– O Gol Anulado da Venezuela: o Bandeira Errou ou Acertou? (Venezuela X Paraguai, Copa América, 20/07/2011)

 

O bandeira errou!

 

A dúvida não veio a mim, mas a extrai pela didática e importância do lance (a retirei do Blog do Fernando Sampaio, questão do internauta Marcelo e vi que há resposta do também nosso leitor e professor “Rubão”).

 

O internauta Marcelo diz:

 

“Sobre o gol da Venezuela: pra mim foi gol legal mal anulado. No momento do lançamento o jogador recebe a bola em posição legal, ele parte depois do lançamento, cabeceia pra trás e o jogador que toca pra rede de cabeça está em posição legal”.

(Link: http://www.youtube.com/watch?v=WKPXpxfqV6g)

 

A resposta do Rubão é:

 

“Olá Marcelo, valeu pelo link. Veja só: tenho certeza de que ele anulou o gol pelo fato do atacante venezuelano estar na frente do goleiro paraguaio.
O lance aconteceu como você narrou. Mas veja à frente: repare que o bandeira está na linha do penúltimo homem do time que defende (que é o último zagueiro). Entre ele e o goleiro, há um jogador da equipe que ataca. Portanto, ele está em posição de impedto.
Ele não está em impedimento ativo, pois não participa da jogada. Entretanto, se o bandeira entendeu que ele atrapalhou a visão do goleiro, impedindo-o de tentar a defesa, o venezuelano passa a estar em impdto ativo (é como se fosse um jogador que puxa a marcação do adversário para abrir espaço, só que ao contrário-> ele elimina espaço do adversário).
Eu daria o gol (e lamento que o árbitro nem faz menção de ir ao bandeira confirmar o que marcou). Mas respeito quem interprete que ali estava impedido.
Analise: se o jogador sumisse instantaneamente, o goleiro teria + chance de defesa?”

 

Confesso que ao ver o lance, pensei que se tratava do fato do jogador venezuelano no. 4 estar numa possível posição de impedimento (vi assim durante o jogo). Procurei alguma falta de ataque que pudesse justificar a marcação e não encontrei. Mas, ao ler essa resposta do Rubão, entendo claramente que foi erro do árbitro assistente.

 

Para se marcar um impedimento, há 3 condições necessárias para o árbitro e o árbitro assistente analisarem no lance. São elas (impostas pela Regra 11 – Impedimento aqui resumidamente):

 

O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro).

Ele estará em impedimento ativo quando:

 

1-    Interferir ativamente no lance, tocando-a;

2-    Interferir contra um adversário;

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição.”

 

No lance de quarta-feira pela semifinal da Copa América, a bola é lançada e o atacante que a recebe (em posição legal) a cabeceia para um companheiro (e aqui nem importa se ele está em mesma linha ou a bola foi para trás/frente, já que há outros atletas que dão condição à ele) que finaliza ao gol. Jogadores comemoram. O bandeira está no lugar que realmente ele deveria estar (na linha do penúltimo defensor). Na hora do gol, a imagem mostra que ele até desvia a cabeça para ver melhor a bola entrar, e imediatamente marca o impedimento.

 

No momento do arremate, havia um atleta da Venezuela à frente do goleiro paraguaio. E este atleta, que nem toca a bola, estava em posição de impedimento.

Se ele atrapalhou o goleiro encobrindo a sua visão, então está em impedimento ativo; o lance é irregular e deve se anular o gol.

Se ele em nada atrapalhou o goleiro paraguaio, então está em impedimento passivo e o gol deve ser validado.

 

Vendo e revendo o lance, entendo que o gol deva ser válido. Mas sabe o que ajudaria ali? O árbitro assistente adicional. É, aquele que ficava atrás do gol. Ele poderia ajudar (pela proximidade) a dizer se o venezuelano atrapalhou ou não o goleiro.

– Quem quer Pastel?

 

Tem coisa mais gostosa do que comer um simples pastel na feira com a filha?

 

Estou passando por grandes dificuldades de tempo. Muitos compromissos, alguns probleminhas de saúde, conturbações diversas, mas… Tudo isso a gente respira fundo e diz que vale a pena se tiver tempo de comer um pastelzinho com sua princesinha.

 

Alguém quer um pedaço?

– Papel Social das Empresas

Grandes empresários apresentam grandes ideias. Qual seria hoje o verdadeiro papel social das empresas, na cabeça de um executivo de sucesso?

Abaixo, o texto de Emílio Odebrecht (sim, ele mesmo, do grupo Odebrecht), na Folha de São Paulo, 08/11/2009, pg 2:

PAPEL SOCIAL DAS EMPRESAS

HOJE, COBRA-SE das empresas que estejam vigilantes quanto ao seu papel social. É correto que assim seja.
Preservar o meio ambiente, usar com parcimônia os recursos naturais e oferecer oportunidades de realização profissional, econômica e emocional a seus integrantes, principalmente mediante o desafio da autorremuneração, ou seja, da participação nos resultados que geram, são algumas das responsabilidades precípuas que as companhias têm perante a sociedade.

