– Andragogia: estamos preparados e afiados com o desafio?

Amigos e Colegas Professores, um tem a importante que compartilho: a Andragogia! estamos preparados realmente? Abaixo:

EXTRAÍDO DA APOSTILA DE PLANEJAMENTO DOCENTE DO 1º SEMESTRE/2007 DA UNISANT’ANNA – SALTO

ANDRAGOGIAarte e ciência destinada a compreender e aprimorar o processo de aprendizagem dos adultos.

Em suma – pedagogia: ciência que busca levar o aprendizado às crianças; andragogia : aos adultos.

Quatro (4) observações sobre o que acontece ao indivíduo na sua idade adulta:

1.     Modifica seu auto-conceito (dependente/independente);

2.     Acumula crescente reserva de experiência e maior volume de recursos de aprendizagem;

3.     Tem sua motivação de aprendizagem orientada para desenvolver seus papéis sociais;

4.     Modifica sua “perspectiva de tempo” em relação à aplicação de conhecimento (mais imediata).

Sua aprendizagem deve deixar de ser centralizada no conteúdo para centralizar-se no problema.

CARACTERÍSTICAS DOS ADULTOS COMO APRENDIZES E SUAS CONSEQÜÊNCIAS NA APRENDIZAGEM

1-                   Adultos possuem uma quantidade razoável de experiências. Então, as estratégias de apdz de adultos devem encorajar a troca de experiências.

2-                   O corpo dos adultos, sendo maior que o das crianças, está sujeito à maiores pressões e estímulos gravitacionais.  Então, o conforto físico é importante para a apdz ; pouco conforto ou o excesso dele pode ser desastroso.

3-                   Adultos possuem conjuntos de hábitos fortemente sedimentados. Então, os hábitos e gostos devem ser, na medida do possível, considerados e atendidos.

4-                   Adultos tendem a ter grande orgulho de si próprios. Então, espera-se boas respostas no desenvolvimento de oportunidades.

5-                   Adultos, em geral, têm coisas tangíveis a perder. Então, a ênfase deve ser na promoção do sucesso em lugar de revelar as deficiências.

6-                   Adultos têm que tomar decisões e resolver problemas. A apdz centralizada em problemas é mais efetiva e agradável.

7-                   Adultos tendem a ter grandes preocupações e problemas a resolver fora da situação de apdz . Então, deve haver um balanceamento adequado entre o tempo necessário para a apresentação da situação de apdz e o tempo necessário para a obtenção da apdz .

8-                   Os adultos, na atualidade, são cada vez mais pressionados por grande número de opções. Então, aprender a decidir é uma opção importante.

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– Denver descobre negativamente a Unicamp!

Isso é triste: a Unicamp entra na lista de produção de periódicos predatórios por parceria suspeita com editora chinesa.

Lamentável, se verdade…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/03/1604897-cientistas-brasileiros-fazem-participacao-em-congresso-virar-artigo-publicado.shtml

CIENTISTAS ‘TURBINAM’ TRABALHOS APRESENTADOS EM EVENTO DA UNICAMP

Pelo menos 30 pesquisadores brasileiros “turbinaram” seus currículos com trabalhos apresentados em um evento realizado por uma editora chinesa, acusada de transgredir normas acadêmicas de publicação, em parceria com a Unicamp.

Realizada em Campinas em agosto de 2014, a 3ª Conferência Internacional de Engenharia Civil e Arquitetura foi organizada pela editora IACSIT (International Academy of Computer Science and Technology Information).

A IACSIT está desde 2012 na lista de“periódicos predatórios” elaborada por Jeffrey Beall, professor da Universidade do Colorado em Denver (EUA), considerada referência internacional.

A relação indica editoras que cobram para publicar artigos e têm critérios flexíveis para aceitá-los.

Em vez de reunir como anais de congresso os 31 trabalhos da conferência, como é o procedimento padrão na academia, a IACSIT os publicou como artigos de um de seus periódicos.

Nas avaliações de currículos para concursos, promoções, bolsas e auxílios a projetos de pesquisa, os estudos aceitos por revistas científicas contam mais que os apresentados em congressos.

Os trabalhos do evento foram publicados na revista “International Journal of Engineering and Technology” em 2014, mas estão nas edições on-line datadas de junho a dezembro de 2015. E não são versões preliminares antecipadas, usuais em alguns periódicos prestigiados. Estão em formatos definitivos, já com páginas numeradas, permitindo serem referenciados em currículos. E sem nenhuma menção ao evento da Unicamp.

A professora Gladis Camarini, da FEC (Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp), foi organizadora da conferência junto com a diretoria da IACSIT. Ela própria foi coautora de seis estudos apresentados no evento.

Camarini registrou os trabalhos na classificação de “artigos completos publicados em periódicos” em seu currículo da plataforma eletrônica Lattes.

Diferentemente da professora, dois alunos e coautores registraram os estudos feitos com ela no item de trabalhos de eventos em seus currículos Lattes. A docente não respondeu às perguntas sobre sua forma de registrar os trabalhos

O evento recebeu R$ 10 mil da CNPq, agência federal de fomento à pesquisa, e R$ 18 mil da Capes, órgão do Ministério da Educação.

Sem esclarecer quanto gastou com a reunião, a Unicamp afirmou que pagou despesas usuais de eventos científicos, como passagens e diárias de palestrantes nacionais e internacionais.

A Unicamp destacou ainda que 14 professores da FEC fizeram parte da comissão científica do evento, formada por 41 pesquisadores. Não respondeu, porém, se o grupo sabia de alguma das diversas informações negativas sobre a IACSIT na internet, entre elas o descredenciamento de eventos da editora em 2012 por parte do prestigiado IEEE (Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos), fundado em 1884 nos EUA.

Da mesma forma que o CNPq, a Capes afirmou que seu processo de análise e aprovação do apoio ao avento não detectou nada de negativo sobre a editora chinesa em questão.

A IACSIT não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

PADRÃO

Ainda que a editora chinesa esteja na lista de “predatórios”, sua revista “International Journal of Engineering and Technology”. está classificada na plataforma Qualis Periódicos, da Capes, que serve para orientar pesquisadores, professores e pós-graduandos brasileiros a escolher revistas científicas para publicar seus artigos.

Apesar de irregular, o registro de trabalhos de eventos como artigos de periódicos em currículos está se tornando comum, segundo o geógrafo Marcos Pedilowski, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

“A relação dessa prática com as publicações predatórias é apenas a ponta de um iceberg com muitos outros aspectos graves ligados à pressão acadêmica cada vez maior pela produtividade dos pesquisadores com artigos em periódicos”, disse Pedilowski. “Estamos crescendo em quantidade mas estagnando em qualidade.”

O evento da IACSIT com a Unicamp não teria acontecido se a “International Journal of Engineering and Technology” e outras de suas revistas não estivessem no Qualis, afirmou o pesquisador.

A Unicamp afirmou que a conferência teve a participação de palestrantes reconhecidos internacionalmente e que evento foi muito bem sucedido, apresentaram trabalhos importantes dentro dos campos da engenharia civil e da arquitetura.

Sobre a lista de “predatórios” de Beall, a nota universidade disse que não considera que um bibliotecário acadêmico com apenas dois anos no cargo de professor, conforme consta em seu próprio blog, tenha mais competência para classificar periódicos do que a avaliação tradicionalmente reconhecida no mundo científico, que no caso foi feita por professores que assessoram a Capes.

Em relação à classificação da revista “International Journal of Engineering and Technology” no Qualis, a Capes afirmou que a cada nova avaliação, que trienal passará a ser quadrienal, “os procedimentos são atualizados, modificados e aprimorados em função dos aprendizados de cada processo”.

O CNPq não respondeu se pretende tomar medidas sobre a forma como foram registrados trabalhos do evento em pelo menos 30 currículos na plataforma Lattes.
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– Busca de Notas do MEC por Universidades e Cursos

O Jornal “O Estado de São Paulo” disponibilizou uma página virtual com mecanismo rápido de busca, a respeito de Universidades, Cursos e Notas! A ferramenta é simples e prática.

O link para pesquisa, com os conceitos do Ministério da Educação para cada instituição de ensino superior, é: http://www.estadao.com.br/especiais/ranking-do-ensino-superior,69776.htm

Das melhores às piores, é importante conhecer!

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– Problemas Educacionais do Brasil

Recebi do meu querido ex-aluno e hoje Mestre em Administração Airton Bressan de Oliveira um relatório sobre “Problemas Observados na Docência”. Me parece que o cerne da crise educacional do Brasil se encontra realmente nessas questões.

Abaixo:

PRINCIPAIS PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

– Muitas faculdades e universidades não preparam o professor para a realidade da sala de aula.

– Baixa remuneração paga aos professores de Ensino Básico, principalmente da educação pública. Falta de um sistema que beneficie os profissionais mais eficientes.

– Carência em sistemas eficientes de aperfeiçoamento, capacitação e educação continuada para professores;

– Currículo pouco interessante para os alunos ou desconectados da realidade;

– Baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos e nos assuntos da escola;

– Burocracia em excesso na administração escolar;

– Investimentos públicos insuficientes para atender com qualidades as necessidades educacionais;

– Elevados índices de repetência, principalmente em regiões mais carentes;

– Baixa permanência dos alunos nas escolas (média de 4 horas diárias);

– Existência de professores lecionando sem formação específica para a área (principalmente em regiões mais carentes do Brasil);

– Uso em excesso de métodos de ensino ultrapassados (questionários, cópias de lição na lousa, muitas aulas teóricas sem participação dos alunos, etc.);

– Falta de conexão entre os níveis de ensino (infantil, fundamental e médio);  

– Altas taxas de abandono de alunos devido ao fracasso escolar ou problemas financeiros;

– Carência de condições materiais em escolas de regiões pobres.

