpo coladinhos!

C) Lembram de Corinthians x São Bernardo, no início do Campeonato Paulista? Edson levou “um rapa” do volante corinthiano dentro da área, num pênalti claro e fácil de se marcar; o árbitro José Cláudio da Rocha Filho (bem posicionado) não deu e o AAA Rafael Claus que estava na frente do lance nada fez. Curiosamente, Claus apitou Corinthians x Palmeiras nesse domingo (com os mesmos bandeiras do jogo citado e que estão escalados em todos os clássicos) e teve excelente atuação (em que pese o chororô de Valdívia e as reclamações infundadas de Gilson Kleina).

Eu defendo a ajuda e a importância dos Árbitros Assistentes Adicionais (mesmo sendo minoria no pós-rodada). Mas não como o modelo e as escalas trabalhadas, e sim com duas modificações:

1) Gosto deles posicionados a direita do gol (do lado contrário do bandeira, como foi o primeiro ano de experiência em alguns estados brasileiros e como foi na Liga da Europa), pois é um lugar estrategicamente melhor, não atrapalha o assistente e ajuda o árbitro para aquela ‘despoavada’ região do campo.

2) Prefiro árbitros que encerraram a carreira como árbitros centrais atuando nessa função. Insisto nessa tese: Com 45 anos de idade, apesar do árbitro não estar em plena forma física, ele está no auge da experiência da carreira. Todo o seu know-how/ expertise poderia ser aproveitado na função de AAA (que visivelmente não se corre muito). Imagine o quão importante seria um árbitro novato ser lançado num clássico e tendo como suportes de um lado o AAA1 Cleber Wellington Abade e do outro o AAA2 Sálvio Spínola (com 48, 50, 52 anos)? E o mais importante: sem se preocupar com as escalas seguintes! Vejam só o número de árbitros escalados como AAA e que na rodada posterior são escalados como árbitros centrais de um dos jogos dos times que trabalhou na rodada anterior?

Imagine se na 4a feira o cara é AAA e está escalado no domingo como árbitro principal num dos times (como muito têm ocorrido no Paulistão)? Se ele avisar o árbitro de um lance duvidoso contra o time X, pense como estará a cabeça dele sabendo que na rodada seguinte irá apitar o time X na casa dele (já que o sorteio é feito com uma rodada ainda a ser cumprida e o árbitro sabe em qual jogo estará na próxima semana)? Se o AAA for um árbitro aposentado e uma função específica, a independência e a qualidade da decisão são muito maiores!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Linense 1 x 0 Paulista

Boa arbitragem do sexteto de arbitragem na noite deste domingo.

Vinícius Furlan arbitrou muito bem a partida de hoje. Soube discernir as infrações reais, casualidades e simulações.

Tecnicamente: Me preocupei quando inverteu as duas primeiras faltas (1 empurrão e 1 pé alto) – uma para cada time, mas depois engrenou e foi bem. Seu ponto forte foi o acerto das vantagens, o “timing foi perfeito (e foram 4 lances da partida).

Lances de reclamação de David Batista: chiou sem razão de falta no ataque (ele quem fez) e 2 pênaltis (aos 11 cai sozinho e 21 se joga). O árbitro acertou em todas.

Disciplinarmente: Muito bem! Cartão Amarelo bem aplicado para o zagueiro Alex, que não pega Diego Rosa mas leva por ação temerária, além do de Fernandinho por falta desnecessária em Márcio Pitt. No final de jogo, Marcelo também recebeu a advertência, por retardamento. Para o Paulista, acerto no cartão de Lucas Pivato, que fez um paredão contra seu adversário Branquinho.

Fisicamente: sem comentários, correu bastante.

Sobre os Bandeiras: um impedimento difícil de cada lado marcado no primeiro tempo. No segundo tempo, onde tivemos mais lances desse tipo, tudo ok. Em especial, aos 74 minutos quando Anselmo fica imóvel para demonstrar que apesar de estar em posição de impedimento não quer participar do lance, e quando ocorre uma segundo lance, já está em boa condição. Acertou Leonardo Pedalini, assistente 1.

Uma falha: Lucas Pivato e Anselmo se agarraram toda hora. Dentro e fora da área, com bola rolando ou não, unha-e–carne. Faltou chamar a atenção deles desde o primeiro tempo, e os AAAs poderiam ajudar.

Mais um jogo em que o Paulista faz menos faltas que o adversário. Oito rodadas, e o “Fair Play” continua. Ou é falta de pegada?

Abaixo, os rascunhos do “lance-a-lance” da partida:

Linense x Paulista – Rodada 8

Árbitro: Vinícius Furlan

Bandeira1: Leonardo Schiavo Pedalini

Bandeira2: Rafael Tadeu Alves de Souza

AAA1: Márcio Henrique de Gois

AAA2: Carlos Roberto dos Santos Jr

4o árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira

Linense

1 Anderson

2 Marcelo A

3 Alex Moraes A

4 Toby

5 Thiago Santos

6 João Paulo

7 Fernandinho A

8 Renan

9 Anselmo

10 Nicão

11 Rodrigo Tiuí

Faltas 1o Tempo: 9

Faltas 2o Tempo: 11

Total : 20

Paulista

1 Juliano

2 Henrique

3 Diego Macedo

4 Lucas Pivato A

5 Mineiro

6 Márcio Pitt

7 Jô

8 Umberto

9 David Batista

10 Diego Rosa

11 Lusmar

Faltas 1o Tempo: 7

Faltas 2o Tempo: 7

Total : 14

1o Tempo

1m: Jô sofre falta e o árbitro demora para marcar, acreditando na vantagem não concretizada. Correto.

3m: O jogador do Paulista veio com o pé alto no adversário, mas ele inverte e dá falta a favor. Errou.

No mesmo minuto, outra falta invertida.

4m: David Batista está no ataque e empurra o zagueiro, falta de ataque bem marcada, embora David tenha reclamado muito.

9m: Falta contra o Paulista, árbitro acerta na vantagem.

11m: pênalti reclamado por David Batista não foi nada, ele pula e cai sozinho. Correta a arbitragem.

17m: Gol de Rodrigo Tiuí, legal. Nada de anormal.

21m: David Batista adianta a bola e se joga. O goleiro Anderson dá uma bronca nele…

22m: Alex Moraes dá um carrinho forte que não atinge Diego Rosa, mas é falta pela ação temerária com a aplicação de Amarelo. Correto.

28m: Goleiro experiente, após chute de Diego Rosa, esfria o jogo no chão, pedindo atendimento médico.

36m: o lateral João Paulo divide com Jô e acaba levando um tapa involuntário. Não é falta, é acidente de trabalho.

44m: falta marcada em Nicão que não foi, estava no lado cego do árbitro.

2o Tempo

Em todos os escanteios, Lucas Pivato e Anselmo se agarram. Já faziam isso no 1o tempo. Cadê os adicionais para chamarem a atenção deles?

20 minutos: ótima vantagem a favor do Paulista. Ponto forte do árbitro.
22m: Muita, muita cera…

24m: de novo Jô se joga… que coisa…

26m: Amarelo bem aplicado para Fernandinho por falta em Márcio Pitt.

29m: ataque do Linense em impedimento com Anselmo, mas a bola sobra para seu companheiro em condição, que chuta mas a bola sobra para Anselmo, já em posição legal. Parabéns ao bandeira Pedalini que interpretou bem a jogada.

33m: Lucas Pivato fez um paredão e consequentemente falta em Branquinho, que acabara de entrar.

47m: Cartão Amarelo para o lateral Marcelo por cera na cobrança de lateral.

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– Qual a manchete na Segundona depois do Derby?

Neste domingo teremos o grande Derby PaulistanoCorinthians x Palmeiras.

Fico me questionando: o que os jornais trarão na capa na 2a feira?

Mano ganha fôlego!” ou “Corinthians a procura de um novo treinador!“.

Aguardemos! Jogo duro de arriscar palpite.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Linense x Paulista – Rodada 8 do Paulistão

No confronto entre o Elefante da Noroeste e o Galo da Terra da Uva, apitará Vinícius Furlan, tendo como bandeiras Leonardo Schiavo Pedalini e Rafael Tadeu Alves de Souza. Os Árbitros adicionais serão Márcio Henrique de Góis e Carlos Roberto dos Santos Jr. O 4o árbitro será Rodrigo Pires de Oliveira.

Vinícius é de Americana, tem 12 anos como árbitro, estreou cedo na A1 e possui boa experiência. Tem 35 anos e corre bastante em campo. Sua característica principal é que gosta de se impor, não aceitando reclamações. Já tem um clássico na carreira – Santos x Palmeiras, onde atuou muito bem. Espero que suporte bem a pressão do Estádio Gilbertão, onde a torcida consegue embalar o time e o frisson dentro de campo é grande.

Leonardo Schiavo é bandeira “das antigas na FPF”. Sempre sorridente e bem atento, costuma ser admirado pelos amigos pela sua tranquilidade na arbitragem. Já o bandeira 2 Rafael Tadeu tem apenas 6 anos de formação e é seu ano de estréia na Primeira Divisão.

Os adicionais são bem rodados e acostumados a atuar na A1. Idem ao 4o árbitro.

Espero boas arbitragens na rodada; em especial ao Raphael Claus no Derby Paulista (incrível como em jogos fáceis Claus costuma atuar apenas razoavelmente e em grandes jogos ele cresce) e Flávio Guerra no São Paulo x Portuguesa (que ele corra bastante e vibre mais do que atualmente está vibrando).

Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 2 Penapolense. Como foi o árbitro?

Mais uma derrota do Paulista FC no Campeonato Estadual, fazendo com que a ruim perspectiva da série A2 em 2015 esteja se tornando uma dura realidade… Mas o árbitro teve influência no resultado?

Não. A verdade é que o Paulista se perdeu em meio ao nervosismo do ambiente, desequilibrou-se emocionalmente e, evidentemente, tem um elenco de baixa qualidade técnica. Afinal, em 21 pontos disputados só conquistou 2, sendo que todos os 5 gols marcados até agora foram por David Batista.

Vamos à nossa seara: a arbitragem. Aurélio Santanna Martins viveu dois momentos diferentes no jogo: um primeiro tempo seguro, bom tecnicamente e senhor da partida; já no segundo, errou muito técnica e disciplinarmente, mas nada que comprometesse no resultado final.

