– Você escalaria o Vicentinho na Ponte Preta novamente?

No 1o dos mata-matas da fase decisiva do Paulistão, a Ponte Preta foi eliminada pelo Corinthians com um erro grave do bandeira Vicente Romano Neto. A análise da arbitragem daquela partida pode ser acessada aqui: http://wp.me/p55Mu0-oT .

Eis que, após o mesmo Corinthians x Ponte Preta da 5a feira pelo Brasileirão, no domingo à noite, na Arena Pantanal, a CBF escalou Vicente Romano Neto para Ponte Preta x Palmeiras!

Ora, cadê o bom senso de quem escala? E bandeira não é sorteio, é indicação.

Será que se o jogo fosse no Estádio Moisés Lucarelli, estaria lá o amigo Vicentinho como bandeira 1?

Não gostei disso. Era evitável! Parece que a Comissão de Árbitros gosta de uma polêmica…
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– Argentina 6 x 1 Paraguai. E o temor de Martino sobre a Arbitragem?

Antes da partida, o treinador Tata Martino disse temer Sandro Meira Ricci como árbitro para o jogo da semifinal entre Argentina x Paraguai.

Bobagem. Time bom não deve se preocupar com isso. E quando é muito bom, a arbitragem passa batida. Prova disso foi o 6×1.

Messi não fez gol, mas deu show. A imagem dele após driblar adversários paraguaios que caem como trapalhões diz tudo.

Não existe futurologia, mas penso que o time de Martino está jogando mais do que o de Sabella, e se enfrentasse a Alemanha hoje numa revanche da final da Copa de 2014, os Hermanos se sagrariam vencedores (com Tevez, artilheiro do Campeonato Italiano, dando-se o luxo de ser reserva).

Digo mais: fomos poupados de um vexame maior (obrigado, “virose…”). O Paraguai, que nos eliminou, perdeu de 6. Pela lógica (se é que ela existe no futebol), perderíamos de um placar mais elevado.

Por fim, mesmo não entrando em campo, somos vítimas de gozação: e os dizeres irônicos sobre a Seleção Brasileira, em cartazes no estádio de Conception? Vide abaixo:

Em tempo – Só apagaremos essa mácula quando vencermos em Berlim a Alemanha em uma semifinal de Copa do Mundo por 6 gols de diferença. Isso é fato!
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– Corinthians x Figueirense: Faixa com crítica à beira do Campo pode?

Já faz algum tempo que a FIFA se pronunciou sobre manifestações e protestos em jogos de futebol. E, sucintamente, a entidade proibiu críticas a organizadores de torneios, árbitros, jogadores e dirigentes; também não quer manifestações religiosas, apologia ou louvação política, sejam elas em faixas de torcedores, bandeiras, camisas embaixo do uniforme de jogadores (no uniforme propriamente dito sempre foi proibido) e em qualquer periferia do gramado.

Na prática, se o jogador comemorar um gol levantando a camisa e por debaixo dela existir a frase “Jesus é o Senhor” ou “Alá é grande”, o árbitro deverá relatar e o atleta será julgado (sem a aplicação de cartões). Se antes do jogo o árbitro observar que existe uma bandeira com os dizeres: “Obrigado, Deputado Fulano, pela reforma do Vestiário”, esta deverá ser retirada e o jogo não poderá ser iniciado (e, claro, o fato relatado). Se houver coro racista de torcedores, o jogo deve ser paralisado até que este termine. Se o placar eletrônico estampar: “Fora Del Nero”, idem. E, logicamente, uma faixa como: “Amarilla – vergonha do futebol”, não fugirá à Regra.

O procedimento da equipe da arbitragem foi correto devido a regra no último sábado, ao constatar a manifestação durante o jogo entre Corinthians x Figueirense. Se é antidemocrático, aí é outra história. Mas escrevo isso para dizer que achei fantástico o depoimento do treinador Tite depois do jogo sobre tal faixa:

Eu conheço as regras, e se não pode, que se retire a faixa e o torcedor. Mas aqui, no vestiário, o Adenor pode dizer: ‘Amarilla, vergonha do futebol.”.

Quem é “de bem” no futebol, aplaudiu. E fica o registro: Carlos Amarilla apitava quase todos os jogos da Seleção Brasileira, um brasiguaio de vida e coração! O que me chama a atenção é que, apesar do “Caso Grondona”, revelado na última semana, Marin e Marco Polo nada fizeram em defesa do Corinthians, justo à época em que Andrés Sanches estava brigado com a entidade…

Em tempo: o Alarcon, “chefe-mor” dos árbitros da Conmebol, continua forte em Assunção…
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– Ricci apitará Argentina x Paraguai. E a barrigada da punição?

A normalidade voltou com a escalação de Sandro Meira Ricci para a semifinal entre argentinos e paraguaios pela Copa América. Explico:

Depois da atuação criticada por muitos no jogo entre Uruguai 0 x 1 Chile (vide nossa análise no site do Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://is.gd/CHIxURU), alguns sites e blogs passaram a dizer que Sandro estava suspenso.

Confesso que não li nada oficial da Conmebol a este respeito, e como as fontes às quais confio nada me disseram, fiquei com a pulga atrás da orelha. Surgiu a informação, posteriormente, de que os árbitros que estavam escalados para as quartas-de-final não iriam para as semi-finais e final.

Aqui duas considerações:

1- Outras má atuações de árbitros aconteceram e a Conmebol não suspendeu ninguém. Por quê o Sandro seria o único?

2- Ora, se a geografia da Conmebol tem poucos países, quem sobraria para esses jogos tão difíceis? O mexicano da Concacaf e algum nome do Suriname?

Dessa forma, a normalidade (ou seja, a escala de árbitros experientes) voltou. Apenas lamento que Ricci apitará pressionado o próximo jogo, já que Sérgio Correa da Silva, presidente da Comissão de Árbitros da CBF, deu uma entrevista alegando que o árbitro brasileiro estava passando por problemas pessoais, e revelou que sua filha de 15 anos, que faz intercâmbio na Nova Zelândia, estaria doente e internada por lá, sozinha.

No Brasil, diz-se à boca pequena que Sandro e Sérgio não se dão; e que Ricci é muito forte politicamente e dessa forma Sérgio tem que engoli-lo. Se é verdade, não sei, pois não gosto de politicagem e prefiro sempre a meritocracia. Mas seria “fogo-amigo”?

Sandro, quando aspirante à FIFA e quando recém promovido, foi disparado o melhor árbitro do Brasil. Às vésperas da Copa caiu de produção, voltando ao bom rendimento e com grandes atuações no Mundial. No pós-Copa, foi péssimo e a má fase está durando mais do que o devido.

Boa sorte ao trio brasileiro no importante jogo que trabalhará!
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– O Pênalti infantil de Thiago Silva (De Novo) e o Vexame da Seleção Brasileira (De Novo Também).

Outra eliminação. Outro jogo feio. Outra vergonha. Outro pênalti bobo…

Thiago Silva já havia na Champions League (Chelsea x PSG) pulado com o adversário para disputar uma bola que vinha pelo alto e a tocado com a mão, intencionalmente. É o lance de movimento antinatural, de pular com o braço erguido. Não é a chamada imprudência (pois não se marca mão na bola por imprudência) mas sim de intencionalidade subjetiva. Hoje, isso é pênalti.

Na Copa América, jogando contra o Paraguai, o zagueiro da Seleção Brasileira repetiu o mesmo erro, ocasionando o pênalti que gerou o empate para o adversário, levando para a disputa de tiros penais, eliminando o Brasil. Pior de tudo é, após o jogo, dizer que “não se lembrava do lance mas o lance é diferente”, alegando “estar confuso”.

A Seleção jogou como time pequeno, cobrou pessimamente os pênaltis e é novamente eliminada em uma competição. Virará rotina?

Já falamos das mudanças necessárias em outra oportunidade, como a safra fraca de jogadores, das viciadas negociatas das categorias de base, dos treinadores acomodados (4 argentinos treinam as 4 seleções semifinalistas da Copa América) e dos dirigentes corruptos. 

A culpa é desse conjunto de fatores. E como mudar?

O choque de gestão começa com grandes, radicais e boas atitudes do presidente da CBF. Mas Marco Polo Del Nero, o CEO esportivo que temos, as fará?

Curiosamente, se ele sair do país pode ser preso por corrupção. Os seus vices são tão malquistos, questionáveis e suspeitos quanto o próprio titular. 

E aí, como resolver o problema da péssima qualidade do futebol brasileiro, dentro e fora de campo?

Sinceramente, penso que só voltaremos a ganhar títulos a longuíssimo prazo…
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– Análise da Arbitragem de Chile 1×0 Uruguai. Como foi Sandro Meira Ricci? Você também puniria Jara pelas imagens?

Jogo chato para o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci na 4a de final da Copa América, entre Chile 1×0 Uruguai.

A partida estava, na medida do possível, fluindo a contento. Porém, senti que em determinados momentos Ricci abriu mão de advertências verbais mais duras e se omitiu, querendo resolver com cartões amarelos, perdendo o controle do jogo por falta de vibração. Mostrar cara feia e se impor, muitas vezes, ajuda na condução da partida.

Aos 17m do 2o tempo, eis que Cavani é expulso pelo 2o amarelo e aí o jogo desanda. Explico, e o faço cuidadosamente pela situação inusitada: Jara (CHI) se aproxima da Cavani (URU), coloca a mão no bumbum, e com o dedo obscenamente o cutuca. Ato reflexo, o uruguaio desfere um tapa no chileno, que não o atinge em cheio. Jara, porém, simula ter sentido uma forte agressão e cai.

O que você faria como árbitro?

Ricci está de frente para ambos, e não tem condição de observar a provocação física do jogador do Chile, já que ela acontece totalmente por trás e fora do campo de visão. Ele só vê a reação do atleta do Uruguai. Apesar da valorização da queda de Jara, dar ou tentar dar um tapa, atingindo ou não um adversário, é para Cartão Vermelho Direto (independente de ter sofrido a tal maldosa provocação).

Pelas claras imagens, Jara foi punido pelo tribunal da Conmebol. Mas e a pena de Cavani (que deverá ser cumprida nas Eliminatórias da Copa do Mundo) será aliviada?

No final da partida, Fucille atinge Sanches com uma tesoura violenta. É lance para Vermelho Direto. Sandro resolve dar Amarelo (era o 2o) e consequentemente a expulsão. Creio que se ele chega veemente no lance com o Vermelho na mão, o bate-boca seria menor. E fica o registro: Emerson de Carvalho, em frente a jogada, prontamente marcou a falta e foi empurrado por uruguaios. Aumentará a punição por isso?

Enfim: faltou “braveza” para Sandro Meira Ricci. A fase ruim está demorando a passar…

Será que se Dulcídio fosse apitar um jogo desse, a história seria outra?

O lance de Cavani está nesse vídeo,

Em: http://www.youtube.com/watch?v=cLi77IRY8Zc

– Como definir Árbitro e Time Grande no Futebol?

Vou ser bem direto, parte 1: para mim, pela força econômica atual (apelo midiático, torcida, receitas), histórico de títulos e importância dentro de campo, temos 12 grandes clubes no futebol brasileiro: Os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 mineiros e os 2 gaúchos. Outros importantes clubes (como Bahia e Atlético Paranaense, que já foram campeões brasileiros) formariam um 2o grupo de importância (pela historicidade e periocidade na disputa da série A1).

Vou ser bem direto, parte 2: para mim, por trabalharem em grandes clássicos Brasil afora, temos alguns grandes árbitros no quadro brasileiro de arbitragem (Marcelo de Lima Henrique, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci, Leandro Pedro Vuaden, Heber Roberto Lopez).

Claro, são “grandes” pelos fatores mencionados acima. Mas, logicamente, tanto árbitros quanto times vivem bons e maus momentos. As “fases”, duradouras ou curtas.

Entretanto, como criar critérios para rotulá-los? A unanimidade não existe, e vale um bom e respeitoso debate.

O Nuremberg é um dos maiores vencedores do Campeonato Alemão de todos os tempos, mas seus títulos pararam na década de 60. Ele é um “grande”? O Nottingham Forest, da Inglaterra, foi bicampeão da UEFA Champions League! E hoje…

Diante disso, me chamou a atenção a “discussão” de um só, protagonizada por Carlos Ceretto, do Sportv. Ocorre que, no Fox Sports Rádio (da Fox Sports), o jornalista Fábio Sormani, em debate com seu colega Flávio Gomes, disse que (segundo relata o UOL, em: http://is.gd/2GEhS6):

O Corinthians era grande na arquibancada, mas não era em campo. A partir da década de 90, passou a ser. O Atlético-MG passou a ser grande quando conquistou, no campo, a Libertadores. Eram gigantes [Timão e Galo] na arquibancada, mas não eram no campo (…) O Santos não é um time grande na arquibancada. O que é ser um time grande? Há duas definições importantes, a meu ver: porque tem grande torcida, inquestionável; e também é grande se tem conquistas’.

