Árbitro de futebol tem que se policiar em tudo. Não basta ser honesto, tem que demonstrar a honestidade.
Marcelo de Lima Henrique pertence às Forças Armadas. Sujeito sério, ótimo árbitro, pertencente ao quadro da FIFA e que está escalado para a decisão do Campeonato Carioca entre Vasco da Gama x Flamengo.
Todavia, o árbitro do “Clássico dos Milhões” está em uma situação difícil. Sua esposa, conversando entre amigos pelo Facebook, brincou com os amigos dela de que “o Vice-Campeonato é certo” ao time da Colina. Vascaína, ela escrevia a uma moça que aparentemente era sua comadre e a outros internautas do seu círculo.
Entretanto… torcedores observaram a discussão e começaram a entrar na conversa, até que um sujeito pergunta quanto ele cobraria para “apitar certinho”, pois estava disposto a cobrir a hipotética (porém inexistente) proposta flamenguista. Ironicamente, a moça respondeu que “não tinha cacife para bancar uma proposta”.
E aí, José?
Situação delicada. Quem lê o bate-papo, percebe que é uma conversa cheia de ironia e provocação, nada de sério (ou alguém pensa que se fosse verdade tal relato estaria publicamente divulgado?).
Porém, pense: foi a esposa do árbitro quem escreveu; ele, Marcelo, que não tem nada a ver com a brincadeira, não redigiu uma linha sequer e que devia estar se preparando para o jogo, entrou involuntariamente numa saia justa. O que fazer?
Se fica na escala, pode ser questionado até por lateral invertido. Se sai da rodada, perde um pouco do seu brilho.
A FERJ o manteve. Você também o manteria?
Boa sorte ao Marcelo de Lima Henrique, que todos sabem, é um sujeito íntegro. O problema é: vai explicar isso ao torcedor fanático… Se o torcedor comum já se preocupa com qual time o juiz torce (e quem é arbitro sabe: não dá para torcer para clube depois que se engata a carreira, você torce para o seu sucesso e acaba deixando de torcer naturalmente para o seu antigo time), imagine aqueles que gostam de uma polêmica, o que dirão?
E tal episódio trará de novo o debate: a participação dos árbitros em redes sociais! Os que são contra, se apoiarão nesse episódio e há quem defenderá que até os seus parentes deverão cair fora delas!
O problema não é estar no Facebook, Google+ ou Twitter; é o mau uso.

