Amigos, compartilho um interessante artigo do Prof José Renato Santiago, a respeito da definição e das conseqüências de algo, infelizmente, corriqueiro em algumas organizações: o assédio moral!
Extraído de: http://www.jrsantiago.com.br/edit.html
O FAMIGERADO ASSÉDIO MORAL
Algo que nos envolve, que nos pressiona, que nos sufoca…
A verdade é que muitas vezes o assédio moral, por ser formado por uma série de pequenas ações, torna-se algo difícil de explicar.
No entanto, a maneira como ele nos atinge é algo claramente notado.
De repente pequenos pedidos e solicitações começam a nos aborrecer.
Não sabendo ao certo o motivo de se haver a necessidade de desenvolver algumas atividades, passamos a questioná-las.
Primeiro internamente, sendo que logo a seguir, aparecerem outras demandas que não possuem qualquer relação com as anteriores.
A confusão começa a fazer parte de nossa mente, e passamos a duvidar cada vez mais de nossa capacidade de entendimento.
Nossa capacidade de discernimento do ponto de vista profissional começa a fraquejar.
Quando enfim decidimos expor as razões de nossas dúvidas junto aqueles que, a princípio, são nossos líderes, nada mais é acrescentado.
Neste momento é quando mais notamos uma certa carência, e o pior, nos culpamos por isso.
E o fluxo parece sempre ser o mesmo, não há diretrizes, tão pouco objetivos claros a serem atendidos, apenas a manutenção de uma falida relação de chefia / subordinado.
Como se o subordinado não tivesse qualquer espaço para desenvolver seu raciocínio e utilizar de suas competências da forma mais adequada.
Aí vem o desanimo, a falta de vontade que é um trampolim para o comodismo.
Muitas vezes, infelizmente, muito embora estejamos dentro de um lema corporativo de defender e valorizar as pessoas, com certa frequência muitos profissionais adotam atitudes que, de firme mesmo, tem apenas o interesse de usar as competências de seus colaboradores de maneira míope sem qualquer preocupação em valorizá-los.
“Pode deixar que penso por você…” ou “Sei bem o que estou fazendo”….passam a ser mais do que simplesmente frases, mas sim diretrizes que limitam a usar de forma pejorativa o que existe de melhor das pessoas.
Cabe a cada um de nós, funcionários, colegas de trabalho e até mesmo “chefes” nos atermos a forma pelo qual estamos construindo nossas relações junto as atividades que desenvolvemos.
Somos pessoas que possuímos nossos valores, temos nossas competências e sendo assim, temos que ser incluídos, ou ao menos informados, das decisões sobre as quais estamos envolvidos de alguma forma… ainda mais que as relações atuais de trabalho não podem se limitar a serem uma evolução das antigas relações existentes ente os senhores e seus escravos.

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
IN ENGLISH –
Friends, I’d like to share an interesting article by Professor José Renato Santiago regarding the definition and consequences of something, unfortunately, common in some organizations: moral harassment!
Extracted from: http://www.jrsantiago.com.br/edit.html
THE INFAMOUS MORAL HARASSMENT
Something that envelops us, pressures us, suffocates us…
The truth is that often, because moral harassment is made up of a series of small actions, it becomes difficult to explain.
However, the way it affects us is clearly noticeable.
Suddenly, small requests and demands begin to annoy us.
Not knowing exactly why certain activities need to be done, we start to question them.
First internally, and then, soon after, other demands appear that have no relation to the previous ones.
Confusion begins to take over our minds, and we start to doubt our capacity for understanding more and more.
Our ability to discern from a professional point of view begins to falter.
When we finally decide to expose the reasons for our doubts to those who, in principle, are our leaders, nothing more is added.
At this moment, we notice a certain lack most clearly, and even worse, we blame ourselves for it.
And the flow always seems to be the same: there are no guidelines, much less clear objectives to be met, just the maintenance of a failed boss/subordinate relationship.
As if the subordinate had no space to develop their reasoning and use their competencies in the most appropriate way.
Then comes discouragement, a lack of will that is a springboard for complacency.
Unfortunately, often, even though we adhere to a corporate motto of defending and valuing people, many professionals frequently adopt attitudes that, in their firmness, only aim to myopically use their collaborators’ skills without any concern for valuing them.
“Leave it to me, I’ll think for you…” or “I know exactly what I’m doing”… become more than just phrases, but rather guidelines that pejoratively limit the best in people.
It is up to each one of us—employees, co-workers, and even “bosses”—to pay attention to the way we are building our relationships within the activities we develop.
We are people who possess our values, we have our competencies, and as such, we must be included, or at least informed, of the decisions in which we are involved in some way… especially since current labor relations cannot be limited to being an evolution of the old relationships between masters and their slaves.
