– Quem são os pares de Marco Polo?

Marco Polo Del Nero será aclamado presidente da CBF. Não que os clubes e federações o desejem, mas sim pelo fato dos conchavos políticos, subserviência e falta de opções assim determinaram.

Veja que curioso: José Maria Marin será seu primeiro-vice (como é o mais velho, assume a cadeira nas ausências de Marco Polo). Os demais serão Fernando Sarney, filho do ex-presidente da República José Sarney pela Região Norte (dispensa apresentações), Marcus Vicente, da Federação do Espírito Santo, representando o Centro-Oeste (não tem time forte na série A, mas tem árbitro aspirante à FIFA), Gustavo Feijó, da Federação Alagoana, representando o Nordeste (sem time forte na Série A , mas com árbitro FIFA) e Delfim Peixoto, da Federação Catarinense, representando a Região Sul (que tem vários times na série A e adquiriu do PR um árbitro FIFA). Ambos não tem estádios da Copa do Mundo em seus feudos.

A percepção de que muitos nomes dos estados que não tem time grande na principal divisão mostra que a força política é que move a relação. Não tem equipe grande, coloca um árbitro em evidência para agradar? Não conseguiu estádio, mas conseguirá cargo? A moeda de troca pode ser de vários valores…

Enfim, o futebol brasileiro tende a continuar o mesmo, infelizmente. E a meritocracia continuará a não existir.

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– Incoerências Futebolísticas da Segunda-Feira

No Rio de Janeiro e em São Paulo, muitas coisas discutíveis aconteceram no mundo do futebol. Vamos à elas?

1- O Vasco da Gama declarou que quer anular o jogo decisivo com o Flamengo, após sofrer um gol em impedimento no último minuto regulamentar. Reclamar, pode. Mas não vai conseguir anulação, afinal, é “erro de fato” (quando há falha de interpretação ou de tomada de decisão, como a de domingo, onde o bandeira mal posicionado não marcou impedimento). O jogo só poderia ser anulado caso fosse erro de direito, ou seja, quando toma uma decisão errada por desconhecimento da regra de jogo.

O gozado é que só agora o Vasco da Gama resolveu reclamar da arbitragem. Antes do jogo, após a polêmica das declaracões da esposa de Marcelo de Lima Henrique (que apitou bem a partida), o time da Colina declarou que confiava na arbitragem. Ora, era naquele momento que ele deveria, por motivos óbvios, pedir outro sexteto de arbitragem. Quando o placar é desfavorável resolver chiar? A propósito, e as declarações do goleiro flamenguista Felipe de que “Ganhar roubado é mais gostoso.”? Ficará sem punição por parte da FERJ?

2 – Em São Paulo, a FPF promoveu sua festa de encerramento do campeonato. Os dois bandeiras da Copa do Mundo são dois paulistas, e não foram premiados por nada. Não seriam eles os melhores, já que estarão no Mundial? Mas os premiados foram Tatiane Sacilotti (justo, falamos em várias análises de arbitragem do ótimo trabalho da moça nas partidas que comentamos) e Carlos Augusto Nogueira. Discordo do Carlão, pois Anderson Moraes Coelho foi melhor do que ele neste ano. O curioso é: foi Carlos Nogueira quem errou e não marcou impedimento no jogo da final de domingo entre Santos x Ituano, aquele mesmo lance que virou o tão discutível pênalti… Prêmio pelo erro?

Aliás, o árbitro premiado foi Luís Flávio de Oliveira, que não trabalhou nas fases finais. Vai entender… Mas a desculpa é boa: culpa do sorteio. E fico pensando: o aspirante à FIFA Luiz Flávio daria pênalti na bola na mão que virou mão na bola, marcado pelo Rodrigo Guarizzo no jogo de ida?

3 – Sobre as homenagens da noite: José Maria Marin ganhou um prêmio por serviços prestados ao futebol. E o vereador Toninho Paiva entregando prêmio a Boleiro? Aí é demais… Cadê os craques do passado, que mereciam as justas homenagens?

4- Destaque para a performance de Cleber Machado e Carolina Galan na condução do evento. Aliás, a apresentadora da TV FPF, ex-aluna da escola de árbitros da FPF e noiva do presidente da FPF, cobrou cachê da FPF para apresentar o evento? Apesar da beleza da moça (indiscutível) a diferença com Cleber Machado como jornalista é grande, não?

E aí, o que achou da segunda-feira pós término dos estaduais? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Santos 1 x 0 Ituano – Final do Paulistão

Jogo chato para o árbitro apitar. Raphael Claus foi bem na partida, embora, existam duas situações importantes a discutir.

1- O pênalti pró-Santos! Lance difícil, daqueles que geram discussão. Pegou na bola e quando atinge o atleta do Santos já é jogada vencida (fruto do inevitável contato físico). Mas respeito quem interpretou de outra forma – a de que o atleta pega a bola e o adversário por imprudência, e daí sim é infração. Eu não marcaria, mas entendo que é questão interpretativa e aceito a segunda opção. Sobre o impedimento, realmente estava, mas numa jogada rápida e lance difícil para o bandeira.

Em suma, esse lance foi irregular mas com um grau de dificuldade muito maior do que a mão na bola marcada na semana passada. O desse último domingo é o erro aceitável, diferente da semana passada, que é erro crasso.

2- A catimba do Ituano. A “lá argentinos”, os jogadores do Galo de Itu souberam fazer a cera e gastaram bem o tempo, com a anuência do árbitro. E aqui uma observação: se o pênalti foi aos 45m, o árbitro deu os acréscimos e o jogo ficou paralisado por 2 minutos pelas discussões, por quê não foi acrescido o tempo perdido? Nesse item, pecou Claus.

Considerações diversas: o Ituano é o 1o bicampeão paulista do Interior (embora a primeira conquista tenha sido sem os grandes, que jogaram o Rio-SP e posteriormente o ‘Supercampeonato Estadual do Farah”). Ganhou do São Paulo no Morumbi, do Palmeiras e do Santos no Pacaembu, e desclassificou o Corinthians em sua chave. É um time bem treinado pelo Doriva. Por quê tanta gente “assustada”?

É claro que em ritmo de competição e em pontos corridos, os grandes clubes teriam um desempenho melhor e dificilmente o Ituano seria o vencedor. Mas com as regras do torneio, foi o campeão.

Porém, o Ituano não se tornou melhor time do mundo de uma hora para a outra, nem tem Messi ou Cristiano Ronaldo em seu elenco. É uma equipe ajeitada, que joga pelo coletivo. E que não se iluda! No Brasileirão da A1, onde se posicionaria na tabela?

Aliás, é irônico: o campeão da FPF jogará a 4a Divisão do Campeonato Nacional… Coisas possíveis graças ao Marco Polo Del Nero e suas fórmulas.

Enfim: PARABÉNS AO ITUANO!

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– Conformismo Passivo da Lusa?

E depois de muito relutar, a Portuguesa entrou na Justiça Comum no caso Heverton e o rebaixamento para a Segundona pelo STJD. Mas assim que teve a liminar cassada… desistiu de recorrer!

Pois é! Nesta 6a feira, Ilídio Lico, presidente da Lusa, declarou que o clube vai jogar a série B e não quer mais confusão.

Ué, o clube dissera que não foi comunicado pelo advogado Osvaldo Sestário; depois suspeitou-se de um funcionário da própria agremiação que não informou a suspensão do meia Heverton; e ainda existiu a história das negociações de empréstimos da Lusa com a CBF e FPF durante o imbrolhio?

A Portuguesa não está desistindo muito facilmente de uma luta que demorou para entrar, já que se sentia prejudicada (e com grandes perdas financeiras)?

Esquisito…

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– Ressuscitando a história do Naming Rights do Itaquerão

Quando o então presidente do Corinthians Andrés Sanches anunciou a construção do seu estádio, ele próprio divulgou que os gastos seriam bancados pela venda dos direitos do nome da arena (os “naming rights”).

Simploria, publica e demagogicamente disse que a empreiteira Odebrecht daria um estádio de aproximadamente 300 milhões de reais, e como contrapartida o Corinthians pagaria esse valor permitindo que a construtora usasse o naming rights do estádio por 15 anos, usando-o como Arena Odebrecht ou revendendo o direito do nome para outra empresa por qualquer valor.

Ora, naquele dia da coletiva (foi em 31 de agosto de 2010), os naming rights das principais praças esportivas do mundo eram:

– Emirates Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos (Estádio do Arsenal – Inglaterra)

– Allianz Arena: 90 milhões de euro por 15 anos (Estádio do Bayern e do Munich 1860 – Alemanha – valores divididos entre as equipes)

– American Airlines Center: 195 milhões de dólares por 30 anos

– Gillete Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos.

Quer dizer que o estádio do Corinthians teria o naming rights mais caro do mundo?

Às vésperas da sua inauguração, o estádio não custou R$ 300 milhões, mas já está em R$ 1,09 bilhão. Os naming rights não foram vendidos pelo valor mínimo de 300 milhões, não são os mais caros do mundo e tampouco ficou de posse da Odebrecht.

Pergunta-se: qual o segredo para que um estádio bilionário seja construído e ainda não esteja pago? A Odebrecht tem garantias de pagamento ou será eternamente a proprietária?

Mistério… o mais curioso é que depois de tudo isso, ainda há aqueles que crêem que alguma autoridade vai interditar as obras. Se até agora os políticos só abençoaram a construção, alguém terá peito para barrar às vésperas da Copa do Mundo?

O certo é: o estádio não será pago com os naming rights de jeito algum. Ponto.

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– Claus é o finalista!

Pois é: quem acompanha nossos comentários na Rádio Difusora, no Futebol Esporte Show da VTV / SBT e no Jornal Bom Dia / Diário  de SP, soube antes: Raphael Claus era um dos sorteáveis para a finalíssima do Paulistão-14 e não deu outra!

Falávamos desde a fase eliminatória que Claus e Luís Flávio eram os favoritos, junto com Ceretta, Marcelo Ribeiro e Leandro Bizzio (correndo por fora um ou outro nome). Mas estes eram os preferidos: Guilherme Ceretta e Luís Flávio pois são aspirantes à FIFA (e a Federação Paulista não tem mais nenhum árbitro internacional), e Claus por ser o melhor paulista em atividade (provavelmente brigará pelo escudo FIFA em 2015). Devido a má atuação de Rodrigo Guarizzo no primeiro jogo, o “universo não conspiraria para que a bolinha premiasse um árbitro menos qualificado“. Na hora de rodar o globinho da sorte, saiu o melhor!

Claus apita bem grandes confrontos; se destacou em uma semifinal São Paulo x Santos no Morumbi onde fez uma perfeita partida. Porém, reparo que em jogos de meio de tabela ou que nada valem, ele cai de produção; nos jogos em que é exigido, é incontestável. Deixa o lance correr e não gosta de conversa fiada. Nada de faltinha marcada e de parar a jogada nos trancos legais. É um “Vuaden no começo da carreira”.

E a felicidade veio em dobro: já ganhou uma nova escala, no sábado 19/04, abrindo o Brasileirão no jogo Internacional x Vitória, partida marcada no novíssimo Beira-Rio.

Boa sorte ao árbitro de Santa Bárbara do Oeste, eleito o melhor juiz em 2012 e provavelmente será o vencedor do prêmio em 2014! Estendo o desejo de sucesso a toda a sua equipe também.

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– Você queria estar na pele do árbitro da final do Cariocão?

Árbitro de futebol tem que se policiar em tudo. Não basta ser honesto, tem que demonstrar a honestidade.

Marcelo de Lima Henrique pertence às Forças Armadas. Sujeito sério, ótimo árbitro, pertencente ao quadro da FIFA e que está escalado para a decisão do Campeonato Carioca entre Vasco da Gama x Flamengo.

Todavia, o árbitro do “Clássico dos Milhões” está em uma situação difícil. Sua esposa, conversando entre amigos pelo Facebook, brincou com os amigos dela de que “o Vice-Campeonato é certo” ao time da Colina. Vascaína, ela escrevia a uma moça que aparentemente era sua comadre e a outros internautas do seu círculo.

Entretanto… torcedores observaram a discussão e começaram a entrar na conversa, até que um sujeito pergunta quanto ele cobraria para “apitar certinho”, pois estava disposto a cobrir a hipotética (porém inexistente) proposta flamenguista. Ironicamente, a moça respondeu que “não tinha cacife para bancar uma proposta”.

E aí, José?

Situação delicada. Quem lê o bate-papo, percebe que é uma conversa cheia de ironia e provocação, nada de sério (ou alguém pensa que se fosse verdade tal relato estaria publicamente divulgado?).

Porém, pense: foi a esposa do árbitro quem escreveu; ele, Marcelo, que não tem nada a ver com a brincadeira, não redigiu uma linha sequer e que devia estar se preparando para o jogo, entrou involuntariamente numa saia justa. O que fazer?

