– Paralisar ou não os jogos da Copa para Hidratação?

A FIFA está sendo criticada pelos treinadores por não permitir que os árbitros interrompam os jogos para a hidratação. Não se sabe se é uma recomendação formal da entidade ou se os árbitros estão fazendo vistas grossas aos calor.

Na partida Alemanha x Portugal, o treinador Paulo Bento solicitou ao árbitro sérvio a paralisação e nada houve. Nos jogos Espanha x Holanda e Itália x Inglaterra também os pedidos para a pausa foram ignorados.

Aqui no Brasil estamos acostumados a ter dois minutos para uma Parada para Hidratação (brinca-se a chamando de “Parada Hidráulica”) quando há alta temperatura. E onde estaria o problema no Mundial?

A verdade é que existe a preocupação para que esse momento não se torne uma Parada Técnica. Nos jogos do Campeonato Brasileiro e Paulista, é visível que os treinadores aproveitam esse instante para orientar suas equipes e passar novas instruções, o que não é permitido (a Recomendação da CBF e FPF é que nessa pausa os jogadores se aproximem do banco de reservas, bebam água e as Comissões Técnicas se mantenham isentas quanto às orientações).

Mas o que fazer?

Nada. O bom senso seria a permissão, mas há o seguinte fato: é permitido que os atletas se hidratem a qualquer momento da partida, sem sair do campo de jogo, recebendo copos de água na linha lateral e ali bebendo, sem paralisar a partida.

Em contrapartida, há o argumento de que o árbitro deve paralisar a partida em situações de condições climáticas adversas. Se quando cai uma forte chuva, ou há raios, ou nevasca forte, a partida é paralisada aguardando a melhora do clima, por quê não com o calor em excesso?

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– Os comentaristas de Arbitragem na Copa do Mundo e suas histórias

A Rede Globo sempre foi pioneira nas transmissões esportivas com inovações. Foi assim com a dupla Arnaldo César Coelho & José Roberto Wright como analistas de arbitragem.

Nesta Copa do Mundo, o time foi reforçado: Arnaldo permanece só em jogos com o Galvão Bueno; Leonardo Gaciba, Renato Marsiglia, Paulo César de Oliveira e Márcio Rezende de Freitas (este, direto da afiliada Globo Minas) reforçam a equipe de comentaristas.

Arnaldo tem o curriculum ter apitado uma final de Copa; Gaciba quase foi a uma, se não fosse a dificuldade psicológica do difícil teste físico; Marsiglia esteve em um Mundial; PC não foi embora pudesse ter ido; e Márcio Rezende foi em duas!

E sobre esse último, fico imaginando como reagem os torcedores colorados e santistas ao ouvirem seus comentários!

Márcio apitava com elegância! Cabeça erguida, sabia se impor. Porém, ficou marcado pelo fatídico Campeonato Brasileiro de 95 na final entre Santos x Botafogo (chamando estranhamente para si até mesmo a marcação de impedimento importante, cuja obrigação era do bandeira) e de 2005, no Corinthians x Internacional (ambos no Pacaembu), onde não marcou decisivo pênalti em Tinga. Acrescente na conta Cruz Azul x Boca Jrs, decisão da Libertadores da América que o fez evitar vôos para o México…

Mas é sobre o jogo de 2005 que quero falar: por culpa daquele erro, muito se falou de armação pró-Timão. E alguém já ouviu a versão do Márcio sobre aquela partida?

Eu ouvi, da boca dele (junto com 34 árbitros e 40 bandeiras) em um congresso de arbitragem em 2006. Veja que curioso, ele disse mais ou menos com essas palavras:

Eu estava encerrando minha carreira, e aquela semana era importante para mim. Queria dar o meu melhor para fechar com chave de ouro minha história na arbitragem. Eu estava escalado para as Eliminatórias da Copa em Quito, o jogo era Equador x Uruguai e foi lá que recebi a notícia que estava escalado para Corinthians x Internacional. Sabia da importância do jogo, mas deveria me concentrar naquela partida decisiva para a Copa do Mundo, já que as duas Seleções jogavam sua vida naquele jogo. Mas deu tudo errado! Antes de entrar em campo, na entrada, olhei para trás e jogadores uruguaios e equatorianos estavam quebrando o pau junto à bandeira do Fair Play no meio das crianças. O Uruguai perdeu e dei azar de voltar no mesmo avião da torcida uruguaia que estava indo para Montevideo com escala no Brasil. No domingo, no Pacaembu, era meu último jogo, a chance de arrebentar e fazer uma grande arbitragem. No lance em que o Tinga caiu, achei que era simulação. Quando me aproximei dele, ele levantou e disse: ‘não dá amarelo não, professor, não dá amarelo’. Aí tive certeza que ele se jogou. E quando acabei a partida, vi muitos jornalistas se aproximando de mim. Eu estava feliz, achei que era para falar da minha despedida dos gramados e dar parabéns pela ótima atuação e me surpreendi com as perguntas sobre o lance do pênalti. E quando eu vi pela TV… queria morrer de tanta raiva. Foi pênalti e eu errei no último lance difícil da partida derradeira da minha carreira”.

Importante registrar: ele “manda muito bem” em seus comentários na TV, analisa com perfeição e observa detalhes relevantes do jogo.

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– Marcelo e o Unfair Play que contagiou!

Depois da simulação de Fred e a falha do árbitro Nishimura, os jogadores deveriam evitar atitudes antidesportivas como aquela, já que se tornaram visadas (em que pese as infelizes declarações de Fred e Scolari reafirmando a penalidade – e que não existiu).

Pior do que elas foi Massimo Bussaca, o homem forte da arbitragem da FIFA, tentando convencer que o lance foi faltoso e que havia a orientação da Comissão de Árbitros para que, em situações como aquela, marcar a infração. Posteriormente, Joseph Blatter declarou que o árbitro daquela ocasião foi absoluto correto.

Pois bem, seguindo esta lógica, nesta 3a feira o árbitro turco Cuneit Çakir que apitou Brasil x México deveria ser punido, correto?

Claro, afinal, no segundo tempo da partida, o zagueiro mexicano coloca a mão no ombro do lateral esquerdo Marcelo igualmente como o croata fez com Fred, dentro da área. O brasileiro cai e pede pênalti.

E aí, Mr Bussaca? Como foi dito que houvera sido dada a orientação para que em jogadas assim se marcasse tiro penal, e considerando que o japonês acertou e foi prestigiado (ao menos, no discurso), portanto, o turco errou. Lances idênticos e decisões diferentes dos árbitros.

Brincadeiras a parte, é claro que o árbitro acertou hoje ao não marcar o pênalti. O único erro dele foi não dar o cartão amarelo ao Marcelo.

E você, gostou do jogo? Deixe seu comentário:

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– O Gol da Tecnologia representa o quê na Evolução da Arbitragem de Futebol?

Na partida entre França 3 x 0 Honduras, o segundo gol foi histórico, mas não pela discussão se o tento foi do atacante franco-argelino Benzema ou contra do goleiro hondurenho Valladares. Foi marcante por ser gol confirmado pelo chip da bola.

Sou a favor da tecnologia no futebol, ajudando a legitimar placares e tirando dúvidas de lances, diminuindo resultados alterados por injustos erros. Mas…

Já repararam que há uma louvação excessiva para essa tecnologia?

Vamos discutir: todo o sistema custa € 250 mil para a instalação, é composto de 7 micro-câmeras estrategicamente colocadas nos postes e travessão. Cruzando as informações com o sensor, envia a mensagem GOAL (gol) ao relógio do árbitro quando a bola atravessa por inteiro a linha da meta. Ela foi arduamente testada em diversas competições, e após sua validação pela FIFA, foi usada oficialmente na Copa das Confederações 2013, Mundial Interclubes 2013 e agora na Copa do Mundo 2014.

Assim, avalie: tamanho gasto e com tal quantidade jogos, somente no jogo de Porto Alegre essa tecnologia foi necessária! Em todos os outros jogos disputados nesse tempo ela não teve relevância alguma.

Para mim, o simbolismo da validação do gol de ontem é apenas um pequeníssimo passo da FIFA. Há muito que ser trabalhado, pois pense: onde estavam as tecnologias disponíveis para corrigir o grave erro de Yiuchi Nishimura na marcação de pênalti na partida Brasil x Croácia, ou para corrigir a anulação por impedimento dos 2 gols mexicanos contra Camarões, ou ainda para dirimir as dúvidas se Diego Costa realmente sofreu ou cavou o tiro penal no jogo Espanha x Holanda?

Será que o custo-benefício para se confirmar o 2o gol francês de uma vitória fácil não é muito alto e menos irrelevante do que o valor a ser gasto no desenvolvimento de tecnologias mais eficazes para correção de erros e auxílio à arbitragem muito mais importantes do que esse?

Está na hora de, a partir do exemplo do histórico 15 de junho, rediscutir a má vontade e preconceito que se tem com as imagens de TV para ajudar o árbitro. E se os treinadores croatas e mexicanos pedissem aos 4o árbitros de suas partidas para reverem as decisões dos juízes de seus jogos? Uma TV à mesa (que custa muito menos que € 250 mil) poderia resolver a situação e trazer menos prejuízo ao resultado do jogo. E os árbitros assistentes adicionais, os AAA que ficam atrás do gol? Não seriam importantes ao Mundial, evitando os “agarra-agarras” na área? Na partida Uruguai x Costa Rica eles seriam importantíssimos, em especial nos lances em que Diego Lugano foi agarrado e/ou agarrou.

