– Questionamentos de Lusa x STJD

A Portuguesa foi rebaixada definitivamente para a série B. Numa apresentação bem melhor do que na primeira oportunidade, o advogado Dr João Zanforlin fez a defesa cobrando um julgamento técnico. Falou sobre o Estatuto do Torcedor e outras tantas coisas. E, na hora dos julgadores falarem, simplesmente ignoraram tudo.

Aliás, independente do voto, o menosprezo ao Estatuto do Torcedor me impressionou. Para que ele serve, se na Justiça Desportiva foi deixado de lado?

Parece que as leis foram criadas para se usar quando deseja, e deixá-lo de lado caso não exista interesse num determinado resultado. Nitidamente os membros do Tribunal foram decididos a votarem contra.

Agora, algumas questões perturbadoras:

– Se a Portuguesa reclama que o advogado carioca que ela contratou não avisou da punição, qual o motivo dela não processá-lo?

– O presidente da FPF Marco Polo Del Nero declarou que “não trabalha sob pressão”, e se omitiu totalmente do caso. Por quê?

Se a Lusa não entrar na Justiça Comum, ficará uma grande indagação: não o fez por fraquejar ou a pedido de alguém, como a CBF, por exemplo?

Tudo o que aconteceu deixa no ar a dúvida: se o beneficiado indireto fosse a Portuguesa e o prejudicado o Fluminense, teria sido 8 x 0 o julgamento? E mais dúvidas sobre o futuro: se conseguir a vaga na Justiça Comum, teremos um Brasileirão inchado, com 21 times (ou 24, se o presidente José Maria Marin fizer politicagem e cancelar o rebaixamento)?

Me recordo do caso Botafogo, Gama e Sandro Hiroshi, que salvou o clube carioca e fez o time candango ganhar a permanência na série A nos tribunais. Tenho medo desse triste episódio se repetir.

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