– O Satélite Brasileiro Ching Ling

A China conseguiu fazer com que seu robô descesse na Lua; os americanos querem chegar a Marte; japoneses desejam realizar estudos com o Sol; o Irã mandou um macaco para o espaço; a Índia, através da sua agências espacial, anunciou que quer explorar o universo; e por aí vai.

Enquanto isso, nosso satélite sino-brasileiro CBERS-3 de R$ 160 milhões não conseguiu ficar no espaço nem por poucas horas e caiu (na semana passada).

Quem pagará a conta?

Já li críticas que a parceria com os chineses não foi adequada, pois eles devem ter se equivocado em algum momento do projeto.

Eles? Mas se até os equipamentos espaciais deles têm sucesso, onde está o erro?

Respeitosamente, acho que a nossa parceria foi com o pessoal da 25 de Março, não os legítimos de Pequim.

Ah, lembrando: em 2014, teremos o CBERS-4, ao custo de R$ 200 milhões. Vai dar certo?

Permitam-me o trocadilho, mas é dinheiro público indo para o espaço, literalmente…

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– Gestão de Carreira e Equilíbrio Emocional dos Jogadores

Depois do julgamento da Portuguesa no STJD que rebaixou a equipe do Canindé, o inconformismo ainda assola muita gente. Mas sejamos justos: houve um erro, é fato, e o que se busca é como puni-lo. Deste erro surgiu o benefício ao Fluminense de permanecer na série A. Se a pena foi rigorosa ou o cumprimento da lei tinha outro interesse por trás, não importa mais discutir. Mas o que se deve questionar – e muito – é: de onde surgiu o problema? Foi do advogado Sestário ou dos dirigentes lusos? De nenhum deles!

Surgiu de uma grande bobagem: Héverton, depois da partida encerrada contra o Bahia, foi reclamar e ofender o árbitro. Entrou no final do segundo tempo, e após o árbitro Ricardo Marques Ribeiro encerrar a disputa, correu em direção a ele e disse:

P…, c…, você é um m…, está com medo dos da casa? Só isso de acréscimo, c…?”

Infelizmente, há jogadores que pensam que quando se apita o fim de jogo, o campo vira uma terra sem lei. Esquecem-se que o comportamento deve ser o mesmo dos 90 minutos, e que o árbitro pode expulsar ou amarelar qualquer jogador até deixar o gramado. Não teria que ser Héverton advertido pelo seu clube por receber um cartão vermelho depois do encerramento da partida e ter prejudicado sua equipe? Aliás, será que os atletas se preocupam como foi o julgamento deles? Buscam melhorar a conduta?

De um ato reprovável do atleta surgiu o imbróglio que rebaixou a Lusa. Mas isso mostra que os atletas não estão tão preparados para jogos importantes ou até mesmo para uma carreira de sucesso. Há de se ter boa conduta, preparo e equilíbrio emocional. E quando não se tem, “contrata-se” tudo isso.

Como?

Com um gestor de carreiras, um orientador ou em alguns casos, um assistente social. Muitas vezes, esse profissional funciona quase como uma babá, encobrindo polêmicas e outros desencontros. Vide o lateral do Fluminense Wellington Silva, flagrado em uma festa da comemoração do título do rival Flamengo com seu amigo Vágner Love. Ninguém orientou o rapaz que tal festejo poderia ser ruim para o desenvolvimento da sua relação de trabalho nas Laranjeiras?

Rildo, da Ponte Preta, é outro que merece atenção: bom jogador, mas tem como histórico uma covarde agressão pelo Vitória (cenas que rodaram o mundo pela brutalidade, como briga de rua), discussão com seu treinador Jorginho, causando afastamento de jogos e declarações de que gosta de atuar no estilo Várzea. Ora, não era melhor para a carreira dele se comportar como profissional, melhorar sua imagem e valorizar seu potencial?

Jogadores e clubes têm muita culpa nisso: atletas desconhecem regras do jogo, menosprezam aprendizado e aconselhamento psicológico, fazem vista grossa a orientadores educacionais e gestores de carreira. Isso, enquanto estão na ativa. E quando param? Estão preparados para a aposentadoria ainda jovem? Os clubes demonstram ajudar?

Enfim, fica a questão: os clubes devem ou não avaliar o comportamento dos atletas antes de contratar jogadores?