Se fica na escala, pode ser questionado até por lateral invertido. Se sai da rodada, perde um pouco do seu brilho.

A FERJ o manteve. Você também o manteria?

Boa sorte ao Marcelo de Lima Henrique, que todos sabem, é um sujeito íntegro. O problema é: vai explicar isso ao torcedor fanático… Se o torcedor comum já se preocupa com qual time o juiz torce (e quem é arbitro sabe: não dá para torcer para clube depois que se engata a carreira, você torce para o seu sucesso e acaba deixando de torcer naturalmente para o seu antigo time), imagine aqueles que gostam de uma polêmica, o que dirão?

E tal episódio trará de novo o debate: a participação dos árbitros em redes sociais! Os que são contra, se apoiarão nesse episódio e há quem defenderá que até os seus parentes deverão cair fora delas!

O problema não é estar no Facebook, Google+ ou Twitter; é o mau uso.

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– A Maldita Sina do Vice-Campeão do Paulistão

Nos últimos 25 anos de Campeonato Paulista, em 9 oportunidades a finalíssima não foi disputada entre confrontos diretos que envolvessem os 4 times grandes do estado.

E nessas nove disputas, em 7 os times pequenos se tornaram vice-campeões após perderem o título para um grande (exceção feita a 1990 e 2004, com finais “caipiras”).

Veja que curioso: sabe como estão hoje, em 2014, os 9 vice-campeões do interior? Péssimos!

Abaixo:

1989 – São José – 3a divisão, (rebaixado da 2a p/ a 3a em 2014)

1990 – Novorizontino – 3a divisão, 2a posição na tabela

2001 – Botafogo – 1a divisão

2002 – União São João – 4a divisão

2004 – Paulista – 2a divisão (rebaixado da 1a p/ a 2a em 2014)

2007 – São Caetano – 2a divisão, 15a posição (lutando contra o rebaix à 3a div)

2008 – Ponte Preta – 1a divisão

2010 – Santo André – 2a divisão, 6a posição na tabela

2012 – Guarani – 2a divisão, 12a posição na tabela

Seria uma “maldição” aos clubes pequenos conquistarem a vaga à final? Ou tal fato ilude os times pequenos, os faz acreditar que estão fortes e logo após caem na realidade (e na tabela)?

Interessante refletir sobre esse dado!

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– O Grave Erro do Árbitro em Ituano 1 x 0 Santos. Culpa de quem?

Falamos na última semana que se o jogo fosse Santos x Palmeiras, Rodrigo Guarizzo não teria sido sorteado (texto em: http://is.gd/Azarao). E, de fato, quando exigido, falhou.

O que dizer da bola na mão (e não “mão na bola”) que virou pênalti para o Santos?

Na verdade, o grande problema que tem ocorrido em lances desse tipo é a nova orientação para a interpretação de infrações por uso indevido de mãos na bola. A Regra não mudou, continua-se avaliando a intenção ou não (lembrando que essa é a única falta que não pode ser marcada por imprudência). Agora, deve-se levar em conta se há a “subjetiva intenção”, ou seja, o desejo velado de meter a mão na bola e disfarçar a situação como casualidade (para as outras condições, clique em: http://is.gd/524eGZ).

Na partida de hoje, Guarizzo errou ao marcar mão na bola. Nada de intenção disfarçada, o zagueiro tenta tirar o braço e não consegue a tempo. O contato é inevitável, o membro não sumirá instantaneamente do corpo.

Mas por quê isso têm acontecido frequentemente?

Na pré-temporada, a FPF trabalhou bastante essa situação. Não acredito que foi vendida pela Comissão de Árbitros a ideia de que “bateu na mão” deva ser marcado pênalti, pois, afinal, é uma situação que merecia demissão imediata dos seus integrantes pela gravidade do erro. O Cel Marcos Marinho não é do ramo, dá para entender; seu assessor Arthur Alves Júnior divide o tempo como membro da CEAF-SP, dirigente da Coafesp e presidente da Safesp, e, talvez, não tivesse tido tempo para orientar melhor. Mas não entra na minha cabeça que o Roberto Perassi e a Sílvia Regina, da Escola de Árbitros, não tenham falado sobre esse tipo de lance.

Conversei bastante sobre os trabalhos da Pré-Temporada com alguns árbitros que participaram, e ambos diziam o seguinte: “chegamos a um consenso que em quase todos os lances é para marcar a falta/ pênalti, mas não quer dizer que bateu na mão é infração”. Um deles me disse: “agora, está mais fácil marcar pênalti”.

Discordo. Está muito mais difícil! A subjetividade é traiçoeira no futebol.

Vide o seguinte: marcaram pênaltis em bola na mão vários árbitros medianos / ruins ao longo do Paulistão. Mas Luiz Flávio de Oliveira, Raphael Claus, Marcelo Rogério ou Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcaram em lances semelhantes nos seus jogos?

Não. Portanto, se houve de fato a inadmissível orientação errada, os bons têm corrigido o equívoco, pois são mais experientes e capacitados.

Em tempo: a CBF promoveu nos últimos dias um curso de aprimoramento aos seus árbitros, e vários assuntos (como esse) foram tratados. Guarizzo também estava lá! Será que veremos no Brasileirão lances e decisões iguais ao deste domingo, ou no Paulista as jogadas de dúvida são diferentes?

Não posso ser leviano em dizer que, se o lance fosse em favor do Ituano, o pênalti não seria marcado. Aí seria má fé, e não creio nisso, mas sim na incompetência e no equívoco.

E você, marcaria pênalti ou não?

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– Os árbitros contra o Bom Senso FC e outras novidades para o Brasileirão de 2014

Causou muita polêmica a Circular 10/2014, datada de 26/02/14 (mas publicada só agora pelo site da CBF, após trabalhos realizados com os árbitros de futebol que trabalharão no Campeonato Brasileiro). São várias e importantíssimas orientações, que certamente polemizarão:

A- MANIFESTAÇÕES

No item 13 da Circular está destacado que:

Os componentes da arbitragem devem promover esforços no sentido de procurar evitar que possíveis manifestações nos jogos do Campeonato Brasileiro sejam concretizadas quando houver desrespeito às regras, inclusive com alertas e avisos dados pelos 4°s árbitros aos responsáveis pelas equipes quando da ida aos vestiários antes das partidas. Esses avisos devem ser feitos esclarecendo que determinadas atitudes estão previstas nas Regras de Jogo com as devidas advertências e providências que devem ser tomadas pela arbitragem, não sendo iniciativas da CBF ou da Comissão de Arbitragem da CBF e, sim, normas já existentes emanadas pelo IFAB e constantes do Livro de Regras de Futebol em vigor.”

Trocando em miúdos: a CBF usa as orientações internacionais de que não podem existir manifestações políticas, raciais ou religiosas, sejam escritas ou gestuais antes, durante e depois das partidas de futebol. Isso deve ser punido e relatado.

Se um jogador atrasa a partida propositalmente, deve receber Cartão Amarelo por “retardar o início /ou reinício da partida”. Se ele faz algo fora do âmbito esportivo, deve receber a Advertência por conduta antidesportiva. E se os jogadores cruzarem os braços antes do tiro inicial ou se sentarem no gramado por 1 minuto?

Estou para ver um árbitro que seja corajoso de aplicar o Cartão Amarelo aos 22 jogadores! “Duvido e-o-dó”, como diriam os mais antigos.

Claro que um subterfúgio possível a ser utilizado será o de dar a advertência ao capitão de cada equipe, representando a agremiação. Ainda assim, considero uma bobagem.

Parece que a CBF está tentando confrontar o Bom Senso FC, afinal, para quê tal destaque nesse quesito “manifestações durante as partidas”?

Deve-se lembrar: O conceito “Manifestação” é amplo para a FIFA. Quer exemplos?

A1- Antigamente, era muito comum nas equipes de divisões inferiores o “bom político” ceder camisas com seu nome (como se fosse o patrocínio master), claramente para fazer campanha eleitoral. Isso não pode. Também gesto nazista/ facista ou qualquer outra coisa que lembre política.

A2- Recentemente, a FIFA demonstrou grande preocupação com as comemorações da Seleção Brasileira na Copa das Confederações da África do Sul, após a vitória contra os EUA, quando Kaká, Lúcio e demais atletas evangélicos promoveram um mini-culto pós-vitória dentro do campo. A entidade pediu para que se evitasse tais demonstrações de fé. Na época, a Dinamarca fez um protesto formal da atitude dos “atletas de Cristo” pois no esporte, segundo a própria Federação Dinamarquesa, “deve-se respeitar todas as crenças e a descrença, e os brasileiros mostraram fanatismo religioso na ocasião”. A queixa foi aceita e se enfatizou o rigor contra tais manifestações.

Já imaginaram a confusão que dará se um jogador tomar Amarelo depois do jogo por chamar seus companheiros para uma efusiva roda de oração depois da partida (já que se permite o cartão pós-jogo)? O árbitro menos instruído, se bobear, vai dar cartão na hora do Sinal-da-Cruz!

B- RACISMO

Mas, se quer se mostrar ditatorial a CBF quanto ao Bom Senso e laica / apolítica quanto às outras práticas (APOLÍTICA parece ser gozação, não?), mostra-se também preocupada positivamente contra o Racismo. No item 16.4, os árbitros deverão:

Paralisar imediatamente a partida quando identificada a prática de atos ou cânticos discriminatórios, racistas, xenófobos e/ou homofóbicos devendo ser chamado o delegado do jogo e o comandante do policiamento da partida para notificação. Registrar o fato em relatório indicando a origem dos atos”.

Enfim uma bola dentro da CBF…

C- RESERVAS

Há outras coisas não entendíveis pela Comissão de Árbitros. Se há 3 anos já se pode ter 11 reservas no banco de suplentes (no Brasil, só no ano passado isso foi utilizado pois na maior parte dos estádios não havia – acredite – espaço maior no banco de reservas, somente para 7), para esse ano, mesmo com a permissão para mais atletas, o item 12 da Circular diz:

Somente poderão participar do aquecimento 6 (seis) jogadores de cada vez, no local determinado pelo árbitro”.

Pois é, eu não queria ser um dos 4 que assistirão por 90 minutos o jogo como expectadores privilegiados, sem chances de entrar. Tem Arena que custa mais de 1 bilhão de reais e esse local de aquecimento não foi pensado?

D- VESTES DA CABEÇA

Por fim, eis um problema a ser explorado pela CBF: o item 9 com a mudança da Regra 4, que se refere a acessórios na cabeça!

Uma queixa dos povos árabes, e em especial das mulheres, era o não-aceite de véus (hijab) sobre as cabeças. A Seleção Iraniana Feminina já houvera realizado partidas dentro do país com o estádio fechado para que os homens não vissem as atletas com as cabeças descobertas, de acordo com um preceito religioso muçulmano mais radical. Ainda: já recusou a participação em competições internacionais (como nos Jogos Olímpicos de Londres 2012) pois não concordava com a exposição das atletas sem o véu islâmico. Uma comunidade sikh canadense solicitou a intervenção à Federação do Canadá para que a FIFA liberasse o turbante (Sikhismo é uma crença originária da Caxemira, região disputada pela Índia e Paquistão, e que mistura elementos do hinduísmo e islamismo), após uma confusão entre atletas oriundos de uma equipe dessa comunidade em Qebec, pois seus adversários se recusaram a jogar contra eles pelas vestes que usavam na cabeça. Também a Jordânia pressionou a FIFA, já que em 2016 haverá a Copa do Mundo Feminina Sub17 naquele país árabe.

Assim, após testes autorizados por 2 anos, liberou-se véus e turbantes. Jérome Valckè justificou o uso na ocasião: “Nós não podemos fazer discriminação. O que se aplica às mulheres pode ser aplicado aos homens”. Porém, os adereços usados deverão ser adaptados e não terão o mesmo aspecto visual do véu ou do turbante usados no dia a dia, pois deverá ter a mesma cor do uniforme e estar preso na cabeça sem nenhum tipo de alfinete, para evitar qualquer incidente durante o jogo.

Já imaginaram cabecear a bola usando turbante?

A primeira confusão já ocorreu: a França não permitiu o uso dos turbantes pois há uma Lei Federal da Laicidade que proíbe qualquer símbolo religioso em locais públicos. A FFF coibiu severamente não permitindo que atletas muçulmanos usassem o acessório.

A confusão vem aqui: o texto da Regra do Jogo foi mais amplo, dizendo:

Jugadores y jugadoras pueden llevar prendas de vestir que cubran la cabeza”.

Estou louco para ver um jogador mais rebelde entrar com o livrinho de regras debaixo do braço e perguntar ao juizão: “agora vou poder jogador de boné, solidéu/ quipá ou de gorro, né, ‘professor’?”. Aliás: goleiro de boné é normal, afim de proteger do sol. Mas e na linha?

