– Como os Postos de Combustíveis Desonestos Driblam a Fiscalização

Há golpes de toda a sorte para o mercado de combustíveis. Desde o “batismo” de gasolina com álcool ou solvente, até o “álcool molhado”. Entretanto, a picaretagem não tem limites! Não bastasse o fato de combustíveis duvidosos, outros golpes surgem com frequência: o de bombas desreguladas (abastecendo menor quantidade do que o cliente paga) e o de “tanques postiços”.

Ontem, em São Paulo, flagrou-se um posto que continha um “minitanque” com combustível legalizado, que por controles eletrônicos abastecia as bombas quando a fiscalização aparecia nos postos. Além disso, havia uma “boqueta postiça” escondendo a boca principal, onde o combustível irregular entrava nos tanques.

É por isso que em determinadas situações, por mais que se saiba que o posto vende produtos irregulares, é difícil provar. Além, é claro, da concorrência desleal. Como o comerciante pode fazer milagres, se num mercado onde a diferença é de poucos centavos, alguém vende (teoricamente) o mesmo produto com até R$ 0,20 de diferença?

Abaixo, extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3693253-EI5030,00.html

Descoberta fraude com minitanque de gasolina em SP

A força tarefa de Combate ao Combustível Adulterado descobriu, nesta quarta-feira, uma fraude inédita em São Paulo. Uma perícia foi realizada no setor de obras da Subprefeitura da Lapa para constatar que um tanque de 30 mil l continha um minitanque de 400 l que era utilizado para burlar a fiscalização.

O reservatório foi retirado na segunda-feira do Posto Portal do Jaguaré, na Lapa, na zona oeste da cidade. O local havia sido interditado no dia 21 de março pela Secretaria Municipal de Controle Urbano. Até então, a fiscalização nunca havia retirado um tanque de um posto por causa de irregularidades.

Segundo o Secretário Municipal de Controle Urbano, Orlando Almeida, o reservatório maior estava abastecido de gasolina com 47% de álcool. Já o reservatório menor, utilizado para burlar a fiscalização, apresentava gasolina com 25% de álcool, ou seja, dentro do padrão estabelecido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, participou da força tarefa.

Almeida declarou que a descoberta foi feita por uma casualidade. Durante a vistoria ao posto, foi coletado combustível de seis tanques. Essa gasolina era devolvida pelo canal principal para apenas um deles, que começou a transbordar, apesar do indicador eletrônico demonstrar que ainda era possível colocar mais de 20 mil l.

A partir dessa divergência, os técnicos do Departamento de Controle de Uso de Imóveis (Contru), ligado à Secretaria Municipal de Controle Urbano, suspeitaram do funcionamento da fraude, que foi confirmado após a perícia.

– Os Números dos Fumantes Brasileiros

A nova lei antitabagista foi aprovada, e já foi alardeada por muitos, tornando-se de conhecimento público. Entretanto, algumas características importantes sobe o processo de aprovação:

– para a aprovação da lei, defendeu-se a redução dos pacientes de câncer na rede pública, em resultado da diminuição do número de fumantes no Brasil: de 34%, há 20 anos, para 17,4% o ano passado;

– para a não aprovação da lei (pasmem, defendida pelas bancadas do PT e PV – isso mesmo, o Partido Verde foi contra), argumentou-se que é livre a expressão das pessoas, e que tal proibição feriria o direito dos que fumam.

– por fim, 7 não-fumantes morrem em decorrência dos que fumam em nosso país.

Veja ainda que dado alarmante:

Extraído de: http://www.abril.com.br/noticias

Cigarro mata sete fumantes passivos por dia, apontam dados do Inca

São Paulo – Estatísticas para comprovar os males do tabaco para a saúde não faltam. Órgãos que estudam o tabagismo apontam que cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil em razão do problemas causados pelo fumo. O impacto do cigarro entre os não-fumantes também é considerável. Cerca de sete não-fumantes morrem por dia em decorrência da inalação da fumaça do cigarro, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).Ainda de acordo com o Inca, 22 pessoas morrem por hora vítimas do cigarro no País. Cerca de 90% dos pacientes com câncer de pulmão são fumantes. O tabagismo também favorece o surgimento de outros tipos de tumores, como os cânceres de esôfago, laringe, faringe, boca e mama. E, de acordo com o instituto, 24% das crianças são, de alguma forma, fumantes passivas e estão sujeitas aos efeitos nocivos do tabaco. O tratamento de pessoas com câncer em decorrência do tabaco consome cerca de R$ 373 mil dos cofres da Secretaria de Estado da Saúde por dia, segundo o governo.

