– O Cartão Verde na Série B Italiana e a luta pelo Fair Play

Na Itália, já está em vigor na série B o Cartão Verde, que ao contrário de punir como o Amarelo ou o Vermelho, é uma notificação plausível por boa ação esportiva.

A ideia é aplicá-lo quando um jogador confessar que um pênalti mal marcado não foi ou que exerça alguma demonstração de comportamento ético-esportivo. No final da competição, o jogador que receber o maior número de cartões verdes será premiado (embora o prêmio não tenha sido divulgado). Se vingar, deseja-se testar o mesmo artifício na série A. Aliás, nessa luta pelo jogo limpo, um mau exemplo de brasileiro: na partida entre Roma x Sassuolo, o lateral Maicon tentou simular um pênalti, e além da advertência por cartão amarelo, foi multado em 9 mil euros por unfair-play.

Em tempo: nas 7 primeiras rodadas, ninguém recebeu o cartão verde ainda...

E se fosse aqui no Brasil? Esperaríamos quantas rodadas para ver o primeiro cartão verde a ser aplicado no Brasileirão?

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– “Na Lata”: Qual o seu palpite para Brasil x Venezuela?

Vendo a escalação da Seleção Brasileira, não tenho como não recordar de escretes que tinham recentemente Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho... Há 20 anos: Bebeto, Romário…

E se formos para a década de 80? Meu Deus! Sócrates, Falcão, Cerezo, Zico (parei por aqui, senão vai dar depressão).

Hoje, temos o glorioso Willian e Hulk na frente, com armação das jogadas por Oscar.

Cadê os nomes de peso que amedrontavam os adversários?

Aliás, e o jogo de hoje contra a Venezuela? Será que se ocorrer um tropeço (creio que não, pois a “Vinho Tinto” é fraquinha) o Dunga corre risco de cair?

Três problemas da Seleção Brasileira, na minha opinião:

1- Dunga não é treinador experiente e atuante, como Tite, Murici, Osvaldo de Oliveira ou a maioria dos técnicos da Série A;

2- O esquema de jogo é de time pequeno com jogadores que não convencem;

3- Falta carisma. Ô Seleção antipática…

Meu palpite: Brasil 2×0 Venezuela, com jogo feio e modorrento.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Nacional, Copa Paulista, Rodada 15

IMPORTANTE: a FPF elaborou as escalas antes do feriado, sem se preocupar quais jogos precisariam de árbitros experientes ou quais jogos “nada valiam” para testar árbitros novatos.

Para Paulista x Nacional, quarta-feira, na penúltima partida da Fase 2 da Copa Paulista, apitará Emiliano Alves da Costa, 17 anos de carreira, 41 de idade, funcionário público, que tem atuado nos últimos anos na série A3 e que desde maio só tem apitado jogos do Sub 20 e Sub 17. Curiosamente, estreará na Copa Paulista como árbitro nesse ano no jogo do Galo em Jayme Cintra. Emiliano trabalhou apenas duas vezes na competição em 2015 como 4o árbitro.

Paulo César Modesto, 28 anos, apenas no seu 2o jogo da Copa Paulista e Leandra Cossete, 35 anos, em seu 3o jogo da mesma competição (e que trabalhou no Nicolau Alayon em Nacional 1×1 Paulista) serão os bandeiras. Clodoaldo Chaves Silva, que nesse ano foi inclusive 4o árbitro na categoria Sub 11, será o 4o árbitro aqui em Jundiaí.

Em todos os outros jogos dessa rodada da Copa Paulista, as escalas foram formuladas no mesmo padrão: árbitros experientes que nunca chegaram a jogos importantes em A2 mesclados com novatíssimos bandeiras. E isso mostra o quê? Total desprezo da FPF em colocar bons nomes de árbitros e assistentes em jogos tão importantes para os clubes.

Sobre o árbitro, observações relevante: ele costuma deixar o jogo correr (ao contrário do juizão do último jogo) e usa demais os cartões, em especial o Vermelho. Detesta reclamações e corre bastante em campo.

Desejo uma boa arbitragem ao quarteto!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Nacional pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quarta-feira, às 19h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 18h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Sérgio Correa confirma: Ceretta fora da CBF em 2015!

Coisas complicadas do mundo da arbitragem. Eis que Guilherme Ceretta de Lima, eleito melhor árbitro do Paulistão em 2015 (na opinião da FPF; na minha, não), e que foi agredido por Dudu, está fora da CBF pelo menos até o ano que vem.

A informação foi do próprio Sérgio Correa da Silva, o contestadíssimo chefe da arbitragem da CBF. Em entrevista ao jornalista Renan Cacioli no Bom Dia / Diário de São Paulo, Sérgio disse que Ceretta foi afastado do Brasileirão Série A pelo jogo entre Coritiba x Flamengo e da Copa do Brasil pelo jogo entre Paysandu x ABC. Porém, revoltado por não ter sido mais escalado e pelos critérios de Sérgio Correa, Ceretta não quis mais fazer o teste físico da CBF e abandonou a entidade. Segundo o Cel Marinho, chefe dos árbitros da FPF, Ceretta deve voltar no Paulistão e não pensa mais na CBF.

Fica a pergunta: cadê o Sindicato, Associação de Árbitros ou algo equivalente, que seja independente suficiente para brigar contra a CBF?

Vale refletir. Sérgio Correa reina no Brasil com a anuência de Marco Polo Del Nero…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Penapolense x Paulista, Copa Paulista, Rodada 14

Carlos Roberto dos Santos Jr, morador em Sorocaba, 39 anos, técnico em Segurança do Trabalho, há 16 anos na FPF, que apitou Paulista 1×1 Novorizontino nesse ano pela série A2 (e não foi muito bem), apitará o jogo do Galo em Penápolis.

Thiago Henrique Almeida Alborguetti, de São Paulo, engenheiro mecânico, 32 anos, há 8 na FPF, que trabalhou dias atrás na Copa Paulista no jogo Ituano 2×1 Paulista, será o bandeira 1. Tem experiência na série A2 e A3.

Marlon Spínola, de Birigui, eletricista, 34 anos, há 8 na FPF, que trabalhou no empate do Paulista na Rua Javari contra o Água Santa (1×1), será o bandeira 2. Bom assistente e assim como seu colega número 1 tem muitos jogos na A2 e A3.

José Cláudio Ribeiro da Silva, de Guarulhos, professor de Educação Física, que esteve na derrota do Galo para o Santo André (0x2) neste ano pela série A2, será o 4o árbitro.

Sobre o árbitro: ele costuma parar bastante as partidas marcando todas as faltas leves, abdicando da vantagem. Razoável tecnicamente, mas com critério disciplinar inconstante: em algumas vezes, procura ser econômico e aplica poucos cartões; em outras, perde-se na distribuição de advertências e vermelhos.

Não gostei da escala. Não por ser ele, mas sim pela necessidade de uma arbitragem de árbitro “de nome”!

Sobre a última atuação de Carlos Roberto no Jayme Cintra, compartilho no link abaixo: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/03/16/analise-da-arbitragem-de-paulista-1-x-1-novorizotino/

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– Vem aí o Movimento de Moralização da Arbitragem Brasileira?

Ôpa! Em meio ao caos que vive a arbitragem nacional, com gestores ruins e estrutura viciada, uma esperança parece estar nascendo!

Um grupo de ex-árbitros vem se mobilizando para a criação de um “coletivo”, uma associação independente ou, se preferir, uma espécie de “bom senso do apito”.

A ideia inicial é a de acabar com o status quo do funcionamento atual da arbitragem. Desde a defesa da modificação do comando da Comissão de Árbitros da CBF, passando pelo questionamento do modelo Sindical até a suposta interferência política das indicações de árbitros.