Discordando, Carlos Ceretto tuitou as 3 seguintes mensagens:

“Um comentarista que diz que um gigante como o Corinthians só se transformou em time grande depois de 90 ou é palhaço ou não sabe de futebol” / “O que faz a grandeza de um time não são títulos, mas a sua história, aquilo que representa e a relevância de sua torcida” / “O problema é que infelizmente a imprensa esportiva passa por um momento ruim. A média é péssima e contribui para fanfarronices”.

E aí?

Indelicadeza, destempero ou simplesmente “pimenta” de um concorrente na Guerra da Audiência?

A situação é simples: se há discordância, emita a opinião contrária respeitosamente. Aqui me pareceu que houve uma grande infelicidade de Ceretto.
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– Quem é o culpado pela crise do Futebol Brasileiro?

Se existisse (e deveria existir) uma disciplina chamada “Futebolologia” – a ciência do estudo do futebol – de maneira acadêmica, como os Futebolologistas experientes, com todo o seu know-how, explicariam o atual momento em que o esporte bretão passa em terras tupiniquins?

Certamente, envolveriam todos os atores do futebol: treinadores, jogadores, dirigentes e arbitragem. A começar:

1) TREINADORES: se olharmos nas fichas técnicas, há 21 anos giramos com os mesmos nomes à frente das Seleções Brasileiras em mundiais. Vide:

1994 – Parreira, com Zagalo coordenador.

1998 – Zagalo.

2002 – Felipão.

2006 – Parreira, com Zagalo coordenador.

2010 – Dunga.

2014 – Felipão, com Parreira coordenador.

2018 – Dunga?

Parreira foi o pragmático treinador que um dia ousou dizer que o gol era só um detalhe. Recentemente disse que “a CBF era o Brasil que dava certo”. Mas é inegável que nos 90, como estudioso que sempre foi, conseguiu quebrar o jejum de 24 anos de títulos. Com a ajuda de Romário, é claro, em seu melhor momento na carreira.

Zagalo foi um herói, que em 70 conseguiu juntar uma constelação de jogadores e montar a melhor Seleção da história. Mas depois disso, já bem idoso, tornou-se um motivador. Apenas isso. Pelo passado glorioso e de dedicação ao futebol brasileiro, deveria ter uma estátua e ser chamado de ídolo! Lógico, precisava ter sido poupado dos cargos aos quais foi convidado em um passado recente.

Felipão viveu seu auge em 2002, vencendo 7 jogos com Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo “comendo a bola”! Mas em 2014, após sua passagem pelo Uzbequistão e pelo rebaixamento do Palmeiras, mostrou que sua volta ao selecionado foi um equívoco.

Dunga fez um bom trabalho em 2010, mas 5 anos depois, o que ele fez como treinador? Ganhou o quê no pós-Copa da África?

2) JOGADORES: onde estão os atletas que deveriam bater no peito e chamar a responsabilidade?

Em 98, tínhamos muitos atacantes: Romário, Bebeto, Ronaldo, Amoroso, Evair, Elber, Edmundo, Jardel… em 2014, fomos à Copa com Fred e Jô! E hoje?

A safra é fraca ou algo está errado? As categorias de base revelam talentos ou treinam roboticamente jogadores empresariados? O processo de aceite dos jovens se dá pelos méritos futebolísticos ou por indicações e percentuais de direitos econômicos? Treinamos “a lá Europa” ou achamos que “europizamos” os esquemas táticos locais simplesmente por impedir o individualismo e a capacidade de improviso, marcas que identificam um atleta brasileiro em qualquer lugar do mundo e que eram nossas positivas diferenças no futebol?

Se encontrarmos Douglas Costa ou Fred do Shaktar na rua, não os reconheceríamos. Também pecamos no carisma de atletas não identificados com o próprio país? Criamos a Neymardependência ao privilegiarmos apenas um atleta como referência e jogarmos sobre ele toda a responsabilidade, com apenas 23 anos?

3) DIRIGENTES: se tentarmos elencarmos 5 nomes considerados “bons cartolas”, perderemos horas… Há quantos anos vimos Teixeiras, Farahs, Marins e Del Neros mandando e desmandando no futebol brasileiro, criando amizades em diversos setores da sociedade, em especial na Política e na Polícia. Mais: sendo apoiados com unanimidade com todos os demais presidentes de times e de federações, em um beija-mão sem fim! A não renovação e os esquemas viciados – incluindo os de provada corrupção – acabaram com a CBF, que se tornou uma entidade pejorativamente falada.

4) ARBITRAGEM: não passaria incólume! Grandes jogos e grandes jogadores forçam a criação de grandes nomes do apito. E isso não tem acontecido. Árbitros que em determinado momento se tornam mediadores, mimam atletas e perdem a coragem. E, repentinamente, confundem a liberdade dada no Brasileirão (que era na verdade uma grande anarquia) com autoridade explícita (que se tornou autoritarismo). Vide os cartões com assustador excesso aplicados no Brasileirão. Pudera, a Comissão de Árbitros sofre com o militarismo crônico: depois de Armando Marques, tivemos Sérgio Correa da Silva (Aeronáutica), Dr Edson Rezende (Polícia), Aristeu Tavares (Exército), Sérgio Correa de novo. Que categoria é essa que também não se renova? Os últimos grandes FIFAs do Brasil, que surgiram apenas pelos seus próprios méritos, sabem como se rareiam novos nomes com tal gestão.

Enfim: não temos um culpado, mas vários responsáveis! Na semana em que a Seleção Brasileira Sub 20 perdeu seu título para a Sérvia (um país em reconstrução) e a Seleção Brasileira Feminina foi eliminada na Copa do Mundo pela Austrália (um país sem tradição no futebol), ver que a Seleção Brasileira às duras penas se classificou para as Oitavas de Final da Copa América parece se tornar motivo de glória!

Saudades do tempo em que o Escrete Canarinho era sinônimo de futebol-arte em todas as categorias e idades! Hoje, não colocamos medo em ninguém…

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– Você acredita em manipulação de resultados no futebol?

Sim, hoje eu acredito. E parece que há uma PROVA de que o presidente da AFA, Julio Grondona, conseguiu que o Boca Juniors avançasse na Libertadores eliminando o Corinthians por erros de arbitragem propositais, em 2013.

Gravações veiculadas no Programa “La Cornisa de TV America” mostraram um bate-papo entre Grondona e Abel Gnecco, o presidente da Comissão de Árbitros da Argentina. Gnecco resumiu ao seu chefe como foi o “pedido feito para a Conmebol em referência à partida Corinthians x Boca Juniors”, apitada desastrosa e suspeitamente por Carlos Amarilla:

“Estive falando com Alarcón [Carlos Alarcón, representante paraguaio na Comissão de Árbitros da Conmebol] e ele me disse: ‘Estão querendo o Amarilla aí na Argentina?’ Respondi: ‘Veja, se querem eu não sei; mas eu quero. Coloque ele e deixe de me encher o saco. Alarcón, ponha o Amarilla e deixe de me ferrar’. Bom, foi assim, ele colocou e… e saiu tudo muito bem, porque tinha de ser assim”.

Para relembrar os erros deste jogo, clique em: http://wp.me/p4RTuC-b0

Aí você se recorda dessa partida, e se lembra também de Ubaldo Aquino no Morumbi em um Palmeiras x Boca, pela Libertadores…

Suspeito?

Suspeitíssimo, pois os homens que comandavam a Conmebol, a AFA e a CBF eram os mesmos!

Acho que só acontece com os Hermanos, né?

A crise de credibilidade do futebol mundial me assusta. Estamos chegando ao fundo do poço. Ou ele é ainda mais fundo do que possamos pensar?
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– A Involução dos camisas 9 do Brasil

Veio do site Calciomercato.it: nem precisa explicar…
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– Brasil 0 x 1 Colômbia. Como foi o árbitro?

Razoável partida do chileno Enrique Ósses. Um dos melhores árbitros da América do Sul há algum tempo, poderia ter controlado melhor o nervoso e difícil jogo.

No começo da partida, Téo Gutiérrez vai disputar uma bola com Daniel Alves, que a toca rapidamente e tenta tabelar com seu companheiro. O colombiano continua em corrida e sem bola dá um forte pontapé no brasileiro. Ali, era Cartão Vermelho e é o típico lance considerado “be-a-bá” de uma expulsão clássica: Téo não estava mais em disputa de bola, usou de força excessiva e mirou claramente a perna do adversário. Infelizmente, o árbitro só deu o Cartão Amarelo (e confundindo o causador da infração, já que deu para Armero e depois corrigiu o erro).

Já a marcação da falta cometida por Fred que resultou no gol colombiano, questionada na hora pelo jogador, foi correta. Falta comum de jogo, e sejamos justos: desnecessária! Foi na lateral do campo, com 2 companheiros na jogada… ato infantil, de quem gosta de parar o lance quando se vê impotente em disputá-lo.

Na partida em que se viu um Neymar muito diferente do costumeiro (errando muitos passes no 1o tempo e não conseguindo por algumas oportunidades driblar Murillo e Sanchez, que lhe roubavam a bola limpamente), a marcação forte, viril mas leal foi determinante, não justificando o nervosismo constante do atacante brasileiro. Porém, ao final do 1o tempo, Neymar levou um polêmico Cartão Amarelo: após um ataque da Seleção Brasileira, a bola é reboteada e bate em sua mão. Bate ou foi rebatida?

Aqui é pura interpretação do lance: se ela bateu ocasionalmente na mão de Neymar, não é falta e segue o jogo; se Neymar intencionalmente a tocou e tenta o gol fazendo uso dela, é Cartão Amarelo e tiro livre direto para a Colômbia. A única possibilidade que não pode é a que foi equivocadamente explicada pelo comentarista da Rede Globo, Arnaldo César Coelho, que talvez pelo calor da partida não se atentou ao erro que cometeu. Disse ele:

Nem todo lance de mão é para Cartão Amarelo. Nesse lance, se o árbitro entendeu que Neymar usou a mão, errou ao dar o Amarelo, foi muito rigoroso. Se dá Amarelo para quem tenta ludibriar o árbitro buscando um gol.

Ora, se Neymar usou a mão intencionalmente, é lógico e evidente que era para tentar enganar o árbitro!

Particularmente, vendo e revendo o rápido lance, achei que realmente Neymar tentou o domínio; portanto, correto cartão. Mas não culpo aqueles que entenderam que o rebote foi muito rápido e o brasileiro não teria tempo de tirar o braço. Repito: lance difícil, mas se a interpretação foi de mão na bola, naquela situação o Amarelo foi justo.

Durante o segundo tempo, confesso não ter visto nada questionável da arbitragem, afinal, a Colômbia, no 11×11, foi muito melhor. Digo “11×11” pois fica a observação: e se Téo Gutiérrez tivesse sido expulso?

No final do jogo, correção total do árbitro: um incontrolável Neymar, que chutou a bola contra Armero e depois se desentendeu com Bacca, arranjando confusão após o apito final. Vermelho para Neymar e Bacca bem aplicados.

– Cinco considerações finais importantíssimas:

1) Me impressionou a quantidade de colombianos no estádio. Ora, a potência econômica do Cone Sul não é o Brasil?

2) Assim como está faltando futebol, falta carisma à Seleção Brasileira. Como o outrora amado Escrete Canarinho está transmitindo antipatia! Exatamente o inverso das meninas capitaneadas por Marta e treinadas por Vadão, na Copa do Mundo Feminina do Canadá, que ocorre simultaneamente à Copa América.

3) Neymar recebeu em dois jogos, dois cartões amarelos. Terá que cumprir 1 jogo de suspensão automática (nesta competição, o acúmulo de apenas 2 “tarjetas amarillas” suspende o jogador). Como ele tomou o Vermelho direto, que dá a obrigatoriedade de 1 suspensão (é Regra), cumprirá 2 jogos ausentes. O problema é: o cartão que recebeu do jogo contra o Peru! Fuçando algumas anotações antigas de reuniões na Federação Paulista de Futebol, achei algumas anotações do “caso Arce”. Antigamente, quando a novidade surgiu, o árbitro fazia um círculo de espuma e a bola era colocada dentro dela. O paraguaio Arce, batedor exímio de faltas e que jogava no Palmeiras, se queixava muito que não gostava da espuma ao redor da bola. E de tanto chiar (com coro de Marcelinho Carioca), alegando que atrapalhava (não sei se atrapalhava mesmo, afinal, nunca cobrei faltas…), houve uma determinação da Comissão de Árbitros que se fizesse apenas uma marca referencial – um traço no chão, bem rente ao gramado, sem excesso, apenas para determinar que a falta seria cobrada ali, não impedindo o jogador de ajeitar a bola (desde que ela não passasse à frente da marcação nem fosse deslocada para os lados excessivamente – ou seja – o ajuste normal). Mas o que vimos do árbitro mexicano… as marcações eram grosseiras com excesso de espuma. Insisto: Neymar, naquela ocasião, foi injustamente advertido. Alguns dirão que ele havia merecido em outras oportunidades. Ok, mas naquela, “neca de pitibiriba”!

