– Preço dos Ingressos para a Copa do Mundo: barato ou caro?

A FIFA divulgou os preços dos ingressos da Copa do Mundo:

  • Os mais baratos (fase 1, exceto Jogo de Abertura) custarão 30,00.
  • Os mais caros (para todas as fases do torneio) R$ 1.980,00.

Claro que para as Oitavas-de-Final, Quartas, Semis e Final os preços mais baratos majoram. Normal, afinal, jogo mais importante vale mais.

Mas já imaginaram que estranho: um suposto jogo entre Alemanha x Argentina no Maracanã custará R$ 30,00; e o hipotético Eslovênia x Benin na Arena Cuiabá, idem!

Achei os preços mínimos razoáveis. Claro que a FIFA quis fazer um agrado ao povo, temendo também manifestações e questionamentos. Mas lembremo-nos: ela não paga imposto de nada no Brasil, é dinheiro líquido (faz parte do acordo entre a entidade e o Governo para se realizar o evento). Além disso, o grosso da grana não vem das bilheterias, mas de patrocínio, dinheiro de transmissão, licenciamentos, entre outras receitas.

E pensar que no Paulistão, os jogos custavam R$ 40,00…

Pra você: o valor do bilhete para assistir aos jogos da Copa do Mundo é barato ou caro? Deixe seu comentário.

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– Camarão e Champagne às custas do Povo Brasileiro

Assim é fácil fazer banquete: o PMDB promoveu um jantar entre seus deputados e membros influentes do partido: no cardápio, só coisa boa (e cara).

Sabe quem pagou a conta?

A União. Ou seja: nós! Custou R$ 355,00 por cabeça (foram 80 políticos participantes).

Se é um evento do PMDB, porque o Governo paga a conta e não o Partido?

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– A Lista de Schindler Original está a venda!

Um dos mais belos e comoventes filmes que assisti é: “A Lista de Schindler“, que conta a história de um piedoso alemão que tentou salvar milhares de vidas do genocídio do Holocausto.

Pois bem: a Lista Original, datilografada em meio a Segunda Guerra Mundial pelo próprio Schindler, está a venda pelo eBay!

Lance inicial: 7 milhões de dólares.

Curioso? Veja ela abaixo:

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– Pitacos sobre a arbitragem de Corinthians 2 x 0 São Paulo

Ótima atuação de Paulo César de Oliveira na final da Recopa Sulamericana. O árbitro mostrou como é conduzir uma partida com jogadores experientes e nervosos.

Gostaria de destacar Emerson Sheik. O atleta provoca os adversários; consequentemente, apanha deles. Porém, encena com uma perfeição ímpar suas quedas, tornando difícil a decisão do árbitro. E PC foi muito bem nas jogadas que envolveram o corinthiano. Em determinado momento, conversou ao pé-da-orelha do atleta e o advertiu verbalmente.

É isso aí! Bem diferente do jogo de ida, onde o árbitro Ricardo Marques Ribeiro se perdeu completamente no relacionamento dos jogadores.

Arbitragem a parte: e o São Paulo, hein? Que coisa… situação lamentável!

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– Dinheiro do Bolsa Família para pagar Prostituta e Motel?

Fim da picada… um beneficiário do Bolsa-Família tentou pagar uma garota de programa e o motel com um débito em seu cartão do Bolsa Família!

Para os críticos do excesso de assistencialismo desmedido do Governo, um exemplo clássico. Será que esse cidadão merece mesmo o recurso, advindo dos nossos impostos?

Extraído de: http://oglobo.globo.com/pais/homem-tenta-pagar-prostituta-na-bahia-com-cartao-do-bolsa-familia-9057916#ixzz2ZRAVNL7q

HOMEM TENTA PAGAR PROSTITUTA NA BAHIA COM CARTÃO DO BOLSA FAMÍLIA

Uso do cartão está sendo investigado. Pelas regras do programa, a titular do benefício é, preferencialmente, a mulher da casa

A Delegacia de Polícia de Itapetinga, a 316 km da capital baiana, está investigando um caso de uso incomum do cartão do Bolsa Família. Um homem, identificado apenas pelo pré-nome de “João”, teria tentado pagar os serviços de uma prostituta e o motel em que pretendia realizar o programa sexual com o cartão do principal programa social do governo. A confusão começou quando a prostituta tentou cobrar adiantado os R$ 50 do programa. “João” percebeu que estava sem dinheiro, e perguntou se ela não aceitaria o pagamento através do cartão do Bolsa Família.

A mulher se recusou e, devido à discussão, uma radiopatrulha da PM foi chamada ao local. Para pagar a entrada no quarto do motel, o homem teria deixado o aparelho de som do seu carro. Os policiais militares contaram que “João” se irritou com o escândalo e reclamou da situação nos seguintes termos:

— Itapetinga tá atrasada mesmo, nem as p… aceitam cartão!.

O delegado Roberto Júnior, titular da delegacia de Itapetinga, informou que o caso foi registrado na delegacia como um “termo circustancial” de um cliente que não pagou o motel. Segundo ele, a utilização do cartão do Bolsa Família ainda está sendo investigado.

— O problema é que os policiais não retiveram o cartão, pois aí eu só liberaria na presença da titular — disse.

Pelas regras do programa, a titular do cartão é, preferencialmente, a mulher da casa. O delegado explicou que se ficar comprovado o uso indevido, o cartão pode ser cancelado.

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– Pitacos sobre a arbitragem de Corinthians 2 x 0 São Paulo

Ótima atuação de Paulo César de Oliveira na final da Recopa SulamericanaO árbitro mostrou como é conduzir uma partida com jogadores experientes e nervosos.

Gostaria de destacar Emerson Sheik. O atleta provoca os adversários; consequentemente, apanha deles. Porém, encena com uma perfeição ímpar suas quedas, tornando difícil a decisão do árbitro. E PC foi muito bem nas jogadas que envolveram o corinthiano. Em determinado momento, conversou ao pé-da-orelha do atleta e o advertiu verbalmente.

É isso aí! Bem diferente do jogo de ida, onde o árbitro Ricardo Marques Ribeiro se perdeu completamente no relacionamento dos jogadores.

Arbitragem a parte: e o São Paulo, hein? Que coisa… situação lamentável!

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– Os Doppings Jamaicanos

E o sem-número de atletas de elite da Jamaica pegos no exame antidopping?

Caramba… o uso de drogas tem sido determinante para fabricar campeões. E cada vez mais a indústria dos anabolizantes descobre novas formas de ludibriar.

Enfim… parafraseio o jornalista Ricardo Capriotti:

Gay e Powell pegos no antidoping… A química continua sendo o caminho mais fácil para se construir falsos campeões.”

Concordo! E lamento pelos falsos ídolos, como Lance Armstrong, no ciclismo.

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– Protesto com Rabo Preso?

Fazer manifestação popular com viés e distorção é complicado, né? Veja essa frase:

Não queremos ‘fora, Dilma’. Queremos um ‘se liga, Dilma’.”

Foi a declaração de Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT). A central sindical é simpática à CUT e ao PT; e proíbe críticas ao Governo atual, segundo a Revista Época (ed 15/07/2013).

Tem muita gente querendo tirar proveito do sentimento desperto no povo dias atrás, não?

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– E os 2 anos condicionais dos médicos brasileiros?

Faltou discutir um assunto importante da última semana: para diminuir o problema de saúde pública, a presidente Dilma sugeriu que os médicos recém-formados, para receberem seus diplomas, devam trabalhar por 2 anos no SUS.