Jorge Paulo Oliveira Gomes e Anselmo da Costa, ex-árbitros conhecidos nacionalmente, estão a frente desse propósito no momento inicial, organizando o grupo de pessoas que defendam a causa e convidando novos nomes.

Em conversas preliminares, a idéia será de arregimentar nomes de bem ligados à arbitragem, jornalistas comprometidos com o bem do futebol e gente da sociedade que queira melhorias ao futebol em si.

Demonstrar e praticar a independência, evitar a incompatibilidade de cargos entre Associação Nacional e CBF, abolir a vaidade dos cartolas (que criam regras próprias, instituem normas e paradigmas questionáveis) e, especialmente, melhorar a capacitação dos árbitros devem ser os objetivos a curto prazo.

Conforme o movimento começar a se solidificar, publico as novidades as quais eu tiver acesso por aqui.

A priori, sou totalmente simpático a essa necessidade urgente de contestação do mundo da arbitragem. E você?

Ops: quanto tempo levará para os cartolas começarem a criticar esse grupo de moralização antes mesmo das primeiras ações concretas? Será que teremos a figura de algum “pau-mandado”?

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– A culpa é do Radinho?

No episódio envolvendo a “desexpulsão” do jogador Egídio na partida entre Chapecoense 5×1 Palmeiras, ouço agora à tarde que a CBF culpou o rádio-comunicador.

Então tá… A charge diz tudo:

– É paralela a linha do impedimento?

Sem polemizar ou debater o lance em si, mas apenas ilustrando o quão difícil é a linha de impedimento: o amigo Sálvio Spinola explica na ESPN se este lance do jogo entre Ponte Preta 2×2 Corinthians foi irregular ou não. Repare que a linha laranja não está totalmente paralela à linha de meta.

  • Seria ilusão de ótica, erro da TV ou ainda a grande área está fora do esquadro?

Coitado do bandeira Marcelo Van Gassen…

– Sobre Chapecoense 5×1 Palmeiras e As Corretas e Injustas Mudanças nas Decisões dos Árbitros no Campeonato Brasileiro

Começo esse artigo com um título contraditório mas verdadeiro: os árbitros estão acertando algumas importantes marcações pontuais em jogos do Brasileirão, mas as fazem de maneira irregular!

Vou ser bem objetivo: o que pairava como dúvida a mim (de que em partidas no Estado de Santa Catarina alguém está passando informações externas à arbitragem), agora se tornou uma certeza.

Vide: Chapecoense x Fluminense: a bola no meio do campo, bandeira e árbitro confirmando o gol e depois de algum tempo, repentinamente, “desconfirmando”; Figueirense x Santos: bola no meio do campo, equipes prontas para o reinício do jogo e a arbitragem remarcando impedimento, mesmo depois do bandeira ter confirmado o gol e por uma crise tardia de remorso chamar o árbitro e voltar atrás; Avaí x SPFC, pênalti marcado, bate-boca e depois remarcado por escanteio; Chapecoense x Palmeiras, Egídio vai na bola em disputa com Willian Barbio e o árbitro baiano Jailson Macedo (o mesmo do citado Avaí x SPFC e de uma histórica lambança entre Grêmio x Portuguesa) entende como jogo brusco grave e o expulsa. Depois de muita reclamação, o árbitro é supostamente informado pelo 4o árbitro e desmarca a falta (reiniciando o jogo corretamente com bola ao chão) e “desexpulsa” o atleta palmeirense, que já estava em seu vestiário!

Tudo isso, se acreditarmos que aconteceu sem o uso de imagens de TV ou interferência externa, é correto à Luz da Regra do Jogo. Tanto técnica como disciplinarmente as decisões incorretas foram corrigidas pelos bandeiras/ 4o árbitros e tiveram as decisões finais legitimadas.

O problema é: você acredita que foi dessa forma?

É claro que não! O que está acontecendo em Santa Catarina, terra do presidente da FCF Delfim Peixoto (que há décadas está no poder) e que é o atual vice-presidente da CBF (desafeto declarado no atual momento de Marco Polo Del Nero) é uma situação a parte do futebol! Marco Antonio Martins, catarinense que é o atual presidente da ANAF e que tem sido o observador da CBF nesse jogos (mesmo achando tal situação uma incompatibilidade de cargos) deve estar desgostoso de tanta polêmica. Afinal, apesar de Marco Polo Del Nero desejar implantar o árbitro de vídeo e seu presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Correa da Silva, fazer um megaprojeto para vingá-lo, oficialmente ainda não existe e nem é autorizado que um elemento de fora interfira no jogo.

Reflita: não seria justo que no Morumbi, sábado, alguém de fora como se fez na Arena Condá avisasse o árbitro que o gol anulado de Rogério estava em condição legal e o confirmasse? Pelas Regras do Futebol aplicadas nesses jogos catarinenses, sim! Ou ainda na Vila Belmiro, no pênalti bizarro em que Lucas Lima tropeçou e o árbitro marcou pênalti? Ou no Maracanã, no Fla-Flu em que Wallace ajeitou a bola com a mão? Ou em qualquer lugar que seja, ficará a pergunta: por quê se ajuda em jogos no estado de Santa Catarina e no resto do Brasil não?

É injusto (independente do placar) que se exista esse benefício proibido pela Regra do Jogo e em outros lugares não. Concordo que as decisões finais foram as corretas, mas o método é condenável e mostra algo mais profundo: os árbitros só estão conseguindo acertar com a ajuda eletrônica irregular externa.

O pior é que ouvimos Sérgio Correa defender a criação do árbitro de vídeo como se não precisasse capacitar o árbitro humano e que isso resolveria todos os problemas. Aliás, escrevi CRIAR? Do jeito que está, pensei que era LEGALIZAR…

Como mudar a Comissão de Arbitragem, se quem preside a CBF está ilhado em seu gabinete, com medo de sair do Brasil?

Insisto e repito: Venha logo ao Brasil, FBI, para o bem do futebol nacional.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 Penapolense

Vamos começar nosso relatório pelo mais fácil e mais breve?

Ok, então falemos dos bandeiras e do 4o árbitro: não foram exigidos e passaram despercebidos.

Dito isso, vamos ao que dará trabalho: o árbitro Camilo Zarpelão, que pelo tempo de carreira e histórico frustrou a expectativa de uma boa arbitragem.

Ele começou o jogo um pouco “desligado”, mas depois que acordou, foi bem durante o primeiro tempo. Um ou outro lance que passou batido, mas nada de relevante. Correu demais entre os 10 e 45 minutos de jogo. Dentre os destaques positivos tecnicamente, há uma jogada aos 34 minutos que me chamou a atenção: Rafinha sofre a falta, o árbitro dá a vantagem e a bola sobra para Jader, que recebe em boa posição mas é tocado por baixo, próximo à área. Foi dentro ou fora?

Fora. Acerto técnico (vantagem + falta) e erro disciplinar (não aplicou cartão amarelo), pois Jader sofreu a infração de maneira temerária e em local importante.

No Segundo Tempo, quando o jogo exigiu, o árbitro me decepcionou. Sobre 3 pontos de análise nos 45 minutos finais:

FISICAMENTE, sentiu cansaço. Correu tanto no começo do jogo e depois teve problemas para manter o ritmo.

TECNICAMENTE, mal. O segundo gol do Paulista surge de um pênalti inexistente. O zagueiro do CAP, Ricardo Duarte, fazia dura marcação em um atacante do Paulista, aquele famoso “agarra-agarra”. Quando o árbitro está olhando para ambos, o jogador do Galo se joga para cavar. Árbitro de ponta não marca e dá bronca em quem faz isso, mas Camilo, que é de A2 (e não deveria entrar nessa), marcou. Errou.

