Vida
– Deixe-se amar!
Você sente que conquistou muito pouco? Então deixe-se amar!
Texto de Aleteia, conteúdo acessível em: pt.aleteia.org/2020/02/11/voce-sente-que-conquistou-muito-pouco-entao-deixe-se-amar/

– Trabalhar mata?
E um dos culpados pode ser o WhatsApp e outros meios de comunicação.
Compartilho, extraído de: http://istoe.com.br/trabalhar-demais-mata/
TRABALHAR DEMAIS MATA
Suicídios por excesso de trabalho alertam para os perigos do estresse profissional. Na Europa, já se discute a diminuição da jornada e a proibição do envio de mensagens por WhatsApp fora do expediente
Matsuri Takahashi tinha 24 anos e havia acabado de se formar na renomada Universidade de Tóquio. Trabalhava há sete meses na Dentsu, a maior empresa de publicidade do Japão, onde cumpria jornadas de até 20 horas diárias sem ter tido uma folga sequer durante esse período. Para a família e os amigos, Matsuri era exemplo do que se espera de uma jovem japonesa de vinte e poucos anos: ela tinha sucesso, dinheiro e trabalhava duro. Para a garota, a realidade mostrava-se bem diferente: frustração, cansaço, estresse, sentimento de incapacidade. Matsuri queria morrer. “Estou física e mentalmente destroçada”, publicou nas redes sociais pouco antes de se jogar da janela do prédio em que vivia. Após longa investigação, o Ministério do Trabalho japonês chegou a um veredicto: a culpa era da empresa. Descobriu-se que, mesmo depois da tragédia, alguns funcionários faziam 80 horas extras por mês – Matsuri chegava a trabalhar 105 horas a mais mensalmente. O caso fez com que o primeiro-ministro Shinzo Abe e a Federação de Negócios do Japão promovessem uma campanha para evitar mais mortes. A partir de fevereiro, será obrigatório que os funcionários deixem os escritórios mais cedo. “Saúde é o equilíbrio entre as diversas dimensões do ser humano: biológica, psíquica e social”, diz o especialista em medicina comportamental da Unifesp, Ricardo Monezi. “Ao desequilibrar uma dessas dimensões, todas as outras são afetadas”.
Dados oficiais mostram que, no Japão, mais de 2 mil pessoas se suicidam anualmente por causa do estresse laboral. O número pode chegar a 10 mil, considerando as doenças provocadas pela dura rotina corporativa. Na China, o país mais populoso do mundo, 600 mil pessoas morrem todos os anos por motivos relacionados ao trabalho. “A visão de que trabalhar muitas horas significa ganhos de produtividade não condiz com a realidade”, diz Anderson Sant’Anna, coordenador do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas e Liderança da Fundação Dom Cabral. “Na era industrial, o trabalho de massa envolvendo movimentos rápidos, intensos e repetitivos mobilizava o corpo, tinha relação com a intensidade”, diz. “Hoje a natureza do trabalho é mais subjetiva, envolvendo as capacidades do cérebro, o que torna mais importante o tempo lógico do que o cronológico”.
O drama não se restringe aos asiáticos. O problema é tão grave que há denúncias de que empresas do segmento automotivo e grandes lojas de varejo de países como Estados Unidos, Tailândia e Honduras obrigam seus funcionários a usar fraldas geriátricas para que não interrompam o trabalho com idas ao banheiro. “A tecnologia avançou muito, mas o nosso corpo, não”, diz Sant’Anna. “O indivíduo perde a noção de humanidade, toma remédios para disfarçar sintomas de doenças e, quando se dá conta, tem um ataque cardíaco aos 40 anos, no ápice da produtividade”.
O PESO DA TECNOLOGIA
O uso excessivo das tecnologias amplifica o problema ao deixar o trabalhador conectado 24 horas por dia. Para combater a prática, países como Alemanha, Holanda e Suécia discutem a diminuição da jornada para 6 horas diárias. Na França, que estabelece um limite de 35 horas semanais de trabalho, entrou em vigor, em janeiro, uma lei que garante aos funcionários o “direito à desconexão do trabalho”. De acordo com as novas regras, toda empresa com mais de 50 empregados deve negociar com sindicatos o envio de mensagens por aplicativos como Whatsapp fora do horário de expediente. Desligar automaticamente os computadores após 8 horas ou ainda apagar as luzes dos escritórios são outras medidas que poderão ser implantadas. “Reduzir a jornada não significa produzir menos”, diz Benedito Nunes, fundador do Instituto Movimento pela Felicidade. “Pessoas adoecidas, entristecidas e estressadas não são produtivas e geram altos custos às empresas quando afastadas por problemas de saúde”.

Imagem extraída de: https://www.geremed.com.br/blog/exaustao-por-excesso-de-trabalho-e-assunto-serio/
– Modere na Labuta.
Achei verdadeiro e sensacional tal alerta sobre ser os cuidados sobre a cobrança de que devemos trabalhar incessantemente (abaixo na imagem), e aqui registro que é a visão de um semi-workaholic (eu).
A imposição de um ritmo frenético e a chamada “ditadura do sucesso”, supostamente necessária a qualquer custo, cansa. É lógico que devemos produzir, estudar, fazer a diferença. Mas o custo disso pode ser muito alto e não compensar.
E a família? E os prazeres? E os momentos de introspecção e calmaria?
Gostei demais dessa mensagem, na figura, de lembrarmos do necessário equilíbrio. Compartilho-a:

– Não ao Aborto!
A carta da CNBB sobre as últimas manifestações do Ministério da Saúde:

– O estresse que faz você engordar!
Sempre se discutiu sobre os malefícios de uma rotina estressante. Na vida profissional e pessoal, diante de tantos percalços e preocupações, é natural que tudo isso traga como resultado da fadiga o mau humor e a necessidade de descanso.
O que se sabe agora é: o estresse não só traz complicações de relacionamento mas resulta também no acúmulo de peso!
Quem sabe umas boas férias não fará a gente emagrecer, né?
Extraído de: https://istoe.com.br/95126_COMO+O+ESTRESSE+FAZ+VOCE+ENGORDAR+PARTE+1/
COMO O ESTRESSE FAZ VOCÊ ENGORDAR
A ciência descobre que as mudanças no organismo causadas pela tensão diária levam ao ganho de peso
Por mais de uma década pairou sobre o estresse a suspeita de influenciar diretamente o ganho de peso. Ela estava baseada principalmente na observação cotidiana de especialistas como o endocrinologista paulista Alfredo Halpern, chefe do Serviço de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP)e um dos mais experientes da área. “Sempre percebi que ele é um fator muito importante para a maioria dos pacientes que atendo”, diz. Mas não havia provas científicas disso. Agora há. Elas emergem de diversos estudos mundiais financiados por entidades como o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), um dos mais importantes do planeta em matéria de pesquisas e desenvolvimento de políticas de prevenção de doenças. Só no ano passado, o NIH destinou US$ 37 milhões para as investigações sobre comportamentos associados ao aumento de peso com a finalidade de encontrar intervenções efetivas contra a epidemia de obesidade – um problema que atinge, atualmente, cerca de 400 milhões de pessoas no mundo. A estimativa é ainda mais preocupante se forem contabilizados os indivíduos com sobrepeso. “O número sobe para cerca de 1,5 bilhão”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, recém-eleito presidente da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).
Nos trabalhos, o estresse tem surgido como um dos mais fortes responsáveis pela subida dos ponteiros da balança. Um exemplo é o estudo realizado por Diana Fernandez, da área de medicina preventiva da Universidade de Rochester, nos EUA. Ela observou 2.782 empregados de uma fábrica de Nova York e constatou que o estresse vivenciado em uma fase de demissões aumentou muito a procura por comidas ricas em gorduras e calorias – elas desapareciam rapidamente das máquinas onde eram vendidas. Mas as complicações causadas pelo estresse foram além. Os trabalhadores disseram não ter tempo para comer bem ou fazer atividade física na hora do almoço porque tinham medo de sair de suas mesas de trabalho por muito tempo. Cansados física e emocionalmente, à noite a maioria se dedicava a ver televisão. “Os que assistiram a quatro horas por dia ou mais tiveram 150% mais chances de se tornar obesos”, disse a especialista à ISTOÉ.
O mesmo fenômeno foi verificado em outro experimento, desta vez feito com animais. O cientista Mark Wilson, da Universidade Emory (EUA), queria também saber se viver em ambiente estressante levava ao consumo de comidas ricas em calorias. Para isso, ele observou o comportamento alimentar de fêmeas do macaco rhesus. Entre esses animais, algumas dominam as outras. As que são submetidas geralmente acabam vítimas de agressão constante, o que as deixa em situação de estresse crônico. Após o experimento, Wilson constatou que a tensão fez com que os animais engordassem. “As fêmeas subordinadas comeram maiores quantidades e várias vezes por dia. Também preferiram os alimentos mais calóricos. Por isso, ganharam peso em ritmo acelerado”, disse Wilson à ISTOÉ.
Por causa de achados como esses, muitos especialistas começam a defender mudanças nos relacionamentos pessoais e profissionais – visando à diminuição do estresse – também com o objetivo de conter o avanço da obesidade. “Os resultados devem ser levados em conta na formulação de estratégias contra o problema”, diz Carol Shively, da Wake Forest Baptist Medical Center. Uma das propostas é que os programas de bem-estar no trabalho examinem a estrutura organizacional e forneçam meios práticos para minimizar o estresse. Além disso, é necessário dar condições para romper o sedentarismo. Uma delas, praticada por poucas empresas no Brasil, é ter uma área equipada para as pessoas se exercitarem antes, durante ou depois do expediente.
Comprovada a conexão estresse-obesidade, a pergunta que surge é: por quais mecanismos ele resulta em ganho de peso? À luz das recentes descobertas, é possível depreender que ele modifica as respostas do corpo à comida de uma forma extremamente intensa. “Está ficando claro que o estresse crônico altera as respostas do organismo e leva à obesidade”, afirma a endocrinologista Maria Fernanda Barca, do Grupo de Tireoide do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Os estudos estão mostrando que as transformações impostas pelo estresse e que resultarão nos quilos a mais ocorrem em diversas frentes. A mais importante, com repercussões bastante amplas, está relacionada aos níveis de cortisol. O hormônio está associado ao estado de prontidão do organismo. Seus níveis sobem algumas horas antes de acordarmos por ordem do hipotálamo, uma estrutura localizada na base do cérebro que recebe informações do corpo e regula as nossas reações. Ele instrui, por exemplo, as glândulas suprarrenais a liberar o cortisol para que, nesse momento, ele atue como uma espécie de despertador.
De ação prolongada, sua quantidade no sangue cai gradativamente ao longo do dia, chegando a taxas mínimas no final da tarde, numa preparação para o relaxamento da noite. Ou pelo menos deveria ser assim. “Condições como a insônia, a depressão e o estresse crônico mantêm o cortisol alto o dia todo, induzindo o corpo ao alerta constante”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, de Porto Alegre, presidente da Isma-br, entidade internacional voltada para o estudo do gerenciamento do estresse. Um dos resultados dessa exposição sem descanso é que indivíduos em estresse prolongado produzem duas a três vezes mais cortisol do que o normal.
No que se refere aos mecanismos de controle ou ganho de peso, isso é um desastre. O cortisol excessivo representa um sinal de perigo que o corpo traduz como uma ordem para poupar energia diante de uma iminente situação de emergência. Para que a operação seja executada, desencadeia-se uma série de fenômenos. Um deles foi revelado por cientistas do Garvan Institute of Medical Research, da Austrália. Em trabalho com cobaias, eles constataram que, sob estresse crônico, o corpo libera a molécula Y (também chamada de neuropeptídeo NPY). Ela desbloqueia alguns receptores – uma espécie de fechadura química – das células de gordura. O que acontece depois? Como se tivessem recebido uma dose de fermento, as células crescem em tamanho e número.
