– E se a Copa do Mundo não fosse mais no Brasil?

Se eu me tornasse presidente da FIFA, ficaria extremamente preocupado com a Copa do Mundo no Brasil. Afinal, a entidade se tornou uma vilã instantânea nos protestos.

Antes, qualquer boa partida de futebol e/ou amistoso da Seleção calava críticos, desde que em suas praças. Hoje, aqueles que antes estavam quietos, resolveram falar e o brasileiro parece mais resistente ao pão-e-circo.

Para a Copa da Colômbia em 1986, o presidente da época alegou dificuldades econômicas e a Copa foi para o México. Mas se isso acontecesse com o Brasil?

Os “elefantes-brancos” se tornariam mais deficitários; o prejuízo institucional, de imagem e turístico, seria monstruoso. E tudo o que foi gasto, dito como investimento em infraestrutura e legado, seria ainda mais desmascarado. Afinal, onde estão as obras deixadas em favor do povo, independente do futebol (como hospitais, mobilidade urbana, entre outras)?

Talvez para a FIFA mudar o país-sede não seja tão difícil do que parece: ou alguém duvida que a Inglaterra ou a Alemanha estejam prontas para uma mudança emergencial? Até os EUA estariam preparados.

No ritmo que vai, tal hipótese não poderia ser desprezada. Feliz ou infelizmente.

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– Argentina ou Itália?

Leio que Jairzinho, tricampeão mundial com a Seleção de 70, declarou que o maior rival do Brasil no futebol é a Itália, e não a Argentina.

Será mesmo?

Aqui no nosso pedaço sulamericano, a rivalidade com os hermanos é incontestável. Mas o “Furacão da Copa” lembrou bem: os jogos mais importantes da história da Seleção Brasileira sempre envolveram a Squadra Azurra!

E pra você: quem é o maior rival da Seleção Brasileira? Itália, Argentina., Alemanha, Uruguai…

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– O Decepcionante Discurso de Dilma

A Presidente da República Dilma Rousseff deu uma satisfação em cadeia nacional de rádio e tv nesta sexta-feira, em relação aos protestos. Seu discurso foi básico; nada além do esperado e, talvez por isso, decepcionou.

Aliás: a Logo do Governo Federal, há 10 anos colorido com forte destaque para o vermelho (com o nome BRASIL), agora virou verde-amarelo! A própria Dilma, que sempre aparece de vermelho (não posso deixar passar batido: ela deve ter mais roupa dessa cor do que o armário criado pelo Maurício de Sousa à Mônica), resolveu falar vestindo um amarelo-claro.

Seria pelo fato do movimento das ruas ser apartidário e ela não querer fazer menção ao PT? Evidentemente que sim.

Mas em sua fala, algumas coisas que incomodaram e o brasileiro mais ingênuo pode ter acreditado: entre elas, que o Estado não está gastando dinheiro com a Copa do Mundo, mas que empresta recursos que vai receber.

Ora, a transação é feita pelo BNDES a juros extremamente baixos. Ou vai construir estádio com os juros do Bradesco, Itau ou qualquer outro banco? É subsídio do Governo Federal sim, e, pior, a maior parte aos Governos Estaduais – e estes são principalmente os grandes construtores de arenas da Copa do Mundo, gastando sem limites. Veja o estádio de Brasília, que, segundo o Tribunal de Contas da União, chegou a incrível marca de 1,7 bilhão de reais.

Em tempo, insisto com algo que critico: tivemos quase 7 anos para protestar contra a Copa, e agora que tudo está pronto, vamos sair às ruas? Se fará o quê: destruirá as obras e jogar fora o dinheiro que já foi mal gasto? Aí o prejuízo é maior…

No discurso, Dilma disse que conversará com prefeitos e governadores sobre mobilidade urbana. Ué, mas há 10 anos de Governo do PT e isso não era uma das prioridades, junto com Reforma Agrária, Saúde, Educação?

O pior foi Dilma pedir para que os Governantes sejam transparentes na administração do dinheiro público. Mas não foi a própria presidente que, dias atrás, resolveu tornar sigilosos os gastos de viagens internacionais?

Parece que estamos perdendo o rumo – do Governo e também da Sociedade, pois afinal, os assustados políticos se defrontam a uma massa que outrora formada por manifestantes pacíficos se converteu em grupo de vândalos que destroem bens públicos e privados, querendo invadir prédios a todo custo, num clima de anarquismo total. E, logicamente, maculam e tiram espaço das pessoas de bens e que querem mudar o Brasil.

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Aliás, o sorriso desses dois seria do quê, há meses atrás?

– A Infelicidade de Ronaldo

Depois que parou de jogar, o fenômeno dos gramados Ronaldo se tornou um empresário de sucesso. Associou-se a políticos, realizou grandes empreendimentos e continuou a ganhar dinheiro.

Está na dele. Vida que segue. Mas, muitas vezes, fala coisas que não devia.

Recentemente, uma frase de dois anos foi relembrada. Na época, ele discutiu sobre a importância em construir estádios para a Copa do Mundo, contra argumentos contrários. Numa ato infeliz, disse:

“Com hospitais não se faz Copa do Mundo”.

Claro, se naquele contexto já trazia polêmica, imagine agora. Dias atrás, se desculpou da frase mas insistiu na importância do torneio. Lógico, ele é interessado… afinal, trabalha no COL, na Globo, para os patrocinadores, empresaria alguns jogadores…

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– A Crise do Interior por Culpa do Etanol

A prosperidade do Interior Paulista com o agronegócio parece ter sido freada. A região de Ribeirão Preto, chamada antes de “Califórnia brasileira” e atualmente de “Vale do Silício do Etanol” sofre com o baque econômico.

Veja abaixo, extraído de Revista Exame, pg 40-42, ed 1042

COLHEITA DE PREJUÍZOS

Por Alexa Salomão e Daniel Barros

Se você quiser ser dono de uma usina, pegue um talão de cheques e passe o dia em Sertãozinho. É com essa frase que os empresários do setor de açúcar e álcool gostam de explicar a importância desse município no interior paulista. Apesar de estar a 350 quilômetros da capital e ter pouco mais de 100 000 habitantes, Sertãozinho ficou conhecida como o Vale do Silício do etanol. Lá estão usinas, canaviais e, especialmente, as principais indústrias de equipamentos para a montagem e a manutenção do parque sucroalcooleiro nacional. Quando o setor vai bem, Sertãozinho vai ainda melhor. Mas, se vai mal, a cidade se torna um retrato bem definido dos problemas. E o que ocorre neste momento.

”Chegamos a crescer mais do que a China”, diz Nerio Costa, ex-prefeito que se candidatou à reeleição e perdeu, segundo sua própria avaliação, por causa da retração econômica que se abateu durante sua gestão. “Mal sentei na cadeira de prefeito e veio a crise – um a um, cada segmento da cadeia foi pisando no freio, até que todo o setor ficasse em compasso de espera.”

Poucos setores no país tiveram tanto glamour na década passada quanto o de etanol. O combustível verde (para alguns entusiastas, verde e amarelo) foi apontado como o substituto do petróleo. Dispostos a participar de sua produção no Brasil, investidores de todo o mundo compraram usinas aqui. A participação de estrangeiros subiu de 3%, em 2006, para 33%, hoje. A petroleira anglo-holandesa Shell, o grupo agrícola francês Louis Dreyfus e a produtora de açúcar indiana Shree Renuka são apenas algumas das empresas de outros países presentes na produção nacional.

Em 2008, no auge da euforia etílica, o setor recebeu 10 bilhões de dólares em investimentos. De lá para cá, 41 usinas fecharam as portas. Já foram para o ralo 45 000 postos de trabalho no setor – o equivalente a 5% dos empregos. Um estudo do banco Itaú BBA sinaliza que as perdas podem estar só no começo: 90 dos 147 grupos empresariais em operação no Centro-Sul do país têm dívidas elevadas e metade corre o risco de fechar as portas. São negócios que já foram referência, como o grupo João Lyra, do deputado de mesmo nome, que tem usinas em Alagoas e Minas Gerais em recuperação judicial. Alexandre Figliolino, diretor do Itaú BBA para etanol e cana-de-açúcar, tem uma analogia particular para explicar a situação: “Os usineiros são como antílopes fugindo de um leão”, diz Figliolino. “O leão pegou os antílopes mais frágeis. Agora, começa a alcançar os fortes, e isso coloca em risco a saúde do setor.”

É o que se vê em Sertãozinho. No campo, o panorama é de queda na produtividade. “As pessoas reclamam que o agricultor chora demais, mas a situação aqui é dramática”, diz Luiz Carlos Tasso Júnior, produtor em Sertãozinho. Tasso caminha pelo canavial queixando-se de que não tem dinheiro nem para tratar direito o solo, muito menos para investir na aquisição de veículos. Usa tratores emprestados de um amigo e o ajuda a pagar o financiamento. A colheita é feita pela usina que comprar a cana. Em 2007, seus 120 hectares produziram 92 toneladas de cana por hectare. Na última safra, o resultado caiu para 74 toneladas. “Fiz dívida para refinanciar dívidas”, diz Tasso. “Hoje, só quitaria todas se vendesse tudo que tenho, até a casa onde moro.” Dados globais da produção mostram que essa é a realidade de boa parte de médios e pequenos agricultores de cana.

Em 2008, o setor colhia 85 toneladas por hectare. Na safra passada, a média estava em 68 toneladas por hectare – uma queda de 20%. “O valor da cana caiu, mas o preço dos insumos aumentou e as usinas cobram mais pela colheita”, diz Manoel Ortolan, presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil. Os associados da entidade representam quase um terço da produção nacional. No ano passado, as margens passaram a ser negativas. O custo de produção fechou em 68 reais por tonelada de cana, mas o preço da cana ficou em 64 reais por tonelada.

