– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 0 Audax

Uma arbitragem com dois paradigmas quebrados: assim foi a atuação de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza na partida Paulista x Audax, neste sábado no Jayme Cintra.

Normalmente se diz que “em jogo fácil não dá para avaliar árbitro”. Mas quem disse isso? É claro que dá! Apesar da partida não ter lances de muita dificuldade, o árbitro foi muito bem e quando exigido correspondeu.

O jogo teve poucas faltas: 8 no 1o tempo e 14 na 2a etapa. A partida fluiu normalmente sem grandes polêmicas, com o árbitro soltando o jogo (deixando correr) e aplicando muito bem a lei da vantagem.

O primeiro lance mais duro ocorreu aos 32 minutos, quando Mineiro atingiu seu adversário. No momento, fiquei em dúvida se o atleta do Paulista FC houvera atingido somente a bola e não o adversário. Mas ao ver o VT, não tive dúvidas: atingiu a bola e o adversário em jogada de “ação temerária”. Cartão Amarelo bem aplicado. Logo na sequência, foi a vez de Diego (Audax) receber a advertência por ter agarrado Jeff Silva quando ele partia para o ataque.

Aos 42 minutos, o fato mais importante: O camisa 4 do Audax, João Paulo, deu um carrinho no meio campista do Paulista com os dois pés. Ele o atingiu com força excessiva, clássica jogada de cartão vermelho. Porém, normalmente os árbitros param a jogada para expulsar em lances assim, só que o árbitro Marcelo Aparecido percebeu a bola sobrar para o Galo e permitiu a armação de um excelente contra-ataque do Paulista, desperdiçado pelo atacante. Vantagem incomum de ser aplicada, e que o árbitro corajosamente permitiu (eis a outra quebra de paradigma). Portanto, nem sempre você deve aplicar imediatamente o Vermelho, caso isso beneficie o infrator.

Marcelo já houvera aplicado uma difícil vantagem aos 23 minutos: quando Dinelson foi puxado, o árbitro mandou seguir, sobrou a bola em vantagem que foi enfiada à Patick, que desperdiçou o gol chutando em cima do goleiro Felipe Alves.

No final do jogo, sobrou ainda um cartão amarelo a Dinelson, que cansado perdeu uma bola e parou a jogada do adversário com falta.

Os bandeiras não tiveram dificuldade, tampouco o árbitro adicional 1. Mas fica a observação: o adicional 2, Luciano Monteiro, por duas vezes chamou a atenção de Jeff Silva nas cobranças de escanteio por agarrar o adversário. E este é o recado: cuidado com agarrões na área, pois se a bola estiver rolando e o adicional atento, ele chama o árbitro que marcará pênalti.

A única observação negativa ao árbitro: com 10 atletas, o Audax aproveitou bem o tempo de paralisações para fazer cera. Tivemos vários atendimentos médicos, inclusive ao goleiro Felipe Alves. Dessa forma, o acréscimo de 3 minutos foi pouco.

Detalhe final: cuidado com o horário! O Paulista entrou atrasado e a partida começou as 17h03. E a multa por minuto atrasado é salgada…

E você, gostou do jogo? Deixe seu comentário:

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O “time forte do esporte” da Rádio Difusora transmitiu com exclusividade!

– Simbolismo Demagogo da FPF

A violência tem sido uma constante nos estádios de futebol, infelizmente. E as ações efetivas não têm sido tomadas.

O que foi feito realmente para resolver o problema?

A FPF anunciou sistema israelense de reconhecimento facial, disse que investiria na segurança e nada fez de verdade. Agora uma medida demagógica: os bandeirinhas usarão bandeira branca para simbolizar o pedido de paz nos estádios. Disse Marco Polo Del Nero:

Sempre que o árbitro assistente participar do jogo, seja em um lance de impedimento, arremesso lateral ou escanteio, entre outros, durante todos os 158 jogos do Paulistão, os torcedores vão se lembrar de que para a paz não existe impedimento.”

Cá entre nós: os trogloditas que promovem arruaça vão se sensibilizar ao ver uma bandeirinha de branco e mudarão o comportamento? Duvido que algum deles se lembre de associar “paz sem impedimento” quando algum centroavante estiver na banheira.

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– Hoje é Dia de ir ao Jayme Cintra

Nesse sábado, teremos Paulista x Audax pela 1a Rodada do Campeonato Paulista da A1- 2014.

Jogo que dá para levar a família, onde haverá segurança a todos e, esperemos, uma boa partida.

Hoje também é minha estreia pela Rádio Difusora, fazendo a análise da arbitragem e comentando sobre os lances polêmicos. E gostaria de compartilhar o seguinte:

Lembro que faz 30 anos e meu pai comprou 3 cativas quando o Paulista fazia a ampliação das numeradas. Pintou meu nome em uma e me disse: “um dia, eu, você e meu neto assistiremos juntos o Galo aqui“.

Quando tinha 18 anos e iniciava na arbitragem, desci das arquibancadas e apitei pela primeira vez no gramado do Jayme Cintra. Era jogo-treino do Paulista, o primeiro de muitos.

Mais tarde, já em partidas oficiais, trabalhei como 4o árbitro em jogos profissionais nesse mesmo gramado (já que não poderia apitar por ser de Jundiaí), em amistosos pela FPF e apitando partidas de clubes que perdiam o mando e vinham jogar aqui.

Quando encerrei a carreira, após mais de 700 partidas trabalhadas e 16 anos de carreira profissional, realizei o sonho de meu pai: ele, eu e minha filha (as 3 gerações) assistimos juntos a um jogo pela primeira vez. E minha pequenina se divertiu com o vovô!

Hoje, estarei onde nunca fui no Jayme Cintra, iniciando um novo ciclo: nas cabinas de transmissão, orgulhosamente pelo “time forte do Esporte” da Difusora, de onde há 30 anos via e ouvia o jovem Adilson Freddo, o folclórico Cassiano da Silva, o já experiente Cobrinha e o imortal Hélio Luiz Lourencini.

Agradeço a oportunidade e convido aos leitores: torçam pelo Paulista, vão ao estádio e escutem pelo radinho a abertura da jornada a partir das 15h com o Palpitão do Zé Roberto Pereira.

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– Pré-Análise da Arbitragem de Paulista FC x Audax

Aparentemente uma partida fácil, mas conceitualmente um jogo chato para a arbitragem: assim será Paulista x Audax, pela estréia do Galo Tricolor no Paulistão 2014.

O Paulista é dirigido por Giba, um treinador que gosta de lançar o time a frente e cujas características das suas bem montadas equipes são: jogar na bola e buscar a disciplina. Sou testemunha nas partidas que trabalhei com o técnico do Tricolor que ele procura manter a educação dos atletas frente aos árbitros, características de treinadores como Nelsinho Baptista ou Vágner Mancini.

o Audax é dirigido por Fernando Diniz, que também arma muito bem suas equipes, mas que usa do anti-jogo disfarçado. Reparem que no meio campo (sempre povoado), os volantes costumam travar o jogo com faltinhas simples, inofensivas, mas que não deixam o adversário avançar. E faz isso muito bem, através do chamado “rodízio de faltas”, que deve ser punido com cartão amarelo. Apitei várias partidas em diversos clubes pelos campeonatos da A2 e A3 onde Diniz era o treinador, e repare: ele reclama muito durante o jogo e sua comissão técnica costuma “pilhar” (tumultuar, gritar ofensivamente, tudo em prol da “motivação”) atrapalhando a arbitragem. É um estilo próximo de Marcelo Veiga e Luís Felipe Scolari, de forte marcação e excesso de infrações.

O que determinará o caminhar do jogo será a escalação do meio campo: se o Audax vier com jogadores mais experientes, que sabem fazer a falta e roubar a bola, o Paulista terá dificuldades com um ferrolho armado e um jogo travado, sofrendo com os contra-ataques dos laterais. Mas se na escalação tivermos atletas jovens, das categorias de base, estes têm mais dificuldade de “saberem fazer a falta”, além de que quanto mais jovem, maior a dificuldade de cadenciar a bola. Assim, há a chance de que o árbitro tenha mais oportunidade de aplicar cartões amarelos e até vermelhos pelas faltas de teor “mais temerárias”, como a própria regra nomeia.

Apitará Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, experiente árbitro e de muitas partidas pelos Estaduais da A1. O histórico de jogos dele com o Galo é favorável, nunca houve confusão alguma. A propósito, me recordo que em 2007 Marcelo apitou Paulista x Corinthians, expulsando corretamente Marcos Vinícius aos 3 minutos por falta violenta em Nilmar. Neste mesmo jogo, Emerson Leão foi expulso por reclamação e demorou para sair de campo. Tanto que o árbitro deu 5 minutos de acréscimos, e aos 50’ do 2o tempo, quando a partida estava 2 x 2, Gilsinho marcou o 3o tento ao Tricolor Jundiaiense.

Atenção: Marcelo Aparecido não costuma conversar muito, ele aplica vários cartões amarelos; portanto, reclamar com ele não é algo devido. Corre bastante no campo e se posiciona muito bem. Seus bandeiras, Anderson Coelho e Luís Nielsen, são rodados e possuem bom tempo de carreira na A1.

Torçamos para um bom jogo!

Convido aos amigos para prestigiarem minha estréia no Time Forte do Esporte, sob o comando de Adilson Freddo na Rádio Difusora Jovem Pan Sat AM 810, onde trabalharemos nos comentários da arbitragem desse jogo, com a narração de Marcelo Tadeu e as análises técnicas com Robinson Berró Machado, Rodrigo Alves e Heitor Freddo, além da sempre importante cobertura de Luís Antonio Oliveira (o Cobrinha) e plantão esportivo de José Roberto Pereira. Acompanhem!

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– Futebol Esporte Show é o Agradável Programa da Hora do Almoço

Tem sido bacana!

Todas as 6as feiras, e em alguns outros dias excepcionalmente, estamos participando do “Futebol Esporte Show”, um programa de televisão divertido, gostoso de se assistir e dinâmico.

Com a apresentação de Marcel Capretz e a beleza encantadora de Andressa Pavani, junto com os amigos Robson, RodrigoVB, Ádamus Kazu e Juninho Larangeira, transmitido pelo SBT (VTV Campinas / Jundiaí, TV Sorocaba e Litoral Paulista), vale a pena conferir.

Interaja e envie suas dúvidas a nós. Será um prazer respondê-la!

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– Você está por dentro das Novas Orientações da Regra? (texto do Jornal Bom Dia)

Compartilho e republico: minha coluna impressa no Jornal Bom Dia (todas as 3as feiras) sobre as “Novas Orientações das Regras do Jogo” e conhecimento dos clubes.

Aproveito e convido a você a visitar minha página nos Blogs do Diário de São Paulo. Lá, os temas são diários.

Visite: http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109/Rafael+Porcari.

Se desejar, “Pergunte ao Árbitro”: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br

NOVA TEMPORADA COM NOVAS REGRAS NO FUTEBOL

Na semana em que se começa o Paulistão, fica no ar a pergunta: todos estão por dentro das mudanças da Regra do Futebol? O que mudou e o que ficou na sugestão?

Michel Platini, atual presidente da UEFA e ex-jogador da Seleção Francesa, semanas atrás, causou polêmica ao defender a mudança da Regra do Cartão Amarelo. Ao invés de suspensão por acúmulo de cartões, ele quer outro mecanismo (mais brando) de punição. Surgiu até mesmo a idéia de um novo tipo de cartão (de cor diferente) por minutos fora do campo. A priori, discordo, pois é muito difícil tal controle e não gosto da sugestão (apesar que o acúmulo de cartões por suspensão não é do meu agrado também; prefiro multa do que punição por ausência).

