– VAR mal usado em Botafogo 1×0 Fortaleza; VAR bem usado em Vasco 1×1 Corinthians

Ter o VAR para quê, se o material humano não tem competência suficiente para usá-lo?

Se por um lado, o recurso do árbitro de vídeo foi perfeito em Vasco da Gama 1×1 Corinthians (acertando para a marcação de um tiro penal), por outro foi desastroso em Botafogo 1×0 Fortaleza (não marcando um tiro penal para cada lado).

No 1o tempo, Gilson  (BOT) derrubou Wellington Paulista (FOR), empurrando-o dentro da área fora da disputa de bola. Wagner Reway, o árbitro, nada marcou. Leandro Pedro Vuaden, o VAR, convidou o juiz para a revisão do lance e, mesmo após assisti-lo, mantém a não marcação.

No 2o tempo, Quintero (FOR) abraça e agride com uma cabeçada Diego Souza (BOT) em disputa de bola, e Reway não usa o recurso do vídeo, tampouco Vuaden sugestiona o árbitro a dar uma olhada no lance.

Fica a constatação: a tecnologia é ótima para auxiliar os competentes, mas péssima se quem o usar for incompetente.

Imagine o gasto que se tem com toda a equipe do VAR, os equipamentos, e se faz tal cáca… O “Zé Boca-de-Bagre”, amigo do Prof Reynaldo Basile, aqui de Jundiaí, não vacilou no seu comentário: “estava com a consciência pesada de não dar um pênalti e fez média ao não dar o outro”, disse ele.

Será? Se fez isso (não acredito, creio em ruindade mesmo), errou duas vezes.

Resultado de imagem para ARBITRAGEM DE BOTAFOGO X FORTALEZA

– Generalizar é burrice: sobre o corte de verbas do MEC!

Fico pasmo como o radicalismo (de esquerda e de direita) impera nesse país, calando as pessoas sensatas e prejudicando a nação.

Digo isso após a declaração do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que iria “acabar com a balbúrdia” nas universidades. Claro, é necessário colocar ordem nas instituições e não permitir que universidade seja local de descalabro social.

Entretanto, há um grande problema: a generalização! Se existe problemas em uma sala de aula, por exemplo, não se pode punir todos os alunos, porque há os bons estudantes que querem adquirir e replicar o conhecimento – e que dividem espaço com os baderneiros que existam. Da mesma forma, em uma faculdade não existe 100% de alunos bons e 100% de alunos ruins. Punir, simplesmente, como se todos fossem anarquistas, está errado.

Compartilho a triste constatação de que o corte de verbas chamado pelo nome disfarçado de “contingenciamento”, reduz importantes áreas de pesquisas, afetando mestrandos e doutorandos sérios que lutam para o desenvolvimento da pesquisa e ciência do país – e que muitos não estão nem aí para os fanatismos políticos das diversas ideologias que contaminam o Brasil.

Extraído de: https://istoe.com.br/bloqueio-do-mec-atinge-mestrado-e-doutorado/

BLOQUEIO DO MEC ATINGE MESTRADO E DOUTORADO

Os reflexos do contingenciamento de R$ 7,4 bilhões do Ministério da Educação já começam a ser sentidos nos cursos de mestrado e doutorado. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai congelar neste semestre bolsas que estão ociosas e reduzir aquelas que são concedidas em instituições mal avaliadas. Associações das áreas de ciência e educação devem começar hoje a se mobilizar para reverter bloqueios no Congresso.

Além do aperto na oferta de bolsas, a Capes vai encerrar o programa Idiomas Sem Fronteiras, que havia sido criado na esteira do Ciência sem Fronteiras. A coordenação não informou quantas bolsas serão atingidas com as medidas, mas a conta é reduzir inicialmente R$ 150 milhões dos R$ 3,4 bi destinados para a atividade.

Será preservado neste primeiro momento o pagamento de bolsas para formação de professores de educação básica. Atualmente, são 107.260 bolsistas. Nos registros da Capes, havia em fevereiro deste ano 92.253 bolsistas na pós-graduação. Os auxílios repassados estão há anos sem reajuste. Para mestrado, o valor mensal é de R$ 1,5 mil; para doutorado, é de R$ 2,2 mil.

Diante dos cortes, pesquisadores vão iniciar uma movimentação no Congresso, com o objetivo de tentar blindar a área e obter, por meio de emendas parlamentares, recursos para o setor. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Academia Brasileira de Ciência e Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) pretendem a partir de hoje fazer um trabalho de convencimento entre parlamentares, para mostrar o risco que envolve a redução de investimentos em pesquisas no País. “A ciência está com a corda no pescoço”, resumiu o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Castro Moreira.

Apreensão

Os cortes na Capes eram esperados com apreensão por pesquisadores. Helena Nader, do Conselho da Capes, afirmou que, na última reunião do grupo, em abril, integrantes já haviam sido informados de que era certa a redução de investimentos. “Os prejuízos a médio e longo prazo são incalculáveis. Mais do que isso, vêm na contramão do que ocorre em outros países”, completou a pesquisadora. Ela citou como exemplo a África do Sul. “Um país que há pouco tempo lutava contra o apartheid investe de forma expressiva na educação e na ciência”. “Estamos diante não da estagnação, mas do retrocesso.”

A pesquisadora diz haver um consenso de que investimentos em bolsas pós-doutorado são indispensáveis para impulsionar a economia do País e melhorar a balança comercial. “Escolas de agricultura, como Embrapa, são essenciais para o agronegócio.” Outro exemplo citado por ela foi a Embraer. “Ela nasceu do Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Outra mostra de que a pesquisa não é um custo, mas um investimento.”

Castro Moreira observa que os cortes ocorrem em um momento em que a produção científica vivia uma boa fase. “Todas as instituições publicando, com bons trabalhos, com referência”, completou. “Os cortes não se resumem à Capes. Também foram registrados em agências como CNPq e Finep. No CNPq, os recursos para pagamento de bolsas são suficientes somente até setembro.”

“Nessa situação, começa a haver canibalismo nas pesquisas”, explica Moreira. Diante de recursos minguados, pesquisadores começam a pagar do próprio bolso alguns insumos. “E recursos que eram de uma pesquisa eventualmente são deslocados para outra, já em andamento. Tudo para não parar as atividades.” A interrupção de uma pesquisa pode representar perda de parte dos recursos até então investidos. “Em muitas análises, o tempo é essencial.”

Linear

Em nota, o MEC informou que todos os órgãos e instituições da pasta serão atingidos pelo contingenciamento do governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Resultado de imagem para Educação

– OFF

Que tal fugir um pouco da Web?

Às vezes, é necessário esconder o computador, cortar o sinal da Internet e dar uma sumida do teclado – mas por várias horas (ou dias).

Mundo virtual, até mais! Me desligando por um tempinho para arejar a cabeça. E, aconselho, faça o mesmo. Afinal, hoje é domingo.

images.jpg

– A Bailarininha do Papai

A Paternidade é algo divino. Vocação, presente do Alto, dádiva!E quando a sua pequenina bebê cresce e resolve ser bailarina?

O tempo voa, e curtir as crianças intensamente é muito bom!

 

– O novo Universo Marvel com a fusão da Disney e da FOX

Para quem gosta de filmes de heróis, deve estar estupefato com a Disney (que é dona da Marvel) adquirindo a FOX e se tornando proprietária de outros nomes importantes dos apaixonados nesse gênero de filme.

Abaixo, um guia bacana para se entender “qual estúdio é dono de quem”, seja de maneira exclusiva ou compartilhada

Muito bacana: 

– Análise da Arbitragem de Paulista 3×1 União de Mogi

Muito boa arbitragem de Eleandro Pedro da Silva. Manteve a autoridade (e um fato curioso: o árbitro tem o dobro da idade da média dos atletas em campo, diferente dos outros jogos onde tínhamos árbitros entre 20 e 23 anos) e transmitiu segurança.

O árbitro não foi exigido, mas fez tudo certo na maioria das situações. Tecnicamente, uma falta para cada lado que eu não marcaria, mas perfeito nas demais. Excelente na questão disciplinar, aplicando corretamente os cartões amarelos por faltas ou reclamação e não cartão vermelho de Bruno Alemão – PFC. Aliás, registramos o 1o Cartão Vermelho a membro de Comissão Técnica, baseado na nova Regra, em Jayme Cintra (ao preparador físico da equipe do União).