A idéia é interessante, mas barra num problema: não é algo forçoso demais? Obrigar o cara a trabalhar no Governo não pode…

Não seria melhor que o Ministério da Saúde capacitasse seu quadro, equipasse os hospitais e oferecesse melhores condições de trabalho aos médicos já formados?

Ao invés disso, quer trazer médicos estrangeiros…

E você, o que pensa sobre isso?

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– Olha aí o Vanoil da Passarela!

Veja que bacana: a rede jundiaiense Passarela é destaque na Revista Isto É Dinheiro! Na matéria, a bela história do humilde começo do seu Vanoil ao sucesso.

Quem é daqui de Jundiaí, sabe da sua pujança. Abaixo:

Extraído de:

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/123847_DA+CANA+AOS+SAPATOS+ONLINE

DA CANA AOS SAPATOS ON-LINE

Como o ex-boia-fria Vanoil da Rocha Pereira construiu a rede varejista de calçados Passarela, que obtém no e-commerce a metade de seu faturamento de R$ 600 milhões

Por João VARELLA

Aos 7 anos de idade, Vanoil da Rocha Pereira começou a trabalhar nos canaviais da cidade de Bandeirantes (PR). Seus pais possuíam uma pequena propriedade de menos de cinco hectares, insuficiente para sustentar os dez filhos. O jeito era iniciar as crianças desde cedo na labuta, trabalhando a terra dos grandes produtores da região. A vida miserável na roça fazia a infelicidade de Pereira. “Cada avião que cruzava os céus me convencia mais de que a cidade era o meu lugar, não o campo.” Com incentivo da mãe, analfabeta, Pereira permaneceu conciliando a escola com o trabalho na lavoura. A situação perdurou até o dia em que a família teve condições de se mudar para Itatiba (SP), onde já na adolescência Pereira passou a lustrar móveis – seu primeiro emprego com registro em carteira.

Trabalhando duro e galgando espaço nas empresas em que trabalhou, Pereira comprovou que a vida na cidade foi feita para ele. Aos 58 anos de idade, ele hoje é dono da Passarela, com sede na vizinha Jundiaí, uma rede formada por 35 lojas de calçados espalhadas no interior de São Paulo. Missão cumprida? Nada disso. Atualmente, a grande meta de Pereira é crescer na internet com sua operação de e-commerce, responsável por metade do faturamento anual de R$ 600 milhões da empresa. Seu plano o coloca em rota de colisão com duas grandes competidoras do comércio eletrônico brasileiro. Uma delas é a Dafiti, financiada pelo fundo alemão Rocket Internet e comandada por Malte Horeyseck.

“Nesse tempo, eu já era gerente.” Tendo decuplicado a rede de lojas físicas, Pereira resolveu investir no comércio virtual em 2010. Segundo ele, um motivo importante foi o descaso das administradoras de shopping. “As condições que algumas delas impõem para instalar uma loja são muito ruins, inviáveis”, afirma, franzindo o cenho. Apesar do investimento mensal de R$ 2 milhões em publicidade digital, a divisão de venda eletrônica ainda não dá lucro. O empresário entende que este é o momento para ganhar terreno e “arrumar a casa”. Para deixar a empresa afinada, uma consultoria financeira foi contratada para auditar seu balanço. A expectativa de Pereira é que em 2015 o site já dê lucro e o valor da Passarela cresça, atraindo interessados em investir nela.

“Um IPO não está descartado”, diz ele. Enquanto o ponto de equilíbrio no digital não vem, Pereira reforça a operação das lojas físicas, ampliando o portfólio de produtos, incluindo confecções e acessórios, como bolsas. Até o fim do ano, Pereira pretende abrir cinco novas lojas, ampliando a rede para 40 unidades. As prateleiras de cada uma terão cada vez mais variedade. A Passarela tem 15 marcas próprias, para atender diferentes perfis. A produção vendida é terceirizada por fábricas do interior de São Paulo e do sul do País. Quem define o desenho das peças é a equipe de criação da Passarela e Pereira. “Viajo duas vezes por ano para a Europa em busca de referências”, diz o empresário. Ele descarta fazer suas pesquisas pela internet. “Vejo as lojas, mas gosto de ficar mais atento ao que as pessoas estão realmente usando nas ruas.”

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– Um recado para Animar!

Olha que belíssima mensagem do papa Francisco em seu Twitter:

Um cristão vive sempre cheio de esperança; não pode jamais deixar-se cair no desânimo”.

Na correria do dia-a-dia, é um recado importante.

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– E o Lula no New York Times contando mentira?

É ou não é mentira? Olha só o Lula escrevendo no NYT sobre os protestos no Brasil: disse que eles ocorreram por causa do “sucesso econômico e social” do seu governo, que despertou a democracia e deu ao povo benefícios diversos. Dessa forma, o brasileiro teria ficado “mal acostumado e demonstrado na rua que o que ele quer, é mais ainda do que já conseguiu”.

Quer dizer que o povo foi elogiar o Governo anterior e pedir para o atual fazer igual ou mais? Então chamem de volta o Dirceu, o Genoíno… reinstitua o Mensalão!

É repugnante falar dessas coisas demagógicas. Muita cara-de-pau se autopromover com os protestos e fazer propaganda em causa própria. Será que o Lula se esqueceu que manifestantes cercaram o seu apartamento gritando palavras não tão educadas contra ele?

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– PSG, Monaco, Fulham, Zenit, Chelsea, Manchester City… o futebol pirou?

O jogador uruguaio Cavani foi oficializado como atleta do Paris Saint-German após a compra dos seus direitos por R$ 190 milhões de reais.

O Monaco é o novo rico da Europa, sendo que após caríssimas contratações, sinalizou que poderia fazer uma proposta irresistível para o atacante Cristiano Ronaldo.

Na Inglaterra, Chelsea e Manchester City já tem investidores bem abastados financeiramente há tempos, e agora o Fulham se junta a eles.

Tempos atrás, o Zenit pagou 100 milhões de reais por Hulk. E por aí vai! Sheiks árabes, Fundos russos, investidores de origem desconhecida…

Cá entre nós: o mundo do futebol não parece ter se tornado o ambiente adequado para se lavar dinheiro? Ou alguém crê que quem gasta dólares dessa forma espera ter lucro real?

A propósito: dias atrás, o blog especializado em Marketing Esportivo do consultor Javier Trullols (em: http://sport-wayoflife.blogspot.com.br/) trouxe a relação dos clubes que pagam os maiores salários no mundo dos esportes (pesquisa da consultoria Sporttinginteliggence). Considerando apenas os jogadores titulares, o ranking classifica o quanto cada atleta ganha anualmente em média. Abaixo:

  1. Manchester City: US$ 8,05 mi (Futebol)
  2. Los Angeles Dodgers: US$ 7,46 mi (Beisebol)
  3. Real Madrid: US$ 7,25 mi (Futebol)
  4. Barcelona: US$ 7,21 mi (Futebol)
  5. New York Yankees: US$ 7,15 mi (Beisebol)
  6. Milan: US$ 6,53 mi (Futebol)
  7. Los Angeles Lakers: US$ 6,29 mi (Basquetebol)
  8. Chelsea: US$ 6,24 mi (Futebol)
  9. Bayern Munique: US$ 6,15 mi (Futebol)
  10. Internazionale: US$ 6,15 mi (Futebol)

Lembrando que de todos esses esportes coletivos, o futebol é aquele que tem mais atletas em campo: 11. Portanto, o custo dele coletivamente é mais alto que os demais!