DISCIPLINARMENTE, péssimo. Neílson fez 4 faltas duras e um pênalti (o 2o a favor do Paulista, que foi desperdiçado) e nem recebeu Cartão Amarelo. Guilherme fez uma falta para Amarelo e foi punido; fez outras duas mais fortes e recebeu advertência verbal, e quando fez a 4a falta, essa mais forte do que a do Cartão que recebeu, o árbitro vacilou e não o puniu com o Segundo Amarelo e consequentemente o Vermelho. Paulinho Kobayashi, treinador da Penapolense, imediatamente substituiu o atleta para terminar a partida com 11. Sem contar o atacante camisa 7 Paraíba, que simulou falta 3 vezes e reclamou com gestos incessantemente, e nem advertido verbalmente foi…

Portanto, o Clube Atlético Penapolense pode reclamar que foi prejudicado tecnicamente pelo árbitro, e o Paulista Futebol Clube pode reclamar que foi prejudicado disciplinarmente por ele – tudo isso, insisto, na 2a etapa.

IMPORTANTE – Para Penapolense x Paulista, no próximo domingo, deixo aqui registrado: se o Paulista FC não exigir arbitragem de 1a linha, já entrará em campo perdendo. A equipe de Penápolis tem um bom treinador que pressiona bastante a arbitragem e jogadores rodados que sabem usar a malícia. Destaco o atacante Paraíba (já citado aqui), que certamente jogará a torcida contra o árbitro com suas quedas e simulações lá no Estádio Tenente Carriço.

Abra o olho, Galo!

Ops: sobre o público no Jayme Cintra: 702 pagantes, que deixaram nos cofres uma Renda Bruta: R$ 5.780,00+ e Renda Líquida: R$ 1.520,03- (isso mesmo, negativa).

– O Avanço da FIFA em abolir as idades máximas para árbitros!

Ótima notícia: a FIFA divulgou a Circular 1497, que derruba a idade máxima de 38 anos para um árbitro entrar no Quadro Internacional de Árbitros e de 45 anos para a Aposentadoria!

Sem dúvida, um acerto! Quanto mais velho o árbitro está, mais experiente ele é.

Abaixo, de FIFA.Com:

FIFA CONFIRMA LA ELIMINACIÓN DE LOS LÍMITES DE EDAD PARA LOS ÁRBITROS INTERNACIONALES

La reciente decisión de la FIFA de eliminar los límites de edad para árbitros internacionales se ha confirmado a través de la circular número 1497, que el organismo internacional envió a todas las asociaciones miembro.

En dicho documento, FIFA confirma que ya no habrá más edad máxima para la primera nominación a convertirse en árbitro internacional (fijada en 38 años actualmente) y tampoco existirá edad de jubilación obligatoria (fijada en la actualidad en 45 años).

De este modo, la circular especifica que con el fin de ser nominado para la lista de 2016, los árbitros deben nacer antes 1990 y los árbitros asistentes deben nacer antes de 1992 a fin de garantizar un nivel mínimo de experiencia.

La FIFA se reserva el derecho de exigir árbitros mayores de 45 (nacidos en 1971 o antes) a someterse a evaluaciones técnicas adicionales, así como los reconocimientos médicos específicos y pruebas de aptitud en una base de caso por caso.

Como mínimo, todos los árbitros nominados deben pasar un examen de aptitud aprobado por la FIFA y un examen médico a partir del 18 de junio de 2015. La fecha límite para nominar a los árbitros internacionales para el próximo año es 18 de octubre 2015.

Así, los requisitos mínimos son:

  1. Los candidatos deberán tener como mínimo 25 años cumplidos (23 años para los árbitros asistentes) el 1° de enero del año para el que son candidatos. El año de nacimiento de los árbitros no podrá ser posterior a 1990, y a 1992 para los asistentes a fin de garantizar un mínimo nivel de experiencia. La FIFA se reserva el derecho de exigir, en ciertos casos, a los árbitros mayores de 45 años (nacido en 1971 o antes) que se sometan otras a evaluaciones técnicas y a reconocimientos médicos y pruebas de condición física.
  2. Se establecerá una clasificación de candidatos sobre la base de las puntuaciones obtenidas por dirigir partidos internacionales durante los doce meses previos a su candidatura como árbitros internacionales. Les solicitamos no clasificar a los candidatos por orden alfabético.
  3. Como requisito mínimo, todos los árbitros candidatos deben pasar una prueba física aprobada por la FIFA y un examen médico antes del 18 de junio de 2015.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Penapolense

Camilo Morais Zarpelão, 34 anos, há 12 na FPF, apitará Paulista x Penapolense. É uma escala condizente à partida: um confronto de A2.

O jovem (mas experiente) professor de Educação Física é de SP e já trabalhou como Adicional na série A1 em jogo do Paulista FC (na derrota para o Comercial por 3×0, quando o treinador Wagner Benazzi encheu de pimenta e outras mandigas o banco de reservas).

Tenho boa expectativa por esse árbitro. Já o vi atuando algumas vezes pela A3 e pela A2, e penso que já deveria ter tido a oportunidade de apitar a série A1. Sabe segurar e deixar o jogo correr; é moderado nos cartões e corre bastante em campo. A única dificuldade: por ter cara de “garoto”, às vezes os jogadores testam ele.

Fernando Luís Ravelli, 31 anos metalúrgico da Toyota em Indaiatuba, morador em Salto, bandeira com apenas 3 anos de carreira e com poucos jogos profissionais, será o assistente 1. Fernando não foi bem no seu último jogo da Copa Paulista: coincidentemente, Primavera 1×0 Paulista.

Liliane Aparecida Galindo, 32 anos, professora de Educação Física e moradora em Presidente Prudente, também com 3 anos de carreira e apenas no seu 8o jogo profissional, será a assistente 2.

Luís Antonio de Souza, que assim como o bandeira 1 trabalhou no jogo contra o Primavera, estará no Jayme Cintra como 4o árbitro.

Esperava que a FPF escalasse um quarteto de nível igual nesta segunda fase da Copa Paulista. Respeitosamente, o árbitro é muito mais qualificado para um jogo importante como esse do que os bandeiras que só estão no começo da carreira.

A propósito: coitada da bandeirinha… vai “pagar para trabalhar”, pois só as taxas descontadas por sindicato, custo da viagem e outras despesas de Prudente até Jundiaí (ida e volta) farão com que seu salário desapareça…

Torço para uma ótima arbitragem do quarteto, esperando boa arbitragem do árbitro, redenção do bandeira 1 e conhecendo o trabalho da bandeira 2.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Penapolense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Palmeiras 3 x 2 Internacional e o pênalti do Ghost Player!

Existem “ghost writers” no mundo da literatura: aqueles que escrevem com outros nomes e não querem ser identificados. No futebol, graças às más arbitragens, surge algo parecido, a figura dos “ghost players”, ou seja: jogadores invisíveis que cometem pênaltis onde nunca se enxergam infratores reais. Pior: eles assombram os chamados “Lucas”. Atazanam fantasmagoricamente quando qualquer Lucas está nas redondezas da grande área!

Foi assim em Santos X Avaí com Lucas Lima. Foi ontem de novo com outro Lucas, no Allianz Parque. O jogador palmeirense escorrega no gramado molhado, tenta o equilíbrio e o fantasma botinudo o derruba quando entra na área, tentando nos enganar e fazer crer que era erro de arbitragem. Um assustado Alex, seu marcador, não entende. Como explicar a paranormalidade (ou anormalidade) da marcação?

Wilton Sampaio, o árbitro, é evocado pelos espíritos raivosos profanados pelo invocado treinador Argel, que por falta de fé não enxerga nem crê no que vê!