4) Ridículo o subterfúgio de Daniel Alves, dizendo que: “Os árbitros são os culpados, sabem que o Neymar tem personalidade e vão sempre em busca dele”. Ora, nunca vi craques como Romário e Messi serem expulsos ou tomarem Amarelos injustamente. O problema não é de perseguição, é de comportamento do jogador quando sente adversidade. E evitar “criar má fama” também é importante, pois ocasionalmente sofrerá com maus árbitros que deixarão de apitar faltas, mesmo que elas ocorram, apenas pela dúvida.

5) Será que o imbróglio fiscal (e policial) que envolve sua nebulosa transação do Santos para o Barcelona o está desestabilizando? Não duvido…

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:
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– A Culpa é do Árbitro, do Spray ou do Neymar?

Neymar tomou um cartão indevido no primeiro jogo da Copa América por “tirar o excesso de espuma da bola”. É isso ou não? Ou o árbitro percebeu que ele mudou a bola de posição para tirar vantagem e o brasileiro foi sancionado justamente?

Na linguagem policial, tudo isso seria chamado de “DESINTELIGÊNCIA”. Mas, em suma, creio que Neymar tomou o Amarelo sem merecer.

Veja esse link: http://is.gd/ZUxfqL . Você percebe que no minuto 1’23” é nítido que o árbitro mexicano não soube usar o spray e encharcou o local de espuma. Neymar somente tira o excesso de espuma. Um jogador peruano reclama com o árbitro que o atacante está mudando o posicionamento da bola para tirar vantagem. Nada disso!

O fato é que o spray era uma novidade ao árbitro, que não estava acostumado a usá-lo. Repare que em alguns momentos do jogo, as marcas de espuma forte e abundante que ele usava permaneciam marcadas na grama muito mais do que o que estamos acostumados.

O fato de Neymar limpar a espuma excessiva, aos meus olhos, não pode ser encarado como indisciplina. Ele também não tira vantagem do lance, ao re-ajeitar a bola (como todo batedor costuma fazer em qualquer parte do mundo).

Portanto: cartão não merecido!

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– Euricão, Suicídio, Fair Play e a Arbitragem Feminina e Gay. O que dizer?

Eurico Miranda, polêmico presidente do Vasco da Gama, realmente é uma figura ímpar. Sem papas na língua, em entrevista à Rádio “DIA FM” na última 4a feira, ao ser questionado sobre Fair Play, respondeu:

“Futebol é uma guerra. Até na pelada é uma guerra. Você entra para ganhar, não pode ter essas babaquices para lá, para cá, colocar a bola para fora. Por qual motivo tem que devolver, porra? Sabe o que isso ocasiona? O jogador fingir que está contundido, colocar a bola para fora sem motivo.”

Sobre mulheres e homossexualismo na arbitragem, ele ampliou o tema e foi mais enfático! Disse que:

Futebol não pode ser apitado por veado. Veado que apita futebol pode se comprometer. Mulher tem que apitar jogo das mulheres, não tem que apitar jogo dos homens. Mas não tenho e nunca tive nada contra gay, tenho contra veado“.

Sobre os problemas extra-campo do jogador Bernardo e sua suposta tentativa de suicídio, disse Eurico:

“É um problema dele. Eu sempre fui adepto de uma filosofia diferente: o problema que o jogador tem fora do trabalho, desde que não comprometa a instituição e não traga reflexos a sua produção, não tenho nada com isso. Ele está com o contrato suspenso por 20 dias por problema comportamental. Por este tempo, não tem relação”.

E aí, o que achou das declarações de Eurico Miranda?

Deixe seu comentário:
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– A falta de sensibilidade da Associação dos Árbitros ocorre por qual motivo?

Li a declaração abaixo no site especializado em arbitragem “Voz do Apito”, do jornalista Pedro Paulo de Jesus, e procurei ir à fonte comprovar se não era um equívoco. E não era…

Sentem-se em suas cadeiras: o diretor e tesoureiro da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), Salmo Valentim, após ouvir o depoimento do presidente da CBF Marco Polo Del Nero aos deputados nessa 3a feira, disse que:

“ – O que vimos hoje em Brasília foi a mais fiel tradução de um dirigente contemporâneo que investe na arbitragem por ser opcionalmente um árbitro de coração. Marco Polo Del Nero ensinou gratuitamente como se deve administrar as leis esportivas com transparência, ética e lealdade. É a primeira vez que vejo um Presidente da CBF falar abertamente sobre a formação de uma criança desde a base, indagando aos parlamentares que o Brasil é o único país do mundo que não autoriza que menores de 14 anos possam praticar esportes (…) O depoimento do Presidente nada mais é do que a mudança do esporte nacional através de um homem que merece o nosso respeito. O seu depoimento foi histórico!”

Respeito Salmo Valentim, sua pessoa e integridade, assim como aqueles que comungam de tal opinião. Mas discordo completamente de tudo o que foi dito!

Marco Polo FUGIU da Suíça na iminência de ser preso. No relatório do FBI ele é classificado como um “numeral” do esquema. Os contratos secretos da CBF, divulgados com exclusividade por Jamil Chade no Estadão, mostram a anuência de Marco Polo, José Maria Marin e Ricardo Teixeira. Sem contar o fato de ter acabado com a força da arbitragem paulista, matado os times do interior que estão com o pires na mão e tornado-se um ditador, que não largará o osso até ser (se for) preso.

Para a arbitragem, em específico, lamento em não tratar a sério o mais importante tema: a Verdadeira Profissionalização, onde a riquíssima CBF deveria ter um grupo de elite assalariado, com FGTS, INSS, 13o e demais direitos registrados na CTPS. Infelizmente, os próprios sindicatos e associações de árbitros DEFENDEM a pseudo-profissionalização, com árbitros formando cooperativas de trabalho – as quais, curiosamente, os mesmos dirigentes de sindicatos e associações comandam!

Lamentavelmente, só no Brasil os dirigentes de sindicatos desta categoria defendem o patrão ao invés do próprio sindicalizado. Por quê será?

Em tempo: vejo patrocínios diversos nas camisas dos árbitros. Quanto eles recebem em dinheiro e por direito de arena por tal exposição HOJE?

Hum… Que relação pacífica entre os cartolas do apito e da CBF, não?

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– O pênalti equivocado de São Paulo 2 x 0 Grêmio

Bobeada do árbitro Péricles Bassols Cortes no jogo entre os tricolores paulista e carioca na noite de sábado. Vamos discutir o lance?

A bola está no ataque são-paulino e é levantada na área. O gremista Marcelo Oliveira está no caminho dela e tenta evitar o contato com as mãos recolhendo os braços, e pela velocidade do lance, não consegue o desvio total.

Aparentemente, nenhum desejo intencional de dominá-la, nem intenção subjetiva, tampouco movimento antinatural. Simplesmente o chute veio rápido, à queima roupa, e antes que o jogador conseguisse se desvencilhar da bola, ela bate nele. Ao invés do jogo seguir, o árbitro marca pênalti. Errou!

Infelizmente, até na Champions League (Barça 3×1 Juve) vimos lances de mão na bola marcados erroneamente (vide a análise desse jogo em: http://wp.me/p55Mu0-s2).

Para se marcar lances infracionais de bola na mão, recorde-se:

Só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraço) se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

“Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, etc.) constitui uma infração.”

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).

Tomara que tais lances, que haviam diminuido, não sejam frequentes no Brasileirão.

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– A mão que tirou a artilharia de Neymar

E a Liga dos Campeões da Europa 2014/2015 acabou com um jogo sensacional. Dentro de campo, um show. Fora, idem.

Mas é de arbitragem que falaremos: Neymar acabou terminando a competição dividindo a artilharia com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. E se não foi artilheiro isolado, é por culpa de alguém bem identificado: CÜNEYT ÇAKIR, o árbitro turco.

Çakir despontou muito bem na Europa, apitando grandes clássicos na UEFA. Indicado para a final do mundo interclubes entre Chelsea 0x1 Corinthians, mostrou ótimas condições de se manter por um bom tempo como um dos principais juízes do mundo.

Entretanto, depois desse jogo no Japão… nunca mais vi uma só atuação boa! Desaprendeu a apitar?

Foram 3 erros em Berlim:

1 – Vidal (JUV) abusou das faltas. Será que por ter dado cartão amarelo cedo a ele, ficou receoso de expulsá-lo com a aplicação de um 2o (e merecido)? O chileno deu oportunidade para ser novamente advertido.

2 – Daniel Alves (BAR) faz falta normal de jogo em Pogba (JUV). Dentro da área, é pênalti. Vendo e revendo o lance, talvez tenha sido traído pelo corpo do brasileiro que encobria o francês. Seria a única explicação do erro.

3- Neymar (BAR) cabeceia a bola para o gol, que bate despretensiosamente em sua própria mão. Não há intenção alguma de dominar a bola com a mão, tampouco é um salto com movimento antinatural do braço. O árbitro errou ao atender o chamado do seu árbitro assistente adicional que comunicou a suposta mão intencional. Se confirmado o gol, Neymar seria artilheiro isolado da Champions League. E questiono: se Neymar fosse zagueiro em sua própria área, o árbitro teria coragem de marcar um pênalti por tal lance? Lembrando que no começo do jogo, Neymar cruzou uma bola que bateu tão involuntariamente quanto esta em um zagueiro italiano, e na oportunidade, Çakir mandou o lance seguir.

Enfim, fica o registro que com apenas 23 anos o atacante Neymar já tem um título de Libertadores da América e outro da Liga dos Campeões da Europa. E que o ex-sãopaulino Douglas também apareceu na foto oficial com a taça!

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– Análise da Arbitragem de São Paulo 3×2 Santos. Como foi o árbitro?

Jogo fácil de apitar, com atuação razoável de Thiago Duarte Peixoto.

A destacar os acertos técnicos em lances mais difíceis e a dificuldade em aplicar a Lei da Vantagem, já observada em outras atuações. O ponto negativo: o mau uso da advertência dos cartões e a postura disciplinar.

Vamos por partes:

1- SOBRE OS GOLS:

33m – 1o Gol do São Paulo: o Tricolor abriu o placar com um chutaço de Michel Bastos na cobrança de falta. Foi frango de Wladimir ou golaço? Gol legal, sem discussão.

44m – 1o Gol do Santos: o Peixe está no ataque, a bola é chutada e Denilson está entre a sua trajetória e o gol. O volante são-paulino (visto pela câmera de trás) está com o braço direito aberto, o recua levemente ao corpo (se a bola bate neste momento, não é infração pois ele tenta retirar o braço e não existe avaliação de imprudência, e sim de intenção), mas quando ela se aproxima, Denilson faz o movimento antinatural de abri-lo um pouco mais, deixando a nítida impressão de que desejava que a bola batesse nele. Tiro penal muito bem marcado, com aplicação correta do Cartão Amarelo. Aliás, pênalti que o goleiro Rogério Ceni espalmou por se adiantar, mas antes de mandar voltar a cobrança (será que voltaria?), Ricardo Oliveira fez o gol de empate do Santos.

46m – 2o Gol do Santos: Na volta do 2o tempo, em lance que parecia estar em impedimento (só parecia, pois o bandeira 2 mandou seguir corretamente, já que o atacante santista saiu em condição legal em alta velocidade) ocorreu a virada no placar: 1×2, em uma falha (ou não?) de Rogério Ceni, com direito à comemoração de Ricardo Oliveira + metade do time com “mini-culto religioso” (respeito toda e qualquer crença, mas essa de que “Deus ajuda a um time de futebol ganhar e a outro perder” – mesmo que existam irmãos nas duas agremiações, me desagrada e irrita).

49m- 2o Gol do São Paulo: Thiago Mendes cobra escanteio na cabeça de Paulo Miranda, que subiu sozinho para cabecear. Me recordo ter ouvido falar que o auxiliar Milton Cruz e o treinador Osório estudaram na 3a feira sobre o posicionamento da defesa do Santos FC em bolas levantadas na área em cobranças de escanteio. Parece que deu certo…

83m- 3o gol do São Paulo: Carlinhos avança na área e é infantilmente derrubado por Daniel Guedes. Pênalti fácil de se marcar, foi um simples pé-com-pé. Sem polêmica, que resultou no gol tricolor.