Logo aos 7 minutos, Jeff Silva recebeu um cartão amarelo evitável. O juizão marcou a falta e usou o spray para demarcar a barreira. Jeff ficou a frente da marcação. O árbitro pediu para ele se manter no local traçado, e o lateral tricolor insistiu em ficar fora. Aurélio chamou a atenção dele uma 2a vez, que olhou e nem se mexeu. Resultado: cartão Amarelo por não manter a distância regulamentar. Custa a crer que um jogador profissional ainda receba tal advertência nos dias de hoje, principalmente quando se há a marcação por spray!

DISCIPLINARMENTE:

Aliás, além do Amarelo a Jeff Silva, em todos os cartões aplicados o árbitro foi bem: o de Emerson no 1o tempo aos 42 minutos e a sua expulsão no 2o tempo aos 22m (2o amarelo por falta forte em Douglas Tanque). Também ao atacante do Paulista David Batista por reclamação e aos jogadores Luís Gustavo, Alexandro e Douglas Tanque (todos no 2o tempo). A registrar: o último cartão do jogo- a expulsão do lateral Raul pela violenta e covarde infração por falta brusco grave (beirando a agressão) em Liel, foi exemplar. Na lateral do campo, aos 47m, pra quê? Total descontrole do atleta jundiaiense.

O problema do árbitro foi a não aplicação de alguns cartões! Certamente 3 Amarelos deixaram de ser aplicados:

  • 1) Jaílton fez uma sequência de faltas, sendo a 3a aos 30 minutos, onde ele foi em direção ao jogador e vacilou na aplicação do cartão, optando pela advertência verbal.
  • 2) Aos 11m do 2o tempo, Jô avançava pelo ataque pela direita, e Luís Gustavo o empurrou. O jogador tenta seguir mas cai dentro da área. Era falta (o empurrão foi fora da área penal e é na origem da infração que se marca) e cartão amarelo para o zagueiro. Porém, nada marcou o árbitro e tampouco o ajudou o bandeira Fausto Viana. O pior de tudo é que aos 35 minutos um lance idêntico entre Jô e Luís Gustavo, agora pelo lado esquerdo. Nessa o árbitro marcou falta e aplicou o Amarelo. IMAGINE: se tivesse dado a falta e o cartão 24 minutos antes, Luís Gustavo deveria ser expulso nessa jogada, pois seria o 2o Amarelo.
  • 3) Liel, camisa 5 da Penapolense, após dividir uma bola, caiu e ficou no chão reclamando de dor e pediu a maca. Demorou para sair do gramado, e eis que quando ultrapassa a linha lateral, todas as suas dores desaparecem e ficou de pé para retornar, saltitando! O 4o árbitro Roney Bustamante poderia ter avisado o árbitro e aplicado o Cartão Amarelo pela simulação.

TECNICAMENTE:

Se no primeiro tempo Aurélio discerniu muito bem faltas cavadas e faltas realizadas (em especial aos 18 minutos quando Alex Créu caiu pedindo falta e a bola sobrou para Dinelson, que tromba com o adversário e se joga reclamando – acertou duplamente o árbitro ao não marcar nada), no segundo tempo ele se perdeu em alguns lances: vide aos 31 minutos quando Raul tenta prender a bola, Biro o chuta no chão e o árbitro dá jogo perigoso a favor da Penapolense; além de uma dividida legal de David Batista contra o goleiro aos 38 minutos, quando foi marcada indevidamente a falta no goleiro. Aliás, foi nesse lance que David recebeu Amarelo por reclamação (em lances com ou sem razão o atacante do Paulista sempre reclama insistentemente gesticulando com a arbitragem, precisa corrigir isso).

O lance mais discutido nesse quesito foi o 1o gol da equipe de Penápolis: Alexandro (ou se preferir Alex Créu) divide com o zagueiro do Paulista que não sobe, vai frouxamente para o lance e cai. Na cabeçada, gol do Penapolense. Reclamou-se de falta, empurrão, tranco com força excessiva… durante a transmissão imediatamente dissemos que o gol era legal e o “chororô se devia à desculpa do jogador do Paulista por ter falhado na jogada”. E foi isso mesmo: gol legal. Mas eis que o presidente do Paulista, Djair Bocanella, entra na cabine da Difusora para reclamar do nosso comentário, insistindo – e bem nervoso – que houvera falta, que a arbitragem era ruim e que o Paulista estava sendo prejudicado (bravo conosco)! Tudo isso durante o jogo… Gozado, pensei imediatamente:

será que foi o narrador Marcelo Tadeu quem permitiu a bola alçada na área; ou o comentarista Robinson Berró que não pulou para dividir com o atacante; o comentarista da arbitragem Rafael Porcari que inventou um braço empurrando; ou ainda o jornalista Adilson Freddo que escalou mal o time?”

Seria culpa da imprensa a má campanha?

No intervalo, mais calmo, o presidente do Galo voltou à cabine para pedir desculpas pois viu o lance pela TV e refez sua opinião, já que acertamos no comentário.

Sobre os bandeiras: muito bom o trabalho do árbitro assistente 2 Eduardo Marciano que em 3 oportunidades não marcou impedimento em David Batista, pois Jaílton lhe dava condições; porém, o assistente 1 Fausto Viana teve algumas dificuldades, em especial em um lance em que o mesmo David Batista recebe a bola com Luís Gustavo lhe dando condições e ele marca impedimento em um importante lance de ataque.

EM SUMA…

Antes das partidas, sempre fazemos a projeção pré-jogo da arbitragem. Ela avalia o árbitro pelo seu desempenho nas últimas partidas. Na temporada 2013 e na parcial de 2014, Aurélio foi muito bem, demonstrando boa regularidade e sendo merecedor do seu primeiro clássico. É claro que a análise pré-jogo nem sempre se concretiza, pois cada jogo é uma história diferente. Nesta 3a feira, o árbitro não demonstrou nada de excepcional, com bons acertos e alguns erros já citados. Mas que não se macule uma caminhada por um único jogo, já que leio críticas não pontuais sobre o mesmo. O árbitro é muito bom, foi bem no primeiro tempo e regular/ruim no segundo. Nada comprometedor.

PÓS-JOGO

A registrar o clima nervoso pós-jogo: Dinelson que houvera sido substituído e ofendeu com gestos obscenos a torcida que se encontrava nas cativas, voltou a responder as vaias após o término da partida. Torcedores conseguiram o acesso às dependências administrativas do Jayme Cintra e cobraram veementemente a diretoria. Clima ruim: da diretoria aos jogadores, passando pela comissão técnica, o Paulista não tem se encontrado.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Penapolense

Para o confronto do Galo da Terra da Uva contra a Pantera da Noroeste nesta 3a feira, pela 7a rodada do Paulistão 2014, apitará Aurélio Santanna Martins, com os bandeiras Fausto Augusto Viana e Eduardo Marciano. Tiago Duarte Peixoto e Leandro Carvalho da Silva serão os assistentes de meta e o quarto árbitro será Roney Prado Bustamante.

E o que esperar deles?

Aurélio completará 38 anos no próximo mês, tem boa altura, ótima postura em campo, discreto e apita muito bem. Foi o AAA na partida entre Corinthians x Paulista e naquela oportunidade comentamos que ele era o mais qualificado do bom sexteto daquela jornada. É advogado e foi candidato a vice-prefeito da cidade de Jacareí, onde reside. Não me recordo de nenhum lance polêmico ou atuação ruim, mantendo a boa regularidade nas suas atuações. Acredito que nesse ano já é merecedor de ser escalado em algum clássico, graças às suas arbitragens. Projeto que atuará muito bem.

Fausto Augusto Viana é professor e trabalhou em 9 rodadas do Paulistão do ano passado (nenhum jogo envolvendo o Paulista FC) e 4 jogos nesse ano. Tem 30 anos, 8 de arbitragem e pertence ao quadro da CBF.

Eduardo Vequi Marciano é contador, tem 35 anos e é da mesma turma de formandos de Aurélio. Tranquilo em suas marcações, há um bom tempo trabalha na A1.

Na partida, uma curiosidade sobre o quarto árbitro: Roney Bustamante, rodado árbitro, está no último ano de sua carreira. Fico curioso como um árbitro de longa carreira não tem oportunidade de apitar jogos da série A1 no derradeiro campeonato depois de tantos jogos. Não vale questionar a sua competência, pois, afinal, tem 16 anos de FPF. Se fosse ruim já teriam parado com ele certamente!

Quanto a arbitragem, os nomes dos oficias são bons. Nem Paulista e nem Penapolense devem se preocupar com eles.

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Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

– Análise da Arbitragem de São Paulo 2 x 0 Paulista – Rodada 6 – 06/02/14

Se o jogo na teoria era fácil para se apitar, na prática foi facílimo. O sexteto de arbitragem quase não apareceu na partida. Antonio Rogério Batista do Prado aplicou corretamente os cartões, se posicionou bem (embora houve um lance de trombada com Luís Ricardo) e levou a contento.

Durante os 90 minutos, um único importante erro: o pênalti não marcado a favor do São Paulo, sofrido aos 19 minutos pelo zagueiro Antonio Carlos que estava no ataque. O jogador do Paulista atinge por trás o sãopaulino quando tentava roubar a bola e o árbitro não entendeu assim.

No restante, algumas observações relevantes: o número de faltas sofridas pelo lateral Álvaro Pereira (revezadas pelo atacante jundiaiense Jô e pelo volante Mineiro), além do excesso de reclamações infundadas de Luís Fabiano.

Algo a discutir: nos 6 jogos (e em nenhum dos dois tempos de cada partida) o Paulista fez um menor número de faltas do que o adversário. Portanto, deve-se questionar: excesso de fair-play ou falta de pegada? Seria isso um dos motivos da derrota?

Por fim: e o “calção sangrando” do Wellington? Não se pode relaxar: o jogador do São Paulo jogou 5 minutos com o shorts manchado de sangue (tem que trocá-lo, é regra) e ninguém falou nada?