Por fim, uma curiosidade: o árbitro não é obrigado a aceitar a decisão do chip. Se Sandro Meira Ricci (o brasileiro que apitou França x Honduras) não quisesse aceitar o sinal do relógio, poderia mandar o jogo seguir, já que a orientação da FIFA é que o “árbitro deve estar convencido da confiabilidade do seu equipamento”.

Aliás, falando de Sandro, ótimo trabalho dele com os assistentes Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen. Mostrou toda a sua competência (e contou com a sorte ao participar do momento marcante da estréia da interferência do meio eletrônico). O lance crucial da arbitragem não foi o gol polêmico confirmado com acerto, mas sim a correta marcação do pênalti que abriu o placar. Tranco faltoso (ombro nas costas) do zagueiro hondurenho no atacante francês, e aplicação correta do segundo cartão amarelo (resultando na expulsão).

Sobre isso, Luís Suárez, treinador de Honduras, disse:

Wilson fez uma falta e já tinha amarelo. Não havia o que fazer, o juiz foi correto”.

É bom ouvir declarações de bom perdedor e não lamúrias e choros demagógicos. Pior: ouvir falas forçadas (e duras de engolir até agora) como a de Scolari, justificando que viu 10 vezes o lance de Fred e que marcaria pênalti…

Em tempo: a FIFA não quer que se repita lances duvidosos nos telões dos estádios. Entretanto, até os replays na transmissão pela TV aberta eles estão sendo evitados. Mas que exagero, Mr Blatter!

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– Qual a Tecnologia Secreta da FIFA para a Arbitragem?

Há exatamente um ano, a FIFA disse que estaria usando uma tecnologia secreta nas partidas da Copa das Confederações.

A competição ocorreu, o tempo passou… e não se falou mais nisso!

O que seria? Teria dado errado?

Na época, falamos sobre isso no Bom Dia Jundiaí / Diário de São Paulo. Veja:

A Copa das Confederações 2013 começará neste sábado com algumas novidades. A tecnologia para detectar se uma bola ultrapassou a linha do gol, pela primeira vez, será usada em caráter oficial(em todas as outras competições, incluindo o Mundial de Clubes de 2012 vencido pelo Corinthians, ela foi usada em caráter experimental). Pena que a FIFA só use o recurso tecnológico nessa situação, pois, penso que já está na hora de outros momentos terem a possibilidade de revisão na tomada de decisão do árbitro.

Porém, na última 5a feira, em entrevista coletiva (em espanhol) sobre a Copa das Confederações, o presidente da FIFA Joseph Blatter declarou duas coisas importantes: a primeira é que na competição a FIFA não utilizará os árbitros assistentes adicionais (AAA); a segunda é que o 4o árbitro, além de suas funções habituais, usará uma tecnologia até agora não discutida e que será testada em sigilo.

O que seria essa tecnologia secreta?

Algum palpite?

Difícil dizer algo, já que ela estará a cargo de um árbitro que está fora do campo de jogo, embora faça parte da partida (o 4o árbitro). Seria o auxílio de imagens? Se sim, como disfarçá-lo, se é considerá-lo sigiloso?

Espero que, ao final da Copa das Confederações, o recurso tecnológico seja revelado e que os resultados dos testes sejam divulgados.

E você, o que acrescentaria para ajudar o árbitro, e, por tabela, o futebol?

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– Brasil 3 x 1 Croácia: Arbitragem que decidiu!

Yiuchi Nishimura foi elogiado por mim na Copa do Mundo de 2010. Apitou muito bem!

Depois disso, apitou a final do Mundial Interclubes entre Internazionale x Mazembe, também com boa atuação.

Na Copa das Confederações de 2013 foi mal, em especial no Espanha x Uruguai.

Porém, foi eleito mesmo assim melhor árbitro asiático.

Recentemente, Nishimura se tornou árbitro com dedicação plena e profissional na arbitragem, privilégio de poucos. É um dos poucos árbitros do último Mundial a estar presente no Brasil.

Porém, COMETEU UM ERRO DECISIVO NA PARTIDA ENTRE BRASIL X CROÁCIA: Fred se apoia no zagueiro e desaba, tentando e conseguindo cavar o pênalti que não deveria ser marcado mas foi.

Alguns poderão falar do braço do croata empurrando/ segurando Fred. Esqueça, ele não foi forte suficientemente para cometer a infração e sua queda foi em movimento antinatural.

Por ser um jogo difícil e no momento do lance a partida estar parelha, é lógico que o juizão foi o responsável pela vitória. E isso traz uma pressão muito grande aos outros árbitros que apitarão jogos do Brasil: os adversários usarão o erro de hoje como argumento para teorias da conspiração de que há uma boa vontade para o Escrete Canarinho (joga em casa, problemas políticos do país, manifestações populares…).

E aí, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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– Os Homens do Apito das Primeiras Copas

O japonês Nishimura foi o árbitro escolhido para a abertura da Copa de 2014. E quem apitará a final?

Calma, é cedo para projeções, mas veja uma curiosidade: o 1o árbitro a apitar uma final de Copa do Mundo (1930) foi o belga John Langenus, no tempo em que o árbitro escolhia seu uniforme. E Langenus escolheu um elegante paletó com gravata, mas sem calça e sim com shorts e meiões. Independente da vestimenta, teve boa atuação e trabalhou nos Mundiais de 34 e 38.

Porém, neste mesma Copa do Mundo tivemos o primeiro árbitro brasileiro: o paraense Gilberto de Almeida Rego, protagonista da primeira invasão de torcida em jogos de Copa: aos 39 minutos do segundo tempo, encerrou inexplicavelmente a partida Argentina 1 x 0 França. Os torcedores invadiram o gramado e obrigaram (após longa demora) a reiniciar o jogo.

Enfim, em 1954 Mário Vianna apitou Suiça 2 x 1 Itália, anulando um gol considerado legítimo pela Azzurra. Contestado, apenas justificou: a FIFA é uma “camarilha de ladrões”.

Mas eram outros tempos do futebol… a tecnologia e as roupas são diferentes e a fiscalização por uma arbitragem mais padronizada e honesta são constantes.

Ou isso não acontece a contento como deveria?

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– Políticos de Todos os Partidos e Estádios Desejados na Copa

Assistindo ao Programa Roda Viva (TV Cultura) da última 2a feira, me surpreendi com o depoimento do jornalista Juca Kfouri sobre José Serra, então governador de SP quando da escolha da cidade como sede para abrir o Mundial.

Questionado sobre o porquê do político não peitar as exigências da FIFA ao nosso estado e “dar um chute nos fundilhos de Valcke e Blatter”, justificou que se perdesse a abertura da Copa do Mundo “a Folha e o Estadão cairiam matando”.

Pois é: Aécio, que é oposição, gastou horrores no Mineirão. Eduardo Campos na Arena Pernambuco, idem. E até Marina Silva, pasmem, queria um estádio ecologicamente correto no Acre para que Rio Branco fosse cidade-sede.

Claro, os exemplos piores foram o Itaquerão e o Mané Garrincha, capitaneados por Lula/Kassab e Agnelo Queiroz.

Cá entre nós: para que tanto estádio? Se fará o quê com alguns elefantes brancos depois?

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– Yuichi Nishimura apitará Brasil x Croácia. O que esperar?

O japonês Yiuchi Nishimura (42 anos, há 10 como FIFA, árbitro que se dedica exclusivamente à arbitragem profissional e que declarou recentemente que seu hobby é correr), terá o privilégio de apitar a abertura da Copa do Mundo no Itaquerão.

No Mundial de 2010, apitou muito bem 4 jogos: Uruguai 0 x 0 França, Espanha 2 x 0 Honduras, Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia e Brasil 1 x 2 Holanda.

Nishimura não costuma poupar cartões amarelos, nem vacila nos vermelhos (Felipe Melo que o diga ao ser expulso por ele devido a uma dura entrada na Copa da África do Sul). Bem fisicamente, sempre está próximo dos lances (as vezes, próximo até demais). Naquela ocasião, particularmente achei Nishimura o melhor árbitro do torneio (embora a finalíssima tenha sido apitada pelo inglês Howard Webb.

Porém, na Copa das Confederações 2013, Nishimura apitou Espanha x Uruguai e não gostei dele naquela oportunidade, errando lances fáceis tecnicamente e se posicionando mal. Entretanto, neste mesmo ano ganhou o prêmio de melhor árbitro asiático. Quero crer que a atuação foi uma exceção à sua boa regularidade.

Boa sorte ao japônes! Ele terá como assistentes, na próxima 5a feira, os seus compatriotas Sagara e Nagi.

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– O que veremos da Arbitragem na Copa do Mundo?

A Copa do Mundo bate às portas. As equipes de futebol estão se preparando e a da arbitragem também (trabalhando no Centro de Futebol do Zico, no RJ).

O que esperar no Mundial dos juízes de futebol?