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– O que a USP deve fazer?

Algo de difícil resolução: a folha de pagamento da USP corresponde a 106% do orçamento mensal, sendo que aproximadamente 2000 funcionários ganham mais de R$ 20.000,00.

Se os professores mais consagrados exigem melhores salários ofertados (é assim que funciona mundo afora), e os salários precisam ser reduzidos pois tudo está comprometido, como a Universidade faz?

Dilema…

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– Faculdade com clima de Escolinha Infantil? Funciona!

Olha que bacana: na Folha de São Paulo do último sábado (29/11/14, pg 8, Cotidiano), Fábio Takahashi entrevistou o renomado Professor Richard Miller, que atesta: sala de aula deve ter clima de pré-escola!

Abaixo:

ALUNOS PRECISAM INTERAGIR SEMPRE

Para que os estudantes consigam aproveitar da melhor forma suas aulas, o clima da classe deve ser de pré-escola. Mesmo num curso de engenharia, afirma o professor Richard Miller, 55.

É o que ele tenta aplicar como presidente do Olin College, considerada uma das faculdades mais inovadoras dos Estados Unidos.

Aberta em 2002, a escola já é considerada a terceira melhor de engenharia nos EUA entre as que não possuem pós-graduação, segundo o US News (o principal ranking americano).

A experiência fez com que o Insper, uma das melhores faculdades de administração no Brasil, contratasse o Olin para ajudar a desenhar sua escola de engenharia, que será aberta em fevereiro.

A base do Olin, localizado próximo a Boston, é formar seus 350 estudantes a partir do trabalho em projetos.

A comparação com a pré-escola feita por Miller se dá porque nas aulas os estudantes interagem o tempo todo, trabalhando em equipe -e com muito falatório.

Miller esteve na semana passada no Brasil em seminário da Confederação Nacional das Indústrias, que discutiu mudanças nos currículos das engenharias.

A seguir, trechos da entrevista dada à Folha por Miller, que é pós-graduado no MIT e na Caltech, duas das melhores faculdades do mundo.

Folha – Quais as principais características do Olin College?

Richard Miller – Há insatisfação na forma como os engenheiros têm sido preparados.

O currículo comum no mundo tem muito de ciências naturais e matemática.

Entretanto, quando você vê o que o mercado precisa, é mais do que ciências naturais. O que se precisa é de um engenheiro com habilidades em relacionamento pessoal, que saiba formar equipes com pessoas de diferentes origens. E que também pense de forma empreendedora, pense sobre custos, retornos.

Para termos certeza que não seríamos como as outras escolas, para que não caíssemos nas mesmas armadilhas, o Olin tem uma estrutura diferente. Não há departamentos, como de matemática, de história, de filosofia. Somos organizados de forma totalmente interdisciplinar.

Quais são os resultados?

90% dos nossos alunos se formam em quatro anos. Dos que se graduam, 40% seguem para a pós-graduação; 25% destes vão para Harvard, Stanford ou MIT.

Para os que não vão para a pós-graduação, os empregadores dizem que é como se tivessem muitos anos de experiência logo que chegam. Isso é por causa do tipo de educação que damos. Em Olin, cada estudante formado completou de 10 a 20 projetos durante o curso.

O sr. acha que o modelo pode ser replicado em larga escala?

Sim. Estudantes querem ser criativos, trabalhar em grupo. Nossa forma de estruturar a educação é que tem sido muito confinada, limitando a criatividade, forçando uma baixa cooperação.

Por exemplo, a ênfase em testes faz com que os alunos fiquem desestimulados a cooperar. [Numa prova] isso é considerado trapaça [cola].

Em nosso ambiente, as classes são muito diferentes.

Elas se parecem mais com uma pré-escola, com muitas cores, e não é quieto, as pessoas estão falando o tempo todo.

O que estamos fazendo é tentar fazer as pessoas terem ideias originais.

Qual sua impressão sobre as universidades brasileiras?

Acabei de chegar de uma visita ao ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica], a qualidade dos alunos é de nível mundial. Eles teriam sucesso em Stanford, MIT ou Caltech.

O ITA faz excelente trabalho em ensinar ciências básicas para engenharia, mas agora está com interesse em inovação, empreendedorismo. Tenho contato também com pessoas da Unicamp, da UFMG. Estou impressionado com a seriedade dos cursos.

O que me preocupa é que os cursos são oferecidos apenas em português. É muito limitante.

Se eu tivesse um varinha mágica, abriria o país para recrutar gente das melhores universidades do mundo. Estamos falando em ter a melhor educação possível.

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– Os Anti Intelectuais

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?
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– Erros e Necessidades da Educação Brasileira.

O Senador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação de Lula, deu uma entrevista à jornalista Ruth de Aquino à Revista Época (ed 850, pg 106), e muitas coisas importantes foram ditas por ele. Em especial, ele fala sobre a qualidade da Educação:

“(…) Não deu certo o salto necessário para a qualidade e 3 brechas se aprofundaram:

1) Entre a Educação no Brasil e a de outros países;

2) Entre a Educação dos Ricos e a dos Pobres;

3) Entre o que os Alunos precisam e o que a Escola oferece.”

Sobre sua saída do Governo Lula, justificou dizendo:

“O presidente Lula cansou de algumas falas minhas. O desinteresse pelo longo prazo foi claro e levou a gestos de imediatismos no Ensino Superior, sem dar atenção à Educação de base. O resultado foi um aumento de alunos no Ensino Superior com uma qualidade desastrosa. (…) Lula acreditava que é possível saltar para a Universidade sem passar pelo Ensino Fundamental. Esse discurso, mesmo demagógico, dá votos, como se comprova”.

Em relação aos professores, ele é enfático:

“Precisamos criar uma Carreira Nacional dos Professores, com salario capaz de atrair ao Magistério os jovens mais brilhantes do ensino superior. Para isso, precisamos pagar R$ 9.500,00 por mês, além de fazer escolas bonitas e confortáveis, com a mais moderna tecnologia. Todas em horário integral.”

O discurso é maravilhoso. Pena que, infelizmente, levar a Educação a sério não tem sido uma das prioridades desse país…

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– Igrejas, ONGs e Universidades

Entrar para a Faculdade é um sonho para muitos brasileiros. E para concretizá-lo, às vezes precisa-se de uma ajuda.

A Folha de São Paulo traz uma matéria interessante: estar ligado a uma ONG ou a alguma Igreja pode ser um bom passo para o ingressante. Abaixo:

Em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/980890-faculdades-pagam-ongs-e-igrejas-para-captar-novos-alunos.shtml

FACULDADES USAM ONGS E IGREJAS PARA CAPTAR NOVOS ALUNOS

Surgiu nova figura no meio universitário. Associações de moradores, líderes comunitários, ONGs e igrejas agora estão sendo intermediários entre as faculdades privadas e os jovens trabalhadores de menor renda que se tornaram o principal público-alvo de algumas instituições.

De acordo com o texto, as entidades intermediárias são remuneradas de duas formas: pelos alunos –que pagam uma taxa semestral ou anual para ter o nome incluído no cadastro para bolsas de estudo– e pelas faculdades, que chegam a pagar R$ 100 por matriculado.

As faculdades justificam a contratação da rede de intermediários dizendo que isso é mais eficiente e barato do que gastar com publicidade nas mídias convencionais.

Instituições de São Paulo como Uniban –recentemente adquirida pelo grupo Anhanguera–, Universidade de Guarulhos, UniRadial –ligada ao grupo Estácio de Sá–, Faculdade Sumaré e UniSant’Anna são algumas das que aderiram à prática.

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– Contas da Unicamp que assustam!

Quer dizer que as contas da Unicamp foram reprovadas pelos órgãos fiscalizatórios?

Motivo: mais de 95% é gasto com… pessoal!

Caramba… investimento em pesquisa poderia ser maior caso o efetivo fosse reduzido, não?

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– Um país que está parando: agora, Professores Universitários!

E nesse momento em que as greves estão estourando em todos os locais, é a vez dos Professores e Servidores das Universidades Estaduais: Usp e Unicamp estão parando por tempo indeterminado.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/05/1458346-professores-da-unicamp-decidem-entrar-em-greve.shtml

PROFESSORES DA UNICAMP DECIDEM ENTRAR EM GREVE

Por Lucas Sampaio

Professores e servidores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) decidiram, nesta quinta-feira (22), entrar em greve por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada em assembleias realizadas pela Adunicamp (associação de docentes) e pelo STU (sindicato dos trabalhadores) no início da tarde.

Os docentes da universidade pública de Campinas (a 93 km de SP) vão cruzar os braços na próxima terça (27), e os demais trabalhadores param suas atividades a partir de amanhã.

Ambos são contra a proposta dos reitores das três universidades estaduais paulistas -USP, Unesp e Unicamp- de não conceder reajuste salarial à categoria neste momento.

Ontem, funcionários e docentes da USP (Universidade de São Paulo) já haviam aprovado paralisar totalmente as atividades a partir de terça (27). Horas depois, um grupo de estudantes da universidade decidiu aderir à greve e fazer uma passeata.

Segundo o coordenador do STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), João Raimundo Mendonça de Souza, 51, a assembleia do servidores aprovou a greve com poucas abstenções e nenhum voto contrário.

