Neste ano de 2014, o Prêmio Nobel da Paz foi duplamente merecido: dividiram a honraria pessoas de duas nações historicamente inimigas: a paquistanesa Malala Yousafzai e o indiano Kailash Satyarthi.
E o que eles fizeram?
Malala foi a garotinha que há anos batalhava simplesmente para… estudar! Vitima de Talebans que dominaram sua aldeia, a menina lutava para poder ir à escola. E, para os radicais terroristas, a Educação para mulheres é algo proibido. De tanto insistir, foi alvo de um atentado, sobreviveu e não baixou a guarda, viajando o mundo pedindo pela paz e pelo direito das garotas poderem frequentar as escolas em lugares dominados por islâmicas radicais.
Kailash é presidente da “ONG Marcha Global contra o Trabalho Infantil”, lutando contra empresas que empregam de forma escravocrata a mão-e-obra das crianças. Combateu também o tráfico infantil e criou mecanismos para conscientizar a necessidade de colocar as crianças na escola, com trabalho social voltado aos pais e aos menores, sempre vítimas de ignorância e da pobreza.
Que as duas nações, que tanto guerreiam pela Caxemira, voltem seus esforços a esses exemplos. Não só eles, mas nós também!

