– Análise da Arbitragem do Trio de Ferro na Última Rodada do Brasileirão

Vamos começar pela partida Palmeiras X Fluminense, apitada pelo aspirante à FIFA de Alagoas, Francisco Carlos Nascimento.

“Chicão”, como é conhecido, tem ótima estatura, boa postura, velocidade excepcional, mas… tecnicamente, precisa evoluir. Dias atrás, fez uma das maiores lambanças do ano na partida Atlético Mineiro X Ceará. Mas sempre está escalado, sua bolinha é incrível.

Ontem, observei que, quando tem dúvidas, prefere marcar a falta. Deco, por exemplo, divide uma bola e cai. Não foi nada, mas ele deu falta. Outro lance idêntico em dúvida com Fred. E assim vai.

O lance capital foi o pênalti de Martinuccio em Luan. Não foi nada, o palmeirense cavou e ele entrou.

Muitos sites de arbitragem crêem que Chicão de Alagoas é o ‘bola da vez’ para integrar o quadro da FIFA, devido a necessidade de dar um escudo politicamente ao Nordeste. Acredito neles. Entretanto, nada contra o Nordeste mas tudo a favor da competência. Se os 10 melhores árbitros brasileiros forem do Maranhão, que assim seja. Se metade for paulista e metade gaúcha, ok. O que não pode é fazer política. Chicão precisa comer muito arroz e feijão para ser comparado tecnicamente à Seneme ou Paulo César de Oliveira, entre outros.

Agora, Atlético Goianiense X São Paulo, apitada pelo FIFA Sandro Meira Ricci-DF.

Boa atuação no jogo em geral, exceto em um único lance: o pênalti de Xandão por suposta mão na bola (já descarto a polêmica do gol anulado por impedimento, pois o lance é dificílimo, só com TV e olha lá, depois de vários replays).

Xandão, zagueiro sãopaulino, todo estabanado, tenta desviar da bola e se atrapalha com o movimento do próprio corpo, batendo a mão na bola de cima para baixo. Claramente não quis tocá-la para dominá-la, ele abaixou a mão errando o tempo da bola para que ela não batesse nela, e acabou virando um tapa na própria bola.

Alguém poderia questionar: mas não é imprudência do jogador? E imprudência não é pênalti?

Sim, é imprudência, mas nos lances de mão se avalia exclusivamente INTENÇÃO. Lance bisonho, mas não é pênalti.

Chegamos ao mais polêmico: Cruzeiro X Corinthians, apitado pelo aspirante da FIFA, Pablo dos Santos Alves, carioca mas locado na federação capixaba.

Uma observação é importante: mesmo já tendo jogado neste ano contra o Corinthians, o Cruzeiro insiste em relembrar todo jogo como revanche, devido as reclamações de 2010. Bobagem eternizar tal pendenga, o time entra pilhado e nervoso à toa, atrapalhando seu futebol.

Ontem, na Arena do Jacaré, muitas faltas bobas. E, cauteloso, Pablo preferiu o excesso de prudência e amarrou o jogo apitando tudo: das faltas reais, fortes ou leves, passando pelas cavadas e pelas simulações. Entrou no clima das equipes, que preferiam a forte marcação e o jogo picado.

No lance mais significativo, errou ao marcar pênalti ao Cruzeiro, em jogada que envolveu Edenilson e Élber. Ali foi disputa leal, não faltosa. Apesar da bola não entrar, sobrou para Tite, que pressionando o árbitro com suas reclamações pelo lance, acabou expulso. Vale registrar: Tite não foi expulso por xingamentos, mas por contrariar insistentemente a marcação do árbitro. Ok, Tite tinha razão, mas não pode se comportar dessa forma no banco. Imagine se o treinador fosse o Luxemburgo? Aliás, como Luxa está judiando da arbitragem nesse Brasileirão…

No final da partida, Wellington Paulista poderia ter evitado o pisão no goleiro Júlio César. Para mim, houve intenção, maldade e deveria ser expulso. Errou o árbitro.

Nos 3 jogos do trio de ferro, 3 pênaltis mal marcados. Entretanto, a arbitragem não foi decisiva nas 3 partidas.

A cada rodada, vão sobrando menos árbitros para as escalas. Isso é ruim…

– Novas Graduações nas Faculdades

Administração e Direito são os cursos universitários mais oferecidos no mercado.

Entretanto, na segunda década do século XXI, surgem novas oportunidades, como cursos de Graduação em Biodiversidade e Energia Renováveis.

Extraído de: OESP, 11/04/2011, pg 12C

NOVAS GRADUAÇÕES SOB MEDIDA PARA O MERCADO

Por Ocimara Balmante 

Tradicionais nos catálogos das universidades, os cursos de Direito e de Administração têm ganhado, ano a ano, companheiros bem inusitados. Primeiro vieram os cursos de graduação tecnológica, com um cardápio que incluía de Quiropraxia a Irrigação. Nos últimos anos, começam a figurar os bacharelados não convencionais. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, oferece o bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades. Na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEM), o vestibulando pode optar pelo curso de Ciência e Tecnologia de Laticínios.

Os bacharelados buscam atender a novas demandas do mercado – principalmente em áreas como biodiversidade e energias renováveis – com currículos que obedecem à peculiaridades regionais, como é o caso do curso de Agroecologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que teve a primeira aula no mês passado em Belém.