Abaixo, os comentários do lance-a-lance do jogo:

SPFC 2 x 0 PFC

Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado

Bandeira1: Danilo Ricardo Simon Manis

Bandeira2: Claudemir Donizeti Gonçalves da Silva

AAA1: Marcelo Prieto Alfieri

AAA2: Luciano Monteiro dos Santos

4o árbitro: Antonio Ferreira de Oliveira Júnior

São Paulo Futebol Clube

1 Rogério Ceni

27 Luis Ricardo

4 Antonio Carlos

7 Rodrigo Caio

6 Álvaro Pereira

5 Wellington

18 Maicon

8 PH Ganso

11 Ademilson

17 Osvaldo

9 Luís Fabiano

RESERVAS

12 Denis

23 Douglas

13 Paulo Miranda

16 Reinaldo

5 Denilson

29 Ewandro

35 Gabriel

Faltas 1o Tempo: 12

Faltas 2o Tempo: 7

Total 19

Paulista Futebol Clube

1 Juliano

2 Raul

3 Diego Santos

4 Emerson

5 Mineiro — A

6 Jeff Silva

7 Jô

8 Lusmar — A

9 David Batista

10 Dinelson

11 Esquerdinha — A

RESERVAS

12 Ian

13 Gian Mariano

14 Márcio

15 Humberto

16 Fabrício

17 Carlão

18 Jonathan Brito

Faltas 1o Tempo: 10

Faltas 2o Tempo: 3

Total 13

1o Tempo

Falta aos 20s de Wellington. Já?

Nova falta aos 40s no meio campo.

1’30” falta em Fabuloso > a cada 30 s teremos uma?

2’00” Falta para o Paulista

5m: 3a queda de Luís Fabiano. Nada.

6m: Luís Ricardo tromba com o árbitro.

16m: Luís Fabiano faz falta em Lusmar por cima e por baixo. E ainda reclama!

19m: Na área do Galo de Jundiaí e estando no ataque, o zagueiro Antonio Carlos cai após jogada por trás do adversário. Lance muito difícil. Na bola ou no jogador? Ou nos dois? Pênalti ou não? RESPOSTA: Pênalti, pegou por trás e “carregou” o jogador.

20m: Cartão Amarelo correto para Lusmar por falta em Ganso. Correto.

25m: 3a falta de Jô no mesmo Álvaro Pereira. Atacante voltando para marcar é dose…

29m: Esquerdinha mete a mão na bola no lançamento de Ganso. Cartão Amarelo bem aplicado.

30m: Álvaro Pereira cobra a falta e Antonio Carlos estava na mesma linha de Emerson, passa por trás dele e faz o gol. Legal.

37m: Álvaro Pereira de novo sofre falta. Como apanha, antes de Jô, agora de Mineiro.

46m: Falta de Mineiro em Ademilson, correto Amarelo.

DETALHES DO INTERVALO

– Reclamações do Luís Fabiano

– Faltas de Jô em Álvaro Pereira

Único Lance Polêmico- 19m: Na área do Galo de Jundiaí e estando no ataque, o zagueiro Antonio Carlos cai após jogada por trás do adversário. Lance muito difícil. Na bola ou no jogador? No Jogador… Pênalti não marcado.

– gol surgiu de uma bobagem de Esquerdinha, que colocou a mão na bola. Na falta, Antonio Carlos em mesma linha avança por trás do Emerson e faz o gol.

– 6 faltas recebeu o Álvaro Pereira.

São Paulo 12 x 10 Paulista e 3 A.

2o Tempo

6m: bandeira 2 Claudinei marca muito bem um duplo impedimento do Paulista. Correto.

12m: Jogo facílimo para a arbitragem, conforme esperado.

16m: gol legal, sem nenhum problema – SPFC 2 x 0 PFC. Detalhe: não fizeram falta em Álvaro Pereira, ele correu tranquilamente para cruzar a bola.

32m: David faz o pivô e recebe a falta. Muitos não marcam, mas Antonio Rogério marcou. Correto.

33m: bandeira 2 Claudinei que acertou lance difícil, errou no ataque (igualmente difícil).

42m: pouquíssimas faltas. Jogo dos sonhos para o árbitro.

– Wellington joga os últimos 5 minutos com uniforme bem sujo d exangue. ˜ão pode, tem que trocar.

DETALHES DO FINAL

– falta em Álvaro Pereira, ele correu tranquilamente para cruzar a bola.

– 42m: pouquíssimas faltas. Jogo dos sonhos para o árbitro.

– Wellington joga os últimos 5 minutos com uniforme bem sujo de sangue. Não pode, tem que trocar.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de São Paulo x Paulista

Antonio Rogério Batista do Prado apitará São Paulo x Paulista no Morumbi na próxima 3a feira. Será auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis (no último domingo, foi bandeira 1 no Jayme Cintra, contra o XV de Piracicaba) e Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva (que na última quarta-feira também foi o bandeira 2, no mesmo Jayme Cintra, contra o Ituano).

Mexe o globinho da sorte, Coronel Marinho…

Antonio Ferreira de Oliveira Junior será o quarto-árbitro; Marcelo Pietro Alfieri e Luciano Monteiro dos Santos (que esteve no Jayme Cintra na Rodada 1, contra o Audax) serão os árbitros adicionais).

Eu sinceramente não gostei da escalação do Antonio Rogério (“Pradinho” ou “Rogerinho” para os amigos). Já foi bom, mas suas atuações têm ficado a desejar. Trabalhei com ele em várias partidas onde foi bem, porém sua última temporada não foi boa. No Paulistão de 2013 atuou pessimamente (muito abaixo do que pode apitar) na partida São Paulo x Corinthians (vide análise daquela arbitragem em: http://is.gd/Majestoso2013), onde seu principal erro foi a administração dos cartões no jogo.

Registrado isso, esperamos que em 2014 a borracha tenha sido passada sobre aquele fatídico jogo e os erros se auto-corrigidos. Teoricamente, São Paulo x Paulista é uma partida fácil de se apitar. Sendo o árbitro Professor de Educação Física, espera-se muita disposição no gramado do estádio Cícero Pompeu de Toledo. Se Pradinho irá bem, só depende dele.

Eu torço que sim. É boa gente e pode mostrar que a má fase do 1o semestre de 2013 (onde até se contundiu numa Copa São Paulo) já passou.

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Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

– E o Giba caiu!

Giba não é mais o técnico do Paulista FC. E com ele aconteceu o que se sucede na maior parte dos clubes com dificuldades na tabela: é mais fácil demitir o treinador do que trocar um plantel de jogadores.

O caso é complicado. Senti o Giba apático, não vibrante nessa passagem; parecia-me desgostoso.

Seria com a qualidade do elenco ou com a diretoria? Ou com nada disso?

Uns alegarão que ele está há quase 3 meses dirigindo o Galo e não deu liga. Outros dirão que não é ele quem erra passe, finaliza mal ou fura na defesa. Portanto, há argumentos contra e a favor.

A questão é: o trabalho iniciado desde o final de 2013 foi jogado fora e um novo treinador revolucionará o time, ou tudo ficará como antes pois a culpa é da qualidade técnica do escrete jundiaiense?

Saberemos na 15a Rodada do Paulistão. Por hora, é adivinhar quem assume o time: temos desde Ferreirão (que estava na Matonense mas tem carisma com a torcida de Jundiaí), Sidney (ex-volante que foi bem no Icasa na série B mas fez água na Ponte Preta) até emergentes que não se deram bem em 2014, como Ivan Baitelo (demitido do Sorocaba) e Guto Ferreira (que foi mandado embora da Portuguesa).

Tite está desempregado. Mas acho difícil aceitar o desafio; afinal, de 15 pontos disputados o Tricolor só fez 2. Ou a questão salarial falaria mais alto?

Claro que o nome do treinador corinthiano é uma singela brincadeira. Mas… e você, quem contrataria?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 0 XV de Piracicaba. Como foi o árbitro?

Longe do seu melhor condicionamento físico, Philippe Lombard levou a contento o clássico interiorano no Jayme Cintra na noite deste domingo. Trocou os “sprints” por um ótimo posicionamento e boas decisões técnico-disciplinares. Veterano, encontrou os atalhos do campo para realizar uma boa arbitragem.

Rigoroso (com correção), exigiu a cobrança dos laterais no lugar exato onde a bola saiu em quase todos os lances (por 4 vezes, Jeff Silva cobraria quase 5 metros adiantado; outras tantas vezes fez a mesma coisa com Aelson, do XV de Piracicaba).

Tecnicamente, acertou todos os lances importantes: logo aos 4 minutos o atacante David caiu numa dividida e pediu pênalti. Nada. Aos 6 minutos, o adversário Adilson fez a mesma coisa e Philippe novamente acertou. Aliás, os mais faltosos do jogo foram: David Batista e Cafu, ambos atacantes de suas equipes.

Outros lance importante ocorreu aos 21m, quando Lusmar dividiu uma bola na defesa com Cafu, esse caiu e ficou pedindo a infração que não foi. Mas 3 minutos depois, o camisa 11 do XV de Piracicaba caiu de novo, levantou e simulou ter sido atingido no rosto. De novo não foi nada, e o árbitro acertou em lhe dar a advertência verbal. O detalhe é que o zagueiro do tricolor Diego Santos foi quem roubou a cena nesse lance: intimidou o piracicabano e como um verdadeiro xerife cobrou o árbitro.

Aos 29 minutos, a situação mais delicada: Dinelson chutou ao gol, o zagueiro Leonardo se vira e a bola bate na mão dele. Mas não foi pênalti, excelente leitura do árbitro: o lance foi rápido, não havia condições da mão sumir repentinamente; há de se verificar a distância do chute, a velocidade da bola e o reflexo do atleta; portanto não houve intenção alguma. Assim, as reclamações ficam para um segundo plano, novo acerto do árbitro.

Os dois cartões amarelos ao XV de Piracicaba no primeiro tempo (Pitty impedindo o contra-ataque de Jô aos 30m e Adilson Goiano empurrando o adversário aos 35m) foram bem aplicados, bem como o uso indevido da mão na bola na jogada faltosa do zagueiro Diego Santos do Paulista aos 34m no segundo tempo.