Sobre orientações da FIFA, a atenção deverá ser para:

  • Simulações: os árbitros coibirão tentativas de engodo. Se jogar na área e cavar faltas será punido com o rigor do cartão amarelo.
  • Recuperação de tempo perdido: nada de 1 minuto no 1o tempo e 3 no segundo! A ordem é: acrescentem de verdade o tempo perdido com atendimento a atletas lesionados e retiradas de dentro do campo de jogo. Não nos assustemos com 4, 5 e 6 minutos de acréscimos.
  • Observação de mensagens debaixo da camisa: recados com conotação religiosa e política estão proibidos. Em tese, se aparecer “Jesus é meu Senhor”, “Alá seja louvado” ou “Democracia na Síria” embaixo do uniforme (por descuido ou por intenção), o atleta será punido.

Mas há novidades e atenção especial também quanto a Regra:

  • o uso da tecnologia para determinar se a bola entrou totalmente em um gol, através do relógio e dos sensores específicos (testados no Mundial de Clubes).
  • – sempre esperar ao máximo para decidir se um jogador em impedimento passivo realmente se tornou ativo, verificando se a conclusão da jogada se dá por alguém em posição legal e se o supostamente impedido atrapalhou o lance. Portanto, não vale zagueiro parar na jogada pedindo impedimento pois poderá se dar mal.
  • – lembrar que a bola que sobra de um rebote para um jogador que estava a frente da linha da bola mas não estava na jogada, não é mais impedimento. Aqui, em especial, já vem do ano passado e não vimos situações assim: se um jogador chuta para o gol, a bola bate em um zagueiro e cai nos pés de um atacante sozinho na ponta esquerda que despretensiosamente a recebe, o lance deverá seguir como válido (a FIFA entende que essa bola não foi lançada deliberadamente para um jogador em impedimento). É diferente do atacante que está na pequena área, impedido, esperando um rebote.
  • – permitir o uso de “vestimentas da cabeça”: está liberado o uso de véus para as mulheres e turbantes para os homens. Na prática, se algum jogador de país árabe fizer questão de usar algo na sua cabeça (mesmo com o calor do Brasil), não estará irregular! E como a Regra trata disso como “roupa não proibida”, pergunto: e se um atleta de linha fizer questão de usar boné para se proteger do sol? Goleiro já costuma fazer, mas e zagueiro ou centroavante? Proibir-se-á ou não?

Penso que não. Se turbante é chamado de veste de cabeça, por quê boné não pode ser encarado assim também?

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– E os Estrangeiros estão chegando para a Copa do Mundo! Já garantiu o seu ingresso?

Que legal ver as Seleções treinando no Brasil, em fotos com cenários paradisíacos. Muitos já chegaram, mas há curiosidades na preparação: A Inglaterra tenta se aclimatar treinando com muitos agasalhos vestidos sobre outros tantos! Pura desidratação (em minha modesta opinião). E parece que não deu certo: o English Team empatou com o Equador no amistoso da 4a feira.

E a Itália? Treinou dentro de uma… sauna (para simular a umidade da Amazônia)! É mole? Também não deve ter dado certo, pois empatou com a fraquíssima Seleção de Luxemburgo.

Pior é o México: chegará ao Brasil já com as passagens de volta compradas com data do… dia seguinte à 1a fase.

Que pessimismo!

Aproveitando: a FIFA divulgou ingressos remanescentes para a Copa do Mundo: Honduras e Suíça (em Manaus) e Bósnia e Irã (em Salvador), entre outros jogos fracos, tem bilhetes sobrando (a R$ 350,00).

Viva a Copa! Viva mesmo?

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– Entendendo o Gol Anulado do Palmeiras contra o Grêmio

Erro ou acerto no gol anulado de Diogo na partida realizada em Caxias do Sul neste domingo?

Há 20 anos, gol corretamente anulado.

Há 10 anos, gol discutível.

Hoje, gol erroneamente anulado.

E por quê?

Vamos discutir entendendo o lance: a bola vem cruzada para a área, originada de uma falta cobrada pela esquerda. Há dois jogadores à frente da linha da bola e da zaga gremista: Marcelo Oliveira (26) e Wellington Pirulito (34). Mas Diogo (camisa 17) vem de trás e faz o gol. Marcelo e Wellington vão em direção da bola, tentando cabeceá-la no cruzamento. E aí?

Entenda: basicamente, você deve avaliar 3 condições para considerar o impedimento passivo (que não é infração) do ativo (quando se paralisa o lance):

A) Interferir na jogada (tocando-a);

B) Interferir contra um adversário (atrapalhando-o);

C) Tirar proveito de uma posição de vantagem (estar sozinho, na banheira, pegando um rebote premeditamente).

As condições A e C estão descartadas (antigamente, só pelo fato de estar à frente era condição de se parar o jogo). Portanto, avaliaremos a condição B. E aqui mora a confusão!

1- Há 20 anos, se jogadores como Marcelo e Wellington tentassem a bola, por estarem tendo alguma marcação dos zagueiros e o goleiro crer que eles poderiam fazer o gol, a jogada deveria ser paralisada imediatamente, independente do que acontecesse com a bola. Portanto, o gol deveria ser anulado, mesmo se fosse marcado por alguém em posição legal.

2- Há 10 anos aproximadamente, existiu uma orientação da FIFA para que os lances primeiro se consumassem para depois avaliar se houve interferência real dos atletas que estavam a frente, ou seja, se eles atrapalharam o goleiro de fato (encobrindo a visão) ou se levaram a marcação com eles, confundindo a zaga para que deixasse alguém em condição legal dominá-la. Portanto, o gol de ontem seria interpretativo ao extremo.

3- Hoje, se aguarda a conclusão da jogada para avaliar se houve INTERFERÊNCIA RELEVANTE E DIRETA daqueles que estavam em impedimento passivo (o que mudaria se Marcelo e Wellington desaparecessem no momento em que a bola passasse por eles? Mudaria algo? O goleiro Marcelo Grohe teria mais chances de defesa?). Portanto, o gol de Diogo seria legal, sem contestação.

É a evolução da Regra do Jogo e as mudanças de orientação. O que me preocupa é: Árbitros, Jogadores e Comissões Técnicas treinam e estão ciente em relação a elas?

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– Vitórias com Erros de Outrém

Perceberam que os clubes estão ganhando pontos graças a erros dos outros? As virtudes dos clubes estão sendo menos decisivas do que as fraquezas dos adversários.

Se não bastassem os erros de arbitragem (que costumam se contrabalancear / dissolver em 38 rodadas), temos as falhas grotescas das zagas e gols “quase feitos” pelos centroavantes.

Agora, temos também “frangos” sequenciais dos goleiros, seja de Fábio do Cruzeiro (determinando vitória para o Corinthians) ou Giovani do Atlético Mineiro (na vitória do São Paulo).

Aliás, sobre a vitória do Tricolor Paulista, Ganso parece estar jogando com bola de cristal. Afirmou que disse a Pabón na cobrança de falta que resultou no gol:

É só chutar no gol que esse goleiro resolve”.

Será que disse mesmo? Ao menos, nas entrevistas pós-jogo, disse ter dado o caminho das pedras…

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– Ronaldo, o Político Fenômeno?

Fidelidade às paixões não é o forte do Ronaldo Nazário.

Jogou no Barcelona depois debandou para o Real Madrid.

Aí foi para o Internazionale e depois para o Milan.

Defendeu Lula quando ele estava no Governo. Foi para o Comitê Local da Organização da Copa do Mundo e disse que “não se fazia Copa com hospital mas com estádio”, defendendo as caríssimas Arenas e afirmando que uma coisa não tinha nada a ver com a outra. Ele era “Copa do Mundo FC”!

Agora, com medo de vexame brasileiro na organização do Mundial, declarou que: “Minha indignação é a mesma do povo“, se referindo ao custo da Copa.

Mudou de time de novo?

Ontem, no Teatro Folha, falou em prol da defesa dos protestos, dizendo que a “polícia deve baixar o cacete contra vândalos.

Nesta fase bipolar de filosofia populista / elitista, como classificar o Fenômeno?

Impressionante foi apoiar Aécio Neves nas Eleições após a queda da popularidade da presidente Dilma. Convicção política ou casuísmo?

E sobre isso, disse:

“Não tenho relação com a Dilma, talvez porque ela não beba uma cachaça como o Lula bebia comigo”.

Tá explicado. O voto depende do teor alcoólico?

Parece-me que, se dentro do campo Ronaldinho Fenômeno buscava ser Pelé, fora dele o empresário Nazário superou e muito Edson Arantes (no campo dos negócios, claro).

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– Atlético Paranaense 2 x 2 São Paulo: e a mão na bola / bola na mão do Luís Fabiano?

E o gol de Luís Fabiano, após a bola bater no cotovelo do atacante são-paulino na partida entre Atlético Paranaense x São Paulo em Uberlândia?

Polêmica de “mão na bola” ou “bola na mão”. E a discussão é para quem entende só um pouco de regra, ou, contraditoriamente, para quem entende demais das leis do jogo.

Importante: antebraço, cotovelo ou mão não podem ser usados deliberadamente para dominar ou tocar uma bola. Então, avalie: Luís Fabiano intencionalmente tenta com seu braço se beneficiar da jogada?

1) Para o leitor que não sabe das artimanhas e detalhes da regra, poderá dizer: “ele se aproveitou da mão pois a jogada virou um gol”. E a resposta é: “caro boleiro, você está enganado, pois só se marca mão quando há intenção de tocá-la; não vale avaliar a imprudência, pois é a única infração que a Regra não permite tal avaliação”.