2- SOBRE OS OUTROS CARTÕES NÃO CITADOS AINDA:

Correto o cartão Amarelo a Michel Bastos por “apelar” e agarrar Lucas Lima que partia em contra-ataque; (23m). Mas não sei dizer se, aos 48 minutos, Renan Ribeiro foi punido corretamente por reclamação estando como reserva. O que houvera falado? Difícil saber. O certo é que Thiago Peixoto o advertiu e sem diálogo emendou o mesmo Cartão para Rogério Ceni que reclamou. Nunca vi dois cartões amarelos para dois goleiros praticamente de maneira simultânea. E aqui sou obrigado a concordar com Rogério Ceni, que lembrou o fato do abuso de postura do árbitro em seu último jogo em Curitiba, quando o Thiago não soube aplicar a advertência verbal e teatralizou nos cartões. Até o adversário David Braz reclamou do árbitro e disse concordar com Rogério!

Por fim, ainda tivemos outros 4 cartões amarelos no segundo tempo por jogadas mais duras, todos corretamente aplicados.

Com relação ao Cartão Vermelho a Marquinhos Gabriel, ao final da partida, um grande erro do lance: o santista reclamou que foi agarrado na camisa por Hudson, o juiz entende que aquele lance não era suficiente para marcar a falta e mandou seguir. Segundo a súmula, Marquinhos disse: “foi falta caralho, vai tomar no seu cú, porra“. O problema é que a bola estava no pé do jogador do SPFC em contra-ataque! Há de se esperar a definição do lance para dar o cartão, pois parar a jogada é beneficiar o infrator. Erro primário!

DUAS OBSERVAÇÕES FINAIS

1 – Vulgarizou-se o Amarelo. Concordo que o comportamento do jogador brasileiro é péssimo, mas reeducá-lo por maus educadores não dá. Banalizou-se a aplicação de Cartões e extinguiu-se a Advertência Verbal. Não é por aí. Em particular, reitero o que escrevi anteriormente: Thiago é bom árbitro mas precisa fazer menos “caras e bocas” na hora de advertir, pois está confundindo a autoridade com arrogância.

2 – Público de 13.800 pagantes em um clássico como São Paulo x Santos? Parece que o futebol não é mais tão atrativo…

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– A Cusparada de R$ 20.000 do Flamengo. Justo?

Para se refletir: na partida contra o Sport-PE, um torcedor flamenguista cuspiu contra o árbitro, quando este saia do gramado. A Sportv flagrou o ato e o torcedor foi identificado.

Citado em súmula, o fato foi a julgamento e o clube será obrigado a pagar R$ 20.000,00 de multa por “não tomar providências de segurança”.

É justo?

A diretoria alegou que irá processar o torcedor, que foi identificado. Mas… esse seria o modo correto de punição? Que o clube tenha responsabilidades diversas sobre seus torcedores, ok. Mas a este ponto?

Vale discutir… E você, concorda ou não com o STJD, que impôs a multa?

Abaixo, a foto da cusparada e o torcedor em destaque:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de São Paulo x Santos, Rodada 5

Thiago Duarte Peixoto apitará no Morumbi o clássico São Paulo x Santos. Ele trabalhou em todas as Rodadas do Brasileirão neste ano (Fluminense 1x 0 Joinville Figueirense 0 x 0 Vasco da Gama, Atlético Paranaense 1 x 0 Atlético Mineiro) exceto no último domingo (provavelmente, poupado para este San-São).

Educador Físico em Barretos, há muito tempo Thiago está na labuta, apesar da juventude. Mas neste ano conseguiu maior destaque ao ser escalado para a semifinal do Campeonato Paulista entre Corinthians x Palmeiras, com atuação ruim no 1o tempo (perdendo lances de vantagem e sentindo a pressão de tal jogo importante), mas melhorando bastante no 2o tempo (provavelmente tendo ganhado confiança). Para ler a análise daquela partida, clique em: http://wp.me/p55Mu0-px.

Claro, sabemos que apitar uma partida pelo porte da que ele apitou é difícil, ainda mais por ter sido questionado antes do jogo por conta de uma foto com a camisa do Corinthians, onde uma ação solidária que praticou quase o complicou. Vide esse caso em: http://wp.me/p55Mu0-pl.

Thiago corre bastante, é forte fisicamente e tem abdicado de conversas dentro de campo. Vide sua postura, em certo ponto questionável, na partida entre os Atléticos Paranaense e Mineiro. Após expulsar um atleta, ficou com pose, parado e nariz empinado o escutando. Não gostei de tal ato, o árbitro deve dar o cartão e fazer o jogo seguir. Pareceu-me um teatro desnecessário, que irrita o jogador.

Enfim: tecnicamente é razoável/bom e disciplinarmente está bem. É uma aposta da CBF, que já o indicou como Aspirante ao quadro da FIFA.

O que me preocupa – e que não aprecio – é o questionamento do presidente do Santos FC, Modesto Roma, pressionando a arbitragem antes dela entrar em campo, repetindo o que fez durante as finais do Paulistão: assim como almoçou com a cúpula da FPF numa 3a feira na semana da final contra o Palmeiras (sendo amplamente divulgado que o assunto era ARBITRAGEM e ele esteve assistindo o sorteio dos árbitros), dessa feita, segundo o Jornal Lance de hoje, Modesto almoçou ontem com Marco Polo Del Nero sendo “discutido o mesmo menu”: QUALIDADE DOS ÁRBITROS!

Imagino que do ponto de vista santista, ele está corretíssimo. Do ponto de vista dos juízes, isso é ruim.

No contraponto de tudo isso, o delegado do jogo será Roberto Perassi, instrutor FIFA da FPF e CBF, que juntamente com o Cel Nilson Monção deram palestras de “regras e comportamento para com os árbitros” aos jogadores do São Paulo FC na semana passada; Perassi esteve em Porto Alegre como Delegado da CBF no jogo contra o Internacional-RS no último domingo e estará na mesma função no Morumbi nesta 4a feira também.

Boa sorte ao árbitro e que a única preocupação seja aplicar as Regras em campo!

Em tempo: independente do resultado da partida, o placar será creditado nas estatísticas a Osório (que já trabalha há 3 dias no SPFC mas não pode sentar no banco em decorrência do visto de trabalho) ou para Milton Cruz?

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– Dois clássicos, dualidades de dificuldade!

No Itaquerão e no Maracanã, dois jogos importantíssimos e dois tipos de posturas de arbitragens diferentes, com graus de dificuldade diversos. Vamos falar sobre eles?

1) Em São Paulo, no Corinthians 0x2 Palmeiras, tivemos uma atuação muito boa de Vinícius Dias Gonçalves Araújo. Neste ano, durante o Paulistão, quando apitou o empate entre Corinthians x Santos, Vinícius teve ótima participação em um jogo sem lances polêmicos. O roteiro se repetiu: nenhum lance difícil para interpretação, jogadores preocupados em jogar apenas futebol e faço o mesmo comentário daquela feita: o árbitro foi bem, apitou o be-a-bá e deixo uma ressalva: o policiamento em não se “destacar” com trejeitos, ou seja: ser mais discreto na aplicação de cartões e marcação de faltas. Do restante, está indo bem – com sorte e competência.

2) No Rio de Janeiro, no Flamengo 2×3 Fluminense, jogo chato para Sandro Meira Ricci. E aqui fazemos o breve histórico: quando era aspirante à FIFA, Sandro foi o melhor do Brasil por 2 anos. Se tornando FIFA, diminuiu um pouco o ritmo em jogos nacionais, mas nas partidas internacionais manteve-se muito bem. No pré-Copa, mal. Durante a Copa, bem. No pós-Copa… a fase ruim não passa nunca! Vide o pênalti de Pará (FLA) em Vinícius (FLU), no começo da partida: Pará dá um tranco legal em disputa de bola e o adversário valoriza a queda ou o flamenguista empurrou e desequilibrou com os braços o atacante tricolor?

Para mim: lance limpo, onde há viril mas legal disputa de bola e de espaço. Lembremo-nos que o tranco físico nessas condições é permitido.

Quanto a expulsão de Giovanni em Marcelo Cirino, Sandro estava longe da jogada e repare que quem de pronto o avisa é o bandeira 2. Não tenho dúvida de que o Cartão Vermelho surgiu durante a conversa entre bandeira e árbitro quando Sandro se aproximava da jogava.

Se era para Vermelho?

Imagine o bico da chuteira em chute frontal em sua canela… Dói ou não? Nesta, estou com Ricci!

A verdade é: por enquanto, o Campeonato Brasileiro não tem apresentado jogos de grande grau de dificuldade. Aguardemos as próximas rodadas.
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– Na Rodada 4, haverá melhor comportamento dos jogadores com os árbitros?

Nas 3 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro de 2014, tivemos 8 Cartões Amarelos por reclamações contra a arbitragem no total dos 30 jogos.

Nessas 3 primeiras em 2015, com mesmo número de jogos, tivemos 33 cartões amarelos. Mais que o QUÁDRUPLO!

A busca pelo bom comportamento dos jogadores em relação à arbitragem é justa. Mas chamo a atenção: cuidado para os abusos dos juízes!

Aliás, se a Regra não mudou e sempre foi a mesma, por quê os árbitros não a cumpriram em 2014 e deixaram as reclamações ocorrerem a vontade? O comandante da arbitragem é ainda o mesmo, os nomes dos árbitros idem, e os cartolas que o chefiam, quase os mesmos (afinal, já há 1 na cadeia).

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– Árbitros do mesmo estado é para arranjar confusão!

Há tempos que estamos falando sobre a iniciativa da CBF em escalar árbitros nascidos em mesmos estados dos times em que estão apitando, mudando o critério de neutralidade de hoje. Por exemplo: em um jogo entre Paulistas x Cariocas, um Gaúcho apita, nos moldes atuais.

Com o intuito de demonstrar a honestidade do árbitro, deixando de considerar os árbitros como regionais, e sim nacionais, Sérgio Correa da Silva resolveu fazer testes: colocou árbitros nascidos em mesmo estado do clube que apita: na Rodada 1, o carioca Marcelo de Lima Henrique apitou São Paulo x Flamengo, sendo que o juiz está trabalhando pela Federação Pernambucana. Heber Roberto Lopes, paranaense, em um jogo do Atlético Paranaense, sendo que ele apita pela Federação Catarinense. Em ambos casos os bandeiras eram do estado do outro time.

Agora, na rodada 4, ampliará a experiência com FIFAS que apitam no mesmo estado: Vuaden e Daronco, ambos da Federação Gaúcha, apitarão respectivamente Internacional x São Paulo e Goiás x Grêmio.

A idéia é mostrar que não existem árbitros de federações, mas todos da confederação. Num mundo ideal, ótimo! Mas é nesse momento de turbulência do futebol brasileiro (vide as reclamações das equipes, prisão de José Maria Marin, reclamações formais do Santos FC à CA-CBF, e tantos outros poréns), que se fará tal teste de credibilidade?

É claro que os árbitros são honestos. Mas há certos complicadores: imagine no Beira-Rio, se aos 49 minutos do 2o tempo o gaúcho Vuaden dá um pênalti duvidoso pró-Inter? Ou se o bandeira paulista Marcelo Van Gassen (que será o assistente 1) anula um gol colorado no fim do jogo? A discussão será grande!

PARA QUÊ POLEMIZAR?

Quando existia a experiência dos AAA (árbitros adicionais assistentes), eles eram do mesmo estado do clube mandante, e foi preciso trocar o critério de escala pois os clubes em unanimidade reclamavam de tal fato e chamavam esse tipo de coisa como “economia burra”, pois gastava-se menos com passagens aéreas.

É incrível que a CBF promova tal coisa em algo tão sério como o Campeonato Brasileiro. Estou imaginando no Itaquerão, com 5 minutos de acréscimo, numa suposta partida entre Corinthians x Flamengo, um árbitro carioca marcar aqueles “pênaltis de queimada” ridículos que vez ou outra ainda vemos. Teremos assunto para uma semana inteira!

Se a proposta de tais escalas como “prova de que o árbitro é honesto”, como relatada em algumas mídias, partiu do presidente Marco Polo Del Nero, deveria ele vir a público esclarecer porque não demonstra apreço maior e profissionaliza o quadro de árbitros!

Detestei tal idéia. E você?

Aliás, leio no Lance.net que Roberto Perassi, instrutor de árbitros da FPF, esteve no Morumbi com o Cel Monção dando palestra sobre Regras aos jogadores do São Paulo FC. Curiosamente, é o próprio Perassi quem será o delegado do jogo entre Internacional x São Paulo.

Boa sorte ao Vuaden e aos bandeiras. Creio na lisura de todos esses citados, mas critico veementemente a falta de preservação e prudência das escalas, ou melhor, do sorteio.

No futebol, quanto menos burburinho e menor desconfiança, melhor para todos! A honestidade começa por aí.
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– Osório poderá enviar seus bilhetinhos no SPFC?

Juan Carlos Osório, colombiano, é o novo treinador do São Paulo FC. Respeitado por ser um estudioso, costuma ser flagrado anotando e passando informações aos seus jogadores em bilhetinhos do seu caderno de rascunhos.