Pois é. Mais um erro de arbitragem. E a liturgia dos equívocos segue. Mas quem reza a Bíblia do presidente da CA-CBF Sérgio Corrêa permanece em paz. Afinal, lembram da mentirinha do Marco Polo de que puniria doa a quem doer?

Brincadeiras à parte: já imaginaram quando o árbitro goiano da FIFA soube no vestiário a cáca da marcação desse pênalti? Engole-se um amargo indescritível… Não foi nada, Lucas escorregou fora e dentro da área.

– Quando não se sabe fazer Leitura de Jogo!

Saber dar vantagem é uma virtude. Poucos árbitros sabem permitir tal situação. Assim como popularmente dizem que o craque antevê a jogada, o juiz “bom de vantagem” idem!

Domingo passado Anderson Daronco perdeu uma vantagem quando Rafael Marques poderia marcar um gol no Choque-Rei. Nesta quarta-feira, Luiz Carlos Ramos Júnior o imitou.

O Nacional empatava o jogo contra o Paulista. Aos 48 minutos do 2o tempo, o atacante sofreu a falta do zagueiro adversário mas há a vantagem e sai o gol. Luiz Carlos apitou a falta nesse interim e não validou o gol, expulsando o zagueiro jundiaiense após uma conferência com o bandeira. Errou, prejudicando o time da capital e salvando o Galo de Jundiaí de uma derrota. Era para validar o gol e aplicar cartão amarelo por tentar impedir o gol e não conseguir.

Entenda: para se permitir uma vantagem, deve-se avaliar 4 fatores: o local da infração, a posição da bola, a intensidade do jogo e o clima da partida. Luiz Carlos não o fez…

Aliás, poucos árbitros estão dando vantagem nos últimos jogos. Isso prova algo: estão mal orientados, para a infelicidade do futebol.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Nacional x Paulista

Luiz Carlos Ramos Junior apitará Nacional x Paulista. Se na última semana criticamos o fato da FPF colocar árbitros de pouca experiência sistematicamente em jogos do Galo, agora ela atende o pedido.

Conhecido entre os árbitros pelo apelido de “Smiggle” (personagem do filme Senhor dos Anéis), com apenas 2 anos de carreira Luiz foi puxado à categoria Ouro da FPF, quando o Cel Marcos Marinho criou o ranking dos árbitros, apitando rapidamente a 1a Divisão. Dois anos depois, foi colocado na Categoria Prata e hoje apita jogos da 4a Divisão, A3 e eventualmente A2.

É razoável tecnicamente, não corre muito em campo e evita aplicar cartões, embora apite muitas faltas. Pessoa boníssima, tem ainda 36 anos de idade e pode voltar à A1 com o tempo.

Márcio Jacob, de muitos jogos na série A1 e bom tecnicamente, será o assistente 1. Renata Ruel a assistente 2. Daniel Sotille o 4o árbitro.

Desejo boa sorte ao Quarteto de Arbitragem!

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– Daronco e Claus: orientações que os atrapalham?

Quem se expõe mais, corre o risco de ser mais criticado! E é justamente o que está acontecendo com os dois árbitros que mais apitam (e que julgo fazem as melhores arbitragens neste Brasileirão), o gaúcho Anderson Daronco e o paulista Raphael Claus.

Ambos árbitros estão sendo escalados, ops, digo, sorteados à exaustão. Estão na TV quase toda 4a e domingo (ou 5a e sábado), seja na série A, B ou Copa do Brasil (mas se a bolinha quiser, cairá na C e na D também).

O fato é: defendo sempre que o árbitro tenha regularidade nas escalas, ritmo de jogo e constância. Me preocupa a falta e o excesso de escalas.

Prova disso são as críticas sobre Claus e Daronco nas arbitragens de Joinvile X Atlético Mineiro (sob deixar a violência imperar) e São Paulo x Palmeiras (a não expulsão de Prass e a não vantagem a Rafael Marques).

O árbitro pode atuar 29 jogos muito bem, mas se vai mal no 30o, será criticado como se nada antes valesse.

Mas há de se entender porque se erra, mesmo com competência: aqui, os árbitros devem se submeter a orientações que podem trazer uma certa ilusão: a de preencher estatísticas de jogo.

É.

A Comissão de Árbitros quer bola rolando, fazendo (equivocadamente) vista grossa a supostas “faltinhas”. Ora, marcar falta é do jogo; ninguém deve dar aquela “suposta falta leve cavada de alguns jogadores malandros” (detestadas na Europa), mas as faltas reais, sejam violentas ou não, têm que ser assinaladas. Isso explica as críticas ao estilo adotado por Claus na última rodada. O árbitro obrigatoriamente tem que apitar do jeito que a CBF quer, para, depois, ela se gabar que há poucas faltas e o tempo de bola rolando aumentou…

Daronco está na mesma linha. Pior: tem errado por leitura de jogo (mesmo não sendo essa a sua característica). Seria má orientação? Talvez!

São ótimos árbitros e repito: os melhores que estão atuando, à frente de Meira Ricci, Luiz Flávio, Hebert, Ricardo Marques e tantos outros. Mas para que não se percam, assim como jogadores precisam de grandes treinadores, árbitros carecem de grandes orientadores. E Sérgio Corrêa não me parece o nome ideal no momento.

Em tempo: cadê o “árbitro de vídeo à paisana”, que tanto fez em lances duvidosos de auxílio aos bandeiras em Chapecó (Chapecoense X Fluminense) e em Florianópolis (Figueirense X Santos)? Nessa rodada ele não atuou?

Lá em SC dá para “soprar a dica” ao bandeira, mas no Morumbi não dá? A propósito, se fosse oficializado o árbitro de vídeo, quanto tempo se levaria para decidir ou corrigir os equívocos de lances no último Choque-Rei?

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– Os 3 Lances Capitais para São Paulo 1×1 Palmeiras

Selecionei alguns lances do Choque-Rei deste domingo. Vamos discuti-los?

LANCE 1) 12m – Uma bola é lançada ao atacante são-paulino Rogério. O goleiro Fernando Prass corre para se antecipar, sai da área e toca na bola. A bola ainda cai nos pés do atacante que erra o chute. Aqui, algumas considerações:

– lance muito rápido. Em um primeiro momento, pensei que Prass havia tocado com a mão na bola em cima da linha (portanto, lance legal, pois não importa se o restante do corpo está fora da área). Entretanto, uma imagem da Sportv flagrou o toque de mão fora da grande área. Sendo assim, duas interpretações do árbitro:

  1. Prass atrapalhou a jogada usando as mãos fora da área, impedindo o domínio de um atleta numa situação clara e manifesta de gol. Portanto, falta e cartão vermelho (essa é a minha interpretação também). Erro do árbitro e do bandeira.
  2. Prass tenta atrapalhar a jogada, o árbitro dá a vantagem e o atacante do São Paulo a desperdiça por deficiência técnica. Como ele não evitou um gol (já que o gol foi perdido pelo atacante por “ruindade” dele próprio não sabendo aproveitar uma suposta vantagem), não se deve falar em cartão vermelho. Portanto, tiro de meta e cartão amarelo (não sou partidário dessa interpretação).

LANCE 2) 23m – Rogério faz um gol em posição de impedimento. Marcelo Van Gassen, o bandeira, acertou.

LANCE 3) 47m – Mateus Reis puxou Gabriel de Jesus. Imediatamente o árbitro apitou a falta e “matou” a vantagem palmeirense com Rafael Marques (o chute do atacante ao gol já acontece com o jogo parado). Isso se chama “erro de leitura de jogo e precipitação”. Errou o árbitro.

E você, gostou da arbitragem? Deixe seu comentário:

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– Lances que Mereciam Cartão Vermelho ou não?