O aperto na indústria sucroalcooleira começou recentemente. De 2008 a 2012,81 projetos de usinas foram postos de pé no país. Para dar conta da demanda, a indústria de Sertãozinho cresceu. O número de empresas passou de 500 para 700. A cidade absorveu mais de 3 000 profissionais e chegou a empregar 47 000 trabalhadores. Nos últimos dois anos. o número de postos retrocedeu aos níveis de 2008. Na região, que compreende sete cidades, o emprego acumula queda de 2% nos últimos 12 meses. Na indústria, o faturamento caiu até 70%.

A Smar, especializada na produção de sistemas de automação, perdeu 100 funcionários no último ano e não repôs nenhum. Nos meses mais críticos, paga os operários, mas pede aos executivos que esperem um pouco mais para receber os salários. Tem feito um esforço para manter os 120 engenheiros, responsáveis por criar novas tecnologias. Foram eles que garantiram nos Estados Unidos o registro de mais de 50 patentes, expostas como troféus em quadros nos escritórios da empresa. Entre seus orgulhos está um sistema de injeção que movimenta os motores do porta-aviões USS John F. Kennedy, da Marinha americana. Em 2009, a Smar trabalhava em três turnos, mas há meses opera com ociosidade de 30% da capacidade. “Cerca de 20% de meus clientes faliram”, diz o chileno Eduardo Munhoz, diretor comercial da divisão de açúcar e etanol da Smar. “Não dá para substituí-los da noite para o dia.”

Lucros no exterior

Para contornar as perdas, as empresas lutam por um espaço no concorrido e minguado mercado externo. É o caso da TGM. Especializada na fabricação de turbinas, neste momento tem 92% do faturamento garantido por exportações para Ásia, América Central e União Europeia. Waldemar Manfrin, sócio-diretor da TGM, tem orgulho em mostrar as estruturas gigantescas que produz para o mundo. “Em Brasília, dão incentivos para fogões, geladeiras e carros”, diz Manfrin. “Já o nosso setor foi esquecido. Se não exportássemos, estaríamos encrencados.” Em 2003, a TGM faturou 80 milhões de reais. No auge da euforia com o etanol, o resultado bateu quase em 700 milhões. Em 2012, ficou perto de 200 milhões graças às exportações.

Os efeitos negativos começaram a chegar ao comércio. Na Barão do Rio Branco, uma rua aprazível com árvores e canteiros de flores, que concentra o varejo de Sertãozinho, as lojas têm mais funcionários do que clientes. As vendas esfriaram desde a virada do ano. A Paulmem, loja tradicional de vestuário prestes a completar 40 anos, passou a década registrando aumentos de dois dígitos nas vendas, ano a ano. Em 2012, teve o primeiro Natal com alta de apenas um dígito: 6%.

Desde então, as vendas esfriaram mais. Para complicar, o novo empreendimento da família Ribeiro, dona da Paulmem, vai mal das pernas. O Shopping da Moda, inaugurado em outubro, ainda opera no vermelho. No fim de abril, a família desativou o estacionamento coberto para transformá-lo numa área de saldões. “O Dia das Mães foi bem fraquinho”, diz Erika Ribeiro, sócia do Shopping da Moda. “Agora, esperamos que os produtos mais baratos atraiam os clientes e melhorem as vendas.”

Como Sertãozinho depende da retomada do setor de etanol no resto do país, o comércio local pode ter de esperar. “Não há encomendas para a construção de usinas”, diz Antônio Eduardo Tonielo Filho, presidente da associação que reúne fabricantes de equipamentos para o setor de etanol. “São elas que impulsionam os elos da cadeia.” O mau humor que impera no setor espalhou-se pelo Brasil. O estado de Goiás, por exemplo, foi tomado pela euforia dos investidores a partir de meados dos anos 2000.

Inaugurou 11 usinas em 2008. Hoje, há mais de 40 projetos aprovados no estado, com incentivo fiscal garantido. Quinze deles contam até com licenciamento ambiental e podem iniciar o plantio da cana. Todos, porém, estão engavetados. Já a cidade de Rolândia, vizinha a Londrina, no Paraná, entr
ou numa crise severa. A usina da cooperativa Corol foi um símbolo do progresso da cidade de 58 000 habitantes. Chegou a empregar 6% da força de trabalho local e a responder por 5% da receita da prefeitura. Em 2011, a usina foi à falência com uma dívida de 600 milhões de reais. Apenas 20% de seus empregados foram absorvidos em usinas da região. “No Paraná e em boa parte do Brasil, a indústria do etanol está localizada em pequenos municípios, que dependem fortemente da atividade”, diz Miguel Tranin, presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Paraná. “Quando a usina se vai, boa parte da riqueza local se perde.”

O governo piorou a crise

O inferno astral do setor de etanol tem muitas razões. A crise financeira internacional cortou o crédito das usinas no momento em que estavam endividadas e comprometidas com fusões e expansões. O preço do petróleo caiu e a promessa de aumento das exportações de etanol para substituir o combustível fóssil não vingou. Problemas climáticos comprometeram a produção de cana. O tempo, a mãe natureza e as leis de mercado cuidariam de resolver questões como essas. Mas o que realmente jogou o setor de joelhos foi a política. Ao assumir a Presidência, Dilma Rousseff decidiu segurar o preço da gasolina e, assim, combater a inflação. A estratégia corroeu os resultados da Petrobras e, de quebra, tirou a competitividade do etanol. Em 2008, metade da frota nacional rodava com etanol. Hoje, só 20% dos veículos são abastecidos com álcool.

No fim de abril, o governo anunciou um pacote de ajuda ao setor, com a redução de tributos e a criação de novas linhas de financiamento. A UNICA, entidade que congrega as usinas, emitiu uma nota agradecendo a iniciativa, mas reivindicou ações de longo prazo. Segundo um político ligado ao setor, o governo ameaçou suspender o pacote se não tivesse o apoio oficial da UNICA. Uma semana depois, a entidade soltou uma nova nota, apoiando o pacote – e sem nenhuma menção a eventuais problemas. Não há, porém, como aplacar o descontentamento de quem sofre com a nova realidade do etanol. “As medidas não fazem cócegas nas empresas”, afirma Carlos Liboni, secretário de Indústria e Comércio de Sertãozinho. “O que está em jogo é maior do que vender álcool no posto: precisamos de uma política clara e de longo prazo para dar segurança aos investidores.”

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– Fred, Damião e Jô: acabaram os centroavantes?

A camisa 9 da Seleção Brasileira está em baixa. Sem marcar gols e com a sombra de Jô, Fred é contestado por muitos. Mas a posição de finalizador (nem sempre com a 9) está em fase ruim no Brasil. Trazendo à memória, tínhamos Reinaldo do Atlético-MG nos anos 70; depois Careca, Evair, Romário, Ronaldo e agora… Fred, Damião ou Jô?

Que os fãs deste jogadores me desculpem, mas o contraste é muito grande!

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– O Contraste de Gente de Bem com Bandidos nos Protestos em Jundiaí

Uma multidão foi às ruas protestar contra a corrupção em Jundiaí. Da Avenida Nove de Julho, passando pela Avenida Jundiaí e fechando a Rodovia Anhanguera, os manifestantes pediam um país menos corrupto, a atenção sobre a PEC 37, o fim da gastança desenfreada nos estádios da Copa e outras causas nobres.

Tudo muito justo, democrático, com gente de todas as idades (mesmo com muitos oportunistas de partidos políticos tentando tirar proveito e não conseguindo). Entretanto, quando se exalta e foge da razão, uma massa popular pode ser perigosa.

Quer um exemplo?

Como chegar aos hospitais de Jundiaí para atendimento emergencial, se irresponsavelmente a Anhanguera foi fechada? Quem se serve dessa via para chegar ao Centro, ficou isolado! Protestar é direito, DESDE QUE NÃO SE FIRA O DIREITO DO OUTRO. O excesso não pode ser ignorado.

É claro que no meio de gente cidadã, lutando por um Brasil melhor, há quem foi para o protesto como se vai para uma festa, sem ao menos saber a pauta. Isso também é ruim. Afinal, há gente exacerbando ideias confusas, oba-oba e princípios nada corretos, claramente CONFUNDINDO DEMOCRACIA COM ANARQUIA.

Eu tinha 9 anos e atentamente aprendi, na inocência de uma criança, que as pessoas tinham o direito de se manifestar com os atos da Eleição de Tancredo Neves e o fim da Ditadura Militar. É o primeiro grande momento histórico que tenho na lembrança.

Quando jovem, vivi intensamente os protestos contra Collor e a revolta dos eleitores. Jovens como eu, de cara-pintada, sabendo o que faziam.

Hoje, bem maduro, entristeço ao ver que em meio a esses belos movimentos democráticos esteja gente mascarada, com camisetas amarradas na cabeça ou rostos escondidos. A FIM DE QUÊ ESCONDEM SEUS ROSTOS? Para praticar atos marginais?

Lamentavelmente, destruíram a Avenida Jundiaí; subiram ao Centro e saquearam as lojas; confrontaram a Polícia infringindo leis básicas da boa convivência social.

Claro que é uma minoria quem fez isso; mas ela se aproveita das maiorias que muitas vezes se descuidam do combinado. A manifestação não era para ser de rosto descoberto, e até o Parque da Uva? Por que avançou a Anhanguera? Aliás, para quê?

Sou democrata, apartidário, contra a Copa, contra a PEC 37 e contra a Corrupção. Mas sei que a minha manifestação deve ter limites sociais. Senão, a bagunça generaliza.

Nas redes sociais, se vê a mistura do entusiasmo de gente pacífica com os rastros de destruição de vândalos. Aí vem outra questão, mais profunda: vai se protestar até quando? O recado já foi dado, as autoridades estão preocupadas e os políticos assustados.

Depois de tudo isso, parece que vai se perdendo o propósito. Protestar por protestar parece ilógico. Aí, vira farra e os aproveitadores de plantão aproveitam a ocasião.