O prejuízo à saúde também foi fator decisivo para que garçons se posicionassem a favor da lei antifumo, mesmo sob ameaça da redução de empregos no setor. O resultado de uma consulta feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes, Bares e Lanchonetes de São Paulo (Sinthoresp), foi unânime na categoria. “Não podemos ser contra a lei. Antes do trabalho vem a saúde do trabalhador”, diz o presidente do Sinthoresp, Francisco Lacerda.

Pesquisa feita pela equipe do médico Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa de Álcool e Drogas (Uniad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 1998, ou seja, já posterior à lei que instituiu uma área separada para fumantes em bares e restaurantes, apontou 50% mais monóxido de carbono no organismo de garçons do que de quem trabalha em locais sem cigarro. Com isso, os garçons teriam mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e até câncer, diz o médico. Ele lembra que das 5 mil substâncias tóxicas do cigarro, 50 são cancerígenas. “O impacto na saúde de pessoas que trabalham ou moram onde há fumantes é inegável.”

Aprovação

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou por 69 a 18 votos ontem o projeto de lei que proíbe o fumo em locais fechados e parcialmente fechados, públicos e privados, em todo o Estado. O texto, que vai à sanção do governador José Serra (PSDB) dentro de 15 dias, não permite nem os fumódromos. Foram aprovadas ainda três emendas ao texto: a que prevê que a nova lei entra em vigor 90 dias após a sanção, a que diz que o governo deve oferecer tratamento a tabagistas que queiram deixar de fumar e a que determina que o Estado faça campanhas educativas sobre o tema. As informações são do Jornal da Tarde./

 

ciencia-saude/cigarro-mata-sete-fumantes-passivos-dia-apontam-dados-inca-346904.shtml

– O Comércio Justo

Amigos, um assunto novo no meio da administração é o dito “Comércio Justo”. Abaixo, material da Folha de São Paulo, edição de sábado, sobre o assunto (veja que tópico interessante para debate):

Um ilustre desconhecido por aqui, o dito “comércio justo” começa a pingar nas gôndolas do país

por CYRUS AFSHAR, da REPORTAGEM LOCAL

Você topa pagar um pouco mais por um produto feito sem danos à natureza ou exploração desumana do trabalho, sabendo que sua compra ajuda a desenvolver comunidades pobres? Milhares de consumidores no mundo topam. São a base do dito “comércio justo”.

Muito mais conhecido na Europa, o “comércio justo”, ou “solidário”, ou ainda “ético” é um movimento social e um sistema internacional de comércio, que busca atenuar desigualdades nos países pobres, por meio da venda de produtos feitos em padrões sustentáveis.

No Brasil, produtos com o certificado do comércio justo ainda são raros em supermercados. Mas isso pode mudar a partir desta semana, quando serão lançadas as normas nacionais desse comércio.

Por aqui, o sistema começou a ganhar algum espaço no final dos anos 90 e só se tornou mais estruturado a partir de 2003. A proposta para normatizar o comércio justo no Brasil, que será levada agora, no dia 19, a um encontro internacional sobre o tema, no Rio, dá a ONGs e empresas a competência de certificar produtos, orientadas pelo Inmetro. Ela foi desenvolvida por Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária), Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e outras entidades da sociedade civil. Surge quase dois anos depois da criação de suas linhas gerais.

“Quando a coisa é muito “democrática”, feita a 20 mãos, o processo se arrasta”, diz Vanucia Nogueira, 47, superintendente do Centro de Excelência de Café do Sul de Minas, que trabalha com pequenos agricultores na região de Varginha.

Enquanto não vão para as gôndolas daqui, produtos nacionais de comércio justo já certificados internacionalmente são exportados para a Europa, como manga, suco de laranja e café. Essas mercadorias são vendidas pelo “preço justo”, isto é, suficiente para que pequenos produtores consigam manter tanto um padrão de vida digno quanto os modos tradicionais de produção.