Alguns mais conservadores podem achar que as Regras do Jogo não mudam. É claro que se renovam! E aí vem a percepção ou não do torcedor: a regra mudou em Julho de 2013 e nada de impactante foi percebido, apesar da profundidade das alterações, embora pouco divulgada. Nos campeonatos que já estavam em curso quando da vigência (como o Brasileirão 2013), elas não poderiam ser aplicadas. Com o início do Paulistão 2014, estarão em evidência!

O que você, leitor, achou do fato do Treinador não poder ter acesso ao rádio ou telefone para conversar com o seu assistente técnico ou qualquer outra pessoa? Ali do banco de reservas, ele recebia informação de tudo, muitas delas privilegiadas de quem assistia o jogo pelo alto, com um ângulo de visão diferente e toda a parafernália eletrônica a seu favor. Isso não pode mais…

E sobre o “impedimento de lance desviado”? Essa alteração vai dar o que falar quando surgir um gol de jogador que, antes do semestre passado era considerado impedido e agora não está mais. Nem os clubes se deram conta disso, pois ninguém treina tal possibilidade. Explico: se um atacante está sozinho, no canto da grande área, voltando de uma posição de impedimento, e receber uma bola que é chutada por um companheiro que vai para o gol e no caminho desvia no zagueiro, antes era impedimento por “tirar vantagem de uma posição de impedimento”. Agora, a orientação é que esse atleta pode jogar normalmente pois ele não se beneficia de uma infração nem tira vantagem, já que o chute originário não era para ele. Mas atenção: se ele estiver “na banheira”, esperando propositalmente o rebote de um goleiro, aí é impedimento, pois ele estava premeditadamente nessa posição a fim de tirar vantagem.

Difícil para o árbitro em frações de segundo avaliar se houve ou não o propósito deliberado de infringir a Regra, não? Se eu sou treinador, invento alguma jogada e deixo um atacante lá na frente para receber uma bola desviada. Quem sabe dá certo? Na cobrança de falta, já imaginaram alguém mais esperto ensaiar cobrança de falta na barreira para “tabelar” com o adversário?

Por fim, e a bola não mão por “subjetiva intenção”? Xi… complicou, não é? É que antes, o árbitro só poderia avaliar se o atleta usou a mão para desviar uma bola pela intenção dele, nunca pela imprudência (lembre-se: nas infrações se avalia IMPRUDÊNCIA, INTENÇÃO ou FORÇA EXCESSIVA, exceto na mão na bola / bola na mão). Na prática, se um lateral cruza a bola na área e ela bate na mão do zagueiro que havia saltado para interceptá-la, você não marcava nada, já que a bola bateu involuntariamente e não é um movimento natural você pular de braços colados no corpo. Ou seja, o zagueiro não tinha intenção de colocar a mão na bola. Agora, você deve analisar: se os braços estão excessivamente abertos, será que o zagueiro não tem desejo, lá no fundo do seu ímpeto, de que a bola bata em sua mão?

E você, o que mudaria na Regra do Jogo?

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– Nova Temporada do Futebol. E as Mudanças das Regras foram percebidas?

Na semana em que se começa o Paulistão, fica no ar a pergunta: todos estão por dentro das mudanças da Regra do Futebol? O que mudou e o que ficou na sugestão?

Michel Platini, atual presidente da UEFA e ex-jogador da Seleção Francesa, semanas atrás, causou polêmica ao defender a mudança da Regra do Cartão Amarelo. Ao invés de suspensão por acúmulo de cartões, ele quer outro mecanismo (mais brando) de punição. Surgiu até mesmo a idéia de um novo tipo de cartão (de cor diferente) por minutos fora do campo. A priori, discordo, pois é muito difícil tal controle e não gosto da sugestão (apesar que o acúmulo de cartões por suspensão não é do meu agrado também; prefiro multa do que punição por ausência).

Alguns mais conservadores podem achar que as Regras do Jogo não mudam. É claro que se renovam! E aí vem a percepção ou não do torcedor: a regra mudou em Julho de 2013 e nada de impactante foi percebido, apesar da profundidade das alterações, embora pouco divulgada. Nos campeonatos que já estavam em curso quando da vigência (como o Brasileirão 2013), elas não poderiam ser aplicadas. Com o início do Paulistão 2014, estarão em evidência!

O que você, leitor, achou do fato do Treinador não poder ter acesso ao rádio ou telefone para conversar com o seu assistente técnico ou qualquer outra pessoa? Ali do banco de reservas, ele recebia informação de tudo, muitas delas privilegiadas de quem assistia o jogo pelo alto, com um ângulo de visão diferente e toda a parafernália eletrônica a seu favor. Isso não pode mais…

E sobre o “impedimento de lance desviado”? Essa alteração vai dar o que falar quando surgir um gol de jogador que, antes do semestre passado era considerado impedido e agora não está mais. Nem os clubes se deram conta disso, pois ninguém treina tal possibilidade. Explico: se um atacante está sozinho, no canto da grande área, voltando de uma posição de impedimento, e receber uma bola que é chutada por um companheiro que vai para o gol e no caminho desvia no zagueiro, antes era impedimento por “tirar vantagem de uma posição de impedimento”. Agora, a orientação é que esse atleta pode jogar normalmente pois ele não se beneficia de uma infração nem tira vantagem, já que o chute originário não era para ele. Mas atenção: se ele estiver “na banheira”, esperando propositalmente o rebote de um goleiro, aí é impedimento, pois ele estava premeditadamente nessa posição a fim de tirar vantagem.

Difícil para o árbitro em frações de segundo avaliar se houve ou não o propósito deliberado de infringir a Regra, não? Se eu sou treinador, invento alguma jogada e deixo um atacante lá na frente para receber uma bola desviada. Quem sabe dá certo? Na cobrança de falta, já imaginaram alguém mais esperto ensaiar cobrança de falta na barreira para “tabelar” com o adversário?

Por fim, e a bola não mão por “subjetiva intenção”? Xi… complicou, não é? É que antes, o árbitro só poderia avaliar se o atleta usou a mão para desviar uma bola pela intenção dele, nunca pela imprudência (lembre-se: nas infrações se avalia IMPRUDÊNCIA, INTENÇÃO ou FORÇA EXCESSIVA, exceto na mão na bola / bola na mão). Na prática, se um lateral cruza a bola na área e ela bate na mão do zagueiro que havia saltado para interceptá-la, você não marcava nada, já que a bola bateu involuntariamente e não é um movimento natural você pular de braços colados no corpo. Ou seja, o zagueiro não tinha intenção de colocar a mão na bola. Agora, você deve analisar: se os braços estão excessivamente abertos, será que o zagueiro não tem desejo, lá no fundo do seu ímpeto, de que a bola bata em sua mão?

E você, o que você mudaria na Regra do Jogo?

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– Nossas Searas Futebolísticas na Mídia!

Amigos, com alegria compartilho: estarei integrando o “Time Forte do Esporte” da Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan Sat, sob o comando do Adilson Freddo, comentando a arbitragem do Paulistão-14, em especial nos jogos do Paulista FC.

No RÁDIO, portanto, não se esqueça: AM 810. Prestigie-nos com a sua audiência! Será um prazer participar dessa equipe campeã, tirando as dúvidas dos lances polêmicos, interpretando as jogadas mais difíceis e levando durante e pós-jogo todos os detalhes da partida.

Aproveite: também acompanhe no JORNAL Bom Dia Jundiaí nossa coluna semanal de Futebol & Arbitragem, sempre escrevendo sobre as discussões do momento.

Na TV, aproveite: às sextas-feiras, nos dê o seu carinho assistindo ao “Futebol Esporte Show” pelo SBT (VTV Campinas / Jundiaí, TV Litoral e Tv Sorocaba), com a apresentação de Marcel Capretz e toda a beleza e competência de Andressa Pavani.

Pela INTERNET, continue acessando o “Blog Pergunte ao Árbitro”, onde discutimos as diversas situações da Regra do Jogo, bem como o “Blog do Professor Rafael Porcari”, onde falamos de contemporaneidades em geral. E não se esqueça: diariamente no blog do Diário de São Paulo / Rede Bom Dia.

Obrigado aos amigos que sempre nos acompanham!

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– Estão ensinando as Regras do Futebol na Copinha?

Para mim, um bom trabalho a ser realizado nas categorias de base dos times de futebol envolve:

– treinar fundamentos,

– ensinar esquemas táticos,

– formar o jogador como cidadão e

– dar ao atleta noções das regras do jogo, pois, afinal, de lá sairá o ganha-pão do jogador profissional.

E se tem visto isso na Copa São Paulo de Juniores?

Alguma coisa sim. Mas é nítido: ninguém está ensinando as Regras. Em algumas partidas, eu vi:

– zagueiro reclamando impedimento de bola lançada em arremesso lateral;

– jogador dando carrinho no adversário e reclamando com gestos ao ser expulso que era “só a 1a falta” e,

– pedidos de atacante para que expulsasse o zagueiro que lhe fez falta por ser “o último homem”.

– Ops: Mão na bola dentro da área? Esquece, para os garotos tudo vira pênalti!

Ontem, no jogo Santos-SP x Capital-DF, um lance inusitado: o jogador do time brasiliense dominou a bola, ergueu-a e a recuou de cabeça ao goleiro. E isso é falta, mas ninguém em campo sabia. Aparentemente, ninguém dos dois times – veja que loucura! Assista o vídeo (link em: http://is.gd/pXN0I3) e repare: os jogadores do Santos e do Capital não entenderam a correta marcação de falta do árbitro, e ficaram ali pedindo explicações.

SAIBA: um goleiro não pode dominar com as mãos uma bola que lhe seja lançada por um companheiro de time, exceto se ela vier de um lance de cabeça. Uma burla (ou se preferir: um engodo ou tentativa de enganar a regra) é o jogador dominar a bola com o pé e levantá-la até a cabeça, recuando-a. Como isso é errado, afinal, é uma situação prevista como infração na Regra do Jogo, marca-se tiro livre indireto e cartão amarelo ao jogador que levantou a bola do pé para a cabeça.

IMPORTANTE: a punição não é para o goleiro por uso indevido das mãos, mas sim ao atleta de linha por infringir a regra. E aqui ressalto: faço coro àqueles que acham um exagero punir o jogador com o cartão amarelo (embora a Regra assim o pede), mas isso é outra discussão.

O pior de tudo é que ao invés de se cobrar o tiro livre, o jogador santista Fernando chutou a bola para fora, pois, segundo ele:

Era o ‘fair play’, ele (o árbitro) pediu que a gente devolvesse a bola, a gente devolveu, está na regra vamos cumprir”.

Ué, o árbitro não deve (e nem pode) pedir isso. E se o Santos precisar de mais um gol na última rodada para se classificar por saldo de gols? Outra coisa: quem disse que o Fair Play está na Regra?

E você, o que achou do lance e de tudo isso? Os clubes estão ensinado regras de futebol aos jogadores em formação na Copinha ou nada disso? Deixe seu comentário:

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– 200 dias e qual era o segredo da FIFA?

Lembram-se de que, às vésperas da Copa das Confederações (e hoje faz exatos 200 dias), o presidente da FIFA Joseph Blatter, deu uma entrevista coletiva sobre a competição e falou sobre a arbitragem do torneio?

Disse ele naquela oportunidade que abriria mão do uso de árbitros adicionais (AAA), mas que:

Durante a Confederation Cup o 4o árbitro, além de suas funções habituais, usará uma tecnologia até agora não discutida e que será testada em sigilo.