Destaco: muito bom os acertos do bandeira Paulo Souza Amaral, em especial na confirmação do gol do União, onde percebe o atacante vindo de trás da linha de meio-campo, arma o ataque e toca para outro jogador em condição de jogo (em lance ajustado, onde Tuxa – PFC deu condição). Apenas uma dúvida: no 3o gol do Paulista,  lance hiper-ajustado, eu pediria o VAR… Da cabine, achei impedimento, mas respeito a marcação dele que estava no plano. Também excelente atuação do bandeira Ademilson Lopes da Silva, no acerto em permitir a projeção do atacante Jeferson – PFC na linha burra (mal feita) do União.

Placar: 3×1
Faltas: 18×18
Cartões Amarelos: 2×3
Cartões Vermelhos: 0x1
Público: 964 pagantes
Renda: R$ 12.940,00

 

– A covardia em realizar golpes em doentes

Toda vez que eu ouço notícias sobre golpes na área da saúde, me entristeço profundamente. A pessoas está doente, é sacaneada e ainda nutre a esperança de recuperação.

Viram a prisão de médicos no DF da “máfia das próteses”? E além dos já detidos, existiu busca e apreensão em Jundiaí, nos consultórios / escritórios de pessoas não reveladas.

Quem seriam esses criminosos?

O modo como operavam é maldoso demais. Abaixo:

Extraído de: https://www.metropoles.com/distrito-federal/mafia-das-proteses-pcdf-cumpre-seis-mandados-de-prisao

A MÁFIA DAS PRÓTESES

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nas primeiras horas desta sexta-feira (03/05/2019), a quinta fase da Operação Mr. Hyde. A investigação apura a ação de uma organização criminosa acusada de fraudar planos de saúde e mutilar pacientes submetidos a cirurgias desnecessárias com materiais de baixa qualidade.

Seis mandados de prisão e 15 de busca e apreensão são cumpridos por policiais da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes Contra a Administração Pública e aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Cecor), no DF e em São Paulo [Jundiaí]. Entre os detidos, estão médicos e testas de ferro do esquema.

Um veículo da marca Porsche, modelo Cayenne, está entre os bens apreendidos. O carro avaliado em R$ 130 mil está em nome da empresa A&C Clínica Médica Ltda., localizada em Sobradinho. 

De acordo com os investigadores, a máfia faturava com o fornecimento de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs) ao grupo. Quanto mais equipamentos caros eram usados em cirurgias para colocação desses materiais, maior era a propina recebida por médicos envolvidos no esquema. Eles chegavam a faturar 30% extras sobre o valor pago pelos planos de saúde pela intervenção nos pacientes.

Desde que o caso veio à tona com a deflagração da primeira fase, em 1º de setembro de 2016, centenas de vítimas do esquema procuraram a polícia para prestar depoimento. Os relatos incluem mutilações e tentativa de homicídio, segundo consta no inquérito. Naquela data, 13 pessoas foram presas, incluindo médicosacusados de participar do esquema.

O esquema
Uma das empresas acusadas de lesar os pacientes com material de baixa qualidade é a TM Medical, de propriedade de Johnny Wesley Gonçalves. Ele é apontado pelas autoridades como líder da organização. O grupo criminoso teria movimentado milhões de reais em cirurgias, equipamentos e propinas.

Há casos de pacientes que foram submetidos a procedimentos desnecessários, como sucessivas cirurgias. Dessa forma, os suspeitos tinham mais lucro. Em outras situações, conforme revelado pelas investigações, eram utilizados produtos vencidos e feita a troca de próteses mais caras por outras, baratas.

Novas fases
Em outubro de 2016, o alvo da segunda fase da Mr. Hyde foi o Hospital Daher. Segundo as investigações, o dono da unidade de saúde, José Carlos Daher, teria participação ativa no esquema. O MPDFT chegou a pedir a prisão temporária dele por suspeita de destruição de provas, mas a solicitação foi negada pela Justiça. No entanto, o empresário, de 71 anos, chegou a ser detido por posse ilegal de uma pistola de uso restrito do Exército e das polícias Federal e Militar.

Na terceira fase da Mr. Hyde, a polícia prendeu o médico Fabiano Duarte Dutra por suspeita de atear fogo em documentos que poderiam servir como provas. Após a prisão, ele foi exonerado do cargo de Coordenador de Ortopedia da Secretaria de Saúde do DF. Na época, a pasta informou não haver indícios de que as práticas ilegais também ocorressem na rede pública.

Em novembro de 2016, foi deflagrada a quarta fase. A operação foi acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Os investigadores cumpriram dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de condução coercitiva em cumprimento à decisão da 2ª Vara Criminal de Brasília.

Eles apuraram a atuação dos médicos Marcelo Gonzaga Peres e Marco Antônio Alencar de Almeida, integrantes do plano de saúde da PMDF. Os envolvidos tinham participação direta na concessão de autorizações para cirurgias pelo plano de saúde.

Hugo Barreto/Metrópoles

– Vicente Cândido chama os contrários da Copa 2014 de “míopes”?

Há 7 anos… olha só o que publicávamos neste blog. Uma pérola de 2012! Abaixo:

E o artigo do deputado Vicente Cândido (PT-SP) na Folha de São Paulo desta terça-feira, 04/05 (pg03)? Ele reclama dos críticos da Copa de 2014, falando sobre as benesses do Mundial e a soberania do país sobre a FIFA.

Para quem é leigo, pode até acreditar que a Copa do Mundo, daqui a 2 anos, será a salvação de todos os males do paísDemagogia pura… Parece que ele subestima nossa inteligência. Abaixo:

MIOPIA CONTRA LEGADO DA COPA

Não faz sentido dizer que o país virará protetorado de interesses mercantis da Fifa. Cada acordo com ela está sendo amplamente discutido.

Por Vicente Cândido

É consensual que o maior desafio de sediar a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014 é otimizar as possibilidades de deixarmos um legado positivo e permanente, que reverta benefícios à sociedade e, especialmente, às populações mais carentes.

Como relator do projeto de lei 2.330/2011, a chamada Lei Geral da Copa, sempre mantive esse objetivo no grau mais elevado. Muitos dos demais envolvidos também trabalham nesse sentido.

A leitura do artigo do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), publicado nesta Folha no último dia 15 (“Estado Futebolístico de Exceção”), pode causar impressão contrária.

Essencialmente, porque o deputado parece ser, por princípio, contra a Copa no Brasil. Só isso pode explicar o teor de suas críticas, influenciadas pela desinformação sobre o arcabouço legal que vem sendo construído.

Chico Alencar acusa um suposto “servilismo contumaz” brasileiro, além de cobrar transparência nas informações. Mas os assuntos da Copa de 2014 talvez sejam os de maior visibilidade hoje, com ampla cobertura dos órgãos de imprensa.

Por isso, são de conhecimento público os compromissos assumidos com a Fifa. Cada ponto é largamente discutido no Congresso Nacional, na mídia e na sociedade -afinal, nosso povo respira futebol.

Além disso, tudo é acompanhado em detalhes pelo Tribunal de Contas da União, pela Controladoria Geral da União e pelos veículos de comunicação.

A afirmação de que a Lei Geral da Copa produz “um despejo de famílias” sem construção ou entrega de moradias substitutas não tem amparo na realidade.

Afinal, o país conta com o maior programa social de Habitação da nossa história -o Minha Casa, Minha Vida-, que exige o desenvolvimento de infraestruturas complementares às obras de estádios. Ora, esses avanços são evidentes passos de promoção da cidadania.

Dizer que o país virará um “protetorado de interesses mercantis” é igualmente despropositado.

Nossa soberania jamais será objeto de transação política -aliás, o noticiário revela a firme posição do governo nesse sentido.

Da mesma forma, afirmar que o Inpi vira um “cartório particular” é ilação infeliz. Como relator, aprendi muito em matéria de direitos autorais e tenho certeza de que só defenderemos as empresas nacionais, na concorrência, se modernizarmos a Lei da Propriedade Industrial.

Contrariamente ao que disse o deputado, em nenhum momento ferimos a Lei das Licitações, que prevê mecanismos para agilizar o processo de contratação em situações específicas. A lisura é também garantida pela fiscalização dos órgãos responsáveis.

Finalmente, é risível a imaginária “afronta a princípio defendido pelos liberais de todos os matizes: o da iniciativa privada”, mencionada por Chico Alencar, bem como o efeito de “nutrir a caixa registradora da Fifa”.