Depois do intervalo, não tivemos lances polêmicos, destacando as tentativas de ludibriar o árbitro: foi o caso do centroavante David aos 31m (importante: não pode toda hora cair e se virar para o juizão reclamando pênalti em todas as jogadas; quando ocorrer um de verdade, o árbitro pode ter dúvida e não marcar) e Bruno, atacante camisa 18 do XV que simulou uma falta, ficou segurando a bola e o árbitro não deu; na sequência fingiu ter sido agredido e caiu, o árbitro lhe deu uma bronca e ele saiu jogando normalmente.

Enfim, técnica e disciplinarmente Philippe Lombard foi bem. O problema foi físico como dito acima; no final de cada tempo ele caiu de rendimento. Mas considere: o forte calor, a pré-temporada extenuante e a troca da velocidade por bom posicionamento.

Os assistentes e adicionais não tiveram trabalho, embora no começo da partida houve uma inversão de lateral do bandeira 2 Leandro Feitosa que fez a torcida lhe pegar no pé; e, no início da segunda etapa, Luiz Martinuccio se omitiu numa bola desviada (na sua frente) que ao invés de marcar escanteio, virou tiro de meta (nesse lance, o bandeira 1 Danilo Simon não tinha visão favorável do desvio tampouco o árbitro).

Enfim, boa arbitragem e que nada comprometeu o jogo.

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– Duas Observações do Choque-Rei

Não consegui assistir na íntegra a partida entre Palmeiras x São Paulo, mas duas situações foram destacadas e gostaria de comentar:

1) O “Chute no Vácuo” do Rogério Ceni: Durante a comemoração de Valdívia, o goleiro Rogério Ceni dá um bico próximo do adversário, não acertando nada / ninguém. Ouvi alguns mais puritanos dizendo que era um chute ao acaso, e há quem diga que “errou a passada”. Ao ver o lance, digo: pra mim, Ceni perdeu a paciência e irritado partiu para a tentativa de agressão, dando um famoso “migué”. Não é pênalti, lógico, pois a partida estava parada. Mas o experiente goleiro deveria ser expulso (se levarmos à “ferro e fogo” a Regra do Jogo). Veja o lance: http://esportes.terra.com.br/palmeiras/videos/rogerio-ceni-tenta-agredir-valdivia-apos-gol,7312838.html

2) A substituição do juizão Luís Flávio de Oliveira: para um árbitro pedir a alteração, não é fácil. E faltando pouco tempo para o jogo acabar, Luís Flávio sentiu-se mal e pediu a troca com o Adicional 1 Fábio Volpato. Na súmula, descreveu que foi por Contusão Muscular. Seria o “overtraining” (lesões por excesso de treinos) dos árbitros? De tanta exigência física, a juizado está estourando? Penso que sim, pois hoje a FIFA cobra das Federações árbitros melhores condicionados do que os próprios jogadores.

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– Incompetência na hora H?

Parece brincadeira, mas simplesmente é falta de competência.

Lembram-se que, no Paulistão daquele jogo em que Tite imortalizou o gesto do “fala muito” (Palmeiras x Corinthians) em que Felipão foi expulso, o árbitro Paulo César de Oliveira foi anunciado pelo Jornal da Tarde antes do sorteio? Deu uma confusão… e na hora do globinho rodar… deu PC!

Ontem, na hora do sorteio da 5a rodada para o Choque-Rei de domingo, antes da bolinha cair… o monitor da FPF já anunciava Luís Flávio de Oliveira! E não é que deu LF?

Hoje, a própria entidade explicou o ocorrido: erro de um funcionário do departamento do departamento de tecnologia.

Ah, tá. Agora estou convencido. Concordo que não é má fé, só incompetência.

A explicação detalhada em: http://www.futebolpaulista.com.br/noticias/Últimas/2014/01/31/Sobre+erro+no+sorteio+de+árbitros+da+5ª+rodada+do+Paulistão+Chevrolet+2014

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x XV de Piracicaba

Philippe Lombard, 43 anos, professor de Educação Física, apitará Paulista x XV de Piracicaba no Jayme Cintra na noite deste domingo. Danilo Ricardo Simon Manis (32, também Professor de Educação Física) e Leandro Feitosa (27, bancário), o ajudarão como assistentes. Sérgio da Rocha Gomes será o quarto-árbitro; Luís Vanderlei Martinucho e Regildênia de Holanda Moura (que já esteve semana passada na mesma função) serão os árbitros adicionais atrás da meta.

O árbitro é rodado e os bandeiras são bons. Philippe tem muito tempo de série A1, frequentemente apita jogos de times grandes – embora, tenha faltado na sua carreira apitar um grande clássico. Isso acontece por falta de oportunidade num inchado quadro de árbitros e por outros problemas, como lesões e/ou licenças. Trabalhamos juntos por diversas vezes e nunca vi uma “lambança” dele. Sabe bem levar a partida, se posicionando corretamente em campo. Esse é o seu forte: por estar em boa distância, consegue discernir bem os lances. A minha única preocupação é: o XV tem se mostrado uma equipe muito rápida, e o condicionamento físico (não só de Philippe Lombard mas de qualquer árbitro) tem que estar excelente. Nos últimos 4 jogos, vimos em 2 os árbitros cansando muito no final de cada tempo.

Danilo Simon também tem o mesmo tanto de tempo de Philippe, e bandeirou (muito bem) a final da última Copa São Paulo. Está em ritmo de competição.

Leandro Feitosa tem o DNA de bandeirinha no sangue, é filho de Francisco Rubens Feitosa (excelente bandeira dos anos 90) e começou cedo na arbitragem. Tranquilo para a partida.

Recordo-me de um jogo na série A1 – Ponte Preta x São Paulo no Moisés Lucarelli, onde fui árbitro-reserva de Philippe e o bandeira coincidentemente era o Danilo. Sábado de Carnaval, a partida se iniciou as 18h30 e o jogo estava empatado em 1×1. Aos 47 minutos do segundo tempo, uma bola foi cruzada e André Dias, zagueiro tricolor que estava no ataque (hoje na Lazio) tentou o cabeceio. A bola passou, bateu na sua mão e foi pro gol. Gol de mão e legal, derrota da Ponte Preta no último minuto! Philippe corajosamente confirmou o tento, em que pese a pressão dos jogadores da Macaca. Resultado: domingo adentro ainda estávamos no vestiário do estádio… imagine a fumaça para podermos ir embora!

Estou convicto de que teremos uma boa arbitragem domingo.

Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

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– O Complicadíssimo “Impedimento-ou-Não” de Santos x Corinthians

O mundo do futebol é irônico, e suas ironias, em determinadas situações, chegam até a ser hilárias em alguns momentos.

No ano passado, o excelente árbitro assistente Emerson Augusto de Carvalho bandeirou Santos x Corinthians e cometeu um erro infantil numa jogada de triplo impedimento. Foi crucificado e, mesmo assumindo a falha, seu lance não foi esquecido. Ele é um dos bandeiras escolhidos para a Copa do Mundo de 2014, seu equívoco foi pontual naquela ocasião e depois dele acertou muitos e muitos lances difíceis em outros jogos.

E não é que na mesma Vila Belmiro, num mesmo Santos x Corinthians na noite de ontem, um lance com OUTROS 3 JOGADORES EM IMPEDIMENTO acontece?

Parece incrível que isso ocorra com o mesmo bandeirinha em jogos de mesmos times em tão curto espaço de tempo. Mas aqui há uma diferença: apesar de tamanha coincidência em quase tudo, nesta quarta-feira o lance foi de dificílima dificuldade; tanto que, tenho certeza disso, estará desde já nos vídeos da FIFA para discussão.

Vamos a ele: aos 12m, Arouca recebe o passe de Geovânio, chuta a bola no canto direito do goleiro Walter e faz o gol após desvio de Ralf, sendo que há em posição de impedimento 3 santistas. Lembre-se: estar em posição e impedimento não é infração. Estavam Ativos ou Passivos ali?

Veja o lance: https://www.youtube.com/watch?v=aI9XwndGcwc

Para saber se o árbitro errou ou não, considere:

1) Você só deve marcar impedimento

a) se interferiu na jogada (recebeu sozinho na frente e fez o gol),

b) se interferiu contra um adversário (estava impedido e atrapalhou alguém mesmo se não toca a bola) e

c) se tirou proveito de uma posição de impedimento (recebeu um rebote do goleiro por exemplo).

2) A situação mais próxima acima é se os 3 jogadores que não tocam a bola atrapalharam Walter. Repare que na hora do chute de Arouca (e é nesse momento que se deve avaliar impedimento ou não dos santistas), havia 13 atletas entre a bola e o goleiro (veja na imagem abaixo), sendo que 8 do Corinthians e 5 do Santos. Quais deles estariam atrapalhando o campo de visão do camisa 1 corinthiano (É nítido que ele tenta ver a bola, mas atrapalhado por quem, por companheiro ou adversário)? Se traçarmos uma linha reta do Arouca até o Walter, vemos que o primeiro obstáculo ao goleiro é o próprio companheiro dele, e o último, um santista.

3) Considere a distância do chute: Arouca estava quase na meia lua, a uma distância de mais de 16,5 m do gol. Será que os 3 santistas (a 5,5m) foram fundamentais para atrapalhar o goleiro? Talvez sim, talvez não.

4) O fator preponderante: a bola desvia num jogador do Corinthians (Ralf) durante a sua trajetória. Que culpa têm os 3 jogadores do Santos se ela bateu num companheiro do goleiro adversário e mudou (levemente mas com importância) seu rumo? Por esse último item, eu considero o gol legal. Mas com a ressalva: o lance é espetacular para os bancos das escolas de árbitros. Não discordo de quem entenda como impedimento ativo, pois, afinal, é questão de interpretação.

5) Um detalhe que me chama a atenção é o seguinte: Emerson Augusto está afiado com as Regras e Últimas Orientações da FIFA, pois recebe todas as instruções para o Mundial e está sempre presente nos cursos. E uma delas fala sobre o fato de bolas desviadas que sobram para jogadores que não tinham intenção de participar do lance e a acabam recebendo em posição de impedimento passivo tornarem-se lances legais. Desde julho de 2013, esse desvio passou a ser fator relevante para descaracterizar um impedimento ativo. Será que o bandeira não levou em conta que Alan Santos (que é o 1o santista a frente de Walter e que talvez pudesse interferir contra o corinthiano, pois os outros dois atletas certamente não atrapalham a visão do goleiro) poderia ser o homem que atrapalhasse a defesa, mas que pelo desvio que mudou levemente a trajetória da bola há uma nova situação? E aqui uma situação decorrente da nova orientação, a de “nem tocar na bola”.