Pois é. O torneio acabou, o Brasil venceu e nem a Comissão de Árbitros ou a própria FIFA revelaram o que foi testado secretamente. O uso de equipamento eletrônico para a confirmação da bola que ultrapassa totalmente a linha não era segredo. Então, o que teria estado às mãos do 4o árbitro que ninguém nunca viu e nem sabe?

Na necessidade de se conseguir alguma novidade ou metodologia inovadora em benefício ao futebol, criam-se expectativas até mesmo frustrantes. Eu mudaria algumas coisas para ajudar a arbitragem, e em especial, o uso de imagens para lances duvidosos (em situações específicas a se regulamentar).

E você, o que faria se pudesse ajudar a mudar o futebol?

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– Eleições na FPF. Os candidatos são bons?

O que você acha do trabalho da Federação Paulista de Futebol?

– Os campeonatos estão rentáveis?

– Os times estão felizes?

– Os árbitros são revelados as dezenas?

– Os estádios paulistas são confortáveis?

– A violência acabou?

Enfim, o trabalho do atual presidente da FPF, Marco Polo Del Nero (e de seu vice, Reinaldo Carneiro Bastos) é louvável?

Se sim, saiba que eles serão novamente candidatos à Reeleição. E serão únicos.

Questiono: não existe oposição por falta de nomes ou por algum receio? O interessante é que, caso Marco Polo não consiga se eleger na CBF, continua garantido no cargo de dirigente da Federação mais rica do Brasil. Ou seja, a “boquinha realmente é boa”.

A eleição será em breve, dia 20 próximo. Alguém duvida da aclamação dos nomes deles? Ah, e Vicente Cândido, o deputado petista da bancada da bola, deverá continuar sendo um dos vices indicados (ainda mais forte).

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– Quem foi o melhor árbitro do mundo em 2013?

Em breve saberemos quem será eleito o melhor jogador do mundo: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi ou Ribery?

Fazer listas e rankings é algo difícil. Carece-se de critério, bom senso, e eleitores e/ou aconselhantes isentos. Permitir voto pela Internet é algo surreal, pois, respeitosamente, sabe-se que se existir uma boa campanha um azarão ganha pela simpatia num pleito eletrônico.

E se a lista for para a escolha daqueles que tem pouca torcida e muita antipatia?

Pois é: eleger o melhor árbitro de um campeonato estadual tem grau de dificuldade médio. O de um país, a dificuldade aumenta. E do mundo?

Não dá para assistir jogos do planeta inteiro, quiçá um ou outro das principais ligas da Europa. Mas todas as partidas, impossível.

A grosso modo, você pode se basear nas grandes partidas e competições internacionais. E leio num desses blogs especializados do assunto (link enviado pelo árbitro Maicon Maia), o “Football Refereeing”, elegeu os 3 melhores do planeta em 2013: Björn Kuipers , Howard Webb e Sandro Meira Ricci.

Kuipers é o holandês que apitou os principais jogos da Champions League e a final da Liga Europa. Seu ápice foi a final a Copa das Confederações (Brasil x Espanha no Maracanã). Escolha justa.

Webb é o inglês que apitou a final da Copa de 2010 e de tantos outros jogos importantes. Tem muita personalidade e sempre figura entre os melhores.

Ricci é o brasileiro que entrou na lista da FIFA para representar o Brasil na Copa do Mundo em 2014. Quando apitou os principais e mais difíceis jogos do Brasileirão ainda como aspirante a FIFA, foi preterido, dizem, por motivos políticos. No ano seguinte entrou para o quadro internacional. Alguns o criticam por ter sido escolhido como árbitro da Copa por ser justamente “político demais”. Ora, se assim fosse, estaria a mais tempo no quadro da FIFA e de bate-pronto escolhido para o Mundial. A vaga era de Seneme que se lesionou, passou para Vuaden que reprovou no teste físico e ficou pingando para Ricci, que a agarrou. Acho justo. Quem está melhor do que ele hoje para a vaga? Heber Roberto Lopes? A torcida são-paulina não se esquece do fatídico SPFC x Grêmio deste ano. Paulo César? O admiro, mas sua vez já foi. Ricardo Marques Ribeiro, Péricles Bassols, Chicão de Alagoas ou Wilton Sampaio? Esqueça. Sobrou Marcelo de Lima Henrique para dividir a preferência.

Mas o mote é: Ricci é o 3o do mundo?

Nesse ano, não apitou os principais jogos do Brasileirão, mas em compensação esteve nas principais competições internacionais: Eliminatórias, Libertadores, Copa do Mundo Sub 20 e Mundial de Clubes, onde apitou a final da competição. Talvez isso o tenha tornado o mais importante árbitro da América do Sul.

Repito: não é fácil criar rankings, principalmente os de arbitragem. As vezes temos muita má vontade com os nossos árbitros. Carlos Eugênio Simon foi a 3 Copas do Mundo, e ainda assim o criticam. Marsiglia, Wright, Arnaldo e Romualdo fizeram bonito lá fora, mas o reconhecimento é pouco. O “complexo de vira-lata”, tão presente na Seleção Canarinho até a metade do Século XX, persiste no meio do apito. Por quê tantas críticas aos árbitros locais, se eles estão na média mundial?

Quando foi a Nazaré, sua terra natal, Jesus não realizou grandes milagres pela falta de fé do povo. Disse então que “um profeta não é reconhecido pelo seu próprio povo”. Foi daí que se eternizou o dito “Santo de casa não faz milagre”.

Sandro Meira Ricci não é Jesus Cristo para se chamar de santo ou perfeito e fazer milagres em campo. Tampouco para ser crucificado. Assim, que tal olharmos com bons olhos para tal destaque e torcermos para que o árbitro brasileiro apite a decisão do 3o e 4o lugar da Copa de 2014? Claro, não o queremos na final, pois lá estará a Seleção Brasileira contra qualquer outra; afinal, neste ano, Felipão afirmou que “O Brasil será campeão”.

Ou está tudo errado? Previsão de Scolari, escolha do árbitro, ranking e tudo mais?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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Observação 1: Novamente, não teremos árbitro central paulista na Copa (mas sim bandeira). Veja a relação completa:

1930 – Gilberto de Almeida Rego-RJ (árbitro, com 49 anos)

1934 – nenhum

1938 – nenhum

1950 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 42 anos), Alberto da Gama Malcher e Mário Gardelli (auxiliares)

1954 – Mário Vianna-RJ (árbitro, com 46 anos)

1958 – nenhum

1962 – João Etzel Filho-SP (árbitro, com 46 anos)

1966 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 36 anos)

1970 – Ayrton Vieira de Moraes-RJ (árbitro, com 46 anos)

1974 – Armando Marques-RJ (árbitro, com 44 anos)

1978 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 35 anos)

1982 – Arnaldo Cézar Coelho-RJ (árbitro, com 39 anos)

1986 – Romualdo Arppi Filho-SP (árbitro, com 47 anos)

1990 – José Roberto Wright-RJ (árbitro, com 46 anos)

1994 – Renato Marsiglia-RS (árbitro, com 43 anos) e Paulo Jorge Alves (assistente)

1998 – Márcio Rezende de Freitas-MG (árbitro, com 38 anos) e Arnaldo Pinto (assistente)

2002 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 37 anos) e Jorge Paulo Gomes (assistente)

2006 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 41 anos), Aristeu L Tavares e Ednilson Corona (assistentes)

2010 – Carlos Eugênio Simon-RS (árbitro, com 45 anos), Altemir Haussman e Roberto Braatz (assistentes).

2014 – Sandro Meira Ricci-MG (árbitro, com 40 anos), Emerson Augusto Carvalho e Alessandro Rocha Matos (assistentes).

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Observação2: A matéria do texto-base pode ser acessada em: http://footballrefereeing.blogspot.com.br/2013/12/the-3rd-team-referee-of-year-2013-bjorn.html?m=1 (abaixo):

THE 3RD TEAM REFEREE OF THE YEAR 2013: BJÖRN KUIPERS

“From zero to hero” – that was a phrase issued by one member of this blog’s community that perfectly circumscribes the past year 2013 for Dutch referee Björn Kuipers. He is today honoured by The Third Team and its community as the world’s best Referee of the Year 2013.

Many people expected that EURO 2012 might have been a caesure for Kuipers’ referee career. Having been sent home after the group stage as one of four referees, he was somehow punished for his rather weak performances in Ireland – Croatia and Ukraine – France. It was indeed a caesura – but a positive one. In 2012/13, Kuipers outperformed all expectations and rapidly improved his skills on the pitch. Or, to formulate it differently, he finally managed to put his skills onto the pitch visible for everyone.

This culminated in a well-deserved semifinal in UEFA Champions League between Borussia Dortmund and Real Madrid which he handled almost faultlessly. He was then selected to take charge of UEFA Europa League Final 2013 in his home country – in Amsterdam Arena – between SL Benfica and Chelsea FC. The performance of his whole team including assistant referees Van Roekel and Zeinstra as well as the additional assistant referees Van Boekel and Liesveld has been impressive. As a logical consequence, Kuipers furthermore took control over the heated and combatted final at FIFA Confederations Cup between hosts Brazil and World Champions Spain. There is no need to say that this performance was very good as well. In the end, Kuipers has established at the peak of European refereeing which has led us to this award. Congratulations. He is following in the footsteps of Ravshan Irmatov and Cüneyt Çakır, who have been awarded this small prize in 2011 and 2012 respectively.

English Howard Webb has landed on the second place. Certainly, 2013 has been one of the best years of his career and probably the best year after 2010.

Brazilian Sandro Ricci has shown great progress over the last couple of months being somehow pushed into the role to represent the hosting nation Brazil at the next World Cup in 2014. He has coped well with these expectations and this pressure and has proven to be a very good referee at FIFA U-20 World Cup, where he handled four matches, and FIFA Club World Cup, where he took charge of the final between Bayern München and Raja Casablanca (last week).

Djamel Haimoudi of Algeria has been elected as the best African referee of the year, while Nawaf Shukrallah of Bahrain managed to do so as the best Asian official. While Haimoudi handled important matches within his confederation (CAF), such as the AFCON 2013 final in South Africa, and the third place match at Confederations Cup 2013 between Italy and Uruguay, Shukrallah very likely has qualified for next year’s World Cup by multiple achievements: he refereed the World Cup qualifier between Japan and Australia in a very good manner and was able to confirm this positive impression at FIFA U-20 World Cup where he, among others, took charge of a semifinal. In addition, he very well controlled the AFC Champions League Final between Guangzhou Evergrande and FC Seoul.

Mexico’s Roberto García has been elected as the best CONCACAF referee of the year. Certainly, his final appointment and performance at U-20 World Cup (Uruguay – France) were one vital reason for this vote.