E aí: o que você acha desses gastos? O futebol deveria ter um teto ou não?

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– Quem é Responsável pelo nosso país?

Todos temos muitas responsabilidades em relação ao país. Que tal meditar nessa imagem? Abaixo:

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– Explicando o Pênalti de Wellington em Escudero na partida Vitória 3 x 2 São Paulo

Um pênalti polêmico marcado no Barradão neste domingo, na partida entre Vitória 3 x 2 São Paulo. Foi ou não?

Vamos lá: há uma trombada e braços abertos do jogador do time paulista contra o do jogador baiano. Para discernir, temos que lembrar: no futebol, existe casualidade e imprudência.

  • CASUALIDADE é o lance de acidente de trabalho. Por exemplo, quando um atleta salta para disputar a bola com seu oponente e ao cair pisa na perna do seu adversário, contundindo-o. Não é infração, é azar.
  • IMPRUDÊNCIA é uma das 3 avaliações que o árbitro deve fazer ao marcar a falta (1: imprudência – sem cartão /// 2: temeridade – com cartão amarelo /// e 3: força excessiva – com cartão vermelho). Ser imprudente na linguagem da Regra do Jogo é disputar uma bola desatento, distraído, sem levar em conta que pode atrapalhar um adversário, mesmo sem ter tido intenção de fazer uma falta.

O jogador Escudero do Vitória está no alto, disputando a bola. Wellington corre e quando está próximo do adversário, percebe que vai trombar com ele e coloca as mãos para amenizar o choque. É o clássico lance de imprudência.

Pênalti bem marcado, que não merecia cartão amarelo. E você, marcaria ou não?

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– Explicando o Pênalti de Wellington em Escudero na partida Vitória 3 x 2 São Paulo

Um pênalti polêmico marcado no Barradão neste domingo, na partida entre Vitória 3 x 2 São Paulo. Foi ou não?

Vamos lá: há uma trombada e braços abertos do jogador do time paulista contra o do jogador baiano. Para discernir, temos que lembrar: no futebol, existe casualidade e imprudência.

  • CASUALIDADE é o lance de acidente de trabalho. Por exemplo, quando um atleta salta para disputar a bola com seu oponente e ao cair pisa na perna do seu adversário, contundindo-o. Não é infração, é azar.
  • IMPRUDÊNCIA é uma das 3 avaliações que o árbitro deve fazer ao marcar a falta (1: imprudência – sem cartão /// 2: temeridade – com cartão amarelo /// e 3: força excessiva – com cartão vermelho). Ser imprudente na linguagem da Regra do Jogo é disputar uma bola desatento, distraído, sem levar em conta que pode atrapalhar um adversário, mesmo sem ter tido intenção de fazer uma falta.

O jogador Escudero do Vitória está no alto, disputando a bola. Wellington corre e quando está próximo do adversário, percebe que vai trombar com ele e coloca as mãos para amenizar o choque. É o clássico lance de imprudência.

Pênalti bem marcado, que não merecia cartão amarelo. E você, marcaria ou não?

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– Lula! O nome da… Mudança?

Pesquisas mostram que Dilma teria dificuldade em vencer as Eleições de 2014, mesmo em 2o turno. E o nome que levaria já no primeiro turno, que representaria a mudança desejada nas ruas, seria… LULA!

É o voto pelo carisma, pelas bolsas assistenciais ou pela falta de cultura?

Veja o artigo do Guilherme Fiuza, em sua coluna na Revista Época da semana passada, explicando muito bem isso:

SURGE, ENFIM, O NOME DA MUDANÇA

A revolta das ruas produziu um milagre. Não as votações espasmódicas do Congresso Nacional, nem a revogação de aumentos das tarifas de ônibus. Esses foram atos oportunistas, que logo sumirão na poeira da história, embora tenham sido celebrados como vitórias revolucionárias. O milagre também não foi a reação do governo Dilma Rousseff, que propôs ao país um plebiscito para reformar a política. Outros governantes já usaram alegorias para embaçar o debate. Como a alegoria de Dilma é especialmente fajuta, não será comentada neste espaço. O milagre da onda de passeatas foi a reabilitação dele – o filho do Brasil, o homem e o mito, Luiz Inácio Lula da Silva.

A opinião pública brasileira é um show. A pesquisa Datafolha que registrou queda na avaliação do governo Dilma quase à metade revelou que, hoje, a eleição presidencial iria para o segundo turno. A não ser que Lula entrasse no páreo. Aí ele seria eleito em primeiro turno.

O povo, revoltado com tudo isso que aí está, puniu Dilma nas pesquisas porque quer mudança. E sua opção de mudança é Lula. Viva o povo brasileiro! A pesquisa revelou mais. Quem teria, hoje, o melhor preparo, entre os candidatos, para resolver os problemas econômicos do Brasil? Em primeiro lugar, disparado: Lula. É um resultado impressionante.

A maioria do eleitorado deve estar escondendo alguma informação bombástica. Devem ter algum segredo, guardado a sete chaves, sobre o novo Lula. Diferentemente do velho, esse aí não deve ter nada a ver com Dilma, Guido Mantega, Gilberto Carvalho, José Dirceu, enfim, a turma que estourou as contas nacionais para bancar o populismo perdulário.

Não, nada disso. O novo Lula – esse que a voz do povo descobriu e não quer nos contar – é um administrador moderno, implacável com o fisiologismo. Um Lula que jamais daria agências reguladoras de presente a Rosemary Noronha, para ela brincar de polícia e ladrão com os companheiros (é bem verdade que a polícia só chegou ao final da brincadeira). Esse Lula, que hoje seria eleito para desenguiçar a economia brasileira, sabe que politizar e vampirizar uma Anac compromete o serviço da aviação. O povo foi às ruas por melhores serviços de transportes, e o novo Lula não faria como o velho Lula – aquele que transformou as agências do setor num anexo do PT e seus comparsas. Jamais.

O povo brasileiro é muito sagaz. Descobriu o que nem um sociólogo visionário descobriria: o sujeito que pariu Dilma, montou seu modelo de administração e dá pitaco nele até hoje fará tudo completamente diferente, se for eleito presidente em 2014. Quem poderia supor uma guinada dessas? Só mesmo um povo sacudido pela revolta das ruas faria essa descoberta genial. O grande nome da oposição a Dilma é Lula. É ele quem saberá levar as finanças nacionais para onde Dilma, segundo a pesquisa, não soube levar. O eleitor brasileiro é, desde já, candidato ao Prêmio Nobel de Economia por essa descoberta impressionante.

Como se sabe, Lula manteve a política econômica de Fernando Henrique – até porque seu partido não tinha política de governo, não tinha projetos administrativos (continua não tendo), não tinha nada. Para manter a militância acesa, o ex-operário assumiu a Presidência criticando o Banco Central. Auxiliado pelo vice José Alencar, inaugurou o primeiro governo de oposição da história. (Longe dos holofotes, pedia pelo amor de Deus para o BC continuar fazendo o que estava fazendo, já que ele não entendia bulhufas daquilo.) A conjuntura internacional foi uma mãe para o filho do Brasil, e ele torrou o dinheiro do contribuinte na maior festa de cargos e propaganda já vista neste país. Lançou então a sucessora, que fez campanha dizendo que o PT acabara com a inflação.

O único erro de cálculo dos companheiros foi esquecer que a desonestidade intelectual tem pernas curtas. E a conta do charuto do oprimido chegou: eis a inflação de volta. (Ao negar esse fato, Mantega foi convidado pelo companheiro Gilberto Carvalho a dar um passeio na feira.) Mas vem aí o novo Lula, ungido pela sabedoria das massas, para salvar a economia brasileira. Qual será seu segredo? Será a substituição de Guido Mantega por Marcos Valério? Pode ser. Até porque o país não suporta mais amadorismo.

