Ensino aos meus alunos da Faculdade de Administração, na disciplina de “Governança Corporativa”, que em hipótese alguma os interesses pessoais de um gestor podem sobrepujar os interesses da corporação. E é exatamente o que “não se pode”, que acontece na CBF.
Vejamos:
- Ednaldo Rodrigues já tomou dois “nãos” de Ancelotti. A CBF aceita tomar o 3º, ou é uma questão pessoal do gestor para que seja o italiano?
- Jorge Jesus, que está livre no mercado, foi procurado? Se a corporação precisa de um colaborador, o gestor não foi atrás por qual motivo? Seria o de… não ser do agrado de Neymar? Mas aí não é um interesse pessoal de terceiro se sobrepondo ao da CBF?
- O outro nome da lista seria mesmo o de Abel Ferreira? Mas… é condição de quem escolhe que seja um estrangeiro? É desejo da CBF ou de Ednaldo? Por que não um treinador brasileiro? Aqui, não estamos falando xenofobicamente, mas sim da questão meritocrática: se “gringo”, que seja melhor do que os locais. Ser estrangeiro por si só não pode ser condição para dirigir a Seleção.
Enfim: até dia 11, quando o Real Madrid decidirá o seu futuro ou não (e o de Ancelotti), parece que não teremos novidades… E os interesses (ou vaidade) do gestor ficam acima dos da Confederação Brasileira de Futebol.