Mas os pesquisadores verificaram ainda algo tão ruim quanto esse mecanismo. Os animais estressados não só criaram mais gordura corporal como apresentaram diferenças significativas na forma como ela foi armazenada: a maior concentração foi na barriga. “O cortisol favorece o acúmulo de gordura na região abdominal”, explicou Herbert Herzog, coordenador do trabalho. É justamente esse tipo de obesidade que mais preocupa os médicos. É sabido que ela torna os indivíduos mais suscetíveis ao depósito de placas de gordura nas artérias, à doença cardíaca e à diabetes. Existem algumas teorias que explicariam a razão do acúmulo no abdome em situação de estresse. “Estudos mostram que o tecido gorduroso na região da barriga tem receptores para o cortisol”, diz o médico Coutinho, da Iaso.
A ciência descobriu que as alterações hormonais agem também sobre outro mecanismo do corpo: o sistema endocanabinoide, com receptores nervosos no cérebro, fígado, nos músculos e na gordura. Ele desempenha um papel importante no controle do gasto e do acúmulo energético e no metabolismo de gorduras e açúcares. “Uma vez ligado, determina que o corpo guarde mais reservas. E é exatamente isso o que acontece na presença do estresse”, diz o endocrinologista Halpern.
Para piorar, este mesmo sistema está vinculado ao processamento da compensação, quando o corpo, de alguma maneira, procura algo que lhe dê prazer para compensar algum sofrimento. Dessa maneira, submetido a uma tensão diária, ele vai trabalhar de forma a forçar o indivíduo a achar algo que o alivie. Uma das saídas mais efetivas disso, pelo menos do ponto de vista cerebral, é aumentar o consumo de comidas saborosas, ricas em gorduras e açúcares. E lá vão pacotes de biscoitos, barras de chocolates e pães. Isso ocorre porque esses alimentos, indiretamente, provocam o aumento da produção da serotonina, conhecida como o hormônio do bem-estar. Ela relaxa, alivia as sensações dolorosas e até induz ao sono. Portanto, inconscientemente, ingerimos guloseimas quando estamos estressados para responder a um pedido do corpo por mais bem-estar. O problema – e a grande armadilha – é que os alimentos desta categoria são os mais engordativos.
Passa pelo mesmo sistema outro processo recentemente revelado vinculado ao ciclo estresse-obesidade. Cientistas do Scripps Research Institute, na Califórnia, descobriram que, se o organismo for privado subitamente de um alimento que lhe dava conforto – em geral os fatídicos doces e massas –, responde da pior maneira possível. “Ocorre um estresse cerebral e o desencadeamento de uma reação exagerada”, explica Eric Zorrila, coordenador da pesquisa. Na verdade, a pessoa torna-se vítima de uma crise de abstinência, semelhante à que acontece em casos de dependência de drogas. “O cérebro procura voltar ao seu padrão, ao vício de comer alimentos saborosos”, diz Zorrila. Sua conclusão baseia-se em estudo que fez usando ratos. Ele observou que o mecanismo registrado nos animais que tiveram sua dieta alterada segue um roteiro igual, no que se refere à ativação de vias moleculares, ao que é deflagrado na dependência química de álcool e drogas. Em ambos os casos, está envolvida a amígdala, uma estrutura do cérebro relacionada às emoções. “Acreditamos ter revelado uma das bases neuroquímicas que podem resultar no efeito ioiô. Vimos que mudar radicamente de dieta, tirando de uma hora para outra os alimentos a que se está acostumado não é uma boa estratégia”, diz Zorrilla.
Esses novos conceitos vão ao encontro do raciocínio da psicóloga Ana Rossi, de Porto Alegre. Ela trata seus pacientes estressados e obesos com uma técnica que reforça as atitudes positivas em vez de simplesmente enchê-los de restrições. “O cérebro não consegue converter ordens negativas em positivas e mudar comportamentos. Por isso, em vez de privar, é melhor dar instruções positivas”, diz ela. Como seria isso? “É mais eficiente para mudar um hábito eu me imaginar saciada com salada e apenas um pedaço de filé do que tentar colocar na mente que não posso comer carnes gordurosas”, explica a psicóloga.
Mais uma frente que começa a ser decifrada são as relações e as consequências da dobradinha estresse e ansiedade. Algumas respostas começam a vir à superfície. Um estudo realizado pela Universidade de Yale (EUA) acaba de revelar, por exemplo, que a insônia – sintoma evidente da presença das duas condições – contribui de forma expressiva para o ganho de peso. De acordo com o trabalho, ela hiperestimula neurônios do hipotálamo. “Essas células nervosas são muito sensíveis ao estresse. Se forem excessivamente ativadas, podem levar a reações exageradas, como comer demais”, diz o pesquisador Tamas Horvarth, um dos autores do trabalho.
A informação já está servindo para nortear o trabalho dos especialistas. “Peço às pessoas com problemas de peso e sono para adotarem medidas para regularizar as duas coisas, em vez de tratar apenas um ou outro”, diz a nutricionista Noádia Lobão, de Niterói, no Rio de Janeiro. Nas suas consultas, a especialista faz um levantamento aprofundado da qualidade do sono antes de estabelecer uma dieta e costuma indicar chás de camomila ou erva cidreira e doses de fitoterápicos à base de maracujá para ajudar os pacientes a relaxar na hora de ir para a cama. No consultório do cirurgião plástico Rodrigo Federico, de São Paulo, pacientes nitidamente ansiosos também recebem orientação específica. “Oriento para que façam sessões de terapia antes de operar. O estresse pode dar um efeito rebote e levar a pessoa a recuperar o que perdeu”, diz ele.
Embora os pesquisadores saibam que ainda há muito a entender sobre a questão estresse e ganho de peso, a maioria já está feliz com as descobertas realizadas até agora. “Conseguimos identificar uma parte do caminho, da cadeia de eventos moleculares que liga a obesidade e o estresse crônico”, diz o pesquisador Herbert Herzog, da Austrália. Portanto, a partir de agora, se o médico sentar-se à sua frente na próxima consulta e disser simplesmente que o problema é que você come mais calorias do que gasta, desconfie. Ele não está errado, é verdade. Mas, antes de iniciar o tratamento, é preciso saber exatamente o que está levando você a cair nesse ciclo. Pode ser o estresse. E ele deve ser tratado também.