This is the complete list. Every voter had sent a top 15. Every place (1 to 15) was linked to a certain amount of points that have been added so that a final list came into existence:

1. Björn Kuipers – Netherlands – 1973 – 370 points

2. Howard Webb – England – 1971 – 273 points

3. Sandro Ricci – Brazil – 1974 – 258 points

4. Jonas Eriksson – Sweden – 1974 – 218 points

5. Nawaf Shukralla – Bahrain – 1976 – 172 points

6. Djamel Haimoudi – Algeria – 1970 – 170 points

7. Roberto García – Mexico – 1974 – 162 points

8. Joel Aguilar – El Salvador – 1975 – 160 points

9. Wilmar Roldán – Colombia – 1980 – 158 points

10. Enrique Osses – Chile – 1974 – 138 points

11. Felix Brych – Germany – 1975 – 122 points

12. Milorad Mažić – Serbia – 1973 – 108 points

13. Svein Oddvar Moen – Norway – 1979 – 84 points

14. Bakary Gassama – Gambia – 1979 – 64 points

15. Benjamin Williams – Australia – 1977 – 57 points

16. Damir Skomina – Slovenia – 1976 – 54 points

17. Pedro Proença – Portugal – 1970 – 43 points

18. Cüneyt Çakır – Turkey – 1976 – 42 points

19. Yuichi Nishimura – Japan – 1972 – 37 points

20. Néstor Pitana – Argentina – 1975 – 31 points

21. Roberto Moreno – Panama – 1969 – 30 points

22. Ravshan Irmatov – Uzbekistan – 1977 – 29 points

23. Nicola Rizzoli – Italy – 1971 – 28 points

24. Abdul Bashir – Singapore – 1968 – 27 points

….. Alireza Faghani – Iran – 1978 – 27 points

26. Néant Alioum – Cameroon – 1982 – 18 points

27. Mark Geiger – USA – 1974 – 14 points

….. Antonio Arias – Paraguay – 1972 – 14 points

29. Craig Thomson – Scotland – 1972 – 13 points

30. Víctor Carrillo – Peru – 1975 – 12 points

….  Marco Rodríguez – Mexico – 1973 – 12 points

32. Courtney Campbell – Jamaica – 1968 – 11 points

33. Viktor Kassai – Hungary – 1975 – 10 points

34. Bouchaib El Ahrach – Morocco – 1972 – 9 points

33. Carlos Vera – Ecuador – 1976 – 8 points

….. Badara Diatta – Senegal – 1969 – 8 points

35. Roberto Silvera – Uruguay – 6 points

36. Daniel Bennett – South Africa – 1976 – 4 points

37. Stéphane Lannoy – France – 1969 – 3 points

….. Peter O’Leary – New Zealand – 1972 – 3 points

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– O Papai Noel trará o quê para seu time?

Se você pudesse escrever uma carta ao Papai Noel pedindo a ele alguns presentes ao seu time de futebol, o que seria?

  1. Jogadores consagrados ou jovens promessas?
  2. Títulos mesmo jogando mal ou boas apresentações?
  3. Vitórias a qualquer custo ou fair play em campo?
  4. Cartolas velhacos ou dirigentes éticos?
  5. Treinador caro e experiente ou técnico barato e emergente?
  6. Estádio lotado com ingresso acessível ou arena confortável e custosa?
  7. Torcida organizada cantarolando ou sócio-torcedor mais acomodado?
  8. Galáticos com as finanças sacrificadas ou time barato e contas em dia?

Enfim… o futebol ultimamente ficou chato. Falamos de STJD, tapetão, briga entre torcidas, estádios da Copa superfaturados e outras tantas coisas!

Se fôssemos pedir alguns presentes para o futebol, sem dúvida minha lista teria como prioridades:

1) Espírito Esportivo – como as pessoas se esqueceram que acima de tudo o futebol é esporte, vale lembrar que perder também faz parte do jogo.

2) Honestidade – e aqui vale a ética, os bons modos e o desejo de disputar sem manipulações ou trambiques.

3) Paz e Conforto – minha filha de 4 anos diz a todos que torce para o seu “Paulistinha do Coração”, em referência ao Paulista de Jundiaí. Ela já assistiu no Estádio Jayme Cintra o Galo Tricolor pela Copa Paulista, pois o movimento nas arquibancadas é mais calmo. Mas confesso: a levar aos jogos da A1 contra os times rivais é irresponsabilidade que não cometerei por um simples motivo: a violência que cega os fanáticos. Além disso, como um pai pode levar sua filha a um banheiro de estádio? Os chamados banheiros-famílias são ilusão no Brasil, só existem em shoppings e o coitado do pai se vê em maus lençóis.

E você, o que pediria ao Papai Noel para o futebol?

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– Quicar a bola pode? E levar cartão antes do jogo?

As dúvidas curiosas sobre as Regras do Futebol são constantes. Essas vieram pelas redes sociais e são do amigo virtual “+ChuteColocado”. Vamos a elas:

1) Antes do apito inicial, o árbitro pode punir alguém seja com amarelo ou até mesmo com o vermelho?

2) Aproveitando a sessão “tirando dúvidas”: o goleiro não pode agarrar a bola, soltar ela no chão e pegar com as mãos novamente. Mas então por quê a ação dele quicar a bola no chão não é infração?

Vamos lá: antes da partida é possível advertir ou expulsar, pois a autoridade do árbitro começa a valer quando ADENTRA ao campo de jogo até quando ele SAI dele (portanto, antes do apito inicial e depois do apito final). Curiosidade: um atleta expulso antes do começo da partida pode ser substituído por outro (assim, o jogo não começa com um time formado por 10 jogadores) e conta-se como uma das 3 substituições.

Sobre pegar a bola com as mãos e quicar, entende-se que o “quicar” é uma “posse de bola”. Dessa forma, não há punição por bater a bola no chão, já que ela está sob “domínio” do goleiro. Se um atleta adversário tocar na bola que é quicada e que será reposta em jogo pelo goleiro, veja só, deverá ser marcado falta (tiro livre indireto)!

Dúvidas? Pergunte ao árbitro.

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– Brasil na Final do Mundial de Clubes da FIFA

Há 1 mês, escrevemos na nossa coluna no Bom Dia / Diário de São Paulo: o Brasil estaria na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2013, no Marrocos. Ou com um clube, ou com um árbitro (vide em: http://is.gd/JKUDP2). E a projeção se confirmou: com a eliminação do Atlético Mineiro, o árbitro Sandro Meira Ricci, juntamente com os bandeiras Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen trabalharão na partida entre Bayern x Raja Casablanca.

Boa sorte ao trio que representará o Brasil na competição. Lembrando que Ricci será o árbitro brasileiro na Copa do Mundo de Seleções em 2014.

Tomara que ele não seja o árbitro da finíssima do ano que vem, por motivos lógicos…

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– O que esperar de Raja Casablanca x Atlético Mineiro?

Torcerei para que o árbitro Sandro Meira Ricci esteja escalado na decisão do 3o e 4o lugar do Mundial de Clubes do Marrocos, no próximo final de semana. E sabe por quê? Se isso acontecer, é porquê teremos o Atlético Mineiro na final contra o Bayern, já que o árbitro candango da FIFA não poderá apitar um time do mesmo país que a sua confederação em jogo oficial.

Aliás, fica a nota: se o Galo vacilar e o time marroquino se classificar, não tenho dúvidas de que Ricci apitará a decisão. Assim, ou teremos um árbitro ou um time na finalíssima em Marrakesk.

Mas o que esperar de Atlético Mineiro x Raja Casablanca?

Eu aguardo um jogo difícil, e por vários motivos: o Raja joga em casa, conhecendo gramado, clima e outras nuances; a torcida marroquina está empolgada e isso motiva o psicológico dos atletas; o time já jogou duas partidas no Mundial e está em ritmo de competição, enquanto que o Atlético, em final de temporada, só treina até então. E um fator de última hora: a exploração da mídia local de uma declaração do goleiro do Raja de que, em 2000, o “time houvera sido prejudicado pela arbitragem contra o Corinthians”. Bobagem, mas pode ser utilizada como mais um dos famosos “argumentos motivacionais” que treinadores mundo afora usam.

Se o Raja vencer, não será uma zebra tão grande quanto o Mazembe ter superado o Internacional-RS, mas mesmo assim é um resultado improvável.

Gostei da escalação do espanhol Carlos Velasco para apitar o jogo. Não sentirá a pressão e o jogo deve ser fácil para a arbitragem, devido as características das equipes. No “palpiteco”, apostaria Atlético 2 x 1 Raja na prorrogação. Mas é puro chute…

E você, o que espera do jogo desta quarta-feira?

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– Qual a Final dos Sonhos para a Copa de 2014?

E o sorteio da Copa do Mundo enfim aconteceu. A chave do Brasil será composta por Croácia, México e Camarões.

Independente de como será o desenrolar da competição (e esquecendo as combinações por culpa do chaveamento), eu gostaria de uma final emblemática, cheia de simbolismo (claro que alguns confrontos não serão possíveis para uma finalíssima, ocorrendo em semis, quartas ou oitavas. Mas façamos de conta que podem, ok? ).

Quer exemplos?

Algo como Brasil x França no Rio de Janeiro na finalíssima como revanche de França 3 x 0 Brasil realizada na decisão de Paris em 2008. Ou Brasil contra o Uruguai para acabar com o Maracanazzo de 50 (embora, sei que se falará demais de um jogo assim antes da decisão e surgirão fantasmas como um Segundo Ghiggia), mas lembrando: não é revanche, pois revanche verdadeira só em Montevidéu sendo Uruguai x Brasil. Claro, e por charme, Brasil x Argentina, para delírio de quem gosta de rivalidade à flor da pele.

Tais jogos são desejo (ou torcida, chame como você quiser), não é previsão, pois temos Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha…

Diante disso, 3 questões:

E para você, qual seria a sua final de Copa do Mundo tão desejada para assistir em 2014?

Aproveitando: quem será o time pequeno que cairá nas graças dos torcedores, como o Taiti foi na Copa das Confederações 2013?

Observação final: teremos jogos como Bósnia x Irã e Argélia x Bélgica. Imagina a grana que gastaram para reformar e construir os estádios para vir a tal da Fifa e sortear um jogo desses! Caberiam na Rua Javari, no Nicolau Alayon, ou em qualquer outro estádio…. Assim: qual jogo você abriria mão de assistir, caso ganhasse o Ingresso?

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– Risco e Coragem na Escala de São Paulo x Coritiba?

A imprensa de Curitiba está repercutindo as reclamações da diretoria do Coxa Branca. Ameaçado de rebaixamento, os dirigentes questionam a escala de Pablo dos Santos Alves, árbitro aspirante do quadro da FIFA, pertencente a Federação Capixaba de Futebol, para o jogo São Paulo x Coritiba.

O motivo da queixa é: Pablo começou na Federação de Futebol do Rio de Janeiro, é carioca e se mudou para o Espírito Santo para tentar novas oportunidades. Nos bastidores da arbitragem, se fala sobre uma briga política entre grupo de cartolas da turma de Jorge Rabello e a de Sérgio Correa da Silva como motivo principal da mudança de estado. Seu pai, Paulo Jorge Alves, foi bandeira da FIFA e esteve em Copa do Mundo. Pertenceu a Comissão de Árbitros da CBF por um bom tempo e hoje é ouvidor da entidade.

Pablo é árbitro razoável, e se especula que estaria entrando no quadro da FIFA em 2014. Para os amantes das teorias conspiratórias, valeria a garantia do escudo internacional uma derrota do Coritiba, salvando Vasco ou Fluminense, contentando os interesses cariocas (é a tese que defende o presidente do Coritiba, por exemplo). Mas eis que Rubens Lopes, presidente da Federação do Estado do Rio de Janeiro, divulgou publicamente seu pensamento oposto a tudo isso: disse literalmente que teme “o que pode acontecer aos seus filiados pois Pablo é um ‘ex-Ferj’”.

Particularmente, entendo como chororô pré-jogo decisivo dos dois lados. Se o Coritiba perder do São Paulo com lance polêmico, dirá que caiu por tal motivo (se esquecendo de todos os outros jogos perdidos ao longo do ano. Se o Coritiba vencer, é o mesmo subterfúgio para os cariocas.

Claro que se fosse escalado outro árbitro, evitaria-se tal queixa. Foi um risco da Comissão de Árbitros, e ao mesmo tempo, coragem em tal escala sem se preocupar com as reclamações. Mas… coragem ou imprudência?