Ele diz isso simplesmente porque boa parte do lucro destina-se às seleções participantes, à formação de atletas e ao desenvolvimento do futebol brasileiro. E porque estão previstas zonas de exclusividade comercial, de defesa do direito dos patrocinadores a uma possível concorrência predatória nos locais dos eventos, sem violar o direito de estabelecimentos circundantes. Isso é defender a propriedade privada.

A miopia de alguns impede a visão de futuro e bloqueia iniciativas propositivas, obscurecendo a oportunidade ímpar de aproveitar a sinergia para construirmos legados permanentes para o esporte e a economia nacional. Infelizmente, é preciso lutar contra isso também.

Resultado de imagem para Brasil 2014 logo copa

– Vida!

Como é bom ensinar as crianças… Minha Estelinha já sabe contar com os dedinhos. Agora, está tentando reconhecer os números no papel.

Que doçura de vida. Veja só em: https://www.youtube.com/watch?v=XG9qCxO3X6U

– Sábado em 4 poses fotográficas!

Bom dia!
Despertando a nova jornada com o desejo de ter muito ânimo / motivação. Vamos correr logo cedo?
“Fui” no clique 1:

Correndo e Meditando com Nossa Senhora de Fátima.
“Ó Virgem querida, Mãe de Jesus, rogai por nós que recorremos a vós. Amém.”
Meditando no clique 2:

Flores na madrugada!
Depois de suar na atividade física, relaxando no alongamento junto à natureza.
Contemplando o jardim no clique (em P&B) 3:

Agora 06H15: o céu colorido nos enche de esperança e inspira-nos a um sábado de muito pique!
Admirando o infinito no clique 4:

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Vamos colaborar com a doação de Medula Óssea?

O Grendacc estará sediando uma campanha incontestavelmente solidária e humana: a de captação de doadores de medula óssea!

Como não se sensibilizar? Participe!

Abaixo as informações

59386290_853958631634984_116251540498415616_n-2

– Barrigada da Veja; Acerto da Jovem Pan

Impressionante a confusão envolvendo a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves!

A Revista Veja, em seu site, publicou na manhã desta 6a feira que ela havia pedido demissão do cargo por problemas de saúde e ameaças contra a vida. Alegou ainda, que por motivação da Segurança Institucional, estava morando em lugar não revelado em Brasília e que estava cansada.

Só que… 

Poucos minutos depois, a Rádio Jovem Pan entrevistou ao vivo a ministra que negou tudo! Disse que apenas falou ao repórter que estava em vias de se aposentar quando aceitou o cargo e que o cargo era cansativo; confirmou que recebia ameaças de morte por mexer com assuntos de crime organizado, como o combate às drogas e pedofilia, mas que em momento algum sequer mencionou que deixaria o cargo, que fica até o último dia do mandato do presidente Jair Bolsonaro e que sai somente se for demitida.

E aí, José?

Será que ela pediu demissão mesmo, mas em pouquíssimo tempo foi demovida da ideia, ou foi uma tremenda “furada” da Veja, que na ânsia de dar um “furo”, vacilou?

Parabéns à Rádio Jovem Pan que oportunamente entrevistou a ministra, que surpreendeu os jornalistas que estavam ao vivo ao desmentir a informação da Revista.

Resultado de imagem para ministra Damares;

– A capa da France Football com Messi e Cristiano Ronaldo é heterofóbica?

Claro que o assunto que compara Cristiano Ronaldo e Lionel Messi é polêmico (quem é o mais decisivo do momento / quem está em melhor fase / quem joga mais em seu clube / outras tantas formas comparativas), mas precisa de tal capa?

A Revista France Football, para discutir esse assunto, usou como inspiração a arte do italiano Tvboy, que retratou o beijo emblemático dado em 1979 por Leonidas Brezhnev e Erich Honecker, os líderes da União Soviética e da Alemanha Oriental, a fim de mostrar união entre suas nações.

Sinceramente: que mau gosto! Se algo que ofende os homossexuais é homofobia, tal capa seria, pela lógica, heterofobia?

É questão de gosto. Eu não gostei. A questão era só a dúvida e discussão de: quem é / está melhor?

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/voce-e-messi-ou-cristiano-ronaldo-capa-da-france-football-estampa-beijo-na-boca-entre-craques.ghtml

Capa da France Football com beijo na boca entre Messi e Cristiano Ronaldo — Foto: Reprodução

– A empresa mais lucrativa do mundo!

Apple? Google? Quem seria a empresa que mais dá lucro no mundo?

Segundo a Bloomberg, pela 1a vez a empresa de petróleo nacional da Arábia Saudita (um país fechadíssimo, é sabido), chamada de Saudi Aramco, divulgou seu lucro: 33,8 bilhões de dólares no exercício do último semestre, após produzir por um bom período 1,6 bilhão de litros (ou 10,3 milhões de barris), tendo 260,8 bilhões de barris em reservas e, supostamente, valendo quase 3 trilhões de dólares (a Apple vale 875 bilhões no mercado).

Em bilhões de dólares, comparando o mesmo período fiscal, os lucros das gigantes foram:

Saudi Aramco: 33,8

Apple: 28,9

Microsoft: 13,8

Google: 11,7

Shell: 7,4

Facebook: 6,9

Volkswagen: 6,8

Amazon: 0,9

Deu para entende o motivo de existir tanto dinheiro nos países árabes? Lá sobra petróleo e jorram petrodólares por todos os lados…

Resultado de imagem para Saudi Aramco

– O acerto humano-tecnológico e o cumprimento do protocolo FIFA em Goiás 1×2 São Paulo

Tudo perfeito! Parabéns aos procedimentos da equipe de arbitragem que esteve no Serra Dourada para Goiás 1×2 São Paulo, pois cumpriu-se à risca o protocolo FIFA no gol validado do time goiano.

Explico: Ivan Carlos Bohn, o árbitro assistente 2, viu o atacante do Goiás receber a bola supostamente à frente (mas num lance originalmente ajustado, difícil). Não ergueu sua bandeira (é a nova orientação) a fim de terminar o lance, que resultou em gol e só aí sinalizou seu instrumento.

O motivo?

Se ele ergue a bandeira no momento adequado no qual entendeu estar impedido no calor do jogo (lembrando que era um lance duvidoso), não sairia a conclusão da jogada e o jogo pararia antes do gol.

Seguindo ainda a orientação do protocolo FIFA de que todo o gol OBRIGATORIAMENTE deve ser revisado pelo VAR, percebeu-se que um calcanhar da zaga são-paulina deu condição de jogo, e o gol, que poderia ter sido invalidado pelo difícilimo lance, tornou-se válido pelo equipamento eletrônico.

Resultado de imagem para Goias x São Paulo

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x União de Mogi

Para a partida entre Paulista x União de Mogi, uma escala diferente do que estava sendo habitual (ou seja: a de jovens árbitros sendo testados). Apitará Eleandro Pedro da Silva, de 43 anos, que há 22 anos ininterruptos apita pela FPF (por diversas temporadas na A2 e na A3), mas que nos últimos anos tem trabalhado como 4o árbitro e apitado jogos menores.

Neste ano, o árbitro (natural de Guararema) apitou 3 partidas na Copa São Paulo e trabalhou como árbitro reserva em 12 jogos (incluindo um da Segunda Divisão Sub 23). Começou a apitar jogos profissionais em 2019 apenas na Rodada 3 da mesma divisão: Manthiqueira 2×0 Atlético de Mogi. Depois trabalhou em Capão Bonito na partida entre Elosport 0x1 Marília, na Rodada 4.

Seu estilo de arbitragem é de deixar o jogo fluir, marcando poucas faltas e aplicando poucos cartões. Tem muita experiência, resta saber como está sua condição física (devido a idade e não estar apitando regularmente) e seu ritmo de jogo (pelo mesmo motivo).

Desejo boa sorte aos árbitros e grande jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x União de Mogi pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

– Guaidó e Maduro, EUA e Rússia. E o povo?

Enquanto a população venezuelana sofre, Maduro não larga o Governo ditatorial e Guaidó não tem firmeza para assumir. Por trás deles, os apoios explícitos da Rússia e dos EUA – o que significa que todos pensarão várias vezes antes de algo mais sério.

O duro é que quem sofre é o cidadão comum. Falta tudo no país – de emprego a mantimentos. E o maior problema é: quando isso vai se resolver?

Talvez pior do que isso seja outra questão: COMO vai se resolver?

D5kpVQ9XsAAzFod.jpg-large

– Diego Ribas e a infração DUPLA na cobrança de falta em Internacional 2×1 Flamengo.