– Uma Doce Foto-Legenda…
De 3 anos atrás…
ELA, a Bebê:
“Quando você finge que dá uma pipoca para seu pai comer e na verdade não tinha nada! E ele nem desconfiou…”
EU, o Bobão:
É o “meu gosto mais gostoso de todos”, pois o sabor da “pipoca que não veio” é de “felicidade com brincadeira”. Que “gosto de nada” mais delicioso…

Uma selfie perfeita para meu coração de pai!…
#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby
– Evite deixar suas dores desmancharem a vida…
Já passou pela experiência de estar sentindo a vida desmoronar?
Como as folhas 🍁 vão se desfazendo, desmanchando na calçada como nessa foto, muitas vezes temos o sentimento de que as coisas fogem do nosso controle, que não tardará de sermos levados pela água da enxurrada…
Carecemos ter resiliência. E se não for possível, ao menos paciência. A vida não é do jeito que queremos, pois sempre desejaríamos estar firmes no alto da árvore, imponentes, tendo a visão de todas as coisas.
Respiremos fundos e, nesses momentos de angústia, de não ter controle da situação (por sua culpa, por culpa dos outros ou simplesmente pelo acaso), conseguirmos sofrer o menos possível.

– #tbt 2: Paternidade é algo incrível!
Há 7 anos…
Uma das coisas mais legais da vida é poder curtir os filhos, principalmente quando eles nos surpreendem!
Não é que minha pequena fez um mosaico multicolorido de nós juntinhos?
Ô coisa boa… felicidade está nessas brincadeiras inocentes!

– #tbt 1: Carinho.
Como não me sentir amado?
O carinho dos filhos é que nos move mesmo em meio às dificuldades mundanas… por eles, a vida ganha cores mesmo quando tudo está nebuloso!
Momento simples, cheio de ternura e registrado num clique, representando as palavras acima:

– Janeiro Branco, pela Saúde Mental!
As questões emocionais são sempre importantes, em especial ao momento que nossa sociedade vive. Pensando nisso, criou-se a campanha #JaneiroBranco, visando o cuidado da Saúde Mental.
Nestes tempos de dilemas sociais, onde há muita gente sofrendo de depressão, angústia e outros males, tal questão precisa ser trabalhada com carinho.
Saiba mais sobre ela (nos mesmos moldes de Outubro Rosa e Novembro Azul), em: https://janeirobranco.com.br .
– O que vemos não depende do que o outro é, mas do que enxergamos no outro.
Em tudo há beleza, mas se você tiver uma visão pré-conceitual ou com má vontade, nunca a verá.
Veja essa singela florzinha fotografada abaixo: seu vaso contém folhas mortas, um certo desleixo na arrumação, não é imponente, mas… tem algumas pequenas pétalas que se destacam!
Há dois pontos de vista: um olhar no qual você vê somente um pouco de cores num vaso qualquer, e o outro é que você vê que, apesar dos pesares, há uma flor!
Da visão com má vontade e menosprezo à visão esperançosa, reflita: o que vemos não depende muitas vezes do que o outro é, mas do que enxergamos no outro.
Cuidado para não cair em um falso julgamento…

– A vida merece sorrisos!
É um clique de algum tempo, mas o sorriso perene:
Em meio a tantos percalços que temos, existe luz em muitos momentos!
E o que nos traz brilho no dia-a-dia?
Coisas, gestos, instantes afetuosos. Como, por exemplo, esse sorriso da minha Marina Porcari:

Tenhamos ânimo. Sempre!
– Nosso jardim colorido na Quinta-Feira!
(esse post foi de meses atrás, mas serve / servirá para colorir o dia de hoje)
Não estamos na Primavera, mas colhemos flores do nosso jardim logo cedinho. Depois adubamos e fizemos a poda à espera da estação florida (está longe, eu sei). Mas quem gosta de natureza e de fotografia, ficará encantando com essa safra fora de época!
Escolha dos 8 botões, o mais bonito para inspirar essa 5ª feira!:

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby
– Ninguém nasce para ficar sozinho!
Dando uma espairecida, reparei nessa árvore no meio do meu caminho, bem pertinho da minha casa. Repararam que os galhos estão entrelaçados? Ou melhor: os diversos “troncos”?
Ela é como uma família: todos estão juntos, abraçados, se sustentando mutuamente. Podem até sobreviver ou se sustentarem isolados, mas de maneira amável, juntos, são mais fortes!
Digo isso pois me veio à mente a palavra SOLIDÃO! Ela é assustadora para mim… O ser humano não nasceu para viver sozinho. Com quem conversar? E se relacionar cotidianamente? E na velhice?
A verdade é: precisamos de companhia, de alguém para cuidarmos e/ou para cuidar de nós.
Enfim: a vida, sem ninguém, não tem graça.
Foto: Autoria Pessoal, na Avenida Europa, em Bragança Paulista.
– Virando o ano muito bem!
Marina tinha 8 anos, e fez sozinha essa linda mensagem que serve para hoje:
Do dia 31 para o dia 01, muita diversão em família. Dois momentos bem filmados:
1- A mensagem de final de ano criada pela filhota foi muito bacana. Veja:
2- Depois, para alegrar a criançada, uma video-cassetada do “Manézão”. Assista:
Começar com sorrisos faz sempre muito bem para a alma!…
– #REPOST: Você cumpriu suas metas particulares desse ano?
Quantas não foram as promessas que fizemos de “mudar” no ano que vem?
O ano passou… Você as cumpriu?
Muitas pessoas amam o final do ano, outras detestam e se deprimem. E criam objetivos ou não querem nem ouvir falar em novos projetos!
E você?
Aliás, não fuja do assunto: você fez metas e as atingiu?
Uma reflexão, em: https://youtu.be/qow2aHHlPrY
– Todo dia é dia de Reconstrução! Mesmo que não pareça…
Há momentos na vida em que tudo parece difícil. Ficamos pessimistas, ranzinzas e… precisamos de um puxão de orelha ou um tapa na cara para entrarmos no eixo.
Quem nunca teve semanas de ânimo e outras de desânimo? Ou simplesmente variou de humor mais de uma vez por dia? Da euforia à desmotivação, todos somos vítimas. Ao mesmo tempo que o otimismo se divide com o pessimismo. São… fases! Momentos. Instantes!
Calma.
Tudo passa.
Precisamos povoar nossa mente de coisas boas e tomarmos cuidado com a ilusão. Nunca devemos nos precipitar ou nos acomodar. Devemos viver. Lutar, repensar, refazer-se! Ou melhor: acordar cientes de que a RECONSTRUÇÃO / REINVENÇÃO deve ser diária.
Se um dia está difícil, parece que será sempre triste daquele momento em diante. E não é isso, pois aos poucos vai melhorar. E se está tudo muito bem, tenha a consciência de que não é algo sempre perene.
Insisto neste lembrete derradeiro: entenda que a vida é muito comprida e que instantes não são eternos – especialmente os ruins.
Vivamos. E que Deus nos ajuda nessa luta constante.

Imagem extraída de: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reconstrucao-de-vida-larissa-vidal-silva
– Ânimo: Reflexões e Orações, Confiança em Deus e Disposição para Viver.
Há certos momentos da nossa vida em que tudo parece dar errado. Nesses tempos de crise, de turbulência econômica, financeira, social e moral, tendemos a perder a esperança.
Cuidado! Abramos os olhos e o coração. Não podemos nos desesperar!
São muitos os intervalos da batalha em que deixamos nos levar. Pode ser por culpa do cansaço da luta, mas não podemos desistir. Levantemos a cabeça! Se apegue em algo ou em alguém.
Quando oscilo ou vacilo, busco a FÉ. Não que a abandone quando tudo está bem, mas me socorro à Força que vem do Alto!
Compartilho algumas mensagens revigorantes, de ânimo e de esperança:
1- Retirada da postagem no Facebook da amiga Maria Castilho de Andrade:
A respeito da Oração de Recolhimento, no livro “Intimidade Divina” do Padre Gabriel de Santa Maria Madalena, OCD,
De São João da Cruz (C 1, 8):
“Goza-te e alegra-te em teu interior recolhimento com Ele, pois o tens tão próximo! Aí O deseja, aí O adora, e não vás buscá-LO fora de ti, porque te distrairás e cansarás sem poder encontrá-LO… nem tê-LO mais perto do que dentro de ti.”
De Santa Teresa D’Ávila (Cm 28, 2):
“Por baixinho que fale, está Ele tão perto que o ouvirá. Para ir buscá-lo não precisa de asas: basta que se ponha em solidão e o contemple dentro de si.”
Bonito, não?
2- Retirada deste Blog na Postagem intitulada “Motivos para fazer valer a vida”:
Diante desses textos dos livros do “Provérbios” e da “Sabedoria”, extraio um lembrete de valorização da vida. Quando se sentir deprimido, cansado, cobrado ou desesperançoso, vale a pena dar uma lida!
Abaixo:
ODE À VIDA
Refleti sobre tudo,
e compreendi que os justos, os sábios e suas ações estão todos nas mãos de Deus.
O homem, por si só, não conhece nem o amor nem o ódio, embora tudo isso se desenvolva diante dele.
Tudo têm o mesmo destino,
Tanto o mau como o bom,
O puro e o impuro,
Quem se sacrifica e quem não se sacrifica (…).
Todos eles se dirigem para junto dos mortos.
Enquanto há vida, há esperança, porque é melhor um cão vivo do que um leão morto.
Portanto, vá!
Coma o seu pão com alegria e beba seu vinho com satisfação,
Porque com isso Deus mostra que é bondoso para você (…).
Goze a vida com a esposa que você ama, durante todos os dias da vida fugaz que Deus lhe dá.
Faça-o enquanto tem forças,
Porque no mundo dos mortos, para onde todos irão, não existe ação, pensamento ou ciência.
O mais veloz nem sempre vence a corrida, nem o mais forte vence a batalha.
O pão não é para os mais sábios, nem as riquezas para os mais inteligentes, nem o favor para os mais cultos, porque tudo depende do tempo e do acaso.
Além disso, o homem é como os peixes, que são pegos na rede!
Ou como os pássaros, que caem presos em arapucas.
Pois assim, da mesma forma, pode lhe cair a desgraça surpreendendo-o. (Prov 9, 1-12 c/ adapt).
Portanto, viva! Viva em abundância! Trabalhe, mas viva.
Preocupe-se, mas não se esqueça de viver. Olhe para a sua volta e agradeça por mais um dia de vida.
E, simplesmente, viva!
3- Salmo 37 (com adaptações):
TEMPORÁRIA A FELICIDADE DOS PERVERSOS
Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.
Pois eles dentro em breve definharão como a relva e murcharão como a erva verde.
Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade.
Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.
Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.
Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia.
Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.
Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.
Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no SENHOR possuirão a terra.
Mais um pouco de tempo, e já não existirá o ímpio; procurarás o seu lugar e não o acharás.
Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.
Trama o ímpio contra o justo e contra ele ringe os dentes.
Rir-se-á dele o Senhor, pois vê estar-se aproximando o seu dia.
Os ímpios arrancam da espada e distendem o arco para abater o pobre e necessitado, para matar os que trilham o reto caminho.
A sua espada, porém, lhes traspassará o próprio coração, e os seus arcos serão espedaçados.
Mais vale o pouco do justo que a abundância de muitos ímpios.
Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas os justos, o SENHOR os sustém.
O SENHOR conhece os dias dos íntegros; a herança deles permanecerá para sempre.
Não serão envergonhados nos dias do mal e nos dias da fome se fartarão.
Mas o SENHOR não o deixará nas suas mãos, nem o condenará quando for julgado.
Vem do SENHOR a salvação dos justos;
O SENHOR os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nele buscam refúgio.
4- Oração de Nossa Senhora Desatadora dos Nós
Maria, mãe de Jesus, interceda por nós a seu Filho, nosso único Deus e Senhor:
Virgem Maria, Mãe do Belo Amor,
Mãe que jamais deixa de vir em socorro a um filho aflito,
Mãe cujas mãos não param nunca de servir seus amados filhos, pois são movidas pelo amor divino e a imensa misericórdia que existem em teu coração, volta o teu olhar compassivo sobre mim e vê o emaranhado de nós que há em minha vida.
Tu bem conheces o meu desespero, a minha dor e o quanto estou amarrado por causa destes nós.
Maria, Mãe que Deus encarregou de desatar os nós da vida dos seus filhos, confio hoje a fita da minha vida em tuas mãos.
Ninguém, nem mesmo o maligno poderá tirá-la do teu precioso amparo.
Em tuas mãos não há nó que não poderá ser desfeito.
Mãe poderosa, por tua graça e teu poder intercessor junto a Teu Filho e Meu Libertador, Jesus, recebe hoje em tuas mãos este nó………
Peço-te que o desates para a glória de Deus, e por todo o sempre.
Vós sois a minha esperança.
Ó Senhora minha, sois a minha única consolação dada por Deus, a fortaleza das minhas débeis forças, a riqueza das minhas misérias, a liberdade, com Cristo, das minhas cadeias.
Ouve minha súplica.
Guarda-me, guia-me, protege-me, ó seguro refúgio!
Maria, Desatadora dos Nós, roga por mim.
5- De súplicas e ensinamentos diversos:
Extraído de Isaías 33, 2
“Ó Senhor Deus, tem compaixão de nós pois esperamos que nos ajudes.
Sê o nosso protetor todos os dias,
Sê o nosso Salvador em tempos de dificuldades.”
Extraído de Santa Teresa Benedita da Cruz:
“Quanto mais escuridão se faz ao nosso redor, mais devemos abrir o coração à Luz que vem do alto”.
Extraído do Evangelho de São João Batista 16,33:
“No mundo vocês vão sofrer, mas CORAGEM, eu venci o mundo”.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
– Tens confiança em suas decisões difíceis?
Por mais experiências que possamos ter vivido, há momentos que temos dificuldades em tomar decisões. Pior: o medo de que elas não sejam as corretas!
Se a decisão for baseada na orientação de outra pessoa, a segurança (dependendo de quem for o aconselhamento) pode ser maior ou menor. Não é?
Dito isso, compartilho esse interessante texto sobre tomadas de decisões,
AS DIFÍCEIS ESCOLHAS E DECISÕES QUE PRECISAMOS TOMAR
Por José Renato Sátiro Santiago
Quantas escolhas nós já tivemos que fazer ao longo de nossas vidas, não é?
Tanto no campo pessoal, como no profissional, vivemos tomando decisões, algumas mais, outras menos importantes.
Sendo assim, é possível afirmar que somos experientes nisso, certo?
Talvez rs rs.
A repetição com que executamos alguma atividade, tende a nos tornar experientes nela. No entanto, essa correlação não é tão imediata quando o assunto é fazer certas escolhas.
Muito embora a dinâmica para a tomada de decisões ou de escolher alguma alternativa siga certa sequência de ações, isso nem sempre torna a nossa tarefa mais fácil.
Não é incomum que tenhamos muitas dificuldades para resolver o melhor caminho a trilhar, e o que é pior: não há qualquer garantia que ele realmente virá a ser o melhor.
De qualquer forma, é importante, e muitas vezes essencial, que adotemos algumas premissas e que realmente tomemos como referência o histórico das escolhas e decisões feitas anteriormente.
As experiências que vivemos em nossa vida fundamentarão as nossas decisões, sejam em nossos relacionamentos pessoais e principalmente em nossas interações profissionais.
Por mais que não haja qualquer garantia, essa experiência obtida pode potencializar que tenhamos sucesso em nossas decisões.
Precisamos acreditar nisso por mais que, muitas vezes, possamos estar indo por um caminho não desejado e que nos “sufoque” por algum momento.
Isso realmente pode ser doloroso e incompreendido, mas só nós sabemos o que passamos e esse passado deve realmente ser levado em conta, embora cada situação tenha sempre suas particularidades específicas, que a torna única.
Seremos sempre escravos de nossas decisões e escolhas e, por tal motivo, obviamente, responsáveis pelas consequências das mesmas.
Quer uma forma melhor de aprendizado?
Parecer ser inquestionável que quando baseamos nossas ações a partir de um entendimento próprio, nos livramos daquele sentimento, que eventualmente vem, quando fazemos algo a partir de uma decisão de outrem, sem que haja a nossa concordância.
Que possamos ter essa possibilidade, e principalmente que usemos isso como forma de crescermos a cada dia.