Imagine a cabeça do árbitro como fica para o jogo! E a preparação psicológica? Por melhor que esteja condicionado para a partida (e um árbitro tem que estar preparado para tais situações), tal imbróglio conta sim como um desgaste antes da partida. Se os erros involuntários forem contra o São Paulo, haverá queixa de prejuízo contra os cariocas por aceitar a pressão da diretoria do time paranaense. Se forem contra o Coritiba, dirão que a idéia de premeditação para auxiliar Vasco e Fluminense se comprovou.

Saia justa para o juizão. Dentro desse critério, logo terão que trazer árbitros estrangeiros ou, no mínimo, natos de estados que não possuem clubes na série A, como amapaenses, potiguares, roraimenses…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Nada mudou em 1 ano na Arbitragem Brasileira?

Certas coisas impressionam pela vericidade e semelhança, mesmo através do tempo.

Compartilho um artigo escrito exatamente há 1 ano sobre os árbitros no Campeonato Brasileiro. Repare que se trocarmos o texto escrito em 2012 por 2013, tudo poderia ser bem aproveitado! A Comissão de Arbitragem era outra, e a previsão de premiação de um árbitro com atuação irregular como desculpa para eleger um árbitro goiano para a FIFA, se confirmou.

Abaixo, do “Blog do Professor Rafael Porcari”, de 03/12/2012:

UM BRASILEIRÃO SEM DESTAQUE E SEM RENOVAÇÃO NO APITO

O Campeonato Brasileiro 2012 acabou, e as considerações sobre o desempenho dos clubes já foram discutidas amplamente pela imprensa. Mas… e o desempenho dos árbitros?

Para a turma do apito, um ano para se esquecer! Jogos mal arbitrados, árbitros encerrando precocemente a carreira por politicagens, falta de respaldo da Comissão de Árbitros e o pior: sem nenhum grande nome revelado!

Quem foi o destaque da arbitragem nesse ano?

Ninguém.

CBF deu o prêmio de melhor árbitro a Wilton Sampaio. Não foi. Vide a desastrosa atuação do árbitro no primeiro jogo da final da Copa do Brasil (link da análise em:http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/9624/Analise+da+Arbitragem+de+Palmeiras+X+Coritiba)

Conversando pelas redes sociais com diversos amigos árbitros atuantes e ex-árbitros observadores,ninguém escolheria Wilton. Foram os jornalistas que escolheram?

A frente de Wilton Sampaio, mesmo com os erros normais de um campeonato, temos Seneme, Vuaden, Marcelo de Lima Henrique, Sandro Ricci…

Será que o árbitro locado na Federação Goiana levou o prêmio pelo desejo da CA-CBF em promove-lo à FIFA, e assim justificar uma indevida indicação? Vamos aguardar.

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– Criciúma x São Paulo: Pênalti diferente e legal em lance fácil de decisão surreal

Pênalti polêmico no jogo entre Criciúma x São Paulo. Um clássico lance de má-sorte de jogador após incompetência da arbitragem.

Nos segundos iniciais da partida (não tínhamos nem 1 minuto de jogo), a árbitra assistente Katiuscia Mendonça não viu Sueliton receber a bola em impedimento de quase 2 metros, fácil de ser marcado. A moça estava bem posicionada, e provavelmente sua falha se deu por desatenção de início de jogo. Acreditem: os minutos iniciais de uma partida são ruins para a arbitragem, pois ela tem que estar ligada no jogo na mesma intensidade do que os jogadores. E, como se viu, o Criciúma entrou “pilhado”, “mordendo”, num ritmo intenso, maior do que a atenção da bandeira (no 2o tempo, a dificuldade do árbitro no início da partida é maior, pois ele tem que se desacostumar a marcar lances para o lado do primeiro tempo, já que se muda o campo; e para os bandeiras, mais ainda – repare na quantidade de erros fáceis de arremessos laterais invertidos que acontecem nesse período).

Na sequência, Sueliton é desequilibrado por Lucas Evangelista. E, mesmo sem intenção, é a chamada falta por imprudência, sendo que dentro da área é pênalti. Lucas não quis fazer a falta, mas corre tanto atrás do adversário que tropeça e o atinge. É azar e ao mesmo tempo infração.

Voltei 17 anos no tempo ao assistir esse lance. Me recordei de 1996, uma jogada parecida na partida Cruzeiro x Portuguesa no Mineirão, válido pela semifinal do Brasileirão da época. Duas coisas me marcaram nesse jogo: o árbitro Sidrack Marinho apitou a partida sem aplicar nenhum cartão amarelo (mesmo em lances que deveria dar), poupando jogadores pendurados das duas equipes; a outra, é que um atleta cruzeirense corria para roubar a bola do adversário luso, e com tanta velocidade, caiu, deu uma cambalhota e atropelou o adversário. Falta bem marcada.

Na época, me recordo que o Prof da Escola de Árbitros da FPF, Gustavo Caetano Rogério, chamou a atenção para essa jogada numa reunião que participei com outros árbitros e disse: “se alguém tiver dúvida sobre o que é falta sem intenção e azar ao mesmo tempo, lembre desse lance”.

Lembrei. E anotei no meu caderno, tanto que compartilho com os amigos leitores. E reitero uma idéia antiga: e se tivéssemos a possibilidade de antes da cobrança do pênalti o árbitro tirar a dúvida em um monitor? Já é tempo de discutir mais a tecnologia no futebol…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Ponte Preta x São Paulo em Mogi Mirim pela Copa Sulamericana

O equatoriano Carlos Vera apitará o jogo de volta entre Ponte Preta x São Paulo pela semifinal da Copa Sulamericana. Não gostei desta escala por vários motivos, sendo os principais: árbitro ruim e ao mesmo tempo, azarado!

Vera costuma ter atuações ruins, e além disso, no linguajar dos boleiros, é juizão “pararraio”! Ele chama a confusão para si. Quer exemplos?

Me lembro da primeira vez que o vi apitando, em um jogo no Peru pela Copa Libertadores: Alianza Lima x Universidad do Chile (talvez a sua estréia em competições internacionais de grande porte). No último minuto, um chute do time chileno de fora da área para o gol dos peruanos; eis que o centroavante do Universidad ficou a frente do goleiro peruano, enquanto outro atleta do seu time retornava ao jogo pela linha de fundo, e a bola entrou no gol. O bandeira marcou impedimento, Carlos Vera ignorou seu assistente e confirmou o gol. O jogo acabou nesse lance, com discussão, empurrão, rabo-de-arraia e tudo o que se tem direito.

Mas mesmo assim Vera continuou sendo o número 1 do Equador. No ano passado, apitou Millonarios da Colômbia x Grêmio-RS, onde conseguiu ser peitado pelos dois times. Foi pressionado o tempo inteiro pelos gremistas, distribuindo cartões amarelos para todos os lados. No final da partida, cedeu a pressão e marcou pênalti em uma simulação de Werley, no último minuto de jogo. Novamente, confusão pós-apito final…

Isso não o impediu de continuar atuando. Vera estava pré-selecionado para o Mundial de Clubes da FIFA em 2012 no Japão, e teve uma péssima arbitragem na partida entre Sunfrecce Hiroshima X Al Ahly. Assisti a esse jogo e me impressionei com várias coisas: o árbitro correu demais, marcou muitas faltas, não deu uma vantagem sequer (poderia ter dado muitas) e se posicionou horrorosamente (por 3 oportunidades a bola bateu nele, sendo que em uma ele armou um contraataque).

Se no seu histórico em jogos de competições importantes ele se dá mal, quando ele vai bem, dá azar de algo ruim acontecer. Nesse ano, assisti a um jogo onde ele apitou direitinho: marcou o que tinha que marcar, deu os cartões no momento certo e se posicionou bem. O problema é que foi San José x Corinthians, em Oruro, o fatídico jogo em que morreu um garoto de 14 anos…

Nessa quarta-feira, torço para uma boa arbitragem (que é possível, mas ao mesmo tempo, levanta dúvidas sobre a competência do árbitro e seu estado de espírito, já que Carlos Vera é irregular no apito e aceita pressão).

A pergunta é: como um árbitro com esse histórico é indicado para um jogo importante como esse?

E a propósito, por quê não escalar árbitro e bandeiras brasileiros para apitar o confronto nacional?

O ponto a favor de árbitros locais é de que conhecem bem as equipes, sabem das manhas e artimanhas dos atletas. O ponto fraco é a pressão pré e pós-jogo, já que o árbitro estrangeiro não tem esse problema: apita e em seguida toma o avião e vai embora.

Fico me questionando: nos confrontos entre times de mesmo país, escala-se árbitros locais. Desde o imbróglio entre Atlético Mineiro e São Paulo, quando o presidente Alexandre Kalil pediu e conseguiu veto a árbitros brasileiros na Libertadores, só árbitros de fora estão apitando aqui. Desprestígio aos nossos apitadores, incompetência ou pura politicagem?

Em tempo: o bandeira do jogo Ponte Preta x São Paulo será Byron Romero. Me lembrei do seu compatriota Byron Moreno, o árbitro banido da FIFA por corrupção na Copa de 2002 na partida que envolveu Itália x Coréia do Sul. Anos depois, Byron Moreno foi preso por tráfico de cocaína.

Que não se confunda o quase homônimo!

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– O Papa, o Apito, os Políticos e a Patotada

O Papa Francisco se reuniu com o presidente da FIFA Joseph Blatter nesta semana. E ao dirigente maior do futebol, pediu que:

O futebol deve enfatizar o papel de agente transformador na educação dos jovens e na promoção da paz mundial.

Me recordei do Papa João Paulo II, que as vésperas da Copa do Mundo de 1990, recebeu o grupo de árbitros que se preparavam para o torneio e disse:

O esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos“.

Digo isso pois tudo o que não se viu nesta semana foi o futebol promovendo esses 4 pilares defendidos pelos Pontífices: nem educação, nem paz, nem ética e muito menos valores cristãos. Quer prova desses 4 itens?

  • 1- Tivemos uma acirrada disputa política envolvendo o mando de campo da semifinal da Copa Sulamericana. Dirigentes esportivos usando diversos artifícios para burlar ou tentar cumprir regulamentos. Vence-se ou convence-se aquele clube que for mais forte. Com isso, o torcedor mais apaixonado fica na bronca e os atos de violência se afloram. Na última semana, a Polícia Rodoviária já registrou casos de torcedores sãopaulinos e pontepretanos se enfrentando na Rodovia dos Bandeirantes. Imagine na quarta-feira, independente de onde for o jogo… Cadê a educação que o esporte deve trazer?
  • 2- A FPF divulgou a tabela completa do Campeonato Paulista de 2014, com os jogos e datas pré-determinados. No evento, falou-se muito da luta contra a violência nos estádios. Porém, os 4 grandes clubes de São Paulo se negaram a assinar um acordo que não fomentasse ajuda financeira e logística às torcidas organizadas (que hoje são as principais causadoras de brigas e confrontos). Onde está o princípio da busca da paz?
  • 3- Mais um episódio antiético e de péssimo exemplo de política: a CBF realizou o amistoso da Seleção Brasileira nos EUA, e levou dirigentes de diversos estados, eleitores no próximo pleito, para acompanharem José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. E por lá permaneceram, fazendo tour pela América com dinheiro às custas da entidade. Uma mostra de que valerá tudo para 2014: e aqui incluo os jantares, as negociações de escudos do quadro de árbitros da FIFA, as vagas em torneios internacionais para equipes de menor expressão, a luta por poder e outras mazelas que a patota do futebol adora. E isso são ações éticas do futebol?
  • 4- O último tópico: os valores cristãos! O que dizer do Valdívia provocando gratuitamente Vicente, que revida odiosamente, no jogo entre Palmeiras x Ceará? Ou de Júlio Baptista supostamente falando para o adversário “fazer logo o gol” em sua equipe (e tanto faz se ironicamente como desprezo, ou seriamente como favorecimento)? As equipes escalando times reservas, mistos, abandonando o Campeonato Brasileiro, favorecendo ou prejudicando direta ou indiretamente as outras equipes? Pior ainda: os jogadores em corrente, rezando e orando conforme suas crenças e durante o jogo ofendendo a arbitragem, dando odiosos pontapés e carrinhos em seus adversários (viram o que fez Pará, do Grêmio, rodadas passadas?) ou simulando jogadas.

