– Os produtos JBL falsificados e o prejuízo ao fabricante.

A pirataria é um grande problema no Brasil. E o que dizer dos prejuízos de uma das grandes vítimas, a JBL?

Extraído de: https://exame.com/negocios/caixas-de-som-e-fones-fabricante-da-jbl-perde-r-500-milhoes-por-ano-com-pirataria-no-brasil/

JBL PERDE R$ 500 MI POR ANO COM PIRATARIA DE CAIXAS DE SOM E FONES NO BRASIL

Até agosto de 2023, mais de 45 mil anúncios de produtos falsificados foram derrubados. Se comercializados, poderiam movimentar em torno R$ 400 milhões de reais

Por Marcos Bonfim

“Olha a JBL”, gritam os vendedores pelas praias pelo país. Quase sempre, são produtos falsificados, feitos em países asiáticos e que entram ilegalmente ao Brasil por portos ou pelas fronteiras com países vizinhos. O sucesso global da marca nos últimos anos fez com a marca da Harman, adquirida pela Samsung em 2016, se tornasse um dos alvos da indústria da pirataria.

E o Brasil, com uma das maiores costas litorâneas do mundo, boas condições climáticas, musicalidade na veia e baixo poder aquisitivo, está entre um dos principais destinos desses produtos, segundo dados da empresa.

Na estimativa da Harman, o mercado de falsificados transaciona em torno de R$ 500 milhões por ano em itens da marca por aqui, especialmente caixas de som portátil e fones de ouvido. Um prejuízo que poderia ser bem maior.

No ano passado, por exemplo, a Harman fez denúncias a marketplace e e-commerces que levaram à derrubada de mais de 50 mil anúncios. Em 2023, até agosto, outras 45 mil postagens foram retiradas do ar. O crescimento da pirataria acompanha a evolução do próprio mercado. Dados da consultoria GFK mostram a divisão das caixas de som com expansão de 42% em faturamento nos últimos 12 meses.
Nos cálculos da empresa, se comercializados online, esses produtos movimentariam cerca de R$ 400 milhões. A tarefa é hercúlea e ganhou um novo ritmo na pandemia de Covid-19. Com o número maior de potenciais consumidores online, aumentaram também as ofertas.

“A impressão que dá é que, realmente, a pirataria está muito forte, mas nós estamos sempre tentando mitigar e diminuir”, afirma Rodrigo Kniest, presidente da Harman do Brasil e vice-presidente sênior da região da América do Sul da Harman.

Ele conta que a empresa montou um time, hoje com cinco pessoas, e contratou plataformas digitais que fazem varredura de anúncios na internet. Os profissionais analisam os relatórios e, ao sinal de produtos falsificados, acionam varejistas e e-commerces para a derrubada (continua no link acima).

A Harman, dona da marca, tem investido em treinamento e monitoramento para derrubar anúncios de produtos falsos (Harman/Divulgação)

Imagem: (Harman/Divulgação)

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