Foto extraída de: https://jrsantiagojr.medium.com/as-dif%C3%ADceis-escolhas-e-decisões-que-precisamos-tomar-97c2490d0c6d
– Origens da Vida. Como se chega a uma conclusão?
Ouço teorias evolutivas, criacionistas, da turma do Designer Inteligente, de cientistas ateus... E cada vez mais vejo que as respostas sobre a origem da vida rodeiam, teorizam-se, acumulam-se e não conseguem deixar de apontar para outra conclusão, senão Deus!
De onde vem a laranja?
– Da árvore.
E de onde vem a árvore?
– Da semente.
E… ?
Redundante.
Custa-me a aceitar que há pessoas que crêem que a origem da vida se deu por bilionárias combinações químicas ao acaso. Seria tão difícil acreditar que por trás de tudo isso há a mão de Deus?
Claro que não… Fé e Razão não são e nem devem ser inimigas, mas aliadas e complementares. Pés no chão e coração no Céu, diria o poeta.

Imagem extraída de: https://www.conexaoboasnoticias.com.br/deus-existe-evidencias-da-existencia-de-deus/
– #tbt: 1: Dó Ré Mi!
Repost: há 6 anos…
Coisas prazerosas da vida: ver a filhota tocando graciosamente “The Sounds of Music” (a popular Dó-Ré-Mi) é um “colírio” para os meus ouvidos.
Senhoras e senhores, com vocês, a tecladista e pianista mirim Marina Porcari!!!
Vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=G_NcxND3h_M
– Mulheres que vão à Luta!
Muito bacana: essa matéria que compartilho abaixo retrata o quanto as mulheres que chegam aos 40 anos podem (e devem) encarar novas conquistas profissionais e pessoais.
Extraído de: http://ow.ly/2PVs30du5pg
AOS 40 ANOS, ELAS SÃO JOVENS E TÊM PIQUE PARA ENCARAR OS DESAFIOS
“O motor é de um fusca 1974, mas a carcaça, de um Santana 1985, quatro portas e com vidros elétricos”. É desta maneira que Liliane Rossi se define. Cheia de bom humor, a jornalista de 42 anos é uma representante das mulheres que adotaram um novo comportamento social e hoje envelhecem com mais saúde, além de aparentarem ter menos idade do que realmente têm.
Lili, como é conhecida, treina muay thai de três a quatro vezes por semana e se preocupa com a alimentação. “Tenho meus cuidados com tudo o que como, principalmente durante a semana, mas sem ser radical (também tomo a minha cervejinha). E tudo isso, inclusive a atividade física, é muito importante para o meu futuro”, declara.
Casada com um homem 13 anos mais novo, Lili considera-se realizada em sua profissão e diz que, inicialmente, encontrou no esporte a solução para emagrecer. “A atividade física traz um prazer tão grande que me fez continuar, mesmo depois de chegar ao peso ideal. Meu objetivo mudou, quero qualidade de vida”, conta Lili, que acredita que o grande segredo para “superar a idade” é aceitar as mudanças.
Raquel Agnello, 40 anos, é casada e tem um casal de filhos. Psicóloga, ela tem uma alimentação moderada pela saúde e é vegetariana por opção. Raquel acha que hoje as mulheres têm escolha de vida. “Conheço mulheres que abrem mão de tudo para cuidar da casa e dos filhos e outras que seguem um caminho diferente. O mais importante, no entanto, é que podemos escolher qual tipo de vida queremos”, afirma Raquel, que quase todos os dias pratica pilates ou dança.
EQUILÍBRIO
O equilíbrio entre exercício físico, dieta e disciplina é a solução para a fisioterapeuta Ana Paula Pieroni suportar sua rotina “com sucesso e alegria”. Aos 41 anos, Ana atribui seu ganho de vigor e disposição a essa combinação. “Com certeza é devido ao meu estilo de vida ponderado, que é uma forma de ter atenção comigo mesma sem deixar de lado a família”, explica Ana que também é mãe de dois filhos. “Sinto-me com muito mais ânimo e mais bonita, se comparada aos meus 20 anos”, analisa.
FALTA DE TEMPO?
“Dá para conciliar tudo, sim. Acho que dizer que não tem tempo é uma desculpa”. É o que afirma Priscila Marchi, 40 anos. A microempresária é casada, tem filho de 20 anos e, desde os 12, pratica atividade física em academias. Com o passar dos anos, Priscila adequou sua alimentação e garante que melhorou em todos os aspectos.
“Academia traz melhorias para o corpo, mente e alma”, declara Priscila, acrescentando que o sono é fator para acordar muito mais disposta. Para ela, manter-se ativa é o caminho para não aparentar e, principalmente, não se sentir com a idade do documento.
“Levo uma vida totalmente diferente da minha mãe”, é o que diz Fernanda Gonçalves, 41 anos. Mãe de dois filhos, Fernanda optou por se cuidar logo depois que se formou como odontologista e teve que se adaptar com o nascimento do primeiro filho.
Segundo ela, é perfeitamente possível trabalhar fora, atualizar-se dentro da profissão (atualmente Fernanda estuda para se especializar, pela segunda vez, em mais um segmento da odontologia), dar atenção a si mesma e ter uma família, apesar de ser uma tarefa “pesada”, já que “as prioridades de momento acabam não deixando com que realize tudo da maneira como gostaria”.
Divorciada há pouco mais que um ano, Fernanda conta que o fato de se cuidar trouxe problemas ao casamento. “Gerava ciúme, sim. Todo homem gosta de ter uma mulher bonita, mas a quer só para si, não quer que os outros olhem etc.”, observa.
A psicóloga Luciana Minelli acredita, de um modo geral, que todos “nós vamos envelhecer com mais saúde e aparência jovial”, pelos avanços da medicina. Mas, para ela, é o acesso à informação que faz com que a mulher, hoje com 40 anos, diferencie-se.
“É dessa forma que as mulheres conseguem buscar qualidade de vida”, diz Luciana. Se, por um lado, a informação facilita, por outro, ela gera competitividade. “Uma mulher de 40, atualmente, está no ápice da carreira profissional e possui um sentimento de conquista, de busca por melhorias de função, e tudo isso gera o estresse, a pressão”, analisa.
A solução, então, pode ser encontrada numa atividade física ou em se valorizar de alguma maneira. Segundo Luciana, essas mulheres precisam, no entanto, adequar valores. “Elas entram em conflito entre o que aprenderam e o que a sociedade contemporânea estabeleceu. Entretanto, essa mulher é muito bem-sucedida em tudo o que se propõe a fazer até porque a idade, mesmo que pequena, traz segurança e um nível de experiência interessante”, finaliza.

Imagem extraída de: https://brasilturis.com.br/lugar-de-mulher-e-onde-ela-quiser/
– Controle suas emoções. E se não conseguir, ao menos evite os pensamentos negativos.
Você consegue controlar suas emoções?
Nem sempre conseguimos. Portanto, siga algumas dicas, extraídas de: https://tatipressuti.wordpress.com/2021/07/31/dicas-para-lidar-com-pensamentos-negativos/
DICAS PARA LIDAR COM PENSAMENTOS NEGATIVOS
As emoções influenciam nosso aprendizado e raciocínio, sendo assim devemos ter controle emocional tornando nossa mente mais poderosa. É normal ter pensamentos negativos, mas os sentimentos podem distorcer os nossos pensamentos nos levando, frequentemente, a interpretar mal a realidade e reagir com negativismo. Seguem algumas orientações para ter um pensamento mais saudável:
Reduza o seu nível de ansiedade, isto evita causar picos temporários na pressão arterial. O excesso de preocupação aumenta as chances de um ataque cardíaco, pois os nossos pensamentos e o nosso coração estão interligados.
Se você costuma rebaixar os outros, é uma maneira de se vitimizar diante dos problemas que a vida traz. Quer você reconheça ou não, culpar os outros é uma maneira de esconder suas falhas e inseguranças, e transferir a culpa faz com que você se sinta um pouco melhor.
Evite julgar os outros ou a si mesmo porque ninguém é perfeito. Em vez de só se autocriticar, você deve praticar a autocompaixão, compreendendo que você tem potencial para crescer. Nunca presuma que quem te critica te odeia, e tenha em mente que um dia poderá necessitar da ajuda das pessoas que você já criticou.
Trate os outros com compaixão sem esperar nada em troca, e pare de ficar remoendo as decepções. Compreenda que as pessoas enxergam o mundo de ângulos diferentes, e consequentemente, querem da vida coisas diferentes. Cada um é reflexo de sua própria experiência de vida, por isso precisamos nos esforçar para compreender os pensamentos das pessoas que vivem ao nosso redor.
Reconheça quando você está sendo dramático, repense e perceba que nada acontece exatamente como planejamos. Se você estiver passando por um momento difícil, pense que é temporário e concentre-se no futuro. Mantenha sua vida equilibrada para lidar com as situações adversas, isto é vital para sentir-se satisfeito apesar dos obstáculos no caminho.
Não se envolva em fofocas, evite conversas tóxicas que podem te fazer mal. Fofocas mentirosas podem fazer com que outros percam a confiança em você destruindo suas amizades e relacionamentos importantes. Tente ter um número limitado de amizades, mantendo apenas as que valem a pena, independentemente das diferenças de idade.
Sorte não tem nada a ver com sucesso. As pessoas são bem-sucedidas devido ao trabalho árduo e muita determinação, elas se concentram no desenvolvimento pessoal para potencializar suas habilidades e atingir seus objetivos. O pessimismo dificulta pensar com clareza, e torna mais complicado abraçar as novas oportunidades devido à falta de confiança da pessoa nas próprias habilidades. Não perca seu tempo com coisas ilusórias, invista seu tempo com sabedoria.

Tips to deal with negative thoughts.
Emotions influence our learning and reasoning, so we should gain control over them to become mentally stronger. It is normal to have negative thoughts, but feelings can distort our thoughts and lead us to regularly misinterpret the reality and react negatively. Here are a few tips to guide you to healthier thinking:
Reduce anxious thoughts to avoid temporary spikes in your blood pressure. Excessive worry can make you more likely to have a heart attack because our thoughts are connected to our heart.
If you always put others down, you tend to feel victimized when life gives you problems. Whether you acknowledge it or not, blaming others is a way of hiding your flaws and insecurities, and shift the blame can make you feel a bit better.
Avoid judging yourself and others because nobody is perfect. Instead of only criticizing yourself, you should practise self-compassion by understanding that there is potential for personal growth. Never assume that every critic is your hater and keep in mind that one day you may need help from people you have already criticized.
Treat others with compassion without expecting anything in return and stop brooding over the disappointments. Understand that we all view the world from different angles, and we want different things from life. We are shaped by our life experiences; thus we need to pay attention to the people around us and try to better comprehend their thoughts.
Recognize when you are being dramatic, step back and realize that nothing ever goes as planned. If you are having a temporary hard time, just think ahead instead of focusing on today. Keep your life balanced to handle with odd situations that come your way, this is vital to get life satisfaction despite the obstacles.
Do not engage in gossip by avoiding toxic conversations that makes you feel bad. Gossip lies can cause others to lose trust in you and can destroy your friendships and key relationships. Try to have a limited number of people in your life by keeping only good friends no matter the age differences.
Luck has nothing to do with success. People succeed because of their hard work and a lot of determination; they focus on improving their personal development skills to reach their goals. Pessimism makes it difficult to think clearly, and it becomes harder to embrace new opportunities when people lack confidence in their abilities. Do not waste your time on illusory things, you must invest your time wisely.

