Claro que a pergunta é provocativa, e ao mesmo tempo, comparativa em situações. O exemplo é: Tite!
Depois de encabeçar junto com Dorival Júnior o movimento contra a permanência de Del Nero, reconhecidamente envolvido em casos de corrupção no futebol, o treinador aceitou o cargo de treinador da Seleção da CBF, presidida pelo próprio.
É lógico que treinar a Seleção Brasileira é sonho de qualquer técnico; entretanto, nos turbulentos dias atuais, ela tem sido descartável por torcedores e jogadores.
Tite precisaria justificar o seu aceite justamente pelo protesto assinado. É como se o Juca Kfouri fosse convidado por Del Nero para substituir Walter Feldman ou se eu, humilde crítrico da nefasta gestão de Marco Polo, resolvesse trabalhar na Comissão de Árbitros.
Até onde a vaidade sobrepõe a coerência e os princípios? Tite é honesto, competente, mas precisa falar sobre esse assunto.