O vandalismo, concretamente registrado pode ser observado nesses links:

Jornal de Jundiaí (Rafael Amaral): http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=205122

Bom Dia Jundiaí (Aline Pagnani, Fábio Pescarini, Michele Stela): http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalh/52480/Milhares+saem+as+ruas+em+nome+de+mudancas

Rádio Cidade (Rafael Santos):

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.610507435634728.1073741855.100000264321484&type=3

Globo (Luana Eid):

http://m.g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/06/tropa-de-choque-usa-bomba-para-dispersar-manifestantes-em-jundiai.html

JORNAL DE JUNDIAÍ

Depois de uma manifestação pacífica, um pequeno grupo apelou para a violência e deixou a avenida Jundiaí parcialmente destruída – com orelhões quebrados, um caixa eletrônico totalmente depredado, a porta de uma loja afundada e diversos postes de luz derrubados no canteiro central. Durante os eventos ocorridos ontem, a maior parte dos manifestantes se concentrou na avenida 9 de Julho. 

Uma segunda e menor parte esteve na rodovia Anhanguera, impedindo a passagem de veículos. Os conflitos começaram ali, quando a Polícia Militar teve de utilizar força para que os manifestantes liberassem a rodovia. A retirada gerou revolta nos presentes, que passaram a lançar pedras contra a PM. A polícia, por suas vez, respondeu com bombas de gás, segundo informações de alguns manifestantes. 

Quarenta homens da Tropa de Choque se posicionaram na avenida, em frente ao Parque da Uva. Enquanto isso, rapazes chutavam orelhões e os arrastavam pela via. Os lixos foram jogados no meio da rua e incendiados. O professor César Santos, 39, participou da manifestação com seu filho de 13 anos e lamentou que um protesto iniciado pacificamente tenha sido prejudicado, ao fim, por um pequeno grupo.

”Quando fiquei sabendo que ocorriam conflitos, subi para a avenida Jundiaí para ajudar a pacificar a situação.” O tenente-coronel Aloysio Alberto de Queiroz, do 11º Batalhão, esteve no local e confirmou a necessidade de utilizar a força para retirar os manifestantes da Anhanguera. 

Ele também lamentou o desfecho de um protesto pacífico. Um garoto foi detido pela polícia, sob a suspeita de furto. No Centro, lojas foram saqueadas. Em uma delas, seu proprietário disse que levaram roupas e tênis e que a polícia tentava encontrar os responsáveis durante a madrugada. 

Comércio – Com medo dos manifestantes, lojas fecharam suas portas mais cedo no Centro e na região da 9 de Julho. O JundiaíShopping fechou às 17h e alegou que era por motivos ligados à mobilidade dos funcionários, pois muitos dependiam de ônibus. O Paineiras Shopping também fechou as portas mais cedo.

BOM DIA JUNDIAÍ

Vários grupos saíram de Jundiaí em direção à prefeitura ao longo da noite de ontem. Pedras chegaram a atingir o prédio e o secretário da Casa Civil, Zeca Pires, e o presidente da Câmara, Gerson Sartori, desceram para conversar com os manifestantes e marcaram uma nova reunião para discutir melhorias no transporte público, segundo apurou o BOM DIA.

Por volta de 22h a polícia teve que retornar lá, mas já havia uma confusão generelizada pela cidade, principalmente na avenida Jundiaí, transformada em praça de guerra.

Foram dezenas de bombas de efeito moral, uso de spray de pimenta e muita correria. Para dispersar a multidão que interditava a rodovia há pelo menos quatro horas, ao menos 20 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar fizeram uma barreira e seguiram até a altura  do Parque da Uva, disparando mais bombas de efeito moral.

A correria foi grande e os carros seguiam na contramão e de ré pela avidena para fugir, tanto dos manifestantes quanto dos policiais.

Com pedaços de paus e pedras, os manifestantes atingiram  lojas e empresas. As ruas transversaris serviram para muitos dos pacíficos se esconderem dos mais exaltados.

Na tentativa de atingir uma fachada, um jovem atirou uma pedra e acertou a cabeça de uma estudante. Ela chegou a cair mas não apresetou ferimentos.

O tumulto durou cerca de uma hora até que os manifestantes se dispersassem.

bloqueiro / A avenida Jundiaí – e suas ruas transversais-, Dona Manoela Lacerda de Vergueiro, e as ruas Elias Juvenal Melo, Barão de Teffé foram interditadas pelos manifestantes por pelo menos duas horas. Os motoristas que tentavam passar o bloqueio eram hostilizados.

Amigos dividem a conta para dar vida á velha panfletagem
Em plena era da internet, da comunicação em massa pelas redes sociais, Juliana Cavalcanti, 19 anos, uma vestibulanda que sonha em cursar medicina, e Débora Aparecida, já formada em comércio exterior (e empregada no ramo) aderiram à velha panfletagem para protestar contra os gastos com a Copa do Mundo.

As duas confeccionaram pequenos panfletos e contaram com a ajuda de amigos para rachar a conta da fotocopiadora no Centro. “Valeu a pena”, disse Juliana. As duas estavam paradas próximas ao Terminal Central e distribuiam os papéis enquanto a multidão passava por eles no fim da tarde de ontem.

MAIS- Congestionamento de quilômetros
Até às 22h de ontem a rodovia Anhanguera continuava com os dois sentidos de tráfego interditados. O congestionamento foi registrado do Km 56 ao Km 61, onde há acesso para outras estradas. 

Morador do bairro Retiro, o vigia Odair Pereira, 53 anos, ficou horas em um ponto de ônibus às margens da via esperando o ônibus que pega para ir ao trabalho, em Louveira. “Eu ouvi falar da manifestação, mas não sabia que seria tudo isso. Cheguei no ponto antes das 18h porque o ônibus normalmente passa 18h10, mas nem sinal dele hoje”.

Hinos de protesto 
Gritos de não violência, menos dinheiro para a Copa e mais investimento na saúde e na educação e até mesmo críticas ao jogador Neymar, afirmando que ele vale mais do que um professor que estudou para ensinar. Esses foram alguns dos hinos defendidos.

RÁDIO CIDADE

A manifestação realizada em Jundiaí levou às ruas cerca de 25 mil pessoas. Infelizmente uma minoria aproveitou para vandalizar e realizou estragos em diferentes pontos da cidade. Alguns estabelecimentos comerciais foram depredados. Duas lojas que comercializam pneus, agências bancárias e um terminal eletrônico foram os principais alvos. Muito lixo ficou espalhado pelas ruas. Lojas de carros, uma clínica médica, orelhões e postes de iluminação também foram danificadas. Registro de vândalismo também na Nove de Julho, Paço Municipal, TV TEM e uma loja de roupas no centro da cidade

GLOBO

A Tropa de Choque da Polícia Militar de Jundiaí (SP) foi acionada para dispersar os manifestantes que interditaram o km 56 da rodovia Anhanguera na noite desta quinta-feira (20). Eles jogaram bombas de efeito moral para que os protestantes saíssem do local. A rodovia, que ficou cerca de quatro horas interditada, foi liberada às 22h15, de acordo com a concessionária que administra o trecho.

Com a chegada da Tropa de Choque no local, parte dos manifestantes correu em direção a avenida Jundiaí. Houve confusão e gritaria. Mesmo assim, a outra parte do grupo permaneceu na rodovia Anhanguera e entrou em confronto com os policiais. Em resposta a ação da Tropa de Choque, protestantes mascarados jogaram bombas caseiras contra os policiais.

Enquanto que a minoria entrava em confronto com a polícia, os outros manifestantes gritavam: “Sem Violência!” Depois de alguns minutos de confusão, a Tropa de Choque conseguiu liberar totalmente as duas pistas da rodovia Anhanguera e os manifestantes seguiram em sentido a avenida Jundiaí. Durante a interdição, as duas pistas da rodovia Anhanguera ficaram com congestionamentos de cinco quilômetros, nas duas pistas, informou a concessionária.

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– Palpite para Espanha x Taiti?

O que esperar de Espanha x Taiti hoje a tarde?

Se levado a sério, com time titular, creio que o placar seria: Vira 7 e acaba 14,15,16… Coisa absurda mesmo, placar histórico. Afinal, são os campeões do mundo contra um time amador.

Fico imaginando o seguinte: Existe a tendência de uma torcida neutra sempre torcer para um time pequeno, mais fraco. Então, não seria loucura imaginar a Seleção da Espanha ser aplaudida no Maracanã, e curiosamente, os mesmos 80.000 torcedores gritarem “Taiti, Taiti” como incentivo à carismática seleção da Polinésia. Gozado!

Como a Espanha entrará com reservas, que tal 1o tempo 4 x 0 e mais 4 gols no 2o?

Anote aí: 8 x 0

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– Pitacos sobre Brasil 2 x 0 México

Sem querer ser chato, mas a Seleção Brasileira venceu mais ainda não convenceu. Momentos de bom futebol no começo e no final do jogo. Durante a partida, mostrou-se um time comum. Aliás, incomparável com a Seleção Espanhola (infelizmente).

Os pontos fortes são o entrosamento e a melhora de Neymar. O grupo está com cara de time, mesmo jogando bem ou mal. E Neymar parece estar mais a vontade.

Os pontos fracos: irregularidade durante os 90 minutos e inconstância na criatividade. Barcelona, Seleção da Espanha e o próprio Bayern aprenderam a jogar bola espelhando-se na Seleção Brasileira de tempos atrás. Aliás: Pepe, o mito santista, disse certa vez que quando treinou Guardiola no Mundo Árabe ele, nas horas vagas, falava incansavelmente da beleza de jogo do Escrete Canarinho.

Eles evoluíram, ganham jogando bonito e nós… desaprendemos? Ou a safra de atletas não é tão boa? Ou ainda: culpa dos esquemas táticos dos nossos treinadores?

