– Análise da “Bola na Mão/ Mão na Bola” de Corinthians 4×3 Sport

Em 2014, logo após a 1a pré-temporada dos árbitros da FPF com a nova instrução de interpretação da intenção do uso das mãos na bola, ao menos 3 árbitros me disseram: “está mais fácil marcar pênalti. Segundo eles, o fato de poder utilizar a interpretação de “uso antinatural dos braços” acabaria com muitas discussões, pois, na maior parte das vezes, seria infração.

Foi um verdadeiro desrespeito ao bom senso e ao espírito do jogo. A Regra não mudou, apenas a redação dela reforçou em seu texto que os juízes estejam atentos ao “jogador malandro”, que deixa o braço para que a bola bata nele de propósito, usando de uma intenção disfarçada. É isso, em resumo, o que significa “movimento anti-natural do braço”. Mundo afora, tudo normal. Só no Brasil que parece que inventaram outra coisa…

Em Itaquera, o jogador do Sport dá um carrinho e a bola bate em seu braço, após cruzamento do adversário. Como interpretar: infração ou não?

1- Para quem entende como lance normal: é impossível alguém dar um carrinho legal estando com os braços grudados no corpo; a bola é chutada forte, não tem como o braço desaparecer. Impossível crer que na queda o jogador demonstrou deliberadamente colocar a mão ou o braço na bola. E como no uso indevido das mãos não se deve julgar imprudência, mas sim só intenção, o lance é limpo (atenção: se você disser que “dar um carrinho com as mãos abertas está correndo risco de que ela bata neles”, saiba que isso é imprudência).

2- Para quem entende como infração: o jogador dá o carrinho já desejando usar as mãos, pois com a velocidade do lance e a forma como foi à bola, sabe que ela pode bater em seus braços e ganhar vantagem com isso. Portanto, ele pula com os braços soltos e levantados, aumentando o espaço de contato com a bola deliberadamente. Isso é movimento antinatural, e ele tem a intenção disfarçada de tirar proveito do uso das mãos, como se fosse involuntário (mas não sendo).

E aí, você marcaria pênalti ou não?

Aproveitando: com tantos árbitros disponíveis no quadro (temos 10 da FIFA), por quê escalar um árbitro de mesma federação? A quem não se recorda, lembre-se: no começo do Brasileirão, Sérgio Correa da Silva, chefe da Comissão de Árbitros, declarou que o presidente da CBF Marco Polo Del Nero queria acabar com dúvidas sobre a arbitragem e que tais escalas seriam a “PROVA DE HONESTIDADE” – termo usado para descrever a neutralidade dos juízes.

Só não consigo entender: escala um paulista em jogo de paulista no território paulista contra time pernambucano, mas aceita veto de Vuaden e Daronoco, gaúchos, por parte do Grêmio-RS. Aliás, o mesmo árbitro do Pará, Dewson Freitas, que apitou o GreNal domingo, apita de novo o Grêmio hoje.

Incoerência ou não?

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– O Protesto dos Árbitros acontecerá?

Importante: Não haverá greve (por enquanto) no Campeonato Brasileiro, mas ato simbólico. Veja:

ATENÇÃO

Na rodada de hoje do Brasileirão, os árbitros farão um protesto contra o veto ao artigo que reconhecia o direito de arena para a arbitragem.

Primeira manifestação na história da arbitragem brasileira.

Aos cinco minutos do primeiro tempo a partida será paralisada. Um minuto de silêncio em protesto contra o veto. Equipes de arbitragem colocarão faixas pretas no braço. O quarto arbitro vai levantar a placa com 0,5.

Informações de Julio Cancellier, Assessor de Comunicação da ANAF (Reproduzido pelo Jornalista Pedro Paulo de Jesus, do site “Voz do Apito”).

Será que vingará?

MINHA OPINIÃO SOBRE A GREVE, em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/07/sobre-a-greve-dos-arbitros-reflexoes/

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Ituano, Copa Paulista, Rodada 5

Nesta 5a rodada da Copa Paulista, imaginava que a FPF escalaria um trio de 1a divisão no “duelo de Galos” que acontecerá no Jayme Cintra, no próximo sábado, às 19h. Afinal, ela tem escalado árbitros novatos mesclados com veteranos em muitos jogos, e, justamente por ser um clássico do interior do estado de SP, o bom senso manda escalar um árbitro muito experiente.

Pelo contrário…

Carlos Eduardo Gomes, um árbitro de 32 anos de idade, 9 anos formado na FPF e que fará seu 3o jogo profissional NA CARREIRA apitará o confronto entre Paulista x Ituano (que sem dúvida alguma é a partida mais importante da rodada da Copa Paulista).

O árbitro é natural de Santo André, atua bastante no Sindicato dos Árbitros de São Paulo e em divisões amadoras da FPF. Conhecido como “Cadú”, é muito querido pelos amigos. Não posso falar sobre seu estilo de jogo, pois, afinal, nunca o vi atuar.

Seus últimos 2 anos de atuação mostraram que trabalhou bastante, em:

– 53 partidas auxiliando como 4o árbitro;

– 1 jogo apitando A3;

– 1 jogo apitando 2a divisão;

– 2 jogos apitando Sub 20;

– 12 jogos apitando Sub 17;

– 15 jogos apitando Sub 15;

– 1 jogo apitando Sub 13; e

– 1 jogo apitando Sub 11.

Kleber dos Santos Fernandes será o bandeira 1 e já atuou em um jogo do Paulista neste ano, na vitória do Galo fora de casa sobre o Batatais por 3×2 no sábado de Aleluia!

Ademilson Cipriano Fróes, o bandeira 2, tem 41 anos, 6 anos de carreira e apenas 7 jogos profissionais. É professor de Educação Física em Itapira e, assim como o árbitro, carece de experiência em grandes jogos.

Thales Storari, o 4o árbitro, é assim como o bandeira 2 formado em Educação Física e conterrâneo itapirense.

Não tenho dúvidas, “parte 1”: é jogo para testar o quarteto da arbitragem.

Não tenho dúvidas, “parte 2”: é o jogo mais importante para ambos em suas carreiras.

Desejo boa sorte à equipe de arbitragem nesse importante jogo de futebol!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Ituano pela Rádio Difusora Jundiaiense AM810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 19h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Os Árbitros e a Orientação para Cuidado com Jornalistas!

Está na coluna Painel da Folha de São Paulo (08/08/15, por Marcel Rizzo):

Espiões na Rede – Árbitros receberam recomendações da CBF, por meio de documento da FIFA, de como se portar em redes sociais. Entre os pedidos para tomar cuidado com postagens pessoais, principalmente fotos, há uma orientação inusitada: tomar cuidado com os ‘amigos’ que aceita, já que podem ser JORNALISTAS.

É sabido que os comandantes da arbitragem nacional (e os da estadual também) detestam qualquer manifestação de árbitro, orientando informalmente que não se dê entrevista e que fuja de microfone, câmera ou computador. Mas a impressão é que eles querem transformar jornalistas em vilões para com os árbitros.

Uma pena pensar assim…

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– Polêmica Pré-Jogo sobre a Arbitragem de Corinthians x Sport

Luiz Flávio de Oliveira apitará na próxima 4a feira o jogo entre Corinthians x Sport. As reclamações começaram antes do apito inicial, já que o Sport questiona o fato do árbitro ser paulista, apitando em território paulista um jogo de adversário paulista.

Sou amigo do Luiz Flávio e sei o quanto é honesto dentro e fora dos gramados. Mas evitaria tal escala! Principalmente pelo histórico dos dois times na última rodada. Vide:

No domingo, Atlético Paranaense 1×1 Sport foi um dos jogos das 11h. A equipe pernambucana vencia por 1×0 e levou o tento do Atlético aos 54 minutos do 2o tempo, em um jogo atípico: nenhum cartão amarelo e nenhum cartão vermelho aplicado. Muita reclamação da equipe do Sport, pois após sofrer o gol de empate do time da casa, o jogo acabou (dentro da Regra, isso é válido). O árbitro Anderson Daronco justificou os 7 minutos de acréscimos devido ao atendimento ao goleiro visitante (mas que não durou tudo isso).

No mesmo domingo, o São Paulo reclama de favorecimento ao Corinthians por um suposto pênalti não marcado após a bola na mão em Uendel, aos 48 minutos do segundo tempo. Eu não marcaria, mas aceito quem marcasse, devido a dificuldade do lance e a dúbia interpretação (considerações sobre essa “mão” nos links abaixo). Manuel Serapião Filho, da Escola de Árbitros da CBF, creditou como erro pró-Corinthians, pois declarou que “a rotação do tórax do corinthiano atrapalhou o árbitro Leandro Pedro Vuaden que não entendeu como movimento antinatural do braço mas sim como lance involuntário”.

Se o Sport entende que foi prejudicado e se está sendo questionado ao mesmo tempo que o Corinthians foi beneficiado, para quê não tomar os cuidados devidos para esta escala? A Comissão de Árbitros fomenta a polêmica que poderia ser evitada.

Em um mundo ideal, naturalidade do nascimento do árbitro não seria levada em conta. Mas a vida inteira os árbitros são de federações diferentes das equipes que estão envolvidas no jogo, E TAL CAUTELA FAZ SENTIDO EM UM AMBIENTE DE POLITICAGEM ONDE AS FEDERAÇÕES VISAM APENAS O SEU INTERESSE PARTICULAR.

Ademais: falta árbitro de fora para ter que escalar locais? No próprio Brasileirão se questionou o fato dos Árbitros Adicionais serem do mesmo estado do time mandante e chamou-se isso de “economia burra”. Radicalizou-se tanto?

A propósito: economia de dinheiro não é, pois é só ver a integração nacional promovida pelas escalas de árbitros de todo o território.

Quando surgiu esse propósito, chamou-se isso de “prova de honestidade”. Ora, prova de honestidade não deve ser encarada dessa forma! Prova de honestidade é a prestação de contas de quanto se gasta com a formação da arbitragem, se vale a pena gastar salários altíssimos (na casa dos R$ 50.000,00) aos cartolas do apito, E SE EXTINGUIR O FAMIGERADO ACEITE DE VETO.

Mas se existe o aceite de veto e a CA-CBF quer provar honestidade dos árbitros, não era melhor ela provar a sua própria?

Sobre “Veto”: para o GreNal de domingo, foi vetado qualquer árbitro gaúcho para o clássico do Rio Grande do Sul. Quem apitou Grêmio 5×0 Internacional foi o paraense Dewson Freitas. Aliás, Dewson, que apitou o Grêmio, o apitará de novo! Está escalado seguidamente em Atlético Mineiro x Grêmio, na 5a feira.

