– A Arbitragem para Santos x Corinthians e Paulista x Rio Branco

Dois campeonatos completamente diferentes (Brasileirão e Copa Paulista) e duas observações de escalas muito pertinentes. Vamos analisá-las?

1) Santos x Corinthians na Vila Belmiro: para este clássico do Brasileirão, apitará, de acordo com o sorteio da CBF, Raphael Claus.

Ótimo árbitro, apitou recentemente Santos x Palmeiras, mas…

Apesar de arbitrar muito bem, estar nadando de braçadas rumo ao escudo FIFA para o estado de SP (tínhamos 3, e hoje não temos nenhum), ser uma pessoa muito bacana, ter ótimo porte físico, eu não o escalaria! Não pela sua competência, mas pelo intuito de formar novos árbitros.

Perceberam que para todo jogo importante de São Paulo agora se coloca o Claus (quando não se coloca árbitro de fora)? Como vamos revelar novos juízes assim?

Antes, para um jogo como esse, tínhamos José Henrique, Abade, Seneme, PC, Braguetto, Sálvio, Romildo, e uma leva de ótimos bons nomes querendo aparecer. Recentemente, fruto de um mau trabalho na FPF, a Comissão de Árbitros fez com que “os caras” (aqueles que entram em campo sem trazer preocupação) fossem apenas Seneme e PC. Hoje, Ceretta e Luiz Flávio, os dois aspirantes à FIFA, estão sendo deixados de lado para clássicos paulistas.

Boa sorte ao Claus. Será ele que apitará São Paulo x Palmeiras semana que vem também?

2) Paulista x Rio Branco no Jayme Cintra: para esse importante jogo da Copa Paulista, Alysson Matias apitará. Razoável árbitro, há tempo na estrada transitando entre A2 e A3. Tem experiência e ótimo condicionamento físico. Entretanto, nas escalas anteriores, se via jovens apitadores que buscavam oportunidade. Mas para essa partida, mudou-se o critério. Provavelmente para dar ritmo de jogo devido aos inúmeros árbitros que formam o quadro da FPF. O detalhe que me incomoda é: o quarto árbitro, Luiz Carlos Ramos Jr! Explico: o árbitro se formou em 2003; com pouquíssimo tempo, já estava na A1, caiu do ranking Ouro para o Prata na sequência e hoje transita em divisões menores. Na semana passada apitou pela mesma Copa Paulista. Porém, fazer a função de quarto-árbitro na Copinha é ruim para qualquer árbitro com histórico como dele. É necessário escalar garotos que apitam sub 17 e sub 15 para que tenham nessa competição o seu primeiro contato. Não gosto desse humilhante critério da Comissão de Árbitros.

Enfim, nas duas arbitragens, creio que teremos boas atuações. E você, o que pensa sobre isso?

Em tempo: Há 5 anos, Alysson apitou a final do Amador de Jundiaí e o jogo não acabou… Compartilho link do jornalista Thiago Baptista de Olim da TVE Jundiaí sobre o tema: http://www.tvejundiai.com.br/tveesporte/no-jayme-arbitro-de-final-do-amador-que-nao-terminou/

Acompanhe nossa transmissão com o Time Forte do Esporte pela Rádio Difusora Jovem Pan Sat 810 AM, com o comando de Adilson Freddo, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, análise da arbitragem de Rafael Porcari, reportagens de Luiz Antonio Oliveira (Cobrinha); na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luiz Lucas!

Também pela Internet ou App – sábado, 09/08 – 15h (Jornada Esportiva a partir das 14h).

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– Análise da Arbitragem de Paulista 3 x 0 União Barbarense. Como foi o juizão?

Segunda vitória do Galo Tricolor na Copa Paulista. Será que o time manterá o embalo?

Tomara! Mas vamos falar do que gostamos: a arbitragem do jogo. Como foi a atuação do trio escalado no Jayme Cintra nesta 4a feira a tarde?

O árbitro Luciano Alves de Lima teve boa atuação.

TECNICAMENTE – Acertou nos principais lances, em especial aos 57m, quando o centroavante Fred sente a marcação de Malcon por trás e se joga dentro da área. Lance idêntico ao que o seu homônimo protagonizou na estréia da Seleção Brasileira contra a Croácia e o japonês Nishimura “entrou”. Luciano, mais esperto, percebeu a simulação. Porém, inverteu duas faltas – uma para cada equipe, aos 51 e 52 minutos (Lennon x Neto e Kallyl x Fred), sem implicações maiores.

DISCIPLINARMENTE – nesse item, elogios e ressalvas: foram 5 amarelos e 1 vermelho. O jogo começou fácil, sem faltas; tanto que aos 40 minutos tínhamos apenas 8 infrações. Mas no total do jogo, elas aumentaram e tivemos 26 ao todo! Foram 9 cometidas pelo Paulista (que recebeu 3 Amarelos) e 17 da Barbarense (que recebeu 2).

Dois belos acertos: a advertência a Luís Gustavo Rato aos 40m, que após o apito de uma falta marcada, indisciplinadamente deu um bico na bola para longe; e a expulsão incontestável do zagueiro Danilo Borges após matar um contra-ataque de Eric Mamadeira, puxando-o pela camisa e impedindo que ele ficasse na cara do gol somente com o goleiro Douglas. Porém, pecou em não coibir a contento Eli Oséas, zagueiro no. 3, que cometeu 6 faltas na partida. Aliás, faltou aplicar Amarelo ao Eli aos 35m do 1o tempo por agarrar Mamadeira; já aos 39m o mesmo Eli recebeu o Cartão por falta no lado direito em cima do mesmo Mamadeira. Se tivesse recebido a advertência 4 minutos antes…

FISICAMENTE – Se posicionou bem no gramado e correu bastante. Nada a contestar.

A bandeira Luciana da Silva Ramos não foi exigida, mas participou atentamente de dois lances curiosos: as reversões de um lateral cobrado pelo Paulista e de outro da Barbarense, coisa que não se costuma ver no futebol profissional … Sinais dos tempos?

O bandeira Eduardo Augusto Borges (de apenas 25 anos) marcou vários impedimentos com correção; porém, o 1o do segundo tempo, errou. Lance difícil e no qual foi atrapalhado pelo sol que lhe acertava o rosto.

O quarto árbitro Roney Bustamante não teve trabalho. Mas faço uma observação: com tantos jogos pela FPF, 45 anos de idade e às vésperas da aposentadoria, é desagradável ser escalado em tal função. Pisada na bola de quem o escalou…

E você, gostou do jogo? Deixe seu comentário:

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– União Barbarense x Paulista há 1 ano!

Nesta 4a feira teremos Paulista x Barbarense no Jayme Cintra. E há um ano, o Galo jogou no estádio do adversário ocorrendo um fato curioso: a boba expulsão de Diego Macedo. Falamos sobre o assunto na época, e o tal tema é atual – os jogadores sabem evitar cartões?

Compartilho:

A INFANTIL EXPULSÃO E A FALTA DE ORIENTAÇÃO

Há situações que poderiam ser evitadas no futebol. Cartões Amarelos e Vermelhos aos milhares que não precisavam ser aplicados, caso os jogadores se controlassem melhor. Basta que alguns clubes orientem melhor seus atletas, e que estes aprendam (ou pelo menos se interessem um pouco) sobre Regras de Futebol.

Quer mostra disso? Na última rodada da Copa Paulista, entre União Barbarense x Paulista, Deivid Macedo foi expulso por reclamação ainda no primeiro tempo (ele já tinha cartão amarelo e recebeu o segundo). O jogador jundiaiense desafiou o juiz “pedindo” ironicamente o cartão. Na súmula, há o relato redigido pelo árbitro Emiliano Costa em letras garrafais:

EXPULSO POR HAVER, DEPOIS DE ADVERTIDO COM UM CARTÃO AMARELO, PERSISTIR NA RECLAMAÇÃO ACINTOSA, PROFERINDO EM MINHA DIREÇÃO AS SEGUINTES PALAVRAS:

“- DÁ O SEGUNDO CARTÃO, FODA-SE”.

APÓS A EXPULSÃO, O MESMO VEIO ATE MIM, COM DEDO EM RISTE, ENCOSTANDO-O NO MEU ROSTO, EMPURRANDO-ME PARA TRÁS. APÓS ESTE FATO, FOI RETIRADO DE CAMPO POR SEUS COMPANHEIROS DE EQUIPE.

Cá entre nós: o jogador fala isso para o juizão e ainda quer ficar em campo? Expulsão infantil, evitável e que prejudicou o Galo da Terra da Uva. O atleta deveria ser multado pela atitude antiprofissional.

O curioso é que no site da Federação Paulista de Futebol há um comunicado recente que pede aos árbitros para que coíbam com rigor tal comportamento indisciplinado de jogadores. Veja a orientação:

“item 21: A CA/FPF DETERMINA que os senhores Árbitros adotem medidas enérgicas contra os jogadores e oficiais das equipes que reclamarem da arbitragem, expulsando os que atuarem de maneira desrespeitosa, acintosa ou grosseira.”

Será que ninguém viu ou ninguém sabia?

Aqui, outra consideração a ser feita: além dos clubes capacitarem os atletas com essas informações, não deveria a própria FPF mandar gente da Comissão de Árbitros orientar os jogadores?

Fica a reflexão final: os jogadores não deveriam aprender melhor as regras do próprio ofício que praticam (ao mesmo tempo que não as dominam)?

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– Avaliando Paulistas e Cariocas após 13a Rodada do Brasileirão

Novamente nenhum time do Estado de São Paulo venceu no Campeonato Brasileiro. Por enquanto, somente o Corinthians está na Zona de Classificação para a Copa Libertadores da América, e esse panorama deixa dúvidas: corremos o risco de, pelo segundo ano consecutivo, não termos times paulistas na mais importante competição sulamericana?

Se por aqui o cenário é ruim, no Rio de Janeiro é ainda pior: O Vasco não figura entre os classificados da Série B para a série A; o Flamengo é lanterna e o Botafogo está no limite da Zona do Rebaixamento. Só se salva o Fluminense, que deveria ter sido rebaixado por pontos no ano passado mas se salvou graças ao imbróglio da Portuguesa. Teremos 3 times grandes cariocas na Segundona em 2015?

A verdade é que os clubes não estão se acertando. Vide o Palmeiras, que não conseguiu vencer ainda com o argentino Gareca pelo Brasileirão. Ou o São Paulo de Muricy Ramalho, que pós-Copa, ganhou do fraco Bahia e depois disso só perdeu pontos. Será que esses treinadores serão cobrados pela falta de resultados? Deve-se existir o bom senso para se avaliar o trabalho em geral, mas não se pode negar: os hermanos que chegaram ao Verdão e os reforços do Tricolor ainda estão devendo.

Por fim, os jogos em geral estão ruins. Coritiba x Corinthians foi um jogo feio: do futebol jogado ao uniforme dos times. Cadê a arbitragem para tomar as providências em se definir cores escuras para um clube e claras para outro, trazendo mais facilidade em identificar as equipes e jogadores? Na Copa do Mundo não existiu a história de “time mandante” escolher seu uniforme, como ocorre por aqui. Já não seria hora da CBF adotar o mesmo procedimento?

E você, o que está achando do Brasileirão até agora? Deixe seu comentário:

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– O Galo está como Pato!

O querido Paulista de Jundiaí enfim desencantou! Passou pelo Campeonato Estadual inteiro sem uma vitória sequer, e só agora, enfim, na rodada 04 da Copa Paulista, conseguiu fazer 3 pontos vencendo a Inter no Major Levy Sobrinho!

No começo do ano, o problema era a qualidade do time, mal montado. Depois o jogo não se encaixava. Amargurou maus momentos, foi rebaixado e, mesmo quando jogava bem, a bola não entrava. Tomara que ter vencido a Internacional em Limeira anime o time para que mantenha o ritmo.

