– Os Membros da Sociedade da Intimidação: a Iraquiana e o Sambista!

Cada vez mais a intolerância, a força bruta e a intimidação extravazam nas festas populares. Dois patrimônios culturais do nosso país, o Futebol e o Carnaval, sofrem com esse modelo odioso de violência e assédio moral.

Se muitas famílias abandonaram os gramados por culpa das torcidas organizadas e seus embates entre si, o que dizer da próxima fronteira: o samba?

Lamentável que os mesmos violentos torcedores organizados de futebol tenham se infiltrado nas agremiações de samba a fim de se travestirem de carnavalescos. Juntaram-se a outras tropas organizadas, as dos pseudos-sambistas profissionais, que se usam das Escolas de Samba para desfrutarem do poder – correlacionando com bicheiros, traficantes e máfias diversas (no Rio de Janeiro, 11 escolas estão sendo investigadas por associação com entidades criminosas).

O que dizer de um dirigente de escola invadir a apuração e rasgar as notas, promovendo que outros fizessem arruaça e incitando atos de vandalismo? Sua ficha criminal era extensa, e o criminoso estava a solta!

Cenas de pessoas que nem de longe demonstravam espírito de folião, nem representavam o congraçamento da corte do Carnaval foram vistas na Marginal Tietê! Bandidos (não há outro termo) chutavam grades, quebravam instalações públicas e ateavam fogo em carro alegórico, além, claro, de assustar a população.

Imagine o motorista que não gosta de Carnaval ao se deparar com esses elementos na saída do Sambódromo, o susto que não levou com sua família?

Escrevo isso após ler a entrevista de Chris Kyle à jornalista Mariana Barbosa, na Revista Isto É dessa semana. Kyle é considerado “A Lenda” pelos Seal’s (a elite das forças armadas americana). Recentemente, escreveu sua biografia contando sobre as 255 pessoas que matou e que se tornou best-seller nos EUA, alegando que nunca teve remorso pois matou aqueles que matariam um número maior de inocentes.

O que isso tem a ver com o Carnaval?

Tal frase, abaixo, se fizermos uma analogia:

[Os que matei] chamo de selvagens terroristas e insurgentes, e alguns deles são iraquianos. A 1ª pessoa que matei foi uma mulher, em março de 2003, em Nasiriya. Ela carregava uma criança na mão e uma granada em outra, e andava na direção de um pelotão da Marinha. Ela estava tão cega pelo demônio que só queria matar americanos, não se importava se a explosão da granada mataria seu filho ou outras crianças que estavam por ali. Não acho que isso seja civilizado, é coisa de selvagem”.

Qual a diferença de um sambista que joga uma cerca no meio da Marginal contra os carros que estão na via e da iraquiana citada? Talvez apenas a geopolítica. São terroristas urbanos que tiram a paz do cidadão de bem, sem pensar nas consequências.

Nada contra carnavalescos ou torcedores de futebol, mas tudo contra os “alguns iraquianos” de SP, para parafrasear Kyle. E provavelmente muitos estarão hoje a noite no Pacaembu, contando com alegria seus feitos na tarde de ontem…

– Cheiraram muita Clorofila…?

Escrevo esse texto sem saber o desfecho da confusão ocorrida no Carnaval Paulistano.

Hoje cedo, escrevi sobre as brigas e confusões do carnaval de rua jundiaiense (em: http://is.gd/PkYaqU ). E em São Paulo… vergonha pura!

Um troglodita fanático por confusão invade a apuração, rasga as notas e incentiva outro idiota a fazer o mesmo. E o ato irresponsável desencadeia uma confusão geral. Aí, sobrou para todos! Imagens mostraram integrantes da Gaviões da Fiel aproveitando o tumulto e fazendo arruaça.

Incendiar carro, quebrar cerca, agredir… A troco de quê?

Uns alegam que o fato motivador foi a troca de jurados (que estava prevista em regulamento). Outros, que as notas não eram justas…

Não importa. Nada justifica tal vandalismo.

Aqueles caras que depredaram tudo, incendiaram carro alegórico, partiram para a cima da PM, são pessoas trabalhadoras, senhores responsáveis e marcados pela boa educação e índole incontestável?

Não importa se são de organizadas ou não: as imagens da TV mostraram que são vagabundos, bandidos e aproveitadores da desordem. Com tanta imagem, não dá para enquadrá-los?

Por fim: você já viu jogo de futebol com 3 equipes? Não, né… Mas no Sambódromo tivemos a oportunidade de vê-las juntos (suas torcidas), incluindo as organizadas do Samba.

Imaginaram se a PM fizesse um pente fino hoje durante a apuração do Carnaval?

A frase intelectualizada de um diretor de escola hoje retrata bem isso: como numa premonição, em entrevista para a Globo, um dirigente do samba disse:

O atraso da apuração aconteceu porque a gente sentiu um cheiro de clorofila”.

CLOROFILA???

É ou não a turma do samba-do-crioulo-doido? Dentro e fora das quadras!

– Futebol de Primeiro Mundo onde 1/3 dos árbitros já foram agredidos!

O que dizer sobre tal número: 35% dos árbitros da Federação Paulista já foram agredidos, sendo que neste universo, 1% de premiados árbitros já passou essa experiência por mais de 10 vezes!

É o que a Folha de São Paulo traz na matéria de Lucas Reis (aliás, como assinante da Folha, parabenizo pelas oportunas matérias em seu caderno de esportes que recentemente tem sido publicadas, fugindo da discussão comum dos jogos).

Na matéria, apenas uma curiosidade: clubes e dirigentes estariam sendo responsáveis pela diminuição da violência, bem como as punições mais severas. Ok. Mas e o trabalho concreto dos sindicatos e das cooperativas de árbitros nesta história, onde é que fica?

Não vale dizer que encaminha a queixa ao Tribunal, pois isso é obrigação…

Extraído de: Folha de São Paulo, 14/02/2012, pg E5-6.

AGRESSÕES ATINGEM 1/3 DOS JUÍZES

Pesquisa de psicólogo da federação diz que 35% dos árbitros do Estado foram vítimas de violência

Pedro Santilli, técnico do Comercial em 2009, via seu time ser rebaixado à terceira divisão do Paulista, deu um encontrão em um jogador do Catanduvense e foi expulso. Entrou no gramado e deu um soco no queixo do árbitro Flávio Rodrigues de Souza.

Nenhuma ocupação no futebol parece ser tão insalubre quanto a de juiz: 35% dos árbitros e assistentes de todas as divisões do Campeonato Paulista já foram agredidos.

É o que revela pesquisa com mais de 500 profissionais feita em 2010 pelo psicólogo Gustavo Korte, que trabalha para a FPF (Federação Paulista de Futebol).

O total representa quase 180 juízes e/ou bandeirinhas que sofreram algum tipo de agressão em estádios ou suas imediações. Segundo a pesquisa, 2,5% já foram agredidos de três a cinco vezes, e 0,98%, acima de dez vezes.

“Deixei ele chegar muito perto de mim, e aconteceu. Foi a única vez na minha carreira. Agora, com mais experiência, não deixo ninguém chegar tão próximo”, contou Flávio Rodrigues, o árbitro agredido em Ribeirão Preto. O técnico Santilli acabou suspenso por seis meses.

Agressões e ameaças são mais comuns em campeonatos de divisões inferiores, afirmam árbitros e ex-árbitros ouvidos pela Folha.

De acordo com o sindicato paulista, punições mais rigorosas e o reforço da segurança diminuíram as queixas.

“As condições nos estádios estão melhores. Também houve uma evolução dos clubes e dos dirigentes. Até bem pouco tempo [atrás], era difícil até para entrar no estádio”, disse Arthur Alves Júnior, presidente do sindicato. “É aquela antiga máxima: se você nunca saiu de camburão do estádio, não é árbitro.”

Segundo a Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), casos de agressão ainda são comuns pelo país. As ausências de televisionamento e imprensa aumentam a violência, disse o sindicato.

“Isso infelizmente ainda existe, principalmente em jogos de clubes menores e que não têm mídia, campeonatos de categorias de base, amadores”, disse José Pessi, vice-presidente da associação.

Na última quarta-feira, um árbitro foi agredido em Manaus, em partida pelo Estadual do Amazonas.

Jogadores do Fast Club se irritaram com Djalma Silva de Souza reclamando de pênalti não marcado em jogo contra o Nacional. O goleiro Naílson o empurrou, Djalma foi ao chão e acabou cercado pelos jogadores, que tiveram de ser contidos por policiais.

Não são apenas agressões que ameaçam os árbitros. A maioria deles, 84,2%, declarou que já teve ao menos uma lesão considerava grave em toda a sua carreira, segundo a pesquisa feita com os árbitros de São Paulo.