Está faltando árbitro ou estão simplesmente brincando com as escalas? Aliás, esse sorteio é realmente provocativo, pois escala árbitro de mesmo estado e repete escalação em jogo de árbitro de mesmo time. Tudo seria entendível se no Globinho da Sorte fossem colocados árbitros do quadro todo, habilitados para a série A, e os 10 primeiros sorteados fossem escalados. Mas não é assim…

Quer prova de independência e neutralidade? Coloque no mesmo pote as bolinhas dos árbitros da FIFA, dos Aspirantes, dos Especiais e dos CBF1 (que são os melhores, em tese). Sorteiem 30 nomes para os 30 próximos jogos! Dessa forma, não teremos árbitros vetados por ninguém por “histórico de jogo ruim”, tampouco sobre ser do mesmo estado da Federação e você acaba utilizando o quadro todo em privilegiar fulano ou beltrano.

Por quê a CBF não faz isso?

Aguardando respostas convincentes…

Sobre a iniciativa de árbitros de mesmo estado, quando ela surgiu, clique em: http://wp.me/p55Mu0-rN .

Sobre o jogo entre São Paulo 1×1 Corinthians do último domingo citado acima, clique em: http://wp.me/p55Mu0-uR .

Sobre a dificuldade em se marcar ou não o suposto pênalti, clique em: http://wp.me/p55Mu0-uX .

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– O Acordo entre Sindipan e Portuguesa fere a Regra do Jogo?

A Portuguesa de Desportos acertou um patrocínio com o Sindicato das Panificadoras de São Paulo (Sindipan). Sua camisa estampará: “Pão é na Padaria”, com um nome de padaria diferente em cada uma das camisas (ao todo, são 13 padarias participantes).

Isso pode ou não?

Se entendermos que a Regra pede que as camisas sejam uniformes e não se pode entrar com camisas, calção e meias diferentes (exceto o goleiro), sendo que chuteiras não entram nesse quesito, a Lusa não poderá usar esse artifício. Tecnicamente, cada camisa possuirá um patrocinador diferente, se o time entrar em campo com 11 nomes de padarias estampados diferentemente em cada um dos 11 titulares.

Recordo-me vagamente que nos anos 90, uma distribuidora de filmes queria patrocinar uma equipe estampando 1 filme diferente em cada camisa. Não pode fazer a ação de marketing…

Uma solução seria jogar a cada partida com um único nome de padaria. O problema é: na Série C, se bobear, sobrará padaria para ser estampada e faltará jogo para utilizar todo mundo, já que a primeira fase é curta.

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– O que acontece com o Futebol Carioca?

Veja o resultado dos últimos jogos dos clubes do Rio de Janeiro nas séries A, B, C e D:

Avaí-SC 1×0 Fluminense-RJ

Vasco da Gama-RJ 0x0 Joinville-SC

Ponte Preta-SP 1×0 Flamengo-RJ

Santa Cruz-PE 1×0 Botafogo-RJ

Madureira-RJ 2×2 Caxias-RS

Gama-DF 2×0 Duque de Caxias-RJ

Volta Redonda-RJ 0x2 Lajeadense-RS

Nenhuma vitória em nenhuma das 4 divisões!

O que fazer? É apenas uma eventualidade tal panorama ruim ou é uma realidade triste?
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– O Lance de Uendel prova como é difícil apitar futebol!

Vendo, revendo e estudando o lance derradeiro de São Paulo 1×1 Corinthians, chego a seguinte conclusão: até mesmo com o uso de imagens de TV auxiliando a arbitragem seria difícil concluir se a mão de Uendel foi intencional ou não.

Dá para você referendar a decisão de pênalti ou não-pênalti. Vide:

1) SE VOCÊ ENTENDER QUE FOI MÃO NÃO INTENCIONAL…

Alegará que o chute foi rápido, a queima-roupa, sendo impossível fazer o braço desaparecer. Dirá também que Uendel não tem intenção deliberada de colocar a mão na bola para tirar proveito da jogada, e que ele se vira como proteção. Lance de mão involuntária e não se deveria marcar o pênalti. Acertou o árbitro Leandro Pedro Vuaden.

2) SE VOCÊ ENTENDER QUE FOI MÃO INTENCIONAL…

Alegará que ele tem a intenção subjetiva e disfarçada de tocar a bola na mão, que não se esforçou para evitar o contato da mesma, que a espalmada ocorre espontânea e propositalmente. Lance de mão voluntária e que se deveria marcar o pênalti. Errou o árbitro Leandro Pedro Vuaden.

Claro, um lance como aquele é difícil para o juizão não ser criticado. Sendo em clássico, mais ainda! E aos 48 minutos do 2o tempo? Acertando ou errando, gerará polêmica mesmo.

Particularmente, entendo que não se deveria ter marcado o pênalti (e se fosse, era para cartão vermelho) pois não houve a intenção manifesta de se evitar o gol, sendo difícil para o jogador evitar o contato físico. Entretanto, respeito todas as opiniões em contrário, desde que bem embasadas.

Sobre esse jogo, fizemos a análise da arbitragem no Blog “Pergunte ao Árbitro” em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/09/analise-da-arbitragem-para-sao-paulo-1×1-corinthians/, além de publicá-lo no Blog do Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/30327/anlise-da-arbitragem-p-so-paulo-1×1-corinthians .

Claro, esse lance tem uma grau de muita dificuldade, mas nem tanto quanto ao de Cruzeiro 2×1 Palmeiras, onde claramente a bola bate involuntariamente em Victor Ramos e o lance vira um equivocado pênalti.

Também fizemos essa análise da arbitragem no Blog “Pergunte ao Árbitro” em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/08/09/analise-da-arbitragem-para-cruzeiro-2×1-palmeiras/, além de publicá-lo no Blog do Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/30330/anlise-da-arbitragem-p-cruzeiro-2×1-palmeiras .

Se você tiver curiosidade de saber tudo sobre como marcar lances de mão na bola e bola na mão, acesse nosso artigo específico, em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/05/12/como-interpretar-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/ .

E você: marcaria o pênalti ou não? Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem para Cruzeiro 2×1 Palmeiras

Sobre o clássico dos “Palestras” Mineiro x Paulista, 3 lances importantes a serem discutidos:

1- Não houve falta de Vinícius Araújo em Leandro Almeida no lance do gol de Alisson. Acertou o árbitro em nada marcar.

2- Marinho dividiu com Egídio, caiu e pediu pênalti. Não foi nada, correto mandar seguir o jogo.

3- O pênalti pró-Cruzeiro: ridículo! Marinho chuta e a bola bate no braço de Victor Ramos involuntariamente. O palmeirense ainda tenta tirar o braço e não consegue. O árbitro Wilton Sampaio não marcou num primeiro momento, e só o fez por indicação do bandeira Fabrício Vilarinho. Todos erraram…

Sobre mão na bola e bola na mão, compartilho texto recente aqui do BLOG:

COMO INTERPRETAR CORRETAMENTE OS CASOS DE “MÃO NA BOLA” E “BOLA NA MÃO”

Uma mudança na orientação de marcação de infrações em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” foi colocada em prática a partir da Copa das Confederações-13, bem aceita no restante no mundo e um pouco confusa no Brasil. Não foi uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alegou na época ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola (entenda-se por mãos: a mão, o braço e o antebraçose for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade, desde julho/2013, é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar. Trocando em miúdos:  pular/ se jogar na bola de maneira a qual a bola possa bater em seu braço, não se cuidando para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudou a justificar alguns pênaltis mal marcados. Foi o que aconteceu por aqui.

Vimos lances bizarros de pênaltis mal marcados: em um clássico entre São Paulo x Corinthians no Morumbi, o zagueiro Gil tenta tirar o braço da direção da bola em um chute a queima-roupa e ela bate em seu cotovelo. Nenhuma intenção clara, tampouco subjetiva de colocar a mão na bola. Mas virou, equivocadamente, pênalti… Vimos também uma barreira pulando e o jogador saltando com os dois braços erguidos. Se a bola bate neles, aí sim seria “movimento antinatural“, pois fisiologicamente, você não pula com os braços totalmente esticados e eretos para o alto.

Enfim, essa história de: “nova orientação” não tem segredo. Talvez todo o imbroglio tenha nascido única e exclusivamente da tradução/interpretação do texto, potencializada negativamente por má orientação.

Do jeito que está, é só chutar na mão que vira infração. Parece brincadeira de “Queimada”…

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– Análise da Arbitragem para São Paulo 1×1 Corinthians

Até os 48 minutos do segundo tempo, no meu rascunho dessa matéria havia a expressão “sem polêmica alguma”. Tive que refazê-lo…

Antes de falarmos sobre os lances do árbitro, quero dar os parabéns ao bandeira 2 Alex Ang. Muitos lances de impedimento no começo da partida, e em especial um gol corretamente anulado em jogada difícil. A bola foi cruzada por Carlinhos aos 10m e não havia ninguém em impedimento. Centurion cabeceia para o gol, e neste momento Ganso entra em posição de impedimento passivo, já que não participa do lance, permanecendo a frente da linha do penúltimo jogador sem tocar na bola (aí nasceu uma nova jogada). A bola bate no poste e sobra para Ganso, que passa de passivo para ativo, marcando o gol.

Importante: rebote de trave não tira o impedimento nem cria nova jogada. Nem vale argumentar a nova situação prevista nas diretrizes da Regra do Jogo de que um jogador que esteja a frente da linha da bola e fora da jogada, ao recebê-la despretensiosamente, não deve ser sancionado de impedimento, já que Ganso está envolto à situação e a espera com pretensão de fazer o gol.

Vuaden foi muito bem fisicamente (esteve otimamente posicionado na sua diagonal e correu o campo todo), disciplinarmente também foi bem (creio que faltou um cartão amarelo ao Luís Fabiano, aos 17m, após ludibriar a arbitragem dominando a bola com o braço no ataque). Tecnicamente, atento, deixou o jogo correr.

Algumas considerações específicas:

1- Sobre o Cartão Amarelo para Carlinhos por ação temerária (reclamado excessivamente), perfeito! Só não entendo o por quê de tanta chiadeira do reserva Wesley, ele não tinha que reclamar.

2 – Importante lembrar da “desinteligência” entre Felipe e Luís Eduardo, punida com cartão amarelo para ambos. Ótimo.