Um caso idêntico me parece ser o de Alexandre Pato: o jogador enfrenta um inferno astral como o do Galo da Terra da Uva! É só fazer a analogia: muita dificuldade de se firmar como protagonista, foi “rebaixado” para a reserva, e mesmo jogando bem, a bola não está entrando.

Será que quando Pato fazer uma sequência de gols com a bola rolando (porque de pênalti é mascarar a atuação), o ânimo mudará e a boa fase voltará? Que seja assim a ele, espalhado numa virada de sorte como a que desejamos para o Paulista, torcendo para o êxito de mais duas vitórias: contra o União Barbarense na próxima quarta (16h) e contra o Rio Branco no sábado (16h), ambas no Jayme Cintra.

Xô urucubaca!

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– Contrastes do Futebol nos EUA e no Brasil!

Ann Arbor é uma pequena cidade americana e lá se situa o Michigan Stadium. No último sábado, protagonizou um fato histórico: o maior público de soccer dos EUA!

No amistoso entre Manchester United 3 x 1 Real Madrid, quase 110 mil pessoas estiveram presentes (e a população da cidade curiosamente é de 116 mil moradores).

De fato, o futebol está se tornando uma febre nos Estados Unidos, promovendo bons jogos de fortes equipes europeias em pré-temporada, além dos investimentos locais.

Enquanto isso, no Brasil… vamos na contramão! O que dizer de apenas 10 mil pagantes no Maracanã para assistirem o glorioso e histórico Botafogo contra o líder Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro?

A verdade é que o futebol nacional vai mal dentro e fora de campo, seja com os clubes ou com a Seleção. Até na TV a audiência caiu. Pudera, estamos com uma grande entressafra de “pé-de-obra”, com craques indo embora cada vez mais cedo e mau trabalho na formação das categorias de base. Os clubes pequenos e do interior, antes celeiros de craques, padecem! Vide a ‘Copa Paulista”, onde o recém promovido Red Bull, que tem suas finanças em ordem, levou 135 torcedores ao Moisés Lucarelli, onde manda as partidas. O Paulista de Jundiaí, contra seu tradicional rival XV de Piracicaba, conseguiu apenas 461 torcedores e teve prejuízo de R$ 1.944,31.

Cadê o torcedor?

Deve estar nos Shoppings, nos Parques, em casa, ou assistindo pela TV jogos do Barcelona, do Chelsea, do Bayern…

Será que veremos os estádios lotados com regularidade por aqui? Difícil crer… Contraditoriamente, enquanto agonizamos com média de público baixa (12.983 torcedores em 2013), a MLS (liga americana) sorri com os seus 18.807 pagantes por jogo.

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– O árbitro corre, corre, corre… mas quem banca?

Durante os últimos dias, ocorreu o teste físico dos árbitros da FPF no Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, em Jundiaí.

Mais uma prova física, diga-se de passagem…

O torcedor comum não sabe como é a exigência desse teste padrão FIFA. E os dirigentes da Federação Paulista de Futebol cada vez mais exigem condicionamento físico de praticante de atletismo, não de arbitragem de futebol.

É claro que o juiz têm que correr mais do que o jogador nos dias de hoje. Mas é inadmissível que o árbitro tenha que perder dia de trabalho, pagar suas estadias e demais despesas de viagem algumas vezes por ano!

Todos os gastos saem do bolso de cada um dos juízes e bandeirinhas. Coloque na ponta do lápis:

1- o coitado sai de Presidente Prudente, Araçatuba, Rio Preto ou de qualquer cidade paulista rumo a Jundiaí por conta própria;

2- se não for profissional liberal, tem que negociar as faltas no trabalho;

3– arcará os reais gastos com pedágio, combustível, alimentação e hospedagem, além do desgaste com a viagem.

Por quê não se regionaliza os testes? A Pista de Atletismo de Jundiaí é excepcional, mas só existe ela?

O pior: com tantos árbitros no quadro da FPF, nem todos conseguem apitar regularmente e sentem que muitas vezes colocam dinheiro do próprio bolso, pensando seriamente se vale a pena a carreira ou não. Claro, a Federação Paulista nem se preocupa com isso, pois “ela é uma empresa privada que não pede para o sujeito ser árbitro“, como costuma alegar. E ainda tem as dependências do Centro Esportivo Jundiaiense cedidas de graça pela Prefeitura Municipal!

Lamentavelmente, não se vê movimentação do Sindicato, da Cooperativa e dos órgãos que representam a categoria para mudar tal situação. E se há, é quase imperceptível!

Fico preocupado que jovens corredores hoje são mais prestigiados do que experientes apitadores. Quanto mais velho, rodado e sábio está o árbitro, melhor! E ele acaba sendo limitado pelo corpo e ultrapassado nas raias pelos seus sucessores muitas vezes não tão bem preparados do que eles.

Isso tudo é profissionalismo?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 1 XV de Piracicaba

Dizem que vida de árbitro é ingrata. E é mesmo. Prova disso foi a arbitragem de Lucenilton Souza Ferreira na derrota do Galo da Terra da Uva em casa.

Vamos falar sobre a atuação do árbitro, e por tabela, do jogo?

PONTOS FORTES: O juizão correu muito bem, mostrou virtudes técnicas e boa leitura da partida. Tanto que aos 40 minutos de jogo viu que a falta cometida por Clayton em Luiz Gustavo Rato poderia resultar numa sobra de bola para Tony, que quase balançou as redes na boa aplicação da Lei da Vantagem. Após o lance, aplicou o cartão amarelo ao volante piracicabano, mostrando bom discernimento do lance e cumprindo a Regra. Outro ponto forte foi o posicionamento do árbitro: ele se coloca perfeitamente em campo, fazendo uma boa diagonal e sem medo de entrar na grande área.

PONTOS RAZOÁVEIS: Disciplinarmente poderia ter sido melhor. Soube administrar os cartões, mas pecou em dois lances:

1) deixou de advertir Felipe Santos na falta por ação temerária em Clayton (Final da Partida);

2) não aplicou cartão amarelo ao jogador Diego (11 XV do Piracicaba), que ao perceber que seria substituído aos 41 do 2o tempo, visivelmente se jogou simulando cãibras. Após sair de maca, saltou dela e saiu todo “pimpão”! O árbitro poderia ter sido ajudado pelo bandeira 1, pois visivelmente foi lance para matar o tempo de jogo.

PONTOS FRACOS: Como a Copa Paulista hoje preenche a lacuna da Copa SP no quesito “formação de árbitros”, as críticas aqui vão a fim de ajudar o jovem apitador (que tem bom potencial mas precisa ser lapidado) a melhorar para suas próximas atuações. São 3 colocações:

1) Conversas com os atletas: em diversos lances, Lucenilton justificou suas marcações ou pediu para os jogadores terem bom comportamento. Correto, educado, mas… precisa se impor! Melhorar a autoridade sem nunca confundir com autoritarismo. Creio que é apenas uma questão de maior experiência em jogos de maior apelo.

2) Coibir o retardamento: quando o XV de Piracicaba ficou a frente do placar, a equipe recuou para tentar o contra-ataque, e nesse mister, abusou da cera! Retardou o reinício várias vezes, sendo que no segundo tempo, a cada falta, as cobranças de infrações eram demoradas. Somente no atendimento ao jogador Clayton (1 minuto em campo para só então chamar a maca), ao goleiro Mateus (quase 2,5 minutos) e ao dianteiro Diego (1,5 minuto), perdeu-se um tempo precioso! Agilizar o atendimento e perceber o que é contusão ou cera é importante, e só se ganha essa qualidade com sequências de atuação. Em tempo: só tivemos 4 minutos de acréscimos…

3) Por fim, o mais importante: as disputas de bola entre o zagueiro do Paulista Leandro (4) e o atacante do XV de Piracicaba Geraldo (9). Foram 8 lances, sendo 6 no 1o tempo e 2 no 2o. Geraldo buscava Leandro, e pela sua experiência, apoiava no adversário tentando cavar uma falta. Com apenas 10m, o atacante já tinha abraçado por trás duas vezes o zagueiro, até que na 3a vez (15m do 1o tempo), o jogador do XV a lá “Aloísio Chulapa” (atacante do São Paulo que cavava faltas na entrada da área para Rogério Ceni cobrar em 2002, abraçando com os braços para trás seus marcadores), ludibriou o árbitro e conseguiu o tiro livre. Errou Lucenilton, era falta de ataque, e para seu azar (e do Paulista FC), neste lance saiu o gol piracicabano.

Em suma: apesar do volume de jogo do Galo, das boas defesas do goleiro Mateus, a bola não entrou na meta adversária e o Tricolor acabou perdendo de um gol originado de lance irregular.

Vida que segue. Será que contra a Internacional de Limeira sairá a vitória? Esperamos que sim. O trabalho de Beto Cavalcante é muito bom, o time é jovem e precisa “desencantar”. Mas sejamos justos: há equipes adversárias que investiram bastante para a busca do título.

Força Paulista FC!

E você, o que achou do jogo e da arbitragem? Deixe seu comentário:

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– E hoje tem Paulista x XV de Piracicaba!

Hoje teremos o segundo jogo do Tricolor Jundiaiense na Copa Paulista. O Galo da Terra da Uva joga no Jayme Cintra contra o seu tradicional rival “Nhô Quim”.

Sabemos que o time foi rebaixado da A1 para A2, que existem dificuldades financeiras, que a fase é ruim… mas é o Paulista de Jundiaí, time profissional da nossa cidade e de tantas glórias conquistadas.

O que esperar do jogo?

Depois da novela para a liberação de alguns contratados, o técnico Beto Cavalcante poderá contar com o time “quase ideal” que vinha treinando, diferente da formação que perdeu do Red Bull no último sábado.

A arbitragem será de Lucenilton Souza Ferreira. Bom e jovem árbitro, ainda em formação. Aliás, a Copinha serve para isso: formar árbitros e jogadores num segundo estágio da Copa SP de Jrs.

Prestigie! O jogo começa às 15h, ingressos a R$ 5,00 + 1 kg de alimento.

Acompanhe a transmissão ao vivo pela Rádio Difusora Jovem Pan AM 810 – com a batuta do Time Forte do Esporte de Adilson Freddo; narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Luiz Antonio de Oliveira (Cobrinha), comentários de Heitor Freddo, análise da arbitragem com Rafael Porcari e na técnica Tonico Caparroz! Jornada esportiva a partir das 14h.

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– Arbitragem para o Derby Paulistano: quem apitará o clássico Corinthians x Palmeiras?

Sandro Meira Ricci/PE está escalado para o clássico Corinthians x Palmeiras, acompanhado de Emerson Augusto de Carvalho/SP e Marcelo Van Gassen/SP.

É o trio da Copa do Mundo. Ótima escala. Entretanto…

Não tem paulistas para apitar o importante jogo paulistano? São Paulo não tem mais árbitros da FIFA e nem número sobrando de bons apitadores como antigamente. Hoje, são os juízes Raphael Claus e Luís Flávio de Oliveira para todos os jogos importantes da FPF. E a CBF, sem ter muito o que fazer, os escala na medida do possível. Guilherme Ceretta deu uma sumida, Marcelo Aparecido Ribeiro foi deixado meio de lado e os jovens ainda são “muito jovens”.

Péssimo trabalho da Comissão de Árbitros da Federação Paulista refletindo na carne! Quando assumiram, o Cel Marinho e seu assessor Arthur Alves Júnior tinham Abade, Seneme, Paulo César, Braguetto, Sálvio Spínola e outros brigando pelo escudo da FIFA, e uma quantidade grande de bons árbitros lutando por chances em clássico.

A expectativa de boa arbitragem do competente trio indicado para o jogo deve ser um fato incontestável. Mas se lamenta ser um não-paulista, para tristeza do apito do estado de SP. Ao menos, os bandeiras do jogo nos representarão bem.