O futebol profissional não pode ser recalcado ao ponto de ser carola. É uma disputa, vale título, taça, dinheiro ou rebaixamento. Mas também não pode ser guerra e luta desenfreada por objetivos pragmáticos. E aí reforço os 4 itens citados: para você, torcedor, o futebol tem promovido a educação, a paz, os valores éticos e cristãos?

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– E quando o jogador força cartão? Sobre Valdívia, Palmeiras e Ceará.

No sábado, Palmeiras x Ceará jogaram pelo Campeonato Brasileiro. No segundo tempo, Valdívia, que estava no banco de reservas, entrou no final do jogo e, na primeira oportunidade, provocou o zagueiro Vicente, que lhe revidou. Muito bate-boca, confusão e num primeiro momento ficou a impressão de ingenuidade do palmeirense, que junto com o adversário, mereciam ser expulsos.

Independente de quem agrediu ou não, particularmente tive a sensação (comum aos árbitros de futebol): Valdívia tentou cavar uma expulsão!

Talvez o torcedor não saiba, mas é mais comum do que se imagina a tentativa de forçar cartões. E alguns jogadores pedem aos árbitros!

Há duas formas de se cavar cartão:

1) Aquela em que o jogador em comum acordo com o clube tentam o Amarelo – e que normalmente faz isso para folgar numa rodada se preparando para um confronto mais difícil à frente. Ele obtém a advertência matando uma jogada com um agarrão de camisa, fazendo cera no jogo ou reclamando com o juizão. O problema é que muitas vezes ele não consegue forçar o amarelo (isso acontece com os menos experientes), e acaba cochichando no ouvido durante o jogo, tipo “ô professor, me dá um amarelo que preciso levar um, tô pendurado e preciso ‘limpar’ ele hoje”.

2) Aquela em que o jogador quer ficar de fora do próximo jogo na marra, prejudicando sua própria equipe – normalmente isso acontece porque o jogo seguinte é longe demais, ou quer forçar uma folga ou simplesmente quer evitar uma animosidade contra um adversário que outrora teve problema. O objetivo é receber o 3o Amarelo (estando com dois) ou até mesmo o Vermelho Direto, caso não esteja pendurado.

Na minha carreira, já vi jogador forçar explicitamente e também disfarçar bem. Me lembro de alguns absurdos: certa vez, apitei na Segunda Divisão a partida Noroeste x Oeste de Itápolis. O jogador do Itápolis disse pra mim ainda no primeiro tempo: “briguei com o time e vou ‘ferrar os caras’“. Disse a ele para não fazer nenhuma bobagem em campo nem agredir companheiro de profissão. Conclusão: fez um pênalti para Amarelo, o adversário foi cobrar e, antes de chutar a bola, o mesmo jogador invadiu a área e deu um bico para longe. Conclusão: Vermelho e o seu time foi prejudicado.

Em outra oportunidade, Votoraty x União de Mogi jogaram pela 3a divisão: o time de Votorantim tinha 4 pendurados, estava classificado para a outra fase e só cumpriria tabela no jogo seguinte. E o que fizeram? Numa cobrança de escanteio, um atleta ajeitava a bola, respirava, e na hora de chutar… parava e chamava outro para cobrar. E incrivelmente assim conseguiram todos os cartões. Simplesmente, sem prejudicar a outro time ou companheiro de trabalho, receberam o Amarelo (embora, a subjetividade da Regra permitiria expulsar alguém pela reincidência coletiva / rodízio de infrações).

A questão é: em toda a rodada, haverá jogador forçando o cartão amarelo, seja para ajudar a sua equipe ou para si próprio. E isso me faz recordar de Renato Gaúcho e o árbitro Márcio Rezende de Freitas. Num jogo no Maracanã, pelo Fluminense, Renato estava nitidamente forçando o Cartão. Márcio sabia disso e não deu Amarelo a ele, deixando-o inconformado. Irritado, no final da partida, ele reclamou: “Pô Márcio, você não vai me dar nenhum cartão?” E Márcio: “claro que vou”. E deu Vermelho…

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– Os Árbitros Estrangeiros para São Paulo x Ponte Preta na Copa Sulamericana

O argentino Diego Abal e o equatoriano Carlos Vera apitarão respectivamente o jogo de ida e de volta no confronto entre o Tricolor Paulista e a Macaca Campineira.

Farão boas arbitragens?

Claro que cada jogo é uma nova história e só se pode falar em “perspectiva de atuação”, baseada no histórico de seus jogos.

Abal, que apita no Morumbi, é um árbitro comum e que foi amadurecendo e evoluindo já com o escudo internacional. A AFA aposta nele como legítimo sucessor de Horácio Elisondo, o árbitro que encheu os hermanos de orgulho ao apitar a abertura e a final da Copa de 2006. Porém, falta muito talento para igualá-lo. Apesar do começo ruim na carreira como FIFA, cresceu e hoje é um bom árbitro. Não costuma deixar o jogo correr tanto como a maioria dos argentinos (embora, solte a partida mais que a maioria dos seus colegas brasileiros), tem bom condicionamento físico e melhorou na condição técnica, que era seu ponto fraco. Reitero: está evoluindo como árbitro.

Já para a partida de volta, com mando da Ponte Preta, veremos Carlos Vera. Essa sim é uma arbitragem que preocupa, por um simples fato: a competência do árbitro, já que o equatoriano tem péssimo desempenho técnico e disciplinar; corre muito mas se posiciona mal. Não consegue impor respeito em campo, e, na maior parte dos seus jogos, é “enrolado”. O jogo não flui, não sei se é só deficiência ou azar mesmo…

Assisti a algumas partidas dele e sempre me decepcionei com o que vi. Em particular, me recordo de Sunfrecce Hiroshima X Al Ahly, pelo Mundial de Clubes 2012 (acredite: ele foi indicado como árbitro representante da Conmebol nesse importante torneio da FIFA). E num jogo tão fácil, conseguiu se complicar! Na oportunidade deu cartão amarelo a jogador que tentou bater a falta rapidamente; atrapalhou um ataque com a bola batendo em seu “bumbum” e armando o contra-ataque do adversário; não deu vantagem quando devia e deu quando não podia… desastroso, enfim!

Na própria Copa Sulamericana, no ano passado, na partida Millonarios X Grêmio, Carlos Vera também deixou sua marca: não conteve as cotoveladas de ambas equipes, foi xingado e ironizado por atletas e só dava amarelo (aliás, ele gosta de cartão amarelo e pouco de vermelho), se envolveu numa confusão com o bandeira e o Elano, e, no final da partida, marcou um pênalti a favor do Grêmio numa clara simulação de Werley.

A pergunta é: como um árbitro desse ostenta o escudo FIFA e ainda é indicado para um jogo como esse?

A propósito, por quê não escalar brasileiros para apitar o confronto nacional?

O ponto a favor de árbitros locais é de que conhecem bem as equipes, sabem das manhas e artimanhas dos atletas. O ponto fraco é a pressão pré e pós-jogo, já que o árbitro estrangeiro não tem esse problema: apita e em seguida toma o avião e vai embora.

Fico me questionando: nos confrontos entre times de mesmo país, escala-se árbitros locais. Desde o imbróglio entre Atlético Mineiro e São Paulo, quando o presidente Alexandre Kalil pediu e conseguiu veto a árbitros brasileiros na Libertadores, só árbitros de fora estão apitando aqui. Desprestígio aos nossos apitadores, incompetência ou pura politicagem?

Em tempo: o bandeira do jogo Ponte Preta x São Paulo será Byron Romero. Me lembrei do seu compatriota Byron Moreno, o árbitro banido da FIFA por corrupção na Copa de 2002 na partida que envolveu Itália x Coréia do Sul. Anos depois, Byron Moreno foi preso por tráfico de cocaína.

Que não se confunda o quase homônimo!

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– O erro do árbitro que vira acerto do treinador em Fluminense x São Paulo

Na partida disputada no Maracanã neste domingo a tarde, um erro do árbitro gaúcho Márcio Chagas da Silva foi fundamental para a vitória do Fluminense contra o São Paulo. Mas o curioso é que: o erro do árbitro sucedeu um “quase-erro” do treinador que acabou se mostrando indiretamente um acerto! Vamos entender?

O zagueiro Gum (ex-Paulista de Jundiaí e Ponte Preta) havia recebido cartão amarelo aos 58m de jogo por falta em Osvaldo, e eis que, aos 71m, ele pratica um carrinho em Lucas Evangelista (o jogo estava 1 x 1). Lance clássico para Cartão Amarelo, e por ser o segundo, consequentemente o Vermelho, sem dúvida na interpretação. Se você quiser procurar um exemplo de lance para Cartão Amarelo, essa jogada do Gum é o “bê-a-bá” da explicação. Mas o árbitro se equivoca e não aplica a advertência.

E para azar do juizão (e por tabela, do São Paulo), aos 43m o Fluminense desempata e vence a partida, com gol de… Gum!

Observações da situação:

Quando o árbitro sente que perdeu o “timing do cartão” – e foi justamente isso o que aconteceu com Márcio Chagas – ele sente a necessidade de punir o atleta na primeira oportunidade que tiver, a fim de não perpetuar o erro!

Perder o tempo do cartão” significa que houve uma leitura ruim da jogada, que errou na interpretação e após um pequeno período de tempo o árbitro “se manca” que errou. A busca em corrigir a falha começa, e a qualquer jogada faltosa do jogador ele receberá tardiamente o Amarelo de outrora. O problema é que Gum não fez mais nenhuma falta para o árbitro remediar o erro! Dessa forma, o São Paulo que empatava com seu time misto e poderia jogar contra um adversário com 10 jogadores por mais de 20 minutos, foi batido justamente por aquele que deveria ter sido expulso.

O detalhe maior é que: treinador, quando sente que o atleta vai ser expulso, imediatamente substitui o jogador para não ter que terminar a partida com um jogador a menos. Alguns treinadores substituem o atleta assim que ele recebe cartão amarelo, e o mais emblemático nessa prática é o treinador do Vitória, Ney Franco. Porém, Dorival Jr, técnico do Fluminense, a priori errou ao não substituir Gum, que possivelmente seria expulso na primeira oportunidade. Mas o seu erro, por acaso, se tornou um grande acerto para o Tricolor Carioca!

A minha dúvida é: Dorival errou e sem querer se deu bem, ou foi um acerto pois confiava tanto que Gum se comportaria exemplarmente em campo e resolveu deixá-lo no jogo?

Por fim: um jogo em que, na minha opinião, o árbitro interferiu no placar.

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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– Comissão Parlamentar para Estudos de… Erros de Arbitragem?

Coisas que poderiam ser evitadas se o Parlamento Brasileiro fosse mais sério: segundo o jornalista Paulo Moreira Leite (extraído de: Revista Isto É, edição 2295, pg 31, Coluna Brasil Confidencial), uma Comissão formada por deputados federais quer que Romário seja o líder de uma CPI que investigue e crie regras punitivas aos erros de árbitros de futebol.