3- Houve uma disputa de bola entre Gil e Tolói, onde o corinthiano pula mais alto do que o sãopaulino e seu cotovelo atinge involuntariamente o rosto do adversário, não sendo falta mas sim causalidade de jogo.

4- A expulsão por segundo amarelo de Felipe não há o que contestar. Corretíssima, é o be-a-bá do apito.

5- Aos 48m, Wesley chuta para o gol e a bola desvia no braço de Uendel. Para mim, lance involuntário e difícil (corrigindo: dificílimo para a arbitragem). Vendo e revendo várias, eu não marcaria pênalti, já que o chute é rápido, não havendo tempo do jogador fazer o braço “sumir” (mas aceito quem discorde). Esqueça a história de “bola que ía para gol” ou outros mitos, já que mão na bola deve ser por ato deliberado (se tiver dúvidas, clique aqui: http://wp.me/p55Mu0-re ).

Ressalto a administração incrível, no limite e acertada na relação entre Luís Fabiano e Vuaden, onde não se precisou “gastar” um cartão desnecessário por reclamações (REFORÇO: por reclamações, correto. Mas faltou o já citado cartão do domínio da mão na bola).

Repito: gostei muito do trabalho de Vuaden, mostrando que não se deve vulgarizar cartões ou ser espalhafatoso.

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– Sobre a Greve dos Árbitros: reflexões!

Marco Antonio Martins, presidente da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros), sugere que se discuta uma greve dos juízes de futebol após a presidente Dilma vetar o direito de arena para a categoria.

A entidade havia pedido 5%, o projeto final apresentou apenas 0,5% e ainda assim a presidente Dilma o barrou.

Gozado, por outras causas de remuneração não vimos o mesmo vigor e contundência, tais como à propaganda gratuita feita pelos árbitros a parceiros da CBF e à profissionalização da categoria.

Veja as marcas que são expostas pela CBF na camisa dos árbitros! Em alguns estaduais, os juízes viraram out-doors! Pergunto: quanto é que os árbitros estão recebendo desses patrocinadores?

A pergunta principal, mais importante ainda: a ANAF está brava com o veto da presidente Dilma de 0,5% aos árbitros. Mas por quê não fica brava com a própria CBF, que nada paga para usá-los como propaganda ambulante?

E aí vale discutir 3 pontos:

  1. – Os anúncios estão em conformidade com os dilemas éticos que a FIFA estabelece? Em São Paulo, queria-se estampar Crefisa e a própria FIFA proibiu.
  2. – O número de anúncios e seus locais onde se estampam publicidade atendem as exigências da FIFA? Aliás: só podem ser colocadas nas mangas da camisa! Portanto: estão com publicidade irregular.
  3. – Quais os valores pagos aos árbitros pela ANAF, repassados pela CBF, para fazerem a propaganda?

É por isso que questiono A TOTAL INDEPENDÊNCIA DESSAS ASSOCIAÇÕES. O senhor Marco Antonio Martins, que é uma pessoa idônea, trabalha como observador da CBF e é o presidente da ANAF. Como ele vai brigar pela ANAF contra a CBF? Se a CBF tem descaso na luta pelo direito de Arena dos seus árbitros e ainda por cima os usa como publicitários sem remuneração, por quê a ANAF não ameaçou fazer greve contra a CBF para que os árbitros recebam das marcas que ostentam em campo?

Idem ao senhor Arthur Alves Júnior, secretário da ANAF e presidente do Sindicato Paulista, que exerce concomitantemente a função de membro da Comissão de Árbitros da FPF. Se um árbitro quiser se queixar contra os cartolas do apito de SP, irá ao seu sindicato e deparará com um dos próprios funcionários que deseja se queixar!

Insisto: são pessoas honestas em cargos de INCOMPATIBILIDADE.

O mais interessante é que a CBF, contrária à MP do futebol, ficará muito feliz com essa situação… Afinal, já que Marco Polo não pode parar o campeonato por conta própria pois está sem moral, se apropriaria de um terceiro interessado.

Calma: não estou dizendo que é um locaute, uma situação disfarçada, pois penso que não haverá greve. Mas duvido que árbitros se mobilizem por conta própria para uma paralisação. E se acontecer, que seja não só pelo direito de arena, mas pela PROFISSIONALIZAÇÃO!

É curioso: por quê os sindicatos e associações de árbitros NUNCA defendam que a milionária CBF banque um grupo de árbitros com carteira assinada, FGTS, INSS e férias?

Reflita sobre isso.

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de São Paulo x Corinthians

O gaúcho Leandro Pedro Vuaden apitará São Paulo x Corinthians no Morumbi, domingo próximo.

No momento em que se devia testar alguns árbitros para capacitá-los em jogos grandes, coloca-se um bem rodado. Se há o desejo de renovar o quadro, era esse o momento de forçar um nome jovem paulista.

Sobre Vuaden, quando começou a carreira, deixava o jogo correr e criou um estilo próprio. Hoje, esse diferencial se perdeu. Experiente, sabe levar o jogo a contento. Me preocupa apenas o aspecto físico, tenho o visto caminhando muito em campo.

Creio em ótima arbitragem no Majestoso deste dia dos pais. E anseio o Gre-nal para ver o que o paraense Dewson Freitas fará, já que alterna boas e péssimas arbitragens – e, em especial, por Grêmio e Internacional terem pedido árbitro não-gaúcho.

Agora, cá entre nós: depois das provocações entre Sheik e Eurico Miranda, fico imaginando pela Copa do Brasil o jogo entre Vasco x Flamengo caso o Euricão force a barra para ser disputado no São Januário. O árbitro terá que ser macho e Sheik jogar de armadura!

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de São Bento x Paulista, Rodada 4.

Luciano Silva, 36 anos de idade e 13 de carreira (tendo apenas 2 jogos apitados na Copa Paulista ao longo desses anos), apitará o confronto entre o Bentão x Galo da Terra da Uva.

Não conheço seu trabalho, até porque esteve escondido em outras divisões. Mas me chama a atenção ter tanto tempo de carreira e poucos jogos profissionais.

Marco Antonio de Andrade Mota será o bandeira 1, com muita experiência inclusive em jogos do Brasileirão da Série A. Já trabalhou em rádio profissionalmente, e hoje possui uma pequena empresa. Não haverá problemas por aquele lado do campo.

Já o bandeira 2 Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva, autônomo, 10 anos de carreira, atuou recentemente em jogos do Paulista e foi bem em ambos: na A1, em 2014, esteve em São Paulo 0x2 Paulista e Paulista 2×3 Ituano. Em 2015, na A2, bandeirou Rio Branco 2×3 Paulista. O curioso é que no último final de semana foi escalado para QUATRO JOGOSsábado, trabalhou em 3 partidas: Primavera x Osvaldo Cruz (Sub 15), Primavera x Novorizontino (Sub 17) e Primavera x Ponte Preta (Sub 20). Domingo, na 4a divisão, foi a Santos e trabalharia em Portuguesa Santista x ECUS, mas a partida não se realizou pelo WO do visitante.

Alceu Lopes Júnior, professor de Educação Física será o 4o árbitro.

Desejo ao quarteto de arbitragem uma boa atuação nesse clássico do interior do estado de SP.

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– A MP do Futebol, suas alíquotas, a revolta do contribuinte comum e o veto ao direito de arena dos árbitros!

A presidente Dilma Rousseff sancionou a Medida Provisória que regulamenta a Gestão dos Clubes de Futebol e cobra suas dívidas. Diante disso, aqui vai um desabafo de um pobre comerciante que não aguenta mais pagar imposto, que sente a crise econômica na carne e que ainda por cima tem que ler no noticiário as benesses aos inadimplentes clubes de futebol.

As dívidas dos times acumuladas à União são bilionárias, em especial ao INSS. Deixe você, simples mortal, de pagar imposto para ver o que acontece. A MP do Futebol, basicamente, permite que os clubes que optarem pelo Reffis possam continuar com a mesma forma de administração atual. Mas os que aderirem ao novo modelo proposto, tornando os clubes como empresas e cercados por várias responsabilidades, terão benefícios fiscais importantes. Abaixo:

Empresas normais pagam 7,6% de Cofins. Os clubes de futebol pagam hoje (ao menos, deveriam pagar) 3%. E se aderirem a MP do Governo, pagarão 1,71%.

Isso é justo a mim, a você ou a qualquer contribuinte que labuta de 2a a 2a e procura pagar todas as suas contas em dia? O CALOTEIRO, O PICARETA E O FRAUDADOR TEM VANTAGENS NESSE PAÍS!

Quer mais?

Eu recolho 20% de INSS. Os clubes, só 5%. E quem aderir à MP… 1%. A Contribuição Social (CSLL) está na casa de 9%, e os clubes pagarão míseros 0,66%. O Imposto de Renda está na absurda alíquota de 25%, mas para o Corinthians, Flamengo, Grêmio ou qualquer outro que aderir será de ínfimos 1,26% (em tempo: esse item foi vetado)!

É moleza ou não? E as dívidas já efetuadas terão os juros amortizados, parcelados por 20 anos e outras regalias.

Quando é que o comerciante tem tanta mordomia desse jeito junto ao Governo? Se a bancada do futebol (o lado ético dela) quer por em ordem a conta negativa, e tem que bater de frente com a bancada da CBF (a bancada não-ética do futebol) que quer manter o mesmo status quo de inadimplência e de nenhuma cobrança do Governo, que faça; mas não é correto que outros setores da atividade econômica arquem com esse ônus!

Vou fechar o meu estabelecimento comercial, demitir meus empregados e montar um clube de futebol. Darei calote nos impostos, atrasarei o pagamento de salários e não justificarei as entradas e saídas de dinheiro. Quem sabe me torno beneficiado pelo Governo também.

Aliás, por quê – e isso é um questionamento sério – o Bom Senso FC (ONG de atletas que luta pelos direitos dos jogadores) não pede também o fim da burla fiscal (porém, que está dentro da lei) na qual os jogadores apresentam notas fiscais como prestadores de serviço (pagando menos tributos), ao invés de que se registre TUDO em carteira de trabalho (CTPS) e se pague os devidos impostos?

Por fim: a presidente Dilma vetou o Direito de Arena dos Árbitros de Futebol, que era de míseros 0,5%. E onde estão os sindicalistas da arbitragem nessa hora?