E aí, o que você acha de tudo isso? Para mim, um conjunto de orientações visando minar o Bom Senso FC com outras bem confusas.

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– Os Simpsons voltam ao Brasil e Homer será árbitro de futebol!

Para quem gosta de “Os Simpsons”, em homenagem à Copa do Mundo, a FOX preparou um episódio envolvendo uma viagem de Homer ao Brasil, que participará como árbitro da Copa do Mundo e será assediado para que “fabrique resultados”.

Abaixo, sinopse e teaser, extraído de “Canal Nostalgia”:

No episódio que será exibido hoje (30/03), nos EUA, nós veremos a família chegar para a Copa do Mundo no episódio “Você não precisa viver como um árbitro”. Homer será convidado para apitar uma partida de futebol do campeonato e começará a ser assediado por uma máfia sul-americana que quer manipular o resultado do jogo. Já viu, né? Fifa vai amar! Hahaha!

Você pode ver um teaser do episódio no link abaixo.

LINK – Brazilian Deal Breaker from “You Don’t Have To Live Like A Referee” | THE SIMPSONS

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– Treinador ajuda a ganhar Jogo? Árbitro faz time perder? Pitacos do sobe e desce da Primeirona e Segundona

Neste final de semana, muita emoção no Campeonato Paulista, tanto da Série A1 quanto na A2. Aliás, somente nessas fases decisivas o Estadual parece empolgar. Mas vamos lá:

Osvaldo Oliveira e Doriva foram os nomes da rodada. Os treinadores decidiram a favor dos seus clubes, com substituições precisas.

No jogo do Santos, o treinador santista colocou Rildo, que entrou e logo deu o passe para o gol, na primeira jogada. Depois colocou Stephano Yuri e ele fez o gol da classificação no primeiro toque.

No jogo do Palmeiras, o treinador ituano colocou Marcelinho que fez o gol da classificação. E o jogador disse para todos ouvirem: “eu já sabia que iria entrar e decidir“. Confiante ou não?

Uma incrível coincidência poderia estar se concretizando ontem: em 2004 (10 anos atrás), nas semifinais daquele ano, o Santos foi eliminado por um time de azul (São Caetano de Muricy Ramalho) e o Palmeiras perdeu a classificação de um time de origem ferroviária (Paulista de Zetti). Quase a história se repetiu… Em tempo: hoje o São Caetano luta contra a série A3 e o Paulista foi rebaixado para a A2. Como estarão Penapolense e Ituano daqui a 10 anos?

Eurico Miranda, dirigente vascaíno, certo dia disse que “treinador não ganha jogo, mas ajuda a perder“. Será que Osvaldo e Doriva não provaram que o ditado não é bem esse?

Há certos fatores que ajudam a ganhar e perder uma partida que vão desde a questões técnicas até a sorte. Uma noite mal dormida do goleiro pode decidir, bem como um erro de arbitragem. E sobre o árbitro, ficará na “achologia”: e se Antonio Rogério Batista do Prado tivesse expulsado Alemão (ITU) em jogada violenta em Alan Kardec (PAL) que o lesionou? Jogando com 10 o Ituano teria se classificado?

Difícil responder… e nem Cartão Amarelo o árbitro aplicou. Mas que não o crucifique pela limitação pró-Ituano, pois vários pequenos erros de arbitragem ocorreram pró-Palmeiras. Portanto, o jogo exigia melhor condução.

Enfim: o Ituano chega à finalíssima com maior número de pontos conquistados como visitante. Na A2, seu vizinho de município, o simpático e tradicional Capivariano, conquistou o inédito acesso à Primeira Divisão. O outro vizinho, São Bento, quase conseguindo a A1. Mas do Céu a região também vai ao Inferno: Atlético Sorocaba e Paulista de Jundiaí rebaixados…

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– A Bolinha Sortuda das Finais do Paulistão

Nesta semana, falamos sobre os árbitros sorteados para as quartas-de-final do Paulistão (em: http://is.gd/4asFinais). E como eles atuaram; e como os próximos atuarão?

Claus foi bem na partida Botafogo x Ituano; Darcie esteve regular no São Paulo x Penapolense (não gostei da volta do pênalti do Ganso, achei que se voltasse daquele jeito, deveria voltar todas as cobranças!); Furlan foi ótimo no Santos x Ponte Preta (partida tranquila) e Guerra somente regular no jogo Palmeiras x Bragantino (deixou Valdívia apitar o jogo, o gringo fez o que quis com ele)!

Na oportunidade, contestamos a afirmação do presidente da CEAF-SP, Coronel Marcos Marinho, de que eram árbitros em ascensão, já que o próprio Guerra na escala era prova de que o discurso era incoerente quanto a questão “renovação”. Falamos ainda sobre alguns nomes que poderiam estar nas semifinais: Antonio Rogério Batista do Prado, Ceretta, Bizzio e talvez Marcelo Rogério, dos mais de 20 árbitros que apitaram e 14 selecionados.

Não é que a bolinha, danada como ela só, sorriu para eles mesmo?

No jogo do Palmeiras x Ituano, apitará o Rogerinho. Respeitosamente, não é árbitro em ascensão. É experiente, mas comum. Ok, o jogo será fácil.

Na partida Santos x Penapolense apitará Marcelo Rogério, que fez excelentes atuações como em Ponte Preta x Corinthians e Paulista x Sorocaba, mas foi infeliz em alguns lances de Palmeiras x Ponte Preta. Justa escala.

Mas… cadê os árbitros em ascensão? Nada contra os nomes, mas acho que não deveria ser feita a declaração.

Se Santos x Palmeiras fizerem a final, ratifico o que digo: Luiz Flávio, Guilherme Ceretta, Marcelo Aparecido Ribeiro e Raphael Claus estarão nos jogos. E Paulo César de Oliveira, caso queira encerrar a carreira com uma final para depois se tornar comentarista, poderá também figurar na escala, digo, sorteio!

Eu colocaria Luiz Flávio de Oliveira e Raphael Claus para as finais, sendo que o perdedor do sorteio do jogo de ida iria para o jogo da volta.

E você, quem escalaria, ops, sortearia?

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– De Jogadores/Árbitros a Treinadores/Instrutores

Mudar o ciclo de uma atividade é difícil. Nem todos conseguem se desapegar da rotina passada e tentam se adaptar às novas realidades da melhor maneira possível.

No futebol, essas mudanças de funções são, em alguns casos, traumáticas e frustrantes. Em outros, de maior glória do que na vida profissional inteira até então!

Veja o caso de ex-jogadores e ex-árbitros. Onde se inserirão no pós-carreira?

Seedorf anunciou há dias a aposentadoria como jogador e virou treinador no Milan. Ótima chance para um iniciante, que, sejamos justos, já esperava a oportunidade e se capacitava paralelamente a isso. Porém, dificilmente vemos ex-atletas começando por cima, e ele é mais uma das exceções, como Falcão e Dunga, que sem nunca terem trabalhado em clubes menores, foram para a Seleção Brasileira.

Grande é o número de atletas que não conseguem nem chegar às categorias de base como treinadores, tendo dificuldade de vingar no profissional. E isso independe da sua categoria como jogador. Será que Muller, Bebeto, Romário, Raí e até mesmo Pelé seriam grandes “professores” na área técnica a beira do gramado? Qualquer resposta seria mero “chute”. Beckenbauer e Cruyff foram magníficos dentro e fora de campo. Mas outros do mesmo nível não. Luxemburgo era reserva de Júnior, mas o primeiro foi muito mais vitorioso como treinador.

Portanto, ter sido craque ou cabeça de bagre com a bola no pé parece não ser tão decisivo para ser “o homem da prancheta”. Muitos conseguirão ensinar apenas os conceitos, outros farão o time jogar de fato. É por isso que existem os comentaristas esportivos, que podem ver o futebol à sua forma, conseguem passar tudo claramente aos torcedores mas que necessariamente não seriam grandes treinadores. E grandes treinadores que teriam uma dificuldade enorme em se fazer entender ao ouvinte.

Me recordo de 4 bons nomes que sugiram graças a uma filosofia (arriscada, mas que foi correta) de lançar treinadores por um clube: o Paulista de Jundiaí, que deu grande oportunidade ao Giba (que nasceu como treinador no Lousano Valinhos, parceiro do Galo Tricolor na época); depois vimos Zetti se sagrando vice-campeão estadual (perdendo do São Caetano de Muricy Ramalho); aí veio Vagner Mancini (que já dirigiu grandes equipes) e Wagner Lopes (sempre na ativa na série A1, atualmente no Botafogo-SP).

Por assumirem a responsabilidade em um clube que não era um dos grandes (de massa, como Corinthians e Flamengo), conseguiram trabalhar com pressão menor. Mas já imaginaram Marcos como treinador do Palmeiras ou Rogério Ceni do São Paulo? Aceitariam o risco de arranhar a imagem construída até hoje? Seriam treinadores de um clube só, como foram enquanto jogadores? E as vaias, para onde iriam? E, claro: a competência estará no mesmo nível?

Para mim, Seedorf é uma grande incógnita como treinador. Mas desejo sucesso, pois com o carisma e competência que tem, pode triunfar.

Entretanto, “ser sem carisma” é a rotina dos árbitros de futebol. No pós-carreira, farão o quê? Serão observadores de jogos das suas federações recebendo ajuda de custo a R$ 50,00, só pelo prazer de lá estarem? Ou conseguirão entrar no seleto clube de membros de comissões de arbitragem e instrutores? Poucas são as vagas como comentarista de arbitragem na mídia, e praticamente nulas as pretensões como “professores de regras” aos jogadores, contratados pelos clubes para melhor capacitar seus atletas.

Aqui, a comparação com os jogadores é idêntica: Dulcídio Wanderley Boschilla e Oscar Roberto Godoi foram excepcionais árbitros, mas seriam bons instrutores, com boa didática e jogo de cintura no trabalho junto aos cartolas das federações? Creio que não. Godói, entretanto, é ótimo no jornalismo esportivo, sendo claro, incisivo e objetivo. Encontrou-se! Enquanto isso, ex-árbitros como Roberto Perassi e Sílvia Regina (o primeiro comum em campo e a segunda competentíssima na categoria “feminino” – talvez a melhor árbitra da história do Brasil, mas razoável tecnicamente em jogos masculinos) são excelentes como instrutores. Sérgio Correa da Silva e Arthur Alves Júnior, também não-excepcionais como árbitros, enveredaram um caminho de sucesso como dirigentes sindicais (ao menos, figuram em vários cargos). Gaciba, Simon e Arnaldo são irrepreensíveis na TV, conseguindo essa transferência de competência agregando a didática.

Portanto, a relação de competência em uma função não necessariamente significa sucesso em outra. Um jogador mediano / árbitro comum pode ou não ser grande treinador / instrutor. E um jogador craque / árbitro excepcional pode ou não ter sucesso, mas com uma diferença: o comparativo com o que fazia antes de mudar a carreira será algo cruel. Será cobrado por tal! Sem contar com aqueles que não vieram necessariamente de dentro das 4 linhas: Carlos Alberto Parreira jogou onde? E é um dos treinadores mais respeitados do mundo. Mais: o Professor Gustavo Caetano Rogério, diretor da Escola de Árbitros da FPF por muitos anos, apitou onde? E foi talvez o maior nome da entidade.

Há os esforçados, como o Cel Marcos Marinho, atual presidente da CEAF-FPF, que assumiu o cargo sendo Major encarregado da luta contra as torcidas organizadas, e que apesar de muito estudar as regras, ainda leva a desconfiança do domínio das mesmas. Teria ele experiência para ensinar posicionamento ou dinâmica de arbitragem aos árbitros?

E pensar que, Armando Marques, velho de guerra, que um dia errou a contagem de pênaltis na decisão entre Santos x Portuguesa numa decisão de título paulista, por anos a fio presidiu a Comissão de Árbitros da CBF e conduziu a arbitragem brasileira ao desrespeito de muitos…

Por fim: o treinador de futebol ou o instrutor de arbitragem deve, independente do seu histórico como ex-jogador ou ex-árbitro, ter uma tríade de virtudes:

  1. – o conhecimento técnico (ter estudado),
  2. – a prática (ter vivenciado as dificuldades) e
  3. – a vocação (o dom entusiasta para exercer a atividade).

Claro, com uma boa oportunidade de sorte para mostrar o seu talento.

E você, o que pensa sobre isso? Grandes craques ou insossos perebas determinam o sucesso no pós-carreira (ou não) em decorrência do que já fizeram?

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– Os valores para as ofensas a seres humanos!

Real Garcilasso foi multado em 20 mil dólares pelas ofensas racistas ao jogador Tinga. Uma multidão nas arquibancadas o ironizou.

Mogi-Mirim foi multado em 50 mil reais pelas ofensas ao jogador Arouca. Alguns poucos torcedores o ofenderam na saída do campo.