Qual é a sua avaliação?

Em tempo: o reserva Jô está aproveitando bem as oportunidades. E o Hernanes começando sempre no banco, hein?

Ops: E o árbitro Howard Webb? Pra mim, contemporizou alguns cartões. Fiquei com a sensação de que ele está apitando mais com a fama do que com a técnica.

Deixe sua opinião:

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– Governantes cedem ao MPL

Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, assustados e pressionados por uma quase revolução civil, cederam. Metrô e Ônibus terão as tarifa reduzidas a partir de 2a feira.

A revolta popular – democrática por parte de alguns, mas violenta e vândala por outros- venceu.

Fica a questão: tudo começou com os protestos do Movimento Passe Livre, e outras bandeiras acresceram as passeatas. E agora?

São Paulo continuará a ter manifestações? Se sim, o que reivindicam especificamente? Mais: o que será necessário para que cessem?

Protestar por simplesmente protestar não fará sentido. As vezes, as vozes ressoam abstratamente. Os propósitos deverão ser clarificados.

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– A Impotência em Querer Ajudar e não Conseguir!

Sabe aquelas pessoas que se relacionam com você diariamente, e um relacionamento profissional ou constante ou ainda comum se torna uma grande amizade? Sem interesse algum, respeitoso, saudável!

Pois é… e quando aquela pessoa querida passa por dificuldades e você quer, mas não pode ajudar por não ter como o fazer? Fica impossibilitado por não estar a seu alcance?

Ai a gente fica triste mesmo. Mas torcendo. Rezando. Orando.

Ô minha amiga… provavelmente você não vai ler essa mensagem, mas mesmo assim, conte conosco; ao menos, com nossas preces!

Força, fé, disposição e otimismo. Tudo passa, tudo passará! E boa sorte.

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– Volumosidade dos Protestos no Brasil: Maneiras e Propósitos

Parece que os Vândalos da Paulista perderam espaço para jovens realmente engajados.

Boa, gostei. São manifestantes legítimos e surpreendentes, pelo fato do povo ser costumeiramente acomodado. Mas o que, especificamente, se pede?

Era pelo ônibus? Depois contra a Copa? Contra 10 anos Petistas na República ou décadas do PSDB em São Paulo? Ou contra tudo e ao mesmo tempo subjetivamente contra nada em específico?

Contra a corrupção é valido, desde que não exista violência. Mas vimos bombas contra a ALERJ e incêndio de carros de cidadãos comuns no RJ; isto é bandidagem. E vandalismo tentando arrebentar portões do Palácio dos Bandeirantes? Sem contar a arruaça na Prefeitura, ontem. Idem sobre isso.

Por quê não se mostrou o processo democrático de protesto não votando em Tiriricas e Genoínos? Fizeram o mesmo contra o Mensalão?

Por quê não se protestou contra a Copa em 2007, quando o Brasil foi escolhido? Depois de pronto, vai demolir tudo? Aí é burrice, pois o prejuízo é maior.

Aliás, será que vivemos um país rachado? Dilma e Lula com popularidade estratosférica, contrapondo-se a manifestações gigantescas de rua. Como entender isso?

De fato, o país está confuso…

As manifestações pacificas e suas causas são justíssimas e faço coro. Nunca quis Copa do Mundo, pois, para mim, o dinheiro deveria ser revertido para a Saúde e para a Educação. Além de quê, detesto essa corja corrupta e demagógica que governa o Brasil. Mas temos que ser coerentes e decentes: quebradeira de bens públicos e críticas tardias de nada valem; ao contrário, maculam.

Vamos mudar o Brasil, pelo voto e com paz. Sem troca de bolsas-assistenciais mas com emprego especifico. Colocando o pão-e-circo do lado e de maneira racional. E, claro, com objetivos claros: sem promoção de grupos pessoais e/ou políticos.

A propósito: viram algumas radicais com bandeiras de partidos nanicos? Sim, elas apareceram com membros de extrema esquerda, misturando-se com jovens intelectuais liberais.

Há de tudo, há todos, há por tudo.

Há os que querem mudar o Brasil. Há os que querem farra. Há os que nem sabem o motivo de estarem lá.

Há, enfim, esperança. Mas que ela venha mansa e objetiva, sem demonstração raivosa ou fanática.

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– Os Vovolescentes da Internet

Sabe aquele adolescente que fica fascinado ao descobrir a Internet e o Mundo Virtual? Agora, imagine idosos e idosas que “renascem” ao navegarem na Web!

Eu conheço pessoas queridas como nessa bacana matéria abaixo. E você?

Extraído de: Revista Isto É, pg 82, ed 2274

VELHINHOS CONECTADOS

Eles invadiram as redes sociais, batem papo pelo computador, editam vídeos, enviam fotos, mantêm blogs e formam o grupo que mais cresce entre os usuários de internet no Brasil

Por Juliana Tiraboschi

Eles gostam de aprender coisas novas, recorrem frequentemente ao computador para pesquisar sobre os mais variados assuntos e adoram usar a internet para conversar com os amigos e conhecer gente. Pode parecer, mas esse não é o perfil médio dos jovens da geração X ou Y. Trata-se, na verdade, da descrição de um contingente de usuários da rede que só aumenta: o das pessoas com mais de 50 anos. Divulgada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa “Acesso à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal” constatou que, entre 2005 e 2011, aumentou em 222,3% o número de brasileiros com 50 anos ou mais de idade que entram na internet. Isso representa um aumento de 2,5 milhões para 8,1 milhões de pessoas no grupo dos conectados maduros. Foi a faixa etária que teve o maior crescimento no período.

Quem trabalha no meio não fica surpreso com esses números. “Os idosos têm muita fome de conhecimento”, diz Sérgio Contente, presidente de uma empresa de softwares e mantenedor da fundação que leva seu nome e promove cursos de informática para jovens carentes e para o público da terceira idade. Para ele, os membros desse grupo que ainda estão fora da rede gostariam de aprender a navegar pela internet e a usar softwares, mas têm receio de incomodar os familiares. Com base nos vovôs que frequentam os cursos, o incômodo seria mínimo. O que eles mais desejam é aprender a trocar e-mails, receber e enviar fotos, editar vídeos caseiros e usar o Facebook e o Skype para se comunicar com parentes e amigos.

Esse é o perfil de Luiza Soares Ribeiro, 88 anos. A dona de casa começou sua experiência com novas tecnologias ao ganhar um tablet de presente de uma de suas sete filhas em dezembro de 2012. Luiza aprendeu a dominar as funções básicas do aparelho e a utilizá-lo para colocar em prática seu passatempo favorito: jogar games de caça-palavras. Mas ela queria mais e, no início deste ano, soube de um curso básico de informática por meio de uma vizinha. Decidiu se matricular e aprofundar seus conhecimentos sobre navegação na internet. Gostou tanto que convenceu duas filhas – Mafalda Ribeiro, 68 anos, e Zoraide Trofino, 67 – a fazer o curso. Luiza frequenta um clube da terceira idade e diz que, apesar de uma ou outra dificuldade, aumenta o número de amigos que sabem lidar com as novas tecnologias. “Acho o Facebook um pouco difícil, a gente aprende mais devagar. Mas o que aparecer eu quero aprender”, afirma Luiza, que acabou de participar de uma oficina para conhecer as ferramentas da rede social.

Além dos laços afetivos, um grande impulso para a inserção dos idosos no mundo da computação vem da automatização de serviços como a declaração do Imposto de Renda e a movimentação de contas bancárias. A necessidade de estar em dia com esses avanços tecnológicos traz um efeito colateral benéfico. “É importante saber usar a internet, abre a nossa cabeça”, diz Mafalda, que gosta de usar o Facebook, ler notícias sobre novelas, pesquisar receitas e procurar informações sobre artesanato.

A bióloga aposentada Neuza Guerreiro de Carvalho, 83 anos, já é uma veterana na lida com os computadores. Começou a desvendar os segredos da informática em meados da década de 1990. “Meu filho e netos conversavam entre eles sobre o assunto e, para mim, era como ouvir chinês. Mas nunca fui de ficar por fora, então quis aprender”, diz. Sua principal motivação naquele momento foi usar o computador para registrar toda a história de sua família. “Não existia mais máquina de escrever, e não dava para escrever à mão”, afirma.

A familiaridade com o computador cresceu a ponto de, em 2008, a aposentada lançar o “Blog da Vovó Neuza”, que reúne textos sobre temas como cultura, arte, viagens e música clássica, seus hobbies favoritos. Para ela, o blog não é um passatempo, mas um trabalho. “Eu pesquiso, às vezes passo uma manhã inteira para escrever um post”, diz. Neuza comemora o fato de mais idosos estarem na rede, mas acha que eles ainda se contentam com pouco: “Tem gente que faz curso, compra computador e fica restrito a receber e-mail e repassar correntes de mensagens. Não sabe trabalhar uma foto, criar conteúdos ou fazer uma pesquisa.”

A psicóloga Andréa Jotta, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática, da PUC/SP, tem percebido um aumento tanto no interesse dos idosos em acessar a internet quanto na oferta de portais com informações e serviços voltados para esse público. “Geralmente, eles se adaptam bem aos tablets, por conta da tecnologia touch screen e da facilidade em acessar aplicativos das redes sociais”, diz. Criados num tempo em que ainda dava para confiar na palavra, eles têm dificuldade para se adaptar às medidas de segurança necessárias para navegar tranquilamente. “Os idosos caem mais facilmente nesses golpes que chegam por e-mail”, diz Andréa. Por isso, muitos têm medo de usar serviços de acesso online às contas bancárias.