Nem bem a Regra mudou, e já existe tentativa de burla.

Veja só que interessante: aos 37 minutos do 2º tempo, Guerrero vai cobrar uma falta a favor do Internacional. A barreira do Flamengo está feita; o Colorado monta uma “mini-barreira” (dentro do permitido que surgiu com as novas orientações da Regramas que até agora não vejo eficácia), e… quando a cobrança vai ser executada, Diego, do Flamengo, está entre as duas barreiras (isso é irregular, não está a 9,15m da bola). E assim que o chute acontece, Diego comete outra falta: vai em direção da mini-barreira e a abre empurrando-a com o corpo.

Nesses casos, se deve:

se tudo aconteceu com a bola parada, aplicar cartão amarelo ao jogador e repetir a cobrança;

se o empurrão na barreira foi com a bola já chutada, aplicar cartão amarelo e marcar tiro livre direto no local da infração cometida por Diego (e se estivesse dentro da área, pênalti).

Atenção com a nova situação, árbitros. No Beira-Rio, ninguém (árbitro, assistentes ou VAR) observou essa irregularidade.

O vídeo em: https://globoesporte.globo.com/rs/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/01-05-2019/internacional-flamengo.ghtml?video=7583170&utm_source=google&utm_medium=onebox%20#tr-video

Resultado de imagem para internacional x flamengo

– Um passeio na UNIDAM no nosso #tbt

Nos cliques de recordação às 5as feiras, conhecidos no mundo virtual como #tbt, o registro gostoso de um passeio em família no Horto Florestal, em Jundiaí. Fomos à UNIDAM (Unidade de Desenvolvimento Ambiental), onde as mudas das plantas da cidade ficam crescendo, à espera do seu plantio. Um lugar quase que desconhecido, mas muito bonito. Em 4 cliques, começando com nossa Estelinha plantando sua florzinha colorida:

Aqui há uma variedade de ricas flores coloridas:

Também as exóticas e/ou de “carinha engraçada” estão por aqui: essa, do clique abaixo, “sorriu” para nós:

Por fim: diversão!

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

 

– 5a de Nuvens

Sem sol!
O #amanhecer de 5a feira está bem nublado (veja no clique abaixo). Mas não importa: há de ser um bom dia de vida. Ok?

☁️ #morning #landscapes #photo #mobgraphia #clouds

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Análise da Arbitragem de Paulista 3×2 Amparo

Enquanto o jogo estava fácil, tecnicamente o árbitro Márcio Mattos foi bem. Soube aplicar a lei da vantagem quando ela permitiu e se posicionou corretamente em campo. Fisicamente, ele correu demais, impressionou quanto ao vigor físico. Disciplinarmente, deixou de aplicar dois cartões amarelos, a Mateus (AMP) e Kawan (PFC). Esses mesmos dois atletas receberam os únicos cartões amarelos do jogo posteriormente.

O problema é que o juizão conversou bastante em alguns momentos, mostrou um preciosismo exagerado com detalhes de indicação de laterais e outras coisas que chamavam a atenção desnecessariamente.

Porém, com o calor da partida, sentiu o “peso” do nervosismo. Por exemplo, um pênalti não marcado aos 52m, quando Gustavo (AMP) desloca Nenê (PFC) no ar quando ambos disputam uma bola cruzada dentro da área. Na sequência, acontece um lance idêntico no meio de campo entre Bruno (AMP) e Kawan (PFC), e a infração é marcada.

O grande pecado do árbitro se deu no segundo tempo: foram 6 atendimentos de jogadores supostamente lesionados da linha e 2 para o goleiro visitante. Tivemos uma paralisação entre os 22m e 26m por discussões. Muita cera e nenhum cartão amarelo por retardamento. Faltou se impor para que o jogo flui-se.

Os bandeiras Paulo Cesar Modesto e Ademilson Cipriano foram muito bem quando exigidos. E parabéns ao quarto árbitro Alef Pereira, por avisar o árbitro quando Maicon (AMP) agrediu Joaquim (PFC) fora do lance de bola.

Placar: 3×2
Cartões Amarelos: 1×1
Cartões Vermelhos: 0x1
Faltas: 13×23
Público: 1200 pagantes
Renda: R$ 15.510,00.

58876470_2857370847636892_6786232182345039872_n

 

– A Mutação Genética TP53 e a Síndrome de Li-Fraumeni

Um dos ramos de pesquisa médica que mais evoluiu nos últimos anos é a oncogenética. E há algum tempo conseguiu-se provar a existência de alguns tipos de tumores hereditários (coisa que se desconfiava, mas não se provava).

Abaixo, uma interessante matéria da BBC sobre um dos causadores de câncer dessa característica: o TP53, uma mutação genética rara, que, se descoberta, permite a prevenção de diversos males. O texto ainda fala sobre conviver com a chance real de ter câncer, o desafio dos pais em ter filhos (já que podem ou não passar a mutação às crianças) e o transtorno / desconforto de muitas vezes, a cada médico que se passa em consulta, explicar que é portador do TP53, já que nem todos conhecem detalhes da mutação.

Extraído de: https://www.bbc.com/portuguese/amp/brasil-43791027

COMO UM TROPEIRO DO SÉCULO 18 ESPALHOU MUTAÇÃO GENÉTICA RARA QUE CAUSA CÂNCER NO BRASIL

Maria Isabel Achatz ainda estava na faculdade de Medicina, em São Paulo, no final dos anos 1990, quando encontrou a paciente que mudaria sua carreira e sua vida para sempre. Era uma mulher que havia tido câncer seis vezes – em todas elas, tumores primários, ou seja, independentes um do outro.

Naquela época ainda não podíamos consultar a internet, então fui na biblioteca da universidade, comprei um artigo científico e tive que esperar um mês para que ele chegasse“, relembra.

Falei com meus orientadores que achava que era um caso de Síndrome de Li-Fraumeni, e eles me disseram: ‘Isabel, só tem 200 casos dessa doença no mundo. Você acha realmente que viu um deles aqui?‘. E eu respondi: ‘Acho, sim’.”

O mistério da paciente não foi resolvido, porque a estudante deixou de atendê-la. Mas, por causa da suspeita, ela descobriu, anos depois, uma mutação genética que tornou a doença, considerada rara, mais comum no Sul e no Sudeste do Brasil do que em qualquer lugar do mundo.

No meu primeiro ano trabalhando do A.C. Camargo Cancer Center (Hospital do Câncer em São Paulo) eu vi 35 pacientes que diagnostiquei com a síndrome. As pessoas diziam que eu estava louca, mas percebi que havia algo de diferente ali.

A descoberta também uniu famílias de diversas cidades em torno de um surpreendente ancestral comum: um tropeiro do século 18.

Guardião do genoma

A Síndrome de Li-Fraumeni é uma série de tipos de câncer causados pela mutação no TP53, considerado um “guardião do genoma”.

Quando as células se dividem e ocorre um erro, o organismo tem que corrigir esse erro para que a célula não fique alterada ou provocar a morte desta célula. O câncer ocorre quando o organismo não consegue fazer nenhuma das duas coisas, e as células danificadas se proliferam desordenadamente“, explica a oncogeneticista Maria Nirvana Formiga, atual líder do departamento de oncogenética do A.C. Camargo.

O TP53 executa várias funções no ciclo celular e tenta impedir justamente que as células que têm erros se proliferem, dando origem a tumores. Uma mutação nele compromete essa característica. E basta que um dos pais tenha a mudança para que ela seja passada adiante.

Uma pessoa com Li-Fraumeni basicamente tem uma chance bem superior de desenvolver câncer em determinadas partes do corpo, mais do que a população em geral“, diz Formiga.

Um portador ou portadora da mutação genética pode ter somente um tumor, diversos tumores independentes, como a primeira paciente de Maria Isabel Achatz, ou mesmo nunca desenvolver a doença. Mas, em geral, é comum que tenham um histórico de diversos familiares que morreram de câncer.

Os tipos de câncer mais característicos da síndrome são o câncer de mama antes dos 35 anos, os chamados sarcomas ósseos ou de partes moles (que podem aparecer em diversos tecidos do corpo, como os músculos) antes dos 45 anos, leucemias, tumores nas glândulas adrenais (que ficam acima dos rins) e no sistema nervoso central.

Quando há um familiar com um desses tumores e outro familiar com outro, já consideramos que pode haver Li-Fraumeni naquela família“, explica a oncogeneticista.