E aí está algo curioso que os árbitros não poderão questionar: a comunicação escrita de informações advindas internamente ao campo de jogo e área técnica!

Aliás, a questão sobre “como jogador e treinador se comunicam” tem sido discutida há algum tempo: tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia se podia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes via celular. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visa trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costumava receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão para seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.[Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

Sendo assim, fique tranquilo, Osório! Se alguém te expulsar por dar um bilhetinho das informações que você colheu das suas próprias observações de jogo (portanto, sem informação externa ou por meio eletrônico falado ou ilustrativo), será abuso de autoridade

Já imaginaram a Comissão de Árbitros baixar uma norma contra isso? Seria totalmente tupiniquim!!!

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informação ao banco? E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas devem surgir! Ou você acha que não?

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– Como interpretar CORRETAMENTE os casos de “mão na bola” e “bola na mão”

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” foi colocada em prática a partir da Copa das Confederações-13, bem aceita no restante no mundo e um pouco confusa no Brasil. Não foi uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alegou na época ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraçose for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudou a justificar alguns pênaltis mal marcados. Foi o que aconteceu por aqui.

Vimos lances bizarros de pênaltis mal marcados: em um clássico entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, o zagueiro Gil tenta tirar o braço da direção da bola em um chute a queima-roupa e ela bate em seu cotovelo. Nenhuma intenção clara, tampouco subjetiva de colocar a mão na bola. Mas virou, equivocadamente, pênalti… Vimos também uma barreira pulando e o jogador saltando com os dois braços erguidos. Se a bola bate neles, aí sim seria “movimento antinatural“, pois fisiologicamente, você não pula com os braços totalmente esticados e eretos para o alto.

Enfim, essa história de: “nova orientação” não tem segredo. Talvez todo o imbroglio tenha nascido única e exclusivamente da tradução/interpretação do texto, potencializada negativamente por má orientação.

Do jeito que está, é só chutar na mão que vira infração. Parece brincadeira de “Queimada”…

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– Como Reeducar o Futebol Brasileiro?

A última rodada do Campeonato Brasileiro foi perfeita para a discussão de novas reflexões sobre diversos atores do futebol. Vamos a elas?

1) REEDUCANDO JOGADORES PELA ARBITRAGEM

O número de cartões amarelos neste sábado e domingo foram impressionantes. Mas repare: a maioria por reclamação!

Sim, há um processo de busca do respeito ao árbitro implantado pela CBF em sua última circular divulgada pela Comissão de Árbitros antes do início do Brasileirão, em que se pede punição ao jogador que abusa das reclamações e atrapalha a arbitragem. Na verdade, jogador brasileiro é muito “nhenhenhém”! Cai em qualquer tranco, chia por qualquer lateral e quer ganhar muito no grito. Aí, quando vai para a Europa, se dá mal por achar que seu comportamento aqui era o normal e precisa se adaptar.

Não tem nada de “Regra Nova”, é simplesmente “cumprir a Regra não cumprida”. Ou seja: atleta tem que jogar bola e falar menos com o juiz. Dessa vez, aplaudo a iniciativa tomada pelo chefe dos árbitros, Sérgio Correa da Silva, e pelo fato de avisar a todos os treinadores da Série A sobre o rigor em tal fato.

No jogo entre Palmeiras 0x1 Goiás, Robinho, Valdívia e Leandro Pereira criticaram a “nova regra em que o jogador tem que ficar mudo”. Bobagem, é discurso de quem jogou mal e preferiu arranjar subterfúgio. Aliás, o próprio treinador Oswaldo de Oliveira condenou a chiadeira de seus jogadores dizendo que “os atletas foram avisados até por escrito que não deveriam reclamar, estavam cientes da orientação da CBF e são lembrados do comportamento adequado antes do jogo. Parabéns ao Oswaldinho, que não jogou a culpa da derrota na arbitragem.

2) REEDUCANDO A AUTO-SUFICIÊNCIA E A CULTURA

Em 1954, na Copa da Suíça, dois pecados aconteceram: a “sova” que o Brasil levou humilhantemente dentro de campo pela Hungria (na bola e na porrada) no episódio conhecido como a “Batalha de Berna”, além da conquista do vice campeonato húngaro.

Puskas, excepcional craque daquele período, entrou para a história por não ter vencido uma Copa do Mundo. Os húngaros eram conhecidos como tecnicamente muito bons, estudiosos e disciplinados. Um dos fatos mais marcantes foi a quebra da invencibilidade da Inglaterra em Wembley. O English Team nunca havia sido derrotado na história do futebol em sua casa, e, para surpreendê-los, estudiosos húngaros sugeriram que os atletas se aquecessem antes dos jogos. Ironizados pela torcida, os jogadores entraram antes do horário para o 1o aquecimento da história e… venceram por 6×3 os ingleses no jogo emblemático de Londres (em 1953).

Naquele período, o Brasil vivia o Complexo de Vira-lata, um trauma de incapacidade muito grande que destoa da arrogância e auto-suficiência de hoje. Em 1957, o húngaro Bela Guttmann chegou ao Brasil para treinar o São Paulo, radicalizando esquemas táticos e conceitos, e estes foram incorporados pelo seu assistente técnico, Vicente Feola, que os utilizou na Seleção Brasileira de 1958, trazendo o título mundial pela 1a vez ao nosso país, findando a história da inferioridade.

Nos dias atuais, o futebol húngaro é um mero figurante. Claro, tudo é fase, tudo passa. E nessa má fase do futebol brasileiro, onde ainda acreditamos que somos os melhores mesmo sem sermos e insistentemente não nos reeducamos nem nos reciclamos após o vexatório 7×1 da Alemanha em pleno território nacional, o São Paulo ousa em contratar um técnico estrangeiro. Sim, “ousa” em contratar Juan Carlos Osorio, colombiano e – aqui seu pecado maiorestudioso do futebol!

Ora, para alguns, vale o “marketing do malandro”: falar a língua do boleiro, deixar o último botão da camisa aberto para mostrar o umbigo na beira do gramado e gritar alguns palavrões sem sentido na área técnica. Parece ser depreciativo dizer que se estudou futebol, como se o teórico certamente fosse ruim na prática. E aí eu penso: xenofobia, cultura da ode à ignorância ou simplesmente arrogância e falta de humildade para admitirmos que não somos tão protagonistas como achamos que somos?

Torço para que Osório dê certo, a fim de que mais treinadores estrangeiros venham para cá e que eles façam o mesmo rebuliço que Bela Guttmann fez há quase 60 anos por aqui – no mesmo São Paulo FC.

3) REEDUCANDO O CONCEITO DE GRANDEZA

Na última rodada, dos 7 grandes clubes históricos do eixo Rio-SP que disputam a série A, (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama), apenas o Tricolor Paulista venceu o seu jogo. Será que os grandes não estão apenas se “achando grandes”? Falta jogar bola como grande.

4) REEDUCANDO A PACIÊNCIA E O PARÂMETRO

Oswaldo Oliveira, treinador do Palmeiras, foi aplaudido quando mudou completamente o jogo no 2o tempo de Corinthians x Palmeiras no Itaquerão e eliminou o rival. Também fez um bom trabalho nas finais contra o Santos, em que pese a derrota nos pênaltis. Mas foi perder novamente para o Goiás (mesmo com um bom 1o tempo), que a “batata começa a assar”.

Tite, treinador do Corinthians, foi aclamado quando venceu o São Paulo na Libertadores e em determinado momento creditava as atuações do Corinthians ao fim dos rachões em dia de treino e a intensidade de jogo. Depois do jogo contra o Fluminense, voltou-se a criticá-lo pela sonolência da equipe e da “empatite” e “Titebilidade” das explicações. E está invicto no Brasileirão!

Tudo isso – dos aplausos a vaias a Oswaldo e a Adenor Tite – tem o período exato de apenas um mês! Como o torcedor é passional…

Em suma: o apaixonado e o cartola precisam ver, sentir e sofrer “um choque de gestão no futebol”. Mais gente de fora para palpitar mudanças, oxigenação, reeducação, readaptação e tempo para a implantação de novas idéias. E os jogadores, mais profissionalismo dentro e fora do gramado. Se não dá para se reeducar pelo amor, parece que será pela dor! Para isso, algumas quebras de paradigmas – por bem ou por mal – são necessárias, além de muita paciência.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

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– São Paulo 3 x 0 Joinville e o Gol irregular de Dória!

Para quem gosta de detalhes da Regra do Jogo, vale chamar a atenção: na partida entre São Paulo 3 x 0 Joinville, o 1o gol, marcado pelo zagueiro Dória, foi irregular. Explico:

Bruno cruzou a bola para a Grande Área. Ela viaja, passa por Luís Fabiano que estava em posição de impedimento mas sobra para Dória que saiu de trás e estava em posição permitida. A priori, gol legal, pois o zagueiro surgiu como surpresa por trás dos marcadores adversários.

Entretanto, perceba que quando a bola passa por Luís Fabiano, ele busca o cabeceio e se esforça para alcançá-la. Portanto, passou de impedimento passivo para impedimento ativo. Lembremo-nos que são 3 condições para sancionar o “offside”:

1- participar ativamente da jogada;

2- interferir contra um adversário;

3- tirar a vantagem da posição.

Aparentemente Luís Fabiano não tocou na bola (se tocasse, era a condição 1), mas ele levou a marcação junto dele, que automaticamente deixa a passagem livre para Dória surgir sozinho (condição 2). Assim, por manifestar interesse em dominar a bola e por tabela confundir o adversário, mesmo sem tocar na bola, o gol foi ilegal.

É claro que com o resultado de 3×0 e a falta de esboço na reclamação do Joinville, o lance passou batido. Mas vale a consideração! Para melhor ilustrar, vamos lembrar de Robinho, nas semifinais do Paulistão entre Palmeiras x Santos: o jogador que deu um corta luz o fez como drible (participando do lance) ou como forma de demonstrar não querer participar do lance? Aqui, LF demonstra claramente querer jogar.

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– A Copa América e seus árbitros! Bons nomes escolhidos?

A Copa América do Chile está prestes a começar, e a Conmebol divulgou “seus homens de preto”.

Para a competição, foram escolhidos os melhores árbitros (sempre o número 1) de cada país do continente (exceto o país-sede, Chile, com 3 nomes), além de convidados da Concacaf. Sendo assim, Sandro Meira Ricci será o nosso representante.

Gostou do nome?

Aqui vai a relação completa:

PAÍS ÁRBITROS                       FUNÇÃO
ARGENTINA  NESTOR PITANA Árbitro
HERNÁN MAIDANA Árbitro Assistente
JUAN PABLO BELATTI Árbitro Assistente
BOLÍVIA RAUL OROSCO Árbitro
JAVIER BUSTILLOS Árbitro Assistente
JUAN P. MONTAÑO Árbitro Assistente
BRASIL  SANDRO RICCI Arbitro
EMERSON DE CARVALHO Árbitro Assistente
FABIO PEREIRA Árbitro Assistente
CHILE ENRIQUE OSSES Árbitro
JULIO BASCUÑAN Árbitro
JORGE OSORIO Árbitro
CARLOS ASTROZA Árbitro Assistente
MARCELO BARRAZA Árbitro Assistente
RAUL ORELLANA Árbitro Assistente
COLÔMBIA WILMAR ROLDÁN Árbitro
ALEXANDER GUZMÁN Árbitro Assistente
CRISTIAN DE LA CRUZ Árbitro Assistente
EQUADOR CARLOS VERA Árbitro
CHRISTIAN LESCANO Árbitro Assistente
BYRON ROMERO Árbitro Assistente
PARAGUAI  ENRIQUE CÁCERES Árbitro
RODNEY AQUINO Árbitro Assistente
CARLOS CÁCERES Árbitro Assistente
PERU VICTOR H. CARRILLO Árbitro
CESAR ESCANO Árbitro Assistente
JONNY BOSSIO Árbitro Assistente
URUGUAI *DARIO UBRIACO

*Apresentar provas físicas no dia 25/05/15

Árbitro
MAURICIO ESPINOSA Árbitro Assistente
CARLOS PASTORINO Árbitro Assistente
VENEZUELA JOSÉ ARGOTE Árbitro
JORGE URREGO Árbitro Assistente
JAIRO ROMERO Árbitro Assistente
CONCACAF A confirmar os 2 trios arbitrais

– As Boas Idéias Propostas por Sálvio Spínola e Carlos Simon

Sempre aprendi: pior que não ler um jornal, é ler apenas um único! Assim, gosto de ouvir sempre várias opiniões sobre os assuntos que me interesso, filtrando o joio do trigo e com os bons conhecimentos solidificar uma opinião.

Para tanto, ouço e leio das coisas boas às ruins, sempre tomando o cuidado de não me empolgar com aqueles que sou fã e admiro e, ao contrário, respeitando até mesmo àqueles que sei que escrevem com desprezo ou chapa-branquismo.

