Quando mais se aproxima das finais dos campeonatos (de quaisquer divisões), mais fica difícil escalar árbitros.
Seja pelo número diminuto em decorrência da competência, seja pelos vetados (tenha certeza: clube veta sim!), seja pelos reprovados em teste físico ou ainda… pelo estado em que o juiz nasceu!
Pois é: na série C dias atrás, Guarani x Caxias jogariam com arbitragem de um árbitro carioca. Porém, como o Madureira também era interessado pelo placar, a Comissão de Árbitros mudou a escala.
Imagine no Brasileirão: se escalar paulista em jogo do Cruzeiro, se existir erro, poderão dizer que há interesse da Federação Paulista em ajudar o São Paulo, seu filiado (Raphael Claus que o diga no pênalti não marcado no jogo da Raposa contra o Vitória). Se for mineiro que apite jogo do Tricolor, idem na relação inversa. Ou se for gaúcho no jogo do Atlético Mineiro, conspiração pró-Grêmio e Internacional.
E o que fazer? Imagine na Zona do Rebaixamento, onde o desespero em não cair talvez seja maior do que a vontade de classificar…
O que se vem promovendo – e contesto isso – é a escala de árbitros de estados que não estejam na série A. Vide o número de árbitros e bandeiras de federações cujos principais clubes estão na série B, C ou D.
Quer exemplo? O FIFA “Chicão de Alagoas”, o aspirante mato-grossense Wagner Reway, o paraense Dewson… todos sortudos no globinho da CBF.
Me recordo que, em determinado período, o sergipano Sidrack Marinho era escalado em quase toda a rodada. O rei dos clássicos do eixo Rio – São Paulo!
EU PREFIRO A MERITOCRACIA E A INDEPENDÊNCIA. Quando a cultura do futebol obriga a escolher árbitros de estados fora da briga pelo rebaixamento ou título, me preocupa muito!
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