Matheus Henrique (CRU) praticou o chamado “jogo brusco grave” contra Bruno Henrique (FLA), logo no começo do jogo. Não dar o Cartão Vermelho, mas o Amarelo, não era uma questão de interpretação, mas de se furtar em cumprir a regra. O VAR deveria ter chamado, mas se omitiu também.
Não dá para discutir muito: trava na chuteira na perna, é para expulsão.
Mas quem é Yael Falcón?
Do ano passado, publicamos sobre ele aqui no blog:
YAEL FALCÓN EM LDU x SPFC? Xiiii
Eu não gosto de árbitros de ascensão meteórica na carreira, e Yael Falcón é um deles.
Vejam só: o argentino Falcon tem 37 anos de idade, é Professor de Educação Física e tem 10 anos de carreira. Porém, somente há 3 anos estreou na 1ª divisão e no ano seguinte já ganhou o escudo da FIFA.
Ainda sem experiência em grandes jogos, foi para as Olimpíadas de Paris 2024 e Mundial de Clubes 2025 (trajetória muito parecida a de Ramon Abatti Abel).
Curiosamente, sem jogos expressivos na Libertadores nesse ano (apitou Alianza-PER x Desportivo Iquique-CHI, Nacional-COL x Nacional-URU e Bahia-BRA x Nacional-URU), mas ainda assim é escalado numa quarta-de-final da principal competições de clubes do continente (seu histórico: 12 amarelos e nenhum vermelho).
Alguém pode ponderar que ele apitou Atlético Madrid x Seatle e Chelsea x Esperance no Mundial de Clubes. Cá entre nós: você coloca árbitros jovens em partidas de times grandes contra pequenos, e nesse torneio foram jogos fáceis de se apitar nessa fase inicial.
Yael Falcón costuma deixar o jogo rolar bastante, não dá faltinhas e “administra” cartões. Cera, catimba e outras malícias costumam ser advertidas apenas com bronca. É uma aposta da Conmebol.