Respondo: estão TRABALHANDO COMO EMPREGADOS DOS “PATRÕES” (QUE DEVERIAM SER QUESTIONADOS), como assessores da Comissão de Árbitros da FPF, observadores da CBF ou algum cargo que o valha. É nítida a incompatibilidade de cargos de presidentes de Sindicatos, Associações e tantas outras entidades que pregam a defesa dos árbitros de futebol. Onde estava o lobby pró-categoria, descompromissado de CBF e suas federações?

Em um país sério e independente, os árbitros parariam o campeonato por diversos motivos justos. Mas isso é só uma pequena ponta da imundice das relações do futebol com a sociedade brasileira.

EU, que nunca dei calote, pago meus impostos em dia, trabalho em conformidade com a lei, QUERO AS MESMAS BENESSES DO PESSOAL DO FUTEBOL!

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– A estranha escala para a Final da Libertadores da América

Dario Ubríaco apitará a final da Copa Libertadores da América, entre River Plate x Tigres, nesta 4a feira.

É bom árbitro, mas não gostei da sua escala por um simples motivo: ele reprovou no teste físico qualificatório da Conmebol visando a Copa América do Chile, e foi substituído por Andrés Cunha.

O gozado é que, tendo realizado há 15 dias um novo teste físico e sendo aprovado neste exame, recebeu na sequência a honraria de apitar a final da Libertadores da América!

3 meses ele não apita um jogo profissional, foi deixado de lado na principal competições entre seleções do continente e volta a atuar justo nesta final? No mínimo, incoerente.

Da última vez que um time da Conmebol enfrentou em final da Libertadores um da Concacaf (Boca Jrs x Cruz Azul) o árbitro Márcio Rezende de Freitas teve má atuação que acabou beneficiando o time argentino. Carlos Alarcón, o paraguaio envolvido no “Escândalo Amarilla” (envolvendo Corinthians e AFA), foi quem escalou Márcio naquela oportunidade e é ele mesmo quem escalou Dario para esse novo confronto envolvendo argentinos x mexicanos.

Palpitaço e creio que não vou perder: coluna 1 hoje à noite. O Tigres vai ter que jogar muita bola para ganhar a competição…

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– Já tivemos Árbitras. Mas e Treinadoras no Futebol Masculino no Brasil?

Becky Hammon, ex-jogadora da WNBA por 16 anos, será a técnica do time masculino de basquete do San Antonio Spurs na temporada de verão. Becky ainda será assistente técnica de Gregg Popovich na temporada regular da NBA.

Já na NFL, o time de futebol americano Arizona Cardinals contratou a também ex-jogadora Jen Welter para ser estagiária da comissão técnica para a temporada 2015/2016.

Trazendo para a nossa realidade: será que um dia veremos Marta, Sissi ou Formiga dirigindo um time de futebol masculino do Brasileirão na Série A?

Na arbitragem, algumas mulheres venceram esse preconceito, como a árbitra Sílvia Regina de Oliveira e a bandeirinha Ana Paula Oliveira. Mas a situação delas era um pouco diferente, pois além da exigência técnica, sofriam com a exigência física – a de conseguir o mesmo preparo físico dos seus colegas homens para suportarem o desgaste de uma partida masculina.

No caso das treinadoras de futebol, a única exigência será a da competência técnica.

Em tempo: a baiana Sisleide Lima do Amor (Sissi), a 1a camisa 10 de destaque da Seleção Brasileira e que nos anos 90 jogou pelo Vasco da Gama e São Paulo, mora nos EUA. Tem 48 anos, é mãe e treinadora de equipes universitárias. Lá ela começou a carreira como assistente, se tornou técnica e hoje faz o curso de formação específica para obter a licença A – que autoriza o trabalho como treinadora profissional na MLS.

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– Considerações do Brasileirão. A propósito: não tinha outra data para o Majestoso?

O Campeonato Brasileiro está bem equilibrado, tanto na briga pelo título quanto na luta contra o rebaixamento.

No quesito competitividade, o torneio é sensacional, não há dúvidas. Mas se pensarmos na qualidade técnica, aí é outra história…

– Quem são os jovens talentos revelados até agora?

– Quais árbitros despontaram?

Outro assunto: datas e horários dos jogos. Partida às 22h00 é um desrespeito ao trabalhador comum! Inviável para se ir ao estádio e até mesmo para assistir a TV. Já o horário das 11h, a “matinê familiar”, acabou agradando.

Mas uma coisa sempre me irritou: datas importantes no calendário futebolístico ou mesmo do dia-a-dia deveriam ser respeitadas. Ter Brasileirão em dia de data-FIFA não dá! Tampouco gosto da idéia de jogo em dia das mães, domingo de Páscoa…

São Paulo x Corinthians jogarão em pleno dia dos pais. Não concordo! Que tal a rodada inteira no sábado?

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– Visite nossa coluna do Diário de São Paulo / Rede Bom Dia!

Convido aos amigos a visitarem a minha coluna virtual no Bom Dia Jundiaí / Diário de São Paulo.
Tudo sobre futebol, arbitragem e bastidores do mundo da bola e do apito!
Em: http://www.redebomdia.com.br/blog/109/rafael-porcari/1

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 Primavera. Como foi o juizão?

Não gostei da atuação do árbitro Allan da Silva Bonardi. Em jogo de baixa dificuldade, o árbitro deve passar despercebido totalmente, e isso não aconteceu. Claro que ele não teve influência no resultado final e a vitória do Galo sobre o Fantasma foi justa, mas façamos a nossa tradicional análise:

FISICAMENTE, a desejar. No 1o tempo o árbitro correu pouco, se mantendo em algumas oportunidades longe das jogadas. No 2o tempo, talvez por mais lances de ataque, melhorou na corrida.

DISCIPLINARMENTE, foi bem. Os 4 cartões amarelos foram bem aplicados, em um jogo extremamente limpo: apenas 13 faltas na partida, sendo 8 do Paulista e 5 do Primavera.

TECNICAMENTE, razoável. Nos lances de saída de bola e linha de fundo, “namorou” demais os bandeiras, demorando a definir as jogadas (no linguajar da arbitragem, “namorar” é ficar encarando um ao outro esperando que alguém defina se é escanteio ou tiro de meta). Com isso, logo no início da partida, inverteu um escanteio para o Paulista transformando-o em tiro de meta ao Primavera. No final da partida, após a marcação de impedimento a favor do Fantasma, Cajano (PAU) parou e Cortês (PRI), em velocidade, o atingiu com um chute. Se é com bola rolando, é cartão amarelo por infração temerária. Com a bola parada, não existe a punição por falta mas somente a aplicação da advertência. O árbitro relevou e nada fez. Cajano teve que sair de campo para atendimento médico, não conseguiu retornar e o Paulista terminou com 10 jogadores.

O bandeira número 1 Edson Rodrigues dos Santos teve muito trabalho com os impedimentos – e em um “suposto” saiu o gol anulado do Primavera. Para mim, lance muito duvidoso, o atacante do Primavera parecia estar em mesma linha. Pelas imagens, também tive a mesma impressão. Porém, creditar erro crucificando-o não se pode, já que realmente é algo difícil e o bandeira parecia estar crente no impedimento. Também foi do lado dele a jogada do segundo gol do Paulista: Quando a bola sobra para Cajano, igualmente me pareceu duvidosa a sua posição no momento em que ela é resvalada pelo seu companheiro; na sequência a bola é cruzada para Jader (que não tinha nada a ver com isso), que vem de trás e finaliza.

Enfim, algo a criticar: não faz sentido parada para hidratação aos 39m do 1o tempo, como houve no Jayme Cintra. Ela tem que ocorrer na metade da etapa, não próximo ao término. E se desconsiderar essa paralização, o 1o tempo acabou aos 44’14”.

Repito: a arbitragem não teve influência no resultado, mas poderia ter atuado bem melhor.

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– Justa a Punição ao Presidente do Santos FC?

Lembram-se que o presidente do Santos FC, Modesto Roma Jr, após a vergonhosa expulsão de Geuvânio (erro crasso do árbitro) na partida entre Santos x Grêmio, pediu o “escalpo” de Sérgio Correa da Silva (presidente da Comissão Nacional de Árbitros), bem como sugeriu o Coronel Marcos Marinho em seu lugar?

Para relembrar o caso, acesse: http://wp.me/p55Mu0-tn

Pois é. Modesto acaba de ser suspenso das suas atividades por 30 dias e pagará R$ 10.000,00 de multa.

Exagero, Pouco Rigor ou decisão acertada do STJD?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Primavera, Copa Paulista, Rodada 3

Estamos na semana de Provas Teóricas aos árbitros da FPF. E como os principais nomes estarão na sede da entidade realizando os testes, poucos juízes estarão a disposição para os jogos. No Jayme Cintra, por exemplo, um árbitro não tão conhecido:

Allan da Silva Bonardi, 35 anos, Professor de Educação Física, natural de Tambaú, 8 anos de carreira, apenas 1 jogo da A2 no currículo, apitará Paulista x Primavera no Jayme Cintra.

Sua última partida foi como Árbitro Reserva em Lemense 1×1 Internacional de Bebedouro, pela 4a divisão. Tem trabalhado nas categorias Sub20 e Sub17 com mais frequência. Não o vi atuar; portanto, não conheço seu estilo.

Para o árbitro, é um jogo importante, já que só apitou uma vez pela Copa Paulista, em 2014. Os bandeiras são mais experientes, tendo trabalhado bastante na série A2 e A3. Aliás, sobre eles:

O assistente número 1, Edson Rodrigues dos Santos, trabalhará o dobro: no sábado em Jundiaí e no domingo será bandeira pelo Sub20 da 2a divisão, entre Manthiqueira x São Bernardo, em Guaratinguetá.

O assistente 2, Rafael César Fernandes, Comerciante, também dobrará: de Jundiaí vai para São Carlos, trabalhar na 4a divisão: (a chamada “Segundona Paulista”), entre São Carlos x Lemense, às 10h00.

Luís Antonio de Souza, Contador, será o 4o árbitro.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem para esta partida, e deixo a observação: com tanto árbitro e bandeira no quadro, é esdrúxulo a FPF repetir árbitro em escala dupla!

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– Mogi Mirim 2×3 Bragantino e as duas camisas 3!

Situação cômica, parecendo lance de Várzea: é o que aconteceu no Campeonato Brasileiro da Série B nesta 3a feira, no jogo entre os paulistas Mogi Mirim x Bragantino.

A dupla de zaga do “Sapão da Mogiana” era formada por Paulão (camisa 4) e Fábio Sanches (camisa 3). Paulão abusava da sorte, jogando duro e levando cartão amarelo por jogada viril.