Ancestral tropeiro

No início dos anos 2000, a pesquisa de Maria Isabel Achatz chamou a atenção de um pesquisador francês, que a encorajou a descobrir o porquê da “situação única” que ela havia observado em seus pacientes no Brasil. Além de sua pesquisa em São Paulo, cientistas no Paraná e no Rio Grande do Sul já faziam questionamentos semelhantes sobre a frequência com que se deparavam com a síndrome.

Ela começou pela análise do gene TP53 nas pessoas que suspeitava que sofressem de Li-Fraumeni, para encontrar a mutação que causava a doença – mutações diferentes no mesmo gene podem levar à síndrome.

Um gene é composto de cinco partes e, na época, a maioria das pessoas analisava apenas a parte central, que faz a ligação com o DNA. Mas nos meus pacientes eu não encontrava nada. Fiquei arrasada, achei que estava diagnosticando errado“, relembra.

Mas a geneticista descobriu que a mutação de seus pacientes estava em outra parte do gene TP53, o que tornava o Li-Fraumeni brasileiro único no mundo.

Com a descoberta, ela voltou ao país e começou a pedir que alguns de seus pacientes perguntassem aos familiares se eles também não teriam interesse em saber se, por acaso, teriam a doença.

Foi assim que a família da nutricionista Regina Romano, de 33 anos, descobriu por que perdia tantos membros para o câncer.

Uma sobrinha da minha avó se tratava com a doutora Maria Isabel Achatz. E aí ela começou a pesquisa e veio atrás da família no interior de São Paulo“, disse à BBC Brasil.

Na primeira reunião com a família, a médica se viu, pela primeira vez, explicando simultaneamente a quase 30 pessoas, na cozinha da matriarca, do que se tratava a síndrome e por que ela precisaria coletar o sangue de todos eles – ou, pelo menos, de todos os que quisessem se submeter a um teste genético.

Quando voltei para São Paulo eles me ligaram de novo e disseram que toda a família decidiu testar. Mas eu não sabia que viriam dois ônibus de turismo, porque um deles era prefeito da cidade vizinha e organizou a viagem“, conta.

A matriarca da família, segundo os resultados, tinha o gene defeituoso, apesar de nunca ter desenvolvido a doença. Pelo menos três de seus quatro filhos também tinham, e passaram a alguns de seus netos.

Ela disse para mim: ‘Isso é coisa do meu avô tropeiro. Ele sumia uns seis meses e voltava. Acho que deixava umas famílias aí pelo caminho’. E aquilo me chamou a atenção”, relembra a médica.

Durante o século 18, os tropeiros eram homens que conduziam tropas de cavalos por estradas regiões Sudeste e Sul do Brasil fazendo o comércio de mercadorias.

Na época, eu comprei um livro sobre os tropeiros onde estava um mapa da rota mais comum que eles seguiam. Em seguida, marquei em outro mapa as cidades de onde vieram os pacientes que eu tinha diagnosticado. Sobrepus os dois mapas e eram idênticos.

Mas se diversos tropeiros faziam a mesma rota, como saber se apenas um foi o responsável pela transmissão da síndrome de Li-Fraumeni para diversas famílias?

Com o material genético dos pacientes, os pesquisadores fizeram também uma comparação de polimorfismos intragênicos – marcas específicas nos genes que só pessoas da mesma família apresentam e que funciona como uma espécie de teste de paternidade.

Encontramos em todas as nove famílias grandes que testamos o mesmo painel, e a probabilidade de encontrar isso na população é quase impossível. Ficou claro que eles têm uma origem comum. Aí fizemos uma hipótese histórica“, afirma Achatz.

O dilema de ‘passar o gene adiante’

A própria Regina Romano demorou cerca de três anos para descobrir que também carregava o “gene tropeiro” da família. Ela não estava na cozinha da avó no dia em que Maria Isabel Achatz, acompanhada de seu orientador francês, esteve lá.

Meu pai fez o teste genético, o irmão dele e mais alguns primos, mas ele não contou para mim. Só fiquei sabendo quando a médica pediu que eles refizessem o exame, porque alguns resultados se perderam“, diz.

Em 2014, já com o diagnóstico da síndrome, Regina descobriu um câncer de mama. “Eu já fazia acompanhamento, mas a gente nunca acha que vai ter. Então foi difícil. Eu ia casar dali a um ano, queria engravidar e dar de mamar“, relembra, emocionada.

A Síndrome de Li-Fraumeni não pula gerações. Isso quer dizer que a probabilidade de filhos herdarem a mutação genética dos pais é alta, mesmo que eles nunca tenham tido um câncer.

Ao pensar em engravidar, Regina foi confrontada pela primeira vez com a possibilidade de que sua filha também tivesse a condição. Crianças precisam ser acompanhadas com frequência – devem fazer exames a cada quatro meses pelo menos até os cinco anos de idade – por causa do alto risco de tumores nas glândulas adrenais nesse período.

Alguns pacientes, segundo médicos e psicólogos do hospital A.C. Camargo, optam por procedimentos como vasectomia e histerectomia, para evitar passar a síndrome adiante.

Os especialistas também aconselham os casais sobre a possibilidade de fazer a fertilização in vitro e pré-selecionar embriões que não tenham a mutação. Regina, no entanto, decidiu enfrentar a loteria da genética.

Pra mim não fazia sentido fazer essa pré-seleção porque seria como se minha mãe tivesse dito: ‘Não quero você aqui, Regina’. Meu marido e eu combinamos que aceitaríamos o que viesse, fosse com síndrome ou sem síndrome”, afirma.

“Mas quando eu engravidei é que veio toda a preocupação. Com um mês e meio fui tirar o sangue dela para o teste genético e acho que nunca chorei tanto.”

A filha de Regina não herdou a mutação da família. Mas uma sobrinha, sim. “Penso em ter outro bebê, mas é muito difícil considerar isso agora.”

Diferenças brasileiras

Por ser em um local diferente do gene TP53, a mutação brasileira faz com que a síndrome de Li-Fraumeni tenha características distintas aqui quando comparada com outros lugares do mundo.

Uma delas é a probabilidade de desenvolver tumores. Em geral, portadores da síndrome, homens e mulheres, têm cerca de 90% a 100% mais chances de terem câncer do que a população em geral. No Brasil, mulheres têm cerca de 78% de probabilidade e, em homens, ela é menor do que 50%.

No resto do mundo, mutações genéticas no TP53 também costumam causar câncer mais cedo – em 50% dos casos, antes dos 30 anos. No caso brasileiro, esse índice é de 30%.

“Por isso, os brasileiros com a síndrome vivem mais tempo sem tumores e, por isso, têm mais probabilidade de ter filhos e de passar o gene adiante”, diz a geneticista Maria Isabel Achatz.

Isso pode ajudar a explicar, diz ela, por que a prevalência da doença do Sul e no Sudeste do Brasil é tão maior do que no resto do mundo. Estudos nas populações de Porto Alegre (RS) e de Curitiba (PR) demonstraram que uma em cada 300 pessoas tem a síndrome – estima-se que, atualmente cerca de 300 mil indivíduos sejam afetados no Brasil.

Em outros lugares, há dados diferentes sobre prevalência da mutação, que vão de uma a cada 5 mil pessoas até uma a cada 20 mil, o que faz com que a síndrome seja considerada rara.

Maria Isabel Achatz, hoje no Hospital Sírio-Libanês, ainda pesquisa a hipótese de que os portadores Li-Fraumeni no Brasil vivam mais.

“Conversando com os pacientes, percebi que alguns deles tinham mais de 70 anos e eram extremamente ativos, praticavam esportes, andavam de bicicleta. Eu não encontrava casos de Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, nem sinais de envelhecimento precoce, pelo contrário“, relata.

Se comprovada, a longevidade destes brasileiros também pode ajudar a explicar por que aqui a mutação genética se multiplicou mais rapidamente.

Outro estudo em desenvolvimento, segundo a geneticista, mostra que a amamentação durante pelo menos sete meses protege mulheres com Li-Fraumeni do câncer de mama.

Grande família

A necessidade de acompanhamento constante pelos médicos e a origem comum da doença fez com que pacientes e especialistas decidissem organizar encontros com as famílias brasileiras com Li-Fraumeni.

Em geral, eles ocorrem em hospitais, mas também podem ser eventos lúdicos, como caminhadas. E já há pelo menos um grupo de Facebook para trocar informações e marcar encontros entre familiares distantes ou entre primos que sequer se conheciam.