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– Estádios Interditados. De novo…

Todo ano é a mesma coisa. Às vésperas dos estaduais começarem, a FPF interdita diversos estádios por falta de laudos. Se isso é feito por segurança, ótimo. Mas as vistorias não poderiam ser feitas durante a Copa Paulista, a fim de tempo hábil para a preparação das arenas para o Paulistão?

Na virada do ano, como reformar as praças esportivas sendo que boa parte das construtoras já estão em recesso?

Certa vez, trabalhei como quarto árbitro no Jayme Cintra na abertura do Campeonato Paulista de 2006: Paulista FC x EC Santo André, com portões fechados devido a falta de corrimãos nas arquibancadas, num jogo as 20h de uma 4a feira. A partida fica sem clima, escuta-se o lateral do outro lado do campo reclamando com o bandeira, o vazio da galera se torna um incômodo muito grande. Sem falar, claro, no prejuízo financeiro.

Tomara que em janeiro de 2014 esteja tudo em ordem. Não desejo ver o Tricolor Jundiaiense estrear contra o Audax com portões fechados (lembrando que só são 7 jogos em casa…).

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– Mandela e Suas Frases de Efeito

Nelson Mandela se foi, e muito se falou dele. Mais eis uma coletânea de frases realmente ditas e registradas sobre as coisas que ele pensava:

MEDO – “O bravo não é quem não sente medo, mas quem vence esse medo”.

PERDÃO – “Perdoem, mas não esqueçam jamais”.

PRISÃO – “A prisão me ensinou muita coisa, inclusive a valorizar cada um dos meus dias”.

LIBERDADE – “Não há nada como a liberdade”.

OPRESSÃO – “Nunca, nunca e nunca de novo esta bela terra experimentará a opressão de um sobre o outro”.

EDUCAÇÃO – “A educação é a ferramenta mais poderosa para mudar o mundo”.

VIDA – “O que conta na vida não é o mero fato de a termos vivido. É a diferença que nós fizemos às vidas dos outros”.

MORTE – “A morte é algo inevitável, quando um homem fez o que considera seu dever para com suas pessoas e seu país, ele pode descansar em paz. Eu acredito ter feito esse esforço e é por isso que vou dormir pela eternidade.”

LIDERANÇA – “Verdadeiros líderes devem estar preparados para sacrificar tudo pela liberdade de seu povo”.

RACISMO – “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender a odiar, então podem ser ensinadas a amar”.

Profundas e reais, não? Vale a nossa reflexão!

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– A Virada de Mesa acontecerá ou não?

Eu fico bem com o pé atrás…

José Maria Marin, experiente político que é, declarou-se triste pela Portuguesa ter sido rebaixada no Tribunal.

Vasco da Gama promete apelar da decisão da última semana e quer permanecer na série A.

O Fluminense nem pensa em jogar a série B. A causa é ganha, segundo os dirigentes e auditores!

O Bom Senso quer reformar o calendário do futebol brasileiro, ameaça aumentar os protestos e quer modificações.

Estamos em ano de eleição na CBF, e a ideia é de agradar ao máximo os descontentes.

Não fica a sensação de que, habilidoso e fazedor de média, com a desculpa de reestruturar o calendário e o campeonato, atendendo aos anseios de todos, o presidente Marin resolva inflar o Brasileirão com 24 clubes dizendo que o Brasileirão de 2014 será uma seletiva para um torneio mais enxuto em 2015?

Tenho medo que essa sensibilidade seja certeira. Olha a virada de mesa aí, gente!

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– Negócios Bilíngues do Grupo Multi

Carlos Wizard, o empreendedor das escolas de línguas Skill, Yázigi e Wizardi (e proprietário da Microlins e SOS Computadores) tem mil motivos para sorrir. Ou melhor, quase 2 bilhões de motivos: é por esse valor (R$ 1,95 bi) que ele vendeu seu grupo de escolas ao conglomerado Pearson!

Wizard costumamente dava palestras sobre como começou sua pequena escola, numa garagem em Lins, interior paulista, e tornou-se um empresário de sucesso.

Merece todos os aplausos e o a riqueza que agora gozará!

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– A China é o Novo Eldorado do Futebol!

Sempre que se ouve falar de “futebol na China”, vem associado duas lembranças: dólares e manipulação de resultados.

Repararam que, com grande frequência, ouvimos falar de árbitros punidos por esquemas de corrupção? Ou ainda que dirigentes de clubes foram afastados?

Me chama a atenção as cifras estratosféricas pagas a jogadores de condição técnica duvidosa. Qualquer brasileiro que se aventura por lá já chega na base do milhão.