Eis que na volta do 2o tempo, algo curioso: logo no começo da etapa, Paulão levou o 2o Amarelo e consequentemente Vermelho por… ter se tornado camisa 3!

Sim: O MOGI MIRIM VOLTOU COM 2 JOGADORES “CAMISA 3” NO JOGO.

Procedimento correto do árbitro Antonio Rogério Batista do Prado. Com base na Regra 4, (equipamento dos jogadores), há diversas considerações:

– Durante o jogo, um atleta não pode sair de campo para trocar o uniforme sem comunicar ao árbitro. E quando sair, deve esperar sua autorização para o retorno com o jogo parado (não pode voltar com a bola rolando). Caso contrário, deve ser punido com cartão amarelo. Trocar o uniforme no vestiário, lógico, não há problema (entendendo-se que a troca é de um equipamento sujo/avariado/suado por outro idêntico).

– Caso o árbitro, na vistoria inicial do jogo, perceba alguma irregularidade no uniforme, deve solicitar ao jogador que saia de campo e o regularize, sem punição (calção térmico diferente das cores do shorts, por exemplo). Se o árbitro perceber a irregularidade somente durante a partida, deve solicitar sua saída na 1a paralização do jogo e também não há punição. Mas se o árbitro perceber alteração do uniforme após a sua conferência, deve aplicar o Cartão Amarelo, determinar a saída do jogador para regularizá-lo e permitir seu retorno somente com a bola parada. Caso o atleta já tenha recebido o Amarelo por qualquer outro motivo, receberá o 2o Amarelo e o Vermelho.

Imagine a seguinte situação: o atleta Paulão, 4, rasga (por qualquer o motivo) sua camisa. Ele deve trocá-la por outra de mesmo número. Caso não exista uma outra camisa 4, ele poderá usar outra de um número que não esteja na relação de titulares e reservas (se na súmula consta de 1 a 18, pode usar 19, 20, 35, 88…). O árbitro deverá ser avisado que o atleta camisa 4 Paulão, por falta de fardamento, continuará no jogo com a camisa 24, por exemplo.

– E se não existir nenhuma outra camisa?

O atleta titular poderá trocar com algum atleta reserva. Ele terá permissão de utilizar a camisa 14, se quiser (o árbitro será comunicado da troca de uniforme) e como o atleta reserva não poderá jogar com a camisa 4 rasgada, deverá sair do banco por não estar uniformizado (lembrando: não se pode ter dois números idênticos em campo e no banco).

– E se na pior das hipóteses (aqui é várzea pura) o time tem apenas 11 em campo, não há camisas reservas para se trocar e naquele jogo não há nenhum jogador substituto no banco, sendo que há como sobra apenas uma camisa 3?

O atleta poderá adaptar com uma fita adesiva, um risco de caneta, uma gambiarra qualquer que monte uma nova numeração, como 13, 23, 33 (sempre um número que não seja o mesmo de alguém que esteja em campo ou no banco).

Para mim, a troca de camisa igual pode ter acontecido por únicos dois motivos: trapalhada do roupeiro ou má-fé da equipe, já que Paulão já tinha cartão amarelo.

E você, o que acha de tudo isso? Deixe seu comentário:

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– Discutindo a arbitragem da 15A Rodada do Brasileirão

São 4 jogos do Campeonato Brasileiro, de 4 horários diferentes, que gostaria de discutir pois merecem ser citados. Vamos a eles?

1- SÁB, 19H30 – GRÊMIO 1X1 SPORT

O carioca Péricles Bassols apitou “um jogo louco”: imaginaram uma partida do Tricolor Gaúcho sem um cartão amarelo sequer? Fato raro, coisa inimaginável. Mas sua atuação não passou batido: o treinador gaúcho Roger foi expulso, segundo ele na súmula, por manifestação acintosa de desaprovação (…), ele se movimentou, abaixou e com as duas mãos e o punho cerrado falou palavras que não foram identificadas, mas que considerei ofensivas à arbitragem.

Pirei. Com a clareza desse relato, qual a punição que Roger terá? Que excesso do árbitro!

2- DOM, 11H00 – CHAPECOENSE 2X1 FLUMINENSE

Muita confusão em dois lances pontuais: aos 37m do 1o tempo, a bola é cruzada na área da Chapecoense, Fred em condição legal não a toca e ela sobra para Marco Júnior que vem de trás, cabeceia e faz o gol. Tudo ok, assistente e árbitro fazem o gesto que sinaliza gol legal (correr ao meio de campo no caso do bandeira, apontar o meio de campo no caso do árbitro). Entretanto, após reclamações da equipe catarinense, o assistente núnero 2 Daniel Ziolli chama o juiz Raphael Claus e comunica algo que faz o gol ser anulado. Como tudo foi feito antes do reinício da partida, então o procedimento foi legal. O problema é: o que foi comunicado?

Teria sido domínio com a mão de Marco Júnior na hora do gol? Talvez. Mas repare nas imagens: para mim, o gol foi de cabeça, e a ilusão de ótica pode acontecer pois ele pula com os braços abertos, se jogando na bola. Aparentemente tudo legal. E se por ventura batesse no antebraço do jogador, também seria legal pois não me pareceu que tentou dominá-la propositalmente com as mãos. Sim, amigos, gol de mão involuntária vale e é um detalhe da regra. Se uma “bola na mão” (e não uma “mão na bola”) resultar num gol, este deverá ser válido.

A segunda confusão também foi de participação decisiva do bandeira Daniel Ziolli. Antonio Carlos (FLU) e Bruno Rangel (CHA) vão disputar a bola. Antonio Carlos chega atrasado, atropela o adversário com um pé atingindo a bola e com o outro atingindo o atacante. Isso é infração. Claus entendeu que foi dentro da área (para mim, em cima da linha, e isso é pênalti, portanto acertou) e confirmou o tiro penal. Mas o bandeira chamou o árbitro e ficou posicionado indicando que foi fora da área. Claus não aceitou a informação do bandeira e reiterou a marcação.

Em suma: Claus errou ao anular o gol do Fluminense por informação equivocada do bandeira e acertou na marcação do tiro penal à Chapecoense mesmo com informação também equivocada do mesmo bandeira.

3- DOM, 16H00 – SÃO PAULO 1X0 CRUZEIRO

Carlinhos ou Pato? Legal ou Irregular? Como foi o gol são-paulino?

Tiago Mendes rouba a bola limpamente do adversário cruzeirense, que cai e pede falta. Não foi nada. A bola é lançada para Carlinhos (em posição legal) e a cruza para Pato (em posição duvidosa), que supostamente toca de cabeça e faz o gol.

Se a bola entrou direto, após o chute de Carlinhos, o gol é legal (mesmo se Pato estivesse em posição de impedimento e não tocasse na bola). Porém, se Pato estivesse em impedimento e a tocasse, gol irregular. Posteriormente, surgiu uma imagem de uma câmera da Sportv que mostra Pato em mesma linha do penúltimo adversário (que é o último zagueiro). Assim, se o atacante tocou ou não na bola é irrelevante para afirmar que o gol foi legal.

O detalhe foram as poucas faltas no jogo. Fácil para a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique, que poderia até ter dado um ou dois cartões amarelos a mais por jogadas temerárias, mas que talvez, pelo ritmo sonolento da partida, passaram batidos.

Houve um esboço de reclamação de uma suposta bola que bateu na mão do zagueiro Manoel (CRU). Como o próprio relato diz: bola que bateu na mão, e não mão que quis bater na bola. Nada a chiar!

4- DOM, 18H30 – VASCO 1X4 PALMEIRAS

Em São Januário, um lance que não gerou reclamação mas que vale muita discussão: o segundo gol do Palmeiras, de Dudu, surgiu por falha do Goleiro Martin Silva ou por um erro cometido por infração não marcada?

Aos 17m, Egídio cruza para a área vascaína e o goleiro do Vasco, ao dividir uma bola com um atacante do Palmeiras, a reboteia dentro da área, caindo nos pés de Dudu que chuta para o gol.

Vendo e revendo o lance, perceba: o goleiro é deslocado pelo adversário quando vai na bola, e isso é falta. Importante saber que o goleiro é intocável na área quando está realizando uma defesa com as mãos (ou em vias de). Entenda: você pode dar um tranco legal no goleiro (ombro a ombro, sem força desproporcional) em qualquer momento da partida. Mas quando ele está praticando uma defesa (agarrando-a ou a espalmando), não pode ser trancado. É o mesmo princípio de quando ele quica uma bola ao chão para fazer a reposição do jogo. No referido lance, ele nem é trancado legalmente, mas obstruído com o corpo do palmeirense. E ficará a dúvida: a suposta falha é realmente fruto de uma defesa errada ou de uma carga sofrida e não observada pela arbitragem? Nas imagens, o gaúcho Anderson Daronco está longe e sua visão encoberta pelo próprio corpo deste atacante que obstrui o goleiro. Quem poderia auxiliá-lo é o bandeira número 2, que teria visão lateral privilegiada da jogada, mas nada faz. Gol ilegal.

Será que o Vasco nem reclamou, devido ao clima de desânimo e má futebol apresentado? Em outros tempos, Eurico Miranda invadia o gramado e parava a partida!

Se com 15 rodadas a pressão sobre os árbitros já está grande (e em muitos casos, com razão), imagine nas rodadas derradeiras.

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– Tentando entender os Tribunais Esportivos, mas…

Como explicar que Petros agrediu no ano passado Raphael Claus, assim como Dudu agrediu neste ano Guilherme Ceretta, e que ambos sofreram em um primeiro momento uma pena dura, depois efeito suspensivo, depois a rAtificação da pena, depois uma rEtificação…

Um tribunal quer ser severo demais; o outro alivia. E o circo continua. Já assistiram a uma sessão do Tribunal Esportivo na FPF ou na CBF? É para chorar de rir com as coisas ridículas que esses senhores falam e fazem.

Nesta última reunião do TJD na FPF, um auditor disse que: “Mulher não entende nada de Futebol”, em meio ao julgamento do recurso do Dudu.

Não era mais fácil trabalhar como o mundo civilizado faz: Tribunal de Penas, onde tudo o que se fizer de errado já tem a punição pré-determinada?

Parece que não se quer facilitar os julgamentos justamente para que não se pratique Justiça ou que se possa atender os interesses escusos do submundo da bola.

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– Considerações dos jogos da Libertadores, Sulamericana/Copa do Brasil e Copa Ouro

O Futebol é (e sempre será) algo de inevitáveis discussões. Compartilho 3 temas interessantes para se debater, propiciados na noite desta 4a feira. Vamos a eles?