2) Para quem é estudioso da regra, poderá dizer: “mas e a nova orientação da FIFA sobre ‘subjetiva intenção’ em tirar proveito do uso indevido das mãos”? Aí a resposta é mais complexa. Vamos discutir o lance e a regra?

Só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (Infrações e Indisciplinas) diz que:

“Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.”

A novidade desde o ano passado é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência), ou seja, um desejo de que a bola possa bater em seus braços, pulando espalhafatosamente.

Trocando em miúdos: o atleta sabe que pular daquele jeito poderia sim bater em seu braço, e ele não se cuida para evitar o contato, pois, no fundo, quer tirar proveito.

Agora faça sua avaliação: Luís Fabiano disfarçadamente quis tocar na bola ou não?

Eu não marcaria a falta e consideraria gol legal. Mas respeito quem respiraria fundo e pensaria na hipótese de “intenção subjetiva” – embora particularmente eu não goste dessa orientação.

E você?

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– Breves Pitacos da Arbitragem no Futebol do Sábado/Domingo

Vi pouca coisa do futebol neste final de semana, mas 5 situações pontuais:

1) Que coisa o Durval no jogo do Sport contra o Corinthians! Um jogador experiente como ele empurrando infantilmente o adversário dentro da área (e levando Cartão Vermelho)? Pênalti bem marcado. Não me venha dizer que trocou a chance de um gol por uma expulsão, pois com tal ato não impediu o tento e fez sua equipe jogar com 1 a menos.

2) A estratégia de se jogar por baixo da barreira! Certa vez, Ronaldinho Gaúcho, jogando pelo Barcelona, foi cobrar a falta e, por condicionamento/ato reflexo, a barreira pulou. R10 chutou ela por baixo… Vez ou outra, jogadores usam dessa estratégia. Mas na mesma partida citada em Recife, o Sport fez a barreira, ela pulou e um jogador se joga por debaixo dela, fazendo uma “muretinha de proteção com seu corpo na horizontal”. É jogada ensaiada, mas engraçada e desnecessária… Perde-se um jogador que disputaria a bola para um lance raro.

3) Nota 10 para o árbitro Jailson Macedo na expulsão do santista Geuvânio pelo carrinho por trás em João Paulo do rubro-negro carioca. Lembrando que quando Leandro Vuaden expulsou Léo Moura na partida Corinthians x Flamengo dias atrás, houve a crítica injusta por parte dos flamenguistas de que “o carrinho era leve, não pegou porquê na hora do toque o jogador pulou” (conhecimento errado da regra). Neste domingo, em lance parecido (mas que pegou), os flamenguistas aplaudiram.

4) O árbitro Bjorn Kupper foi criticado por dar 5 minutos de acréscimos na final da Champions League. A justificativa é de que se perdeu muito tempo com atendimento a atletas lesionados. E isso é correto. Aliás, esqueça-se dos padronizados “3 a mais”: para a Copa do Mundo, a FIFA quer que o tempo perdido seja acrescido pra valer.

5) Alex Escobar e Paulo César de Oliveira sendo destaques no Twitter por reclamações de telespectadores pela suposta “falta de emoção” na transmissão e redundância em comentários na TV Globo. Calma lá, é gente nova e competente buscando seu espaço.

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– Nenhum Paulista Apitando no Brasileirão

Sinal dos tempos: nenhum árbitro da FPF irá apitar na próxima rodada do Campeonato Brasileiro da Série A.

Por quê?

Apenas deficiência técnica; Escalas injustas; ou Política de “Integração Nacional” da CBF?

Ou nada disso?

Coisa triste… São Paulo era o exemplo da arbitragem nacional!

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– E Paulo César de Oliveira oficialmente encerrou a carreira!

Já havíamos escrito diversas vezes sobre as baixas dos árbitros FIFA do Estado de São Paulo: Sálvio Spínola, Wilson Seneme e de Paulo César (este último, a confirmar). E o bom árbitro PC deu baixa em seu prontuário na FPF nesta 5a feira e aposentou o apito.

Desde 1996, Paulo foi destaque na arbitragem. Me recordo quando saiu de camburão do Parque Antártica em um jogo do Palmeiras após cumprir a regra e não deixar Djalminha e seus companheiros crescerem para cima dele, um iniciante ainda bem jovem e mirrado. Naquele tempo, a FPF dava respaldo ao árbitro e, ao invés de veto ou geladeira, foi aplaudido pela casa.

PC teve 3 oportunidades para ir a uma Copa do Mundo. Em duas poderia realmente ter ido pelo seu desempenho; em outra a concorrência estava difícil, pois Carlos Eugênio Simon estava em elevadíssima fase.

Me parece que nos últimos tempos ele estava desmotivado. De que adiantava ótimos testes físicos, boas atuações ou comportamento irrepreensível fora de campo? Os jogos importantes estavam se rareando, perdendo espaço para novatos que não se firmavam e que subiam sabe-lá-como.

O trabalho da atual CEAF-SP é fraquíssimo. Prova disso é que, mesmo com a dupla Marin & Marco Polo no poder, não temos mais nenhum árbitro paulista no quadro da FIFA. Isso é incrível!!! Um dia a FPF foi referência no número e na qualidade de juízes de futebol…

Arrisco-me a dizer que o grande pecado de Paulo César de Oliveira nestes últimos anos foi não se meter na política do apito. E digo isso com pesar: ser neutro politicamente e desejar a meritocracia passou a ser defeito!

O folclórico “Zé Boca de Bagre”, amigo do Professor Reinaldo Basile, advogado renomado e jornalista ícone aqui de Jundiaí, diria que “se PC tivesse participado daquelas reuniões marcadas pelas cervejadas de um poderoso dirigente sindical, tudo teria sido diferente”.

Será?

Como não creio na existência desse viés e acredito no árduo trabalho desses dirigentes do apito (com incompetência, mas intenso), quero crer que faltou simplesmente a oportunidade.

Boa sorte na nova vida como comentarista de arbitragem da Rede Globo, PC. Torço por você!

(ops: abaixo, o Copo de Budweiser na mão, recolhido num Flamengo X Coritiba em Brasília, é sim uma imagem mais emblemática do que parece. Coincidente mensagem subliminar?)

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– Treinador Argel foi suspenso mas estava na arquibancada. Pode?

A Portuguesa perdeu do América no Canindé no último sábado e o treinador Argel pediu demissão. Porém, ele estava cumprindo suspensão imposta pelo STJD mas dirigiu o time da arquibancada. Pode?

Na Europa, não. Aqui, há dúvidas.

No Brasil, quando treinador era suspenso, ía a um camarote e acabava, indiretamente, dirigindo o time por rádio ou qualquer outro meio de comunicação. Não podia estar no banco como técnico, mas sua vontade e opinião chegavam ao seu substituto. Porém, a FIFA proibiu a comunicação da comissão técnica com auxiliares ou pessoas de fora a partir do momento que vetou rádios, celulares, e afins.

Na Europa, tivemos um caso interessante em 2011. O francês Arsene Wenger, técnico do inglês Arsenal, foi expulso por mau comportamento na partida entre Arsenal X Barcelona nas Oitavas de Final da Champions League daquele ano (gesticulou contra as marcações do árbitro Massimo Bussaca, acirrando os ânimos dos seus atletas contra o juizão). Julgado, recebeu 2 jogos de suspensão.

No cumprimento da primeira partida de suspensão contra a Udinese, Wenger estava na arquibancada e foi flagrado conversando num telefone celular no mesmo momento em que seu substituto no banco também conversava em outro aparelho. A Comissão Disciplinar da UEFA entendeu que Wenger cometeu duas infrações por esse ato:

1)por estar suspenso, não poderia conversar por rádio, celular, bilhete, recado ou qualquer outra forma com o banco.

2)mesmo se estivesse calado na arquibancada, não poderia estar ali, já que a suspensão implica em estar proibido em estar dentro do estádio.

A defesa do treinador alegou que a punição foi confusa: Wenger imaginava que poderia pagar um ingresso e assistir ao jogo no meio da multidão, anonimamente, e não sabia que comunicadores estavam proibidos. Alegou ainda que conversava ao telefone com sua esposa que estava em casa, não com o treinador substituto.

Mesmo assim, a pena para Arsene Wenger foi aumentada em mais 2 partidas; ou seja, dobrou-se  a punição.

E agora, Argel? Desempregado e punido?

Você entende que o técnico não pode entrar no estádio quando está suspenso do banco, ou não? Deixe seu comentário:

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– Santos e a Doce Ilusão?

O Santos FC ganhou de 4 x 2 do Princesa de Solimões/AM e avançou na Copa do Brasil. Duas interpretações:

O otimista dirá: goleada, tocou bem a bola e Gabigol mostrou que está rendendo bem mais do que Leandro Damião.

O pessimista dirá: no 1o gol o gordo goleiro estava fora da área e se contundiu ao tentar correr; no 2o Cicinho teve tempo para dominar na frente de 3 adversários, o 3o foi gol contra de canela de Clayton He-Man (é mole?) e no 4o o goleiro reserva demorou para pular na bola.

E você, como viu a vitória do Peixe?

Em tempo: Luís Alvaro renunciou como presidente e desandou a criticar quem contratou Leandro Damião: “com a grana dele eu traria Robinho e Diego”.

