– A Invasão dos Black Blocs Corinthianos

Já deu o que tinha que dar, não é?

As ações das torcidas organizadas de futebol extrapolaram todos os limites. E as autoridades, ao invés de tomarem decisões contundentes, fazem demagogia.

No sábado, torcedores da Gaviões da Fiel, Rua São Jorge, Camisa 12 e Pavilhão 9 invadiram premeditadamente o CT para bater nos atletas, armados de facas, estiletes e pedaços de madeira (segundo as informações da PM). O relato do Dr Joaquim Grava, médico do Corinthians, contando sobre o pavor dos jogadores dentro do vestiário, presos, arrastando os armários para que os bandidos travestidos de torcedores não quebrassem as portas, é assustador (em entrevista ao jornalista Flávio Prado no Programa “JP no Mundo da Bola“).

Pior: alguns dos torcedores presos em Oruro, acusados da morte do garoto boliviano Kevin Spada, estavam lá. Os mesmos defendidos como vítimas pelo presidente Mário Gobbi, e que na festa do título do Campeonato Paulista de 2013 ofereceu a eles a conquista.

O grande e necessário questionamento que se faz é: por quê as autoridades não agem de verdade contra esses marginais, sejam eles de quais times forem?

A resposta é óbvia e repetitiva: política e demagogia. Afinal, bandido também vota. Se um dos líderes dessas Organizadas quiserem, elegem um vereador ou deputado (aliás, prática que já têm feito).

Você duvida que os clubes são responsáveis pela manutenção dessas entidades? O Corinthians deu 700 mil reais para a Gaviões da Fiel organizar o desfile dela no Carnaval. Há jogadores que dão dinheiro para serem aplaudidos pelas Uniformizadas. E quem não assina o famoso “livro de ouro” acaba sendo vaiado. Quer exemplo maior do que o peruano Paolo Guerrero, que fez o gol do título mundial e vem se salvando nas atuações, sendo agredido nessa invasão?

No fundo, a própria cumplicidade dos cartolas os tornam reféns de tudo isso. O Grêmio/RS divulgou em balanço que deu mais de 1 milhão às suas Organizadas. Os caras ganham ingresso, pirateiam a camisa e concorrem diretamente com a venda de souvenirs dos times, e ainda recebem dinheiro deles!

Certo está o presidente Paulo Nobre, do Palmeiras: cortou as regalias das Uniformizadas (que fizeram perder vários mandos por brigas nas arquibancadas) e agora vem sendo perseguido e vaiado por elas. É o custo da independência…

Alguém será preso por culpa do episódio de sábado? Esqueça. Enquanto você lê esse artigo, muitos deles estão rindo e se vangloriando pelas ações de vandalismo, incentivando aos “colegas de outros clubes” a agirem da mesma forma.

Particularmente, creio que, sendo ano de Eleições, nenhum político vai querer tocar nessa ferida, que é uma grande chaga do futebol brasileiro.

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– Rolezinho da Solidariedade

Servir, sem desejar nada em troca!

É assim que devemos agir, na esperança de plantar uma “sementinha de paz” no coração do próximo.

Ontem, voltamos das férias na Catequese do Crisma, e eis que um dos crismandos sugeriu: que tal um “rolezinho da solidariedade”, visitando casas levando mensagens positivas ou ações cidadãs?

Duas sugestões apareceram:

1) Campanha de conscientização da Dengue (levando orientação de combate aos focos de água parada) e

2) Campanha de Doação de Sangue, reservando um horário com algum banco de sangue para os “rolezeiros” praticarem a solidariedade.

Bem melhor do que “tumultuar shopping e ostentar”, não acham?

E aí, você participaria?

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– Greve no Futebol da Espanha

Nessa semana, o Racing Santander iria a campo na Copa do Rei contra o Real Sociedad. Entrou no gramado, e na hora do apito inicial, resolveu abandonar o jogo como protesto pelos salários atrasados.

A torcida entendeu o ocorrido e aplaudiu o time, apoiando a manifestação.

E se fosse aqui?

Hum… Estou para ver alguém com coragem para isso!

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– Drogas? Tô fora!

Tenho visto alguns outdoors com a seguinte mensagem:

Drogas deviam se chamar Tristeza. Desista Já!

Não sei de quem é a campanha, mas foi excepcionalmente bem bolada. Se fosse bom, o entorpecente não se chamava “droga”. Vide quantas famílias acabadas por esse mal.

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