Na rodada do último final de semana do futebol mundo afora, 3 lances chamaram a atenção pela violência. Avalie se os atletas deveriam ser expulsos ou não:

1) Carlos Tevez (Boca Juniors) x Ezequiel Ham (Argentinos Jr). Carlitos deu uma entrada violentíssima no adversário, que fraturou a tíbia!

Veja em: http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-argentino/noticia/2015/09/tevez-lamenta-fratura-em-adversario-irei-encontra-lo-e-pedir-perdao.html

2) O português e jovem promessa André Silva, atacante do Porto B, sofreu uma fratura exposta! A imagem é forte, está em: http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/brasil-mundial-fc/post/revelacao-portuguesa-sofre-fratura-feia-apos-sofrer-entrada-criminosa.html

3)Felipe Melo deu uma cotovelada no seu adversário pelo campeonato italiano. Coisa corriqueira? Em: http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-italiano/noticia/2015/09/tecnico-rival-reclama-de-cotovelada-e-felipe-melo-se-defende-jogue-tenis.html

O excesso de jogo brusco grave, a “pilhagem” e tantas outras coisas ruins estão matando o prazer em apitar e assistir futebol.

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– Série “Máfia do Apito” – ESPN BRASIL

Na semana em que o Brasil relembrou os 10 anos da Máfia do Apito, o grave escândalo protagonizado por Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, a ESPN Brasil produziu uma série de 3 capítulos. Tive a oportunidade de participar do 1o e do 2o episódio.

Você se impressionará ao ver como os árbitros estão hoje, a frase de Danelon de que foi “95% Santo” e a “Aula de Arbitragem” de Edilson, que vive da aposentadoria da mãe.

Abaixo, compartilho:

Ep 1: http://espn.uol.com.br/video/544909_10-anos-da-mafia-do-apito-conheca-a-origem-do-esquema-por-que-arbitro-fifa-se-envolveu-e-como-tudo-foi-descoberto

Ep 2: http://espn.uol.com.br/video/545187_10-anos-da-mafia-do-apito-da-prisao-ao-recurso-que-ainda-aguarda-julgamento-veja-como-estao-os-envolvidos-no-escandalo

Ep 3: http://espn.uol.com.br/video/545549_10-anos-da-mafia-do-apito-banido-do-futebol-edilson-volta-a-apitar-um-jogo-e-reclama-de-levir-em-palestra

Compartilho meu testemunhal no blog, texto em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/09/23/10-anos-da-mafia-do-apito-e-os-bastidores-que-vivi/

Abaixo, a sequência de capítulos direto do Site:

 

– Análise da Arbitragem Pré-Jogo para Paulista x Rio Branco

Rafael Gomes Félix da Silva, Professor de Educação Física, apitará o confronto do Galo contra o Tigre na Copa Paulista. Jovem (32 anos), apitou algumas partidas da A3 e 3 jogos da A2. Esteve no Jayme Cintra como 4o árbitro na derrota do Paulista contra o Guarani neste ano.

Sua principal característica é o ótimo condicionamento físico, estando sempre próximo das jogadas. Não costuma dar muitos cartões e gosta de jogo corrido. Guardada as proporções, lembra (pelo porte físico e estilo) o árbitro da A1 Marcelo Aparecido Ribeiro.

Osvaldo Apipe de Medeiros Filho, Policial Militar, com experiência em série A1 e Leandro Almeida dos Santos, Vigilante Privado, com experiência em A2, serão os bandeiras.

José Guilherme Almeida e Souza, Contabilista, será o 4o árbitro.

Novamente uma crítica: mais uma vez temos um quarteto de arbitragem com pouca experiência no Jayme Cintra. Mas em Penápolis, para Penapolense x Nacional, teremos Thiago Scarascati, revelação da série A1 neste ano.

Qual o critério de escalas, dona FPF?

Gostaria que no próximo jogo do Galo tivéssemos também um árbitro de Primeira Divisão. É pedir muito, Coronel Marinho?

Ficarei esperando.

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– Você daria pênalti em Gabriel de Jesus no Internacional 1×1 Palmeiras?

Esse lance parece fácil, mas não é: o atacante palmeirense Gabriel de Jesus finta o goleiro colorado Alisson que o toca e o camisa 33 cai.

Pênalti?

Sim, pênalti não marcado pelo árbitro Sandro Meira Ricci. Mas aqui o juizão foi iludido pela seguinte situação: Gabriel se mantém em pé, tenta o equilíbrio e não consegue, caindo “desengonçado”. Perceba que ele desaba como se estivesse simulando com a outra perna, o que não retrata a verdade! Ele sofreu a penalidade e tentou a continuidade da jogada.

Portanto: lance difícil para a arbitragem em pênalti não marcado.

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– Figueirense 0x1 Santos e mais uma Anulação Tecnológica?

Há dois meses, na partida entre Chapecoense x Fluminense (vide em: http://wp.me/p55Mu0-u7) um gol foi concedido e, após um súbito arrependimento do bandeira que houvera confirmado o gol, anulou-se o mesmo. Na época, discutiu-se a possibilidade de que a arbitragem tivesse recebido interferência de fora do campo de jogo.

Agora, também no estado de Santa Catarina, terra de Delfim Peixoto, um dos vices de Marco Polo Del Nero na CBF, outro gol é confirmado e estranhamente anulado (supostamente por interferência externa). Vamos à ele?

Em Florianópolis (FIG 0x1 SAN), o atacante Gabriel (em posição de impedimento) recebe a bola após o tiro livre direto cobrado por Lucas Lima e faz o gol.

Quando o jogo estava para ser reiniciado com as equipes posicionando-se, o árbitro Anderson Daronco foi chamado pelo assistente Alessandro da Rocha Matos, e após a conversa, o gol anulado.

Por quê não o fez de imediato?

Qual foi o arrependimento ou remorso posterior ao gol?

Tanto árbitro e bandeira, em um primeiro momento, deram o gol. Será que Alessandro da Rocha Matos não tinha visto a participação ativa de Gabriel, e por acreditar que ele não tica tocado na bola, considerou gol de Lucas Lima?

A desculpa será essa!

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– Curiosidades das Escalas de Arbitragem da Rodada 28 do Brasileirão

Para São Paulo x Palmeiras no Morumbi, teremos a arbitragem de Anderson Daronco. Parece que o gaúcho é a bola da vez, tendo trabalhado nesta temporada em 22 jogos. O “Fortão que tem medo de Aranha”, conforme foi retratado em reportagem da Revista Veja, está indo bem no seu 1o ano como FIFA. Erra pouco (embora as vezes deixa de marcar faltas leves – e isso é uma recomendação da CBF para deixar o jogo correr).

O interessante é: uma hora, o critério é arbitro regional; outra hora, de fora do estado. Vai saber o que se passa…

Tão sortudo quanto ele pode ser Marco Antonio Martins, o presidente da ANAF que irá para seu 19O jogo como observador da CBF. Como é que o presidente da Associação Nacional dos Árbitros brigará com os chefes da Comissão de Árbitros com essa relação? Respeito Marco Antonio, é um cara trabalhador, honesto, mas a incompatibilidade dos cargos é visível.

Em tempo: Flávio Guerra e Rogério Zanardo, envolvidos no lance polêmico de Corinthians 2×0 Santos, estão prestigiados: trabalharão em Náutico-PE x ABC-RN e Grêmio-RS x Avaí-RS, respectivamente.

Coisas do futebol brasileiro…

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– 10 anos da Máfia do Apito e os Bastidores que vivi!

Amanhã, exatos 10 anos que nos trazem à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, vi, vivi e soube sobre todo o imbróglio. O faço sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores, motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é NULA. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Ex-Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, e desde esse delito soubemos tantas outras coisas muito mais graves, estando ele preso na Suíça, e o atual nem do país pode sair, o que se pode esperar?