Korte levantou esses dados para utilizá-los na preparação dos árbitros do Estado.

“O trabalho envolve controle emocional, concentração, controle de distrações e melhoria na comunicação verbal. São várias as habilidades psicológicas”, disse.

– Greve da PM na Bahia retrata a triste realidade de um Povo Desonesto

Em alguns casos, tenho a impressão de que as pessoas de bem são minoria no mundo. Com a greve da Polícia Militar na Bahia, fico com mais certeza disso. Vejam só: com os policiais parados, a onda de saques, roubos, furtos e de toda espécie de crime aumentou absurdamente. Comerciantes fecham as portas, escolas não abrem… Tudo porque os bandidos estão aproveitando a ausência da PM nas ruas.

Quer dizer que se não há trabalho da Polícia, há a permissão para roubar?

Ser honesto é obrigação do cidadão. Se as pessoas tivessem boa índole, num utópico mundo não necessitaríamos de esquadrões policiais. Gente de mau caráter, que não costuma roubar, se aproveita do saqueamento e pratica crimes também! Tem cabimento? O que não é seu, não deve ser mexido. É educação, honestidade, valores morais, respeito.

Triste realidade…

E aqui acrescento: um policial ganhar R$ 2.000,00 para trocar tiros com bandidos também é covardia. O governador petista Jacques Wagner deveria tomar providências urgentes!

– Idiotas das Arquibancadas

Mais de 70 mortos no Egito por briga entre torcedores numa partida de Futebol.

Mais de 200 feridos.

Mais de 1500 envolvidos.

Fanático não é mesmo um grande imbecil? Brigar por… futebol? TIRAR A VIDA POR TAMANHA ASNEIRA?

Como o dom da vida vale muito pouco para alguns… uma pena.

– Saldo Assustador de Pinheirinho

Já escrevemos em outra oportunidade que a Reforma Agrária é uma causa justa a ser defendida. Entretanto, com os cuidados de sempre, respeitando a lei e de maneira democrática.

Dias atrás observamos em São José dos Campos (SP), a confusão numa reintegração de posse na região conhecida como Pinheirinho (em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2012/01/23/reintegracao-de-posse-em-pinheirinho-respeitamos-os-dois-lados/) .

Vejam só o que a PM apreendeu por lá:

– 32 pessoas presas por desordem;

– 3 foragidos da justiça capturados;

– 6 criminosos em flagrante delito;

– 1 carro roubado encontrado;

– 2 armas de fogo apreendidas;

– 1100 invólucros de Maconha;

– 388 pinos de Cocaína;

– 3 bombas caseiras.

Novamente considero: no meio de gente pobre, trabalhadora e honesta, há sempre bandidos travestidos de sem-terra…

– Ahmadinejad Paz-e-Amor

E o Ahmadinejad, presidente iraniano, que falou sobre a bomba atômica de maneira irônica e pseudo-romântica::

Se o Irã tivesse uma bomba, seu combustível seria o amor.”

Inspirado o chefe do Irã, não? E disse isso na Venezuela a Hugo Chávez. Tudo certo então…

– Vândalos Mesmo!

Copa SP de Futebol sub 18: Santos 4 X 0 Guarani, em Limeira. Balanço final: um ônibus depredado e várias pessoas ensangüentadas pela briga das torcidas organizadas.

Até na Copinha? São bandidos esses idiotas!

– Mundo Cão: Mãe tenta trocar a filha por Crack

Coisas assim dão vontade de chorar. Olha para onde o maldito vício das drogas leva uma pessoa.

É tão revoltante que nem vou comentar: (extraído do OESP, 10/01/2012, pg C5)

MÃE É ACUSADA DE TENTAR TROCAR BEBÊ POR CRACK

Andréia Carla das Neves Santos, de 38 anos, foi detida pela Polícia Militar por tentar trocar a filha Alana, de menos de 2 meses, por uma porção de pedras de crack avaliada em R$ 20. A prisão ocorreu na noite de anteontem no Parque Amazônia, em Goiânia.

Segundo a polícia, no momento da detenção, a mulher se escondeu sob uma laje, com o bebê nos braços. Na Delegacia de Atendimento à Mulher, para onde foi levada e liberada após registro de boletim de ocorrência, disse que estava bêbada e longe de casa quando foi “chantageada” em um bar. Ela teria pedido R$ 1,50 para comprar passagem de ônibus a uma pessoa, que teria sugerido a troca. “Eu não tentei negociar nem trocar minha filha por drogas”, disse.

A Polícia Civil e o Conselho Tutelar devem requerer, na Justiça de Goiás, que Andréia perca a guarda do bebê, que sequer foi registrado. “Ela vai se chamar E.N.”, disse Maria de Lourdes da Silva, a avó materna da criança, que a recebeu das mãos da conselheira tutelar Karine Rodrigues Santos Almeida.

O problema é que Maria de Lourdes já cuida de outros três filhos de Andréia Carla, que, segundo a mãe, não tem emprego e vive nas ruas em busca de sexo, drogas e bebida. Agora, de acordo com o Conselho Tutelar, ela pode ser indiciada por maus-tratos e promessa de entrega de filho a terceiro por meio de pagamento.

– Policiais Plugados: a Solução para a Pérola do Atlântico

A onda de crimes no Guarujá assusta. Mas em entrevista, o comandante da Polícia Militar de SP (desculpe a ausência do nome) disse que o contingente para o Guarujá e para todo o Litoral em geral será composto de jovens policiais recém-formados.

Para ele, estes novos PMs têm uma vantagem competitiva maior: são PMs “plugados”, e assim teriam mais desenvoltura para o trabalho.

Necessariamente, um policial que convive com maior facilidade nas redes sociais da Internet poderá fazer um trabalho de patrulhamento de maior qualidade no litoral?

O que você acha disso: ao mesmo tempo que ele é “plugado”, é inexperiente. O que vale mais? A interação digital ou a experiência na rua? Deixe seu comentário:

– A Enfermeira, o Animal e a Rede Social

Ontem, uma verdadeira febre nas Redes Sociais, principalmente no Facebook: uma enfermeira que agrediu um cachorro e toda a repercussão (para quem não viu, em: http://is.gd/NpaDPq)

Protestos de todas as partes, fotos com dados pessoais da moça, montagem de cães sobre uma possível vingança, e tudo mais ocorreram no mundo virtual. Não estarei defendendo a agressora, mas…

Há coisas curiosas no Brasil. Se rouba descaradamente no Congresso Nacional, se faz lobby de tanta empreiteira para ganhar dinheiro em leis escusas, permite-se tanto abono de crianças nas ruas, faz-se tanta vista grossa para a mendicância e outras particularidades, e não se tem o mesmo auê!

Repito: não estou defendendo a agressora, mas…

Quer coisa mais indigna do que uma mulher se sujeitar à prostituição para sobreviver? Ou do que um pai de família ter que roubar pão para sustento de sua casa?

Terceira repetição: não estou defendendo a agressora, mas…

O que dizer dos doentes que morrem em hospitais públicos, aguardando no canto ou nos corredores, sem assistência médica? Ou de cidadãos trancafiados em suas casas, vítima da violência social?

Nada, nada disso é levado em conta.

Última repetição: não estou defendendo a agressora, mas…

O que quero dizer é o seguinte: há tanta coisa mais importante para se mobilizar… Fóruns, grupos e manifestações foram montados para protestar contra a covarde agressão ao animalzinho. Concordo com tudo o que tem se dito, realmente foi uma covardia, um ato violento e condenável. Mas, amigos, cá entre nós: alguém faz ou tem feito a mesma movimentação por causas mais nobres?

Infelizmente, não.

É evidente que os defensores dos direitos dos animais reclamarão. Claro, estão corretos. As pessoas escolhem bandeiras para defender. Alguém tem que fazer isso! Mas fico indignado que enquanto somos assaltados pelos altos impostos, ou pessoas morrem por desatenção das autoridades médicas, ou ainda quando a dignidade humana é ferida descaradamente, pensamos num cachorro com a volúpia que pensamos…

Não irei repetir a frase dita e repetida acima por mais uma vez, entretanto… não estou defendendo a agressora, mas… lutar pelos direitos e dignidade humana é mais importante do que dos animais.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Estupradores de Jundiaí: dois foram detidos!

A onda de estupros na cidade assustou a população jundiaiense. Mas ontem, um deles foi preso: o que estuprou uma moça numa escola de idiomas na região da Vila Arens.

Sabem a justificativa do estuprador? Que injetaram cocaína na suas veias e ficou fora de si.

Ele se chama Marcelo e tinha passagens anteriores pela Polícia (por furto e porte de Drogas). Foi preso, mas ganhou liberdade condicional.