Pois bem: Sálvio Spinola escreveu (como sempre faz em seus bons textos na ESPN.com) algumas medidas para a melhora do futebol. Paralelamente, vejo algumas boas idéias semelhantes às que Carlos Eugênio Simon também escreveu em seu blog do canal concorrente, no FOXSports.com.

Vi nas páginas virtuais desses dois comentaristas de arbitragem que existem críticas sobre a posição deles, como as de Marco Antonio Martins (presidente da ANAF) e a de Marcelo Marçal (editor do ApitoNacional.com.br, em seu próprio site) que, em suma, discordam de que a CBF seja a responsável pelo patronato dos árbitros e tecem tênues críticas aos mesmos por terem sido, no caso de Simon, influente membro da vida sindical gaúcha, e no caso de Sálvio, ex-cartola da Conmebol.

Eu, na minha humilde opinião, SOU TOTALMENTE FAVORÁVEL ao conjunto de idéias desses dois ex-árbitros da FIFA.

Em especial, defendo incontestavelmente quanto a urgente profissionalização da arbitragem, que deveria ser assumida pela milionária CBF, pagando FGTS, 13o, INSS e assinando um contrato de médio prazo com os chamados “árbitros de elite”. E na mesma importância, sou crítico ao modelo adotado de mistura entre dirigentes sindicais e cartolas das comissões de arbitragens / vedores / observadores ou seja lá como for. Afinal, como o cara pode ser defensor do árbitro presidindo o Sindicato e ao mesmo tempo trabalhando para o patrão (CBF / Federações Estaduais)? E junte-se a eles a opinião do ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, que em recente entrevista à Rádio Jovem Pan criticou o fato de que gente incapacitada há muito comanda a arbitragem, citando, em especial o Coronel Marcos Marinho. Euclydes Zamperetti Fiori, ex-árbitro, escreve toda semana essa realidade no Blog do Paulinho.

O que mais me deixa indignado é que a cartolagem do apito, ao invés de receber humildemente as críticas, solta as mais manjadas pérolas e desculpas para a fuga do mea culpa, como: “quando estava lá não dizia isso”; “este que critica nunca fez nada”; “reclama mas é frustrado por não estar / ter chegado lá”, e outros subterfúgios de arrogância.

O certo é: há 10 anos são as mesmas pessoas que comandam a arbitragem paulista e ela perdeu em dignidade, sem revelar ninguém! E no cenário nacional, o mesmo grupo vive e sobrevive há perder de anos, nada fazendo de diferente ou revolucionário!

Para quem gosta do assunto, compartilho os dois textos que, confesso, gostaria de tê-los escrito tamanha a precisão nas feridas tocadas!

Abaixo, compartilho:

            A) Carlos Eugênio Simon

O APITO NO BRASILEIRÃO 2015

Extraído de: http://www.foxsports.com.br/blogs/view/199912-o-apito-no-brasileirao-2015

A bola começou a rolar nos gramados brasileiros no final de semana em mais uma edição do Campeonato Nacional, o Brasileirão. É certo que juntamente com a competição também retornarão as críticas e as polêmicas em relação ao trabalho de árbitros e assistentes, que este ano não mais poderão contar com a presença dos  árbitros assistentes adicionais, aqueles que ficavam atrás da meta, do gol.

É natural que ocorram reclamações contra a atuação dos homens e das mulheres do apito e das bandeiras, visto que o futebol é um esporte que envolve paixões intensas. Porém, é possível adotar algumas providências capazes de diminuir a ocorrência de erros e, também, preservar a autoridade e a integridade moral do árbitro. 

Em primeiro lugar, não pode ocorrer o que aconteceu no ano passado, quando a confusa orientação de bola na mão ou mão na bola acarretou várias penalidades marcadas equivocadamente. Também é imprescindível que a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF dê respaldo total aos árbitros, posicionando-se a favor do profissional sempre que o mesmo for alvo de agressões e avaliações que vilipendiem a sua honra. Num mundo ideal, o árbitro deveria se preocupar apenas em apitar o jogo, e para que isto ocorra é preciso ter tranquilidade, apitar com alegria e gostar do que se está fazendo, (depois de 5 anos longe dos gramados, as vezes me imagino correndo na diagonal…). Assim sendo, é também no sentido de garantir minimamente esta tranquilidade que a Comissão de Arbitragem deve atuar. E não apenas ela. Igualmente a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) tem por obrigação ser mais atuante, presente e incisiva na defesa dos interesses da categoria. Entendo que sendo membro, diretor, secretário ou presidente da Anaf os mesmos não deveriam ter nenhum tipo de vínculo, como por exemplo delegado, observador, etc… da CBF – assim sendo teriam mais independência para encaminhar as reivindicações dos seus associados.

Buenas, amigos, apesar da fragilidade das condições favoráveis para que a arbitragem exerça o seu ofício com serenidade, torço para que os árbitros e assistentes realizem um bom trabalho no Brasileirão. A bola está rolando, boa sorte aos que estão no campo de jogo.

            B) Sálvio Spinola Fagundes Filho

17 MEDIDAS SIMPLES QUE A CBF PODE ADOTAR PARA MELHORAR A ARBITRAGEM BRASILEIRA

Extraído de: http://espn.uol.com.br/post/507343_17-medidas-simples-que-a-cbf-pode-adotar-para-melhorar-a-arbitragem-brasileira

São 17 as regras do futebol, e, por analogia, elenquei 17 ações de simples aplicabilidade que a CBF pode adotar para melhorar a arbitragem brasileira.

Dizer que está tudo bem na arbitragem é fugir do problema, é se esconder ou viver em outro mundo. Usar de dados estatísticos para mostrar eficiência na arbitragem é enganar a si mesmo.

A arbitragem precisa melhorar, se fortalecer e ganhar credibilidade do mundo do futebol.Erros acontecerão em qualquer lugar que tenha jogo de futebol, aliás, eu cometi muitos, não falo do árbitro e sim da instituição arbitragem.

Durante mais de 20 anos estive nos campos apitando jogos e hoje convivo com jornalistas, jogadores, treinadores e dirigentes, e, em todos os segmentos tem unanimidade: A arbitragem não está bem.

O futebol mudou, está mais veloz. A tecnologia evoluiu com muito mais câmeras e melhor resolução, e a arbitragem ficou estagnada.

Sim, ficou estagnada, nada foi feito nos últimos 20 anos, apenas mais cobrança aos árbitros, rigor no teste físico, alguns cursinhos, mas na estrutura nada foi feito.

Vamos às propostas, lembrando que sempre que uso o termo árbitro, serve para os assistentes e para as mulheres:

1) EXCLUIR DA RESPONSABILIDADE DO ÁRBITRO AS ROTINAS ADMINISTRATIVAS

A CBF tem que atribuir ao Delegado do Jogo as responsabilidades administrativas do evento, deixando o árbitro com a única função (que já é muita) de cumprir as regras, apitar o jogo. Funções administrativas com gandulas, mascotes, imprensa, câmeras, hino, minuto de silêncio, horário de entrada das equipes, faixas de protesto e muito mais, tem que ser da entidade e não do árbitro, como fez a FIFA na Copa do Mundo.

2) ARBITRAGEM COMANDADA POR PROFISSIONAIS COM CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS

A arbitragem brasileira deve ser comandada por profissionais com dedicação exclusiva, profissionais estes com capacitação em gestão e principalmente na gestão de pessoas, não priorizando as técnicas militares, como se usa hoje. Atualmente a arbitragem brasileira é comandada por 2 ou 3 pessoas com dedicação exclusiva para gerenciar mais de 500 árbitros. Algumas federações estaduais tem a estrutura organizacional da arbitragem muito superior a da CBF.

3) CONTRATAR UM INSTRUTOR TÉCNICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA QUALIFICAÇÃO E CORREÇÕES TÉCNICAS

São tantos Instrutores técnicos no Brasil e nenhum com definição oficial para instruir e fazer correções diretamente com o árbitro. Com a definição do instrutor técnico chancelado pela CBF o árbitro vai ficar mais confortável para receber a informação e se empenhar para corrigir.

4) CONTRATAR UM PREPARADOR FÍSICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA MONITORAMENTO DA CAPACITAÇÃO FÍSICA DO ÁRBITRO

Cada vez mais o árbitro precisa ser atleta, estando com o preparo físico em dia. Com o monitoramento pela CBF, ela terá informações diárias das atividades realizadas por cada árbitro e a Comissão de Arbitragem terá subsídios para escalar o árbitro. O modelo atual de apenas fazer testes físico já está ultrapassado, a entidade tem que estar presente no dia a dia do árbitro e parar de pensar que o árbitro tem que ser auto didático, na sua cidade, no seu estado se preparando, isso não acontece.

5) A CBF ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO ÁRBITRO

É a principal mudança e mais urgente. Desde 2003 o calendário do futebol brasileiro mudou drasticamente com o Estatuto do Torcedor. A CBF passou a ter campeonatos de abril a dezembro, e nada mudou na arbitragem brasileira, os árbitros continuam sendo formados pelas Federações e são “emprestados” para a CBF, para atuarem em jogos organizados pela entidade nacional. Passou da hora de inverter isso, os árbitros tem que ser da CBF e quando as Federações precisarem pede “emprestado”. A CBF precisa ter seus árbitros de janeiro a dezembro e passar a formar árbitro, não apenas qualificar.

6) DEFINIÇÃO NOMINAL DOS ÁRBITROS QUE ATUARÃO POR SÉRIE

O árbitro não sabe que campeonato vai apitar e o mundo do futebol não sabe quais árbitros vão atuar no campeonato. No ano passado, em 38 rodadas, na série A, 15 árbitros apitaram 1 jogo e, na série B, 23 apitaram somente 1. Por quê? Não tiveram boa atuação? Ninguém sabe. E pior, o árbitro que foi bem fica mais revoltado, porque fica esperando nova escala e ela não vem.

A CBF pode definir 50 árbitros e 100 Assistentes para Séries A e B. Utiliza-se 2/5 por rodada, sendo possível fazer rodízio e não repetir árbitros nas equipes.

Define-se outro grupo para séries C e D, e outro grupo para jogos Amadores.

7) MERITOCRACIA

É o melhor modelo, escala e acesso de divisão por mérito, capacidade, bom desempenho. Estando os árbitros sobre a responsabilidade da CBF, a entidade deixa de cumprir pedidos das federações para escalar seus árbitros e premia somente os melhores, com critério técnico, sem divisões por estados.

8) RODÍZIO NA ESCALA DOS ÁRBITROS

Definir o critério de escalas com ampla divulgação, onde o árbitro não pode atuar em jogos da mesma equipe, no máximo dois jogos na casa da equipe e outros dois fora.

9) FEEDBACK PÓS-RODADA COM TODOS OS ÁRBITROS USANDO SISTEMA DE CONFERÊNCIA

O modelo é adotado no México, país também com grande extensão territorial. Não adianta enviar e-mail exclusivo para o árbitro do jogo ou no grupo de watsapp, todos os árbitros precisam saber o que pensa a comissão e os instrutores.

10) TECNOLOGIA DA LINHA DO GOL

Já comprovado sua eficiência. São 20 estádios para Série A e a tecnologia não será utilizada. A justificativa para não implantar é o custo. Conversei com alguns profissionais de publicidade e todos falaram que várias empresas de tecnologia tem interesse em patrocinar este projeto, é apenas uma questão de querer, e colocar o departamento de marketing para trabalhar. Em conversa com o assistente da Copa Marcelo Van Gasse, primeiro árbitro assistente a ter gol validado com uso da tecnologia, no jogo França x Honduras, ele deu uma declaração muito importante: “A tecnologia não ajuda somente para validar ou não o gol, ajuda muito no impedimento e nas demais atribuições, porque tiramos das nossas costas a responsabilidade de ver se a bola entra ou não, ficamos mais leve e isso ajuda a acertar.” Por que não implantar?

11) ALTERAR A FORMA DE REMUNERAÇÃO DOS ÁRBITROS

O Brasil é o país que mais paga para um árbitro por jogo, mas é o que menos paga por ano. Para se ter uma ideia, um árbitro FIFA na série A ganha por jogo R$ 3.800,00, e este mesmo árbitro para apitar a Copa Libertadores ganha US$ 800,00, aproximadamente R$ 2.400,00. O árbitro precisa de segurança financeira para se organizar na vida. No mundo tem vários modelos de remuneração muito melhor que o adotado no Brasil. A CBF pode copiar, por exemplo, a AFA. Lá, os árbitros argentinos tem uma remuneração mensal e mais uma pequena taxa por jogo. Esse modelo dá mais tranquilidade aos homens do apito e da bandeira e permite a CBF adotar mais cobranças, mais eficiência, mais dedicação.