Eu acho que sim! E se assim procedeu, acertou.

Imagine o seguinte: e se a bola chutada ao gol sobrasse ao jogador do Santos mais a direita de Walter, por culpa desse desvio? Cairíamos na nova orientação e ele, pasmem, poderia fazer o gol livremente. E argumentos para isso não faltam: ele está saindo da pequena área, buscando fugir do impedimento, a bola não é para ele e por culpa do desvio recebe a bola. Perfeito pra validação! Mas creio que seria difícil explicar ao corinthiano mais apaixonado…

Para o torcedor comum, tais argumentos são tentativas de justificativas. Não entendam assim, mas como discussões inteligentes da Regra de Jogo e suas nuances. Quem acompanha o mundo da arbitragem sabe da dificuldade de tal lance e dos vários detalhes que norteiam uma decisão do árbitro ou do bandeira em frações de segundo.

Aliás, imagine que aqui debatemos por minutos, e a arbitragem teve que decidir em apenas um ou dois segundos…

E aí, o que você achou? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2 x 3 Ituano

Razoável e suficiente: essa foi a arbitragem de Welton Orlando Wohnrat para o duelo de Galos no Jayme Cintra.

A Partida foi muito faltosa: 49 infrações marcadas, fora as não-marcadas (se considerar que um jogo tem 90 minutos… olha a média!).

Logo com 4 minutos do primeiro tempo, foram 3 faltas seguidas, com 3 ataques do Ituano fazendo o bandeira 2 Claudinei da Silva começar ligado.. E aí vem o “azar de árbitro”: com 5 minutos, Jô sofre um empurrão na frente do assistente Marco Antonio Gonzaga, que olha para o árbitro e um fica esperando o outro marcar, mas ninguém marca. A bola fica na posse do Ituano, que parte para o ataque e sofre uma falta idêntica cometida por Mineiro. Aí o árbitro marcou… e não é que dela surgiu o gol de falta de Anderson Salles (numa falha do goleiro)? No placar: 0 x 1.

Também de uma falta surgiu o gol do Paulista: Josa cometeu a infração e David Batista fez de cabeça: 1 x 1

Aos 21m, o Ituano reclamou pênalti: Paulinho vem dominando, Gian Mariano coloca a perna na frente a fim de parar o adversário (fatalmente faria o pênalti) mas o atacante adianta a bola e cai. Não é nada, segue o jogo. A bola sobra para Marcinho que desperdiça. Acertou o árbitro.

Com 30 minutos, numa cobrança de escanteio, Diego Santos pula e Jean Carlos não sobe. Por força da jogada os dois caem. Não é nada, é malandragem, tentativa de cavar, e como o jogador do Ituano fica estendido no chão, pede o pênalti (um suposto segundo pênalti). Também não foi nada e acertou o árbitro.

No segundo tempo, novamente novo desentrosamento entre árbitro e bandeira 1: novas faltas não marcadas. Uma atuação não costumeira de Marcos Gonzaga, que costuma ser bom mas que hoje esteve abaixo da sua alta média. Por exemplo, aos 62 minutos o jogador jundiaiense Marquinhos dá uma pegada forte em Paulinho na frente dele, nada é marcado; e dois minutos depois, Lusmar acerta de novo Paulinho, que é substituído. Tanto árbitro e assistente nada marcaram.

Até então, os cartões amarelos haviam sido bem aplicados. E eis que aos 71minutos um acerto importante da arbitragem: Rafael Silva dá leve tranco em Jeff Silva que se perde no lance (tudo legal) e marca o gol: Paulista 1 x 2 Ituano.

Mas aos 80 minutos, o zagueiro alemão infantilmente empurra David Batista. Pênalti fácil de se marcar e empate: 2 x 2.

A alegria do Paulista durou pouco: No seu campo de defesa, o atacante David Batista faz falta em Rafael Silva. Nessa, o bandeira marcou e acertou. E para infelicidade do Galo de Jundiaí, Alemão, que houvera cometido o pênalti, fez de cabeça: 2 x 3.

A maior falha no jogo se deu nos minutos finais: Mineiro fez falta por trás em Túlio Renan, que estava na entrada da área. Lance para cartão amarelo, e como ele já tinha, seria Vermelho. O árbitro não deu erroneamente.

Enfim: o árbitro foi razoável, acertou nos lances capitais e errou em alguns não decisivos, sentiu um pouco o forte calor (mas visivelmente se esforçou para estar próximo das jogadas). Nada que influenciasse o placar.

Curiosidade: a bandeira 2, Renata Ruel, que originalmente estava na escala, foi substituída por Claudinei da Silva. Ninguém sabia explicar o porquê… palavra oficial da FPF, perguntada pela equipe do time forte do Esporte da Difusora.

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– Qual é o Critério para a Escolha dos Bandeiras?

Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen são ótimos árbitros assistentes. No último jogo do Corinthians (São Bernardo x Corinthians) foram escalados para bandeirar e fizeram seu ofício muito bem.

E hoje teremos Santos x Corinthians, na Vila Belmiro. Não é que eles estão escalados novamente? Será que a Federação Paulista não lembrou que os escalou na rodada passada em jogo do Timão e os repetiu sem querer?

Nada contra a competência deles; afinal, por méritos, ambos irão para a Copa do Mundo 2014. Mas com tanto bandeira, tem que repeti-los em jogo seguido de mesmo time?

Qual o critério da FPF? Ou não tem critério? E olha que para os assistentes não há sorteio, é escala direta.

Digo e repito: é péssimo repetir escala de árbitro em jogo seguido do mesmo time. E no caso do Emerson, ficará a cobrança daquele equívoco do impedimento triplo do ano passado no mesmo clássico e no mesmo local…

Coisas que se poderiam evitar! Aproveitando: torço para que o juizão Paulo César de Oliveira vá bem, pois não goza de simpatia dos santistas, embora seja ótimo árbitro.

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– Pré-Análise da Arbitragem de Paulista x Ituano – Rodada 4 do Paulistão

Welton Orlando Wohnrat, advogado, 38 anos, apitará a partida do clássico regional dos Galo Jundiaiense contra o Galo Ituano.

Desde o ano passado já tivemos oportunidade de escrever alguma coisa do árbitro desta 4a feira: Welton tem feito jogos de maneira discreta, com boa regularidade e agradado com suas atuações (na semana passada, apitou muito bem Comercial x Palmeiras). Não é espalhafatoso e nem tem trejeitos exagerados nas marcações e, sem alarde, tem se firmado bem na Primeira Divisão. Penso que nesse ano deva ter a oportunidade de apitar seu primeiro clássico. Entre os árbitros, é carinhosamente chamado de “Salvinho”, em alusão a semelhança física ao ex-árbitro Sálvio Spínola.

Marco Antonio Gonzaga da Silva é excelente assistente e será o bandeira 1. Seguro e preciso, dispensa qualquer tipo de preocupação. Já tem 44 anos de idade, e na FPF quase 20 temporadas de jogos profissionais. Fora dos gramados, é assistente de enfermagem e trabalha na Secretaria de Esportes de Aparecida-SP

Renata Ruel Xavier de Brito será a assistente 2. Com apenas 8 anos de carreira, já trabalhou em várias partidas profissionais.

O árbitro reserva será Eleandro Pedro da Silva (natural de Guararema-SP); é rodado e não deverá haver problemas. Os árbitros assistentes adicionais (AAA) que ficarão atrás das metas ajudando na partida serão Thiago Duarte Peixoto e Regildênia de Holanda Moura. E sobre a moça, fica a curiosidade: ela pertence ao quadro de árbitras internacionais da FIFA, tem excelente condicionamento físico (corre os mesmos tempos que o quadro masculino) e, particularmente a tenho como melhor árbitra do Brasil, se comparada com as demais. Gostaria de vê-la mais vezes atuando em jogos do Campeonato Paulista da A1 como árbitra principal e que a CBF pavimentasse uma chance maior a ela em suas competições. Na semana passada, apitou Batatais x Red Bull pela A2.

Espero um bom jogo com boa arbitragem.

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Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha); comentários de Rodrigo Alves e Robinson Berró Machado; análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

– 3 graves erros nos jogos do Trio de Ferro

A arbitragem do Paulistão 2014 começou mal. E olha que as partidas estão fáceis de se apitarem. Nos jogos dos 3 grandes da capital, lances penais polêmicos e errados. Vamos a eles?

1) Corinthians 0 x 1 São BernandoGuilherme dá um verdadeiro “rapa” em Edson Felipe dentro da área, na frente do árbitro José Cláudio Rocha Filho e ele nada deu. O árbitro adicional estava do lado do lance e poderia ajudar, mas nada fez. Pênalti não marcado para o São Bernardo, errou.

2) São Paulo 2 x 1 Oeste – a bola está no alto, cai e bate no braço de Ligger (claramente sem intenção de toque do jogador do Oeste), sobrando para o domínio de Luís Fabiano. Eis que o árbitro Alessandro Darcie apita e os jogadores ficam sem entender (pela imagem da TV, se vê o atacante sãopaulino pronto para reclamar pensando que fora marcada uma falta de ataque). E a marcação era: pênalti! Ora, desde que surgiu a orientação para analisar a subjetiva intenção em lances que não seriam tão involuntários, é só bater na mão e a juizada marca pênalti. No Morumbi, errou de novo.

3) Atlético Sorocaba 1 x 4 PalmeirasChico invade a área pela esquerda, é derrubado pelo zagueiro Henrique e o árbitro Cássio Zancopé não assinala o pênalti. Para azar do time de Sorocaba, Boquita ainda leva amarelo no lance por reclamação.

O detalhe é: são erros em lances simples e que coincidentemente beneficiaram os grandes. Será que a camisa está pesando na reta inicial?

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– O lance do Pênalti de Corinthians 0 x 1 São Bernardo

Um lance que atrapalha todo o trabalho de uma equipe de arbitragem, e, principalmente, pode prejudicar o placar de um jogo. Foi isso que aconteceu aos 30 minutos na partida entre Corinthians x São Bernardo.

