Já tivemos a oportunidade de falar sobre a proibição das Casas de Apostas no Brasil. Vide a opinião publicada em: https://wp.me/p4RTuC-1iCa.
É o obvio que, algo feito “de uma hora para a outra”, sem conversar com os envolvidos, à véspera de uma Eleição, daria problema. Não é ser contra ou a favor de Casas de Apostas, mas pelo modus operanti da coisa.
O presidente decidiu fazer isso há poucos dias do pleito eleitoral. Lógico que seus opositores usarão isso como estratégia demagoga. Mas os interessados (os clubes de futebol, que estão devendo milhões – e alguns, bilhões) têm nos recursos de patrocínio desse pessoal sua maior receita. Foram informados previamente?
Aqui, outro fator: existem contratos assinados, eles precisam ser cumpridos. Tal medida torna-se mais um caso de insegurança jurídica no Brasil. É confiável investir dessa maneira?
Repito: não estamos entrando no mérito político, eleitoral ou ideológico, mas da infelicidade de uma medida abrupta, sem conversar com os afetados e dar tempo para soluções. Chamá-los à mesa somente depois, aí não dá.
Os clubes de futebol peitaram o Governo e boicotaram a reunião convocada. Eles ameaçam greve. Ocorrerá?
Tá com cheiro de que os cartolas conseguirão (e dessa vez corretamente) fazer adaptações nessa medida… aguardemos!