E aí ficam algumas perguntas:

e a saúde da moça, atacada por um usuário de drogas? O risco de ter sido infectada, além do trauma da violência, difícil de se apagar da memória?

o bandido estava solto pela Justiça . A “liberdade condicional” não é fruto, muitas vezes, de uma sensação de impunidade? Digo sensação, pois, afinal, está na lei. Mas não nos permite ficarmos indignados? Vai para cadeia e não fica preso?

querem liberar drogas. E aí, o cara alucinado não é incentivado pela maldita cocaína? E não venha me dizer que se fosse maconha a coisa seria diferente. Para estar fora de si, basta usar drogas.

Hoje, Elias Alves, o estuprador cujas fotos rodaram a Internet de muitos aqui em Jundiaí, foi preso no parque Centenário. Rodou a cidade, perambulou pelo Jd Novo Horizonte e foi pego por populares nessa manhã. Está preso, mas como restituir a honra e restituir os prejuízos às vítimas?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Show de Horrores : Vietnã, 50 anos

Alguém já leu a Veja desta semana?

Ótima matéria, mas horrível ao mesmo tempo: uma retrospectiva sobre a Guerra do Vietnã nos seus 50 anos.

Imagens fortes, reportagem contundente e ao mesmo tempo, uma constatação: para muitos, a vida vele muito pouco… pouco mesmo!

– Cabra Macho, sim Senhô? A polêmica sobre Lampião – o anti-herói!

Está ocorrendo uma grande discussão nas redes sociais sobre o livro de Pedro de Morais – “Lampião, o mata-sete”. O Juiz Aldo Albuquerque proibiu a comercialização da obra, pois a família do assassino Virgulino Ferreira da Silva, conhecido popularmente como ‘Lampião, o Rei do Cangaço’, entendeu ofensiva a narrativa onde se conta a infidelidade de Maria Bonita, sua esposa, e um suposto momento homoerótico do cangaceiro. Tal trecho envergonharia os descendentes de Virgulino, e a pedido de sua própria família, o livro foi censurado.

Pois bem: Eugênio Bucci, em sua coluna semanal em Época (Ed 05/12/2011, pg 21 – título: “Lampião é macho, macho por despacho”), escreveu o que realmente penso sobre isso:

Os historiadores podem dizer à vontade que Lampião estuprava garotas indefesas, que lhes marcava o rosto com ferro quente, que sangrava lentamente os desafetos, cravando-lhes o punhal entre a clavícula e o pescoço. Podem até dizer que arrancava olhos, línguas e orelhas. Até aí, não se vê ofensa nenhuma. Mas essa conversa de triângulo amoroso com pitadas homoafetivas, essa sim ultraja a honra familiar”.

Matou a pau! Você também tem a sensação de que o orgulho aqui é ser descendente de um sanguinário bandido, e a vergonha é a dúvida sobre ser ‘macho ou não’? Ô turma cabra da peste, que deturpa valores e sente prazer pelo errado…

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Marcelinho Paraíba e Mancini: apoio Psico-Social

Perceberam quantos casos de assédio sexual e outros culminando em violência maior no Esporte, nos últimos dias? No basquetebol americano, por exemplo, nos 15 dias passados, ao menos 2 casos. Aqui no Brasil, a condenação de Mancini (Atlético Mineiro) por estupro na Itália e a prisão de Marcelinho Paraíba (Sport/PE) em Campina Grande pela tentativa de violentar uma moça.

E aí, recordo meu amigo Chicão, que me disse ao comentar sobre o assunto:

É isso que dá jogador despreparado ganhar dinheiro demais. Se acha bonito porque tem grana e acha que pode tudo”.

Calma lá. O problema é outro: o preparo social e psicológico do atleta. Claro, a maior parte vem de família pobre, e ao ganhar muito dinheiro após equivalente sofrimento, passa a conviver com o assédio de “admiradoras”, empresários e “pseudo-amigos” interesseiros, além do próprio gozo da fama.

Sem dúvida, carecem de apoio de Assistentes Sociais, psicólogos, e por que não, Consultores Financeiros.

Os grandes clubes gastam tanto dinheiro com bobagens; custaria muito à eles gastarem com profissionais indispensáveis como estes?

É apenas uma questão de planejamento de carreira de seus atletas. Comportamento adequado também é indicador de valorização dos seus jogadores.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Agrotóxicos em Demasia nos Alimentos. Você Parou para Pensar nesse Problema?

Está aqui um problema a ser discutido com maior profundidade: a questão: AGROTÓXICOS & INTERESSES DA TERRA. Abaixo:

AGROTÓXICOS ENVENENAM OS ALIMENTOS E É MOTIVO DE VIOLÊNCIA NOS CAMPOS

Por Reinaldo Oliveira

Em vários acontecimentos no País, em 2011, foi falado da preocupante quantidade de agrotóxicos que estão sendo usados em plantações de alimentos no mundo todo, gerando prejuízos à saúde da população mundial que consome estes alimentos. Através de uma pesquisa realizada de 1999 a 2009, concluiu que por sua grande extensão agrícola, o Brasil é hoje o campeão mundial de uso de agrotóxicos. O mercado de veneno é dominado, 70%, por três empresas transnacionais de origem dos Estados Unidos, Suíça e Alemanha. Recentemente participei na cidade de Embu das Artes, nos dias 28, 29 e 30 de outubro, do 8º Encontro Nacional de Fé e Política que reuniu mais de 3700 pessoas do Brasil e do Exterior, onde fiz uma intervenção na plenária sobre Agroecologia x Agronegócio, falando sobre a expansão da plantação de cana no Oeste Paulista. Nesta plenária havia participantes de todo o Brasil, porém um ponto marcante foi colocado sobre o que está acontecendo no sul de Minas Gerais. Ali de acordo com relatos feitos, até as plantações de café, predominantes na região, estão sendo contaminadas com o veneno. A explicação dada é de que próximo dos cafezais existem grandes plantações de soja e a pulverização de inseticida é feito por aviões, logo as propriedades próximas destas plantações são atingidas pelo veneno. E muitos outros relatos impactantes foram feitos sobre o abuso no uso de agrotóxicos, além de perseguição ao pequeno agricultor e até casos de assassinatos praticados por quadrilhas organizadas a serviço dos grandes produtores. Outras preocupações ali colocadas dizem respeito às pequenas propriedades que produzem alimentos orgânicos e como as grandes propriedades vizinhas usam sementes transgênicas, estas pequenas propriedades que cultivam alimentos orgânicos estão sendo contaminadas. Mas com relação ao assunto, uma importante matéria publicada no jornal Valor Econômico, do dia 23 de novembro – pág A11, traz uma manchete “Guerrilha proíbe uso de agrotóxicos no Paraguai”  e faz o relato de que um grupo guerrilheiro daquele País emitiu comunicado ameaçando produtores de soja que utilizam grandes quantidades de inseticidas em seus cultivos. A ameaça foi feita através da Rádio Nandurí, de Assunção. Na nota o grupo alerta: “fica terminantemente proibida a fumigação e envenenamento dos grandes cultivos de soja, que estão afetando a saúde de comunidades vizinhas”, dizia o texto endereçado aos grandes produtores de soja. Alertava para que eles abandonem esta prática e, se persisitirem na destruição do meio ambiente, levando doenças aos camponeses, o grupo seria implacável com os sojicultores. A matéria traz ainda que este grupo guerrilheiro não é muito grande, porém suas atuações, sempre violentas, vem assustando empresários e membros do governo paraguaio. Um grande investidor em terras e soja do Estado do Paraná, estando na região e ouvido pela reportagem declarou que as terras lá são boas e baratas, propicias para a plantação da soja, porém diante do alerta do grupo, ia pensar mais um pouco sobre adquirir terras naquele local. Outro investidor brasileiro que já está há muitos anos instalado no local, disse que a defesa que o grupo guerrilheiro faz da região não é tanto pelo lado preventivo ou ecológico, mas porque onde a soja chega, chega também estradas, melhorias na infraestrutura e isto atrapalha os negócios do grupo porque diminui o espaço para plantar maconha. Independente deste exemplo, a verdade é que a produção massificada de alimentos – o agronegócio, tem levado os produtores a utilizarem cada vez mais, quantidades maiores de agrotóxicos e, apesar de ser informado que há controle da quantidade permitida sem que afete o consumidor, é difícil o setor competente realmente averiguar e o fato é que o trabalhador que está em contato direto com a aplicação destes agrotóxicos estão adoecendo, bem como muitas pessoas também estão adoecendo pelo mesmo motivo. A inquietação é de que este assunto envolve grandes grupos transnacionais, muito dinheiro e este é um fator que impede que um maior número de casos que ocorrem, provocados em conseqüência de alimentos contaminados por agrotóxicos não sejam divulgados. É isso!!   

– Método Kadafi de Trato às Suas Escravas Sexuais

Ditadores abusam da privação à vida e da liberdade de qualquer um, certo?