Por quê não trouxe então?

Sobre a arbitragem: o árbitro potiguar Pablo Ramon não foi exigido. Mas repararam que ele já apitou Santos, Palmeiras e São Paulo? De ilustre desconhecido a árbitro de grandes times?

A coisa é rápida na CBF…

Deixe seu comentário:

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– O Novo-Velho Chefe da Arbitragem do Brasil

Pois é… Marco Polo Del Nero nem sentou na cadeira como capitão-mor da CBF e já começou a tomar as suas decisões (mesmo que seja o presidente de fato somente a partir de 2015).

Na última 3a feira, resolveu mudar os Dirigentes da Estrutura da Arbitragem Brasileira. Sérgio Correa da Silva será o novo presidente da Comissão de Árbitros, no lugar de Antonio Pereira da Silva. E Antonio Pereira da Silva será o novo presidente da Escola Nacional de Árbitros, no lugar de Sérgio Correa da Silva.

Agora vai funcionar? Realocar os dois numa inversão de cadeiras é a solução para os males da arbitragem?

Mas há pouco tempo, cedendo a pressão dos times cariocas (como bom político que é), José Maria Marin não havia retirado Sérgio Correa (que já era o presidente da Comissão) e o colocado como Diretor de Árbitros na ENAF? O escolhido presidente é o Novo-Velho cartola, que, como um grande jogo de xadrez, foi movido para mudar tudo. Mas já não esteve por lá?

A novidade: a ex-bandeira Ana Paula da Silva Oliveira será secretaria da Escola Nacional.

O irônico é: quando houve a pendenga entre Botafogo x Figueirense, onde o então presidente do Fogão, Carlos Augusto Montenegro, desferiu ofensas das mais baixas possíveis contra a moça e conseguiu seu afastamento, Sérgio Correa não deu guarida a ela. Agora trabalharão próximos!

Verdade seja dita: após as fotos sensuais à Playboy, a CBF abandonou a moça. Porém, a FPF deu todo o suporte para a sua volta, incentivando escalas mesmo com as sequenciais reprovações nos testes físicos. Na oportunidade, publicamente, Marco Polo disse que “era interessante ter Ana nas escalas pois era uma atração ao Campeonato Paulista”.

Sem dúvida Ana Paula foi competente como árbitra. Mas e como cartola?

E nas voltas que a vida dá, lembro-me que um dia Marco Polo trouxe Sérgio Correa à Comissão de Árbitros de SP. Quando ele foi para a Comissão da CBF, rompimento entre eles (aliás, lembram em que gelada Marco Polo colocou Sérgio Correa no caso “Madonna”, tendo que escalar um novo árbitro na final?). Depois da saída de Ricardo Teixeira e a volta das boas relações CBF-FPF, tudo ficou em paz…

Aliás: o discurso de saída do Sérgio Correa era para tratar da sua doença. Sarou?

Em tempo: com a divulgação das escalas da 5a rodada do Brasileirão, apenas 3 árbitros de São Paulo foram escalados para os 50 jogos: Raphael Claus (4 partidas), Luiz Flávio (1) e Marcelo Aparecido Ribeiro (1). E tal cenário não mudará, pois quem começou com esse critério de “integração nacional” foi o próprio Sérgio.

Triste é ver grandes nomes do apito e da assistência na FIFA encerrando a carreira esquecidos, e os cartolas continuando na mesmice.

E aí, gostou das mudanças no comando do apito? Deixe seu comentário:

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– São Paulo 1 x 1 Corinthians e o pênalti de Livro de Regras!

Há certos questionamentos de torcedores de futebol que adoram trazer à tona o comparativo em determinados lances: “se fosse na Libertadores, ninguém marcava isso”. Ou ainda: “lá na Europa isso não é falta, segue o jogo”.

Tais situações ocorrem principalmente em jogadas de contato físico, onde atletas caem pedindo a marcação de faltas cavadas. Algo parecido aconteceu na partida deste domingo, na Arena Barueri, no clássico Majestoso. Vamos a ele?

– Aos 44 minutos do 1o tempo, o atacante Osvaldo (SPFC) foi lançado em profundidade. Ele dispara tendo como marcador o zagueiro Cleber (SCCP). Ao entrar na grande área e vencê-lo na corrida, se prepara para chutar ao gol e seu calcanhar é tocado pela perna esquerda do corinthiano, desequilibrando-o levemente.

E aí? Pênalti ou não?

Entendamos: o zagueiro realmente o toca e isso seria infração por imprudência (falta simples, sem aplicação de cartão amarelo). E dentro da área, tiro penal. Mas é a interpretação fria, gelada, aquela do árbitro que “apita com o livrinho de regras embaixo do braço”.

Leve em conta o seguinte: Osvaldo, apesar de sofrer o toque e do leve desequilíbrio (em um primeiro momento, parece até que ele tropeçou por estar em velocidade), prefere seguir o lance e chutar ao gol. E assim o fez! Cleber não quer cometer uma falta, mas seu toque é sim uma falta desprezada pelo atacante são-paulino. Dessa forma, Osvaldo preferiu a oportunidade em estar de frente com o gol do que cavar um tiro penal.

Pense: e se Osvaldo cai imediatamente ao toque?

Sem dúvida: pênalti.

E essa é a grande diferença dos jogos daqui com os da maioria da Europa e em alguns da Libertadores da América: a tentativa do jogador continuar a jogada e não buscar a falta!

Compare com a seguinte situação: um jogador está no ataque e seu adversário puxa levemente a camisa. Esse sutil puxão impede ou não que ele consiga prosseguir na jogada? Lá fora, o atleta segue o lance de ataque. Aqui, ele pára, põe as mãos na cintura e pede cartão amarelo. O puxãozinho é diferente de um agarrão que rasga a camisa e atrapalha o jogador!

Por fim: se o atleta não fosse Osvaldo, mas sim Valdívia, Marcelinho Carioca, Robinho ou outros que adoram ficar no chão, imediatamente teriam preferido a queda do que a continuidade da jogada.

O atacante do São Paulo, neste jogo, foi a exceção e o árbitro Raphael Claus interpretou corretamente. Mas tais situações não são costumeiras. E a propósito: na 4a feira, o lateral Luís Ricardo também sofreu uma situação parecida com o CRB, não parou na jogada para reclamar pênalti e continuou na disputa da bola (o árbitro catarinense Ronan Marques da Silva nada marcou); e no sábado anterior, contra o Coritiba, numa jogada idêntica no meio campo, Pabón preferiu continuar correndo do que reclamar (em lance não marcado pelo árbitro sergipano Cláudio de Lima e Silva). Será que sabiamente os atletas do São Paulo estão orientados a permanecer na jogada do que parar no lance e ficar reclamando de faltinhas bobas?

Creio que sim. E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

Obs: reveja o lance em: http://is.gd/CleberOsvaldo

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– Beleza atrapalhando a Competência?

A moça é muito bonita: Fernanda Colombo Uliana vem despertando vários sentimentos nos boleiros: de suspiros a manifestações odiosas.

Acontece que ela é árbitra assistente do quadro de Santa Catarina. Naquele estado, muitas bandeirinhas têm surgido, embelezando o futebol catarinense. O problema é que a ascensão meteórica de Fernanda é discutida no meio da arbitragem.

Vejamos: com apenas 23 anos, ela trabalhou no jogo entre São Paulo x CRB pela Copa do Brasil. De fato, teve atuação muito ruim… E mesmo tão jovem e inexperiente, foi escalada para um jogo do Campeonato Brasileiro da série A! Pasmem: para Atlético Mineiro x Cruzeiro, clássico envolto de muita rivalidade (onde também foi mal).

Ora, cá entre nós: Fernanda foi recentemente indicada para a relação de aspirantes à FIFA, só tendo 1 jogo na Primeira Divisão. Respeitosamente, mas não é preciso ter rodagem para tal honraria? Qual o histórico dela para trabalhar em clássico nacional com tal pouca idade?

Alguns falarão da sua beleza. Claro, incontestável. Mas não se pode usar isso como questão discriminatória. Seria preconceito?

Nada disso… Beleza e competência não andam de mãos dadas ou por si só brigadas. Vide a conterrânea de Fernanda, Nadine Bastos, bandeira tão bonita quanto ela e que foi muito bem no Brasileirão do ano passado.

O bom árbitro / bandeira é o “competente” e ponto final. O problema é: por que a ela foi dada tão importante oportunidade, mesmo com atuações ruins, e a outros não?

Os críticos fatalmente ligarão suas boas escalas à sua formosura. E na hora das reclamações, ocorrerão os preconceituosos ditos como o do diretor cruzeirense Alexandre Mattos:

Estão tentando promover ela, porque ela é bonitinha, e não é por aí, ela tem de ser boa de serviço, ela tem de ser profissional, competente. O erro dela foi muito anormal de quem está começando uma carreira, aquilo não é normal“.

A contradição começa aqui: começar carreira num Atlético x Cruzeiro?

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– Quando “Pular” pode Valer uma Falta a favor?

Revendo jogos de outras temporadas da Libertadores, um me chamou a atenção: março de 2012, partida realizada no Pacaembu entre Santos X Juan Aurich. Neymar apanhou bastante naquele dia, e criticado após “pular de uma falta”, declarou:

Se não pulo, estaria no hospital.”

