– A Poluição dos Rios Tietês e Jundiaí

Dias atrás o Rio Tietê, na região de Salto/SP, apresentou o fenômeno da água preta, acompanhado de matança de peixes.

Já no Rio Jundiaí, nas proximidades, as águas poluídas continham espuma cor-de-rosa.

O que fazer? Quando as autoridades levarão a sério o problema da poluição ambiental e revitalizarão esses rios?

Falta, acima de tudo, vontade política.

Coitados dos moradores de Salto… São obrigados a viverem com o descaso dos governantes que de concreto nada fazem.

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– A Sábia Ação Simpática de Morata

Dias atrás, uma louvável ação de carinho. Veja:

O jogador espanhol Morata (Real Madrid) não é um dos craques tão badalados do seu time, como Cristiano Ronaldo ou Bale. Mas mostrou muita categoria fora das 4 linhas com um gesto plausível: ao visitar garotos que fazem tratamento quimioterápico para o combate ao câncer (e que por isso ficam carecas), ouviu deles que gostavam do seu cabelo arrepiado, mas que não poderiam imitá-lo devido ao triste efeito colateral.

Assim, Morata teve uma ótima ideia: passou a lâmina de barbear na cabeça e ficou careca! E disse:

Alguns meninos com câncer queriam imitar meu penteado; como não podiam, eu imitei o deles“.

Atitude simples e significativa. Parabéns ao atleta do time madrilenho.

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– Há 20 anos, já se previa a escassez das chuvas de hoje! E nada foi feito…

Os ecologistas avisaram sobre as mudanças climáticas que sentimos na pele atualmente, mas os governantes deram de ombro e medidas ecologicamente corretas nunca foram tomadas.

Quer prova disso?

Abaixo,

Extraído de Terra Notícias:

CAUSADA POR DESMATAMENTO, SECA EM SP FOI PREVISTA HÁ DÉCADAS

O Sudeste, o Centro-Oeste, o Norte e o Nordeste registraram recordes de temperatura nos últimos dias com a bolha de calor estacionada sobre estas regiões. Ela impede a chegada da umidade e consequentemente da chuva. Mas esse é apenas um dos reflexos de um cenário catastrófico já previsto há mais de 20 anos, que hoje, não se trata apenas de uma previsão, mas sim das consequências do desmatamento.  O engenheiro agrônomo com doutorado em biogeoquímica planetária do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Antônio Donato Nobre, autor de um estudo chamado Futuro Climático da Amazônia  – que deve ser publicado até o final do ano – afirma que a única forma de remediar a situação é adotar uma estratégia de guerra.

“Não quero ser radical, mas quando nós chegamos a esse ponto, nós precisamos ter um discurso de guerra”, diz comparando a ação dos governantes frente à crise financeira de 2008, quando foram investidos trilhões de dólares para salvar bancos privados da crise.  “É uma decisão que precisa ser tomada em 15 dias e não em 15 anos”.

O professor afirma que já vivemos dentro de um desastre, a exemplo do que ele vê todos os dias pela janela de seu apartamento em São José dos Campos, “vejo o céu do Saara, nós estamos aqui em um processo de desertificação, e eu torço para que esteja errado, para que eu esteja equivocado”.

“Essa onda de destruição tem consequência, agora é a hora da consequência e nós vamos pagar o preço… mas não são mais os cientistas ou a sociedade que estão falando isso, agora é o clima que está falando…. abra a sua torneira e veja se a água está saindo. Esta demonstração faz com que eu não precise me preocupar em relação sobre se o que eu estou falando é verídico ou não”.

Nobre explica que a principal causa do que temos testemunhado no Brasil é efeito do fim das florestas do Sudeste e do desflorestamento em andamento na Amazônia, que diminuiu a umidade do ar. Isso  faz com que as massas de ar seco fiquem estacionadas, diminuindo ainda mais a umidade e impedindo as chuvas. A importância das florestas é tamanha, que um estudo do qual Nobre participou mostrou que a vegetação amazônica produz mais umidade que o volume de água diário do rio Amazonas, que é o maior do mundo. 

Constatações como essa tem feito com que ele defenda ações mais urgentes e radicais contra o desmatamento e em favor do reflorestamento, porque as consequências já estão sendo sentidas. “Quando a gente está dentro de um desastre, não podemos raciocinar com a lógica antiga… essa lógica de que ‘será que a Dilma vai concordar’, não funciona em um desastre. Quando você está em um esforço de guerra é regime de exceção, de calamidade pública… é minha posição pessoal, mas é porque não vejo outra saída”, diz. 

Ele cita o exemplo do cientista da NASA James  Hansen, um dos maiores nomes no monitoramento de temperatura, que  começou a realizar protestos dizendo que as pessoas soubessem o que ele sabe, estariam juntos com ele protestando. 

“Isto já estava previsto há 20 anos atrás, já estavam gritando na  Eco 92 no Rio de Janeiro para ajudar a humanidade. É grave a situação, é gravíssima, mas não só, não fizeram nada, como aceleraram o processo de destruição. Agora é o custo. Destrói a sua casa, e agora não mais onde morar”, afirma.

Sua maior crítica é contra setores que defendem o desmatamento em favor da agricultura, que impuseram mudanças como o novo Código Florestal, mas que não levaram em consideração os efeitos que o clima tem sobre a própria agricultura, que depende muito da previsibilidade do clima. Ele diz que além da população, a agricultura sofrerá os impactos disso. “O que essas pessoas que falam em nome da agricultura fizeram foi dar um tiro no próprio pé”. “Porque mesmo com chuva, em um evento de 2004 no Rio Grande do Sul, faltou chuva em umas semanas no período em que a soja estava florescendo e teve mais de 60% de queda de produção”.

Bolha de Calor

Um dos efeitos do desmatamento e do processo de desertificação é a bolha de calor que nos últimos dias têm provocado altas recordes nos termômetros de diversas capitais do País. Na quinta-feira, foram registradas temperaturas superiores a 40ºC em ao menos seis cidades do Sul, Sudeste e Nordeste. A situação só deve melhorar a partir da semana que vem, segundo as previsões do Climatempo.

Enquanto isso no Sul, o problema são as chuvas de granizo e temporais  que destelham casas e inundam as ruas provocando um verdadeiro caos na vida cotidiana. Em Porto Alegre, em dois dias choveu mais da metade da média de um mês.

Está passando por problemas com a água em sua cidade? Mande relatos, fotos e vídeos para nós pelo vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra, clicando aqui, ou envie pelo aplicativo WhatsApp, disponível para smartphones, para o número +55 11 97493.4521.

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– Ebola e o Constrangimento Mundial

Depois da África ficar abandonada, agora, com a chegada do Ebola nos EUA e Europa, as autoridades ocidentais se dão conta do perigo e da dor causadas pela doença.

Gente… são milhares de coitados morrendo de Ebola no continente africano. As providências dos países ricos só são tomadas quando o vírus está próximo?

Rezemos e vamos agir pelos nossos irmãos pobres, que estão sofrendo e sendo dizimados. Não dá para não se comover com imagens (que se tornaram comuns) como essa:

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– Hong Kong e China em discussão

A rica, livre e ex-britânica Hong Kong era tranquila e próspera anos atrás. Mas quando a Rainha Elisabeth II a “devolveu” à China, certamente os problemas surgiriam.

E surgiram!

Na China, acontecerá o pleito eleitoral em breve, e os cidadãos só podem votar nos candidatos indicados pelo Partido Comunista. E como os moradores de Hong Kong não estão acostumados com ditadura, se revoltaram e protestam por lá.

Eis a prova de que o interesse econômico fala mais alto do que a democracia. Quando uma nação é pobre e ditatorial, as nações ricas reclamam do autoritarismo. Mas quando é a China, se calam pelos direitos humanos!
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– CPFL não respeita ninguém!

Depois de 3 tentativas para pedir a troca de uma simples lâmpada queimada na rua, e nas 3 vezes (com protocolo na mão) a atendente da CPFL dizer que o prazo era de 48h para a troca, e de todas as ligações já se terem passado rigorosamente 1 semana de cada e nenhum reparo ter sido feito, o que fazer?

Quase 1 mês implorando para uma simples troca de lâmpada na minha rua, num local escuro, e “neca de pitibiriba”. Estou pensando seriamente em emprestar alguma escada alta e comprar uma lâmpada para iluminar o trecho.

Que vergonha, CPFL! Nos tempos em que existia as estatais CESP e Eletropaulo, a gente achava que o serviço era péssimo. Lêdo engano… a CPFL parece ser ainda pior!

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– Oficina de Educação Política para a Cidadania. Que tal participar?

por Reinaldo Oliveira

O Movimento Voto Consciente Jundiaí em parceria com a Rede Social Jundiaí, a Cáritas Diocesana de Jundiaí e com a Pastoral Fé e Política promoverá a “Oficina de Educação Política para a Cidadania”, que faz parte da campanha Cidadonos Eleições 2014 e busca promover o voto consciente e a cidadania.
A oficina será gratuita e as inscrições devem ser feitas com antecedência, pela internet (http://bit.ly/OficinaVotoConsciente), já que as vagas são limitadas. Todos podem participar e os organizadores pretendem mobilizar lideranças de comunitárias, professores e jovens.
O objetivo é atrair pessoas interessadas em multiplicar a conscientização política e estimular o voto consciente na cidade.
Na oficina, serão trabalhados conceitos e informações sobre política, eleições, sistema e financiamento eleitoral e os compromissos assumidos pelos candidatos da região.
A formação será realizada em dois encontros de sábado, nos dias 23/08 e 30/08, das 14hs às 17hs, totalizando seis horas de atividades formativas.
Serviço – Ambos os encontros serão realizados na Cúria Diocesana de Jundiaí (Rua Engenheiro Roberto Mange, 400 – Anhangabaú; Fone: (11) 4583-7474)
Cidadonos Eleições 2014–O Voto Consciente Jundiaí está sabatinando todos os candidatos a deputado da região e registrando seus compromissos na “Ficha Pública”, que será distribuída em palestras e debates, em escolas e bairros da cidade. É uma mobilização pelo voto de qualidade nas eleições. Assim, cidadãos mais conscientes e governantes mais comprometidos poderão construir uma cidade ainda melhor.
Recapitulando:
Quando: dias 23 e 30 de Agosto de 2014
Onde: Cúria Diocesana de Jundiaí – Rua Engenheiro Roberto Mange, 400 – Anhangabaú.
Inscrições: http://bit.ly/OficinaVotoConsciente
Abraços!

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– Veículos menos poluentes do Brasil

Essa vem do relatório “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2012 do IBGE”; Sistema Onda Verde do IBAMA e do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo: Hoje, os carros novos estão bem adequados à lei que coíbe poluição por gás carbônico. Agora, a preocupação é com o Ozônio, formado da reação do óxido nitroso + hidrocarbonetos.

Quer saber quem mais emite esses gases?

  • os carros que mais poluem óxido nitroso (em g/km)
  • 91,7% do limite máximo da lei: Chery Tiggo, Kia Carnival e Renault Symbol
  • 86,7%: Fiorino Ambulância e Uno Ie 1.3
  • 85,8%: Celta 1.4 e Prisma 1.4
  • os carros que menos poluem óxido nitroso (em g/km)
  • 1,7% do limite máximo da lei: BMW 135, Ford Fusion, Nissan Livinia e Porsche 911
  • 2,5%: Nissan Tiida
  • 3,3%: Tucson 2.7
  • ————————————————————————
  • os carros que mais poluem hidrocarbonetos (em g/km)
  • 100% do limite máximo da lei: BMW 530, Fiat Strada Trekking, Mitsubishi L200, Pajero Sport, Renault Logan, Renault Sandero, Renault Symbol e Subaru Forester
  • 98%: Fiat Palio, Fiat palio Weekend e Fiat Siena 1.0
  • os carros que menos poluem hidrocarbonetos (em g/km)
  • 0%: VW Gol, Renault Kangoo, Renault Megane
  • 4%: Nissan Sentra

– De Novo Produto em Caixa Contaminado?

Primeiro foi o caso do Leite em Caixa de diversas marcas com excesso de Soda Cáustica; depois o Suco Ades; ainda o caso do Toddynho que queimou a boca de crianças, e agora… o Toddynho contaminado de novamente!

O que está acontecendo com a qualidade dos sucos/ leites em caixa?

A Pepsico, que é dona do achocolatado, confirmou que 8.000 embalagens foram contaminadas com a bactéria Bacillus Cereus, causando intoxicação alimentar a quem consumir (lote GRU L15 51, distribuídos no RS).

Esses constantes problemas acabam denegrindo a marca, sem dúvida alguma!

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– Flamengo x Botafogo e a Faixa que Escancara a Realidade!

Uma imagem que diz tudo: vocês viram os dizeres da faixa que os jogadores do Botafogo entraram em campo antes da partida em que foram derrotados para o então lanterna Flamengo no Maracanã?

Nela estava escrito em referência ao atraso dos pagamentos de atletas:

“ESTAMOS AQUI PORQUE SOMOS PROFISSIONAIS E POR VOCÊS, TORCEDORES.

5 MESES DE DIREITO DE IMAGEM

3 MESES DE CARTEIRA DE TRABALHO

FGTS”

Pois é… triste e fiel retrato de muitos clubes de futebol do Brasil. O mais interessante é que os dirigentes não assumem a incompetência de suas administrações e postergam a resolução dos problemas. Na última sexta-feira, o presidente do Fogão, Maurício Assumpção, disse que se o Governo não ajudar vai retirar seu time do Campeonato Brasileiro.

Ora, as dívidas dos clubes à União chegam a 5 bilhões de reais! Caro leitor, experimente deixar de pagar seus impostos para ver o que acontece…

No futebol, se faz vista grossa e nunca dá nada!

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– Cruz Vermelha do Brasil desviando dinheiro de necessitados?

Cerca de 17 milhões de reais que seriam usados para ajudar desabrigados das chuvas da Região Serrana atingidos no verão passado, foram desviados pela Cruz Vermelha Brasileira.

Gente… falamos da CRUZ VERMELHA! Entidade filantrópica mundialmente conhecida.

Que coisa. A corrupção age e contagia gente de bem que não está preparada.

O dinheiro?

Foi parar no… Maranhão!

Lembrou de algo? Paremos por aqui…

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– Trabalhar demais pode render divórcio!

Cuidado se você se dedica demais para a empresa e pouco ao parceiro. Veja a gigante  ALL: foi condenada a pagar indenização por indiretamente provocar um divórcio!

Exigia tanto empenho da sua funcionária que o marido dela a abandonou…

Entenda, em: http://www.correioforense.com.br/direito-trabalhista/trabalhadora-que-teve-o-casamento-prejudicado-por-exigencia-de-jornadas-muito-extensas-deve-ser-indenizada-por-dano-existencial/#.U9ZcLlaZPLc

EMPRESA É CONDENADA A PAGAR INDENIZAÇÃO POR PROVOCAR DIVÓRCIO CAUSADO POR JORNADA EXCESSIVA DE TRABALHO

Uma empregada da América Latina Logística (ALL) deve ser indenizada em R$ 20 mil por danos causados aos seus projetos pessoais, devido à exigência patronal de jornadas extensas. Ela trabalhou por quase cinco anos das 8h às 20h, entre segundas e sextas-feiras, nos sábados das 8h às 16h e, em dois domingos por mês, das 8h às 13h, com uma hora diária de intervalo. Para os desembargadores da 4ª Turma do TRT da 4ª Região (RS), a carga horária, bastante superior ao limite fixado pela Constituição Federal, gerou dano existencial à trabalhadora, já que acarretou no fim do seu casamento por causa de desentendimentos gerados pela sua ausência. O dano existencial ocorre quando uma exigência ou permissão patronal prejudica a realização de projetos de vida do empregado, ao violar o direito à convivência familiar e social, bem como ao descanso e ao lazer.

Em primeira instância, o juiz Max Carrion Brueckner, da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, arbitrou o valor da indenização em R$ 67,8 mil. Os desembargadores da 4ª Turma do TRT-RS, apesar de confirmarem o entendimento do magistrado de origem, decidiram diminuir o montante para R$ 20 mil. As partes ainda podem recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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– O Nobre Gesto Caridoso de Ozil

Mesut Ozil, alemão de origem turca e que foi um dos protagonistas do título da Alemanha na Copa do Mundo 2014, mostrou como um digno campeão deve proceder.

Ao receber sua premiação de quase 1 milhão de reais pela campanha vitoriosa, resolveu doar seu dinheiro a uma ONG que cuida de 23 crianças brasileiras doentes e que pedia ajuda para bancar as cirurgias delas.

O mais bacana: antes da Copa, Ozil já havia ajudado essa entidade com outras 11 crianças doentes, e agora em sua página oficial na Internet resolveu explicar a doação (ele havia sido vítima de boataria que o acusava de financiar fanáticos religiosos na Faixa de Gaza):

Queridos fãs, antes do Mundial ajudei na cirurgia de 11 crianças doentes. Já que vencemos a Copa, lembro que a vitória não ocorreu por causa de 11 titulares, mas de uma equipe inteira. Portanto, farei uma nova doação para 23 crianças. A doação integral do prêmio é o meu agradecimento pessoal pela hospitalidade do povo brasileiro”.

E pensar que Gana ameaçou fazer greve se não recebesse no hotel uma quantidade absurda de dólares em dinheiro vivo da federação local; que Camarões brigou entre os jogadores por culpa de achar pouca a premiação da Copa, e que o Brasil dividiu entre si o valor de 44 milhões de reais pelo 4o lugar…

Um campeão pode se tornar um conquistador de títulos respeitado. Ou mais: um herói, dependendo dos seus gestos!

Parabéns, Ozil.

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– Preconceito contra Obesos dentro do próprio Governo?

Triste caso de preconceito contra obesos: até o Governo está constrangendo quem está acima do peso? Professores barrados pelos quilos?

Uma vergonha… abaixo:

Extraído de: http://www.iberoamerica.net/brasil/prensa-generalista/folha.com.br/20140517/noticia.html?id=Jyuh02r

PERÍCIA BARRA DOCENTE OBESO EM CONCURSO

Por Mariana Bruno

A obesidade mórbida foi responsável pela rejeição de um quarto dos professores aprovados no último concurso do governo do Estado de São Paulo, no fim de 2013, para a educação básica.

De 11.858 docentes aprovados e que passaram pela avaliação de saúde, 155 foram considerados inaptos nas perícias, sendo 39 (25%) deles recusados por obesidade.

Segundo o DPME (Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo), órgão da Secretaria de Estado da Gestão Pública que forneceu os dados à Folha, os professores barrados no concurso ainda podem pedir reconsideração da avaliação.

Outras doenças também fazem com que professores aprovados fiquem pelo caminho. Entre elas estão nódulos em cordas vocais, neoplasia maligna (câncer), diabetes grave, hipertensão grave e hipoacusia (diminuição da capacidade auditiva).

A professora de química Ana Carolina Buzzo Marcondelli, 30, de Américo Brasiliense, na região de Ribeirão Preto, foi reprovada por ser obesa e disse que está sendo vítima de preconceito.

O diretor da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado) em Ribeirão Preto, Mauro Inácio, questiona os critérios de avaliação, já que a maior parte dos professores reprovados já trabalha para o Estado sem ter feito concurso para se tornar efetivo.

Em nota, o sindicato se posiciona contra as reprovações e entende que a obesidade não poderia ser motivo para não aprovar professores.

HISTÓRICO

O caso é recorrente no Estado. No final de 2009 o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar a negativa do governo do Estado em contratar obesos que passaram em concursos.

Em 2011, o governo paulista reavaliou a situação de professores aprovados em concurso público, mas que foram considerados inaptos pela perícia médica do Estado.

Para o professor do departamento de Educação, Informação e Comunicação da USP de Ribeirão Preto José Marcelino de Rezende Pinto, o governo deveria avaliar mais questões didáticas e específicas sobre as disciplinas e não critérios como o peso.

“O fato de muitos candidatos reprovados já trabalharem no Estado, mas sem serem concursados, já mostra uma contradição”, disse.

CONTINUIDADE

O DPME informou que a perícia é uma prerrogativa de quem organiza o concurso e visa garantir a “continuidade no serviço público”.

Segundo o órgão, dos 39 professores reprovados na perícia por serem obesos mórbidos, somente três são da área de educação física.

A Secretaria de Estado da Educação não quis se manifestar sobre as reprovações.

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– Consumo Responsável em Alta?

Olha que interessante essa matéria: empresas que sugerem o consumo moderado de seus produtos. O marketing pelo pseudo antimarketing?

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/359718_NAO+COMPRE+MEUS+PRODUTOS+

“NÃO COMPRE MEUS PRODUTOS”

A grife americana Patagonia faz sucesso recomendando a seus clientes que não consumam em excesso – inclusive artigos da própria marca

Por Luisa Purchio

Algumas empresas se tornam ícones de seu tempo graças ao estrondoso sucesso financeiro. Outras por criar marcas que ajudam a transformar o mundo. Há um terceiro e raro grupo que faz história porque realiza as duas coisas ao mesmo tempo. Nesta categoria está a grife de roupas californiana Patagonia (sem acento mesmo), identificada como uma das corporações mais inovadoras do mundo. A Patagonia faz sucesso sugerindo para seus clientes que comprem pouco – inclusive produtos da própria marca. Afinal, pregam seus executivos, o consumo excessivo faz mal ao planeta. Se faz mal ao planeta, é ruim para a companhia também. A Patagonia é o símbolo máximo do chamado “capitalismo consciente”, conceito baseado na ideia de que a contribuição das empresas para a sociedade deve ir além do lucro. Para reconhecer companhias que, a exemplo da Patagonia, buscam um mundo melhor, a ISTOÉ criou o prêmio “As Empresas Mais Conscientes do Brasil”

O jeito Patagonia de ser é obra de seu fundador, o alpinista, surfista, ambientalista e, por acaso, empresário, Yvon Chouinard. Adepto de esportes radicais, Yvon começou a praticar alpinismo em 1953, aos 14 anos. Em 1972, ao viajar com amigos para escalar, ele percebeu que os pitões (ferramenta pregada na montanha para dar suporte à escalada) da época eram de ferro e precisavam ser deixados na rocha, o que resultava numa agressão à natureza. A criação de um pitão de alumínio foi o ponto de partida para que desenvolvesse uma série de equipamentos amigos do meio ambiente e que deram origem à grife. Os produtos logo começaram a ser cobiçados por aventureiros e, mais tarde, por pessoas sem vocação esportiva, mas engajadas no respeito ao planeta. O discurso e a prática de Yvon o fizeram bilionário. Hoje uma empresa global, a Patagonia fatura R$ 1,5 bilhão por ano.

“O sucesso da Patagonia se dá pela coerência do processo”, diz Ismael Rocha, especialista em responsabilidade social da ESPM. “Não é só discurso.” Há dois anos, a empresa realizou uma ação ousada; em plena Black Friday – dia em que os americanos vão às compras de forma compulsiva –, colocou no “The New York Times” o anúncio “Don’t buy this jacket” (“não compre esta jaqueta”). Detalhe: a jaqueta era da marca Patagonia. O objetivo era convidar os americanos a refletir sobre o consumo desen­freado. Para aumentar a vida útil de seus produtos, a empresa repara os danos causados pelo cliente, sempre a preços camaradas. O modelo de negócios tem se mostrado tão eficiente que a Patagonia pretende investir em áreas distintas de sua vocação original, como a de alimentos. A empresa já produz salmão e agora pretende lançar uma linha de sopas. “Existe uma legião de pessoas com dinheiro para gastar e que se preo­cupa com os danos do seu consumo”, diz Luciana Stein, diretora da Trendwatching, uma das maiores empresas mundiais de pesquisa de tendências de consumo. São pessoas assim que a Patagonia fisgou – e que deverá continuar seduzindo por um longo tempo.

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– Dia do Autista. Já se vestiu de Azul?

E hoje é dia de debater sobre o Autismo. O 2 de Abril é reservado para essa data, que visa eliminar os preconceitos e ajudar os autistas.

Que tal pensar nesse assunto? Clique em RevistaAutismo.com.br/DiaMundial

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– Criatividade em Prol do Meio Ambiente

Veja que bacana: próximo ao Elevado Costa e Silva (Minhocão), uma ONG está incentivando a preocupação e preservação do meio ambiente através da exposição de expressões faciais das próprias árvores.

Através de imagens de 3D, de acordo com a qualidade do ar, as árvores demonstram por efeitos sorrisos, caras de insatisfação, raiva ou felicidade plena!

Criativo:

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– A Irresponsabilidade do Comentarista

Há gente que não se manca! Ronaldo Giovanelli, ótimo goleiro que jogou nos anos 90 no Corinthians, esqueceu-se que é comentarista esportivo pela TV Bandeirantes e não torcedor.

Em seu Twitter, após a polêmica do jogo São Paulo 0 x 1 Ituano, escreveu:

Marmelada das meninas pipoqueiras, as meninas entregaram sim. Entregaram para os meninos do Ituano“.

Pra quê tais termos? Para incentivar a violência? Com tantos torcedores briguentos, fomentar provocações é correto? Alguém que tem o microfone à sua disposição não deveria ser mais profissional?

Na TV, segundo ele, “o São Paulo fez isso para evitar o Corinthians num mata-mata“…

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– Referências Perdidas para o Futuro? Sobre Black Blocs, Jovens Diferenciados, Esperança, Mundo Real e Virtual

Você já ouviu falar de Zygmunt Bauman? Eu também não. Mas ele é um dos maiores pensadores do século XXI. Polonês, foi expulso de seu país no tempo do comunismo por ter idéias contrárias ao regime.

Em entrevista recente à Revista Época (ed 10/02/14, pg 68-70 a Luís Antonio Giron), falou sobre o futuro da humanidade. E declarou-se meio que desesperançoso, alegando que só os jovens indignados podem mudar o mundo.

Mas quais jovens?

Certamente não são os violentos black blocs os mais indicados. Aliás, causa espanto a ativista “Sininho” incentivando o anarquismo e acusar a própria Bandeirantes pela morte do cinegrafista Santiago, alegando que em eventos de protesto vai ter bomba e a imprensa não deve ir!

Pior é o ativista pago Caio, preso por ter lançado o rojão que matou o inocente profissional, se apresentar como vítima da “empolgação da sociedade”(?), alegar que o alvo seria a Polícia (cáspita, a vida de um PM vale menos do que a de qualquer outro cidadão para esses imbecis?) e o seu advogado dizer que muitos manifestantes recebem até 150,00 por participação em protesto. Aliás, repararam que PSOL e PT não possuem manifestantes contra mensaleiros, corrupção no Governo Federal e tampouco sobre aumento do IPTU? E não há black blocs contrários a eles? Interessante… “Ativistas Profissionais, como se fosse emprego”.

Os jovens que podem mudar o mundo segundo o sociólogo Bauman são aqueles fora da alienação do mundo da Web, e, apesar de se mostrar melancólico com o rumo que a Sociedade tomou, esperançosamente (talvez sua única demonstração de fé na matéria) disse:

Confio que os jovens possam perseguir e consertar o estrago que os mais velhos fizeram. Como e se forem capazes de pôr isso em prática, dependerá da imaginação e determinação deles. Para que se deem uma oportunidade, os jovens precisam resistir às pressões da fragmentação e recuperar a consciência da responsabilidade compartilhada para o futuro do planeta e seus habitantes. Os jovens precisam trocar o mundo real pelo virtual”.

Ótimo! Penso como ele. Que valores e referências a Sociedade determina nos dias de hoje? A violência, a corrupção, o descaso com o próximo, a ostentação e a individualidade foram legado triste de alguns pais, que com dificuldade de moral e falta de oportunidade educacional, contaminaram uma nação inteira com a história de “levar vantagem em tudo”.

Cabe a nós encontramos e encorajarmos jovens diferenciados com vontade de mudar. E, em muitos casos, sermos esses próprios jovens.

Salvemos nosso Brasil dessa gente interesseira, alienada e que envergonha o seu povo.

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– A Incrível Demissão do Jogador com Câncer! Insensibilidade total…

Sebástian Ariosa é meio campista do Olímpia do Paraguai, e se sagrou vice-campeão da Libertadores da América, contra o Atlético Mineiro, neste ano. Porém, o jogador foi demitido pelo seu clube após descobrir que tem câncer mediastino (entre o tórax e a coluna vertebral). Ao programa de TV local “Fútbol a Lo Grande”, disse o atleta:

Recebi um telegrama dizendo que o clube rescindiu meu contrato. Fiquei sem trabalho (…) Depois da minha doença, levo outro grande golpe, desta vez do clube (…) É uma rescisão de contrato por justa causa, já que não não posso treinar e obviamente não posso praticar a atividade de futebolista. Eles dizem que a rescisão é pelo fato de eu não poder trabalhar (…) Essa não era a forma de conduzir as coisas. Certamente não era o momento de fazerem isso… Mas, enfim, resolveram fazer assim (…) Ainda me devem três meses de salário.

Fico pensando: tal insensibilidade é costumeira ou não entre os clubes? Sinceramente, não me recordo de tal ato desumano aqui no Brasil. Recordo-me que clubes que descobriram doenças graves de atletas (em especial, as do coração) acolheram e cuidaram deles. É de estarrecer tal procedimento.

Fica a indagação: os jogadores se preparam adequadamente para o pós-carreira, sendo por aposentadoria ou por motivos forçados?

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– Você Contrataria ex-detentos? A Pepsi-EUA, não.

Nos EUA, segundo o Huffington Post, a Pepsico terá que pagar US$ 3,1 mi de multa por investigar o passado dos seus empregados. O motivo era evitar pessoas que já foram presas ou mesmo detidas em delegacia.

E aí: você contrataria um ex-presidiário?

Extraído de: http://is.gd/Huc5P7

PEPSI TERÁ QUE PAGAR 3,1 MILHÕES DE DÓLARES

Empresa também recusava aqueles que tivessem sido detidos ou acusados de pequenos delitos.

A Pepsi concordou em pagar 3,1 milhões de dólares por acusações de discriminação racial ao checar a ficha criminal para avaliar candidatos a vagas na empresa. As informações são do Huffington Post.

A EEOC (comissão de oportunidades iguais de emprego dos Estados Unidos) afirmou que essa política da Pepsi, de não contratar funcionários que já foram detidos excluiu, desproporcionalmente, 300 negros que tentavam uma vaga na empresa.

Pela política da Pepsi, os candidatos não seriam contratados mesmo se nunca tivessem sido condenados. A empresa também recusava aqueles que tivessem sido detidos ou acusados de pequenos delitos.

Segundo a EEOC, usar a detenção ou a condenação como critério de seleção de candidatos pode ser ilegal se não for relevante para o emprego.

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– O Imbróglio da Champanhe Infantil

Já é a 3a vez, e nos 3 anos, a mesma polêmica: o Spunch, aquela garrafa de suco da Cereser em embalagem de Champanhe, com motes infantis, é questionada na Justiça.

A questão é: parece embalagem de Champanhe, mas é suco gaseificado destinado ao público infantil. Isso incentiva subliminarmente o consumo de álcool nas crianças?

Fica a sua opinião. Eu não gosto da idéia (e o suco é bem ruinzinho…).

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios-geral,cereser-trava-disputa-judicial-para-manter-o-spunch,169668,0.htm

CERESER TRAVA DISPUTA JUDICIAL PARA MANTER O SPUNCH

Por Nayara Fraga e Alexa Salomão

A Cereser começou a colocar nas prateleiras dos supermercados, pelo terceiro ano consecutivo, uma bebida para crianças que vem em garrafas idênticas às de champanhe, revestida com personagens do imaginário infantil. O produto, batizado de Spunch, faz espuma como o champanhe, mas não tem álcool. Apesar de ser descrito pela empresa como um inocente suco gaseificado “para a garotada brindar momentos especiais”, está na mira da Defensoria Pública do Estado de São Paulo desde 2011.

No dia 27 de dezembro daquele ano, o órgão recomendou à Cereser a retirada do produto do mercado, por entender que ele apresenta para as crianças o mundo das bebidas alcoólicas. Na ocasião, a empresa respondeu que o Spunch já estava sendo retirado, pois se tratava de uma bebida com venda sazonal para as festas de fim de ano.

Mas, no Natal de 2012, ele retornou às prateleiras. A Defensoria, então, ajuizou uma ação civil pública para interromper a comercialização do produto em fevereiro de 2013. Julio Grostein, defensor responsável pela ação, diz que, no entendimento do órgão, a bebida, ainda que não contenha álcool, está embalada como espumante, posicionada no supermercado no setor de bebidas alcoólicas e, por ter personagens de historinhas em quadrinho e de desenhos animados estampados no rótulo, é um convite ao consumo futuro do álcool. “Essa ação está, em grande parte, baseada em laudo psicológico que demonstra que essa bebida apressa o incentivo ao consumo do álcool.”

Nos últimos dois anos, personagens como Mickey, Minnie e os Carros, do filme da Disney, apareceram no rótulo. Era uma parceria de licenciamento da Cereser com a Walt Disney Company Brasil. Agora, nas versões encontradas pela reportagem no supermercado, estão Penélope Charmosa, Super Homem e Batman.

Além da ação civil pública, a Defensoria entrou com uma liminar pedindo que o produto fosse recolhido das prateleiras enquanto o processo está em curso. A juíza Patrícia Prado negou o pedido. Entre outros argumentos, ela alega ser “sabido que o consumo de alimentos e bebidas por crianças e adolescentes deve ser sempre acompanhado, orientado pelos responsáveis, de modo que caberá a eles orientar as crianças sobre o consumo de produto em questão”. Ela também afirma, em decisão publicada em abril de 2013, que “o próprio nome do produto – que faz alusão ao termo Disney, sabidamente voltado ao público infantil – torna questionável a possibilidade de confusão com bebidas destinadas apenas a adultos”.

Em segunda instância, o Tribunal de Justiça também entendeu que o produto não precisa ser retirado dos supermercados por enquanto. “Somente seria cabível a imediata retirada do produto se comprovado o desvio de comportamento das crianças em decorrência do acesso a produtos similares aos destinados ao público adulto”. Além disso, um despacho de julho de 2012 afirma que o parecer psicológico que a Defensoria trouxe é insuficiente para formar o convencimento “de que tal produto poderia induzir ao consumo de bebidas proibidas para menores”.

O caso não está encerrado. Agora começa a fase em que o defensor deverá apresentar novos laudos com consequências nocivas da bebida e reforçar o argumento de que ela também embute publicidade abusiva. A Cereser, por sua vez, poderá reforçar os argumentos de que a bebida está de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. Para a empresa, “o produto é lícito e de forma alguma ameaça a saúde e a integridade das crianças.

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– Orgânicos em Alta!

Os produtos orgânicos estão cada vez mais em alta no Brasil. Saudáveis e ecologicamente corretos, compartilho uma ótima iniciativa. Abaixo:

PAPO DE CAIPIRA

por Reinaldo Oliveira

Em tempos passados, havia um ditado dos mais velhos que dizia:

“Vai chegar um tempo que você vai ter dinheiro, mais num vai achar mercadoria para comprar”.

Eram sabedorias antigas, em sua maioria ignorada pelos sabidos do futuro, mas que hoje já se faz presente. Ora! E porque esta introdução. Onde quer chegar? Pois, bem. Chegar no bate papo que todas as quintas-feiras acontece no encontro da Organização de Controle Social – OCS. Sim. Deste pequeno grupo que, na busca de um ideal, a produção de alimentos com mais qualidade nutricional e sem aplicação de insumos químicos, abre um diálogo com técnicas e conhecimentos que o consumidor final do produto sequer imagina ou pensa que o “caipira da roca”, utiliza de toda essa ciência para produzir àquilo que chega a sua mesa.

Qual o urbanóide, que pechincha para pagar o preço de um produto produzido sem utilização de insumos químicos, imagina que o “caipira produtor”, usa técnica de astronomia, conhecimento da transmutação da biodinâmica, que a terra fica fragilizada com o tombamento que mata a airóbica e a anairóbica? Que a posição da lua ou do sol influencia no produto final, quando da aspersão de água, que a posição de estufas tem a ver com norte/sul, leste/oeste, com nascente e poente, que o silício tem a ver com a película das gramíneas?

Nossa e a questão animal? A bovina/leiteira, por exemplo. Como saber que uma vaca que produz muito leite, tipo 60 litros oferece nesta produção a quantidade de potássio que uma outra que só produz 15 litros?  Logo, há aí, uma grande desigualdade/qualidade do produto. Porém para o urbanóide que reclama do preço do produto orgânico, como ele compra leite de caixinha, como este leite é produzido, pouco vai interessar a ele. Com a pressão do mercado, dos fabricantes de tecnologia para agricultura/pecuária, do crescimento brutal de mais bocas para comer, o importante é encontrar o produto em quantidade, não importa como foi produzido e o que foi utilizado, mas encontrá-lo nas gôndolas e/ou prateleiras. Mas é muito legal e satisfatório ver o avanço da OCS. Para chegar no estágio de certificação, o trabalho primário de visitas às propriedades, da documentação exigida, das histórias familiares dos migrantes, o bate papo com ricas informações, as sementes convencionais sendo trocadas, os “causos” que rolam abertamente – trazendo curiosidades e conhecimentos, formam uma coisa singular, difícil de encontrar nos dias atuais: a amizade, o companheirismo, àquela coisa já há tanto tempo perdida.

Mas isso são só reminiscências, antigamente podia se dizer que isto é papo de … caipira!

Por falar nisso …. cuidado com o caso da ratoeira e do rato.     rsrsrsrsr ….

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– Outubro Rosa

Se você ver monumentos, logomarcas e outras mensagens na cor rosa, significa que aquela marca / pessoa / mensagem apóia a campanha do Combate ao Câncer de Mama, na campanha: “Outubro Rosa”.

Lembre-se: pouco divulgado, o Câncer de Mama Masculino também é tão letal quanto o Feminino, embora os casos sejam em número diminuto.

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– Campanha JJ nos Bairros aqui no Medeiros

A ótima campanha do Jornal de Jundiaí intitulada “JJ nos Bairros“, em parceira com a Unimed, continua a visitar o bairro Medeiros neste sábado. Você poderá fazer gratuitamente a medição de pressão e glicemia, além de reivindicar melhorias em nosso bairro.

Participe! A base está aqui no Posto Harmonia, e outras urnas espalhadas pelo Medeiros (Jardim Carolina, Teresa Cristina e Sarapiranga, e ao longo do comércio na Francisco Nobre e Reynaldo Porcari).

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– Serra do Japi reaberta para a população. Para empreendedores também?

Uma boa notícia à população jundiaiense: a Prefeitura vai confirmando a possibilidade de visitas à Serra do Japi. No Eloy Chaves, a avenida principal de acesso está em obras, com a construção de ciclovia e separação de pedestres e carros.

Mas algo que me instiga: as mudanças que estão ocorrendo na Serra do Japi se resumem ao Turismo Ecológico exclusivamente? Tomara que sim, pois sabiamente existem loteamentos naquela área verde que não podem (há um bom tempo) construir, devido a preservação.

Aliás: a que pé anda a regularização das construções de lá já realizadas e o lobby de empreendedores que querem liberar obras novas?

É bom abrir o olho. Tomara que, por trás de tudo isso, não tenhamos a surpresa de liberação irresponsável. Lembremo-nos que no ano passado, o projeto que congelava obras na Serra por determinado período de tempo teve voto contrário do então vereador e hoje vice-prefeito Durval Orlato…

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– Quilombo Rio dos Macacos revelado pelo povo que sofre!

E se no meio de uma reunião de bispos da CNBB uma mulher do povo invadisse a sala e, de posse (mesmo proibida) do microfone, fizesse importantes denúncias contra opressores de pobres famílias?

Isso aconteceu na semana passada. Abaixo:

MULHER DENUNCIA VIOLÊNCIA CONTRA 67 FAMÍLIAS NA BAHIA

Por Reinaldo Oliveira

Uma mulher, Rose Meire dos Santos Silva, participante do Seminário Nacional da 5ª Semana Social Brasileira, realizado de 02 a 05 de setembro no Centro Cultural de Brasília, durante um ato solene realizado no dia 3, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na sede da entidade, para o lançamento da Coalizão Democrática pela Política e Eleições Limpas, “ocupou” o espaço onde concentrava as autoridades presentes no evento, para denunciar a violência e crueldade praticada pela Marinha de Guerra do Brasil, contra 67 famílias do Quilombo Rio dos Macacos.

De início ela dialogou com o cerimonial para ter direito ao uso da palavra. Como lhe foi negado este pedido, com coragem ela entrou no espaço onde autoridades faziam uso da palavra, e mesmo sendo negado o uso do microfone ela elevou sua voz e denunciou a situação de violações que há anos vem acontecendo na comunidade Quilombo Rio dos Macacos, em Simões Filho – Estado da Bahia, onde moram 67 famílias. As violações são praticadas pelo efetivo da Base Naval de Aratu da Marinha de Guerra do Brasil, instalada em área remanescente do Quilombo.

“Vim pedir para os Bispos e autoridades aqui presente para ajudar a comunidade, pois sei que ela está morrendo. Eu sei que vou morrer, mas não quero que minha filha viva deste jeito” Segundo ela, mais de 70 famílias já foram expulsas da comunidade, desde a década de 70, para dar lugar à construção de casas dos militares. Ela afirma: “A comunidade está na área há mais de 200 anos, mas já destruíram parte do nosso território e da nossa cultura. Somos impedidos de plantar e o que temos plantado, o cultivo de mangas, está morrendo. Somos perseguidos dia e noite, estamos isolados e não é permitido o recebimento de visitas, existe um toque de recolher e quando saímos para alguma atividade fora, se não retornamos dentro do horário previsto, temos que dormir na rua. Nem mesmo representantes de religiões podem entrar”.

Rose explicou que resolveu fazer esta intervenção, mesmo sem permissão do cerimonial, … ‘porque a comunidade não tem nem escola, nem acesso a saúde e outras políticas públicas. Já vi muitos moradores da comunidade morrer, por falta de assistência médica”. Com 34 anos, a quilombola denunciou ainda a ameaça freqüente dos militares contra os moradores, inclusive apontando armas para a cabeça das pessoas, seja criança ou idoso.

A área em questão é composta de 301 hectares e o Quilombo Rio dos Macacos é reconhecido pela Fundação Palmares e, embora o Instituto Nacional de Reforma Agrária (INCRA), tenha feito o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTD), que reconhece o território como remanescente do Quilombo, o documento ainda não foi publicado no Diário Oficial da União. Durante os dias do Seminário da 5ª SSB, em outros momentos Rose ainda falou da violência e crueldade praticada pelo efetivo da Marinha de Guerra do Brasil, bem como exibiu vídeo da invasão e destruição de construção do Quilombo pelos soldados.

“Existe ordens de despejo contra os moradores da comunidade, mas vamos resistindo. Continuamos pedindo a titulação de nossas terras à presidente Dilma”, disse Rose. Para mais informações sobre a violência praticada contra o Quilombo Rio dos Macacos acesse o http://www.google.com.br.

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– As Extravagâncias de Artistas trocadas pelo Correto!

Sabem aqueles pedidos absurdos de celebridades em seus camarins? Tipo: 2000 toalhas, sabonetes blablá e outras coisitas mais?

Vejo na Revista Isto É (em: http://is.gd/7WmmwR)  que isso está mudando. Bruce Springsteen se apresentará em São Paulo, e pediu para que tudo em seu camarim fosse ecologicamente correto. Copos e pratos biodegradáveis, lixeiras para reciclagem e produtos alimentícios orgânicos.

Compare com outros artistas: Britney Spears exige Lanches do McDonald´s sem pão e uma foto da princesa Diana emoldurada; Van Hallen pede lubrificante íntimo KY; Prince solicita injeções de vitamina B12 e um médico dentro do camarim; Frank Sinatra pedia 24 camarões gigantes resfriados com Chivas Regal.

Quem pode, pode…

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– O Vereador que chamou as Munícipes de Piranhas!

E se o vereador da sua cidade chamasse as moradoras de… piranhas (fazendo alusão ao termo pejorativo, vulgar, de mulher de má conduta)?

Veja que maluquice: em Caldas Novas, na tribuna, o nobre político ofendeu às claras as mulheres do município com um discurso nada educado…:

Ê piranhada que vem dando trabalho, essas piranhas de Caldas Novas

Será que ele se reelegerá na próxima eleição? Abaixo, extraído de:

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/08/22/vereador-compara-mulheres-a-piranhas-em-sessao-da-camara-de-caldas-novas-go.htm

VEREADOR COMPARA MULHERES A PIRANHAS EM SESSÃO DA CÂMARA DE CALDAS NOVAS (GO)

por Rafhael Borges

Na sessão da Câmara de Vereadores de Caldas Novas (167 km de Goiânia) do último dia 7, o vereador Rodrigo Lima (PTB) fez uma comparação que causou polêmica nas redes sociais e no plenário da Casa Legislativa. Ele disse que as mulheres da cidade estão mais perigosas do que as piranhas (espécie de peixe) do lago Corumbá.

“Essas piranhas do lago de Corumbá têm causado um problema enorme, grave. Tão grave quanto o das outras piranhas que, às vezes, roubam os homens das nossas mulheres batalhadoras, trabalhadoras, das nossas donas de casa que têm sofrido muito também com essas outras piranhas”, disse Lima.

O vereador continuou com as declarações. “Ê piranhada que vem dando trabalho, essas piranhas de Caldas Novas.” A discussão começou quando os parlamentares apresentarem um requerimento para a realização de um torneio de pesca de piranhas no Lago Corumbá, em Caldas Novas.

A reportagem do UOL entrou em contato, por telefone, com a Câmara de Caldas Novas, que informou um telefone do vereador que não existia. Posteriormente, em nova tentativa, a assessoria de imprensa do legislativo municipal disse que Rodrigo Lima não iria se manifestar e que, em momento oportuno, enviaria nota de esclarecimento.

Às margens do Lago Corumbá, formado pelo represamento do rio de mesmo nome para criação de uma usina hidrelétrica, foi colocada uma placa que alerta para o perigo de ataque de piranhas (peixes carnívoros).

O município

Caldas Novas é conhecida por ser um balneário de águas quentes, com vários clubes de lazer que utilizam o manancial natural para abastecer piscinas que atraem mais de um milhão de turistas de todo o mundo, anualmente.

A região é conhecida como a maior estância hidrotermal do mundo, com temperaturas que variam de 30ºC a 57ºC. No lago Corumbá a água é fria, mesmo assim atrai turistas que praticam esportes náuticos em mais de 65 quilômetros quadrados.

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– Recursos Naturais do Planeta para 2013 já se exauriram!

Quer dizer que os recursos naturais para 2013 já foram consumidos?

Veja: (enviado por Reinaldo Oliveira).

TERRA PRECISARIA TER 50% MAIS RECURSOS PARA SUSTENTAR PADRÃO DE CONSUMO ATUAL

Esgotamento foi registrado mais cedo do que em 2012 (22 de agosto)

O planeta Terra teria que “fechar as portas” na terça-feira, 20 de agosto, caso a humanidade se comprometesse a consumir a cada ano só os recursos naturais que pudessem ser repostos no mesmo período. A estimativa é da Global Footprint Network, organização não governamental que calcula o “Dia da Sobrecarga”. Para sustentar o atual padrão médio de consumo da humanidade, a Terra precisaria ter 50% mais recursos Em 2013, o esgotamento foi registrado mais cedo do que em 2012 (22 de agosto), e a piora tem sido uma constante. “A cada ano, temos o Dia da Sobrecarga antecipado em dois ou três dias”, destacou Juan Carlos Morales, diretor regional da entidade na América Latina. A Global Footprint Network promove o uso do conceito de “pegada ambiental”, uma medida objetiva do impacto do consumo humano sobre recursos naturais. No Dia da Sobrecarga, porém, expressa-o de outra maneira: para sustentar o atual padrão médio de consumo da humanidade, a Terra precisaria ter 50% mais recursos. Para fazer a conta, a ONG usa dados da ONU, da Agência Internacional de Energia, da OMC (Organização Mundial do Comércio) e busca detalhes em dados dos governos dos próprios países.

Critérios considerados

O número leva em conta o consumo global, a eficiência de produção de bens, o tamanho da população e a capacidade da natureza de prover recursos e biodegradar/reciclar resíduos. Isso é traduzido em unidades de “hectares globais”, que representam tanto áreas cultiváveis quanto reservas de manancial e até recursos pesqueiros disponíveis em águas internacionais. A emissão de gases de efeito estufa também entra na conta, e países ganham mais pontos por preservar florestas que retêm carbono. Apesar de ter começado a calcular o Dia da Sobrecarga há uma década, a Global Footprint compila dados que remontam a 1961. Desde aquele ano, a sobrecarga ambiental dobrou no planeta, e a projeção atual é de que precisemos de duas Terras para sustentar a humanidade antes de 2050. A mensagem é que esse padrão de desenvolvimento não tem como se sustentar por muito tempo. “O problema hoje não é só proteger o ambiente, mas também a economia pois os países têm ficado mais dependentes de importação, o que faz o preço das commodities disparar”, ressaltou Morales. “Isso ocorre porque os serviços ambientais [benefícios que tiramos dos ecossistemas] já não são suficientes”.

Brasil credor ambiental

No panorama traçado pela Global Footprint Network, o Brasil aparece ainda como um “credor” ambiental, pois oferece ao mundo mais recursos naturais do que consome. Isso se deve em grande parte à Amazônia, que retém muito carbono nas árvores, e a uma grande oferta ainda de terras agricultáveis não desgastadas. Mas, segundo a WWF-Brasil, que faz o cálculo da pegada ambiental do país, nossa margem de manobra está diminuindo e exibe grandes desigualdades regionais. “Na cidade de São Paulo, usamos mais de duas vezes e meia a área correspondente a tudo o que consumimos”, justificou Maria Cecília Wey de Brito, da WWF. O número é similar ao da China, um dos maiores “devedores” ambientais. Entre os principais devedores ambientais (consomem mais do que repõem) estão: Japão, Qatar, Suíça, Itália, Reino Unido, Grécia, China, Egito e Estados Unidos. Já entre os principais credores (consomem menos do que repõem) destacam-se: Indonésia, Suécia, Austrália, Madagascar, Canadá e Brasil. (Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/agosto/dia-da-sobrecarga-planeta-esgota-hoje-cota-natural?tag=biodiversidade#ixzz2d4zOWvpn)
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– Países Ricos e Grandes Laboratórios Químicos Farmacêuticos utilizam Cobaias Pobres do Terceiro Mundo?

Para Vacinas e Medicamentos chegarem às prateleiras, depois de vários testes laboratoriais, etapas de estudo e testes em animais, chega a vez da pesquisa em pessoas, correto?

A Revista Galileu (citação no link abaixo) traz um retrato horrendo: as cobaias são ‘terceirizadas’.

Assustador:

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI269853-17773,00-TERCEIRIZANDO+COBAIAS.html

TERCEIRIZANDO COBAIAS

Farmacêuticas de países ricos usam cada vez mais nações pobres para testar seus remédios — e são acusadas de experimentos antiéticos

por Felipe Pontes

“Eticamente impossível.” Esse é o nome do relatório divulgado em 12 de setembro pela Comissão de Bioética da Presidência dos Estados Unidos sobre testes científicos conduzidos pelo governo do país que infectaram com sífilis e gonorreia 700 pessoas na Guatemala entre 1946 e 1948. Não foram apenas os abusos do passado que preocuparam os especialistas convocados por Barack Obama para investigar o caso. A comissão admite que é necessário mais transparência e melhor regulação para garantir os direitos de pessoas que participam dos testes de medicamentos. Especialmente os voluntários de países pobres, cada vez mais usados como cobaias por empresas das nações mais ricas.

Susan Reverby, a historiadora responsável por descobrir os arquivos que mostram os experimentos nos quais 83 guatemaltecos morreram, alerta que o perigo da “importação” dos voluntários de estudos continua. “É muito preocupante ver a globalização dos testes clínicos. É mais fácil encontrar pessoas que aceitem participar fora dos Estados Unidos porque elas são ingênuas.” Para ela e outros estudiosos de bioética, testes eticamente questionáveis que expõem a população de nações subdesenvolvidas a grandes riscos continuam ocorrendo.

Não faltam denúncias contra esse tipo de prática. Nos últimos 7 anos, um hospital na Índia testou remédios de multinacionais farmacêuticas em pacientes que dizem não ter sido informados que participavam de um experimento, causando pelo menos 10 mortes. Em 2008, 12 crianças morreram na Argentina após participarem de experimentos para a fabricação de uma vacina contra pneumonia, enquanto os pais, analfabetos, diziam não ter sido avisados sobre o teor da pesquisa. No Brasil, comunidades ribeirinhas do Amapá foram deliberadamente picadas com mosquitos infectados pela malária como parte de um estudo de uma universidade dos EUA, em 2006. Em 1996, 11 crianças nigerianas em estado de saúde precário morreram e outras sofreram danos cerebrais após testarem uma droga contra meningite. A principal diferença entre esses casos e os relatos históricos na Guatemala é que, agora, em vez de governos, os acusados pelos abusos são grandes empresas farmacêuticas.

COBAIA IMPORTADA

As denúncias aparecem num contexto de crescimento do uso de estrangeiros em testes de medicamentos nos Estados Unidos e países europeus. Só em 2008 (último ano com dados compilados), 78% dos pacientes que participavam de pesquisas para drogas aprovadas pela agência americana responsável por fiscalizar remédios (FDA) estavam fora dos EUA. Naquele ano, houve 20 vezes mais testes conduzidos em países estrangeiros que em 1990.

Na Europa, entre 2005 e 2009, 61% dos testes clínicos eram de locais fora do continente. “Tanto o FDA quanto a Emea (agência europeia) inspecionam menos de 1% dos lugares onde são feitos os testes clínicos. As autoridades locais podem não ter os recursos e expertise técnica para cuidar dos problemas”, alerta David Ross, professor de medicina da George Washington University que trabalhou durante 10 anos no FDA analisando remédios.

Essa regulação falha pode estar por trás de uma briga judicial de 13 anos entre a Pfizer e o governo da Nigéria. A farmacêutica testou em 1996 um antibiótico contra meningite em crianças nigerianas com a doença em estado avançado. Durante a experiência, 11 morreram e outras desenvolveram problemas cerebrais. A companhia não obteve o consentimento de todos os participantes por escrito, foi acusada em reportagem do jornal Washington Post de ter falsificado documentos para conseguir a aprovação dos estudos e foi processada pelo governo nigeriano. Em 2009, pagou US$ 75 milhões ao país para arquivar a disputa, sem admitir culpa. A empresa afirmou a Galileu que a droga não matou, pelo contrário, salvou vidas e foi mais efetiva que o tratamento existente na época para a doença. Quanto à falta de autorização dos participantes, diz que “por conta das altas taxas de analfabetismo da Nigéria, nem sempre foi possível obter consentimento por escrito”. Os argumentos não convencem David Ross. “É arriscado experimentar em crianças cronicamente doentes que fazem parte de uma população vulnerável. Um teste desses dificilmente seria aprovado nos EUA.”

A falta de consentimento também foi denunciada em testes clínicos realizados de 2004 a 2011 na cidade de Bhopal, na Índia. O local foi vítima de um dos maiores desastres químicos da história, quando 40 toneladas de gases letais vazaram de uma fábrica de agrotóxicos em 1984, matando 8 mil pessoas e deixando 150 mil com doenças crônicas. O Bhopal Memorial Hospital Research Centre, criado especialmente para tratar os afetados pelo desastre, é acusado por pacientes de receber dinheiro de companhias farmacêuticas como a AstraZeneca para testar remédios nos indivíduos debilitados sem que eles tivessem sido avisados. Dos participantes, pelo menos 10 morreram, de acordo com o jornal indiano IBN. Em documentário sobre o tema lançado em julho pela TV Al Jazeera English, um indiano chamado Ramadhar Shrivastav (em foto na pág. anterior) alega que médicos pediram para que assinasse um documento em inglês e depois lhe entregaram duas garrafas de pílulas de remédios desconhecidos para tomar. “Se gastar meu dinheiro processando o hospital não terei como alimentar meus filhos”, disse à Al Jazeera.

LEI DO MELHOR PREÇO

A razão pela qual as farmacêuticas têm aumentado a terceirização de testes em países onde há menor escolaridade e maior concentração de pobres é financeira. Em 2008, Jean-Pierre Garnier, então executivo da GlaxoSmithKline (GSK), escreveu na revista Harvard Business Review que uma companhia que faz uso de 60 mil pacientes em testes clínicos poderia poupar até US$ 600 milhões por ano ao relocar 50% das suas pesquisas para locais como a Índia e a América Latina. Segundo Garnier, um centro médico de altíssima qualidade na Índia cobraria “apenas” US$ 1,5 mil a US$ 2 mil por paciente em cada teste, enquanto o mesmo sairia por US$ 20 mil num lugar de segunda linha nos EUA.

Há outro grande atrativo nos países pobres: uma burocracia menos rígida, que reduz o tempo de uma pesquisa e aumenta a chance de ela ser aprovada. Bioéticos dizem que um exemplo disso são testes feitos com grávidas portadoras do HIV em Uganda durante a década de 1990, com financiamento do governo americano.

Enquanto um grupo recebeu o antiviral AZT, outro recebeu placebo, mesmo já sabendo que o AZT poderia proteger os recém-nascidos. “Onde existe uma terapia médica que funciona comprovadamente, testes controlados com placebo são antiéticos”, afirma Kevin Schulman, diretor do instituto de pesquisas clínicas da Duke University e autor de dois relatórios sobre ética de pesquisas.

“É muito mais fácil convencer pacientes de países pobres a se submeterem a esse tipo de coisa. Para as farmacêuticas, pessoas de outros países são vistas como materiais crus que podem ser garimpados”, complementa David Ross. A questão vai além do consentimento. “Mesmo que uma pessoa entenda os riscos, ela pode não ter escolha. Muitos não têm dinheiro para pagar o tratamento padrão”, afirma o médico Amar Jesani, fundador do Centro para Estudos em Ética e Direitos da Índia. Assim, diz Jesani, viram cobaias para ter acesso a médicos, por mais que seja por um tempo reduzido (de semanas ou meses) ou por dinheiro.

ÀS CLARAS

Os testes clínicos são essenciais para o desenvolvimento de remédios efetivos e devem continuar. “Mas os países capazes de oferecer um bom atendimento de saúde devem tomar a frente. Não lugares como a Índia, que falhou em oferecer o acesso mínimo de educação e saúde ao seu povo”, diz Jesani.

O Brasil tenta evitar esse problema proibindo que voluntários sejam pagos. “As pessoas participam por altruísmo ou por entender que não existem mais recursos para a sua saúde fora do mundo da pesquisa”, afirma Gyselle Saddi Tannous, coordenadora da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os pesquisadores somente podem pagar as despesas que o voluntário tem nos dias em que ele participa dos testes, como transporte e alimentação.

Mesmo assim, problemas acontecem. Em 2006, foi descoberto que moradores das comunidades ribeirinhas de São Raimundo do Pirativa e São João do Matapim, no Amapá, recebiam até R$ 30 por dia para serem picados por mosquitos com malária em pesquisa elaborada pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

O caso foi denunciado no Ministério Público Federal e não houve punição até agora, e o estudo foi interrompido pelo Conep. “E muitos protestaram porque queriam o dinheiro oferecido”, diz Gyselle, sublinhando a importância de leis para proteger candidatos a cobaias em países pobres. Ela afirma haver pressão da indústria internacional para que o Brasil afrouxe suas normas. “É preciso pesar o avanço da ciência, mas não devemos fazer isso à custa de vidas.”

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– A Insegurança dos Carros Fabricados no Brasil é Verdadeira?

Xiiii… A agência Associated Press trouxe uma revelação: os carros brasileiros são mortais, e não atendem as mínimas normas internacionais de segurança.

Verdade ou exagero? Abaixo:

(Extraído de: http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2013/05/13/imprensa-internacional-descobre-que-carro-brasileiro-e-inseguro.htm)

MUNDO “DESCOBRE” QUE CARRO BRASILEIRO É INSEGURO; CUSTO NÃO É DESCULPA, DIZ NCAP

Por Eugênio Augusto Brito

Neste domingo (12), enquanto boa parte dos brasileiros celebrava o Dia das Mães e/ou acompanhava, na TV ou nos estádios, a decisão dos campeonatos estaduais de futebol, a imprensa internacional descobriu, reproduzindo texto da agência AP (Associated Press), que o carro feito e vendido no Brasil é inseguro.

Na reportagem, assinada por Bradley Brooks e intitulada “Carros fabricados no Brasil são mortais”, dados sobre vendas crescentes de carros de passeio no país (puxadas pela “nova classe média”, segundo o autor), números sobre acidentes de trânsito (com mortos e feridos) do Ministério da Saúde e da própria AP e resultados das três edições do Latin NCAP (a versão local do programa independente de segurança automotiva) são comparados para se chegar a um resultado já apontado por UOL Carros: carros feitos no Brasil não atendem minimamente a requisitos internacionais de segurança, ainda que suas versões fabricadas e vendidas no exterior (nos casos aplicáveis) se saiam bem.

Esta conclusão da reportagem da AP não traz novidade em si, ainda que apenas agora o mercado desenvolvido pareça ter acordado à realidade  dos mercados emergentes. Ela é, de fato, similar àquela apontada anteriormente, em novembro de 2012, pelo Latin NCAP. De acordo com os organizadores do programa de segurança para Brasil e América Latina, “os carros mais populares estão 20 anos atrasados em comparação aos dos países industrializados, e abaixo dos padrões globais” (releia aqui a reportagem).

Na ocasião, UOL Carros ressaltou a medíocre condição de segurança de modelos fabricados no Brasil com o exemplo do Renault Sandero: produzido no Paraná, o hatch obteve apenas uma estrela no teste de impacto, enquanto o modelo original, o Sandero feito pela romena Dacia, obteve em 2008 (ano de seu lançamento) três estrelas em segurança geral e quatro para crianças, no Euro NCAP.

Em carros mais instáveis e menos seguros, cresce o perigo para motoristas e ocupantes, lembra também o texto da AP: “Carros com estrutura mais fraca e coluna de direção frágil propiciam o choque do volante contra o peito e abdômen do motorista em colisões frontais, a forma mais comum e mortal de trauma, causando sérios danos aos órgãos vitais”. Além disso, a reportagem aponta que peças e pedaços de painéis mal construídos “flutuam” no interior da cabine após a colisão e podem se converter em projéteis perigosos, ferindo gravemente os ocupantes.

CLIMA DE GUERRA-
De acordo com os dados da reportagem, que aponta o Ministério da Saúde como fonte, 9.059 ocupantes de carros (motoristas e/ou passageiros) morreram em acidentes de trânsito no Brasil em 2010. Nos Estados Unidos, no mesmo período e nas mesmas condições, o total de mortes chegou a 12.435 — o texto faz ressalva de que a frota circulante norte-americana era cinco vezes maior que a brasileira no período.

“Na verdade, os dois países seguem em direções opostas no que diz respeito às taxas de morte — os Estados Unidos registraram 40% menos mortes em acidentes de carro em 2010, na comparação com a década anterior. No Brasil , o número de mortos subiu 72%, de acordo com os últimos dados disponíveis [do Ministério da Saúde]”, relata Brooks em sua reportagem.

Distribuído por uma agência jornalística internacional de renome, o texto de Brooks foi reproduzido por veículos americanos (como os jornais The New York Times, Detroit News (leia o texto em inglês aqui), Boston Herald e Seattle Times, e a rede de TV NBC), europeus (como o jornal Guardian, da Inglaterra) e até da Oceania. Brooks, que é responsável pela sucursal da agência AP no Brasil, afirma que a mistura de carros inseguros com condições perigosas de condução resulta em uma taxa de mortalidade em acidentes automotivos brasileiros quatro vezes maior que a média americana.

DE QUEM É A CULPA
Ainda de acordo com o relato de Brooks, que cita ter ouvido engenheiros e médicos, entre outros especialistas, os culpados pelo que chamou de “tragédia nacional” são os carros produzidos em território brasileiro com “soldas mais fracas, itens de segurança escassos e materiais de qualidade inferior, quando comparados com modelos similares fabricados para os consumidores americanos e europeus”.

Em fevereiro, UOL Carros publicou artigo do jornalista Pedro Kutney, editor do portal Automotive Business, que já comparava as quase 40 mil mortes anuais — cálculo que inclui também pedestres, motociclistas e outras vítimas externas aos veículos acidentados — a índices de uma “guerra não declarada”, cujas baixas poderiam ser evitadas com o uso maior de aparatos de segurança já a partir dos carros mais baratos (os mais vendidos).

“A começar por cintos de segurança mais eficientes — triviais, mas que se tornaram obrigatórios em todos os veículos vendidos no Brasil apenas em 1984. Mesmo assim, a maioria da frota atual do país sequer tem pré-tensionador, numa grave redução da proteção passiva para economizar nos custos de produção”, afirmava Kutney três meses atrás, no texto intitulado “No Brasil, itens de segurança no carro ainda são artigo de luxo” (que pode ser relido aqui).

Claro, carros não se produzem autonomamente. Assim, a responsabilidade por modelos de pior qualidade e segurança, ainda que caros, é das fabricantes, que no Brasil são estrangeiras em sua totalidade. Segundo a reportagem da AP, a justificativa é o corte de custos, ainda que as margens de lucros sejam maiores por aqui. “As fabricantes obtêm até 10% de lucro sobre os carros fabricados no Brasil, em comparação aos 3% [obtidos] nos EUA e à média global de 5%, segundo a IHS Automotive, uma empresa de consultoria do setor automotivo”, aponta Brooks.

Mesmo assim, e apesar das obrigações estabelecidas por lei, a questão do custo é sempre colocada como entrave para o deslanche de normas de segurança no Brasil. De acordo com o artigo de Kutney, publicado em fevereiro, apenas 23% dos carros novos vendidos no país em 2010 estavam equipados com ABS (freios antiblocantes), sendo que apenas 4% eram de modelos chamados “populares”, mais baratos. Em um mercado “sensível a preços”, segundo Kutney, o valor cobrado pelo kit de freios com ABS e airbags frontais — atualmente em torno de US$ 1 mil (R$ 2 mil), podendo baixar para US$ 500 (R$ 1 mil) nos próximos anos — ainda é um impedimento crucial.

NCAP: CUSTO NÃO É DESCULPA
Vale lembrar que estes valores estão muito acima dos preços pagos pelas montadoras de carros aos fornecedores (as fabricantes de autopeças). UOL Carros conversou há duas semanas com o uruguaio Alejandro Furas, diretor técnico dos programas globais do padrão NCAP (Euro NCAP e Latin NCAP, entre outros), que foi categórico: “Custo não é, nem deveria ser jamais, a justificativa, uma vez que o valor do módulo de airbag completo [para motorista e passageiro] e instalado é de US$ 70 [menos de R$ 150] para o fabricante”.

Além do Sandero, são citados Fiat Uno (“estrutura instável e apenas uma estrela”), Chevrolet Celta (“quinto colocado em vendas durante todo o ano passado, recebeu uma estrela após ter a porta deslocada e o teto vincado durante a teste de colisão”), Ford Ka (“o hatchback Ka vendido na Europa recebeu quatro estrelas, quando testado em 2008; sua versão latino-americana obteve apenas uma”) e Volkswagen Gol (“Gol e Polo têm estruturas estáveis… mas a Volkswagen não respondeu à pergunta sobre quantos de seus consumidores pedem airbags em seus carros”).

Na entrevista concedida à nossa reportagem, porém, Furas afirmou que a culpa nunca deve ser repassada ao comprador, na verdade vítima sob qualquer ponto de vista. “O consumidor brasileiro não está acostumado a comprar carro usando a segurança como critério, mas não se pode culpá-lo, uma vez que do modelo básico e pelado ao topo da gama, já equipado com itens de segurança, a diferença de valores pagos pode variar entre 25% e 30%”, diz o diretor do NCAP a UOL Carros.

Esta culpa deve recair sempre sobre a montadora, ainda que possa ser dividida com o governo e com órgãos de trânsito, que no Brasil se omitem da obrigação de fiscalizar as condições de segurança dos veículos produzidos — a ponto de sequer manterem um laboratório público de testes em território nacional, situação indicada pelo texto do AP e confirmada a UOL Carros por Furas. “Mesmo na Europa, onde os preços são mais justos, o consumidor não cobra segurança, obrigação que é do governo e das autoridades do sistema viário. No Brasil, como o Governo não cuida disso, as montadoras são negligentes e o consumidor fica sem ação”, conclui.

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– Leite com Formol. De novo problemas no envasamento?

Depois do problema dos sucos Ades, agora várias marcas de leite tiveram contaminação por formol.

Não está ficando difícil confiar nas marcas? Lembram do caso Tyrol, de uns 5 anos atrás?

Dessa vez, os lotes de leite problemáticos são:

  • Italac Integral (Lotes L05KM3, L13KM3, L18KM3, L22KM4 e L23KM1)
  • Italac Semidesnatado (L12KM1),
  • Bom Gosto/Líder UHT Integral (lote TAP1MB),
  • Mumu UHT Integral (lote 3ARC),
  • Latvida UHT Desnatado (com fabricação em 16 de fevereiro de 2013 e validade até 16 de junho de 2013)

Talvez seja melhor bebermos leite direto da teta da vaca… Embora, temos que averiguar se ela comeu capim ou alguma ração problemática.

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– Autodidatas da Pobreza

Compartilho interessante matéria da Revista Isto É sobre interessante programa solidário com crianças da Etiópia. Lá, elas ganham tablets e, sozinhas, aprendem informática. Abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/250568_NATIVOS+DIGITAIS

NATIVOS DIGITAIS

Sem orientação, crianças de comunidades isoladas na Etiópia aprendem a manejar tablets e começam a se alfabetizar sozinhas

Por Juliana Tiraboschi

Para quem vive nas grandes cidades, a impressão é a de que as crianças já nascem sabendo como mexer em computadores e celulares. Mas será que em lugares pobres e isolados acontece o mesmo? Foi pensando nisso que o cientista Nicholas Negroponte, cofundador e professor do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), criou um projeto de distribuição de tablets para crianças de comunidades remotas na Etiópia. Os aparelhos foram abastecidos com aplicativos que ensinam crianças a ler e escrever. O cientista partiu do princípio de que é possível aprender de maneira autodidata.

Negroponte baseou-se em experiência adquirida no projeto que o tornou famoso. Em meados dos anos 2000, ele criou a organização sem fins lucrativos OLPC (Um Laptop por Criança, na sigla em inglês), que vende computadores de baixo custo (até US$ 200) para governos de vários países. O bom desempenho das crianças estimulou o cientista a desenvolver o projeto na Etiópia. Desde fevereiro, distribuiu 40 tablets em dois vilarejos do país, ambos localizados a cerca de 100 quilômetros da capital, Adis Abeba. Um aparelho para cada criança. São meninos e meninas analfabetos, entre 4 e 11 anos, que nunca frequentaram uma escola ou tinham tido contato com qualquer equipamento eletrônico. A única instrução fornecida foi sobre como reabastecer os dispositivos. Um adulto de cada comunidade aprendeu a carregar os tablets em uma estação movida a energia solar.

Cada aparelho foi equipado com cerca de 300 aplicativos de jogos, filmes, desenhos e atividades básicas de alfabetização. Em poucas semanas, as crianças já mexiam com desenvoltura nos aplicativos. Após sete meses de experimento, algumas conseguem esboçar suas primeiras letras e palavras. Para Matt Keller, vice-presidente de apoio global da OLPC, o caso que mais o impressionou foi o de um garoto de 4 anos. “A princípio pensei que ele tinha algum problema de desenvolvimento. Ele não olhava nos nossos olhos e se escondia atrás da mãe. Mas ele foi o primeiro em um dos vilarejos a descobrir como ligar o tablet, em apenas quatro minutos de tentativas, e depois passou a ensinar as outras crianças”, conta. Quando o menino conseguiu ligar o aparelho pela primeira vez, exclamou: “Eu sou um leão!” “Sempre que eu ia visitar o vilarejo, eu o chamava de leão. Um dia cheguei lá, ele me puxou pelo braço e me mostrou que havia escrito a palavra ‘lion’ no tablet. Ele aprendeu isso com os programas”, diz. Outro exemplo de resultados: os cientistas da OLPC desabilitaram as câmeras dos tablets, para poupar bateria. Mas as crianças fuçaram tanto que conseguiram desbloquear essa função e saíram tirando fotografias pelo vilarejo. Desde a época em que a OLPC foi criada, em 2005, há quem critique a distribuição de equipamentos tecnológicos sem que isso seja acompanhado de um treinamento que ensine a usá-los. “Eu acho que projetos como esse alcançam resultados limitados”, diz o engenheiro elétrico Lee Felsenstein, pioneiro no desenvolvimento dos primeiros computadores pessoais e fundador do Fonly, instituto de consultoria e desenvolvimento de projetos de tecnologia, como um programa recente que montou um sistema de informática em uma região rural do Laos. “Mesmo que as crianças aprendam a ler, a questão é o que elas estão lendo, os motivos e o significado dessas leituras. Os tablets podem ensinar palavras, mas, sem orientação, que é a função dos bons professores, esse é um tipo de aprendizado pobre”, afirma Felsenstein. “Acho que essa é uma visão que não entende a natureza intrínseca das crianças”, discorda Matt Keller. Independentemente de quem esteja certo, não dá para negar que estimular a curiosidade e o gosto pela leitura e escrita é sempre positivo, na selva ou na cidade.

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– Esmola ou Trabalho?

Antonio Ermírio de Moraes, empreendedor de sucesso e workaholic público, disse recentemente sobre os programas de bolsas de assistência governamentais:

O povo não quer esmola, o povo quer trabalho – Antonio Ermírio de Moraes.

Será mesmo?

Será que muitos não se acomodaram com os programas assistenciais?

Será que muitos querem (e desejam) ser bancados pelo Governo eternamente?

Será que há muitos vagabundos?

Será que não confundimos assistencialismo com ludibriação demagógica?

O meu convite para a reflexão é: será que as pessoas que realmente precisam dessas verbas (ou até maiores) não são tão bem assistidas, já que o universo distribuído muitas vezes é composto por gente que poderia estar trabalhando?

Não parece que esse assistencialismo do Governo tornou-se renda fixa para alguns, e deixar de votar em seus criadores causaria medo?

Vale a pena pensar…

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