Compartilho o “método de escravização sexual” do Kadaffi, extraído da Isto é (ed 23/11/2012, citação clique aqui)

Deprimente e revoltante!

BUNGA BUNGA DE KADAFI

Depois da revelação de uma jovem que aos 15 anos se tornou escrava do ex-ditador, desvenda-se agora na Líbia o mundo de orgias, drogas e violência dentro do poder

A bela morena de 22 anos não esconde o nervosismo ao recordar o passado recente. “Muamar Kadafi roubou minha vida”, afirma, referindo-se ao ditador que manteve por 42 anos um regime de violência sem precedentes no país africano. Instalada em um hotel de Trípoli, a capital da Líbia, a morena identificada apenas como Safia tem dificuldade para relatar seu drama. Afinal, durante cinco anos ela foi escrava sexual de Kadafi. Em entrevista à conceituada jornalista Annick Cojean, do jornal francês “Le Monde”, Safia conta que tinha 15 anos quando foi escolhida para entregar flores a Kadafi, durante visita que o ditador faria à escola em que ela estudava, em Sirte, no leste do país. Convicta de que era uma “grande honra” oferecer as flores em nome da escola, Safia não estranhou quando Kadafi acariciou seus cabelos lentamente, depois de colocar as mãos sobre os seus ombros. Ela não sabia que se tratava de um código do ditador para que seus guarda-costas localizassem seu endereço. “Como suspeitar de alguma coisa? Ele era o herói de Sirte”, explica Safia.

No dia seguinte, três mulheres de uniforme – Salma, Mabrouka e Feiza – apareceram no salão de beleza da mãe de Safia e levaram a garota, com o argumento de que Kadafi queria lhe dar “alguns presentes”. Em seguida, as mulheres levaram Safia para o deserto, onde Kadafi, então com 62 anos, passava uma temporada de caça. No acampamento, o ditador perguntou-lhe sobre a família, a vida que levava em Sirte, e, na sequência, convidou-a a viver com ele. “Você terá tudo o que deseja, casas, carros”, prometeu Kadafi, de acordo com o relato de Safia. “Eu garanto que seu pai vai compreender”, continuou Kadafi, antes de colocar Safia sob os cuidados de Mabrouka. Na prática, a garota não teve a opção de voltar para a casa dos pais.

Enquanto estavam acampados no deserto, Mabrouka tratou de providenciar roupas sensuais para Safia, além de lhe ensinar a dançar. Ainda no deserto, onde se encontravam pelo menos outras 20 mulheres, segundo Safia, ela foi obrigada a dançar para o ditador. Depois de observá-la, sem tocá-la, ele foi direto: “Você será minha puta.” Terminada a temporada de caça, Safia foi levada ao palácio, onde foi estuprada pelo ditador. “Ele continuou nos dias seguintes. Ele me estuprou por cinco anos”, diz Safia. Pelo seu relato, além de ser submetida à violência sexual, ela foi obrigada a adotar hábitos como fumar, tomar uísque e cheirar cocaína. Em junho de 2007, conta Safia, Kadafi a colocou na comitiva que o acompanharia durante uma viagem de duas semanas pela África, passando por Mali, Guiné, Serra Leoa, Costa do Marfim e Gana. Durante a viagem, ela era apresentada como integrante do corpo de guardas do ditador e usava um uniforme cáqui como disfarce. “O uniforme azul era o reservado às verdadeiras guardas”, diz Safia. Apesar de a garota não pertencer ao quadro de seguranças, Mabrouka a ensinou a usar um fuzil Kalashnikov, uma arma de fabricação soviética.

Na entrevista ao “Le Monde”, Safia não entra em detalhes com relação à guarda feminina de Kadafi, que chegou a reunir 400 mulheres. Quando estava no poder, o ditador costumava dizer que preferia guarda-costas mulheres, por serem mais “confiáveis”. Na cidade de Bengazi, no leste da Líbia, o psicólogo Sehram Sergewa está preparando um relatório para o Tribunal Penal Internacional que deve mostrar outras razões para a preferência de Kadafi. De acordo com Sergewa, as guardas eram recrutadas virgens e tinham de se manter assim até que o ditador, um de seus filhos ou alguma alta autoridade do regime mantivesse relações sexuais com elas. Cinco antigas guardas já prestaram depoimento ao psicólogo e estão dispostas a testemunhar no tribunal, que tem sede em Haia, na Holanda. “Uma delas, além de ser estuprada, foi chantageada. Disseram que, se ela não virasse guarda-costas de Kadafi, seu irmão passaria o resto da vida na prisão”, afirma Sergewa, acrescentando que um irmão dessa testemunha era acusado de tráfico de drogas.

Questionada se estaria disposta a prestar depoimento num tribunal, Safia diz que gostaria, mas sabe que ficaria marcada para sempre. “A mulher é sempre considerada a culpada”, acredita Safia. “E Kadafi ainda tem seus seguidores.” Quanto ao passado de escrava sexual, quanto mais recorda, mais diz que gostaria de esquecer os tempos sob o jugo do ditador, que com frequência organizava para seus convidados festas à moda bunga bunga – o mesmo estilo que ensinou ao ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Safia diz que não participava das festas, nas quais era comum a presença de modelos italianas, belgas e africanas. Ela afirma também que Kadafi mantinha relações sexuais com outros homens e estava sempre sob efeito de cocaína: “Ele não dormia jamais.” Safia não esclarece esse ponto, mas há relatos de que Kadafi também era usuário contumaz de Viagra.

Durante os cinco anos em que viveu como escrava sexual de Kadafi, Safia conseguiu visitar a família em quatro ocasiões. Na última, em 2009, com a ajuda do pai, ela fugiu do país rumo à França, disfarçada de anciã. Um ano depois, voltou clandestinamente à Líbia, mas acabou fugindo de novo, em abril de 2011, desta vez para escapar da mãe, que queria casá-la com um parente idoso, viúvo. Abrigada na Tunísia, se casou em segredo com um rapaz jovem. O casal pretendia viver em Malta ou na Itália, mas os conflitos que sacodem o mundo árabe os separou. Sem notícias do marido e com o futuro incerto, Safia relembra sua reação à morte do ditador: “Quando vi o cadáver de Kadafi exposto à multidão, senti um breve prazer. Depois, veio um gosto amargo na boca.” Hoje, Safia não tem dúvidas: seria melhor que o ditador não tivesse sido executado no momento da captura, mas sim preso, para ser julgado por um tribunal internacional.

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– Fabrício, do Cruzeiro, chama o árbitro de ‘Babaca’ e incita agressão!

Dias atrás, falamos sobre o rigor das punições na Premier League, preocupada em evitar reclamações típicas de chororôs ou de incitar a violência. André Villas-Boas, treinador do Chelsea, foi indiciado por dizer que o árbitro sentia a pressão da torcida adversária, após derrota de sua equipe (em: http://is.gd/gOASUN ).

Aqui no Brasil, se fala a vontade e quase nunca deu nada. E, às vezes, se extrapola. Hoje, o jogador do Cruzeiro-MG, Fabrício, incitou publicamente a agressão contra árbitros. Veja:

Todo mundo recrimina o Falcão por tentar dar um chute num árbitro, mas um cara desse merece. Não pude fazer nada dentro do jogo. Esse cara é um babaca. Prejudicou, inverteu um monte de falta. Eu não consegui jogar. É complicado. Esse dentista tem que trabalhar na profissão dele.

E você? Acha que declarações como essas são perigosas ou esse tipo de reclamação não incita ninguém? Deixe seu comentário:

Lembre-se da agressão ao árbitro Jean Pierre… A ANAF se pronunciará?

Extraído de: http://ht.ly/7wLTG

FABRÍCIO PEDE JUIZ CARIOCA DE VOLTA AO CONSULTÓRIO E DISPARA “ESSE CARA É UM BABACA”

Insatisfeito com o trabalho da arbitragem no empate sem gols entre Cruzeiro e Avaí na noite de quarta, o volante Fabrício se disse perseguido e não poupou críticas à atuação do juiz carioca Péricles Bassols Cortez. O jogador da equipe mineira ainda afirmou que o árbitro é seu inimigo número um e que deixou de marcar várias faltas em cima dele no jogo.

“Queria deixar só um comentário sobre esse babaca desse Péricles: esse cara é meu inimigo número um. Ele avisou aos jogadores na hora que entrei que eu não poderia nem falar com ele. Então não pude falar, recebi faltas e ele não deu”, declarou Fabrício, que lembrou da tentativa de agressão do jogador de futsal Falcão a um árbitro na final da liga futsal, no jogo entre Santos e Carlos Barbosa.

