Mano Menezes convocou a Seleção Brasileira de Futebol, e, ao mesmo tempo em que trás de volta alguns jogadores que participaram da Copa-2010, busca a renovação com nomes emergentes, como Lucas e Neymar.
Neymar já é bem conhecido na América do Sul, além de sua fama começar a se espalhar mundialmente. Recentemente, um amigo meu esteve na fria Eslovênia, a fim de ganhar uns trocados no campeonato local; e lá Neymar é famoso! Os garotos da sua equipe perguntavam sobre o “brazilian bad boy” que jogava no “Pelé’s team”. Ou seja, a fama de cai-cai se confunde com a de rebelde lá no fim do mundo…
Digo isso pois “ter nome de respeito” é importante. Se a fama de craque prosperar como a de “bad boy”, tudo bem. O adversário respeita o nome famoso. Domingo passado, no clássico entre São Paulo X Palmeiras, o zagueiro Danilo disse que o time ficou preocupado quando viu Rivaldo se aquecer. Mesmo sem a bola ter chegado no sãopaulino, a respeitabilidade fica nítida.
Assim, trago o mesmo exemplo para o mundo da arbitragem. Quais árbitros paulistas conseguiram adquirir respeito tão grande quantos os craques? De bate-pronto, quem você acha que os jogadores respeitam?
Sem dúvida alguma você ouvirá dos boleiros: Paulo César de Oliveira, Sálvio Spínola Fagundes Filho, Wilson Luís Seneme, Cléber Wellington Abade (mesmo esse último estar sendo muito mal aproveitado nesse ano, sabe-lá-Deus-pq!).
Se um desses nomes entrar em campo, o comportamento dos atletas é diferente. Veja como em alguns jogos os árbitros agüentam reclamação ao pé-do-ouvido dos jogadores, e como isso não acontece com esses grandes árbitros.
Agora fica a pergunta: em 2005, quando ocorreu o episódio da Máfia do Apito, quais eram os nomes de grande respeitabilidade da arbitragem paulista?
Eram Paulo César de Oliveira, Sálvio Spínola Fagundes Filho, Wilson Luís Seneme, Cléber Wellington Abade (até dei CTRL C + CTRL V para facilitar.)
Passaram 6 anos, e os nomes não se renovaram! Aí fico pensando… os nomes dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol eram bem diferentes dos de 6 anos atrás. Do clube de seu coração, certamente também. Mas os nomes importantes da arbitragem…
Um detalhe: nesse período tivemos inúmeras divisões e inúmeros campeonatos amadores na FPF. Não havia espaço para se testarem outros nomes? Cadê a meritocracia? Surgiu o famigerado Ranking da Arbitragem. Deu em algo? Nada, a não ser um vexatório modelo burocrático onde árbitros não eram classificados por pontuação, mas por fórmulas obscuras contestáveis cuja colocação era pública mas não o motivo do acesso.
Por fim, um detalhe importante: enquanto muitos tentam se firmar há anos e outros que estão “renovando o quadro forçosamente”, ganhando oportunidades mais do que outros (talvez por motivos políticos), observo que os nomes de respeito que persistiram possuem uma característica em comum: surgiram no tempo em que os professores Gustavo Caetano Rogério e Antonio Cláudio Ventura estavam a frente da arbitragem.
Hum… passou a gestão de José Manuel Evaristo e nela o advento do Edilson Pereira de Carvalho como FIFA. Entrou o Cel Marcos Marinho, e nenhum nome se firmou nacionalmente (ao menos, que esteja atuando). Aliás, desde que o Farah saiu, qual grande nome de árbitro surgiu na administração Marco Polo Del Nero?
E você, acha que o jogador se comporta diferente com árbitro de nome ou não? Deixe seu comentário:

