– E o Ryan Francisco poderia estar em campo na hora em que o Tricolor sofreu o gol do Santos?

Eu estava em sala de aula, trabalhando, quando o SanSão ocorreu (sou um daqueles que não gostou desse novo horário do futebol brasileiro…) e vejo posteriormente duas polêmicas no clássico paulista no Morumbi:

  • O pênalti marcado a posterior, com a ajuda do VAR: eu não marcaria. O árbitro muito bem posicionado na jogada mandou seguir, e só depois, com o árbitro de vídeo, “cassou-se” uma infração. O contato físico faz parte do futebol e ali foi uma forçada do atacante. Na Europa, nem VAR chamaria (pois se deve respeitar a decisão de campo em lances interpretativos, não era um possível erro crasso para chamar o árbitro).
  • O gol do Santos com o SPFC tendo 10 em campo: Lucas Veríssimo fez falta em Ryan Francisco e levou o Cartão Amarelo. O são-paulino precisou de atendimento médico e o árbitro orientou ele a sair de campo e esperar um minuto fora. Mas Matheus Candançan se esqueceu que, em lances que o infrator receba Cartão Amarelo ou Vermelho, pode ser atendido em campo e, caso saia, não é obrigado a esperar um minuto. Conclusão: nesse ínterim, saiu o gol do Santos FC…

As regras anti-cera são boas, mas há um problema pontual. Eu discordo de que, um atleta que sofra uma falta REAL, mas cujo adversário não tenha recebido cartão, obrigatoriamente tenha que ficar um minuto fora (um minuto “no mínimo”, pois ele deve esperar a bola sair e não voltar em cima do lance). O árbitro não tem como medir a dor de um jogador. Há inúmeros casos em que não é falta para cartão, não é cera de quem levou a pancada e que acaba beneficiando o infrator, pois ele não leva cartão e o outro time joga com um a menos.

Em resumo: um erro a favor e outro contra ao São Paulo FC no clássico.

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