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– Decisão da Libertadores. Que tal jogar na Argentina?

Há certas coisas interessantes no regulamento da Conmebol. Um deles: a decisão da Libertadores da América não pode ser jogada em estádio com capacidade inferior a 40.000 pessoas. Em 2005, o Atlético Paranaense não pode jogar na Arena da Baixada pela sua lotação e foi disputar a partida em Porto Alegre, contra o São Paulo.

Agora, Olímpia e Atlético Mineiro vão decidir o torneio. O Olímpia mandará sua partida no Defensores del Chaco (arbitragem do argentino Nestor Pitana – que tem apenas 7 anos como árbitro e 3 de FIFA). O Atlético mandará, segundo o site da Conmebol, no Mineirão (com arbitragem do colombiano Wilmar Roldán – que não costuma ser caseiro). Mas porquê o Olímpia pode jogar num estádio de 36.000 lugares e o Atlético não pode jogar no Independência (23.500 lugares)? Ambos não atendem a recomendação da entidade.

Simples: a obrigação é que, caso o estádio desejado não tenha 40.000 lugares, deve-se jogar em outro com tal capacidade até 100 km de distância. O problema é que EM NENHUM ESTÁDIO do Paraguai cabe tanta gente!

O Defensores del Chaco lota com 36.000; o Estádio Pablo Rojas, do rival Cerro Porteño, 32.000. Na divisa com o Brasil, em Cidade del Leste, há o 3o maior: 28.000! Assim, a exceção foi aberta para que o Olímpia jogue em seu país.

Já imaginaram se a decisão fosse nos moldes da Champions League, em jogo único numa cidade pré-determinada antes da competição? Teríamos a finalíssima no “Centenario de Montevideo”, no “Monumental de Nuñes” ou, por sorte, até mesmo no Mineirão. Mas nunca no Paraguai!

E aí, o que fazer? Alguma idéia? Deixe seu comentário:

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– A Invasão Neymar

Fenômeno em campo, fenômeno dos cartórios bolivianos!

Daqui a 17 anos, a maioria dos homens daqui se chamará Neymar

Palavras do diretor do Serviço de Registros Cívico de La Paz, na Bolívia. Dois em cada dez meninos nascidos na Bolívia levam o nome em homenagem ao brasileiro.

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– Facepopular: o Facebook Popular da Argentina

Ousado: assim é o Facepopular, que quer ser a maior rede social da América Latina e desbancar o Facebook. Sediado na Argentina, ele quer crescer. Mas há algumas curiosidades engraçadas. Veja:

Extraído de: http://tecnologia.terra.com.br/america-latina-tera-rede-social-que-critica-e-imita-facebook,b142fb8609ecf310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

AMÉRICA LATINA TERÁ REDE SOCIAL QUE CRITICA E IMITA FACEBOOK

Uma nova rede social está sendo criada na Argentina com objetivo de fazer frente ao Facebook e se tornar a principal ferramenta de intereção social na América Latina.

O Facepopular, em que “face” não significa rosto, mas “Frente Alternativa Contra o Establishment”, tem uma postura crítica em relação ao “establishment” Facebook, que lhe serviu de inspiração.

A rede social, que espera ser um competidor direto do Facebook, conta com servidores localizados na Argentina e seu lançamento, esta semana, coincide com os planos de criação da mega rede de fibra ótica que a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), da qual o Brasil faz parte, está desenvolvendo para toda a região.

O Facepopular é o produto-estrela da Red Popular, grupo de mídia que reúne rádio, TV e sites na internet, cujo objetivo é servir de plataforma de integração tecnológica para os países da Unasul e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, Celac, da qual o Brasil também é membro.

E seus criadores são otimistas: esperam que o Facepopular se torne a rede social mais predominante na América Latina no prazo de um ano.

EMOPERONES EM VEZ DE EMOTICONS

Em termos conceituais, o Facepopular tem muitas aplicações, opções e botões semelhantes ao Facebook. Mas há também diferenças. Em vez de emoticons (caracteres tipográficos que expressam emoções), há “EmoPerones” e seus usuários podem enviar uma “Evita”, um “Perón” ou até um “Bolívar”, em alusão aos ícones da política latino-americana.

Os hambúrgueres, por sua vez, serão substituídos por choripanes, sanduíches argentinos feitos com chouriço. Outra diferença em relação ao site é que o Facepopular não tem limite de amigos.

Também contará com um botão de “Não Curtir” e com uma seção denominada “O indesejável da semana”. O Facepopular quer desbancar o Facebook, mas clonando suas ideias para adaptá-las a uma versão latino-americana.

Em sua declaração de princípios, seus idealizadores dizem que o objetivo do Facepopular é “gerar um canal de comunicação e interação comunitária sem as arbitrariedades e modelos de imposição de outras redes sociais desenhadas e operadas fora da América Latina por corporações multinacionais”.

“É uma rede latino-americana, para hispanófonos, pensada e concebida segundo nossos próprios parâmetros e padrões”, diz em sua página na web.

CONDENAÇÕES

O tom embarca na onda de condenações que se espalhou pela região após a revelação do escândalo de espionagem dos Estados Unidos, que teriam espionado milhões de mensagens de e-mail em vários países, inclusive no Brasil.

“Esperamos superar a marca dos 100 mil usuários no final de semana”, disse Pablo Lenz, um dos fundadores da rede social, em entrevista à televisão local. “Vamos incorporar um quarto servidor porque não vamos dar conta”, acrescentou Lenz.

No entanto, no dia de seu lançamento, o Facepopular contava com 400 usuários, segundo informações publicadas nos meios de comunicação locais. E ao encerramento desta matéria, não era possível se increver na rede social.

Diante das várias semelhanças com o Facebook, que vão desde a tipografia até as mais variadas funções, a BBC Mundo contactou a rede social para saber sua opinião a respeito do lançamento do Facepopular e se haviam comentários sobre direitos autorais.

“Estamos analisando. Não temos comentários a fazer neste momento”, respondeu à BBC Mundo Alberto Arébalos, chefe de comunicações para América Latina do Facebook por e-mail.

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– O Arqueólogo Cervejeiro

Que interessante! Um mestre cervejeiro especializado em história, ou um arqueólogo especializado em bebidas?

Conheça o homem que recriou os sabores das cervejas bebidas pelos egípcios, chineses de 7000a.C., turcos e até pelo rei Midas!

Extraído de: http://is.gd/ZJrLAI

BEBENDO HISTÓRIA

Depois de passar décadas rastreando bebidas ancestrais, arqueólogo recria cervejas milenares.

Por Juliana Sayuri

O arqueólogo Patrick McGovern passou duas décadas rodando o mundo em busca de cálices sagrados — e encontrou. Em recipientes usados por civilizações antigas para guardar suas cervejas, ele recuperou receitas de até 9 mil anos. Desde 1999, esse Indiana Jones cervejeiro passou a usar o que aprendeu analisando os vestígios das bebidas ancestrais para reconstituí-las com tecnologia moderna — mas ingredientes e fermentação à moda antiga. Dos dados que colheu em escavações surgiram edições limitadas de 5 cervejas fabricadas por civilizações antigas (veja abaixo).