Pode-se também implantar remuneração indireta, como: pacote de tv por assinatura, academia de ginástica, suplemente alimentar, e outros. A vantagem desta remuneração é o retorno para o próprio futebol, porque qualifica o árbitro e melhora as atuações. Na dificuldade financeira o árbitro não assiste seu jogo porque não tem dinheiro para pagar tv por assinatura, não treina porque não paga academia, economiza onde pode. Este tipo de remuneração pode gerar economia de impostos, onde toda taxa do árbitro é tributada.

12) PRONUNCIAMENTO DA COMISSÃO DE ARBITRAGEM NO PÓS-RODADA


Um dos principais problemas da arbitragem brasileira é a credibilidade, todos desconfiam. A arbitragem brasileira é composta de pessoas honestas e a forma de mostrar esta credibilidade é acabar com a “caixa-preta”. A Comissão de Arbitragem deve se pronunciar oficialmente ou com habitualidade ou nos momentos críticos, nos grandes erros, nas grandes polêmicas. A FIFA utilizou deste expediente na Copa do Mundo, o Presidente da Comissão de Arbitragem deu pronunciamentos e respondeu perguntas dos jornalistas. Esta é a única forma de falar com o torcedor e conquistar a credibilidade e não atendendo a um veículo ou outro.

13) BUSCA DE TALENTOS

Sendo a CBF responsável por formar e capacitar, a entidade tem que ter “experts” em arbitragem para identificar talentos e desenvolver estes árbitros. Ninguém chega a ser árbitro de alto nível só por querer, depende da sequência nas escalas e crescimento na carreira. Não é aceitável que a CBF emita circular dizendo que não aceitará árbitros “fracos”, o árbitro não é um prestador de serviço que está na sociedade à disposição da entidade, o árbitro tem apenas um empregador: a CBF. E é a entidade que dá as oportunidades para o desenvolvimento do árbitro, se tem árbitro “fraco” é porque a escola, o instrutor e a comissão erraram.

14) DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE PARA GERENCIAMENTO DE ESCALAS

Dizem que tem. Nunca vi. E, se tem, está parametrizado com erros. Como pode o árbitro mineiro Claysson Veloso apitar a final do Campeonato Mineiro (jogo tenso) no dia 26 de abril, dois dias depois estava em Juiz de Fora como quarto árbitro no jogo Tupi x Atlético PR e dois dias depois no interior da Bahia apitando Jacupiense x Náutico (3 jogos em 5 dias), ou o caso do também mineiro Igor Benevenuto que apitou no dia 14 de abril, em Florianópolis Avaí x Operário MT e no dia seguinte estava em São José dos Campos, interior paulista, apitando Santos x Londrina, e o paulista Vinicius Furlan que no domingo apitou a final do Campeonato Paulista Palmeiras x Santos, com muitos questionamentos, e na quarta feira estava em Capivari, interior paulista, como quarto árbitro no jogo Capivariano x Botafogo (escala desproporcional, depois de apitar a final foi escalado como quarto árbitro em momento inoportuno). São muitos os exemplos que um software resolveria, fica a impressão que o controle é feito em um papel ou em um caderno, vai ter erro.

15) RESGATAR A ALEGRIA DE APITAR UM JOGO DE FUTEBOL

Cada vez mais o árbitro está tenso, apreensivo e com medo, e isso é o preâmbulo para o erro. Como sempre dizia o sábio Armando Marques: “o árbitro precisa gostar de ser árbitro” ou “apitar um jogo de futebol é desfrutar do que você gosta de fazer”. Para resgatar a alegria de apitar um jogo de futebol é necessário o fortalecimento dos árbitros, com apoio e não com temor ou ameaças, onde alguns instrutores se colocam mais importantes que os árbitros, causando medo antes dos jogos.

16) DEPARTAMENTO DE ARBITRAGEM COM INDEPENDÊNCIA E ISENÇÃO

A escala do árbitro tem que ser técnica, por mérito e a comissão de arbitragem não pode atender a favores ou pedidos de nomes para apitar jogos de determinadas equipes. Atuar com isenção, sem favores políticos.

17) TRANSPARÊNCIA NOS CONTRATOS DE PUBLICIDADE QUE ENVOLVA OS ÁRBITROS

Sim, a CBF é uma entidade privada, mas negociar o “corpo”, a “imagem” do árbitro e não trazer o árbitro para participar destas negociações ou deixa-los cientes dos valores pactuados é no mínimo exploração. O árbitro não fala nada porque teme retaliações, e as entidades representativas dos árbitros são fracas e comprometidas com a CBF, mas é um item de total desmotivação que cria uma relação de antipatia do árbitro com a CBF.

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– Árbitros de Corinthians x Guaraní (PAR) e Cruzeiro x São Paulo

Imagine só: se você tem um árbitro muito jovem e outro veterano, sendo o primeiro inexperiente e o outro muito rodado, tendo um clássico e um jogo de grande contra pequeno, em qual jogo você os escalaria?

Pois bem: para Corinthians x Guaraní do Paraguai, no Itaquerão, teremos o experientíssimo chileno Enrique Ósses, de inúmeras decisões internacionais e clássicos da América do Sul. Já para Cruzeiro x São Paulo, no Mineirão, teremos o novatíssimo uruguaio Andrés Cunha, jovem e desconhecido para a maioria.

Cá entre nós: a lógica e o bom senso não mandariam a inversão desses árbitros? No clássico brasileiro, árbitro habituado a tal jogo. No jogo entre grande e pequeno, árbitro mais jovem.

E você, o que acha dessas escalas?

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– Quase dois anos de Mudanças nas Orientações na Regra de Futebol…

1- Vanderley Luxemburgo discutiu com o gandula no Morumbi, no jogo entre São Paulo x Flamengo, pois a bola não foi dada na mão do seu jogador (ela foi rolada pelo chão).

2- Rafael Silva comemorou um gol no Maracanã subindo as escadarias que levavam à arquibancada e não foi punido.

3- As dúvidas entre bola na mão e mão na bola continuam agitando os programas esportivos, graças ao tal do “movimento anti-natural” que apareceu numa recomendação e aqui se entendeu tudo errado!

4- Na final do Mineirão, Jô recebe em impedimento uma boa desviada e a polemica nasce. Tirou ou não a condição ilegal? E tantas outras discussões ocorreram nos últimos dias…

Tudo isso por um único problema: a COMUNICAÇÃO da FIFA!

Entenda: em 01 de julho de 2013, um “pacotão” de alterações foi promovido no futebol, mas pouco foi debatido sobre elas. Jogadores, treinadores, jornalistas e até árbitros demoraram um pouco para assimilação (alguns, até hoje não assimilaram).

São 9 destaques que resumo abaixo:

1- Está proibido que atletas zombem da torcida adversária em comemorações de gol; bem como nos estádios em que não há alambrados separando a torcida e do campo (onde existem as escadas de segurança) ocorram comemorações exaltadas (como a proibição, por exemplo, de um jogador que sai do campo de jogo e vai comemorar na torcida). Para essas situações: cartão amarelo

2- Há tempos a FIFA autorizou a permanência de até 12 reservas no banco de suplentes, mas somente em 2014 o Brasil adotou a medida. Nos estádios da 1a divisão do Brasileirão, há as adaptações pertinentes pois os espaços eram diminutosMas e no interior do Brasil? Convocar 23 atletas para uma partida muitas vezes não tem sido tarefa fácil. No Paulistão, continuou-se com 18.

3- Numa circular da FPF de 22/07/13, uma curiosidade: a Comissão de Árbitros sugere cuidados com os acréscimos, pois “5 ou 10 segundos em excesso podem modificar o jogoOra, quando se aponta 3 minutos de acréscimos, significa que não se pode acabar a partida antes desse tempo, e que o jogo vai ter NO MÍNIMO 3. Acabar o jogo entre 3’00 e 3’59” é o correto. Se precisar de mais 10 segundos, avise ao quarto-árbitro que terá mais um minuto de acréscimo, para que seja possível acabar o jogo entre 4’00 e 4’59”.

4- No mesmo documento citado no item acima, está avisado que os árbitros estão PROIBIDOS de pedir a bola para encerrar o jogo. Deve-se apitar o final a partida, simplesmente. Para mim, pura bobagem tal orientação.

5- Qualquer faixa ofensiva (racista, homofóbica, religiosa, xenófoba, política, que faça apologia à violência ou que cause constrangimento) deve ser retirada pelo policiamento. Se não for possível, a partida deverá ser interrompida. Fica a pergunta: e se existir uma faixa escrita: “Fora Marco Polo”, e o torcedor insistir com ela, não terá jogo?

6- Antes dos jogos, os árbitros deverão se reunir com os gandulas, que agora têm um procedimento padrão: devem rolar a bola somente pelo solo aos atletas. Os gandulas estão proibidos de jogar a bola pelo alto ou de colocar ela no local do reinício do jogo.

7- Uma das mais importantes modificações: está proibido rádio ou telefone celular em campo. Acabou a comunicação eletrônica entre treinador fora de campo e assistente técnico no banco de reservas. Se um treinador for expulso, não poderá se comunicar com aparelho junto com seu auxiliar (e em qualquer situação, treinador expulso ou que dê preferência por assistir ao jogo na arquibancada, não poderá se comunicar por qualquer modalidade: seja por telefone, por email, por bilhete ou gritando com seus atletas); mas… e se for na Rua Javari ou na Comendador Souza, onde os bancos de reservas ficam ao lado dos alambrados? Fernando Diniz, pelo Audax, dirigiu sua equipe aos berros na arquibancada em 2013, após ser expulso nesse ano num jogo pelo Paulistão da A2. Recentemente, um assistente técnico do Palmeiras foi expulso pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro na partida contra o Atlético Paranaense em Curitiba, pela Copa do Brasil, por fazer uso do rádio. Sem contar que Osvaldo de Oliveira, expulso no Paulistão, deu orientações aos seus jogadores que se aproximavam dele na arquibancada, contra o Santos.

8- A mudança da interpretação de mão na bola: lances de atletas que pulem com os braços extremamente abertos propositalmente e que a bola bata neles não devem ser considerados involuntários. A idéia, segundo uma corrente, é de: quem “se faz por descuidado” tende a querer interferir na jogada. Sendo assim, não seria um acidente de trabalho ou casualidade, mas sim uma intenção faltosa disfarçada. Portanto, deve-se avaliar o movimento anti-natural dos braços que vise ludibriar o árbitro. NÃO CONFUNDA COM IMPRUDÊNCIA (mão na bola continua valendo somente a intenção). Aqui, não mudou a Regra, mas sim acrescentou-se o alerta para que o árbitro fique atento ao jogador malicioso, que deixa o braço bater na bola ao invés de tirá-lo ou ainda que, por exemplo, numa barreira pule com eles erguidos tentando bloquear a bola (lembrando que bola que bate na mão que protege o rosto ou partes íntimas, incluindo-se os seios no futebol feminino, NÃO É INFRAÇÃO). Infelizmente, no Brasil a orientação foi confusa e creditada a um suposto erro de entendimento do instrutor Jorge Larrionda, que houvera dito que a maioria dos lances de mãos seria pênalti. No final de 2014, em um simpósio da CBF, tentou-se minimizar tais situações. Os erros diminuíram, mas não acabaram.

9- O novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários: Se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, a bola foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

E aí, há quase dois meses com tais modificações, você já sentiu muitas diferenças? Tem visto dificuldade em interpretá-las?

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– O Paradigma das escalas será quebrado?

Se der problema, a fumaça vai ser grande…

Sempre defendi que nas escalas do Campeonato Brasileiro devem estar os melhores, sejam de onde for. A CBF pensa diferente: busca talentos de estados não tão importantes para o cenário da 1a divisão, a fim de permitir maior quantidade de árbitros “neutros”. Vide Sidrack Marinho, juiz do Sergipe que, pelo fato de morar em um estado em que não tínhamos times na elite, podia apitar qualquer confronto que não existiria crítica.

Pois bem: quando começaram a fazer a experiência dos Adicionais (AAA), eles eram do mesmo estado do clube mandante. As críticas surgiram por ser uma “economia burra”. Até que, após algumas contestações, eles passaram a ser de estados vizinhos dos clubes mandantes.

Agora, logo na Rodada 1, no Morumbi, teremos uma surpresa: para São Paulo x Flamengo, teremos como árbitro Marcelo de Lima Henrique (Carioca e que hoje apita pelas Federação Pernambucana) e como bandeira o paulista Marcelo Van Gassen.

Nada que os desabone, ao contrário, eles são competentíssimos! A questão é: essa quebra de paradigma será por toda a competição? É um teste ou é pra valer?

Tomara que não tenhamos lances polêmicos. Já imaginaram se dá um azar e há um pênalti pró-Flamengo ou um gol impedido pró-SPFC?

Confio na honestidade e na qualidade da arbitragem de ambos. Mas que tal fato é curioso, ô se é!