“O hospital em São Paulo é minha segunda casa. Encontro minha família de Minas lá. Tentamos marcar os exames na mesma data para nos encontrarmos”, diz a bancária Vânia Nascimento, de 41 anos, que tem Li-Fraumeni.

Seu avô teve dez filhos, dos quais oito morreram de câncer. Em toda a família, de mais de 50 pessoas, pelo menos 20 manifestaram a doença. Ela foi a primeira da família que conseguiu sobreviver a um tumor.

“Cada vez que alguém morria, nos perguntávamos quem seria o próximo. Não entendíamos o porquê de tantos casos. E até hoje, em alguns lugares, vou fazer exames e tenho que explicar aos médicos o que é a síndrome. Muitos não conhecem.”

O encontro com outros pacientes, segundo ela, é também uma maneira de entender o que o avanço das pesquisas sobre o tema e, principalmente de esclarecer as dúvidas dos novos membros da família que descobrem a herança genética.

“O pessoal mais jovem quer saber com o que está lidando e encara numa boa, mas dos mais velhos, muitos não fazem os testes. Alguns não querem nem falar a respeito”, conta.

Para Regina Romano, conhecer a “família estendida” da síndrome ajudou a fortalecer sua disposição de encarar a doença com otimismo.

“A gente vê algumas pessoas que, com qualquer coisa, já pensam: ‘Eu vou morrer’. E surtam mesmo. Mas conversamos muito, e os médicos nos explicam que a cura não existe, mas as nossas chances são muito maiores se encontrarmos o tumor no comecinho.”

“Também conheci alguns primos de outra cidade nessas reuniões, parentes do meu pai. Nós brincamos dizendo: ‘Esse maldito tropeiro saiu por aí fazendo filhos e agora estamos aqui”, ri.

Família de Vânia Nascimento

 

Avós de Vânia Nascimento (centro da foto) tiveram dez filhos, mas perderam oito para o câncer

– Amanhecendo de maneira bonita!

Que manhã cheia de luz! Como não ficar inspirado nesse amanhecer tão belo?

Veja que clique:

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Relax and Flowers!

Como hoje é feriado, vale a pena curtir assuntos mais leves. E dois hobbies que tenho me ajudam a estar mais low profile: mobgrafia e jardinagem!

Essas pétalas de cores vibrantes são prova disso: um clique bem trabalhado numa flor bonita, a fim de relaxamento

Viva a beleza gratuita da natureza!

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Otimismo!

Agora 03h45. Bom dia!

Que hoje seja melhor do que ontem e pior do que amanhã!

👊🏻 #ânimo #inspiration #disposição #madrugada #morning #luz

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Magazine Luiza compra Netshoes em ótima oportunidade de negócio.

A gigante do e-commerce Netshoes estava fechando os últimos balanços com prejuízo. Sendo assim, por 62 milhões de dólares, o Magazine Luiza fez um acordo para sua aquisição.

Extraído de: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/04/29/magazine-luiza-faz-acordo-para-comprar-netshoes-por-us-62-milhoes.ghtml

MAGAZINE LUIZA FAZ ACORDO PARA COMPRAR A NETSHOES

Empresa de comércio eletrônico vai ser transformada em uma subsidiária do grupo.

O Magazine Luiza anunciou nesta segunda-feira (29) acordo para comprar a Netshoes por cerca de US$ 62 milhões (cerca de R$ 245 milhões), transformando a empresa de comércio eletrônico em uma subsidiária do grupo e reforçando sua aposta no varejo online.

A companhia afirmou que o acordo definiu o preço de US$ 2 por ação da Netshoes, que encerrou esta sessão cotada a US$ 2,65 na bolsa de Nova York, alta de 3,9%. A ação do Magazine Luzia caiu 0,25%. Segundo o Magazine Luiza, os acionistas da Netshoes receberão o valor da aquisição em dinheiro.

A Netshoes será incorporada por uma subsidiária do Magazine Luiza criada nas Ilhas Cayman, afirmou a rede de varejo.

O acordo foi anunciado no mesmo dia em que a Netshoes fechou acordo para vender sua operação na Argentina para o grupo BT8, por valor não informado.

A gigante brasileira de comércio eletrônico B2W chegou a confirmar em 11 de abril que estava discutindo uma potencial aquisição da Netshoes, que tinha contratado o Goldman Sachs no ano passado para buscar um novo sócio para injetar capital na companhia.

A Netshoes abriu seu capital na bolsa de Nova York em 2017, precificando suas ações em US$ 18. Na época, a empresa captou cerca de US$ 140 milhões com a operação. Em 2018, até o terceiro trimestre, a companhia acumulava prejuízo líquido de R$ 241,5 milhões, ante R$ 120,6 milhões negativos no mesmo período do ano anterior.

Resultado de imagem para MAGAZINE LUIZA NETSHOES

– Márcio Chagas da Silva: mais um entre tantos, infelizmente!

Corajoso! Palmas para Márcio Chagas, o ex-árbitro gaúcho que contou sobre as ofensas racistas que sofreu e que sofre, em entrevista ao UOL.

Felizmente, há alguém para testemunhar e alertar a sociedade. Infelizmente, Márcio é somente mais uma das inúmeras vítimas de racismo.

Somente existe uma raça: a raça humana. E a cor da pele? Nada importa.

Força Márcio!

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/reportagens-especiais/marcio-chagas-denuncia-racismo?fbclid=IwAR3xEU-SMcly7TMi8OFCp_FdnMK4andKN3XakXes6T4fg1Bg-dW4LzloO24#matar-negro-e-adubar-a-terra

MATAR NEGRO É ADUBAR A TERRA

Comentarista de arbitragem da Globo denuncia agressões racistas que ouviu no campo e na cabine

Por Tiago Coelho

Um dia meu filho de cinco anos me perguntou por que os pretos dormem na rua e são pobres. Expliquei que é um resquício da escravatura, que estamos tentando mudar isso, mas que é difícil. Não sei se ele entendeu. Às vezes nem eu entendo. Sendo negro em um estado racista como o Rio Grande do Sul, eu me acostumei a ser o único da minha cor nos lugares que frequento.

Fui o único negro na escola, o único namorado negro a frequentar a casa de meninas brancas e, como árbitro, o único negro apitando jogos no Campeonato Gaúcho. Hoje sou o único negro comentando esses jogos na TV local. Durante muito tempo, me calei ao ouvir alguma frase racista. Engolia, como se não fosse comigo. Mas era comigo. A verdade é que estou puto com os racistas. Todo fim de semana escuto gente me chamando de preto filho da puta, macaco, favelado. “Matar negro não é crime, é adubar a terra”, eles dizem. Estou de saco cheio dessa história.

A galera saiu do armário total, não tem vergonha nenhuma. As manifestações racistas estão vindo cada vez mais ferozes e explícitas. O fato de eu estar na TV agride muito mais as pessoas do que quando eu apitava. O racista não aceita que você ocupe um espaço que você não deveria ocupar.

Dá vontade de sair na mão com esses caras, mas sei que se eu fizer isso vou perder a razão.

Em um Avenida x Internacional, em Santa Cruz do Sul, o juiz marcou um pênalti que não aconteceu e eu comentei no ar que o pênalti não aconteceu. Um torcedor foi no meu Instagram e escreveu: “Não gosta de ser chamado de preto, mas tá fazendo o quê aí?” O que tem a ver a minha cor com o meu comentário? Outro cara me chamou de “crioulo burro” e um terceiro disse que, se pudesse, me enfiaria uma banana no rabo. Os caras escrevem isso em público, com nome e sobrenome. Já acionei o Ministério Público.

Caxias do Sul, para mim, é uma das cidades mais terríveis para trabalhar. Há algumas semanas, fui transmitir um jogo no estádio Alfredo Jaconi e passei uma tarde inteira ouvindo xingamentos. Tive que ouvir que era um preto ladrão, que estaria morrendo de fome se a RBS, a Globo local, não tivesse me contratado, que eles tinham trazido banana pra mim. A cada cagada que o árbitro fazia em campo, eles se voltavam contra mim na cabine e xingavam. Eu virei um para-raios pro ódio deles.

Um dia, em um Juventude x Internacional, a arbitragem estava tendo uma péssima atuação. Houve um pênalti não marcado para o Juventude, e uns torcedores que ficavam perto da cabine se viraram para mim dizendo coisas como: “E aí, preto safado, vai falar o quê agora?” Eu já tinha dito no ar que o juiz tinha errado ao não marcar o pênalti. O clima já estava pesado desde o começo, e eu me segurava para não descer lá e ir pro soco com os caras, mas é tudo que eles querem, não é?