Mas o número de vovôs que dominam informática cresceu tanto que algumas empresas colocam cabeças grisalhas para trabalhar em seus computadores. Especializada em serviços de call center, a TMKT, de São Paulo, contratou 100 pessoas acima de 50 anos desde março de 2012. “Essa faixa etária apresenta um pouco de lentidão na digitação e no aprendizado de abrir as telas do computador, mas a disciplina, a força de vontade e o comprometimento fazem com que vençam essas dificuldades”, diz Sulamita Miranda, gerente de RH da empresa. Mara Pereira da Silva, 60 anos, voltou a trabalhar no call center depois de se aposentar como secretária há quatro anos. Para a profissional, com um bom treino as pessoas mais velhas podem trabalhar de forma tão eficiente quanto gente mais nova. “É estimulante trabalhar junto com os jovens. A gente sente que está no mesmo nível de conhecimento deles”, diz. Sinal de que, além de conectar os idosos com o mundo, os computadores funcionam como um virtual elixir da juventude.

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– O Bairro Medeiros Clama por Ajuda!

O Bairro Medeiros, aqui em Jundiaí, está realmente abandonado pelas autoridades. A insegurança tomou conta dos moradores. O crescimento desordenado fez com que a bandidagem voltasse os olhos para cá, e os residentes dessa esquecida região não tem muito o que fazer.

Apesar de existir um batalhão da PM no bairro, o trabalho dos soldados é inglório, já que por mais esforçados que sejam, eles têm poucas viaturas a disposição e atendem a Eloy Chaves, Ermida, Jardim Tannus, Residencial Jundiaí, Parque Almerinda Chaves, Fazenda Grande, Parque Industrial e Grande Retiro!

Assim, na semana que vem, ocorrerá uma pacífica manifestação de moradores durante os trabalhos da Câmara Municipal. O evento está sendo organizado via Rede Social, e pode ser encontrado no Facebook na Comunidade “Bairro Medeiros e Região – Jundiaí”.

Aqui, o convite pela postagem do moderador da Comunidade, Glauco Arduíno. Participe!

MANIFESTO POR MAIS SEGURANÇA EM NOSSA REGIÃO

A manifestação pedindo mais segurança para nossa região, está com data marcada para: Terça-feira (25/06) às 18:30, na Câmara Municipal de Jundiaí.

Lembremos: Estaremos em uma “Casa de Leis”, portanto, a manifestação deve ocorrer de forma pacífica, respeitosa e consciente.

Como será realizada a manifestação?

Os manifestantes devem levar cartazes com pedidos de “PAZ, SEGURANÇA, POR MAIS POLICIAMENTO POR PARTE DA PM, POR RONDAS E UMA BASE DA GM (PROMETIDO EM CAMPANHA)”. Os cartazes serão expostos durante a sessão da Câmara Municipal de Jundiaí.

Em que momento serão expostos os cartazes?

Meu amigo Cleofas e eu (Glauco), levantaremos nossos cartazes e demais manifestantes devem levantar seguidamente, mantendo-se sentados e em silêncio, obedecendo a ORDEM DA CASA.

Observando que: A manifestação tem como objetivo trazer segurança para nossa região, portanto, não será permitido levantar bandeiras de cunho partidário!

Conto com a participação e colaboração de todos!

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– Tem Rodada hoje da Copa das Confederações?

Depois de tanta confusão e noticiário monopolizado dos protestos Brasil afora, quase me esqueci: hoje temos dois jogos pela Copa das Confederações!

Mas aqui uma polêmica: em Fortaleza, no jogo Brasil x México, teremos protestos da população. Além dele, há a possibilidade da Polícia do Ceará decretar greve em apoio!

Xiii…

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– Cura Gay e Reversão Hetero: a Polêmica em Brasília!

E passou por mais uma etapa um delicado projeto do contestado Pastor Feliciano, presidente da Comissão dos Direitos Humanos das Minorias. Ele, que é alvo dos grupos homossexuais por ser considerado homofóbico, conseguiu levar a frente um polêmico trabalho visando que pessoas com comportamento homossexual tenham ajuda gratuita para “reverterem o comportamento para heterossexualidade”.

Evidentemente, a medida desagradou os grupos gays, tanto que o projeto tem sido chamado ironicamente de “Cura Gay”.

Mas aqui uma consideração: se a pessoa outrora dita heterossexual tem direito a tratamento psicológico gratuito caso descubra sua homossexualidade e queria assumir (e até operação pelo SUS para mudança de sexo lhe é oferecida), por quê a situação contrária não é permitida? A pessoa pode ter ajuda do Governo para se assumir homossexual, mas o inverso não?

O pecado do projeto, ao meu ver, será se o homossexual for tratado como doente, o que é diferente da ajuda terapêutica. Caso contrário, tudo em ordem.

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– E o Protesto de Jundiaí na próxima 5a feira?

Leio que teremos manifestações populares em Jundiaí, contra a corrupção e em pró do cumprimento de promessas eleitoras do Prefeito de Jundiaí, Pedro Bigardi.

Se pacíficas, são democráticas. Gostei do que estou vendo: o pedido é para que as pessoas venham às ruas de branco, em paz, sem violência e sem radicalismo. Estarão proibidas bandeiras de partidos e rostos cobertos.

Ótimo. Sem vandalismo e de maneira ordeira.

O problema é… se o trânsito já é ruim na Nove de Julho e na Avenida Jundiaí em condições normais… imagine amanhã!

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– A Tecnologia Secreta está indo bem?

Após o término da primeira rodada da Copa das Confederações, nem pistas sobre o que seria a tecnologia secreta que Joseph Blatter declarou estar sendo usada no torneio. O mandatário disse que uma experiência sigilosa seria realizada pelo quarto árbitro.

O que seria?

Eu chutaria que seria o uso de imagens de TV. Mas não consegui flagrar tablet, monitor ou qualquer coisa com árbitro algum ou no reservado dele. Aliás, as partidas têm sido fáceis de se apitar, não gerando muitas dúvidas para serem discutidas.

Ainda assim, insisto: a FIFA divulgará o que testou e os resultados, após o término da competição?

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– O Facebook saiu do ar ou foi derrubado?

Uma das estratégias de governos ditadores é derrubar as redes sociais durante protestos. Foi assim no Irã, é assim na China e está ocorrendo também a mesma coisa na Turquia.

Nesta terça-feira, os movimentos que protestam nas cidades brasileiras se queixaram que o Facebook saiu do ar. Coincidência ou intervenção governamental?

Quero acreditar que foi pelo fato das atualizações da rede social terem sido programadas para esse horário. Naquele período, também fiquei sem acesso. Mas será que…

Não, não quero crer que isso ocorra no Brasil também. Ou ocorre?

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– Fé e Razão

Fé e Razão: duas asas que nos elevam para o Céu – Papa João Paulo II

Acreditar e lutar por um mundo melhor com obras práticas é o caminho para nos aproximar de Deus. Vale a pena pensar e agir com esse princípio!

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– Protestos Sociais e Futebolísticos. Adiantarão?

Nos últimos dias, muitos protestos estão ocorrendo Brasil afora. Mas eles valem algo? Qual a importância e significado deles?

A onda começou com as passeatas em São Paulo, organizadas em sua maior parte pelas redes sociais, lembrando até o início da “Primavera Árabe”. Tudo pela redução de R$ 0,20 no transporte público, incentivando outras praças. Embora a causa seja justa e vivamos numa sociedade de liberdade de expressão, não podemos confundir Democracia com Anarquia. Os manifestantes abusaram da prática do vandalismo, promoveram arruaça e impediram que outras pessoas exercessem seu direito: o de se locomover nas ruas, de garantias de segurança, além de espalhar o terror. Se fosse um ato pacífico, nada a reclamar. Mas com fundo político e violento, tudo a contestar pelo radicalismo praticado.

Porém, em Brasília, manifestantes promoveram protestos contra os gastos da Copa das Confederações e Copa do Mundo. Foram extremamente zelosos para que nenhum cidadão de bem fosse prejudicado, evitaram confrontos com a Polícia (que diferente de SP, não foi vítima de arruaceiros) e não atrapalharam a ordem pública. Excelente! Esses têm o meu respeito, pois exerceram a Democracia de fato.

Dentro do Estádio Mané Garrincha, Joseph Blatter (presidente da FIFA) e Dilma Roussef foram vaiados a exaustão. O primeiro pelas exigências impostas e por todo o histórico de corrupção da entidade. A segunda pela política econômica e pela gastança de recursos que poderiam ser destinados a outras áreas. Neste ato, os manifestantes também foram bem.

Questiono: se o público fosse outro, aquele que recebe verba do bolsa-família, Dilma seria vaiada? Ali, gente de boa condição financeira hostilizou. Mas o fizeram por não serem pobres, ou por serem intelectualizados e discordarem da política demagógica, que esconde gastos bilionários em estádios e se pauta em verbas a potenciais eleitores?

Por fim: fico apenas com pena de que algumas ações possam ser irrelevantes. Desde 2007 Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, bradou sobre o fato da Copa ser privada, sem recursos públicos. Portanto, há 6 anos sabíamos de que o discurso era inverossímil. Por que não saímos as ruas antes dos gastos se consumirem, antes das autoridades públicas (independente se Federal ou Estadual) gastarem 1,2 bilhão de real no Estádio de Brasília ou 1,0 bilhão no Maracanã? Se somadas, quantas escolas, leitos hospitalares ou obras necessárias poderiam ser construídos com tais recursos? Perdeu-se o timing para que os protestos tivessem eficácia.

Até agora você viu, de verdade, algum retorno positivo ao país dos “investimentos da Copa”?

Entre protestantes e protestados, ninguém se entende. E a Sociedade como um todo é quem sai prejudicada.

Aliás… tem tanta coisa para se protestar e não se protesta, não?

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– Jatinhos a Juros Baixos?

Sem ser chato, mas… e a nota na Revista Veja dessa semana, de que o BNDES está com uma vantajosa linha de crédito a milionários que querem comprar jatos executivos, a apenas 3% ao ano?

Reforçando: 3% ao ano, não é ao mês!

Bem menor (e bota bem nisso) do que qualquer linha de crédito para carro popular, casa própria, etc., etc. e etc…

Difícil, hein?