As penas são proporcionais ou justas?

Acho que não. Os racistas estão nas ruas e por cinquentão o assunto foi resolvido para as entidades. Aliás, tanto Conmebol e FPF acabaram faturando com essa história, não? Afinal, o dinheiro não vai para nenhum dos ofendidos, tampouco para obras assistenciais (e pago pelos clubes).images.jpg

– Critérios, Concentrações e Projeções dos Árbitros das Finais do Paulistão

E nesta quarta-feira teremos as quartas de final do Campeonato Paulista. Os árbitros foram escalados, e, pelo que se pode observar, já dá para projetar os finalistas.

Avalie (são perspectivas, não afirmações):

  • 1- Para BOTAFOGO X ITUANO, está escalado Raphael Claus. Assim, ele fica blindado de errar em jogo de time grande até a final. O globinho da sorte foi favorável a ele! Os astros conspiraram a favor da FPF, já que não são muitos os árbitros disponíveis (Abade se aposentou, Braguetto abandonou a carreira após ser retirado da finalíssima do ano passado, Seneme virou cartola da Conmebol e Paulo César uma incógnita: vai mesmo para a TV Globo ou já está nela?).
  • 2- Para SÃO PAULO X PENAPOLENSE, nova sorte do globinho: Alessandro Darcie, que certamente não estará na final. Aqui uma curiosidade: o árbitro marcou um incrível pênalti de bola na mão na partida São Paulo 2 x 1 Oeste (Rodada 03), e novamente escalado na rodada 09 no jogo do Tricolor contra o São Bernardo (1×1), errou pela 2a vez (ambos em lances com Luís Fabiano envolvendo mão na bola/bola na mão). Nessa, o universo conspirou para a bolinha cair num 3o jogo do São Paulo… Tomara que não ocorra nenhum lance duvidoso, pois pelo histórico, a chance de erro é grande.
  • 3- Para SANTOS X PONTE PRETA, teremos Vinícius Furlan. Apitou direitinho os jogos escalados, quase fez um clássico de 1a linha mas foi retirado de última hora para não repetir dois jogos seguidos de time grande e merece um jogo importante. E encerrará sua participação no Paulistão nessa fase, pois para a final irão outros nomes – os aspirantes à FIFA ou equivalentes. Deu azar de ser escalado em time grande nas 4as de final.
  • 4- Para PALMEIRAS X BRAGANTINO, apitará Flávio Rodrigues Guerra. Aqui uma surpresa: o Cel Marinho declarou na tarde de segunda-feira que foram escalados “árbitros em ascensão”: Claus e Furlan pertencem a esse rol; Darcie não e Guerra ao contrário! É um árbitro rodado, mas não tem apitado grandes jogos e já vive em meio a críticas.

E nas semifinais e finais?

Sobraram no critério “ascensão” (mas que não se pode levar esse critério muito a sério pelas escalas já analisadas): Leandro Bizzio, Flávio de Souza, Fábio Volpato e Aurélio Santana Martins. Mas acredito que o Cel Marinho optará por nomes mais conhecidos: Antonio Rogério Batista do Prado e Guilherme Ceretta (creio que Marcelo Rogério estará fora, por má vontade da CEAF). Para a decisão, tire 2 nomes desses 3: Luiz Flávio de Oliveira, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Raphael Claus. Claro, inclua-se um 4o nome, Paulo César de Oliveira, caso queira fazer sua despedida dos gramados com uma final.

Ops: e a “Concentração dos Árbitros” é uma boa?

É uma ótima! Desde, claro, que alguém ligue para os patrões dos árbitros explicando que vão matar o dia de serviço, que fiquem assistindo os vídeos estudando os jogadores e que lhes dê suporte emocional.

Discordo de Marco Polo Del Nero exigindo a concentração, como juízes profissionais, se ele próprio se recusa a profissionalizar. Repito: concentração para a partida, preparação psicológica e técnica além de física, devem ser ações PERENES, não só esporádicas. E a isso se requer profissionalização. Fazer média nessa hora é demagogia!
Por fim, Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem, disse que a nota média da arbitragem foi entre 7 e 8 “pois foi muito bem”. Puxa, nas faculdades que leciono/ lecionei, a nota de corte é 7, considerada regular. Para “muito bem” tem que ser de 8 para cima!

Claro, “dar nota” é algo difícil, mas considere: tivemos arbitragens beirando o 10, e outras próximos da repetência… assim, prefiro pontuar jogos e não um campeonato inteiro. Afinal, quem conseguiu assistir a todos os jogos, principalmente àqueles que não valiam quase nada, compridos (o relógio nunca chegava aos 45m…), com público quase irrisório?

Aproveito: e seu palpite para a rodada de hoje?

O meu: Ituano passa com vitória, idem ao Santos e ao São Paulo. Palmeiras vencerá na cobrança de pênaltis, pois o ferrolho de Marcelo Veiga fará o Bragantino segurar o 0x0.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 1 Bragantino. Como foi o árbitro?

Se os bandeiras e adicionais passaram desapercebidos no Jayme Cintra, o árbitro Leonardo Ferreira Lima não. Fraca arbitragem, com um importante erro para cada lado. Vamos falar da atuação de maneira holística?

TECNICAMENTE, o árbitro não foi exigido.

Porém, desapontou pelo número de faltas marcadas / não marcadas. Em especial, seu erro principal contra o Bragantino: a anulação do gol legal de Tássio (BRA) aos 17 minutos do 2o tempo. Após um bate-rebate na área, a bola vem por cima e o goleiro Yan (PAU) a soca, lançando-se sobre o atacante e na sequência sai o gol. O árbitro entende como falta de ataque e anula o tento. Errou, Tássio estava parado, não impedido e nem salta na bola. Prejuízo ao Massa Bruta.

Ainda no item técnico, o árbitro tem uma virtude: a aplicação da Lei da Vantagem. Por 3 oportunidades teve a sensibilidade de deixar de marcar a falta e acertou.

FISICAMENTE, correu pouco.

Entrou no caminho da bola e teve que se esquivar por duas vezes no 1o tempo e uma vez no 2o. Parecia querer acabar o jogo logo, pois caminhou bastante e não agilizava a partida (em que pese o resultado do jogo não exigir rapidez na reposição de bola do visitante, que gostou da demora).

DISCIPLINARMENTE, ruim.

Deixou de dar o segundo cartão amarelo para Mateus (BRA) no primeiro tempo. Imediatamente o treinador Marcelo Veiga o substituiu, aproveitando o vacilo do juizão.

Aos 5m do segundo tempo, Guilherme (BRA) cometeu uma falta muito forte em Felipe Diadema (PAU) e não levou Amarelo. Dois minutos depois, Felipe fez uma falta menos forte e levou cartão. Faltou critério…

O lance capital contra o Paulista: aos 28 minutos, na lateral do campo, Denner (BRA), camisa 15, deu um pontapé em Felipe Diadema (PAU), que protegia a bola. Nada de interpretar como ação temerária, foi conduta violenta mesmo. Tanto que o atleta precisou ser substituído porque não conseguiu voltar ao campo devido a forte lesão e o infrator nem cartão levou…

IMPORTANTE: Nas primeiras escalas (até a partida do Sorocaba), tivemos ótimas atuações da arbitragem. Mas depois disso, viraram da água para o vinho. Menosprezo a um time rebaixado / em vias de?

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– Uma Cáca arbitrada que vale até a CBF?

Comentamos em nossa última análise de arbitragem do Campeonato Paulista a má atuação do árbitro Adriano de Assis Miranda no jogo entre Mogi Mirim x Paulista FC. E eis que a FPF premia o juizão: fará parte da elite do estado de São Paulo, composta por 18 nomes para trabalhar na CBF em jogos do Brasileirão nas suas 4 divisões. Lembrando que na relação há a árbitra Regildênia de Holanda Moura, que se aprovada poderá apitar jogos masculinos, além de Paulo César de Oliveira que deverá anunciar a aposentadoria nos próximos dias, segundo o noticiário.

Para mim, surpreendente a lista por dois fatos: alguns bons nomes ficaram de fora, como Marcelo Rogério (justificativa: pelo regulamento da CBF, ele é “velho”, mesmo que outros árbitros da mesma idade do que ele estejam no quadro) e a quantidade pequena de nomes escolhidos. Já tivemos 40 bons árbitros na relação na década de 90, todos com boas condições de aturarem na série A. E desses 18, todos têm condição de apitar um Fla-Flu ou Gre-Nal?

Abaixo a lista:

Adriano de Assis Miranda

Antonio Rogério Batista do Prado

Aurélio Santanna Martins

Flavio Rodrigues Guerra

Flavio Rodrigues de Souza

Guilherme Cereta de Lima

Jose Claudio Rocha Filho

Leandro Bizzio Marinho

Luiz Flavio de Oliveira

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Marcelo Prieto Alfieri

Marcio Henrique de Gois

Paulo Cesar Oliveira

Raphael Claus

Regildenia de Holanda Moura*

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Thiago Duarte Peixoto

Vinicius Furlan

Importante: já que citamos o jogo referido do Estadual envolvendo Mogi Mirim x Paulista, olha que loucura – na partida, criticamos a expulsão do atleta Gabriel Firmino pelo segundo e injusto cartão amarelo por falta simples (está em: http://is.gd/l2pRzU). Mas para surpresa geral, ao ler a súmula, ele foi expulso POR SIMULAÇÃO DE PÊNALTI!

Um verdadeiro “samba do crioulo doido”: o atacante entra na área e faz uma falta simples. Para todos que assistiram o jogo, o Amarelo deveu-se a esse excesso de rigor. Mas não! O árbitro considerou essa jogada lance legal. Na sequência, o zagueiro chuta o atacante, e como o jogo não estava parado, seria pênalti para o Paulista. Aí ele erra de novo: não marca a infração e entende como simulação, mesmo sem ter sido e o expulsa.

Durma-se com um barulho desse: o cara faz essa lambança e no outro dia é indicado à CBF…

Na verdade, a culpa não é do árbitro; é de quem o escalou sem o ter preparado adequadamente nem feito um plano de carreira: a própria Comissão de Árbitros. E, infelizmente, ela pode tudo e ninguém a muda. Pudera, esperar o quê de Marco polo Del Nero, presidente da CBF e futuro mandatário-mor da CBF?

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– Análise da Arbitragem de Mogi Mirim 4 x 4 Paulista (Rodada 14, 18/03/2014)

Começou bem e foi se complicando com o desenrolar do jogo: assim foi a ruim arbitragem de Adriano de Assis Miranda no jogo entre o Sapão da Mogiana e o Galo da Terra da Uva.

Vamos lá:

– DISCIPLINARMENTE, péssimo!

18m, Olberdan (MOG) faz uma falta mais forte e leva Amarelo. Na sequência Ratinho (MOG) leva outro cartão por reclamação deste lance. Poderia não ter dado o cartão mas advertência verbal.

23m, Gabriel Firmino (PAU) leva Amarelo por reincidência de faltas. Mas aos 43m, Elanardo, que já houvera feito 3 faltas, não recebeu por reincidência após obstruir Gabriel Mosquito. Pior: nem marcou a falta!

35m, Gabriel Firmino (PAU) faz falta normal de ataque. E não é que o árbitro deu Amarelo? Errou, e com consequências negativas: como já tinha amarelo, Vermelho. Prejudicou o Paulista.

37m, Ytalo (PAU) faz falta no ataque. Outro Amarelo. Errado de novo.

42m, Gabriel Mosquito (PAU) divide com Elanardo e leva Amarelo. A cada falta, um cartão?

50m, Vitor Xavier (MOG) recebeu amarelo por falta em Mosquito. Correto. Mas o detalhe engraçado: o árbitro sinalizou que era por reincidência, apontando lá, cá, acolá… mas o jogador tinha ACABADO DE ENTRAR NO JOGO! Confundiu, certamente.

57m, enfim Elanardo (MOG) recebeu o Amarelo após falta de Mosquito. Demorou mas saiu. Poderia ter sido antes, e se já houvesse tomado, seria Vermelho.

– TECNICAMENTE, razoável.

Não existiram lances polêmicos, a partida foi fácil! Apenas uma cama de gato e uma-ou-outra falta não marcada.

– FISICAMENTE, bem. Mas de que adianta correr se não resolve em campo? Está com bom condicionamento, só que o futebol não precisa de corredores e sim de árbitros bons.

– CONDUTA DOS ASSISTENTES, ótima.

O bandeira 1 Rogério Zanardo acertou no 1o gol do Mogi Mirim: a bola é chutada, o goleiro Yan sai da pequena área e ela sobra para o atacante do Mogi Mirim, que fica somente com o zagueiro do Paulista entre ele e o gol. Se a bola fosse de cruzamento, seria impedimento. Mas ele recebeu de rebote em mesma linha. Gol legal.