A idéia é: se for provado um erro significativo que esteja catalogado no conjunto de normas a ser criado, o árbitro deva ser punido imediatamente segundo o regimento federal! Não é uma pretensão de evitar fraudes nos jogos, mas de simplesmente não deixar os erros (por interpretação ou por incompetência) ficarem impunes.

Será que em Brasília não há coisa mais importante para se fazer? Erros de árbitros devem ser punidos pelos dirigentes da arbitragem ou por quem entenda do assunto, já que muitos deles são difíceis.

Pensem na seguinte situação: o jogador do Palmeiras dá um carrinho contra um do Corinthians, que cai dentro da área; o árbitro entende que foi na bola e não marca o suposto pênalti. Na segunda-feira, se abre o capítulo específico das normas criadas pelos deputados federais e se determina a punição adequada. Mas quem garantiu que foi erro? E se o árbitro acertou nesse lance duvidoso?

Tenha dó…

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– Os Árbitros e o Movimento Bom Senso na Histórica Noite do Futebol Brasileiro

Na noite dessa quarta-feira, os jogadores de futebol protestaram contra o calendário de jogos do Brasil, somado a uma série de reivindicações propostas anteriormente pelo movimento “Bom Senso”. Os atos foram diversos: em alguns jogos, eles cruzaram os braços antes ou depois do apito inicial, tocaram a bola por algum tempo de lado-a-lado, ou simplesmente ficaram imóveis, numa espécie de “manifestação por 1 minuto”.

Alguns atletas reclamaram que os árbitros foram orientados a “amarelar os rebeldes”, e, para o bem do futebol, os boleiros não se intimidaram. Mas a punição era razoável ou não?

Durante uma partida, se uma equipe demonstrar que não quer jogar (tocando a bola para os lados, evitando embates com o adversário, prendendo a bola com um atleta só, parando o jogo ou nitidamente desconsiderando a busca pela vitória) é atitude ANTIDESPORTIVA segundo a Regra 12 (infrações e indisciplina) e passível de advertência por cartão amarelo.

Mas quem disse que a turma do “Bom Senso” praticou essa dita “atitude antidesportiva”?

Ao contrário, é atitude com o mais alto grau de DESPORTIVIDADE, DEMOCRACIA e SOLIDARIEDADE para quem luta pelo futebol. Cartão Verde a eles!

Os árbitros, no fundo, sabem que precisam apoiar o movimento pelo bem do esporte, mas não tem instrumentos nem força política para isso, já que as entidades sindicais da categoria possuem dirigentes ligados as federações / confederação.

Se o árbitro somente não interferir no protesto, sem ameaça de punição e cruzar o seu braço nesse momento, já será um importante e simpático gesto de apoio a essa nobre e necessária causa.

Uma sugestão: se os Sindicatos dos Árbitros (tanto os estaduais como o nacional) quiserem provar independência de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero (portanto, da CBF), que orientem aos árbitros, bandeiras e adicionais, que no momento do protesto dos jogadores, deixem o campo por esse pequeno período de tempo a fim de demonstrar simbolicamente que “os verdadeiros donos da bola” são os atletas que ali estão no gramado; únicos, soberanos!

E depois não querem que digam que a recente lei da profissionalização do árbitro não resultou em nada e era um engodo… Continuam sendo empregados informais e sem registro em carteira da CBF ou das Federações Estaduais, prontos para obedecer sem nunca contestar. Lamentável a declaração de Sérgio Correa da Silva, ex-dirigente sindical e atual responsável pela Escola Nacional de Arbitragem (e que estava como delegado no jogo Botafogo x Portuguesa), confirmando que os árbitros realmente foram orientados para aplicar o cartão amarelo e que jogo de futebol não era lugar para política.

Como esperar independência e apoio aos árbitros com tal pensamento?

Que bom seria se tivéssemos algum Rogério Ceni, Alex ou Paulo André do apito… Mas isso é difícil de acontecer, afinal, os árbitros confiam em pessoas como o dirigente da CBF Sérgio Correia para representá-los, ou em Arthur Alves Júnior, atualmente presidente do Sindicato Paulista e simultaneamente funcionário da FPF, de Marco Polo Del Nero. Para mim, total incompatibilidade de cargos, embora, reconheço, é a vontade das urnas demonstradas por eles.

Com este panorama, não haverá árbitro no movimento Bom Senso. E se tiver, não será escalado por tal motivo. Ou você duvida disso?

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– Brasil garantido na Final do Mundial de Clubes

Na próxima edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Marrocos-13, certamente o Brasil estará representado no jogo final. Seja na bola ou no apito.

É que a entidade convocou Sandro Meira Ricci, árbitro brasileiro pré-convocado para o Mundial de Seleções de 2014, para ser o representante da Conmebol, num ineditismo até então: nunca foi chamado árbitro do mesmo país que está em disputa pelo título. Já que são poucas equipes, normalmente os árbitros são de países alheios à conquista do troféu.

Nessa nova versão do Mundial de Clubes, costumeiramente o clube da América do Sul enfrenta o clube da Europa após uma fase eliminatória, devido a qualidade técnica entre eles. Exceção feita ao marcante fiasco do Internacional-RS frente ao africano Mazembe, sempre foi assim. E com os árbitros, normalmente também funciona dessa forma: europeu ou sul-americano na final.

Pela relação dos árbitros convocados, custa a crer que, caso o Atlético Mineiro não esteja na final contra o Bayern Munich, Sandro deixe de ser o árbitro da final. Veja a lista, com apenas dois árbitros “top” de linha (o brasileiro já citado e seu colega espanhol):

Ricci (Brasil) – com os bandeiras Marcelo Van Gassen e Emerson Carvalho,

Velasco (Espanha) – com os bandeiras Jimenes e Fernandez,

Albadwawi (Emirados Árabes),

Alioum (Camarões),

Gassama (Gâmbia) e

Geiger (Estados Unidos).

Cá entre nós: está mais do que na cara que, pela qualidade das equipes e dos árbitros, o campeão da Libertadores da América (representante da Conmebol) jogará contra o campeão da Champions League (representante da UEFA), arbitrado pelo árbitro espanhol.

Eu aposto nisso desde já (embora nunca goste de apostas no futebol). E você?

ERRATA: A escala de árbitro de mesmo país e clube não é inédita; aconteceu em 2005 com o árbitro Carlos Eugênio Simon, conforme confirmação do próprio:

“Amigo Rafael,
não é inédito, pois em 2005 quando o SP foi campeão, nós estivemos lá ( Eu, Aristeu e Corona), inclusive trabalhei como 4° na abertura, não permanecemos porque o Aristeu acabou se lesionando.
Simon”.
Tal fato é para se festejar; afinal, só aconteceu com brasileiros.

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– Quem foi a Revelação do Apito em 2013?

E estamos chegando quase ao fim do Campeonato Brasileiro e começaram as listas dos destaques: quem foi o melhor jogador; e a revelação do torneio?

As relações sempre trazem polêmicas, pois, afinal, ninguém consegue assistir aos 380 jogos do torneio e fazer comparações e julgamentos de todos. Dito isso, vem uma discussão maior ainda: quem foi o melhor árbitro e a o juiz-revelação de 2013?

Se perguntado a um torcedor fanático, talvez ele responda de bate-pronto: “meu voto é nulo“.

Será que ele não tem um pouquinho de razão?

A arbitragem sempre é a mal vista e rigorosamente avaliada. Mas a fase dos árbitros brasileiros, sejamos justos, não é boa. Culpa do mau trabalho de renovação feito pelos dirigentes, indubitavelmente. Assim, os melhores de 2013 foram Seneme (que apitou pouco no começo/meio do ano), Sandro Meira Ricci (que ficou um período fora do país), Marcelo de Lima Henrique (talvez o mais regular do ano) e Leandro Vuaden (que manteve um alto nível). Heber, outro FIFA, cometeu alguns deslizes e ficou mais abaixo. Paulo César de Oliveira e outros “árbitros de nome” tiveram um ano comum. E os demais do quadro FIFA, como Péricles Bassols, Francisco do Nascimento e Ricardo Marques, poderiam ter ido melhor. Wilton Sampaio, o mais novo árbitro internacional, não teve grandes desafios.

Destaque – não pelas atuações mas pelo número de escalas – ao goiano André Luís Castro, que venceu no sorteio quase 20 jogos. Muitos dizem que isso se deve ao fato do presidente da Comissão de Árbitros, Antonio Pereira da Silva, ser de Goiás. Bobagem. Acho que é uma aposta do Pereirão, que, coincidentemente, escolheu um “compatriota” e o coloca em boa parte dos jogos. O problema é: os outros árbitros têm as mesmas oportunidades?

Alguns falam que o paraense Dewson de Freitas poderia ir para a FIFA e é o “cara”. Discordo totalmente. Acho cedo dar o escudo tão desejado a ele; precisa ganhar a honraria depois de se consagrar num São Paulo x Corinthians ou num FLA x FLU. Apitar jogos de porte médio e já subir meteoricamente não pode.

Assim, considero que não tivemos nenhuma revelação no apito em 2013 (infelizmente) e que os 3 melhores do Brasileirão: Leandro Pedro Vuaden, Marcelo de Lima Henrique e Wilson Luís Seneme.

E você, a quem daria seu voto de melhor árbitro e revelação? Deixe seu comentário:

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– E se é “falta técnica” do jogador contra o árbitro?

Pergunta do amigo Antonio de Pádua Sales, ex-árbitro e excepcional caráter:

“Um jogador da equipe A se encontra na sua área penal, a bola está sendo disputada na área penal da equipe B; porém, este jogador da equipe A, numa atitude antidesportiva, reclama com palavras ofensivas ao árbitro. Este paralisa a partida e concede um tiro livre indireto contra a equipe A. De onde a infração deverá ser cobrada? De onde o jogador infrator estava, ou de onde a bola estava?

Pádua, em faltas dessa natureza, se marca onde a infração originou. Ela surge das ofensas de um zagueiro em sua área. Portanto, é “lá atrás mesmo” que o jogo se reiniciará. Todo mundo terá que atravessar o campo para o tiro indireto (conforme diretrizes da Regra 12).

É diferente de infrações de jogador contra jogador, onde se reinicia no local em que a falta se consome; como, por exemplo, um zagueiro que dá uma cusparada fora da área penal e atinge seu adversário atacante dentro dela (e aí: pênalti).

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– A Vantagem do Pênalti em Goiás x Botafogo

Essa vem do jornalista André Longarini: e a vantagem no pênalti aplicada por Sandro Meira Ricci na partida Goiás x Botafogo?

Respondo: a decisão foi corajosa! Muitos crêem que não existe vantagem em pênalti. É claro que ela existe, mas de tão rara, poucos marcam.

Entenda: um árbitro pode deixar de marcas faltas (dentro e fora da área) para dar mais dinamicidade na partida, levando em conta que a equipe que sofre a infração esteja se beneficiando do lance. Para isso, deve avaliar: o local da falta (na defesa ou no ataque?); a posição da bola (perto do gol; sobrará para alguém que a dominará tranquilamente?); a gravidade da falta (precisa paralisar o jogo pela lesão?) e o ambiente da partida (é prudente parar a partida pelo clima tenso?).

Normalmente, a vantagem é a posse de bola de alguém que domina e continua o jogo. Mas, para equipes que tem bons batedores de falta, se a falta é na entrada da área, muitas vezes a real vantagem é marcar a infração.