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– Você marcaria pênalti no lance polêmico de Corinthians 3 x 0 Bahia?

Igor Junio Benevenuto é jovem árbitro da Federação Mineira de Futebol. Ontem apitou o jogo mais importante da sua carreira, na Arena de Itaquera: Corinthians x Bahia pela Copa do Brasil.

Arbitragem razoável; disciplinarmente ruim, correu bastante, inverteu uma ou outra falta. Entretanto, sofreu para se impor às reclamações do time do Bahia, que me pareceu “pilhado”.

Boa parte das reclamações se deram por supostos favorecimentos do juizão ao Corinthians.

Bobagem. O time baiano não jogou bem e o time paulista soube se impor em seu estádio.

Porém…

Um lance inegavelmente irregular foi marcado provavelmente pelo peso da camisa: o cruzamento do Corinthians para a grande área onde o árbitro entendeu mão do zagueiro do Bahia e marcou pênalti.

Entenda: Fagner cruza a bola e Rafinha se joga para interceptá-la. A bola corre no peito e bate no antebraço, sendo que visivelmente o jogador tenta desviar o corpo para não se marcar “mão na bola” (braço e antebraço são considerados infração).

Lembre-se: só se deve marcar pênalti se houver intenção do atleta, ou seja, deve ser um ato deliberado. Entretanto, desde o ano passado a FIFA orienta a se observar uma “intenção subjetiva”, ou seja, se o jogador disfarçadamente quer que a bola bata no braço, sem demonstrar essa intenção. Foi isso que o árbitro entendeu. Eu, não. Para mim, errou o árbitro.

E para você? Marcaria aquele tiro penal? Deixe seu comentário:

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– Pitacos da Semana no Apito e na Bola

E a ressaca pós-Copa?

Pois é, o Brasileirão voltou e após duas rodadas já temos bastante assunto.

Na primeira rodada do reinício do Campeonato Brasileiro, nenhum carioca venceu. Na segunda rodada, nenhum paulista. O que acontece com os tradicionais times grandes do eixo Rio-SP?

Aliás, na parte de baixo da tabela de classificação vemos o Flamengo na lanterna, e jogando do jeito que está, a coisa está feia… Será que o Mengão quer se juntar ao Vasco na série B em 2015 (já que o time da Colina também não engrena na Segundona)? Aliás: parabéns para o árbitro Sandro Meira Ricci que expulsou Chicão ainda no primeiro tempo corretamente, na partida em que perdeu por 4×0 contra o Internacional.

E o Palmeiras do Gareca? O treinador argentino não quis assumir o time logo que chegou ao Brasil, esperou a pausa da Copa para com calma dar um jeitão mais personalizado por ele e… parece que não adiantou! Lembremo-nos que Gareca foi feliz no Velez, não no Boca Júnior nem no River Plate, sendo uma aposta de risco. É bem verdade que no segundo tempo contra o Cruzeiro o time jogou bem, mas ainda é pouco e não conseguiu se segurar na derrota por 2×1.

Enquanto isso, o Corinthians continua com sua solidez, que é marca do Mano Menezes: pode jogar feio, e se não der para ganhar, joga na retranca pelo empate. Partida triste de se assistir, 0x0 contra o Vitória com muitas faltas e, aparentemente, o juizão Heber Roberto Lopes (que na TV me pareceu acima do peso), gostando do jogo lento.

Na quarta e no sábado, o São Paulo demonstrou as mesmas características da 1a parte do Campeonato: uma no cravo e outra na ferradura! Joga bem demais num jogo e, quando todos pensam que vai embalar, tropeça na sequência. Péssimo resultado a derrota no Morumbi lotado por 1×0 contra a Chapecoense.

Já o Santos reclama da arbitragem – e com razão! O jovem time do bom Oswaldo de Oliveira jogou bem contra o Fluminense em Volta Redonda, em que pese a derrota por 1×0. Entretanto, se existisse a hipótese do treinador pedir para o árbitro rever sua decisão sobre lances polêmicos (como no tênis), veríamos: aos 53m de jogo, Cristovão Borges pedindo para o árbitro Vuaden rever a anulação do gol do Cícero, após Samuel dividir com Aranha. Pediria, mas não adiantaria, pois o juizão acertou ao anular o gol por uma falta no goleiro. Já Oswaldo de Oliveira pediria o “desafio” aos 63m para o Gol de Conca, pois antes da sobra da bola ao argentino o peixe reclamou que houve falta de ataque. Vuaden, pelos “critérios da Copa”, acertou ao não marcar a suposta infração. O problema – e aí com razão – é que depois o juizão começou a marcar lances como aquele… Ora bolas, que critério foi esse? Muda conforme o placar? Errou na leitura do jogo!

Enfim, o Cruzeiro mostra a regularidade de vitórias sobrando na ponta (com várias equipes com 19 pontos atrás dele) e, no plano local, o Paulista de Jundiaí mantém também a sua regularidade, infelizmente, de derrotas. Estreou perdendo por 2×0 na Copa Paulista para o Red Bull em Campinas e mantém a incrível marca negativa de nenhuma vitória do elenco profissional em 2014… Com dor no coração, temos que afirmar: será um torneio doloroso para o Tricolor da Terra da Uva. Ainda bem que não há rebaixamento na Copinha.

Em tempo: o público da Copa Paulista mostra que é ilusão a FPF dizer que ajuda os clubes do Interior a sobreviverem. No Moisés Lucarelli, no citado Red Bull 2 x 0 Paulista, havia mais jogadores em campo do que torcedores na arquibancada. Incrível!

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– O que esperar dos árbitros da Copa Paulista?

A Copa Paulista de Futebol começa nesse final de semana. E o que esperar dos árbitros nela?

Na primeira rodada, veremos muitos árbitros jovens misturados com bandeiras experientes. E isso é muito bom! A oportunidade para novatos deve ser acompanhada de suporte, e os assistentes mais rodados são ideais para isso. Além do que, provavelmente teremos alguns erros de arbitragens, fato natural para quem quer ganhar experiência.

Prova é a escala do jogo do Galo Jundiaiense: Rodrigo Gomes Paes Domingues, 30 anos, apita a estréia do Paulista contra o Red Bull no Moisés Lucarelli. Será seu primeiro jogo na Copa Paulista em seus quase 7 anos de carreira.

Nas escalas mais a frente, provavelmente teremos os árbitros da série A1 e A2 atuando, até por quê eles correm o risco de ficarem parados devido as poucas competições, já que os árbitros paulistas envolvidos na série A, B, C e D do Brasileirão são em número diminuto.

Boa sorte aos clubes e aos árbitros nesta competição que se inicia!

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– Reviva as Manchetes de Felipão e Fred há 1 ano!

Vida ingrata! Há 1 ano Felipão e Fred eram heróis.

Luís Felipe Scolari havia sido demitido do Palmeiras após campanha rumo a Segundona, no mesmo ano que ganhou a Copa do Brasil. Fred machucava e voltava, sempre fazendo seus golzinhos. Bastou ganhar a Copa das Confederações e, como um passe de mágica, os defeitos sumiram!

Claro, os jornalistas, torcedores e especialistas mais experientes sacaram a grande ilusão, mas o torcedor mais ufanista… acreditava piamente no título da Copa do Mundo após a vitória contra a Espanha.

Veja que interessante as duas matérias abaixo, a respeito dos planos de Felipão e as qualidades de Fred:

1) Quando assumiu a Seleção Brasileira, o Portal Globoesporte.com escreveu:

RONALDINHO, ROBINHO, MAICON: FELIPÃO REABRE BRIGA POR VAGAS

Treinador novo, vida nova. O retorno de Luiz Felipe Scolari à Seleção Brasileira reabre a luta por lugar nas convocações e dá esperança a jogadores esquecidos por Mano Menezes. A menos de dois anos da Copa do Mundo, o novo treinador admite que jogadores experientes podem ser resgatados para dar auxílio a um elenco naturalmente jovem – fruto da renovação capitaneada pelo antecessor de Felipão. Mas avisa: existe uma base montada, e as mudanças não devem ser muito radicais.

“Vamos examinar alguns nomes. Cada técnico tem um pensamento, uma forma de jogar, um nome que goste mais ou menos. Um ou outro nome deverá ser mudado. Vamos pegar essa base e implementar uma ou outra coisa” – disse o treinador.

Um nome ganhou força naturalmente com o retorno de Felipão. Ronaldinho Gaúcho foi campeão do mundo com Scolari em 2002 e agora teve rendimento sólido no Brasileirão pelo Atlético-MG. Mas o treinador, pelo menos por enquanto, não dá pistas sobre o retorno dele.

Só vamos começar a discutir nomes a partir de agora. Sobre quem não estiver convocado, não falo. Ronaldinho, Pedrinho, João… Só quando convocarmos.

2) E sobre Fred? A esperança era total! Veja que curioso, também do Portal Globoesporte.Com:

FRED E A CONFIANÇA DO CHEFE

Com dois dias de atraso, por conta da participação do Fluminense na Taça Libertadores, Fred se apresentou à Seleção Brasileira com uma fratura incompleta na costela. Mesmo assim, o atacante está cheio de moral com Luiz Felipe Scolari para o amistoso com a Inglaterra, domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã.

Neste sábado, o treinador encheu o camisa 9 tricolor de elogios, garantiu que as dores na costela não estão atrapalhando o desempenho do jogador e o colocou como uma de suas opções para usar a braçadeira de capitão da Seleção.

“– Fred é importante para o grupo. É um dos capitães da nossa equipe. Ele não sente dor nenhuma. Antes do treino, numa jogada simples, ele fez um giro e acertou um voleio espetacular. Uma dor ou outra, ele suporta. Dentro daquilo que o médico nos disse, vale a pena contar com o Fred e esperar que ele jogue, no mínimo 45 minutos, para encaminhar a equipe que será titular na Copa das Confederações” – disse Felipão, que também apontou Thiago Silva e David Luiz como opções para a braçadeira, com vantagem para o zagueiro do Paris Saint-Germain.

No futebol, 1 ano pode ser muito tempo! De heróis a vilões!

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– O Pênalti Reclamado da Argentina. Você marcaria?

NOS ROBARON LA ILUSIÓN, é a manchete em letras garrafais do diário esportivo mais importante da Argentina, o “Olé”. O motivo: a reclamação (indevida) contra a arbitragem do italiano Nicola Rizzoli.

O árbitro “deixou bater” e não coibiu a cera argentina. Errado, lógico, mas isso não interferiu no resultado do jogo. Aliás, Mascherano teve licença para fazer faltas. Ao menos, o jogador deveria ter recebido 3 cartões amarelos por jogadas duras.

Porém, a Argentina reclama de uma bola defendida por Neuer cujo joelho atinge Higuaín.

Confesso: o lance traz uma série de dúvidas se visto de longe ou em câmera lenta. Plasticamente, é uma jogada violenta e não dá para falar de bate-pronto: errou ou acertou.

Veja o lance: https://www.youtube.com/watch?v=674Xa3nlQF0

À luz da Regra: os jogadores que disputam uma bola de maneira legal evidentemente entram em contato físico e podem se machucar. O goleiro, porém, tem a prerrogativa de usar as mãos dentro da área, e pular numa bola para defendê-la é algo natural nessa disputa.

O problema é: COMO PULAR!

Reparem que Neuer olha a bola e pula para socá-la. Primeiro ele atinge a bola (e isso é determinante) e seu corpo atinge o adversário posteriormente. Se antes de atingir a bola (ou simultaneamente ao atingir) ele atingisse Higuaín, seria infração.