Seria um investimento pesado que o país faz para se desenvolver no futebol, e isso atrai também os criminosos que querem se aproveitar disso, ou nada mais é do que uma grande lavanderia de dinheiro?

Fico sempre com a pulga atrás da orelha…

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– Comportamento Ideal na Prática?

Gostei muito de um aconselhamento do Papa Francisco, dias atrás, via Twitter:

Se nos comportarmos como filhos de Deus, sentindo-nos amados por Ele, a nossa vida será nova, cheia de serenidade e de alegria.”

Será que temos nos comportado como filhos de Deus? Vale a reflexão.

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– O que esperar de Raja Casablanca x Atlético Mineiro?

Torcerei para que o árbitro Sandro Meira Ricci esteja escalado na decisão do 3o e 4o lugar do Mundial de Clubes do Marrocos, no próximo final de semana. E sabe por quê? Se isso acontecer, é porquê teremos o Atlético Mineiro na final contra o Bayern, já que o árbitro candango da FIFA não poderá apitar um time do mesmo país que a sua confederação em jogo oficial.

Aliás, fica a nota: se o Galo vacilar e o time marroquino se classificar, não tenho dúvidas de que Ricci apitará a decisão. Assim, ou teremos um árbitro ou um time na finalíssima em Marrakesk.

Mas o que esperar de Atlético Mineiro x Raja Casablanca?

Eu aguardo um jogo difícil, e por vários motivos: o Raja joga em casa, conhecendo gramado, clima e outras nuances; a torcida marroquina está empolgada e isso motiva o psicológico dos atletas; o time já jogou duas partidas no Mundial e está em ritmo de competição, enquanto que o Atlético, em final de temporada, só treina até então. E um fator de última hora: a exploração da mídia local de uma declaração do goleiro do Raja de que, em 2000, o “time houvera sido prejudicado pela arbitragem contra o Corinthians”. Bobagem, mas pode ser utilizada como mais um dos famosos “argumentos motivacionais” que treinadores mundo afora usam.

Se o Raja vencer, não será uma zebra tão grande quanto o Mazembe ter superado o Internacional-RS, mas mesmo assim é um resultado improvável.

Gostei da escalação do espanhol Carlos Velasco para apitar o jogo. Não sentirá a pressão e o jogo deve ser fácil para a arbitragem, devido as características das equipes. No “palpiteco”, apostaria Atlético 2 x 1 Raja na prorrogação. Mas é puro chute…

E você, o que espera do jogo desta quarta-feira?

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– O que esperar de Raja Casablanca x Atlético Mineiro?

Torcerei para que o árbitro Sandro Meira Ricci esteja escalado na decisão do 3o e 4o lugar do Mundial de Clubes do Marrocos, no próximo final de semana. E sabe por quê? Se isso acontecer, é porquê teremos o Atlético Mineiro na final contra o Bayern, já que o árbitro candango da FIFA não poderá apitar um time do mesmo país que a sua confederação em jogo oficial.

Aliás, fica a nota: se o Galo vacilar e o time marroquino se classificar, não tenho dúvidas de que Ricci apitará a decisão. Assim, ou teremos um árbitro ou um time na finalíssima em Marrakesk.

Mas o que esperar de Atlético Mineiro x Raja Casablanca?

Eu aguardo um jogo difícil, e por vários motivos: o Raja joga em casa, conhecendo gramado, clima e outras nuances; a torcida marroquina está empolgada e isso motiva o psicológico dos atletas; o time já jogou duas partidas no Mundial e está em ritmo de competição, enquanto que o Atlético, em final de temporada, só treina até então. E um fator de última hora: a exploração da mídia local de uma declaração do goleiro do Raja de que, em 2000, o “time houvera sido prejudicado pela arbitragem contra o Corinthians”. Bobagem, mas pode ser utilizada como mais um dos famosos “argumentos motivacionais” que treinadores mundo afora usam.

Se o Raja vencer, não será uma zebra tão grande quanto o Mazembe ter superado o Internacional-RS, mas mesmo assim é um resultado improvável.

Gostei da escalação do espanhol Carlos Velasco para apitar o jogo. Não sentirá a pressão e o jogo deve ser fácil para a arbitragem, devido as características das equipes. No “palpiteco”, apostaria Atlético 2 x 1 Raja na prorrogação. Mas é puro chute…

E você, o que espera do jogo desta quarta-feira?

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– Empresas que sofrem golpes pelo Twitter

Compartilho um interessante texto sobre como a montadora Nissan sofreu e perdeu consumidores por uma infelicidade com o Twitter. Após promoção, não contou com os golpes dados por integrantes desta Rede Social.