1- LIBERTADORES DA AMÉRICA 

O Internacional é a grande decepção das semifinais. Não pelo 3×1 que sofreu, mas por ter jogado apenas 15 minutos em 180 de disputa. Jogou até os 2×0 em Porto Alegre e nada fez em Monterrey. Diego Aguirre, treinador uruguaio, que sempre dá boas entrevistas (quando contratado, mostrou que tinha profundo conhecimento do futebol brasileiro e que estudava a fundo, em especial, o Campeonato Gaúcho), nada trouxe de novidade taticamente. E o pior: poupou tanto no Brasileirão, descansou demasiadamente e por fim não jogou nada. Geferson (com G mesmo) foi muito mal, cometendo uma falha grotesca no segundo gol do Tigres. Aliás, ele é o jogador que ninguém conhecia e que Dunga levou para a Copa América.

A grande pergunta é: na final entre Tigres x River Plate, a Conmebol deixará os convidados da Concacaf serem campeões? 

A dúvida é pertinente.

Eu NÃO CONFIO NELA. E os motivos são óbvios, o FBI que o diga. Aliás, o mais importante: quem escalará os árbitros é o paraguaio Alarcon, o mesmo amigo de Abel Gnecco, da Comissão de Árbitros da AFA, que foi flagrado em gravações pedindo Carlos Amarilla para apitar Boca Juniors x Corinthians (e que se vangloriou com o falecido Grondona de garantirem o título do Estudiantes contra o Santos). E a coincidência maior é: quando jogaram os também mexicanos e argentinos Cruz Azul x Boca Juniors, Alarcon escalou o árbitro brasileiro Marcio Rezende de Freitas que teve péssima atuação. Deu o time da Conmebol, naquela ocasião. Abel Gnecco caiu, mas Alarcon se sustentou. Vai dar outra vez um time da AFA/Conmebol contra o time convidado da Concacaf?

2- SULAMERICANA / COPA DO BRASIL

Durante o Campeonato Brasileiro, algumas equipes se contentam com a classificação na zona da Sulamericana. Mas depois a menosprezam. E por não ser simultânea à Libertadores e sim com a Copa do Brasil, fica a dúvida: o que é mais importante: ganhar a competição internacional ou a nacional?

Aqui fica a consideração: ambas classificam para a Libertadores do ano que vem. A Sulamericana possui viagens mais longas em estádios mais acanhados e de times teoricamente mais fracos. A Copa do Brasil (principalmente nessa próxima fase) tem jogos mais difíceis e prováveis clássicos. Qual o melhor caminho?

Em tempo: o Paulista de Jundiaí continua sendo a única equipe a ter vencido a Copa do Brasil tendo enfrentado somente equipes do Brasileirão da Série A, em 2005 – e classificado para a Libertadores 2006, venceu o River Plate no Jayme Cintra (desculpem a brincadeira, não resisto: o Galo Jundiaiense bicou as Galinhas Hermanas).

3- COPA OURO 

A Concacaf, que tem a mesma credibilidade (ou falta de) da co-irmã Conmebol, promove a “Copa Oro”, sua principal competição entre Seleções. No papel, a lógica seria uma final entre EUA X México. Os americanos foram surpreendidos pela Jamaica na semifinal. No outro jogo, o Panamá, por 1’30”, quase foi o outro finalista…

Quase, se não fosse o árbitro americano Mark Geiger!

Aos 88m, estando México 0x1 Panamá (os panamenhos tiveram um jogador expulso aos 25m do 1o tempo – Tejada deixou o braço no rosto do seu adversário quando a bola seria disputada pelo alto), eis que o panamenho Roman Torres escorrega na grande área e cai com o braço batendo totalmente de maneira involuntária sobre ela e o árbitro marca pênalti. Aqui não dá pra alegar intenção subjetiva, movimento antinatural ou qualquer coisa que o valha. Sinceramente, considerando que é árbitro da FIFA e em um jogo de tal importância, pela situação – da forma como aconteceu e com a final se concretizando de EUA x México para Jamaica x Panamá – não tenho dúvida: má fé do juizão! Ou não?

Aos 104 minutos (sim, no último minuto do 1o tempo da prorrogação), outro pênalti para o México: Cumminz (PAN) disputa a bola com um forte tranco em Orozco (MEX) e o árbitro marca outro pênalti. Este, duvidoso, parecendo tranco legal e o juizão interpretando como carga faltosa.

O certo é: “garfaram” o Panamá! Tanto que, após o apito final, as imagens mostravam os jogadores mexicanos sem esboçarem qualquer comemoração por chegarem à finalíssima, visivelmente constrangidos.

É por essas e outras que o futebol deve ser investigado por FBI, CIA, e outras entidades sérias.

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– Avaliando a arbitragem nos jogos dos 5 paulistas do Brasileirão da série A1 nessa 14a Rodada.

Muita coisa a discutir, aprender e refletir sobre arbitragem de futebol na última rodada do Campeonato Brasileiro. Vamos aos 4 jogos que envolveram as 5 equipes paulistas?

1) CORINTHIANS 1X0 ATLÉTICO MINEIRO

Ótima atuação do gaúcho Anderson Daronco, mostrando algumas virtudes como: não vulgarização do cartão amarelo, boa postura dentro de campo e na sinalização, além de saber usar muito bem a advertência verbal, não permitindo reclamações ou tentando se esconder delas. Soube coibir os nervos dos atletas.

2) PALMEIRAS 1X0 SANTOS

O jogo colaborou para o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães, que não teve muito trabalho na partida (exceto o imbrólho envolvendo o goleiro Fernando Prass e o atacante Ricardo Oliveira, que passou batido). Sem lances polêmicos, a destacar apenas a não expulsão do lateral Egídio. Tendo já recebido cartão amarelo, cometeu 4 faltas posteriores a ele, sendo que ao menos em uma delas poderia ter recebido o segundo cartão amarelo. Ainda, um detalhe a corrigir: está apitando longe dos lances. Posicionamento ruim ou mau condicionamento físico?

3) JOINVILLE 1X1 PONTE PRETA

Será que o time do Joinville vai ser punido?

O árbitro paulista Raphael Claus paralisou a partida pois foi avisado pelo observador catarinense da CBF Marco Antonio Martins (que curiosamente também é presidente da Associação Nacional dos Árbitros), de que havia uma faixa de protesto contra o presidente da FCF, Delfim Peixoto, que acumula a vice-presidência da CBF. Nela havia os dizeres: “Vergonha FCF/ Fora Delfim FDP”. A faixa foi retirada.

Aliás, Claus foi bem na partida: num tiro livre direto a favor do Joinville, o camisa 10 a cobra, a bola bate na trave e sem resvalar em nenhum outro jogador cai em seus pés novamente. Como a trave é neutra, isso é um bi-toque! Ou seja, deve paralisar o lance e marcar tiro livre indireto a favor da Ponte Preta. Claus não percebeu de imediato e deixou seguir. E não é que a bola quase entra no gol no rebote do mesmo camisa 10? Ainda bem que antes do reinício do jogo o árbitro fez a correção (procedimento correto), marcando o tiro indireto. 

Curiosidade: se fosse gol, a Ponte Preta poderia pedir ERRO DE DIREITO (quando o árbitro permite uma irregularidade do não cumprimento ou desconhecimento da Regra – isso dá anulação de jogo). Não dá para alegar ERRO DE FATO (quando o árbitro interpreta errado uma situação), pois foi nítido que a bola não bate em ninguém.

4) SPORT 2X0 SÃO PAULO

O Ponto negativo foi a arbitragem do goiano e ex-aspirante da FIFA, André Luís Castro, que errou para os dois times! Confundindo autoridade com autoritarismo, ruim tecnicamente e mostrando insegurança nas marcações, foi o exemplo a não ser seguido na rodada.

Vamos lá:

  1. No 1o tempo, aos 37 minutos, Ganso lança a bola que bate na mão de Durval, involuntariamente. O árbitro com correção nada marcou. O detalhe é que foi uma jogada idêntica de São Paulo x Flamengo no Morumbi em 2014, também pelo Brasileirão, onde o mesmo árbitro marcou pênalti (foi fora da área e igualmente involuntário). Pensei que com tal certo, o árbitro mostraria boas qualidades… Ledo engano!
  2. 38m (1o tempo): André domina a bola, tenta girar sobre Hudson, que coloca a mão em seu peito, buscando fazer a falta. O problema é que o são-paulino não chega a fazer a falta, e o atacante pernambucano, ao sentir o contato físico, desaba. Foi simulação e o árbitro entende que foi infração, aponta a marca do pênalti (sim, ele marcou o tiro penal) e se arrepende marcando tiro livre direto fora da área! Lembrei-me do árbitro Felipe Gomes em Santos x Grêmio, que faz um gesto autorizando a entrada do jogador Geuvânio e depois disse que não autorizou. Como explicar essa bipolaridade do apito? Erro duplo!
  3. Aos 31m do 2o tempo, Ganso (que já tinha cartão amarelo), reclama de uma falta marcada a favor do Sport. O árbitro ignora. Quando André Luís Castro se vira para retomar a partida, Ganso diz: “Foi sacanagem o jogo inteiro, você está de brincadeira”. Aí o árbitro resolve dar o Cartão Amarelo (portanto, a 2o advertência e consequentemente o Vermelho). Isso é excesso de autoridade, o árbitro deveria dar a advertência verbal dura, incisiva, e continuar a partida. Entretanto, na súmula, o árbitro alega algo um pouco diferente das imagens: escreveu que já estava decidido a dar o Cartão Amarelo por reclamação acintosa e, entre o tempo da  decisão e aplicação do Cartão, Ganso proferiu a reclamação citada. As imagens não mostram isso, mas sim o árbitro dando as costas e, após o último pronunciamento de Ganso (até pensei que fosse uma ofensa grave) ele se vira e resolve dar o 2o cartão.
  4. Aos 39m do 2o tempo, um acerto da arbitragem: Luís Fabiano (que já tinha Cartão Amarelo por reclamação), comete uma falta típica para Cartão Amarelo, consequentemente recebendo o Vermelho. Nada a contestar (aliás, ficou só 27 minutos em campo e conseguiu levar dois amarelos e um vermelho). Jogadores rodados e de time grande, como Ganso e Luís Fabiano, devem evitar situações que lhe propiciem expulsões, em que pese o excesso de rigor no caso de Ganso.
  5. Aos 42m me chamou a atenção a expulsão do treinador Juan Carlos Osorio. Me pareceu que, ao se virar para o árbitro, o técnico são-paulino o aplaude ironicamente pela expulsões de seus atletas. A manifestação do assistente Milton Cruz é de que os aplausos de Osorio eram pedindo garra à sua equipe. Não colou… Se aplaudiu ironicamente, não há o que reclamar. Entretanto, o árbitro alega que o expulsou (além dos aplausos) por ter sido ofendido pelo treinador pois ele teria lhe mostrado o dedo em riste, segundo a súmula (o popular “Fuck You”). Isso pode ser grave na hora do julgamento. Mas o que me entristeceu foi a postura do quarto árbitro Nielson Dias Nogueira (outro ex-aspirante à FIFA), confundindo sua autoridade com certa arrogância, esquivando-se de qualquer toque ou manifestação de Osorio de maneira tão incisiva, que impressionou-me pela forma como ele conduziu a situação. Não gostei!