Entretanto, existe a questão do modo de disputa desta bola. O joelho de Neuer está numa posição natural de quem pula, não é de maneira imprudente. Ele também não o levanta deliberadamente “a lá Fábio Costa”, visando impedir o adversário de maneira temerária em disputá-la, tampouco com força excessiva. Portanto, NÃO FOI PÊNALTI.

Apesar de tudo isso, respeito as duas seguinte interpretações (que não as faria, mas entendo ser respeitadas pela dificuldade e rapidez do lance):

1- A de que Neuer saberia que, em tal salto, mesmo involuntariamente, atingiria e poderia machucar Higuaín (portanto, infração por imprudência, sem aplicação de cartão).

2 – A de que Higuaín, vendo o goleiro saltar, abdica de pular na bola e espera ser atingido, numa espécie de “meia cama-de-gato”, e marca tiro livre direto do argentino por infração no goleiro (que foi a decisão do árbitro).

Reforço: pelas explicações acima, não marcaria pênalti pelo fato do goleiro atingir primeiro a bola e o joelho dele atingir o adversário pela decorrência normal de contato físico da jogada, já que não se percebe intenção faltosa. Lance normal de jogo.

E você, marcaria o pênalti?

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– O péssimo legado da arbitragem da Copa ao Brasil

Toda vez que um Mundial se encerra, os árbitros e comissões de arbitragem locais querem colocar em prática tudo o que viram no seu ambiente de trabalho.

Me recordo que alguns mais irônicos costumavam dizer: “Expulsar no começo do jogo? Dar Amarelo em Simulação? Acrescentar 5 minutos de jogo? Marcar esse tipo de falta? Só em Copa do Mundo!

Árbitro de Copa é aquele que serve de exemplo para os demais. Ele pode e deve apitar tudo o que a Regra manda sem preocupação com reclamações. Mas foi isso que se viu em 2014?

Na-na-ni-na-não!

Amigos, descumpriu-se a Regra do Jogo na questão disciplinar em quase todas as partidas! Os cartões foram trocados por bate-papos entre árbitros e jogadores.

A Copa do Mundo teve uma queda drástica de Amarelos e Vermelhos, mas não por fair play e sim por acomodação dos árbitros.

Para mim, ficou claro: foi evitado ao extremo o uso dos cartões, a fim de que jogadores não fossem suspensos ou expulsos.

E agora?

Nas próximas rodadas do Brasileirão, ouviremos jogadores que entram deslealmente nas jogadas, justificando que os lances mais duros de falta “não são para cartões nem na Copa do Mundo”!

Aguardemos os jogos e veremos!

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– Onde e Como o Brasil está errando no futebol

A imagem do relaxado treinador alemão Joachim Low abraçando o seu estressado colega brasileiro Luís Felipe Scolari diz tudo! O primeiro curtiu a Bahia e ainda assim treinou bastante; o segundo quase não deu coletivo, fez pegadinha com a imprensa (treinou um time diferente e não passava de uma “mentirinha”) e arranjou briga contra tudo e contra todos. Detonou a arbitragem e levantou complôs.

A verdade é que treinadores brasileiros estão perdendo espaço no cenário mundial. No ano passado, durante a Copa das Confederações, o grande Paul Breitner disse na Sportv que o Brasil estava 30 anos atrasado taticamente. E tinha razão!

Felipão é um motivador (sempre foi). Armava retrancas e assim ganhava. Com bons jogadores, fazia ótimos times e levantava a moral deles. Mas sem “pé-de-obra” qualificado, nunca fez nada de diferente.

Se treinassem a Seleção, o que fariam Guardiola, Mourinho, Pekerman, Sampaoli, Bielsa, Van Gaal, Kloop, Simeone, Klinsmann, Wenger…?

Poderiam fazer muito mais, desde que aqui viessem morar, tivessem assistentes técnicos locais e uma grande quantidade de datas para treinar. Ao contrário, impossível realizar um bom trabalho sem conhecer e assimilar as dificuldades tupiniquins.

A verdade é: vivemos entressafra de treinadores, dirigentes e árbitros. Os nomes são os mesmos há tempos!

Carlos Alberto Parreira, campeão mundial e de muitas experiências internacionais, tão rodado e culto, há quanto tempo milita no futebol entre erros, acertos e teimosias? Lembremo-nos que ele disse recentemente:

A CBF é um exemplo para o Brasil. É o Brasil que deu certo, que dá certo“.

Bola fora, não? O horroroso trabalho de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero deu continuidade à destruição paulatina da estrutura do futebol, iniciada por Ricardo Teixeira e que não se vê mudança a curto prazo.

Que futuro teremos com o próprio Marco Polo Del Nero (que faliu o futebol dos pequenos clubes paulistas) a partir de 2015, onde passa de vice para presidente da CBF? Não se vê nome novo ou dirigente que nos dê esperança. São poucas as boas expectativas para o futuro, olhando por esse prisma. E isso vale para as Federações Estaduais e para os dirigentes da arbitragem, que vivem e transitam no mesmo berço esplêndido.

Dentro de campo, o cenário é negro. Nos anos 90, a Seleção Brasileira tinha os artilheiros das principais ligas europeias: Jardel em Portugal, Ronaldo na Espanha, Amoroso na Itália, Elber na Alemanha, Sonny Anderson na França e até Alcindo no Japão. E jogando por aqui Evair, Bebeto, Romário… Hoje, temos Fred e Jô!

Todo ano, revelávamos talentos no Campeonato Brasileiro. E no último ano, quem foi revelado?

As categorias de base não formam mais ninguém, e os garotos vão embora cada vez mais cedo. O número de estrangeiros no campeonato nacional foi liberado, fechando o mercado de trabalho e as oportunidades para esses jovens.

Por fim, todo esse ambiente já dava sinais: ou era apenas acaso o Santos ser goleado por 8 do Barcelona, o Internacional perder do Mazembe e o Atlético Mineiro cair diante do Raja Casablanca?

Maldita Copa das Confederações! Mascarou a fragilidade de um time que tinha muito a evoluir e, acomodado com uma conquista, regrediu na sua autossuficiência.

Não vejo futuro bom para a Copa da Rússia-18. A não ser que mais 10 rebentos como Neymar (que surge sem planejamento dos clubes mas por puro talento) apareçam para salvar a Pátria.

E você, o que espera do futuro do futebol brasileiro?

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– Análise da Arbitragem de Brasil 0 x 3 Holanda. Como foi o Árbitro?

A Seleção Brasileira mais uma vez decepcionou em campo. E alguma polêmica no jogo devido a dois gols irregulares da Seleção Holandesa, mas que pela falta de moral do Escrete Canarinho não foram tão reclamados.

Em tempo: escrevo essa análise vendo pela TV a imagem de Luís Felipe Scolari xingando, gesticulando e ofendendo de todas as formas o árbitro argelino Djamel Haimoudi. Treinador mau perdedor?

Lance 1: Thiago Silva agarra Robben pela camisa fora da área, o holandês continua até tentar entrar na área. Aqui, algo importante: a falta se consuma onde ela impede o jogador de jogar DE FATO. Se o agarrão começa fora da área e o jogador consegue correr mas não se desvencilha da mão, é falta no ponto onde ele foi parado. Se dentro da área, pênalti; se fora, tiro livre direto. A infração no lance de hoje começou e terminou fora da área. Deveria ser marcada falta e não pênalti. Na jogada, o árbitro deu cartão amarelo. Errou também, deveria ter expulso Thiago Silva pois era situação clara de gol.

Lance 2: Atacante da Holanda recebe em posição de impedimento e cruza na área, saindo o segundo gol. Ilegal.

Lance 3: Oscar se joga na área pedindo pênalti. Não foi nada e recebeu o Cartão Amarelo. Acertou o árbitro. Curiosidade: foi o 1o cartão amarelo por simulação na Copa do Mundo.

Lance 4: No segundo tempo, pênalti não marcado em Robben.

Fim de Copa para o Brasil, de maneira lamentável. Parece que estamos sem comando, e a imagem de jogadores reservas orientando o time foi realista!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Alemanha x Argentina

Nicola Rizzoli, italiano, trabalha como arquiteto, tem 42 anos e um currículo de reclamações como juiz de futebol. E é esse o árbitro da final da Copa do Mundo.

Mas a escala é estranha. Muito estranha mesmo!

Entenda:

1) A FIFA gosta de fazer média geopolítica, e propagou a tal da “neutralidade de continentes na Copa do Mundo”. Brasil (Conmebol) jogará contra a Holanda (UEFA) e apitará um árbitro da Argélia (CAF). Mas para Argentina (Conmebol) x Alemanha (UEFA), apitará um árbitro da Europa.

2) Na hora do almoço, a escala divulgada era a do sueco Erickson como o apitador da final. Muito se falou das suas características nas redes sociais a partir de então. Eu próprio conversei com alguns amigos debatendo a minha surpresa pela sua escala. Ele houvera apitado muito bem o jogo entre Argentina x Suíça. Mas nesse jogo citado, o árbitro originalmente escalado seria o uzbeque Irmatov que, com exclusividade pela FOX Sports, o jornalista e ex-árbitro trimundialista Carlos Eugênio Simon divulgou que foi vetado pela AFA. Vejam a força do Grondona, presidente da “CBF da Argentina”.

3) Eis que à tarde aparece como árbitro finalista Nicola Rizzolli. Ué, imaginei que Sandro Meira Ricci não seria escalado para a final (embora, tecnicamente, merecesse) devido ao fato de que seria seu 4o jogo na Copa 2014, porém o 3o em um jogo da Alemanha, e provavelmente a Argentina vetaria (mesmo que em tempos anteriores se dizia existir a política do bom relacionamento entre CBF e AFA). Mas eis que Rizzoli está na mesma situação ao inverso: será seu 4o jogo na Copa, sendo o 3o da Argentina (Nigéria x Argentina, Argentina x Bélgica e agora Alemanha x Argentina)!

Hum… aí eu estranhei. O árbitro de um jogo tão importante é divulgado de maneira errada e depois corrigido? O brasileiro Sandro apitou muito bem – melhor do que Rizzoli – e fica de fora por excesso de jogos da Alemanha, sendo o mesmo motivo desprezado na escala de seu colega italiano frente aos Hermanos?

Júlio Grondona reina sozinho depois da aposentadoria de Ricardo Teixeira… até nessa a dupla Marin & Marco Polo levam de goleada.

Enfim: Nicola Rizzoli é razoável tecnicamente e conversa bastante em campo. Muito papo mesmo, abdicando de cartões por boas explicações. Na Itália, é contestadíssimo pela sua competência.

Vejamos o que pode acontecer! Teoricamente, o jogo é fácil. Mas que a escala é estranha, sem dúvidas que é.

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Brasil x Holanda

Djamel Haimoudi, da Argélia, apitará a decisão de 3o e 4o lugar da Copa do Mundo entre Brasil x Holanda.

Se para as Seleções o jogo tem pouco interesse, é a partida da vida para o juizão de 43 anos!

Djamel já apitou jogos importantes da Copa das Confederações e final de Copa Africana, mas nunca foi tão longe numa Copa do Mundo. Aliás, é o africano que mais se destacou no apito nos últimos tempos e o primeiro do seu continente a apitar tal jogo.

Sua principal atuação nesta Copa foi a Oitava-de-final entre Bélgica x EUA, além do empate da Costa Rica x Inglaterra e da vitória da própria Holanda contra a Austrália.

Não costuma dar muitos cartões, corre bastante, é razoável tecnicamente e muito discreto. Não tem trejeitos espalhafatosos e tem a sorte de não ter lances polêmicos em suas partidas.

Creio que fará uma boa arbitragem.

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– Os favoritos para a Final da Copa do Mundo!

Times e árbitros: quem vai para a final da Copa do Mundo?

Nas semifinais que começam nessa 3a feira, pelo futebol apresentado, penso que a Alemanha é favorita contra o Brasil e a Holanda favorita contra a Argentina. Mas, claro, uma observação: ser favorito tecnicamente não quer dizer que irá ganhar, devido a outros fatores: campo, casa, momento, raça, motivação.