O objetivo da greve, disse Souza, é mostrar que “os reitores precisavam voltar à mesa de negociações e apresentar uma proposta que reponha as perdas salariais”.

Cerca de 500 funcionários e cem professores participaram das assembleias, segundo os respectivos sindicatos. Para o STU, a adesão à paralisação deve ser de 70% dos trabalhadores -com exceção da área de saúde da universidade.

A Unicamp possui atualmente 2.042 docentes (99% deles doutores) e 7.818 servidores, além de 34.533 alunos (18.338 na graduação e 16.195 na pós-graduação).

Segundo a universidade, os salários dos docentes vão de R$ 1.592 (professor doutor em turno parcial de 12 horas semanais) a R$ 13.653,62 (professor titular com regime de dedicação integral de 40 horas semanais). O vencimento dos servidores não foi informado.

ZERO DE REAJUSTE

O estopim da greve foi a decisão do Cruesp (entidade que representa os reitores de USP, Unesp e Unicamp) de prorrogar as discussões sobre o aumento salarial para setembro deste ano, embora a data-base das duas categorias seja maio.

No ano passado, o reajuste foi de 5,39%. Os dirigentes universitários, no entanto, dizem que o comprometimento do orçamento com folha de pagamento em 2014 já está acima do adequado.

Deveria estar próximo dos 85%, afirmam, mas os níveis de comprometimento em abril atingiram 95,42% na Unesp, 97,33% na Unicamp e 105,33% na USP.

Eles dizem que só poderão voltar a negociar a partir de setembro, após reavaliar os repasses que as universidades receberão do ICMS (principal imposto estadual, que financia a educação superior no Estado).

IMPASSE

Em nota, a reitoria da Unicamp informou que reitera as informações do Cruesp.

“No entanto, consciente da importância de manter o poder aquisitivo dos salários e, ao mesmo tempo, preservar o necessário equilíbrio financeiro das três Universidades, o Cruesp agendou reuniões mensais de acompanhamento da arrecadação do ICMS para avaliar a situação orçamentário-financeira”, afirmou a assessoria de imprensa da universidade.

A última greve dos professores, segundo a Adunicamp, ocorreu em 2009 –quando a PM entrou no campus da USP. A última paralisação devido aos salários foi em 2004, quando também houve proposta de reajuste zero.

Entre os servidores, a última paralisação foi em 2010, segundo o STU, quando os trabalhadores receberam metade do reajuste dado aos professores.

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– Universidade São Judas Tadeu para a Classe C?

E a tradicional São Judas foi vendida. A família Mesquita vendeu para o grupo Anima, que quer entrar no estado de SP e aumentar a oferta de vagas para a classe média, mesmo com mensalidades mais altas.

Abaixo, extraído de OESP.com

GRUPO ANIMA COMPRA UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU POR R$ 320 MILHÕES

Depois de muitas idas e vindas, quase quatro anos negociando com concorrentes e fundos de investimento, a Universidade São Judas Tadeu, uma tradicional instituição da capital paulista, mudou de mãos. A empresa, fundada pela família Mesquita no bairro da Mooca, em 1947, foi vendida para o Grupo Anima, por R$ 320 milhões. Essa é a primeira aquisição do grupo depois de sua abertura de capital, em outubro do ano passado, quando captou R$ 468 milhões. A compra precisa passar por aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Mas não é apenas isso que faz o negócio ser emblemático para o Anima. A aquisição da São Judas, com 25,8 mil alunos em 35 cursos, marca a entrada do grupo no território mais disputado do segmento de educação: a cidade de São Paulo. Só a capital tem 759 mil alunos matriculados em instituições privadas de ensino superior – é mais do que todo o Estado de Minas Gerais, com 446 mil estudantes. “Com certeza é um marco. Não podíamos ficar de fora do maior mercado de Educação do País”, diz Marcelo Battistela Bueno, vice presidente da Anima.

As conversas com a família Mesquita começaram no mês seguinte à abertura de capital. Esse não era um negócio simples de se concretizar, já que a proposta precisava convencer dois filhos do fundador, uma nora e cinco netos. “Recebemos muitas propostas desde que decidimos vender a empresa, mas nenhuma delas tinha um nível financeiro compatível com o que estávamos oferecendo”, diz José Reinaldo Mesquita, de 49 anos, um dos netos do fundador Alberto Mesquita de Camargo e reitor da São Judas – função que ele continuará exercendo sob o comando dos novos donos.

“A Anima pagou caro mas levou uma das mais cobiçadas instituições de ensino do País”, diz o consultor Carlos Monteiro, especializado em educação. Considerando-se que a São Judas foi vendida com um caixa de R$ 9,8 milhões, o grupo Anima desembolsou R$ 12 mil por aluno. Em agosto do ano passado, a Laureate pagou R$ 14,7 mil por estudante da paulistana FMU. No mês seguinte, para ficar com a Uniseb, a Estácio desembolsou R$ 16,2 mil por aluno.

“Compramos uma empresa redonda, muito bem tocada e que vinha crescendo ao longo dos anos”, justifica Battistela. A São Judas faturou R$ 182,8 milhões no ano passado e registrou um lucro operacional de R$ 32,2 milhões. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), o índice de qualidade acadêmica da instituição foi de 2,79 em 2012 – numa escala que vai de 1 a 5.

O discurso dos executivos da Anima no mercado é de que sua estratégia não é pautada pelo crescimento a qualquer custo, para ganho de escala, e sim na qualidade do ensino – o que lhe permite cobrar mensalidades mais caras. O valor médio pago pelos alunos da São Judas é de R$ 955. O ticket médio da Anhanguera, por exemplo, foi de R$ 341,8 no ano passado.

A ideia dos sócios da Anima é criar uma instituição que não esteja focada no ensino superior para a classe C, com um programa abrangente de cursos de graduação e pós graduação.

O grupo é dono das universidades Una e Unibh, de Belo Horizonte, além da Unimonte, de Santos. A Anima também tem 50% de participação na HSM, instituição de educação corporativa que tem como outro proprietário o Grupo RBS.

Abertura de capital. A trajetória do Grupo Anima rumo à Bolsa começou a ser escrita em abril de 2012, quando a BR Investimentos, do economista Paulo Guedes, comprou um terço das ações por R$ 100 milhões e acabou com uma disputa entre minoritários que já durava quase uma década. Depois de entrar no capital da empresa, Guedes, fundador do Ibmec e do banco Pactual, conseguiu comprar a fatia de quatro acionistas que brigavam na Justiça com os outros sócios por discordar dos rumos da empresa.

Com as brigas sanadas, a empresa aposta no crescimento. O grupo avalia instituições em 42 cidades.. Em São Paulo, a meta é expandir os campi da São Judas e abrir novas unidades, sob a mesma marca. “O setor está evoluindo de forma que será difícil alguma faculdade estar sozinha, será preciso que ela faça parte de um grupo”, disse o presidente da Anima, Daniel Castanho.

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– Universitários Brasileiros

Há 16 anos, minha última mensalidade na minha primeira faculdade foi de exatamente R$ 632,00. Quanto custa a sua faculdade hoje?

A concorrência aumentou, sobram vagas e sobram instituições, a qualidade do ensino diminuiu em muitas faculdades e a vantagem competitiva passou a ser meramente o preço.

Quer um índice interessante? O instituto Data Popular fez um levantamento dizendo que há 5,8 milhões de universitários. Ou seja, quase 3% da população está na faculdade. Não quer dizer que haverá 3% de formandos ao final dos cursos… Afinal, nem todos que começam um curso, terminam. E esses números são cumulativos (independem da série/ano).

Para um país que precisa investir em Educação, tais dados são péssimos!

Aqui em Jundiaí, vide o número de cursos de Administração de uma década atrás e quantos existem hoje. Tornamo-nos um polo educacional, e, de coração, espero que de alta qualidade.

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

CLASSES C E D COM AS MÃOS NO DIPLOMA

(extraído de isto É Dinheiro, Coluna Dinheiro na Semana, pg 16, Ed 247)

Uma pesquisa realizada pelo instituto Data popular mostrou que os representantes das Classes C e D ganharam mais espaço no ensino superior brasileiro. No período de 2002 a 2009, o número de universitários subiu de 3,6 milhões para 5,8 milhões e as classes C e D passaram a representar 57,1% e 15,3%dos muniversitários, respectivamente. Confira mais dados:

Classe A – 7,3%

Classe B – 19%

Classe C – 57,1%

Classe D – 15,3%

Classe E – 1,2%

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– MEC descredencia. E os alunos?

Leio que o MEC descredenciou a UniverCidade e a Gama Filho. Motivo: qualidade de ensino, poucas aulas devido a greve de professores e salários atrasados.

Tem muita faculdade assim… uma pena!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/01/1397198-universidade-gama-filho-e-descredenciada-pelo-ministerio-da-educacao.shtml

UNIVERSIDADE GAMA FILHO É DESCREDENCIADA PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Por Flávia Foreque

A Universidade Gama Filho e a UniverCidade (Centro Universitário da Cidade), ambas mantidas pela Galileo Administração de Recursos Educacionais, foram descredenciadas nesta segunda-feira (13) pelo Ministério da Educação.

A decisão, tomada por um colegiado da Secretaria de Regulação da pasta, deve ser publicada em portaria no Diário Oficial da União de amanhã.

O atraso no pagamento de professores e servidores afetou o cronograma de aulas. Segundo os estudantes, no ano passado houve apenas seis meses de aula, diante das sucessivas greves de docentes e funcionários.