Enfim, repito: a arbitragem não vive um bom momento em nosso país.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Barueri x Paulista

E saiu a escala da 1a rodada da Copa Paulista. Nela, há árbitros da A1, da A2, da A3 e da B.

Marcos Silva dos Santos Gonçalves, 41 anos, que é nome constante na A3 e raro na A2, apitará Barueri x Paulista no gramado sintético de Taboão da Serra. O árbitro já esteve em 2015 no Jayme Cintra, no jogo contra o Oeste.

A minha preocupação é que o juizão gosta muito de contato físico, e confunde “não marcar falta” com “deixar o jogo correr”. Da última vez, deixou de dar alguns cartões. E fica o alerta: no piso em que se jogará a partida, a bola corre muito e pula demais. Sendo assim, atenção para as faltas e que o árbitro se esforce em correr bastante, já que o condicionamento físico não é o seu forte.

A análise pré-jogo que fizemos na oportunidade (Paulista x Oeste, A2) pode ser acessada em: http://wp.me/p55Mu0-nb

A análise pós-jogo dessa partida (1×3), em: http://wp.me/p55Mu0-nr .

Em tempo: o treinador do Barueri é um velho conhecido, Michael Robin, empresário de futebol que ora se diz diretor de clubes, ora é treinador. Também é cantor de Pagode Gospel e, excentricamente, gosta de se concentrar com massagens antes da preleção. Tive a oportunidade de apitar dois jogos dele: no Guarani B e na Internacional de Limeira (e o expulsei nas duas…). Uma figuraça!

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– Considerações a Discutir sobre os Grandes Times

Rápidos 5 pitacos futebolísticos:

1- O Palmeiras jogará contra o ASA como visitante. Mas o time de Arapiraca (Alagoas) jogará como mandante no… Estádio do Café, em Londrina (Paraná)! Não gosto disso, esportivamente não é legal. Para mim, isso é uma inversão de mando de campo disfarçada, embora, saibamos que os clubes pequenos vendem o mando para ganhar mais dinheiro.

2- A respeitada Revista Four-Four-Two elegeu os 50 mais importantes treinadores de futebol da atualidade. E atuando no Brasil, vemos apenas Osório, do SPFC, na 49a posição.

3- Corinthians cobra Boca Juniors na FIFA por não pagamento da venda de Lodeiro. Ué, mas não é esse mesmo time argentino que fez uma super-festa pela chegada de Tevez? Como é que não tem dinheiro?

4- Botafogo/RJ eliminado da Copa do Brasil novamente pelo Figueirense/SC, do “doce” treinador Argel que brigou (“pra variar”) com gente do time adversário. Toda vez que ouço falar de BOT x FIG, me lembro do dia em que Carlos Augusto Montenegro, o presidente botafoguense da época, ofendeu com os piores palavrões a bandeirinha Ana Paula de Oliveira, no jogo fatídico em que ele creditou a eliminação contra o Figueira à conta da árbitra assistente. Aquela partida fez a moça repensar a carreira e aceitar o convite à Playboy, já que a CBF não tomou providências NENHUMA contra Montenegro. Será que era por culpa dele ser presidente do IBOPE?

5- Um dia o mexicano Cruz Azul (da Concacaf) chegou a final da Libertadores da América, e na finalíssima não venceu o argentino Boca Júniors (da Conmebol, de Alarcon e de Gnocchi). O crédito da derrota foi dado ao árbitro brasileiro Márcio Rezende de Freitas, que cometeu erros crassos na partida. Se a final nesse ano for (e é possível) novamente entre mexicano e argentino (Tigres x River Plate), o árbitro será… (lembrando: Alarcon continua no comando da arbitragem sulamericana)!

O que você acha disso tudo?

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– As Notas dos Árbitros batem com a sua Sensação?

Existe o chamado “Senso Comum” na Sociedade, algo que traz a impressão do povo sobre determinado assunto.

Eis que a agência Lancepress! trouxe na coluna “De Prima”, do jornalista Fábio Suzuki, as notas que a CBF deu para os árbitros: em 1776 partidas do 1o semestre de 2015, a média de atuação foi de 8,28. Apenas em 25 jogos a arbitragem tirou nota abaixo de 7.

Essas notas são coerentes com a sua sensação ao assistir uma partida? Bate com o “Senso Comum do Torcedor”?

Me parece mais um #7×1 no futebol brasileiro: assim como a Comissão Técnica da Seleção Brasileira e os cartolas costumam dizer que está tudo bem, na Comissão de Árbitros idem.

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– Lambanças e boataria da Arbitragem

Ruim final de semana para os árbitros no Brasileirão. Vamos destacar alguns erros?

  1. SÃO PAULO 3×1 CORITIBA: No Morumbi, o árbitro Alisson Furtado, do Tocantins, foi muito mal. Encerrou indevidamente a partida na hora do chute de Luís Fabiano, cara-a-cara no gol. Isso não pode, há certas condições para que o árbitro encerre um jogo e na hora de se marcar um tento não se deve dar o apito final. (Explico com detalhes a “Regra 7 – Duração da Partida”, em: http://wp.me/p55Mu0-ts). Pior do que o árbitro, foi o bandeira Gilvan Medrado, estreante na série A e que errou quase tudo: confirmou o 1o gol do São Paulo em condição de impedimento; anulou o que seria o 2o gol em que estava em condição legal alegando impedimento; confirmou o 2o gol válido de Pato em lance duvidoso (revejam o lance: quando Lucão lança a bola, Pato está a frente do seu marcador, mas há um atleta do Coritiba sobre o círculo central dando ou não condição; pela linha do corte da grama, talvez estivesse em mesma linha; mas se você tentar parar a imagem, a dúvida persiste – e aí não se pode culpar o bandeira).
  2. FLAMENGO 0x3 CORINTHIANS: Tudo bem que estava com o placar quase definido, mas erro grotesco do bandeira Rafael Alves (Aspirante a FIFA/RS) ao anular o gol legítimo de Jonas alegando impedimento. Faltou atenção…
  3. ATLÉTICO PARANAENSE 1×2 FLUMINENSE: No 1o gol do Fluminense, um atleta tricolor empurra com os braços e derruba o lateral esquerdo do Atlético Paranaense. Anderson Daronco (FIFA/RS e que fez uma ótima partida, exceto errando esse lance) não marcou a falta. Para azar do árbitro e do time do Paraná, a bola sobra para Gustavo Scarpa, em condição legal, marcar o gol. Gol legal que nasceu de jogada irregular.
  4. JOINVILLE 0X2 INTERNACIONAL: Francisco Carlos Nascimento, o popular Chicão (ex-FIFA/AL e hoje apitando como árbitro especial), foi infeliz na marcação do pênalti a favor do Colorado. Rafael Donato (JEC) trava a bola limpamente e Taiberson (SCI) cai. Chicão marca pênalti. Errou duas vezes: foi carrinho legal e fora da área. O Joinville reclama e com razão…

Mais uma vez, o trabalho da Comissão de Árbitros da CBF tem sido fraco. Com a política de dar espaço a árbitros de estados “mais fracos futebolisticamente” no Brasil (como Tocantins, Alagoas, Pará), sob a desculpa de integração nacional, o prejuízo em campo é visível. Sou contra tal ideologia, sou a favor da meritocracia, apitando sempre os melhores.

Curiosamente, em meio a essa má gestão da arbitragem brasileira, saem duas notícias na imprensa:

1) a de que o Santos FC lidera um movimento para que o Cel Marcos Marinho, chefe dos árbitros da Federação Paulista de Futebol, assuma o lugar de Sérgio Correa da Silva, atual chefe dos árbitros da CBF – tal fato foi divulgado pelo Blog do jornalista Ricardo Perrone do UOL, que conseguiu a declaração pública de Modesto Roma Jr, presidente santista, sobre esse desejo (vide nossa opinião sobre isso em: http://wp.me/p55Mu0-tn);

2) a de que Sérgio Correa da Silva seria o nome forte para assumir a Comissão de Árbitros da Conmebol, no lugar de Carlos Alarcon, envolvido no escândalo do caso Amarilla, divulgada pelo site Apitonacional.com .

Particularmente, penso que seria uma demonstração política de força caso Marco Polo Del Nero colocasse Sérgio Correa na Conmebol, já que aparentemente a CBF parece estar muito fraca nos bastidores sulamericanos. E dessa forma, traria o Cel Marinho para a CBF, agradando alguns clubes que não gostam do Sérgio Correa. Embora, a minha impressão é que ventilar o nome de Sérgio Correa da Silva na Conmebol seja puro “lero-lero”, “forçação de barra” e brincadeira de mau gosto (e digo isso sem desacreditar quem noticiou o fato, o Apitonacional.com, entendendo que a CBF tenta realocar o Sérgio caso ele caia).

E você, o que está achando da arbitragem brasileira a essa altura do Brasileirão? Fico preocupado nas rodadas decisivas sobre como estará o nível da atuação dos árbitros…

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– O Término Indevido do Jogo São Paulo 3×1 Coritiba

Em seu 3o jogo na carreira em Campeonato Brasileiro da série A (apenas 6 anos de formação da Escola de Árbitros de Tocantins), Alisson Furtado (CBF-TO) decepcionou, bem como seu conterrâneo Gilvan Medrado (15 anos de carreira e que hoje estreou na Série A), o bandeira 2 do jogo entre São Paulo 3×1 Coritiba.

Eis que no final da partida do Morumbi (foi concedido o acréscimo de 4 minutos), a bola é lançada para Luís Fabiano, que entra na grande área do time paranaense, se arma para chutar – e nesse instante o árbitro apita o final da partida, mesmo com o chute do jogador do São Paulo e o goleiro não o defendendo por ter ouvido o apito final.

