Compartilho parte da ótima matéria do jornalista Fábio Estevam e do nosso editor do Bom Dia, Fábio Pescarini, publicada na última edição, sobre o que eu disse a respeito do que é “ter espírito de A2” para o Paulista de Jundiaí engrenar na competição.
TER ESPÍRITO DE A2 é…
“É ter gana para se livrar desta famigerada divisão, de mostrar vergonha por estar abaixo da elite e enxergar a bola como o último prato de comida. É não enfeitar a jogada, mas jogar o simples com disposição. É não fazer firula, mas dar de bico na bola se preciso. É suar mais do que o convencional; comer grama; esquecer a beleza de um drible e jogar feio desde que isso ajude o time; ter vontade de correr até a última bola e, principalmente, SER PRAGMÁTICO! Ou seja: jogar sempre pelo resultado (não ter medo de (jogar por uma bola”), deixar a vaidade de lado e se retrancar se necessário para garantir uma vitória. Ainda: buscar o gol aos trancos e barrancos, sem medo de trombada, encontrão ou cara feia.”
Pois é. Não dá para jogar na A2 com ritmo de A1. Principalmente mostrando o péssimo futebol da A1, fruto do ex-gerente de futebol José Macena, que felizmente o Paulista FC se livrou!


Mas não é (só) do Macena a culpa, ou é? Mas não é de quem dirigia o time à época, ou é? Nem é dos técnicos que trabalharam, trabalharam, trabalharam e, assim mesmo, levaram o time apenas para o buraco, ou é? Não, não é culpa de nenhum deles em particular. Algum de nós, críticos, teria feito melhor? Vai ver, sim; vai ver, não. Futebol é dos “faraós”, eles fazem e, dando certo, uhu!, beleza; dando errado, como neste, caso, mesmo tendo feito às escondidas, ninguém dá as caras. E quando me refiro a fazer a portas fechadas não tem nada de errado nisso, clubes de futebol são entidades regidas pelo direito privado, fazem o que bem entendem com seus recursos, o resto é papo de torcida, que acha que devem a ele, por sua paixão, alguma satisfação, e não devem. Agora, para sair da A2, tem que ter dinheiro e para não cair da A1 tem que ter mais dinheiro ainda e competência não para saber usar bem esses recursos, mas para saber usar esses recursos como todo mundo usa, do jeito que o futebol exige. E futebol é um mundinho à parte, particular, cinzento, esquisito, etc. e tal. Ah, estar na elite não é regozijo para nenhum time pequeno: o destino deles é cair da tal elite, ou não é? (Opinião, cada um tem a sua. Essa é a minha. E respeito quem pensa diferentemente).
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