O MEC afirma ainda que a mantenedora não apresentou um plano para contornar as dificuldades: foi assinado um termo de compromisso com a pasta, mas as medidas não foram adotadas. “Eles não cumpriram alguns acordos fundamentais”, disse mais cedo o ministro Aloizio Mercadante.

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– Percentual de Pessoas com Ensino Superior

É de se lamentar: a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o número percentual de cidadãos que conseguem chegar às faculdades e terminar os cursos.

Entre 25 e 34 anos, as pessoas com ensino superior completo representam:

64% na Coréia do Sul,

59% no Japão,

56% na Rússia,

43% nos EUA,

41% no Chile,

39% na Espanha,

23% no México,

13% no Brasil.

Quer dizer que os coreanos representam quase o quíntuplo do que os brasileiros percentualmente falando? E aqui na América do Sul, apesar da pujante situação como é defendida pelo Governo, somos menos que um terço dos chilenos?

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– O Conflito entre Ciência e Religião dentro da Universidade Estadual da Campinas

João Paulo II reforçava no final do século XX, em sua derradeira Encíclica Papal: “Fé e Razão são duas asas que nos elevam para o Céu”. Não devem ser elas conflitantes, mas complementares.

Agora, um atrito promovido por um grupo de ateus culmina no cancelamento do “Congresso de Filosofia e Ciência das Origens”.

Se uma universidade deve ser o espaço democrático para a discussão dos saberes, por que tal tema deve ser tratado com preconceito por alguns?

Extraído de: http://fb.me/VmAzvZKg

DEUS FORA DA UNICAMP

Grupo de ateus impede que evento religioso com especialista dos EUA se realize na universidade e dificulta o debate acadêmico

Por Andres Vera

Marcado para a quinta-feira 17, o “1° Fórum de Filosofia e Ciência das Origens”, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi cancelado na véspera, sob uma enxurrada de e-mails indignados de professores da própria instituição de ensino, uma das mais respeitadas do País. O motivo? Os cinco convidados a falar sobre filosofia e ciência eram nomes ligados ao “criacionismo científico”, que nega a teoria da evolução de Charles Darwin, mas, ainda assim, busca evidências científicas para desvendar o universo – sem contradizer a existência de Deus ou os preceitos da Bíblia. “Que façam isso numa igreja”, disse o professor de física Leandro Tessler. “É embaraçoso dar credibilidade a esse tipo de doutrina não científica.” Seu blog chamou a atenção de outros professores. A pró-reitoria, que havia dado aval ao evento, recuou. O físico americano Russell Humphreys, convidado internacional, já tinha passagem comprada. Veio então a resposta dos palestrantes.“Fomos boicotados por um grupo de professores ateus”, afirma o professor de arqueologia Rodrigo Silva, da Universidade Adventista de São Paulo (Unasp). “Hoje, quem discorda de Darwin é queimado na fogueira”, diz.

Em nota oficial, a Unicamp justificou o cancelamento dizendo que “faltavam integrantes que pudessem debater o tema sob todos os pontos de vista”. Além de Silva e Humphreys, o fórum também teria a presença de um geólogo, um jornalista e um bioquímico, Marcos Eberlin, o único pertencente aos quadros da Universidade. Após a polêmica, Eberlin escreveu em um blog: “É interessante notar que, em uma universidade pública, pessoas que se autointitulam ‘guardiões do saber’ cancelem palestras”. Outro que reclamou à reitoria, o professor de matemática Samuel Oliveira, negou a “orquestração” de um “lobby ateu” nos bastidores. “Criacionistas não têm formação para falar de ciência”, diz. 

A “batalha da fé” em uma faculdade como a Unicamp, reconhecida pela qualidade da pesquisa científica, chama a atenção. Mas esse tipo de conflito não é novidade no meio acadêmico. Em 2008, depois de uma série de reclamações, a Universidade Federal de São Carlos (SP) cancelou uma palestra do físico Adauto Lourenço sobre “criacionismo e teoria da evolução”. Em 2007, o bioquímico americano Fazale Rana esteve na mesma Unicamp para falar de “design inteligente”, linha de pensamento que atribui a um criador a existência da vida na Terra. Professores conseguiram retirar o logo da universidade dos cartazes da palestra de Rana, mas não impediram a conferência.

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– As invasões de USP e Unicamp

Leio nos jornais de São Paulo e de Campinas: USP e Unicamp com reitorias invadidas!

Mas o discurso dos manifestantes é o mesmo: “não queremos a PM no nosso campus pois desejamos livre diálogo”!

Ué, a PM é inimiga? O que impede os estudantes de levarem uma vida normal na universidade com a (necessária) presença da Polícia?

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– As Perigosas Festas Universitárias

Festas universitárias têm sido perigosas. Vira-e-mexe, ouvimos falar de abusos. Eis mais um: estudante da Unicamp é morto em Festa Proibida no “Ciclo Básico”.

Lamentável…

Em: http://jovempan.uol.com.br/noticias/brasil/estudante-e-morto-em-festa-dentro-do-campus-da-unicamp.html

ESTUDANTE É MORTO EM FESTA DENTRO DO CAMPUS DA UNICAMP

Bruno Bocchini

 – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O estudante Denis Papa Casagrande, de 21 anos, aluno do curso de engenharia e controle de automação, da Faculdade de Engenharia Mecânica, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) morreu hoje (21), após se envolver em uma briga durante uma festa no campus. O estudante foi ferido por uma faca por volta das 3h.

De acordo com registros da Vigilância Interna da Unicamp, os participantes da festa ingressaram no campus por volta das 23 horas de ontem, sem autorização. “Eles avançaram com seus carros sobre as barreiras colocadas nas portarias 1 e 4 e sobre os vigilantes que tentaram barrar a passagem”, disse a universidade em nota.

Segundo a Unicamp, às 23h05 a vigilância solicitou apoio à Polícia Militar e, às 23h10, à Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, “mas ambas as solicitações não foram atendidas, apesar da insistência da Vigilância Interna”.

A universidade destacou que, em 2009, o Conselho Universitário aprovou deliberação determinando que a realização de festas no campus é sujeita a autorização prévia.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, além do estudante, um atendente também foi ferido por faca. Ambos foram levados ao hospital da Unicamp. O aluno não resistiu.

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– O Ranking das Universidades Brasileiras da Folha de São Paulo

A Folha de São Paulo tem seu ranking anual de avaliação de universidades. E, através dele, divulgou que as 5 melhores universidades brasileiras são:

  1. USP;
  2. UFRJ;
  3. UFMG;
  4. UFRGS e
  5. UNICAMP.

Para ver os critérios, a lista completa e pontos fortes e fracos de cada uma, acesse: http://ruf.folha.uol.com.br/2013/

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– Poker é a disciplina mais procurada na Unicamp

Parece brincadeira, mas não é: no campus de Limeira, “Fundamentos do Poker” se tornou a disciplina optativa mais procurada da Universidade de Campinas!

Abaixo, extraído de: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/08/24/poquer-e-disciplina-mais-procurada-da-unicamp-em-limeira.htm

PÔQUER É DISCIPLINA OPTATIVA MAIS PROCURADA DA UNICAMP EM LIMEIRA

Por Eduardo Schiavoni

A aula de Fundamentos do Pôquer, que começou a ser oferecida aos estudantes do campus de Limeira da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em agosto, já é a disciplina optativa mais procurada pelos estudantes da Faculdade de Ciências Aplicadas da instituição. Já são 130 alunos matriculados e, devido à procura, a Unicamp deve expandir novamente o número de vagas.

Quando foi incluída no calendário, a matéria tinha 60 vagas. Com a procura, o total aumentou para 90 e, hoje, chegou a 130 – quantidade máxima de alunos suportada pelas instalações. No semestre que vem, segundo a instituição, uma nova turma poderá ser formada, já que pelo menos 200 pessoas se inscreveram, fazendo com que um excedente de 70 interessados não pudessem cursar a disciplina. Na média, as demais disciplinas ofertadas não passam de 60 alunos.

“Formamos pessoas que irão liderar equipes, liderar projetos e invariavelmente terão que tomar decisões. O pôquer é um bom laboratório para exercitar este tipo de habilidade”, avalia o matemático Cristiano Torezzan, 36, professor responsável pela matéria.

Para ele, entender as variáveis ao se tomar uma decisão é essencial para o ambiente corporativo, e a disciplina atua nesse segmento. “O poker é um jogo de estratégias, que exige concentração, paciência e coragem para tomar decisões inteligentes num cenário de informações incompletas. Cada decisão tomada em um jogo de pôquer envolve um conjunto de fatores como matemática, estratégia e análise de conjuntura, dentre outros, que devem culminar com a identificação de padrões comportamentais dos outros jogadores frente a situações de risco. É isso que queremos desenvolver com a disciplina”, disse.

O professor ressalta que cartas de baralho não são utilizadas em aula: “As aulas serão teóricas. Não haverá prática do jogo durante as aulas regulares em sala de aula, mas teremos diversos exercícios envolvendo situações de jogo online. Para isso, vamos filtrar situações onde os jogadores de pôquer precisem tomar decisões difíceis no jogo e analisar qual a melhor saída em cada caso”.

Público

Vinculada ao curso de ciências do esporte, a disciplina Fundamentos do Pôquer é frequentada também por alunos das engenharias de produção e de manufatura, administração e administração pública, nutrição e tecnologia.

Além das aulas, Torezzan informa que os alunos praticam pôquer em casa, em servidores de pôquer online, para que possam entender o jogo e criar as analogias com outras situações cotidianas. “Parte da avaliação da disciplina será baseada no desempenho dos alunos em torneios gratuitos online entre a própria turma”, esclareceu.