Abaixo, extraído de Revista Época, pg 78, Ed 20/12/2010, no. 657

DERRAPOU NO TWITTER

A Nissan inovou com promoção na rede social. Mas se enrolou com um internauta acusado de fraude.

Por Bruno Ferrari

O povo brasileiro tem uma antiga paixão por carro. Outra paixão, mais recente, são as redes sociais: dos 40 milhões de usuários ativos de internet no Brasil, mais de 80% frequentam algum desses sites. Com todo esse potencial, uma ação de marketing que unisse essas duas paixões não teria como dar errado. Foi o que a montadora japonesa Nissan imaginou quando lançou a promoção “Quero meu carrão”. O objetivo era que usuários da rede social Twitter divulgassem uma mensagem em seus perfis e que essa mensagem fosse repassada pelo maior número de contatos. Quem atingisse a marca de 44.500 “retuites” (ou RTs) levaria um carro Tiida novinho, no valor de R$ 44.500. Mas a bela sacada de marketing deu errado.

Um grupo de usuários do Twitter se mobilizou para ganhar o carro. Queriam doar o prêmio à Família Santa Clara, uma instituição de caridade. Pessoas influentes do Twitter no Brasil endossaram a campanha. Em poucos dias, porém, um perfil identificado como @tca_oficial ultrapassou os 44.500 RTs, levando o carro.

Desconfiados do perfil, que era anônimo e tinha mais de 100 mil seguidores (marca que só celebridades conseguem), o grupo que perdeu o carro mobilizou-se para encontrar indícios de trapaça do usuário @tca_oficial. Não precisou de muito. O próprio Twitter excluiu a conta vencedora dois dias depois por uso de técnicas para inflar artificialmente o número de seguidores (conhecidas como “scripts”).

Houve protesto em blogs, no Twitter e em diversos sites de notícia. Criou-se até o perfil @nissanfail (“Nissan falhou”) no Twitter. A montadora então prorrogou a promoção, oferecendo um segundo carro e tomando medidas de precaução. “Houve uma comoção no Twitter”, diz Carlos Murilo Moreno, diretor de marketing da Nissan. Moreno diz que o regulamento não previa penalizar o uso de script, e a Nissan poderia ser acionada na Justiça pelo ganhador da promoção. O publicitário Fernando Gouveia, que concorria ao prêmio no Twitter e escreveu um post em seu blog sobre o caso, rebate: “O item 4.8 do regulamento diz que serão excluídos os participantes que burlarem o sistema de segurança do Twitter”.

Para evitar que o segundo carro caísse na mão de outro hacker, a Nissan criou uma comissão para analisar tecnicamente o ranking da promoção, que se encerra no dia 20. Decidiu-se então que as mensagens com RTs dados indevidamente seriam excluídas. A advogada Flavia Penido, usuária do Twitter e com casos envolvendo Direito Digital na carreira, diz que a Nissan age com cautela. “O Direito não é uma ciência exata. É preciso que quem esteja julgando saiba exatamente como funciona o script”, afirma Flavia, que participa da comissão da montadora.

A Nissan tem o mérito de inovar num mercado promissor. “O custo do aprendizado é nosso”, afirma Moreno. “Mas a melhor solução nesse caso é ser transparente.” Um grupo de participantes que se sentiu prejudicado se uniu via internet e está pensando em mover uma ação coletiva contra a empresa. A ação da montadora japonesa mostrou o potencial de marketing das redes sociais. Mas mostrou também que, agora, ao lado da equipe de criação, é bom as empresas incluírem um advogado especializado em internet.

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– Prestigie nossas participações!

Estaremos nesta quarta-feira na Rádio Difusora Jovem Pan Sat (810 AM Jundiaí) participando do “Show de Bola”, apresentado pelo José Roberto Pereira e com todo time forte do esporte, da equipe do Adilson Freddo (18h as 19h). Prestigie!

Aproveito e convido à leitura da minha coluna semanal no jornal Bom Dia (às 3as feiras), bem como nossos textos publicados diariamente no Blog do Diário de São Paulo / Rede Bom Dia.

Por fim, nos dê a sua valorosa audiência às 6as feiras, onde comento sobre os diversos assuntos esportivos no “Futebol Esporte Show“, com o Marcel Capretz, das 13h às 13h30 no SBT – VTV (Canal 29).

Obrigado pelo carinho!

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