“Todo mundo recrimina o Falcão por tentar dar um chute num árbitro, mas um cara desse merece. Não pude fazer nada dentro do jogo. Esse cara é um babaca. Prejudicou, inverteu um monte de falta. Eu não consegui jogar. É complicado. Esse dentista tem que trabalhar na profissão dele”, seguiu com os ataques o atleta.

Fabrício ainda sugeriu que Péricles Bassols Cortez não precisa do trabalho como árbitro. “Ele esculhamba com a partida. Não sei se é porque ele não precisa dessa profissão. Ele é dentista e deve ter grana pra caramba. Então, acho que tem que procurar fazer outra coisa, assim não dá”, concluiu.

– A Exclusiva Entrevista do traficante Nem

Sou madrugador. Faz bem acordar cedo. E escrevo esse post ouvindo, num clima de roteiro de cinema, a ocupação do morro da Rocinha. Pela Rádio Estadão ESPN (antiga Eldorado), há uma narração quase que minuto-a-minuto. Na madrugada, ruas desertas e poucas almas vivas que dão as caras na comunidade carioca. E essas mesmas raras pessoas acenam bandeiras brancas e ensaiam aplausos aos policiais.

Mas isso é apenas mais uma etapa de uma instalação da UPP (Unidade Pacificadora de Polícia). O ápice da ação se deu dias atrás, com a prisão do traficante Nem.

Veja que interessante: no último dia 04, a jornalista da Revista Época Ruth de Aquino, conseguiu subir o Morro da Rocinha de moto com a atual namorada do mega-traficante, e fez uma entrevista exclusivíssima com ele. E encontrou um sujeito com inteligência acima da média, politicamente esclarecido, preocupado em libertar as pessoas que sofrem do vício das drogas, Lulista de carteirinha e mengão de coração.

Acredita em tudo isso?

Compartilho a matéria, da revista Época desta semana (extraído de: http://is.gd/K4vLAh). Excepcional!

MEU ENCONTRO COM NEM

Por Ruth de Aquino

Era sexta-feira 4 de novembro. Cheguei à Rua 2 às 18 horas. Ali fica, num beco, a casa comprada recentemente por Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, por R$ 115 mil. Apenas dez minutos de carro separam minha casa no asfalto do coração da Rocinha. Por meio de contatos na favela com uma igreja que recupera drogados, traficantes e prostitutas, ficara acertado um encontro com Nem. Aos 35 anos, ele era o chefe do tráfico na favela havia seis anos. Era o dono do morro.

Queria entender o homem por trás do mito do “inimigo número um” da cidade. Nem é tratado de “presidente” por quem convive com ele. Temido e cortejado. Às terças-feiras, recebia a comunidade e analisava pedidos e disputas. Sexta era dia de pagamentos. Me disseram que ele dormia de dia e trabalhava à noite – e que é muito ligado à mãe, com quem sai de braços dados, para conversar e beber cerveja. Comprou várias casas nos últimos tempos e havia boatos fortes de que se entregaria em breve.

Logo que cheguei, soube que tinha passado por ele junto à mesa de pingue-pongue na rua. Todos sabiam que eu era uma pessoa “de fora”, do outro lado do muro invisível, no asfalto. Valas e uma montanha de lixo na esquina mostram o abandono de uma rua que já teve um posto policial, hoje fechado. Uma latinha vazia passa zunindo perto de meu rosto – tinha sido jogada por uma moça de short que passou de moto.

Aguardei por três horas, fui levada a diferentes lugares. Meus intermediários estavam nervosos porque “cabeças rolariam se tivesse um botãozinho na roupa para gravar ou uma câmera escondida”. Cheguei a perguntar: “Não está havendo uma inversão? Não deveria ser eu a estar nervosa e com medo?”. Às 21 horas, na garupa de um mototáxi, sem capacete, subi por vielas esburacadas e escuras, tirando fino dos ônibus e ouvindo o ruído da Rocinha, misto de funk, alto-falantes e televisores nos botequins. Cruzei com a loura Danúbia, atual mulher de Nem, pilo-tando uma moto laranja, com os cabelos longos na cintura. Fui até o alto, na Vila Verde, e tive a primeira surpresa.

Não encontrei Nem numa sala malocada, cercado de homens armados. O cenário não podia ser mais inocente. Era público, bem iluminado e aberto: o novo campo de futebol da Rocinha, com grama sintética. Crianças e adultos jogavam. O céu estava estrelado e a vista mostrava as luzes dos barracos que abrigam 70 mil moradores. Nem se preparava para entrar em campo. Enfaixava com muitos esparadrapos o tornozelo direito. Mal me olhava nesse ritual. Conversava com um pastor sobre um rapaz viciado de 22 anos: “Pegou ele, pastor? Não pode desistir. A igreja não pode desistir nunca de recuperar alguém. Caraca, ele estava limpo, sem droga, tinha encontrado um emprego… me fala depois”, disse Nem. Colocou o meião, a tornozeleira por cima e levantou, me olhando de frente.

Foi a segunda surpresa. Alto, moreno e musculoso, muito diferente da imagem divulgada na mídia, de um rapaz franzino com topete descolorido e riso antipático, como o do Coringa. Nem é pai de sete filhos. “Dois me adotaram; me chamam de pai e me pedem bênção.” O último é um bebê com Danúbia, que montou um salão de beleza, segundo ele “com empréstimo no banco, e está pagando as prestações”. Nem é flamenguista doente. Mas vestia azul e branco, cores de seu time na favela. Camisa da Nike sem manga, boné, chuteiras.

– Em que posição você joga, Nem? – perguntei.

– De teimoso – disse, rindo –, meu tornozelo é bichado e ninguém me respeita mais em campo.

Foi uma conversa de 30 minutos, em pé. Educado, tranquilo, me chamou de senhora, não falou palavrão e não comentou acusações que pesam contra ele. Disse que não daria entrevista. “Para quê? Ninguém vai acreditar em mim, mas não sou o bandido mais perigoso do Rio.” Não quis gravador nem fotos. Meu silêncio foi mantido até sua prisão. A seguir, a reconstituição de um extrato de nossa conversa.

UPP “O Rio precisava de um projeto assim. A sociedade tem razão em não suportar bandidos descendo armados do morro para assaltar no asfalto e depois voltar. Aqui na Rocinha não tem roubo de carro, ninguém rouba nada, às vezes uma moto ou outra. Não gosto de ver bandido com um monte de arma pendurada, fantasiado. A UPP é um projeto excelente, mas tem problemas. Imagina os policiais mal remunerados, mesmo os novos, controlando todos os becos de uma favela. Quantos não vão aceitar R$ 100 para ignorar a boca de fumo?”

Beltrame “Um dos caras mais inteligentes que já vi. Se tivesse mais caras assim, tudo seria melhor. Ele fala o que tem de ser dito. UPP não adianta se for só ocupação policial. Tem de botar ginásios de esporte, escolas, dar oportunidade. Como pode Cuba ter mais medalhas que a gente em Olimpíada? Se um filho de pobre fizesse prova do Enem com a mesma chance de um filho de rico, ele não ia para o tráfico. Ia para a faculdade.”

Religião “Não vou para o inferno. Leio a Bíblia sempre, pergunto a meus filhos todo dia se foram à escola, tento impedir garotos de entrar no crime, dou dinheiro para comida, aluguel, escola, para sumir daqui. Faço cultos na minha casa, chamo pastores. Mas não tenho ligação com nenhuma igreja. Minha ligação é com Deus. Aprendi a rezar criancinha, com meu pai. Mas só de uns sete anos para cá comecei a entender melhor os crentes. Acho que Deus tem algum plano para mim. Ele vai abrir alguma porta.”

Prisão “É muito ruim a vida do crime. Eu e um monte queremos largar. Bom é poder ir à praia, ao cinema, passear com a família sem medo de ser perseguido ou morto. Queria dormir em paz. Levar meu filho ao zoológico. Tenho medo de faltar a meus filhos. Porque o pai tem mais autoridade que a mãe. Diz que não, e é não. Na Colômbia, eles tiraram do crime milhares de guerrilheiros das Farc porque deram anistia e oportunidade para se integrarem à sociedade. Não peço anistia. Quero pagar minha dívida com a sociedade.”

Drogas “Não uso droga, só bebo com os amigos. Acho que em menos de 20 anos a maconha vai ser liberada no Brasil. Nos Estados Unidos, está quase. Já pensou quanto as empresas iam lucrar? Iam engolir o tráfico. Não negocio crack e proíbo trazer crack para a Rocinha. Porque isso destrói as pessoas, as famílias e a comunidade inteira. Conheço gente que usa cocaína há 30 anos e que funciona. Mas com o crack as pessoas assaltam e roubam tudo na frente.”