O bandeira 2 Evandro de Melo Lima acertou no 2o gol do Paulista: Gabriel Mosquito faz o gol chutando de longe. Ytalo estava em posição de impedimento mas não atrapalha o adversário. O mesmo bandeira acertou no 2o gol do Mogi Mirim, quando Ratinho estava em impedimento, saiu e na segunda jogada já estava em posição legal.

DETALHE:

Um fato curioso: o árbitro usou uma munhequeira / suadeira no braço direito, com o relógio por cima. Ué, e se precisasse limpar o suor (e só pra isso serve a suadeira) como faz? Se machuca todo?

Abaixo, o lance-a-lance com os rascunhos das anotações:

Mogi Mirim x Paulista

Árbitro: Adriano de Assis Miranda

Bd 1: Rogério Pablo Zanardo

Bd 2: Evandro de Melo Lima

AAA1: Norberto Luciano Santos

AAA2: Sílvio Silveira

4o Árb: Luiz Plínio Rezende

MOGI MIRIM

1 Reynaldo

2 Valdir

3 Wagner Silva

4 Mirita

5 Elanardo

6 Leonardo

19 Everton Heleno

8 Edson Ratinho

9 Fernando Bahiano

13 Olberdam

11 Serginho

Reserva

12 Alex Alves

07 Everton Senna

14 Alvaro

15 Vitor Xavier

16 Michel

17 Magrão

18 Rivaldo Jr

Falta 1o tempo: 5

Falta 2o tempo: 4

TOTAL: 9

PAULISTA

1 Ian

2 Felipe Diadema

3 Malcon

4 Leandro

5 Dodó

6 Gabriel Firmino

7 Ewerton Pereira

8 Ytalo

9 Elton

10 Gabriel Leite Mosquito

11 Erik Mamadeira

Reserva

12 Iago

13 Diego Santos

14 Jhonny

15 Umberto

16 Diego Mendes

17 Tutinha

18 Felipe Santos

Falta 1o tempo: 9

Falta 2o tempo: 4

TOTAL: 13

1o Tempo

10m, árbitro está tranquilo e o jogo ajuda. Houve apenas uma cama de gato cometida pelo atacante do Paulista que passou batida.

15m, Gol do Galo num frango do Goleiro. 16m, Gol do Sapão.

Detalhe do gol do Mogi Mirim: A bola é chutada, o goleiro Yan sai da pequena área e ela sobra para o atacante do Mogi Mirim, que fica somente com o zagueiro do Paulista entre ele e o gol. Se a bola fosse de cruzamento, seria impedimento. Mas ele recebeu de rebote em mesma linha. Gol legal, acertou o atento bandeira Rogério Zanardo.

18m: falta de Olberdan, Amarelo bem marcado. 19m: Ratinho leva Amarelo por reclamação.

20m, jogo bem corrido, faltas bem marcadas. Árbitro bem.

23m, Gabriel Firmino leva cartão Amarelo no meio campo pela reincidência de faltas. Hum…

27m: falta em Dodó, muita reclamação pois se desejava um Amarelo. Eu não aplicaria também.

32m: Gabriel Mosquito faz o gol chutando de longe. Ytalo estava em posição de impedimento mas não atrapalha o adversário. Acertou a arbitragem em validar.

35m: O árbitro estragou sua arbitragem: Gabriel Firmino faz uma falta comum de jogo. Porém, com um absurdo excesso de rigor, aplicou o cartão Amarelo. Como já tinha, levou Vermelho. Errou o árbitro.

37m: Cartão Amarelo para Ytalo. Desnecessário também. A cada falta, um amarelo?

42: Outro Amarelo, agora para Gabriel Mosquito. Árbitro está se escondendo

43m: Elanardo faz nova falta. Nem Amarelo…

6 Amarelos e 1 Vermelho num jogo fácil de apitar.

2o Tempo

1m: Gol do Paulista após boa jogada de Mamadeira.

05m: Vitor Xavier recebe amarelo por falta em Mosquito. Correto. Mas o detalhe engraçado: o árbitro sinalizou que era por reincidência, apontando lá, cá, acolá… mas o jogador tinha ACABADO DE ENTRAR NO JOGO! Confundiu, certamente.

10m: a bola bate na mão do zagueiro Leandro num chute dentro da área. Segue, foi involuntário. Correto.

11m: Gol legal do Mogi, Ratinho estava impedido mas quando há uma segunda jogada está em posição legal.

12m: Elanardo: só agora recebe Amarelo por falta em Mosquito. Arre!

14m gol do Mogi,

18m gol do Paulista,

21m gol do Mogi: 4×4.

29: Jogador do Mogi faz uma falta de ataque idêntica a do lance que resultou na expulsão do Firmino. Agora, com acerto, o árbitro não deu.

32m: Leandro rouba a bola com tranco normal. Correto.

35m: Falta de Vitor Xavier em Gabriel Leite.

42m: Tutinha cava a falta e o juizão entra. Errou…

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– E se a barreira ficasse de mãos dadas?

Quando você pensa que já viu tudo no futebol, aí vem a surpresa! No campeonato turco, neste final de semana, jogaram Karabukspor x Galatasaray. E eis que numa cobrança de falta, os jogadores do time da casa fazem a barreira, há um bate-boca entre os atletas, o árbitro mostra dificuldades em controlar a situação mas depois de algum tempo permite a cobrança.

Surpreendentemente, os atletas da barreira se dão as mãos e formam um cordão de isolamento, muro de contenção ou algo que o valha! Veja o vídeo: http://is.gd/CORDAO

E isso pode?

Talvez pelo ineditismo, o juizão nada marcou. Mas pelo Espírito da Regra, entendo como burla. Explico:

Nas regras do futebol, não existe “barreira”. Há a obrigação de que os jogadores do time que cometeram a infração em manter a distância de 9,15m (ou melhor: 10 jardas). Nada impede de que eles se aglomerem, e até mesmo que um jogador do outro time se misture entre eles.

Porém… você não pode impedir um adversário de disputar a bola limpamente. Quando você abre os braços, aumenta o seu espaço e diminui a possibilidade do outro jogador em disputar a posse. Quer exemplos? O zagueiro Cleber, do Palmeiras (no período da Parmalat)! Ele protegia a bola com o corpo (e era muito forte); mas em muitos casos, quando o centroavante era mais técnico, ele diminuía o espaço abrindo os braços. Isso é falta!

Pense: se você coloca os braços abertos para que o adversário não transpasse a barreira, também é falta!

E aí, o que você acha que aconteceria caso tal situação fosse no Brasil?

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– O pênalti não marcado de CAP x SCCP e a entrega ou não de SPFC x Ituano

Polêmica em Penápolis no jogo do Coringão, durante e depois da peleja! Vamos discutir?

Aos 31 m do segundo tempo, o corinthiano Uendel avança, entra na área, breca a bola e é atingido pelo carrinho do defensor penapolense Jailton. Pênalti claro com indicadores que facilitariam a decisão do árbitro:

1- Com a bola dominada, não há porque o jogador se atirar ou tentar simulação;

2- A bola permanece na mesma trajetória (e no lance em questão, quase parada) pois o zagueiro nem a atinge;

3- Lado aberto dos jogadores na linha de fundo, sem problemas de “lado cego” do árbitro ou visão encoberta por atletas.

Infelizmente, prevíamos uma possível dificuldade técnica do árbitro Vinícius Dias Gonçalves Araújo em jogos com maiores apelos, após sua arbitragem na partida Comercial x Paulista, que comentamos e fizemos a análise em: http://is.gd/COMxPAU

A ironia do futebol é que este lance tem sido, para muitos, o fator preponderante da eliminação do Corinthians. O treinador Mano Menezes reclamou que o Corinthians foi prejudicado por erros de arbitragem. Ora, na partida Corinthians x São Bernardo, o Bernô teve um pênalti tão ou mais claro do que este não marcado. Na oportunidade o técnico corinthiano reclamou? Não (jogo em: http://is.gd/CORxSBE). Erros e acertos da arbitragem muitas vezes se compensam ao longo de uma competição – embora não sejam lembrados pelos reclamantes interessados.

Outra queixa do time do Corinthians é por parte de Romarinho, dizendo que:

[A derrota do] São Paulo não é normal, todo mundo sabe, ainda mais por 1 x 0. Mas isso foi armado, a gente lamenta (…) eles entregaram para o Ituano”.

Teria sido por culpa de São Paulo 0 x 1 Ituano a não classificação do Timão para a segunda fase do Paulistão (com 8 vagas disponíveis, sendo que se classificam 2 por cada uma das 4 chaves que contém apenas 5 times, dando a entender que a fórmula era justamente para nenhum grande ser eliminado)?

O Corinthians perdeu em casa para o São Bernardo por 1 x 0; para o Bragantino também em casa por 2 x 0 e para o São Paulo por 3 x 2. Fora de casa, perdeu para a Ponte Preta e foi goleado pelo Santos. E a culpa não é do próprio Corinthians?

Talvez Romarinho precise rever seus conceitos de disputa e de matemática…

Aliás, sobre “entregar ou não no futebol”, isso tudo é muito chato; há as entregas deliberadas para prejudicar alguém e há o descomprometimento na partida por relaxamento natural de quem já não se interessa por determinado jogo. Infelizmente, já vimos tais situações vividas por grande número de equipes. Claro que, num utópico moralista campeonato ético/desportivo, todos jogariam por vitórias com a força e empenho máximo. Mas não nos esqueçamos que torneios profissionais, acima do esporte, são negócios.

A propósito: o Atlético Sorocaba, o Comercial, o Oeste e a Linense podem estar nas mão do Corinthians no próximo domingo, no Pacaembú, devido a luta pela fuga do rebaixamento. Será que o próprio Romarinho estará motivado e empenhado para a vitória contra o Galo Sorocabano, a fim de não facilitar as coisas para o Atlético? Se não for assim, Comercial, Linense e até o Mogi Mirim poderão reclamar que o Timão entregou?

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– Desprestígio Paulista na FIFA. Dá-lhe FPF…

Marcelo Damato, jornalista bem informado e que não costuma cometer gafes em sua coluna “De Prima” do Jornal Lance, publicou na última 5a feira uma nota que arrepiou muita gente: Paulo César de Oliveira poderá pendurar o apito!

Que coisa… Depois de Sálvio Spínola Fagundes Filho ter largado a carreira por não poder aspirar muita coisa de acordo com os planos da Comissão de Árbitros brasileira, após Wilson Luís Seneme também abandonar a FIFA (e consequentemente a CBF e a FPF) para assumir um cargo representativo na Conmebol, agora PC poderá deixar a carreira e se tornar comentarista da Rede Globo de Televisão.

Parabéns a ele! Seria um tapa com luva de pelica àqueles que o esnobaram no auge. PC teve dois momentos importantes: o da Copa de 2006, em que tecnicamente empatava com Carlos Eugênio Simon em alto nível de arbitragem, mas não foi escolhido; e em 2010, onde já não rendia a mesma coisa e estava sendo contestado (em alguns jogos justa, e em outros injustamente). Para 2014, foi literalmente escanteiado e não lembrado. A verdade é que Paulo César teve um brilhante começo de carreira, trabalhou com certa irregularidade nas últimas temporadas e foi esquecido pelos cartolas. Abandonar a cartolagem do apito e ir para a Globo é uma oportunidade ímpar.

Fica o detalhe: há quantas décadas São Paulo não ficava sem árbitro da FIFA em seu quadro? Tínhamos 3 efetivos e outros tantos para assumir a honraria (lembrando que Anselmo da Costa, Cleber Wellington Abade, Rodrigo Braguetto e outros não foram por falta de oportunidade e, claro, por politicagem). Agora, não teremos nenhum, caso se concretize.

Desejo boa sorte ao amigo PC. E fico imaginando a CBF só com 8 árbitros da FIFA e a FPF sem nenhum árbitro internacional até 2015. Belo trabalho de Marco Polo Del Nero e do presidente da CEAF Coronel Marinho… O estado de São Paulo regrediu!

Resta a Luiz Flávio de Oliveira, Guilherme Ceretta de Lima e Raphael Claus brigarem pelas duas vagas, lembrando que Claus ainda não é aspirante ao quadro da FIFA, mas aposto que será em breve.

Para mim, no ano que vem, teremos Claus e Luiz Flávio. Mero palpite. E para você?

PC, sem dúvida, abriu os olhos na hora certa…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Mogi Mirim x Paulista

Adriano de Assis Miranda apitará o Sapão da Mogiana contra o Galo da Terra da Uva. E o que esperar do árbitro para esse jogo?

Para o Paulista FC, o jogo pode não valer muita coisa pois já está rebaixado. Mas para o Mogi Mirim, assombrado pelo rebaixamento e pela falta de estádio, é jogo de vida ou morte. Portanto, atenção ao juizão!