Como diretor científico do Laboratório Arqueológico Biomolecular do Museu da Universidade da Pensilvânia, Patrick firmou um acordo com a cervejaria Dogfish para criar a linha Ancient Ales, só de cervejas milenares. Entre uma descoberta e outra, ele experimenta as receitas diversas vezes até encontrar a fórmula mais fiel às tradições. “Cada bebida é diferente. É preciso experimentar e fazer muitos ajustes, especialmente naquelas com muitos ingredientes distintos. E degustar nunca é demais”, diz McGovern. Copos do ofício.

– Perdemos a Noção dos Salários no Futebol?

Robinho diz que ama o Santos, ganha mais de 1 milhão no Milan e diz que aceita reduzir 35% a pedida. Vale?

Muricy cobra R$ 750 mil por mês dos clubes que trabalha e aceitava ganhar menos por que ama o São Paulo. Vale?

Não sei quanto ganha Alexandre Pato, mas os direitos federativos de 42 milhões de reais correspondem ao rendimento? Vale?

Luxemburgo tem uma hiper-comissão técnica. E seu salário astronômico, vale?

Se os clubes não estourarem, é prova de duas coisas: há dinheiro por fora ou estão abastados financeiramente.

Salário é coisa particular, mas fico indignado com esses valores, vendo os dirigentes toparem tais contratos e pedidas.

Isso precisa mudar…

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– Dilma e o Mercosul em defesa do Paraguai

Os países sulamericanos pertencentes ao Mercosul se reuniram no Uruguai para aprovar a volta do Paraguai ao bloco econômico. Apesar de sempre ameaçar deslanchar, o Mercosul parece ter travado.

Mas o curioso é essa turma: Nicolás Maduro disse: “amamos o Paraguai“. Dilma: “o Paraguai é essencial para o continente”.

Caramba. E por que o tiraram então? pelas desavenças com a Venezuela, alegando golpe militar interno como desculpa?

Olha que foto repleta de gente fina: os democráticos mandatários:

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E o detalhe: há pouco, o #Paraguai RECUSOU voltar ao #Mercosul, por não querer se aliar a #Venezuela!

– Ney Franco por Autuori. Funcionará?

Não gosto de troca de treinadores, pois sempre achei que o profissional precisa de tempo para trabalhar. Mas é inegável que Ney Franco estava sem ambiente no São Paulo. E comprova algo dito na sua comprovação: ele é ótimo com jogadores jovens. Infelizmente, teve dificuldades com os medalhões.

Mas, atenção: o problema não é apenas o treinador. O elenco é discutível: Lúcio não é sombra do jogador de 10 anos atrás; Luiz Fabiano só dá dor de cabeça; Rogério envelheceu; e por aí vai.

Paulo Autuori será o novo treinador. Taí algo curioso: ele tem um aproveitamento bem abaixo dos últimos treinadores, mas ganhou a Libertadores e o Mundial (lembrando que em 2005, Autuori brigou com o time para fugir do rebaixamento no Brasileirão). Claro, os títulos escondem outros defeitos.

Vai dar certo? Só o tempo dirá.

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– DDD do Piquete: Ditadura, Dinheiro e Demagogia na Greve Geral dos Sindicatos

Depois do Brasil presenciar o povo se manifestando, apartidariamente, contra a corrupção, pela saúde e educação, os políticos resolveram tentar entrar na onda e ganhar pontos. Fizeram isso usando sindicatos e métodos absurdamente ridículos. Quer prova disso?

DITADURA: em Jundiaí, os acessos ao Distrito industrial foram fechados para as pessoas não chegarem às empresas. E o presidente da CUT (em entrevista ao Jornal da Difusora), alegou que a adesão era total e democrática. Democrática onde, cara-pálida? Fizeram as pessoas ficarem presas na marra! Imposição típica de ditadores radicais de esquerda.

DINHEIRO: em São Paulo, segundo o Portal Terra (em http://is.gd/BJ8vTy), a UGT (União Geral dos Trabalhadores) pagou R$ 50,00 para que pessoas fizessem volume na passeata promovida com eles! Meu Deus… onde chegamos? Protesto patrocinado e interessado por outrem!

DEMAGOGIA: pelo Brasil, segundo o UOL (em http://is.gd/qdXUwy), o PT pediu que seus militantes fossem à passeata sem expor os símbolos do Partido. Quer dizer que a ideia era se misturar? Aliás, eles poderiam gritar contra a Presidente Dilma? Ato extremamente político com muitos “pau-mandados”.

A maior parte das pessoas que conversei reprovou de maneira veemente essas coisas. E você, o que achou de tudo isso?

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– A Frota de Veículos do Vaticano

Coisas de Francisco… Vejam que bacana: o Papa Francisco tem demonstrado várias e corretas ações para reformar a Igreja. E, segundo o Estadão (em: http://is.gd/UYfqLS), ele está preocupadíssimo com o pecado das ostentações! Por isso, fez uma visita surpresa a garagem do Vaticano. Lá disse:

Meu coração dói quando vejo um padre usando o último modelo de um carro (…) que usem carros mais modestos e dediquem as economias aos pobres”.

Esse Papa sim sabe das coisas! Um jesuíta de jeitão franciscano.

Abaixo:

PAPA VAI A GARAGEM VER SE PADRES ESTÃO USANDO CARROS ‘MODESTOS’

Pontífice afirma que clérigos católicos devem usar as economias com os pobres e não com ostentação

A visita do papa à garagem não era esperada, disse uma fonte vaticana, mas se segue a recentes comentários do pontífice sobre o que vê como a ostentação material de certos religiosos. “Meu coração dói quando vejo um padre usando o último modelo de um carro”, declarou o papa no fim de semana. Na ocasião, ele pediu aos clérigos católicos que usem “carros mais modestos” e dediquem as economias aos pobres.

Antes de ser eleito papa, quando era um cardeal em Buenos Aires, Francisco circulava de ônibus pela capital argentina. Ele defende que a Igreja Católica dê mais atenção às parcelas mais pobres da população.

Após a declaração do papa, o padre colombiano Hernando Fayid decidiu vender seu carro, um Mercedes Bens conversível. Fayid afirmou a uma emissora de televisão local que o automóvel foi um presente de seu irmão.

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– Escolas para Toda Inteligência

Ótima matéria sobre como educadores podem desenvolver as virtudes dos alunos com métodos alternativos de ensino. Importante para todos nós que militamos nessa área:

Extraído de:

ESCOLAS PARA TODAS AS INTELIGÊNCIAS

por Ana Aranha

Do Japão à Argentina, alguns colégios ensinam criatividade, autoconhecimento e outras habilidades que não estão no livro didático de seu filho

“Eu tinha um jardim de 8 metros quadrados, mas regava apenas 2 metros quadrados dele.” Assim um professor na Turquia definiu a mudança no modo de trabalhar depois que sua escola adotou a teoria das inteligências múltiplas. Criada na década de 80 pelo psicólogo americano Howard Gardner, professor da Universidade Harvard, a teoria propõe a existência de pelo menos oito tipos de inteligência. Segundo Gardner, as habilidades tradicionalmente reconhecidas e ensinadas nas escolas – o raciocínio lógico e a capacidade de aprender e usar a língua – são apenas parte das potencialidades do cérebro. As outras inteligências seriam: a musical, a de visualizar espaços, a de controlar movimentos do corpo, a de lidar com elementos da natureza, a de relacionar-se com os outros e a de conhecer os próprios limites e expectativas.