Uma mulher com uma criança de colo se virou para mim e começou a xingar: “Negro de merda, macaco, fala alguma coisa”. Ela veio em minha direção, achei que ia me dar uma bofetada ou cuspir na minha cara, que é uma coisa que eles costumam fazer na serra gaúcha.

“O que eu fiz para você”, perguntei quando ela se aproximou.

“Você não está vendo que ele está roubando, que não marcou o pênalti?”, perguntou de volta, apontando ao árbitro em campo.

“Moça, tudo que você está falando eu disse na transmissão. Por que você está dizendo essas coisas para MIM?”

“É que você colocou ele lá”, ela respondeu. E eu tive que explicar que quem escala os árbitros é a Federação Gaúcha e que eu não tenho nenhuma influência sobre ela.

No intervalo, um rapaz que estava com a namorada virou e disse: “Aprendeu direitinho como roubar o Juventude, né, preto de merda? Se não fosse a RBS, estaria na Restinga roubando ou morrendo de fome.” Os racistas costumam usar o bairro periférico e violento da Restinga, em Porto Alegre, para me atacar. Quando essas coisas acontecem, os colegas brancos dizem para eu deixar pra lá, que eu sou maior que isso, que estamos juntos, que bola pra frente. Juntos no quê? Deixar pra lá como? Quem sente a raiva e o constrangimento sou eu. Como “estamos juntos”?

Depois de muito tempo ouvindo esse tipo de coisa, eu desenvolvi uma forma de defesa, que também é uma forma de ataque. No final do jogo, quando um cara disse que tinha trazido uma banana (“porque eu sei que tu gosta”), eu falei que gostava mesmo. “Já brinquei muito de banana com tua mãe.” Os amigos dele riram, e o cara saiu com o rabo no meio das pernas.

Tem um motivo de eles sempre se referirem a bananas quando querem me agredir.

No dia 5 de março de 2014, o Esportivo jogou contra o Veranópolis, em Bento Gonçalves, uma cidade perto de Caxias, também na serra gaúcha. Essa é a região mais racista do estado. Logo que saí do vestiário já fui chamado de macaco, negro de merda, volta pra África, ladrão. Falei pros meus colegas:

“Se nem começou o jogo os caras já estão assim, imagina no final.”

Acabou a partida. Jogando em casa, o Esportivo venceu por 3 a 2, e não teve nada anormal no jogo: nenhuma expulsão, nenhum pênalti polêmico, lance de impedimento controverso, nada. Mesmo assim os torcedores se postaram na saída do vestiário para me xingar.

A uma distância de uns dez metros, questionei um senhor que estava com o filho:

“É isso que você está ensinando pro seu filho?”

“Vai se foder, macaco de merda.”

“Uma ótima semana pro senhor também”, respondi e desci ao vestiário. A polícia não fez menção de interpelar os torcedores, mas registrei os xingamentos na súmula.

Tomei meu banho, esperei meus colegas e saí do vestiário pra pegar meu carro, que estava em um estacionamento de acesso restrito à arbitragem e funcionários dos clubes. Encontrei as portas do carro amassadas e algumas cascas de banana em cima.

Ao dar partida no carro, ele engasgou duas vezes. Na terceira tentativa, caíram duas bananas do cano de escapamento. Alguém colocou duas bananas no cano do escapamento. Meu colega Marcelo Barison ficou horrorizado.

Caminhei revoltado para o vestiário. O atacante do Esportivo Adriano Chuva, negro, me pegou pela mão e me levou um pouco mais afastado. Ele disse que ali aquilo era normal. “Você tem que ver o que eles fazem com a gente no centro da cidade.” Ele dizia que os negros do time preferiam jogar fora de casa para não ser chamados de macaco em seu próprio estádio.

Ao chegar em Porto Alegre, refleti sobre o que deveria fazer. Encaminhei um texto para uns jornalistas que eu conhecia, e o caso veio a público. Francisco Novelletto, o presidente da Federação Gaúcha, me ligou, dizendo que eu deveria tê-lo procurado antes de falar com a imprensa, porque a denúncia estava prejudicando a imagem do campeonato. Ele disse que poderia pagar para consertar meu carro.

“Não quero seu dinheiro, quero respeito”, eu lembro de ter dito. Novelletto também sugeriu que se eu continuasse com a denúncia, isso poderia prejudicar a minha carreira. Eles fazem essa chantagem emocional. Eu continuei com a denúncia.

No Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Esportivo perdeu três pontos por causa desse jogo e acabou rebaixado naquele campeonato. Até hoje, quando querem me atacar, os racistas dizem que fui eu quem rebaixei o clube. Mas eu não rebaixei ninguém. O que eu fiz foi denunciar o ataque absurdo que sofri. O clube nunca entregou a pessoa que colocou as bananas no meu carro.

Tiago Coelho/UOL

Ao longo do processo, me senti desamparado e desvalorizado pela federação. Eu tinha 37 anos e era aspirante à Fifa, imaginava que ainda podia ter uma carreira internacional. Mas, por causa desse episódio, fiquei tão de saco cheio que resolvi largar o apito. Apitei a final do campeonato e parei. Até hoje não posso pisar na federação. A federação nunca mais teve um árbitro negro.

Na esfera cível, processei o Esportivo por danos morais. Durante o julgamento, o advogado deles debochou do racismo que sofri no estádio. “Chamar negro de macaco não é ofensivo”, ele disse. “Ofensivo é amassar o carro porque, como diz a propaganda do posto Ipiranga, todo brasileiro é apaixonado por carro.” Essa frase me fez decidir abandonar o futebol. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou o clube a me pagar R$ 15 mil. Até hoje não pagaram.

Eu refleti muito antes de vir aqui contar tudo isso. No futebol, existe uma tendência ao silenciamento quando o assunto é racismo. Muito jogador negro que passa por isso prefere ignorar os ataques temendo ter problemas na carreira se abrir a boca. Outro dia um jogador saiu de campo na Bolívia. Todos deviam fazer o mesmo, principalmente os medalhões.

Eu posso até me prejudicar no trabalho, mas resolvi comprar a briga porque nos fóruns que reúnem negros, costumamos dizer que os racistas podem nos fazer duas coisas: ou eles nos matam ou eles nos adoecem.

Eu me recuso a morrer ou adoecer. Prefiro lutar. Quando esses ataques acontecem, minha mulher, que é negra, me dá a força que ela consegue. Ela sabe muito bem o que é isso. Meus filhos ainda não sabem. Eu fortaleci a consciência da minha negritude principalmente pelo rap, ouvindo aquela música, analisando aquela letra e me identificando com aquela situação retratada.

Os racistas não sabem, mas eles só fortaleceram minha consciência racial. Eu falo pro meu menino que ele é lindo. Enalteço o nariz e o cabelo “black power” dele, digo para ele sempre valorizar a negritude que ele tem. Minha filha tem dois anos e vou procurar fazê-la ter orgulho de si mesma, assim como eu tenho da nossa raça.

Minha briga é por mim, mas também por eles. Os racistas não vão nos matar.

Procurado pela reportagem para comentar a declaração de Márcio Chagas da Silva, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, afirmou que as críticas do ex-árbitro são injustas e que não deixou de apoiá-lo no episódio de racismo em 2014.

“O Márcio está faltando com a verdade”, afirmou Novelletto. “Quando soube do fato, liguei para ele em um gesto de grandeza para saber o que tinha acontecido. Ele me narrou uma versão ‘super light’ dos fatos e tirou toda a culpa do Esportivo. No dia seguinte, para minha surpresa, apareceu dando entrevista chorando na TV e se dizendo indignado. Achei isso estranho.”

Segundo Novelletto, a federação lançou uma nota de repúdio contra o comportamento do Esportivo e iniciou uma campanha no seu site de combate ao racismo. De acordo com o cartola, as ofensas que Márcio Chagas sofre são consequência da briga que ele comprou contra o Esportivo. “Eu se fosse patrão dele, não mandava ele para trabalhar nessas cidades, você sabe como torcedor é.”

Para o cartola, não é papel da federação defender o árbitro porque “ele é um prestador de serviço”. “E os donos da federação são os clubes”, disse ele.

Esportivo diz que assunto ficou no passado

Presidente do Esportivo desde 2017, Anderson Vanela afirmou que o clube não faria maiores comentários sobre o episódio das bananas em 2014 porque “o assunto ficou no passado.”