Adriano é árbitro de 2006, formado pela gestão do Cel Marinho na Comissão de Árbitros. Como está difícil encontrar nomes revelados na atual administração, ele foi uma aposta tendo apitado algumas partidas na A1 no ano passado. Está ganhando experiência! Apenas regular, poderá ser testado nessa partida caso o Tricolor mostre dificuldades contra o Sapo.

Rogério Pablo Zanardo é bom bandeira, não haverá problemas. Já Evandro de Melo Lima, o assistente 2, se formou em 2008! Um ou outro jogo na A3 e A2 no ano passado e já na A1… Nunca o vi trabalhando, e nessas situações, duas hipóteses: fenômeno na bandeira ou alavancado à força. Como gosto de acreditar na meritocracia, espero uma boa atuação deste jovem.

Os adicionais serão Norberto Luciano e Sílvio Silveira. Ambos já trabalharam em jogos do Paulista e não terão dificuldades.

Luiz Plínio Rezende é estreante na função de quarto-árbitro na A1 e está escalado para esse jogo. Aliás, nas 3 últimas partidas só novatos em jogos do Galo como árbitros reservas! Fica a dica para ele: em Itapira (Estádio Coronel Francisco Vieira), há vários “portõezinhos” no alambrado. Vale a pena conferir se todos estão com cadeados, pois invadir ali é fácil, fácil… Não que acontecerá, mas o zelo é importante.

Boa sorte ao sexteto de arbitragem na próxima 3a feira!

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– Negócios obscuros do Futebol

Uli Hoeness, presidente do Bayern de Munique, foi preso por sonegação fiscal de mais de € 27 milhões. Cumprirá pena de 3 anos e meio.

Sandro Rossel, presidente do Barcelona, renunciou após o escândalo envolvendo o caso Neymar e evasão de impostos.

Roman Abramovich, magnata russo do Chelsea, já perdeu US$ 2,5 bilhões em operações no futebol desde que assumiu o clube. É acusado de ser mafioso na Europa.

Xie Yalong, diretor da Agência Nacional de Futebol Chinesa, é acusado de receber ¥ 1,7 milhões em propina para favorecer clubes que emergem em seu país.

Valentim Loureiro, presidente da Liga Portuguesa, e Jorge Nuno Pinto, presidente do Porto, há 10 anos foram acusados de arranjos em resultados, culminando com a confissão do árbitro Jacinto Paixão de que recebia serviços de prostitutas para fazer determinados placares. Apesar de tanto tempo, o caso “Apito Dourado” ainda está mal resolvido.

Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, árbitros, foram acusados de venda de resultados no Campeonato Brasileiro de 2005. As partidas tiveram seus placares anulados, mas nenhum dirigente ou superior deles foram responsabilizados ou presos.

Afinal… com tantos casos suspeitos de práticas ilícitas, por quê poucos são punidos de fato no futebol? É um ambiente onde tudo (ou quase tudo) é permitido?

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– Lusa e a Tabacow

E a Portuguesa anunciou a Tabacow como seu patrocinador-master. Ela é a maior empresa de tapetes da América Latina, e, em tempos do pejorativo “Tapetão” no futebol, parece ser uma irônica jogada de marketing para provocar o Fluminense, que houvera sido rebaixado para a série B e permaneceu na A devido ao imbróglio da escalação do jogador irregular da Lusa que lhe valeu a perda de pontos.

Mas já que citamos o caso Heverton, essa é uma história suspeitíssima!

– Quem deu a dica?

– E as ligações que a Lusa recebeu sendo informada?

– Quem liberou para escalar?

– E a última: segundo Lauro Jardim, da Veja, na semana da confusão a Portuguesa pagou em dinheiro vivo (pela primeira vez no ano) os salários atrasados dos seus atletas.

Curioso… Fluminense e a própria diretoria da Lusa devem ser investigados. Cada vez mais cheira mal essa história!

Em tempo: e o jogo da Portuguesa x Bragantino suspenso para o outro dia por falta de energia elétrica? O árbitro Leandro Bizzio Marinho esperou, esperou, esperou… quase 2h20m? Pensei que a partida seria recomeçada na madrugada desta 4a feira!

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– Caiu. E agora? Haverá Mea Culpa do Galo?

No auge da carreira, durante os Jogos Olímpicos de Atenas-2004, a ginasta Daiane dos Santos era favorita a uma Medalha de Ouro e falhou em sua apresentação, deixando escapar a tão sonhada premiação, ficando em 5o lugar. Naquela ocasião, a repórter da Rede Globo questionou se os juízes foram rigorosos com sua nota. Ela disse que não, as achou justas pelo que rendeu.

Perguntou de novo se ela não houvera sido melhor do que as concorrentes, e ela respondeu novamente: “não, fui eu quem errei e fui mal”.

Por uma 3a vez a jornalista perguntou se o mau desempenho se devia a uma lesão no joelho, e a atleta pacientemente disse que “o joelho não era desculpa para uma má performance”.

Na insistência da entrevistadora, a atleta assumiu toda a responsabilidade e disse:

Eu fui mal, eu errei, a culpa é minha mesmo. No esporte você ganha e perde, e eu perdi. Não adianta arranjar outro motivo para esconder. Falhei e vou trabalhar.

Tudo isso ilustra muito bem o pós-rebaixamento do nosso querido Paulista FC: Será que ouviremos um mea culpa da diretoria do Galo?

Assim como Daiane, alguém dirá:

“A culpa é nossa, planejamos mal, nossas contratações foram ruins e a queda se deve aos nossos erros na direção do clube?”

Não há outra coisa a não ser reconhecer tal falha. Nem da arbitragem (sempre sobra para os erros dos juízes…) o Paulista pode reclamar. Até a queda, em todos os jogos, sempre boas / regulares atuações, sem prejuízo ao placar.

Agora, além do desgaste na mídia (o vexame em cair por si só já é um fato desagradável e visto por todos), fica o financeiro: receberá por toda a série A2 cerca de 4% do que recebe atualmente. Ou seja, dos R$ 2 milhões da FPF a cota cai para apenas R$ 80 mil para o certame inteiro!

Se o time já tem uma alta soma a pagar para o Condomínio de Credores e ainda acumulados alguns milhões em dívidas, com as futuras receitas minguadas, o que fazer?

É torcer para que as forças vivas (e necessariamente endinheiradas) de Jundiaí assumam o clube. Assim como em 1968 e 1984, são apaixonados cidadãos jundiaienses que deverão lutar em 2015 para que o time suba para a Primeirona. E cito os dois primeiros acessos já que o último, já nesse século, estava na fase da parceria com a Parmalat, que depois se mostrou uma grande fonte de lavagem de dinheiro perante a Justiça.

Cá entre nós: com tantos clubes se tornando “novos ricos” da Europa graças a bilionários apaixonados por futebol (e por outros motivos também), seria tão bom que um príncipe árabe, investidor russo ou mecenas asiático pudesse capitalizar seus investimentos no Galo, não? Mas dinheiro grosso; nada de colocar trocados e querer retirar graúdos.

Claro que o rebaixamento é péssimo, mas aqui vai um pensamento otimista: às vezes, cair é bom para repensar e se reestruturar. Quem sabe esse efeito negativo não seja o condutor de uma nova e melhor fase?

Que o centenário Paulista Futebol Clube renasça das cinzas em 2015; mais forte, organizado e que continue amado pela cidade de Jundiaí.

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– Análise da Arbitragem de Palmeiras 1 x 3 Palmeiras

Boa arbitragem de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Nada polêmico, tampouco relevante e preciso em lances de vantagem. Vamos ao jogo?
Antes da partida, o Palmeiras precisou trocar as meias no vestiário pois eram brancas como a do mandante Paulista. Ninguém viu que as meias seriam da mesma cor? Teria sido equívoco do 4o árbitro ou falha do responsável de quem passou as cores?
5 minutos: jogador do Palmeiras está impedido, recebe a bola e a perde; árbitro dá a vantagem e na sequência surge um contra-ataque. Há uma falta palmeirense mais forte, a bola sobraria para um atleta do Paulista e Marcelo Ribeiro prefere marcar a falta, já que acertadamente entendeu que o jogador estava lesionado mais seriamente. Ótimo senso de diferenciação entre vantagem e posse de bola.
12 minutos: goleiro Ian cobra o tiro de meta e o zagueirão pega dentro da área. Aí não pode e o árbitro + bandeira estavam atentos.
18 minutos: falta temerária de Mendieta no meio campo, merecia Amarelo e o árbitro não deu.
25 minutos: Correto e dificílimo pênalti para o Paulista: Marcelo Oliveira começa a empurrar Gabriel Leite fora da área, mas toca por baixo atingido o pé do adversário dentro da área e é essa infração “de fato”. Muito bem marcado.
36 minutos: zagueiro palmeirense empurra o jogador do Paulista a direita do campo de defesa, atacante fica de pé, a bola ultrapassa a linha de fundo e Fábio Volpato, o AAA daquele lado observou e ajudou o árbitro. Porém, não viu a falta sofrida por estar posicionado a esquerda do gol. Se estivesse a direita (e defendo esse posicionamento), marcaria.
39 minutos: zagueiro Leandro dá um carrinho na bola e o atacante Vinicius chega atrasado e bate joelho com canela. O árbitro bem posicionado não marcou, mesmo com as reclamações exageradas e indevidas do Palmeiras. Grande acerto.
52 minutos: O lateral Victor Higo agarra Patrick Vieira que estava no ataque quase dentro da área, o árbitro manda seguir e claramente o Adicional Fabio Volpato o avisa que foi falta. O árbitro pode rever a sua decisão e assim o fez. E como o agarrão impediu o ataque, cartão amarelo. Já tinha e recebeu o Vermelho. Correto.
55 minutos: Marcelo Oliveira abandona a bola e vai no corpo de Gabriel Leite. Já tinha amarelo, correto vermelho.
67 minutos: palmeirense Miguel pega o atacante do Paulista pelo cangote. Amarelo bem aplicado.
71 minutos: Vinicius entra na área e se joga após o toque do goleiro Ian. Ele dobra as pernas e deveria ter recebido o Amarelo. Acertou tecnicamente o árbitro, mas disciplinarmente errou.
Enfim, Cartões Amarelos e Vermelhos por reclamação e infrações diversas bem aplicados. Boa arbitragem de um árbitro que não se acomodou em campo, correu e vibrou bastante. Destaque negativo para o excesso de reclamações do Palmeiras. Seria pelo fato do time misto sentir dificuldades com o rebaixado Paulista?

– Surrealismo da Copa do Mundo em alta no dia 09

Parece brincadeira, mas não é!

A Arena da Amazônia será inaugurada oficialmente neste próximo domingo (09/03/14), no jogo envolvendo Nacional x Remo. Mas a idéia não era essa: o desejo sempre foi de realizar o clássico manauara Nacional x Rio Negro, de maior rivalidade no estado. Entretanto, o Rio Negro está há meses com o departamento de futebol profissional desativado…

Vai fazer o quê com a Arena depois do Mundial? Se para os jogos locais não serve pelo custo de realização de uma partida num palco desse porte (e pela carência de times), restará transformar o estádio em casa de shows? Ou ainda: buscar empresários para a compra de mando de jogos de equipes populares para serem disputados por lá no Brasileirão, como Flamengo e Corinthians?

Cada dia mais se vê que uma Copa do Mundo no Brasil foi um erro dos mais graves da nossa história, com uma gastança desenfreada como nunca houve.

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– O difícil lance de Palmeiras 1 x 0 Portuguesa

Vida de árbitro é difícil. Veja ontem na partida Palmeiras x Portuguesa o lance ocorrido no 1o minuto do segundo tempo (https://www.youtube.com/watch?v=irBq0vlq-js).

Lance de ataque do Palmeiras, a Lusa tira da área e de supetão a bola bate na mão do jogador da Portuguesa.

Falta ou não?

Para você considerar infração, deve levar em conta se é uma ação deliberada (proposital/intencional), já que é uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva. Ainda, o juiz deverá se atentar às seguintes circunstâncias:

O movimento da mão em direção à bola (e não da bola em direção à mão);

A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

Ser cuidadoso com a avaliação da posição da mão (braço erguido, abaixado ou colado não pressupõe necessariamente uma infração);

Além disso, o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar (a nova e polêmica orientação da FIFA).

Para mim, simplesmente a bola bateu na mão e o jogo deveria seguir, como o árbitro havia feito de imediato. Porém, avisado pelo bandeira Carlos Augusto Nogueira, ele voltou atrás e marcou a mão na bola. Foi induzido ao erro… Pior: se considerou mão, deveria ser pênalti, pois a infração aconteceu dentro da área.

Uma pena. Erro do bandeira que “matou” o árbitro. Coisas do futebol.

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– Como fazer mal uma escala: Análise da Arbitragem de Corinthians x São Paulo e Palmeiras x Paulista

Ela se supera! Definitivamente, a Comissão de Árbitros da FPF está em péssima fase.