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– E se a CBF punisse como a DFB pune?

Na Bundesliga, jogaram Colonia 2×1 Hamburgo há 20 dias. Estando 1×1, o árbitro Deniz Aytkein marcou um pênalti inexistente a favor do Colonia, entendendo que o zagueiro Spahic (HAM) houvera dado um pontapé no atacante Modheste (COL).

Pós-jogo, houve muita reclamação. O treinador do Colonia (o time beneficiado com o erro do árbitro), Peter Stoeger, disse que ele também não marcaria o pênalti, vendo o lance a 50 metros de distância. O treinador do time prejudicado, Bruno Labbadia (HAM), declarou que “o pênalti foi uma piada”.

A Federação Alemã (DFB) ouviu ambas declarações e resolveu multar o treinador do Hamburgo em 5 mil euros.

E aí, justo ou não?

E se fosse aqui no Brasil?

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– A Súmula Mentirosa de Corinthians 2×0 Santos

Falamos em outra publicação sobre a confusão no lance que culminou na expulsão de David Braz no clássico paulista do último domingo, entre Corinthians x Santos. O texto está em: http://wp.me/p55Mu0-yR . Nessa oportunidade, questionamos a bobeada do árbitro (não ter visto o pênalti) e a suposta mentira (de que David Braz foi expulso por ofensas).

Pois bem: a Sportv, emissora que transmitiu o jogo, captou o áudio em que Renato, jogador santista, questiona o bandeira Rogério Pablos Zanardo sobre quem fez o pênalti e ele confirma ser David Braz. Clique em: http://is.gd/yqFnrO e aumente o som!

Dessa forma, ratifico o texto de “suposta mentira” para MENTIRA. Sim, o árbitro Flávio Guerra, que agora declara que não viu o pênalti, citou que expulsou o santista por ofensas mas não relatou que foi informado por seu bandeira que ele era o autor do pênalti (erroneamente). Está claro que a expulsão foi por identificação errada do infrator, e na súmula se escreveu algo para contornar a situação: de que houvera sido por ofensas (que se aconteceram, foram depois do cartão vermelho).

Me recordei imediatamente do fato que encerrou a carreira do árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, numa confusão entre Figueirense x Caxias na decisão da série B do Brasileirão 2001, onde a CBF interviu para que ele escrevesse algo diferente do que aconteceu na súmula. O jogo acabou antes do término dos acréscimos por invasão da torcida e Armando Marques, presidente da CA-CBF, orientou para que ele escrevesse que a invasão ocorrera depois dos acréscimos (para que não se mudasse o placar ou anulasse o jogo). Loebeling mentiu (a mando de Armando) na súmula, e imediatamente denunciou o fato, explicando que foi coagido. Mas como tudo isso envolveu Farah, Zveiter e Armando Marques… Loebeling teve a carreira encerrada.

A pergunta é: o quarteto de arbitragem mentiu na súmula de vontade própria (sim, todos eles, pois o documento é assinado por ambos) ou alguém sugeriu o texto?

Ficará a dúvida no ar!

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– E a não-expulsão em Atlético Mineiro x Flamengo?

Victor é uma grande goleiro. O conheço pessoalmente, e sei que é uma pessoa maravilhosa fora de campo. Pegou (e sem rebote) outro pênalti importante.

A questão é: Marcelo Cirino dominou a bola, driblou o goleiro e faria o gol. Situação clara e iminente de gol! Por quê o árbitro Sandro Meira Ricci deu Cartão Amarelo e não Vermelho?

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– Entendendo o lance do pênalti e do cartão vermelho em Corinthians 2×0 Santos.

Uma bobeada, acompanhada de uma suposta mentira – é assim a definição da atuação do árbitro Flávio Guerra no lance mais importante do clássico Corinthians 2×0 Santos nesse domingo.

A BOBEADA – Guerra, que estava fazendo uma arbitragem normal, não vê o pontapé de Zeca em Vagner Love. É nítido que quem marcou foi o bandeira Rogério Pablos Zanardo, que correu à posição usual do assistente em lances de penais (é uma convenção da arbitragem), também comunicando via rádio. Até aqui, tudo é muito claro: bandeira viu e avisou sobre a infração que o árbitro não viu. Correto. Entretanto, o bandeira parece não conseguir identificar o atleta santista que cometeu o pênalti (e se respeita essa dificuldade, pela distância e posicionamento de ambos). Se fosse na Europa, com as experiências de Árbitros Adicionais (AAA) que ficam à direta do goleiro (mas que no Brasil ficaram equivocadamente à esquerda), a situação teria sido resolvida prontamente.

Teria sido escolhido David Braz como culpado e expulso por tal dúvida da arbitragem? Talvez. Ou ela não teve nada a ver com o lance? Talvez também.

O certo é que Zeca deveria ter recebido CARTÃO AMARELO pelo pênalti, e não recebeu. Não seria Cartão Vermelho pois tal lance não se classifica como “situação clara e iminente de gol”, pois há um certo descontrole da bola (não há o amplo domínio do atacante) e o goleiro está fechando o espaço. Se alguém justificou que Zeca “é o último homem”, ironize esse desinformado, pois isso é uma das lendas do futebol (nem existe na Regra).

A SUPOSTA MENTIRA – Guerra citou na súmula que foi ofendido por David Braz logo após o pênalti e o expulsou. Não foi bem assim como se viu… Primeiro ele conversa com o bandeira que tenta identificar alguém. Só após uma “conferência” que se dá o cartão vermelho. Todos viram essas imagens, que não são coerentes com o relato na súmula, que diz:

Expulso com cartão vermelho direto por, após a marcação de um pênalti contra sua equipe, vir em minha direção gesticulando de forma acintosa e ofensiva proferindo as seguintes palavras: “você está louco”, “contra o Corinthians é assim mesmo”, “vai se f…, não foi pênalti”, “você vai ver, vocês vão ser punidos”, sendo que em ato contínuo gesticulou de forma acintosa em direção ao assistente número 1, proferindo as seguintes palavras: “vocês estão loucos, não foi pênalti”. Após ser expulso, ao sair do campo de jogo, e passar em frente à área técnica do Corinthians, desentendeu-se com o técnico do Corinthians, sr. Adenor Leonardo Bachi, sendo contidos por integrantes das duas equipes“.

WERLEY – fora tudo isso, quem deverá ter dor de cabeça será o zagueiro santista Werley, acusado de ofender e agredir com um empurrão pelas costas o quarto árbitro Thiago Duarte Peixoto. Pela lógica do STJD, vai levar 6 meses de suspensão “às brincas” e depois terá pena definitiva de 4 meses com R$ 50.000,00 de multa. Afinal, vide os últimos agressores de árbitros…

Fico com uma curiosidade: se tivéssemos em funcionamento a ideia do árbitro de vídeo, as imagens geradas pela CBF TV (que não teria tantas câmeras quanto Globo ou Bandeirantes) resolveriam o problema de maneira mais rápida? Ou será que os bancos de reservas de ambas equipes se aglomerariam tentando ver o monitor junto ao AV na beira do gramado, trazendo mais tumulto e demora?

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– CBF escala o mesmo árbitro em dois jogos da Rodada 27?

A CBF é um circo. Sem dúvida alguma.

Jaílson Macedo, árbitro baiano, apitou na Rodada 26 em Porto Alegre o jogo entre Internacional 2×1 Corinthians.

Sábado a noite, pela Rodada 27, foi quarto-árbitro em Palmeiras 3×2 Grêmio, aqui em São Paulo. Embarcou para apitar domingo, pela mesma rodada 27, Avaí x São Paulo em Santa Catarina.

Falta árbitro? Como explicar isso?