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– Números e salários de Mestres e Doutores Brasil Afora

Mulheres com mestrado ganham menos do que homens; negros representam apenas 2% da população que chega ao Doutorado. Outros números interessantes revelados por UOL Educação, extraído de: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/04/23/mulheres-com-mestrado-ganham-menos-do-que-homens-titulados.htm

MULHERES COM MESTRADO GANHAM MENOS DO QUE HOMENS TITULADOS

O número de mulheres com mestrado no Brasil é maior que o número de homens com a mesma titulação. Elas representam 53,5% dos mestres no país e eles, 46,5%. No entanto, em termos de remuneração, as mulheres ganham em média R$ 5.438,41, 28% a menos que os homens, que recebem R$ 7.557,31. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (22) pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) no estudo “Mestres 2012: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira”.

Segundo o estudo, que utiliza dados do final de 2009, as mulheres têm uma participação maior (71%) nas áreas de linguística, letras e artes. Na área de ciências sociais aplicadas, onde a remuneração é maior, as mulheres representam 43,2% dos empregados.

Na segunda área de maior remuneração, as engenharias, as mulheres têm a menor participação relativa entre os empregados, 27,9%.

Os números mostram que, dentro de uma mesma carreira, ocorre diferenciação. Nas engenharias, homens com mestrado ganham em média, R$ 8.430,18. As mulheres com a mesma formação e carreira, recebem em média, R$ 6.133,98. Em linguística, letras e artes, carreira em que são maioria, as mulheres recebem em média R$ 4.013,87 e os homens, R$ 4.659,60.

Um dos fatores para essa diferença salarial, explica a coordenadora técnica do projeto, Sofia Daher, assessora técnica do CGEE, é que existem “menos mulheres em cargos de confiança, nos quais os salários são maiores”.

DISTÂNCIA REGIONAL

A diferença aparece também entre as regiões. “Em 2010, a remuneração média mensal dos mestres que eram mulheres era 44% menor do que a dos homens nas regiões Sudeste e Sul. Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a diferença era respectivamente 38% e 37% enquanto que na Região Norte era 18%”, diz o estudo.

“A diferença de remuneração por gênero é algo que temos que pensar e melhorar. A educação corrige uma parte, mas não corrige totalmente a distinção que está na sociedade”, diz o presidente do CGEE, Mariano Laplane. O mesmo, segundo ele, se aplica para a população negra.

Os brancos, que correspondem a 47% da população, representam 80% dos mestres e doutores. Os pardos, que são 42% da população, representam 16% dos mestres e 12% dos doutores. Os negros são 8% da população, 3% dos mestres e 2% dos doutores.

Em dados gerais, de 1996 a 2009, a formação de novos mestres cresceu 10,7% no país. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior número de mestres por habitante, 5,4 mestres por mil habitantes entre 25 e 65 anos de idade. Cerca de 43% desses profissionais atua na área de educação. A titulação oferece um aumento de salário –  mestres recebem 83% a mais que graduados e doutores 35% a mais que mestres.

“O mestrado é um treinamento rápido, de dois anos, que atende a uma demanda maior que o doutorado. O mestrado atende a uma demanda do setor produtivo da nossa economia. Temos conseguido expandir a etapa de ensino para regiões mais carentes, para formar mão de obra qualificada”, diz Laplane.

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– Andragogia: estamos preparados e afiados com o desafio?

Amigos e Colegas Professores, um tem a importante que compartilho: a Andragogia! estamos preparados realmente? Abaixo:

EXTRAÍDO DA APOSTILA DE PLANEJAMENTO DOCENTE DO 1º SEMESTRE/2007 DA UNISANT’ANNA – SALTO

ANDRAGOGIAarte e ciência destinada a compreender e aprimorar o processo de aprendizagem dos adultos.

Em suma – pedagogia: ciência que busca levar o aprendizado às crianças; andragogia : aos adultos.

Quatro (4) observações sobre o que acontece ao indivíduo na sua idade adulta:

1.     Modifica seu auto-conceito (dependente/independente);

2.     Acumula crescente reserva de experiência e maior volume de recursos de aprendizagem;

3.     Tem sua motivação de aprendizagem orientada para desenvolver seus papéis sociais;

4.     Modifica sua “perspectiva de tempo” em relação à aplicação de conhecimento (mais imediata).

Sua aprendizagem deve deixar de ser centralizada no conteúdo para centralizar-se no problema.

CARACTERÍSTICAS DOS ADULTOS COMO APRENDIZES E SUAS CONSEQÜÊNCIAS NA APRENDIZAGEM

1-                   Adultos possuem uma quantidade razoável de experiências. Então, as estratégias de apdz de adultos devem encorajar a troca de experiências.

2-                   O corpo dos adultos, sendo maior que o das crianças, está sujeito à maiores pressões e estímulos gravitacionais.  Então, o conforto físico é importante para a apdz ; pouco conforto ou o excesso dele pode ser desastroso.

3-                   Adultos possuem conjuntos de hábitos fortemente sedimentados. Então, os hábitos e gostos devem ser, na medida do possível, considerados e atendidos.

4-                   Adultos tendem a ter grande orgulho de si próprios. Então, espera-se boas respostas no desenvolvimento de oportunidades.

5-                   Adultos, em geral, têm coisas tangíveis a perder. Então, a ênfase deve ser na promoção do sucesso em lugar de revelar as deficiências.

6-                   Adultos têm que tomar decisões e resolver problemas. A apdz centralizada em problemas é mais efetiva e agradável.

7-                   Adultos tendem a ter grandes preocupações e problemas a resolver fora da situação de apdz . Então, deve haver um balanceamento adequado entre o tempo necessário para a apresentação da situação de apdz e o tempo necessário para a obtenção da apdz .

8-                   Os adultos, na atualidade, são cada vez mais pressionados por grande número de opções. Então, aprender a decidir é uma opção importante.

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– Identificando um bom professor!

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja desta semana (13/02/3013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

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– O Golpe dos Diplomas Falsos de Grandes Universidades

O Estadão de hoje traz uma importante matéria sobre um nefasto golpe: estelionatários vendem diplomas falsificados de instituições conhecidas, como Mackenzie e Unip.

Já imaginaram ser atendido no hospital por um profissional da saúde que nada mais é do que um espertalhão que comprou o seu diploma?

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sites-vendem-diplomas-falsos-de-universidades,992592,0.htm

SITES VENDEM DIPLOMAS FALSOS DE UNIVERSIDADES

Diplomas falsificados de nível superior estão sendo vendidos livremente na internet. A compra pode ser feita por qualquer pessoa – até mesmo por quem nunca cursou uma universidade. Os supostos comerciantes oferecem até certificados da área médica. Um diploma de Enfermagem, por exemplo, custa R$ 6 mil.

Em diversos sites, falsificadores prometem entregar os diplomas de curso superior em prazos de até dez dias. Dizem também que o documento entregue terá um suposto reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) e será oficializado, com a publicação no Diário Oficial da União.

Sem saber que se tratava de uma reportagem, um atendente do site Sucesso Corp (www.sucessocorp.com.br) explicou por telefone como funciona o esquema ilegal à Rádio Estadão. É preciso enviar documentos à faculdade indicada pelo negociador e pagar 60% do valor, como sinal. Por um diploma de Pedagogia, ele cobrou R$ 4,5 mil.

“Tudo legalizado em 15 dias. Reconhecido e publicado”, afirmou. “Você vai escanear os documentos e mandar por e-mail para lá. Eles vão fazer o encaixe e mandar para o MEC. Em dois ou três dias, o MEC deu OK. Você faz 60%. Mais oito dias, sai a publicação e eu mando levar.”

Identificando-se como Marcos, o atendente também disse que há a possibilidade de o comprador escolher a universidade pela qual o documento falso será emitido. “De repente, eu posso conseguir na (faculdade) que você pretende. Como posso conseguir outra”, disse.

Em outro portal de compras e vendas, um atendente ofereceu os serviços com a promessa de entregar diplomas em todo o País. Também por telefone, o infrator garantiu à reportagem a autenticidade do diploma e disse conseguir um número de registro que dá acesso exclusivo ao histórico escolar de um aluno desistente do curso pretendido.

O homem chegou a oferecer a emissão do diploma por duas instituições de ensino superior de São Paulo. “Aí em São Paulo tem a Presbiteriana (Mackenzie) e, se for o caso, consigo pra você na Unip”, disse.

“O diploma é reconhecido e registrado e tem até o RA. Você vai poder checar dentro da própria instituição a autenticidade do que você está comprando. Tem muita gente que te vende um pedaço de papel e você não pode averiguar nada”, continuou.

Questionado se havia riscos no esquema, ele garantiu que não: “Não vai ter. Se der problema para você, com certeza eles vão chegar até mim”.

Máfia. Questionado sobre o caso, o diretor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior, José Roberto Covac, levantou a hipótese de que diplomas originais estejam sendo usados no esquema fraudulento e de que haja envolvimento de funcionários das universidades. “Quem assina o diploma é o reitor. Quando a universidade faz o registro do diploma, ela verifica todo o registro acadêmico do aluno. Parece que há uma máfia e que alguém de dentro da universidade está fabricando documentação e registro. E o reitor acaba até assinando o diploma sem ter conhecimento”, disse.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie afirmou por nota que repudia a comercialização de diplomas. A instituição diz que o processo seria “praticamente impossível de ser realizado dentro da universidade”, por causa do número de setores e profissionais envolvidos na diplomação dos alunos.