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma, e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais. Um dia, Leandro Pedro Vuaden ousou mudar esse mesmo comportamento. Parece que não deu certo…

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– Análise da Arbitragem de São Paulo 3 x 0 CRB

Críticas para o trio de arbitragem no jogo de volta da Copa do Brasil. Vamos a elas?

A bela assistente 1 Fernanda Uliana foi muito mal, errando lances fáceis de impedimento. Sobrou na frente, levantava a bandeira… Precipitação total. E olha que a moça foi promovida para o quadro de aspirantes da FIFA na semana passada. É a tal da indicação que traz dúvida da real meritocracia: com apenas 23 anos e sendo muito bonita, sua competência é tanta assim para ser indicada à relação internacional de árbitros?

O assistente 2 Hilton Nunes também errou dois lances de impedimento, estes bem mais difíceis do que o da assistente 1. Foram erros aceitáveis.

Já o árbitro Ronan Marques da Rosa teve boa atuação nos momentos tranqüilos da partida, mas com 3 lances pontuais que destoaram negativamente. E neles, se equivocou por um único motivo: o excesso de proximidade da jogada! O juizão quis estar tão perto dos lances, que não conseguia ter uma boa visão das divididas por estar quase dentro dela!

No começo do jogo, Luís Ricardo é desequilibrado com um leve toque na área, quando seu adversário tenta roubar a bola. Pênalti. Mas o jogador nem reclama e insiste na jogada. Se fosse no meio campo, é falta pelo toque que aconteceu sem aplicação do cartão amarelo. Se existisse um AAA naquela posição (na Copa do Brasil não há esse árbitro adicional), penso que o lance teria sido marcado.

Ainda no primeiro tempo, Luís Fabiano sofre um claro pisão no pé, lance típico para Cartão Amarelo. Mas o árbitro estava tão grudado com os atletas que perde a noção da força da dividida sola-pé praticada pelo atleta do CRB. E esse é o problema: estar tão perto do lance faz você perder a real impressão da profundidade, da força e da intenção da jogada. Errou também.

O lance mais discutível: o pênalti em Ademilson no segundo tempo! Sim, outro erro do árbitro, mas este perdoável. A simulação do sãopaulino é perceptível após vários replays! No “ao vivo”, dentro de campo, é difícil o árbitro perceber o unfair-Play. O goleiro Julio César se joga para tentar pegar a bola e Ademilson estica a perna para ser atingido pelo goleiro, que não o atinge mas dá-se a entender que o acerta pela queda no exato momento de um possível toque que foi inexistente. Artista puro! Porém fica novamente a observação: o árbitro Ronan Marques da Rosa estava perto demais do lance; prova disso que ele apita o pênalti e tromba (sim, repare nesse detalhe) no arqueiro Julio César.

Apesar dessas 3 situações, é claro que a arbitragem não influenciou. O árbitro pareceu tem boas qualidades e, quero crer, foi uma noite para a sua assistente esquecer.

Em tempo: Raphael Claus apitará domingo São Paulo x Corinthians pelo Brasileirão, mas a CBF também o escalou ontem (como 4o árbitro) para São Paulo x CRB pela Copa do Brasil. Não deveria estar em casa descansando do dia de trabalho e se preparando para domingo? Só tinha ele para ser quarto árbitro do jogo do time que ele apita na rodada seguinte?

A Comissão de Árbitros peca com esses detalhes…

Ops: para a rodada 4, completaremos 40 jogos do Brasileirão, sendo que em todas as partidas, apenas 4 escalas com árbitros paulistas – 1 de Luiz Flávio de Oliveira e 3 de Rafael Claus.

Acabou a arbitragem de São Paulo mesmo?

Por estado, estamos ficando para trás na política de escalas. Vide o artigo que escrevemos recentemente: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2014/05/04/arbitros-de-todos-os-estados-o-absurdo-e-valido-ou-nao/

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– STJD apitando os jogos do Brasileirão no lugar dos árbitros. Bom ou ruim?

Na 1a rodada do Brasileirão, falamos sobre um erro de arbitragem na partida entre Criciúma 1 x 2 Palmeiras, quanto o árbitro André Luís de Castro não marcou um pênalti duplo para a equipe catarinense: o zagueiro Thiago Alves empurrou seu adversário e na sequência dominou deliberadamente a bola com a mão, tudo dentro da grande área. Ironizamos como ‘Pênalti duplo” não marcado.

Pois bem: baseado em imagens, o STJD suspendeu o atleta palmeirense com 1 jogo, ficando de fora da 4a rodada contra o Goiás.

E ações desse tipo são boas ou ruins para o futebol em geral?

– São péssimas!

Explico: quando há uma agressão ou conduta antidesportiva fora do alcance de visão do árbitro (uma troca de socos entre atletas), entendo como exemplar a punição pelo Tribunal, já que se estará primando pelo Fair Play e o juiz da partida não pôde fazer nada por não ter visto. Mas na partida referida, discordo, pois o árbitro estava de frente para o lance e viu a primeira infração (empurrão do zagueiro no atacante) e entendeu como disputa de bola, sendo que quando há o domínio na mão ele decidiu como involuntário (erro duplo de interpretação, chamado de “erro de fato” – que é quando o árbitro se equivoca na decisão por má interpretação da jogada). PARA MIM, O STJD DEVIA PUNIR O ÁRBITRO, E NÃO O ATLETA!

Já imaginaram se o STJD resolver fazer isso (a punição para “erros de fato” não marcados) costumeiramente? O futebol virará uma loucura!

Como o Tribunal pode determinar se o árbitro errou ou acertou e se o lance era passível de Amarelo ou Vermelho? Haverá uma comissão de ex-árbitros para assistirem aos 10 jogos da série A em seus totais 90 minutos, a fim de corrigir decisões equivocadas?

Na prática, impossível. Vejamos se em outros tantos jogos tais lances de pênaltis não marcados e cartões deixados de serem aplicados serão re-julgados pelos membros da Justiça Desportiva. Aliás, os homens de toga possuem competência para apitarem jogos (já que estão decidindo isso por conta própria)?

Fica a dica: em cada uma das 30 partidas já disputadas, temos cartões questionados por não terem sido aplicados e/ou com excessos de rigor (além de infrações não marcadas) em todas as partidas. Quando será o julgamento desses jogos?

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– Árbitros de Todos os Estados: o absurdo é válido ou não?

Em algumas escalas do Campeonato Brasileiro, vemos árbitro de um estado, bandeiras de outro, adicionais de outros ainda, e 4o árbitro local.

Se bobear, teremos sexteto de arbitragem de 6 estados diferentes do Brasil. E pra quê?

Para gastar dinheiro com a passagem aérea?

Ironia a parte, fica a questão: a troco de quê se privilegia tanto árbitro de estado sem tradição no futebol de ponta?

Há 3 possibilidades:

1- Integração Nacional) fazer com que os árbitros troquem experiências miscigenando os estilos regionais.

2- Carência de nomes nos eixos mais fortes do futebol) há um desgaste da imagem de árbitros de SP, RJ, MG e RS, estados mais vencedores do Campeonato Brasileiro e se precisa de árbitros de outros lugares para apitar os confrontos entre eles.

3- Politicagem pura) quando não dá para encaixar um time de estado longínquo no Brasileirão, coloca-se um árbitro de lá para agradar os dirigentes destas federações: MT, TO, SE, PA tem árbitros apitando a principal divisão do futebol brasileiro. Aguentarão o “tranco”? Alguns já são aspirantes à FIFA!

Nada contra os esforçados e bons árbitros dos confins do nosso país. Sou a favor deles, desde que subam paulatinamente, ganhando experiência subindo pelas divisões menores. Nada de “fazer árbitro do dia para a noite”, ensinando-os a apitar no Maracanã ou Morumbi sem ter tido outras experiências. Aí é colocar o árbitro em situação difícil.

Quer exemplos?

No sábado, o sergipano Cláudio Francisco Lima e Silva apitou no Pacaembú a partida São Paulo 2 x 2 Coritiba. Veio de longe e teve péssima atuação, e por sorte não influenciou no resultado. O mesmo árbitro fez uma lambança em 2010, na partida Palmeiras x Avaí e foi seu solitário jogo no Brasileirão daquele ano. Em 2011, após voltar à série A e apitar Bahia x Grêmio, nova má atuação e foi suspenso. Agora em 2014, em seu primeira escala do ano em jogos do Torneio Nacional, desagradou. Ele é da categoria Especial, ou seja, não vai mais para FIFA. Qual o critério para a sua escala?

Não gosto disso. Penso que os melhores devem apitar. Será que não temos árbitros de melhor nível?

Agora, SE ASSUSTE:

A) Em 30 jogos da série A, apenas 3 jogos foram apitados por paulistas – Raphael Claus (2 jogos) e Luís Flávio (1 jogo).

B) Na Rodada 02, nenhum árbitro de São Paulo na série A, mas apitaram árbitros do Pará, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso, Alagoas, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará e Bahia. Os bandeiras foram do Tocantins, Piauí, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal (SP 4).

C) Na 3a rodada, nenhum bandeira de São Paulo atuará na rodada. Vide as escalas, por estado:

ÁRBITROS:

ES – 2

SC – 2

SE – 1

MT – 1

GO – 1

MG – 1

RJ – 1

SP – 1

BANDEIRAS:

ES- 4

SC – 3

GO – 3

SE – 2

MT – 2

MG – 2

RS- 2

RJ – 2

SP – 0

ADICIONAIS:

SC – 4

RJ – 4

ES – 2

DF – 2

PR – 2

AL – 2

MG -2

SP -2

VIDE POR JOGO:

Chapecoense x Corinthians – árbit MT, band1 MT, band2 MT, AAA 1 PR, AAA 2 PR

São Paulo x Coritiba – árbit SE, Band1 SE, band2 SE, AAA1 RJ, AAA2 RJ

Flamengo x Palmeiras – árbit SC, band1 SC, band2 GO, AAA1 MG, AAA2, MG

Santos x Grêmio – árbit MG, band1 MG, band2 MG, AAA1 RJ, AAA2 RJ

Fluminense x Vitória – árbit ES, band1 ES, band2 ES, AAA1 SP, AAA2 SP

Atlético Mineiro x Goiás – árbit RJ, band1 RJ, band2 RJ, AAA1 ES, AAA2 ES

Atlético Paranaense x Cruzeiro – árbit GO, band1 GO, band 2 GO, AAA1 DF, AAA2 DF

Internacional x Sport – árbit ES, band1 ES, band2 ES, AAA1 SC, AAA2 SC

Criciúma x Figueirense – árbit SC, band1 SC, band2 SC, AAA1 SC, AAA2 SC

Bahia x Botafogo – árbit1 SP, band1 RS, band2 RS, AAA1 AL, AAA2 AL

E aí, gosta desse critério típico dos tempos da Arena? Onde o partido do Governo estava mal, mais um time no Nacional!

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– 10 Pitacos Continentais da Rodada

Libertadores da América e Champions League com jogos emocionantes. Na Europa a impressionante derrota do Chelsea para o Atlético de Madrid (não tanto quanto a goleada sofrida pelo Bayern frente ao Real), e por aqui a empolgante classificação do Cruzeiro no Paraguai contra o Cerro Porteño (não tão dramática quanto a eliminação do Grêmio frente ao San Lorenzo.

Várias coisas a discutir:

1 – José Mourinho e Pepe Guardiola eliminados por Simeone e Carlo Ancelotti:

Nada de criar fantasmas sobre os dois primeiros, pois são técnicos tops de linha. A derrota é normal, continuam sendo grandes e valorizados nomes. Só falta questionarem seus esquemas táticos e todo o trabalho feito até então.

2 – Miranda: o ex-são paulino não se encaixaria bem entre os selecionáveis de Scolari?

Faltou dar mais chances a ele ou precisa fazer parte da “família Felipão”?

3 – Oscar:

Logo que voltou ao Chelsea, Mourinho declarou publicamente que baseava o time em “Oscar e mais 10, pois era um jogador especial e que sempre gostou de ver”. Será que mudou o conceito? Ontem o brasileiro foi banco. Aliás, me incomoda um armador da Seleção Brasileira ser reserva em seu clube…

4 – Eto’o e a infração boba:

O jogador camaronês que um dia disse que R10 só era o melhor do mundo pois era engraçado e se chamava Ronaldinho (choramingou que se no Barcelona fosse chamado de “Eto’ozinho” faria maior sucesso e que tinham má vontade contra ele), entrou no segundo tempo. Ainda frio e sem entrar no clima do jogo, foi tentar roubar uma bola no seu campo de defesa e cometeu pênalti infantil em Diego Costa. Com sua fama e experiência, não dava para ser mais prudente?

5 – Diego Costa e o Cartão Amarelo:

a marca do tiro penal deve estar a 11 metros da meta e numa perpendicular partindo do centro dela. Se existe um buraco nela, tem que se jogar a cal ali mesmo. O mais prudente disfarçaria e pintava o ponto penal bem do lado, nunca em cima do buraco. Mas se na hora da cobrança a marca estiver dentro dele… “dançou o cobrador”! Não adianta colocar a bola do lado ou arrumar fazendo marcas (o árbitro é quem deveria conferir isso antes do jogo). Diego Costa levou Cartão Amarelo correto aplicado pelo árbitro Nicola Rizzoli ao tentar arrumar o local da cobrança do tiro penal (a advertência não foi por cera, mas por raspar com o pé o local de cobrança, descaracterizando-o). Coisas da Regra do Jogo…

6 – A final da Liga dos Campeões da Europa será um clássico municipal jogado em Londres:

Mas com protagonistas globais: treinadores italiano e argentino; centroavantes português e brasileiro. A audiência será mundial. E quantos “espanhóis da gema” estarão em campo nos dois times madrilenhos?

7 – Em Marrakesh, no final do ano, quem estará representando os continentes europeu e sulamericano?

Teremos Atlético/BRA x Atlético/ESP, um “confronto homônimo”? Ou um “confronto monetário” entre Cruzeiro x Real? Ou nada disso?

8 – Tão empolgante quanto a Champions, mas tecnicamente bem distante estão os confrontos na Libertadores:

Jogos fracos de times nivelados por baixo. Para mim, Cruzeiro pela superação e San Lorenzo pelo futebol um pouco melhor do que a média dos seus adversários são os favoritos; e eles infelizmente serão azarões no Mundial de Clubes.

9 – E as brincadeiras sobre o San Lorenzo estar bem graças a torcida do Papa Francisco?

Vale tudo para motivar o time, são engraçadinhas e simpáticas tiradas que circulam pelas redes sociais. Porém, as bênçãos do Pontífice são respeitadas mas, sejamos justos, o mérito ao time não pode ficar em segundo plano. E, claro, todos nós sabemos (e logicamente o Papa) que Deus não escolhe time de futebol… O San Lorenzo está jogando muita bola!

10 – Perguntar não ofende:

Quantos jogadores brasileiros que disputam hoje a Libertadores da América compõe a Seleção Brasileira de Scolari?

Enfim: me preocupa o abismo entre a organização dos jogos, qualidade técnica e apelo das partidas como espetáculo na Europa se comparados à América do Sul. A única coisa que importamos de lá, lamentavelmente, foram as manifestações racistas… (lembram-se do episódio Garcilasso x Tinga?). Por quê o restante (das boas coisas) não conseguimos? Falta dinheiro ou competência?

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– Há 4 anos, o que ficou?

Encerrei exatamente há 4 anos minha carreira de árbitro de futebol. Foram mais de 700 partidas trabalhadas, em diversas divisões e funções.

Eu gostaria de estar em atividade?

Claro, creio que não só eu, mas muitos aposentados do apito, que ainda apitam suas partidas em seu íntimo. Vestem o uniforme e se transformam nos gramados que sonham.

Mas, definitivamente, acabou. A saudade de estar em campo é enorme. A disposição em obedecer aos dirigentes é nula.

A distância entre o prazer da arbitragem é abissal em relação às humilhações que se têm que fazer e viver nas comissões de árbitros. Reuniões enfadonhas, falta de meritocracia, sacerdócio que se doa em vão. Contraste absurdo da paixão de apitar uma partida de futebol.

Enfim, vida que segue e família que se curte (coisa que não se consegue enquanto árbitro). Hoje, falo de futebol na TV, no rádio, no jornal e na internet e sou feliz!

Uma singela constatação: se a carreira de árbitro fosse mais justa, mais competentes os nomes seriam.

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– A Expulsão de Léo Moura no Corinthians x Flamengo

No futebol varzeano, há um lance chamado pelos boleiros de “passar o rodo”. Dá uma confusão entre os jogadores quando isso ocorre… E neste domingo, Leo Moura “passou o rodo” em Petros no final do 1o tempo. Leandro Pedro Vuaden o expulsou. Correto?

Vamos discutir!

A FIFA recomenda que os carrinhos sejam coibidos no futebol. Carrinho lateral, frontal ou por trás deve ser duramente punido com cartão vermelho. No futebol europeu, onde a força e disputa ríspida de bola acontecem com mais frequência, o carrinho é praticado quase que exclusivamente na bola. No Brasil, sempre vejo carrinhos “mal praticados”, onde o jogador aceita o risco de perder o tempo da bola e atingir o adversário. Leo Moura foi expulso corretamente por esse motivo.

Alguns dirão: “Quando Leo Moura atinge com seu pé direito a canela direita de Petros, o corinthiano já está pulando, no ar, forçando uma falta. E aí?”

Cartão Vermelho do mesmo jeito, pois a regra fala em “atingir ou tentar atingir”. Quem disse que precisa machucar o atleta para expulsar o jogador? Se ele está firme no chão, certamente poderia ter uma lesão grave na perna. O ATLETA PODE PULAR QUANDO PERCEBE QUE SERÁ ATINGIDO, SEJA POR PRUDÊNCIA OU ATO REFLEXO. E tal fato nada muda na decisão do árbitro.

Temos dois lances recentes sobe tais jogadas:

1- Corinthians x Palmeiras no Pacaembu, na primeira partida disputada por Roberto Carlos na sua volta da Europa. Ocorreu uma jogada idêntica onde o lateral esquerdo foi expulso corretamente pelo árbitro Wilson Luís Seneme.

2- São Paulo x Santos no Morumbi em 2012: Luís Fabiano carrega a bola, entra na área e o goleiro Rafael dá um carrinho no são-paulino. O centroavante vai ser atingido, pula e nem é tocado, mas o árbitro marca pênalti. Correto também.