Errou. Embora a Regra do Jogo permita essa situação, o chamado “espírito do jogo” não permite!

Entenda: a Regra 7 – “Duração da Partida”, diz que todo tempo perdido em algumas situações elencadas nela deve ser acrescido. E a partir do momento que você indica os minutos de acréscimo, você só pode prolongá-los, nunca reduzí-los.

Vamos entendê-la?

Se o árbitro concedeu 4 minutos de acréscimo, deve terminar o jogo entre 49’00” e 49’59”, em qualquer situação de bola rolando ou bola parada, exceto numa cobrança de pênalti. Ou seja, se há uma falta, um tiro de meta ou um escanteio a ser cobrado nesse período, o árbitro pode apitar o final de jogo. Porém, se o árbitro considerar que houve perda significativa de tempo nesse interim, pode acrescentar mais tempo sobre o acréscimo já concedido, indicando novamente ao quarto-árbitro o(s) minuto(s) de mais acréscimo(s).

Entretanto, o Espírito da Regra, que reza o futebol como um jogo limpo em busca do gol, inspira a entender que o árbitro não deve encerrar o jogo em situações iminentes de gol, e um exemplo claro é o gol do Luís Fabiano (além das orientações das Comissões de Árbitros mundo afora, de que não se encerre o jogo em ataque promissor). Nas imagens, impressiona que o árbitro corre, permite o contra-ataque, NÃO OLHA para o relógio e encerra a partida quando o são-paulino está na área penal sozinho! Ora, então encerrasse o jogo no meio-de-campo, nunca permitindo o contra-ataque e acompanhado a jogada.

Já o bandeira Gilvan Medrado errou na maioria dos lances, mas nesse caso há uma justificativa: são as situações em que a CBF os chama de “ajustados”, aqueles que você tem que estar milimetricamente na mesma linha do que o penúltimo defensor para saber se o atacante estava impedido ou não. Nesse jogo, foram vários lances assim. Dessa forma, Gilvan teve azar e concedeu um gol irregular ao São Paulo e anulou um regular ao mesmo time, além de outros erros às duas equipes.

Vide o lance do encerramento do jogo no final desse vídeo: http://is.gd/uVnIMP
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– Os Erros de Árbitros e de Jogadores no final de semana futebolístico

Muitas reclamações nos campos de futebol Brasil afora. Vamos analisar se elas procedem?

1- AVAI 2×2 SPORT: No domingo cedo, na partida entre Avaí x Sport, a equipe catarinense quase tirou a invencibilidade do time pernambucano. Aos 47 minutos do 2o tempo, o atacante André (SPO) tem a bola dominada e Jubal (AVA) dá um carrinho nela. André imediatamente se joga e o árbitro paraense Dewson Freitas (que já é da FIFA, acreditem) não entende como simulação e marca o pênalti que decidiu o jogo. Após a partida, ainda aplicou o 2o Cartão Amarelo (e consequentemente o Vermelho) a um jogador do Avaí por lhe ter chutado a bola para longe e lhe ofendido com palavrões. Errou de novo, tinha que ser Vermelho Direto (afinal, os “elogios” proferidos a ele exigiam a Expulsão incontestável). Aqui, ERROU O ÁRBITRO.

2- SÃO PAULO 0x0 FLUMINENSE: no 2o tempo, Leandro Pedro Vuaden (que na próxima rodada apitará novamente o São Paulo, agora contra o Vasco da Gama – assim, 3 escalas no Tricolor em 12 rodadas) não viu o braço de Reinaldo (SPFC) empurrando Gerson (FLU). Da posição do juiz, é claro que o próprio corpo de Reinaldo encobriu o lance. Se existisse um Árbitro Adicional Assistente (um AAA, como no ano passado), poderia lhe ter ajudado. ERROU O ÁRBITRO (vide essa análise no blog “Pergunte ao Árbitro”, em: http://wp.me/p55Mu0-tj, ou no nosso espaço nos jornais da Rede Bom Dia / Diário de São Paulo, em: http://is.gd/2lo9Zz).

3- GOIÁS 0X0 CORINTHIANS: o atacante Carlos (GOI) dribla GIL (COR). O corinthiano tenta lhe roubar a bola. Em um primeiro momento, a perna de Gil não atrapalha o adversário. Mas em um segundo momento, fora do campo de visão do árbitro, Gil trava Carlos que cai. E aí que reside o erro: o jogador do time goiano valoriza o lance e abre os braços gritando, iludindo de que a queda fosse por lance violento. ERROU O ÁRBITRO em não marcar e ERROU O JOGADOR pela mania que brasileiro tem em exagerar nas caras e bocas de infrações. Também nesse lance, se existisse um AAA, poderia ter ajudado o árbitro Heber Roberto Lopes.

4- INTERNACIONAL 1X3 ATLÉTICO MINEIRO: após o árbitro assistente paranaense Bruno Boschilia (sim, é primo distante do falecido Dulcídio) marcar uma falta a favor do Atlético Mineiro, o jogador Anderson (INT) irresponsavelmente se dirige ao bandeira e o chama de, segundo o que o árbitro Rapahel Claus escreveu na súmula, “filho-da-puta (…) árbitros de merda”. ACERTOU O ÁRBITRO em expulsar o colorado e ERROU O JOGADOR com tal indisciplina.

5- SANTOS 1X3 GRÊMIO: Geuvânio (SAN) recebe atendimento médico fora de campo e pede para retornar ao jogo. O árbitro Felipe Nunes o autoriza (o gesto habitual e corriqueiro de permissão é flagrado pela TV, não há dúvida da autorização), e Geuvânio entra justo em cima de um lance próximo do Grêmio, roubando a bola e armando um contra-ataque. O árbitro errou na leitura do jogo permitindo entrar num momento inadequado; na sequência, parou o jogo alegando não ter autorizado e lhe deu o cartão amarelo. Como Geuvânio já houvera recebido um Amarelo anteriormente, foi expulso. ERROU O ÁRBITRO (vide as explicações detalhadas desse lance, os motivos que levaram o árbitro a errar, bem como o que ele justificou na súmula, na nossa publicação no blog Pergunte ao Árbitro, no link: http://wp.me/p55Mu0-t8 , ou também na nossa coluna nos Jornais da Rede Bom Dia / Diário de SP, em: http://is.gd/Ap7tyu).

Para dizer que os erros não aconteceram apenas no Brasil, reforçamos o acontecido na final da Copa América:

6- ARGENTINA 0X0 CHILE: Rojo (ARG) está no ataque e é agarrado pelos braços por um chileno aos 43m do 2o tempo. O árbitro colombiano Wilmar Roldán, que estava bem no jogo, não marcou. Não me pareceu encoberto nem mal posicionado. Azar? Não importa se sorte ou azar, importa que ERROU O ÁRBITRO nesse lance. Aos 47m, Higuaín perdeu um gol incrível, na cara do gol. ERROU O JOGADOR. E fica a dúvida: qual erro foi mais relevante? (a análise desses lances pode ser acessada também no Pergunte ao Árbitro, em: http://wp.me/p55Mu0-t4, ou na coluna de sábado do Bom Dia / Diário de SP, em: http://is.gd/OkoJ7s).

A arbitragem mundial passa por um momento crítico, indiscutivelmente. Algo deve ser feito!
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– O tranco de Neto Berola em Mamute e o de Reinaldo em Gerson. Pênalti não marcado no Morumbi…

Leandro Vuaden e Felipe Nunes, árbitros de respectivamente São Paulo 0x0 Fluminense e Santos 1×3 Grêmio, não usaram o mesmo critério nas suas avaliações de disputa de bola.

1- No Morumbi, Reinaldo vai dar um tranco (o tranco legal é ombro a ombro), ele estende o braço direito e desequilibra Gerson.

2- Na Vila Belmiro, Neto Berola faz exatamente a mesma coisa em seu adversário Mamute, mas nas costas do gremista.

No primeiro relato, o árbitro mandou seguir. No segundo, foi marcada a falta. Olha aí a prova da falta de critério no Brasileirão…

Quem errou, nesse tipo de lance, foi Vuaden. Foi pênalti do jogador do Tricolor Paulista no atacante do Tricolor Carioca. E nele, fica a observação: lado cego para o juizão visualizar, fácil para quem estivesse atrás do gol, ruim para quem corre em diagonal!

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– Final da Copa América, Argentina 0x0 Chile: qual erro foi mais determinante?

Neste sábado tivemos o desfecho da Copa América. O Chile estava melhor taticamente; já a Argentina tinha mais talento individualmente. E se Sampaolli fosse treinador da Argentina? O que teria acontecido?

Me chamou a atenção os dois erros no final da partida: um do árbitro Wilmar Roldán e outro do atacante Higuain.

Para mim, pênalti aos 43m do 2o tempo cometido em Rojo, e Roldan, que estava encoberto, não viu. Se tivéssemos os AAA (adicionais da linha de meta), quem sabe a história seria outra?

Entretanto, aos 47m, Higuain recebe a bola açucarada e sozinho desperdiça o gol, a sua frente. Lance incrível, a “bola do jogo”.

E qual erro foi mais relevante e decisivo: o erro do árbitro ou o do jogador?

Considere: se não existisse o 1o erro, provavelmente não teríamos o 2o. Mas quem garante que o pênalti, se marcado, seria convertido em gol?

Vale refletir...

Coisa rara: Blatter não estava em Santiago. Ele sempre está em jogos importantes. Por quê será que não foi, não?

Parabéns ao Chile.

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– Copa América: destaque do apito e dos camisas 10

Para Chile x Argentina, sábado, final da Copa América, apitará o colombiano Wilmar Roldán.

Ótimo árbitro, chamado de “Castrilli da Colômbia” (ele é fã declarado do ex-árbitro argentino, em que pese tal fato seja pejorativo no Brasil). Mas quando vem apitar jogos da Libertadores da América em nosso país, curiosamente, sempre há um “porém” em suas atuações. Não sei o que acontece…

Mas com a bola rolando, penso que será um jogão (que a Rede Globo, dona dos direitos de transmissão, abriu mão de nos trazer. O jeito é a TV a cabo…).

Ouço falar no duelo entre Messi x Valdívia. Parem com isso…

Aliás, se o chileno jogasse sempre da forma que atua nessa Copa América, seria destacadamente um dos grandes craques do mundo. Pena que não é assim que ele se comporta regularmente.
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