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– O Delicado Momento do Futebol e da Arbitragem: O que se deve mudar?

Dias atrás comentamos sobre as exigências realizadas pela Comissão Nacional dos Clubes à CBF (vide em: http://wp.me/p55Mu0-yr). Em resposta, a CBF prometeu ser pioneira no mundo e usar imagens de vídeo em jogos (falamos também: http://wp.me/p55Mu0-yt).

O certo é que o assunto cansou. Seria desejo real de melhora ou apenas demagogia clubística? Como o Corinthians é líder, Grêmio e Atlético sugeriram um favorecimento deliberado (que entendo inexistente, escrevemos isso em: http://wp.me/p55Mu0-xV)

Recentemente, o presidente do time gaúcho Romildo Bolzan ofereceu um dossiê de mudanças! Para o bem dos co-irmãos e do futebol em geral ou em benefício a sua própria agremiação?

Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG, está neste mesmo pacote de mudanças do futebol e da arbitragem. Mas por quê quando os erros são a favor da sua equipe o entusiasmo diminui?

A questão é muito mais ampla. Como mudar a arbitragem e os campeonatos? É trabalho para muitíssimas discussões, que não podem ser feitas ao calor da competição. Creio que temos alguns pecados importantes da Comissão de Arbitragem (citamos 7 deles em: http://wp.me/p55Mu0-xp).

Tudo se resume em algo muito simples: a maior parte dos nomes que estão no comando das entidades do futebol (CBF, Federações, Arbitragem, Tribunais) são os mesmos há décadas nessa estrutura que é viciada! Criou-se um monstrengo administrativo cuja caixa preta só poderá ser aberta por gente realmente independente (e que quando abrir, “federá ainda mais”).

Tirar Sérgio Correa da CA-CBF não melhorará a arbitragem a curto prazo, já que Marco Polo só colocará gente da sua confiança e com os mesmos vieses de incompetência e subserviência. A médio prazo, teríamos outros nomes de árbitros. A longo prazo, gente melhor preparada. Mas há que existir um pontapé inicial para mudar!

Já para a presidência da CBF, quem deve entrar no lugar do Marco Polo Del Nero? Quem pede o direito ao posto é Delfim Peixoto, o folclórico e polêmico “dono” da Federação Catarinense que há décadas reina por lá. Mas o deputado capixaba Marcus Vicente, outro vice, tem a confiança de Marco Polo para sua substituição, caso realmente se confirme o que se especula: que ele pedirá licença da presidência para se defender de um possível pedido de extradição do FBI.

Em suma: assim como na política, o esporte brasileiro está carente de nomes que tragam esperança!

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– A Geladeira de Mentirinha…

Ricardo Marques Ribeiro (FIFA/MG) era o segundo árbitro a ir para o “Freezer do Del Nero”, após o erro no FlaFlu quando não viu a mão de Wallace que resultou na jogada de um gol flamenguista. Emerson Sobral, de Ponte Preta x Cruzeiro, foi quem abriu a porta do refrigerador.

Assim como mentira tem perna curta, geladeira de FIFA e discurso demagógico idem. Eis que o árbitro já está novamente escalado: apitará Joinville x Sport na rodada 26.

Aliás, para a Rodada 27, já temos 3 árbitros sorteados: os dos jogos de Sábado (Inter-RS x Figueirense, Palmeiras x Grêmio, Ponte Preta x Fluminense). Por quê os de domingo ainda não?

Respeitosamente, parece que algo valioso está sendo perdido: o crédito da CBF! Não foi escrito pelo próprio Marco Polo que os árbitros estariam sendo punidos?

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– Avaí 2×1 Goiás e os erros contra o rebaixamento

Antes, eu aceitava a história de que em um Campeonato comprido os erros se compensavam ao longo do Brasileirão. Mas confesso: não é bem assim, pois não se erra matematica/sistematicamente igual para todos.

Para evitar a queda para a série B, os times pequenos desesperadamente imploram por boas arbitragens, e elas estão carentes. Vide dias atrás a horrorosa atuação de Emerson Sobral que “transferiu” 3 pontos da Ponte Preta ao Cruzeiro, errando grosseiramente vários lances.

Ontem, nessa mesma briga contra o rebaixamento, no Estádio da Ressacada, vimos outro erro importante: estando 1×1, André Lima (AVA) fez falta no goleiro Renan (GOI) e marcou o gol da vitória para seu time. Fora dois pontos computados ao time catarinense e 1 ponto tirado do goiano. Detalhe: irrecuperáveis no jogo, pois foi aos 46 minutos do 2o tempo!

O árbitro deste jogo foi Bruno Arleu de Araújo, o mesmo que marcou um ridículo pênalti na partida entre Atlético Paranaense x Santos. Depois disso, ainda foi escalado como reserva num Flamengo x Vasco no Maracanã!

Mais um para geladeira? O freezer do Sérgio Correa vai lotar e não teremos árbitros quando chegarmos à rodada 38…

Aliás: “incaível” o chefe da Comissão de Árbitros, hein?

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– Que fase do Vuaden! A média feita nos pênaltis de Cruzeiro 1×1 Atlético Mineiro

De fato, o árbitro gaúcho da FIFA Leandro Pedro Vuaden não vive um bom momento no Campeonato Brasileiro. Agora, a lambança foi no Mineirão!

Aos 13 minutos, a bola é levantada na área atleticana. O cruzeirense Manuel tenta o cabeceio, mas Leonardo Silva (ATL) pula com o braço esticado para cima (visivelmente com a intenção de tirar proveito). Para quem tem dúvida, enfim vemos um exemplo correto de movimento antinatural do braço! Mas Vuaden não deu pênalti…

Só que aos 91 minutos (sim, 46 do 2o tempo!), Willian (CRU) desce em velocidade e sofre a falta de Jemerson, próxima à entrada da área. Tiro Livre Direto à Raposa contra o Galo. Mas agora Vuaden marca pênalti…

Mais um que será afastado pelo Sérgio Correa por ordem do Marco Polo? Aliás, segunda rodada depois da determinação, segundo FIFA suspenso! Será que na Rodada 38 teremos alguém disponível na praça para apitar?

Façam suas apostas: qual será o árbitro punido no meio de semana?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 São Bento. Muita a coisa a falar (e a ensinar)…

Pontos importantes para dissertar e discutir da Arbitragem na vitória do Galo sobre o Bentão e que valeu a classificação para a fase 2 da Copa Paulista com uma rodada de antecedência. Vamos aos aspectos positivos e negativos pelo quarteto capitaneado por Carlos Fernando Moreira?

DISCIPLINARMENTE, o árbitro esteve muito bem. Não deixou de aplicar nenhum cartão, nem aplicou cartão desnecessariamente. Aliás, o jogo ajudou pelo bom comportamento das equipes, sendo que no 1o tempo, das poucas 12 faltas, 8 eram de atacantes que forçaram a passagem sobre os zagueiros; delas, 4 do centroavante Rafael Gomes (SBE).

TECNICAMENTE, o árbitro não foi exigido. E quando foi, acertou uma boa vantagem após a falta em Serrano (aos 6m do 1o tempo), mas errou aos 33m, quando Brendon sofre a falta, não houve a vantagem concretizada e ao invés de marcar a infração vencida (no popular: a falta atrasada), deixou o jogo seguir. Além desse lance, foi preciso ao não marcar nada na simulação de pênalti de Ronaldo (77m).

FISICAMENTE, se posiciona bem em campo e corre bastante. O único “porém” é que, por algumas oportunidades, deu às costas para a bola. Não pode! O árbitro deve ter visão periférica – olhar o lance e o que acontece nas redondezas. Isso se corrige com a experiência.