Fica o lembrete aos jogadores: dar ou tentar dar um pontapé / rasteira / chute é passível de cartão, não importa se atingiu ou não. Só se salva o atleta que atingir exclusivamente a bola.

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– Bandeirinha da Paz acabou com a violência segundo a FPF

Acredite se quiser: a iniciativa da Federação Paulista de Futebol em trocar as flâmulas amarela e vermelha das bandeiras dos árbitros assistentes no Campeonato Paulista, por outras de cor branca, segundo o presidente Marco Polo Del Nero no site da entidade, “reduziu a praticamente zero a violência” nos estádios durante o Campeonato Paulista!

A campanha chamada “Bandeirinha da Paz” visava que o torcedor, ao ver a cor branca nas bandeiras da arbitragem, lembrasse de PAZ e repensasse o comportamento violento. A FPF publicou que a ação foi um sucesso, sendo que:

Durante três meses de campeonato, exceto por dois conflitos em bairros distantes dos estádios, não houve qualquer registro de briga nas arquibancadas ou nas imediações dos locais das partidas. Além de reduzir a praticamente zero a violência, apenas em uma ocasião as autoridades foram obrigadas a impedir a entrada de uma torcida organizada no estádio em 2014, fato que ocorreu 11 vezes em 2013.”

Eu duvido que algum torcedor mudou o comportamento ao ver a cor da bandeira. E você?

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– Mais um árbitro que encerrou a carreira antes do apito final?

Só soube agora: mais um árbitro rodado que pendurou o apito antes dos 45 anos… agora, foi a vez de Robério Pereira Pires!

Já repararam que com a atual Comissão de Árbitros da FPF poucos são os juízes que conseguem chegar motivados até a data limite para se apitar?

E os motivos para o abandono de vários árbitros são sempre os mesmos: desmotivação pela falta de plano de carreira, politicagem, a não existência da meritocracia, escalas em campeonatos caça-níqueis /festivos /ou que a nada levam, excesso de reuniões enfadonhas, cobranças excessivas e aceite de pedidos de “geladeira” por parte dos clubes. Sempre com a omissão da entidade sindical que os deveria defender da Federação, porque, cá entre nós, dos clubes é mais fácil!

Sabe o que é pior? Os nomes que são revelados pela FPF não aparecem! Raramente se vê uma promessa. A última vez que ouvi a expressão “nova safra de árbitros” foi entre 1994 e 1998, quando os professores Gustavo Caetano Rogério formaram uma leva de árbitros que até hoje dava conta do recado, mas resolveram se aposentar (e teriam ainda idade para apitar): entre eles, Paulo César de Oliveira, Wilson Luís Seneme, Sálvio Spínola Fagundes, Rodrigo Braguetto, além de outros que já pararam como Cléber Abade.

Não dá para questionar: São Paulo está sem árbitro FIFA, sem futuro e sem tempo para renovar.

Fica a dúvida: será que o novo presidente Reinaldo Carneiro de Bastos mudará algo em 2015?

Os árbitros anseiam uma nova perspectiva. E boa sorte ao amigo Robério nessa nova fas da vida!

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– Juizada de Bolso Cheio? Mais ou menos…

Dar maior remuneração para qualquer atividade trabalhista é sempre bem visto. Mas há certas boas discussões sobre dinheiro e trabalho que valem a pena. Vejam só uma delas: os árbitros de futebol tiveram aumento de salário.

Um árbitro FIFA (ou ex-FIFA) receberá R$ 3.450,00 por jogo na série A do Campeonato Brasileiro. Se a distância de ida e volta for maior do que 100 km, acrescente um reembolso de R$ 100,00. Se fora do estado, R$ 500,00.

Os aspirantes à FIFA e ex-aspirantes receberão R$ 2.650,00. Os árbitros básicos R$ 2.350,00.

Para os que não gostam dos AAA (os adicionais da linha de fundo), isso será motivo de ira: um AAA FIFA ganhará R$ 1.000,00 / jogo. Os bandeiras receberão sempre a metade do árbitro.

Mas algo que me irrita: um delegado da CBF vai embolsar R$ 500,00. E estes são muito mais escalados do que os árbitros e geralmente são os mesmos. E aqui fica a discussão: um árbitro não é escalado toda rodada (um ou outro é); há aqueles que apitam uma vez por mês e olhe lá! Desconte-se impostos, taxas de sindicato, cooperativa, associação. Lembre-se que o árbitro perde o dia de serviço e banca seus gastos com a preparação física e material de treinos. Se machucar, não vai receber nada. Vale a pena?

Sem contar o seguinte: é o árbitro que recebe R$ 3.450,00 quem decidirá se o zagueiro Lúcio (que recebe por volta de R$ 250.000,00) fez ou não pênalti em Emerson Sheik (que recebe R$ 520.000,00).

Justo ou não?

Mas a maior consideração ao árbitro não seria aumento de salário, mas a profissionalização e independência, livre das cooperativas e sindicatos do modelo atual. Isso ainda é utopia.

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– Os Lances de Arbitragem em SPFC, SFC e SEP

Primeira rodada do Brasileirão, primeiros erros!

É claro que é humanamente impossível assistir aos 10 jogos disputados; ainda mais em feriado como a Páscoa, emendado com outras comemorações. Mas não gostei do que vi em alguns jogos e em lances de falhas pontuais.

Neste domingo, 3 destaques me chamaram a atenção:

  • Lance 1, São Paulo x Botafogo) Jogada dificílima, qualquer coisa que fosse marcada seria duvidosa. No começo da partida, a bola é lançada do meio de campo a Alexandre Pato, que está enfiado entre os zagueiros do Botafogo; o sãopaulino aparece em posição duvidosa e tenta encobrir o goleiro Jeferson. O bandeira Pablo Almeida da Costa/MG demorou para levantar a bandeira, e tanto atacante quanto goleiro continuaram a jogada até o árbitro insistir com o apito. A bola estava entrando no gol, Jeferson tirou quase/ou dentro da meta. Seria polêmico se estivesse valendo… Só que apenas no replay se percebe a condição legal de Pato, pois o calcanhar de Dória dá condição. Esse é o tipo de erro que não dá para condenar o bandeira, é covardia visualizar o detalhe dos centímetros.
  • Lance 2 , Santos x Sport) Outra jogada difícil na rodada foi o gol de Geuvânio. O santista chuta para o gol; se a bola entra direto, gol sem polêmica. Mas Gabriel estava em suposta posição de impedimento. Se estivesse à frente do penúltimo defensor e não tocasse na bola, gol válido, pois ele está em impedimento passivo, não interferindo na jogada nem no adversário. Mas se ele relasse na bola, passaria de passivo para ativo e o gol deveria ser anulado. ENTRETANTO, há um jogador na ponta esquerda da defesa pernambucana que dá condição a Gabriel por estar na mesma linha (provado pelo tira-teima da SporTV). Portanto, independente se o gol foi dado a Geuvânio ou a Gabriel, foi gol legal e acerto do bandeira carioca Silbert Sisquim em situação difícil de se decidir (Detalhe: o árbitro da partida, o baiano Arilson Bispo só aparece de vez em quando nas escalas, e sempre está em meio a lances polêmicos. Que coisa! Lembram-se de uma lambança homérica em Corinthians x Botafogo no Pacaembu?)
  • Lance 3, Criciúma x Palmeiras) Erro duplo e grosseiro da arbitragem. O juiz André Luís de Castro/GO (aliás, o mesmo árbitro que apitou o último jogo do Palmeiras na série A – o do rebaixamento em 2012 e que fez o primeiro jogo no acesso em 2014) deve ter deixado fulo o presidente da Comissão de Árbitros Antonio Pereira da Silva, seu conterrâneo goiano (aliás, será que existe alguma relação de corporativismo pátrio para que tenhamos tantos goianos bandeirando e apitando? Goiás não tem cidade–sede na Copa, mas o que tem de árbitro…). Multipênalti na jogada. Thiago Alves dá uma voadora no peito de Silvinho. Era pênalti e cartão vermelho, e na sequência deliberadamente desvia a bola com a mão (lance para Amarelo). Ele poderia escolher o que marcar e fez vista grossa nos dois lances! Ou excesso de incompetência ou má fé. Fico com a opção “incompetência”, pois creio que todos somos honestos e falíveis (até que se prove o contrário).

Por fim, um detalhe interessante de quem deve ter estudado arbitragem, treinado e colocado em prática: repararam que os 3 gols na partida São Paulo x Botafogo surgiram de lances idênticos? Se não assistiu aos gols, os veja e repare: nos 3 tentos, alguém carregava a bola pelo meio; havia sempre um atacante em impedimento passivo, na banheira, esperando a bola; mas nas 3 ocasiões a bola foi lançada para alguém na ponta direita ou esquerda, em condição legal; e nas 3 vezes, ao invés de chutar para o gol, a bola é lançada para a área, ao atleta que outrora estava em impedimento mas que por culpa desse segundo lance não está mais! E como os zagueiros achavam que esses atletas estavam impedidos, os deixaram sem marcação. Inteligente e curiosíssimo! Treino ou coincidência?

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– Estamos de Cara Nova no Portal Bom Dia / Diário de SP

Amigos, convido para acessarem o RedeBomDia.com . O portal do Jornal Bom Dia mudou e está mais bacana do que nunca. Lá você poderá ler nossa coluna diariamente.

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