RecuperaçãoMando para a casa de recuperação na Cidade de Deus garotas prostitutas, meninos viciados. Para não cair na vida nem ficar doente com aids, essa meninada precisa ter família e futuro. A UPP, para dar certo, precisa fazer a inclusão social dessas pessoas. É o que diz o Beltrame. E eu digo a todos os meus que estão no tráfico: a hora é agora. Quem quiser se recuperar vai para a igreja e se entrega para pagar o que deve e se salvar.”

Ídolo “Meu ídolo é o Lula. Adoro o Lula. Ele foi quem combateu o crime com mais sucesso. Por causa do PAC da Rocinha. Cinquenta dos meus homens saíram do tráfico para trabalhar nas obras. Sabe quantos voltaram para o crime? Nenhum. Porque viram que tinham trabalho e futuro na construção civil.”

Policiais “Pago muito por mês a policiais. Mas tenho mais policiais amigos do que policiais a quem eu pago. Eles sabem que eu digo: nada de atirar em policial que entra na favela. São todos pais de família, vêm para cá mandados, vão levar um tiro sem mais nem menos?”

Tráfico “Sei que dizem que entrei no tráfico por causa da minha filha. Ela tinha 10 meses e uma doença raríssima, precisava colocar cateter, um troço caro, e o Lulu (ex-chefe) me emprestou o dinheiro. Mas prefiro dizer que entrei no tráfico porque entrei. E não compensa.”

Nem estava ansioso para jogar futebol. Acabara de sair da academia onde faz musculação. Não me mandou embora, mas percebi que meu tempo tinha acabado. Desci a pé. Demorei a dormir.

– Traficante Nem e a Destinação dos Recursos do Tráfico

Metade da grana ía para as autoridades públicas permitirem o serviço

Dá para confiar na palavra de bandidos?

O traficante Nem disse que metade do lucro com a venda de Drogas se destinava a propinas para que pudesse ‘trabalhar’ tranquilamente.

Verdade ou mentira?

O que o Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite, diria?

– Uma Nova Rocinha: BOPE, Drogas, Coelho, Peixe, Granadas e 1 milhão de dólares

A Favela da Rocinha terá uma Unidade Pacificadora da Polícia, a UPP, que tanto tem feito sucesso no Rio de Janeiro, libertando as comunidades carentes do controle do tráfico de drogas.

Anteontem, o líder do tráfico de lá, Nem, ordenou um toque de recolher em afronta à PM. Comércio, escolas e igrejas fechados. Pessoas dentro de casa. E o clima de medo perene.

Pois bem: essa noite o Batalhão de Operações Especiais, o BOPE, a tropa de elite da PM, mostrou porque é tão respeitada. Invadiu a favela, prendeu os traficantes Coelho e Peixe (“secretários do líder da favela”), e encontraram Nem dentro do porta-malas de um carro, escondido. Junto à ele, granadas, fuzis e bombas diversas, além de 1 milhão de dólares em dinheiro vivo, oferecido como propina aos soldados.

É ou não para dar parabéns à essa tropa de elite? Isso sim dignifica a instituição.

– O Legado dos Rebeldes da USP

Depois da invasão dos estudantes que eram contra a presença da PM no campus da USP, e que tinham a bandeira a favor da plena liberdade em fumar maconha sem ser incomodados na universidade, ficam algumas perguntas importantes:

1) A invasão da reitoria: quem vai pagar os prejuízos? O local é mantido por recursos públicos. Eu e você já estamos pagando…

2) Os estudantes se diziam democráticos. Mas se encapuzaram e muitos estamparam cartazes dizendo que queriam a liberação da maconha (afrontando com baseados de mentira no tamanho gigante, fotos estampadas pelos meios de comunicação) ali no local. No Capão Redondo não pode, mas no espaço da “elite dos estudantes” pode?

3) Alguns se declaravam comunistas. Mas, conforme a Veja desta semana, os líderes possuem carros de alto valor e usam roupas de grife. Cadê o proletariado?

4) Quantos daqueles estudantes têm emprego fixo?

5) Os estudantes rebeldes serão expulsos por tudo o que fizeram?

Os verdadeiros estudantes, aqueles de bem, certamente queriam (e querem) a PM na Cidade Universitária. O problema é engolir o discurso de que “os rebeldes são perseguidos, que é ditadura e outras bobagens desses arruaçeiros….”

– Demorou a decisão em Cogitar a Paralisação do Brasileirão

Ufa! A ANAF, segundo a ESPN, se manifestou sobre a agressão do árbitro Jean Pierre. Demorou, mas o fez!

Mas… você acredita em paralisação?

Extraído de: http://ht.ly/7omcB

ASSOCIAÇÃO DE ÁRBITROS AMEAÇA PARALISAR O CAMPEONATO CASO OCORRA MAIS AGRESSÕES

Depois da agressão de torcedores do Corinthians aos árbitros que apitaram a partida contra o América-MG, a Associação Naconal dos Árbitros de Futebol (Anaf) se reuniu na sede da CBF e cobrou do STJD uma punição aos agressores. Mais do que isso, após o encontro, a entidade definiu que, caso haja uma nova agressão, os árbitros paralisarão o campeonato.

No entanto, esse ainda não é um posicionamento oficial da Anaf. Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol preferiu se esquivar e não confirmou uma possível paralisação. Ainda assim, o tesoureiro da Associação, Salmo Valentim, foi taxativo:

“Apesar de o Corinthians ter divulgado uma nota repudiando a atitude, é preciso que as autoridades e, principalmente, o tribunal (STJD) se posicione em relação a isso. É preciso que esses canalhas, esses torcedores bandidos sejam presos”, disse Valentim, em entrevista à Rádio Itatiaia.

“Agrediram os jogadores e agora estão agredindo a arbitragem. Na próxima agressão, sem duvida, nós vamos paralisar o campeonato de qualquer forma”, continuou.

No episódio ocorrido na segunda-feira, no aeroporto de Congonhas, o auxiliar de arbitragem Altemir Hausmann foi agredido por quatro torcedores do Corinthians, que acabaram detidos pela Polícia, mas foram soltos no mesmo dia.

– Mais uma Covarde Agressão no Futebol…

Gosto de fuçar situações curiosas da arbitragem e de estudar o assunto. Afinal, quem milita ou militou na área se apaixona por ela. Mas há certas coisas que impressionam negativamente.

Com pesar, achei um vídeo de um jogo da Liga Campineira de Futebol, que pelo YouTube dá para saber que era a final da divisão “Veteranos”, envolvendo Ajax X Família Unida.

A covardia que fazem nesse jogo com a arbitragem é caso de polícia. Um bandeira (se o nome estiver errado, alguém, por gentileza, corrija), José Fidélis ou José Nelito, um senhor de cabelos grisalhos, que provavelmente perdeu a trade de sábado por míseros R$ 30,00 ou R$ 40,00, foi massacrado em campo por imbecis!

Nesse momento em que se discute a vexatória agressão de torcedores do Corinthians em um aeroporto contra os árbitros de América X Corinthians (cadê as autoridades da arbitragem e representações de classe para se manifestarem… estão omissas!), mais um triste vídeo sobre o assunto…

Reparem a idiotice: o vídeo que está no link:

http://www.youtube.com/watch?v=VGtzyck7CNs&feature=youtu.be

Se você assisti-lo a partir dos 3 minutos, verá cenas violentas, grosseiras, ao ritmo de “Mortal Kombat”! São três idiotas que covardemente agridem o bandeira, com chutes no chão e ódio estampado no rosto. Um cara (parece o treinador) vestido com a camisa do São Paulo, está completamente alterado e ameaça e parte para as vias de fato. Outro, sem camisa, tem que ser contido pela namorada. Um terceiro, de calça, bate, chuta, agride, tranquilamente, como se fosse um bicho no chão…

Gente, isso é futebol; deveria ser lazer!

Uma observação: não há um policial, guarda municipal ou segurança! Cadê a proteção aos árbitros?

As imagens são claras e empolgam a bandidagem. Está fácil identificar esses imbecis.

Quero crer que a Liga Campineira puna essa gente perigosa. Sim, perigosa, pois quem agride com tamanha violência e determinação, demonstra que não pode estar no meio do futebol.

Claro, espero também que tenha sido feito boletim de ocorrência. Ali tem que ter ação policial contra os meliantes. Pois, pelas cenas, não é gente de bem…

Se alguém for da região de Campinas e tiver informações sobre o assunto, deixe sua mensagem nos comentários!

– Agressões no Futebol: A Culpa é de Quem?

Dias atrás, quando o atleta da S.E. Palmeiras João Vitor foi agredido por torcedores, vários jogadores e dirigentes se manifestaram publicamente. Andrés Sanches, presidente do arquirrival Corinthians, disse que numa situação dessa, a equipe não deveria entrar em campo e que deveria-se paralisar o campeonato!