Cá entre nós: que trabalho difícil eles têm, se o Paulistão da A1 dura só 3 meses? O resto do ano é para torneios menos importantes e formação de árbitros. E no pouco que são exigidos, executam mal sua tarefa.

Vamos lá:

1) Para o Majestoso no Pacaembu, está escalado Luiz Flávio de Oliveira. Ele que apitou bem recentemente Palmeiras x São Paulo. Antes era só Seneme nos clássicos. Agora, só Luiz Flávio? Aliás, é para forçar o nome dele ao quadro da FIFA e assegurar que a FPF não perca a vaga do agora aposentado Seneme para outro estado? Lembrando que o Luís Flávio foi o árbitro sorteado e que minutos antes houvera, por erro do digitador da FPF, sido anunciado como o escolhido para o Choque-Rei (antes da bolinha cair do globinho).

Depois da má atuação no São Paulo x Santos, finalmente os bandeiras Emerson Augusto e Marcelo Van Gassen não estarão escalados num clássico. Não poderia evitar repetição de árbitro em clássicos também? Ou não revelaram árbitros suficientes?

O detalhe é que o árbitro reserva desse jogo será Marcelo Rogério, de impecável atuação no jogo Ponte Preta x Corinthians (onde expulsou Gil e Paulo André) e que apitou a dificílima e nervosa partida entre os desesperados Paulista x Sorocaba na fuga do rebaixamento (sobre a arbitragem desse jogo, clique em: http://is.gd/PAUxSOR). Marcelo Rogério é superior e está em melhor fase técnica e física do que Luiz Flávio. A pergunta é: por que ele não apita tal jogo? Não vale usar a desculpa do sorteio, já que ele é o subterfúgio ideal para se justificar qualquer coisa pelos cartolas. No fundo, os dirigentes da arbitragem amam o sorteio, pois atrás dele se escondem.

2) Para Paulista x Palmeiras, apitará Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, árbitro que fez um ótimo Campeonato Paulista, em que pese as críticas do jogo São Paulo x Santos, onde foi muito prejudicado pelos bandeiras e ele próprio teve atuação boa em lances difíceis, com erros aceitáveis e acertos polêmicos (sobre esse jogo, a análise da arbitragem também está disponível, ela está em: http://is.gd/SAOxSAN). Marcelo já atuou em jogo do Paulista FC no Jayme Cintra, na partida do Galo Jundiaiense contra o Audax, e foi muito bem (o histórico da atuação desse jogo está em: http://is.gd/PAUxAUD). O que questiono é: se o Palmeiras está liderando o grupo e classificado enquanto o Paulista está na lanterna e rebaixado, por quê não lançar um nome novo? Para quê um árbitro dessa categoria num jogo fácil para se apitar e que vale pouco? Um desrespeito para as promessas. É a prova maior de não saber confeccionar uma escala.

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– Análise da Arbitragem de Oeste 2 x 1 Paulista

Trabalho ruim de Guilherme Ceretta nesta 4a feira . Vamos à análise?

Primeiro Tempo relaxado. Jogo fraco e a atenção da equipe de arbitragem não estava em alta!

Exemplos? Um pênalti marcado sem vibração para o Oeste (não convertido). Um tiro de meta cobrado onde o zagueiro domina a bola dentro da grande área (tem que voltar a cobrança). Um empurrão com braço estendido em cima do Diego Rosa que passou batido. Aliás, nem para reclamar o Paulista se esforçou nesta jornada… Outro pênalti, mas para o Galo, também mal marcado (foi tranco legal e também a cobrança foi desperdiçada).

Dois cartões amarelos na etapa inicial: Adriano Alves (OES) por atingir Gabriel Mosquito no contra-ataque e outro para Jeferson Paulista (OES) pela sola em Diego Rosa. Porém, essa sola “sem querer” é exaustivamente cobrada pela FIFA com punição mais rigorosa. É natural dividir com o pé a essa altura?

De mais importante, tivemos 7 minutos de paralisação para que a ambulância socorresse um torcedor que passou mal na arquibancada. E como sem viatura e médico não tem jogo, deve-se esperar o retorno deles como foi o ocorrido.

Já no Segundo Tempo, de relevante, dois lances: a correta expulsão de Philipe Sampaio com Vermelho Direto por um carrinho infantil e a grande falha no final da partida: a não expulsão de David Batista por pisar propositadamente na cabeça do goleiro no último minuto. Muitos Amarelos ao Paulista e inúmeras faltas não marcadas. Se não bastasse isso… fisicamente péssimo! E três opções poderiam explicar essa situação: ou se poupou, cansou ou esnobou a partida. Ou uma quarta opção: quis se nivelar por baixo como as equipes. A cada falta marcada, meia hora para ser cobrada com a permissão do juizão! Deu a impressão de má vontade para com a partida. Seria “jogo pequeno”?

Não gostei do bom árbitro Ceretta. É competente, jovem, boa pessoa, gente fina e com um potencial enorme! Mas quando a partida não vale muita coisa, não vibra e se acomoda.

Árbitros assistentes, adicionais e quarto-árbitro passaram batidos.

Abaixo, o lance-a-lance da partida com os rascunhos do jogo:

Oeste x Paulista

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima

Bd 1: Alex Alexandrino

Bd 2: Maria Elisa Correia Barbosa

AAA1: Paulo Sérgio dos Santos

AAA2: Norberto Luciano Santos

4o Árb: Sílvio Renato Silveira

OESTE

1 Paes

2 Arnaldo

3 Gustavo Henrique

4 Mauro Viana

5 Adriano Alves

6 Denis

7 Tiago Timbó

8 Waguininho

9 Bruno Nunes

10 Jeferson Paulista

17 Lelê

Reserva

12 Fernando Leal

13 Dezinho

14 Piauí

15 Fernandinho

16 Jean

11 Pablo

18 Dezinho

Falta 1o tempo: 6

Falta 2o tempo: 9

TOTAL

PAULISTA

1 Ian

2 Pacheco

3 Malcon

4 Phillipe Sampaio

5 Dodó

6 Victor Hugo

7 Ewerton Pereira

8 Gabriel Leite

9 David Batista

10 Diego Rosa

11 Jonathan

Reserva

12 Iago

13 Leandro

14 Umberto

15 Felipe Diadema

16 Márcio Pitt

17 Tutinha

18 Erik Mamadeira

Falta 1o tempo: 5

Falta 2o tempo: 5

TOTAL

1o Tempo

2m: falta de ataque em cima de Gabriel Mosquito não marcada. Na frente do Adicional…

6m: falta do atacante do Oeste em cima do zagueiro do Paulista; vantagem bem aplicada.

9m: impedimento bem marcado de Pacheco.

10m: Gol de Lelê.

16m: Tiro de meta do Oeste cobrado, lateral pega a bola dentro da área. Atenção bandeira, adicional e árbitro.

21m: Bola chutada pela defesa do Paulista e pé travado no chão. Para mim não houve toque que o derrubasse. Pênalti mal marcado e desperdiçado.

23m: Ambulância sai do estádio para socorrer um torcedor. Partida paralisada.

30m: recomeça a partida. Na verdade, será 23m, pois o relógio ficou parado.

25m: Cartão Amarelo para Adriano Alves em falta sobre Gabriel Leite. Correto.

26m: Diego Rosa é empurrado e o árbitro não marca.

34m: Amarelo para Jeferson Paulista pela sola na coxa de Diego.

38m: 5 impedidos no ataque do Rubrão, fácil para a bandeira Maria Elisa Correia Barbosa.

39m: Gol de Waguininho. Nem pulou, passou por trás de Pacheco e cabeceou.

42m: falta em Gabriel Leite, bem marcada.

45m: jogador do Paulista Jonathan recebe o tranco, valoriza a queda e o árbitro marca pênalti. Não foi.

2o Tempo

34 segundos e a primeira falta (a favor do Paulista). Cobrada com bastante demora…

3m: falta de Malcon, matando o contra-ataque. Correto.

10m: Atacante do Oeste tromba com zagueiro do Paulista e pede falta. Não foi nada.

14m: falta a favor do Paulista na entrada da área não marcada. Juizão estava longe…

17m: falta a favor do Paulista na entrada da área. Bem marcada.

24m: nova falta, agora para o Oeste. A cada falta, quase 1 minuto para ser cobrado.

Penúltima falta levou 40 segundos para ser cobrada. A última, 1 minuto e dez segundos.

27m: Daivid Batista faz gol de cabeça.

30m: Philipe Sampaio deu um carrinho certeiro no adversário. Vermelho bem aplicado.

34m: Victor Hugo recebe cartão por falta e Daivid Batista na sequência por reclamação.

38mm: Outra falta não marcada ao Paulista e na sequência Diego Rosa atrapalha o adversário e recebe Amarelo.

47m: David batista pisou na cabeça do goleiro adverseario, era para Vermelho.

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– Adidas Sexista?

E a “pisada na bola” das camisas da Adidas em alusão à Copa do Mundo?

Quiseram fazer graça com mulheres bonitas do Brasil e sua relação com o futebol. Assim, lançaram duas camisas: uma com um coração em forma de bumbum e outra com trocadilho sexual.

Já retiraram do mercado… Ninguém achou legal!

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem de Oeste x Paulista (Rodada 12)

Apitará o importantíssimo jogo entre a Onça Itapolitana e o Galo Jundiaiense Guilherme Ceretta de Lima, auxiliado por Alex Alexandrino e Maria Eliza Correia Barbosa. Seus adicionais serão Paulo Sérgio dos Santos e Norberto Luciano Santos. Sílvio Renato Silveira será o 4o árbitro.

Ceretta trabalhou recentemente na partida entre Botafogo 4 x 2 Paulista (sobre a análise desse confronto, clique em: http://is.gd/OaBtfg), e naquela oportunidade falamos sobre suas qualidades (jovialidade e técnica) e sobre suas debilidades (condição física e postura). Em Ribeirão Preto, apesar de não ter problemas na partida, mostrou uma certa dificuldade com o fôlego, cansando bastante ao término do jogo, bem como demonstrando falta de vibração.

Agora, Ceretta vive um novo momento: Seneme, árbitro da FIFA, aposentou-se e a bola está pingando a ele e a Luiz Flávio de Oliveira (ambos aspirantes à FIFA). Teria ele condições de substituir internacionalmente o famoso juizão? Corre por fora Raphael Claus, que apesar de não ser aspirante à FIFA, pode ser indicado no meio do ano a tal posição (sobre esse assunto, clique em: http://is.gd/novoFIFA). E, nessa disputa, novamente se questiona a atividade de modelo profissionalmente exercida pelo árbitro, na qual os críticos dizem dividir a dedicação. Não faço coro a esses, penso que dá para separar bem as coisas.

Alex Alexandrino é bandeira bem rodado e Maria Eliza Correia Barbosa há tempos não a vejo em uma atuação de gala. Me preocupa o rendimento da moça. Os adicionais não terão problemas (e destaque para Norberto Luciano, que teve ótima atuação apitando XV de Piracicaba 1 x 3 São Paulo).

Atenção deverá ter o 4o árbitro Sílvio Silveira, pois no Estádio dos Amaros é muito difícil de se trabalhar, pelo pouco espaço que há e pela pressão exercida nas arquibancadas.

Boa sorte ao sexteto. Creio que Ceretta está ciente da importância do jogo e deverá estar motivado pela vaga ao quadro da FIFA aberta. É hora do árbitro mostrar serviço!

Acompanhe a transmissão ao vivo e exclusiva da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, AM 810, com a equipe do Time Forte do Esporte, comandada por Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, reportagens de Heitor Freddo e Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Robinson Berró Machado, análise da arbitragem de Rafael Porcari; no plantão esportivo José Roberto Pereira e na técnica Antonio Carlos Caparroz.

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– Análise da Arbitragem de Rio Claro 2 x 0 Paulista. Como foi o árbitro?

Luís Martinucho se mostrou inseguro, o jogo era fácil e ele não conseguiu concretizar a expectativa de tranquilidade da partida. No último domingo, o jogo era difícil e naquela ocasião o árbitro Marcelo Rogério o tornou fácil. Ironicamente, exatamente o inverso aconteceu nessa jornada.

Vamos à avaliação?

1) FISICAMENTE, ruim.

Apesar de ter bom porte físico, ficou longe demais das jogadas, e apitar de longe torna a partida mais complicada.

2) TECNICAMENTE, regular.

– Primeiro Tempo, 13m: Diego Carlos está correndo e marcando o adversário, agarra a camisa e ele se joga ao sentir o contato. O árbitro marca pênalti. Eu não marcaria e explico: o agarrão seria suficiente para impedir a continuidade da jogada? NÃO! Portanto, um árbitro experiente (ou argentino, ou uruguaio, ou com boa competência) mandaria seguir. Juizão entrou na onda do rioclarense. O problema é: a inocência do zagueiro do Paulista em agarrar o atacante. Isso dá a margem e a possibilidade do árbitro interpretar que houve infração, e foi isso que aconteceu. Errou Martinucho.