Um exemplo é o café. Em Minas Gerais, uma saca (60 kg) comum custa por volta de R$ 250, de acordo com o Centro de Excelência de Café do Sul de Minas. Já uma saca da produção “justa” rende ao pequeno produtor R$ 310, quase 25% a mais que o preço de mercado.

Isso é financiado na outra ponta da cadeia, pelo consumidor. A diferença entre o preço comum e o “justo” varia segundo o país e o produto.

Em São Paulo, o Sam”s Club vende o café de comércio justo por R$ 7,38 (250 g), 17,6% mais barato que um café gourmet (R$ 8,96). Mas bem mais caro que um café comum (R$ 2,30). Apesar dos preços altos, o mercado ético mundial cresceu a uma taxa anual média de 40% nos últimos cinco anos. Em 2007, cresceu 47% e movimentou 2,3 bilhões de euros, segundo a Fairtrade, entidade que reúne 23 certificadoras internacionais e produtores da América Latina, Ásia e África. As certificadoras atestam para o consumidor que os produtos seguem os padrões do sistema.

“O comércio justo oferece aos consumidores uma poderosa oportunidade para assumir a responsabilidade pelo que compram. Cada vez mais pessoas se preocupam com a procedência da mercadoria e querem saber se os produtores envolvidos obtêm remuneração justa”, diz Verónica Sueiro, coordenadora da Fairtrade.

 

 

– Empresas que administram responsavelmente

Ecologica , Social ou Politicamente corretas, algumas empresas devem ser louvadas. Olha um elenco de boas iniciativas empresariais, que servem de exemplo às demais organizações:

 

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/588/empresas-do-bem-122544-1.htm

 

 

MEIO AMBIENTE, Parceria privada

O projeto de despoluição da Baía de Guanabara (RJ) acaba de ganhar um aliado de peso. É que a Petrobras vai bancar integralmente o custo para despoluição dos canais do Cunha e do Fundão. A obra, orçada em R$ 185 milhões, prevê a retirada de metais pesados e material sólido (pneus, carcaças de automóvel, por exemplo). A dragagem facilitará a circulação da água, além de diminuir o número de poluentes que chegam à baia.

 

TECNOLOGIA , Fábrica verde da Volvo

A sueca Volvo espera transformar sua fábrica de caminhões, situada em Ghent (Bélgica), no primeiro complexo do tipo totalmente livre de emissão de dióxido de carbono (CO2). Para isso, a direção da montadora encomendou um estudo à Electrabel, do setor elétrico. A ideia é dotar a unidade de tecnologias que viabilizem, por exemplo, o reúso de água e a geração mais eficiente de energia e resíduos.

 

INVESTIMENTO, Oportunidades sustentáveis

Os projetos relacionados à sustentabilidade devem movimentar globalmente ? 2,2 trilhões em todo o mundo até 2020, segundo a consultoria Roland Berger. De olho nesse número a Câmara Brasil-Alemanha espera sensibilizar as empresas dos dois países a firmarem parcerias nesta área. Para unir as duas pontas, a câmara promove em março em São Paulo a Ecogerma, feira e congresso de tecnologias sustentáveis. A expectativa é que sejam fechados R$ 200 milhões em negócios nos setores de saneamento básico e recuperação de aterros sanitários, por exemplo.

 

MICROCRÉDITO I , Financiamento solidário

Acaba de sair do forno uma pesquisa do Deutsch Bank que mostra o impacto do microcrédito. Segundo um estudo do banco alemão, esse instrumento já beneficia 152 milhões de pessoas em todo o mundo. Em 2006, ano que serviu de base para o levantamento, as operações de microcrédito somaram US$ 25 bilhões. Trata-se de um volume cinco vezes maior em relação ao apurado em 2001.

MICROCRÉDITO I I, Luz e cidadania

O indiano Muhamad Yunnus, prêmio Nobel e criador da mais exitosa experiência de microfinanças do mundo, está envolvido em uma nova causa. Desta vez, ele quer levar energia para as vilas mais remotas da Índia. Para bancar o projeto ele criou um sistema de venda subsidiada de painéis solares. A meta é atender um milhão de residências até 2015.