Desde que Gardner lançou a teoria, educadores em todo o mundo experimentam modelos alternativos para estimular as oito inteligências na escola. O primeiro resultado dessas experiências costuma ser uma mudança no olhar do professor, como aconteceu com o professor turco citado no começo desta reportagem. “Antes, para mim, os alunos que se destacavam em outras áreas que não matemática e língua eram menos inteligentes. Lamento por tê-los discriminado.” O relato é um dos muitos reunidos no livro Inteligências múltiplas ao redor do mundo, organizado por Gardner e que será lançado nesta semana no Brasil pela Editora Artmed. No livro, educadores de 15 países da Europa, da Ásia e das Américas contam como aplicaram a teoria em escolas públicas e privadas. Não há relatos sobre o Brasil.

Gardner, como psicólogo, nunca passou instruções aos educadores. Por isso, as experiências são bem diversas. Mas há dois princípios que marcam as adaptações de sua teoria às escolas. O primeiro é a tentativa de dar atendimento individual aos alunos – um meio de identificar em qual inteligência o aluno tem facilidade ou dificuldade. Na americana Key School, a primeira a colocar a teoria em prática, cada aluno tem semanalmente um momento livre em que recebe a atenção exclusiva do professor. Ele desenvolve a tarefa de seu interesse enquanto o professor o observa. Pode ser a pesquisa de um motor, a construção de uma maquete ou a redação de um poema. O aluno propõe a tarefa e se dedica a ela por quantas horas quiser. Ao final, o professor discute quais foram os pontos fortes e fracos da atividade, e o aluno escreve um relato. O objetivo é ensiná-lo a conhecer seus próprios interesses, facilidades e limites. A avaliação feita pela escola também é diferente. O boletim acompanha o estágio de motivação do aluno em cada inteligência. Em vez de dar notas por disciplina, o professor avalia se o aluno apresenta motivação interna, externa, passiva ou dispersão.

O segundo princípio dos educadores que trabalham com a teoria de Gardner é o esforço para variar linguagens. Em vez de ensinar uma lição só com a leitura de um texto, o professor também propõe uma atividade motora. Foi o que rendeu ao professor Naohiko Furuichi o prêmio do Programa para Educação Científica da Fundação para a Educação da Sony no Japão. Para ensinar as fases da Lua, Furuichi montou uma maquete da órbita da Terra com diversas luas, cada uma pintada de acordo com a iluminação que recebe naquela posição. No meio da maquete, no lugar da Terra, ele fez um buraco onde os alunos colocam a cabeça (foto na próxima. pág.). “Olhando as miniaturas do centro eles entendem por que a Lua parece diferente para nós”, afirma Furuichi. Além da maquete, Furuichi apresenta um poema sobre a relação entre uma flor oriental e a posição da Lua. Com esse tipo de atividade, ele procura estimular os alunos em pelo menos duas inteligências: línguas e visualização de espaços.

Embora ocorram em vários continentes, as experiências inspiradas em Gardner geram controvérsias nas escolas. Para abrir espaço para atividades tão diferentes, é preciso reduzir a quantidade de conteúdo. E, como o professor respeita o ritmo de cada aluno, não é possível submetê-los a avaliações em larga escala – principal instrumento para os governos manterem o controle da qualidade do ensino. Um dos maiores críticos da difusão das ideias de Gardner nas escolas é o educador americano Eric Donald Hirsch Junior. Hoje aposentado, ele foi o principal defensor da importância dos testes nacionais nos Estados Unidos. Para Hirsch, um currículo extenso enriquece o vocabulário e fixa o domínio da escrita e do raciocínio lógico-matemático, ferramentas importantes no mercado de trabalho. Tirando o foco dessas inteligências, a escola perderia sua melhor ferramenta para promover a igualdade social.

A resposta de Gardner a essa crítica é que o mundo de trabalho atual também exige criatividade, habilidade pouco trabalhada pelo ensino tradicional de conteúdos. Ele diz ainda que as outras inteligências são importantes para a vida fora do trabalho. “Se você é bom de língua e lógica, vai se achar muito inteligente na escola”, disse, em entrevista a ÉPOCA. “Mas, no dia em que se vir na Floresta Amazônica ou no trânsito caótico de São Paulo, vai descobrir que não sabe tanto assim.”

Polêmicos, os questionamentos de Gardner, além de oferecerem uma alternativa para pais e educadores que procuram uma formação diferente para seus filhos e alunos, servem também para chacoalhar a escola – uma das instituições mais resistentes a mudanças. Na Coreia do Sul, onde há muita cobrança por resultados nas avaliações nacionais, o Ministério da Educação incluiu uma adaptação da teoria de Gardner no currículo e na formação dos professores da pré-escola. Foi uma tentativa de reduzir a pressão pelo desempenho acadêmico entre os alunos mais novos. Mas os professores não se adaptaram. Primeiramente, reclamaram da falta de tempo para realizar as novas atividades e trabalhar o currículo tradicional – que não deixou de ser cobrado. Depois, não se conformaram com a nova forma de avaliação, que não os permitia assinalar respostas como “certas” e “erradas”. Na maioria das experiências de adaptações da teoria de Gardner, o objetivo da avaliação deve ser ajudar o aluno a se desenvolver, e não classificar seu desempenho.

Gardner é contra as políticas que tentam aplicar a teoria “de cima para baixo”. “Nunca penso na mudança pelo sistema”, afirma. “Ela só acontece se os professores entenderem as inteligências e souberem adaptá-las a cada aluno.” Para ajudar os professores, um grupo de educadores da Argentina criou uma rede de formação nacional. Para cada profissional interessado, o grupo articula a criação de um “trio pedagógico”. Ele é formado por um professor de escola, um responsável pela formação de professores e um pesquisador universitário. Cada trio pensa, em conjunto, as atividades de aula e avalia o desenvolvimento de cada aluno. A Argentina não adota, oficialmente, a teoria das inteligências múltiplas. Mas, desde que não fujam das regras nacionais, algumas escolas permitem que seus professores trabalhem com ela.

O maior obstáculo para a teoria de Gardner são as avaliações em larga escala. Elas têm ganhado força em diversos países, como o Brasil, como política de cobrança por resultados. Gardner compara esse sistema à Bolsa de Valores. “As empresas que constroem um nome que dura não estão presas às oscilações da Bolsa”, afirma. “Infelizmente, o propósito da educação virou ir bem nos rankings. Não importa se o ensino está contribuindo para a sociedade que se almeja.”

As escolas da Noruega vivem esse dilema. Na década de 90, os diretores e os professores tinham autonomia para montar o currículo e avaliar os alunos. Muitos seguiam Gardner. Mas, em 2000, o país foi mal avaliado na primeira edição do Pisa, prova internacional de leitura, matemática e ciências da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ficou na 33a posição, entre 57 países. Para tentar mudar o quadro, o governo criou uma prova nacional e fixou um currículo para cada série. Mas a Noruega continua entre os últimos. Em 2007, perdeu para a Letônia e para a Lituânia.

Alguns educadores noruegueses questionam a padronização com foco no Pisa. Argumentam que, pelo terceiro ano consecutivo, o país foi o primeiro colocado no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede alfabetização, saúde e renda da população. A discrepância entre os índices na Noruega vale como um alerta. Ele levanta a dúvida se o problema está nas escolas do país com melhor padrão de vida do mundo ou no modelo de educação em expansão no resto do mundo.

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– Ameaças de Paralisar o País ficam impunes?

