– Afinal, Zubeldía “fora” ou “Zubeldía” fica? Toda semana, muda-se o tom? E como a arbitragem o vê?

Parece “biruta de aeroporto”, quando o vento bate e ela muda de rota: assim é a opinião de muita gente sobre Zubeldía, o treinador do SPFC.

Quando aumenta-se o número de jogos empatados no Campeonato Brasileiro (o Tricolor tem apenas 9 pontos, está em 11º lugar na tabela com apenas 1 vitória em 7 jogos e 6 empates), surge o coro de “fora Zubeldía”, “burro” ou vaias. Quando o time ganha 3 partidas como visitante na Libertadores da América, os mais exaltados, assustadoramente, acabam o chamando de “ZubelDíos”. Barbaridade…

A verdade é: penso que se tirarmos a paixão dos comentários de torcedores pró e contra o treinador, os analistas mais racionais dirão que o argentino é um treinador comum. Um bom técnico, mas nada de excepcional. Se perguntassem ao saudoso Mário Sergio Pontes de Paiva, provavelmente ele o chamaria de “medíocre” (certa vez, Mário Sérgio foi questionado sobre as qualidades do Fluminense, e ele chamou a equipe de medíocre, gerando muita polêmica – e ele teve que explicar: na língua portuguesa, medíocre significa “estar na média dos demais pares”, embora muita gente o tenha com tom pejorativo).

Mas como os árbitros enxergam o treinador?

Conversando dias atrás com alguns quarto-árbitros (quem melhor pode avaliar Zubeldía são eles, pois passam muito tempo à beira do gramado ao lado dele – e como temos vários quarto-árbitros paulistas nas escalas do Brasileirão por conta de confrontos domésticos, eles se tornam fidedignos de relato), um deles me deu o adjetivo perfeito sobre como o vejo: “xarope”.

As caras e bocas que ele faz à orla do campo, as invasões dentro das quatro-linhas, os “aviõezinhos” que ele faz nas comemorações e as reclamações teatrais em excesso, para muitos, sugerem “um personagem criado”. Uma “forçação de barra equivocada”, a fim de criar um folclore de que ele é intenso e dá a vida durante as partidas.

O número absurdo de cartões que ele recebe me faz realmente ter essa impressão, muitas vezes. Por exemplo: a última advertência que ele recebeu no Morumbi, foi tremendamente curiosa: sem polêmica no jogo, ele foi ao árbitro logo após o final do primeiro tempo e ficou “enchendo o saco”. A imagem da TV mostrava o juizão pedindo para ele se retirar e parar com a insistência, e ele continuava ainda mais! Ao receber o Cartão Amarelo (não tinha o que fazer, deveria ser aplicado mesmo) ele se calou, aplaudiu e foi embora…

Pode?

Quantas ausências ele já proporcionou desde que chegou? Será que nenhum diretor o cobra sobre isso, e, pior: não tem noção de que está VISADO pela arbitragem pelo seu mau comportamento?

Talvez o grande erro de Zubeldía seja “não cuidar da sua gestão de imagem”. Há treinadores com a mesma competência do que ele, e que são menos contestados por trabalharem mais respeitosamente.

(Imagem: Print de tela).

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