POSTURALMENTE, pecou muito! Pela inexperiência errou em algumas coisas, de certo ponto, juvenis! Por exemplo: aos 45’50”, marcou uma falta no campo de defesa para o Paulista. O zagueiro estava sozinho, e cobrou a falta não mais do que 1 metro fora da posição. O árbitro mandou cobrar de novo, no exato ponto onde ocorreu, aos 45’58”. Aos 46’02’ encerrou a partida! Pra quê? A distância para se agilizar a partida na qual aconteceu a cobrança está dentro dos limites de tolerância. Por outras duas vezes, corretamente sinalizou o local das cobranças de laterais, distantes aproximadamente 3 metros do local da saída da bola. Os atletas foram ao local correto, correram com a bola na mão e executaram a cobrança no local originariamente errado. Tudo isso só se conserta com a rodagem de escalas… E que não se esqueça de um trejeito a ser evitado: numa marcação de tiro de meta, no segundo tempo, correu para dentro da área apontando com firmeza o centro do gol! Calma, não era pênalti, embora o gestual foi idêntico (exceto a palma da mão aberta ao invés do dedo que aponta a marca da cal). Boa parte dos torcedores ficou em dúvida do que se marcava.

Entretanto, o árbitro foi muito prejudicado pelos assistentes, com 3 erros, sendo 2 capitais!

O bandeira número 2 Rafael Penate errou um lance claro de impedimento no 1o tempo, numa jogada rápida do ataque do Paulista no lado esquerdo de ataque. Talvez a distância do lance estando contra a iluminação dos refletores tenha o atrapalhado.

Já o bandeira número 1 Luís Cláudio Pereira dos Santos pecou por 2 vezes! A primeira, anulando aos 59 minutos um ataque do Paulista, quando a bola é roubada pelo ataque e tocada para Matheus Sylvestre (PAU) que voltou do ataque a tempo de fugir da posição de impedimento. Seria um ataque promissor. Quando um defensor impede o atacante com falta uma situação clara e iminente de gol, recebe o cartão vermelho. E quando quem impede o atacante em situação similar é o bandeirinha?

O segundo erro do assistente 2, mais grave, ocorreu aos 80 minutos: Augusto (PAU) faz o 3o gol do Paulista e ele marca novamente impedimento. Errou de novo, pois era visível que do outro lado da jogada, próximo ao bandeira, o zagueiro Bruno Santos (SBE) dava condição de jogo.

Enfim: o árbitro pela juventude, tem como corrigir. Mas o bandeira já tem 41 anos e pouco trabalhou em partidas profissionais. É essa a renovação praticada pela FPF? Tomara que esse gol anulado não faça falta na classificação final.

Observação: a audiência maciça da Rádio Difusora dentro do estádio (é a única emissora jundiaiense a transmitir do Jayme Cintra), foi “tolhida” pela Polícia Militar! Não é que a PM obrigou aos torcedores a retirarem as pilhas de seu radinho?

Era Palmeiras x Corinthians sem alambrado aqui em Jundiaí? Havia confronto marcado entre a torcida do Paulista com a do São Bento? O clima era hostil? Nada disso… Custa a crer que se imaginou que os torcedores atirariam pilhas no gramado, já que hoje existe a interdição de estádio para tal fato. O que será que a PM soube de tão grave para tomar atitude tão extrema? Ou simplesmente a atitude foi tomada por algum motivo, digamos, diverso do que de segurança?

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– A Ousadia da CBF em pedir o Pioneirismo da Tecnologia para o Brasileirão 2016.

Num ato de arrojo, a CBF anunciou que em Outubro, durante o Congresso Técnico da International Board em Londres, pedirá à FIFA através de Manuel Serapião Filho (é claro que não será pelo presidente Marco Polo Del Nero, que tem medo de sair do país e ser preso pelo FBI) a permissão para a utilização de imagens de vídeo para lances de dúvida da arbitragem. O projeto a ser apresentado cria a figura do Árbitro de Vídeo (AV), que estará com um monitor de imagens da partida à sua disposição para ajudar o árbitro a corrigir lances supostamente equivocados. E nem precisará parar o jogo e perder tempo, pois o projeto da CBF prevê que eles se comuniquem por rádio para agilizar a decisão, conforme os assistentes e o 4o árbitro já fazem.

Segundo Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF, ao site da entidade:

– O AV atuará com base em imagem televisiva simultânea e com possibilidade de imediato replay. A comunicação com os árbitros será feita por ponto eletrônico.

Os seguintes lances deverão ter a interferência imediata do AV:

a)     Dúvida se a bola entrou ou não no gol;

b)     Saídas da bola pela linha de meta, quando na mesma jogada ou contexto for marcado gol ou pênalti;

c)     Definição do local de tiros livres diretos, ocorridos nos limites da grande área, para definir se houve ou não pênalti;

d)     Gols e pênaltis marcados, possibilitados e evitados em razão de erro em lances de faltas claras/indiscutíveis, não vistas ou marcadas de modo claramente equivocado;

e)     Impedimentos por interferência no jogo, caso na mesma jogada haja gol ou pênalti;

f)     Jogo brusco grave ou agressão física (conduta violenta) indiscutíveis não vistos ou mal decididos pela arbitragem;

A idéia é ótima, mas… definirei objetivamente: não passa de “diálogo flácido para acalentar bovino”. Ou seja: conversa mole para boi dormir!

Explico: eu sou defensor do uso de imagens para se legitimar uma partida. Quanto menos erros, melhor! Entretanto, a CBF nunca foi e não é a favor. Tais motivos dessa decisão de ousar se dão pelos seguintes fatores:

1- A Comissão Nacional dos Clubes (CNC) foi pressionar a CBF para a queda de Sérgio Correa nesta semana. Mas é uma “sutil pressão”. Compõe a Comissão o representante do Grêmio, que pediu veto de árbitro gaúcho no Grenal (declarou isso publicamente) e foi atendido (apitou o paraense Dewson Freitas). Os clubes reclamam do Sérgio Correa, mas na hora H, não fazem a devida pressão para a substituição da chefia. É a costumeira reclamação preventiva: aquela que o cartola faz para dar satisfação a seus pares e se garantir para o próximo jogo.

2- Na Copa de 2014, usou-se o sistema eletrônico da linha do gol. A empresa que fornece a tecnologia ofereceu à CBF por um valor muito abaixo do comercializado para deixa-los aqui. A CBF não quis, alegando que teria que implantar em todos os estádios do Brasileirão da Série A e que o custo era inviável. A FIGC (Federação Italiana) os comprou com um desconto considerável.

3- A CBF sabe que a FIFA recusará tal iniciativa. Mas insiste única e exclusivamente na sugestão para dizer que atendeu as solicitações do CNC (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-yr). Ao mesmo tempo, Marco Polo dá sobrevida ao presidente da CA-CBF, Sérgio Correa!

Eu DUVIDO (embora tenha gostado da ideia) que isso será implantado. Só tenho três ressalvas:

1- A cabine do AV será blindada? Imaginem a muvúca que ocorrerá quando algum time se sentir prejudicado e não concordar com a decisão do árbitro de vídeo.

2- A qualidade do sinal será boa? Pensem em um Corinthians x Palmeiras, 1×1 e aos 48m do segundo tempo um lance duvidoso e o AV diz que caiu a Internet ou a transmissão!

3- E se for um daqueles “pênaltis de queimada da Regra 12B”, onde se vê que a bola bateu sem querer na mão mas o árbitro de vídeo atesta para o árbitro central de que é pênalti por movimento antinatural do braço?

Nem com a melhor tecnologia do mundo a arbitragem melhorará se o elemento humano for incompetente ou mal orientado!

E você, o que achou de tudo isso? Interessante é que MPDN não ousou falar em profissionalizar os árbitros…

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