Ontem, o árbitro gaúcho Jean Pierre, que havia apitado América X Corinthians, foi agredido (com seus auxiliares) durante conexão em São Paulo. Fizeram o boletim de ocorrência, onde se registrou que eram torcedores do Corinthians. E depois de meia-hora, a PF os liberou!

– Nesse episódio, houve o mesmo impacto de manifestações e a mesma indignação como a do caso João Vitor?

– Andrés Sanches sugeriu que os árbitros não entrassem em campo, como no episódio do jogador palmeirense? Deixará de fazer reclamação formal contra o árbitro, em compaixão?

(Interessante que reclamará do pênalti mal marcado contra; o pênalti a favor, se esqueceu…)

A ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol – está se mobilizando para que a CBF tome providências, ou essas entidades não gostam de entrar em atrito?

– Os árbitros se manifestaram em conjunto?

Amigos, fica a observação: futebol é esporte! E quando agressões começam a acontecer com frequência, algo está errado. Daqui a pouco, o alvo pode ser até mesmo jornalistas que defendam algo contrário ao desejo dos dirigentes (lembram-se do episódio do Milton leite com o Vasco da Gama e seu dirigente imperador?)

Aí vemos com o conceito de que o futebol é business, negócio, evento. Ok. Que providências devem ser tomadas quando o agredido é o único elemento não-profissional desse futebol-empreendimento comercial? E que com frequência acaba sendo ele- o trabalhador amador do sistema – a levar a responsabilidade da incompetência das equipes em campo?

Claro que a arbitragem brasileira está num momento crítico e os dirigentes não dão a devida atenção, mas é de uma tamanha irresponsabilidade ouvir discursos OFICIAIS de que o Corinthians tem DVD de erros da arbitragem“, ou da fala de Luiz Felipe Scolari jogando a culpa pelos resultados na arbitragem, como foi dito contra o Coritiba, de que não consigo entender o critério do Alício, o jogador que sofreu a falta estava 5 segundos depois em pé, apesar dela ter sido por trás, e ainda assim expulsou meu atleta“.

É fácil jogar os erros nas costas de quem já está cambaleando. O problema é: uma hora ou outra, algum torcedor fanático, iludido por chororôs descabidos e persistentes, fará alguma bobagem maior. E a culpa será de quem?

Zezé Perrela pintou e bordou no  final de 2010. Qual a punição por chamar o presidente da CA/CBF de ladrão e dizer abertamente que havia esquema?

Escrevo esse texto neste final de segunda-feira. Até agora, não há uma linha no site da CBF ou da ANAF sobre o episódio. Os primeiros que deveriam se manifestar, nada fizeram. Parece que nada aconteceu ou isso é algo corriqueiro ou um fato desprezível.

Por fim: Já que a CBF obriga os árbitros a comprarem suas passagens aéreas pela Pallas Eventos Esportivos, por que não sorteia árbitros de mesmos estados e os faz ir de vôo direto, sem escala na terra dos torcedores das equipes envolvidas (já que ela se preocupa tanto com o bem-estar dos árbitros)?

E o pior é acreditar que os agressores já estão impunes e pronto para agirem na próxima semana. E a cada rodada do término do Brasileirão, mais dirigentes, treinadores e jogadores incentivam tais atos, inconscientemente fometando a violência contra os árbitros.

Triste ver que isso ainda acontece justo no país da Copa, no celeiro de craques e terra de cartolas vitalícios. Imagino que ontem, no luxuoso hotel onde se encontraram Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero, Jeromè Valcke e o nobre deputado da bancada da bola, Vicente Cândido, tenham discutido tal problema.

Ou será que isso não é problema?

Antes, a preocupação era quando o árbitro saía do estádio, com a meia dúzia de bêbados que ficavam no portão dos vestiários.  Hoje, temos que nos preocupar inclusive no aeroporto. Evoluímos…

Gente, não vamos esperar outro “Escobar”, jogador colombiano morto por um torcedor. Façamos algo! Ou será que vão tomar providências somente quando um dirigente de Federação for agredido? Ah, mas eles só andam com segurança…

– Marcelo Freixo (PSOL) seria o alvo?

O deputado Marcelo Freixo, incansável lutador contra os milicianos, irá embora do Brasil!

Pois é, por inúmeras denúncias e investigações, descobriu-se que preparam um atentado contra sua vida. Assim, se recolherá em lugar incerto e desconhecido na Europa.

Lamentável… a juíza morta recentemente no RJ é exemplo do que esses caras são capazes.

Para quem não conhece o trabalho de Marcelo Freixo, ele é o persistente deputado que inspirou o “Tropa de Elite 2”.

Informações de O GLOBO (citação em: http://is.gd/aJBTls)

– Os Maconheiros da USP

Calma! O título se refere à pequeníssima porção, mas barulhenta, de alunos revoltos com a Polícia Militar.

Alunos (alguns poucos) da FFCHL armaram a maior confusão, pedindo que a Polícia Militar se afastasse do campus. Com mensagens revolucionárias e imbecis, protestam pelo fato de quererem FUMAR MACONHA sem serem incomodados.

Pode?

Dias atrás, a PM foi solicitada para patrulhar a Universidade, devido a violência no local. Funcionou, a onda de crimes diminuiu. Mas essa parcela de estudantes acha que está acima do bem e do mal. A polícia prendeu estudantes que estavam com considerável quantidade de maconha. Quer dizer que portar, fumar, levar a outro e fazer apologia é permitido?

Ridículo. A lei é para todos.

Segundo pesquisa da própria instituição, mais de 60% da FEA e de outros institutos É A FAVOR DA POLÍCIA, e condenam os alunos da FFCHL.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Kadaffi e sua Morte: um desfecho esperado. Quem é o seguinte da fila?

Alguém duvidava que os rebeldes líbios ou a própria Otan encontrariam o ditador sanguinário Kadaffi?

As fotos e vídeos que os sites têm mostrado são assustadores. E por mais horrível que possa ser, será que tal fim condiz com as atrocidades que o ditador cometeu?

Violência gera violência. Infelizmente. E nessas imagens e fotos vemos uma coisa que assusta tanto quanto o horror da ditadura: os olhos embebidos pela vingança.

Triste.

Parece que os terroristas-ditadores da era moderna (Bin Laden, Saddam, Kadaffi) estão tendo o mesmo fim. Quem será o próximo?

– Porque não me ufano com o futebol…

1-Torcedores profissionais que agridem atletas, impunidade e violência que sai das arquibancadas e vai às ruas. E tem gente que ainda vai ao estádio?

2-Seleção Brasileira forrada de nomes contestáveis, jogadores de empresários e não de clubes, jogo feio e pseuda vitória. Em duas bobeadas mexicanas, ganhamos injustamente o jogo. E há gente que vê isso como algo positivo?

3-Jogador Hernanes sai da Europa, atravessa o Atlântico, desfalca os treinos da sua equipe, cansa, chega ao interior do México para entrar aos 48m do 2º tempo? Brasil precisa fazer tal alteração para matar o tempo? Novos tempos?

4-Nomes de respeito abandonam o país. Por que Zico aceita ir para o Iraque e não ficar aqui no Brasil? Dirigente ou treinador, traria credibilidade para qualquer equipe ou entidade. Abrimos mão de tal talento?

5-Venezuela ganhando da Seleção do melhor do mundo. Alguém duvida que se Messi jogasse na Espanha seu futebol seria muito melhor do que o da Argentina? E o pior é que tem brasileiro feliz pelo resultado! Nossa Seleção deve estar sobrando…

Falando bem claro: por mais que gostemos e vivemos do futebol, tal esporte está sendo decepcionante, não-exemplar e desestimulante. Uma pena.

E você, o que acha do atual momento do futebol, dentro e fora de campo? Deixe seu comentário:

– Papéis Trocados no Palmeiras

Qualquer atitude que envolva violência deve ser condenada. E o atleta João Victor, atleta do Palmeiras, foi vítima dos torcedores organizados que o espancaram   EM FRENTE À LOJA OFICIAL DO CLUBE.

Será que os infratores serão condenados?

quanto tempo vemos violência entre as organizadas e ninguém é punido? Agora, elas agem contra os próprios atletas. Mudará o cenário?

Homem que agride o outro gratuitamente é bandido. E torcedor que bate em jogador por achar que ele é ruim de bola, é bandido, burro e alienado.

Outra coisa: Kleber Gladiador foi o primeiro a se manifestar em apoio do atleta. Mas os agressores não são os mesmos caras que ele costuma se confraternizar, mesmo quando estava no Cruzeiro/MG? Hipocrisia pura.

Finalizando: perceberam que está tudo errado no Palmeiras? O cara linha dura (Felipão) deveria ser diretor de futebol. Mas o homem forte do futebol é Frizzo, calmo até demais, que deveria ser apaziguador do time cabeça-quente.