“O clube acata a decisão judicial, mas não concorda. A cidade se machucou muito, a comunidade inteira sentiu. Bento Gonçalves é uma cidade turística, que acolhe a todos e não tem em seu histórico qualquer tipo de ato racial”, afirmou Vanela.

O Esportivo já fez o depósito dos R$ 15 mil a título de reparação a Márcio Chagas. “Aqui no clube ninguém mais fala do assunto.”

marcio-chagas-da-silva-arbitro-de-futebol-vitima-de-racismo-no-gauchao-apita-jogo-da-copa-do-brasil-em-2011-1398368043544_956x500

– Afinal: foi pênalti ou não em Bahia 3×2 Corinthians?

Eu não havia conseguido salvar o link para publicar o lance, e o recebi do ex-árbitro e comentarista esportivo, prof Valdir Bicudo. Se refere ao discutido puxão na camisa de Ralph no estádio Fonte Nova (o vídeo encontra-se abaixo).

Tal situação merecia uma atenção especial e a avaliação do árbitro, importunado pelo VAR. Afinal, o sistema tecnológico e o investimento em pessoal é necessário para tais situações, a fim de dirimir tais dúvidas. Além, claro, de custar muito caro.

Não tenho dúvida disso de que o árbitro de vídeo deveria chamar o juizão. Entretanto…

Ao ver a imagem, eu não daria pênalti! Lembre-se: puxar a camisa “por si só”, sem influenciar / barrar / modificar a ação do adversário, não necessariamente significa uma infração. Avalie: o experiente jogador corintiano, ao sentir o puxão da camisa na vacilada do atleta baiano, se jogou para cavar o pênalti ou realmente foi impedido de prosseguir com sua corrida?

O futebol é maravilhoso por tais discussões. Acertou por linhas tortas o árbitro em nada marcar (por conta de não ter visto). 

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Amparo, Rodada 05

Márcio Mattos dos Santos, 33 anos de idade, professor de Educação Física, em sua 7ª temporada na carreira, apitará o jogo do Galo nesta 5ª rodada da Segunda Divisão Sub 23 – Profissional. Somente agora em 2019 teve oportunidade de apitar jogos profissionais (nas outras 6 temporadas trabalhou apenas nas categorias amadoras como árbitro central). Nesse certame, 2 empates sem gols: Brasilis 0x0 Independente e União Mogi 0x0 Joseense.

De novo, um árbitro que começa sua carreira profissional “pra valer” sendo escalado em jogo no Jayme Cintra. Não critico, pois essa divisão é a ideal para testar quem “vai vingar” ou não, e Jundiaí é cidade próxima para a FPF observar in loco o desempenho de quem ela escala. Afinal, é a primeira das divisões profissionais depois das amadoras. Aguardemos para conhecer o estilo de arbitragem do juizão, até agora desconhecido.

Desejo uma bom trabalho do quarteto de árbitros e um grande jogo por parte das equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Quarta (feriado) às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

bomba.jpg

– Uma ótima 3a feira em retratos!

Bom dia queridos amigos! Incentivando a prática esportiva e o cooper matutino, vamos cair da cama para suar um pouco?
Gastando a adrenalina e buscando a endorfina, fui correr:

Durante o treino, correndo e meditando na Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José, retratada na imagem de Nossa Senhora do Desterro (Padroeira da Diocese de Jundiaí):

Depois da atividade física, finished!
Suado, cansado e feliz, alongando e curtindo a beleza das flores. Aqui, nossa roseira cor-de-rosa (e que rosa):

Enfim: desperte, ó vida, com o lindo céu que surge nesta terça-feira.
Que a jornada diária possa valer a pena!

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Segunda Florida!

As azaleias continuam bonitas e começam a semana ainda gotejadas por ontem!

Com essas cores e imagens, há de ser uma boa semana para todos.

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Virou!

Uau!
O tempo virou completamente. Sumiu o céu azul e anoiteceu bem mais cedo, com vento e nuvens ameaçadoras.

17h30 – ao invés do lindo entardecer de ontem (veja aqui: https://wp.me/p4RTuC-n9Q), um horizonte escuro. Abaixo:

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– O Fair Play do time de Bielsa

Marcelo Bielsa usou de um Fair Play “polêmico” na segunda divisão do Campeonato Inglês, e com isso perdeu a chance do acesso direto “dependendo das próprias pernas” da sua equipe, o Leeds.

Entenda como foi:

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/ingles/ultimas-noticias/2019/04/28/time-de-bielsa-ignora-fair-play-faz-gol-e-gera-confusao-na-inglaterra.htm

TIME DE BIELSA IGNORA FAIR-PLAY, FAZ GOL E TREINADOR “DEVOLVE O GOL”

Em partida válida pela segunda divisão do Campeonato Inglês, Leeds e Aston Villa protagonizaram um duelo quente, que gerou muita confusão.

Até os 25 minutos do segundo tempo, as equipes empatavam em 0 a 0, até que tudo mudou. Jonathan Kodjia, do Aston Villa, foi derrubado por um adversário e ficou caído no gramado. O Leeds, porém, ignorou o fair-play, não jogou a bola para fora e continuou jogando normalmente.

Na sequência do lance, Mateusz Klich recebeu a bola e bateu colocado, abrindo 1 a 0. Como era de se imaginar, os jogadores do Villa se irritaram e partiram imediatamente para cima dos rivais, dando início à confusão.

Do lado de fora, o clima era igualmente quente, com a discussão entre os técnicos Marcelo Bielsa e John Terry. Nesse meio tempo, o atacante Anwar El Ghazi ainda foi expulso.

Mas a confusão não parou por aí. Bielsa decidiu agir sob o fair-play e mandou seu time parar completamente após a saída de bola do Aston Villa, permitindo o empate.

Assim, a partida terminou em 1 a 1 e agora o Leeds, em terceiro lugar com 83 pontos, não tem mais chances de conseguir o acesso de maneira direta.

O empate ainda ajudou um dos concorrentes do time na tabela: o Sheffield United venceu o Ipswich Town e garantiu a segunda colocação e a vaga na primeira divisão inglesa.

Resultado de imagem para Leeds e Aston Villa

 

– A nova estratégia de barreira dupla em São Paulo 2×0 Botafogo

Uma das novidades das mudanças das Regras do Jogo é a proibição de que, em caso do time que defende fazer uma barreira na cobrança de falta, os adversários se misturem nela (a equipe defensora não tem direito de fazer a barreira, eles se aglutinam por que querem; quem pode reclamar é o batedor da falta, exigindo a distância – e daí a existência de casos onde quem cobra rápido abre mão dela).

Era muito comum aquela confusão de atacante ficando na frente da barreira ou misturado nela para atrapalhar (já que a barreira não existe na Regra do Jogo, os defensores se aglutinam e fazem esse “paredão” porque querem, como explicado acima). Mas se existir, os companheiros de quem cobrará a falta deverão a partir de agora se manterem distantes 1 metro.

Assim, vimos na Rodada 01 do Brasileirão uma mini-barreira do ataque, na cobrança de falta a favor do Botafogo. Tudo dentro da permissão da Regra.

A minha única dúvida é: ela funciona? Realmente ajuda o batedor?

Por ser algo novo, aguardemos.

– Neymar é o culpado pelo seu próprio mau comportamento na França? Será que…

Eu critico muitas vezes os atletas que não possuem uma conduta profissional adequada. E quando vejo casos como o do Neymar (que agrediu um torcedor que o provocava quando ele iria receber a medalha de vice-campeão contra o Rennes, pela Copa da França), seria muito simplório escrever o que seria lógico: já é um homem adulto, precisa ter equilíbrio emocional, tem muito dinheiro, blablablá…

Mas vou ponderar algo (que não justifica, mas ajuda a entender): o cara perdeu o título, o torcedor pede um cumprimento e ele atende; e, de maneira sacana, o suposto fã “corneta e ironiza” Neymar.

De cabeça quente, ouvir gracinha é dose… foi uma possível agressão verbal respondida por agressão física, motivada pelo calor do pós-jogo. REPITO: não justifica, Neymar errou mas… até Zidane reagiu com uma cabeçada contra o Materazzi, após provocado (e numa final de Copa do Mundo)!

O problema é que querem que Neymar seja o que não é. Deixem-o na dele, pois afinal, não está muito preocupado em ser exemplo.

Resultado de imagem para neymar agressão