 

TURISMO, Desenvolvimento com preservação

Apesar de contar com belas paisagens, como os rios e lagoas (foto) de Bonito (MS), o Brasil não figura entre os principais destinos turísticos do mundo. Para ajudar a mudar essa realidade o Grupo Santander Brasil e o International Trade Centre, órgão ligado à ONU, assinaram um acordo de cooperação técnica. A ideia é patrocinar iniciativas que aliem turismo com redução da pobreza e preservação da biodiversidade.

Google e MPF

 

Agora sim uma ação de responsabilidade social do Google. Demorou, mas a pressão das autoridades fez com que o grupo americano colaborasse com as investigações:

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u418061.shtml

 

 

O Google, dono do Orkut, deve assinar nesta quarta-feira (2) o TAC (termo de ajustamento de conduta) com o Ministério Público Federal, para agilizar a liberação e a manutenção de dados para investigações sobre crimes cibernéticos. O acordo deve ser fechado durante audiência da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia no Senado.

A assinatura do termo é uma das principais reivindicações do Ministério Público para facilitar a investigação de crimes como a pedofilia, principalmente no Orkut. O Google, dono da rede social, já havia se comprometido perante a CPI a adotar uma série de medidas para combater essas práticas, mas as partes não chegavam a um acordo sobre o TAC.

De acordo com o MPF, o Google aceitou os termos do acordo. O órgão informa que, para assinar TAC, o Google exigia receber imunidade civil e criminal nesses casos –não queria ser responsabilizada criminalmente caso deixasse de enviar às autoridades os dados de usuários do Orkut que permitam a identificação de criminosos.

Agora, ficou acertado que a imunidade será dada apenas nos casos em que houver erro no envio das provas, em que não houver má-fé: ao comunicar, por exemplo, que uma página do Orkut contém pedofilia, quando não houver. Com isso, a empresa fica resguardada de ser enquadrada no crime de comunicação falsa.

“Queríamos garantir que funcionários cumprissem sua função, sem risco de ser responsabilizados criminalmente “, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google. “Da nossa parte, está tudo pronto para assinar”.

O Google informa que começa a cumprir a partir desta terça-feira (1º) os compromissos assumidos na CPI.

Entre eles estão manter os registros de acessos e os números IP (protocolo de internet) dos usuários do Orkut por 180 dias; disponibilizar com mais agilidade evidências relacionadas a crimes contra crianças e adolescentes para as autoridades brasileiras, mediante ordens judiciais; a criação de um sistema de filtro para remover e prevenir material comprovadamente ilícito no Orkut e o desenvolvimento de uma ferramenta de cooperação com a SaferNet, ONG que fiscaliza crimes na rede.

 

O Apagão On-line

 

Que vergonha sermos dependentes de uma empresa quase monopolista como a Telefônica. Após 1 dia do apagão da Internet no Estado de São Paulo, as explicações ainda não convenceram ninguém. Até parece filme de terrorismo digital: atacam a Internet, depois a telefonia, e assim vai. Lembrou “Máquina Mortífera 4”!

Exagero? É porque não foi seu o prejuízo…

A Portabilidade Numérica

Tenho uma briga interminável com a operadora TIM. Apesar de possuir um plano que me atende perfeitamente, moro em uma área onde o sinal é péssimo. Ora o telefone funciona, ora não. E até agora não tomei coragem de mudar de operadora simplesmente pelo fato da alteração do número. É muita dor de cabeça atualizar os meus amigos e demais contatos, além do desgosto da nova adaptação.

Porém, estamos a poucos dias de se fazer valer a lei da portabilidade numérica, isso é, você poder mudar de operadora e permanecer com o mesmo número.

Abaixo, a relação de cidades e o período de implantação:

 

Extraído de Ig Economia:

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/07/04/regras_sobre_troca_de_operadora_sem_alteracao_de_numero_beneficiam_consumidor_1416719.html

 

Um passo importante das telecomunicações no Brasil será dado no próximo dia 15 de julho: o início dos testes para a implantação da portabilidade numérica. Isso significa que os usuários de celular poderão trocar de operadora sem alterar o número (veja o cronograma de implementação abaixo). A novidade aumentará a competição entre as empresas, que precisarão melhorar o atendimento para cativar os clientes.