“Na Região Norte, o engenheiro chega para fazer o inventário florestal e a população pergunta como faz para resolver o problema de um animal”, diz João Ricardo Vasconcellos Gama, diretor do Instituto de Biodiversidade e Florestas. “Por isso, criamos um curso que mescla temas como agronomia e zootecnia. O profissional sai especializado em agricultura familiar.”

Para garantir a empregabilidade dos egressos, o projeto pedagógico foi submetido à consulta pública, da qual participaram ONGs, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fazendeiros e industriais.

Energia renovável. No outro extremo do País, de olho nos parques eólicos que estão sendo construídos nas redondezas, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) criou o curso de Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente, no câmpus de Bagé (RS). “Tivemos uma explosão dessa área aqui na região, criamos o curso e agora já há outras universidades pedindo para usar o nosso currículo e até o nosso nome”, diz a coordenadora do curso, Cristine Schwanke.

O objetivo é que o engenheiro saia com competência para atuar da geração à gestão da energia. “Hoje, as empresas contratam empresas onde cada um faz um pouco. O nosso profissional vai desempenhar o trabalho sozinho.”

Motivado por esse mercado sustentável, João Marcos Druzian, de 21anos, decidiu estudar Engenharia Mecânica: Energias Renováveis e Tecnologia Não Poluente. É aluno da primeira turma do curso na Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo. Começou no ano passado, impulsionado pelo Erbanol, o carro projetado pelo Núcleo de Estudos em Produção mais Limpa que roda 140 km com um litro de etanol. “As empresas estão investindo em novas tecnologias. Optei por um mercado promissor.”

Faltam interessados. Na hora de lançar um novo curso, no entanto, não basta avaliar o mercado e desenhar um bom currículo. É preciso encontrar quem esteja disposto a se embrenhar na nova área, principalmente quando ela foge totalmente do convencional. Apesar de gratuito, o bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades da UFBA, oferecido há três anos, ainda não consegue preencher as 50 vagas oferecidas anualmente.

“Estamos pagando um preço pelo pioneirismo. As pessoas ainda acham que gênero é uma coisa muito específica”, afirma Márcia Macedo, coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher.

O currículo do bacharelado inclui temas como feminismo, etnia, relações de poder e orientação sexual. A sala de aula reúne, entre outros, advogados, assistentes sociais, sindicalistas e militantes do movimentos negro. “A diversidade não está só no nome do curso. Precisamos ocupar nosso espaço”, diz Márcia.

Em São Paulo, a Universidade Cruzeiro do Sul não conseguiu alunos suficientes para viabilizar o bacharelado em Bioinformática, oferecido no vestibular do início do ano e com a descrição ainda no ar no site da instituição. “Queremos acompanhar as tendências do mercado, mas os alunos brasileiros ainda preferem uma carreira mais tradicional”, afirma Luiz Henrique Amaral, pró-reitor de graduação.

Para aumentar o número de interessados no processo seletivo do meio do ano, a estratégia da instituição é dar prioridade à divulgação em anúncios e propagandas. “Acreditamos no curso. Só precisamos explicar melhor, porque pouco se sabe sobre o assunto. É uma profissão do futuro”, completa Amaral.

Foco. Apesar de as universidades terem autonomia para oferecer novos cursos, em alguns casos falta bom senso, pondera o consultor Carlos Monteiro, da CM consultoria em Educação.

O principal erro, segundo ele, está na modalidade de graduação. “Equivocadamente, ainda somos o País dos bacharéis. Sempre fazemos o curso ficar maior do que precisa sem pensar que, em muitos dos casos, o melhor seria oferecer a graduação tecnológica, mais curta e focada.”

A escolha errada traz consequências sérias: o bacharelado pode não sobreviver a mais de uma turma ou registrar altos índice de evasão.

PRESTE ATENÇÃO

1. Escolha. Antes de se matricular em um curso novo, informe-se sobre o mercado de trabalho.

2. Análise. Veja se currículo e formação dos docentes são coerentes com o curso.

3. Parcerias. Ganha pontos a instituição que tiver convênios estabelecidos.

4. Coerência. Confira se não é um curso tradicional travestido de outro nome.

– Charge do Ministro Comunista

Leitores da Folha de São Paulo de hoje têm o prazer de ver uma das charges mais inspiradas dos últimos tempos: Bandeira com Símbolo Comunista e Ministro Orlando Silva. Abaixo, a legenda: Foice, Martelo e Picareta.

Sensacional e Verdadeiro.

– Fórmula Indy e Dan Wheldon: o valor de uma vida orlado em 2,5 mi de dólares

O piloto inglês Dan Wheldon não correria em Las Vegas ontem, pela Fórmula Indy. Motivado por uma premiação-desafio de 2,5 milhões de dólares, topou participar. E, infelizmente, se envolveu no assustador acidente envolvendo 15 pilotos e que o levou a morte.

Certas situações são ditas como fatalidade. Mas será que esses carros velozes estão equipados de maneira segura DE VERDADE?Para quem não viu o pavoroso acidente, clique aqui: http://espn.estadao.com.br/indy/noticia/220919_VIDEO+DAN+WHELDON+MORRE+APOS+ACIDENTE+INCRIVEL+DE+15+CARROS+NA+INDY