Quando se crê que não dá mais, é aí que surge uma luz! Essa é a história do Paulista de Jundiaí. Salvo pelos japoneses da Magnata no final dos anos 80; arrendado pela Lousano nos anos 90; turbinado pelo dinheiro da Parmalat nos anos 2000; capitalizado (e depois descapitalizado) pelo Banco Factor recentemente, e agora… a bomba!
A FUNDAÇÃO QATAR é uma instituição com fins filantrópicos. Participa de ações humanitárias mundo afora e patrocina o Barcelona-ESP. Entretanto, como qualquer outra empresa comercial ou ONG daquela região do globo, a “Qatar Foundation” é pertencente ao emir catariano Hamad bin Khalifa Al Thani, o bilionário que levou a Copa do Mundo de 2022 e que construirá em Doha 8 estádios para o Mundial (que serão somados aos 4 já existentes).
Lembremo-nos: o príncipe proprietário do Paris Saint German, Nasser bin Thani, é seu primo-irmão e apaixonado por esportes em geral. Ambos primos de Nasser Al-Attiyad, o dono do Al Sadd (clube por onde passou Nenê, ex-Paulista e atualmente no Vasco da Gama) e já classificado para o Mundial de Clubes da FIFA 2016.
A idéia não é a de “comprar o time para lavagem de dinheiro”, como magnatas e mafiosos tem feito na Inglaterra (vide Roman Abramovich no Chelsea), mas sim de tornar o clube de futebol uma vitrine social na América do Sul e divulgar suas ações humanitárias. Para a felicidade do torcedor jundiaiense, os árabes chegarão com uma boa receita e muitas idéias para o Galo da Terra da Uva.
Tal iniciativa surgiu após a licitação para a privatização do Aeroporto de Jundiaí, concebida pelo Governo do Estado e que contou com a diretoria da Quatar Airways, outra companhia pertencente da endinheirada família. Com a aproximação de interesses, surgiu a ideia de trazer tal benefício à cidade, já que o Emir adquiriu uma suntuosa propriedade à beira da Serra do Japi, na região da Malota.
Importante: os investimentos independem das Eleições Municipais, o que é uma tranquilidade de que a polarização de pessoas envolvidas na Esquerda ou Direita da cidade não interferirá na decisão do Emir bin Khalifa.
O que já está certo e será divulgado nas próximas horas (E AQUI COMEÇAM AS GRANDES NOTÍCIAS) é:
– injeção de recursos financeiros para as categorias de base e reativação do futebol feminino;
– construção do tão sonhado CT, na região do bairro do Caxambú;
– pagamento de dívidas trabalhistas e busca das certidões negativas de débitos (a Qatar Foundation não se associa com devedores);
– contratação de atletas dos clubes da elite brasileira para 2017 e inserção do clube na série D do Brasileirão;
– reformatação da comissão técnica, incluindo psicólogo e instrutor de arbitragem (aqui, uma novidade pessoal a ser discutida em outra postagem: a “escola de regras para atletas”);
– criação do “Departamento Analítico de Futebol”, com a chegada de Vagner Mancini (Mancini esteve no Oriente Médio como técnico pós-conquista da Copa do Brasil e deixou boa impressão aos investidores);
– reforma do Estádio Jayme Cintra com a transformação em Arena Multiuso, prevista para 2018, ao custo de R$ 250 mi, com construção de espaços para diversos eventos + 18 salas para atividades de educação, destinadas à população carente.
E aí, o que achou?
Sensacional. Seria maravilhoso se tal manchete não fosse uma inocente trollagem de Primeiro de Abril…
Mas e se fosse verdade?