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– Os Primeiros Jogos da Copa das Confederações

E o Brasil venceu o Japão por 3 x 0 na abertura da Copa das Confederações. Jogo tranquilo, pois o gol de Neymar após assistência legal de Fred (o jogador do Fluminense não dominou com a mão, mas ajeitou com o peito para a finalização do camisa 10) foi logo aos 3 minutos, evitando a pressão da torcida.

E se o gol demorasse a sair, a Seleção teria a mesma tranquilidade? Talvez não.

Quer queira ou não, Felipão está acertando o time e o entrosamento dos atletas será fundamental para isso. Além do que, há peças alternativas de altíssimo nível, como Hernanes e Lucas. Um luxo tê-los como reservas.

Sobre a arbitragem: o português Pedro Proença não teve dificuldade, a partida ajudou. Fácil, tranquila, sem problema algum. O jogo não teve lances que exigissem e com algo a mais: o respeito desmedido dos japoneses para com os brasileiros. O time nipônico embasbacou, igualmente como aconteceu com Santos x Barcelona. Os atletas ficaram admirando o adversário, nitidamente, jogando bem abaixo do que podem.

Hoje, dois jogos legais: Itália x México no Maracanã (arbitrado pelo chileno Enrique Osses) e Uruguai x Espanha na Arena Pernambuco, arbitrado pelo japonês Yuichi Nishimura.

Aliás, fica a dica: Nishimura foi (para mim) o melhor árbitro da Copa de 2010. O inglês Howard Webb ficou com a fama, mas foi regular e contemporizou na final, segurando cartões. Gosto muito do estilo do japonês: é cumpridor da Regra e não faz média durante a partida. Pelo que ele vem mostrando há tempos, merece apitar tal jogo, muito embora não seja tão badalado (ele foi o árbitro de Brasil x Holanda na África do Sul).

Entre italianos x mexicanos, não tem como eu não torcer pela patria nostra. E entre espanhóis x uruguaios, a torcida vai para o juizão do Japão!

Bons jogos neste domingo. Essa é a previsão, e tomara que o Nishimura não queime minha língua. Afinal, torcer para o árbitro é sempre inglório…

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– A capacidade de Perdoar!

Hoje, o Evangelho traz uma belíssima mensagem de Jesus sobre o perdão. Veja abaixo (Lucas 7,36 – 8,3)

36. Um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa.

37. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume;

38. e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume.

39. Ao presenciar isto, o fariseu, que o tinha convidado, dizia consigo mesmo: Se este homem fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora.

40. Então Jesus lhe disse: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Fala, Mestre, disse ele.

41. Um credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta.

42. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles o amará mais?

43. Simão respondeu: A meu ver, aquele a quem ele mais perdoou. Jesus replicou-lhe: Julgaste bem.

44. E voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os pés; mas esta, com as suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus cabelos.

45. Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés.

46. Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta, com perfume, ungiu-me os pés.

47. Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama.

48. E disse a ela: Perdoados te são os pecados.

49. Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer, então: Quem é este homem que até perdoa pecados?

50. Mas Jesus, dirigindo-se à mulher, disse-lhe: Tua fé te salvou; vai em paz.

Encorajador, não? E aí que vem a discussão: o quanto sabemos perdoar e nos preparamos para pedir perdão?

Muitas birras, vinganças, mágoas e desamores promovem o que vemos em nossa sociedade hoje: a falta de arrependimento, a discórdia violenta e a desunião.

Perdoar é amar! Se o mundo conseguisse praticar o perdão, certamente viveríamos num lugar muito melhor, independente de crença ou religião.

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– Árbitros Brasileiros abaixo do Nível, segundo FIFA?

Muito se comentou sobre a ausência de árbitro brasileiro representando a nação na Copa das Confederações 2013. Nosso juiz para a Copa do Mundo em 2014, Sandro Meira Ricci, já embarcou para a Turquia, onde apitará a Copa do Mundo Sub 20, que se inicia em breve.

Na prática, isso quer dizer que são dois torneios visando o Mundial do Brasil. A Copa das Confederações é com os da elite, e o Mundial Sub 20, com o restante (que também é de alto nível). Mas atenção: nada que tire o mérito dos árbitros, já que são ambos importantes.

Claro que seria prestígio que alguém nato apitasse um torneio em seu país como de costume; porém, a FIFA assim não quis.

Entretanto, José Roberto Wright, ex-árbitro FIFA e analista de arbitragem, confirmou publicamente o que há tempos se especulava: segundo ele (em matéria publicada originalmente no Diário Lance!, página 10, 16/06/2013), Mássimo Bussaca, chefe da arbitragem da FIFA, disse que:

os árbitros brasileiros estão abaixo dos demais árbitros mundiais“.

Discordo em partes. Há erros em todos os torneios e em todos os países da mesma magnitude que aqui (vide a última Champions League), fazendo com o que momento da arbitragem seja ruim em todo o planeta e por diversos motivos: aumento da velocidade do jogo, maior número de câmeras divulgando erros, a grande quantidade de simulações, maior competitividade e intolerância a equívocos.

Nosso problema é: embora continuemos a ter o número-limite de árbitros internacionais (10), nem todos fazem jus ao escudo FIFA. Mas 6 deles: Seneme, Vuaden, Marcelo de Lima, Heber, PC e Ricci não perdem em nada aos estrangeiros (com a seguinte ressalva: sofremos em relação ao condicionamento físico, já que aqui o árbitro não pode fazer uma preparação física profissional, já que a CBF o cobra como tal, mas não o remunera e nem dá condições para isso).

Antigamente, os 10 árbitros brasileiros internacionais eram indiscutíveis e muitos outros ficavam de fora da lista por falta de vagas. Hoje, faltam árbitros, já que o trabalho de renovação foi pessimamente realizado.

E você, concorda com Bussaca ou não? Deixe seu comentário:

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– Árbitros Brasileiros abaixo do Nível, segundo FIFA?

Muito se comentou sobre a ausência de árbitro brasileiro representando a nação na Copa das Confederações 2013. Nosso juiz para a Copa do Mundo em 2014, Sandro Meira Ricci, já embarcou para a Turquia, onde apitará a Copa do Mundo Sub 20, que se inicia em breve.

Na prática, isso quer dizer que são dois torneios visando o Mundial do Brasil. A Copa das Confederações é com os da elite, e o Mundial Sub 20, com o restante (que também é de alto nível). Mas atenção: nada que tire o mérito dos árbitros, já que são ambos importantes.

Claro que seria prestígio que alguém nato apitasse um torneio em seu país como de costume; porém, a FIFA assim não quis.

Entretanto, José Roberto Wright, ex-árbitro FIFA e analista de arbitragem, confirmou publicamente o que há tempos se especulava: segundo ele (em matéria publicada originalmente no Diário Lance!, página 10, 16/06/2013), Mássimo Bussaca, chefe da arbitragem da FIFA, disse que:

os árbitros brasileiros estão abaixo dos demais árbitros mundiais“.

Discordo em partes. Há erros em todos os torneios e em todos os países da mesma magnitude que aqui (vide a última Champions League), fazendo com o que momento da arbitragem seja ruim em todo o planeta e por diversos motivos: aumento da velocidade do jogo, maior número de câmeras divulgando erros, a grande quantidade de simulações, maior competitividade e intolerância a equívocos.

Nosso problema é: embora continuemos a ter o número-limite de árbitros internacionais (10), nem todos fazem jus ao escudo FIFA. Mas 6 deles: Seneme, Vuaden, Marcelo de Lima, Heber, PC e Ricci não perdem em nada aos estrangeiros (com a seguinte ressalva: sofremos em relação ao condicionamento físico, já que aqui o árbitro não pode fazer uma preparação física profissional, já que a CBF o cobra como tal, mas não o remunera e nem dá condições para isso).

Antigamente, os 10 árbitros brasileiros internacionais eram indiscutíveis e muitos outros ficavam de fora da lista por falta de vagas. Hoje, faltam árbitros, já que o trabalho de renovação foi pessimamente realizado.

E você, concorda com Bussaca ou não? Deixe seu comentário:

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– A Invasão dos Dorminhocos no Trabalho

Que dormir faz bem, é sabido. Mas e depois do almoço, durante o trabalho?

Pesquisa mostra: dependendo da quantidade de sono, pode ser bom ou ruim. Mas a novidade é seguinte: as empresas estão aderindo à moda no Brasil…

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI190504-15259,00-A+INVASAO+DA+SONECA.html

A INVASÃO DA SONECA

Por Carlos Giffoni e Marcos Coronato

Ter vontade de cochilar depois do almoço não é coisa de preguiçoso nem de glutão. É normal que haja uma queda na temperatura do corpo no meio da tarde, similar à que ocorre no meio da madrugada. Daí vem a sonolência pós-almoço. No horário em que outros mamíferos diurnos se espreguiçam gostosamente em alguma sombra, a maior parte dos trabalhadores volta ao batente. Mas cresce o número de empregados, no Brasil e no exterior, que podem tirar uma bela soneca depois do almoço – com o apoio do chefe.

Empresas como o Google e a Nike estão entre os defensores globais da dormidinha. No Brasil, até 2009, a consultoria especializada em ambientes de trabalho Great Place to Work (GPTW) não tinha nenhum relato de funcionários agradecidos por contarem com locais bons para dormir na empresa. Neste ano, em sua lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar (publicada por ÉPOCA) apareceram dez histórias sobre ambientes feitos para o descanso. Cada um a seu estilo, com pufes, redes ou colchonetes.

Dormir cerca de meia hora no meio da tarde pode melhorar a atenção, a memória, as habilidades motoras, o humor e a capacidade de tomar decisões. Segundo um estudo da Nasa, a agência espacial americana, 26 minutos de repouso, em média, aumentam a produtividade em até um terço e a capacidade de atenção em 54%. O estudo, coordenado pela especialista em fadiga Mark Rosekind, foi feito em 1995 – e só agora as empresas estão acordando para ele.