Imagem extraída de: https://www.protagonizecursos.com.br/blog/inteligencia-emocional/emocao-e-sentimento/
– #tbt2: Hoje é dia de ajudar: Doe Plaquetas, Doe Sangue.
Há 6 anos…

Como de costume, cá estamos para mais uma doação voluntária. Hoje, de plaquetas.
Experimente fazer o mesmo: você sentirá uma paz interior muito grande, além do exercício da cidadania. Em especial, nesta época do ano, os bancos de sangue estão extremamente carentes.
Doe Sangue e hemoderivados. A VIDA agradece.
Aliás, hoje bem incentivado!

– #tbt1: Sorriso que me encanta!
Há algum tempo…
Como definir esse sorriso da minha caçulinha?
Obrigado, Deus!

– Não ao Aborto. Sim à Vida!
Há 1 ano, mas bem atual o assunto:
Eu sou totalmente contra o Aborto! Defendo a vida, e conheço pessoas famosas e anônimas que, se tudo fosse legalizado, não teriam nascido.
Guga Noblat, jornalista, escreveu em seu twitter:
“Legalizar o aborto é o futuro de todo país civilizado. Demoraremos mais ou menos para chegar lá. Ao gosto do populismo político.”
Na sequência, li o Padre Joãozinho, SCJ, criticando tal pensamento, falando que:
“O aborto é apenas mais um sinal de atraso civilizacional. Culturas desenvolvidas defendem a vida do início ao seu ocaso natural”.
Não poderia se esperar outra coisa de quem defende o Direito do Nascituro! Correta a atitude do sacerdote. Mas… a resposta de Guga foi pior que a sua primeira postagem:
“Defender o aborto é defender a vida, não venha com demagogia por favor. Vê-se que o sr está alinhado com o pensamento de regimes autoritários, tipo Afeganistão, Somália, Líbia e Sudão. Toma aí o mapa do aborto e procura país mais atrasado que os que pensam como o sr.”.
Defender o aborto é defender a vida? Aí não dá…
Imagem extraída de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nascituro
– Depende do seu ponto de vista…
Como você enxerga o mundo?
Qual o seu ponto de vista?
Que tipo de avaliação você faz das coisas?
Essa imagem, abaixo, é bacana, simpática e realista:
Imagem extraída de: https://ataqueaberto.blogspot.com/2018/07/copo-da-filosofia.html
– #tbt 1: Duas alegrias: doar e incentivar!
Há 4 anos…
Hoje é o dia da minha costumeira doação de plaquetas e hemoderivados.
Tão grande a alegria em doar é a de motivar a doação alheia. Particularmente, incomensurável ver a minha filha Marininha abraçando tal causa com seus cartazes incentivadores.
Aqui, a “Gotinha de Natal“:

– Mais Filhos, mais Felicidade!
Pesquisa mostra: Mais filhos trazem mais felicidade!
Extraído de Revista Época, Ed 26/09, pg 86-87
MAIS FILHOS TRAZEM MAIS FELICIDADE?
Dois pesquisadores encontraram uma raridade estatística: índices de bem-estar que crescem junto com o número de crianças numa sociedade.
Por Daniella Cornachione
A relação tradicional entre a qualidade de vida de um país e o número de filhos em suas famílias é bem conhecida: em geral, vivem melhor as sociedades que têm menos crianças. A média de filhos por mulher cai conforme avança o desenvolvimento econômico de uma nação. Nessas sociedades, cidadãos mais bem educados levam em conta as responsabilidades e os custos de criar cada filho. As mulheres se preocupam mais com a carreira, decidem com autonomia, têm acesso difundido à informação e a métodos contraceptivos. Os empregos migram para as cidades, e os filhos deixam de ser vistos como mão de obra necessária, como ocorre com as famílias pobres no campo. Por isso, as maiores taxas de fecundidade do mundo estão em países paupérrimos na África, como Níger e Congo. Mas um estudo feito em uma das melhores escolas de negócios do mundo, a espanhola Iese, parece finalmente ter encontrado o papel dos bebês como geradores de felicidade.
A pesquisa foi organizada pelo engenheiro Franz Heukamp, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e pelo matemático Miguel Ariño, da Universidade de Barcelona. O objetivo era encontrar as características não econômicas de cada país que pudessem explicar o fato de as pessoas se dizerem mais ou menos satisfeitas com a vida. Ariño e Heukamp cruzaram dois grupos de informações. O primeiro é de questionários sobre bem-estar subjetivo, combinados com características pessoais como estado civil, idade e gênero. Os dados são da Pesquisa Mundial de Valores, do Unicef, de 1981 a 2004, com informações de 100 mil pessoas de 64 países. O segundo grupo inclui indicadores sociais e econômicos, entre eles natalidade, inflação e PIB.
Eles perceberam que, entre sociedades com o mesmo nível de desenvolvimento econômico, o bem-estar tende a ser maior naquelas com menor nível de corrupção e naquelas em que a religião mais difundida não é o islamismo (atualmente associado, em muitos países pobres, à falta de liberdade política e religiosa). E encontraram também uma tendência, entre países desenvolvidos, de haver maior nível de satisfação onde há taxas de fecundidade superiores. Dinamarqueses e holandeses se dizem mais felizes do que alemães e japoneses, que desfrutam os mesmos confortos materiais. “Baixas taxas de natalidade sempre estiveram associadas a alto nível de desenvolvimento. Mas também podem significar egoísmo em uma sociedade, e isso afeta o bem-estar”, afirma Ariño.
A conclusão de que maior natalidade traz maiores chances de bem-estar deve ser vista com cuidado, já que outras variáveis não contempladas no estudo poderiam influir no resultado. Mas incluir a natalidade como fator de bem-estar coletivo é uma abordagem nova e promissora para a economia da felicidade, um campo que mistura psicologia e economia. Seu precursor é John Helliwell, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. O palpite dele para explicar a conclusão do estudo é que quando um país sofre privações de alguma ordem, mesmo que seja desenvolvido, a sensação de bem-estar subjetiva cai e acelera a redução da taxa de natalidade. “As conclusões desse tipo de estudo não encontram, necessariamente, uma relação de causalidade direta. Nosso desafio é entender o que causa o quê”, afirma o economista Alois Stutzer, coautor do livro Economics & hapiness (Economia & felicidade). “Quando o filho nasce, mesmo que não tenha sido planejado, as pessoas tendem a racionalizar como algo bom. Já ter menos filhos do que se gostaria pode causar a sensação de infelicidade”, diz o demógrafo do IBGE José Eustáquio Alves.
Nas últimas décadas, a fecundidade caiu tanto na Europa que se tornou um problema. Em muitos países, como França, Holanda, Dinamarca e Reino Unido, existem políticas de incentivo à natalidade. O governo oferece benefícios à família e à criança, às vezes até a idade adulta. Mesmo assim, os casais europeus, na média, têm bem menos de dois filhos, um fenômeno que os demógrafos chamam de fecundidade indesejada por falta, quando a mulher tem menos filhos do que gostaria. A demografia diz que a “taxa de reposição” de uma população tem de ser, em média, de 2,1 filhos por mulher, para que não desapareça em algumas centenas de anos. Também há prejuízo econômico em ter mais idosos aposentados do que jovens trabalhando.
Há alguns sinais de reação a essa tendência. As taxas de fecundidade de alguns países estão estabilizadas ou cresceram. Um deles é a Dinamarca, que pertence ao grupo de países mais felizes, de acordo com o estudo. “Até 1985, cada dinamarquesa tinha durante a vida, em média, 1,4 filho. O número foi para 1,8 em 2010”, afirma o demógrafo Ralph Hakkert, consultor da ONU. “Na Suécia, a taxa de fecundidade era de 1,5 entre 1995 e 2000 e foi para 1,9 em 2010. É uma evolução importante.” A explicação pode estar na mudança do estilo de vida das europeias, segundo Hakkert. Nos anos 1980, elas estavam em plena disputa por espaço no mercado de trabalho. Como os países nórdicos avançaram rapidamente em oferecer oportunidades iguais, mais mulheres podem voltar a pensar em ser mãe e manter a vida profissional. Ainda não se pode dizer que seja uma tendência global, mas trata-se de uma mudança promissora – e bem simpática.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
– Executivos reduzem o tempo de trabalho para poderem exercer com mais tempo a… Paternidade!
Estou com essa turma e não abro mão: na Alemanha, homens, com importantes cargos profissionais, fazem de tudo para poder conseguir um tempinho a mais com seus filhos. Sacrifício e ao mesmo tempo, prazer recompensador!
Extraído de:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,homem-alemao-troca-cargo-por-familia-,1114810,0.htm
HOMEM ALEMÃO TROCA CARGO POR FAMÍLIA
Executivos em posições de liderança em bancos e em órgãos do governo pedem demissão ou trabalham meio período para cuidar dos filhos
Por Susanne Amann , Simone Salden / Der Spiegel
No passado, as políticas alemãs relativas às famílias dos empregados eram mais voltadas às mulheres, mas a situação vem mudando. Os homens também começam a exigir condições de trabalho mais flexíveis para equilibrar seus deveres de trabalho e com a família – e isso vem forçando grandes mudanças da cultura corporativa.
Há alguns anos, Gerd Göbel provavelmente seria considerado um irracional por muitos diretores de recursos humanos. E possivelmente deixaria também os colegas surpresos. Göbel tem uma carreira bem-sucedida no segundo maior banco da Alemanha, o Commerzbank, onde chefia uma equipe de administração de ativos e portfólio. E trabalha em tempo parcial porque tem uma filha ainda muito pequena.
Quando a menina nasceu, há três anos, o executivo de 47 anos reduziu suas horas de trabalho para 40% do total; depois aumentou para 60% e mais recentemente para 80%. Na sua divisão, que tem 80 funcionários, ele foi o primeiro pai a tirar uma licença paternidade e o primeiro a desistir de uma posição que exige horário integral.
“Na época, claro que me perguntei se seria possível trabalhar em tempo parcial em um cargo de liderança”, diz ele, que chefia uma equipe de cinco pessoas. Mas seu experimento foi bem-sucedido e ele continua a passar um dia útil em casa, embora possa ser encontrado pelo telefone celular.
Göbel ainda é exceção. Mas o fato é que ele é um dos muitos pais que não se satisfazem mais em trabalhar a semana inteira e ver os filhos só nos fins de semana. Quando Jörg Asmussen se demitiu do seu posto de alto nível como membro da diretoria executiva do Banco Central Europeu, em meados de dezembro, ele citou a “família” e os “dois filhos ainda bebês” como o motivo. Considerações familiares também teriam sido fator decisivo para o fim surpreendente da carreira de Roland Pofalla, durante anos um dos homens mais influentes do governo Angela Merkel.
Mudanças. Na Alemanha em geral os homens ainda representam pouco menos de 20% de todos os indivíduos que trabalham em tempo parcial, mas este porcentual cresce rapidamente. A proporção de homens que trabalham meio período mais do que dobrou em dez anos, ao passo que a de mulheres cresceu em torno de 30%.
No pacto de coalizão recentemente concluído pelo governo da Alemanha foi inserido, pela primeira vez na história do país, um capítulo que trata do papel dos “pais ativos” e um apelo no sentido de “melhores condições que permitam que pais e mães compartilhem as obrigações profissionais e familiares de modo equitativo”.
A pressão por mudanças vem crescendo, com as empresas ainda lutando para encontrar e reter bons empregados. Já não basta mais oferecer aos funcionários uma creche na empresa. Pesquisas com os pais mostram que a possibilidade de manter uma carreira compatível com a vida privada aumenta enormemente a motivação para o trabalho e a fidelidade ao patrão.
Gestores de recursos humanos também reconhecem que o fato de estar ativamente envolvido na educação dos filhos também é benéfico para o progresso profissional de um indivíduo, já que pais que trabalham sempre são mais sociáveis e costumam organizar a carga de trabalho de maneira eficiente.
Os homens avaliam as políticas corporativas para famílias de forma mais negativa do que as mulheres. Para 85% deles, as políticas das empresas nesse setor são mais direcionadas às colegas do sexo feminino. Foi o que revelou um estudo feito pela A.T. Kearney que será publicado este mês. “As empresas precisam agir. Necessitamos urgentemente de novos modelos de modo a reformular inteiramente o trabalho”, disse Martin Sonnenschein, diretor da A.T. Kearney para a Europa Central.
Iniciativas. A gigante da engenharia Bosch é uma das que se esforçam para incluir os homens nas políticas de família. A empresa oferece a seus funcionários não só a possibilidade de “tempo de trabalho flexível” ou em meio período, mas os incentiva expressamente a trabalhar a partir de outros locais.
Os executivos têm permissão para organizar seus horários como preferirem, desde que produzam resultados – um projeto inicial pôs cem executivos para trabalhar de casa. Redes internas, como “papas@bosch” (“papais na Bosch”), auxiliam a troca de informações.
Os executivos estão embarcando nas possibilidades oferecidas, mesmo quando estão em cargos considerados chave pelas organizações. Lutz Cauers, de 49 anos, é um bom exemplo dessa tendência. Ele é diretor do departamento de auditoria interna da Deutsche Bahn, empresa ferroviária alemã.
Ele é responsável por mais de 100 empregados e se reporta diretamente ao presidente da companhia. Cauers tem escritório em Berlim e um segundo em Frankfurt. Ele controla também três outras bases na Alemanha e mais quatro na Europa, Ásia e Estados Unidos. Mas centralizou sua vida em Nuremberg, onde vivem a mulher e os três filhos.
Atualmente ele está montando um escritório numa empresa afiliada em Nuremberg e passa pelo menos uma noite da semana com a família. E com frequência pega um avião no início da manhã para Berlim ou o trem para Frankfurt. Se necessário, leva os filhos com ele para o escritório.
“Minha mulher tem uma empresa de médio porte, portanto é claro que ela não consegue cuidar da casa sozinha”, disse ele. “E eu não gostaria disso também. Quero ver meus filhos crescerem.”
Flexibilidade. Um número crescente de homens pretende seguir o caminho escolhido por Cauers e as empresas vêm reagindo a isso. A aérea Lufthansa, há anos, oferece a seus 70 mil funcionários a possibilidade de trabalharem meio período. Mas diz ter percebido que só isso não é mais suficiente.
Bettina Volkens é diretora de recursos humanos do grupo Lufthansa e também mãe de duas crianças. “Contratos de trabalho que não têm flexibilidade não funcionam mais”, diz ela, explicando que a empresa tem de se envolver diretamente com os problemas dos funcionários. A meta de Bettina é tornar a cultura da empresa mais aberta a modelos de contrato de trabalho ainda mais flexíveis.
Parte disso é o projeto piloto chamado “Novo Espaço de Trabalho”, em que 80 empregados da área de recursos humanos compartilham 50 estações de trabalho. Mesmo os executivos sentam em mesas diferentes a cada dia. “Os empregados podem trabalhar às vezes a partir de casa. “A ideia é incentivar isso”, diz Bettina. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Imagem extraída de: https://4daddy.com.br/homens-estao-passando-mais-tempo-com-seus-filhos-mas-licenca-paternidade-estendida-so-e-realidade-em-12-das-empresas/