De acordo com o coordenador-geral do Grupo de Implementação da Portabilidade da Anatel, Luiz Antonio Vale Moura, a empresa ABR Telecom irá administrar as trocas entre as operadoras e cuidará de todo o banco de dados de números de telefone do País. Moura é assessor do conselheiro Pedro Jaime, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A ABR Telecom foi criada em 1998 com o nome Associação Brasileira de Roaming. A instituição, que defende os interesses das operadoras de telefonia fixa e móvel, foi fundada para administrar o serviço de roaming automático nacionalmente. Hoje, além do roaming, é gestora do Centro Nacional de Sistema Antifraude. As empresas associadas à ABR são Vivo, Telemig, Amazônia Celular, TIM, CTBC, Oi, Claro, Sercomtel Celular, Sercomtel, Brasil Telecom, Brasil Telecom Móvel, Intelig, Embratel, Telefônica e GVT.

Segundo Moura, a principal razão que levou a Anatel a escolher a instituição para mediar a portabilidade foi a experiência do órgão com o Serviço de Roaming Automático, que promove desde 1998. Com isso, a base de dados ficará centralizada na ABR Telecom, seguindo o modelo de outros países onde a portabilidade já é uma realidade.

A empresa servirá como intermediadora entre a prestadora que perderá o usuário e a que ganhará. Isto é, será responsável por transmitir todos os dados do cliente de uma operadora para a outra. “A ABR Telecom não é administrada pela Anatel, mas é fiscalizada indiretamente por meio do banco de dados on-line e auditorias”, explica Moura. O modelo, que é centralizado na empresa, já funciona em países como Estados Unidos, Finlândia e a maior parte da Europa. “Foi o sistema que obteve mais sucesso no mundo”, segundo o coordenador.

A organização não-governamental Pro Teste, de defesa do consumidor, comemora. “Há muito tempo que a Pro Teste vem solicitando a mudança”, contou a coordenadora institucional, Maria Inês Dolci. A ONG ressalta que o grande número de reclamações que recebe é com relação a operadoras. “Com a portabilidade, o consumidor vai migrar para operadoras que lhe tragam menos problemas”, espera Maria Inês.

Como funciona

O usuário poderá fazer a migração mesmo se tiver devendo para a operadora. “Não há restrições”, garante Moura. No entanto, o cliente continuará sujeito à inclusão do nome nas listas de inadimplência, como Serasa (Centralização dos Serviços Bancários S/A) e SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). “A operadora receptora poderá oferecer ao usuário inadimplente um plano pré-pago”, exemplificou.

A migração será possível mesmo que o usuário tenha assinado um contrato de longo prazo. Nestes casos, ele pode estar sujeito a multas contratuais. Também não há limite para o número de troca de operadoras, exceto durante o período de migração. Este período vai até março de 2010. Até lá, as operadoras terão até cinco dias úteis para concretizar a troca. A partir daí, terão até três dias úteis.

Haverá uma taxa de no máximo US$ 5 (cerca de R$ 8,30) cobrada pela ABR Telecom às operadoras por migração. O coordenador espera que as empresas isentarão o usuário deste pagamento. “A Anatel acredita que as empresas absorverão essa taxa, já que o custo de retenção do cliente vai diminuir”, justificou. Essa diminuição no custo de retenção pode acontecer porque a portabilidade garantirá uma maior fidelização para aquela empresa que atender o cliente mais a contento.

A simples solicitação de troca de operadora pelo usuário representará a quebra do contrato anterior. O usuário falará apenas com a futura prestadora e não terá contato com a operadora original, que terá 48 horas para apresentar uma contra-proposta e garantir que o cliente permaneça na empresa. Se após dois dias da solicitação não houver desistência, a migração será concretizada. Haverá, ainda, uma multa que irá de US$ 3 a US$ 5 (de R$ 5 a R$ 8,30) para o usuário que desistir da troca após 48 horas da solicitação.