Pode dar qualquer coisa! Mas se fosse só na bola, creditaria uma final europeia. Porém, como penso que os times estão mais “raçudos” pelo dopping psicológico da “ Copa das Copas”, mesmo com futebol inferior, creio que teremos Brasil x Argentina!

E os favoritos ao apito na Final?

Se for uma final sulamericana, apostaria no holandês Bjorn Kuipers. O chefe dos árbitros Mássimo Bussaca gosta dele, apitou a final da Copa das Confederações no Maracanã e está acostumado a grandes decisões.

Se a final for entre Brasil x Holanda, apostaria no argentino Nestor Pitana. Está fazendo um bom cartaz na Copa do Mundo e é fortíssimo nos bastidores. Mas se o Brasil cair fora e a final for entre Alemanha x Argentina / Holanda, que tal um brasileiro apitando a decisão? Sem patriotismo exacerbado, Sandro Meira Ricci / Emerson Augusto / Marcelo Van Gassen fizeram ótimas apresentações, e seria um reconhecimento ao trabalho deles.

A questão é: a FIFA costumava dispensar árbitros de países envolvidos em fases mais adiantadas conforme eles passavam de fase. Desta vez mudará o critério?

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– A Bola Fora do Felipão

Se o cara é treinador da Seleção Brasileira de Futebol, quer dizer que algum mérito logicamente ele tem. E pela importância do cargo, deve estar preparado.

E se o nobre esporte bretão é o seu ganha-pão, deve se atualizar nos seus detalhes. Ter noções das 17 Regras do Jogo é condição obrigatória para um bom trabalho.

Mas eis que Luís Felipe Scolari soltou uma “pérola” no Jornal Nacional da Rede Globo sobre o bobo Cartão Amarelo que Thiago Silva recebeu contra a Colômbia (por impedir a reposição de bola ao jogo interceptando o goleiro quando ela estava  em sua posse) e o tirou do jogo semifinal frente a Alemanha:

Não consigo entender o cartão, talvez a lei ou a regra diga que passando na frente (não conheço totalmente a regra) quando vejo a bola lançada para o alto pelo goleiro, ela está em jogo, Thiago passa e bate na bola, não bate por querer, goleiro lança a bola e bate no Thiago, bola em jogo, não cometeu nada e o juiz entendeu como falta. A bola está em jogo e Thiago pode fazer o gol“.

Explicação confusa de Felipão, relatando o lance a seu grosso modo e sem admitir que Thiago deliberadamente foi interceptar a reposição. Pior é que ele quer que a CBF recorra junto a FIFA para anular o cartão!

Não faça isso, Scolari. Vai ficar feio, seja digno! Você deveria saber – justamente pelos seus anos de estrada no futebol, conquistas e experiência adquirida – que o goleiro não pode ser molestado quando repõe a bola ao jogo estando em suas mãos ou no ar enquanto chuta! A Regra considera isso como “posse de bola”, e ela só pode ser disputada quando é colocada em jogo, após o lançamento com as mãos para o campo ou após ser chutada definitivamente. Nunca durante o ato da reposição (aquela trajetória das mãos aos pés no ar), pois tem o mesmo peso de punição de chutar a bola enquanto o goleiro a estiver segurando.

Sinceramente, penso que o infantil cartão que Thiago Silva levou (é claro que boleiro sabe que isso é errado) poderia ser evitado. Me parece mais chororô de Felipão. Ou será que ele não confia no zagueiro substituto, Dante, que curiosamente joga na Alemanha, que é nosso próximo adversário?

Para você: Scolari está criando polêmica de propósito para desviar o foco ou ele realmente não sabe desse detalhe da Regra?

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– O que esperar de Marco Rodríguez na partida Brasil x Alemanha?

Marco Antonio Rodríguez Moreno, 41 anos, mexicano, apitará a semifinal da Copa do Mundo entre Brasil x Alemanha. Tem 15 anos como árbitro da FIFA, já apitou final do Mundial Interclubes e está na sua 3a Copa do Mundo.

Seu apelido é de “Chiqui Drácula”, em alusão a um personagem de TV inspirado no Conde Drácula no qual a torcida do México lhe creditou o nome pela semelhança física (vide suas sobrancelhas). Lá, é considerado uma celebridade e dá autógrafos a aficcionados torcedores.

Suas características: costuma ser rigoroso na aplicação dos cartões amarelos e vermelhos, não vacila em marcar pênaltis e é muito bom tecnicamente.

Irá colocar em prática essas qualidades?

Talvez. Neste Mundial apitou Bélgica x Argélia (sem polêmicas) e Uruguai x Itália (bem polêmico). E neste clássico disputado entre as potências mundiais, utilizou a desastrosa orientação da FIFA de poupar cartões e não marcar faltas. Em especial, expulsou Marchisio após uma forte solada em Arévalo Rios. Seria correto pelo seu estilo, mas na partida não deu diversos cartões amarelos para faltas quase tão fortes quanto essa, irritando os italianos. E no lance histórico da mordida de Luizito Suárez em Chiellini, não viu o lance e deixou de expulsar o uruguaio. Considerando o histórico de mordidas de Suárez, faltou bom senso em não entender que a marca da mordida no ombro do italiano poderia ter sido realmente dele pelas justas e insistentes reclamações do italiano.

A minha grande dúvida é: será que pelo fato das semifinais terem os cartões zerados para a finalíssima, voltará a apitar no seu estilo, ou se prendará ao horroroso critério da FIFA?

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– Entendendo como o árbitro errou no lance da contusão de Neymar. Será punido ou não?

O leitor do Bom Dia já sabia que teríamos lambança por parte do árbitro na partida da última sexta-feira: publicamos a temeridade da escala do espanhol Carlos Velasco para o jogo entre Brasil x Colômbia (para ler novamente, acesse: http://is.gd/EscalaBRACOL), ressaltando que era um desastre disciplinarmente (ruim para o jogo) e que sua fragilidade seria boa para o Brasil (aceitaria a pressão do time da casa).

E, de fato, foi uma tarde/noite muito fraca do juizão (sobre a análise do desempenho da arbitragem no jogo de sexta-feira, acesse: http://is.gd/AnaliseBRA2COL1)!

Tão ruim que até nos lances de gravidade falhou, e em especial no erro da interpretação da contusão de Neymar.

A impressão que eu tinha é que o árbitro estava atrás da jogada, perdendo a noção de profundidade do lance e assim não observando o joelho nas costas pelo próprio corpo do atleta da Colômbia encobrindo o lance. Mas não foi nada disso! Após a cobrança de escanteio contra o Brasil, quando Neymar tenta o domínio de bola para armar o contra-ataque, o árbitro já estava fora da grande área e numa perfeita paralela com os jogadores envolvidos. Ele estava correndo para o meio de campo, voltando com os demais atletas e na melhor posição possível para ver a joelhada. Ele viu e errou na interpretação, entendendo como falta simples e aplicando a vantagem (a Seleção ficou com a posse de bola e armou um ataque nessa jogada).

Quando há uma falta grave (e na hora o árbitro não teve essa percepção), se deve abdicar da vantagem e parar o lance, aplicando de imediato o cartão vermelho e chamando o pronto-atendimento médico. Foi essa a falha nesse lance específico.

E o árbitro assistente, vulgo bandeira?

Estava tão bem colocado quanto o árbitro. Poderia na paralisação ter dito ao árbitro que não foi somente uma simples falta de jogo por “carga” (um erro comum em lances assim), mas sim uma joelhada intencional, passível de expulsão.

O lance de Zuñiga foi deliberado, ninguém pula acidentalmente com o joelho nas costas do adversário numa disputa de bola.

PUNIÇÃO – A FIFA pune lances nos quais o árbitro não vê. Nos que ele vê, ela respeita a interpretação do árbitro e nada faz.

Será que ela vai punir Zuñiga, entendendo que o árbitro não o advertiu por cartão vermelho pois não teve a percepção da jogada e não viu a joelhada (como fez com Luizito Soares e a mordida em Chiellini, determinando uma pena pelo fato de ser necessária a análise da imagem pós jogo) ou entenderá que o árbitro viu o lance, tomou sua decisão lá dentro de campo ao deixar o jogo seguir interpretando como falta leve e posterior vantagem (como fez com a cotovelada de Neymar no adversário croata na rodada 1, onde recebeu somente o Cartão Amarelo e a FIFA respeitou a interpretação do árbitro que não o expulsou)?

Em suma: jogada / atitude infracional fora do campo de visão do árbitro vai a julgamento pela FIFA. As que estavam no seu campo de visão e que tomou conscientemente uma atitude, a FIFA faz prevalecer a decisão do árbitro.

Fica a pergunta: Velasco viu a joelhada e tomou uma má decisão ou o árbitro não percebeu o real desenrolar da jogada?

Particularmente, entendo que viu sim e foi traído pela sua avaliação sobre a gravidade.

Importante: a Seleção Brasileira continuou o jogo, foi ao ataque e só depois percebeu o ocorrido, com Marcelo, que estava por perto e viu que era uma contusão séria.

Que não se mude o foco para “injustas perseguições da arbitragem contra o Brasil”, pois no jogo de hoje tivemos em faltas: BRA 31 x 23 COL (em que pese as não marcadas para cada lado). Nos cartões, apesar de 30% a mais de infrações brasileiras, empate em 2×2 nos Amarelos. Nos cartões vermelhos não aplicados, 1×1 (Zúñiga em Neymar e Júlio César no pênalti cometido).

E não vale reclamar do cartão amarelo que tirou Thiago Silva da semifinal, foi erro claro do zagueiro que de tão valorizado e badalado que é, deveria conhecer a regra (aliás, por pouco o goleiro não chuta o pé do zagueiro acidentalmente pela falta chamada de “ação temerária” do brasileiro impedindo a reposição de bola).

O medo e que se concretizará é: Felipão criou uma história de complô contra o Brasil e que está sendo comprada por muitos. O caso de Neymar é pontual, pois no jogo em si não houve arbitragem inimiga (desastrosa disciplinarmente para ambas equipes e que “amarelou” para o vermelho do goleiro Júlio César). Contra o Chile, inventou-se a desculpa de gol mal anulado para Hulk e pênalti não marcado. E contra a Croácia, Nishimura ficou na lembrança no discurso de Scolari de que se “marcaria 10 vezes o pênalti em Fred” (inexistente).

Como Felipão é inteligente! Aproveitou-se de uma fatalidade para reforçar uma tese inventada e agora propagada pelos atletas e por alguns setores mais apaixonados da imprensa!

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– Análise da Arbitragem de Brasil 2 x 1 Colômbia. Como foi o árbitro?

Juizão fraco, como previsto na nossa análise pré-jogo de Carlos Velasco. Deixou de marcar faltas e marcou algumas que não foram. Aliás, a 1a infração do jogo ditou o ritmo: o colombiano segura Marcelo, mas não o impede de seguir a jogada. O lateral esquerdo parou pedindo a falta e Velasco marcou. Na Inglaterra, na Itália ou na Alemanha o atleta continuaria a jogada, e caso parasse, o árbitro não marcaria a falta.

A partida não exigia tecnicamente. Conversou bastante (seguiu à risca a orientação da FIFA: a de poupar cartões). E nessa onda, se enrolou no jogo falando muito e descumprindo a regra, se mostrando um desastre disciplinarmente. Vide, por exemplo, clássico lance para Amarelo no agarrão sofrido por Paulinho no 1o tempo.

No intervalo os colombianos reclamaram e parece que as queixas foram aceitas: no primeiro ataque de Hulk no 2o tempo, uma falta inventada na queda do zagueiro.

