Para mim, parece algo tão óbvio: se a lei fala que duas equipes não podem disputar um mesmo campeonato se tiverem a mesma participação acionária e/ou conflitos de interesses (parentesco, investimento e outras nuances), por que insistir?
Recentemente, vimos o caso envolvendo o León e o Pachuca, do México, que tinham o mesmo acionista e não puderam participar do Mundial de Clubes FIFA 2025 (relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-12KC).
Na UEFA Champions League, quando o Red Bull Salzburg estiver classificado para um mata-mata e o Red Bull Leipzig também, ambos se enfrentarão para que um seja eliminado.
Aqui no Brasil, existe a compra da SAF do Vasco da Gama por Marcos Lamacchia, enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. E que gera muita discussão (e que nem deveria).
Imagine o Vasco cumprindo tabela no campeonato e o Palmeiras precisando vencê-lo na última rodada, para evitar um hipotético título do Flamengo? Leila não é dona da SAF do Palmeiras (que nem existe), mas ela é presidente do time e madrasta do dono da SAF do Vasco (que não quer ver seu principal rival, o Mengo, ganhar um título, e que existe essa relação familiar – e de interesse). É fácil acontecer um placar que “contentaria ambos”?
Não podemos, especialmente no futebol (tão criticado por mazelas, amadorismos, escândalos de venda de resultados e até mesmo influências de bets), permitir que se coloque dúvida na lisura dos participantes. É indiscutível que há um conflito de interesses.
Enfim: acho preocupante se a SAF do Vasco for aprovada com essa configuração societária. Não pode. Mas… estamos no Brasil!
Ops: quando a Leila não for mais a presidente, aí muda de figura, logicamente.