Operadoras

A Vivo declarou, por meio de sua assessoria, que vem se preparando para o início da portabilidade numérica por meio de investimentos na melhoria dos serviços e do atendimento ao consumidor. A operadora TIM informou que já está providenciando todos os ajustes necessários no sistema para se adaptar às mudanças.

As demais operadoras procuradas pela reportagem do Último Segundo, Brasil Telecom, Claro e Oi, não se manifestaram sobre o assunto. Todas as empresas ouvidas afirmaram que não definiram se os custos serão absorvidos ou repassados ao consumidor, já que os valores exatos ainda não foram determinados e as novas regras ainda não foram implementadas.

Cronograma

15 de julho: conclusão das alterações nos sistemas das operadoras para implementação da portabilidade numérica.

De 15 de julho a 31 de agosto: Fase de ativação experimental. Será ativada em caráter não comercial (sem usuários). Serão realizados testes entre operadoras em Minas Gerais, Espírito Santo, Piauí, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, além de Bauru e São José do Rio Preto, em São Paulo. “Os locais foram escolhidos de forma a pegar todas as grandes operadoras existentes no Brasil”, explicou Moura.

De 1º de setembro a 1 º de novembro: Período de observação. Nos locais onde os testes foram realizados, o serviço de portabilidade será implementado antes.

A partir de 8 de novembro: Implementação do serviço em outras áreas.

De 24 a 29 de novembro: Implementação em Salvador.

De 8 a 15 de fevereiro de 2009: Rio de Janeiro.

De 23 de fevereiro a 1º de março de 2009: São Paulo.

De 19 a 25 de janeiro de 2009: Belo Horizonte.

De 11 de março de 2009 até 10 março de 2010: Primeiro ano de ativação plena. Neste período, as operadoras terão até cinco dias úteis para concretizar a migração. A partir daí, terão até três dias úteis.

 

Assédio Moral na Ambev

 

Já tivemos, por diversas oportunidades, debates em sala de aula sobre o Assédio Moral. Questionamentos como: “até onde pressão é assédio moral? Cumprir metas elevadas se torna assédio? Broncas ou desrespeito no ambiente organizacional se enquadram na questão?” se tornaram comuns nessas aulas.
Pois bem, o sítio de notícias de Economia e Administração “Invertia” (link abaixo) traz matéria sobre o Assédio Moral da Inbev, através de sua divisão brasileira Ambev, ilustrando muito bem os exageros das organizações na cobrança de resultados e exemplificando com propriedade o Assédio Moral.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou nesta sexta-feira, por meio de comunicado, que vai investigar a Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) por assédio moral aos funcionários. Segundo as ações movidas contra a cervejaria, os trabalhadores que não atingissem suas metas eram obrigados a, entre outras coisas, assistir a reuniões em pé e a dançar “na boquinha da garrafa”.
De acordo com a Procuradoria Geral do Trabalho (PGT), a empresa faltou à audiência de conciliação marcada para ontem. A reunião fixaria acordo nacional relativo às repetidas condenações por assédio moral contra trabalhadores da empresa.
Segundo a assessoria da PGT, foi comprovado em ações dos próprios empregados que eles eram submetidos a uma pressão muito grande dos gerentes em relação às metas. Se o trabalhador tirasse licença por acidente, por exemplo, era perseguido quando voltava.
Quatro procuradorias regionais do trabalho (PRT) estavam com procedimentos de investigação suspensos em razão do acordo que se buscava com a empresa. Com a ausência de representantes da Ambev na reunião, o MPT definiu estar finalizada a solução do conflito sem procedimentos judiciais. No Pará, a PRT já determinou a instauração de inquérito civil para que as apurações de ilegalidades sejam retomadas.
A empresa terá 15 quinze dias para prestar ao MPT local informações sobre empregados da Ambev no Pará. Entre os dados requisitados estão o número de filiais e empregados no Estado, relação de empregados que tiveram contrato de trabalho extinto nos últimos sete anos e de ações movidas por ex-empregados por assédio moral e acidente de trabalho, além de responsáveis por cobranças relativas a metas de desempenho de cada uma das unidades paraenses da empresa. Procurada, a AmBev afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Extraído de:

 http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200807041447_RED_77182321