Em tempo: nas redes sociais, já ressuscitaram uma fotomontagem ridícula em que o Marcelo está vestindo uma camisa do Mengão. NÃO É FOTO REAL, esqueçam isso. Infelizmente, mais um troll aprontando por aí…

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– Surpresa? Quem pediu Amarilla no São Paulo x Cruzeiro?

Falamos dias atrás sobre o fato de ser muito difícil escalar dois árbitros brasileiros para os confrontos de ida e volta entre o Tricolor e a Raposa pela Libertadores da América. Habilitados, teríamos apenas Héber, Péricles e Wilton Sampaio (vide tal assunto em: http://wp.me/p4RTuC-ctg).

Porém, surpreendentemente, a Conmebol escalou o paraguaio Carlos Amarilla para o confronto no Morumbi. Ele é o mesmo árbitro que apitou Corinthians x Boca Jrs, no momento em que as relações políticas entre Andrés Sanches & CBF eram péssimas, além do imbróglio que envolveu o próprio Timão e a Confederação Sulamericana em decorrência da morte do garoto Kevin Spada em Oruro e a perda de mandos de jogo. Na oportunidade, Amarilla era constantemente escalado nos amistosos da Seleção Brasileira com trânsito constante no Brasil (ele é casado com uma brasileira). Sua atuação foi absurdamente desastrosa, principalmente em lances capitais que um árbitro do seu gabarito não costuma errar, prejudicando e eliminando a equipe brasileira com dois gols anulados e dois pênaltis não marcados (relembre a análise da arbitragem daquela partida contra o Boca Juniors em: http://wp.me/p4RTuC-b0).

Entretanto, ontem, à Rádio Bandeirantes em seu programa esportivo noturno, o presidente Carlos Miguel Aidar, ao vivo, disse que em conjunto com o Cruzeiro, acordaram em pedir à Conmebol um árbitro estrangeiro, já que:

Um árbitro de fora é melhor pois não sente a pressão de ter apitado jogos aqui. Antes a Conmebol era pobre e precisa colocar árbitros do mesmo país; agora, ela é rica e não tem mais esse problema. Inclusive estará no Regulamento da Libertadores no ano que vem que em confronto de equipes do mesmo país a arbitragem será estrangeira.

Mas por quê justamente o Amarilla, malquisto aos olhos dos torcedores? Será que a Conmebol, pressionada e criticada pelas equipes anteriormente, quis demonstrar força e escalar justo o paraguaio (que nunca mais apitou por aqui desde aquele dia) como provocação?

Fica a dúvida: será que teremos Wilmar Roldán, o chamado “Castrilli da Colômbia” no jogo de volta, de tantas boas arbitragens na América do Sul mas de azares e má atuações em jogos envolvendo brasileiros?

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– “Salário” dos Árbitros para o Brasileirão 2015. Justo ou não?

Boa notícia aos juízes de futebol: a CBF determinou novas taxas para os jogos apitados. Avalie se “vale o quanto paga”:

Para apitar a Série A do Brasileirão, independente se Fla-Flu ou jogo de time pequeno, um árbitro do atual quadro da FIFA (ou ex-pertencente ao quadro) receberá R$ 3.450,00. Se for da série B, R$ 2.700,00. Série C: R$ 2.100,00 e, se for na última divisão (FIFA odeia apitar série D…): R$ 1.850,00.

Se for árbitro CBF 1 (os melhores do quadro nacional mas que não foram à FIFA), receberão por apitar a série A, B, C e D, respectivamente: R$ 2.350,00, R$ 1.700,00, R$ 750,00 e R$ 600,00.

Lembrando: se o jogo for fora do seu estado, adicione R$ 500,00.

Pode parecer muito, mas e se o árbitro apitar 1 partida por mês? Se ele se machucar, vai para o INSS ou que use seu plano de saúde. FGTS e Férias, esqueça! Ainda: é ele, recebendo o que ganha, que decidirá se um centroavante como Luís Fabiano (que recebe R$ 450.000,00/ mês sofreu ou não pênalti de um zagueiro qualquer que ganhe R$ 200.000,00.

Pela responsabilidade, atribuições do cargo e dificuldades da carreira, ganha pouco ou ganha muito?

Algo a mais: os observadores, delegados, tutores (aquele pessoal que fica engravatado, sentadinho, assistindo o jogo e que as vezes são membros das Comissões de Arbitragem), receberão… R$ 500,00! Se o jogo for em SP e ele vier do RJ, pula para R$ 1.000,00!

É mole?
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– Análise da Arbitragem de Caldense 1×2 Atlético Mineiro

Um erro do bandeira foi determinante para o título do Galo sobre a Veterana em Minas Gerais. Mas o pior é que ele foi justificado como correto por um erro de comentário de arbitragem!

Entenda: Luan cruza a bola para Jô, que está em posição de impedimento. O zagueiro número 3 da Caldense tenta desviar a bola e consegue tocá-la; porém, mesmo resvalada, chega a Jô que a coloca para dentro da meta. Gol irregular.

Roger Flores, comentarista da Sportv, disse que o gol foi legal pois houve o desvio do adversário, e isso é uma recente mudança da Regra do Jogo, na qual soube após um curso de atualização promovido pela Rede Globo ao pessoal de esportes. Roger se equivocou…

O que mudou foi o seguinte: no pacotão de novas orientações da FIFA em julho de 2013 (no qual entrou a história da intenção subjetiva da mão na bola, movimento antinatural e outras coisas), surgiu um novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários. Entenda:

ANTES, se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por “tirar vantagem de uma posição.

AGORA, a bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: é bola que foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado).

Para quem tem o livro Trívia FIFA (o conjunto de perguntas e respostas oficial e complementar às Regras do Jogo), esse lance era a questão 238, que hoje foi alterado. Há quatro anos, tivemos no Campeonato Paulista no jogo Americana x Santos (no Décio Vita) um lance similar.

PORTANTO, Jô estava em impedimento ativo e o Gol foi mal confirmado pelo bandeira Guilherme Dias Camilo, sendo lance difícil para o árbitro Emerson de Almeida Ferreira chamar a responsabilidade para ele. Mas imagine: se Lucas Pratto estivesse na ponta-esquerda, adiantado, sozinho, próximo da bandeira de escanteio, sem expectativa de receber o cruzamento de Luan, em impedimento passivo, e recebesse a bola por culpa de uma força maior do desvio do zagueiro, ele poderia continuar a jogada, já que é esse tal novo entendimento.

Eu penso numa seguinte situação: e se numa cobrança de falta, um jogador ficar adiantado, e um bom cobrador de faltas tentar tabelar com a barreira a fim de que disfarçadamente a bola sobre sozinha por um desvio? Como provar a intenção de lançar a bola através de uma burla da regra ou de uma inocente desviada?

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– Análise da Arbitragem de Santos 2×1 Palmeiras

Jogo muito difícil de se apitar na Vila Belmiro. Em cartões amarelos, Santos 2×5 Palmeiras. Em cartões vermelhos, Santos 1×2 Palmeiras. Em gols com a bola rolando, Santos 2×1 Palmeiras. Na decisão por tiros penais, Santos 4×2 Palmeiras.

No começo do 1o tempo, existiu um reclamação muito tímida de um suposto pênalti de Werley empurrando, fora do lance de bola, Vitor Hugo. Não foi, acertou o árbitro em ignorar. No começo do 2o tempo, Valdívia sofre um empurrão por trás de Chiquinho, dentro da área, estando em posição de impedimento. Também acertou em não marcar nada.

Claro, existiram muitas faltas no jogo e isso proporcionou muitos cartões. As advertências corretas foram: Dudu (4m, corretamente por cama de gato), Valdívia se estranhando com Chiquinho (9m, mas Chiquinho também deveria ter sido advertido), Valência (15m) por matar o contra-ataque em Valdívia, Gabriel por matar o contra-ataque de Robinho (24m), Victor Ramos aos 59m por segurar Ricardo Oliveira pela camisa e posteriormente o 2o Amarelo e consequentemente o Vermelho por dar uma sola em Valência, David Braz (86m) por falta em Rafael Marques e (ufa) Lucas aos 88m por carrinho desnecessário.

Porém, existiram alguns erros como: Dudu que simulou uma falta aos 17m alegando ter sido empurrado por Werley e Ceretta “caiu” na dele, bem como uma falta por ação temerária de Ricardo Oliveira em Leandro Pereira no final do 1o tempo. Mas me chamou a atenção o carrinho de Gabriel em Lucas Lima aos 68m, que era para Amarelo (ele já tinha) e consequentemente a expulsão. Osvaldo de Oliveira percebeu o vacilo do árbitro e tirou de campo seu jogador.

O grande questionamento aconteceu no final do 1o tempo: em uma cobrança de falta, fora do lance de bola e antes do chute, Dudu e Geuvânio estão se agarrando. No desfecho do agarra-agarra, Dudu segura Geuvânio e ambos caem. Ceretta resolve expulsar os dois. Para mim, ERROU. Exagero total! Será que a pilhagem de torcedores nas redes sociais que ora o acusavam de santista/ ora de palmeirense no pré-jogo ali lhe influenciou?

Enfim, entre erros e acertos no difícil trabalho da tarde de domingo, o destaque positivíssimo foi o bandeira Emerson Augusto Carvalho, que soube discernir muito bem o lance do 1o gol santista: Valência lança a bola para o ataque e havia dois atletas em impedimento passivo e que não participam da jogada (inclusive David Braz). Robinho, que vinha de trás, a domina em condição de jogo, avança e cruza para trás da linha da bola a David Braz, que finaliza ao gol, agora em condição legal. Acrescente ao mesmo árbitro assistente o acerto no difícil lance de anulação por impedimento do gol do palmeirense Amaral.

Parabéns ao Santos Futebol Clube, campeão, e à Sociedade Esportiva Palmeiras, pois, afinal, o vice-campeonato significa ser o 2o melhor da competição!

(em tempo: já imaginaram se na injusta expulsão de Geuvânio o árbitro estivesse ainda com a camisa patrocinada pela Crefisa? Pipocariam teorias da conspiração a là “Era Parmalat”…)

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Abaixo, o lance a lance da partida:

– 4 minutos, Amarelo ao Dudu por cama de gato em Valência e reclamação.

– 9 minutos, Chiquinho e Valdívia dividem uma jogada, Valdívia vai um pouco mais forte por baixo e Chiquinho devolve soltando o braço. Só Valdívia leva Cartão Amarelo, faltou dar ao santista.

– 15 minutos, Valência leva Cartão Amarelo por falta em Valdívia, matando o contra-ataque.

– 16 minutos, ataque palmeirense entra na área, dupla santista rouba a bola limpamente mas palmeirense pede pênalti. Ceretta nada deu, acertadamente.

– 17 minutos, Werley e Dudu dividem, Dudu se joga e Ceretta marca falta, não foi.

– 24 minutos, Gabriel faz falta pra matar o ataque de Robinho e recebe Amarelo. Correto.

– GOL do Santos: excelente trabalho do bandeira Emerson Carvalho. Valência lança a bola para o ataque e havia dois atletas em impedimento passivo e que não participam da jogada (inclusive David Braz). Robinho, que vinha de trás, a domina em condição de jogo, avança e cruza para trás da linha da bola a David Braz, que finaliza ao gol.

– Após o gol, no reinício do jogo, aos 44m, Ricardo Oliveira tenta roubar a bola e pratica uma falta temerária por trás em Leandro Banana, que se revolta. Era para Cartão Amarelo. Ceretta não deu e errou.

– 45 minutos: em uma cobrança de falta, fora do lance de bola e antes do chute, Dudu e Geuvânio estão se agarrando. No desfecho do agarra-agarra, Dudu segura Geuvânio e ambos caem. Ceretta resolve expulsar os dois. Para mim, errou.

– 59 minutos: Victor Ramos segura Ricardo Oliveira pela camisa derrubando-o. Cartão Amarelo bem aplicado.

– 68 minutos: Gabriel (que já tinha Cartão Amarelo) dá um clássico carrinho para cartão amarelo em Lucas Lima, o qual não foi mostrado. Se Lucas Lima não pula, é atingido me cheio e se machuca. Errou Ceretta, tem que aplicar e seria expulsão do Palmeirense. Em seguida, Osvaldo Oliveira o substitui…

– 69 minutos: Mais uma falta do Valdívia, e mais um sorriso irônico e expressões desrespeitosas à arbitragem. Se o chileno jogasse na Europa, já teria sido advertido.

– 71 minutos: Victor Ramos vai com o pé alto e atinge com a sola o jogador Valência. Já tinha Cartão Amarelo, e recebe outro por ação temerária. Expulso corretamente.

– 86 minutos: Cartão Amarelo para David Braz após falta em Rafael Marques. Correto.

– 87 minutos: Emerson Carvalho novamente acerta um lance difícil, agora a anulação do gol de Amaral, em impedimento.

– 88 minutos: Lucas faz falta desnecessária na lateral do campo. Correto.
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