Que pepino para o presidente Arnaldo Tirone…

– O Jogo que Incentiva a ser um… Favelado?

O que pensar sobre isso: uma empresa alemã criou o jogo cujo mérito é ser “Rei dos Favelados”, associando a imagem dos moradores de favelas (de acordo com as fases do game) com a de bandidos, mendigos e vagabundos. Exalta ainda as qualidades de ser favelado no Rio de Janeiro, e ironiza o restante do Brasil e as autoridades!

E o jogo é um grande sucesso no exterior… Extraído de: Uol Notícias

MP DO RIO INVESTIGA JOGO DOS FAVELADOS

Por Rodrigo Teixeira

“Torne-se um favelado! Grátis e sem riscos!” Essa é a bandeira do “Favelado Game” do site alemão http://www.faveladogame.com, que promove a violência e a busca por um “rei dos favelados” — e também enaltece a miséria de moradores em comunidades cariocas. Quem não achou graça na brincadeira promovida pelo site foi o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que abriu investigação para apurar abusos.

Moradores de comunidades como Vidigal, Vigário Geral, Complexo do Alemão, Cidade de Deus, entre outras, ficaram indignados como o site os retrata e denunciaram preconceito ao Ministério Público. No game, o jogador vira favelado e pode ganhar dinheiro catando lata ou cometendo crimes.

Na internet desde 2008, o jogo vem causando polêmica nos 30 países em que foi lançado. Aqui, o MP apura se há incentivo ao preconceito contra moradores de favelas e à prática de crimes.

Segundo a assessoria de imprensa do MP do Rio, ainda não houve denúncia, e a investigação está na fase inicial, levantando informações sobre o site em um procedimento interno da instituição. Um pedido de esclarecimento já foi pedido à empresa Farbflut Entertainment, sediada em Hamburgo, Alemanha, responsável pelo site. Se houver denúncia, a ação deverá ser encaminhada para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A Farbflut Entertainment GmbH afirma que os fundadores e diretores, Marius Follert e Niels Wildung, ambos com 21 anos, criaram o jogo em 2007,  e que o “Favelado Game” não faz um retrato fiel da realidade. “O jogo visa, através de sua concepção satírica, nem sempre politicamente correta, a alertar os jovens, de forma lúdica, sobre os problemas dos menores de rua, iniciando também uma discussão sobre as enormes diferenças entre as classes no Brasil”, afirmam em uma das páginas do site.

Ao se cadastrar no site, o usuário recebe a seguinte mensagem em seu e-mail, “Aí cumpadi, bem-vindo ao Rio de Janeiro! Aqui a vida é superdiferente da do resto do Brasil. A cerveja é mais gelada; a gororoba, mais gostosa; os animais, mais diferentes; e a música, muito mais maneira que no resto da terrinha. Mas para ser um favelado bem-sucedido, você vai ter que ralar! Quem quiser conquistar o Maraca vai ter que acordar cedo e ficar de olhos bem abertos”.

Ao criar perfil, o jogador escolhe a favela e, depois, quanto mais arriscado o crime que cometer, mais dinheiro ele ganha. O usuário ganha ainda uma barata  como animal de estimação, que se alcançada uma determinada pontuação pode ser trocada por outros animais.

Também recebe um copo para mendigar em determinados “pontos de esmola” espalhados pela cidade virtual do Rio de Janeiro. No perfil do site é possível o usuário receber esmolas de seus amigos da rede social Orkut. Também é possível explorar jogos de azar na cidade.

O site dita o humor do avatar “favelado”. “Você está mal-humorado e agressivo”, por exemplo. Também é permitido entrar para uma gangue para aprender golpes de luta e praticar crimes. O usuário deve fazer sua tarefa diária, que varia de guardar os “trecos” da gangue em um banco a cometer crimes pela cidade para poder reinar em comunidades cariocas.

– 11/09: Toda Forma de Poder é Perigosa

A busca da Supremacia em qualquer aspectos, pela luta do poder, é burra, gananciosa e portanto, indigna.

Não importa se são árabes, judeus, cristão ou ateus. Se Ocidente ou Oriente. Importa que se deva promover, sempre, incessantemente, a Paz.

Perceberam que os líderes revolucionários, ditadores políticos ou fanáticos religiosos, NUNCA vão á Guerra? Eles fazem a Guerra e mandam outros para o combate. Ou Osama Bin Laden estava no comando de uma das aeronaves do fatídico atentado? Ou ainda George W Bush invadiu o Iraque pilotando um tanque de guerra?

A verdade é que por eles, milhares (e por que não, talvez, milhões) morrem nessa sangreta disputa pelo poder político, religiosa, moral ou financeiro!

Traga para cá a mesma situação: favelas dominadas por tráfico ou milícias, injustiças sociais, impunidade. Gente morrendo…

Concordemos: nós precisamos aprender a ser intolerante com a Guerra, radical no Amor, Misericordioso com o próximo, e, sem dúvida, politizado para discutir e protestar por situações incoerentes.

Por coincidência, ouvi esse verso de uma canção dos anos 80 que motivou o título deste post, enquanto corria durante a madrugada neste domingo:

Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada

TODA FORMA DE PODER

Bíquini Cavadão

Eu presto atenção
No que eles dizem
Mas eles não dizem nada
Yeah! Yeah!
Fidel e Pinochet
Tiram sarro de você
Que não faz nada
Yeah! Yeah!
E eu começo achar normal
Que algum boçal
Atire bombas na embaixada
Yeah! Yeah! Oh! Oh!…

Se tudo passa
Talvez você passe por aqui
E me faça
Esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa
Talvez você passe por aqui
E me faça esquecer…

Toda forma de poder
É uma forma de morrer
Por nada
Yeah! Yeah!
Toda forma de conduta
Se transforma
Numa luta armada
Oh! Oh!
A história se repete
Mas a força deixa
A história mal contada
Tada, Tada, Tada!
Tada, Tada, Tada!
Tada, Tada, Tada!
Tada, Tada, Tada!
Oh!…

Se tudo passa
Talvez você passe por aqui
E me faça
Esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa
Talvez você passe por aqui
E me faça esquecer…

E o fascismo é fascinante
Deixa a gente ignorante
E fascinada
Oh! Oh!
E é tão fácil ir adiante
Se esquecer
Que a coisa toda tá errada
Oh! Yeah!…

Eu presto atenção
No que eles dizem
Mas eles não dizem nada
Nada, Nada, Nada!
Nada, Nada, Nada!
Nada, Nada, Nada!
Nada, Nada, Não!…

Se tudo passa
Talvez você passe por aqui
E me faça
Esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa
Talvez você passe por aqui
E me faça esquecer
Se tudo passa
Talvez você passe por aqui
E me faça
Esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa
Talvez você passe por aqui
E me faça esquecer
Yeah! Yeah! Oh!
Yeah! Yeah! Oh!

– Hugo Chávez & Kadafi

A Venezuela não condena Kadafi.

Natural. Chavéz se identifica com ditadores.

Será que se o ditador líbio conseguir fugir do país pedirá asilo político ao Hermano? Não duvido que concederia.

– A Repetição de um Drama: a Explosão dos Caixas Eletrônicos em Postos de Combustível em Jundiaí

Ou a Polícia não quer desvendar o mistério e não prender a quadrilha responsável, ou há muita incompetência para o caso: a sequência dos caixas eletrônicos que foram explodidos em Jundiaí nesta semana impressiona.

No começo do ano, eram caixas em supermercados que eram vítimas. Agora, os bandidos descobriram os Postos (nem imaginam o risco de explosão que há nesses estabelecimentos). Na última semana, muitos postos da cidade sofreram essa desagradável visita. Neste último domingo, o Posto Lago Azul da Rodovia Bandeirantes teve, numa única ação, vitimados os caixas do Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco.

Não vale a pena o dono de Posto ter essa bomba relógio em seu estabelecimento. Não dá lucro e traz perigo. Mas não é estranho tantos casos e a insolubilidade deles?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Comércio de Jundiaí sofre Arrastão de Meninas

 

Primeiro, foram as meninas paulistanas que fizeram arrastões na Vila Madalena e geraram polêmica. Infelizmente, a versão local desta triste situação aconteceu aqui em Jundiaí também: Cacau Show, Hot Point, Dani Cosméticos e Caedu sofreram um arrastão de meninas com 12, 14 e 15 anos no Centro da cidade! Todas eram de Francisco Morato, e confessaram que vieram exclusivamente para praticar furtos aqui.

 

O que se pode falar sobre isso? De quem é a culpa desse absurdo? Dos pais, da sociedade, do Governo… de quem? Além disso, o que fazer com elas? Fundação Casa resolve?

 

Deixe seu comentário (extraído do Bom Dia Jundiaí, em: http://is.gd/96pHoN)