No pênalti, normalmente a vantagem é marcar o tiro penal. Mas existe exceções: e se a bola estiver sobrando para um atacante colocá-la para dentro? Paralisa-se o jogo e marca a infração? Claro que não… Nessa situação, o árbitro deve avaliar: qual a chance maior de se fazer o gol – o pênalti ou a conclusão da jogada? Lembre-se que, neste ano, muitos pênaltis foram desperdiçados…

Na partida em Goiânia, o goleiro faz pênalti no botafoguense Elias. Sandro Meira Ricci está muito bem colocado, e tem a sensibilidade de prever a sobra de bola para Rafael Marques (que de fato acontece) e dá a vantagem. Como diria o narrador: “Ele, a bola, o gol e… um só zagueiro em cima da linha”! Mas o atacante do Fogão desperdiça o lance.

Aí não dá para culpar o árbitro, mas sim a péssima finalização do jogador.

Não esqueça: vantagem em pênalti existe, é difícil de se dar, e para resultar em gol, depende da qualidade do jogador.

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– As 6 Incoerências do Futebol na Semana Passada

O futebol nos apresentou algumas coisas contraditórias e discutíveis nos últimos dias. Vamos a elas?

1- FELIPÃO E DIEGO COSTA: O treinador da Seleção Brasileira Luís Felipe Scolari ficou irritado com o atacante Diego Costa, do Atlético de Madrid, por ele ter aceito jogar pela Seleção Espanhola. O presidente José Maria Marin, pateticamente, disse que pensava em lutar na FIFA contra a dupla cidadania do jogador! Ora, não é contraditória a reclamação, já que Felipão anos atrás chamou os brasileiros Deco e Pepe para defenderem a Seleção Portuguesa?

2 – TREINADORES DO BRASIL: se você pegar a tabela do Brasileirão, verá que Enderson Moreira, Mancini e Marcelo Oliveira estão no topo da lista. Mas os técnicos mais famosos e com remuneração astronômica estão lutando contra o rebaixamento, como Tite e Luxemburgo. Não é gozado que quem ganha mais (e bem mais) está sendo um altíssimo custo-benefício para as suas equipes?

3 – RACISMO NA EUROPA: Cada vez mais Seleções Européias convocam jogadores nascidos em outros países, e também cada vez mais os torcedores vaiam e ofendem atletas negros. Yayá Toure, marfinense do Manchester City, sugeriu um boicote dos jogadores da África Negra na Copa da Rússia de 2018. O interessante é: quando o negro joga por sua equipe e marca gols, é aplaudido pelo torcedor. Quando joga como adversário, é vítima de preconceito. Paixão sem razão?

4 – PAULISTÃO 2014: O formato desagradou a gregos e troianos. Os grandes continuarão a jogar muito, e os pequenos jogarão menos ainda. Dessa forma, os 4 fortes do estado (Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians) continuam sem datas para pré-temporada e amistosos internacionais, e os clubes do Interior rumo a falência. Sem contar que numa mesma chave podemos ter clubes com nenhum ponto, e que pelo “saldo de gols menos ruim” classificar um time para a segunda fase. Gênio quem bolou a fórmula!

5 – ÁRBITROS: Em algumas rodadas, os clássicos estaduais são apitados por árbitros do mesmo estado (pois conhecem bem os times); em outras, por juízes de fora (para não desgastar os locais). Os bandeiras são sempre locais; mas se é para promover integração com os de outros estados, por que são domésticos? Por economia, o quarto árbitro também é local. Mas na mesma escala econômica, vem árbitro ou bandeira do outro lado do país. Como entender?

6 – SELEÇÃO SUB 17: Alexandre Gallo, treinador da Canarinho Juvenil, alegou que “caráter e comprometimento” estavam acima de capacidade técnica na seleção dele. Proibiu jogador de usar fone de ouvido, cabelo excêntrico e brincos. Gozado: o Brasil foi eliminado do México no Mundial da categoria. Será que se tivéssemos mais capacidade técnica não classificaríamos? Aliás: Neymar adora brincos, cabelos excêntricos e fone de ouvido… Acho que Gallo precisa rever seus conceitos.

Esses e outros temas estão disponíveis na página de Blogs do Bom Dia Jundiaí / Diário de São Paulo, com mais indagações e debates.

Acesse:

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– Árbitros de Fora ou Árbitros Locais?

Os árbitros continuam sem entender os critérios de escalas do seu chefe, o goiano Antonio Pereira da Silva, presidente da Comissão de Árbitros da CBF.

É muito curioso o critério – ou a falta dele. Em algumas rodadas, os clássicos estaduais são apitados por árbitros do mesmo estado (pois conhecem bem os times); em outras, por juízes de fora (para não desgastar os locais).

Os bandeiras são sempre locais; mas se é para promover integração com os de outros estados, por que são domésticos?

Por economia, o quarto árbitro é local. Mas na mesma escala econômica, vem árbitro ou bandeira do outro lado do país. Cadê a coerência?

Coisas que ninguém explica. Se o árbitro erra numa rodada, é escalado para a seguinte. Mas se vai bem, acaba sendo preservado na próxima. Excesso de confiança num primeiro momento e desconfiança total em outro?

É hora de renovar CBF, CA, FPF… para o bem do nosso futebol e da nossa arbitragem!

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– O Dirigente Revolucionário de Passado Folclórico

Nunca me esquecerei do presidente do Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia, que um dia se envolveu em escândalo com o presidente do Corinthians, na época Alberto Dualib. Ambos negociaram resultados de jogos com o então presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Ivens Mendes.

Prática de antigamente, dirigentes corruptos “vendiam” o árbitro sem ele saber. Se desse o placar vendido, o dirigente se gabava de cumprir o prometido. Caso contrário, alegava dificuldades do “encomendado árbitro” fazer o placar na partida.

Ivens ofereceu resultados ao Corinthians (em gravações do Jornal Nacional no ano de 1997), e para evitar complicações, Dualib sugeriu “um, zero, zero” (se recusando a falar abertamente 100 mil por um resultado).

Petraglia foi flagrado em conversas de R$ 25.000,00 para que o árbitro Oscar Roberto de Godoi (que nada sabia) fizesse o placar a seu favor, contra o Vasco da Gama.

Na época, descobriu-se que o dinheiro iria para a campanha eleitoral de Ivens a deputado em Minas Gerais, e perdeu seu cargo na CBF. Tanto Petraglia como Dualib continuaram suas vidas no futebol. O Corinthians não foi punido e o Atlético perdeu 5 pontos no Brasileirão daquele ano.

Recentemente, Petraglia radicalizou e disputou o Campeonato Estadual com um time Sub23, enquanto o time profissional viajou para a Europa, no primeiro trimestre de 2013.

No último dia 08, o dirigente atleticano declarou que o clube cobrará direitos de transmissão das emissoras de rádio, alegando que se as TVs pagam, as rádios também devam pagar.

Mais: Petraglia prometeu, caso não receba o valor desejado, transmitir em própria Web Rádio e Web TV os jogos do time, mas não transmitindo gols sofridos nos compactos de melhores momentos.

E aí, o que você pensa sobre o desejo do presidente Petraglia? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem de Internacional x São Paulo

Gols e Pênaltis polêmicos na vitória do Tricolor Paulista. Vamos lá?

1- GOL DO SUPOSTO IMPEDIMENTO DO ALOÍSIO – Um fato inusitado, raro e mal resolvido: o 1o gol do São Paulo na partida. Comentava o jogo via Twitter e na hora cravei impedimento, ao assisti-lo pela modesta tela de 14”. Aliás, parecia incontestável que Aloísio estava a frente e que a bola fora lançada quando ainda tentava voltar. A TV Globo fez a animação da linha de impedimento mostrando a irregularidade. O comentarista Leonardo Gaciba garantiu. E eu, na hora, também.

No intervalo, mudei de TV (com imagem e tela bem melhores), e me surpreendi! A Globo repetiu o lance e pude reparar que o Tira-Teima fez errada a marcação da Linha de Impedimento! Algo incomum para o Padrão Globo, e que me fez rever minha posição: não houve impedimento e o gol foi legal.

Entenda: quando a bola é lançada por Rodrigo Caio, Aloísio está com o tronco bem a frente do tronco do penúltimo defensor. Mas não se avalia impedimento pelo referencial corpóreo, mas pelos membros jogáveis. Dessa forma, na imagem congelada, no instante em que a bola é lançada, Aloísio está com o pé bem avançado, e o zagueiro colorado com a cabeça esticada. E são esses os referenciais: o último membro jogável da defesa (cabeça do atleta do Internacional) está na mesma linha do primeiro membro jogável do seu adversário (pé do atleta do São Paulo)? E a resposta é… sim! Portanto, o gol do Aloísio que, num primeiro momento eu próprio avaliei como irregular, é legal. E reconsidero o que também postei em tuite sobre a posição do bandeira Luís Antonio Muniz Oliveira, outrora criticado por mim: ele estava corretamente situado no lance! Parabéns ao árbitro assistente (veja a imagem congelada ao final do texto).

2- SIMULAÇÃO DE ALOÍSIO – Aos 30 minutos, o jogador do São Paulo corre para tirar a bola do goleiro, que vai limpamente na jogada. Mas antes de Muriel tocá-la, o atacante se joga. E se atira numa atuação tão canastrã que fica fácil aplicar o cartão amarelo por simulação. Acertou o árbitro.

3- PRIMEIRO PÊNALTI SÃOPAULINO – O volante João Afonso comete a chamada infantilidade aos 42 minutos. Com as duas mãos, empurra o jogador Ademilson, na frente do árbitro, num lance bobo. Pênalti indiscutível. Mas não precisa aplicar cartão amarelo ao jogador do Internacional, foi uma falta simples.

4- SEGUNDO PÊNALTI SÃOPAULINO – Aos 52 minutos, após ser vencido na disputa de bola, Jorge Henrique pisa no pé de Ademilson dentro da área. O colorado reclama que foi fora (e, portanto, falta), mas Péricles Bassols acerta e marca dentro. Correto.

5- ATITUDE INCONVENIENTE DE GANSO – Até esse momento (64 minutos de jogo), o árbitro Péricles Bassols estava indo bem. Mas eis que Leandro Damião se machuca e ele para o jogo, reiniciando com Bola ao Chão. Na cobrança, estão Ganso e Otávio na disputa de bola. O colorado sai jogando (Ganso queria a devolução, pois quando se paralisou o lance a bola era de posse do São Paulo) e o atleta tricolor o empurra com as duas mãos fortemente, tentando-o atingir ainda por baixo. Falta claríssima e para cartão amarelo. O árbitro ficou só na conversa, os jogadores se amontoaram e ali ele começou a aparecer (negativamente).

6- PÊNALTI NÃO MARCADO PARA O INTERNACIONAL – Aos 78 minutos, Jorge Henrique sofre falta de Wellington em cima da linha. E como a linha faz parte da grande área, é pênalti. Mas Bassols se equivoca e marca falta (fora da área). Errou. Ninguém garante que na cobrança se converteria o tiro penal, mas… as chances da partida ser empatada faltando 12 minutos para o término eram grandes, não?

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

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Para marcar o impedimento, deve-se ver o momento em que a bola sai na imagem congelada. Mas a linha do Tira-Teima está errada! O referencial é a cabeça do zagueiro do Internacional (não o corpo). Se você a deslocar na referência correta, verá que ela está na mesma linha do pé direito do Aloísio. Portanto, o gol foi LEGAL. O curioso da imagem é: a linha está até mesmo atrás do joelho esquerdo do defensor! Falha grossa do editor do tira-teima…