Eu sou muito prudente quando falo sobre Política e Religião. Respeito todas as ideologias e crenças (ou descrença). E lembro: o estado é Laico (laico não quer dizer ateu, mas que tolera a todos). Só que está insuportável ver o que estão fazendo com a Virgem Maria.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida é a Padroeira do Brasil. Católicos a veneram (não a adoram, não se confunda isso) pois ela é serva de Deus e intercede por nós.
Quem crê na sua mediação a Jesus Cristo, ótimo. Quem não crê, respeite. Eu respeito todas as pessoas de fé diferente do que a minha e os ateus. Ninguém é melhor ou pior do que o outro por questão de religião.
Lamento (e me enoja) ver a vulgarização com nossa Mãezinha do Céu. Virou instrumento demagógico da Esquerda e da Direita na reta final das Eleições Presidenciais. E, como católico apostólico romano (praticante), tendo uma fé madura (não fanática, pois todo fanatismo deturpa), e consagrado à Nossa Senhora, tenho lugar de fala:
- Estão usando Nossa Senhora Aparecida como elemento de manipulação política, com um “terrorismo” de fé. De um lado, atribuindo ao candidato Flávio Bolsonaro a fala de um projeto de anos atrás de um pastor da bancada evangélica. Que calhordice! Porém, o mesmo, que é evangélico, sai por aí com a imagem levantada ao alto, como se fosse devoto mariano. Não é! Deram uma “bola pingando” e ele aproveitou. Crente de Maria? Nunca vi.
- Por outro lado, Lula erguendo Nossa Senhora dizendo que “ninguém vai mexer com ela“, como se alguém tivesse mexido. A Primeira Dama, que nem católica é, usando apetrechos da Virgem Maria como se fosse uma beata carola. Comunista de Maria? Também nunca vi.
A verdade é: políticos fazem de tudo para acusarem os adversários e se autopromoverem, sem qualquer escrúpulo ou preocupação com mentiras. E profanam a fé católica, travestidos de defensores.
Me recordo nos Evangelhos, quando Jesus foi testado sobre pagar imposto ao imperador. Disse ele:
“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
– Deixem a Padroeira em paz! Não queiram a usar com demagogia, homens que nem na Missa vão, que não comungam o Corpo de Cristo e se aproximam da Mãe dEle apenas por interesse eleitoreiro.