Uma greve geral marcada pela Força Sindical ameaça parar o país amanhã, quinta-feira, 11/07. E ouvi o discurso do “Paulinho da Força”, o líder sindical (e político de carteirinha) falando sobre o que deseja fazer. Segundo ele, a idéia é fechar (as 6h da manhã) as rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Anchieta, Imigrantes, Dutra, Regis Bitencourt e Raposo Tavares. Mais tarde, promover uma passeata na Avenida Paulista. Paulinho ainda se gabou de que esse protesto é organizado e tem foco (redução de jornada de 40 h semanais de trabalho sem redução de salários), e que por isso é bem diferente e melhor do que as manifestações que vimos dias atrás.

O curioso é: no mesmo dia, a CUT e o PT farão outro protesto, a fim da Reforma Política, também na Paulista.

Puxa, não é nada disso que as pessoas de bem que sairam às ruas pediram! O povo não quer corrupção, e saiu as ruas também pedindo pela saúde e pela educação. Essas centrais sindicais e seus líderes demagógicos querem promoção!

É uma irresponsabilidade travar as rodovias. E quem não quer aderir a greve, vai ter que parar pela imposição desses ditadores de esquerda radicais?

Gente, como ficarão as ambulâncias, os resgates e outras tantas coisas que passam pelas estradas? Quer protestar, faça de uma maneira que não prejudique o verdadeiro trabalhador.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Bom Arquiteto, Péssimo Urbanista? Carro à frente dos pedestres…

Olha aí: leio uma edição antiga da Veja (2444, pg 116–118). Uma entrevista com o Professor de Arquitetura Paul Goldberger, respeitoso doutor na área. E ele criticou Brasília, pois Oscar Niemeyer não pensou nos pedestres, mas privilegiou os carros.

Acho que Brasília tem boa arquitetura, mas terrível urbanismo. Niemeyer foi um discípulo de Le Corbusier, um dos maiores arquitetos de todos os tempos. Mas Le Corbusier era um urbanista horroroso. Ele percebeu o efeito profundo que o automóvel teria nas cidades, e entendeu que o melhor a fazer era destruir a cidade tradicional e construir uma cidade nova, inteiramente a serviço do automóvel. E isso não funciona. Qualquer lugar em que você precisa dirigir o tempo todo não é, a meu ver, uma cidade bem resolvida.”

E aí: você concorda com ele?

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– Sobra dinheiro para Político voar e falta ambulância para Enfermo Pobre

Um amigo meu sofreu um acidente e não consegue remover sua esposa de Cachoeiro do Itapemirim (ES) para Jundiaí (SP) por falta de ambulância. Aí eu leio:

  • 1. Henrique Alves, presidente da Câmara, viajando com avião da Força Aérea Brasileira com vários parentes, a fim de assistir a Seleção Brasileira no Maracanã (trajeto RN – RJ)
  • 2. Renan Calheiros, presidente do Senado, passeando com avião da FAB para ir ao casamento da filha de um amigo na Bahia (Trajeto DF – BA – AL)
  • 3. Garibaldi Alves, ministro da Previdência, torcendo pelo Brasil e assistindo a Seleção com seus amigos em vôo da FAB (DF – RJ).

Será que esses políticos não viram os protestos, desconhecem as queixas e acham que somos todos idiotas?

Que vergonha… parece que as manifestações populares não sensibilizaram essa corja de safados! Eles gastam o dinheiro do povo.

E o meu amigo lá no Espírito Santo? Para remover enfermo a FAB não tem disponibilidade de vôo, só para político festejar?

Revoltante…

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– O esquecido Henry Sobel. Um erro que apagou diversos acertos?

Quando adolescente, me lembro bem da figura de um rabino que falava engraçado. Era estrangeiro, mas sempre presente em assuntos importantes. Lutava pela paz entre as religiões com espírito ecumênico pleno. Trabalhou contra o fim da ditadura. Sempre inteligente e respeitado. Falo de Henry Sobel, um carismático e importante líder judeu.

Recordo-me também que um dia ele foi inacreditavelmente preso! Havia afanado uma gravata nos EUA! Coisa inimaginável…

E não é que a sua culpa parece ter sido eterna? Nunca mais o vi na mídia, e todos os seus méritos parecem ter sido esquecidos. Agora, leio essa matéria da Isto É em que ele é citado. Veja abaixo:

(Extraído de: http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/311137_PERDOEM+A+NOSSA+FALHA)

PERDOEM A NOSSA FALHA

Uma importante liderança com trânsito livre nas altas rodas sociais e do poder erra num ato moralmente condenável. Nenhuma novidade. Ele assume o erro e pede perdão: fato inédito.

Qualquer pesquisa que seja feita hoje em torno do nome Henry Sobel trará invariavelmente, nas primeiras linhas, um episódio que ganhou enorme projeção em 2007. Uma das mais visíveis e proeminentes lideranças religiosas do País havia sido flagrada furtando uma gravata em uma loja num shopping center na Flórida. Sua participação na luta contra a ditadura militar, no movimento que exigia a volta das eleições diretas, na aproximação entre religiões e povos eternamente em conflito e até mesmo seu gosto pela vida social e pelo trânsito entre famílias abastadas e poderosas, tudo fica reduzido a algumas linhas na parte de baixo da tal pesquisa.

Pouco depois, Sobel chegou a pedir desculpas através das câmeras do “Jornal Nacional” e tratou do assunto em sua biografia lançada em 2008, mencionando inclusive um incidente semelhante que já teria ocorrido bem antes, em 1985. Na época, Sobel e seus advogados falaram em um problema de saúde e no uso de um medicamento para dormir chamado Rohypnol que o teria levado a cometer atos impensados. Hoje, seis anos depois do episódio, com o distanciamento que o tempo proporciona, Sobel escreveu, a convite da Trip, uma carta aberta pedindo perdão por seus erros. Uma atitude que imediatamente faz refletir e que, em boa medida, devolve ao seu autor a dignidade que o erro pode lhe ter retirado. A íntegra da carta é inédita e segue aqui com exclusividade para os leitores da coluna:

“O que há de tão significativo no perdão? Pensemos em nossa própria vida. 
Em primeiro lugar: é bom ser perdoado. Quando eu era menino, ser perdoado era uma necessidade diária. Sempre que eu cometia um erro, eu podia contar com a compreensão, a ternura, o perdão de meus pais. Eu me lembro da sensação… Um grande peso sendo tirado de meu coração; uma gostosa certeza de ser aceito; um laço inquebrável de amor. É bom ser perdoado.

Em segundo lugar: é bom perdoar. Quando cresci, foi a minha vez de conceder perdão aos meus pais pelos seus erros e fraquezas, reais ou imaginários. É um estágio natural no processo de amadurecimento compreender os nossos pais e perdoá-los por serem menos perfeitos do que gostaríamos. Eu me lembro da sensação… A crítica se abrandando, os ressentimentos se dissolvendo, a consciência do afeto libertando a alma. É bom perdoar.

Em terceiro lugar: é bom perdoar a si próprio. Quando me tornei rabino, eu era muito intolerante comigo mesmo. O autojulgamento era severo, e o sentimento de culpa, duradouro… Até que eu me conscientizei de que o rabino também é um ser humano e, portanto, falível. Eu sofri na pele as consequências de um erro cometido, em 2007, nos EUA, que é de conhecimento de todos. Até hoje eu trabalho internamente para compreender e aceitar o meu ato. Eu tento me perdoar; não é fácil.

Perdoar não é esquecer. Se fosse, não haveria mérito algum no perdão. Não: perdoar é reconhecer plenamente a falta cometida, analisar cuidadosamente a situação, e desculpar conscientemente o culpado. Sem penalidades, sem jogar culpa, sem recriminações, sem reviver o passado, sem ares de superioridade. Perdoar é o ato de reconstruir o relacionamento original, uma tentativa de recuperar a inteireza inicial e a determinação de procurar um começo mais bem-sucedido.