Edson Felipe estava dentro da área do Coritnhians com a bola dominada, frente a Paulo André. Eis que chega Guilherme para tentar roubar ela e… “passou o rapa”, como se diria no futebol de rua!

Pênalti, sem dúvida do lance – e não marcado. O problema é que a jogada era possível de marcação pelo árbitro José Cláudio Rocha Filho e na frente do Adicional 1 Raphael Claus. Será que eles não conversaram entre si? Ninguém viu ou ficou com dúvida de dar o tiro penal?

Lance como esse é utilizadíssimo por aqueles que criticam a introdução dos árbitros adicionais, a fim de ilustrar a falta de relevância de juízes atrás do gol. Discordo desse pensamento, mas nesse lance, perderei a briga pelo erro acontecido. Prejuízo para o São Bernardo.

Me custa a entender o seguinte: qual o critério de escalas dos Adicionais? Na partida do Pacaembú, o Adicional 1 é o “quase FIFA” Raphael Claus. Como Adicional 2, Camilo Zarpelão, que nem pertence ao quadro da CBF.

Será que a Comissão de Árbitros acredita que as coisas mais difíceis só acontecem de um lado do campo? Não deveriam ser dois AAAs do mesmo naipe?

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– Análise da Arbitragem de Botafogo 4 x 2 Paulista. Como foi o árbitro?

Boa arbitragem, com grandes lances de acerto, embora tenha se mostrado em alguns momentos “preguiçosa”. Essa é a melhor definição para o que se viu no Estádio Santa Cruz nesse sábado.

O jogo começou com várias faltas de ataque e logo aos 3 minutos um cartão amarelo a Diego Santos, corretamente aplicado pois perdeu a bola e apelou.

Primeiro tempo morno e fácil para o árbitro, sendo que o mais notório foram os escanteios: o Paulista colocou sempre um jogador para atrapalhar o goleiro em todos os tiros de canto, no limite da legalidade. Isso vale, e só num dos lances foi falta. O Adicional Norberto Luciano estava atento a todos eles, colaborando com o árbitro. Aliás, o trabalho de equipe foi muito forte, bom, coeso, sempre entrosado com bandeiras e adicionais, em especial na comunicação e até com lance de vantagem em impedimento.

O curioso foi Marcelo Macedo, atacante botafoguense: fez 2 faltas de ataque se apoiando no zagueiro do Paulista (faltas bem marcadas). Na 3a vez que pulou, não fez a falta e saiu o gol…

Mas no segundo tempo, o jogo voltou mais pegado e com importante erro do árbitro: com 1 minuto de jogo o atacante do Botafogo Marcelo Macedo foi empurrado pelo Diego Santos na entrada da área. Falta perigosa e que era para Cartão Amarelo. Ceretta estava atrás da jogada, ao invés de se posicionar à esquerda da bola (mais ao lado) e não viu. Errou, era para Segundo Amarelo e consequentemente Vermelho.

Porém, se errou nesse lance, acertou em outros 3 importantes. Vamos a eles:

  • 1) 56 minutos, o primeiro gol do Paulista- Jô tenta cavar a falta, não foi nada e o árbitro manda seguir. Na sequência, Gilmak faz falta nele (que cai e reclama de dores), a bola sobra para o atacante do Paulista (Ceretta dá vantagem) que culmina no gol de David Batista. Gilmak corretamente leva cartão amarelo posteriormente. Grande momento da arbitragem.
  • 2) 69 minutos, o segundo gol do Paulista- A bola foi alçada na área, Dinelson teria chance de dominá-la e Henrique o agarra pela gola, atrapalhando-o. Experiente, ganhou o pênalti bem marcado e o zagueiro recebeu Amarelo.
  • 3) 86 minutos, o quarto gol do Botafogo: Daniel Borges recebe a bola cruzada vindo por trás da defesa que pede impedimento. O bandeira 2 acerta em permitir a jogada, e o lateral a cruza para trás e vai para Camilo, sozinho, que marca o gol.

Por fim, fisicamente, o juizão pareceu-me cansado ao final dos dois tempos nesta corrida partida, ficando longe das jogadas. Não deu acréscimos no primeiro tempo e 3 foram poucos no segundo (só num duplo atendimento médico, o jogo ficou 3 minutos parados). Para um árbitro de 30 anos, precisa correr um pouco mais.

Abaixo, os rascunhos do lance-a-lance durante os comentários da transmissão:

Análise da Arbitragem – Rodada 2 –  Corinthians x Paulista (22/01/2014)

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima

Bd1: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa

Bd2: Gustavo Rodrigues de Oliveira

AAA1: Marcio Henrique de Góes

AAA2: Norberto Luciano Santos da Silveira

Reserva: Mateus Pulini

BOTAFOGO

1 Gilvani

2 Daniel Borges

3 César Gaúcho

4 Henrique Mattos

6 Augusto Ramos

5 Gilmak

8 Hudson

7 Camilo

10 Wellington Bruno

11 Mike

9 Marcelo Macedo

Reservas

12 Renan

13 Lima

14 Léo

15 William

16 Vitor

17 Giovani

18 Afonso

1o T faltas – 6

2o T faltas – 6

PAULISTA

1 Juliano

2 Raul

4 Gian Mariano

3 Diego Santos

6 Jeff Silva

5 Mineiro

7 Ewerton

8 Lusmar

9 Patrick

10 Dinelson

11 David Batista

Reservas

12 Jaime

13 Henrique

14 Emerson

15 Fabrício

16 Esquerdinha

17 Jô

18 Thiago Cavalcanti

1o T faltas – 6

2o T faltas – 4

PRIMEIRO TEMPO

03 minutos: Cartão Amarelo bem aplicado, Diego Santos perde a bola e mata a jogada com falta.

04 minutos: falta de ataque do Botafogo, marcação correta.

06 minutos: nova falta de ataque do Botafogo, Marcelo Macedo.

08 minutos: Marcelo Macedo faz gol legal.

11 minutos: Mike avançava e Mineiro o desequilibra tocando por trás. Falta na entrada da área. Poderia até dar o cartão amarelo, se entendesse que a posição do local da falta era relevante.

15 minutos: Patrick fica atrapalhando o goleiro na cobrança de escanteio, e o adicional Norberto Luciano chamando a atenção dele.

17 minutos: falta do Botafogo, zagueiro tenta pegar o Dinelson que leva vantagem, observada pelo árbitro.

Observações: mais uma falta de ataque, agora do Paulista.

19 minutos: Wellington Bruno toca a bola e a recebe na frente, passando por trás da defesa e recebe sozinho, em condição legal. Gol do Botafogo.

21 minutos: em novo escanteio, novamente ficou um jogador do Paulista tentando atrapalhar o goleiro. Novamente o árbitro adicional Norberto Luciano alertou o árbitro.

23 minutos: carrinho do Gian Marino para a linha de fundo. Era escanteio e virou tiro de meta. Errou.

24 minutos: zagueiro botafoguense agarra Patrick, falta marcada com a ajuda do bandeira 2. Correto.

26 minutos: impedimento do ataque do Botafogo, bandeira marca e o árbitro dá a vantagem pois a bola sobrou para o goleiro. Ótimo trabalho de equipe (até aqui, o trabalho de equipe tem sido o ponto forte – árbitro pede e tem a participação dos assistentes e adicionais).

28 minutos: Daniel Borges faz falta no atacante do Paulista, cartão amarelo bem aplicado.

30 minutos: 30 escanteio, 3a vez que alguém do Galo tenta atrapalhar o goleiro.

Mais um escanteio, mais uma vez alguém no goleiro. Foi falta de ataque não marcada.

31 minutos: Jô se apoia no adversário e cai. Ceretta entrou na cavada. Não foi falta.

No 6o escanteio, 6a vez alguém no goleiro: agora, Ewerton.

35 minutos: Jô empurra o jogador botafoguense, falta bem marcada.

Ceretta se posiciona bem, mas usa a estratégia de não se aprofundar das jogadas. Está apitando de longe. Não me parece dificuldade física, mas sim precaução para não perder contra-ataque.

40 minutos: goleiro começa a fazer cera…

41 minutos: Gian vai na bola e Mike tenta cavar, não foi falta e o árbitro acertou.

SEGUNDO TEMPO

1 minuto: atacante do Botafogo Marcelo Macedo foi empurrado pelo Diego Santos na entrada da área. Falta perigosa na entrada da área e que era para Amarelo. Ceretta estava atrás da jogada, ao invés da esquerda da bola, mais ao lado, e não viu. Errou, era para Segundo Amarelo e consequentemente Vermelho.

Dos 7 aos 10 não teve jogo, atendimentos médicos diversos.

Aos 11 minutos: Jô tenta cavar a falta, não foi nada e o árbitro manda seguir. Na sequência, Gilmak faz falta nele (que cai e reclama de dores), a bola sobra para o atacante do Paulista (Ceretta dá vantagem) que culmina no gol de David Batista. Gilmak corretamente leva cartão amarelo posteriormente.

20 minutos: Marcelo Macedo dá um carrinho em Jô. Cartão Amarelo clássico. Corrreto.

23 minutos: Augusto Ramos faz falta na entrada da área. Outro cartão correto.

24 minutos: a bola foi alçada na área, Dinelson teria chance de dominá-la e Henrique o agarra pela gola, atrapalhando-o. Experiente, ganhou o pênalti bem marcado e o zagueiro recebe Amarelo.

– Jogo pega fogo e o árbitro entrou no ritmo. Correndo mais e vibrando.

27 minutos: Botafoguense tenta agarrar Jô, que pára imediatamente. Não foi falta, Ceretta errou.

37 minutos: Raul avança, perde a bola mas Ceretta deu a falta. Não foi.

– Acho que o árbitro correu o que podia. Está apitando de longe…

41 minutos: Daniel Borges recebe a bola cruzada vindo por trás da defesa pedindo impedimento. O bandeira 2 acerta em permitir a jogada, e o lateral a cruza para trás e vai para Camilo, sozinho, que marca o gol.

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– A Dificuldade em Entender Impedimento ou Não na Final da Copinha!

Há certos lances que são fáceis para a arbitragem e difíceis para o torcedor leigo. Normalmente se referem a impedimentos, e um deles aconteceu no 1o gol do Santos na Copa São Paulo, nesse sábado.