E Cuadrado? Invariavelmente fazia suas faltas e ficava só na conversa. Tinha licença para bater…

Um raro acerto de detalhe da Regra: Thiago Silva acertadamente leva o Cartão Amarelo por impedir que a bola seja reposta em campo pelo goleiro. Explico: quando a bola está na mão do goleiro e ele a joga no ar para chutá-la, não pode ser interpelado. O goleiro tem o direito de repor a bola em jogo, e mesmo quando ela está no ar, é considerado posse de bola. Mas atenção: é diferente da situação em que o goleiro a domina com as mãos e a põe no chão. Lembram-se da famosa roubada de bola do jovem Ronaldo em Rodolfo Rodriguez (Cruzeiro x Bahia)? Aquilo é válido, pois a bola tecnicamente já estava em jogo. Resumindo: por bobagem Thiago Silva ficou fora da semifinal.

O árbitro também errou ao dar cartão amarelo a Júlio César no pênalti cometido. Foi situação clara de gol e atingiu as pernas do chileno; deveria ser expulso.

Sobrou tempo ainda para uma pancada nas costas em Neymar. A decisão do árbitro? Esquece… Ele estava bem atrás da jogada e não teve a noção de profundidade para ver o joelho propositalmente atingir o jogador.

Em suma: erros e acertos a favor do Brasil. Fragilidade total de um árbitro que só está na Copa por força política.

E aqui vai um comentário sobre quem que não estará na final da Copa do Mundo devido a classificação do Escrete Canarinho: Sandro Meira Ricci, Emerson Augusto e Marcelo Van Gassen são infinitamente melhores do que o trio espanhol de hoje e foram brilhantes nos jogos que trabalharam até então. Parecem não ser do mesmo naipe ou da mesma competição.

O árbitro tornou o jogo difícil, pois não soube se impor e escondeu os cartões. Ruim demais para um jogo dessa importância, e fica provado: a Espanha é privilegiada na produção de juízes ruins.

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– Análise da Arbitragem Pré-Jogo de Brasil x Colômbia

Se você acompanha os jogos do Campeonato Espanhol, ao ver a escala de Carlos Velasco Carballo para o jogo Brasil x Colômbia, dirá: o juizão é nosso!

A Espanha não possui bons árbitros. Velasco é conhecido, está na Copa porque a Espanha, com toda a sua força e poder político, não poderia ficar de fora (a França de Platini, atual presidente da UEFA, foi excluída da arbitragem no Mundial). Árbitro comum, em suma.

Para mim, depois de tantas reclamações (infundadíssimas) de Felipão sobre a arbitragem, a FIFA cedeu e escalou um árbitro caseiro, que na dúvida, é prol da camisa mais forte. Real Madrid e Barcelona que o digam (que apesar de times fortes, contam muitas vezes com a benevolência dos apitadores de lá).

Suas características:

EXCELENTE NA EXPERIÊNCIA (43 anos de idade e muitos jogos importantes na carreira),

MUITO BOM FISICAMENTE (corre bastante, aguentará bem uma prorrogação caso ela exista),

RAZOÁVEL/RUIM TECNICAMENTE (erra eventualmente na marcação de faltas em lances simples),

RUIM DISCIPLINARMENTE (aplica muitos cartões amarelos desnecessários, e quando tem que expulsar, vacila no uso do cartão vermelho – embora a FIFA tenha orientado os árbitros a segurarem seus cartões, usando-os em último caso).

Se houve boa vontade da FIFA com a Seleção dentro de campo, com a de fora, não! Quem acompanhou a última partida, viu a bagunça que o banco de reservas brasileiro fez (não só o Brasil, mas em diversos jogos os bancos ficam mais alvoroçados do que as arquibancadas). Felipão se exaltou, xingou, e só não foi expulso pois o árbitro daquela ocasião, Howard Webb, não entende a língua portuguesa. Para cuidar dos excessos de Scolari, foi escalado o norueguês Svein Oddvar Moen.

Alguém viu Svein apitar? Não, ele é o “bom quarto-árbitro”, o cara que toma conta (literalmente) dos bancos e que só chama o árbitro principal quando não dá mais para controlar um treinador que não se comporta bem e tem que ser expulso. Portanto, abra o olho, Luís Felipe!

E aí, o que você espera da arbitragem e do jogo? Meu palpite era 1×1 nos 90 minutos e um gol brasileiro na prorrogação. Após saber da escala e fazer o meu comentário na Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan AM 810 (no Programa Toque de Bola apresentado pelo nosso comandante Adilson Freddo), mudei o palpite: BRA 4 x 2 COL no tempo normal.

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EM TEMPO: Nestor Pitana, da Argentina, apitará o outro jogo das Quartas-de-Final entre Alemanha x França. Pitana nem era cotado para ir à Copa, o nome era de Diego Abal, que foi aprovado em todos os testes físicos, escritos e práticos. Para a surpresa geral, entrou Pitana, que com essa partida terá feito seu 4o jogo. A propósito sobre a força dos argentinos nos bastidores, leio no blog do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, atualmente comentarista na FOX Sport, que o uzbeque Irmatov apitaria Argentina x Suíça, mas foi vetado pelos hermanos e por isso apitou o sueco Eriksson (o mesmo de Brasil x Camarões). Parece que Julio Grondona, presidente da AFA e homem forte dentro da FIFA, continua mexendo os pauzinhos. Quantos jogos a Argentina fez no quente Nordeste Brasileiro? Ou na Amazônia? Já a Alemanha, a Inglaterra… E se a FIFA aceita veto de um protagonista da Copa, o que dirá do anfitrião e forte ator como o Brasil?

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– O Craque da Camisa 10 da Copa do Mundo até agora é…

Quem tem sido o craque da Copa até agora?

Veja as dicas:

É da América do Sul,

Veste a camisa 10,

Sua Seleção joga de Amarelo ou de Azul,

Tem apenas 22 anos e recentemente fez um contrato milionário na Europa.

Sim, acertou quem pensou no colombiano James Rodríguez! O garoto tem jogado muita bola, já tem 5 gols em 4 jogos na Copa (aliás, a Colômbia tem 100% de aproveitamento no Mundial, e o Brasil…) e seu futebol é vistoso!

Tímido, James pediu delicadamente para que o chamem de “Rámês” ao invés de “Jeimes”, em referência à pronúncia do seu nome. Elogiado como Messi colombiano, tem reagido sem graça aos elogios feitos a ele.

O Brasil não tem um meia esquerda como ele. E, sem dúvida, a atuação dele (e da Seleção Colombiana) contra o Uruguai foi muito melhor do que a de Neymar (e da Seleção Brasileira) contra o Chile.

A um desavisado, poderia achar que a camisa 10 amarela que deu show na tarde de sábado no Maracanã era uma projeção holográfica do Brasil dos anos 70 ou 80, ou uma lembrança do time da Copa das Confederações 2013.

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– Complô contra o Brasil? Esqueça!

Leio e me surpreendo negativamente com as declarações do ex-árbitro da FIFA José Roberto Wright em sua coluna no Jornal Lance (pg 6, ed 29/06/2014).

Escreveu o colunista sobre as arbitragens em jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo:

Vejo esquema preparado para nos tirar da final desde a primeira rodada”.

Meu Deus! Se há conspiração, esqueceram de avisar o árbitro Nishimura (pênalti inexistente a favor de Fred), Howard Webb (que não voltou a primeira cobrança dos tiros penais defendida por Júlio César após visível adiantamento) e os assistentes do colombiano Wilmar Roldán que anularam os gols mexicanos contra Camarões (e que indiretamente beneficiaram o Brasil, tirando a Holanda do seu caminho).

O mundo do futebol é incrível, pois:

1- antes, se especulava bobagens que o Brasil “comprou a Copa. Será que o Marin e o Marco Polo guardaram o comprovante de pagamento?

2- após reclamações infundadas do Felipão, fala-se em premeditação para eliminar o anfitrião. A troco de quê?

Me preocupa o fato de alguém como Wright, que apitou Copa do Mundo e fez parte de diversos comitês da FIFA após sua aposentadoria, trabalhou tanto tempo na Rede Globo e escreve em um importante jornal especializado em esportes como o Lance, declarar algo tão grave e incisivo publicamente! Respeito demais o conceituado ex-árbitro e atualmente jornalista. Mas afirmar categoricamente tal coisa, aí não dá!

Não acredito em esquema nem pró e nem contra. E você?

Deixe seu comentário:

Sobre a análise da arbitragem de Brasil 1 x 1 Chile, leia nossa opinião, em:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/25827/brasil-1-x-1-chile-e-a-arbitragem-como-foi

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– Brasil 1 x 1 Chile. E a arbitragem, como foi?

Pois é. O primeiro jogo pelas Oitavas de Final da Copa do Mundo de 2014 foi teste para cardíaco. Reclamações de gol anulado, bola na trave e desfecho feliz para os brasileiros nos pênaltis.

E a arbitragem do inglês Howard Webb, como foi?

Se você olhar com olhos de torcedor, correrá o risco de dar uma nota muito baixa. Mas se analisar friamente, observará que o árbitro foi bem no geral, e, nos lances polêmicos, excepcional! Só não levará nota máxima pela prorrogação.

Vamos lá: algumas queixas se referem em deixar o jogo correr em determinados momentos de quedas de jogadores. Ora, pelo fato do juiz ser da Inglaterra e o jogo ser disputado por equipes latino-americanas, há um natural choque de cultura no futebol. Aqui, se busca a falta cavada e lá, ao contrário, falta é quando ocorre realmente uma irregularidade que impeça o atleta de seguir no lance. “The Faul” para um árbitro inglês é coisa séria!

Neymar começou levando pontapés dos chilenos, advertidos verbalmente com correção pelo árbitro. Mas nas infrações mais leves, “enfeitava a queda” a fim de cavar cartões para os adversários. Juiz experiente não cai nessa… Tanto que depois o garoto ficou mais tempo em pé!

Se o árbitro fez uma boa leitura no começo da partida, se acomodou no final do jogo e durante todo o segundo tempo da prorrogação. Ele simplesmente deu uma de “Ganso”. E sabe o que significa isso? Na linguagem da arbitragem, se refere ironicamente ao árbitro Romualdo Arpi Filho, o “Rei do Empate”, que administrava os finais de jogo “picando” os lances. E foi exatamente o ponto negativo de Webb: torceu para a peleja ficar no 1 x 1!

Se falamos do árbitro na condução do jogo ao longo da partida e da sua mudança não positiva no final, não podemos também deixar de falar da sua atuação disciplinarmente: cartões bem ou mal aplicados?

Neste sábado, Webb cumpriu o que tem se pedido pela FIFA e que seus colegas estão fazendo muito bem: a não vulgarização dos cartões amarelos e vermelhos! Se Brasil x Chile tivesse sido jogado pelo Brasileirão, teríamos uma enxurrada de advertências e expulsões. Respeito, pois é uma conduta adotada, embora tenho o seguinte temor já escrito em outras oportunidades: o limite da economia dos cartões pode beirar o descumprimento da Regra do Jogo!

Tecnicamente, acertou em dois lances importantes: o pênalti supostamente cometido em Hulk e o gol anulado também em lance protagonizado pelo homônimo do super-herói da Marvel.

Lance 1: o pênalti – o zagueiro do Chile rouba somente a bola e a queda de Hulk é inevitável pelo contato do pé do chileno com o do brasileiro. E o detalhe: o zagueirão saiu jogando, indicador de que o lance foi limpo na dividida por baixo.

Lance 2: o gol anulado – dificílimo, pois o árbitro não tem uma visão lateral boa da jogada, pois ela é mais frontal e acaba não sendo tão nítida para Webb. Faça a seguinte análise: a bola foi matada no peito, ajeitada de ombro ou com o uso do braço? E, vendo, revendo e “re-revendo” várias vezes, entendo o seguinte: Hulk mata no peito com uma leve ajeitada pelo antebraço, pois sem ele a bola não “morreria” em seu domínio. E como antebraço não vale, acertou o juiz!