Também citada pelo fraudador, a Universidade Paulista (Unip) afirmou que “os sistemas adotados pela instituição inviabilizam o esquema de confecção de diplomas a não formandos”. A Unip disse que pretende procurar a Polícia Civil para requerer a instauração de um inquérito para investigar a identidade de possíveis criminosos e a forma de atuação deles.

Sobre a suposta ajuda que os fraudadores mencionam ter na confecção dos diplomas, a assessoria de imprensa do MEC disse que as universidades são “inteiramente responsáveis” pelo documento e “não cabe ao MEC parte alguma no processo”.

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– Índice de Universitários no Brasil e Mensalidades

Há 15 anos, minha última mensalidade no meu primeiro curso superior foi de exatamente R$ 632,00. Quanto custa a sua faculdade hoje?

A concorrência aumentou, sobram vagas e instituições, a qualidade do ensino diminuiu em muitas escolas e a vantagem competitiva passou a ser meramente o preço.

Quer um índice interessante? O instituto Data Popular fez um levantamento dizendo que há 5,8 milhões de universitários. Ou seja, quase 3% da população está na faculdade. Não quer dizer que haverá 3% de formandos ao final dos cursos… Afinal, nem todos que começam um curso, terminam. E esses números são cumulativos (independem da série/ano).

Para um país que precisa investir em Educação, tais dados são péssimos!

Aqui em Jundiaí, vide o número de cursos de Administração de uma década atrás e quantos existem hoje. Tornamo-nos um polo educacional, e, de coração, espero que de alta qualidade.

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

CLASSES C E D COM AS MÃOS NO DIPLOMA

(extraído de isto É Dinheiro, Coluna Dinheiro na Semana, pg 16, Ed 247)

Uma pesquisa realizada pelo instituto Data popular mostrou que os representantes das Classes C e D ganharam mais espaço no ensino superior brasileiro. No período de 2002 a 2009, o número de universitários subiu de 3,6 milhões para 5,8 milhões e as classes C e D passaram a representar 57,1% e 15,3% dos universitários, respectivamente. Confira mais dados:

  • Classe A – 7,3%
  • Classe B – 19%
  • Classe C – 57,1%
  • Classe D – 15,3%
  • Classe E – 1,2%

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– A Polêmica Reclamação dos Cursos Reprovados pelo MEC

O MEC reprovou 38 cursos de 21 instituições por nota baixa em sua avaliação, composta pela estrutura da instituição de ensino, qualidade do corpo docente e notas dos alunos. Porém, com boicotes de alunos em algumas avaliações, os resultados podem ser distorcidos. PUC e Mackenzie, de qualidade reconhecida no Ensino Superior, estão nesta lista. Agora essas instituições não podem ampliar o número de vagas, tampouco receber recursos do FIES.

Aloísio Mercadante disse que as universidades terão que assinar um protocolo de comprometimento de melhorias a esses cursos, e que não abrirá exceções, mesmo as que possuem quase a totalidade de mestres e doutores (e que a nota resulta da não-realização de provas dos alunos).

Em São Paulo, as instituições foram:

  • Mackenzie: Arquitetura
  • PUC (SP): Geografia, História
  • PUCCAMP: Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia Civil, Letras, Química
  • UniAnchieta: Engenharia da Produção
  • UniPinhal: Ciências Biológicas
  • UniSalesiano: Educação Física

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– Os Tiozinhos da Universidade

O Site IG Educação, em 20/02/2010, publicou por Milena Prado Neves uma bem humorada matéria sobre os “tiozinhos da faculdade”. São aqueles que destoam um pouco da idade em relação a molecada que saiu do segundo grau e entra direto na universidade. Tema bacana, já que temos muitos “tiozinhos e tiozinhas” que nos enchem de orgulho nas nossas classes:

OS TIOZINHOS DA FACULDADE

Com o lema antes tarde do que nunca e muita disposição, os mais “maduros” tomam as carteiras universitárias em busca de realização profissional e pessoal

Há algumas décadas, cursar universidade era coisa para poucos. Não havia grande diversidade de cursos, oportunidade e acessibilidade a todos. Os profissionais, na grande maioria das carreiras, eram formados no dia-a-dia de trabalho, e os que eram diplomados se destacavam num mercado de trabalho em que não havia pós-graduação.

Com o passar dos anos, muitas universidades foram abertas, cursos novos formados e programas de bolsas oferecidos para que o ensino superior se tornasse algo tão fundamental para a educação como o ensino médio.

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2008, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 1,9 milhão de novos alunos ingressou em faculdades naquele ano – um grande salto, se comparados aos 426 mil ingressantes em 1991. (….)

Bixo aos 68 anos

Aos 71 anos Apólo Natalli recebeu seu diploma de jornalista, após trabalhar a vida inteira nesta profissão que desde cedo escolheu. Estudou em uma sala em que seus colegas tinham, em média, 50 anos a menos que ele. No começo, tamanha diferença foi sentida na bagunça dos jovens, que tanto o incomodava. “Nos primeiros anos eu era um pouco impaciente e intolerante com a turma, mas no final do curso falava mais do que eles e era eu quem levava a bronca”, relembra o jornalista que, atualmente, aos 73 anos, dedica-se à produção de livros e cartas a jornais com reclamações sobre problemas da sociedade.

A faculdade trouxe grandes desafios a Apólo, como aprender a lidar com computador e com os novos paradigmas da profissão. “Para compensar a minha dificuldade em algumas matérias, estudava bastante sozinho após as aulas”, comenta.

Foi lá também que Natalli teve a oportunidade de promover uma grande troca de experiências entre jovem e idoso, mestre e aluno, onde os papéis constantemente se confundiam. “A faculdade me ressuscitou. Ganhei muito com a convivência com os jovens”, diz o jornalista, que acredita ter freqüentado a universidade na melhor hora possível, com a maturidade suficiente para aproveitar todo o conhecimento ofertado. “Aconselho todas as pessoas com mais idade a irem para as carteiras universitárias, pois mesmo que tardiamente vale a pena”, diz.

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– MEC muda conceito de Avaliação de Cursos Superiores

Mudanças prováveis no Ensino Superior. O Ministério da Educação diminuiu o peso de Doutores para avaliar os cursos, e aumenta o valor para os professores com maior dedicação na instituição.

Extraído de: http://noticias.universia.com.br/vida-universitaria/noticia/2012/11/29/985319/mec-modifica-calculo-nota-curso-superior.html

MEC MODIFICA CÁLCULO DE NOTA DE CURSO SUPERIOR

O MEC (Ministério da Educação) decidiu alterar o cálculo da nota que fiscaliza os cursos de ensino superior. O quesito professor com doutorado perdeu peso, enquanto o valor para o docente com mestrado e com dedicação integral aumentou. De acordo com o Jornal Folha de São Paulo, chamada de CPC (Conceito Preliminar de Cursos), a nota é usada para monitorar os cursos superiores. Os que ficam com nota 1 ou 2 (numa escala até 5) são inspecionados e podem até fechar.

A diminuição do peso para doutores foi um pedido das instituições de ensino privadas, que afirmam ter dificuldades para contratar professores tão qualificados em algumas áreas do conhecimento ou regiões do país. Profissionais com doutorado tendem também a ganhar mais e serem mais qualificados por fazerem pesquisas.

Para os educadores, houve afrouxamento nas exigências de qualidade. Segundo o MEC, o momento é o de induzir melhorias em outros aspectos.

Com a nova determinação, a proporção de professores com doutorado cairá de 20% para 15% da nota. Os cinco pontos serão distribuídos entre os quesitos docentes mestres e com dedicação integral. Também haverá aumento no peso para a existência de projeto pedagógico e a qualidade da infraestrutura.

Essa elevação virá do quesito nota dos ingressantes no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que deixará de ser contabilizada, pois os calouros não fazem mais a prova.

“Já estamos em um bom patamar em alguns pontos e precisamos induzir a melhoria de outros”, disse o presidente do Inep (Instituti Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) – responsável pela avaliação -, Luiz Cláudio Costa, sobre a redução do peso para doutores no CPC. “A redução não foi tão alta.”

Nos últimos cinco anos, a proporção de doutores nas instituições subiu de 22% para 29%. Já a dedicação integral subiu de 36% para 47%. O diretor do Semesp (Sindicato das Universidades Privadas), Rodrigo Capelato diz que a alteração corrige em parte distorções. “O peso para doutor era grande. Melhorou, mas segue alto.”

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– Educação Coreana X Educação Brasileira

Vejo uma edição antiga da Época Negócios (set/2011, pg 134-136), onde há uma interessante matéria de Débora Fortes, a respeito da Coréia do Sul. E me chama a atenção sobre a Educação por lá. Veja só:

– 84% dos alunos estão na faculdade.

– Nota 9 é uma nota ruim. A busca é pelo 10.

– Sábado não é dia de aula. Mas é dia de ir à faculdade por conta própria para estudar.

– Não pesquisam qualquer coisa, mas sim o que dá lucro!

– 20% das aulas são em inglês.

Outras curiosidades, abaixo:

O SEGREDO NÃO É OLHO PUXADO. É ENSINO PUXADO

O sofisticado sistema de educação montado pela Coreia foi também um elemento imprescindível para que o país ganhasse destaque na inovação. Currículos e livros didáticos mudam rapidamente, conforme a necessidade do mercado. “Se você não tiver uma educação capaz de fazer as pessoas mudarem depressa, não terá inovação. A cada quatro ou cinco anos, há um novo plano nacional de educação na Coreia, amplamente discutido”, diz Song Won Park, professor do Departamento de Engenharia Química da Poli/USP.