– Primeiro Tempo, 19m: Pacheco corre e está em disparada tentando roubar a bola do adversário, espera entrar na área e tenta o tranco. O tranco legal é ombro a ombro, mas ele vai nas costas do jogador do Rio Claro. Pênalti infantil e fácil de marcar. Acertou Martinucho.

– Primeiro Tempo, 34m: Patrick dá uma pegada forte em Gabriel Leite, falta bem marcada. Mas antes, aos 27m e depois, aos 38m, o jogador se joga e o árbitro cai no teatro…

– Segundo Tempo, 8m: Diego Carlos atropela o adversário e recebe o Segundo Amarelo e é Expulso. Não há o quê reclamar.

– Segundo Tempo, 19m: Thiago Cristian (que já tem Amarelo) sai para fora do campo por força da jogada, ergue a meia e depois volta. Os jogadores do Paulista reclamam que voltou sem autorização e o árbitro vai na onda dos atletas jundiaienses e aplica o segundo amarelo e na sequência o Vermelho. Ora, o árbitro não estava atento ou interpretou errado? Ele não saiu para atendimento médico, mas sim por força do lance. É diferente a situação e se equivocou, o atleta poderia ter voltado.

3- DISCIPLINARMENTE, razoável

No primeiro tempo, Diego Costa (PAU) recebeu amarelo pela penalidade que não foi; Renan (RCL) levou por reclamação ao invés de uma advertência verbal. Patrick (RCL) pela falta forte em Gabriel Leite e Ewerton (PAU) pela solada foram advertidos corretamente.

No segundo tempo, com 6 minutos, um lance duvidoso onde Gabriel Leite reclamou de falta com o Adicional, e ali ele abusou das queixas. O árbitro não foi dar a advertência verbal no jogador, prestigiando seu companheiro. Não gostei dessa falta de vibração.

Os cartões dessa etapa foram para: Diego Costa (PAU) – 2o Amarelo e consequentemente o Vermelho (lembrando que o 1o foi o incorreto no lance do pênalti), Thiago Cristian (RCL) levou Amarelo por dupla falta na lateral e depois injustamente o Segundo Amarelo e Vermelho. Philipe Sampaio (PAU) por falta temerária; Nando e Rafael Costa (RCL) amarelos sem necessidade (excesso de rigor do árbitro). No final de jogo, correto para Victor Hugo (PAU).

4- EM SUMA…

Se precisar definir a arbitragem deste sábado, não tenho dúvidas: “fraca e enrolada!”.

Sobre bandeiras, adicionais e quarto-árbitros, nada a relatar de confuso ou excepcional.

Abaixo, o lance-a-lance e os rascunhos das anotações do jogo:

Rio Claro x Paulista

Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho

Bd 1: Mauro André de Freitas

Bd 2: Samuel Augusto Paião

AAA1: Thiago Duarte Peixoto

AAA2: Márcio Roberto Soares

4o Árb: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

Rio Claro

1 Cleber

2 Carlinhos

3 Renan

4 Marllon

5 Nando Carandina

6 Thiago Cristian

7 Patrik

8 Leo

9 Alex Afonso

10 Rafael Costa

11 André Luiz

RESERVAS

12 Richard

13 Anderson Luís

14 Marcos Vinícius

15 Samuel

16 Rodrigo Celeste

17 Araújo

18 Caio

Faltas 1o tempo: 6

Faltas 2o tempo: 8

Total : 14

Paulista

1 Ian

2 Pacheco

3 Philipe Sampaio

4 Diego Carlos

5 Dodó

6 Victor Hugo

7 Ewerton

8 Crystian

9 David Batista

10 Diego Rosa

11 Bachin

RESERVAS

12 Iago

13 Malcon

14 Márcio

15 Umberto

16 Gabriel

17 Jonathan

18 Tutinha

Faltas 1o tempo: 9

Faltas 2o tempo: 9

Total : 18

1o Tempo

20 segundos e falta do Paulista. Já?

4m: Marlon coloca o braço no rosto de Bachin, falta. Árbitro demorou para marcar…

8m: Bachin faz falta no seu adversário, falta não marcada. Árbitro estava longe de novo e bandeira 1 não ajudou.

13m: A bola é lançada na área, Diego Carlos segura a camisa do adversário. Espertamente, o jogador cai ao sentir o agarrão. Eu não marcaria pênalti, mas o fato de segurar a camisa dá a margem de interpretação para o árbitro marcar.

19m: Outro pênalti: Pacheco tenta o tranco (ombro a ombro) mas atinge as costas e desequilibra o jogador do Rio Claro. Agora sim foi pênalti.

21m: Renan leva cartão por reclamação.

27: Gabriel Leite está no ataque, tenta passar por dois e se joga. Não foi nada.

32m: Impedimento bem marcado por Mauro André de Freitas na cabeçada de Diego Rosa, lance milimétrico.

34m: Patrick deu uma entrada forte em Gabriel, Amarelo bem aplicado.

38m: Gabriel Leite se joga… juizão entra…

42m: Philipe Sampaio agarra Alex Afonso, tropeça e ainda cai com o jogador. Falta corretamente marcada.

46m: Ewerton mete a sola na canela do adversário. Amarelo bem aplicado.

2o Tempo

3m: Diego Carlos empurra o jogador e ainda reclama de falta. Que isso, rapaz?

8m: Diego Carlos atinge Carlinhos, aí não tem jeito. Segundo Amarelo e Vermelho.

13m: Thiago Cristian faz falta dupla, correto Amarelo. O detalhe é que Crystian vai lá e dá uma bronca no árbitro…

19m: Thiago Cristian sai de campo após dividir a jogada. Os jogadores do Paulista reclamam que ele volta sem autorização. O árbitro atende os jogadores e dá o segundo amarelo e consequentemente o Vermelho. Nesse lance, ficou confuso: ele estava sendo atendido lá fora? Se não estava e saiu por força da jogada, errou, pois ele pode voltar. Mas se parou para ser atendido, aí não. OBS::: No replay, revi e entendo que o árbitro errou.

26m: Philipe Sampaio obstrui adversário e recebe Amarelo. Correto.

29m: Nando para Diego Rosa com falta simples. Errou.

30m: Rafael Costa faz outra falta comum. Outro Amarelo. Perdeu-se o controle.

40m: Nova falta de Philipe Sampaio.

44m: Victor Hugo dá um pontapé violento em Rafael Costa. Amarelo correto.

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– Seneme, Pós-Carreira, Comissões de Arbitragem e o Novo FIFA

Wilson Luís Seneme encerra a carreira de árbitro de futebol. Me lembro da sua formatura em 1998, onde acabara de estrear na série A3 pelos bons jogos apitados (mesmo antes de receber o diploma); e de lá para a FIFA. Não entra na galeria de imortais, como Dulcídio ou Roberto Goicochea, mas será lembrado como um dos grandes nomes do apito.

Seneme ainda tinha um pouco mais de tempo de carreira. Não quis continuar. Suas dificuldades com a saúde do joelho o impediram de ir à Copa do Mundo, pois tecnicamente, seria o nome provável.

Ele optou por aceitar um cargo diretivo na Conmebol, indicado por José Maria Marin (o mesmo que ocupou recentemente Sálvio Spinola Fagundes). Fico me questionando: por quê o presidente da CBF indicaria um árbitro FIFA do seu quadro e o desfalcaria? Se faltam nomes para a Comissão de Árbitros trabalhar, este é um de peso a menos.

E em São Paulo, como fica? Dos 10 árbitros da FIFA que formavam o quadro brasileiro, a FPF tinha Seneme, Sálvio e PC. Quando presidente da CA-CBF, Sérgio Correia (dizem…) encurtou a carreira de Sálvio para privilegiar um escudo FIFA para o NE. Destaquei o “DIZEM” pois Sálvio viria a público declarar algo (talvez em relação a esse boato) e depois nada disse, assumindo o cargo que agora Seneme assumirá.

São Paulo, portanto, hoje só tem 1 FIFA e a CBF deixará (depois de mais de 20 anos) de ter o número máximo de 10 oficiais permitido. Permanecerá com 9 pois pelo fato do convite ter surgido agora e só em Janeiro a entidade permitir mudanças / trocas no quadro, o desfalque é inevitável.

Claro, Seneme passará por uma nova fase da sua vida, pois se para o jogador de futebol a aposentadoria é traumática, para o árbitro idem. Desejo boa sorte ao amigo, e fico na memória com alguns jogos que trabalhamos juntos, e em especial, um difícil e chuvoso Bragantino x Ponte Preta numa quarta à noite, com ânimos exaltados dos “doces torcedores” incentivados pelos “dóceis dirigentes”.

E quem assumirá a vaga deixada?

Guilherme Ceretta e Luiz Flávio são aspirantes à FIFA, mas ambos sofreram recentemente com os testes físicos. Ceretta está perdendo a bola que pinga e Luiz Flávio, confesso, penso que passou do tempo – principalmente com suas contusões durante os jogos.

Sobrou Raphael Claus, que conta contra a sua ascensão o fato de nem ser aspirante à FIFA. Entretanto, é o mais capacitado para a vaga paulista. Farão um “bem bolado” para ele assumir o escudo, sortearão Ceretta ou Luiz Flávio ou São Paulo perderá a vaga?

Pior ainda ficará o Cel Marinho em São Paulo: Seneme era quem resolvia seus problemas de escalas em jogos de grande dificuldade. Capacitados para grandes clássicos sobraram PC (que tem veto do Palmeiras), Claus, Ceretta e…

E…

E ainda…

E também o…

Bom, há o Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, mas este não tem mais idade para ser FIFA; há o Marcelo Rogério apitando com a faca entre os dentes, mas por má vontade (Ou por politicagem? Ou por incompetência dos cartolas?) não está sendo escalado em grandes jogos. Há o Leandro Bizzio Marinho que é declaradamente admirado pelos membros da CEAF-SP, desde os tempos que ascendeu a categoria Ouro e que era fiscal de contas da Cooperativa; há também o Vinícius Furlan, que um dia gravou um vídeo de apoio político na Campanha do Arthurzinho; mas ambos estão mostrando serviço em campo, com boas atuações.

E aqui se faz necessário falar do mau trabalho da CEAF. Onde estão as promessas? Vide as más escalas: Fausto Viana bandeirou Paulista x Penapolense e na rodada seguinte Penapolense x Santos. E se errasse contra a Penapolense, que clima iria para o jogo seguinte? José Cláudio Rocha Filho teve péssima atuação em Corinthians x São Bernardo e nessa noite apita Corinthians x Comercial. Ninguém se atenta a esses detalhes da escala? Jogarão a culpa no sorteio?

Há quanto tempo o Cel Marinho com Arthur Alves Júnior e seus ajudantes assumiram? Quem foi revelado? Vivemos de árbitros da gestão Gustavo Caetano Rogério e José Manuel Evaristo (fico pasmo que até o Zé Manuel revelou árbitro, com toda a sua truculência).

O grande problema é: a falta de gestão profissional! Misturar cargos de Patrão e Empregado não é bom, mesmo que a pessoa seja honesta. Traz dúvidas para a opinião pública. Além da ojeriza às críticas! Jornalista especializado do assunto não entende nada; árbitro de segunda divisão é fracassado; juiz que bateu na trave e não entrou na FIFA é frustrado – são essas as considerações feitas àqueles que não elogiam!

Há colegas que ironizam estudiosos do assunto se referindo ao “Blog do Tenista” (pejorativamente ao competente Fernando Sampaio, que entende e muito do assunto); também aos ex-árbitros questionando “quem foi fulano de tal ou beltrano de onde?” Ora, o Cel Marinho nunca foi árbitro, mas comanda a entidade! Assim, uma coisa não tem nada a ver com outra e necessita-se de respeito.

Os dirigentes do apito precisam ser mais humildes, abandonar a vaidade e respeitar quem escreve, fala ou disserta sobre o tema arbitragem (claro, aos que o fazem sem passionalidade e/ou interesse diverso).

Felipão era cabeça-de-bagre em campo e jogador de segunda divisão. Mas no curriculum dele consta a conquista de uma Copa do Mundo e muito dinheiro honestamente ganho com o seu trabalho. Por quê para entender de arbitragem e da condução administrativa dela necessita-se ter sido árbitro da FIFA? Pior: quem está no poder e cobra isso, ironicamente, nunca colocou um apito na boca…

Por essa lógica, Flávio Prado, Mauro Betting, PVC e outros tantos consagrados comentaristas deveriam ter sido treinadores de futebol. Pura bobagem… cada um na sua.

No fundo, todos querem o bem da arbitragem. De que forma fazê-lo é o grande mistério!

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