Os bons efeitos da soneca durante o expediente são percebidos por trabalhadores como Simone Silva, de 44 anos, assistente de treinamento na empresa de consórcios Embracon. No emprego anterior, ela já podia dormir, mas não contava com um espaço adequado para isso. “Eu tinha de colocar uma cadeira na sala do arquivo”, diz. No emprego atual, há uma estrutura de apoio. “É como se os pufes me abraçassem. Dormir 15 minutos é o suficiente.”

Um levantamento interno sobre qualidade de vida feito na Embracon mostrou que um terço dos funcionários em São Paulo tem jornada dupla, entre trabalho e estudo. “Eles acordam cedo e dormem tarde. Percebemos que um ambiente para descansar depois do almoço melhoraria as condições de trabalho”, diz Brenda Donato, gerente de recursos humanos. A empresa de software Sydle, de Belo Horizonte, também oferece espaço para descanso e escolheu não controlar o horário de uso. “A sala de descanso fica aberta das 7 horas às 21 horas, e cada um passa ali o tempo que quiser. Basta cumprir as oito horas diárias de trabalho”, afirma Alessandra Ravaiani, analista de RH.

A empresa pode até não controlar a duração da soneca, mas ainda assim o sono da tarde precisa ter limites. Senão, em vez de melhorar, ele pode piorar a saúde e a produtividade. A neurologista Andrea Bacelar, vice-presidente da Sociedade Brasileira do Sono, destaca algumas características do cochilo proveitoso. Em primeiro lugar, ele dura de 20 a 40 minutos. Parece pouco, mas o segredo é cultivar o hábito. O cérebro, quando acostumado à regularidade do momento de repouso, tenta aproveitá-lo ao máximo e “corre” para um estágio do sono revigorante. “Depois de 40 minutos, você entra em estágios ainda mais profundos, e acordar no meio de um deles pode causar mais cansaço”, diz Andrea. O bom sono, mesmo curtinho, também requer níveis baixos de luz e ruído.

Dormir 30 minutos já melhora o resto do dia, mas
mais de 40 minutos pode atrapalhar o sono noturno

A pior ameaça, porém, é a piora do sono noturno, já ruim para muita gente. O brasileiro médio dorme de seis horas e meia a sete horas e meia por noite, mas sete horas e meia é o mínimo necessário para manter a saúde física e mental. Um estudo da Unifesp em 2007 constatou que metade dos paulistanos tem problemas relacionados ao sono, situação comum em grandes cidades. “Quem tira uma soneca de vez em quando, sem regularidade, corre o risco de atrasar o sono noturno”, diz Andrea. Também para preservar o sono da noite, é importante não adiar o horário do descanso vespertino.

Em algumas áreas comerciais, surgem estabelecimentos que prestam esse tipo de serviço. Em Nova York, ganham fama spas de cochilos como o Yelo. No centro do Rio de Janeiro, desde o ano passado funciona a clínica de sono Pausadamente. Lá, salas para descanso podem ser alugadas por períodos de 20 a 40 minutos. Em São Paulo, o restaurante Bello Bello oferece desde 2004 a seus clientes o Espaço Soneca – um ambiente reconfortante, bem isolado da agitação do comércio da vizinhança, no bairro de Pinheiros. “Queria trazer o clima de minha casa para o restaurante”, diz a proprietária, Salete Ebone. “Fui acostumada a descansar durante a tarde, mas vejo que a soneca ainda é um tabu para muita gente.” Dos 300 clientes que almoçam por lá todos os dias, cerca de 40 vão ao Espaço Soneca depois da refeição e se libertam desse tabu.

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– A Tecnologia Secreta dos Árbitros da FIFA

A Copa das Confederações 2013 começará neste sábado com algumas novidades. A tecnologia para detectar se uma bola ultrapassou a linha do gol, pela primeira vez, será usada em caráter oficial(em todas as outras competições, incluindo o Mundial de Clubes de 2012 vencido pelo Corinthians, ela foi usada em caráter experimental). Pena que a FIFA só use o recurso tecnológico nessa situação, pois, penso que já está na hora de outros momentos terem a possibilidade de revisão na tomada de decisão do árbitro.

Porém, na última 5a feira, em entrevista coletiva (em espanhol) sobre a Copa das Confederações, o presidente da FIFA Joseph Blatter declarou duas coisas importantes: a primeira é que na competição a FIFA não utilizará os árbitros assistentes adicionais (AAA); a segunda é que o 4o árbitro, além de suas funções habituais, usará uma tecnologia até agora não discutida e que será testada em sigilo.

O que seria essa tecnologia secreta?

Algum palpite?

Difícil dizer algo, já que ela estará a cargo de um árbitro que está fora do campo de jogo, embora faça parte da partida (o 4o árbitro). Seria o auxílio de imagens? Se sim, como disfarçá-lo, se é considerá-lo sigiloso?

Espero que, ao final da Copa das Confederações, o recurso tecnológico seja revelado e que os resultados dos testes sejam divulgados.

E você, o que acrescentaria para ajudar o árbitro, e, por tabela, o futebol?

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– As Notas Falsas no Comércio de Jundiaí

Na região dos bairros Medeiros e Eloy Chaves, constantes golpes com notas falsas têm sido tentados; alguns frustrados, alguns com sucesso. A Polícia Militar pediu aos comerciantes para terem atenção, e já trabalha no caso.

É difícil identificar uma boa falsificação. Vez ou outra ouvimos notícias de que até mesmo em caixas eletrônicos pessoas recebem notas falsas. Mas vão algumas dicas:

(Extraído de http://www.acescp.com.br/ace2012/index.php/scpc/2012-03-21-22-23-24/76-dicas-sobre-como-reconhecer-notas-falsas.html)

DICAS PARA EVITAR NOTAS FALSAS

Quando você receber uma cédula veja sempre os principais elementos de segurança: a marca d’água, a imagem latente e o registro coincidente.
Cerca de 60% das cédulas falsas não possuem marca d’água. O fato do papel ser aparentemente verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica. 15% das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor. As demais cédulas falsificadas (aproximadamente 25% do total) utilizam papel parecido, mas não autêntico, com marcas de água diferentes e vários outros detalhes alterados em relação as cédulas verdadeiras.

1. Observe a marca d’água. Cerca de 60% das cédulas falsas retidas pelo Banco Central não apresentam marca d’água.

Segure a cédula contra a luz, olhando para o lado que contém a numeração. Observe na área clara à esquerda, as figuras que representam a República ou a Bandeira Nacional, em tons que variam do claro ao escuro.

As cédulas de R$50,00 e R$100,00 apresentam como marca d’água apenas a figura da República.

As cédulas de R$1,00, R$5,00 e R$10,00 podem apresentar como marca d’água a figura da República ou a Bandeira Nacional.

A cédula de R$2,00 apresenta como marca d’água apenas a figura da tartaruga marinha com o número 2.

A cédula de R$20,00 apresenta como marca d’água apenas a figura do mico-leão-dourado com o número 20.

2. Sinta com os dedos o papel e a impressão.

O papel legítimo é menos liso que o papel comum.
A impressão apresenta relevo na figura da República (efígie), onde está escrito “BANCO CENTRAL DO BRASIL” e nos números do valor da cédula.

3. Observe a estrela do símbolo das Armas Nacionais nos dois lados da cédula.

Olhando a nota contra a luz, o desenho das Armas Nacionais impresso em um lado deve se ajustar exatamente ao mesmo desenho do outro lado.

4. Observe as micro impressões.

Com o auxílio de uma lente, pequenas letras “B” e “C” poderão ser lidas na faixa clara entre a figura da República (efígie) e o registro coincidente (Armas Nacionais) e no interior dos números que representam o valor.

5. Observe a imagem latente.

Observando o lado da cédula que contém a numeração, olhe a partir do canto inferior esquerdo, colocando-a na altura dos olhos, sob luz natural abundante: ficarão visíveis as letras “B” e “C”.

6 . Linhas multidirecionais.

As notas de real também contam com linhas retas, paralelas, extremamente finas e bastante próximas entre si, dando a idéia de que houve uma impressão contínua no local. Apesar de estarem em toda a extensão da cédula, as linhas podem ser vistas mais facilmente na área da marca d’água.

7 . Fibras coloridas.

Ao longo de toda a cédula, podem ser vistos pequenos fios espalhados no papel, nas cores vermelha, azul e verde, em ambos os lados.

8 . Fio de segurança.

Um fio vertical, de cor escura, está embutido no papel da cédula. Ele pode ser facilmente visto contra a luz. Está presente em todas as cédulas, menos nas de R$ 1 e R$ 5, que apresentam, como marca d’água, a figura da Bandeira Nacional.

9 . Fibras sensíveis à luz ultravioleta.

São pequenos fios espalhados no papel, que se tornam visíveis, na cor lilás, quando expostos à luz ultravioleta. São encontrados nos dois lados da cédula.

10 . Microchancelas.

São as duas assinaturas – uma do Ministro da Fazenda, outra do Presidente do Banco Central do Brasil. Sem as assinaturas as cédulas não têm valor legal.

11. Sempre que possível, compare a cédula suspeita com outra que se tenha certeza ser verdadeira.

– E os Estrangeiros já chegaram!

Há tempos não vemos seleções de outros países em território brasileiro. Depois de Inglaterra e França, agora as equipes da Copa das Confederações estão chegando. Que legal!

Em particular, achei curioso a Espanha chegando em Recife e tendo que chegar do avião ao saguão do aeroporto debaixo de forte chuva, e mesmo assim ovacionados pelos torcedores.

Outra coisa: e o Japão, que jogou em Tóquio no domingo, Doha (Catar) na 3a feira, desembarcou em Brasília na 4a e já foi treinar?