Nos tiros penais, um erro importante que passou desapercebido em decorrência da emoção: Júlio Cesar se adiantou significativamente no primeiro pênalti que defendeu. Esqueça o fato da cobrança do chileno ter sido ruim, o fato é que não foi o “passito” a mais que a arbitragem costuma fazer vista grossa, foi passo a frente mesmo. Deveria ter voltado.

Enfim, jogo difícil e que no geral o árbitro foi muito bem.

Duas observações relevantes do jogo:

1- Como xingou o treinador Felipão! Jogou a torcida contra o árbitro e se Webb falasse a língua portuguesa certamente o expulsaria.

2 – Estou convencido que, se o Brasil jogar como jogou contra o Chile frente Alemanha, Holanda, Argentina ou França, o Hexa ficará na tentativa lá na Rússia em 2018!

E você, gostou do jogo?

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– Howard Webb apitará Brasil x Chile de novo! Não gostei.

Considerando que o bom árbitro japonês Nishimura apitou o último jogo do Brasil em 2010 e o primeiro da Seleção Canarinho em 2014, e acabou fazendo lambança com o pênalti de Fred;

Considerando também que se reclama de erros de arbitragem em alguns jogos e nunca contra os grandes;

CONSIDERANDO AINDA QUE O ÓTIMO ÁRBITRO HOWARD WEBB APITOU NO DIA 28 DE JUNHO DE 2010 A PARTIDA ENTRE BRASIL 3 X 0 CHILE PELAS OITAVAS DE FINAL, E QUE FOI ESCALADO PARA APITAR O MESMO BRASIL X CHILE EM MESMA FASE DE OITAVAS DE FINAL NUM MESMO 28 DE JUNHO…

… não gostei da escala!

Com tanto árbitro, por quê a FIFA escala o mesmo apitador?

Para aqueles que gostam de teorias da conspiração, alegando que a Copa do Mundo está armada para o Brasil ganhar em casa, tal escala é um prato cheio para fomentar boatos!

O Chile vai reclamar, tenha certeza disso.

O juizão é muito bom, mas não o adequado para esse jogo com tamanhas coincidências.

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– Suárez, Sheik e Matterrazzi: Indisciplina e Seus Percalços

Luizito Suárez aprontou. De novo! O atacante uruguaio, que viveu um drama para poder jogar a Copa do Mundo devido a lesões, mordeu (pela 3a vez em sua carreira) um jogador no importante Uruguai x Itália.

No final do segundo tempo, o atacante foi disputar uma bola com Chiellini e abocanhou o ombro do italiano. Ato covarde e, cá entre nós, gesto deplorável de um esportista.

O árbitro não viu, mas provavelmente a FIFA o julgará pelas imagens e o suspenderá pelo resto da Copa do Mundo.

Fico lembrando: e Emerson Sheik, na final contra o Boca Juniors, quando igualmente mordeu um argentino? Pois é… muitos que lá aplaudiram o corinthiano pela sua malandragem e o louvaram pela catimba agora crucificam o unfairplay do uruguaio. Hipocrisia ou não?

O problema é: a própria Itália, através de Matterazzi, cavou uma expulsão com gesto provocativo contra Zidane, que não se segurou e o cabeceou. Ora, Suárez não fez a mesma coisa: provocou para cavar a expulsão do adversário?

Fico pensando: Suárez sofrerá o “rigor da lei” da mesma forma que a FIFA teve contra Matterazzi ou como a Conmebol teve com Sheik?

Particularmente, penso que todos deveriam ser punidos severamente.

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– Você confia no Tira-Teima da FIFA? E no da Globo?

Na partida entre Brasil x Camarões, um lance polêmico no gol do centroavante Fred: estaria ele em posição de impedimento ativo?

1- Veja o lance sem qualquer marcação na imagem:

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2- Veja agora o lance com a linha imaginária da FIFA: repare que ela foi feita totalmente errada! Tem que ser feita da linha da bola (caso ela seja cruzada a um companheiro que esteja “sozinho”, mais avançado) ou do penúltimo jogador adversário (se a bola estiver atrás deste citado, a fim de saber se ele próprio dá ou não condição de jogo ao atacante).

O técnico da TV FIFA (seria Mr Nishimura?) fez a linha a partir do zagueiro, não a partir da bola, como deveria!

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3- Veja agora a linha feita pela TV Globo logo após o término da partida: também está errada! Ela está traçada À FRENTE da bola, e não na bola (aí dará a entender que o jogador está com condição de sobra!

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4- Após a primeira exibição, nos outros programas da emissora, consertou-se o erro: a linha foi traçada corretamente SOBRE A BOLA, e se vê que ela está na mesma linha do ombro de Fred (descarte o comparativo com o braço, já que mãos e braços, por não serem partes do corpo jogáveis, são descartáveis na análise).

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5- Por fim, tenho sempre minhas dúvidas com os operadores de Tira-teima. O da FIFA induziu bilhões de pessoas que assistiram o jogo ao redor do mundo a um entendimento errado. E o da próprio Globo tem suas gafes. Lembram-se do Brasileirão do ano passado, na partida entre Internacional x São Paulo? O jogador colorado está com o corpo inclinado, e ao invés de se traçar a linha sobre a última parte jogável (cabeça ou joelho, nesse caso), o faz sobre o meio do corpo! Imperdoável para quem deveria entender de futebol…

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E você? Crê piamente nos tira-teimas? Lembrem-se que, por trás dele, há operadores humanos que também erram…

– A Difícil Relação entre Árbitros e Erros/Acertos ao longo das Copas

Geraldo Nunes, jornalista do Grupo OESP, publicou em seu blog no Estadão um interessante artigo sobre a arbitragem nas Copas do Mundo. Fruto de uma árdua pesquisa, com maestria trouxe a discussão erros e acertos envolvendo árbitros e Seleção Brasileira ao longo dos Mundiais.

Abaixo, compartilho extraído de:

http://blogs.estadao.com.br/geraldo-nunes/2014/06/23/a-dificil-relacao-do-futebol-com-as-arbitragens/?doing_wp_cron=1403614896.9614710807800292968750

A DIFÍCIL RELAÇÃO DO FUTEBOL COM AS ARBITRAGENS

A arbitragem no futebol sempre gerou desconfianças ao favorecer essa ou aquela equipe e nos mundiais de futebol não é diferente. Ainda sobre os equívocos do árbitro japonês Yiuchi Nishimura, na partida de abertura da copa, ainda há pouvintes questionando a possibilidade de favorecimento para o Brasil, recorrendo até um suposto desinteresse de Camarões, favorecendo as coisas para o Brasil. Chegam a comparar ao que os argentinos fizeram em 1978. Tenho dito em resposta a esses ouvintes da madrugada que há diferenças entre erros de arbitragem e roubalheira, como aquela que aconteceu na partida Argentina x Peru na Copa do Mundo de 1978, onde o árbitro nem interferiu no resultado de 6 a 0 para a seleção da casa, porque o resultado já estava acertado ($) fora de campo, antes mesmo do início do jogo.  A tabela era diferente da que existe hoje e a Argentina precisava vencer com quatro gols de diferença para superar o Brasil no saldo de gols e se classificar para a final daquela copa. O escândalo ao que tudo indica foi engendrado pelo governo militar que comandava a Argentina, sem que a Federação Internacional de Futebol – Fifa, ao que tudo indica, tivesse participação.

O que aconteceu na partida do Brasil contra a Croácia pode ser atribuído a um equívoco de arbitragem e esse “Sr. Nisihimura”, é o mesmo que em 2 de julho de 2010 invalidou um gol legítimo de Robinho no jogo em que o Brasil foi derrotado pela Holanda por 2 a 1 nas quartas de final da Copa do Mundo na África do Sul. Se aquele tivesse sido validado o resultado de nossa seleção naquela copa poderia ter sido outro, mas isso ajuda a provar que equívocos desse árbitro aconteceram outras vezes em benefício de equipes diferentes. Assim se equivoca quem acusa o Brasil de querer se favorecer.

A história mostra que se o Brasil foi favorecido em algum momento por erros de arbitragem, em muitos outros foi enormemente prejudicado. Em 1938, na França, o Brasil enfrentou a Tchecoslováquia em Bordeaux, no jogo em que ficou conhecido como “Batalha Campal”.  A fraca arbitragem do húngaro Paul Von Hertzka fez com que os jogadores de ambos os lados abusassem das jogadas duras.  Resultado: 1x 1 após a prorrogação, com Machado e Zezé Procópio do Brasil e Riha da Tchecoslováquia expulsos.  O goleiro tcheco František Plánička deixou o campo com o braço quebrado  e o artilheiro tcheco Oldřich Nejedlý levou tantos pontapés que acompanhou seu companheiro de equipe a caminho do hospital.

Com o empate, foi realizada uma nova partida de desempate dois dias depois. As duas equipes levaram seus jogadores reservas. Para surpresa geral, esse jogo transcorreu em paz e calmaria. Deu Brasil, por 2-1, com gols de Leônidas da Silva e Roberto, com Kopecky marcando para os tchecos. Depois a Itália venceria o Brasil, 2 x 1 e o jornal “La Gazzetta dello Sport”, influenciado pela ideologia fascista, escreveu: “Saudamos o triunfo da inteligência branca italiana sobre a força bruta dos negros”. Pensar que hoje Mário Balotelli, negro nascido em Palermo, é o principal artilheiro do Milan e da seleção italiana.

A Copa de 1954 ficou marcada para o Brasil por causa da Batalha de Berna nas quartas de final.  Foi o jogo entre Brasil e Hungria, onde nossa seleção, mal saída do trauma da derrota de 1950, a maior tragédia da história brasileira desde 1500, encarou um esquadrão húngaro de super craques. Puskas era o melhor deles, mas contundido, não jogou.

Antes do início da partida o vestiário do Brasil foi invadido por dirigentes dispostos a estimular o time a um milagre com exortações patrióticas. O senador da República, João Lira Filho,  fez um discurso onde comparava os jogadores aos inconfidentes mineiros e desfilando com uma bandeira usada pela Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial,  obrigou os jogadores a beijar a bandeira. Segundo o testemunho do lateral Nilton Santos, o time entrou em campo com os nervos à flor da pele. No apito, o árbitro inglês Arthur Ellis. O que se viu depois, foi uma das partidas mais emocionantes, violentas e desvairadas da história do futebol. Com oito minutos do primeiro tempo a Hungria já vencia por 2 a 0. O Brasil descontou aos 17 minutos, em um pênalti bem cobrado por Djalma Santos. A partir daí o jogo foi pau a pau, com nosso ponteiro Julinho Botelho fazendo o diabo em campo. Não empatamos na primeira etapa por pouco. No segundo tempo, Nilton Santos e Humberto foram expulsos e os húngaros perderam Bozski. Em vantagem no número de jogadores, a Hungria venceu por 4×2 e mal o juiz Mr. Ellis apitava o final da peleja, tinha início a verdadeira batalha.  Puskas, grande nome da Hungria, que assistira ao prélio das arquibancadas, desceu ao gramado e atingiu Pinheiro com uma garrafa. O zagueiro canarinho resistiu à agressão e partiu para o revide, envolvendo os demais 22 jogadores em uma grande pancadaria. Conta-se que um policial imenso, pesando cerca de 130 quilos, foi correndo apartar a briga, tomou uma rasteira do radialista brasileiro Paulo Buarque e caiu estatelado no gramado, para delírio do público. A polícia entrou em cena e a batalha seguiu. Outra história contada sobre o acontecimento é que  técnico da seleção brasileira, Zezé Moreira, viu um gringo de terno correndo em direção ao vestiário do Brasil e não teve dúvida, enfiou o as chuteiras que Didi trocara durante o jogo e estavam em suas mãos, no rosto do cidadão. O agredido era o ministro do Esporte da Hungria, Gustavo Sebes. No setor reservado às estações de rádio, para a surpresa dos discretos suiços, o ex-árbitro brasileiro Mário Vianna, comentarista, urrava nos microfones impropérios contra o juiz inglês, Arthur Ellis, “Ladrão; safado; covarde”; entre outros impropérios  insistindo na tese de que houvera uma conspiração para favorecer a Hungria, um país então comunista.  Mário Vianna tentou invadir o vestiário do árbitro para, segundo suas palavras, aplicar-lhe um corretivo e desafiar os espiões de Moscou. No Brasil, a população acompanhou pelo rádio as acusações de Mário Vianna e indignados torcedores saíram pelas ruas em manifestação e em vez de protestar em frente da embaixada da Suíça, anfitriã daquela copa, depredaram a embaixada da Suécia. Depois desses acontecimentos, toda vez que um árbitro cometia algum erro, era chamado pelos comentaristas de “Mr. Ellis”.