O atacante do Santos recebe a bola sozinho, avança para a linha de fundo e chuta para o gol. Na grande área, há um companheiro dele que estava sem marcação, ATRÁS da linha da bola no momento do chute. Normal, mas houve quem pediu impedimento.

É o bê-a-bá da regra, mas, confesso, sei que isso é difícil para quem não é árbitro.

E não é que a Globo repetiu a exaustão a jogada e perguntava ao Gaciba, comentarista do jogo, se realmente não havia impedimento,  justamente pelo fato do menino que fez o gol receber a bola quase dentro da meta?

Em suma: apesar dele estar em condição pois estava atrás da linha da bola no momento do chute, o torcedor se assusta por a ter recebido sozinho! É uma espécie de “traição por ilusão de ótica”, mas nada disso: só o árbitro que costuma se atentar a bolas que partem de alguém e a linha dela; o torcedor, por prazer, evidentemente, aguarda quem vai dominá-la.

Coisas do futebol. Fácil e difícil ao mesmo tempo.

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– Pré Análise da Arbitragem de Botafogo x Paulista

Neste sábado (19h30) jogarão a “Pantera da Mogiana” contra o “Galo da Terra da Uva”. Tradicional jogo de tricolores do Interior de SP, a partida será comandada por um jovem trio de arbitragem: Guilherme Cereta de Lima (30 anos) no apito, com os bandeiras Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (32, representante comercial) e Gustavo Rodrigues de Oliveira (27 anos, professor de Educação Física).

No papel, a escala é boa, pois apesar da juventude o trio já trabalha há algum tempo na série A1. Mas em especial ao árbitro, vale algumas considerações:

Natural de Votorantim, Guilherme Ceretta “explodiu” bem cedo para a arbitragem, apitando logo no começo da carreira a A3 e A2. Na A1, tem alguns clássicos na conta, como o histórico jogo São Paulo x Corinthians do 100o gol de Rogério Ceni. Porém, divide a atividade de árbitro de futebol com a de modelo profissional, e isso lhe rende algumas aparições na TV, como no Programa do Jô, onde pôde falar sobre “cantadas recebidas em campo”, além de outros assuntos; ou na Band, onde confessou ao apresentador Felipe Andreolli que se recebesse convite, toparia posar nú.

Claro que isso gera críticas por parte de alguns colegas de arbitragem (sendo a maior parte indevidas, por ciúmes), que jocosamente lhe chamam de “Ana Paula Oliveira de calças”. Discordo totalmente desses maldosos, já que penso que dá para exercer separada e concomitantemente a carreira de modelo com a de árbitro.

Mas vamos ao que interessa: as características do árbitro dentro de campo!

1- Fisicamente, Ceretta sempre foi bem nos testes físicos pela boa altura e magreza. Entretanto, não foi feliz em um deles recentemente; mas nada que seja preocupante. Apesar do gramado do Estádio Santa Cruz ser grande, dará conta do recado.

2- Tecnicamente, o árbitro não costuma cometer erros. Aliás, é um dos seus pontos fortes: dificilmente você vê equívocos graves ou que influenciem no placar.

3- Disciplinarmente, tem sido um problema. Nos últimos jogos que acompanhei, vejo alguns cartões amarelos serem trocados por advertência verbal. E isso é ruim para o jogo: muita conversa e pouca atitude. Em especial, no seu último trabalho como árbitro no domingo (Portuguesa x Corinthians), contemporizou dois cartões amarelos, trocados por bate-papo. Nesta 5a feira, Ceretta foi árbitro adicional na partida Comercial x Palmeiras e, sejamos justos, nem suou o uniforme (pois não precisou).

Pelos seus jogadores e treinadores, a partida deve ser tranquila já que não tem características de “pegada forte” ou histórico de violência. Jogo fácil de apitar (na teoria, é lógico).

E você, o que espera do jogo? Deixe seu comentário:

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Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha); comentários de Rodrigo Alves e Robinson Berró Machado; análise da arbitragem de Rafael Porcari, no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

– O que agrega Flávio Guerra numa final de Copa SP?

Prá variar, a Copa São Paulo de Juniores perdeu seu propósito original para a arbitragem, que era o de revelar novos árbitros.

Sempre, a idéia era: “quem consegue chegar numa final de Copinha, fatalmente apitaria a série A1 no mesmo ano.”

Agora, contra qualquer critério, escala-se Flávio Guerra para a final.

O que acrescentará ao futebol paulista um árbitro veterano e rodado apitar tal jogo? Não seria mais produtivo premiar um jovem talento que tenha trabalhado bem durante o torneio (como era antigamente)? Ou não tivemos esse “novato de destaque”?

Lamentável…

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 1 x 0 Paulista

Boa arbitragem de Flávio Rodrigues de Souza na partida Corinthians x Paulista. Poucos lances polêmicos e os jogadores – em parte – colaboraram.

Flávio começou o jogo um pouco preso; afinal, foram 5 faltas em 5 minutos. Com 8 minutos jogados, Romarinho já tinha caído duas vezes em campo e reclamado falta (ao todo, caiu 8 vezes em divididas, pediu infração em ambas e somente duas realmente foram).

Tecnicamente, o árbitro foi bem. Patrick pediu pênalti de Paulo André aos 11 minutos após um agarrão. Mas esse tipo de lance não evitaria o prosseguimento da jogada, pois nitidamente não o impedia de disputar a bola. Portanto, não foi pênalti. Já aos 17 minutos, outro lance: a bola bate despretensiosamente na mão de Diego Santos, que até se assusta com ela. Lance normal, acertou o árbitro, em que pese as reclamações de Guerrero (agora, com as novas orientações da Regra, toda “bola na mão” é motivo de pênalti para alguns jogadores).

Disciplinarmente, o árbitro foi razoável na aplicação dos cartões amarelos (os dois primeiros ao Paulista por faltas no 2o tempo foram perfeitos). Porém, Emerson Sheik deu uma entrada muito forte (por ação temerária) em Jeff Silva que pulou para não ser atingido, e ele nada deu. Era para Cartão Amarelo, errou ao relevar.

Aliás, Emerson Sheik entrou no 2o tempo, cometeu uma falta de ataque, praticou o carrinho citado e levou falta de Mineiro por agarrão (desabando e valorizando o lance), provocando um Amarelo. E o próprio Emerson só recebeu Cartão aos 43 minutos do segundo tempo, por atrasar uma cobrança de falta perigosa, a favor do Paulista, não mantendo a distância regulamentar. Que inferno para o árbitro!

Além desse, faltando 15 minutos para acabar, Raul sofreu falta dura de Guilherme e deveria receber o Amarelo. Passou batido.

Enfim: a arbitragem que parecia precavida demais no começo do jogo (não permitiu uma cobrança de falta rápida e perdeu uma vantagem do Paulista – e para reclamação da torcida de Jundiaí, permitiu uma falta rapidamente cobrada pelo Corinthians, logo no início da partida), virou positivamente aos 24 minutos: Mano Meneses reclamava acintosamente com o árbitro e sinalizava que ele só marcava faltas ao Paulista. Mero chororô: naquele instante, o Corinthians havia cometido 6 infrações contra 5 do Paulista. Flávio o advertiu verbalmente, e quando o árbitro se irrita com alguma desculpa desse tipo, o famoso “Migué” do treinador, resolve mostrar serviço. Deste momento em diante o juizão mostrou firmeza, e, claro, dentro das limitações existentes e considerações feitas acima apitou razoavelmente bem a partida.

Fica a curiosidade: e a FPF, que na Súmula On-Line (documento em que os árbitros lançam a escalação dos times), havia a numeração do Paulista com os atletas do Paulistão do ano passado? O goleiro Richard, os jogadores de linha Kasado, Diego Macedo, entre tantos, estavam escalados no documento eletrônico!

Em tempos de briga judicial de Portuguesa x CBF por conta da escalação ou não de atleta punido, já imaginou se algum cartão amarelo do jogo é contabilizado errado para outro atleta por conta da falha do sistema de informação da Federação Paulista?

Ai-ai-ai…

Abaixo, o lance-a-lance (rascunho) da análise:

Análise da Arbitragem – Rodada 2 –  Corinthians x Paulista (22/01/2014)

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza

Bd1: Rogério Pablo Zanardo

Bd2: Alexandre Basílio Vasconcellos

AAA1: Aurélio Sant’Anna Martins

AAA2: Thiago Luís Scarascati

Reserva: Roberto Pinelli.

CORINTHIANS

27 Walter

23 Diego Macedo

4 Gil

13 Paulo André

16 Uendel

5 Ralf

19 Guilherme

17 Rodriguinho

20 Danilo

31 Romarinho

9 Guerrero

Reservas

1 Julio Cesar

28 Felipe

3 Cleber

11 Sheik

10 Douglas

18 Ibson

7 Pato

1o T faltas – 8

2o T faltas – 7

PAULISTA

1 Juliano

2 Raul

4 Gian Mariano

3 Diego Santos

6 Jeff Silva

5 Mineiro

7 Ewerton

8 Lusmar

9 Patrick

10 Dinelson

11 David Batista

Reservas

12 Jaime

13 Henrique

14 Emerson

15 Lucas Pivato

16 Esquerdinha

17 Jô

18 Thiago Cavalcanti

1o T faltas – 5

2o T faltas – 10

PRIMEIRO TEMPO

1 minuto, Guerrero na falta de ataque e Ralf pegando no meio de campo (2 faltas seguidas)

3 minutos: falta para o Paulista, perdeu a vantagem e não deixou bater a falta.

4 minutos: Mineiro em Romarinho, aí permitiu a cobrança rápida.

5 minutos, 5 faltas.

8 minutos: Romarinho cai novamente, força e ele não entra.

9 minutos: Gil em Dinelson faz falta.

11 minutos: Paulo André puxa (sem força suficiente) Patrick que valoriza.

17 minutos: a bola bate totalmente de maneira involuntária em Diego Santos , acertou em seguir.

24 minutos: Flávio Souza adverte Mano Meneses, que reclama (sem motivo) da arbitragem. Uma bronca indevida vai bem para o árbitro “pegar no breu”.

25 minutos: erro de marcação de impedimento (difícil) de Rogério Zanardo, Patrick tinha condições (havia acertado 2 lances).

27 minutos: 4a vez Romarinho divide a bola e cai.

