– A Pipocada Épica dos Brasileiros na Libertadores da América

 

Mind labs” é algo utilizado pelos clubes brasileiros que estavam envolvidos na Libertadores e que vexatoriamente foram eliminados ontem?

 

Compartilho um excelente artigo do prof Cosas a respeito do despreparo emocional das equipes brasileiras no torneio. Aliás, o desequilíbrio emocional e a dosagem excessiva de “pilha” estão presentes em todas as competições ultimamente…

 

ELIMINAÇÃO EM MASSA NA LIBERTADORES

 

Por João Ricardo Cosac (extraído do Blog do Prof João Cosac, em: http://is.gd/ojjJA6)

 

Sim, amigos, todo mundo – com exceção do Santos (com muito suor no México) – deu adeus à Libertadores. Fluminense, Grêmio, Internacional, Cruzeiro e Corinthians (na fase de grupos e de uma forma inexplicável) se despediram de maneira melancólica deste que é o torneio continental mais importante e desejado pelos clubes.

Boa parte destas eliminações ocorreu pela falta de um trabalho psicológico adequado nas equipes. A postura dos jogadores em campo oscilou do total desinteresse ao mais profundo nervosismo e desequilíbrio.

Especialmente nos jogos de volta, as equipes brasileiras demonstraram fragilidade psicológica, emocional e motivacional. Grupos que não se comunicam dentro de campo, apáticos e sem a garra esperada para os que almejam o título da Libertadores.

Se analisarmos as eliminações de forma individualizada, perceberemos que o Cruzeiro – visivelmente – não acreditou que o Once Caldas poderia reverter o placar do jogo de ida na Colômbia. Sob o olhar incrédulo da esposa Debora Secco, o meia Roger foi expulso ainda no primeiro tempo e deixou a equipe mineira com dez jogadores em campo. Expulsão esta que ocorreu numa falta no meio de campo e com uma violência inconseqüente e inexplicável. Dali para frente, o Cruzeiro acreditou que o 0 a 0 garantiria a passagem para a próxima fase. Sofreu dois gols e se despediu do campeonato. O time com a melhor campanha do torneio foi eliminado pelo de pior desempenho. Dá para acreditar?

O Fluminense praticamente não entrou em campo – acreditando que os 3 a 1 conquistados no Brasil teriam aniquilado com o Libertad do Paraguai. A crença era tão forte que gerou uma pane coletiva no grupo.

Inter e Grêmio não mostraram a raça e o empenho do futebol gaúcho e também – de forma melancólica e precoce – foram embora da Libertadores.

Enquanto isso, os “mind labs” (laboratórios mentais com tecnologia de ponta e profissionais extremamente capacitados) rolam soltos no Barcelona, Milan, Manchester, Chelsea. Por aqui, a Psicologia do Esporte ainda sofre preconceitos pela desinformação e falta de valorização por parte de boa parte dos dirigentes e treinadores.

Foi uma 4ª feira de lições para o futebol brasileiro. A questão é: será que os alunos prestaram atenção?

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