– Publicações descuidadas nas redes sociais

Cada vez mais as Redes Sociais podem trazer constrangimentos, saias-justas ou problemas diversos de quem não toma cuidado com elas.

Quer exemplos?

Dias atrás, a grande impressa publicou que o INSS cortou o benefício para uma pessoa afastada do trabalho por se sentir depressiva. Peritos entraram no Facebook dela e encontraram fotos de confraternizações, passeios e legendas como “não me agüento de tanta felicidade. Sendo assim, perceberam que a depressão não era mais um problema (ou nunca tinha sido).

Para a contratação de funcionários, além da obviedade do LinkedIn, selecionadores acabam por “fuçar” a vida do candidato em outros canais. Publicações em situações constrangedoras, fotos marcadas com imagens que demonstram bebedeiras, retuítes de mensagens de apologia a causas polêmicasTudo isso é levado em conta na hora da contratação. 

E o que dizer de bate-papos abertos e descuidados? Dias desses presenciei uma pessoa fazendo publicidade de seu negócio e nos comentários a cobrança de alguém: que bom que te encontrei nessa comunidade, você não atende minhas ligações, pague o que me deve pois preciso receber essa dívida“.

Talvez a mais complicada das publicações são as de ostentação! Claro, ninguém tem o direito de criticar o que o outro tem, mas o exibicionismo e a vaidade tornam-se perigosos em dias de tamanha insegurança.

E os desabafos? E as brigas de casais? E as alfinetadas em quem não se gosta?

Instagram, Twitter, Facebook, Google Plus… Tudo isso é muito legal, desde que use com parcimônia e no devido limite de tempo. 

Aliás, perceberam quanto tempo a gente gasta nelas? De maneira produtiva/construtiva, de entretenimento ou desperdiçada?

Vale a reflexão.

– #tbt 3: Criança sendo criança.

Nessa época de invasão digital em nossas casas, as antigas e pueris brincadeiras se tornam escassas.

Bolinha de gude? Pião? Boneca de Pano?

Cada vez mais essas diversões são trocadas pelos Tablets e Smartphones, sem praticar exercícios físicos nem relacionamento humano real, ao invés do virtual.

É por isso que subir em árvores, como minha filha Estelinha e meu sobrinho Miguelzinho estão fazendo na foto abaixo, deve ser algo a ser incentivado cada vez mais! Devemos sair do conforto do sofá e nos “sujarmos de terra”, ter contato com a natureza e com os amigos.

– Família estruturada é benção para e Educação dos filhos.

Família é o berço da boa educação. Já diria o poeta: “de um pé de laranja não pode brotar melancia”. Sendo assim, seguir o exemplo dos pais é a primeira coisa que uma criança faz.

Compartilho este texto do psiquiatra Jairo Bouer a respeito de como se faz necessário a família e os bons costumes como modelo para os jovens.

Vale a pena ler! Extraído de Revista Época, ed 04/07/16, pg 79

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA ESTRUTURADA

Um levantamento do Ministério Público de São Paulo traz um dado revelador: dois terços dos jovens infratores da capital paulista fazem parte de famílias que não têm um pai dentro de casa. Além de não viverem com o pai, 42% não têm contato algum com ele e 37% têm parentes com antecedentes criminais.

Ajudam a engrossar essas estatísticas os garotos Waldik Gabriel, de 11 anos, morto em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, depois de fugir da Guarda Civil Metropolitana, e Ítalo, de 10 anos, envolvido em três ocorrências de roubo só em 2016, morto pela Polícia Militar no início de junho, depois de furtar um carro na Zona Sul da cidade. O pai de Waldik é caminhoneiro e não vivia com a mãe. O de ítalo está preso por tráfico. A mãe já cumpriu pena por furto e roubo.

É certo que um pai presente e próximo ao filho faz diferença. Mas mais que a figura masculina propriamente dita, faz falta uma família estruturada, independentemente da configuração, que dê atenção, carinho, apoio, noções de continência e limite, elementos que protegem os jovens em fase de desenvolvimento.

A mãe e a avó, nessa família brasileira que cresce cada vez mais matriarcal, desdobram-se para tentar cumprir esses requisitos e preencher as lacunas, mas são “atropeladas” pela rotina dura. Muitas vezes, não têm tempo, energia, dinheiro e voz para lidar com esses garotos e garotas que crescem na rua, longe da escola, em bairros sem equipamentos de esporte e cultura, próximos de amigos e parentes que podem estar envolvidos com o crime.

A criança precisa ter muita autoestima e persistência para buscar nesse horizonte nebuloso um projeto de vida. Sem apoio emocional, sem uma escola que estimule seu potencial, sem ter o que fazer com seu tempo livre, sem enxergar uma luz no fim do túnel, ela fica muito mais perto da droga, do tráfico, do delito, da violência e da gestação na adolescência. É nessa mesma família, sem pai à vista, de baixa renda, longe da sala de aula, nas periferias, que pipocam os quase 15% das jovens que são mães na adolescência, taxa alarmante que resiste a bancar nas regiões mais carentes.

E o que acontece com essa menina que engravida porque enxerga na maternidade um papel social, uma forma de justificar sua existência no mundo? Iludidas com a perspectiva de estabilizar um relacionamento (a família estruturada que não têm?), elas ficam, usualmente, sozinhas, ainda mais distantes da escola e de seu projeto de vida. O pai da criança some no mundo, e são elas que arcam com o ônus do filho, sobrecarregando um lar que já vivia no limite. Segue-se um ciclo que parece não ter fim.

Sem políticas públicas que foquem nessa família mais vulnerável, no apoio emocional e social para esses jovens, em uma escola mais atraente, em projetos de vida, em alternativas de lazer, a realidade diária na vida desses jovens continuará a ser gravidez na adolescência, a violência e a criminalidade.

Mensagens de Família - Mundo das Mensagens

– Buscando espairecer? Respire fundo…

Há dias em que os problemas cotidianos no tiram do equilíbrio. Trabalho (em excesso ou a falta de), neuroses desnecessárias (por diversos motes) ou desgostos sociais (frequentar as Redes Sociais na Internet, por exemplo, pode ser desgastante – há muita pilhagem e discórdia por ignorâncias e fanatismo).

Penso: que tal, vez ou outra, fugir do mundo? De maneira saudável, claro.

Opções? Praticando um hobby, passeando, distraindo ou, algo eficaz, contando até 10 e respirando fundo

Comece?

1, 2, 3, 4, 5, … inspire e expire… 6, 7, 8, 9,… 10.

Acalmou?

S’imbora continuar a vida. Povoe sua mente de coisas e imagens boas e relaxantes. Eu, por exemplo, ficarei com “uma da praia”. Olhe aí:

– O que é Cringe?

Na semana passada, o termo da “moda” foi: falar que alguém é Cringe!

E você sabe o que é isso?

Extraído de: https://exame.com/casual/cringe-o-que-e/

CRINGE: O QUE É E POR QUE SÓ SE FALA SOBRE ISSO NOS ÚLTIMOS DIAS

Cafona para uns, descolado para outros. Enquanto gerações millennial e z têm embate sobre gostos, marcas se apropriam do termo cringe para lucrar

Por Julia Storch

“O que é cringe?”, foi a pergunta mais feita no Google nesta semana. O termo utilizado pela geração Z, para definir atitudes cafonas dos millennials, caiu na graça da geração com mais de 25 anos, ao descobrir que tomar café, vestir calça skinny e sapatilhas, gostar de Harry Potter e Friends, é cafona. Usar o termo cafona também é cringe, inclusive.

O termo de língua inglesa, que na verdade é um verbo, virou adjetivo e gíria por aqui, e define o que a geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) pensam dos millennials (nascidos entre 1980 e 1994).

A polêmica sobre as “atitudes cringes” começou no Twitter na semana passada. Na rede social, uma influenciadora millennial questionou o que a geração Z achava vergonhoso sobre a geração acima.

Dentre as mais de 36 mil curtidas e 3 mil respostas, usuários definiram que gostar de café, Sandy & Junior, Harry Potter e Friends, tomar cerveja “litrão”, ir para a Disney, pagar boletos e usar emojis, traz o sentimento de vergonha alheia.

Surpresos ao saber que seus gostos “descolados”, são considerados cafonas, a geração com mais de 25 anos se apropriou do termo, lançando diversos memes nas redes sociais sobre uma geração inteira.

E não foi apenas a busca por “cringe”, que cresceu. “Geração Z” e “Geração Y” também dispararam na semana, com aumento de 700% e 740% no Google.

Enquanto as gerações debatiam nas redes, e os millennials faziam graça da autodepreciação, marcas, como a Reserva, lançaram uma coleção batizada, é claro, de “Cringe”. Uma série de três camisetas em diferentes cores, traz estampas com uma garrafa (fazendo alusão ao litrão), uma mão segurando um boleto e uma xícara de café, e outras mais explícitas, com a frase “camiseta cringe da Reserva” e um emoji.

Dica para deixar o look no maior estilo cringe possível: use a camiseta com uma calça skinny e sapatilhas, e poste nas redes sociais com hashtags e emojis na legenda.

– Um povo acolhedor?

BRASIL – Nosso país deixou de ser um país hospitaleiro / pacífico / que ri mesmo com problemas?

A “pilhagem política” mudou tudo isso?

Refletindo em: https://youtu.be/UXoescM82HM

– E o twitter vai limpando os robôs!

Que ótimo! O twitter andou fazendo uma “limpa” nos perfis fakes e deletou conta de robôs e outros trolls.

Perdi pouquíssimos (afinal, não tenho muitos, e quando percebo que é alguém mal intencionado, bloqueio afinal a rede social é para quem se socializa, não para anti-sociais), mas vejo que artistas e políticos perderam bastantes!

Já imaginaram quanta gente perde tempo criando nicks falsos? Pra quê, se não foi por maldade…

– Contra uma sociedade insensível… o Evangelho!

Nosso mundo está se tornando um lugar complicado. Qualquer opinião que desagrade alguém, torna aquele que disse a frase discutida um “rotulado pela sociedade”. Por motivos mais fúteis, se xinga, se ofende e se desrespeita. As pessoas mostram-se intolerantes e criam suas regras e verdades.

É insensibilidade para a figura do próximo? Talvez seja exatamente o contrário: estamos sensíveis demais! Enraivece-se com muita facilidade, chora-se por amor ou por ódio da mesma forma. Não é tudo muito estranho?

Para muitos, o modo de viver ideal é o do “olho por olho, dente por dente”, pregado no Primeiro Testamento aos judeus. E esquece-se que Jesus, no Segundo Testamento, falou que esse comportamento era devido a dureza dos corações e que deveríamos “amar o próximo incondicionalmente” – e isso serve a todos os povos, atemporalmente.

Será que a raiz de tudo isso (dos problemas citados) não reside no AMOR (ou melhor: na falta de)?

O amor fraternal, solidário, respeitoso é desproposital de agradecimento. E se você preferir o termo: a empatia, o “se colocar no lugar do seu irmão para sentir suas angústias”! A propósito, como chamar nosso semelhante de “próximo” ou de “irmão” se as pessoas não consideram iguais quem tem a cor da pele diferente, quem professa uma crença ou descrença diversa da sua ou, nos casos mais graves atualmente, pensam ideologicamente contrário a você?

Chega de mundo pilhado! Repare que tudo isso seria resolvido se nós (população) e se eles (políticos) exercessem o “mandamento do Amor”, que supera e resume os próprios 10 Mandamentos e que foram deixados a nós: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como nós mesmos”, ou seja, como Deus nos amou.

Parece tão simples. Mas é tão complicado…

Vivamos o Evangelho na sua essência e já estaremos fazendo esse lugar que vivemos um pouco melhor. Cuidemos do nosso planetinha e das pessoas… urgentemente!

– O ineditismo de uma pandemia em meio a globalização!

Tudo o que está escrito nesta postagem redigida há 1 ano, vale para hoje. Abaixo:

Nas festas de final de ano 2019, quem imaginou que 2020 seria um ano tão travado? Aliás, o “ano novo” não começou mesmo, e, pelo jeito, não começará de verdade do jeito que gostaríamos já que estamos em meados de junho.

Quantas pessoas você conhece que passaram por uma pandemia e se recordam como ela foi? As mais idosas vivas (centenárias) eram crianças quando ocorreu a última, a da Gripe Espanhola, que durou de 1918 a 1920 (portanto, há 100 anos).

Repare nesses números: crê-se que a Influenza tenha atingido meio bilhão de pessoas, com 50 milhões de mortos. Mas considere:

– O mundo estava saindo da Primeira Guerra Mundial, então as Economias pegaram o efeito da pandemia já cambaleadas;

– A Globalização era algo muito ínfimo. De tal forma, a doença “não viajava” como ela faz hoje, se concentrando nos centros mais populosos próximos de onde ela ganhava corpo.

– A desinformação era diferente da falta de informação. Explico: hoje, morre-se menos porquê temos mais informação de boa qualidade e as pessoas sabem corretamente como se precaver (caso pesquisem). Naquele tempo, não tínhamos “informação via satélite” e nem sonhávamos com a Internet e por esse motivo, a falta de cuidado e de alertas era maior. Boatos, como os de hoje, existiam também (na versão de Fake News daquele período de época). Porém, pela falta de recursos tecnológicos, era mais difícil desmentir. Hoje, temos informação de boa qualidade duelando contra as mentiras. Naquela época, a pouca informação lutava contra a desinformação (a informação errada, mas não proposital) e a boataria (nossas Fakes News de hoje).

– A Medicina, evidentemente, é muito mais avançada hoje do que há 100 anos – não só pelas drogas descobertas mas também pelo intercâmbio de médicos e troca de pesquisas em tempo real.

Diante de tudo isso, vemos uma questão político e social que nos traz medo e incertezas, com empresas quebrando e simultaneamente ocorrendo revoltas de lados ambíguos da população (contra ou não o isolamento).

O problema do capital de giro e prejuízos do Mercado nunca vai se equilibrar com o dano das mortes. Não existe “preço pela vida”, mas deveria se existir o bom senso de otimizar e se programar para a pausa das atividades. Diante desse impasse (ou melhor, dessa imprudência das autoridades), ninguém conseguiu resolver a contento.

Todos os setores hoje são atingidos. Talvez depois da Segunda Guerra Mundial, tenha sido a primeira catástrofe global que vivemos. Se ela não for, certamente é na questão de acompanhamento e debates on-line.

Por curiosidade: a APEA, que era a “Federação Paulista de Futebol de então”, anunciou a suspensão do Campeonato Paulista de 1918 devido à epidemia de Gripe Espanhola citada anteriormente (e que matou 35 mil brasileiros). Os jogos foram retomados no fim do ano, e o campeonato foi concluído no início de 1919, com o Paulistano-SP campeão. E importante: o presidente Rodrigues Alves foi uma das vítimas.

Se o Brasil parou por quase 1 ano há 102 anos, tendo 35 mil mortos totalizados e com as condições precárias de saneamento básico e saúde da 2ª década do século XX, compare com o número de vítimas atuais em nosso país.

É lógico que temos culpados por tudo isso: o descuidado em impedir a entrada do vírus no país (quando houve as notícias dos primeiros casos da Itália, a Argentina fechou imediatamente a entrada de italianos e voos procedentes de lá). Nosso Presidente da República pouco ajudou nos exemplos de prevenção e debochou por diversas vezes da pandemia (sem contar que não evitou aglomerações); em contrapartida, os Governadores não se esforçaram em tomar cuidado com a compra de respiradores ou na montagem de Hospitais de Campanha a preços honestos, permitindo (consciente ou não) a corrupção. Por último, ninguém preparou as empresas para dias de fechamento: fizeram as pessoas ficarem em casa antes do pico e as liberaram durante esse período mais crítico (deveria ser exatamente o contrário). Fizemos tudo errado (mesmo tendo outras nações que começaram antes com o Novo Coronavírus e que poderiam ter servido de modelo para nós).

Contra o Covid, precisamos sem dúvida de Ciência, de boa Gestão da Saúde Pública, de Cidadania, de Solidariedade e para não enlouquecermos.

Repare nos conselhos contra a Pandemia da Gripe Espanhola há 100 anos:

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Por último, acrescente algumas notícias dos jornais da época:

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– 9 situações de mudança de comportamento, devido a pandemia.

Não sei quem bolou tais ilustrações abaixo, mas eu as agrupei e compartilho a publicação por achá-las oportunas!

Veja só: coisas / situações corriqueiras antes da COVID impactar o mundo, e como são hoje:

– A Síndrome da Simpatia, que apesar do nome, não tem nada de simpática!

Uma doença está intrigando os médicos e pesquisadores: a Síndrome de Williams, conhecida como Síndrome da Simpatia, uma desordem genética que faz com que a excessiva sociabilidade desconcentre os portadores desse mal, e que consigo traz outras características curiosas: nariz empinado, dentes pequenos, sorriso freqüente, ligeiro retardo mental e extraordinário talento para a.. música!

Um verdadeiro mistério! (informações na Associação Brasileira da Síndrome de Willians – http://www.swbrasil.org.br)

Boa sorte e que Deus abençoe não só os portadores, mas também aos familiares.

Extraído de: Revista Isto É, ed 2182, por Mônica Tarantino, pg 94-95)

A SÍNDROME DA SIMPATIA

Cientistas estudam como a ausência de alguns genes causa as manifestações físicas e comportamentais da síndrome de Willians, doença rara marcada por um curioso excesso de sociabilidade.

Eles são falantes, sorridentes e demonstram uma sociabilidade excessiva. São os portadores de uma desordem genética rara, a síndrome de Williams. Ela atinge uma entre 15 mil pessoas e é caracterizada por uma combinação peculiar de sintomas. Além de muito amigáveis, os indivíduos podem ter alterações renais e cardiovasculares importantes, como estenose da válvula aórtica (defeito no funcionamento dessa estrutura cardíaca). Simultaneamente às dificuldades de aprendizagem na escola e hiperatividade, podem também revelar um talento musical impressionante, habilidade para idiomas e sensibilidade auditiva.
Descrita em 1961, a síndrome é causada pela falta de 22 a 28 genes em um dos pares do cromossomo 7 (ao todo, são 23 pares de cromossomos, estruturas do DNA pelas quais se distribuem os genes). Até agora foram identificados os sintomas ligados a 20 desses genes ausentes. Para avançar no conhecimento da doença, o governo americano liberou, há três meses, US$ 5,5 milhões para custear as pesquisas de um grupo multi-institucional de cientistas reunidos no Instituto Salk de Estudos Biológicos. “Nosso foco é entender as ligações entre os comportamentos e as bases genéticas e neurobiológicas da doença”, disse Ursula Bellugi, pesquisadora que lidera o grupo.
No Brasil, a Universidade de São Paulo e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) conduzem pesquisas. “Estudamos quais genes faltam em cada paciente e comparamos com as manifestações da síndrome em cada um”, explicou o geneticista Danilo Moretti-Ferreira, da Unesp. O objetivo é identificar as funções de genes cujo impacto ainda não foi descrito na doença.
Pouco conhecida, a doença é subdiagnosticada, o que pode gerar problemas sérios. “Cerca de 60% dos bebês com a síndrome nascem com problemas no coração, como a estenose da válvula aórtica. Precisam ser diagnosticados para ter acompanhamento”, afirma Jô Nunes, fundadora e presidente da Associação Brasileira da Síndrome de Williams (ABSW). Mãe de Jéssica, portadora da doença, Jô foi a mais de uma centena de médicos até obter o diagnóstico, feito quando a menina completou 7 anos. Jéssica submeteu-se a três cirurgias cardíacas, entre elas um transplante. “Seu caso foi pioneiro e abriu as portas para outras crianças receberem o transplante. Mostrou também que, se tiverem o suporte adequado, as crianças com Williams terão boa qualidade de vida”, diz Jô. A garota, que estagiava em um hotel, morreu em 2010, aos 19 anos, em consequência de uma infecção. Mas há pacientes com idade avançada.
Muitos pais repetem a perambulação por consultórios. “Meu filho só foi diagnosticado aos 5 anos”, diz Maira Zamorano, mãe de Felipe, 10 anos. “Ainda bem que ele já fazia sessões de fonoaudiologia e fisioterapia para auxiliar seu desenvolvimento”, diz. Após o diagnóstico, Maira foi à escola para propor adaptações na rotina do filho. Por exemplo, deixá-lo sair da aula quantas vezes quisesse para ir ao banheiro. “Crianças com Williams pedem para fazer xixi várias vezes num curto espaço de tempo. Em geral, as professoras não entendem essa necessidade”, esclarece a geneticista Adriana Bührer Nascimento, diretora-científica da ABSW.
A ex-dona de escola Belinha Lacerda deixou o trabalho para cuidar da filha Juliana, 30 anos. “Ela se desenvolveu muito e mostrou uma musicalidade impressionante”, diz. Belinha procura incutir na filha o cuidado com estranhos. “Ela fala com todos e fica exposta a riscos.”
A ABSW está numa cruzada para tornar os sintomas da doença mais conhecidos. Uma das metas é conscientizar os pediatras para a necessidade de medir a pressão arterial dos bebês. “É um meio de identificar a síndrome e vários outros problemas”, diz a geneticista Adriana. Outra reivindicação é tornar realidade as consultas com geneticistas na rede pública. Hoje, o SUS não as oferece, apesar de a contratação desses especialistas ter sido aprovada há cinco anos. Em setembro, a entidade fará um almoço para arrecadar fundos. Quem quiser fazer doações deve entrar em contato pelo e-mail swbrasil@swbrasil.org.br

– Agressividade no trato com o próximo? Pra quê?

Bem objetiva mensagem, lembrando-nos da necessidade de respeitarmos quem quer que seja:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem tiver conhecimento, informar para os créditos.

– A importância da Administração em nosso dia-a-dia

Tudo na nossa vida é administrável! Você administra o tempo todo, e, às vezes, não percebe. 

Compartilho esse artigo bem bacana sobre a importância da Administração no nosso cotidiano. Abaixo:

Extraído de: https://coeficiente685921690.wordpress.com/2020/06/05/teoria-geral-da-adm-qual-a-importancia-da-administracao-para-a-vida-pessoal-a-profissional-e-para-as-organizacoes/

TGA: QUAL A IMPORTÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PARA A VIDA PESSOAL, A PROFISSIONAL E PARA AS ORGANIZAÇÕES

“A administração vai além do seu conceito próprio. Pois ela está inserida indiretamente em tudo que fazemos, está relacionada ao contexto em que estamos inseridos em todos os momentos da nossa vida”

Por Ricardo Cunha

O que significa administrar? Poderíamos elaborar uma resposta muito ampla, pois essa pergunta é bastante genérica, porém merece ser respondida.

A vida prática é dividida em muitas áreas e todas elas podem se encaixar no contexto da administração: temos de um lado as relações familiares, os amigos, os recursos financeiros, as relações sociais, etc.. De outro, a profissão, a carreira, o sucesso/fracasso, o desejo de crescimento, de bem-estar, os conflitos em grupo, as emoções interiores. Enfim, são múltiplas as nossas necessidades e a busca do equilíbrio é o objeto de análise próprio da administração.

Para alguns, dar conta de todas estas atividades é extremamente difícil, pois há pessoas sem perfil para tais questões. Isso não significa que estas pessoas sejam negligentes ou relaxadas, elas podem, simplesmente, não ter sido preparadas para administrar seus próprios recursos ou os de terceiros. Outras, parecem ter nascidos com a disposição e o talento para enxergar o todo, isolar os assuntos e tratar as informações de uma forma eficiente.

Aqui podem surgir perguntas do tipo: 1) Porque precisamos saber pelo menos o básico de Administração e 2) Qual a relação entre a gestão pessoal e a profissional?

1) Administrar a vida NÃO é o mesmo que administrar uma empresa. Mas, se você consegue pagar suas contas pessoais, encaixar despesas futuras no seu orçamento e reservar momentos para laser, pode-se dizer que tem os requisitos de um bom gestor, pois uma pessoa que consegue pagar suas contas, não se endividar com frequência e ainda poupar recursos no nível pessoal tem grande chance de administrar bem o próprio negócio ou uma área de uma empresa qualquer.

2) A relação entre a administração de recursos próprios (família) ou de terceiros (empresas) está basicamente na habilidade de equilibras as receitas e as despesas e se for o caso, reduzir custos ou gerar lucro.

Todavia, entendendo que nem todas as pessoas jurídicas visam ao lucro, é importante saber que administrar é ajudar a uma instituição qualquer a realizar sua missão. Por exemplo, uma ONG ou instituição filantrópica, recebe recursos de terceiros para realizar um fim específico. Ela precisa prestar contas aos stakeholders sobre como está aplicando os referidos recursos.

Dessa forma, considerando que todas as instituições estão sujeitas à Lei, todas são obrigadas a manter documentos e demonstrativos que comprovem a correta aplicação dos recursos e o cumprimento das obrigações legais.

Assim sendo, a administração dos recursos na vida pessoal, na vida profissional e nas organizações, depende mais de habilidades que podem ser aprendidas (na escola, ma faculdade, nos cursos técnicos) do que de talento inato.

De um modo geral, espera-se que uma pessoa qualificada como bem resolvida na vida pessoal, também o será como profissional ou como empresário. Porém, nada garante o sucesso como se as coisas estivessem pré-dispostas segundo uma Lei natural. Todos podem ser bem sucedidos no contexto e não em outro. Administrar, como tudo na vida é um mix de conhecimento adicionado de constância e de persistência.

Fonte:

Foto por energepic.com em Pexels.com

– Compulsão Digital: um novo mal da Tecnologia

Leio numa edição de dias atrás da Revista Isto É (ed 2289, por Monique Oliveira) a respeito daqueles que são reféns de smartphones e tablets. E um número que assusta: 10% dos brasileiros são viciados digitais e não percebem. Já existe até clínica de reabilitação para viciados digitais.

Mas, repare: o que são aquelas pessoas que ficam nas mesas de restaurantes, ao invés de baterem papo, digitando? Ou aqueles jovens / adolescentes teclando suas mensagens completamente alienados do que está acontecendo ao seu redor?

E nós mesmos, acessando email ou redes sociais muitas vezes desnecessariamente?

Caramba… precisamos nos cuidar desta compulsão ou desse transtorno, chame-o do que quiser.

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/326665_VITIMAS+DA+DEPENDENCIA+DIGITAL

VÍTIMAS DA DEPENDÊNCIA DIGITAL

Com a explosão dos smartphones, cerca de 10% dos brasileiros já são viciados digitais. A medicina aprofunda o estudo do transtorno e anuncia o surgimento de novas opções de tratamento, como a primeira clínica de reabilitação especializada

“Eu literalmente não sabia o que fazer comigo”, disse um estudante do Reino Unido. “Fiquei me coçando como um viciado porque não podia usar o celular”, contou um americano. “Me senti morto”, desabafou um jovem da Argentina. Esses são alguns dos relatos entre os mil que foram colhidos por pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Eles queriam saber o que sentiam jovens espalhados por dez países, nos cinco continentes, depois de passarem 24 horas longe do computador, dos smartphones e tablets. As descrições, como se viu, são assombrosas. E representam exatamente como sofrem os portadores de um transtorno preocupante que tem avançado pelo mundo: o IAD (Internet Addiction Disorder), sigla em inglês para distúrbio da dependência em internet. Na verdade, o que os entrevistados manifestaram são sintomas de abstinência, no mesmo grau dos apresentados por quem é dependente de drogas ou de jogo, por exemplo, quando privado do objeto de sua compulsão.

Estima-se que 10% dos brasileiros enfrentem o problema. Esse número pode ser ainda maior dada a velocidade com que a internet chega aos lares nacionais. Segundo pesquisa da Navegg, empresa de análises de audiências online, o Brasil registrou o número recorde de 105 milhões de pessoas conectadas no primeiro trimestre deste ano. Dados da Serasa Experian mostram que o brasileiro passa mais tempo no YouTube, no Twitter e no Facebook do que os internautas do Reino Unido e dos EUA. A atividade na rede é impulsionada pela explosão dos smartphones. De acordo com a consultoria Internet Data Corporation, esses aparelhos correspondiam a 41% (5,5 milhões) dos celulares vendidos em março. Em abril, o índice pulou para 49% (5,8 milhões).

Tantas pessoas usando esses aparelhos está levando ao surgimento de um fenômeno que começa a chamar a atenção dos estudiosos. Trata-se do vício específico em celular e da nomofobia, nome dado ao mal-estar ou ansiedade apresentados por indivíduos quando não estão com seus celulares. No livro “Vivendo Esse Mundo Digital”, do psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas, do Hospital das Clínicas de São Paulo, há uma das primeiras referências ao tema. Nele, estão descritas as consequências dessa dependência. “Os usuários estão se distraindo com facilidade e têm dificuldade de controlar o tempo gasto com o aparelho”, escreveu o especialista. A obra também pontua os sintomas da dependência. O que assusta é que eles são muito parecidos com os manifestados por dependentes de drogas. Um exemplo: quando não está com seu smartphone na mão, o usuário fica irritado, ansioso (leia mais no quadro na pág.67).

No futuro, a adesão aos óculos inteligentes, à venda a partir de 2014, poderá elevar ainda mais o número de dependentes. Esses aparelhos são, na verdade, um computador colocado no campo de visão. Empresas como o Google, por meio de seu Google Glass, apostam alto nessa tecnologia.

Como todas as dependências descritas pela psiquiatria, a digital não é facilmente reconhecida. Mas, da mesma forma que as outras, pode ser diagnosticada a partir de um critério claro. Ela está instalada quando o indivíduo começa a sofrer prejuízos na sua vida pessoal, social ou profissional por causa do uso excessivo do meio digital. Na vida real, isso significa, por exemplo, brigar com o parceiro/a porque quer ficar online mesmo com a insatisfação do companheiro/a ou cair de produção no trabalho porque não se concentra na tarefa que lhe foi delegada.

A gravidade do problema está levando a uma mobilização mundial em busca de soluções. Uma das frentes – a do reconhecimento médico do transtorno – está em franca discussão. Recentemente, a dependência foi um dos temas que envolveram a publicação da nova versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicação da Associação Americana de Psiquiatria adotada como guia para o diagnóstico das doenças mentais. Na edição final, o vício, não citado em edições anteriores, foi mencionado como um transtorno em ascensão que exige a realização de mais estudos. Muitos especialistas criticaram o manual porque acreditam já ser o distúrbio uma doença com critérios diagnósticos definidos.

Uma das vozes a defender essa posição é a psiquiatra americana Kimberley Young, reconhecida autoridade na área e responsável, agora, por dirigir uma experiência mundial inédita: a primeira rehab digital, aberta no mês passado. O centro de reabilitação fica na Pensilvânia, como um anexo do Centro Médico Regional de Bradford. O modelo é igual ao de programas de reabilitação de drogas. No local, o indivíduo passará por uma internação de dez dias. O tratamento terá como base a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é substituir hábitos nocivos por outros saudáveis, além de sessões em grupo, individuais e intervenção medicamentosa consensual, se necessária, em situações extremas. “Há uma crescente demanda para esse tipo de serviço”, disse Kimberley à ISTOÉ.

Em países como Japão, China e Coreia do Sul, a dependência já é tratada como questão de saúde pública. Programas desses governos foram criados na tentativa de mitigar o problema. O Ministério da Educação japonês lançou um projeto que atenderá 500 mil adolescentes. Além de psicoterapia, a iniciativa definirá áreas ao ar livre nas quais os jovens serão exortados ao convívio social por meio da prática de esportes, com uso restrito às mídias digitais. Na China, o programa é militarizado, o que desperta críticas no Ocidente. “É um tratamento militar, com total restrição à mídia”, diz Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Psicologia em Informática da PUC-SP, serviço que atende os dependentes por meio de orientações transmitidas por e-mail. Na Coreia do Sul, onde cerca de 30% dos adolescentes são viciados, os jovens passam 12 dias internados.

(CONT…)

Vício digital: você sofre desse mal? - Blog ProDoctor

Imagem extraída de: https://prodoctor.net/blog/vicio-digital-voce-sofre-desse-mal/

– Como o craque português Cristiano Ronaldo não sofreu um aborto da mãe!

Repost de 3 anos:

Você conhece a história da dona Dolores Aveiro?

Ela é mãe de Cristiano Ronaldo, o craque português que por várias vezes foi eleito o melhor do mundo. E veja que curioso: CR7 era o 4º filho de uma gravidez indesejada, e dona Dolores tomou vários chás para abortar!

Quando foi ao médico, ela foi repreendida por ele e dessa forma decidiu levar até o fim a gestação. Assim que Cristiano nasceu, “houve um arrependimento profundo, um remorso, uma vontade de apagar tudo o que aconteceu ao ver aquele bebezinho indefeso e maravilhoso”, como diz em seu livro (abaixo).

Reflita: quantas pessoas talentosas de bem, que poderiam ajudar a humanidade com sua inteligência na promoção social, na descoberta de medicamentos ou na luta pacífica engajada por um mundo melhor, não nasceram por conta do aborto desejado de suas mães?

(Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/copa-do-mundo/2018/noticias/2018/05/22/mae-de-cristiano-ronaldo-diz-por-que-pensou-em-aborto-e-desistiu-da-ideia.htm)

MÃE DE CRISTIANO RONALDO DIZ POR QUE PENSOU EM ABORTO E DESISTIU DA IDEIA

Quando Maria Dolores dos Santos Aveiro, 63, assiste a um lance como a fabulosa bicicleta que Cristiano Ronaldo acertou contra a Juventus, se enche de orgulho. Afinal, é seu filho. Mas também bate uma grata sensação de surpresa, não importando quantos títulos e recordes o craque já tenha acumulado. Por mais que soubesse que, desde muito cedo, o garoto da ilha da Madeira só queria saber de futebol, ela admite que jamais imaginava que a vida deles desembocaria aqui.

Aqui, no caso, vale para São Paulo, onde, nesta terça-feira (22), Dolores Aveiro vai lançar no Brasil sua biografia. “Mãe Coragem” é o título, escrito em parceria com Paulo Sousa Costa. Mas também pode valer para Gramado (RS), a atraente cidade turística em que, por iniciativa de uma das irmãs do astro, Katia, a família prepara o lançamento de um restaurante. O estabelecimento será aberto em julho, com a Copa em andamento, chamado “Dona Dolores”. Não só pelo fato de a matriarca ser a cozinheira oficial do clã, mas também para homenagear uma trajetória ainda mais sinuosa que a do prodígio.

Órfã de mãe aos 6 anos, foi abandonada pelo pai em sequência, educada em rigoroso orfanato e, na volta para casa, acabou submetida a condições ainda mais inóspitas para uma criança. Quando deu o próximo passo, casada com José Dinis Alveiro, teve os dois primeiros filhos e viu o marido ser chamado às pressas para uma guerra em Angola. Quando voltou, era outro homem, tomado pelo alcoolismo. Com dificuldades financeiras e afetivas, considerou seriamente o aborto daquele que seria seu quarto filho, Cristiano Ronaldo, cujo talento causaria reviravolta na vida da família 17 anos depois.

“Contamos o que senti na minha vida, para dar um exemplo às mulheres”, disse ao UOL. “Não foi um livro para criar fama. Até vamos ajudar algumas instituições, com as quais já havia colaborado. Tem uma para câncer de mama, uma cirurgia que fiz nas duas. Também quero ajudar instituições de meninos deficientes e órfãos, desprezados como fui. Não quero ser conhecida como a mãe de Ronaldo, mas pelo que sinto de coração e me faz bem.”

Hoje um fenômeno no Instagram, com 1,4 milhão de seguidores (@doloresaveiroofficial), ela dá autógrafos por onde quer que passe. Seu neto, Cristiano Ronaldo Júnior, o Cristianinho, 7, até brinca sobre quem seria o membro mais famoso da família. “Estou orgulhosa porque noto que têm um carinho especial por mim. Tento responder algumas coisas porque não consigo com todas. Estou muito consciente de ser a mãe de quem sou, mas, para mim, o Ronaldo é como outro filho qualquer. É diferente para o mundo, mas para mim é igual aos outros”, disse.

Aos 30 anos, Dolores Aveiro engravidou pela quarta vez, e não estava nos planos. A família vivia em condições precárias em Funchal, e ela chegou a procurar um médico para forçar um aborto, depois de ter tomado chás e ou até mesmo cerveja preta, que a crença local dizia facilitar a eliminação do feto:

Cristiano Ronaldo realmente mudaria a vida da família. Mas demoraria um pouco. Aos seis anos, só queria saber de futebol, recusando qualquer presente que não fosse uma bola. Era um sinal do que estava por vir, embora mal suspeitassem:

Aos 11, Cristiano Ronaldo foi liberado pela mãe para deixar a Madeira rumo a Lisboa, fisgado pelos olheiros do Sporting. Não que fosse uma decisão fácil, assim como foi difícil a adaptação do filho à capital portuguesa:

Em 20 de agosto de 2003, Cristiano Ronaldo estreou pela seleção portuguesa contra o Cazaquistão, aos 18, para deleite dos pais. Cinco anos depois, seria eleito o melhor do mundo pela primeira vez. Mas o pai já não estava mais lá para ver, tendo morrido em 2005 por complicações hepáticas e renais:

Agora dando nome a restaurante em Gramado, Dolores Aveiro assegura que lá será servido o prato preferido de Cristiano Ronaldo, um craque também de garfo e faca na mão.

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Maria Dolores dos Santos Alveiro, mãe de Cristiano Ronaldo Imagem: Juliana Fumero/UOL

– Por dias de liberdade mental e física.

Na timeline me apareceu essa foto linda da minha filha Marina pedalando comigo na praia (Santos/SP). E justo hoje, ela foi muito significativa. Por vários fatores!

1- Não temos a vontade de erguer os braços e gritar por liberdade? Sem máscaras, sem medo da pandemia ou sem amarras na vida?

2- Quantas vezes não estamos aprisionados em nós mesmos! Ficamos reféns de nossas tarefas e não temos oportunidade de nos soltarmos…

3- Por fim: que vontade de passear! Mas falta-me tempo, segurança e dinheiro.

E você, tem vontade de erguer os braços e gritar por algo?

– #tbt 3 – O mundo antissocial das redes sociais é, da forma que é, por conta do cérebro não conseguir entender a relação e não ser algo natural. Além, claro, dos algoritmos…

Diante de tantas fake news e demais bobagens, um texto pedindo sobriedade! Vale relembrá-lo:

Leio na edição 1046 da Revista Época, uma entrevista muito bacana, com Janaína Brizante (ela é uma neurocientista da USP e da Duke University). A doutora, dias atrás, falou sobre como nosso cérebro está despreparado para lidar com as redes sociais!

A especialista critica o fato de pais permitirem crianças usarem o WhatsApp, alegando que estranhos podem entrar na vida do menor sem o conhecimento deles (pelo uso das funções que permitem apagar as conversas e pais não saberem do ocorrido). Fala ainda sobre como os adultos perdem tempo no mundo virtual fuçando a vida dos outros ou discutindo coisas com vários usuários, sem se preocupar com conversar fisicamente, que gasta muito menos tempo para as mesmas discussões.

O exemplo mais citado da dificuldade nas relações físicas e virtuais é que estamos nos dedicando ao contato virtual com tamanho “empenho”, que as pessoas já não conseguem enxergar o quanto sacrificam a falta de contato físico real. O usuário de Facebook, Twitter, Instagram e Whatsapp, que fica preso a esse mundo e seus amigos da Web, é a personificação do indivíduo anti-social real por conta das redes sociais virtuais!

Enfim: o natural é interagir, agarrar, tocar, abraçar, ver, sentir. Pela Web, não dá.

Mas há outro fator a abordar, que a Dra Janaína não foi questionada mas se observa no dia-a-dia: a questão dos algoritmos do Facebook, onde a Rede Social impõe o que mais visitamos, sem ordem cronológica sequencial e com todas as postagens de usuários à vista. Uma pessoal fanática de alguma crença, tende a ver preferencialmente aquilo que ela crê e repulsas ao que não crê. Em outras searas, idem, tornando a pessoa radical!

Não é mais fácil ajudar o mundo a ser mais tolerante acabando com esses algoritmos e permitindo todas as opiniões? De radicalismo virtual o mundo já está cheio e o cérebro sensato não suporta (e nem consegue), como lembrado acima.

– Qual a melhor Versão de Si Mesmo?

Gosto desse pensamento:

Procure ser a melhor versão de si mesmo

Será que somos bipolares? Tripolares? Poli, multipolares?

Como agimos? Mudamos de opinião e humor facilmente? E, de fato, o que (ou quem) somos?

É bom refletir sobre isso!

– Pattaya, a Capital do Pecado

Cerca de 27.000 empregos são gerados pela “Sodoma e Gomorra” do século XXI, Pattaya, chamada de “capital do sexo“, onde mulheres, gays e outros gêneros se comercializam naturalmente.

Sim, existe um lugar onde a Luxúria e o Pecado reinam como algo correto (embora seja incompreensível para nós), com o argumento de que isso é feito para sustentar filhos bebês e pais idosos.

Assuste-se, extraído de: http://www.abr-il/pattaya

UMA NOITE EM PATTAYA, A “CAPITAL” DO SEXO

Conhecida como a “Sin City tailandesa” e “Sodoma e Gomorra moderna”, cidade é local de trabalho de dezenas de milhares de prostitutas

Por Vinicius Tamamoto

Quando começa a escurecer em Pattaya, na Tailândia, milhares de outdoors em neon são acesos em vários pontos da cidade para anunciar a principal atração local: a luxúria. Nos cerca de dois quilômetros da maior rua do país dedicada ao pecado, vejo placas cintilantes de casas como “The Hottest”, “Russian Girls” e “Lucifer Disko” enquanto garotas de salto alto me oferecem massagem a óleo a cada dez passos.

Entre a multidão, em plena segunda-feira, um homem me para e estende um menu com desenhos que lembram o kamasutra e opções tão intrigantes quanto pussy smoking cigarette show (“show da vagina fumante”) e pussy shooting banana show (“show da vagina atiradora de banana”). Não entro na casa, mas já dá para perceber o motivo que levou o local a ganhar a fama de “capital mundial do sexo”.

A VILA QUE VIROU POINT

Nem sempre foi assim. Tudo começou em 1959 quando 500 soldados americanos que lutavam na guerra do Vietnã foram passar os dias de folga do fronte na então pacata vila de pescadores. Sol, mar e calor elevaram Pattaya a um dos principais destinos de férias dos soldados, que chegavam aos montes.

Para atender aos anseios dos estrangeiros, ávidos por diversão, uma considerável indústria de entretenimento começou a ser estabelecida na cidade. A notícia do boom econômico gerado pelos soldados se espalhou rapidamente pelo país. Logo, muitos tailandeses deixavam suas casas no interior para tentar a vida no novo paraíso.

Hoje, a cidade tem um dos maiores distritos da luz vermelha do mundo, com milhares de estabelecimentos onde só os adultos entram. Vão do eufemismo das casas de massagem, passando pelos shows insanos das ladyboys, transexuais que se tornaram quase um símbolo do país, até casas com garotas especializadas na prática do pompoarismo.

O entretenimento atrai 1 milhão de homens à cidade todos os anos. A grande maioria é de europeus de cabelos grisalhos e barrigas salientes que normalmente desfilam orgulhosos com uma jovem e bonita tailandesa ao lado.

AUTORIDADES QUEREM ‘PURIFICAR’ A CIDADE

Desde o ano passado, no entanto, há uma cruzada em Pattaya contra a prostituição, atividade ilegal na Tailândia. Começou com a promessa da Ministra do Turismo, primeira mulher a ocupar o cargo no país, de erradicar a prática e reinventar o turismo tailandês, frequentemente associado ao sexo.

Mas foi a imagem libertina com que jornais ocidentais apresentaram a cidade em matérias publicadas entre o fim do ano passado e o início deste o que mais irritou o governo local. “Sin city” (cidade do pecado, em inglês) e “Sodoma e Gomorra moderna” foram algumas das definições nada polidas que pegaram muito mal em um país extremamente conservador.

Em fevereiro, um turista britânico de 62 anos foi agredido por policiais após ter sido pego em flagrante transando com uma prostituta dentro de um clube. No mesmo mês, duas dançarinas foram presas por se apresentarem nuas. As batidas policias aumentaram e a presença de oficiais na principal rua da cidade, onde se concentram as casas de shows, é grande.

LUTA POR DIREITOS

No Airport Club, uma das casas mais conhecidas de lá, moças com trajes curtos demais para comissárias de bordo tentam capturar os turistas. Para entrar, paga-se o equivalente a oito reais. No meio do salão apertado, dez dançarinas se apresentam de biquíni numa extensa passarela enquanto outras se sentam ao lado dos clientes para uma conversa mais íntima. Dois chineses enfiam uma porção de dólares na calcinha de uma delas.

“Escolhe uma”, diz uma garçonete que vem sentar ao meu lado. Digo que estou apenas conhecendo o lugar. Como a esmagadora maioria dos que trabalham ali, ela saiu de casa do interior do país, aprendeu inglês o suficiente para se comunicar com os turistas e hoje faz dinheiro em Pattaya. “Aqui é melhor, dá para ganhar mais”, afirma.

Quando outra moça, com um pouco mais de roupa, me oferece outra bebida, apresento-me como jornalista. “Ninguém aqui é má pessoa, todas estão ganhando dinheiro de forma honesta”, diz ela. “Muitas têm filhos ou pais idosos e precisam enviar o dinheiro que ganham para a família.”

Segundo os jornais, o mercado do sexo mantém 27.000 trabalhadores na cidade. O dado não é oficial. Enquanto as autoridades questionam a veracidade da informação, organizações como a Service Workers in Group Foundation, que trabalha para a integração das prostitutas na sociedade tailandesa, afirmam que o número é muito maior.

“Reprimir a atividade e prender dançarinas não irá resolver o problema”, disse Surang Janyam, diretora da fundação, a um jornal local. Para ela, é preciso pensar em políticas que melhorem a vida das prostitutas e garotos de programa. “Que tal descriminalizar a profissão trazendo esses trabalhadores à luz da lei para que eles possam ter direitos e serem tratados como seres humanos?”, indagou.

NÃO ERA AMOR…

A primeira vez que ouvi falar da “Sin city” tailandesa foi através de Peter H., um alemão de 52 anos e coração partido. Em Pattaya, ele conheceu um rapaz na Boyztown, uma área gigantesca com bares, saunas, baladas e clubes gays. Apaixonou-se à primeira vista. “Dei tudo para ele, viagens, presentes, mesada…” O relacionamento durou dois anos, mas não vingou. “Estava cego, não conseguia enxergar que ele só gostava do meu dinheiro”, ele me conta decepcionado.

Casos assim são comuns e, às vezes, até piores: pipocam histórias de europeus de meia idade que perderam tudo por lá. Segundo um levantamento feito pela Issarachon Foundation, que assiste moradores de rua, há no país mais de duzentos ocidentais desabrigados, muitos vivendo nas areias de Pattaya.

“Não vá lá, é muito perigoso”, me alertou o alemão iludido. Lembrei do conselho quando fui habilidosamente pescado para dentro de um bar por uma jovem e bela tailandesa. “I love you so much”, declarou-se depois de alguns minutos de conversa. Estivesse um pouquinho mais carente, teria acreditado.

– Trair faz bem ao Casamento?

Maridos de plantão e esposas desconfiadas: cuidado!

Um trabalho de psicologia defende que a traição masculina pode ser benéfica aos casamentos. E diz isso após estudos científicos.

Eu discordo. E você?

Extraído de: Revista Superinteressante, Ed 289-A, Verdades Inconvenientes, pg 40.

INFIDELIDADE MASCULINA PODE FAZER BEM AO CASAMENTO

Por Fernanda Salla

Não é machismo! Algumas mulheres que entendem do assunto acreditam que todo homem precisa trair – e isso ajuda a manter o casal unido.

Dizer que as puladas de cerca do homem podem fazer bem ao casamento parece uma atitude insuportavelmente machista, não é verdade? Mas há quem defenda essa tese, como a psicóloga francesa Maryse Vaillant, autora do livro Les Hommes, l’Amour, la fidélité (Os Homens, o Amor, a Fidelidade”, ainda inédito no Brasil). Nessa obra ela faz afirmações do tipo:

1- “A maioria dos homens precisa de seu próprio espaço. Para eles, a infidelidade conjugal é praticamente inevitável.”

2 – “Ser infiel não significa romper os votos do matrimônio ou deixar de amar a esposa. É a necessidade [que os homens têm] de ceder aos impulsos.”

3 – “As mulheres podem ter uma experiência incrivelmente libertadora ao aceitar que os pactos de fidelidade não são naturais, mas culturais.”

A antropóloga Mirian Goldenberg, professora da UFRJ e autora de Por Que Homens e Mulheres Traem? (Best bolso), concorda em pelo menos um ponto: a infidelidade masculina não impede o homem de amar sua parceira oficial. “Ninguém quer deixar de experimentar os próprios desejos mesmo amando e desejando sua esposa, mesmo querendo estar com ela.”, disse Miriam em entrevista recente à revista Alfa. “São as duas coisas ao mesmo tempo”.

Para a francesa Maryse, trair é fundamental para o funcionamento psíquico dos homens. “E, quando eles permanecem ao lado da esposa, cumprindo o papel de marido e pais, ficam até mais fiéis à idéia de matrimônio”. Uma pesquisa sobre casamento e infidelidade, também publicada pela Alfa, parece corroborar a opinião da psicóloga. Mais de 70% dos homens entrevistados afirmaram ter pulado a cerca e quase a metade dos que alegaram ser fiéis confessou a intenção de pular.

Muitos especialistas, porém, discordam frontalmente de Maryse. Para Aílton Amélio da Silva, professor de psicologia da USP e autor do livro Relacionamento amoroso (Publifolha, 2009), a traição do homem costuma ser devastadora para a autoestima da mulher e implica perda da confiança no parceiro. “Sendo assim, dificilmente faz bem a vida do casal”. Dados do IBGE sugerem que a tese de Aílton tem fundamento, pelo menos aqui no Brasil: 71% das separações solicitadas por mulheres são motivadas pela traição masculina. Mas a psicologa francesa rebate com uma estatística que ela mesmo apurou em seu país. Na França, 39% casados admitem já ter traído. “E apenas 9% afirmam que deixaram de amar a esposa.”

– Há 2 anos: Márcio Chagas da Silva: mais uma vítima de racismo entre tantos, infelizmente!

Um tema que não pode ser esquecido: há 2 anos, o árbitro Márcio Chagas sofria com o racismo. Relembrando:

Corajoso! Palmas para Márcio Chagas, o ex-árbitro gaúcho que contou sobre as ofensas racistas que sofreu e que sofre, em entrevista ao UOL.

Felizmente, há alguém para testemunhar e alertar a sociedade. Infelizmente, Márcio é somente mais uma das inúmeras vítimas de racismo.

Somente existe uma raça: a raça humana. E a cor da pele? Nada importa.

Força Márcio!

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/reportagens-especiais/marcio-chagas-denuncia-racismo?fbclid=IwAR3xEU-SMcly7TMi8OFCp_FdnMK4andKN3XakXes6T4fg1Bg-dW4LzloO24#matar-negro-e-adubar-a-terra

MATAR NEGRO É ADUBAR A TERRA

Comentarista de arbitragem da Globo denuncia agressões racistas que ouviu no campo e na cabine

Por Tiago Coelho

Um dia meu filho de cinco anos me perguntou por que os pretos dormem na rua e são pobres. Expliquei que é um resquício da escravatura, que estamos tentando mudar isso, mas que é difícil. Não sei se ele entendeu. Às vezes nem eu entendo. Sendo negro em um estado racista como o Rio Grande do Sul, eu me acostumei a ser o único da minha cor nos lugares que frequento.

Fui o único negro na escola, o único namorado negro a frequentar a casa de meninas brancas e, como árbitro, o único negro apitando jogos no Campeonato Gaúcho. Hoje sou o único negro comentando esses jogos na TV local. Durante muito tempo, me calei ao ouvir alguma frase racista. Engolia, como se não fosse comigo. Mas era comigo. A verdade é que estou puto com os racistas. Todo fim de semana escuto gente me chamando de preto filho da puta, macaco, favelado. “Matar negro não é crime, é adubar a terra”, eles dizem. Estou de saco cheio dessa história.

A galera saiu do armário total, não tem vergonha nenhuma. As manifestações racistas estão vindo cada vez mais ferozes e explícitas. O fato de eu estar na TV agride muito mais as pessoas do que quando eu apitava. O racista não aceita que você ocupe um espaço que você não deveria ocupar.

Dá vontade de sair na mão com esses caras, mas sei que se eu fizer isso vou perder a razão.

Em um Avenida x Internacional, em Santa Cruz do Sul, o juiz marcou um pênalti que não aconteceu e eu comentei no ar que o pênalti não aconteceu. Um torcedor foi no meu Instagram e escreveu: “Não gosta de ser chamado de preto, mas tá fazendo o quê aí?” O que tem a ver a minha cor com o meu comentário? Outro cara me chamou de “crioulo burro” e um terceiro disse que, se pudesse, me enfiaria uma banana no rabo. Os caras escrevem isso em público, com nome e sobrenome. Já acionei o Ministério Público.

Caxias do Sul, para mim, é uma das cidades mais terríveis para trabalhar. Há algumas semanas, fui transmitir um jogo no estádio Alfredo Jaconi e passei uma tarde inteira ouvindo xingamentos. Tive que ouvir que era um preto ladrão, que estaria morrendo de fome se a RBS, a Globo local, não tivesse me contratado, que eles tinham trazido banana pra mim. A cada cagada que o árbitro fazia em campo, eles se voltavam contra mim na cabine e xingavam. Eu virei um para-raios pro ódio deles.

Um dia, em um Juventude x Internacional, a arbitragem estava tendo uma péssima atuação. Houve um pênalti não marcado para o Juventude, e uns torcedores que ficavam perto da cabine se viraram para mim dizendo coisas como: “E aí, preto safado, vai falar o quê agora?” Eu já tinha dito no ar que o juiz tinha errado ao não marcar o pênalti. O clima já estava pesado desde o começo, e eu me segurava para não descer lá e ir pro soco com os caras, mas é tudo que eles querem, não é?

Uma mulher com uma criança de colo se virou para mim e começou a xingar: “Negro de merda, macaco, fala alguma coisa”. Ela veio em minha direção, achei que ia me dar uma bofetada ou cuspir na minha cara, que é uma coisa que eles costumam fazer na serra gaúcha.

“O que eu fiz para você”, perguntei quando ela se aproximou.

“Você não está vendo que ele está roubando, que não marcou o pênalti?”, perguntou de volta, apontando ao árbitro em campo.

“Moça, tudo que você está falando eu disse na transmissão. Por que você está dizendo essas coisas para MIM?”

“É que você colocou ele lá”, ela respondeu. E eu tive que explicar que quem escala os árbitros é a Federação Gaúcha e que eu não tenho nenhuma influência sobre ela.

No intervalo, um rapaz que estava com a namorada virou e disse: “Aprendeu direitinho como roubar o Juventude, né, preto de merda? Se não fosse a RBS, estaria na Restinga roubando ou morrendo de fome.” Os racistas costumam usar o bairro periférico e violento da Restinga, em Porto Alegre, para me atacar. Quando essas coisas acontecem, os colegas brancos dizem para eu deixar pra lá, que eu sou maior que isso, que estamos juntos, que bola pra frente. Juntos no quê? Deixar pra lá como? Quem sente a raiva e o constrangimento sou eu. Como “estamos juntos”?

Depois de muito tempo ouvindo esse tipo de coisa, eu desenvolvi uma forma de defesa, que também é uma forma de ataque. No final do jogo, quando um cara disse que tinha trazido uma banana (“porque eu sei que tu gosta”), eu falei que gostava mesmo. “Já brinquei muito de banana com tua mãe.” Os amigos dele riram, e o cara saiu com o rabo no meio das pernas.

Tem um motivo de eles sempre se referirem a bananas quando querem me agredir.

No dia 5 de março de 2014, o Esportivo jogou contra o Veranópolis, em Bento Gonçalves, uma cidade perto de Caxias, também na serra gaúcha. Essa é a região mais racista do estado. Logo que saí do vestiário já fui chamado de macaco, negro de merda, volta pra África, ladrão. Falei pros meus colegas:

“Se nem começou o jogo os caras já estão assim, imagina no final.”

Acabou a partida. Jogando em casa, o Esportivo venceu por 3 a 2, e não teve nada anormal no jogo: nenhuma expulsão, nenhum pênalti polêmico, lance de impedimento controverso, nada. Mesmo assim os torcedores se postaram na saída do vestiário para me xingar.

A uma distância de uns dez metros, questionei um senhor que estava com o filho:

“É isso que você está ensinando pro seu filho?”

“Vai se foder, macaco de merda.”

“Uma ótima semana pro senhor também”, respondi e desci ao vestiário. A polícia não fez menção de interpelar os torcedores, mas registrei os xingamentos na súmula.

Tomei meu banho, esperei meus colegas e saí do vestiário pra pegar meu carro, que estava em um estacionamento de acesso restrito à arbitragem e funcionários dos clubes. Encontrei as portas do carro amassadas e algumas cascas de banana em cima.

Ao dar partida no carro, ele engasgou duas vezes. Na terceira tentativa, caíram duas bananas do cano de escapamento. Alguém colocou duas bananas no cano do escapamento. Meu colega Marcelo Barison ficou horrorizado.

Caminhei revoltado para o vestiário. O atacante do Esportivo Adriano Chuva, negro, me pegou pela mão e me levou um pouco mais afastado. Ele disse que ali aquilo era normal. “Você tem que ver o que eles fazem com a gente no centro da cidade.” Ele dizia que os negros do time preferiam jogar fora de casa para não ser chamados de macaco em seu próprio estádio.

Ao chegar em Porto Alegre, refleti sobre o que deveria fazer. Encaminhei um texto para uns jornalistas que eu conhecia, e o caso veio a público. Francisco Novelletto, o presidente da Federação Gaúcha, me ligou, dizendo que eu deveria tê-lo procurado antes de falar com a imprensa, porque a denúncia estava prejudicando a imagem do campeonato. Ele disse que poderia pagar para consertar meu carro.

“Não quero seu dinheiro, quero respeito”, eu lembro de ter dito. Novelletto também sugeriu que se eu continuasse com a denúncia, isso poderia prejudicar a minha carreira. Eles fazem essa chantagem emocional. Eu continuei com a denúncia.

No Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Esportivo perdeu três pontos por causa desse jogo e acabou rebaixado naquele campeonato. Até hoje, quando querem me atacar, os racistas dizem que fui eu quem rebaixei o clube. Mas eu não rebaixei ninguém. O que eu fiz foi denunciar o ataque absurdo que sofri. O clube nunca entregou a pessoa que colocou as bananas no meu carro.

Tiago Coelho/UOL

Ao longo do processo, me senti desamparado e desvalorizado pela federação. Eu tinha 37 anos e era aspirante à Fifa, imaginava que ainda podia ter uma carreira internacional. Mas, por causa desse episódio, fiquei tão de saco cheio que resolvi largar o apito. Apitei a final do campeonato e parei. Até hoje não posso pisar na federação. A federação nunca mais teve um árbitro negro.

Na esfera cível, processei o Esportivo por danos morais. Durante o julgamento, o advogado deles debochou do racismo que sofri no estádio. “Chamar negro de macaco não é ofensivo”, ele disse. “Ofensivo é amassar o carro porque, como diz a propaganda do posto Ipiranga, todo brasileiro é apaixonado por carro.” Essa frase me fez decidir abandonar o futebol. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou o clube a me pagar R$ 15 mil. Até hoje não pagaram.

Eu refleti muito antes de vir aqui contar tudo isso. No futebol, existe uma tendência ao silenciamento quando o assunto é racismo. Muito jogador negro que passa por isso prefere ignorar os ataques temendo ter problemas na carreira se abrir a boca. Outro dia um jogador saiu de campo na Bolívia. Todos deviam fazer o mesmo, principalmente os medalhões.

Eu posso até me prejudicar no trabalho, mas resolvi comprar a briga porque nos fóruns que reúnem negros, costumamos dizer que os racistas podem nos fazer duas coisas: ou eles nos matam ou eles nos adoecem.

Eu me recuso a morrer ou adoecer. Prefiro lutar. Quando esses ataques acontecem, minha mulher, que é negra, me dá a força que ela consegue. Ela sabe muito bem o que é isso. Meus filhos ainda não sabem. Eu fortaleci a consciência da minha negritude principalmente pelo rap, ouvindo aquela música, analisando aquela letra e me identificando com aquela situação retratada.

Os racistas não sabem, mas eles só fortaleceram minha consciência racial. Eu falo pro meu menino que ele é lindo. Enalteço o nariz e o cabelo “black power” dele, digo para ele sempre valorizar a negritude que ele tem. Minha filha tem dois anos e vou procurar fazê-la ter orgulho de si mesma, assim como eu tenho da nossa raça.

Minha briga é por mim, mas também por eles. Os racistas não vão nos matar.

Procurado pela reportagem para comentar a declaração de Márcio Chagas da Silva, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, afirmou que as críticas do ex-árbitro são injustas e que não deixou de apoiá-lo no episódio de racismo em 2014.

“O Márcio está faltando com a verdade”, afirmou Novelletto. “Quando soube do fato, liguei para ele em um gesto de grandeza para saber o que tinha acontecido. Ele me narrou uma versão ‘super light’ dos fatos e tirou toda a culpa do Esportivo. No dia seguinte, para minha surpresa, apareceu dando entrevista chorando na TV e se dizendo indignado. Achei isso estranho.”

Segundo Novelletto, a federação lançou uma nota de repúdio contra o comportamento do Esportivo e iniciou uma campanha no seu site de combate ao racismo. De acordo com o cartola, as ofensas que Márcio Chagas sofre são consequência da briga que ele comprou contra o Esportivo. “Eu se fosse patrão dele, não mandava ele para trabalhar nessas cidades, você sabe como torcedor é.”

Para o cartola, não é papel da federação defender o árbitro porque “ele é um prestador de serviço”. “E os donos da federação são os clubes”, disse ele.

Esportivo diz que assunto ficou no passado

Presidente do Esportivo desde 2017, Anderson Vanela afirmou que o clube não faria maiores comentários sobre o episódio das bananas em 2014 porque “o assunto ficou no passado.”

“O clube acata a decisão judicial, mas não concorda. A cidade se machucou muito, a comunidade inteira sentiu. Bento Gonçalves é uma cidade turística, que acolhe a todos e não tem em seu histórico qualquer tipo de ato racial”, afirmou Vanela.

O Esportivo já fez o depósito dos R$ 15 mil a título de reparação a Márcio Chagas. “Aqui no clube ninguém mais fala do assunto.”

– Quais são os caminhos que te movem na vida, influenciando seu comportamento?

O renomado professor e consultor Stephen Kanitz, em seu blog, tratou de um tema de difícil resposta, devido à percepção particular de quem é indagado: o que move / influência a sua vida?

Muitas vezes, os valores familiares são o mote da nossa conduta. Outras, o ambiente em que estamos inseridos ou até mesmo a nossa carga genética.

Quando tal questão é feita para nós, podemos dar respostas com vieses, não retratando a realidade – e isso não acontece por maldade, mas pelas influências que recebemos.

Enfim: já percebeu que podemos estar vivendo (ou ver pessoas que vivem) realidades alternativas, falsas ou ilusórias? Há aqueles (até nós mesmos) que vivem “num mundo a parte”?

O texto de Kanitz fala do comportamento do indivíduo, de gestão e administração, de valores e outras coisas importantes. Embora ele esteja carregado de uma alta carga de críticas à ideologia de Esquerda (não sou de Direita tampouco de Esquerda, sou sensato nesse mundo de “extremados e extremistas”), citando até mesmo alguns notórios políticos do país, vale a pena a leitura para entender a necessidade de compreensão das relações humanas – da demagogia à realidade.

Extraído de: https://paper.li/StephenKanitz/stephen-kanitz#/

QUAIS SÃO AS PREMISSAS QUE TE GUIAM NA VIDA?

Se você não sabe como o mundo funciona, você nunca saberá como se inserir no mundo que te cerca.

Você será um desajustado social, um alienado, como são tantas pessoas como Eduardo Suplicy, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias.

Esse é o maior problema de ser de Esquerda.

Eles vivem brigando com um mundo que sequer entendem.

A maioria nem conhece um contador, um administrador, um empreendedor, um operador logístico, para lhes explicar a dificuldade no Brasil de se produzir bens e serviços para os outros.

Vivem cercado de artistas, sociólogos, ativistas políticos, e funcionários públicos. Não tem a menor noção como a mamãe consegue colocar todo dia um prato de comida.

Pior, devido à endoutrinação escolar eles, como você, correm o risco de só descobrirem como o mundo funciona no fim da vida, quando aí já é tarde.

É por isso que tantos esquerdistas entram em depressão na velhice.

Morrem amargurados e fracassados.

Só descobrem que estavam totalmente errados quando velhos, vide as lamúrias de esquerdistas arrependidos, que são muitos.

De fato, não é fácil descobrir como o mundo funciona.

Quando você é jovem, é jovem demais para ter certeza de algo tão profundo assim.

Por isso pais, especialmente avós, são tão importantes.

Mas infelizmente no Brasil, a Esquerda ensina nossos jovens a duvidarem da família, do chefe imediato, de quem produz, das empresas que promovem a cooperação humana, da comunidade que solidariza com seus vizinhos, da força criativa do indivíduo, da compaixão humana.

Faz com que acreditem somente em Karl Marx, o parasita da fortuna do próprio pai, dele e do pai do Engels.
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– Felicidade a qualquer custo traz Depressão?

Jonathan Rottenberg é um renomado psicopatologista! E ele tem uma tese interessante: crê que o mundo “vive uma epidemia de depressão porque as pessoas querem se satisfazer a qualquer preço”.

Sabe aquela criança mimada que quer tudo e quando não tem fica emburrada? Assim também os adultos fazem, só que se deprimindo.

Ele alega que as pessoas têm a necessidade de buscar a felicidade pois foram condicionadas a isso, e tal situação faz mal a elas.

Aceitar a infelicidade é, portanto, saudável.

Profundo ou frustrante tal pensamento? Concorda ou discorda?

Mudita", quero ficar feliz com a felicidade dos outros • PorQueNão?

Imagem extraída da Internet.

– E não é verdade?

Sem dúvida, concordo e assino embaixo: precisamos de um mundo mais colaborativo e não tão competitivo:

Imagem extraída da Internet, autor desconhecido.

– Deveríamos comer insetos?

Pelo jeito… sim!

A Revista Superinteressante trouxe uma extensa matéria sobre o quão saudável são mosquitos, borboletas e besouros!

Extraído de: http://super.abril.com.br/alimentacao/voce-deve-comecar-comer-insetos-730304.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super

POR QUE VOCÊ DEVE COMEÇAR A COMER INSETOS

O nojo que você sente é relativo

Insetos podem, sim, ser bons substitutos para bois, porcos e frangos. No “pasto”, eles ajudariam a economizar água e custariam menos, além de serem mais nutritivos do que outras carnes. Tudo muito legal se não fosse um detalhe: imagine como seria mastigar uma larva. Sentir a textura do bicho e o jeito que ele explode dentro da sua boca. Ruim? Saiba que o nojo que você sente é natural, mas pode ser domesticado. Tanto que existem provas de gente capaz de comer insetos espalhadas pelo mundo todo. Dos índios brasileiros, que adoram formigas, aos glutões japoneses, viciados em gafanhotos, passando por povos do México e aborígenes da Austrália. Você também pode dizer que a questão não está só na cabeça, mas no próprio bicho: eles são sujos. Bom, nem sempre.

INSETOS ESTÃO CHEIOS DE ENERGIA

Adicione um fator importante à limpeza: eles são ricos em proteína. E costumam carregar mais deste nutriente do que outros bichos. Compare: enquanto a carne de boi é composta por apenas 28% de proteína, o corpo de moscas e mosquitos chega a quase 59%, e libélulas têm 58% (veja mais no gráfico abaixo). “Eles também são ricos em vitaminas, principalmente a B, e minerais, como ferro e cálcio”, enumera Marcel Dicke, professor de entomologia da Universidade de Wageningen, na Holanda. Para terminar, possuem ácidos graxos essenciais, um tipo de gordura também encontrada em peixes, que ajuda nosso corpo a metabolizar energia.

QUANTIDADE DE PROTEÍNA

Moscas têm quase o dobro de proteínas que bois. Veja a quantidade de nutrientes de outros insetos.

Moscas e mosquitos – 59%

Libélulas – 58%

Percevejos – 55%

Cigarras e cigarrinhas – 51%

Besouros – 50%

Formigas E abelhas – 47%

Borboletas e mariposas – 45%

Baratas e grilos – 44%

Boi – 28%

Porco – 25%

Frango – 23%

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Imagem extraída da Internet, referência nela própria.

– O Consumo on-line ficará como herança destes tempos de Pandemia, comercialmente falando?

Com toda essa confusão envolvendo o Novo Coronavírus e o fechamento do Comércio, evidentemente que as empresas precisaram se reinventar!

Sabidamente, as pessoas estão com dificuldade econômica e precisam trabalharpois as empresas também quebram. Entretanto, diante do dilema financeiro-sanitário, não pode-se esquecer de que a Saúde vem em primeiro lugar (virá o bordão de que teremos “mais falidos do que falecidos”, uma infeliz invenção social). Delivery, Home Office e outras modalidades bem usadas nesse momento deixarão de ser alternativas para se consolidarem como costume.

O equilíbrio entre Trabalho e Bem-Estar é difícil, mas há de existir o quanto logo, para que as organizações não quebrem. Por isso, se faz relevante o apoio do Governo (ninguém quer que se #FiqueEmCasa eternamente, nem que se deixe de trabalhar).

Não confundamos relaxar a prevenção pela preocupação econômica, isso precisa ficar claro. Precisamos nos resguardar para o quanto antes sairmos da Quarentena e retomar a vida, que será, logicamente, diferente.

– Começa hoje 2021 ou não? Pelo jeito…

Antigamente, se falava jocosamente que o “Brasil começava a trabalhar depois do Carnaval”, e não do Reveillon. Para muitos, a labuta só se inicia depois da Páscoa!

Entretanto, em SP, o Plano Emergencial impossibilita a normalidade agora. Até o dia 11, o Comércio e as Escolas estão “em espera”. A rotina é outra, diferente, complicada…

Tomara que a próxima semana seja mais calma, a pandemia menos severa e, a partir da outra Segundona, as coisas comecem “a entrar no eixo”.

Aguardemos!

CALENDÁRIO DOS FERIADOS NA ITÁLIA EM 2021

– E se todas as atividades profissionais exigissem urgência na vacinação?

Todos nós sofremos com a Pandemia de COVID – seja na saúde, nas relações pessoais ou profissionais.

Igualmente, todos queremos voltar à normalidade no trabalho (muitos estão totalmente sem renda, por conta da sua função). Mas já imaginaram se cada um de nós entendêssemos que nossa atividade “é mais essencial” do que a outra”?

Independente da natureza da profissão, precisamos analisar o que é “essencial para a sociedade”, “essencial para a sobrevivência” ou simplesmente “egoísmo”.

Digo isso por esse pedido do sindicato da categoria: as prostitutas de Minas Gerais querem vacinação urgente para suas associadas. É justo ou há outras atividades cujos trabalhadores igualmente estão na mesma pindaíba do que elas? Se sim, como definir a prioridade?

Sem preconceito, fica a reflexão pertinente.

A matéria abaixo:

Extraído de: http://dlvr.it/Rwwjcz

PROSTITUTAS DE MG FAZEM GREVE POR PRIORIDADE NA VACINAÇÃO CONTRA COVID-19

As profissionais do sexo alegam impossibilidade de distanciamento social no desempenho de suas atividades; associação que representa a categoria diz que há trabalhadoras passando necessidades básicas

Por Thiago Rabelo

As profissionais do sexo de Minas Gerais querem ser incluídas no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. Para pressionar as autoridades, a Associação das Prostitutas de Minas (Aprosmig) orientou a categoria a cruzar os braços por tempo indeterminado e retomar as atividades apenas quando tiverem garantia de imunização.

O pedido foi feito por Cida Vieira, presidente da Aprosmig, nesta sexta-feira (2). Em entrevista à ÉPOCA, ela alertou sobre a difícil situação enfrentada pelas mulheres nos últimos meses da pandemia da Covid-19.

“Não queremos furar fila. Queremos dignidade. Isso é política pública. Estamos em uma situação difícil porque o nosso trabalho é de contato. Não adianta nenhum protocolo porque sempre vai ter contato mesmo com as pessoas que só querem conversar. O que o nosso movimento quer é que a gente possa ser um grupo prioritário na vacinação”, declarou.

Segundo a Aprosmig, Minas Gerais conta com mais de 80 mil profissionais do sexo em todo estado. Na grande Belo Horizonte está a maior concentração, com 12 mil. Desde o início da pandemia, algumas deixaram de trabalhar com o temor de infecção, enquanto outras não tiveram opção por conta da necessidade financeira.

“A situação de muitas é de pobreza. Muitas já estão morando na rua. Eu estou com uma menina que não tem como pagar o aluguel e trabalha para se manter. Não tem como ter doação porque a família não sabe o trabalho dela. Tem gente pedindo qualquer doação, fralda, cesta básica. Hoje temos mais de 2 mil mulheres desamparadas”, afirmou.

Além da falta de recursos financeiros, Cida Vieira diz que o preconceito ainda é muito forte contra as profissionais do sexo, situação que dificulta ainda mais qualquer ação política e tentativa de representatividade.

“Existe um preconceito muito grande contra nós. Mas ninguém fala que nós evitamos estupros e violência familiar contra as mulheres. Algumas prefeituras de Minas Gerais acham que somos invisíveis, que não merecemos nada. Queremos ser ouvidas pelo governo, pelo (Jair) Bolsonaro, pelo ministro da Saúde”, protestou.

A presidente da Aprosmig disse que a prefeitura de Belo Horizonte tem ajudado com cestas básicas, mas que apenas uma minoria vive na capital por conta do alto custo de vida. Já as cidades vizinhas, que formam a grande Belo Horizonte e onde está a maioria das profissionais, não adotaram nenhuma política de auxílio.

Minas Gerais enfrenta o pior momento da pandemia. De acordo com dados do governo estadual, um total de 486 mortes por Covid-19 foram confirmadas nas 24 horas que antecederam a divulgação do boletim epidemiológico de sexta-feira (2). Ao longo de toda a pandemia foram registrados 25.214 óbitos pela doença no estado.

– Dia da Mentira

E hoje é dia de contar lorota!

Eu não gosto de mentiras. Sempre ouvi que uma mentirinha é a mesma coisa que uma mentirona; portanto, ambas são mentiras. Também aprendi que “mentir vicia” e que o “Diabo é o pai da mentira”.

Tudo isso é correto. Mas é inegável que hoje é um dia divertido, de se brincar de mentir.

Já fez sua gozação a alguém? Tomara que de maneira saudável, sem bulinar ninguém, ok?

Extraído de: http://www.calendarr.com/brasil/dia-da-mentira/

DIA DA MENTIRA E DIA DOS BOBOS

O Dia da Mentira, também conhecido como Dia dos Bobos, é celebrado no dia 1º de abril e é uma data onde as pessoas contam mentiras e pregam peças em seus conhecidos por pura diversão.

Ele é comemorado por crianças e adultos, e existem brincadeiras que persistem por vários anos, alguns chegam a ser de humor negro, que são aquelas que ridicularizam e humilham as pessoas, mas em geral, são brincadeiras saudáveis.

Origem do Dia da Mentira

Há muitas explicações para o dia 1º de abril, uma delas diz que a brincadeira surgiu na França, pois no século XVI, o Ano Novo era comemorado dia 25 de março, as festas duravam uma semana e iam até dia 1º de abril.

No ano de 1564, o Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano, passando o Ano Novo para o dia 1º de janeiro, porém muitos franceses resistiram a mudança e continuaram seguindo o calendário antigo. As pessoas começaram a fazer brincadeiras e ridicularizar essas pessoas, que eram conhecidos como bobos por seguirem algo que não era verdade.

– Precisamos de Liberdade. Mas…

Todos nós estamos carentes de liberdade, nestes dias presos em casa por conta dão Novo Coronavírus. Mas o que fazer?

A pandemia está aí. Estou com saudade de passear, pular, espairecer. Mas não posso. E sei que enquanto isso, há gente querendo / precisando sair para trabalhar, manter comida em seu lar e garantir o básico para a sobrevivência. Portanto, seria egoísmo não praticar a prevenção para que, aqueles que têm mais urgência, possam voltar a normalidade.

Façamos a nossa parte, sem politizar. É o mínimo que podemos realizar.

– Definindo a Geração Z

Nós constantemente falamos sobre a Geração Y, que, afinal de contas, são os jovens executivos que estão tentando revolucionar a Administração de Empresas.

Mas e a Geração Z (chamada por muitos como Geração @)?

Compartilho um interessante material da Revista Exame, sobre quem são esses adolescentes / jovens que poderão revolucionar ainda mais o mundo dos negócios, e, por que não, a sociedade!

Destaque para as crenças e valores dessa moçada que vem por aí.

Extraído de: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geracao-quem-sao-e-como-se-comportam

GERAÇÃO Z: QUEM SÃO E COMO SE COMPORTAM

Os teens de hoje que têm entre 13 e 18 anos em breve tomarão o poder do mercado de consumo, assim como os seus “antepassados”, a Geração Y. Eles nasceram e vivem na era digital, estão interconectados, super informados, têm um sentimento crítico elevado, são egocêntricos, precisam ser reconhecidos e procuram seus próprios momentos de fama. Para eles, as marcas continuam sendo relevantes em suas vidas para construir sua identidade, aponta a pesquisa “Geração @ e as Mudanças dos Consumidores Teens”.

O estudo realizado pela Enfoque Pesquisa de Marketing no Brasil e apresentado ontem, dia 22, na sede da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa mostra um adolescente cuja vida passa 24 horas por dia nas telas. Principalmente a do computador, para acessar a internet, em que 77% preferem passar o seu tempo, contra 66% da Televisão e 54% do celular. Mas eles não consumem uma mídia de cada vez.

Enquanto estão na internet, os teens multitarefa ouvem música, falam ao telefone e assistem à TV, nesta ordem. O ambiente digital é um território conquistado por eles e onde têm suas próprias linguagens. A disputa pela atenção deste público é cada vez mais feroz. Tudo que se passa na vida deles hoje tem uma tela. Eles não consomem mídia, mas sim conteúdo que os permite interagir e compartilhar, principalmente nas redes sociais.

Geração Display

As redes sociais são parte fundamental na vida dos adolescentes brasileiros para se socializarem, conhecer pessoas, ter reconhecimento e auto-estima. Em seus perfis, eles se mostram como querem ser vistos, geram e compartilham conteúdo constantemente. “Os teens de hoje são autores e protagonistas de seus momentos”, afirma Zilda Knoploch, CEO da Enfoque Pesquisa de Marketing (foto). “É uma geração display. São obcecados por se verem e serem vistos. Até o processo de paquera mudou. Primeiro ele se mostra e depois conhece”, explica.

Agora, as marcas precisam conhecer e interagir com esses jovens que Zilda chamou de Geração @, também denominada por Geração Z. Eles são adolescentes nascidos após 1995. A forma de fazer Marketing tem que ser diferente. “Temos que entrar na vida destas pessoas, acompanhar a vida delas e se relacionar. Não é mais um discurso da marca para o teen, mas uma conversa entre os dois”, diz a CEO da Enfoque.

É uma interação sem fim que tem como base o conteúdo. As marcas que não tiverem conteúdo e um propósito estarão fora do jogo. Elas precisam preencher um espaço que está vago na mente dos novos adolescentes que se mostram sem perspectivas, uma vez que 52% das mais de 1.500 pessoas entrevistas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, das classes A, B e C, se mostram abertos a morar em outro país. Elas não têm confiança nas empresas, nos políticos, nem no Estado, mas 70% dos garotos e garotas confiam na Igreja, seguida da Seleção Brasileira de Futebol, do Exército, da Rede Globo e dos Bancos.

Atitudes diferentes, mas nem tanto

Em meio a uma fase de transição, os novos teens se mostram materialistas e extremistas em relação às suas emoções. Assim como a Geração Y, querem tudo para ontem e alguns deles já sentem falta de tempo para fazer tudo que gostam. É um fenômeno decorrente da maior gama de atividades diárias além da escola, principalmente nas classes AB. Seus ídolos não estão no esporte, mas sim na família, sendo a mãe a principal.

Sobre o futuro, a maioria não tem ideia do que acontecerá a eles, apenas querem desfrutar o hoje. A diferença é que, na classe A, alguns desejam estudar e trabalhar no exterior. O vasto acesso a informação lhes permite sentir que o mundo cabe em suas mãos. Num ambiente de excessos, a opinião de seus amigos é confiável e mais influente que a das marcas.

A música está presente em todas as situações que este jovem passa, formando a trilha sonora da vida dele mais do que no passado. O que não muda, segundo a pesquisa, é que as marcas continuam representando os códigos de moda para esta geração, seja como pertencimento, para obter status ou até mesmo se diferenciar.

Resultado de imagem para Geração Z

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Um recado para você:

UNIÃO – Vale a pena brigar com seu amigo por político?

Quanta gente bacana “se matando” por questões ideológicas ou por Lula, Bolsonaro e Dória

Nesta desunião, quem ganha é a Pandemia.

Uma breve reflexão, em: https://youtu.be/7A4pR8Y10Mg

 

– Pais e Mães que sacrificam seu tempo pelos filhos

É cada vez maior o número de pais que preferem a companhia dos filhos do que de outros lazeres. E isso é muito bom!

Compartilho, extraído de: Folha de São Paulo, ed 19/03/2017

PAIS ABREM MÃO DE SONO, ACADEMIA E LAZER POR MAIS TEMPO COM OS FILHOS

FERNANDA MENA
DE SÃO PAULO

Desde que entraram de cabeça no mercado de trabalho, mulheres que são mães vivem às voltas com um insistente sentimento de culpa. Elas –e também seus pares– avaliam que não estão presentes por tempo suficiente no cotidiano dos filhos.

Duas pesquisas recentes, no entanto, apontam para a direção contrária.

A primeira, da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI), nos EUA, demonstra que mães e pais hoje passam mais tempo com os filhos que há 50 anos. E que, para chegar a isso, abriram mão de horas de sono e de lazer e de cuidados pessoais e da casa.

É o caso de Luciana Périco, 29, gerente financeira de uma multinacional e mãe de Enrico, 2. “Tenho uma rotina bem louca de trabalho e abri mão de todo o resto para estar com meu filho quando posso.”

Isso inclui menos horas de sono, menos cuidados com a casa e o abandono da academia. “Também não vou mais tanto ao supermercado. Compro mais pela internet.”

Ainda assim, diz ela, o sentimento de culpa persiste.

TEMPO DE QUALIDADE

A segunda pesquisa, canadense, não encontrou relação de causalidade entre quantidade de horas de convivência com os pais e benefícios na vida escolar e emocional de crianças de 3 a 11 anos.

A conclusão: qualidade vale mais que quantidade quando o assunto é a construção de vínculos e a influência no desenvolvimento dos filhos.

Isso quer dizer que interagir com as crianças e dedicar-lhes atenção exclusiva por algum período é mais interessante para o seu desenvolvimento do que passar muitas horas em sua presença, mas desempenhando outras atividades como trabalhar, assistir TV, usar o celular ou cuidar da casa, por exemplo.

Segundo Melissa Milkie, professora da Universidade de Toronto, no Canadá, e uma das autoras do estudo, ler para as crianças, passear e brincar com elas ou simplesmente conversar são exemplos de como atribuir qualidade ao tempo que se tem de convívio em oposição às rotinas de cuidado, como preparar refeições ou dar banho.

Os resultados de seu estudo, no entanto, não são consensuais. “É o tipo de pesquisa que reforça a velha desculpa de pais que não encontram tempo para estar com os filhos”, diz José Martins Filho, presidente da Academia Brasileira de Pediatria.

“A sociedade acha que a produtividade é tão mais importante que as crianças não precisam da presença dos pais. Mas, do nascimento até os dois anos, o afeto e o vínculo com os pais são essenciais para o desenvolvimento. Essas crianças precisam de qualidade e quantidade”, diz o professor de pediatria.

ACIMA DA MÉDIA

Milkie diz haver forte dissonância entre o tempo subjetivo dos pais e aquele que eles de fato gastavam com os filhos. “Muitos sentem que o tempo dedicado não foi suficiente ainda que, objetivamente, ele tenha sido bem acima da média.”

O estudo de Judith Treas, diretora do Centro de Demografia e Análise Social da UCI, mediu o tempo dedicado aos filhos por mães e pais desde 1965 em 11 países da Europa e América do Norte.

Se nos anos 1960 mães dedicavam 54 minutos diários aos filhos, nos anos 2010 já eram 104 minutos diários. Já os pais foram de 16 minutos em 1965 para 59 minutos diários com os filhos. As médias atuais são mais altas entre pais com maior escolaridade.

“A gente sempre acha que tem de ser um pouquinho mais”, admite o personal chef Ed Canholi, 47, pai de Duda, 4. Entre outras coisas, ele abandonou o futebol com os amigos e a carreira de analista de sistemas para se dedicar mais à paternidade. “Antes, passava pouco tempo em casa. E, agora, não adianta passar 20 horas com a Duda se não consigo dar atenção. Busco estar disponível a ela.”

Segundo Patrícia Camargo, sócia da Tempojuntos, projeto que promove o brincar como meio de construção do vínculo entre pais e filhos, é interessante desconstruir o “senso comum de que antigamente as coisas eram melhores”. “A verdade é que os adultos não dedicavam muito tempo aos filhos e as crianças tinham que se virar.”

TUTELA PARENTAL

Estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, não encontrou relação de causalidade entre a quantidade de tempo que pais dedicavam aos filhos e efeitos benéficos no comportamento ou desempenho escolar de crianças de 3 a 11 anos.

Quando o foco foram adolescentes de 12 a 18 anos, no entanto, a pesquisa identificou que, quanto mais tempo passado com os pais, menos os jovens apresentavam comportamentos delinquentes e mais demonstravam resultados positivos na escola.

Resultado parecido foi encontrado por um projeto de tutela parental desenvolvido pelo Centro Educacional e Assistencial (CEAP), ONG que atua como escola profissionalizante no distrito de Cidade Ademar, uma das regiões de maior vulnerabilidade juvenil da capital paulista.

O CEAP promove encontros de educadores com os pais de seus alunos, além de encontros individuais para a discussão de questões específicas da família.

“O princípio é o de que uma formação humana e cidadã tem de ter, como eixo principal, a família”, explica Carlos Henrique Lima, diretor de Desenvolvimento Institucional.

Mitos sobre dedicar tempo aos filhos

MITO: Mães que trabalham não passam tempo suficiente com os filhos

Essa questão tem sido posta desde que as mulheres entraram em maior número no mercado de trabalho, nos anos 1970, devido à ideia de que, sem as mães em casa o tempo todo, as crianças sofreriam graves consequências –o que tende a gerar culpa entre aquelas que trabalham fora. Estudos, no entanto, apontam que essas mães hoje passam mais tempo com os filhos do que as que ficavam em casa. Especialistas dizem que as mães diminuem horas de sono, deixam de cuidar de si mesmas e dedicam quase todo o tempo livre aos filhos.

MITO: QUANTO MAIS TEMPO PASSAR COM SEUS FILHOS, MELHOR

O estudo canadense de que a professora Melissa Milkie é coautora não encontrou relação entre a quantidade de tempo com os pais e o desempenho escolar, emocional ou comportamental das crianças. O que contava era a qualidade do tempo de cuidado. O estudo apontou uma relação positiva no caso de adolescentes, que tendiam a ter menos questões ligadas à delinquência e ao abuso de drogas quanto mais tempo passavam com seus pais.

MITO: Os melhores pais são os que mais se dedicam aos filhos

O estudo de Milkie aponta que pais estressados e culpados por não conseguirem passar tanto tempo com seus filhos prejudicam as crianças com essa tensão. O excesso de zelo, dizem especialistas, pode diminuir a habilidade das crianças de resolver problemas por elas mesmas. Muitos profissionais dizem que brincar livremente ajuda os pequenos a desenvolverem sua imaginação e suas habilidades sociais.

Fonte: “Education Gradients in Parent’s Child-Care Time Across Countries, 1965-2012”, Giulia Dotti e Judith Treas

A gerente financeira Luciana Périco e o gerente de projetos Thiago Guedes brincam com o filho Enrico

– Como a Gentileza faz Diferença na Administração de Empresas

Cada vez mais o tema “boa educação e gentileza” na Administração de Empresas vem à tona. A seguir, interessante material de como simples ações e bons modos pode ajudar o profissional no mundo corporativo.

Extraído de: http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3594802-EI1377,00-Ser+gentil+abre+portas+no+trabalho.html

SER GENTIL ABRE AS PORTAS NO TRABALHO

Segundo os caçadores de talento, ser gentil é muito importante para ter reconhecimento no mercado

Levar uma fechada no trânsito e ainda ser xingado, agüentar o chefe mal-humorado que mal diz bom dia, ficar meia hora pendurado no telefone esperando uma resposta do atendente. Realmente é difícil ser gentil nas grandes metrópoles. Mas saiba que é bom ir treinando pequenas gentilezas no dia-a-dia se você pretende ter sucesso na carreira.

As americanas Linda Kaplan Thaler e Robin Koval se inspiraram no segurança do prédio de escritórios onde trabalhavam, em Manhattan, para escrever o livro O Poder da Gentileza (Editora Sextante). Os calorosos cumprimentos de Frank, um homem na casa dos 50 anos, animam o dia das pessoas que passam pela portaria todas as manhãs.

E foi exatamente isso que ajudou a equipe das publicitárias a fechar um contrato multimilionário com o presidente do sexto maior banco dos Estados Unidos. Ele ficou impressionado com a gentileza de Frank numa cidade em que a frieza e atitude inflexível fazem parte de sua mitologia.

Muitos headhunters acham que ser gentil é uma característica fundamental para ganhar reconhecimento no mercado. Segundo esses caça-talentos, a gentileza sempre abre portas. “Uma pessoa acessível, simpática, educada e aberta a propostas tem mais chances de sucesso profissional em comparação com alguém pouco solícito e mal-encarado”, diz Renata Filippi Lindquist, sócia diretora da Mariaca InterSearch, empresa especializada em recrutamento de executivos.

Essa qualidade, porém, não é desejável apenas quando se fala em executivos. “A gentileza, ou a falta dela, impacta todos os níveis hierárquicos”, afirma Daniela Yokoi Sanchez, gerente da divisão de vendas e marketing da Page Personnel, empresa do grupo Michel Page especializada em recrutamento. E, quando se está começando uma carreira, essa característica se torna ainda mais importante, segundo a headhunter da Mariaca. “Quem trabalha de forma cooperativa tem mais oportunidades de ser considerada”.

Exemplos

No recrutamento, as empresas buscam profissionais que transitem bem nas relações interpessoais e tenham habilidade na comunicação. Por isso, é comum a entrevista abordar assuntos como vida pessoal, família e hobby do candidato, que podem revelar as características citadas.

Daniela lembra dois profissionais que ilustram bem comportamentos distintos no mundo corporativo para os quais recrutou funcionários. O primeiro é um executivo da área de alumínio – gentil com homens e mulheres, bem-educado e preocupado com a família. “Para ele, fiz a contratação de uma profissional, que está adorando e desenvolvendo muito profissionalmente. Ele é lembrado no mercado de modo positivo”, conta.

O segundo cliente é de uma multinacional e, segundo Daniela, conhecido por sua indelicadeza. “Sua gestão não é bem vista no mercado. Fecham negócio com ele só porque sua empresa é referência”, revela.

Problema de imagem

A gentileza muitas vezes pode ser confundida com fraqueza, o que não gera respeito. Como não cair nessa armadilha? “É preciso ser assertivo e passar o recado de forma clara e objetiva sobre procedimentos, resultados, prazos. Mas é possível fazer isso de maneira amistosa, já que causar medo não gera respeito”, diz a sócia proprietária da Mariaca.

Por outro lado, se a equipe sentir que o chefe é somente um amigo e faz da empresa uma extensão de sua casa (com happy hours constantes, falta de horário) não será respeitado. “Regras claras, organização, educação e transparência são essenciais para evitar confusões”, conclui.

Pratique

A frase “Podemos sempre ser gentis com pessoas que não têm qualquer importância para nós”, do personagem Lorde Henry, em O Retrato de Dorian Gray (1890), de Oscar Wilde, mostra que a gentileza pode ser praticada para um dia se tornar natural.

Mas cuidado com o exagero. “Quem é gentil só para fazer marketing pessoal se torna cansativo”, avisa Renata. Para aqueles que têm consciência de sua introversão, ela indica exercitar mais a gentileza, pois, mesmo no exagero, vai parecer natural. Já que as pessoas extrovertidas devem ser cuidadosas e dosar as gentilezas, para evitar o ar artificial.

Ser gentil, no entanto, não é apenas perguntar como foi o fim de semana para o colega de trabalho. Sorrir sempre, cumprimentar todos, ajudar os colegas, ser participativo e fazer parte do time são gestos gentis que os especialistas indicam para um ambiente profissional saudável. Vale a pena tentar, já que o mínimo que pode acontecer é contagiar as pessoas à sua volta, e essa gentileza retornar para você.

Cinco dicas úteis

Coloque a gentileza em prática seguindo os ensinamentos das autoras americanas Linda Kaplan Thaler e Robin Koval:

1 – Pratique. Todos os dias, durante a próxima semana, faça cinco coisas simpáticas que não tragam nenhuma recompensa imediata a você. Agradeça sempre, dizendo “obrigado” aos outros. Pergunte a quem encontrar como vai a vida. Será que a faxineira do prédio tem netos? O sentido disso não é imaginar que o taxista a quem você deu uma gorjeta generosa algum dia dirigirá uma empresa importante. É, simplesmente, adquirir o hábito de ser gentil – e descobrir como isso o faz sentir-se bem.

2 – Elogie. Certa vez, um rapaz perguntou a Abraham Lincoln se ele ficava irritado com os constantes pedidos de autógrafo. “Os homens suportam muita coisa quando são lisonjeados”, respondeu o presidente. Suas palavras são tão verdadeiras hoje quanto eram em seu tempo. Todos nós adoramos um elogio. E, no entanto, somos parcimoniosos ao fazê-los. Se você está preocupado com a possibilidade de que um elogio pareça falso, fique tranqüilo. O próprio fato de estar preocupado com isso significa que você não é um puxa-saco e, portanto, não dará essa impressão.

3 – Sorria. Estudos mostram que o simples ato de sorrir faz com que você se sinta realmente mais feliz, o que acontecerá também com as pessoas à sua volta. Então tente adquirir o hábito de sorrir mais. Como prática, sorria para estranhos amistosos e receptivos. Comece com crianças. Após algum tempo você estará preparado para sorrir até para as pessoas com um ar mais antipático.

4 – Adoce a vida. Mantenha um suprimento de guloseimas em sua escrivaninha ou nas proximidades. Quando as pessoas que vierem vê-lo parecerem tensas, cansadas, mal-humoradas, abra sua gaveta e dê um docinho a elas.

5 – Ajude o inimigo. Enumere seus três maiores rivais. Para cada um, escreva alguma coisa que você poderia fazer para ajudá-lo e que não atrapalhe seu próprio trabalho. Na próxima oportunidade, ofereça sua ajuda.

– Vazamento de Dados e Golpes: Cuidado com a ligação da Editora 3D Publisher!

Viram os 3 mega-vazamentos de dados ocorridos na última semana? Claro, como sempre, ninguém explica como a bandidagem conseguiu…

De tudo, ficaram expostos: dados pessoais, bancários, de contato, entre outros.

Eu, particularmente, recebi telefonemas de vários telemarketings com ofertas reais (mas com vantagem somente para o vendedor) e de irreais (aquela tentativa de te fazer acreditar que ganhou algo grátis, mas tem que pagar).

E os engodos?

O pior deles, o mais nojento, foi há pouco. “Joice”, de um suposto escritório de advocacia, me ligou “alertando” que eu iria ser processado por não ter pago assinaturas de revistas contratadas pela “3D Publisher“, uma editora que trabalha em Aeroportos, Shoppings e Faculdades com revistas semanais, a título de degustação.

Poxa, na hora percebi que era golpe, já que nunca utilizei destes serviços e nem sequer conheço essa editora (se é que ela existe). Mas o papo da moça é convincente, faz você crer no que não fez. Mais grave: tem todos os meus dados (CPF, endereço, final do cartão de crédito!).

A oferta? Para eu não ter meu nome no Serasa com os acúmulos de R$ 21 mil (é mole?), eu poderia pagar apenas “R$ 1.900,00”.

Há que vontade de descobrir quem são esses vagabundos e entregar à Polícia…