Mercado virou uma palavra fundamental dentro das faculdades. “A cooperação com as empresas é intensa. Qualquer companhia pode usar a infraestrutura e os cérebros da universidade”, diz o professor Youngil Kim, da SKKU (Universidade Sungkyunkwan). Com isso, entra mais capital privado para pesquisas. Também na lista das universidades mais importantes do país, a SKKU tem um de seus campi na cidade de Suwon, onde está o Q.G. de pesquisas da Samsung Electronics. Não foi por acaso. Na década de 60, a empresa comprou a universidade, que tinha base em Seul. Hoje, a Samsung é a dona da Fundação da SKKU, com um orçamento anual de cerca de US$ 76 milhões. Além de ter acesso aos cérebros da faculdade durante os cursos, contrata muitos deles logo que se formam.

Por olhar para o mercado, as universidades já não perseguem qualquer tipo de inovação. Querem as lucrativas. “A corrida por patentes não é tão rápida na Coreia quanto imaginávamos. Em muitos casos, eles preferem produzir primeiro e patentear depois. O mais importante é o tempo que uma invenção leva para chegar ao mercado”, diz o professor Guilherme Vaccaro, gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), localizada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ele esteve com outros quatro professores da Unisinos na Coreia, durante cinco meses, para estudar o modelo de educação e identificar o que o Brasil pode aproveitar. “Um divisor de águas para o Brasil seria termos um relacionamento universidade/empresa nos moldes do que existe na Coreia.”

Durante a missão, a Unisinos assinou seis acordos de cooperação com instituições coreanas, um deles com a SKKU. A universidade também atraiu investimento privado para o país. A Unisinos vai cooperar e receber investimentos da HT Micron, uma joint venture formada entre a coreana Hana Micron e a brasileira Altus. A empresa está investindo US$ 10 milhões na construção de uma fábrica em São Leopoldo. Outros US$ 25 milhões devem ser injetados no instituto de pesquisas e desenvolvimento da Unisinos na área de semicondutores. “Se a companhia tiver sucesso, vamos investir mais”, diz Hyouk Lee, diretor do Instituto de P&D da Hana Micron.

Com a mentalidade de gerar resultados já incorporada às universidades, a nova onda do ensino coreano é investir em currículos multidisciplinares. A fusão de disciplinas pode envolver, por exemplo, habilidades complementares como engenharia e administração. “Estamos fazendo uma grande mudança no sistema educacional. A ideia é produzir uma geração de trabalhadores mais criativa”, diz o professor Bong Joo Lee, da SNU.

Outra mudança é a preocupação de ter cursos mais globalizados. Na SNU, 20% dos cursos de graduação estão sendo dados em inglês. Há ainda um investimento mais forte em pesquisa de base, uma etapa que a Coreia havia pulado. Antes, só se pensava em pesquisa aplicada. “Habilidades originais serão fundamentais. Não adianta ficar só copiando e aplicando”, diz Joo Lee. Neste momento, algumas das áreas promissoras são biotecnologia, ciências naturais e nanotecnologia.

Além de dar aulas em inglês, as universidades têm importado professores. O plano é reforçar áreas que os coreanos consideram prioritárias, como o design. A professora Mary Kathryn Thompson veio do MIT para dar aulas no Kaist, em 2007. Todo aluno do primeiro ano, não importa a especialidade, tem de cursar Introdução ao Design e Comunicação. “Aqui, os estudantes têm praticamente as mesmas oportunidades dadas no MIT, incluindo pesquisas, estágios e atividades extracurriculares”, diz ela. Com os esforços feitos, a Coreia já conseguiu emplacar duas universidades no ranking das 100 melhores do mundo. A SNU e o Kaist estão no QS World University Rankings 2010-2011. Na lista, não há um único representante brasileiro.

– Os Melhores Alunos de Universidades ajudando os Mais Carentes

São essas iniciativas que engrandecem as pessoas: Alunos bem conceituados em universidades poderão compartilhar seus conhecimentos em comunidades que carecem de professores.

Seria bom se isso foi mais divulgado e que as ações voluntárias sugerissem mais ações como essas!

Extraído da Revista Época, 02/08/2010, pg 58, por Camila Guimarães

PROFESSORES DE ELITE

Um programa vai selecionar os melhores alunos das melhores universidades para dar aula em escolas públicas

Em 1989, uma aluna do curso de relações internacionais da prestigiada Universidade Princeton, nos Estados Unidos, estava convencida de que muitos colegas se disporiam a promover mudanças significativas na sociedade – especialmente no que dizia respeito à desigualdade da educação entre americanos ricos e pobres. Em sua tese de graduação, ela sugeriu formar uma rede de professores de elite, jovens selecionados entre os melhores alunos das melhores universidades, em qualquer área de conhecimento, que seriam treinados para dar aula para as escolas mais problemáticas do país, localizadas em áreas pobres e violentas. Vinte anos depois, a tese de Wendy Kopp virou uma organização de US$ 200 milhões, a Teach for America, que já formou 17 mil professores e ajudou a melhorar o desempenho de 500 mil alunos carentes.

Na semana passada, o programa desembarcou no Brasil (é o 14º país a adotá-lo). O projeto-piloto, de R$ 3,7 milhões, financiados principalmente pela iniciativa privada, será no Rio de Janeiro. Em agosto começa a seleção de 40 jovens recém-formados, que passarão os próximos dois anos ensinando alunos de escolas municipais localizadas em áreas violentas e pobres do Rio de Janeiro, cujos estudantes têm baixo desempenho de aprendizagem e alta evasão. Por R$ 2.500 por mês, darão aulas de reforço em português, matemática, ciências e inglês.

O programa tem dois objetivos. O primeiro: ajudar a melhorar o desempenho desse grupo de alunos. Os novos professores serão treinados por cinco semanas e aprenderão técnicas de ensino para usar em classe. Assim que assumirem suas turmas, serão orientados por um professor da própria escola. “Eles trabalharão com metas e serão avaliados. O objetivo é melhorar a nota da classe”, diz Maíra Pimentel, diretora do Ensina!, organização que toca o projeto no Brasil. As avaliações oficiais das redes públicas dos Estados Unidos mostram que os alunos que passam pelas mãos dos professores treinados pela Teach for America chegam a aprender 60% a mais, em um ano, que os que têm aulas com professores regulares.

Parte do segredo do sucesso desses professores é a seleção rigorosa dos candidatos, muito diferente dos concursos públicos, que falham ao medir conhecimento e habilidades práticas. Será assim também no Brasil. Quem quiser participar terá de apresentar seu currículo escolar, uma carta de recomendação e fazer uma prova escrita. Se passar dessa etapa, enfrentará dinâmicas de grupo, entrevistas e terá de planejar e apresentar uma aula.

O segundo objetivo – a essência do programa criado por Wendy – é fisgar a atenção de jovens de talento, futuros empresários, juízes, políticos para a educação. “Somos um programa de formação de líderes”, diz Wendy. Sua lógica é que esses “líderes” terão muito mais a dar para seu país se aprenderem algumas lições ensinando. Se, entre os que participarem do programa, uma parte decidir seguir carreira em educação, tanto melhor. Nos EUA, mais de 60% dos jovens profissionais da Teach optam pela área. Para quem decide seguir outra carreira, o currículo sai turbinado. “Eles ganham experiência em gestão de conflitos e em trabalhar com metas”, diz Maíra. Os jovens do programa estão em alta no mercado de trabalho americano, o que aumentou a disputa por uma vaga de professor. Neste ano, dos 46.300 inscritos, apenas 4.500 foram selecionados. Se der certo no Rio, o Ensina! será estendido para outras redes. E a educação do país poderá sair ganhando.

– Diretora de Faculdade Mostra Cidadania com Suportes de Papel Higiênico

Um suporte de papel higiênico (aquele rolinho que você coloca dentro do rolo de papel) é algo barato, não?

Através da luta contra assaltos a “rolinhos de papel higiênico”, uma diretora de faculdade da Bahia mostrou como é importante o respeito ao espaço público e como a luta contra a bandidagem começa pelas pequenas coisas.

Este texto é do Prof Dr Paulo Costa Lima, da UFBA, e o original pode ser acessado CLICANDO AQUI.

FACULDADE ELIMINOU ROUBOS REPONDO OBJETO FURTADO 241 VEZES

Ela decidiu peitar a bandidagem…

Minha amiga era vice-diretora da faculdade de arquitetura e o pessoal da limpeza vivia atazanando seu gabinete… Todo dia sumiam aqueles rolinhos, como é o nome daquilo..?

Aquele negócio redondinho que antigamente era de madeira e tinha uma mola por dentro, hoje é de plástico…

Entra nos dois furos da parede e segura o rolo de papel higiênico.

Ela chegava todo dia e era o mesmo caso. Roubaram os rolinhos. Não tem onde botar o papel. Os banheiros sujos. Os rolos de papel no chão, ou pior, desenrolados na cesta de lixo. Privada entupida… Pode um negócio desses?

Pensou, pensou, e acabou achando uma solução completamente original. Mandou comprar 480 rolinhos e decidiu entrar na briga. Roubavam um rolinho, ela repunha imediatamente. Roubavam 2, 3, 20 rolinhos e lá estava o substituto, novinho em folha, na cara (e nos fundilhos) dos contraventores.