Sarro foi a Itália: assustada com o forte calor de 28oC no RJ. Esperavam inverno no “outono / inverno”?

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– O Vandalismo dos Manifestantes

Amigos, é de indignar o que os manifestantes do “Passe Livre” estão fazendo em São Paulo. Reduzir o valor da tarifa é a causa, mas com destruição da cidade?

Quebrar bens de cidadãos que nada têm a ver com isso é justo?

Pichar ônibus é ato inteligente?

Danificar bens públicos é correto?

Caramba… pior de tudo é que esses caras são, na grande parte, organizadores estudantes da USP!

Radicais, fanáticos e inconsequentes. Nada mais do que isso.

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– Santo Antônio!

E hoje é dia de Santo Antonio (chamado por alguns “de Pádua” ou de “Lisboa” – locais onde viveu santamente).

Você sabia que a história de santo casamenteiro só existe entre nós? Santo Antonio é conhecido lá fora como “pai dos pobres”.

Pobre, humilde, desprovido de alta intelectualidade… mas magnífico nas questões de fé. Esse era o perfil deste santíssimo homem.

Santo Antonio, rogai por nós!

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– Dia dos Namorados

Hoje é Dia dos Namorados, data criada pelo publicitário João Dória para alavancar as vendas que andavam paradas no mês de junho. Enquanto que no exterior o Dia dos Namorados é no Dia de São Valentino (Valentino’s day), aqui é na véspera de Santo Antonio (primeiro se comemora o namoro, depois o “casamenteiro”).

Olha só como comercialmente surgiu a data:

DIA DOS NAMORADOS

Nosso Dia dos Namorados (12 de junho) foi criado para ser uma data comercial, contrariando o tradicional Dia dos Namorados mundo afora (14 de fevereiro). Seu idealizador foi João Dória (pai do apresentador João Dória Jr,), que trabalhava na agência de publicidade Standard, e teve como missão bolar um evento comercial para a rede de lojas Cliper, grande varejista da época, que sempre se queixava das poucas vendas do mês de junho. Aproveitando a véspera do dia de Santo Antonio em 13 de junho, (que tem a fama de ser casamenteiro no Brasil, muito embora não exista essa fama no exterior), criou o slogan: não é só de beijos que os namorados vivem. Tal bordão se popularizou, e outras empresas passaram a comercializar com base no dia dos namorados.

A propósito de São Valentino, ele foi um bispo que viveu em Roma e morreu como mártir, pois durante o império de Claudius II, o governante impôs uma lei proibindo o casamento, já que acreditava que soldados solteiros eram mais despojados em combate, pois os casados acabavam pensando em seus familiares e não “renderiam” como desejado. E Valentino, ocultamente, ajudava os casais a celebrarem o Matrimônio. Foi preso e morto cruelmente.
Nesta data, na Inglaterra, é costume os casais trocarem doces. Na Itália, ocorrem jantares românticos. Na Dinamarca, os homens empastam rosas e pétalas e dão um buquê de flores conhecido como “flocos de pétalas”. No Japão, são as mulheres que presenteiam seus parceiros com chocolate. Opa, quero comemorar a data no melhor estilo japônes!!!!!

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– A Nova Interpretação de Mão na Bola e Bola na Mão

Uma mudança na orientação de marcação de faltas em jogadas de “Mão na Bola” e “Bola na Mão” será colocada em prática na Copa das Confederações-13, a partir dessa semana. Não será uma mudança na Regra do Jogo, mas Massimo Bussaca, o atual comandante da arbitragem mundial, alega ser uma nova interpretação aos árbitros sobre lances duvidosos dessa natureza.

Hoje, só se deve marcar infração por uso indevido das mãos na bola se for uma ação deliberada (proposital/intencional). É uma das poucas infrações onde o árbitro não deve avaliar imprudência, nem força excessiva (lembrando que em qualquer outra falta deve se considerar ação imprudente, temerária ou brutalidade). A Regra 12 (infrações e Indisciplinas) diz que:

Uma das faltas punidas com tiro livre direto é: tocar a bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua área penal).

Tocar a bola com a mão implica na ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

– O movimento da mão em direção a bola (e não da bola em direção a mão);

– A distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada);

– A posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração;

– Tocar a bola com um objeto segurado com a mão (roupa, caneleira etc.) constitui uma infração;

– Atingir a bola com um objeto arremessado (chuteira, caneleira etc.) constitui uma infração.

A novidade é: o árbitro deve avaliar se em determinados lances não houve movimento antinatural dos braços no momento do toque (uma intencionalidade disfarçada de falsa imprudência) ou um risco mal calculado do atleta em que a bola possa bater nos braços, em jogada que se poderia evitar.

Quer um exemplo perfeito para ilustrar? O cruzamento de Bruno Peres interceptado por Paulo André, na final do Paulistão (Santos x Corinthians).

Teoricamente, hoje, não seria pênalti, pois Paulo André não faz um movimento deliberado de tocar as mãos e/ou os braços na bola. Portanto, naquele domingo, acertou o árbitro. Mas se tal lance fosse durante a Copa das Confederações, deveria ser marcado pênalti, pois, afinal, Paulo André assume o risco da bola bater em suas mãos ao se atirar de tal forma imprudente, numa subjetiva intencionalidade (trocando em miúdos: o atleta sabe que pular daquele jeito pode sim bater em seu braço, e ele não se cuida para evitar o contato).

Para muitos, tal orientação ajudará a justificar alguns pênaltis. Para outros, trará mais confusão ainda!

Gostei do comentário do jornalista Maurício Noriega, que sobre tal orientação comentou no Diário de São Paulo de 21/03/2013, em sua coluna:

A regra não mudará, mas a interpretação será diferente. Talvez não descomplique, até complique ainda mais, porque a base de tudo continua sendo subjetiva”.

E você, o que você acha dessa mudança? Deixe seu comentário:

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– Pitacos do Final de Semana Futebolístico

E o final de semana foi de muita movimentação nos gramados e no apito. Vamos a alguns pitacos?

REVANCHE DA SELEÇÃO: Chega a ser hilário, mas leio gente que diz ter se desengasgado com a vitória do Brasil contra a França. Ora, jogamos contra um time que nos últimos 5 jogos tropeçou em 4, passeou por Porto Alegre no dia da partida e nem de longe é o esquadrão de Zidane & Cia. Revanche apenas quando a eliminarmos 2 vezes de Copa do Mundo. Em amistoso, não vale! Aliás… o nosso primeiro gol nasceu de jogada faltosa… Alto lá, ufanistas!

RONALDINHO GAÚCHO: Por mais que Oscar, Neymar ou até mesmo o jovem Lucas sejam promessas, qualquer um deles sente o peso da camisa 10. São ótimos, mas inexperientes. Nenhum deles consegue ser líder em campo. Sendo assim, por quê não Ronaldinho Gaúcho? Ontem, contra o Grêmio, excelente partida do R10, que é experiente e, quer queira ou não, é respeitadíssimo no cenário internacional.

APITO: Já que falamos do Gaúcho, e o jogo Atlético-MG x Grêmio-RS? O árbitro goiano André Luís de Castro conseguiu desagradar os dois treinadores (Cuca e Luxemburgo). Ambos o criticaram veementemente! Aliás, o presidente da Comissão de Árbitros, o ex-árbitro Pereirão (que é de Goiás) está escalando uma quantidade nunca vista de árbitros daquele estado. Apadrinhamento ou sorte no sorteio das escalas?

PALMEIRAS: E as consequências pós-derrota contra o Sport? Na súmula, o árbitro Wagner Reway relatou que expulsou Márcio Araújo depois do jogo por ofensas e carregou sobre o treinador Gilson Kleina. Punições à vista… Não dá para escrever aqui as palavras ditas pelo jogador palmeirense, pois o árbitro relatou “palavrão por palavrão”. Ô boca suja! Se você não viu o erro determinante do juizão na derrota alvi-verde, o explicamos no blog do Bom Dia / Diário de São Paulo (vide http://is.gd/SPOxSEP).

SANTOS: na zona do rebaixamento no Brasileirão? Ok, é cedo ainda para desespero mas… os 3 pontos da rodada 1 valem a mesma coisa que na rodada 38. Podem fazer falta depois.

BOCA JRS: o grande time argentino, mesmo com o campeoníssimo treinador Bianchi, é penúltimo colocado no Campeonato Local, com míseros 14 pontos em 16 jogos. Só não vai cair para a 2a divisão pois lá o rebaixamento é pela média de aproveitamento de dois anos. Aliás, com essa regra, está caindo o Independiente, o clube sulamericano que mais venceu a Libertadores da América.

MONACO: o time monegasco é o novo-rico da Europa. Um bilionário comprou o tradicional clube e já contratou Falcão Garcia, quer Tevez, Daniel Alves e qualquer outro atleta que custe caro.

PAULISTA DE JUNDIAÍ: Voltando aos treinos para a deficitária Copa Paulista, o Galo da Terra da Uva não terá nenhuma receita significativa até o ano que vem, já que nem público a competição costuma levar. Fico pensando se nenhum endinheirado árabe ou russo quer fazer com o Tricolor Jundiaiense o que fizeram com o Monaco, PSG, Anzhi, M City… Já imaginaram? Aliás, ao escrever isso lembrei-me de que quando garoto, a Magnata (uma empresa japonesa) resolveu investir no Paulista, trouxe o Biro-Biro do Corinthians, e a torcida acenava com bandeirinhas do Japão escritas “Banzai”. Durou quanto tempo a euforia, hein?

Aproveite e visite nosso blog na Rede Bom Dia / Diário de São Paulo, com outros assuntos e análises de arbitragem. Em: http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109/Rafael+Porcari

Neste período de Copa das Confederações, estarei escrevendo e comentando no G+ , a Rede Social do Google. Procure sempre pelas hastags #centraldofutebol e #juizporcari . Prestigie!

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