É impossível sobreviver se as raças não perdoarem depois de tanta intolerância e preconceito. É impossível sobreviver se as religiões não perdoarem depois de tanto ódio e perseguição. É impossível sobreviver se as nações não perdoarem depois de tantas guerras e derramamento de sangue. Em toda parte, as pessoas têm que dizer umas às outras: Volte, eu te perdoo; eu te amo; vamos tentar novamente; não é tarde demais! Abraços, Henry I. Sobel. Rabino Emérito.”

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– Anderson Silva vs Chris Weidman

Não entendo nada de MMA ou UFC. Só gostava dos “Gigantes do Ringue” pois sabia que era marmelada, ou ainda daqueles Telecatch com Marreta Valentino e sua turma. Divertidíssimo.

Mas não sou alienado, e sei que o Spider Anderson Silva é uma estrela internacional das “Lutas Livres Modernas”, e que hoje ele defenderá seu título.

Acho engraçado a provocação pré-combate: não parece que está beijando seu adversário Weidman?

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– Nicolas Maduro ajudando Snowden e alegando que na Venezuela todo mundo é livre. Tá bom…

Snowden, o ex-agente da CIA que “entregou” o Governo Americano, dizendo e provando que os EUA fazem escutas telefônicas e espiam e-mails do seu povo e ao redor do mundo (fato que não seria novidade; mas que se tornou publicamente comprovado), fugiu do país e está na Rússia. Como está sendo considerado traidor pelas autoridades americanas, e certamente será preso, pediu asilo a diversos países, incluindo o Brasil.

Porém, Nicolás Maduro, o herdeiro político (e demagógico) do Chavismo, resolveu ajudar, e, claro, tripudiou:

Decidi oferecer asilo humanitário ao jovem americano Edward Snowden, para que, assim, na terra natal de [Simon] Bolivar e de [Hugo] Chavez ele possa vir e se ver livre da perseguição do império norte-americano

Quem não acompanha o noticiário, pode até acreditar que os venezuelanos são livres… a imprensa de Caracas que o diga!

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– China: a maior vendedora de Bíblias!

Assustou com o título deste post? Pois é, o Estadão (is.gd/Bibliachinesa) trouxe uma matéria impressionante. A maior parte das Bíblias comercializadas no Brasil são impressas em gráficas na China, a custo muito mais barato.

Tenho o pé atrás com a China. Não gosto de ditaduras. Hoje, projeções indicam que ela será a maior nação do mundo em 2022. Tenho medo de ser dominado por chineses, com pseudo-democracia e práticas abomináveis comercialmente.

Você sabia que só hoje, após pagar 60 milhões de dólares a um gaiato, que a Apple pode chamar seu tablet de iPad na China? A marca já estava registrada…

PAÍS IMPORTA ATÉ BÍBLIA DA CHINA

Por Marcelo Rehder

Índia e Chile também fornecem o livro a preço inferior; gráfica já demitiu e ameaça mais 40

Depois do livro didático, as gráficas brasileiras enfrentam agora forte concorrência das importações de bíblias. A Palavra de Deus está sendo impressa em português em gráficas na China, na Índia e no Chile, entre outros países, a custos considerados imbatíveis pela indústria.

Para driblar o chamado “custo Brasil” e ainda obter alguma vantagem com o câmbio, editoras de publicações católicas e evangélicas aceleraram as encomendas no exterior. A vantagem comparativa em relação ao impresso nacional chega a superar 50%.

“É um negócio estranho”, queixa-se Jair Franco, vice-presidente da Gráfica Imprensa da Fé, uma das grandes do setor, que trabalha com livros religiosos e didáticos. “Para fazer a Bíblia aqui, temos de comprar o papel de fora, a capa especial de fora e a cola de fora, e tudo isso vem com imposto. Aí, o editor vai lá e faz a Bíblia completa e vende aqui dentro sem pagar imposto nenhum. Como é que pode?”, questiona o executivo. De acordo com a Constituição Federal, as importações de livros, jornais, revistas e outras publicações são imunes e não pagam imposto.

O avanço das importações de bíblias e livros didáticos não aparece nas estatísticas oficiais porque não existe posições aduaneiras específicas para as publicações. Mas os efeitos são sentidos.

Só a Imprensa da Fé chegou a imprimir 3 milhões de bíblias por ano, há cerca de dois anos. Hoje, não passa de 1 milhão. A consequência foi que a gráfica demitiu 40 trabalhadores nos últimos seis meses e atualmente emprega 280 pessoas. Mas os cortes não devem parar por aí: “Vamos ter de dispensar mais 40″, admite Franco.

A situação da Imprensa da Fé não é diferente da vivida pelas demais empresas do mercado gráfico editorial. Tanto que as principais empresas do setor, com a Associação Brasileira da Indústria Gráfica, encabeçam um movimento em defesa da indústria nacional. Amanhã, eles vão se encontrar em Brasília com a senadora Ana Amélia (PT/RS), autora de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estende a imunidade de livros, jornais e periódicos para outros insumos.

A PEC 28/2012 está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania desde 14 de junho, aguardando designação de relator. Nossa bandeira é desonerar o produto brasileiro”, diz Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf.

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– Análise da Arbitragem de São Paulo x Corinthians, Recopa, jogo de ida

Péssima arbitragem de Ricardo Marques Ribeiro. Não teve influência nenhuma no resultado, nem errou lances capitais. Mas irritou, amarrou, picou e se acovardou no jogo desta quarta-feira, pela primeira partida da Recopa Sulamericana entre São Paulo x Corinthians.

No jogo, não tivemos polêmica. O problema é que a cada disputa de bola mais forte dos jogadores, o árbitro marcava falta. Não deixou o jogo rolar, considerando tudo como infração. E os jogadores, aproveitando-se da debilidade do árbitro, não colaboraram, tentando tirar proveito disso.

Podemos avaliar o árbitro em 4 tópicos:

1- Tecnicamente, Ricardo Marques foi mal, considerando tranco legal como falta e não distinguindo carrinhos leves na bola com os no adversário (sorte que não tivemos lances faltosos na área).

2- Disciplinarmente, também foi mal, sem critério na aplicação de cartões.

3- Emocionalmente, péssimo, pois ao parar tanto o jogo e ter que “dar satisfação em diversas reclamações aos atletas”, mostrou-se frágil.

4- Fisicamente, ótimo; mas que de nada adiantou.

Isso vem ratificar o que há anos os formadores de árbitros pecam no Brasil: querem atletas que tenham velocidade em campo, não talentosos árbitros que tenham vocação no ofício. A designação dos escudos da FIFA avacalhou-se; há vários árbitros sem condições e que, talvez por motivação política, chegam à honraria.

Falamos dias atrás do risco de má atuação de Ricardo Marques Ribeiro para este jogo no blog do Diário de São Paulo / Rede Bom Dia, em: http://is.gd/RecopaBomDia, e repito a impressão que tenho dele, publicada no post citado, quando soube da sua escala: me surpreendi com a escolha do mineiro Ricardo Marques Ribeiro, já que embora seja da FIFA, não é respeitado como ‘árbitro de ponta’ e nem tem apitado grandes jogos. “.

Infelizmente, a expectativa ruim se confirmou. De bom da arbitragem, somente os bandeiras Kleber Lúcio Gil e Marcelo Van Gassen, perfeitos em suas marcações.

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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