Sei que é preciso ir além, mas não acredito na mera caridade. O assistencialismo só faz sentido em situações limite. Praticado sem critérios, pode transformar em pedintes permanentes aqueles que recebem a ajuda.

As ações sociais das empresas devem tornar as pessoas agentes do próprio destino, capazes de prover a si mesmas condições dignas de vida, e é adequado que tenham conexão com suas atividades fim.

Um exemplo que conheço bem e do qual, como empresário, participo, acontece em Angola. Lá, investimos em educação, construímos postos de saúde, disseminamos técnicas de prevenção da malária, fornecemos estrutura às campanhas públicas de vacinação e apoiamos o combate ao HIV/Aids.

Agimos assim por compromisso com a mudança nos padrões de vida daquela nação e porque qualquer projeto empresarial passa pela qualificação profissional e pela preservação da saúde dos jovens que, no futuro, como operários, técnicos ou executivos, tornarão esse projeto realidade.

Ações de responsabilidade social com o enfoque descrito acima não são, portanto, simples benemerência. São investimentos.

Os problemas sociais e ambientais em diversas partes do mundo são, hoje, tão grandes que as empresas ou ajudam a resolvê-los ou perecerão com a sociedade.

Lembremos que, atualmente, o consumidor sabe bem quais companhias são solidárias e quais não são -e aprendeu a optar pelas primeiras.

Há, finalmente, a questão da retenção de talentos. Os jovens que estão iniciando suas vidas profissionais tenderão a vincular-se de forma permanente àquelas organizações cujas ações sociais sejam parte da estratégia dos negócios.

A sociedade contemporânea se tornou complexa e está repleta de demandas. Somos, hoje, quase 7 bilhões de pessoas no planeta, e os governos espalhados pelo globo já não conseguem dar conta sozinhos das necessidades econômicas, educacionais e sociais de seus povos.

Cabe, então, às empresas suprir parte de tais necessidades, pois têm recursos e competência para tanto -e podem assumir esse compromisso como um dever.

– Bradesco Consegue na Justiça proibição de Funcionário usar Barba

 

Muitas empresas proíbem que funcionários tenham aparência desleixada. Mas, cá entre nós: o que é desleixo ou má aparência?

 

Conceito subjetivo, claro. Mas…

 

O Bradesco proíbe atualmente que seus funcionários usem barba. Seria para uma instituição bancária algo permitido? O que poderiam alegar?

 

Um grupo de funcionários em Salvador entrou na Justiça contra o banco, alegando excesso de cobrança, assédio e discriminação. O banco se safou. O TRT-BA decidiu que:

 

“Não se pode negar ao empregador (…) o direito de impor determinados padrões (…), incluindo a roupa que veste e, também, o fato de estar usando ou não barba, bigode, cavanhaque e costeletas”.

 

Dentro dessa decisão, fica a pergunta: Até que ponto um banco pode ter o direito e respaldo jurídico para proibir bigode ou costeleta de seus funcionários? Deixe seu comentário:

– Descubra de que Esporte estamos falando…

 

Leia o depoimento desse atleta, e tente descobrir o esporte e país aos quais ele se refere:

 

Vou contar um segredo do nosso esporte: nossos técnicos são horríveis. Eles se acomodaram tanto com nossas habilidades atléticas e malabarismos que ficaram preguiçosos (…) Nosso esporte é quase que um esporte de rua. Nós não sabemos mais driblar, passar, guardar posição tão bem quantos os estrangeiros de hoje [e ainda nos achamos os melhores]. Com isso, os jogadores estão começando a perceber que se forem para o exterior, mesmo que só para uma temporada, voltarão com mais [conhecimento tático] e isso se reflete em melhores contratos (…).Assim, daqui a 10 anos o nosso Campeonato vai afundar (…). Nosso torneio terá pelo menos metade de estrangeiros em cada time, e nossos melhores atletas estarão na Europa ou na China.”

 

Descobriu o esporte e país?

 

É o basquetebol americano! Pensou que era sobre o futebol brasileiro, né?

 

A revista americana “ESPN The Magazine” sempre convida um atleta de ponta para, anonimamente, falar do seu esporte e de suas tendências. Esse trecho retirado da publicação americana é assinado pelo “Jogador X”, onde falou sobre as dificuldades atuais na NBA, o sentimento de auto-suficiência, além da evasão dos seus atletas e invasão de estrangeiros. Aqui, há o relato com adaptações da reprodução brasileira (Ed Julho/2011, pg 16).

 

O relato do atleta do basquete não serve perfeitamente aos nossos? Estamos cheios de “professores” à beira do gramado, atletas indo embora para ganhar dinheiro lá fora, nos achamos os melhores sem sermos mais, e, por fim, trazemos muitos jogadores dos países vizinhos por falta de bons atletas aqui.

 

E você, concorda com tudo isso? Deixe seu comentário: