– A prova de que não se sabe apitar sem VAR…

No Estádio dos Aflitos (Náutico 1×2 SPFC), o árbitro Jonathan Benkenstein Pinheiro (de boas e razoáveis atuações) tentou imitar o Estilo Vuaden, e em muitos momentos errou na dose, deixando de marcar faltas reais e mais viris. Não foi a melhor leitura que deveria fazer, pelo campo escorregadio. Sorte que os jogadores colaboraram. Em um Palmeiras x Corinthians, teria dado muita confusão.

Entretanto, uma observação: Ferraresi cometeu bem na frente do quarto árbitro, próximo ao próprio árbitro e ao bandeira 1, um clássico carrinho frontal certeiro. É lance de “Escola de Árbitro”, o “be-a-bá do Cartão Vermelho”. Mas… aplicou o Amarelo, e só fez a correção depois do VAR ter chamado a atenção.

Teria sido um erro de interpretação? Talvez não. Tem sido frequente tais situações a jovens árbitros: aplica-se a pena mais leve, e aguarda-se o VAR para “re-apitar” o lance (afinal, é “melhor” do que mudar de Amarelo para Vermelho, ao invés de “desexpulsar” alguém). E justamente é isso que a FIFA pede para que não se faça no Protocolo do VAR: o uso dele como uma “muleta de apoio”.

Isso mostra: os árbitros não sabem apitar sem o VAR, e parecem “ter medo de assumir uma responsabilidade sozinhos”.

Jonathan Benkenstein, das partidas que assisti, fez bons trabalhos, mas vacilar nos cartões aguardando a conversa com o VAR e soltar as faltas além da conta o jogo, tem sido um defeito.

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