29 minutos: Raul recebe em posição duvidosa e o bandeira Rogério acerta.

Obs: Árbitro começou longe das jogadas (nem aparecia no vídeo e estava nervoso). Entrou no ritmo do jogo aos poucos e foi bem.

36 minutos: rápido contra-ataque e ele estava em cima.

39 minutos: Guerrero é marcado por Jeff Silva e cai na área, reclamando. Nada.

42 minutos: Ewerton desequilibra levemente Romarinho que cai.

Obs2: 8 lances de queda do Romarinho, só o primeiro e o último foram faltas.

SEGUNDO TEMPO

3 minutos: Lusmar toca o seu pé esquerdo no pé direito de Diego Macedo. Falta bem marcada.

7 minutos: 3a fata seguida do Paulista, Ewerton em Diego Macedo na entrada da área. Cartão Amarelo bem aplicado.

8 minutos: 4a falta, agora de Jeff Silva em Romarinho no alto. Muito bem amarelado.

12 minutos: tranco legal do jogador do Paulista, juizão deu falta.

15 minutos, 6a falta coletiva do Paulista.

16 minutos: Sheik “devolve” a falta de Jeff Silva, com entrada forte (que não atingiu) O árbitro não deu a falta, deveria dar pela ação temerária e cartão amarelo.

19 minutos: 2a falta de Emerson…

24 minutos: Sheik sofre falta de Mineiro. Matou o contra-ataque. Amarelo correto. Mas o Emerson valorizou… desabou no contato físico.

31 minutos: falta em Raul, era para Amarelo.

Aos 34, gol. Fácil para a arbitragem, lance sem dúvidas ou polêmicas.

Aos 43m, falta a favor do Paulista no bico da área. Emerson encheu o saco e enfim recebeu o Amarelo.

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– Santos e Santos ao Mesmo Tempo?

Coisas de uma bagunça muito grande, que parece não se organizar jamais: 21/01, em Barueri as 19h00, Santos x Atlético Mineiro pela Copa SP. Mas as 19h30, no Pacaembu, Audax x Santos pelo Paulistão-14.

Pô, não dá para marcar em horários alternativos, já que os dois jogos tem apelo? Ou fazer o jogo de juniores preliminar do Profissional?

E o pior é ver no site da FPF a louvação à administração Marco Polo Del Nero… Tá ótima a administração do futebol, né?

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– O que esperar da Arbitragem de Corinthians x Paulista?

Flávio Rodrigues de Souza apitará Corinthians x Paulista em Americana, nesta quarta-feira. Ele tem 33 anos (10 como árbitro). Sua primeira ‘Pré-temporada’ com a elite foi em 2005, quando surgiu o ranking de árbitros da FPF e fomos colegas de trabalho naquela ocasião. Subiu para a 1a divisão, desceu e retornou.

É jovem, portanto corre bastante. Das partidas que o vi trabalhando, costuma ficar um pouco atrasado nas jogadas, mas por opção de posicionamento em campo (creio eu). Pode fazer isso graças ao bom condicionamento físico, pois em lances rápidos ele recupera o tempo perdido.

Observação: isso não é o adequado, mas é uma estratégia para a sua atuação, cujo risco negativo é o de em uma jogada no seu lado cego (por estar atrás do lance) não ver a frente dos atletas e deixar de marcar algo importante; já a vantagem disso é que em casos de contra-ataque tende a estar próximo do lance.

Seu estilo de arbitragem é o de deixar a partida correr (não tanto quanto Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza na partida passada, entre Paulista x Audax, onde alcançou quase a perfeição nesse quesito). É moderado no rigor e na aplicação de cartões, além de costumeiramente conversar com os jogadores durante a partida (porém, não contemporiza advertências como erroneamente Guilherme Ceretta fez em Portuguesa x Corinthians).

Em 2009, um fato marcou sua carreira: foi agredido pelo treinador Pedro Santilli (que fora auxiliar técnico de Emerson Leão por muito tempo), que o atingiu com um soco na partida entre Comercial x Catanduvense pela série A2, quando do rebaixamento do time de Ribeirão Preto para a série A3.

Flávio vem de boas atuações na Copa São Paulo de Jrs, tendo apitado América 0 x 2 Fluminense e no último domingo Corinthians 1 x 0 Paraná. Portanto, está com ritmo de jogo.

A minha única preocupação é: Flávio tem certa experiência, é bem tranquilo em campo, mas isso será suficiente para lidar com jogadores que dão trabalho em campo com simulações (como Romarinho) ou com provocações (como Emerson Sheik, embora ele esteja na reserva)? Tomara que sim. No restante, o jogo deve ajudar por ser início de campeonato e os ânimos estarem mais contidos.

Rogério Pablo Zanardo será o assistente no 1. Rodada sim, rodada não, estava escalado na série A1 em 2013. E quando folgava na Primeirona, era escalado na A2. Tem 35 anos e é muito preciso nas suas marcações. Trabalha como professor de Educação Física.

Já o bandeira número 2, Alexandre Basilio Vasconcellos (outro professor de Educação Física), apesar de não pertencer ao quadro da CBF, trabalhou em muitos jogos no ano passado. E uma curiosidade:nesta 3a feira está escalado em Corinthians x Fluminense na Copinha, em Limeira, como bandeira 1. Não deveria estar em casa descansando? Não gosto disso: Coringão na 3a e Coringão na 4a? Com tanto bandeira à disposição, a FPF bobeia nessa escala…

Sinceramente, acho que do sexteto de árbitros estaria melhor capacitado para esse jogo o árbitro adicional de meta no. 1, Aurélio Sant’anna Martins, 38 anos, que apitou Mogi Mirim x Comercial no último final de semana. Tem 14 anos de arbitragem nas costas e 8 na 1a divisão (advogado, foi candidato a vice-prefeito de Jacareí).

Já o adicional 2 será Thiago Luis Scarascati, que apitou alguns jogos na série A no ano passado e se especializou nessa função na linha de fundo, pelas inúmeras escalas.

Por fim, Roberto Pinelli será o árbitro reserva e terá provavelmente o trabalho de cuidar apenas da burocracia do jogo, já que Mano Meneses e Giba não costumam dar trabalho à arbitragem.

Eu espero um jogo bem disputado, mas com poucas faltas (baseando-me nos primeiros jogos de ambas equipes e no estilo do árbitro, embora, sabemos, futebol não é ciência exata). E você?

Deixe seu comentário:

Aproveito e convido aos amigos a nos acompanharem em mais uma transmissão do Time Forte do Esporte da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, com toda a equipe do Adilson Freddo; narração de Marcelo Tadeu junto com Robinson Berró Machado e Rodrigo Alves nos comentários, comigo na análise da arbitragem, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha); Zé Roberto Pereira no plantão esportivo e Antonio Carlos Caparroz na técnica. Não esqueça: AM 810! Desligue o som da TV e se ouça com o que há de melhor do rádio esportivo do Interior de SP.

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– Critérios ou a falta deles?

Começou o Paulistão, e logo na primeira rodada já dá para afirmar: o grande problema da arbitragem foi a não uniformização de critérios.

Uniformizar critérios é algo sonhado desde a década de 90. Missão difícil, já que os estilos individuais de cada árbitro podem sobrepor uma igual decisão a todos, dependendo do lance.

Mas vejam só:

Situação 1– na Vila Belmiro, goleiro e atacante adversário disputam uma bola no alto (goleiro tenta socar e cai pedindo infração) e o árbitro Vinícius Gonçalves marca falta no arqueiro (eu não marcaria). No Pacaembú, lance idêntico e o árbitro Leandro Bizzio mandou seguir (acertadamente), embora Fernando Prass tenha reclamado a falta (sem admitir que sofreu o gol por sair atrasado).

Situação 2- no Canindé, Guilherme Ceretta de Lima no clássico Portuguesa x Corinthians procurou contemporizar um ou outro lance mais forte de disputa de bola, conversando com os atletas até exageradamente (e um pouco longe dos lances). No Jayme Cintra, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza não ficou proseando com os jogadores e cumpriu a regra em lances parecidos (estando bem perto das jogadas).

Situação 3 – no Marcelo Stefani, muito agarra-agarra na área nas cobranças de bola parada, sem que os árbitros adicionais (AAA) chamassem a atenção (num deles, Rodrigo Caio até tenta puxar o adversário que pede pênalti, embora não tenha tido força suficiente para impedir a disputa de bola). Um dia antes em Jundiaí, por duas oportunidades o Adicional Luciano Monteiro atentamente coibiu esses agarrões chamando a atenção de Jeff Silva do Paulista (sendo que na 2a ficou claro que o árbitro foi ao atleta advertindo-o verbalmente, pelo chamado do AAA).

Situação 4 – ainda em Bragança Paulista, aos 20 minutos Rodrigo Caio deu um tranco um pouco além do permitido no adversário, e o árbitro Cássio Zancopé marcou falta e cartão amarelo (não precisava a advertência). Mas aos 41 minutos, o número 8 do Bragantino fez falta idêntica, igualzinha, sem alguma diferença no próprio Rodrigo Caio, e não foi mostrado o Amarelo. Se preferir outra contradição, segue outro lance:

Situação 5 – Francesco vai para segurar Ademilson, e antes da tentativa de agarrão virar falta o são-paulino pára no lance e ganha a infração, sendo que o árbitro aplica o Amarelo. Mas aos 39 minutos o zagueiro Antonio Carlos estava no ataque, abraça o adversário mantando um contra-ataque só que dessa vez não sai o cartão!

Como se vê, falta uniformização de critérios em partidas diferentes e até no mesmo jogo. Isso é um problema sério (de longo data) e deve ser trabalhado.

Por fim, não pode passar batido: mais uma vez torcedor corinthiano invade o gramado. Poxa, o time está sem mando por culpa dos próprios torcedores, e pode perder mais algumas partidas. Do jeito que vai, por culpa desses idiotas, passará  a Copa do Mundo e o Timão não jogará no Itaquerão…

Observações derradeiras: Grupo A: todos com ZERO ponto. Grupo D: 100% de aproveitamento. Isso diz algo? As vezes não; vide Bragantino 2 x 0 São Paulo: em posse de bola, 22% x 78%! Os números parecem brincar com a lógica…

E aí, algum outro lance a discutir na rodada?

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