Ficou com uma sensação muito boa de que com ela ninguém podia. Nem a bandidagem. Onde já se viu? Roubar os rolinhos do suporte, na intimidade do alívio de cada dia…

Não podia botar câmeras. Isso foi no início dos 90. E mesmo não ia dar certo. A universidade pública. Iam pensar que a diretoria estava filmando as pessoas nuas sabe-se lá pra quê…

Preocupava-se com o aspecto de contravenção do seu próprio ato administrativo. O que diria ao Reitor sobre esse gasto excessivo com rolinhos de suporte para papel higiênico?

Não sabia onde a coisa iria parar. Até quando iria ter que comprar pacotes de 480 acessórios? O que diria a Divisão de Material?

Mas o espírito da luta, e a nobreza da causa acabaram falando mais alto. E também pensava na economia com o gasto de papel. Afinal, teria alguns argumentos. Continuou repondo e repondo…

Quando chegou em 241 os roubos pararam. Educação completa. Ela havia vencido a guerra e não apenas uma batalha. O ladrão deve der ficado absolutamente decepcionado. Imagine que a casa dele já não devia ter lugar onde botar essas tralhas desses rolinhos…

Acho que a minha amiga realizou um experimento inusitado de enfrentamento da contravenção.

Flexionando o espaço-tempo da propriedade gerou uma abundância artificial que eliminou o sentido do roubo.

Já pensou se esse pequeno modelo se espalha? Teria que dar dinheiro para todos os ladrões e todos os corruptos até que eles não quisessem mais… seria o fim da bandidagem e do capitalismo… (rsrsrs)… o fim da pena de morte por corrupção na China?

E tem mais. Ela demonstrou até onde deve ir essa história de tolerância zero. A violência começa nos banheiros, no desrespeito ao outro…

Leituras e associações:

1. a noção (ou falta de noção) do espaço público entre nós;

2. falha estrutural do contrato social: levar vantagem;

3. também acontece com livros nas bibliotecas públicas, muitas vezes levados por gente tida como acima de qualquer suspeita;

4. não é um problema dos pobres, que muitas vezes são bem mais decentes que médios e ricos;

5. o banheiro público aciona espaços discursivos aparentemente caóticos, típicos dessa situação – o palavrão, a obscenidade, a infâmia, o humor rasgado -, marcas culturais dos “sem contrato”;

6. os comentários da internet (inclusive no Terra) retomam muitas vezes esse ambiente, que alia franqueza bruta e falta de limite quase perversa com relação ao ‘outro’; existe o outro? 7. violência e pertencimento (ou falta de pertencimento) se interpenetram o tempo todo;

8. esse é um grande tema para a campanha presidencial.

9. na contramão de tudo isso: um projeto maravilhoso de caixas de livros nos pontos de ônibus; o sujeito leva o que quiser pra casa (depois traz de volta, lido); está acontecendo na cidade de Vitória da Conquista, interior da Bahia.

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– Proibição de Cobrança de Diploma Universitário Vingará?

Há um interessante projeto de lei que proíbe as Universidades de cobrarem pelo Diploma dos alunos.

Coerente. Aliás, a incoerência é a cobrança. Se o discente estuda 4 anos e se forma, por quê o documento que atesta sua capacitação deve ser pago a parte?

Extraído de: http://is.gd/sWCZpu

PROJETO PROÍBE FACULDADES DE COBRAR POR DIPLOMAS E OUTROS DOCUMENTOS

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3866/12, do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), que proíbe faculdades e universidades de cobrar pela primeira emissão e registro do diploma de curso superior ou pela primeira via de documentos acadêmicos.

Entre os documentos gratuitos, o projeto cita: declarações acadêmicas e escolares em geral, certidões para estágio, planos de ensino, certidões negativas de débito na escola e na biblioteca, certidões sobre disciplinas cursadas, documentação para transferência ou colação de grau, certificado de conclusão de curso, pedido de segunda chamada de prova por motivo justificado e atestados de natureza acadêmica ou escolar e assemelhados.

Bornier argumenta que o Ministério Público já entrou na Justiça em diversos estados contra a cobrança de taxa para a emissão desses documentos. Mesmo assim, explica o deputado, as instituições de ensino continuam cobrando taxas para a expedição de qualquer tipo de documento acadêmico.

Segundo Bornier, a situação é ainda mais grave no caso da primeira emissão e registro do diploma de ensino superior. O Ministério da Educação já decidiu que o diploma não pode ser taxado em separado, mas a determinação não tem sido cumprida.

“Apesar das várias decisões do MEC contrárias à cobrança e do fato de o Código de Defesa do Consumidor proteger o cidadão de pagamentos abusivos, essas taxas estão sendo cobradas”, justificou.

– Sobram Vagas para Alunos da Faculdade de Medicina na UFMG?

Coisas improváveis de serem lidas? Essa é uma delas: pelos motivos abaixo, a Universidade Federal de Minas Gerais procura alunos para a Faculdade de Medicina!

Extraído de: http://is.gd/lLOb40

UFMG, QUEM DIRIA, PROCURA ALUNOS PARA MEDICINA

A Universidade chega à inédita 8ª chamada para 49 cursos, inclusive o mais concorrido
A maior instituição de ensino superior do estado está convocando mais uma vez excedentes do vestibular de 2012 para se matricular amanhã e quinta-feira e ocupar 174 vagas ainda abertas. Por incrível que pareça, 24 cadeiras vazias estão no curso de medicina, que alcançou concorrência de 50 candidatos por vaga no último certame, mas teve número recorde de 116 excedentes convocados. O fenômeno está diretamente ligado à substituição da primeira fase do vestibular pelo Enem. Para se ter uma ideia, em 2010, apenas 17 estudantes foram chamados tardiamente para se matricularem medicina, número que saltou para 109 em 2011, quando o Enem passou a fazer parte da seleção. (Págs. 1 e 27)

– Cotas Femininas (Ao Contrário) no Irã

Se aqui no Brasil se discute as cotas raciais, no Irã a discussão é outra: o Governo de Ahmadinejad quer barrar o excesso de mulheres em cursos universitários!

O regime teocrático islâmico iraniano entende que, em 77 cursos de ensino superior (Administração de Empresas, Ciências da Computação, Engenharia Elétrica e Engenharia Física em destaque), deve-se “equilibrar” o curso com mais vagas destinadas a homens. Assim, buscam inverter o atual quadro de 60% Mulheres contra 40% Homens nas faculdades do Irã.

Várias universidades, a fim de agradar o Governo, simplesmente FECHARAM vagas para as mulheres.

E aí: o que você acha dessa atitude radical? Logo, as autoridades iranianas deverão dizer que lugar de mulher é no fogão ou passando sua burca…

Lamentável.

– Para que serve a Pós Graduação?

Leio uma interessante matéria sobre a popularização dos cursos de Pós Graduação. E o que ela fala? Sobre o fato dos cursos não serem mais vantagem competitiva.

Isso nós já sabíamos: devido a competitividade do mercado, o administrador de empresas, por exemplo, tem obrigação em se especializar. Compartilho abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/115548_MUITO+CANUDO+POUCO+RESULTADO

MUITO CANUDO, POUCO RESULTADO

Popularização faz dobrar o número de alunos de pós-graduação em dez anos, e o curso deixa de ser um diferencial na formação

por Luciani Gomes

Até há pouco tempo, os cursos de pós-graduação (stricto ou lato sensu) eram a melhor maneira de o profissional se destacar no mercado de trabalho. Mestrado e doutorado não eram tão comuns, MBA ainda era uma novidade e quem tinha um ou outro era exceção. Nos últimos anos, no entanto, os cursos se popularizaram demais e deixaram de ser diferencial. De 1999 a 2009, o número de alunos de mestrado, doutorado e mestrado profissional dobrou – pulou de 80 mil inscritos para 160 mil em todo o País, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os jovens já saem das faculdades com algum curso engatado e com planos de outro na sequência. “A pós-graduação virou requisito básico. Por isso, já não é um diferencial tão forte”, constata Edson Rodriguez, consultor em gestão de pessoas.

Dois exemplos dessa nova geração são o advogado Pedro Cabral de Vasconcellos e a fisioterapeuta Charlene Boif, ambos de 28 anos. Vasconcellos fez primeiro uma pós-graduação em direito e processo no trabalho e, ato contínuo, em direto do trabalho. “É uma maneira de permanecer atualizado”, justifica o advogado. Charlene já tem um mestrado na Espanha e está concluindo a segunda especialização em ciência da performance humana. Seus planos são fazer mais um mestrado em 2011 e depois emendar com um doutorado. “Para mim, tão importante quanto o aprendizado é a troca com profissionais que os cursos possibilitam”, diz ela.

Mas, para quem quer ir além das pós-graduações tradicionais, há algumas alternativas, segundo especialistas. A primeira é uma experiência no Exterior. Foi a opção de Fernanda Cabral, 23 anos, que se formou em marketing e partiu para um curso de extensão nos Estados Unidos. “Eu queria ver as coisas de outra perspectiva. E a experiência de viver a profissão fora do País fará a diferença quando eu voltar”, acredita. Fluência em mais de um idioma estrangeiro é outro item essencial para quem quer ter o currículo no topo da pilha, segundo a gestora de carreiras Waleska Farias. “O Brasil é a bola da vez. É necessário ir muito além do inglês, que virou requisito básico.” Porém, o fundamental para quem busca o aprimoramento é se certificar da qualidade do curso oferecido. Assim como faculdades privadas proliferaram e a qualidade ficou em segundo plano, também há cursos de especialização e de pós-graduação que deixam a desejar. “É sempre bom avaliar bem o projeto pedagógico, o corpo docente, as instalações e as referências”, alerta o educador Efrem Maranhão, membro da Academia Brasileira de Educação.