Na última semana, José Mourinho, o “novo-velho” treinador do Real Madrid, foi questionando sobre o relacionamento com Vinícius Jr, agora seu comandado, mas que há poucos meses foi vítima de racismo por parte de Prestianni, jogador do Benfica e que era treinado pelo próprio Mourinho no Benfica.
Para que não se esqueça: Mourinho minimizou o fato à época, e deu de ombros para as acusações, defendendo o racista. Um episódio lamentável.
Experiente como é, o treinador alegou que:
“A resposta é simples, pois Prestianni era meu jogador. Se o Prestianni é meu jogador, pode vir 0 que vier que eu fico com o Prestianni. Ponto final, não há mais discussão. Agora o Vini sabe de que lado estou (Entrevista ao programa espanhol ‘El Chiringuito’).”
Na prática: se é meu atleta, faça o que fizer, eu o defenderei, mesmo que tenha que velar um ato racista.
E isso é correto?
Para vencer, vale tudo. Para outros é um ato de cidadania.
Tentando minimizar isso, José Mourinho tentou mostrar o seu lado mais humano, defendendo Vini Jr (mas não pelo ator racista, mas sim pelas faltas e pênaltis que ele recebe), dizendo:
“No outro dia, quando não marcaram um pênalti para ele, eu estava no meio-campo lutando por ele. As pessoas precisam aprender a tratá-lo, e estou falando dos árbitros. Não dá para marcar pênalti em um jogador e não no Vinicius, proteger um jogador e não o Vinicius. Eles não o respeitam”.
O treineiro literalmente confundiu alhos com bugalhos.