Em 1958 fazendo campanha gloriosa nos gramados da Suécia, o Brasil chegava à semifinal da Copa do Mundo, batendo a França por 5 x 2 com três gols de Pelé nesse jogo. O placar, porém, não demonstra o que foi a realidade daquela partida. No documentário 1958 – O ano em que o mundo descobriu o Brasil, dirigido por José Carlos Asbeg, é mostrado um pênalti sofrido por Garrincha dentro da área. Ele é derrubado por um zagueiro francês, levanta-se e sofre nova falta do goleiro e o árbitro na cara do lance deixa o jogo seguir. Se houvesse um resultado adverso, o árbitro daquele jogo, Benjamin Griffiths, do País de Gales, seria um novo “Mr Ellis” para os brasileiros.

Na Copa de 1962, depois de ser caçado em campo pelo zagueiro chileno Eladio Rojas durante toda a partida, Garrincha não se aguentou e revidou uma entrada do rival, sendo expulso pelo árbitro peruano Artur Yamasaki Maldonado.  Até ali, o craque da seleção brasileira já tinha feito dois dos quatro gols na vitória sobre os donos da casa naquela semifinal de 1962, em 13 de junho.

Sem Pelé, desde o segundo jogo por causa de uma contusão na coxa, o atual campeão Brasil ficaria sem Garrincha para a grande decisão diante da Tchecoslováquia, cinco dias depois. Foi então que uma das mais conhecidas “cartolagens” do futebol canarinho aconteceu.

Sob a supervisão de Paulo Machado de Carvalho, a delegação brasileira no Chile, tinha que tirar de qualquer forma a expulsão de Garrincha da súmula oficial do jogo. Para isso, contou com a ajuda do representante brasileiro na arbitragem durante o Mundial, João Etzel Filho, para dar um “sumiço” no auxiliar uruguaio Esteban Marino.

As versões para esse caso são muitas, desde subornos de 5 a 15 mil dólares, até viagem urgente do árbitro para seu país natal. A verdade é que ele ficou “convencido” a não deixar Garrincha ficar de fora da final da Copa seria um absurdo. Chegou-se a dizer que até os tchecos, rivais na decisão, gostariam de ver o ‘anjo das pernas tortas’ dentro de campo no dia 18 de junho no Estádio Nacional de Santiago para o último jogo. Com a anuência da imprensa presente a Santiago, o vermelho de Garrincha não apareceu na súmula da arbitragem para o jogo Brasil 4 x 2 Chile, estando assim apto a disputar a final.

Esse fato parece surreal para os dias de hoje onde há tantas câmeras espalhadas pelo gramado. Seria possível ainda assim se modificar uma decisão, simplesmente sumindo com a súmula?  Expulso na semi, Garrincha contou com o ‘sumiço’ de um auxiliar de arbitragem e pedidos dos rivais para que ele jogasse a final de 62. “Eu sei que deram um sumiço no bandeirinha para ele não assinar a súmula e para nós, foi ótimo, porque a intranquilidade passou para o adversário que teriam de enfrentar o Garrincha dentro de campo”, disse o meia da seleção à época, Zagallo, em depoimento ao livro ‘Jogo Duro’, do jornalista Ernesto Rodrigues, sobre o então presidente da CBD, João Havelange.

Para os jornalistas que cobriram aquele mundial, Garrincha agiu em legítima defesa. “Por que o cara que cuspiu nele não foi expulso?” Questionou o jornalista Luís Mendes, acrescentado que, “eles queriam tirar nosso melhor jogador, que estava desequilibrando em favor do Brasil. Eu próprio apoiei e não vi nenhuma desonestidade nessa aprovação”, disse para o mesmo livro, o jornalista Luís Mendes (1924-2011).

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– Balanço dos 10 dias de Copa: Arbitragens, Clima e Destaque dos Jogos e Atletas.

Depois de uma grande quantidade de jogos da Copa do Mundo, como avaliar a competição?

O ambiente é ótimo! Todos os problemas de infraestrutura, atrasos nas obras, superfaturamento e desvios de verbas foram esquecidos (mas não deveriam) pelas ótimas partidas de futebol. Dá para contar nos dedos os pouquíssimos jogos entediantes, pois, verdade seja dita, não dá para desligar o televisor.

Na maior parte dos jogos, uma equipe marca o gol e na sequência o outro desforra e a disputa fica aberta. As torcidas não param de cantar um minuto sequer e as imagens dos estádios com a exuberante paisagem brasileira ajudam a vingar o bordão de que essa é a “Copa das Copas”. Talvez pelos times da América do Sul estarem avançando e o sangue latino mais exacerbado? Pode até ser.

Destaque para jogadores que estão decidindo e jogando bem: Robben, Van Persie, Benzema… Aliás, Benzema é o “artilheiro azarado”, pois deixou de ter 3 gols na sua conta: contra Honduras chutou ao gol e depois da lambança do goleiro tentando fazer a defesa foi creditado como gol contra. Perdeu um gol na cobrança de pênalti contra a Suíça e no mesmo jogo, nos acréscimos, partindo para o ataque, fez o gol quase no instante em que o insensível juizão apitava o final da partida (e o gol não valeu).

Mas há destaque para outros jogadores que estão literalmente “salvando a Pátria”: Messi que o diga contra o Irã e Klose contra Gana.

Aliás, Klose marcou e igualou o recorde de tentos marcados em Mundiais do Fenômeno R9. O gozado é que parece não ter existido tanto incômodo por parte da torcida brasileira. No tempo em que o artilheiro era imortalizado como “RRRRonaldinho”, todos amavam o jogador. Hoje, como empresário Ronaldo Nazário, o carisma parece ter se perdido.

Mas não são apenas os jogadores que tem decido os jogos. A arbitragem também!

Nishimura que o diga no Brasil x Croácia (pênalti inexistente em Fred), Mirolad Mazic em Argentina x Irã (pênalti não marcado de Zabaleta em Dejagah) e o neozelandês Peter O’Leary em Nigéria x Bósnia (anulando o gol por impedimento mal marcado do seu assistente).

E o mais curioso: nenhum erro contra grandes Seleções! Parece que os países pequenos sofrem pela camisa deles não ser tão tradicional…

Lembrando ainda: o bandeirinha colombiano que anulou dois gols mexicanos estava escalado para o jogo entre Coréia do Sul x Argélia, mas foi dispensado.

Sejamos justos: alguns erros técnicos dos árbitros passaram desapercebidos em grandes jogos e não foram tão discutidos pela boa qualidade e emoção das partidas. Disciplinarmente, algumas atuações ficaram a desejar na não aplicação de cartões. Isso me parece mais uma orientação da Comissão de Arbitragem: não vulgarizar advertências e expulsões. Aí deve-se tomar cuidado: poupar cartão é bom até onde não descumpre a regra.

O certo é que as duas grandes atuações de Sandro Meira Ricci (sem patriotismo ou corporativismo) me fazem dizer que, junto com seus assistentes Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen, são credenciais para apitar uma finalíssima, caso o Brasil seja eliminado nas 4as-de-final (que é a fase na qual a FIFA dispensa muitos árbitros pelo critério da neutralidade). E avalie: os bandeiras brasileiros não erraram nada, fizeram seu dever ajudando o árbitro, que não vacilou na marcação ou não de pênaltis e outras infrações. Sem contar o fator sorte: apitou dois bons jogos e o trio entrou para a história com a primeira “confirmação de gol pela tecnologia” da história.

É claro que o Brasil estando na decisão dois nomes ganham peso para a Final: o árbitro inglês Howard Webb ou o espanhol Carlos Velásques, já que suas seleções foram eliminadas ainda na primeira fase. Uma espécie de “prêmio de consolação” a seus países.

Enfim: nesta segunda-feira teremos Brasil x Camarões com a arbitragem sueca de Jonas Eriksson. Para mim, fraquinho. O árbitro já fez notórias lambanças na Liga dos Campeões demonstrando dificuldades na questão técnica. Disciplinarmente é razoável e fisicamente está em fase excelente (essa Copa é a dos árbitros corredores, a FIFA exigiu muito deles nesse quesito). Não questiono a experiência dele, já que tem um bom currículo, mesmo não atuando tão bem. O medo é: está capacitado para interpretar simulações e malandragem dos jogadores brasileiros?

A FIFA tem grande preocupação nesse jogo não pela arbitragem, mas pela manipulação de resultados. Explico: o chefe de segurança da entidade, Ralf Mutschke (o homem encarregado em garantir a lisura das partidas) declarou publicamente que “esse jogo é de alto risco e grande vulnerabilidade”, devido a uma possível ação de apostadores. Como Camarões já está eliminado da Copa do Mundo e seus atletas brigaram muito por dinheiro antes do embarque, não seria improvável que agentes buscassem corromper jogadores acertando que o time perca por um número X de gols, ajudando apostas ilegais.

E você: o que tem achado do Mundial até agora? Particularmente, acho que temos uma “imagem da Copa” bem marcante: a dos torcedores japoneses, após o jogo da sua Seleção, limpando a sujeira do Arena das Dunas.

É questão educacional…

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– Terminada a Rodada 1, o que achou da Copa até agora?

E todas as Seleções já fizeram suas estreias na Copa do Mundo 2014. Qual a sua avaliação delas?

As minhas observações:

DECEPÇÕES – Uruguai (pela expectativa criada), Espanha (pela falibilidade do esquema) e Brasil (seriam dois empates se não fosse beneficiado pelo erro do árbitro).

SURPRESA POSITIVA – Futebol encantador da Holanda, Garra e Preparo Físico da Itália em Manaus e o Ambiente dos Estádios.

SURPRESA NEGATIVA – A cara de pau de Felipão defendendo o árbitro Nishimura e criticando o árbitro Çakir. A esta altura da sua carreira, não precisava encenar e choramingar. Imaginava que, consagrado como é, não usaria mais tais artifícios.

O ÓBVIO – A Alemanha jogando bem, Cristiano Ronaldo rendendo pouco por culpa da sua Seleção e Messi sendo contestado.

O CRAQUE – O melhor em campo até agora? Robben!

O PEREBA – Akinfeev, o goleiro russo pelo frango contra a Coréia do Sul.

O CUMPRIDOR – Sandro Meira Ricci. Com tantos erros (graves ou desapercebidos), apitou muito bem sua partida e ainda contou com a sorte por entrar na história sendo o primeiro árbitro a confirmar um gol com a ajuda da tecnologia.

O XAROPE – Massimo Bussaca, o chefe dos árbitros, querendo que acreditemos que lances como o pênalti cavado de Fred foram advindos de orientações.

O ESTRAGA-PRAZERES – o técnico que coordena as transmissões dos jogos pela TV. Não existe o botão “replay” para ele? Lance polêmico demora a ser reprisado…

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